Opinião · Eleições 2026

2024–2026: A Farsa que se Repete (e o Povo que Não Esquece)
Enquanto a prefeita trabalha, a oposição volta a abrir a velha gaveta das mentiras — e Vitória da Conquista já sabe como essa história termina.
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á quem diga que a história não se repete. Mas em Vitória da Conquista, a cada dois anos, a oposição parece decidir que a mentira é o único caminho que lhe resta até o poder. Não por falta de opção — por falta de coragem de disputar com propostas, com números, com trabalho. É mais fácil manipular uma imagem do que construir uma obra. É mais fácil espalhar desinformação do que enfrentar uma prefeita que, ano após ano, entrega o que promete.
O calendário não mente, mesmo quando os adversários mentem sobre tudo o mais. Em 2024, testemunhamos o espetáculo: uma foto de mala de dinheiro, distorcida e descontextualizada, correndo pelas redes como se fosse prova de algo que jamais existiu. Boatos de inelegibilidade que nunca tiveram lastro jurídico algum. Uma avalanche de fake news desenhada para um único fim — impedir, a qualquer custo, que Sheila fosse reconduzida pela vontade legítima do povo conquistense.
O mesmo roteiro, dois anos depois
E eis que 2026 chega trazendo o mesmo enredo, quase palavra por palavra. Os mesmos atores. As mesmas mentiras, agora com nova embalagem. O mesmo desespero de quem não tem projeto e por isso recorre, de novo, à desinformação como estratégia de campanha. Por que a lembrança daqueles dias é tão viva na memória de quem acompanha a política local? Porque a cena, hoje, é praticamente idêntica: os mesmos veículos de sempre, os mesmos interesses de sempre, a mesma falta de vergonha de sempre.
Eles, que tanto falam em ética e moralidade na política, são os mesmos que se especializaram em fabricar factoides. Eles, que se dizem defensores da verdade, são os mesmos que distorcem imagens e inventam narrativas para tentar derrubar quem venceu nas urnas, de forma limpa, com 116.488 votos. A hipocrisia, aqui, não é detalhe — é método.
“Ninguém atira pedra em árvore que não dá fruto.” O ataque de hoje é, antes de tudo, um atestado involuntário do trabalho que incomoda — e da confiança que a oposição não conseguiu, e não consegue, corroer.
A resposta que Sheila nunca deu — e é aí que ela vence
Há uma coisa que a oposição jamais conseguiu tirar de Sheila: a dignidade de não descer ao nível de quem a ataca. Em nenhum momento, diante de mentiras tão graves quanto covardes, ela optou por revidar com a mesma moeda. Não inventou factoides contra ninguém. Não fabricou imagens. Não usou a máquina pública para perseguir adversário algum. Ficou onde sempre esteve: trabalhando. E foi exatamente esse silêncio ativo — essa recusa em brigar na lama — que a fortaleceu diante do eleitor.
A vitória de 2024 não nasceu de fake news, nasceu de votos. 116.488 conquistenses disseram, nas urnas, que a mentira não teria a última palavra. Foi a prova mais contundente de que, por mais que se manipule uma foto, por mais que se distorça um fato, a verdade acaba prevalecendo. Os mentiradores foram desmascarados pelo tempo — e pelo povo, que não é tão facilmente enganado quanto a oposição insiste em supor.
Há uma imagem simples, quase de cozinha de interior, que explica melhor do que qualquer discurso técnico o que está em jogo: Sheila é como a massa do pão. Quanto mais batem, mais cresce. Cada mentira contra ela, longe de diminuí-la, tem servido apenas para revelar, aos olhos de quem observa com atenção, o tamanho do desespero de quem a ataca.
A memória do povo é maior do que a mentira
Se em 2024 a estratégia da desinformação já havia fracassado, por que a oposição insiste em repeti-la em 2026? Talvez porque não tenha outra. Talvez porque, sem propostas capazes de convencer, reste apenas o velho recurso de tentar destruir pela mentira aquilo que não conseguem construir pelo mérito. É um roteiro cansado, mas ainda perigoso — porque a desinformação, mesmo desmentida, deixa rastro.
Por isso, o alerta precisa ser dito sem meias palavras: não nos deixemos enganar novamente. A cidade já pagou o preço de acreditar em fotos manipuladas e boatos fabricados às vésperas de uma eleição. Se em 2024 a mentira falhou diante da urna, em 2026 a memória do povo conquistense será ainda mais forte — porque desta vez já sabemos, de antemão, exatamente qual roteiro estão tentando repetir.
A verdade é um boomerang: quem a lança contra o adversário, cedo ou tarde, sente o seu próprio peso voltar. Sheila não se curva. E talvez seja essa, afinal, a única lição que a oposição, mesmo depois de duas eleições, ainda não aprendeu.
Se a oposição gasta tanta energia em mentiras, o que isso diz sobre a fraqueza de suas próprias propostas?
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Padre Carlos — Teólogo, filósofo e colunista político — Política e Resenha



