Atividade promovida pela Unidade Municipal de Acolhimento reuniu 24 crianças e adolescentes em um dia de brincadeiras, convivência e contato com a natureza
Por Maria Clara
Cuidar de crianças e adolescentes em situação de acolhimento vai além de garantir proteção, alimentação e um lugar seguro para permanecer. Também envolve preservar experiências próprias da infância e da adolescência, como brincar, conviver, descobrir novos espaços e construir boas memórias.
Com esse propósito, 24 crianças e adolescentes atendidos pela Unidade Municipal de Acolhimento (UMA), em Vitória da Conquista, participaram nesta sexta-feira (18) de um dia especial de lazer no Sítio Recanto dos Marinhos.
A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS) e proporcionou aos acolhidos momentos fora da rotina institucional, com uma programação voltada à convivência, à recreação e ao bem-estar.
Ao longo do dia, foram realizadas dinâmicas, jogos educativos, brincadeiras e atividades ao ar livre. A programação também contou com almoço e banho de piscina, um dos momentos mais aguardados pelas crianças.
Mais do que um passeio, a iniciativa faz parte do trabalho desenvolvido pela UMA para garantir que o acolhimento seja marcado não apenas pela proteção imediata, mas também pela construção de experiências positivas e pelo acesso a direitos fundamentais.
Cuidado que também passa pelo lazer
Segundo a gerente da Unidade Municipal de Acolhimento, Regina de Deus, proporcionar experiências em ambientes diferentes contribui para o desenvolvimento e para o fortalecimento dos vínculos de convivência.
“É importante proporcionar momentos como esse, em que as crianças e os adolescentes possam vivenciar outros espaços, fortalecer a convivência e ter acesso a experiências de lazer que contribuam para o bem-estar”, afirmou.
Ela destacou ainda que esse tipo de atividade também faz parte da atenção oferecida durante o período de acolhimento.
“Essas ações também fazem parte do cuidado e da atenção que buscamos oferecer no acolhimento, considerando as necessidades e as diferentes fases de desenvolvimento de cada acolhido”, explicou.
Para as crianças, entretanto, o significado do dia apareceu de forma muito mais simples: na diversão.
Y.C., de 11 anos, contou que a piscina foi a parte preferida da programação.
“Eu estou achando bem legal. Foi uma experiência muito divertida”, afirmou.
Proteção sem apagar a infância
A Unidade Municipal de Acolhimento recebe crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, precisam permanecer temporariamente afastados do convívio familiar.
Durante esse período, o serviço busca garantir condições adequadas de proteção e desenvolvimento, incluindo o acesso à educação, saúde, cultura, esporte, lazer e convivência comunitária.
Esse aspecto é fundamental porque o acolhimento institucional não deve significar o afastamento das experiências próprias da infância e da adolescência.
Atividades externas, passeios, brincadeiras e momentos de socialização ajudam a preservar vínculos com a comunidade e a criar oportunidades para que os acolhidos ocupem outros espaços e desenvolvam novas referências.
No caso das crianças e adolescentes da UMA, o dia no Sítio Recanto dos Marinhos mostrou que garantir direitos também pode acontecer por meio de momentos aparentemente simples: uma brincadeira, uma conversa, um almoço compartilhado ou algumas horas dentro de uma piscina.
Experiências que fazem parte de qualquer infância e que, para quem atravessa um momento de vulnerabilidade, também podem representar acolhimento, pertencimento e cuidado.
Maria Clara | Política e Resenha




