Política e Resenha

Tiros à Queima-Roupa! Motorista Executado Brutalmente na Porta de Casa em Conquista

Na noite deste sábado (12), o bairro Nossa Senhora Aparecida, em Vitória da Conquista, foi palco de mais um episódio de violência chocante. Rafael, um motorista de caçamba conhecido na região, foi assassinado a tiros em frente à sua própria casa. Eram por volta das 20 horas, quando a tranquilidade da Rua Santa Cecília foi rompida pelos disparos fatais.

Testemunhas relatam que Rafael estava na calçada, em frente à sua residência, quando um homem de blusa azul se aproximou e, sem dizer uma palavra, disparou contra ele à queima-roupa. O atirador fugiu em seguida, desaparecendo nas ruas do Alto do Aparecida, bairro vizinho.

Populares que presenciaram o crime tentaram socorrer Rafael, levando-o às pressas ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, mas o motorista não resistiu aos ferimentos e já chegou sem vida, com duas perfurações de bala no corpo. A dor e a indignação tomaram conta de familiares e amigos, que esperam por justiça.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local logo após o crime, enquanto a Delegacia de Homicídios já iniciou as investigações. Até o momento, a motivação do assassinato ainda é um mistério, e o atirador permanece foragido.

O corpo de Rafael foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto as autoridades seguem ouvindo depoimentos de testemunhas. O bairro Nossa Senhora Aparecida, mais uma vez, é marcado pela violência e pelo medo que aflige seus moradores.

Com mais um caso trágico nas ruas de Vitória da Conquista, a população clama por respostas e por medidas que tragam mais segurança à cidade.

Tiros à Queima-Roupa! Motorista Executado Brutalmente na Porta de Casa em Conquista

Na noite deste sábado (12), o bairro Nossa Senhora Aparecida, em Vitória da Conquista, foi palco de mais um episódio de violência chocante. Rafael, um motorista de caçamba conhecido na região, foi assassinado a tiros em frente à sua própria casa. Eram por volta das 20 horas, quando a tranquilidade da Rua Santa Cecília foi rompida pelos disparos fatais.

Testemunhas relatam que Rafael estava na calçada, em frente à sua residência, quando um homem de blusa azul se aproximou e, sem dizer uma palavra, disparou contra ele à queima-roupa. O atirador fugiu em seguida, desaparecendo nas ruas do Alto do Aparecida, bairro vizinho.

Populares que presenciaram o crime tentaram socorrer Rafael, levando-o às pressas ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, mas o motorista não resistiu aos ferimentos e já chegou sem vida, com duas perfurações de bala no corpo. A dor e a indignação tomaram conta de familiares e amigos, que esperam por justiça.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local logo após o crime, enquanto a Delegacia de Homicídios já iniciou as investigações. Até o momento, a motivação do assassinato ainda é um mistério, e o atirador permanece foragido.

O corpo de Rafael foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto as autoridades seguem ouvindo depoimentos de testemunhas. O bairro Nossa Senhora Aparecida, mais uma vez, é marcado pela violência e pelo medo que aflige seus moradores.

Com mais um caso trágico nas ruas de Vitória da Conquista, a população clama por respostas e por medidas que tragam mais segurança à cidade.

Ricardo Gordo: O Radialista que Conquistou as Urnas com Simplicidade e Trabalho

 

 

 

A política, muitas vezes, é marcada pela busca incessante por visibilidade, pelos discursos eloquentes e pelas promessas grandiosas. No entanto, em Vitória da Conquista, a história de Ricardo Gordo, como é conhecido o vereador eleito Ricardo Santos Costa, nos mostra que a força da simplicidade e do trabalho cotidiano pode ser a chave para o sucesso político. Nascido em Itapetinga, Ricardo Gordo é a personificação de um líder que cresceu à sombra de sua comunidade, guiado por valores como humildade, respeito e compromisso.

Chegando a Vitória da Conquista em 1995, Ricardo começou sua trajetória como tantos outros cidadãos, com o suor do trabalho. Durante dez anos, atuou nos serviços gerais da padaria Panvicom, um período em que construiu vínculos com as pessoas comuns, aquelas que enfrentam as dificuldades do dia a dia. Não foi uma caminhada fácil, mas foi forjada no contato direto com a realidade do povo.

Sua jornada no meio político começou como assessor parlamentar, onde atuou durante seis anos ao lado de figuras importantes da política baiana, como os deputados Waldenor Pereira e Zé Raimundo, além do vereador Fernando Jacaré. Essa experiência foi decisiva para moldar sua visão de mundo e fortalecer seu compromisso com as causas sociais e os interesses das comunidades mais vulneráveis. Porém, o que diferencia Ricardo Gordo não é apenas o conhecimento adquirido nos bastidores da política, mas sua proximidade com as pessoas e sua atuação contínua em prol delas.

Ricardo Gordo não se afastou de suas origens católicas. Sempre presente no meio religioso, ele construiu uma relação de confiança com a comunidade, fortalecida pelo carisma e pela simplicidade que o caracterizam. Sua luta constante em diversas áreas da cidade é uma prova de seu comprometimento genuíno com o bem-estar de todos. Um exemplo disso é o evento “São Pedro da Família”, que já conta com sete edições, celebrando a cultura e a união das famílias, mas também sua atuação em causas mais concretas, como a reforma do Colégio Camilo de Jesus Lima, a cobertura da feira do bairro Patagônia e a revitalização do campo da Ester.

Mas seu trabalho vai muito além dessas iniciativas pontuais. Ricardo tem se dedicado a trazer melhorias para diversas comunidades, lutando pela obtenção de recursos para a reforma da praça Isa Medeiros e focando seus esforços na saúde pública. Sua atuação como repórter de rua, função que o aproximou ainda mais dos problemas enfrentados pela população, foi fundamental para conectar as demandas da zona urbana ao poder público. Sempre presente nas áreas do Patagônia, Kadija, Conveima, Conjunto da Vitória, Antônio Brito, Santa Terezinha, Jardim Valéria e Campinhos, Ricardo tem construído sua base política de maneira sólida e sem atacar seus adversários.

Essa postura política sem críticas desnecessárias à gestão municipal mostra que Ricardo Gordo não busca protagonismo a qualquer custo. Ele faz política de maneira transparente, sempre preocupado em trabalhar em conjunto com todos, independentemente de ideologias partidárias. Seu respeito tanto pela esquerda quanto pela direita revela um homem público que entende que o diálogo é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Ricardo Gordo é um líder de caráter íntegro, alguém que conquistou seu espaço pela ética e pelo trabalho árduo, e não por artifícios eleitoreiros. Sua habilidade em transitar com facilidade pelos mais diversos setores da sociedade política é admirável. Enquanto muitos preferem adotar posições extremadas, ele segue sua trajetória com equilíbrio, consciente de que o respeito deve sempre prevalecer.

Diante do cenário político atual, em que tantas vezes nos deparamos com figuras que ascendem pelas palavras, mas não pelo exemplo, Ricardo Gordo é uma exceção. Ele construiu sua carreira pública sobre o alicerce da honestidade e do serviço. E é justamente essa postura que o faz ser respeitado por todos, seja na comunidade ou nos corredores da política.

Seu futuro como vereador em Vitória da Conquista promete ser promissor. As expectativas são altas, não apenas pela quantidade de votos que obteve, mas pela qualidade de sua atuação. Ricardo Gordo representa o que de melhor a política pode oferecer: um líder que, mesmo ocupando um cargo público, não se esquece de suas raízes, de sua comunidade e das lutas que o trouxeram até aqui.

 

Padre Carlos

Ricardo Gordo: O Radialista que Conquistou as Urnas com Simplicidade e Trabalho

 

 

 

A política, muitas vezes, é marcada pela busca incessante por visibilidade, pelos discursos eloquentes e pelas promessas grandiosas. No entanto, em Vitória da Conquista, a história de Ricardo Gordo, como é conhecido o vereador eleito Ricardo Santos Costa, nos mostra que a força da simplicidade e do trabalho cotidiano pode ser a chave para o sucesso político. Nascido em Itapetinga, Ricardo Gordo é a personificação de um líder que cresceu à sombra de sua comunidade, guiado por valores como humildade, respeito e compromisso.

Chegando a Vitória da Conquista em 1995, Ricardo começou sua trajetória como tantos outros cidadãos, com o suor do trabalho. Durante dez anos, atuou nos serviços gerais da padaria Panvicom, um período em que construiu vínculos com as pessoas comuns, aquelas que enfrentam as dificuldades do dia a dia. Não foi uma caminhada fácil, mas foi forjada no contato direto com a realidade do povo.

Sua jornada no meio político começou como assessor parlamentar, onde atuou durante seis anos ao lado de figuras importantes da política baiana, como os deputados Waldenor Pereira e Zé Raimundo, além do vereador Fernando Jacaré. Essa experiência foi decisiva para moldar sua visão de mundo e fortalecer seu compromisso com as causas sociais e os interesses das comunidades mais vulneráveis. Porém, o que diferencia Ricardo Gordo não é apenas o conhecimento adquirido nos bastidores da política, mas sua proximidade com as pessoas e sua atuação contínua em prol delas.

Ricardo Gordo não se afastou de suas origens católicas. Sempre presente no meio religioso, ele construiu uma relação de confiança com a comunidade, fortalecida pelo carisma e pela simplicidade que o caracterizam. Sua luta constante em diversas áreas da cidade é uma prova de seu comprometimento genuíno com o bem-estar de todos. Um exemplo disso é o evento “São Pedro da Família”, que já conta com sete edições, celebrando a cultura e a união das famílias, mas também sua atuação em causas mais concretas, como a reforma do Colégio Camilo de Jesus Lima, a cobertura da feira do bairro Patagônia e a revitalização do campo da Ester.

Mas seu trabalho vai muito além dessas iniciativas pontuais. Ricardo tem se dedicado a trazer melhorias para diversas comunidades, lutando pela obtenção de recursos para a reforma da praça Isa Medeiros e focando seus esforços na saúde pública. Sua atuação como repórter de rua, função que o aproximou ainda mais dos problemas enfrentados pela população, foi fundamental para conectar as demandas da zona urbana ao poder público. Sempre presente nas áreas do Patagônia, Kadija, Conveima, Conjunto da Vitória, Antônio Brito, Santa Terezinha, Jardim Valéria e Campinhos, Ricardo tem construído sua base política de maneira sólida e sem atacar seus adversários.

Essa postura política sem críticas desnecessárias à gestão municipal mostra que Ricardo Gordo não busca protagonismo a qualquer custo. Ele faz política de maneira transparente, sempre preocupado em trabalhar em conjunto com todos, independentemente de ideologias partidárias. Seu respeito tanto pela esquerda quanto pela direita revela um homem público que entende que o diálogo é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Ricardo Gordo é um líder de caráter íntegro, alguém que conquistou seu espaço pela ética e pelo trabalho árduo, e não por artifícios eleitoreiros. Sua habilidade em transitar com facilidade pelos mais diversos setores da sociedade política é admirável. Enquanto muitos preferem adotar posições extremadas, ele segue sua trajetória com equilíbrio, consciente de que o respeito deve sempre prevalecer.

Diante do cenário político atual, em que tantas vezes nos deparamos com figuras que ascendem pelas palavras, mas não pelo exemplo, Ricardo Gordo é uma exceção. Ele construiu sua carreira pública sobre o alicerce da honestidade e do serviço. E é justamente essa postura que o faz ser respeitado por todos, seja na comunidade ou nos corredores da política.

Seu futuro como vereador em Vitória da Conquista promete ser promissor. As expectativas são altas, não apenas pela quantidade de votos que obteve, mas pela qualidade de sua atuação. Ricardo Gordo representa o que de melhor a política pode oferecer: um líder que, mesmo ocupando um cargo público, não se esquece de suas raízes, de sua comunidade e das lutas que o trouxeram até aqui.

 

Padre Carlos

Possíveis candidatos ‘laranjas’ receberam R$ 55 milhões do Fundão, equivalente a R$ 1,7 mil por voto

Nas eleições deste ano, o Progressistas do Piauí decidiu lançar, na cidade de Floriano (PI), a candidatura a vereadora de Francisca Alves Feitoza, a Chica Feitoza. Em 30 de agosto, o PP Piauiense pagou a ela R$ 120 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), o Fundão Eleitoral. A candidata informou ao TSE gastos de R$ 41,7 mil para organização de eventos; R$ 18 mil com publicidade e R$ 6 mil para locação de veículo, entre outros. Tudo em vão: no fim, ela teve apenas 8 votos. Apesar dos custos elevados, não foram feitos sequer perfis em redes sociais para Chica Feitoza.

Casos similares aos da candidata de Floriano aconteceram por todo o País nas eleições deste ano. Usando dados públicos da Justiça Eleitoral, a reportagem do Estadão encontrou 2.771 candidaturas que receberam mais de R$ 1 mil do Fundão Eleitoral e do Fundo Partidário para cada um de seus votos, e que tiveram menos de 100 sufrágios no total. Em conjunto, esses candidatos receberam R$ 54,7 milhões em verba pública, mas tiveram só 30.886 votos. É como se cada um desses votos custasse ao pagador de impostos R$ 1.771,83. Das 2.771 candidaturas, todas foram para vereador e a maioria (2.087) foi de mulheres. Ninguém se elegeu.

A reportagem do Estadão procurou os diretórios estaduais e nacionais dos partidos citados e as candidatas a vereador. Apenas uma, Nilzete do Baú (PSD-BA), respondeu. Ela nega irregularidades. O presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar, também disse desconhecer eventuais problemas. Já o Diretório Nacional do PSD disse seguir a lei vigente e as determinações da Justiça Eleitoral, mas reafirmou que a prestação de contas é dever de cada candidatura. (leia abaixo).

Em alguns casos, as candidatas parecem ter feito pelo menos alguma campanha – há fotos das atividades em redes sociais, por exemplo, embora os gastos declarados pareçam exagerados diante da pouca votação. Na maioria dos casos, porém, não há sequer sinais de campanha.

Em Santana (AP), Kelly Gurjão (PL) recebeu R$ 85 mil e registrou até agora gastos de R$ 49,2 mil em sua campanha, mas teve apenas 1 voto. Do outro lado do País, em São João do Meriti (RJ), Cláudia Bengaly (PP) recebeu R$ 100 mil do Fundão para disputar uma vaga de vereadora pelo PP. Até agora, ela declarou ter gasto R$ 62,2 mil desse dinheiro – o prazo final para informar os gastos de campanha termina 30 dias após a data da eleição, no começo de novembro.

Bengaly disse à Justiça Eleitoral ter mandado imprimir 4.800 adesivos de vários tipos; confeccionado 50 bandeiras a R$ 25 cada; e adquirido 5 mil “praguinhas” (aquele adesivo redondo para colar na roupa). Mesmo assim, teve só 12 votos. Não há nem mesmo campanha da candidata nas redes sociais.

As 2.771 candidaturas de mais de R$ 1 mil por voto estão espalhadas pelos 26 Estados do Brasil, mas as unidades da Federação com mais ocorrências são a Bahia (236), o Rio de Janeiro (162), e o Amazonas (156).

Os partidos com mais casos são o PL (361), o PSD (321) e o PP (316). Quando se consideram os diretórios estaduais, se sobressaem o PP da Bahia (43); o PSD na Bahia (40) e no Ceará (39); e o MDB no Amazonas (34) e no Piauí (33). Geralmente, a alocação do dinheiro entre os candidatos é feita pelos diretórios municipais de cada legenda.

A lista de siglas com mais candidatas suspeitas coincide, parcialmente, com o ranking daquelas que mais elegeram prefeitos nas eleições deste ano. O PSD terminou com o maior número de prefeituras em todo o país, 882, destronando o MDB, que fez 856 prefeitos. O PP elegeu 748 alcaides este ano.

O advogado especializado em Direito Eleitoral Fernando Neisser explica que, quando os candidatos não usam todo o recurso do Fundo Eleitoral que receberam, as sobras devem ser devolvidas para a União, junto com a prestação de contas final, no começo de novembro. Se ficar comprovado que um candidato usou notas fiscais frias para ficar com o dinheiro do Fundo, há o crime de apropriação indébita eleitoral, diz ele.

“Por ser direito penal, a responsabilidade é de quem fez (do candidato). Então, quem investiga isso, normalmente, é o Ministério Público Eleitoral”, diz ele. Nos últimos anos, o MP tem feito cruzamentos de dados para investigar casos assim, diz Neisser.

Também é crime, segundo o advogado, caso a candidatura a vereador seja usada para fraudar a disputa para a prefeitura. É o que pode acontecer, por exemplo, se candidatos a vereador declararem gastos com uma empresa que, na verdade, prestou serviços para a campanha do prefeito.

“Você teria aí, eventualmente, lavagem (de dinheiro), falsidade (ideológica). (É o caso de) uma pessoa que declara à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 100 mil em marketing na sua campanha, mas esses R$ 100 mil foram (usados) para a campanha de outro”, diz Neisser, que é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.

Esta prática pode ser usada, por exemplo, para permitir que o candidato a prefeito faça uma campanha mais cara que o permitido pelo limite de gastos da disputa, dando-lhe uma vantagem sobre os adversários.

O voto mais caro do país, em termos de recursos recebidos do “Fundão”, é o do candidato a vereador pelo PSD em Manaus Flávio Tadeu Tomas de Araújo, o Flavinho Araújo. Ele recebeu R$ 150 mil em verba pública do PSD local, mas teve apenas 2 votos. Até o momento, o candidato informou ter gasto R$ 10 mil dessa verba: foram R$ 6 mil para “assessoria e consultoria jurídica” e mais R$ 4 mil para “assessoria e consultoria contábil”.

As executivas do PSD em Manaus e no Estado do Amazonas publicaram nota acusando Flavinho de agir “com indiscutível má fé”, e informaram que buscarão a Justiça para reaver os recursos. A reportagem do Estadão tentou contato com Flávio, mas não houve resposta até o momento da publicação.

Segundo colocado na lista de diretórios estaduais com mais candidaturas de possíveis “laranjas”, o PSD da Bahia foi o partido que mais elegeu prefeitos no Estado este ano, 115 ao todo. Uma de cada quatro cidades baianas estará sob o comando da legenda. Das 40 candidaturas do PSD da Bahia com mais de R$ 1 mil do Fundo por voto, 39 são de mulheres. E quase todas são pardas (30) ou pretas (8). Só duas se autodeclaram brancas. 28 dessas candidaturas tiveram menos de 20 votos. Juntas, as 40 candidaturas receberam R$ 1,93 milhão do Fundão, mas tiveram só 906 votos, o que representa mais de R$ 2 mil por cada sufrágio.

O voto mais caro do grupo foi o de Rita Alves da Silva, a Ritinha, que tentou se eleger vereadora em Eunápolis (BA), cidade de 120 mil habitantes no Sul do Estado. Ritinha recebeu R$ 60 mil do “Fundão” do PSD e, até o momento, declarou ter gasto quase tudo (R$ 57,5 mil). Mesmo assim, só teve 5 votos. Nas redes sociais de Ritinha, informadas ao TSE, não há qualquer traço de que ela tenha feito campanha.

O maior gasto dela foi com a empresa H&H Empreendimentos, uma firma de marketing digital: R$ 47,5 mil. Há uma nota de R$ 7,5 mil para “criação e designer (sic) de peças publicitárias” e outra de R$ 40 mil para “serviço de militância na campanha eleitoral”. Além dela, outras candidatas do PSD em Eunápolis com poucos votos também contrataram a empresa. É o caso da Pastora Maria Nilza, que investiu R$ 40 mil nos serviços da empresa mas só teve 11 votos; e de Maíza Oliveira, que também pagou R$ 40 mil e teve 48 votos. Em Eunápolis, o PSD elegeu o prefeito, Robério Oliveira, com 49,6% dos votos.

Além das candidatas a vereador do PSD em Eunápolis, a H&H Empreendimentos também fez a campanha de Luiz Carlos Junior Silva de Oliveira, o Luizinho, (MDB) prefeito reeleito de Itagimirim (BA). Ele pagou R$ 30 mil à empresa. Ao todo, a H&H recebeu R$ 556,4 mil em pagamentos de candidatos nesta eleição, de acordo com informações da Justiça Eleitoral.

Ao Estadão, o presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar, disse não conhecer Ritinha e afirmou que não é responsável pelo eventual mau uso dos recursos, caso tenha ocorrido.
“Quem vai prestar conta é a Ritinha. Então, se ela teve alguma coisa que signifique irregularidade, aí tem os órgãos de controle para olhar”, diz. “Como é que eu vou calcular se a Ritinha vai ter voto ou não? Quem calcula é a urna, não sou eu (…). Você liga para a Ritinha para saber. A gente dá (o dinheiro) na boa fé. Se ela vai fazer uma coisa dessas (desviar) ou não, cabe a investigação”, diz o senador. Ele diz já ter expulsado pessoas do partido por irregularidades nas eleições de 2020 e 2022.

Otto Alencar disse encorajar a participação feminina em seu partido, mas criticou as normas que obrigam os partidos a destinar um percentual mínimo de verbas para mulheres. “Eu acho que a participação da mulher é fundamental. A maior alegria da minha vida é liderar a maior bancada do Senado, com 15 participantes e seis mulheres, todas muito ativas. Aqui no meu Estado, eu fiz 20 reuniões do PSD Mulher (…). A única coisa que está errada é Brasília dar uma receita única para todos os Estados. Dizer que São Paulo é a mesma coisa da Bahia… não é. Alagoas, não é. Pode ser que um Estado desse tenha muita mulher participando. No meu Estado… eu luto por isso”, diz.

Ao Estadão, o Diretório Nacional do PSD disse seguir a lei brasileira ao fazer os repasses, mas reiterou que a prestação de contas é de responsabilidade dos candidatos.

“As candidaturas são definidas pelas instâncias partidárias municipais e seguem a legislação vigente. Os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha seguiram a legislação e é dever das candidaturas realizar a prestação de contas correspondente ao valor recebido, conforme estabelecido pela legislação. Todos os votos recebidos pelas candidaturas proporcionais são somados para a definição de cadeiras conquistadas pela chapa. O PSD Nacional também esclarece que cumpre todos os aspectos da legislação vigente e as determinações da Justiça Eleitoral”, disse o partido.

Nos últimos anos, a reserva de recursos para candidaturas de mulheres e negros vinha sendo estabelecida por meio de resoluções do TSE. Este ano, a norma foi constitucionalizada por meio de uma Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso – a mesma que anistiou as multas e dívidas tributárias dos partidos políticos. Promulgada em agosto, a emenda constitucional reservou 30% do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para candidaturas de pessoas negras e de mulheres. A emenda também liberou os partidos de multas pelo descumprimento dessa reserva de valores em eleições passadas.

Nilzete do Baú: ‘recursos foram usados de maneira transparente’

A reportagem do Estadão procurou todas as candidatas mencionadas nesta reportagem. Apenas uma, Nilzete do Baú (PSD), candidata a vereadora na cidade de Guanambi (BA), respondeu. “Os recursos recebidos do Fundo Partidário foram aplicados de maneira transparente e dentro da legalidade, conforme as exigências da Justiça Eleitoral. A prestação de contas final ainda será apresentada dentro do prazo regulamentar”, disse ela, em nota enviada por seu advogado.

A campanha da candidata foi registrada em suas redes sociais. Ela gastou R$ 72,5 mil, mas teve apenas 54 votos.

“O cenário político de Guanambi foi desafiador, sendo que calha de logo observar que a candidatura majoritária governista contra a qual a candidata Nilzete se colocou obteve 80,46 % dos votos no pleito”, diz o texto elaborado pelo advogado da candidata. “De outra banda, a oposição aos partidos governistas, onde se situava a candidata Nilzete, conseguiu eleger apenas dois vereadores em um total de 17 vagas. Essa conjuntura dificultou a candidatura de Nilzete, apesar de sua campanha focada em propostas e no contato com os eleitores”, diz um trecho.

Possíveis candidatos ‘laranjas’ receberam R$ 55 milhões do Fundão, equivalente a R$ 1,7 mil por voto

Nas eleições deste ano, o Progressistas do Piauí decidiu lançar, na cidade de Floriano (PI), a candidatura a vereadora de Francisca Alves Feitoza, a Chica Feitoza. Em 30 de agosto, o PP Piauiense pagou a ela R$ 120 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC), o Fundão Eleitoral. A candidata informou ao TSE gastos de R$ 41,7 mil para organização de eventos; R$ 18 mil com publicidade e R$ 6 mil para locação de veículo, entre outros. Tudo em vão: no fim, ela teve apenas 8 votos. Apesar dos custos elevados, não foram feitos sequer perfis em redes sociais para Chica Feitoza.

Casos similares aos da candidata de Floriano aconteceram por todo o País nas eleições deste ano. Usando dados públicos da Justiça Eleitoral, a reportagem do Estadão encontrou 2.771 candidaturas que receberam mais de R$ 1 mil do Fundão Eleitoral e do Fundo Partidário para cada um de seus votos, e que tiveram menos de 100 sufrágios no total. Em conjunto, esses candidatos receberam R$ 54,7 milhões em verba pública, mas tiveram só 30.886 votos. É como se cada um desses votos custasse ao pagador de impostos R$ 1.771,83. Das 2.771 candidaturas, todas foram para vereador e a maioria (2.087) foi de mulheres. Ninguém se elegeu.

A reportagem do Estadão procurou os diretórios estaduais e nacionais dos partidos citados e as candidatas a vereador. Apenas uma, Nilzete do Baú (PSD-BA), respondeu. Ela nega irregularidades. O presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar, também disse desconhecer eventuais problemas. Já o Diretório Nacional do PSD disse seguir a lei vigente e as determinações da Justiça Eleitoral, mas reafirmou que a prestação de contas é dever de cada candidatura. (leia abaixo).

Em alguns casos, as candidatas parecem ter feito pelo menos alguma campanha – há fotos das atividades em redes sociais, por exemplo, embora os gastos declarados pareçam exagerados diante da pouca votação. Na maioria dos casos, porém, não há sequer sinais de campanha.

Em Santana (AP), Kelly Gurjão (PL) recebeu R$ 85 mil e registrou até agora gastos de R$ 49,2 mil em sua campanha, mas teve apenas 1 voto. Do outro lado do País, em São João do Meriti (RJ), Cláudia Bengaly (PP) recebeu R$ 100 mil do Fundão para disputar uma vaga de vereadora pelo PP. Até agora, ela declarou ter gasto R$ 62,2 mil desse dinheiro – o prazo final para informar os gastos de campanha termina 30 dias após a data da eleição, no começo de novembro.

Bengaly disse à Justiça Eleitoral ter mandado imprimir 4.800 adesivos de vários tipos; confeccionado 50 bandeiras a R$ 25 cada; e adquirido 5 mil “praguinhas” (aquele adesivo redondo para colar na roupa). Mesmo assim, teve só 12 votos. Não há nem mesmo campanha da candidata nas redes sociais.

As 2.771 candidaturas de mais de R$ 1 mil por voto estão espalhadas pelos 26 Estados do Brasil, mas as unidades da Federação com mais ocorrências são a Bahia (236), o Rio de Janeiro (162), e o Amazonas (156).

Os partidos com mais casos são o PL (361), o PSD (321) e o PP (316). Quando se consideram os diretórios estaduais, se sobressaem o PP da Bahia (43); o PSD na Bahia (40) e no Ceará (39); e o MDB no Amazonas (34) e no Piauí (33). Geralmente, a alocação do dinheiro entre os candidatos é feita pelos diretórios municipais de cada legenda.

A lista de siglas com mais candidatas suspeitas coincide, parcialmente, com o ranking daquelas que mais elegeram prefeitos nas eleições deste ano. O PSD terminou com o maior número de prefeituras em todo o país, 882, destronando o MDB, que fez 856 prefeitos. O PP elegeu 748 alcaides este ano.

O advogado especializado em Direito Eleitoral Fernando Neisser explica que, quando os candidatos não usam todo o recurso do Fundo Eleitoral que receberam, as sobras devem ser devolvidas para a União, junto com a prestação de contas final, no começo de novembro. Se ficar comprovado que um candidato usou notas fiscais frias para ficar com o dinheiro do Fundo, há o crime de apropriação indébita eleitoral, diz ele.

“Por ser direito penal, a responsabilidade é de quem fez (do candidato). Então, quem investiga isso, normalmente, é o Ministério Público Eleitoral”, diz ele. Nos últimos anos, o MP tem feito cruzamentos de dados para investigar casos assim, diz Neisser.

Também é crime, segundo o advogado, caso a candidatura a vereador seja usada para fraudar a disputa para a prefeitura. É o que pode acontecer, por exemplo, se candidatos a vereador declararem gastos com uma empresa que, na verdade, prestou serviços para a campanha do prefeito.

“Você teria aí, eventualmente, lavagem (de dinheiro), falsidade (ideológica). (É o caso de) uma pessoa que declara à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 100 mil em marketing na sua campanha, mas esses R$ 100 mil foram (usados) para a campanha de outro”, diz Neisser, que é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.

Esta prática pode ser usada, por exemplo, para permitir que o candidato a prefeito faça uma campanha mais cara que o permitido pelo limite de gastos da disputa, dando-lhe uma vantagem sobre os adversários.

O voto mais caro do país, em termos de recursos recebidos do “Fundão”, é o do candidato a vereador pelo PSD em Manaus Flávio Tadeu Tomas de Araújo, o Flavinho Araújo. Ele recebeu R$ 150 mil em verba pública do PSD local, mas teve apenas 2 votos. Até o momento, o candidato informou ter gasto R$ 10 mil dessa verba: foram R$ 6 mil para “assessoria e consultoria jurídica” e mais R$ 4 mil para “assessoria e consultoria contábil”.

As executivas do PSD em Manaus e no Estado do Amazonas publicaram nota acusando Flavinho de agir “com indiscutível má fé”, e informaram que buscarão a Justiça para reaver os recursos. A reportagem do Estadão tentou contato com Flávio, mas não houve resposta até o momento da publicação.

Segundo colocado na lista de diretórios estaduais com mais candidaturas de possíveis “laranjas”, o PSD da Bahia foi o partido que mais elegeu prefeitos no Estado este ano, 115 ao todo. Uma de cada quatro cidades baianas estará sob o comando da legenda. Das 40 candidaturas do PSD da Bahia com mais de R$ 1 mil do Fundo por voto, 39 são de mulheres. E quase todas são pardas (30) ou pretas (8). Só duas se autodeclaram brancas. 28 dessas candidaturas tiveram menos de 20 votos. Juntas, as 40 candidaturas receberam R$ 1,93 milhão do Fundão, mas tiveram só 906 votos, o que representa mais de R$ 2 mil por cada sufrágio.

O voto mais caro do grupo foi o de Rita Alves da Silva, a Ritinha, que tentou se eleger vereadora em Eunápolis (BA), cidade de 120 mil habitantes no Sul do Estado. Ritinha recebeu R$ 60 mil do “Fundão” do PSD e, até o momento, declarou ter gasto quase tudo (R$ 57,5 mil). Mesmo assim, só teve 5 votos. Nas redes sociais de Ritinha, informadas ao TSE, não há qualquer traço de que ela tenha feito campanha.

O maior gasto dela foi com a empresa H&H Empreendimentos, uma firma de marketing digital: R$ 47,5 mil. Há uma nota de R$ 7,5 mil para “criação e designer (sic) de peças publicitárias” e outra de R$ 40 mil para “serviço de militância na campanha eleitoral”. Além dela, outras candidatas do PSD em Eunápolis com poucos votos também contrataram a empresa. É o caso da Pastora Maria Nilza, que investiu R$ 40 mil nos serviços da empresa mas só teve 11 votos; e de Maíza Oliveira, que também pagou R$ 40 mil e teve 48 votos. Em Eunápolis, o PSD elegeu o prefeito, Robério Oliveira, com 49,6% dos votos.

Além das candidatas a vereador do PSD em Eunápolis, a H&H Empreendimentos também fez a campanha de Luiz Carlos Junior Silva de Oliveira, o Luizinho, (MDB) prefeito reeleito de Itagimirim (BA). Ele pagou R$ 30 mil à empresa. Ao todo, a H&H recebeu R$ 556,4 mil em pagamentos de candidatos nesta eleição, de acordo com informações da Justiça Eleitoral.

Ao Estadão, o presidente do PSD da Bahia, o senador Otto Alencar, disse não conhecer Ritinha e afirmou que não é responsável pelo eventual mau uso dos recursos, caso tenha ocorrido.
“Quem vai prestar conta é a Ritinha. Então, se ela teve alguma coisa que signifique irregularidade, aí tem os órgãos de controle para olhar”, diz. “Como é que eu vou calcular se a Ritinha vai ter voto ou não? Quem calcula é a urna, não sou eu (…). Você liga para a Ritinha para saber. A gente dá (o dinheiro) na boa fé. Se ela vai fazer uma coisa dessas (desviar) ou não, cabe a investigação”, diz o senador. Ele diz já ter expulsado pessoas do partido por irregularidades nas eleições de 2020 e 2022.

Otto Alencar disse encorajar a participação feminina em seu partido, mas criticou as normas que obrigam os partidos a destinar um percentual mínimo de verbas para mulheres. “Eu acho que a participação da mulher é fundamental. A maior alegria da minha vida é liderar a maior bancada do Senado, com 15 participantes e seis mulheres, todas muito ativas. Aqui no meu Estado, eu fiz 20 reuniões do PSD Mulher (…). A única coisa que está errada é Brasília dar uma receita única para todos os Estados. Dizer que São Paulo é a mesma coisa da Bahia… não é. Alagoas, não é. Pode ser que um Estado desse tenha muita mulher participando. No meu Estado… eu luto por isso”, diz.

Ao Estadão, o Diretório Nacional do PSD disse seguir a lei brasileira ao fazer os repasses, mas reiterou que a prestação de contas é de responsabilidade dos candidatos.

“As candidaturas são definidas pelas instâncias partidárias municipais e seguem a legislação vigente. Os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha seguiram a legislação e é dever das candidaturas realizar a prestação de contas correspondente ao valor recebido, conforme estabelecido pela legislação. Todos os votos recebidos pelas candidaturas proporcionais são somados para a definição de cadeiras conquistadas pela chapa. O PSD Nacional também esclarece que cumpre todos os aspectos da legislação vigente e as determinações da Justiça Eleitoral”, disse o partido.

Nos últimos anos, a reserva de recursos para candidaturas de mulheres e negros vinha sendo estabelecida por meio de resoluções do TSE. Este ano, a norma foi constitucionalizada por meio de uma Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso – a mesma que anistiou as multas e dívidas tributárias dos partidos políticos. Promulgada em agosto, a emenda constitucional reservou 30% do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para candidaturas de pessoas negras e de mulheres. A emenda também liberou os partidos de multas pelo descumprimento dessa reserva de valores em eleições passadas.

Nilzete do Baú: ‘recursos foram usados de maneira transparente’

A reportagem do Estadão procurou todas as candidatas mencionadas nesta reportagem. Apenas uma, Nilzete do Baú (PSD), candidata a vereadora na cidade de Guanambi (BA), respondeu. “Os recursos recebidos do Fundo Partidário foram aplicados de maneira transparente e dentro da legalidade, conforme as exigências da Justiça Eleitoral. A prestação de contas final ainda será apresentada dentro do prazo regulamentar”, disse ela, em nota enviada por seu advogado.

A campanha da candidata foi registrada em suas redes sociais. Ela gastou R$ 72,5 mil, mas teve apenas 54 votos.

“O cenário político de Guanambi foi desafiador, sendo que calha de logo observar que a candidatura majoritária governista contra a qual a candidata Nilzete se colocou obteve 80,46 % dos votos no pleito”, diz o texto elaborado pelo advogado da candidata. “De outra banda, a oposição aos partidos governistas, onde se situava a candidata Nilzete, conseguiu eleger apenas dois vereadores em um total de 17 vagas. Essa conjuntura dificultou a candidatura de Nilzete, apesar de sua campanha focada em propostas e no contato com os eleitores”, diz um trecho.

O Legado de Joaquim de Fidelis: Uma História de Amor por Caraíbas

 

 

 

A cidade de Caraíbas vive um momento histórico e emocionante com a eleição de Renato, carinhosamente conhecido como Renatinho, para o cargo de prefeito. Muito mais do que uma simples vitória política, essa eleição representa a continuidade de um legado que tem profundas raízes no coração da cidade: o legado de Joaquim de Fidelis, o primeiro prefeito do município. Um homem que, com visão, amor e dedicação, plantou as sementes de desenvolvimento e prosperidade que ainda hoje fazem florescer o futuro de Caraíbas.

Joaquim de Fidelis não foi apenas o pioneiro na administração pública de Caraíbas. Ele foi um líder cuja gestão foi marcada pela generosidade e pelo compromisso inabalável com o bem-estar de sua terra e de seu povo. Um homem simples e de valores firmes, Joaquim sabia que o verdadeiro progresso se constrói com trabalho duro, escuta atenta e fé no potencial de sua comunidade. Sua marca, mais do que em prédios ou obras, está nas relações humanas, no carinho e respeito que ele sempre demonstrou por cada morador da cidade.

Hoje, a história que Joaquim de Fidelis começou a escrever há tantos anos ganha continuidade nas mãos de seu filho, Renato. Com orgulho, Renatinho carrega o nome e os ensinamentos de seu pai, e agora tem a responsabilidade de dar novos rumos a Caraíbas, sempre guiado pelos mesmos princípios que nortearam Joaquim. Em uma emocionante publicação, Renato declarou: “Nós conseguimos, pai! Caraíbas vive um momento histórico e emocionante! Meu pai, Joaquim de Fidelis, foi o primeiro prefeito desta cidade, um homem de visão e amor por nosso povo.”

Essa declaração não apenas reflete o orgulho e a gratidão de Renato, mas também o sentimento de toda a cidade. Cada cidadão de Caraíbas reconhece que essa vitória é mais do que política, é uma homenagem ao passado e um compromisso com o futuro. A gestão de Renatinho promete ser marcada pela mesma humildade, dedicação e amor que caracterizaram a administração de Joaquim de Fidelis. É uma nova era para Caraíbas, mas com raízes firmemente plantadas nos valores de seu fundador.

O legado de Joaquim de Fidelis permanece vivo, não apenas nas memórias daqueles que o conheceram, mas nas decisões e ações que Renato, como prefeito, toma todos os dias. Ele segue os passos do pai, levando adiante uma missão que transcende a política e se transforma em serviço genuíno ao próximo. Com fé, força e determinação, Renato assume a tarefa de continuar construindo a história de Caraíbas, sempre com o olhar atento às necessidades de sua população.

A comunidade de Caraíbas, agora, se une em torno de um sonho comum: o de ver a cidade crescer e se desenvolver de maneira inclusiva e sustentável. O exemplo de Joaquim de Fidelis serve como guia, mostrando que é possível governar com amor e responsabilidade. A eleição de Renato, ao lado de seu vice, Arnaldo, marca o fim de uma hegemonia política e o início de uma nova fase, onde a esperança e o diálogo com a população serão a base para todas as decisões.

Caraíbas está pronta para escrever um novo capítulo em sua história, mas o legado de Joaquim de Fidelis continuará a ser uma presença constante, inspirando cada passo em direção a um futuro promissor. Mais do que um nome, Joaquim de Fidelis deixou um ensinamento: a verdadeira liderança é aquela que serve, que ouve e que ama incondicionalmente a sua terra e seu povo.

Que essa história de amor por Caraíbas continue viva nas ações de Renatinho e de todos que acreditam no poder da união e do trabalho em prol de um bem maior. O futuro é promissor, e o legado de Joaquim de Fidelis será sempre o alicerce sobre o qual esse futuro será construído.

Padre Carlos

O Legado de Joaquim de Fidelis: Uma História de Amor por Caraíbas

 

 

 

A cidade de Caraíbas vive um momento histórico e emocionante com a eleição de Renato, carinhosamente conhecido como Renatinho, para o cargo de prefeito. Muito mais do que uma simples vitória política, essa eleição representa a continuidade de um legado que tem profundas raízes no coração da cidade: o legado de Joaquim de Fidelis, o primeiro prefeito do município. Um homem que, com visão, amor e dedicação, plantou as sementes de desenvolvimento e prosperidade que ainda hoje fazem florescer o futuro de Caraíbas.

Joaquim de Fidelis não foi apenas o pioneiro na administração pública de Caraíbas. Ele foi um líder cuja gestão foi marcada pela generosidade e pelo compromisso inabalável com o bem-estar de sua terra e de seu povo. Um homem simples e de valores firmes, Joaquim sabia que o verdadeiro progresso se constrói com trabalho duro, escuta atenta e fé no potencial de sua comunidade. Sua marca, mais do que em prédios ou obras, está nas relações humanas, no carinho e respeito que ele sempre demonstrou por cada morador da cidade.

Hoje, a história que Joaquim de Fidelis começou a escrever há tantos anos ganha continuidade nas mãos de seu filho, Renato. Com orgulho, Renatinho carrega o nome e os ensinamentos de seu pai, e agora tem a responsabilidade de dar novos rumos a Caraíbas, sempre guiado pelos mesmos princípios que nortearam Joaquim. Em uma emocionante publicação, Renato declarou: “Nós conseguimos, pai! Caraíbas vive um momento histórico e emocionante! Meu pai, Joaquim de Fidelis, foi o primeiro prefeito desta cidade, um homem de visão e amor por nosso povo.”

Essa declaração não apenas reflete o orgulho e a gratidão de Renato, mas também o sentimento de toda a cidade. Cada cidadão de Caraíbas reconhece que essa vitória é mais do que política, é uma homenagem ao passado e um compromisso com o futuro. A gestão de Renatinho promete ser marcada pela mesma humildade, dedicação e amor que caracterizaram a administração de Joaquim de Fidelis. É uma nova era para Caraíbas, mas com raízes firmemente plantadas nos valores de seu fundador.

O legado de Joaquim de Fidelis permanece vivo, não apenas nas memórias daqueles que o conheceram, mas nas decisões e ações que Renato, como prefeito, toma todos os dias. Ele segue os passos do pai, levando adiante uma missão que transcende a política e se transforma em serviço genuíno ao próximo. Com fé, força e determinação, Renato assume a tarefa de continuar construindo a história de Caraíbas, sempre com o olhar atento às necessidades de sua população.

A comunidade de Caraíbas, agora, se une em torno de um sonho comum: o de ver a cidade crescer e se desenvolver de maneira inclusiva e sustentável. O exemplo de Joaquim de Fidelis serve como guia, mostrando que é possível governar com amor e responsabilidade. A eleição de Renato, ao lado de seu vice, Arnaldo, marca o fim de uma hegemonia política e o início de uma nova fase, onde a esperança e o diálogo com a população serão a base para todas as decisões.

Caraíbas está pronta para escrever um novo capítulo em sua história, mas o legado de Joaquim de Fidelis continuará a ser uma presença constante, inspirando cada passo em direção a um futuro promissor. Mais do que um nome, Joaquim de Fidelis deixou um ensinamento: a verdadeira liderança é aquela que serve, que ouve e que ama incondicionalmente a sua terra e seu povo.

Que essa história de amor por Caraíbas continue viva nas ações de Renatinho e de todos que acreditam no poder da união e do trabalho em prol de um bem maior. O futuro é promissor, e o legado de Joaquim de Fidelis será sempre o alicerce sobre o qual esse futuro será construído.

Padre Carlos

Paulo Pithon sofre acidente após período eleitoral e passará por cirurgia

Após a intensa correria do período eleitoral, o candidato a vereador Paulo Pithon decidiu descansar em Anagé. Durante sua estadia no sítio de um amigo, ele sofreu um acidente e fraturou o braço. Paulo contou, em uma conversa com o blog Política e Resenha, que estava entrando na barragem para se refrescar quando escorregou no limo e caiu, machucando o braço.

“Infelizmente não deu muito certo, mas vamos em frente!”, comentou o candidato com bom humor. Agora, Paulo passará por procedimentos cirúrgicos para corrigir a fratura. Estamos na torcida por sua rápida recuperação e para que ele retorne à ativa em breve.

Paulo Pithon sofre acidente após período eleitoral e passará por cirurgia

Após a intensa correria do período eleitoral, o candidato a vereador Paulo Pithon decidiu descansar em Anagé. Durante sua estadia no sítio de um amigo, ele sofreu um acidente e fraturou o braço. Paulo contou, em uma conversa com o blog Política e Resenha, que estava entrando na barragem para se refrescar quando escorregou no limo e caiu, machucando o braço.

“Infelizmente não deu muito certo, mas vamos em frente!”, comentou o candidato com bom humor. Agora, Paulo passará por procedimentos cirúrgicos para corrigir a fratura. Estamos na torcida por sua rápida recuperação e para que ele retorne à ativa em breve.

Primeiro turno das eleições registrou média de sete vítimas de violência política por dia

No primeiro turno das eleições deste ano, de âmbito municipal, o clima de competitividade e inimizade observado no período pré-campanha piorou. De 16 de agosto a 6 de outubro, data em que os brasileiros foram às urnas, o Brasil registrou 373 casos de violência política contra candidatos e políticos em exercício.

Segundo a Agência Brasil, os dados são da 3ª edição da pesquisa “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, elaborada pelas organizações sociais Terra de Direitos e Justiça Global e lançada nesta quinta-feira (10).

O que foi apurado é um complemento ao divulgado pelas entidades na semana passada, que apontava 145 ocorrências no período que antecede a campanha eleitoral, de janeiro a 15 de agosto, e uma média de 1,5 caso por dia. Com 518 ocorrências, o ano de 2024 se destaca como o mais violento da série histórica.

No primeiro turno do pleito deste ano, foram identificados 10 assassinatos, 100 atentados, 138 ameaças, 54 agressões, 51 ofensas, 13 criminalizações e sete invasões. A média foi de sete vítimas por dia. Já no primeiro turno de 2022, foram registrados aproximadamente 2 casos de violência política por dia.

Os números também mostram que o pico de casos aconteceu na véspera das eleições. De 1º a 6 de outubro, foram notificados 99 casos, o que corresponde a 16 ocorrências por dia ou uma a cada 1h30. Em relação aos locais onde os casos ocorreram, o maior número de ocorrências foi no estado de São Paulo, com 14 casos.

 

Em 2022, o 1º turno das eleições gerais registrou um assassinato, enquanto em 2024 foram 10 ocorrências no mesmo período. Dos 24 casos de assassinatos registrados em 2024, mais de 40% dos assassinatos aconteceram durante o período eleitoral.

As entidades fazem, ainda, um alerta contra a proporção de casos que vitimaram pessoas negras e mulheres. Embora pessoas brancas representem o maior grupo de vítimas de violência política no primeiro turno (5% ou 193 casos), a forma mais grave que essa hostilidade assume, ou seja, a letal, vitimou mais pessoas negras.

Vítimas pretas e pardas foram alvo em oito de cada dez homicídios perpetrados nesse contexto. Quando são consideradas todas as categorias de violência, 44% das vítimas eram negras. A porcentagem corresponde a 164 ocorrências.

 

Primeiro turno das eleições registrou média de sete vítimas de violência política por dia

No primeiro turno das eleições deste ano, de âmbito municipal, o clima de competitividade e inimizade observado no período pré-campanha piorou. De 16 de agosto a 6 de outubro, data em que os brasileiros foram às urnas, o Brasil registrou 373 casos de violência política contra candidatos e políticos em exercício.

Segundo a Agência Brasil, os dados são da 3ª edição da pesquisa “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, elaborada pelas organizações sociais Terra de Direitos e Justiça Global e lançada nesta quinta-feira (10).

O que foi apurado é um complemento ao divulgado pelas entidades na semana passada, que apontava 145 ocorrências no período que antecede a campanha eleitoral, de janeiro a 15 de agosto, e uma média de 1,5 caso por dia. Com 518 ocorrências, o ano de 2024 se destaca como o mais violento da série histórica.

No primeiro turno do pleito deste ano, foram identificados 10 assassinatos, 100 atentados, 138 ameaças, 54 agressões, 51 ofensas, 13 criminalizações e sete invasões. A média foi de sete vítimas por dia. Já no primeiro turno de 2022, foram registrados aproximadamente 2 casos de violência política por dia.

Os números também mostram que o pico de casos aconteceu na véspera das eleições. De 1º a 6 de outubro, foram notificados 99 casos, o que corresponde a 16 ocorrências por dia ou uma a cada 1h30. Em relação aos locais onde os casos ocorreram, o maior número de ocorrências foi no estado de São Paulo, com 14 casos.

 

Em 2022, o 1º turno das eleições gerais registrou um assassinato, enquanto em 2024 foram 10 ocorrências no mesmo período. Dos 24 casos de assassinatos registrados em 2024, mais de 40% dos assassinatos aconteceram durante o período eleitoral.

As entidades fazem, ainda, um alerta contra a proporção de casos que vitimaram pessoas negras e mulheres. Embora pessoas brancas representem o maior grupo de vítimas de violência política no primeiro turno (5% ou 193 casos), a forma mais grave que essa hostilidade assume, ou seja, a letal, vitimou mais pessoas negras.

Vítimas pretas e pardas foram alvo em oito de cada dez homicídios perpetrados nesse contexto. Quando são consideradas todas as categorias de violência, 44% das vítimas eram negras. A porcentagem corresponde a 164 ocorrências.

 

O Fim de uma Era em Caraíbas: Renato e Arnaldo à Frente da Prefeitura

No último dia 6 de outubro, a cidade de Caraíbas viveu um momento histórico com a eleição de Renato, carinhosamente conhecido como Renatinho, para o cargo de prefeito. Ao lado de seu vice, Arnaldo, Renato representa não apenas uma nova administração, mas o fim de uma hegemonia política que perdurou por anos.

Filho da terra, Renato carrega em sua trajetória a história de sua família. Seu pai, Seu Joaquim, foi o primeiro prefeito da cidade, o que confere a Renato um profundo vínculo com as raízes e os desafios locais. A vitória de Renato simboliza a esperança de renovação e mudança, com promessas de ouvir a população e trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável de Caraíbas.

Com essa nova gestão, os cidadãos anseiam por um futuro mais inclusivo e participativo, onde todos possam ter voz nas decisões que moldam a cidade. O mandato de Renato e Arnaldo promete ser um marco na história de Caraíbas, abrindo caminho para novas perspectivas e um verdadeiro diálogo com a comunidade.

Agora, é hora de unir forças e construir um futuro promissor para todos. A mudança chegou, e Caraíbas está pronta para escrever um novo capítulo em sua história.

O Fim de uma Era em Caraíbas: Renato e Arnaldo à Frente da Prefeitura

No último dia 6 de outubro, a cidade de Caraíbas viveu um momento histórico com a eleição de Renato, carinhosamente conhecido como Renatinho, para o cargo de prefeito. Ao lado de seu vice, Arnaldo, Renato representa não apenas uma nova administração, mas o fim de uma hegemonia política que perdurou por anos.

Filho da terra, Renato carrega em sua trajetória a história de sua família. Seu pai, Seu Joaquim, foi o primeiro prefeito da cidade, o que confere a Renato um profundo vínculo com as raízes e os desafios locais. A vitória de Renato simboliza a esperança de renovação e mudança, com promessas de ouvir a população e trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável de Caraíbas.

Com essa nova gestão, os cidadãos anseiam por um futuro mais inclusivo e participativo, onde todos possam ter voz nas decisões que moldam a cidade. O mandato de Renato e Arnaldo promete ser um marco na história de Caraíbas, abrindo caminho para novas perspectivas e um verdadeiro diálogo com a comunidade.

Agora, é hora de unir forças e construir um futuro promissor para todos. A mudança chegou, e Caraíbas está pronta para escrever um novo capítulo em sua história.

Elmar e Antonio Brito se encontram com Lula no Círio de Nazaré

Postulantes ao cargo de presidente da Câmara, os deputados baianos e líderes dos seus partidos, Elmar Nascimento (União) e Antonio Brito (PSD), iniciaram suas agendas conjuntas participando das celebrações do Círio de Nazaré, em Belém (PA), a convite do ministro do Turismo Celso Sabino (União).

Durante o evento religioso, ambos se encontraram com o governador Helder Barbalho (MDB) e seguiram ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja, sendo recepcionados pelo ministro das Cidades Jader Filho (MDB). Durante o encontro, Brito e Elmar reafirmaram a aliança entre o PSD e União Brasil para a sucessão de Arthur Lira (PP).

Os diálogos sobre a sucessão ocorreram com o presidente Lula, com os caciques paraenses do MDB, com o presidente de honra do PDT, ministro Carlos Luppi e parlamentares. Antonio Brito e Elmar planejam realizar uma série de viagens juntos, visando a formação de um bloco majoritário para o dia 1º de fev de 2025, além do fortalecimento da relação com partidos e parlamentares.

Elmar e Antonio Brito se encontram com Lula no Círio de Nazaré

Postulantes ao cargo de presidente da Câmara, os deputados baianos e líderes dos seus partidos, Elmar Nascimento (União) e Antonio Brito (PSD), iniciaram suas agendas conjuntas participando das celebrações do Círio de Nazaré, em Belém (PA), a convite do ministro do Turismo Celso Sabino (União).

Durante o evento religioso, ambos se encontraram com o governador Helder Barbalho (MDB) e seguiram ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja, sendo recepcionados pelo ministro das Cidades Jader Filho (MDB). Durante o encontro, Brito e Elmar reafirmaram a aliança entre o PSD e União Brasil para a sucessão de Arthur Lira (PP).

Os diálogos sobre a sucessão ocorreram com o presidente Lula, com os caciques paraenses do MDB, com o presidente de honra do PDT, ministro Carlos Luppi e parlamentares. Antonio Brito e Elmar planejam realizar uma série de viagens juntos, visando a formação de um bloco majoritário para o dia 1º de fev de 2025, além do fortalecimento da relação com partidos e parlamentares.

ARTIGO – O Dia das Crianças e a Guerra do Paraguai: Quando um Exército Envergonha e Deixa de Ser Glorioso (Padre Carlos)

 

 

 

 

O Dia das Crianças, celebrado no Brasil com festas, presentes e uma alegria genuína, nos faz pensar no cuidado e na proteção que devemos ter com nossos jovens. Contudo, no Paraguai, essa data assume uma tonalidade completamente diferente, marcada por uma história de dor e luto. Em 16 de agosto, os paraguaios não comemoram com festividades alegres, mas sim com memórias trágicas da Batalha de Acosta Ñu, ocorrida em 1869, durante a Guerra do Paraguai.

Esse episódio sombrio, onde crianças foram massacradas pelas forças da Tríplice Aliança — composta pelo Brasil, Argentina e Uruguai —, é uma das páginas mais dolorosas da história latino-americana. Jovens e crianças, muitos dos quais mal sabiam manejar armas, foram enviados à linha de frente para defender o que restava de seu país. A guerra já havia dizimado grande parte da população paraguaia, e essa batalha, em especial, deixou uma cicatriz indelével na nação.

Quando refletimos sobre este episódio, fica claro que um exército, que deveria lutar com honra e dignidade, perde sua glória ao cruzar a linha da desumanidade. A matança de civis, especialmente de crianças, é um ato de barbárie que compromete qualquer vestígio de heroísmo. No caso de Acosta Ñu, o que deveria ser uma vitória militar tornou-se um símbolo de vergonha para as forças brasileiras, pois, ao destruir aquilo que deveria proteger — a vida de inocentes —, o exército se afasta dos valores que deveria defender.

É impossível falar da Guerra do Paraguai sem reconhecer a responsabilidade do Brasil nessa tragédia. Embora o conflito tenha sido desencadeado por razões geopolíticas complexas, a maneira como foi conduzido, especialmente nos estágios finais, coloca em questão o que realmente significa vencer uma guerra. A destruição quase total da população paraguaia e a morte de tantas crianças nos faz perguntar: onde está a verdadeira glória?

O Dia das Crianças no Paraguai, então, serve como um lembrete profundo e doloroso do custo da guerra. Ao invés de presentes e brincadeiras, a data é marcada pela memória daqueles que morreram em um conflito brutal e injusto. Para os paraguaios, a infância foi roubada de uma geração inteira, e o impacto desse trauma histórico ainda reverbera na cultura e na identidade do país.

Enquanto o Brasil comemora seu Dia das Crianças no mesmo 12 de outubro que celebra Nossa Senhora Aparecida, talvez seja importante refletir sobre os valores que essas celebrações representam. Será que podemos realmente celebrar nossas crianças e, ao mesmo tempo, ignorar as injustiças que cometemos no passado? Podemos nos orgulhar de nossas vitórias militares, sabendo que elas custaram a vida de inocentes?

O futuro que queremos para nossas crianças depende da nossa capacidade de aprender com os erros do passado. Que o exemplo do Paraguai e a tragédia de Acosta Ñu sirvam de lição para que nunca mais permitamos que o orgulho e a ambição política se sobreponham ao valor inegociável da vida humana. Porque quando um exército envergonha, deixando de lado sua responsabilidade ética, ele não é mais glorioso — é um lembrete de que a verdadeira coragem está em proteger, e não em destruir.

ARTIGO – O Dia das Crianças e a Guerra do Paraguai: Quando um Exército Envergonha e Deixa de Ser Glorioso (Padre Carlos)

 

 

 

 

O Dia das Crianças, celebrado no Brasil com festas, presentes e uma alegria genuína, nos faz pensar no cuidado e na proteção que devemos ter com nossos jovens. Contudo, no Paraguai, essa data assume uma tonalidade completamente diferente, marcada por uma história de dor e luto. Em 16 de agosto, os paraguaios não comemoram com festividades alegres, mas sim com memórias trágicas da Batalha de Acosta Ñu, ocorrida em 1869, durante a Guerra do Paraguai.

Esse episódio sombrio, onde crianças foram massacradas pelas forças da Tríplice Aliança — composta pelo Brasil, Argentina e Uruguai —, é uma das páginas mais dolorosas da história latino-americana. Jovens e crianças, muitos dos quais mal sabiam manejar armas, foram enviados à linha de frente para defender o que restava de seu país. A guerra já havia dizimado grande parte da população paraguaia, e essa batalha, em especial, deixou uma cicatriz indelével na nação.

Quando refletimos sobre este episódio, fica claro que um exército, que deveria lutar com honra e dignidade, perde sua glória ao cruzar a linha da desumanidade. A matança de civis, especialmente de crianças, é um ato de barbárie que compromete qualquer vestígio de heroísmo. No caso de Acosta Ñu, o que deveria ser uma vitória militar tornou-se um símbolo de vergonha para as forças brasileiras, pois, ao destruir aquilo que deveria proteger — a vida de inocentes —, o exército se afasta dos valores que deveria defender.

É impossível falar da Guerra do Paraguai sem reconhecer a responsabilidade do Brasil nessa tragédia. Embora o conflito tenha sido desencadeado por razões geopolíticas complexas, a maneira como foi conduzido, especialmente nos estágios finais, coloca em questão o que realmente significa vencer uma guerra. A destruição quase total da população paraguaia e a morte de tantas crianças nos faz perguntar: onde está a verdadeira glória?

O Dia das Crianças no Paraguai, então, serve como um lembrete profundo e doloroso do custo da guerra. Ao invés de presentes e brincadeiras, a data é marcada pela memória daqueles que morreram em um conflito brutal e injusto. Para os paraguaios, a infância foi roubada de uma geração inteira, e o impacto desse trauma histórico ainda reverbera na cultura e na identidade do país.

Enquanto o Brasil comemora seu Dia das Crianças no mesmo 12 de outubro que celebra Nossa Senhora Aparecida, talvez seja importante refletir sobre os valores que essas celebrações representam. Será que podemos realmente celebrar nossas crianças e, ao mesmo tempo, ignorar as injustiças que cometemos no passado? Podemos nos orgulhar de nossas vitórias militares, sabendo que elas custaram a vida de inocentes?

O futuro que queremos para nossas crianças depende da nossa capacidade de aprender com os erros do passado. Que o exemplo do Paraguai e a tragédia de Acosta Ñu sirvam de lição para que nunca mais permitamos que o orgulho e a ambição política se sobreponham ao valor inegociável da vida humana. Porque quando um exército envergonha, deixando de lado sua responsabilidade ética, ele não é mais glorioso — é um lembrete de que a verdadeira coragem está em proteger, e não em destruir.

Zé Neto e a Nova Estrutura Eleitoral em Feira de Santana: Reflexões sobre as Derrotas Políticas e o Futuro do PT

 

 

 

 

O cenário político de 2024 trouxe surpresas amargas para o PT em algumas cidades estratégicas da Bahia, como Vitória da Conquista, Salvador e Feira de Santana. Em meio a derrotas significativas, a análise dos fatores que levaram a esses resultados tem gerado debates intensos sobre as novas realidades eleitorais e as estratégias adotadas. A mais recente derrota do deputado federal Zé Neto (PT) em Feira de Santana revela uma série de desafios que ultrapassam o simples embate entre candidatos.

Zé Neto, em entrevista após a sua derrota para José Ronaldo (UB), apontou a boca de urna e o fisiologismo como os principais responsáveis por seu revés. Segundo ele, a oferta de cestas básicas e o abuso do poder econômico nos dias finais de campanha foram elementos decisivos na votação. Contudo, essas alegações, mesmo sendo passíveis de discussão e de investigação, não podem ser vistas como o único fator que define o fracasso de uma candidatura.

Quando se observa o histórico de vitórias e derrotas em grandes cidades baianas como Salvador e Vitória da Conquista, fica claro que a estrutura política e o discurso tradicional do PT já não têm a mesma ressonância que tiveram em décadas passadas. Nessas cidades, o partido amargou derrotas humilhantes, resultado de uma crescente desconexão entre as lideranças petistas e as demandas de parte significativa do eleitorado. Os discursos que, em outros tempos, trouxeram mudanças progressistas, agora precisam ser renovados para se adequar a uma sociedade em transformação.

Zé Neto reconheceu que o “panorama da cidade” é diferente, mas sua avaliação parece focar mais nos mecanismos eleitorais — como a boca de urna e a compra de votos — do que em uma reavaliação profunda do próprio projeto político que foi ofertado à população. Claro, práticas como a compra de votos são absolutamente condenáveis e precisam ser combatidas em todas as instâncias. No entanto, não se pode reduzir o insucesso de uma campanha a esses fatores.

A derrota em Feira de Santana reflete algo maior. Não apenas em termos de fisiologismo e práticas ilegais, mas também em uma crise de identidade e discurso do partido. Em Salvador e Vitória da Conquista, a fragilidade do PT em se adaptar às novas demandas eleitorais ficou evidente, e Feira de Santana segue o mesmo caminho. Esses resultados, quando são tão expressivos e embaraçosos, não permitem justificativas simplistas. A estratégia de se apegar a questões pontuais, como a boca de urna, desvia a atenção de problemas estruturais mais profundos que precisam ser enfrentados com urgência.

2024 está revelando uma mudança clara nos modos operandi das campanhas eleitorais. Candidaturas tradicionais enfrentam uma nova realidade em que as bases eleitorais estão mais fluidas, os eleitores mais exigentes, e o acesso à informação mudou completamente a dinâmica do voto. A acusação de Zé Neto sobre as cestas básicas distribuídas às vésperas da eleição, apesar de alarmante, não pode ser o único ponto de atenção. O desafio vai muito além de combater ilegalidades; é preciso repensar o modelo de campanha, o tipo de proposta política apresentada e a forma de comunicação com o eleitor.

A declaração de Zé Neto de que “vai pra cima” após o resultado em Feira de Santana demonstra resiliência e disposição de enfrentar novos desafios. Porém, essa vontade precisa ser acompanhada por uma revisão estratégica profunda. O PT, que tantas vezes se mostrou à frente de seu tempo na formulação de políticas públicas, agora precisa se modernizar na arena eleitoral. As vitórias não serão conquistadas apenas combatendo a boca de urna ou práticas clientelistas. Elas virão quando o partido souber dialogar com um eleitorado cada vez mais diverso, crítico e exigente.

Feira de Santana, como segunda maior cidade da Bahia, é um palco estratégico para qualquer projeto político de poder. A derrota de Zé Neto acende um alerta importante para o PT, não só sobre as condições locais, mas também sobre o cenário estadual e nacional. A eleição de 2024, ao que tudo indica, será um divisor de águas para a estrutura partidária como um todo. Se não houver uma real introspecção e renovação, as derrotas em Salvador, Vitória da Conquista e agora em Feira de Santana podem se tornar apenas o começo de uma série de revezes ainda mais duros.

Conclusão

Zé Neto aponta problemas concretos, como a boca de urna e o abuso econômico, mas o resultado de sua derrota exige uma análise mais abrangente. O PT, se quiser voltar a ter relevância em cidades estratégicas como Feira de Santana, precisa ir além das desculpas pontuais e repensar sua estratégia, discurso e conexão com o eleitorado. A política está em constante transformação, e só sobreviverá quem souber adaptar-se a ela. O futuro do partido dependerá não apenas de “ir pra cima”, mas de como vai para cima e de que forma reconquista a confiança perdida.

 

Padre Carlos

Zé Neto e a Nova Estrutura Eleitoral em Feira de Santana: Reflexões sobre as Derrotas Políticas e o Futuro do PT

 

 

 

 

O cenário político de 2024 trouxe surpresas amargas para o PT em algumas cidades estratégicas da Bahia, como Vitória da Conquista, Salvador e Feira de Santana. Em meio a derrotas significativas, a análise dos fatores que levaram a esses resultados tem gerado debates intensos sobre as novas realidades eleitorais e as estratégias adotadas. A mais recente derrota do deputado federal Zé Neto (PT) em Feira de Santana revela uma série de desafios que ultrapassam o simples embate entre candidatos.

Zé Neto, em entrevista após a sua derrota para José Ronaldo (UB), apontou a boca de urna e o fisiologismo como os principais responsáveis por seu revés. Segundo ele, a oferta de cestas básicas e o abuso do poder econômico nos dias finais de campanha foram elementos decisivos na votação. Contudo, essas alegações, mesmo sendo passíveis de discussão e de investigação, não podem ser vistas como o único fator que define o fracasso de uma candidatura.

Quando se observa o histórico de vitórias e derrotas em grandes cidades baianas como Salvador e Vitória da Conquista, fica claro que a estrutura política e o discurso tradicional do PT já não têm a mesma ressonância que tiveram em décadas passadas. Nessas cidades, o partido amargou derrotas humilhantes, resultado de uma crescente desconexão entre as lideranças petistas e as demandas de parte significativa do eleitorado. Os discursos que, em outros tempos, trouxeram mudanças progressistas, agora precisam ser renovados para se adequar a uma sociedade em transformação.

Zé Neto reconheceu que o “panorama da cidade” é diferente, mas sua avaliação parece focar mais nos mecanismos eleitorais — como a boca de urna e a compra de votos — do que em uma reavaliação profunda do próprio projeto político que foi ofertado à população. Claro, práticas como a compra de votos são absolutamente condenáveis e precisam ser combatidas em todas as instâncias. No entanto, não se pode reduzir o insucesso de uma campanha a esses fatores.

A derrota em Feira de Santana reflete algo maior. Não apenas em termos de fisiologismo e práticas ilegais, mas também em uma crise de identidade e discurso do partido. Em Salvador e Vitória da Conquista, a fragilidade do PT em se adaptar às novas demandas eleitorais ficou evidente, e Feira de Santana segue o mesmo caminho. Esses resultados, quando são tão expressivos e embaraçosos, não permitem justificativas simplistas. A estratégia de se apegar a questões pontuais, como a boca de urna, desvia a atenção de problemas estruturais mais profundos que precisam ser enfrentados com urgência.

2024 está revelando uma mudança clara nos modos operandi das campanhas eleitorais. Candidaturas tradicionais enfrentam uma nova realidade em que as bases eleitorais estão mais fluidas, os eleitores mais exigentes, e o acesso à informação mudou completamente a dinâmica do voto. A acusação de Zé Neto sobre as cestas básicas distribuídas às vésperas da eleição, apesar de alarmante, não pode ser o único ponto de atenção. O desafio vai muito além de combater ilegalidades; é preciso repensar o modelo de campanha, o tipo de proposta política apresentada e a forma de comunicação com o eleitor.

A declaração de Zé Neto de que “vai pra cima” após o resultado em Feira de Santana demonstra resiliência e disposição de enfrentar novos desafios. Porém, essa vontade precisa ser acompanhada por uma revisão estratégica profunda. O PT, que tantas vezes se mostrou à frente de seu tempo na formulação de políticas públicas, agora precisa se modernizar na arena eleitoral. As vitórias não serão conquistadas apenas combatendo a boca de urna ou práticas clientelistas. Elas virão quando o partido souber dialogar com um eleitorado cada vez mais diverso, crítico e exigente.

Feira de Santana, como segunda maior cidade da Bahia, é um palco estratégico para qualquer projeto político de poder. A derrota de Zé Neto acende um alerta importante para o PT, não só sobre as condições locais, mas também sobre o cenário estadual e nacional. A eleição de 2024, ao que tudo indica, será um divisor de águas para a estrutura partidária como um todo. Se não houver uma real introspecção e renovação, as derrotas em Salvador, Vitória da Conquista e agora em Feira de Santana podem se tornar apenas o começo de uma série de revezes ainda mais duros.

Conclusão

Zé Neto aponta problemas concretos, como a boca de urna e o abuso econômico, mas o resultado de sua derrota exige uma análise mais abrangente. O PT, se quiser voltar a ter relevância em cidades estratégicas como Feira de Santana, precisa ir além das desculpas pontuais e repensar sua estratégia, discurso e conexão com o eleitorado. A política está em constante transformação, e só sobreviverá quem souber adaptar-se a ela. O futuro do partido dependerá não apenas de “ir pra cima”, mas de como vai para cima e de que forma reconquista a confiança perdida.

 

Padre Carlos