Política e Resenha

Carnaval, Roma Negra e o Nascimento do Brasil: O Legado Africano na Construção de uma Nação (Padre Carlos)

 

 

 

O Brasil não nasceu apenas do encontro entre colonizadores europeus e povos indígenas. Nasceu também do suor, da dor e da resistência de milhões de africanos escravizados, que, mesmo sob o jugo da violência, plantaram sementes de cultura, fé e rebeldia que germinaram em nossa identidade. Nenhum espaço traduz melhor essa síntese do que o Carnaval baiano — festa que é um manifesto vivo da influência negra e um palco onde a luta por reconhecimento e dignidade se transforma em cores, tambores e axé.

O Carnaval Baiano: Um Triunfo da Cultura Negra
No Carnaval da Bahia, os corpos dançam ao som dos atabaques, os pés desenham passos que vêm das rodas de samba de Angola, e os cabelos cacheados e crespos são coroados com turbantes que contam histórias ancestrais. Aqui, a África não é um continente distante: é mãe, é raiz, é chão. Os blocos afro, como Ilê Aiyê, Olodum e Malê Debalê, não são apenas grupos de Carnaval. São movimentos políticos vestidos de festa.

A musicalidade do Carnaval baiano, por exemplo, deve sua cadência ao afoxé, ritmo ligado aos cultos de matriz africana, e ao samba-reggae, criado nas periferias de Salvador como uma fusão de resistência. As letras das mãos não falam apenas de amor ou folia; denunciam o racismo, exaltam a beleza negra e recontam episódios históricos de luta, como a Revolta dos Malês. Até os adereços — as contas de Oxum, os colares de Xangô — carregam simbologias religiosas do candomblé, mostrando que a espiritualidade africana não foi apagada, mas reinventada em solo brasileiro.

Salvador: A Roma Negra e o Berço da Resistência
Chamar Salvador de Roma Negra não é mero acaso. A capital baiana, cidade com o maior percentual de população negra fora da África, tornou-se um epicentro de reexistência — termo cunhado pelo professor Muniz Sodré para definir a arte de “existir de novo” após séculos de opressão. A Roma Negra é um símbolo geográfico e político: é onde negras e negros ressignificaram suas tradições e as transformaram em ferramentas de empowerment.

Nos terreiros de candomblé, nas escolas de capoeira, nos mercados populares como o do Sete Portas, a cultura negra não só sobrevive, mas dita regras. O Pelourinho, outrora um local de castigo público de escravizados, hoje é um patrimônio cultural tomado por jovens artistas negros que ocupam as ruas com graffiti, música e poesia. Essa transformação não é casual: é fruto de uma luta ancestral que encontrou no Carnaval um megafone para ecoar.

A Consolidação da Luta Negra: Do Ilê Aiyê aos Dias Atuais
O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, fundado no bairro da Liberdade, surgiu como resposta à exclusão racial no Carnaval “oficial”. Enquanto os clubes brancos fechavam suas portas aos negros, o Ilê criou um espaço onde ser negro era motivo de orgulho. Seu lema — “Onde o negro pode ser negro” — sintetiza a potência de um movimento que uniu cultura e ativismo.

Hoje, blocos como o Bankoma (que homenageia a diáspora africana) e o Olodum (que globalizou o samba-reggae com Paul Simon e Michael Jackson) seguem esse legado, mostrando que a cultura negra não é folclore: é discurso. Quando milhões de pessoas cantam “É d’Oxum a força que move a maré” ou “Todo poder ao povo preto”, estão reforçando uma narrativa que desafia o apagamento histórico.

O Carnaval como Espelho do Brasil: Reconhecer para Transformar
A importância da cultura negra no Carnaval baiano não se limita à festa. Ela revela um Brasil que insiste em se autodefinir a partir de suas raízes africanas, mesmo em um país onde o racismo estrutural ainda marginaliza 57% de sua população. Celebrar o Carnaval da Bahia é, portanto, reconhecer que o Brasil não seria Brasil sem os saberes agrícolas dos povos Bantu, sem a filosofia iorubá, sem a musicalidade jeje.

A Roma Negra nos ensina que a luta por igualdade não se faz apenas com protestos, mas também com presença e beleza. É nas passarelas do Carnaval que mulheres negras desfilam como rainhas, que homens negros comandam trios elétricos, e que crianças negras se veem representadas como herdeiras de uma história de glória — e não de subalternidade.

Conclusão: O Futuro Tem Cor e Ritmo
O Carnaval baiano e a força da Roma Negra são provas de que a população negra não esperou por “concessões” para transformar o Brasil. Recriou-o à sua imagem, com gingado e determinação. A luta contra o racismo, porém, segue urgente. Enquanto houver desigualdade salarial, violência policial e invisibilidade, a festa será também trincheira.

Que o Brasil ouça os tambores que ecoam de Salvador: eles não chamam apenas para dançar. Chamam para reparar, para incluir, para lembrar que um país que nega sua negritude é um país que nega a si mesmo. O futuro, como o Carnaval, precisa ser plural — ou não será.

Axé!

Carnaval, Roma Negra e o Nascimento do Brasil: O Legado Africano na Construção de uma Nação (Padre Carlos)

 

 

 

O Brasil não nasceu apenas do encontro entre colonizadores europeus e povos indígenas. Nasceu também do suor, da dor e da resistência de milhões de africanos escravizados, que, mesmo sob o jugo da violência, plantaram sementes de cultura, fé e rebeldia que germinaram em nossa identidade. Nenhum espaço traduz melhor essa síntese do que o Carnaval baiano — festa que é um manifesto vivo da influência negra e um palco onde a luta por reconhecimento e dignidade se transforma em cores, tambores e axé.

O Carnaval Baiano: Um Triunfo da Cultura Negra
No Carnaval da Bahia, os corpos dançam ao som dos atabaques, os pés desenham passos que vêm das rodas de samba de Angola, e os cabelos cacheados e crespos são coroados com turbantes que contam histórias ancestrais. Aqui, a África não é um continente distante: é mãe, é raiz, é chão. Os blocos afro, como Ilê Aiyê, Olodum e Malê Debalê, não são apenas grupos de Carnaval. São movimentos políticos vestidos de festa.

A musicalidade do Carnaval baiano, por exemplo, deve sua cadência ao afoxé, ritmo ligado aos cultos de matriz africana, e ao samba-reggae, criado nas periferias de Salvador como uma fusão de resistência. As letras das mãos não falam apenas de amor ou folia; denunciam o racismo, exaltam a beleza negra e recontam episódios históricos de luta, como a Revolta dos Malês. Até os adereços — as contas de Oxum, os colares de Xangô — carregam simbologias religiosas do candomblé, mostrando que a espiritualidade africana não foi apagada, mas reinventada em solo brasileiro.

Salvador: A Roma Negra e o Berço da Resistência
Chamar Salvador de Roma Negra não é mero acaso. A capital baiana, cidade com o maior percentual de população negra fora da África, tornou-se um epicentro de reexistência — termo cunhado pelo professor Muniz Sodré para definir a arte de “existir de novo” após séculos de opressão. A Roma Negra é um símbolo geográfico e político: é onde negras e negros ressignificaram suas tradições e as transformaram em ferramentas de empowerment.

Nos terreiros de candomblé, nas escolas de capoeira, nos mercados populares como o do Sete Portas, a cultura negra não só sobrevive, mas dita regras. O Pelourinho, outrora um local de castigo público de escravizados, hoje é um patrimônio cultural tomado por jovens artistas negros que ocupam as ruas com graffiti, música e poesia. Essa transformação não é casual: é fruto de uma luta ancestral que encontrou no Carnaval um megafone para ecoar.

A Consolidação da Luta Negra: Do Ilê Aiyê aos Dias Atuais
O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, fundado no bairro da Liberdade, surgiu como resposta à exclusão racial no Carnaval “oficial”. Enquanto os clubes brancos fechavam suas portas aos negros, o Ilê criou um espaço onde ser negro era motivo de orgulho. Seu lema — “Onde o negro pode ser negro” — sintetiza a potência de um movimento que uniu cultura e ativismo.

Hoje, blocos como o Bankoma (que homenageia a diáspora africana) e o Olodum (que globalizou o samba-reggae com Paul Simon e Michael Jackson) seguem esse legado, mostrando que a cultura negra não é folclore: é discurso. Quando milhões de pessoas cantam “É d’Oxum a força que move a maré” ou “Todo poder ao povo preto”, estão reforçando uma narrativa que desafia o apagamento histórico.

O Carnaval como Espelho do Brasil: Reconhecer para Transformar
A importância da cultura negra no Carnaval baiano não se limita à festa. Ela revela um Brasil que insiste em se autodefinir a partir de suas raízes africanas, mesmo em um país onde o racismo estrutural ainda marginaliza 57% de sua população. Celebrar o Carnaval da Bahia é, portanto, reconhecer que o Brasil não seria Brasil sem os saberes agrícolas dos povos Bantu, sem a filosofia iorubá, sem a musicalidade jeje.

A Roma Negra nos ensina que a luta por igualdade não se faz apenas com protestos, mas também com presença e beleza. É nas passarelas do Carnaval que mulheres negras desfilam como rainhas, que homens negros comandam trios elétricos, e que crianças negras se veem representadas como herdeiras de uma história de glória — e não de subalternidade.

Conclusão: O Futuro Tem Cor e Ritmo
O Carnaval baiano e a força da Roma Negra são provas de que a população negra não esperou por “concessões” para transformar o Brasil. Recriou-o à sua imagem, com gingado e determinação. A luta contra o racismo, porém, segue urgente. Enquanto houver desigualdade salarial, violência policial e invisibilidade, a festa será também trincheira.

Que o Brasil ouça os tambores que ecoam de Salvador: eles não chamam apenas para dançar. Chamam para reparar, para incluir, para lembrar que um país que nega sua negritude é um país que nega a si mesmo. O futuro, como o Carnaval, precisa ser plural — ou não será.

Axé!

Transparência e Responsabilidade Fiscal: Vitória da Conquista como Exemplo de Gestão Pública

 

 

 

 

Em um cenário nacional marcado por escândalos de má gestão e desvios de recursos, o relato de municípios que cumprem com rigor as normas de transparência e responsabilidade fiscal merece destaque. A realização da audiência pública conjunta entre a Prefeitura e a Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (26), não é apenas uma formalidade burocrática. É um ato democrático que reforça a importância da prestação de contas e do diálogo com a sociedade — princípios essenciais para a construção de uma administração pública íntegra e eficiente.

O evento, exigido pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), serviu para apresentar o cumprimento das metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) relativas ao terceiro quadriênio de 2024, encerrando as contas da gestão anterior. Os números divulgados são reveladores: 90% da receita prevista foi realizada, com 92% das despesas executadas. Mais do que estatísticas, esses percentuais refletem uma gestão que equilibra planejamento e execução, evitando os extremos do subfinanciamento e do desperdício.

Fiscalidade como Alicerce
Um dos destaques foi o índice de despesa com pessoal, que ficou em 46,21%, abaixo do limite prudencial de 54,98% estabelecido pela Constituição. Esse equilíbrio é crucial para evitar o estrangulamento das finanças públicas, comum em municípios que sucumbem a pressões corporativistas. Além disso, a dívida consolidada de 22,19% — longe do limite de 120% da receita corrente líquida — mostra que o endividamento não é uma âncora para o desenvolvimento local. Como ressaltou Filipe Rocha Santos, Contador-Geral do Município, tais números não são apenas técnicos: são a base para investimentos futuros em áreas prioritárias.

Educação e Saúde: Do Papel à Prática
Os setores mais sensíveis à população — educação e saúde — também foram contemplados com análises qualitativas. A aplicação de 25,11% dos recursos próprios em educação e o uso quase integral do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) demonstram que o município não se limita a cumprir percentuais legais. Como destacou Eliane Solto, coordenadora financeira da Secretaria de Educação, os recursos foram direcionados para salários, reformas escolares e aquisição de equipamentos, elementos que impactam diretamente na qualidade do ensino.

Na saúde, o índice constitucional de 15% foi superado, com investimentos distribuídos entre atenção primária, hospitalar, vigilância epidemiológica e assistência farmacêutica. Edinael Pardim, diretor-financeiro da Secretaria de Saúde, lembrou que “uma boa gestão transforma recursos em serviços”. A afirmação é pertinente: de nada adiantaria cumprir metas fiscais se hospitais ficassem sem medicamentos ou se postos de saúde fechassem as portas.

Transparência como Dever, não como Favor
O aspecto mais louvável da audiência foi o compromisso com a transparência. Ao transmitir o evento pela Rádio Câmara (90.3 FM) e disponibilizar relatórios detalhados online, o município ampliou o acesso à informação — direito básico muitas vezes negligenciado. Mateus Novais, secretário de Transparência, lembrou que “não basta gastar; é preciso gastar bem”. A frase sintetiza o espírito da LRF: o dinheiro público não é um cheque em branco, mas um contrato social que exige eficiência e honestidade.

Desafios e Olhar Crítico
Apesar dos avanços, é preciso cautela. Percentuais dentro da lei não garantem, por si só, equidade ou justiça social. A aplicação de 25% em educação, por exemplo, deve ser acompanhada de indicadores de aprendizagem e redução da evasão escolar. Da mesma forma, os 15% em saúde precisam se traduzir em redução de filas por procedimentos e melhoria no acesso a especialistas. Além disso, a dependência de repasses federais e a volatilidade da arrecadação local são riscos que exigem planejamento de longo prazo.

Conclusão: Um Modelo a Ser Seguido
Vitória da Conquista oferece um modelo a ser observado por outros municípios. Ao alinhar responsabilidade fiscal, transparência e foco em políticas públicas, a cidade prova que é possível governar sem populismo ou aventuras contábeis. Resta agora à população manter-se vigilante, cobrando continuidade nessas práticas e participando ativamente das próximas audiências. Afinal, como lembrou Rita de Cássia, servidora da Câmara, “o dinheiro aplicado em impostos deve ser bem gasto” — e isso só ocorre quando o cidadão exige seu lugar no centro das decisões.

A audiência pública foi um passo importante, mas o verdadeiro legado dessa gestão dependerá de como esses números se transformarão em qualidade de vida para os conquistenses. Que o exemplo inspire não apenas aplausos, mas ação.

Transparência e Responsabilidade Fiscal: Vitória da Conquista como Exemplo de Gestão Pública

 

 

 

 

Em um cenário nacional marcado por escândalos de má gestão e desvios de recursos, o relato de municípios que cumprem com rigor as normas de transparência e responsabilidade fiscal merece destaque. A realização da audiência pública conjunta entre a Prefeitura e a Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (26), não é apenas uma formalidade burocrática. É um ato democrático que reforça a importância da prestação de contas e do diálogo com a sociedade — princípios essenciais para a construção de uma administração pública íntegra e eficiente.

O evento, exigido pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), serviu para apresentar o cumprimento das metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) relativas ao terceiro quadriênio de 2024, encerrando as contas da gestão anterior. Os números divulgados são reveladores: 90% da receita prevista foi realizada, com 92% das despesas executadas. Mais do que estatísticas, esses percentuais refletem uma gestão que equilibra planejamento e execução, evitando os extremos do subfinanciamento e do desperdício.

Fiscalidade como Alicerce
Um dos destaques foi o índice de despesa com pessoal, que ficou em 46,21%, abaixo do limite prudencial de 54,98% estabelecido pela Constituição. Esse equilíbrio é crucial para evitar o estrangulamento das finanças públicas, comum em municípios que sucumbem a pressões corporativistas. Além disso, a dívida consolidada de 22,19% — longe do limite de 120% da receita corrente líquida — mostra que o endividamento não é uma âncora para o desenvolvimento local. Como ressaltou Filipe Rocha Santos, Contador-Geral do Município, tais números não são apenas técnicos: são a base para investimentos futuros em áreas prioritárias.

Educação e Saúde: Do Papel à Prática
Os setores mais sensíveis à população — educação e saúde — também foram contemplados com análises qualitativas. A aplicação de 25,11% dos recursos próprios em educação e o uso quase integral do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) demonstram que o município não se limita a cumprir percentuais legais. Como destacou Eliane Solto, coordenadora financeira da Secretaria de Educação, os recursos foram direcionados para salários, reformas escolares e aquisição de equipamentos, elementos que impactam diretamente na qualidade do ensino.

Na saúde, o índice constitucional de 15% foi superado, com investimentos distribuídos entre atenção primária, hospitalar, vigilância epidemiológica e assistência farmacêutica. Edinael Pardim, diretor-financeiro da Secretaria de Saúde, lembrou que “uma boa gestão transforma recursos em serviços”. A afirmação é pertinente: de nada adiantaria cumprir metas fiscais se hospitais ficassem sem medicamentos ou se postos de saúde fechassem as portas.

Transparência como Dever, não como Favor
O aspecto mais louvável da audiência foi o compromisso com a transparência. Ao transmitir o evento pela Rádio Câmara (90.3 FM) e disponibilizar relatórios detalhados online, o município ampliou o acesso à informação — direito básico muitas vezes negligenciado. Mateus Novais, secretário de Transparência, lembrou que “não basta gastar; é preciso gastar bem”. A frase sintetiza o espírito da LRF: o dinheiro público não é um cheque em branco, mas um contrato social que exige eficiência e honestidade.

Desafios e Olhar Crítico
Apesar dos avanços, é preciso cautela. Percentuais dentro da lei não garantem, por si só, equidade ou justiça social. A aplicação de 25% em educação, por exemplo, deve ser acompanhada de indicadores de aprendizagem e redução da evasão escolar. Da mesma forma, os 15% em saúde precisam se traduzir em redução de filas por procedimentos e melhoria no acesso a especialistas. Além disso, a dependência de repasses federais e a volatilidade da arrecadação local são riscos que exigem planejamento de longo prazo.

Conclusão: Um Modelo a Ser Seguido
Vitória da Conquista oferece um modelo a ser observado por outros municípios. Ao alinhar responsabilidade fiscal, transparência e foco em políticas públicas, a cidade prova que é possível governar sem populismo ou aventuras contábeis. Resta agora à população manter-se vigilante, cobrando continuidade nessas práticas e participando ativamente das próximas audiências. Afinal, como lembrou Rita de Cássia, servidora da Câmara, “o dinheiro aplicado em impostos deve ser bem gasto” — e isso só ocorre quando o cidadão exige seu lugar no centro das decisões.

A audiência pública foi um passo importante, mas o verdadeiro legado dessa gestão dependerá de como esses números se transformarão em qualidade de vida para os conquistenses. Que o exemplo inspire não apenas aplausos, mas ação.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 27 de fevereiro de 2025  

 

Folha de S.Paulo
Lucro da Petrobras cai 70% em 2024 e atinge menos da metade do previsto 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/02/petrobras-anuncia-mais-r-91-bilhoes-em-dividendos-sobre-lucro-de-2024.shtml#:~:text=A%20Petrobras%20registrou%20lucro%20de,mesmo%20per%C3%ADodo%20do%20ano%20anterior. 

 

O Estado de S. Paulo
EUA chamam bloqueio de rede social de censura; governo reage 

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-eua-chamam-bloqueio-de-rede-social-de-censura-governo-reage/?srsltid=AfmBOorrQ7hT-ylotArQ0tNnTj1ttY3MgQEX7ukmd0ebvJp6KOG8RuiL 

 

Valor Econômico (SP)
Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre importações da UE 

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/02/27/trump-ameaca-impor-tarifas-de-25-sobre-importacoes-da-ue.ghtml 

 

O Globo (RJ)
ATRITO DIPLOMÁTICO
Itamaraty rebate crítica e diz que EUA ‘distorcem’ atos do STF 

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/02/26/itamaraty-reage-a-critica-do-governo-trump-ao-stf-e-afirma-que-decisoes-do-stf-nao-podem-ser-politizadas.ghtml 

 

O Dia (RJ)
Oruam é detido por abrigar foragido da Justiça em casa 

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/02/7011162-rapper-oruam-e-alvo-de-operacao-da-policia-civil.html 

 

Correio Braziliense
Barbárie e assassinato no caminho de um covarde 

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/02/7068600-covardia-e-perversidade-fazem-novas-vitimas-da-violencia-contra-a-mulher.html 

 

Estado de Minas
CARNAVAL
Novidades nas ruas, e os cuidados de sempre 

https://www.em.com.br/gerais/2024/02/6798260-carnaval-bh-2024-por-que-o-entao-brilha-desistiu-de-desfilar-na-via-sonorizada.html 

 

Zero Hora (RS)
EUA criticam decisões do STF; Brasil reage 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/ 

 

Diário de Pernambuco
“Acorda, Recife, acorda
Que já é hora de estar de pé” 

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2016/02/multidao-chega-mais-tarde-para-acompanhar-o-desfile-do-galo.html 

 

Jornal do Commercio (PE)
O Galo já está de pé… É Carnaval em Pernambuco! 

https://www.google.com.br/search?q=Jornal+do+Commercio+%28PE%29+%0D%0AO+Galo+j%C3%A1+est%C3%A1+de+p%C3%A9%E2%80%A6+%C3%89+Carnaval+em+Pernambuco%21+&sca_esv=d3b29147f7be7067&sxsrf=AHTn8zpJ5ZiVb1no7TaF9esvGer91r–sg%3A1740656849431&source=hp&ei=0VDAZ-iRGKrZ1sQPgsWA4A0&iflsig=ACkRmUkAAAAAZ8Be4Wsb1MiGf3Fe9ofX3SfGHQwxu3uD&ved=0ahUKEwiovryJ5OOLAxWqrJUCHYIiANwQ4dUDCB4&oq=Jornal+do+Commercio+%28PE%29+%0D%0AO+Galo+j%C3%A1+est%C3%A1+de+p%C3%A9%E2%80%A6+%C3%89+Carnaval+em+Pernambuco%21+&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IlBKb3JuYWwgZG8gQ29tbWVyY2lvIChQRSkgCk8gR2FsbyBqw6EgZXN0w6EgZGUgcMOp4oCmIMOJIENhcm5hdmFsIGVtIFBlcm5hbWJ1Y28hIEgAUABYAHAAeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQzIAQD4AQL4AQGYAgCgAgCYAwCSBwCgBwA&sclient=gws-wiz 

 

 

A Tarde (BA)
Rei Momo decreta hoje seis dias de muito axé 

https://atarde.com.br/?d=1 

 

Diário do Nordeste (CE)
Novo coronavírus é detectado no Ceará 

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/novo-tipo-de-coronavirus-e-detectado-pela-primeira-vez-em-morcego-do-ceara-1.3623477 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 27 de fevereiro de 2025  

 

Folha de S.Paulo
Lucro da Petrobras cai 70% em 2024 e atinge menos da metade do previsto 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/02/petrobras-anuncia-mais-r-91-bilhoes-em-dividendos-sobre-lucro-de-2024.shtml#:~:text=A%20Petrobras%20registrou%20lucro%20de,mesmo%20per%C3%ADodo%20do%20ano%20anterior. 

 

O Estado de S. Paulo
EUA chamam bloqueio de rede social de censura; governo reage 

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-eua-chamam-bloqueio-de-rede-social-de-censura-governo-reage/?srsltid=AfmBOorrQ7hT-ylotArQ0tNnTj1ttY3MgQEX7ukmd0ebvJp6KOG8RuiL 

 

Valor Econômico (SP)
Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre importações da UE 

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/02/27/trump-ameaca-impor-tarifas-de-25-sobre-importacoes-da-ue.ghtml 

 

O Globo (RJ)
ATRITO DIPLOMÁTICO
Itamaraty rebate crítica e diz que EUA ‘distorcem’ atos do STF 

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/02/26/itamaraty-reage-a-critica-do-governo-trump-ao-stf-e-afirma-que-decisoes-do-stf-nao-podem-ser-politizadas.ghtml 

 

O Dia (RJ)
Oruam é detido por abrigar foragido da Justiça em casa 

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/02/7011162-rapper-oruam-e-alvo-de-operacao-da-policia-civil.html 

 

Correio Braziliense
Barbárie e assassinato no caminho de um covarde 

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/02/7068600-covardia-e-perversidade-fazem-novas-vitimas-da-violencia-contra-a-mulher.html 

 

Estado de Minas
CARNAVAL
Novidades nas ruas, e os cuidados de sempre 

https://www.em.com.br/gerais/2024/02/6798260-carnaval-bh-2024-por-que-o-entao-brilha-desistiu-de-desfilar-na-via-sonorizada.html 

 

Zero Hora (RS)
EUA criticam decisões do STF; Brasil reage 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/ 

 

Diário de Pernambuco
“Acorda, Recife, acorda
Que já é hora de estar de pé” 

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2016/02/multidao-chega-mais-tarde-para-acompanhar-o-desfile-do-galo.html 

 

Jornal do Commercio (PE)
O Galo já está de pé… É Carnaval em Pernambuco! 

https://www.google.com.br/search?q=Jornal+do+Commercio+%28PE%29+%0D%0AO+Galo+j%C3%A1+est%C3%A1+de+p%C3%A9%E2%80%A6+%C3%89+Carnaval+em+Pernambuco%21+&sca_esv=d3b29147f7be7067&sxsrf=AHTn8zpJ5ZiVb1no7TaF9esvGer91r–sg%3A1740656849431&source=hp&ei=0VDAZ-iRGKrZ1sQPgsWA4A0&iflsig=ACkRmUkAAAAAZ8Be4Wsb1MiGf3Fe9ofX3SfGHQwxu3uD&ved=0ahUKEwiovryJ5OOLAxWqrJUCHYIiANwQ4dUDCB4&oq=Jornal+do+Commercio+%28PE%29+%0D%0AO+Galo+j%C3%A1+est%C3%A1+de+p%C3%A9%E2%80%A6+%C3%89+Carnaval+em+Pernambuco%21+&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IlBKb3JuYWwgZG8gQ29tbWVyY2lvIChQRSkgCk8gR2FsbyBqw6EgZXN0w6EgZGUgcMOp4oCmIMOJIENhcm5hdmFsIGVtIFBlcm5hbWJ1Y28hIEgAUABYAHAAeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQzIAQD4AQL4AQGYAgCgAgCYAwCSBwCgBwA&sclient=gws-wiz 

 

 

A Tarde (BA)
Rei Momo decreta hoje seis dias de muito axé 

https://atarde.com.br/?d=1 

 

Diário do Nordeste (CE)
Novo coronavírus é detectado no Ceará 

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/novo-tipo-de-coronavirus-e-detectado-pela-primeira-vez-em-morcego-do-ceara-1.3623477 

ARTIGO – Vitória da Conquista: O Autêntico Portal da Chapada Diamantina (José Maria Caires)

 

 

 

A discussão sobre qual cidade representa o verdadeiro portal de entrada para a majestosa Chapada Diamantina frequentemente gravita em torno de Lençóis e outras localidades do leste baiano. Contudo, uma análise mais profunda dos aspectos geográficos, históricos e culturais revela que Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, possui credenciais incontestáveis para reivindicar este título.

Situada estrategicamente no sudoeste baiano, Vitória da Conquista funciona como um centro de convergência natural para viajantes que se deslocam do sul e sudeste do país em direção às maravilhas da Chapada. A cidade encontra-se em uma posição privilegiada, conectada por malha rodoviária de qualidade superior, o que facilita enormemente o acesso aos tesouros naturais da região. Esta infraestrutura logística constitui um diferencial significativo quando comparada às rotas tradicionais via Salvador, que impõem percursos mais longos e desafiadores.

Um dos argumentos mais contundentes para esta afirmação encontra-se na proximidade de Vitória da Conquista com municípios que representam joias culturais e naturais da Chapada. Destaca-se, neste contexto, Ituaçu, terra que viu nascer dois dos maiores ícones da música brasileira: Gilberto Gil e Moraes Moreira. Este município, berço de gênios que transformaram a identidade cultural brasileira, localiza-se a apenas 151 quilômetros de Vitória da Conquista – uma distância consideravelmente menor que os 510 quilômetros que o separam de Salvador.

Além de seu patrimônio cultural incomparável, Ituaçu abriga a enigmática Gruta da Mangabeira, um dos tesouros geológicos mais impressionantes da Chapada Diamantina. Este complexo de cavernas, com suas formações calcárias de beleza indescritível e significado religioso profundo para a população local, representa perfeitamente a integração entre natureza e cultura que caracteriza toda a região da Chapada. A facilidade de acesso a este santuário natural a partir de Vitória da Conquista reforça o papel da cidade como verdadeiro ponto de entrada para as maravilhas da região.

O fluxo comercial e cultural que historicamente conecta Vitória da Conquista à Chapada Diamantina também não pode ser ignorado. Durante gerações, as trocas comerciais, artísticas e sociais entre estas regiões contribuíram para formar uma identidade compartilhada, expressada em manifestações culturais, gastronomia e tradições. Esta interconexão orgânica transcende a mera proximidade física, representando laços profundos que se desenvolveram ao longo da história.

Cabe ressaltar que reconhecer Vitória da Conquista como portal da Chapada não diminui a importância de outras entradas tradicionais, mas amplia as possibilidades de compreensão e exploração deste tesouro baiano. A cidade oferece infraestrutura turística robusta, com uma rede hoteleira diversificada, gastronomia rica e serviços de alta qualidade – elementos essenciais para receber adequadamente os visitantes que desejam aventurar-se pelas maravilhas da Chapada.

A perspectiva geográfica do sudoeste baiano também proporciona um ângulo diferenciado para apreciar as paisagens e formações da Chapada, possibilitando roteiros alternativos que revelam aspectos menos explorados deste patrimônio natural. Para muitos viajantes, especialmente aqueles vindos do sul e sudeste do país, a rota via Vitória da Conquista representa não apenas economia de tempo e recursos, mas também uma experiência mais rica e diversificada.

Em conclusão, os elementos apresentados constituem evidências robustas de que Vitória da Conquista merece ser reconhecida como o autêntico portal da Chapada Diamantina. Sua posição geográfica estratégica, a proximidade com tesouros culturais e naturais como Ituaçu e a Gruta da Mangabeira, as conexões históricas e culturais profundas com a região, além da infraestrutura adequada para receber visitantes, compõem um conjunto convincente de argumentos. É tempo de ampliarmos nossa visão sobre as múltiplas entradas para este paraíso baiano, reconhecendo o papel fundamental que Vitória da Conquista desempenha como verdadeira porta de entrada para as maravilhas da Chapada Diamantina.

ARTIGO – Vitória da Conquista: O Autêntico Portal da Chapada Diamantina (José Maria Caires)

 

 

 

A discussão sobre qual cidade representa o verdadeiro portal de entrada para a majestosa Chapada Diamantina frequentemente gravita em torno de Lençóis e outras localidades do leste baiano. Contudo, uma análise mais profunda dos aspectos geográficos, históricos e culturais revela que Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, possui credenciais incontestáveis para reivindicar este título.

Situada estrategicamente no sudoeste baiano, Vitória da Conquista funciona como um centro de convergência natural para viajantes que se deslocam do sul e sudeste do país em direção às maravilhas da Chapada. A cidade encontra-se em uma posição privilegiada, conectada por malha rodoviária de qualidade superior, o que facilita enormemente o acesso aos tesouros naturais da região. Esta infraestrutura logística constitui um diferencial significativo quando comparada às rotas tradicionais via Salvador, que impõem percursos mais longos e desafiadores.

Um dos argumentos mais contundentes para esta afirmação encontra-se na proximidade de Vitória da Conquista com municípios que representam joias culturais e naturais da Chapada. Destaca-se, neste contexto, Ituaçu, terra que viu nascer dois dos maiores ícones da música brasileira: Gilberto Gil e Moraes Moreira. Este município, berço de gênios que transformaram a identidade cultural brasileira, localiza-se a apenas 151 quilômetros de Vitória da Conquista – uma distância consideravelmente menor que os 510 quilômetros que o separam de Salvador.

Além de seu patrimônio cultural incomparável, Ituaçu abriga a enigmática Gruta da Mangabeira, um dos tesouros geológicos mais impressionantes da Chapada Diamantina. Este complexo de cavernas, com suas formações calcárias de beleza indescritível e significado religioso profundo para a população local, representa perfeitamente a integração entre natureza e cultura que caracteriza toda a região da Chapada. A facilidade de acesso a este santuário natural a partir de Vitória da Conquista reforça o papel da cidade como verdadeiro ponto de entrada para as maravilhas da região.

O fluxo comercial e cultural que historicamente conecta Vitória da Conquista à Chapada Diamantina também não pode ser ignorado. Durante gerações, as trocas comerciais, artísticas e sociais entre estas regiões contribuíram para formar uma identidade compartilhada, expressada em manifestações culturais, gastronomia e tradições. Esta interconexão orgânica transcende a mera proximidade física, representando laços profundos que se desenvolveram ao longo da história.

Cabe ressaltar que reconhecer Vitória da Conquista como portal da Chapada não diminui a importância de outras entradas tradicionais, mas amplia as possibilidades de compreensão e exploração deste tesouro baiano. A cidade oferece infraestrutura turística robusta, com uma rede hoteleira diversificada, gastronomia rica e serviços de alta qualidade – elementos essenciais para receber adequadamente os visitantes que desejam aventurar-se pelas maravilhas da Chapada.

A perspectiva geográfica do sudoeste baiano também proporciona um ângulo diferenciado para apreciar as paisagens e formações da Chapada, possibilitando roteiros alternativos que revelam aspectos menos explorados deste patrimônio natural. Para muitos viajantes, especialmente aqueles vindos do sul e sudeste do país, a rota via Vitória da Conquista representa não apenas economia de tempo e recursos, mas também uma experiência mais rica e diversificada.

Em conclusão, os elementos apresentados constituem evidências robustas de que Vitória da Conquista merece ser reconhecida como o autêntico portal da Chapada Diamantina. Sua posição geográfica estratégica, a proximidade com tesouros culturais e naturais como Ituaçu e a Gruta da Mangabeira, as conexões históricas e culturais profundas com a região, além da infraestrutura adequada para receber visitantes, compõem um conjunto convincente de argumentos. É tempo de ampliarmos nossa visão sobre as múltiplas entradas para este paraíso baiano, reconhecendo o papel fundamental que Vitória da Conquista desempenha como verdadeira porta de entrada para as maravilhas da Chapada Diamantina.

Papa Francisco tem melhora leve; insuficiência renal diminui

 

 

Da Redação*
Publicado em 26 de fevereiro de 2025

papa-natal2

Foto: ascom/vaticano

A condição clínica do papa Francisco, que enfrenta uma pneumonia dupla, mostrou uma leve melhora nas últimas 24 horas. A leve insuficiência renal observada nos últimos dias diminuiu, informou o Vaticano na noite desta quarta-feira (26), tarde no Brasil

A tomografia computadorizada do tórax, realizada no dia anterior, mostrou uma evolução normal do quadro inflamatório pulmonar. Os exames hematológicos e hemacrocitométricos confirmaram a melhora.

Pela manhã, o Vaticano informou que o pontífice tivera “uma noite tranquila e está descansando” no hospital Agostino Gemelli, em Roma. Este já é o período de internação mais longo de Jorge Mario Bergoglio, 88, desde que se tornou papa em 2013, superando o período de dez dias em 2021, quando se submeteu a uma cirurgia eletiva no intestino.

O boletim médico divulgado na noite de terça-feira (25) mostrava um quadro de estabilidade, sem novas crises respiratórias e exames de sangue estáveis. Sua condição de saúde, porém, era considerada grave. Já o prognóstico, segundo o relatório, era descrito como “cauteloso” pelo

Vaticano, que não descarta a possibilidade de a equipe médica conceder uma entrevista até fim desta semana.

Francisco está se alimentando normalmente e, dentro do possível, movimenta-se no quarto. Na segunda-feira (24), a Santa Sé havia informado que a condição do pontífice continuava grave, mas que havia mostrado uma “leve melhora”, acrescentando que a “insuficiência renal leve”, relatada pela primeira vez no fim de semana, não era motivo de preocupação. Foi o primeiro sinal positivo desde o agravamento de seu estado de saúde.

No sábado (22), Francisco chegou a precisar de transfusão de sangue depois de uma “crise respiratória prolongada”, uma situação que não se repetiu desde então. Ele tem uma pneumonia dupla, uma infecção grave que pode inflamar e causar cicatrizes em ambos os pulmões, dificultando a respiração. O Vaticano descreveu o quadro infeccioso como complexo, causado por dois ou mais micro-organismos.

O papa é particularmente propenso a infecções pulmonares porque desenvolveu pleurisia quando jovem e teve parte de um pulmão removido. Ele segue sob a terapia com oxigênio e sob a mesma medicação dos últimos dias.

A saúde debilitada não o afastou da liderança da Igreja Católica, ainda que boa parte das atividades estejam obviamente prejudicadas. O pontífice manteve na segunda-feira (24) audiência com o cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, responsável pela administração da igreja, e com o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra, seu auxiliar.

Assinou decretos de canonização e beatificação, assim como a mensagem para a Quaresma, o período de quarenta dias que antecede a Páscoa em que os católicos se preparam para a celebração com jejuns, penitências e obras de caridade. Nesta quarta-feira (26), soltou novos documentos, incluindo a Catequese.

O documento, de acordo com a Santa Sé, já estava preparado. É praxe o papa receber peregrinos nos meios de semana, sempre com uma nova mensagem. A cerimônia só ocorre com sua presença, mas a tradição de emitir a Catequese foi mantida.

Em Roma, a prece do Rosário pela saúde do papa foi realizada pela segunda noite seguida na praça São Pedro. Na terça-feira (25), o evento foi conduzido por outro nome forte do Vaticano no momento, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle. Na segunda-feira (24), a celebração coube ao cardeal Parolin.

O Vaticano declarou que não há uma ordem estabelecida de celebrantes e que as escolhas se devem também à conveniência da Santa Sé, já que não há uma convocação extraordinária de religiosos neste momento.

* JOSÉ HENRIQUE MARIANTE/folhapress

Papa Francisco tem melhora leve; insuficiência renal diminui

 

 

Da Redação*
Publicado em 26 de fevereiro de 2025

papa-natal2

Foto: ascom/vaticano

A condição clínica do papa Francisco, que enfrenta uma pneumonia dupla, mostrou uma leve melhora nas últimas 24 horas. A leve insuficiência renal observada nos últimos dias diminuiu, informou o Vaticano na noite desta quarta-feira (26), tarde no Brasil

A tomografia computadorizada do tórax, realizada no dia anterior, mostrou uma evolução normal do quadro inflamatório pulmonar. Os exames hematológicos e hemacrocitométricos confirmaram a melhora.

Pela manhã, o Vaticano informou que o pontífice tivera “uma noite tranquila e está descansando” no hospital Agostino Gemelli, em Roma. Este já é o período de internação mais longo de Jorge Mario Bergoglio, 88, desde que se tornou papa em 2013, superando o período de dez dias em 2021, quando se submeteu a uma cirurgia eletiva no intestino.

O boletim médico divulgado na noite de terça-feira (25) mostrava um quadro de estabilidade, sem novas crises respiratórias e exames de sangue estáveis. Sua condição de saúde, porém, era considerada grave. Já o prognóstico, segundo o relatório, era descrito como “cauteloso” pelo

Vaticano, que não descarta a possibilidade de a equipe médica conceder uma entrevista até fim desta semana.

Francisco está se alimentando normalmente e, dentro do possível, movimenta-se no quarto. Na segunda-feira (24), a Santa Sé havia informado que a condição do pontífice continuava grave, mas que havia mostrado uma “leve melhora”, acrescentando que a “insuficiência renal leve”, relatada pela primeira vez no fim de semana, não era motivo de preocupação. Foi o primeiro sinal positivo desde o agravamento de seu estado de saúde.

No sábado (22), Francisco chegou a precisar de transfusão de sangue depois de uma “crise respiratória prolongada”, uma situação que não se repetiu desde então. Ele tem uma pneumonia dupla, uma infecção grave que pode inflamar e causar cicatrizes em ambos os pulmões, dificultando a respiração. O Vaticano descreveu o quadro infeccioso como complexo, causado por dois ou mais micro-organismos.

O papa é particularmente propenso a infecções pulmonares porque desenvolveu pleurisia quando jovem e teve parte de um pulmão removido. Ele segue sob a terapia com oxigênio e sob a mesma medicação dos últimos dias.

A saúde debilitada não o afastou da liderança da Igreja Católica, ainda que boa parte das atividades estejam obviamente prejudicadas. O pontífice manteve na segunda-feira (24) audiência com o cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, responsável pela administração da igreja, e com o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra, seu auxiliar.

Assinou decretos de canonização e beatificação, assim como a mensagem para a Quaresma, o período de quarenta dias que antecede a Páscoa em que os católicos se preparam para a celebração com jejuns, penitências e obras de caridade. Nesta quarta-feira (26), soltou novos documentos, incluindo a Catequese.

O documento, de acordo com a Santa Sé, já estava preparado. É praxe o papa receber peregrinos nos meios de semana, sempre com uma nova mensagem. A cerimônia só ocorre com sua presença, mas a tradição de emitir a Catequese foi mantida.

Em Roma, a prece do Rosário pela saúde do papa foi realizada pela segunda noite seguida na praça São Pedro. Na terça-feira (25), o evento foi conduzido por outro nome forte do Vaticano no momento, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle. Na segunda-feira (24), a celebração coube ao cardeal Parolin.

O Vaticano declarou que não há uma ordem estabelecida de celebrantes e que as escolhas se devem também à conveniência da Santa Sé, já que não há uma convocação extraordinária de religiosos neste momento.

* JOSÉ HENRIQUE MARIANTE/folhapress

ARTIGO – Vitória da Conquista: A Coragem da Prefeita no Combate à Corrupção (Padre Carlos)

 

Em um gesto exemplar e corajoso, a prefeita de Vitória da Conquista reafirma que integridade e transparência não são meras palavras, mas compromissos inegociáveis na gestão pública. Ao rescindir o contrato com a empresa Alpha Pavimentações e Serviços de Construções Limitada – pivô de um esquema de desvios de verbas de emendas parlamentares – ela demonstra que, para combater a corrupção, é preciso agir sem hesitar.

Firmado em julho do ano passado, o contrato previa o repasse de R$ 14,4 milhões para obras em estradas vicinais do município, mas os recursos jamais alcançaram os cofres da empresa. Essa decisão, anunciada nesta terça-feira (25) , revela a seriedade de uma administração que não compactua com práticas ilícitas e que põe a dignidade dos cidadãos acima de interesses obscuros.

A Alpha, já apontada como protagonista de desvios e alvo da Operação Overclean deflagrada em dezembro pela Polícia Federal e pela Controladoria Regional da União, simboliza o pior da corrupção. Ao cortar os laços com essa empresa, a prefeita não apenas protege os cofres públicos, mas também fortalece a confiança da população, mostrando que a ética e a responsabilidade são os pilares de sua gestão.

Essa ação corajosa serve de exemplo para outros gestores e parlamentares, que devem intensificar a fiscalização dos contratos e obras públicas. A transparência na administração não é apenas um ideal, mas uma necessidade urgente para que a justiça prevaleça e os recursos sejam aplicados em benefício de todos, combatendo de forma efetiva os esquemas de corrupção.

Parabenizamos a prefeita pela determinação em enfrentar esse tipo de crime e pela condução de uma gestão pautada na seriedade e na transparência. Que sua atitude inspire uma cultura de integridade e fortaleça a luta por uma Vitória da Conquista mais justa e ética para toda a população.

(Padre Carlos)

ARTIGO – Vitória da Conquista: A Coragem da Prefeita no Combate à Corrupção (Padre Carlos)

 

Em um gesto exemplar e corajoso, a prefeita de Vitória da Conquista reafirma que integridade e transparência não são meras palavras, mas compromissos inegociáveis na gestão pública. Ao rescindir o contrato com a empresa Alpha Pavimentações e Serviços de Construções Limitada – pivô de um esquema de desvios de verbas de emendas parlamentares – ela demonstra que, para combater a corrupção, é preciso agir sem hesitar.

Firmado em julho do ano passado, o contrato previa o repasse de R$ 14,4 milhões para obras em estradas vicinais do município, mas os recursos jamais alcançaram os cofres da empresa. Essa decisão, anunciada nesta terça-feira (25) , revela a seriedade de uma administração que não compactua com práticas ilícitas e que põe a dignidade dos cidadãos acima de interesses obscuros.

A Alpha, já apontada como protagonista de desvios e alvo da Operação Overclean deflagrada em dezembro pela Polícia Federal e pela Controladoria Regional da União, simboliza o pior da corrupção. Ao cortar os laços com essa empresa, a prefeita não apenas protege os cofres públicos, mas também fortalece a confiança da população, mostrando que a ética e a responsabilidade são os pilares de sua gestão.

Essa ação corajosa serve de exemplo para outros gestores e parlamentares, que devem intensificar a fiscalização dos contratos e obras públicas. A transparência na administração não é apenas um ideal, mas uma necessidade urgente para que a justiça prevaleça e os recursos sejam aplicados em benefício de todos, combatendo de forma efetiva os esquemas de corrupção.

Parabenizamos a prefeita pela determinação em enfrentar esse tipo de crime e pela condução de uma gestão pautada na seriedade e na transparência. Que sua atitude inspire uma cultura de integridade e fortaleça a luta por uma Vitória da Conquista mais justa e ética para toda a população.

(Padre Carlos)

Um Marco na Habitação Municipal: Parabéns à Prefeita Sheila Lemos pela Iniciativa Transformadora 

 

 

 

Em meio aos desafios impostos pela pandemia de 2020, surgiu em Vitória da Conquista uma iniciativa que merece não apenas reconhecimento, mas profunda admiração. O Programa Municipal de Habitação para servidores públicos, instituído pela prefeita Sheila Lemos, representa um avanço significativo nas políticas públicas locais, transformando sonhos em realidade concreta. 

A assinatura desta lei marca um momento histórico para a cidade. Os servidores municipais, que dedicam diariamente seu trabalho ao bem-estar da população conquistense, finalmente recebem a valorização que merecem através de um projeto habitacional pensado especificamente para atender suas necessidades. 

A escolha estratégica de parceiros como a VCA liderado por  Gedel Couto e seu filho Jardel, para este empreendimento demonstra a seriedade e o compromisso com a qualidade que caracterizam a gestão atual. A experiência e credibilidade desta entidade no setor habitacional garante que o projeto não apenas sairá do papel, mas será executado com excelência técnica e responsabilidade social. 

Vale destacar a visão administrativa que norteou esta iniciativa. Em um período onde muitas gestões municipais optaram pelo imobilismo diante das dificuldades, a administração de Sheila Lemos escolheu o caminho da ação transformadora, compreendendo que o desenvolvimento social passa necessariamente pela garantia de direitos fundamentais, entre eles a moradia digna. 

O programa não representa apenas a construção de unidades habitacionais, mas simboliza a edificação de um novo paradigma na relação entre a administração pública e seus servidores. É um reconhecimento concreto da importância destes profissionais para o funcionamento da máquina pública e para o desenvolvimento da cidade. 

A presença de secretários, membros da gestão, dirigentes sindicais e vereadores na assinatura do programa demonstra o amplo apoio que a iniciativa conquistou entre os diversos setores da sociedade. Este consenso é um indicativo claro da relevância e do potencial transformador do projeto. 

Parabenizo, portanto, a prefeita Sheila Lemos por esta iniciativa visionária, que certamente ficará marcada como um dos grandes legados de sua administração. Parabenizo também a todos os envolvidos no projeto, em especial à VCA e ao Gedel Couto, cuja competência e comprometimento serão fundamentais para o sucesso deste empreendimento que já nasce histórico. 

Que este programa sirva de inspiração para outras gestões municipais e que os frutos desta iniciativa possam ser colhidos não apenas pelos servidores beneficiados, mas por toda a cidade de Vitória da Conquista, que se fortalece quando valoriza aqueles que a servem com dedicação. 

 

Um Marco na Habitação Municipal: Parabéns à Prefeita Sheila Lemos pela Iniciativa Transformadora 

 

 

 

Em meio aos desafios impostos pela pandemia de 2020, surgiu em Vitória da Conquista uma iniciativa que merece não apenas reconhecimento, mas profunda admiração. O Programa Municipal de Habitação para servidores públicos, instituído pela prefeita Sheila Lemos, representa um avanço significativo nas políticas públicas locais, transformando sonhos em realidade concreta. 

A assinatura desta lei marca um momento histórico para a cidade. Os servidores municipais, que dedicam diariamente seu trabalho ao bem-estar da população conquistense, finalmente recebem a valorização que merecem através de um projeto habitacional pensado especificamente para atender suas necessidades. 

A escolha estratégica de parceiros como a VCA liderado por  Gedel Couto e seu filho Jardel, para este empreendimento demonstra a seriedade e o compromisso com a qualidade que caracterizam a gestão atual. A experiência e credibilidade desta entidade no setor habitacional garante que o projeto não apenas sairá do papel, mas será executado com excelência técnica e responsabilidade social. 

Vale destacar a visão administrativa que norteou esta iniciativa. Em um período onde muitas gestões municipais optaram pelo imobilismo diante das dificuldades, a administração de Sheila Lemos escolheu o caminho da ação transformadora, compreendendo que o desenvolvimento social passa necessariamente pela garantia de direitos fundamentais, entre eles a moradia digna. 

O programa não representa apenas a construção de unidades habitacionais, mas simboliza a edificação de um novo paradigma na relação entre a administração pública e seus servidores. É um reconhecimento concreto da importância destes profissionais para o funcionamento da máquina pública e para o desenvolvimento da cidade. 

A presença de secretários, membros da gestão, dirigentes sindicais e vereadores na assinatura do programa demonstra o amplo apoio que a iniciativa conquistou entre os diversos setores da sociedade. Este consenso é um indicativo claro da relevância e do potencial transformador do projeto. 

Parabenizo, portanto, a prefeita Sheila Lemos por esta iniciativa visionária, que certamente ficará marcada como um dos grandes legados de sua administração. Parabenizo também a todos os envolvidos no projeto, em especial à VCA e ao Gedel Couto, cuja competência e comprometimento serão fundamentais para o sucesso deste empreendimento que já nasce histórico. 

Que este programa sirva de inspiração para outras gestões municipais e que os frutos desta iniciativa possam ser colhidos não apenas pelos servidores beneficiados, mas por toda a cidade de Vitória da Conquista, que se fortalece quando valoriza aqueles que a servem com dedicação. 

 

 O Xadrez Baiano: A Arte Silenciosa de Otto Alencar no Comando do Tabuleiro (Padre Carlos)

 

 

 

Na política, aparências raramente revelam a essência. Na Bahia, onde o sol brilha forte e as marés do poder são tão complexas quanto as do Recôncavo Baiano, o Partido dos Trabalhadores (PT) ostenta a fachada de protagonismo. Mas, nos bastidores, quem segura as rédeas do jogo é um estrategista que prefere o silêncio aos holofotes: Otto Alencar. Enquanto o PT dança ao som de suas próprias narrativas, é o senador do PSD quem dita o ritmo, revelando que, no tabuleiro político baiano, o verdadeiro poder não grita – sussurra.

A Ilusão do Controle Petista

Há décadas, o PT constrói sua imagem como força hegemônica na Bahia, amparado por figuras como Jaques Wagner, Rui Costa e o atual governador Jerônimo Rodrigues. A narrativa de unidade e domínio, no entanto, esconde uma realidade mais sutil. O episódio emblemático de 2020, quando Rui Costa tentou empurrar Otto de volta ao governo estadual para assumir seu lugar no Senado, expôs a dinâmica oculta: Otto não apenas rejeitou a proposta como inverteu o jogo, obrigando Lula a levar Rui para Brasília. O recado foi claro: na Bahia, até o Planalto precisa negociar com o senador.

A lição se repete. Enquanto petistas ocupam cargos de visibilidade, Otto consolida sua base em silêncio. O PSD, sob sua liderança, hoje controla 27% das prefeituras baianas, superando o PT em capilaridade. Seis deputados federais e nove estaduais fazem do partido a âncora da base governista, um feito que nenhum discurso petista consegue ofuscar.

A Hierarquia Invisível: Tubarões e Peixes Miúdos

A política baiana opera sob uma hierarquia não escrita. Enquanto Otto é tratado como “tubarão” – aquele que exige respeito e define condições –, outros, como Angelo Coronel, são relegados à categoria de “peixe miúdo”. Coronel, também do PSD, viu-se preterido na articulação para 2026, enquanto Otto mantém seu lugar ao sol. A diferença de tratamento não é acaso: é sintoma de um sistema que premia quem controla redes de influência, não apenas siglas partidárias.

O PT, por sua vez, pratica a seletividade. Para os aliados essenciais, como Otto, há flexibilidade e concessões. Para os demais, resta a submissão ou o ostracismo. Coronel, sem o peso político do colega de partido, agora busca sobreviver em legendas marginais, enquanto Otto negocia seu espaço sem alarde.

2026: O Jogo Permanece nas Mãos do Mestre

O anúncio de Jerônimo Rodrigues sobre a “chapa puro-sangue” petista para 2026 – com ele próprio na reeleição, Jaques Wagner no Senado e Rui Costa na outra vaga – parece sinalizar a vitória do projeto petista. Mas é uma vitória de fachada. O arranjo só avança porque Otto Alencar permite. O senador, astuto, compreende que ceder espaço tático agora fortalece sua posição estratégica no longo prazo.

Enquanto o PT celebra sua unidade, Otto mantém o poder de veto. Se hoje ele não “bate na mesa”, como fez em 2020, é porque não precisa: sua influência já está internalizada. O PT age dentro dos limites que ele demarcou, como um jogador que acredita estar livre, mas ignora as cordas que o mantêm amarrado.

A Sabedoria do Silêncio

Há um ditado na política: “Quem manda, fala pouco”. Otto personifica essa máxima. Enquanto Rui Costa se apresenta como articulador e Lula como chefe, o senador prefere agir nos bastidores, onde as verdadeiras decisões são tomadas. Seu estilo discreto não é fraqueza, mas método. Ao permitir que o PT ocupe a vitrine, ele evita conflitos diretos e preserva energia para as batalhas essenciais.

O risco para o PT é claro: sua hegemonia aparente depende da anuência de um aliado que não hesitaria em derrubá-la se seus interesses fossem ameaçados. Basta lembrar 2020: quando Otto decidiu agir, o plano petista desmoronou em horas.

Conclusão: O Preço da Ilusão

A política baiana ensina que o poder real não precisa de microfones. Otto Alencar, mestre do xadrez regional, entende que, às vezes, é mais eficaz deixar os adversários acreditarem que estão no controle. O PT pode até ditar o roteiro, mas é Otto quem segura a caneta – e, se necessário, riscará o texto.

Em 2026, quando as peças do tabuleiro se moverem novamente, não será Lula, Rui ou Jerônimo quem definirá o jogo. Será o estrategista que, desde as sombras, já traçou todos os lances possíveis. Enquanto isso, a Bahia assiste à mesma peça de sempre: um partido que acredita ser ator principal, mas não percebe que o palco pertence a outro.

 O Xadrez Baiano: A Arte Silenciosa de Otto Alencar no Comando do Tabuleiro (Padre Carlos)

 

 

 

Na política, aparências raramente revelam a essência. Na Bahia, onde o sol brilha forte e as marés do poder são tão complexas quanto as do Recôncavo Baiano, o Partido dos Trabalhadores (PT) ostenta a fachada de protagonismo. Mas, nos bastidores, quem segura as rédeas do jogo é um estrategista que prefere o silêncio aos holofotes: Otto Alencar. Enquanto o PT dança ao som de suas próprias narrativas, é o senador do PSD quem dita o ritmo, revelando que, no tabuleiro político baiano, o verdadeiro poder não grita – sussurra.

A Ilusão do Controle Petista

Há décadas, o PT constrói sua imagem como força hegemônica na Bahia, amparado por figuras como Jaques Wagner, Rui Costa e o atual governador Jerônimo Rodrigues. A narrativa de unidade e domínio, no entanto, esconde uma realidade mais sutil. O episódio emblemático de 2020, quando Rui Costa tentou empurrar Otto de volta ao governo estadual para assumir seu lugar no Senado, expôs a dinâmica oculta: Otto não apenas rejeitou a proposta como inverteu o jogo, obrigando Lula a levar Rui para Brasília. O recado foi claro: na Bahia, até o Planalto precisa negociar com o senador.

A lição se repete. Enquanto petistas ocupam cargos de visibilidade, Otto consolida sua base em silêncio. O PSD, sob sua liderança, hoje controla 27% das prefeituras baianas, superando o PT em capilaridade. Seis deputados federais e nove estaduais fazem do partido a âncora da base governista, um feito que nenhum discurso petista consegue ofuscar.

A Hierarquia Invisível: Tubarões e Peixes Miúdos

A política baiana opera sob uma hierarquia não escrita. Enquanto Otto é tratado como “tubarão” – aquele que exige respeito e define condições –, outros, como Angelo Coronel, são relegados à categoria de “peixe miúdo”. Coronel, também do PSD, viu-se preterido na articulação para 2026, enquanto Otto mantém seu lugar ao sol. A diferença de tratamento não é acaso: é sintoma de um sistema que premia quem controla redes de influência, não apenas siglas partidárias.

O PT, por sua vez, pratica a seletividade. Para os aliados essenciais, como Otto, há flexibilidade e concessões. Para os demais, resta a submissão ou o ostracismo. Coronel, sem o peso político do colega de partido, agora busca sobreviver em legendas marginais, enquanto Otto negocia seu espaço sem alarde.

2026: O Jogo Permanece nas Mãos do Mestre

O anúncio de Jerônimo Rodrigues sobre a “chapa puro-sangue” petista para 2026 – com ele próprio na reeleição, Jaques Wagner no Senado e Rui Costa na outra vaga – parece sinalizar a vitória do projeto petista. Mas é uma vitória de fachada. O arranjo só avança porque Otto Alencar permite. O senador, astuto, compreende que ceder espaço tático agora fortalece sua posição estratégica no longo prazo.

Enquanto o PT celebra sua unidade, Otto mantém o poder de veto. Se hoje ele não “bate na mesa”, como fez em 2020, é porque não precisa: sua influência já está internalizada. O PT age dentro dos limites que ele demarcou, como um jogador que acredita estar livre, mas ignora as cordas que o mantêm amarrado.

A Sabedoria do Silêncio

Há um ditado na política: “Quem manda, fala pouco”. Otto personifica essa máxima. Enquanto Rui Costa se apresenta como articulador e Lula como chefe, o senador prefere agir nos bastidores, onde as verdadeiras decisões são tomadas. Seu estilo discreto não é fraqueza, mas método. Ao permitir que o PT ocupe a vitrine, ele evita conflitos diretos e preserva energia para as batalhas essenciais.

O risco para o PT é claro: sua hegemonia aparente depende da anuência de um aliado que não hesitaria em derrubá-la se seus interesses fossem ameaçados. Basta lembrar 2020: quando Otto decidiu agir, o plano petista desmoronou em horas.

Conclusão: O Preço da Ilusão

A política baiana ensina que o poder real não precisa de microfones. Otto Alencar, mestre do xadrez regional, entende que, às vezes, é mais eficaz deixar os adversários acreditarem que estão no controle. O PT pode até ditar o roteiro, mas é Otto quem segura a caneta – e, se necessário, riscará o texto.

Em 2026, quando as peças do tabuleiro se moverem novamente, não será Lula, Rui ou Jerônimo quem definirá o jogo. Será o estrategista que, desde as sombras, já traçou todos os lances possíveis. Enquanto isso, a Bahia assiste à mesma peça de sempre: um partido que acredita ser ator principal, mas não percebe que o palco pertence a outro.

A Queda da Ministra da Saúde: Uma Vitória do Centrão ou a Perda de uma Liderança Técnica?

 

 

A recente demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e sua substituição por Alexandre Padilha, têm gerado uma ampla discussão sobre os rumos do Ministério da Saúde e a influência do centrão no governo. Enquanto alguns veem essa mudança como uma vitória do centrão, que busca maior controle sobre o orçamento da pasta, outros lamentam a perda de uma liderança técnica em um momento crucial para a saúde pública do país.

O Papel do Centrão na Saúde:

O centrão, composto por partidos como o PSD, União Brasil, MDB, Republicanos e PP, tem demonstrado um interesse significativo na pasta da Saúde devido ao seu orçamento substancial e ao controle sobre as emendas parlamentares. Esses partidos veem a Saúde como uma fonte de recursos para seus projetos e, consequentemente, para fortalecer sua base eleitoral.

A gestão de Nísia Trindade, com seu perfil técnico e foco em políticas baseadas em evidências, pode ter entrado em conflito com os interesses do centrão. Sua tentativa de reformular a gestão dos recursos e melhorar a eficiência do sistema pode ter sido interpretada como uma ameaça aos privilégios desses partidos.

A Importância de uma Liderança Técnica:

Nísia Trindade, ex-presidente da Fiocruz, trouxe uma visão técnica e especializada para o Ministério da Saúde. Sua experiência e conhecimento na área da saúde pública eram valiosos, especialmente em um momento em que o país ainda lida com os desafios deixados pela pandemia de COVID-19.

Sua saída pode ser vista como uma perda para a gestão da saúde no Brasil. A substituição por Alexandre Padilha, que já ocupou o cargo no governo Dilma Rousseff, traz certa continuidade, mas também levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre a política e a gestão técnica.

A Pressão Política e a Popularidade do Governo:

A demissão de Nísia Trindade ocorre em um contexto de baixa popularidade do governo federal. Há uma percepção de que o Ministério da Saúde pode ser uma área chave para implementar políticas públicas visíveis e bem-sucedidas, como o programa Mais Acesso a Especialistas, que promete reduzir filas e melhorar o acesso a exames e consultas especializadas.

No entanto, a mudança de ministros pode ser interpretada como uma tentativa de alinhar a gestão da Saúde com os interesses do centrão, em detrimento de uma abordagem puramente técnica e baseada em evidências.

Conclusão:

A saída de Nísia Trindade do Ministério da Saúde representa um ponto de virada na gestão da saúde no Brasil. Enquanto alguns veem essa mudança como necessária para garantir a governabilidade e a aprovação de projetos importantes no Congresso, outros lamentam a perda de uma liderança técnica e questionam se a influência do centrão será benéfica para a saúde pública.

É fundamental que, independentemente das mudanças ministeriais, a saúde do povo brasileiro permaneça sendo a prioridade máxima. Espera-se que o novo ministro, Alexandre Padilha, consiga equilibrar os interesses políticos com a necessidade de implementar políticas eficazes e baseadas em evidências, garantindo assim a continuidade e o aprimoramento dos serviços de saúde no país.

A Queda da Ministra da Saúde: Uma Vitória do Centrão ou a Perda de uma Liderança Técnica?

 

 

A recente demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e sua substituição por Alexandre Padilha, têm gerado uma ampla discussão sobre os rumos do Ministério da Saúde e a influência do centrão no governo. Enquanto alguns veem essa mudança como uma vitória do centrão, que busca maior controle sobre o orçamento da pasta, outros lamentam a perda de uma liderança técnica em um momento crucial para a saúde pública do país.

O Papel do Centrão na Saúde:

O centrão, composto por partidos como o PSD, União Brasil, MDB, Republicanos e PP, tem demonstrado um interesse significativo na pasta da Saúde devido ao seu orçamento substancial e ao controle sobre as emendas parlamentares. Esses partidos veem a Saúde como uma fonte de recursos para seus projetos e, consequentemente, para fortalecer sua base eleitoral.

A gestão de Nísia Trindade, com seu perfil técnico e foco em políticas baseadas em evidências, pode ter entrado em conflito com os interesses do centrão. Sua tentativa de reformular a gestão dos recursos e melhorar a eficiência do sistema pode ter sido interpretada como uma ameaça aos privilégios desses partidos.

A Importância de uma Liderança Técnica:

Nísia Trindade, ex-presidente da Fiocruz, trouxe uma visão técnica e especializada para o Ministério da Saúde. Sua experiência e conhecimento na área da saúde pública eram valiosos, especialmente em um momento em que o país ainda lida com os desafios deixados pela pandemia de COVID-19.

Sua saída pode ser vista como uma perda para a gestão da saúde no Brasil. A substituição por Alexandre Padilha, que já ocupou o cargo no governo Dilma Rousseff, traz certa continuidade, mas também levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre a política e a gestão técnica.

A Pressão Política e a Popularidade do Governo:

A demissão de Nísia Trindade ocorre em um contexto de baixa popularidade do governo federal. Há uma percepção de que o Ministério da Saúde pode ser uma área chave para implementar políticas públicas visíveis e bem-sucedidas, como o programa Mais Acesso a Especialistas, que promete reduzir filas e melhorar o acesso a exames e consultas especializadas.

No entanto, a mudança de ministros pode ser interpretada como uma tentativa de alinhar a gestão da Saúde com os interesses do centrão, em detrimento de uma abordagem puramente técnica e baseada em evidências.

Conclusão:

A saída de Nísia Trindade do Ministério da Saúde representa um ponto de virada na gestão da saúde no Brasil. Enquanto alguns veem essa mudança como necessária para garantir a governabilidade e a aprovação de projetos importantes no Congresso, outros lamentam a perda de uma liderança técnica e questionam se a influência do centrão será benéfica para a saúde pública.

É fundamental que, independentemente das mudanças ministeriais, a saúde do povo brasileiro permaneça sendo a prioridade máxima. Espera-se que o novo ministro, Alexandre Padilha, consiga equilibrar os interesses políticos com a necessidade de implementar políticas eficazes e baseadas em evidências, garantindo assim a continuidade e o aprimoramento dos serviços de saúde no país.

Lula comunica demissão de Nísia Trindade do Ministério da Saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (25), durante uma reunião breve entre os dois no Palácio do Planalto. Para o seu lugar deve ser nomeado Alexandre Padilha, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais e abre caminho para o início da reforma ministerial.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, a mudança foi confirmada pelo chefe do Executivo a interlocutores após o encontro com Nísia. Padilha, que já comandou a pasta da Saúde durante o governo de Dilma Rousseff (PT), assume o ministério em um momento estratégico para o governo.

Com a saída de Nísia, o número de mulheres no primeiro escalão do governo diminui, passando a nove ministras em um total de 38 ministérios.

 

Horas antes do anúncio, Nísia participou de uma cerimônia ao lado do presidente Lula e de outras autoridades, na qual foi formalizado um acordo para a produção de 60 milhões de doses anuais da vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan. Durante o evento, a ministra foi aplaudida por funcionários da pasta e fez menção aos secretários do ministério, durante um discurso em tom de despedida.

A decisão de substituir Nísia já vinha sendo discutida há algumas semanas. Como antecipado pela Folha, Lula havia sinalizado a aliados sua intenção de promover mudanças na liderança do ministério da Saúde. A ministra enfrentava críticas de parlamentares, de membros do Palácio do Planalto e do próprio presidente, que apontavam a ausência de uma marca expressiva na gestão.

 

Com perfil técnico e reconhecida trajetória acadêmica, Nísia assumiu o ministério no início do atual governo, após presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No entanto, sua gestão foi marcada por desafios na área da saúde pública, crises sanitárias e pressões do Centrão para obter maior influência sobre o orçamento da pasta.

 

Em 2024, a ex-ministra chegou a se emocionar e deixar uma reunião ministerial após ser cobrada pelo presidente para ter uma postura mais assertiva. No mês seguinte, Lula elogiou sua atuação, afirmando que ela “fala com a alma e a consciência das pessoas”.

Lula comunica demissão de Nísia Trindade do Ministério da Saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (25), durante uma reunião breve entre os dois no Palácio do Planalto. Para o seu lugar deve ser nomeado Alexandre Padilha, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais e abre caminho para o início da reforma ministerial.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, a mudança foi confirmada pelo chefe do Executivo a interlocutores após o encontro com Nísia. Padilha, que já comandou a pasta da Saúde durante o governo de Dilma Rousseff (PT), assume o ministério em um momento estratégico para o governo.

Com a saída de Nísia, o número de mulheres no primeiro escalão do governo diminui, passando a nove ministras em um total de 38 ministérios.

 

Horas antes do anúncio, Nísia participou de uma cerimônia ao lado do presidente Lula e de outras autoridades, na qual foi formalizado um acordo para a produção de 60 milhões de doses anuais da vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan. Durante o evento, a ministra foi aplaudida por funcionários da pasta e fez menção aos secretários do ministério, durante um discurso em tom de despedida.

A decisão de substituir Nísia já vinha sendo discutida há algumas semanas. Como antecipado pela Folha, Lula havia sinalizado a aliados sua intenção de promover mudanças na liderança do ministério da Saúde. A ministra enfrentava críticas de parlamentares, de membros do Palácio do Planalto e do próprio presidente, que apontavam a ausência de uma marca expressiva na gestão.

 

Com perfil técnico e reconhecida trajetória acadêmica, Nísia assumiu o ministério no início do atual governo, após presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No entanto, sua gestão foi marcada por desafios na área da saúde pública, crises sanitárias e pressões do Centrão para obter maior influência sobre o orçamento da pasta.

 

Em 2024, a ex-ministra chegou a se emocionar e deixar uma reunião ministerial após ser cobrada pelo presidente para ter uma postura mais assertiva. No mês seguinte, Lula elogiou sua atuação, afirmando que ela “fala com a alma e a consciência das pessoas”.