Política e Resenha

Sidônio não aparece. Edinho presidente do PT, não demonstra a firmeza

🔴   URGENTE — EDIÇÃO ESPECIAL 25 DE MARÇO DE 2026   🔴

OPINIÃO  ·  COMUNICAÇÃO & PODER

Se deixarem a Globo fazer o que quer, o jogo já estará decidido — não por fraqueza de Lula, mas pela omissão de seus próprios liderados.

Chega de eufemismos. Estamos diante de um vácuo perigoso que não apenas questiona a estrutura política e de comunicação do governo Lula — ele a expõe, nua e crua, diante de todo o Brasil. Um vácuo que não surgiu da noite para o dia, mas que foi sendo construído tijolo por tijolo, silêncio por silêncio, ausência por ausência. E se por omissão continuarmos deixando a Rede Globo conduzir o enredo da política nacional, a eleição de 2026 já estará comprometida antes mesmo de a campanha oficial começar.

Não estou falando de paranoia. Não estou falando de teoria conspiratória. Estou falando de algo que qualquer analista político minimamente atento pode observar: a disputa narrativa é travada todos os dias, em todos os telejornais, em todas as manchetes, em todos os cortes de entrevista que convencem mais pela omissão do que pela mentira direta. E do outro lado dessa trincheira, o silêncio ensurdecedor de quem deveria estar respondendo.

URGENTE
CONEXÕES EXPOSTAS — EXIBIDO AO VIVO

Conexões de Daniel — Quadro exibido ao vivo com ligações políticas

▲ Quadro “Conexões de Daniel” exibido durante cobertura ao vivo. A narrativa construída pela mídia hegemônica peça por peça, sem direito de resposta.

Por que assistimos a tudo acontecendo diante dos nossos olhos
sem ver uma resposta à altura?

Cadê o Sidônio? Cadê o ministro da SECOM — a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República — num momento em que o país mais precisa de uma comunicação organizada, estratégica e implacável? A ausência de um gerenciamento de crise efetivo não deixa apenas um vazio administrativo. Deixa um campo aberto que o adversário preenche com precisão cirúrgica, plantando dúvidas, construindo personagens, ensaiando roteiros que serão repetidos até que o eleitor médio os tome como verdade absoluta.

A comunicação política moderna não é acessório. Não é luxo de campanha. É coluna vertebral de qualquer governo que pretenda sobreviver à voracidade do ciclo midiático contemporâneo. Governos caem não apenas por má gestão — caem pela incapacidade de narrar sua própria história. E um governo que entrega o microfone ao adversário está, na prática, escrevendo o roteiro da própria derrota com as próprias mãos.

2026
Eleição em Risco
Silêncio ≠ Estratégia
0
Respostas da SECOM

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A Engrenagem Existe. O Que Falta é Acionamento.

Sidônio Palmeira construiu uma campanha histórica em 2022. Conduziu Lula de volta à Presidência com maestria estratégica reconhecida por aliados e adversários. Mas vencer uma campanha eleitoral e gerir a comunicação de um governo são desafios completamente distintos. A campanha tem início, meio e fim. O governo não termina — ele se renova, se desdobra, se complica a cada semana, a cada crise, a cada narrativa plantada que exige resposta imediata e precisa.

É exatamente nessa segunda prova que a SECOM parece estar reprovando. Não por falta de recursos. Não por falta de estrutura. O governo Lula tem, ao seu dispor, o aparato de comunicação institucional mais completo da história recente do executivo federal. Tem profissionais competentes. Tem orçamento. Tem, sobretudo, um presidente que é, por natureza e por décadas de experiência política, um dos comunicadores mais eficazes que este país já produziu.

Sidônio não aparece. Edinho, presidente do PT, não demonstra a firmeza necessária. Até a ausência de Gleisi Hoffmann é sentida como uma lacuna gigantesca — uma trincheira vazia numa linha de frente que não pode ser abandonada.

— Padre Carlos

📊   ANÁLISE VISUAL — PRESENÇA MIDIÁTICA DO CAMPO PROGRESSISTA

Rede Globo — Narrativa adversária
94%
SECOM — Resposta institucional
12%
PT — Posicionamento público
18%
Vozes progressistas independentes
61%

* Representação simbólica baseada em análise qualitativa de cobertura midiática — Março 2026

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O PT Não Pode Se Dar ao Luxo do Silêncio

Edinho Silva assumiu a presidência do PT num momento que exigia liderança visível, combativa e articulada. O Partido dos Trabalhadores — maior e mais histórico partido da esquerda brasileira, com mais de quatro décadas de existência, com uma base sindical, popular e intelectual que seria a inveja de qualquer força política do mundo — não pode se dar ao luxo de parecer mudo diante de ofensivas que miram diretamente no coração do projeto petista.

Um partido que foi perseguido, que sobreviveu ao lawfare, que viu seu líder maior ser preso de forma ilegal e arbitrária, que reagrupou forças quando tudo parecia perdido e voltou ao poder com a maior virada eleitoral da história recente do país — esse partido não pode, agora, no momento em que governa, comportar-se como se a disputa política tivesse terminado em outubro de 2022. Ela não terminou. Ela nunca termina. Ela apenas muda de arena.

📅   LINHA DO TEMPO — DA VITÓRIA AO SILÊNCIO

OUT
2022

Vitória histórica — Lula eleito com maior campanha digital da história

Sidônio comanda uma operação de comunicação impecável. O campo estava unido, articulado e na ofensiva.

JAN
2023

Posse e os ataques de 8 de janeiro — resposta inicial firme

O governo respondeu com firmeza institucional. A narrativa ainda estava sob controle progressista.

2024

Erosão silenciosa — ausências se acumulam

A mídia hegemônica avança. A SECOM recua. O PT se cala. O terreno narrativo vai sendo cedido centímetro a centímetro.

MAR
2026

⚠ Ponto crítico — 2026 está sendo decidido AGORA

A narrativa adversária já ocupa o campo. Cada dia de omissão é um dia de vantagem entregue de bandeja ao inimigo.

Gleisi Hoffmann foi durante anos a voz mais combativa do PT nas trincheiras mais difíceis. Foi ela quem segurou a bandeira quando tudo parecia perdido, quando Lula estava preso e a direita celebrava o que julgava ser o enterro definitivo da esquerda brasileira. Sua ausência hoje — seja ela física, seja ela de posicionamento público — deixa um vácuo que nenhum substituto imediato conseguiu preencher com a mesma densidade e coragem política.

Não se trata de personalismo. Trata-se de reconhecer que lideranças têm função simbólica além da função orgânica. Quando um líder fala, ele sinaliza para a base que a trincheira está ocupada, que o campo está organizado, que não há abandono. O silêncio gera exatamente o oposto: desânimo, dispersão e a dúvida corrosiva de quem começa a se perguntar se vale a pena segurar a fila.

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A Consciência Que Não Se Destrói

Eu acordo todos os dias para cumprir minha missão escrever os meus artigos. Não por obrigação. Não por rotina mecânica. Mas porque entendo que o campo da consciência é o mais disputado e, simultaneamente, o mais negligenciado pela política institucional. Porque sei que quando a TV fecha a cena e o jornal dobra a página, ainda existe um espaço de construção de sentido que nenhum monopólio midiático consegue alcançar completamente — e é nesse espaço, humilde e persistente, que trabalhamos.

Não conseguem destruir a consciência das pessoas. Podem confundi-la, podem atordoá-la, podem sobrecarregá-la com desinformação. Mas a consciência, quando acordada, tem uma resiliência extraordinária. Ela guarda. Ela compara. Ela lembra do que viveu e não aceita facilmente ser convencida de que passou fome quando tinha o prato cheio.

Nossa indignação nasce de quem reconhece o roteiro quando tentam construir uma narrativa sem prova e sem verdade — e se recusa a ser coadjuvante de uma história que não conta o real.

— Padre Carlos

✦ ✦ ✦

O Monopólio Narrativo Como Projeto Político

Não podemos permitir que uma única emissora — por maior que seja seu alcance, por mais sofisticada que seja sua operação editorial — conduza o país a uma vida indigna. A concentração midiática é, em si, um problema estrutural da democracia brasileira. Mas o problema estrutural se torna crise aguda quando o poder político que poderia equilibrar essa equação opta pelo silêncio como suposta estratégia.

Democracia saudável pressupõe pluralidade de vozes. Pressupõe que nenhum grupo econômico detenha o monopólio da narrativa nacional. Não se trata de censura — jamais defenderei qualquer forma de controle estatal sobre a imprensa. Trata-se de entender que a omissão do campo progressista diante do desequilíbrio midiático é, ela mesma, uma escolha política com consequências eleitorais gravíssimas.

Não podemos aceitar que distorções empurrem o povo de volta ao abandono e à precariedade — ao tempo em que criança passava fome não como estatística, mas como rotina de vida; ao tempo em que o trabalhador não sabia se teria direito à aposentadoria que construiu a vida inteira; ao tempo em que a soberania nacional era tratada como obstáculo ao capital financeiro internacional. Esse retrocesso não é hipótese abstrata. Ele tem nome, tem rosto, tem programa e tem financiamento.

E eu, Padre Carlos, não aceito ver o Brasil voltar para as covas.

O silêncio dos líderes não é neutralidade — é cumplicidade com quem ocupa o espaço deixado vazio. A omissão não é estratégia — é entrega de terreno ao adversário que, ao contrário, jamais dorme, jamais recua e jamais desperdiça um minuto de silêncio alheio.

A política se faz com presença. Com palavra. Com posicionamento claro diante da ambiguidade que o adversário semeia. Com a coragem de nomear o que está acontecendo antes que a narrativa adversária se consolide como senso comum.
Quem chega tarde à disputa narrativa não chega — encontra um campo já ocupado, já trabalhado, já colhido.

É hora de acordar. É hora de cobrar. É hora de reagir — não com a fúria impotente de quem perdeu o jogo, mas com a determinação fria e estratégica de quem ainda tem tempo de virar a mesa, desde que pare imediatamente de jogar no modo passivo.

O Brasil que construímos não pode ser entregue por omissão. E 2026 começa agora.

— Padre Carlos

Voz profética, militante e defensor da justiça social

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