Política e Resenha

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A vinda de Jesus, segundo Ramatis

Reflexão espiritual

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Um dos livros que mais me encantou foi Sublime Peregrino, de Ramatis, psicografado por Hercílio Maes, meu colega de profissão. Depois de 20 anos de estudo do Evangelho, ele me esclareceu tudo o que eu tinha de dúvida sobre a figura sublime do Mestre dos Mestres, Jesus.

No dia da votação, estava nas Sacramentinas, sentado à espera de minha esposa, quando um senhor que vive a pregar onde tem gente, de maneira impositiva, diria arrogante, falava da vinda do Mestre amado. Hoje, nem de longe, acredito nisso.

Por que Jesus veio, segundo Ramatis?

Antes de Jesus nascer aqui, houve uma Grande Reunião no Plano Espiritual Superior, no Conselho de Jesus.

Desde Moisés, Abraão e os profetas, Deus havia enviado muitos missionários à Terra para ensinar o povo a amar e a sair da maldade. Mas todos, um por um, foram desvirtuando a sua missão. Uns se deixaram levar pelo poder, outros pelo ouro, outros pelo orgulho. A mensagem de amor puro sempre era distorcida depois.

O Cristo, que já era o Governador da Terra, ficou insatisfeito após anos de tentativas, muito triste ao ver que nenhum espírito da Terra conseguia cumprir a missão de trazer o amor puro.

O momento decisivo

Foi nessa reunião que ele mesmo, o próprio Governador Sideral, disse:

“Então eu mesmo irei.”

Que sacrifício do Mestre!

Começa o plano de sua vinda e o trabalho a ser feito. Ramatis diz que o espírito de Jesus é imenso: é um sol com toda a sua luz, perto de nós, que somos uma lamparina.

Para conseguir colocar aquele Espírito tão grande dentro de um corpo humano, de carne, que coubesse aqui na Terra, foram necessários mil anos terrenos de sublime preparação.

Mil anos se condensando, se diminuindo, se sacrificando, para poder nascer como homem simples em Belém. Por amor a nós.

O peregrino imortal mais sublime que pisou na Terra, que saiu do seu palácio de luz para vir morar em nossa choupana escura e de sofrimento. Ele vai voltar para quê? Para fazerem pior com ele? Ele não precisa vir de novo com corpo. A prova de amor ele já deu. Agora é nossa vez de irmos a ele, fazendo nascer o Cristo dentro de nós.

Diz Ramatis: “O Cristo que voltará é o Cristo que há de nascer no coração dos homens.” Quando cada um de nós perdoar o inimigo, amar quem nos ofende, cuidar do doente, nosso irmão, aí Jesus amado terá voltado.

“O Sublime Peregrino veio uma vez à Terra para mostrar o caminho. Ele não precisará voltar para mostrar de novo. Agora é o homem que precisa ir ao seu encontro.”
— Ramatis

O real motivo da alimentação de Jesus

Ramatis conta que, uma única vez, Jesus foi obrigado por José a comer carne de um animal. Foi terrível para o Mestre, ainda pequeno: passou mal. Não foi um mal do estômago. Ele sentiu na alma toda a dor, todo o medo e todo o sofrimento que aquele animal sentiu na hora da morte. Por ser um espírito de luz tão puro, captava a vibração de sofrimento da carne.

Jesus se alimentava, segundo Ramatis, só de frutas, cevada, mel silvestre, pão simples e água pura. Eram alimentos de energia mais limpa, sem dor.

E os 40 dias no deserto, em jejum

Ramatis diz que foi uma extrema necessidade do espírito dele. Precisava ficar em jejum e em oração para desintoxicar o corpo da matéria densa da Terra e conseguir sintonizar de novo com as Esferas Superiores, de onde Ele veio. O jejum era para aliviar o peso do corpo sobre o seu espírito imenso.

Não era castigo. Era alívio. Era o Sublime Peregrino tentando respirar um pouco do ar puro de sua pátria verdadeira. Por isso, amados, quando Jesus dizia “Nem só de pão viverá o homem”, Ele estava falando de Si mesmo. Ele vivia mais de luz do que de pão.

Ele jamais voltará! Ele já está aqui, morando, amando, ensinando ao nosso coração. Nos preparando para uma vida de luz. Cada um ao seu…

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Edvaldo Paulo de Araújo — Artigo publicado em Política e Resenha