Política e Resenha

Vitória da Conquista dá exemplo de democracia participativa com as audiências do PPA 2026–2029

 

Por um Brasil onde o povo governe com o poder na mão

Há momentos em que a política deixa de ser um discurso distante para se tornar, de fato, uma prática cotidiana de cidadania. As audiências públicas do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, promovidas pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, representam um desses momentos em que a democracia desce do palanque e senta-se ao lado do povo.

Nos dias 8, 9 e 10 de julho, os moradores da cidade têm a chance concreta de influenciar o rumo dos investimentos públicos para os próximos quatro anos. Mas o que torna esse processo ainda mais significativo é o modelo adotado: presencial e virtual, descentralizado, acessível, respeitoso com quem vive nas comunidades mais distantes. Trata-se de um esforço legítimo de escuta ativa, que leva a gestão pública aonde o povo está.

Enquanto muitas administrações ainda tratam o planejamento público como um exercício técnico, reservado a gabinetes fechados, Vitória da Conquista faz o oposto. Através do programa “Governando com as Pessoas”, a cidade constrói suas metas com quem conhece de perto os problemas, as potencialidades e os sonhos do território. Isso é mais do que boa gestão — é coragem política e maturidade democrática.

Os quatro eixos temáticos das audiências — Inclusão Social, Sustentabilidade, Qualidade de Vida e Inovação Digital — refletem um olhar estratégico e abrangente sobre o futuro. E o fato de cada eixo ser debatido em escolas municipais é simbólico: educação e participação popular se encontram para formar uma nova cultura política.

A possibilidade de participação online, estendida até 14 de julho pela plataforma da Escuta Ativa, amplia ainda mais o acesso, garantindo que mesmo aqueles com restrições de mobilidade, tempo ou distância não fiquem de fora. Não é apenas ouvir a população, é criar instrumentos para que ela fale com clareza, com segurança e com impacto real.

É preciso reconhecer: Vitória da Conquista se destaca como referência de gestão democrática na Bahia e no Brasil. Em tempos de desconfiança nas instituições, essa abertura à cidadania é um sopro de esperança e responsabilidade.

Mas a participação popular não pode ser episódica, nem protocolar. Que as contribuições levantadas nessas audiências se traduzam em ações efetivas. Que a escuta se transforme em compromisso. Que o planejamento seja, verdadeiramente, plurianual — e popular.

E que o exemplo de Vitória da Conquista se espalhe como prática em outros municípios. Porque o Brasil precisa, urgentemente, redescobrir o poder transformador da política feita com o povo, para o povo — e pelo povo.