Abaixo está o HTML completo, já estruturado para **colar diretamente na aba Texto do WordPress Classic Editor**. Mantive o tom de opinião, sarcasmo e ironia, com a identidade visual solicitada e todos os elementos resolvidos exclusivamente com `style=””` inline.
“`html

QUANDO O MESSIAS NÃO CHEGA AO SUPREMO
Eu confesso: tenho muitas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Muitas mesmo. Mas a política, às vezes, produz dessas ironias que nos obrigam a engolir algumas palavras e reconhecer aquilo que não esperávamos reconhecer.
Hoje, olhando para a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, começo a suspeitar que o Senado pode ter prestado um serviço que nem ele próprio imaginava estar prestando.
“A política brasileira é pródiga em produzir coincidências tão convenientes que às vezes parecem ter sido escritas por um roteirista especializado em Brasília.”
E aqui começa a parte curiosa da história
Jorge Messias, chefe da Advocacia-Geral da União, era o candidato do governo ao STF. Um nome que transitava com desenvoltura pelos corredores do poder e que contava, inclusive, com a simpatia de André Mendonça. Mendonça, aliás, teria atuado em favor de sua indicação.
Nada de extraordinário. Na política brasileira, amizades institucionais são quase tão comuns quanto promessas de independência.
Mas eis que surge uma pergunta incômoda: o que aconteceria se os dois estivessem sentados lado a lado no Supremo?
Não estou dizendo que um ministro deva ser inimigo de outro. Muito pelo contrário. O Supremo precisa de convivência institucional, diálogo e respeito entre seus integrantes. O problema começa quando a proximidade anterior desperta dúvidas sobre a independência futura.
E é justamente aí que a história ganha seu toque de ironia.
Coincidência? Eu fico com os fatos
De um lado, André Mendonça protagoniza embates institucionais com a Polícia Federal. Do outro, Jorge Messias, que comandava a Advocacia-Geral da União, não parece disposto a transformar essas divergências em uma guerra institucional.
Alguém poderá dizer: mas isso é prudência.
Pode ser.
Outro poderá dizer: é apenas coincidência.
Também pode ser.
Eu, particularmente, prefiro ficar com os fatos e deixar que cada leitor tire suas próprias conclusões.
Afinal, coincidências políticas existem. E algumas são tão convenientes que quase parecem ter sido escritas por um roteirista especializado em Brasília.
No discurso político, todos defendem a independência das instituições. Todos. Até o momento em que a independência começa a contrariar um aliado, um amigo, um padrinho ou alguém que ontem estava sentado na mesma mesa.
É aí que a palavra “independência” começa a ficar com aquela aparência estranha de nota de rodapé.
E então eu agradeço a Alcolumbre
E foi por isso que, contra todas as minhas expectativas, eu me peguei dizendo: obrigado, Alcolumbre.
Sim, eu sei. Parece piada.
Eu também achei.
Nunca imaginei que chegaria o dia em que escreveria alguma coisa que pudesse soar como agradecimento ao presidente do Senado. Mas a política tem dessas coisas. Às vezes, até o adversário involuntariamente faz aquilo que você gostaria que tivesse sido feito por quem você apoia.
“A política tem dessas coisas: às vezes, o adversário acaba fazendo aquilo que você gostaria que tivesse sido feito por quem você apoia.”
A toga não pode carregar uma agenda de gratidão
A rejeição de Jorge Messias não significa que ele seja incompetente, nem prova qualquer irregularidade. Uma derrota no Senado não transforma automaticamente um candidato em mau candidato. E muito menos autoriza conclusões definitivas sobre como ele se comportaria como ministro.
Mas uma coisa é inegável: a composição de uma Suprema Corte exige mais do que currículo, trânsito político e capacidade de articulação. Exige independência. E exige também que a sociedade possa olhar para os ministros e acreditar que suas decisões não serão contaminadas por relações construídas antes da toga.
Porque ministro do Supremo não pode chegar ao tribunal carregando uma agenda de gratidão.
Nem uma lista de amigos.
Nem uma lista de inimigos.
Nem, muito menos, uma lista de compromissos.
“A toga deveria ser pesada o suficiente para esmagar tudo isso.”
Por isso, quando imagino dois personagens com relações políticas e institucionais anteriores chegando juntos ao Supremo, confesso que minha imaginação produz mais perguntas do que respostas.
E eu não gosto de fazer política com perguntas sem resposta.
Prefiro os fatos.
O Messias e o milagre que não aconteceu
Por isso, desta vez, faço uma pausa nas minhas críticas a Davi Alcolumbre e reconheço: talvez o Senado tenha evitado uma combinação institucional que poderia produzir mais dúvidas do que certezas.
E há uma última ironia.
Se Jorge Messias tivesse chegado ao Supremo, teríamos um Messias na Corte.
Talvez o Senado tenha decidido que o Supremo já tem problemas suficientes e dispensou mais um milagre.
Quanto a André Mendonça, continuará por lá.
E Jorge Messias ficará de fora.
No fim das contas, talvez Brasília tenha produzido sua mais perfeita ironia institucional: o Messias não subiu aos céus do Supremo.
E, desta vez, quem parece ter dito “não” ao Messias foi justamente o Senado.
Confesso: dessa vez, Alcolumbre, eu quase bato palmas.
Quase.
“`



