
(Padre Carlos)
Em meio ao barulho das especulações, às narrativas apressadas e aos cálculos eleitorais feitos antes da hora, um dado essencial vem sendo convenientemente esquecido no debate político baiano: o senador Otto Alencar é o grande fiador da aliança que sustenta a base governista na Bahia. Ignorar isso não é apenas um erro de análise, é desconhecer a lógica real do poder político no estado.
A fala da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, recoloca o debate no eixo da realidade. Ao afirmar, com clareza e serenidade, que o PSD seguirá a decisão de Otto Alencar nas eleições de 2026, Ivana não apenas reafirma a coesão partidária, como desmonta teses artificiais criadas a partir da chegada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao tabuleiro nacional.
Na política, alianças duradouras não se sustentam por simpatia momentânea ou por movimentos midiáticos. Elas se mantêm por confiança, previsibilidade e liderança consolidada. Otto Alencar construiu, ao longo dos anos, exatamente isso: uma autoridade política que não precisa se impor pelo grito, mas se afirma pelo respeito interno e pela capacidade de leitura estratégica do cenário.
Quando Ivana Bastos afirma que “na Bahia quem define é o senador Otto Alencar”, ela não está apenas repetindo um protocolo partidário. Está reconhecendo um fato político objetivo: o PSD baiano tem comando, tem rumo e tem método. Em tempos de fragmentação e personalismos excessivos, isso é um ativo raro.
As especulações sobre um possível reposicionamento do PSD diante de uma eventual candidatura presidencial de Ronaldo Caiado ignoram um elemento central: a política estadual tem sua própria dinâmica. A Bahia não opera por reflexo automático das disputas nacionais. Aqui, alianças são construídas com base em projetos locais, na governabilidade e na relação com as bases eleitorais espalhadas pelo interior.
Não é por acaso que Ivana Bastos menciona a intensa movimentação dos deputados durante o recesso parlamentar. Quem conhece a política real sabe: é no interior que se mede a força de um projeto. E, nesse campo, o PSD segue alinhado ao governo Jerônimo Rodrigues, com capilaridade, presença territorial e discurso afinado.
A tentativa de antecipar rupturas ou criar fissuras internas no PSD esbarra em um dado incontornável: Otto Alencar é um líder que constrói consenso, não improviso. Sua trajetória mostra cautela estratégica, fidelidade aos acordos firmados e compromisso com a estabilidade política da Bahia.
Ao reforçar tranquilidade diante do cenário nacional, Ivana Bastos envia um recado claro ao meio político: não há ansiedade, nem crise, nem dúvida dentro do PSD baiano. Há, sim, uma linha definida, uma liderança respeitada e um projeto em curso.
Em um tempo em que muitos apostam no ruído para ganhar espaço, Otto Alencar segue operando no silêncio eficiente de quem entende que política não se faz apenas com manchetes, mas com alianças sólidas, liderança firme e leitura correta do tempo histórico.
E é exatamente por isso que ele continua sendo — gostem ou não — o grande fiador dessa aliança.




