Política e Resenha

ARTIGO – O Discipulado que Custa a Vida

 

 

(Padre Carlos)

O Evangelho de Lucas (14,25-33) não deixa espaço para ilusões: seguir Jesus é decisão radical. Ele não promete facilidades, nem alianças confortáveis, mas chama seus discípulos a um caminho de ruptura. O Mestre é claro — não se pode caminhar com Ele sem disposição para enfrentar os poderes deste mundo, sem coragem para romper com a lógica do egoísmo e do comodismo, sem aceitar os conflitos inevitáveis com aqueles que preferem a mentira à verdade.

Ser cristão, portanto, é mais do que uma devoção intimista. É entrega. É cruz. É a coragem de contrariar até os mais próximos quando a verdade exige. Jesus não se contenta com seguidores de ocasião. Ele pede discípulos decididos, realistas, que avaliem as próprias forças e assumam os riscos, sabendo que a fé não se mede pelo aplauso das multidões, mas pela fidelidade no silêncio da prova.

O Apocalipse recorda que “eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram” (Ap 12,11). O discípulo se torna forte não por si mesmo, mas porque nele habita Cristo. A dignidade do cristão está nessa presença divina em sua fragilidade humana. A fé, vivida de modo absoluto, é a única âncora segura.

Seguir Jesus é assumir um estilo de vida que desafia os padrões de sucesso. É escolher perder para ganhar. É considerar como lixo aquilo que o mundo apresenta como tesouro, a fim de conquistar o bem superior, que é o próprio Cristo (cf. Fl 3,7-9).

Aqui, o poeta e dramaturgo Bertolt Brecht ilumina a exigência do Evangelho: há os que lutam um dia, outros que lutam anos, mas imprescindíveis são os que lutam a vida inteira. O discipulado é luta sem trégua, não por ideologia passageira, mas por um Reino eterno que já começou e que exige testemunhas.

Por isso, todo discípulo precisa estar imbuído de uma mística cristã, aquela chama interior que não se apaga. É a força que permite continuar mesmo diante da rejeição, do fracasso aparente, da cruz. Ser discípulo é viver crucificado, mas também é anunciar, com a própria vida, que da cruz brota ressurreição.

No fim, o discipulado não é questão de meio-termo. É escolha total. É a radicalidade de viver como Cristo viveu. É abraçar a verdade até as últimas consequências, porque apenas quem perde a vida por causa Dele pode experimentar a plenitude da vida verdadeira.

ARTIGO – O Discipulado que Custa a Vida

 

 

(Padre Carlos)

O Evangelho de Lucas (14,25-33) não deixa espaço para ilusões: seguir Jesus é decisão radical. Ele não promete facilidades, nem alianças confortáveis, mas chama seus discípulos a um caminho de ruptura. O Mestre é claro — não se pode caminhar com Ele sem disposição para enfrentar os poderes deste mundo, sem coragem para romper com a lógica do egoísmo e do comodismo, sem aceitar os conflitos inevitáveis com aqueles que preferem a mentira à verdade.

Ser cristão, portanto, é mais do que uma devoção intimista. É entrega. É cruz. É a coragem de contrariar até os mais próximos quando a verdade exige. Jesus não se contenta com seguidores de ocasião. Ele pede discípulos decididos, realistas, que avaliem as próprias forças e assumam os riscos, sabendo que a fé não se mede pelo aplauso das multidões, mas pela fidelidade no silêncio da prova.

O Apocalipse recorda que “eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram” (Ap 12,11). O discípulo se torna forte não por si mesmo, mas porque nele habita Cristo. A dignidade do cristão está nessa presença divina em sua fragilidade humana. A fé, vivida de modo absoluto, é a única âncora segura.

Seguir Jesus é assumir um estilo de vida que desafia os padrões de sucesso. É escolher perder para ganhar. É considerar como lixo aquilo que o mundo apresenta como tesouro, a fim de conquistar o bem superior, que é o próprio Cristo (cf. Fl 3,7-9).

Aqui, o poeta e dramaturgo Bertolt Brecht ilumina a exigência do Evangelho: há os que lutam um dia, outros que lutam anos, mas imprescindíveis são os que lutam a vida inteira. O discipulado é luta sem trégua, não por ideologia passageira, mas por um Reino eterno que já começou e que exige testemunhas.

Por isso, todo discípulo precisa estar imbuído de uma mística cristã, aquela chama interior que não se apaga. É a força que permite continuar mesmo diante da rejeição, do fracasso aparente, da cruz. Ser discípulo é viver crucificado, mas também é anunciar, com a própria vida, que da cruz brota ressurreição.

No fim, o discipulado não é questão de meio-termo. É escolha total. É a radicalidade de viver como Cristo viveu. É abraçar a verdade até as últimas consequências, porque apenas quem perde a vida por causa Dele pode experimentar a plenitude da vida verdadeira.

ARTIGO – A Batalha que Não Terminou nas Urnas (Padre Carlos)

 

 

 

Vai fazer um ano que acabaram as eleições e, apesar de todo o barulho, denúncias e suspeitas levantadas para colocar em dúvida a legalidade do voto, a prefeita conseguiu se reeleger. Mas a pergunta que não quer calar é: será que a oposição desceu do palanque? A resposta é simples: não. E a batalha continua, agora nos tribunais, numa guerra silenciosa que tenta minar a legitimidade de um mandato conquistado nas urnas.

A estratégia atual da oposição é clara: desacreditar. Mas o eleitor tem o direito de saber a verdade. Por isso fomos buscar na fonte os elementos que sustentam essa polêmica, para explicar com as palavras que o povo entende.

O caso mais explorado é o da chamada permuta dos terrenos. O bairro Cidade Modelo nasceu na década de 90, fruto de um projeto de expansão urbana. Muitas famílias compraram seus lotes, outras ocuparam terrenos que ficaram abandonados, sem ação do poder público. Hoje, centenas de moradores — fala-se em 273 famílias — vivem sem escritura definitiva, impedidos de regularizar seus imóveis.

A prefeitura, então, fez uma permuta: indenizou a Emurc com terrenos de sua propriedade, em troca daqueles já ocupados por famílias no Cidade Modelo. O objetivo era simples — regularização fundiária. Sem isso, nenhuma escritura poderia ser emitida.

E a Emurc? A empresa, que tem como função comercializar lotes, optou por colocar terrenos em leilão. Nada de ilegal nisso. O leilão segue regra clara: começa com preço mínimo e vence quem der o maior lance. Muitas vezes, o valor final até supera o de mercado. Além disso, vender em blocos aumenta a competitividade e equilibra o preço dos terrenos menos valorizados. É lógica de mercado, sem segredos obscuros.

Importante lembrar: a permuta foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores. Está tudo registrado, com votos e sessões públicas. Se havia algo de ilícito, por que nenhum vereador levantou objeção?

A verdade, caro eleitor, é que esse tema virou munição política. A oposição insiste em arrastar para os tribunais o que foi discutido e aprovado em instâncias legítimas. Quer ganhar no grito, no desgaste e no descrédito o que não conseguiu nas urnas.

Não se trata aqui de defender governo ou oposição, mas de apresentar os fatos: não há ilegalidade aparente, não há manobra oculta. O que existe é disputa de narrativa. E cabe ao eleitor separar a fumaça da realidade.

As urnas falaram, mas parece que alguns ainda não aceitaram ouvir.

ARTIGO – A Batalha que Não Terminou nas Urnas (Padre Carlos)

 

 

 

Vai fazer um ano que acabaram as eleições e, apesar de todo o barulho, denúncias e suspeitas levantadas para colocar em dúvida a legalidade do voto, a prefeita conseguiu se reeleger. Mas a pergunta que não quer calar é: será que a oposição desceu do palanque? A resposta é simples: não. E a batalha continua, agora nos tribunais, numa guerra silenciosa que tenta minar a legitimidade de um mandato conquistado nas urnas.

A estratégia atual da oposição é clara: desacreditar. Mas o eleitor tem o direito de saber a verdade. Por isso fomos buscar na fonte os elementos que sustentam essa polêmica, para explicar com as palavras que o povo entende.

O caso mais explorado é o da chamada permuta dos terrenos. O bairro Cidade Modelo nasceu na década de 90, fruto de um projeto de expansão urbana. Muitas famílias compraram seus lotes, outras ocuparam terrenos que ficaram abandonados, sem ação do poder público. Hoje, centenas de moradores — fala-se em 273 famílias — vivem sem escritura definitiva, impedidos de regularizar seus imóveis.

A prefeitura, então, fez uma permuta: indenizou a Emurc com terrenos de sua propriedade, em troca daqueles já ocupados por famílias no Cidade Modelo. O objetivo era simples — regularização fundiária. Sem isso, nenhuma escritura poderia ser emitida.

E a Emurc? A empresa, que tem como função comercializar lotes, optou por colocar terrenos em leilão. Nada de ilegal nisso. O leilão segue regra clara: começa com preço mínimo e vence quem der o maior lance. Muitas vezes, o valor final até supera o de mercado. Além disso, vender em blocos aumenta a competitividade e equilibra o preço dos terrenos menos valorizados. É lógica de mercado, sem segredos obscuros.

Importante lembrar: a permuta foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores. Está tudo registrado, com votos e sessões públicas. Se havia algo de ilícito, por que nenhum vereador levantou objeção?

A verdade, caro eleitor, é que esse tema virou munição política. A oposição insiste em arrastar para os tribunais o que foi discutido e aprovado em instâncias legítimas. Quer ganhar no grito, no desgaste e no descrédito o que não conseguiu nas urnas.

Não se trata aqui de defender governo ou oposição, mas de apresentar os fatos: não há ilegalidade aparente, não há manobra oculta. O que existe é disputa de narrativa. E cabe ao eleitor separar a fumaça da realidade.

As urnas falaram, mas parece que alguns ainda não aceitaram ouvir.

ARTIGO – Somos cúmplices de um genocídio

(Padre Carlos)

Quando o nazismo levou milhões de judeus às câmaras de gás, o mundo inteiro se calou. As locomotivas cruzavam a Europa, os trens lotados de inocentes seguiam para os campos de extermínio, e a humanidade se limitava a assistir, indiferente, até que o horror se tornasse insuportável. Depois, todos se cobriram de vergonha.

Hoje, vivemos o reverso da história. O poder do Estado de Israel, comandado por uma elite política e militar, promove um massacre contra o povo palestino. Crianças, mulheres, civis indefesos: todos são vítimas da máquina de guerra. O que se vê é limpeza étnica, é genocídio. E, mais uma vez, o mundo se cala.

Não posso acreditar que o povo judeu, que carregou na pele as marcas de Auschwitz, Treblinka e Dachau, esteja integralmente de acordo com essa barbárie. Há judeus espalhados pelo mundo, inclusive dentro de Israel, que erguem suas vozes contra essa tragédia. Mas os que detêm o poder insistem em repetir a lógica do opressor.

E nós? Nós, cidadãos do mundo, assistimos à morte em tempo real pelas telas dos celulares. Fechamos os olhos, mudamos de canal, clicamos em outra janela. Somos cúmplices pela indiferença. O silêncio é a mais cruel das alianças.

A ironia da história fere a consciência: aqueles que foram vítimas de um dos maiores crimes da humanidade agora são retratados, por uma elite armada e sem piedade, como autores de uma nova chacina. Não se trata de negar a dor judaica, mas de denunciar que nenhuma dor dá salvo-conduto para transformar outro povo em alvo de extermínio.

O mundo não pode se calar novamente. A vergonha de ontem não pode se repetir hoje.

ARTIGO – Somos cúmplices de um genocídio

(Padre Carlos)

Quando o nazismo levou milhões de judeus às câmaras de gás, o mundo inteiro se calou. As locomotivas cruzavam a Europa, os trens lotados de inocentes seguiam para os campos de extermínio, e a humanidade se limitava a assistir, indiferente, até que o horror se tornasse insuportável. Depois, todos se cobriram de vergonha.

Hoje, vivemos o reverso da história. O poder do Estado de Israel, comandado por uma elite política e militar, promove um massacre contra o povo palestino. Crianças, mulheres, civis indefesos: todos são vítimas da máquina de guerra. O que se vê é limpeza étnica, é genocídio. E, mais uma vez, o mundo se cala.

Não posso acreditar que o povo judeu, que carregou na pele as marcas de Auschwitz, Treblinka e Dachau, esteja integralmente de acordo com essa barbárie. Há judeus espalhados pelo mundo, inclusive dentro de Israel, que erguem suas vozes contra essa tragédia. Mas os que detêm o poder insistem em repetir a lógica do opressor.

E nós? Nós, cidadãos do mundo, assistimos à morte em tempo real pelas telas dos celulares. Fechamos os olhos, mudamos de canal, clicamos em outra janela. Somos cúmplices pela indiferença. O silêncio é a mais cruel das alianças.

A ironia da história fere a consciência: aqueles que foram vítimas de um dos maiores crimes da humanidade agora são retratados, por uma elite armada e sem piedade, como autores de uma nova chacina. Não se trata de negar a dor judaica, mas de denunciar que nenhuma dor dá salvo-conduto para transformar outro povo em alvo de extermínio.

O mundo não pode se calar novamente. A vergonha de ontem não pode se repetir hoje.

ARTIGO – Luto: A Dor que se Transforma, mas Nunca Vai Embora

 

 

(Padre Carlos)

O luto é um território sem mapa. Ele pode nascer da morte de alguém querido ou da partida silenciosa de quem segue vivo, mas já não faz parte da nossa vida. Em qualquer dessas formas, a ausência dói da mesma maneira.

Muitos dizem que o luto passa. Mas ele não passa. Ele muda de lugar, se acomoda em cantos diferentes da alma, varia de intensidade, mas nunca desaparece. Um dia pode ser leve como um sussurro; no outro, atravessa o peito como se a perda tivesse acabado de acontecer.

Cada pessoa vive esse processo à sua maneira. Alguns falam muito, outros se calam. Uns se refugiam na fé, outros se afastam dela. Há quem guarde lembranças intactas, roupas, objetos, perfumes. Há quem precise se desfazer de tudo para voltar a respirar. Não existe certo ou errado: existe apenas o jeito possível de continuar.

O luto é também reaprendizado. Um exercício de conviver com a falta sem deixar que ela destrua a memória do amor vivido. Aos poucos, entendemos que a vida não devolve as pessoas, mas nos permite guardá-las de outra forma: dentro do que somos, no modo como enxergamos o mundo, no caminho que escolhemos seguir.

Hoje sei que quem eu perdi continua vivo em mim. E que a dor, longe de ser inimiga, é prova do tamanho do amor. Quanto maior o amor, maior a saudade. E talvez seja justamente isso que nos mantém humanos.

ARTIGO – Luto: A Dor que se Transforma, mas Nunca Vai Embora

 

 

(Padre Carlos)

O luto é um território sem mapa. Ele pode nascer da morte de alguém querido ou da partida silenciosa de quem segue vivo, mas já não faz parte da nossa vida. Em qualquer dessas formas, a ausência dói da mesma maneira.

Muitos dizem que o luto passa. Mas ele não passa. Ele muda de lugar, se acomoda em cantos diferentes da alma, varia de intensidade, mas nunca desaparece. Um dia pode ser leve como um sussurro; no outro, atravessa o peito como se a perda tivesse acabado de acontecer.

Cada pessoa vive esse processo à sua maneira. Alguns falam muito, outros se calam. Uns se refugiam na fé, outros se afastam dela. Há quem guarde lembranças intactas, roupas, objetos, perfumes. Há quem precise se desfazer de tudo para voltar a respirar. Não existe certo ou errado: existe apenas o jeito possível de continuar.

O luto é também reaprendizado. Um exercício de conviver com a falta sem deixar que ela destrua a memória do amor vivido. Aos poucos, entendemos que a vida não devolve as pessoas, mas nos permite guardá-las de outra forma: dentro do que somos, no modo como enxergamos o mundo, no caminho que escolhemos seguir.

Hoje sei que quem eu perdi continua vivo em mim. E que a dor, longe de ser inimiga, é prova do tamanho do amor. Quanto maior o amor, maior a saudade. E talvez seja justamente isso que nos mantém humanos.

Projeto de Lei que cria Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social é encaminhado à Câmara

Nesta sexta-feira (05), o Governo Municipal enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar nº 34/2025, que cria a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SMSP), na qual a Guarda Municipal e a Defesa Civil estarão subordinadas.

 

Elaborado após análise das necessidades do Município na área de segurança pública, o projeto leva em conta a crescente demanda por políticas públicas integradas e eficazes para enfrentamento da violência e criminalidade, bem como para o fortalecimento da proteção civil e defesa social em Vitória da Conquista.

 

O projeto também institui o Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (FUMSEP), cria o Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Conseg) e o Observatório Municipal de Segurança Pública (Osep), pensados para ampliar e qualificar tanto a formulação das políticas públicas de segurança quanto o acompanhamento e participação transparente da sociedade civil.

 

O ato de assinatura do projeto de lei foi realizado pela prefeita Sheila Lemos, acompanhada do comandante da Guarda Municipal, Cristóvão Lemos. A prefeita destacou o projeto como um marco na história da Segurança Pública de Vitória da Conquista. “É um passo muito importante para a cidade, que é a mais segura para se viver na Bahia e que nós vamos trabalhar firmemente para continuar assim. Com este projeto de lei será criado o Fundo Municipal, o Conselho Municipal e o Observatório Municipal de Segurança Pública em Vitória da Conquista”.

 

A gestora ressaltou ainda que a reestruturação prevista no projeto de lei permitirá que Vitória da Conquista receba recursos federais para continuar investindo na segurança pública. “Nós estamos fazendo segurança pública a várias mãos. É o poder público municipal de mãos dadas com o Governo do Estado, com o Governo Federal, para que nós possamos fazer de Vitória da Conquista uma cidade ainda mais segura”, completou Sheila Lemos.

 

Comandante da Guarda Municipal, Cristóvão Lemos reforçou o fortalecimento da segurança pública no município com a criação da nova secretaria. “A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social dará mais proteção à nossa cidade, sendo um guarda-chuva da Guarda Municipal e de políticas públicas. Isso representa um pensamento mais amplo de segurança pública, um olhar transversalizado. Vamos fazer uma integração, aproximar ainda mais as forças de segurança pública dos entes federativos, União e Estado, com o órgão operacional do município, que é a Guarda Municipal, e com a secretaria”.

 

A estrutura proposta para a SMSP contempla órgãos especializados que permitirão uma atuação mais eficiente e coordenada, compreendendo o Gabinete do Secretário com suas assessorias especializadas, cinco coordenações técnicas com suas respectivas gerências, o Observatório Municipal de Segurança Pública para produção de dados e análises estratégicas, além da incorporação da Guarda Municipal com toda sua estrutura funcional mantida.

 

Outra mudança significativa está na transferência da Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec) da Casa Civil para a nova secretaria, promovendo uma maior integração entre as ações de segurança pública e defesa civil, que é essencial para uma resposta integrada aos diversos riscos e ameaças que podem afetar a população conquistense.

 

Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social

 

A SMSP, dirigida pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, será responsável pela formulação, implementação, coordenação, supervisão e avaliação das políticas públicas municipais de segurança pública, defesa social, proteção civil, preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio no âmbito de competência municipal.

 

A estrutura administrativa da Guarda Municipal, anteriormente integrante da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), composta por todos os órgãos, cargos de provimento efetivo e cargos de provimento em comissão, fica transferida para a SMSP, mantendo sua estrutura organizacional, competências e atribuições. O comandante da Guarda Municipal irá se reportar hierárquica e administrativamente ao secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social. Além disso, foi criado o cargo de Ouvidor da Guarda Municipal.

 

Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social

 

O Fumsep, de natureza contábil e financeira, sem personalidade jurídica, será responsável por financiar ações que tenham como objetivo: desenvolver, expandir e aperfeiçoar as políticas municipais de segurança e de defesa social; combater a violência e a criminalidade no Município de Vitória da Conquista; pesquisar sobre diagnóstico de vitimização e dinâmica criminal no Município; adquirir equipamentos relacionados, direta ou indiretamente, à execução da política municipal de segurança pública e de defesa social; ao financiamento de ações de caráter social e comunitário, preventivas do enfrentamento à violência e criminalidade; entre outras.

 

Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Vitória da Conquista

 

O CMSPDS será um órgão colegiado de caráter consultivo e deliberativo, vinculado à SMSP, integrante do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com competência para deliberar sobre a política municipal de segurança pública. O conselho deve, entre seus objetivos, sugerir a implantação de políticas que estabeleçam, entre os diversos níveis de governo e órgãos de segurança pública atuantes no Município, a cooperação nas atividades; fiscalizar a execução da Política Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e explicitar à sociedade políticas públicas de cooperação no combate à violência, criminalidade e insegurança dos cidadãos, entre outros.

 

O Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social contará com as seguintes instâncias: um Órgão Pleno e três Fóruns Regionais de Segurança Pública. O órgão pleno elegerá, para um mandato de dois anos, representantes de órgãos e entidades, como o Poder Judiciário do Estado da Bahia, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, membros da sociedade civil, entre outros.

 

Os Fóruns Regionais têm por finalidade acompanhar, orientar e fiscalizar os serviços de segurança pública municipal em suas respectivas áreas de abrangência, promovendo a participação comunitária na gestão local da segurança pública.

 

Cada fórum terá representantes com vinculação ao território de cada membro do Conselho Municipal de Segurança Pública, escolhidos pelo Órgão Pleno do Conselho; e representante de cada Conselho Comunitário organizado no território, de acordo com o interesse e a disposição da(s) comunidade(s). As reuniões serão mensais.

 

O Secretário Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, o Assessor Especial da SMSP e o Comandante da Guarda Municipal serão membros natos do Órgão Pleno e dos Fóruns Regionais.

 

Observatório Municipal de Segurança Pública de Vitória da Conquista

 

O Osep-Municipal fará, entre outras atribuições e competências, a elaboração de diagnósticos e análises do cumprimento das metas do Plano Municipal de Segurança Pública; produção de dados e indicadores capazes de orientar e qualificar a implementação de políticas públicas de segurança e combate ao fenômeno da violência em âmbito municipal; elaboração de relatórios e mapas mensais sobre a situação da violência e criminalidade no município.

 

O Observatório Municipal contará com um espaço físico reservado que garanta o trabalho e resguardo dos dados, espaço virtual seguro para armazenamento de dados, além de espaço eletrônico para divulgação e transparência das suas atividades. A designação dos servidores para o exercício de suas funções no âmbito do Osep-Municipal se dará por ato a ser expedido pela Chefia do Poder Executivo.

 

*Link:* https://www.pmvc.ba.gov.br/projeto-de-lei-que-cria-secretaria-municipal-de-seguranca-publica-e-defesa-social-e-encaminhado-a-camara/

Projeto de Lei que cria Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social é encaminhado à Câmara

Nesta sexta-feira (05), o Governo Municipal enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar nº 34/2025, que cria a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SMSP), na qual a Guarda Municipal e a Defesa Civil estarão subordinadas.

 

Elaborado após análise das necessidades do Município na área de segurança pública, o projeto leva em conta a crescente demanda por políticas públicas integradas e eficazes para enfrentamento da violência e criminalidade, bem como para o fortalecimento da proteção civil e defesa social em Vitória da Conquista.

 

O projeto também institui o Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (FUMSEP), cria o Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Conseg) e o Observatório Municipal de Segurança Pública (Osep), pensados para ampliar e qualificar tanto a formulação das políticas públicas de segurança quanto o acompanhamento e participação transparente da sociedade civil.

 

O ato de assinatura do projeto de lei foi realizado pela prefeita Sheila Lemos, acompanhada do comandante da Guarda Municipal, Cristóvão Lemos. A prefeita destacou o projeto como um marco na história da Segurança Pública de Vitória da Conquista. “É um passo muito importante para a cidade, que é a mais segura para se viver na Bahia e que nós vamos trabalhar firmemente para continuar assim. Com este projeto de lei será criado o Fundo Municipal, o Conselho Municipal e o Observatório Municipal de Segurança Pública em Vitória da Conquista”.

 

A gestora ressaltou ainda que a reestruturação prevista no projeto de lei permitirá que Vitória da Conquista receba recursos federais para continuar investindo na segurança pública. “Nós estamos fazendo segurança pública a várias mãos. É o poder público municipal de mãos dadas com o Governo do Estado, com o Governo Federal, para que nós possamos fazer de Vitória da Conquista uma cidade ainda mais segura”, completou Sheila Lemos.

 

Comandante da Guarda Municipal, Cristóvão Lemos reforçou o fortalecimento da segurança pública no município com a criação da nova secretaria. “A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social dará mais proteção à nossa cidade, sendo um guarda-chuva da Guarda Municipal e de políticas públicas. Isso representa um pensamento mais amplo de segurança pública, um olhar transversalizado. Vamos fazer uma integração, aproximar ainda mais as forças de segurança pública dos entes federativos, União e Estado, com o órgão operacional do município, que é a Guarda Municipal, e com a secretaria”.

 

A estrutura proposta para a SMSP contempla órgãos especializados que permitirão uma atuação mais eficiente e coordenada, compreendendo o Gabinete do Secretário com suas assessorias especializadas, cinco coordenações técnicas com suas respectivas gerências, o Observatório Municipal de Segurança Pública para produção de dados e análises estratégicas, além da incorporação da Guarda Municipal com toda sua estrutura funcional mantida.

 

Outra mudança significativa está na transferência da Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec) da Casa Civil para a nova secretaria, promovendo uma maior integração entre as ações de segurança pública e defesa civil, que é essencial para uma resposta integrada aos diversos riscos e ameaças que podem afetar a população conquistense.

 

Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social

 

A SMSP, dirigida pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, será responsável pela formulação, implementação, coordenação, supervisão e avaliação das políticas públicas municipais de segurança pública, defesa social, proteção civil, preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio no âmbito de competência municipal.

 

A estrutura administrativa da Guarda Municipal, anteriormente integrante da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), composta por todos os órgãos, cargos de provimento efetivo e cargos de provimento em comissão, fica transferida para a SMSP, mantendo sua estrutura organizacional, competências e atribuições. O comandante da Guarda Municipal irá se reportar hierárquica e administrativamente ao secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social. Além disso, foi criado o cargo de Ouvidor da Guarda Municipal.

 

Fundo Municipal de Segurança Pública e Defesa Social

 

O Fumsep, de natureza contábil e financeira, sem personalidade jurídica, será responsável por financiar ações que tenham como objetivo: desenvolver, expandir e aperfeiçoar as políticas municipais de segurança e de defesa social; combater a violência e a criminalidade no Município de Vitória da Conquista; pesquisar sobre diagnóstico de vitimização e dinâmica criminal no Município; adquirir equipamentos relacionados, direta ou indiretamente, à execução da política municipal de segurança pública e de defesa social; ao financiamento de ações de caráter social e comunitário, preventivas do enfrentamento à violência e criminalidade; entre outras.

 

Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Vitória da Conquista

 

O CMSPDS será um órgão colegiado de caráter consultivo e deliberativo, vinculado à SMSP, integrante do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com competência para deliberar sobre a política municipal de segurança pública. O conselho deve, entre seus objetivos, sugerir a implantação de políticas que estabeleçam, entre os diversos níveis de governo e órgãos de segurança pública atuantes no Município, a cooperação nas atividades; fiscalizar a execução da Política Municipal de Segurança Pública e Defesa Social e explicitar à sociedade políticas públicas de cooperação no combate à violência, criminalidade e insegurança dos cidadãos, entre outros.

 

O Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social contará com as seguintes instâncias: um Órgão Pleno e três Fóruns Regionais de Segurança Pública. O órgão pleno elegerá, para um mandato de dois anos, representantes de órgãos e entidades, como o Poder Judiciário do Estado da Bahia, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, membros da sociedade civil, entre outros.

 

Os Fóruns Regionais têm por finalidade acompanhar, orientar e fiscalizar os serviços de segurança pública municipal em suas respectivas áreas de abrangência, promovendo a participação comunitária na gestão local da segurança pública.

 

Cada fórum terá representantes com vinculação ao território de cada membro do Conselho Municipal de Segurança Pública, escolhidos pelo Órgão Pleno do Conselho; e representante de cada Conselho Comunitário organizado no território, de acordo com o interesse e a disposição da(s) comunidade(s). As reuniões serão mensais.

 

O Secretário Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, o Assessor Especial da SMSP e o Comandante da Guarda Municipal serão membros natos do Órgão Pleno e dos Fóruns Regionais.

 

Observatório Municipal de Segurança Pública de Vitória da Conquista

 

O Osep-Municipal fará, entre outras atribuições e competências, a elaboração de diagnósticos e análises do cumprimento das metas do Plano Municipal de Segurança Pública; produção de dados e indicadores capazes de orientar e qualificar a implementação de políticas públicas de segurança e combate ao fenômeno da violência em âmbito municipal; elaboração de relatórios e mapas mensais sobre a situação da violência e criminalidade no município.

 

O Observatório Municipal contará com um espaço físico reservado que garanta o trabalho e resguardo dos dados, espaço virtual seguro para armazenamento de dados, além de espaço eletrônico para divulgação e transparência das suas atividades. A designação dos servidores para o exercício de suas funções no âmbito do Osep-Municipal se dará por ato a ser expedido pela Chefia do Poder Executivo.

 

*Link:* https://www.pmvc.ba.gov.br/projeto-de-lei-que-cria-secretaria-municipal-de-seguranca-publica-e-defesa-social-e-encaminhado-a-camara/

ARTIGO – A voz de Cris Rocha e o clamor por um hospital pediátrico em Vitória da Conquista

 

 

 

(Padre Carlos)

Na manhã desta sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista foi palco de um pronunciamento que precisa ser lembrado não apenas como discurso, mas como marco de uma causa justa: a vereadora Cris Rocha, em meio à celebração de mais um aniversário, reafirmou o sentido de sua vida pública e de sua fé, apresentando a necessidade urgente da instalação de um hospital pediátrico em nossa cidade.

A fala de Cris Rocha foi carregada de gratidão, mas também de indignação serena. Não se tratou de discurso protocolar, mas de um chamado à consciência coletiva: como pode a terceira maior cidade da Bahia, referência em saúde para dezenas de municípios vizinhos, ainda não contar com uma unidade hospitalar dedicada exclusivamente às crianças?

A parlamentar foi firme ao lembrar que Vitória da Conquista convive com a superlotação de unidades como o Esaú Matos e o São Vicente, que cumprem papel heroico, mas não conseguem atender toda a demanda. Mães, pais e famílias inteiras veem-se sufocados pela falta de leitos e pela morosidade no atendimento, realidade que compromete não apenas o tratamento, mas muitas vezes a vida das crianças.

Cris Rocha fez questão de frisar que não se trata de crítica pela crítica. Ao contrário, reconheceu os avanços na área da saúde sob a gestão estadual de Jerônimo Rodrigues e da prefeita Sheila Lemos, mas levantou um ponto incontestável: Jequié já conta com um hospital pediátrico moderno desde 2022; por que Vitória da Conquista, sendo polo regional, não pode ter o mesmo?

Esse questionamento expõe a contradição que todos conhecemos, mas poucos verbalizam no espaço público: a saúde infantil continua relegada a improvisos e paliativos. O que falta não é diagnóstico, mas decisão política.

A vereadora foi além: pediu o apoio do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, e da Casa Legislativa para que a pauta seja levada a Salvador. Não é um pleito individual, mas uma bandeira coletiva, que exige articulação entre vereadores, governo municipal, governo estadual e sociedade civil.

O pronunciamento de Cris Rocha deve ser compreendido como mais do que um registro em ata. Ele é um chamado ao futuro, à responsabilidade de garantir que nossas crianças tenham prioridade real, e não apenas nos discursos eleitorais. A política, quando iluminada pela fé e pelo compromisso ético, torna-se, como disse a vereadora, um “louvor a Deus através do trabalho”.

Se há um momento para transformar esse sonho em realidade, é agora. Se Vitória da Conquista quer continuar sendo referência no cenário baiano, precisa urgentemente responder ao clamor que ecoa das famílias e que hoje foi verbalizado com coragem por Cris Rocha. Um hospital pediátrico não é luxo, é necessidade. Não é favor, é dever. Não é promessa, é urgência.

ARTIGO – A voz de Cris Rocha e o clamor por um hospital pediátrico em Vitória da Conquista

 

 

 

(Padre Carlos)

Na manhã desta sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista foi palco de um pronunciamento que precisa ser lembrado não apenas como discurso, mas como marco de uma causa justa: a vereadora Cris Rocha, em meio à celebração de mais um aniversário, reafirmou o sentido de sua vida pública e de sua fé, apresentando a necessidade urgente da instalação de um hospital pediátrico em nossa cidade.

A fala de Cris Rocha foi carregada de gratidão, mas também de indignação serena. Não se tratou de discurso protocolar, mas de um chamado à consciência coletiva: como pode a terceira maior cidade da Bahia, referência em saúde para dezenas de municípios vizinhos, ainda não contar com uma unidade hospitalar dedicada exclusivamente às crianças?

A parlamentar foi firme ao lembrar que Vitória da Conquista convive com a superlotação de unidades como o Esaú Matos e o São Vicente, que cumprem papel heroico, mas não conseguem atender toda a demanda. Mães, pais e famílias inteiras veem-se sufocados pela falta de leitos e pela morosidade no atendimento, realidade que compromete não apenas o tratamento, mas muitas vezes a vida das crianças.

Cris Rocha fez questão de frisar que não se trata de crítica pela crítica. Ao contrário, reconheceu os avanços na área da saúde sob a gestão estadual de Jerônimo Rodrigues e da prefeita Sheila Lemos, mas levantou um ponto incontestável: Jequié já conta com um hospital pediátrico moderno desde 2022; por que Vitória da Conquista, sendo polo regional, não pode ter o mesmo?

Esse questionamento expõe a contradição que todos conhecemos, mas poucos verbalizam no espaço público: a saúde infantil continua relegada a improvisos e paliativos. O que falta não é diagnóstico, mas decisão política.

A vereadora foi além: pediu o apoio do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, e da Casa Legislativa para que a pauta seja levada a Salvador. Não é um pleito individual, mas uma bandeira coletiva, que exige articulação entre vereadores, governo municipal, governo estadual e sociedade civil.

O pronunciamento de Cris Rocha deve ser compreendido como mais do que um registro em ata. Ele é um chamado ao futuro, à responsabilidade de garantir que nossas crianças tenham prioridade real, e não apenas nos discursos eleitorais. A política, quando iluminada pela fé e pelo compromisso ético, torna-se, como disse a vereadora, um “louvor a Deus através do trabalho”.

Se há um momento para transformar esse sonho em realidade, é agora. Se Vitória da Conquista quer continuar sendo referência no cenário baiano, precisa urgentemente responder ao clamor que ecoa das famílias e que hoje foi verbalizado com coragem por Cris Rocha. Um hospital pediátrico não é luxo, é necessidade. Não é favor, é dever. Não é promessa, é urgência.

7 de Setembro: organização e planejamento marcam o desfile em Vitória da Conquista

 

 

 

O mapa de bloqueios divulgado pela SIMTRANS para o 7 de Setembro de 2025 é, acima de tudo, um retrato da seriedade e do compromisso da Prefeitura Municipal com a segurança e a fluidez do evento mais cívico do calendário nacional. Longe de ser um simples desenho com linhas coloridas e símbolos, ele representa planejamento, cuidado e respeito tanto com os participantes do desfile quanto com a população em geral.

É preciso reconhecer o desafio que é organizar um evento dessa magnitude em uma cidade do porte de Vitória da Conquista. São milhares de pessoas envolvidas — entre estudantes, militares, instituições e cidadãos que prestigiam o ato cívico. Sem um plano detalhado, o resultado seria caos, congestionamentos e riscos à segurança. O que se vê neste mapa, no entanto, é o contrário: um traçado inteligente, com rotas alternativas bem definidas (Leste/Oeste e Oeste/Leste), pontos de bloqueio estratégicos e o posicionamento de equipes de apoio em todo o percurso.

A SIMTRANS demonstra, mais uma vez, competência técnica e capacidade de antevisão. Cada detalhe, da localização dos postos de bloqueio até os locais de apoio e palanques, foi pensado para garantir que o desfile transcorra com tranquilidade, sem comprometer completamente a mobilidade urbana. Não se trata de restringir, mas de organizar.

Vale destacar que o cuidado não é apenas com o trânsito, mas também com a segurança de quem participa ativamente do desfile. Crianças, jovens e famílias inteiras estarão nas ruas, e a previsibilidade proporcionada pelo planejamento da SIMTRANS é fundamental para que esse momento de celebração da independência do Brasil seja vivido com alegria e sem imprevistos.

Parabenizar a Prefeitura e a equipe de trânsito, portanto, é reconhecer o esforço de transformar uma data histórica em um momento de integração da cidade, onde cada cidadão pode se sentir parte da festa. O mapa dos bloqueios, longe de ser visto como obstáculo, deve ser entendido como sinônimo de responsabilidade, ordem e zelo pelo bem comum.

Que o 7 de Setembro em Conquista seja, mais uma vez, exemplo de organização e civismo. E que a população, informada e consciente, contribua para que esse dia seja celebrado com a grandeza que a nossa independência merece.

 

7 de Setembro: organização e planejamento marcam o desfile em Vitória da Conquista

 

 

 

O mapa de bloqueios divulgado pela SIMTRANS para o 7 de Setembro de 2025 é, acima de tudo, um retrato da seriedade e do compromisso da Prefeitura Municipal com a segurança e a fluidez do evento mais cívico do calendário nacional. Longe de ser um simples desenho com linhas coloridas e símbolos, ele representa planejamento, cuidado e respeito tanto com os participantes do desfile quanto com a população em geral.

É preciso reconhecer o desafio que é organizar um evento dessa magnitude em uma cidade do porte de Vitória da Conquista. São milhares de pessoas envolvidas — entre estudantes, militares, instituições e cidadãos que prestigiam o ato cívico. Sem um plano detalhado, o resultado seria caos, congestionamentos e riscos à segurança. O que se vê neste mapa, no entanto, é o contrário: um traçado inteligente, com rotas alternativas bem definidas (Leste/Oeste e Oeste/Leste), pontos de bloqueio estratégicos e o posicionamento de equipes de apoio em todo o percurso.

A SIMTRANS demonstra, mais uma vez, competência técnica e capacidade de antevisão. Cada detalhe, da localização dos postos de bloqueio até os locais de apoio e palanques, foi pensado para garantir que o desfile transcorra com tranquilidade, sem comprometer completamente a mobilidade urbana. Não se trata de restringir, mas de organizar.

Vale destacar que o cuidado não é apenas com o trânsito, mas também com a segurança de quem participa ativamente do desfile. Crianças, jovens e famílias inteiras estarão nas ruas, e a previsibilidade proporcionada pelo planejamento da SIMTRANS é fundamental para que esse momento de celebração da independência do Brasil seja vivido com alegria e sem imprevistos.

Parabenizar a Prefeitura e a equipe de trânsito, portanto, é reconhecer o esforço de transformar uma data histórica em um momento de integração da cidade, onde cada cidadão pode se sentir parte da festa. O mapa dos bloqueios, longe de ser visto como obstáculo, deve ser entendido como sinônimo de responsabilidade, ordem e zelo pelo bem comum.

Que o 7 de Setembro em Conquista seja, mais uma vez, exemplo de organização e civismo. E que a população, informada e consciente, contribua para que esse dia seja celebrado com a grandeza que a nossa independência merece.

 

Resgatando a Memória de um Imprescindível: Péricles de Souza e as Lutas que Não Morrem

 

 

Por Padre Carlos

 

“Há aqueles que lutam um dia, e são bons; há aqueles que lutam um ano, e são melhores; há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; mas há os que lutam toda a vida: esses são os imprescindíveis.” (Bertolt Brecht)

Quando recebi a nota do PCdoB Bahia anunciando o falecimento de Péricles de Souza, em pleno 5 de setembro de 2025, uma avalanche de memórias me invadiu. Fazia muitos anos que não o via – décadas, na verdade, desde aqueles tempos em que os anos de chumbo nos unia em sussurros e olhares cúmplices. Eu, um jovem militante da esquerda brasileira, formado na efervescência do movimento estudantil, via em Péricles não apenas um dirigente, mas um farol de resistência. Hoje, como articulista que ainda carrega as cicatrizes e as esperanças daquela geração, sinto o dever de resgatar sua memória, não como obituário frio, mas como um grito de continuidade. Péricles não partiu; ele se multiplica em cada um de nós que ainda sonha com um Brasil socialista.

Nascido em 1943, em Vitória da Conquista, no coração do sertão baiano, Péricles de Souza encarnava o que havia de mais vigoroso na juventude brasileira dos anos 1960. Aquela geração que cresceu sob o peso do Golpe de 1964, quando o regime militar sufocou liberdades e instaurou os “anos de chumbo” – um eufemismo para torturas, desaparecimentos e censura implacável. Lembro-me vividamente como ele ajudava o movimento estudantil, Péricles se destacava. Ele não era o tipo que discursava por vaidade; sua fala era precisa, inflamada pela urgência da revolução. Integrante da Ação Popular (AP), uma organização de esquerda católica que mesclava marxismo e teologia da libertação, ele enfrentou o regime com uma coragem que inspirava os mais jovens como eu. Naqueles dias, ser estudante significava arriscar a vida em assembleias clandestinas, panfletagens noturnas e marchas que terminavam em gás lacrimogêneo e prisões arbitrárias. Péricles, com sua visão estratégica, nos ensinava que a luta não era só contra a ditadura, mas por uma sociedade sem explorados – um socialismo tropical, enraizado na realidade brasileira.

A tragédia da Chacina da Lapa, em 1976, marcou um ponto de virada não só para o PCdoB, mas para toda a esquerda. Naquele dezembro sangrento, em São Paulo, o regime assassinou líderes como Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, decapitando o partido. Péricles, já então um quadro experiente, assumiu o papel de reconstrutor no Nordeste. Eu o reencontrei nessa fase, em reuniões precárias em Salvador, onde o medo da delação pairava como uma sombra, eu já pensava deixar o partido com o racha. Mesmo assim, ele nos orientava com serenidade: “A clandestinidade não nos diminui; ela nos forja”. Sua contribuição para a reorganização do PCdoB foi pivotal, especialmente na Bahia, onde ajudou a tecer alianças com sindicatos, movimentos camponeses e a juventude universitária. Após a anistia de 1979, quando muitos hesitavam em sair das sombras, Péricles retomou a militância pública com vigor, tornando-se presidente estadual e dirigente nacional. Ele entendia que a redemocratização não era o fim da luta, mas o início de uma nova etapa – contra o neoliberalismo incipiente, as desigualdades raciais e a dominação imperialista.

O que mais me tocava em Péricles era sua capacidade de unir o rigor ideológico à ternura humana. Em uma era em que a esquerda brasileira se fragmentava entre dogmatismos e oportunismos, ele era o mediador, o ouvinte. Lembro de uma conversa particular, anos após a ditadura, quando eu, já desencantado com algumas derrotas eleitorais, questionava o caminho. “Companheiro”, disse ele com aquele sotaque baiano acolhedor, “o socialismo não é uma receita pronta; é a vida do povo em movimento”. Sua dedicação aos movimentos sociais – dos sem-terra aos operários das fábricas de Salvador – o tornava uma referência para a juventude. Nos anos 1980 e 1990, quando a geração pós-ditadura lidava com o desencanto da Nova República, Péricles incentivava a formação de quadros jovens, promovendo debates sobre feminismo, ecologia e antirracismo dentro do PCdoB. Ele via na juventude não meros recrutas, mas os protagonistas da transformação.

Mas Péricles não era só o militante; era o homem integral. Marido e pai dedicado, ele equilibrava a vida pública com a privada, algo raro em tempos de total entrega à causa. Sua generosidade se estendia aos amigos e companheiros – quantas vezes não nos socorreu em momentos de dúvida ou perseguição? Seu título de Presidente de Honra do PCdoB Bahia, conquistado por décadas de coerência, reflete não uma honraria vazia, mas o reconhecimento de um legado vivo. Em um Brasil que, em 2025, ainda luta contra retrocessos autoritários, desigualdades abissais e crises ambientais, a memória de Péricles nos recorda que a esquerda não pode se render. Ele nos ensinou que a firmeza de princípios deve andar de mãos dadas com a solidariedade, e que a luta pela liberdade e justiça social é uma maratona, não uma sprint.

Hoje, ao resgatar essas memórias, sinto uma dor misturada à gratidão. Péricles de Souza não foi apenas um companheiro que não via há anos; ele é o espelho de uma geração que resistiu aos anos de chumbo para plantar sementes de esperança. Seu legado pulsa no PCdoB, na esquerda brasileira e no povo baiano, inspirando os jovens de agora – aqueles que enfrentam o bolsonarismo residual, a precarização do trabalho e as fake news. À família, aos amigos e à militância, minha solidariedade fraterna. Péricles segue entre nós, em cada bandeira erguida, em cada sonho que insiste em florescer. Que sua vida nos impulsione a ser, também, imprescindíveis.

 

Resgatando a Memória de um Imprescindível: Péricles de Souza e as Lutas que Não Morrem

 

 

Por Padre Carlos

 

“Há aqueles que lutam um dia, e são bons; há aqueles que lutam um ano, e são melhores; há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; mas há os que lutam toda a vida: esses são os imprescindíveis.” (Bertolt Brecht)

Quando recebi a nota do PCdoB Bahia anunciando o falecimento de Péricles de Souza, em pleno 5 de setembro de 2025, uma avalanche de memórias me invadiu. Fazia muitos anos que não o via – décadas, na verdade, desde aqueles tempos em que os anos de chumbo nos unia em sussurros e olhares cúmplices. Eu, um jovem militante da esquerda brasileira, formado na efervescência do movimento estudantil, via em Péricles não apenas um dirigente, mas um farol de resistência. Hoje, como articulista que ainda carrega as cicatrizes e as esperanças daquela geração, sinto o dever de resgatar sua memória, não como obituário frio, mas como um grito de continuidade. Péricles não partiu; ele se multiplica em cada um de nós que ainda sonha com um Brasil socialista.

Nascido em 1943, em Vitória da Conquista, no coração do sertão baiano, Péricles de Souza encarnava o que havia de mais vigoroso na juventude brasileira dos anos 1960. Aquela geração que cresceu sob o peso do Golpe de 1964, quando o regime militar sufocou liberdades e instaurou os “anos de chumbo” – um eufemismo para torturas, desaparecimentos e censura implacável. Lembro-me vividamente como ele ajudava o movimento estudantil, Péricles se destacava. Ele não era o tipo que discursava por vaidade; sua fala era precisa, inflamada pela urgência da revolução. Integrante da Ação Popular (AP), uma organização de esquerda católica que mesclava marxismo e teologia da libertação, ele enfrentou o regime com uma coragem que inspirava os mais jovens como eu. Naqueles dias, ser estudante significava arriscar a vida em assembleias clandestinas, panfletagens noturnas e marchas que terminavam em gás lacrimogêneo e prisões arbitrárias. Péricles, com sua visão estratégica, nos ensinava que a luta não era só contra a ditadura, mas por uma sociedade sem explorados – um socialismo tropical, enraizado na realidade brasileira.

A tragédia da Chacina da Lapa, em 1976, marcou um ponto de virada não só para o PCdoB, mas para toda a esquerda. Naquele dezembro sangrento, em São Paulo, o regime assassinou líderes como Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, decapitando o partido. Péricles, já então um quadro experiente, assumiu o papel de reconstrutor no Nordeste. Eu o reencontrei nessa fase, em reuniões precárias em Salvador, onde o medo da delação pairava como uma sombra, eu já pensava deixar o partido com o racha. Mesmo assim, ele nos orientava com serenidade: “A clandestinidade não nos diminui; ela nos forja”. Sua contribuição para a reorganização do PCdoB foi pivotal, especialmente na Bahia, onde ajudou a tecer alianças com sindicatos, movimentos camponeses e a juventude universitária. Após a anistia de 1979, quando muitos hesitavam em sair das sombras, Péricles retomou a militância pública com vigor, tornando-se presidente estadual e dirigente nacional. Ele entendia que a redemocratização não era o fim da luta, mas o início de uma nova etapa – contra o neoliberalismo incipiente, as desigualdades raciais e a dominação imperialista.

O que mais me tocava em Péricles era sua capacidade de unir o rigor ideológico à ternura humana. Em uma era em que a esquerda brasileira se fragmentava entre dogmatismos e oportunismos, ele era o mediador, o ouvinte. Lembro de uma conversa particular, anos após a ditadura, quando eu, já desencantado com algumas derrotas eleitorais, questionava o caminho. “Companheiro”, disse ele com aquele sotaque baiano acolhedor, “o socialismo não é uma receita pronta; é a vida do povo em movimento”. Sua dedicação aos movimentos sociais – dos sem-terra aos operários das fábricas de Salvador – o tornava uma referência para a juventude. Nos anos 1980 e 1990, quando a geração pós-ditadura lidava com o desencanto da Nova República, Péricles incentivava a formação de quadros jovens, promovendo debates sobre feminismo, ecologia e antirracismo dentro do PCdoB. Ele via na juventude não meros recrutas, mas os protagonistas da transformação.

Mas Péricles não era só o militante; era o homem integral. Marido e pai dedicado, ele equilibrava a vida pública com a privada, algo raro em tempos de total entrega à causa. Sua generosidade se estendia aos amigos e companheiros – quantas vezes não nos socorreu em momentos de dúvida ou perseguição? Seu título de Presidente de Honra do PCdoB Bahia, conquistado por décadas de coerência, reflete não uma honraria vazia, mas o reconhecimento de um legado vivo. Em um Brasil que, em 2025, ainda luta contra retrocessos autoritários, desigualdades abissais e crises ambientais, a memória de Péricles nos recorda que a esquerda não pode se render. Ele nos ensinou que a firmeza de princípios deve andar de mãos dadas com a solidariedade, e que a luta pela liberdade e justiça social é uma maratona, não uma sprint.

Hoje, ao resgatar essas memórias, sinto uma dor misturada à gratidão. Péricles de Souza não foi apenas um companheiro que não via há anos; ele é o espelho de uma geração que resistiu aos anos de chumbo para plantar sementes de esperança. Seu legado pulsa no PCdoB, na esquerda brasileira e no povo baiano, inspirando os jovens de agora – aqueles que enfrentam o bolsonarismo residual, a precarização do trabalho e as fake news. À família, aos amigos e à militância, minha solidariedade fraterna. Péricles segue entre nós, em cada bandeira erguida, em cada sonho que insiste em florescer. Que sua vida nos impulsione a ser, também, imprescindíveis.

 

ARTIGO – Zé Andrade, símbolo dos miguelenses em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Hoje celebramos um dia especial: os 80 anos de Zé Andrade, um homem que traz em sua história o retrato mais fiel dos valores dos miguelenses que escolheram Vitória da Conquista como lar. Nascido em São Miguel das Matas, ele se tornou referência de trabalho, honestidade e dedicação, deixando raízes profundas nesta terra que acolheu gerações.

Setembro é o mês do Miguelense, e não poderia ser coincidência que Zé Andrade, um filho dessa tradição, viesse ao mundo neste período simbólico. É como se a própria história tivesse marcado sua vida com a identidade de um povo que nunca se rendeu às dificuldades, mas sempre cultivou a esperança, a fé e a força do trabalho.

A migração dos miguelenses para Conquista, intensificada nas décadas de 1950 e 1960, foi responsável por trazer não apenas mão de obra, mas cultura, religiosidade, música, gastronomia e valores humanos que se enraizaram no tecido social conquistense. O reconhecimento dessa contribuição, por meio da instituição do “Dia do Miguelense”, proposto pelo vereador Luís Carlos Dudé e sancionado pela prefeita Sheila Lemos, não é apenas uma homenagem; é a afirmação de uma identidade que moldou e molda a cidade.

Zé Andrade encarna essa trajetória. Homem de retidão, pai exemplar, trabalhador incansável e empresário que acreditou no futuro, construiu não apenas sua história pessoal, mas também ajudou a construir o progresso da cidade. Sua vida é um testemunho de que o maior legado que se pode deixar é o amor ao trabalho, à família e à comunidade.

Ao celebrarmos seus 80 anos, celebramos também a força dos miguelenses que, vindos do Recôncavo, trouxeram esperança e semearam desenvolvimento. Vitória da Conquista se orgulha de ser capital regional de um território que abraça 80 municípios da Bahia e parte de Minas Gerais. Esse crescimento, contudo, não seria o mesmo sem o suor e a garra de homens e mulheres como Zé Andrade.

Que este 5 de setembro fique marcado como um dia de gratidão. Gratidão a Zé Andrade por sua história. Gratidão aos miguelenses por sua contribuição. E gratidão à vida, que nos permite reconhecer no passado as sementes que florescem no presente e projetam o futuro.

 

ARTIGO – Zé Andrade, símbolo dos miguelenses em Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

Hoje celebramos um dia especial: os 80 anos de Zé Andrade, um homem que traz em sua história o retrato mais fiel dos valores dos miguelenses que escolheram Vitória da Conquista como lar. Nascido em São Miguel das Matas, ele se tornou referência de trabalho, honestidade e dedicação, deixando raízes profundas nesta terra que acolheu gerações.

Setembro é o mês do Miguelense, e não poderia ser coincidência que Zé Andrade, um filho dessa tradição, viesse ao mundo neste período simbólico. É como se a própria história tivesse marcado sua vida com a identidade de um povo que nunca se rendeu às dificuldades, mas sempre cultivou a esperança, a fé e a força do trabalho.

A migração dos miguelenses para Conquista, intensificada nas décadas de 1950 e 1960, foi responsável por trazer não apenas mão de obra, mas cultura, religiosidade, música, gastronomia e valores humanos que se enraizaram no tecido social conquistense. O reconhecimento dessa contribuição, por meio da instituição do “Dia do Miguelense”, proposto pelo vereador Luís Carlos Dudé e sancionado pela prefeita Sheila Lemos, não é apenas uma homenagem; é a afirmação de uma identidade que moldou e molda a cidade.

Zé Andrade encarna essa trajetória. Homem de retidão, pai exemplar, trabalhador incansável e empresário que acreditou no futuro, construiu não apenas sua história pessoal, mas também ajudou a construir o progresso da cidade. Sua vida é um testemunho de que o maior legado que se pode deixar é o amor ao trabalho, à família e à comunidade.

Ao celebrarmos seus 80 anos, celebramos também a força dos miguelenses que, vindos do Recôncavo, trouxeram esperança e semearam desenvolvimento. Vitória da Conquista se orgulha de ser capital regional de um território que abraça 80 municípios da Bahia e parte de Minas Gerais. Esse crescimento, contudo, não seria o mesmo sem o suor e a garra de homens e mulheres como Zé Andrade.

Que este 5 de setembro fique marcado como um dia de gratidão. Gratidão a Zé Andrade por sua história. Gratidão aos miguelenses por sua contribuição. E gratidão à vida, que nos permite reconhecer no passado as sementes que florescem no presente e projetam o futuro.

 

Presidente convoca reunião para discutir nova Cosip em Vitória da Conquista

 

A COSIP-MU e o futuro de Vitória da Conquista
(Padre Carlos)

O presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, convocou uma reunião com a Mesa Diretora e os líderes de bancada para discutir um tema que promete gerar debates intensos: o Projeto de Lei Complementar nº 26/2025. A proposta, conhecida como COSIP-MU, busca não apenas mudar a nomenclatura da atual contribuição de iluminação pública, mas também ampliar seu alcance e objetivos.

A COSIP, que até aqui se destinava exclusivamente ao custeio da rede de iluminação pública, passaria a se transformar em um instrumento mais robusto, capaz de financiar a modernização urbana. Na prática, isso significa abrir caminho para investimentos em energia renovável, como a solar fotovoltaica, sistemas de monitoramento urbano para segurança pública e até a criação de Centros Integrados de Operações e Controle (CIOCs).

É inegável que se trata de um salto ousado. Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, precisa olhar para frente e apostar em tecnologias que unam sustentabilidade, eficiência energética e segurança. Entretanto, toda ousadia carrega riscos — sobretudo quando falamos de arrecadação e de impacto direto no bolso do contribuinte.

O ponto positivo do projeto está na criação do Fundo Municipal de Iluminação Pública e Modernização Urbana, que promete dar transparência ao uso dos recursos. Ainda mais relevante é a previsão de cobrança escalonada, evitando injustiças fiscais, e a garantia de isenção para as famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh mensais. Esse cuidado com os mais vulneráveis confere à proposta uma feição social necessária.

A modernização urbana é um desafio que precisa ser enfrentado com coragem. Mas ela só se justifica se houver compromisso real com a transparência, fiscalização permanente da sociedade e a certeza de que os recursos arrecadados se transformarão em resultados palpáveis. Caso contrário, a COSIP-MU corre o risco de ser mais uma promessa luminosa que se apaga com o tempo.

Presidente convoca reunião para discutir nova Cosip em Vitória da Conquista

 

A COSIP-MU e o futuro de Vitória da Conquista
(Padre Carlos)

O presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, Ivan Cordeiro, convocou uma reunião com a Mesa Diretora e os líderes de bancada para discutir um tema que promete gerar debates intensos: o Projeto de Lei Complementar nº 26/2025. A proposta, conhecida como COSIP-MU, busca não apenas mudar a nomenclatura da atual contribuição de iluminação pública, mas também ampliar seu alcance e objetivos.

A COSIP, que até aqui se destinava exclusivamente ao custeio da rede de iluminação pública, passaria a se transformar em um instrumento mais robusto, capaz de financiar a modernização urbana. Na prática, isso significa abrir caminho para investimentos em energia renovável, como a solar fotovoltaica, sistemas de monitoramento urbano para segurança pública e até a criação de Centros Integrados de Operações e Controle (CIOCs).

É inegável que se trata de um salto ousado. Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, precisa olhar para frente e apostar em tecnologias que unam sustentabilidade, eficiência energética e segurança. Entretanto, toda ousadia carrega riscos — sobretudo quando falamos de arrecadação e de impacto direto no bolso do contribuinte.

O ponto positivo do projeto está na criação do Fundo Municipal de Iluminação Pública e Modernização Urbana, que promete dar transparência ao uso dos recursos. Ainda mais relevante é a previsão de cobrança escalonada, evitando injustiças fiscais, e a garantia de isenção para as famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh mensais. Esse cuidado com os mais vulneráveis confere à proposta uma feição social necessária.

A modernização urbana é um desafio que precisa ser enfrentado com coragem. Mas ela só se justifica se houver compromisso real com a transparência, fiscalização permanente da sociedade e a certeza de que os recursos arrecadados se transformarão em resultados palpáveis. Caso contrário, a COSIP-MU corre o risco de ser mais uma promessa luminosa que se apaga com o tempo.