Por Padre Carlos
Vitória da Conquista começa a assistir a uma transformação que, durante décadas, parecia distante para milhares de moradores da zona rural: o avanço da pavimentação asfáltica para dentro das comunidades. O movimento ganhou força a partir da articulação da vereadora Léia de Quinho, em parceria com seu marido, Quinho, e com o Governo do Estado, colocando a infraestrutura rural no centro de uma agenda que pode mudar não apenas as estradas, mas também a vida econômica e social de quem mora longe da sede do município.
A própria Câmara Municipal reconheceu, em junho deste ano, que uma das principais conquistas anunciadas por Léia de Quinho foi a pavimentação de mais de 13 quilômetros de vias na zona rural, resultado de articulações iniciadas anteriormente. Segundo a parlamentar, uma equipe técnica da Secretaria de Infraestrutura da Bahia esteve em distritos do município para realizar levantamentos topográficos e preparar o projeto.
E a lista chama atenção. Campo Formoso, Batuque, Veredinha, Abelhas, Vereda do Progresso, Corta Lote, Poço Verde, Inhobim, Queimadas e Matinha estão entre as localidades apresentadas pela vereadora como integrantes do projeto de pavimentação. O investimento anunciado ultrapassa R$ 10 milhões.
Agora, pelas imagens e informações divulgadas pelo casal, o projeto começa a ganhar uma dimensão ainda mais concreta.
“Vocês lembram que há poucos dias eu mostrei o asfalto chegando ao Batuque?”, pergunta Léia. A resposta está nas máquinas que avançam e na expectativa dos moradores. Depois do Batuque, a atenção se volta para Vereda do Progresso. E, na sequência, para Campo Formoso.
É justamente aí que a história deixa de ser apenas uma obra de infraestrutura e passa a representar uma mudança na relação entre o poder público e as comunidades rurais.
Durante muito tempo, para quem vive na zona rural, estrada significou poeira no verão, lama no período de chuva, dificuldade para transportar a produção, problemas para o deslocamento de estudantes e obstáculos para chegar aos serviços de saúde. Uma estrada asfaltada não resolve todos os problemas de uma comunidade, mas pode retirar uma das maiores barreiras para o desenvolvimento.
O impacto econômico também merece atenção. Pavimentação significa mobilidade, redução do tempo de deslocamento, valorização das propriedades, facilidade para o transporte da produção agrícola e melhores condições para circulação de pessoas e mercadorias. Em uma região rural extensa como Vitória da Conquista, cada quilômetro de asfalto pode representar uma conexão nova entre comunidades e mercados.
Léia de Quinho, que está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal, já havia estabelecido a zona rural como uma das prioridades de sua atuação. Em seu primeiro discurso como vereadora, ela afirmou que recebeu votação tanto na sede quanto na zona rural e destacou que pretendia direcionar parte de seu trabalho para essas comunidades.
O que chama atenção agora é a passagem do discurso para a execução.
Ao lado de Quinho, a vereadora tem acompanhado as localidades e divulgado o avanço das obras. A estratégia política é simples: identificar uma necessidade, buscar a articulação institucional, acompanhar o projeto e cobrar sua execução.
E o casal não esconde que existe uma agenda ainda maior pela frente.
De acordo com o anúncio feito por Quinho, o Governo do Estado autorizou a elaboração do projeto para uma antiga reivindicação regional: a pavimentação da estrada que liga o distrito de Iguá à BA-263, passando por Campo Formoso e Baixa do Panela.
Se esse projeto avançar até a execução, poderá criar um novo eixo de integração para comunidades que dependem diretamente dessas estradas.
Há uma frase que aparece com frequência quando se fala da atuação política de Léia e Quinho: “Ao lado de um grande homem, existe sempre uma grande mulher.” Talvez, porém, seja possível enxergar essa relação por outro ângulo: não se trata simplesmente de uma pessoa acompanhando a outra, mas de um casal que construiu uma atuação política baseada em objetivos comuns.
Léia tem o mandato parlamentar. Quinho atua na articulação política e, agora, coloca seu nome na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. O resultado dessa parceria será medido não pelas declarações, mas pela capacidade de transformar reivindicações em obras concretas.
E é justamente aí que está o ponto central dessa história.
Política se mede pelo resultado que chega à porta do cidadão.
Para o morador de Batuque, Vereda do Progresso ou Campo Formoso, pouco importa a retórica sofisticada dos discursos. O que importa é saber se a estrada será asfaltada, se o ônibus conseguirá passar em melhores condições, se o produtor poderá transportar sua mercadoria, se o estudante terá um caminho mais seguro e se uma ambulância conseguirá chegar mais rapidamente quando for necessária.
É por isso que o avanço da pavimentação rural merece ser acompanhado com atenção.
A zona rural de Vitória da Conquista é parte fundamental da identidade e da economia do município. Durante muito tempo, entretanto, comunidades distantes da sede tiveram de conviver com uma infraestrutura inferior àquela disponível nas áreas urbanizadas.
Quando o asfalto chega, não chega apenas uma camada de pavimento.
Chega mobilidade. Chega desenvolvimento. Chega dignidade.
E, se os projetos anunciados continuarem avançando, a transformação poderá ser ainda maior.
A obra que começa no Batuque e avança para Vereda do Progresso e Campo Formoso pode ser apenas o início de uma nova etapa para a infraestrutura da zona rural de Vitória da Conquista.
A política, nesse caso, será chamada a fazer aquilo que dela se espera: transformar reivindicações antigas em conquistas reais para a população.
E há uma frase atribuída a Léia que resume bem essa lógica: quando uma obra é conquistada, comemora-se — mas, no dia seguinte, começa-se a trabalhar pela próxima.
É exatamente assim que grandes transformações começam: uma estrada de cada vez, uma comunidade de cada vez, até que aquilo que parecia impossível deixe de ser promessa e passe a fazer parte da paisagem.





