
Padre Carlos
Na manhã desta semana, enquanto acompanhava a inauguração de mais uma etapa da iluminação pública em LED na Zona Rural de Vitória da Conquista, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) fez questão de repetir uma frase que se tornou marca da sua gestão: “Conquista não pode parar”. E não é apenas retórica. Num momento em que a maioria dos gestores municipais já estaria no modo “último ano de mandato” — aquele ritmo de fim de festa, com obras pela metade e promessas adiadas —, Sheila decidiu fazer exatamente o contrário. Ela está tratando 2025 como se fosse o primeiro ano de um novo ciclo de investimentos. E isso, minha gente, não é pouca coisa.
Historicamente, prefeitos desaceleram no quinto ano. É quase uma lei da física política: chega o último exercício, e a cidade entra em compasso de espera. Mas Sheila Lemos parece ter lido o manual ao contrário. Enquanto outros se preparam para a despedida, ela anuncia UPA, projeta hospital municipal, amplia avenidas, estrutura parques ambientais e negocia financiamentos de mais de R$ 400 milhões para obras de infraestrutura. Se isso é campanha, como diriam os adversários, que venham mais gestores fazendo “campanha com obra”. Aqui em Conquista, pelo menos, a população tem aplaudido.
Os quatro primeiros anos do governo Sheila deixaram legados concretos. Na saúde, a ampliação e modernização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) — com destaque para o SUAS premiado nacionalmente — mostraram que é possível descentralizar o atendimento e levar dignidade às comunidades mais distantes do centro. Na educação, a cidade alcançou 100% de iluminação pública em LED, um feito raro no interior da Bahia, e que trouxe mais segurança para estudantes e moradores. Na infraestrutura, bairros antes esquecidos, como Conveima 1, Vila América e Panorama, receberam pavimentação, drenagem e investimentos que mudaram completamente a dinâmica urbana. E no desenvolvimento econômico, a prefeitura conseguiu atrair novas empresas e fomentar o comércio local, mesmo diante das limitações orçamentárias de uma cidade que não tem PIB industrial robusto. Como a própria prefeita gosta de lembrar: “Nós estamos no sexto PIB da Bahia, praticamente quase sétimo. Não temos mineração, não temos grande área de agronegócio. Temos serviço, comércio e um pouquinho de tudo”.
Agora, o que impressiona é a disposição de Sheila em acelerar ainda mais. Ela não está satisfeita com o que foi feito. Quer mais. E para isso, articulou na Câmara Municipal um projeto de financiamento de R$ 400 milhões, com foco em infraestrutura dos bairros. “Então, a gente precisa fazer esses investimentos com recursos extras. Quais seriam esses recursos extras? Recursos de emenda parlamentar, recursos de convênio como o do financiamento”, explicou. A comparação que ela mesma faz é didática: assim como uma dona de casa que precisa ampliar um cômodo e recorre a um consignado, a cidade precisa de crédito para crescer. E só contrata quem tem responsabilidade fiscal. Sheila tem.
Claro que não faltam críticas. A oposição já ensaia o discurso de sempre: “está fazendo obra para fazer campanha”. Ora, e o que deveria estar fazendo? Paralisando a cidade? Deixando buracos sem tapar, escolas sem reformar, bairros periféricos sem assistência? A verdade é que gestão que entrega não precisa fazer campanha — a obra fala por si. E quando mais de 80% da população de Vitória da Conquista diz, em pesquisa recente, que a cidade é boa, fica difícil sustentar o discurso de que “nada funciona”. Como a própria prefeita destacou: “Demonstra que a gente não está focando somente em um setor. A gente foca em toda a cidade, todo o município”.
É exatamente por isso que a defesa da continuidade administrativa deixou de ser uma questão partidária e virou uma questão de bom senso. Interromper agora o ciclo de investimentos que Sheila está acelerando seria condenar Conquista a mais alguns anos de paralisia. Seria voltar ao tempo em que bairros como Conveima 1 eram “periféricos e perigosos”, nas palavras da própria gestora, e que hoje respiram outro ar. Seria jogar fora anos de planejamento, obras estruturantes iniciadas em 2021 e que só agora começam a ganhar corpo. Seria, enfim, dar um tiro no pé.
Sheila Lemos não é uma gestora improvisada. Ela sabe que Conquista precisa de liderança experiente, de alguém que conheça os meandros do financiamento público, que tenha trânsito em Brasília e Salvador, e que, acima de tudo, tenha compromisso genuíno com as regiões mais vulneráveis. “Eu sempre falo que Conquista é uma cidade maravilhosa, é uma cidade de oportunidades e a gente quer que essa oportunidade seja para todos, não seja só para um grupo de pessoas”, declarou. E isso não é discurso vazio. É projeto de cidade.
Ao final, o que se vê em 2025 não é o crepúsculo de uma gestão, mas o amanhecer de um novo ciclo. Sheila Lemos está apostando que Vitória da Conquista quer mais — mais obras, mais serviços, mais dignidade, mais futuro. E pelo que se percebe nas ruas, nos bairros e nas conversas de esquina, a cidade está apostando nela também. Porque, afinal, quem planta com responsabilidade, colhe com gratidão. E Conquista não pode parar.




