Política e Resenha

No Conquista Moto Rock, o stand antifascista ocupou seu espaço

Coluna Cultural

 

Presença, encontro e resistência entre motos e música

Durante o evento, muita gente passou por ali. Uns paravam para conversar, outros pegavam um adesivo e seguiam. Teve quem olhasse de longe e teve quem torcesse a cara. Faz parte. O importante era estar ali, com a nossa posição exposta, sem escondê-la.

Passaram meninos e meninas, diversidades, jovens, adultos e gente mais velha. Pessoas que não se conheciam chegaram e, em pouco tempo, estavam conversando, apertando as mãos e se abraçando.

Alguns fizeram o L. Outros apenas balançaram a cabeça quando reconheciam a faixa, os cartazes ou os adesivos. Pequenos gestos, mas que diziam claramente de que lado estavam.

Um espaço que ganhou vida

Foi assim que o stand ganhou vida.

Marx e Lenin fazem parte da nossa formação política, mas naquele espaço suas ideias apareciam menos nos discursos e mais na prática: gente se encontrando, conversando, organizando-se e demonstrando solidariedade.

Entre uma moto e outra, entre uma música e outra, falamos de política. Distribuímos adesivos. Recebemos abraços. Encontramos companheiros que já conhecíamos e conhecemos outros que chegaram pela primeira vez.

O que ficou

Foi isso que ficou para mim daquele stand: a certeza de que ocupar um espaço também é uma forma de dizer que estamos presentes.

E nós estávamos.

Firmes, fraternos e solidários.

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