
A manhã deste 22 de março de 2026 amanheceu mais silenciosa em Vitória da Conquista. Com profundo pesar, foi confirmada a morte de Ademilton Silva Andrade, conhecido carinhosamente como Milton, aos 60 anos — uma notícia que rapidamente se espalhou entre moradores, clientes e amigos, gerando uma onda de comoção em toda a região.
Milton não era apenas mais um trabalhador da cidade. Morador da Avenida Ceará, nas proximidades da conhecida Praça do Mármore Neto — popularmente chamada de Praça do Boneco —, ele construiu ao longo dos anos uma relação rara com a comunidade: de confiança, respeito e afeto.
Especialista em consertos de panelas de pressão e eletrodomésticos, Milton desempenhava uma função que, para muitos, ia além do serviço técnico. Em tempos em que o consumo rápido muitas vezes substitui o cuidado e a reparação, ele representava resistência — alguém que devolvia vida ao que parecia perdido, ajudando famílias a economizar e manter seus lares funcionando.
Clientes não o procuravam apenas pelo trabalho bem feito, mas pela conversa, pela escuta atenta e pelo jeito simples de quem entendia as necessidades do outro. Sua presença constante na região fez dele uma figura querida, quase parte da rotina de quem passava por ali.
A notícia de sua partida mobilizou familiares, amigos e vizinhos. Milton deixa sua mãe, irmãs, sobrinhos, três filhos, três netos e uma rede de pessoas que hoje sentem o vazio de sua ausência.
O velório será realizado no salão da Pax Vitória, localizado na Rua Olavo Bilac, nº 289, no Centro, onde a comunidade poderá prestar suas últimas homenagens e se despedir de alguém que marcou sua história de forma silenciosa, porém profunda.
Em momentos como este, a cidade se une não apenas na dor, mas também na memória. A trajetória de Milton reafirma o valor daqueles que, longe dos holofotes, sustentam o cotidiano com dignidade, trabalho e humanidade.
A despedida de Milton é também um convite à reflexão: reconhecer, ainda em vida, a importância de pessoas que fazem a diferença todos os dias — muitas vezes de forma simples, mas absolutamente essencial.
(Maria Clara)




