O Menino do Picolé
Está Andando pela Bahia

Quando um jovem pré-candidato escolhe o movimento como estratégia, a política deixa de ser espetáculo e volta a ser gente.
|
Vitória da Conquista, Bahia
Na velha sabedoria popular do interior, existe uma frase que atravessa gerações como um ensinamento simples, mas profundamente político: “menino que não anda não vende picolé”. Pode parecer apenas um dito popular carregado de humor nordestino, mas, na prática, ele traduz uma verdade brutal da vida pública brasileira. Política se faz com presença. Com aperto de mão. Com estrada. Com poeira no sapato. Com olho no olho.
E é justamente isso que chama atenção na pré-candidatura de Tinho Tigre.
O Blog Política e Resenha tem acompanhado atentamente o movimento das pré-candidaturas a deputado estadual em nossa região e, sinceramente, poucas têm surpreendido tanto quanto a capacidade de articulação política desse jovem que resolveu caminhar pela Bahia antes mesmo de vestir oficialmente o paletó da campanha.
A Presença como Estratégia Política

Enquanto muitos políticos aparecem apenas em períodos eleitorais, surgindo como cometas em cidades esquecidas pelo poder público, Tinho Tigre parece ter entendido uma lição fundamental da política contemporânea: ninguém conquista espaço ficando parado atrás de gabinete, cercado apenas por assessores e redes sociais. A política real continua acontecendo nas ruas, nas viagens cansativas, nas conversas improvisadas, nos cafés simples e nos encontros aparentemente pequenos que, muitas vezes, se transformam em grandes alianças.
E talvez esteja justamente aí o diferencial dessa pré-candidatura.
“O ‘menino do picolé’ não ficou restrito ao sudoeste baiano nem às Gerais. Rompeu a bolha regional. Tem circulado por diferentes cidades, estabelecendo conexões, ouvindo demandas, criando pontes e, acima de tudo, fazendo algo raro na política atual: construindo presença.”
— Padre Carlos · Política e Resenha
Jequié: Uma Agenda que Simboliza Mais do que Protocolo

Hoje, por exemplo, esteve em Jequié, a conhecida “Cidade Sol”, participando de uma reunião importante ao lado de Cleiton, Diego e do assessor Paulo Júnior. Mais do que uma agenda política protocolar, o encontro simboliza algo maior: a tentativa de formar uma rede de diálogo e parceria num momento em que a população anda cansada de promessas vazias e discursos fabricados por marqueteiros.
Há algo interessante na linguagem utilizada por Tinho Tigre. Ela não nasce do tecnicismo frio dos gabinetes de Brasília. Surge da fala popular, espontânea, quase afetiva. Quando ele agradece aos parceiros dizendo “tamo junto e misturado”, não está apenas utilizando uma expressão popular. Está tentando construir identificação emocional com as pessoas comuns — aquelas que ainda acreditam que a política pode servir para melhorar a vida de quem mais precisa.
Reflexão Editorial
Num tempo em que muitos pré-candidatos apostam apenas na força do sobrenome, no dinheiro ou em padrinhos políticos, há algo simbolicamente poderoso em alguém que escolhe andar. Porque andar exige disposição. Exige resistência. Exige humildade.
O Eleitor Que Amadureceu

Claro, carisma sozinho não resolve os problemas da Bahia. O estado enfrenta desafios profundos na saúde, segurança pública, geração de emprego, infraestrutura e desenvolvimento regional. O eleitor amadureceu. Hoje, não basta apenas sorrir para fotos ou gravar vídeos descontraídos nas redes sociais. O povo quer saber quem realmente possui capacidade de articulação, independência política, compromisso social e coragem para enfrentar estruturas antigas que há décadas dominam os espaços de poder.
Mas existe uma verdade que também não pode ser ignorada: ninguém constrói musculatura política sem percorrer estradas. E Tinho Tigre parece disposto a fazer exatamente isso.
Talvez ainda seja cedo para prever até onde essa caminhada irá chegar. A política é dinâmica, imprevisível e muitas vezes cruel com aqueles que surgem fora dos grandes grupos tradicionais. Contudo, ignorar o crescimento dessa movimentação seria um erro de análise.
O menino está andando.
E quem conhece a alma política do interior da Bahia sabe muito bem: quem anda, aparece; quem aparece, cresce; e quem cresce pode, sim, surpreender muita gente lá na frente.
Porque no fim das contas, em política como na vida,
ninguém vende picolé sentado na sombra.
Pré-candidatura
Tinho Tigre
Sudoeste Baiano
Deputado Estadual
Eleições 2026
Padre Carlos
Teólogo, Sacerdote e Colunista de Opinião
Vitória da Conquista · Bahia · Brasil




