Política e Resenha

ARTIGO – A Derrota do Improviso e a Vitória da Narrativa

 

 

(Padre Carlos)
O fiasco da manifestação contra o PL da anistia em SP promovido por Boulos e Lindbergh não foi apenas um erro de cálculo. Foi um retrato nu e cru do amadorismo político que tem marcado parte da atuação do campo democrático. Tentar medir forças com a direita nas ruas, sem estratégia nem comunicação eficiente, é uma armadilha que custou caro.
O que se viu foi um evento esvaziado, mal divulgado, sem articulação entre movimentos, sem símbolos fortes e sem objetivos claros. O resultado foi desastroso: um ato que era para ser demonstração de força virou motivo de piada e desânimo. Em contraste, a direita — mesmo encurralada por uma condenação que pode enterrar de vez o projeto bolsonarista — soube mobilizar com tática neste domingo na Paulista. Criaram, sim, um fato político. Não se trata de aplaudir golpistas, mas de reconhecer que atuaram com o profissionalismo que faltou a Boulos e aliados.
A política é linguagem. É simbologia. E nisso, a esquerda falhou. É hora de amadurecer. De entender que não se improvisa resistência. Que um trio elétrico na rua, por si só, não é ato político. A esquerda precisa parar de subestimar a importância da estética, da comunicação de massa, da capilaridade digital e da organização de base.
O campo democrático não pode mais agir com desleixo diante de um inimigo que, mesmo desacreditado, sabe operar o teatro político. O erro não foi apenas de quem organizou o ato, mas de toda uma lógica que insiste em romantizar a política sem profissionalizá-la.
É tempo de rever rotas. Ou vamos continuar perdendo, não por falta de razão, mas por excesso de ingenuidade.

ARTIGO – A Derrota do Improviso e a Vitória da Narrativa

 

 

(Padre Carlos)
O fiasco da manifestação contra o PL da anistia em SP promovido por Boulos e Lindbergh não foi apenas um erro de cálculo. Foi um retrato nu e cru do amadorismo político que tem marcado parte da atuação do campo democrático. Tentar medir forças com a direita nas ruas, sem estratégia nem comunicação eficiente, é uma armadilha que custou caro.
O que se viu foi um evento esvaziado, mal divulgado, sem articulação entre movimentos, sem símbolos fortes e sem objetivos claros. O resultado foi desastroso: um ato que era para ser demonstração de força virou motivo de piada e desânimo. Em contraste, a direita — mesmo encurralada por uma condenação que pode enterrar de vez o projeto bolsonarista — soube mobilizar com tática neste domingo na Paulista. Criaram, sim, um fato político. Não se trata de aplaudir golpistas, mas de reconhecer que atuaram com o profissionalismo que faltou a Boulos e aliados.
A política é linguagem. É simbologia. E nisso, a esquerda falhou. É hora de amadurecer. De entender que não se improvisa resistência. Que um trio elétrico na rua, por si só, não é ato político. A esquerda precisa parar de subestimar a importância da estética, da comunicação de massa, da capilaridade digital e da organização de base.
O campo democrático não pode mais agir com desleixo diante de um inimigo que, mesmo desacreditado, sabe operar o teatro político. O erro não foi apenas de quem organizou o ato, mas de toda uma lógica que insiste em romantizar a política sem profissionalizá-la.
É tempo de rever rotas. Ou vamos continuar perdendo, não por falta de razão, mas por excesso de ingenuidade.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta segunda-feira

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Economia do país piora para maioria pela 1ª vez em Lula 3, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/maioria-dos-brasileiros-ve-economia-do-pais-piorar-diz-datafolha.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Conexões políticas permeiam negócio entre Master e BRB

https://www.estadao.com.br/economia/daniel-vorcaro-master-relacoes-brasilia-petistas-bolsonaristas/?srsltid=AfmBOoox6c9rBRT9I_gnHFyQF_cd9Pu8GzM1YLTTvhH2nutPADstWqBc

 

Valor Econômico (SP)
Risco provável de perda da União no Judiciário sobe 26,7%, para R$ 312 bi

https://valor.globo.com/impresso/20250407/

 

O Globo (RJ)
Participação da mulher na força de trabalho para de avançar

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/04/07/mulheres-fora-do-mercado-mesmo-com-mais-vagas-participacao-delas-na-forca-de-trabalho-nao-avanca.ghtml

 

O Dia (RJ)
VANTAGENS E RISCOS
Saiba se é um bom negócio comprar veículos em leilão

https://odia.ig.com.br/economia/2025/04/7032485-carro-de-leilao-e-bom-negocio-conheca-o-mercado-e-entenda-se-vale-adquirir-veiculos-da-modalidade.html

 

Correio Braziliense
Governo negocia para emplacar a PEC da Segurança

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/04/7103648-apos-alteracoes-governo-lula-tenta-tirar-pec-da-seguranca-do-papel.html

 

Estado de Minas
O grito de alerta que vem da Mata Atlântica mineira

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2023/05/25/interna_gerais,1498461/minas-gerais-e-lider-de-ranking-nacional-de-desmatamento-da-mata-atlantica.shtml

 

Zero Hora (RS)
Mais de 50 países tentam renegociar sobretaxas com os Estados Unidos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2025/04/mais-de-50-paises-tentam-renegociar-tarifaco-com-os-estados-unidos-afirma-assessor-de-trump-cm95xe9tg000c01kqiztqx1mw.html

 

Diário de Pernambuco
PSD terá grande filiação no estado e acirra disputa eleitoral de 2026

https://impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/politica/2025/01/pt-psd-psdb-quem-fica-com-raquel-em-2026.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Maioria dos brasileiros é contra anistia nas invasões do 8/1

https://jc.uol.com.br/politica/2025/04/06/tentativa-de-golpe-pesquisa-genial-quaest-mostra-que-maioria-dos-brasileiros-e-contra-anistia-nas-invasoes-de-8-1-e-acredita-no-envolvimento-de-bolsonaro.html

 

A Tarde (BA)
Após teste, patinetes ganharão novas regras

https://atarde.com.br/salvador/uso-de-patinetes-eletricos-entra-em-nova-fase-na-cidade-1313381

 

Diário do Nordeste (CE)
Ceará tem R$ 115 bi em projetos travados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta segunda-feira

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Economia do país piora para maioria pela 1ª vez em Lula 3, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/04/maioria-dos-brasileiros-ve-economia-do-pais-piorar-diz-datafolha.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Conexões políticas permeiam negócio entre Master e BRB

https://www.estadao.com.br/economia/daniel-vorcaro-master-relacoes-brasilia-petistas-bolsonaristas/?srsltid=AfmBOoox6c9rBRT9I_gnHFyQF_cd9Pu8GzM1YLTTvhH2nutPADstWqBc

 

Valor Econômico (SP)
Risco provável de perda da União no Judiciário sobe 26,7%, para R$ 312 bi

https://valor.globo.com/impresso/20250407/

 

O Globo (RJ)
Participação da mulher na força de trabalho para de avançar

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/04/07/mulheres-fora-do-mercado-mesmo-com-mais-vagas-participacao-delas-na-forca-de-trabalho-nao-avanca.ghtml

 

O Dia (RJ)
VANTAGENS E RISCOS
Saiba se é um bom negócio comprar veículos em leilão

https://odia.ig.com.br/economia/2025/04/7032485-carro-de-leilao-e-bom-negocio-conheca-o-mercado-e-entenda-se-vale-adquirir-veiculos-da-modalidade.html

 

Correio Braziliense
Governo negocia para emplacar a PEC da Segurança

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/04/7103648-apos-alteracoes-governo-lula-tenta-tirar-pec-da-seguranca-do-papel.html

 

Estado de Minas
O grito de alerta que vem da Mata Atlântica mineira

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2023/05/25/interna_gerais,1498461/minas-gerais-e-lider-de-ranking-nacional-de-desmatamento-da-mata-atlantica.shtml

 

Zero Hora (RS)
Mais de 50 países tentam renegociar sobretaxas com os Estados Unidos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2025/04/mais-de-50-paises-tentam-renegociar-tarifaco-com-os-estados-unidos-afirma-assessor-de-trump-cm95xe9tg000c01kqiztqx1mw.html

 

Diário de Pernambuco
PSD terá grande filiação no estado e acirra disputa eleitoral de 2026

https://impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/politica/2025/01/pt-psd-psdb-quem-fica-com-raquel-em-2026.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Maioria dos brasileiros é contra anistia nas invasões do 8/1

https://jc.uol.com.br/politica/2025/04/06/tentativa-de-golpe-pesquisa-genial-quaest-mostra-que-maioria-dos-brasileiros-e-contra-anistia-nas-invasoes-de-8-1-e-acredita-no-envolvimento-de-bolsonaro.html

 

A Tarde (BA)
Após teste, patinetes ganharão novas regras

https://atarde.com.br/salvador/uso-de-patinetes-eletricos-entra-em-nova-fase-na-cidade-1313381

 

Diário do Nordeste (CE)
Ceará tem R$ 115 bi em projetos travados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

 

ARTIGO – A Queda do Novo Czar Americano: Trump, a Rebeldia Popular e o Grito pela Democracia

 

 

 

 

O fascista Donald Trump — como já o chamaram tantos estudiosos, intelectuais e até membros da própria elite americana — parece estar com os dias contados. A onda de protestos que tomou os 50 estados norte-americanos no dia 5 de abril não foi apenas um ato simbólico: foi o grito de um povo cansado do autoritarismo disfarçado de nacionalismo, das privatizações cruéis camufladas de eficiência e da destruição meticulosa dos pilares democráticos que fizeram dos EUA uma potência.

 

Trump representa, para muitos, a materialização de tudo aquilo que há de mais perigoso na política contemporânea: a mentira sistemática, a glorificação da violência, o desprezo pelo conhecimento e o apego a um ultracapitalismo brutal. Ao se aliar com figuras como Elon Musk — que cada vez mais se apresenta como um “senhor feudal” da tecnologia, manipulando algoritmos e investimentos para servir aos próprios interesses —, Trump busca reinstalar uma ordem baseada no lucro absoluto, no racismo velado, no populismo tóxico e na destruição de qualquer forma de bem-estar social.

 

Mas o povo americano, diverso e inquieto, começa a dizer um basta.

 

Os protestos exigem o fim dos cortes de empregos — muitos deles orquestrados por bilionários que lucram com a instabilidade —, o fim das invasões de privacidade promovidas por grandes corporações digitais e, acima de tudo, a proteção dos serviços públicos, constantemente ameaçados por políticas neoliberais devastadoras.

 

Este levante cívico, promovido por jovens, trabalhadores, ativistas e veteranos da luta por direitos civis, remonta aos grandes movimentos que marcaram a história dos EUA, como a marcha de Martin Luther King ou os protestos contra a Guerra do Vietnã. A mensagem é clara: a democracia não será sequestrada.

 

Trump pode até querer posar de mártir, mas sua queda é mais do que provável: é necessária. O mundo observa com atenção, pois quando os EUA espirram, o planeta inteiro sente febre. Que essa mobilização inspire outros povos a defenderem sua liberdade, sua dignidade e seus sonhos.

Padre Carlos

ARTIGO – A Queda do Novo Czar Americano: Trump, a Rebeldia Popular e o Grito pela Democracia

 

 

 

 

O fascista Donald Trump — como já o chamaram tantos estudiosos, intelectuais e até membros da própria elite americana — parece estar com os dias contados. A onda de protestos que tomou os 50 estados norte-americanos no dia 5 de abril não foi apenas um ato simbólico: foi o grito de um povo cansado do autoritarismo disfarçado de nacionalismo, das privatizações cruéis camufladas de eficiência e da destruição meticulosa dos pilares democráticos que fizeram dos EUA uma potência.

 

Trump representa, para muitos, a materialização de tudo aquilo que há de mais perigoso na política contemporânea: a mentira sistemática, a glorificação da violência, o desprezo pelo conhecimento e o apego a um ultracapitalismo brutal. Ao se aliar com figuras como Elon Musk — que cada vez mais se apresenta como um “senhor feudal” da tecnologia, manipulando algoritmos e investimentos para servir aos próprios interesses —, Trump busca reinstalar uma ordem baseada no lucro absoluto, no racismo velado, no populismo tóxico e na destruição de qualquer forma de bem-estar social.

 

Mas o povo americano, diverso e inquieto, começa a dizer um basta.

 

Os protestos exigem o fim dos cortes de empregos — muitos deles orquestrados por bilionários que lucram com a instabilidade —, o fim das invasões de privacidade promovidas por grandes corporações digitais e, acima de tudo, a proteção dos serviços públicos, constantemente ameaçados por políticas neoliberais devastadoras.

 

Este levante cívico, promovido por jovens, trabalhadores, ativistas e veteranos da luta por direitos civis, remonta aos grandes movimentos que marcaram a história dos EUA, como a marcha de Martin Luther King ou os protestos contra a Guerra do Vietnã. A mensagem é clara: a democracia não será sequestrada.

 

Trump pode até querer posar de mártir, mas sua queda é mais do que provável: é necessária. O mundo observa com atenção, pois quando os EUA espirram, o planeta inteiro sente febre. Que essa mobilização inspire outros povos a defenderem sua liberdade, sua dignidade e seus sonhos.

Padre Carlos

A Dor Silenciosa da Perda Materna

 

 

 

 

A notícia do falecimento de Remicídia Barreto da Silva, carinhosamente conhecida como Dona Mimi, ocorrido ontem, 6 de abril, às 22:34h, no Hospital H Cardio em Feira de Santana, traz consigo aquela dor que nos visita sem avisar e permanece, como uma sombra silenciosa que não nos abandona.

Paulo, meu amigo, as palavras parecem insuficientes diante da magnitude desta perda. A ausência materna abre em nós um vazio que nenhuma filosofia consegue preencher completamente. É uma dor singular, incomparável, que reconfigura nossa existência de forma definitiva.

Tive o privilégio de conhecer sua mãe há algum tempo, quando você nos apresentou. Dona Mimi era verdadeiramente uma mulher extraordinária. Sua compreensão do mundo e sabedoria ímpar me deixaram profundamente impressionado durante nossa conversa. Mais tocante ainda era observar a emoção e o orgulho evidentes em seus olhos quando falava de você, seu filho querido.

A maternidade de Dona Mimi se multiplicou em seis filhos: Lígia Nunes da Silva, Reasilva Nunes Barreto, Audrá Nunes da Silva, você – Paulo Nunes da Silva, Rezedá Nunes da Silva e Miosete Nunes Barreto. Seu coração generoso ainda acolheu como filho Antônio Aldemário Silva, seu genro. Seu legado se estende através de 8 netos e 4 bisnetos que agora carregam sua memória.

Perder uma mãe é confrontar uma das ausências mais profundas que podemos experimentar. É a perda daquela que nos conheceu antes mesmo que nós nos conhecêssemos. É a despedida de quem guardava nossas histórias mais antigas, de quem nutriu nossos primeiros sonhos.

Receba, Paulo, minhas mais sentidas condolências. Que as memórias de Dona Mimi sejam fonte de conforto nos momentos difíceis. Que sua sabedoria e amor continuem a guiar você e toda a família. A dor persistirá, transformando-se com o tempo, mas nunca nos abandonando completamente – porque é proporcional ao amor que sentimos.

Neste momento de luto, estendo meus sentimentos a todos os familiares e amigos que compartilham desta perda irreparável. Que encontrem força na união familiar e nas lembranças preciosas que Dona Mimi deixou como herança intangível para todos vocês.

Padre Carlos

A Dor Silenciosa da Perda Materna

 

 

 

 

A notícia do falecimento de Remicídia Barreto da Silva, carinhosamente conhecida como Dona Mimi, ocorrido ontem, 6 de abril, às 22:34h, no Hospital H Cardio em Feira de Santana, traz consigo aquela dor que nos visita sem avisar e permanece, como uma sombra silenciosa que não nos abandona.

Paulo, meu amigo, as palavras parecem insuficientes diante da magnitude desta perda. A ausência materna abre em nós um vazio que nenhuma filosofia consegue preencher completamente. É uma dor singular, incomparável, que reconfigura nossa existência de forma definitiva.

Tive o privilégio de conhecer sua mãe há algum tempo, quando você nos apresentou. Dona Mimi era verdadeiramente uma mulher extraordinária. Sua compreensão do mundo e sabedoria ímpar me deixaram profundamente impressionado durante nossa conversa. Mais tocante ainda era observar a emoção e o orgulho evidentes em seus olhos quando falava de você, seu filho querido.

A maternidade de Dona Mimi se multiplicou em seis filhos: Lígia Nunes da Silva, Reasilva Nunes Barreto, Audrá Nunes da Silva, você – Paulo Nunes da Silva, Rezedá Nunes da Silva e Miosete Nunes Barreto. Seu coração generoso ainda acolheu como filho Antônio Aldemário Silva, seu genro. Seu legado se estende através de 8 netos e 4 bisnetos que agora carregam sua memória.

Perder uma mãe é confrontar uma das ausências mais profundas que podemos experimentar. É a perda daquela que nos conheceu antes mesmo que nós nos conhecêssemos. É a despedida de quem guardava nossas histórias mais antigas, de quem nutriu nossos primeiros sonhos.

Receba, Paulo, minhas mais sentidas condolências. Que as memórias de Dona Mimi sejam fonte de conforto nos momentos difíceis. Que sua sabedoria e amor continuem a guiar você e toda a família. A dor persistirá, transformando-se com o tempo, mas nunca nos abandonando completamente – porque é proporcional ao amor que sentimos.

Neste momento de luto, estendo meus sentimentos a todos os familiares e amigos que compartilham desta perda irreparável. Que encontrem força na união familiar e nas lembranças preciosas que Dona Mimi deixou como herança intangível para todos vocês.

Padre Carlos

 UMA VIAGEM INTERNACIONAL MUITO ESPECIAL

 

 

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A Prudência de Sheila Lemos: Um Exemplo de Liderança Focada no Compromisso com Vitória da Conquista

 

 

 

 

Por Padre Carlos

A política, em sua essência, é a arte de equilibrar interesses, dialogar e, acima de tudo, honrar compromissos assumidos com o povo. Nesse contexto, a postura da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, emerge como um exemplo de sensatez e responsabilidade em meio ao cenário político baiano, que já se aquece para as eleições de 2026. Em entrevista recente, Sheila destacou sua trajetória como a primeira mulher eleita diretamente para o cargo de prefeita na terceira maior cidade da Bahia, um feito histórico que a posiciona como uma liderança de destaque no estado. Contudo, mais do que sua relevância política, o que chama atenção é sua clareza ao priorizar o compromisso com seus eleitores: governar Vitória da Conquista.

Sheila Lemos, ao longo de sua gestão, tem se mostrado uma gestora que entende o peso de sua responsabilidade. Em um momento em que o debate político na Bahia começa a se intensificar, com nomes de peso como o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-governador ACM Neto (União Brasil) sendo ventilados para o pleito de 2026, a prefeita opta por manter o foco no que realmente importa: o desenvolvimento de sua cidade e a entrega de resultados concretos para a população conquistense. Essa escolha não apenas reflete sua maturidade política, mas também reforça a ideia de que a verdadeira liderança se constrói com ações, e não apenas com projeções futuras.

A prefeita, em sua fala, demonstra uma postura de diálogo e cobrança em relação ao governo estadual, apontando a necessidade de mais investimentos para Vitória da Conquista. “Tem-se percebido que muitas coisas não vêm para Vitória da Conquista, e a gente não entende porque vem para aqui. Nós vimos investimentos que foram feitos em cidades próximas, cidades menores, e não tem se investido no governo do Estado”, afirmou. Essa crítica, longe de ser um ataque gratuito, é uma defesa legítima dos interesses de sua cidade, que, como ela mesma destaca, é uma referência no sudoeste baiano. Sheila não se furta a dialogar, mas também não se cala diante das desigualdades que afetam sua região. Essa postura é, sem dúvida, a mais prudente e sensata para uma gestora que entende que seu papel é, antes de tudo, representar os anseios de seus eleitores.

Além disso, a entrevista de Sheila Lemos revela um aspecto fundamental de sua liderança: a capacidade de reconhecer e valorizar os talentos de seu grupo político. Embora sua posição como uma das principais lideranças do União Brasil a coloque como um nome forte no cenário estadual, ela não se deixa levar pelo imediatismo de ambições pessoais. Pelo contrário, ao ser questionada sobre o futuro político da Bahia, Sheila demonstra humildade ao abrir espaço para que outros nomes de sua região sejam considerados para cargos de maior envergadura. Entre os citados, estão o vice-prefeito Alan e o coronel Ivanildo, figuras que, segundo a própria prefeita, têm potencial para representar o sudoeste baiano em esferas mais amplas.

A menção a esses nomes não é apenas um gesto de generosidade política, mas uma demonstração de visão estratégica. Alan, como vice-prefeito, já compartilha da experiência de gestão ao lado de Sheila, conhecendo de perto os desafios e as demandas de Vitória da Conquista. O coronel Ivanildo, por sua vez, traz a experiência e a firmeza de sua trajetória, podendo ser uma voz forte para a região em um contexto estadual. Ao sugerir esses nomes, Sheila não apenas fortalece seu grupo político, mas também garante que a região continue bem representada, independentemente de sua própria trajetória futura.

Em um cenário político muitas vezes marcado por disputas pessoais e ambições desmedidas, a postura de Sheila Lemos é um sopro de ar fresco. Ela nos lembra que a política deve ser, acima de tudo, um instrumento de serviço ao povo. Seu compromisso com Vitória da Conquista não é apenas retórico; é uma escolha diária, refletida em sua dedicação à cidade e em sua recusa em se deixar seduzir prematuramente pelo jogo de projeções eleitorais. Ao mesmo tempo, sua capacidade de indicar nomes como Alan e Ivanildo para representar a região demonstra que ela não está alheia ao futuro político da Bahia, mas que o encara com responsabilidade e visão coletiva.

Sheila Lemos, com sua trajetória pioneira e sua gestão focada, prova que a verdadeira liderança não se mede apenas por cargos ocupados ou holofotes conquistados, mas pela capacidade de cumprir promessas e construir pontes para o futuro. Que sua prudência e sensatez sirvam de exemplo para outros líderes, na Bahia e além. Afinal, em um estado tão diverso e desafiador como o nosso, precisamos de mais gestores que, como Sheila, saibam colocar o compromisso com o povo acima de qualquer outra ambição.

A Prudência de Sheila Lemos: Um Exemplo de Liderança Focada no Compromisso com Vitória da Conquista

 

 

 

 

Por Padre Carlos

A política, em sua essência, é a arte de equilibrar interesses, dialogar e, acima de tudo, honrar compromissos assumidos com o povo. Nesse contexto, a postura da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, emerge como um exemplo de sensatez e responsabilidade em meio ao cenário político baiano, que já se aquece para as eleições de 2026. Em entrevista recente, Sheila destacou sua trajetória como a primeira mulher eleita diretamente para o cargo de prefeita na terceira maior cidade da Bahia, um feito histórico que a posiciona como uma liderança de destaque no estado. Contudo, mais do que sua relevância política, o que chama atenção é sua clareza ao priorizar o compromisso com seus eleitores: governar Vitória da Conquista.

Sheila Lemos, ao longo de sua gestão, tem se mostrado uma gestora que entende o peso de sua responsabilidade. Em um momento em que o debate político na Bahia começa a se intensificar, com nomes de peso como o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-governador ACM Neto (União Brasil) sendo ventilados para o pleito de 2026, a prefeita opta por manter o foco no que realmente importa: o desenvolvimento de sua cidade e a entrega de resultados concretos para a população conquistense. Essa escolha não apenas reflete sua maturidade política, mas também reforça a ideia de que a verdadeira liderança se constrói com ações, e não apenas com projeções futuras.

A prefeita, em sua fala, demonstra uma postura de diálogo e cobrança em relação ao governo estadual, apontando a necessidade de mais investimentos para Vitória da Conquista. “Tem-se percebido que muitas coisas não vêm para Vitória da Conquista, e a gente não entende porque vem para aqui. Nós vimos investimentos que foram feitos em cidades próximas, cidades menores, e não tem se investido no governo do Estado”, afirmou. Essa crítica, longe de ser um ataque gratuito, é uma defesa legítima dos interesses de sua cidade, que, como ela mesma destaca, é uma referência no sudoeste baiano. Sheila não se furta a dialogar, mas também não se cala diante das desigualdades que afetam sua região. Essa postura é, sem dúvida, a mais prudente e sensata para uma gestora que entende que seu papel é, antes de tudo, representar os anseios de seus eleitores.

Além disso, a entrevista de Sheila Lemos revela um aspecto fundamental de sua liderança: a capacidade de reconhecer e valorizar os talentos de seu grupo político. Embora sua posição como uma das principais lideranças do União Brasil a coloque como um nome forte no cenário estadual, ela não se deixa levar pelo imediatismo de ambições pessoais. Pelo contrário, ao ser questionada sobre o futuro político da Bahia, Sheila demonstra humildade ao abrir espaço para que outros nomes de sua região sejam considerados para cargos de maior envergadura. Entre os citados, estão o vice-prefeito Alan e o coronel Ivanildo, figuras que, segundo a própria prefeita, têm potencial para representar o sudoeste baiano em esferas mais amplas.

A menção a esses nomes não é apenas um gesto de generosidade política, mas uma demonstração de visão estratégica. Alan, como vice-prefeito, já compartilha da experiência de gestão ao lado de Sheila, conhecendo de perto os desafios e as demandas de Vitória da Conquista. O coronel Ivanildo, por sua vez, traz a experiência e a firmeza de sua trajetória, podendo ser uma voz forte para a região em um contexto estadual. Ao sugerir esses nomes, Sheila não apenas fortalece seu grupo político, mas também garante que a região continue bem representada, independentemente de sua própria trajetória futura.

Em um cenário político muitas vezes marcado por disputas pessoais e ambições desmedidas, a postura de Sheila Lemos é um sopro de ar fresco. Ela nos lembra que a política deve ser, acima de tudo, um instrumento de serviço ao povo. Seu compromisso com Vitória da Conquista não é apenas retórico; é uma escolha diária, refletida em sua dedicação à cidade e em sua recusa em se deixar seduzir prematuramente pelo jogo de projeções eleitorais. Ao mesmo tempo, sua capacidade de indicar nomes como Alan e Ivanildo para representar a região demonstra que ela não está alheia ao futuro político da Bahia, mas que o encara com responsabilidade e visão coletiva.

Sheila Lemos, com sua trajetória pioneira e sua gestão focada, prova que a verdadeira liderança não se mede apenas por cargos ocupados ou holofotes conquistados, mas pela capacidade de cumprir promessas e construir pontes para o futuro. Que sua prudência e sensatez sirvam de exemplo para outros líderes, na Bahia e além. Afinal, em um estado tão diverso e desafiador como o nosso, precisamos de mais gestores que, como Sheila, saibam colocar o compromisso com o povo acima de qualquer outra ambição.

Manchetes dos principais jornais nacionais neste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 6 de abril de 2025 às 8:00

 

Folha de S.Paulo
Lula venceria Bolsonaro e nomes da direita se eleição fosse hoje, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-venceria-bolsonaro-e-demais-nomes-da-direita-se-eleicao-fosse-hoje.shtml

 

O Estado de S. Paulo
BTG busca apoio para usar fundo e reduzir perda no Banco Master

https://www.estadao.com.br/economia/esteves-do-btg-tenta-convencer-grandes-bancos-a-usar-fundo-para-reduzir-perdas-com-master/?srsltid=AfmBOooUG0cku7dkd7vITo9jsHJ-xtcEDGie3_RCPp41fWbsUD4OcCOe

 

O Globo (RJ)
Governos omitem destino de 86% das emendas Pix

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/04/06/estados-e-municipios-deixam-de-prestar-contas-de-r-38-bilhoes-em-emendas-pix-86percent-do-total.ghtml

 

O Dia (RJ)
RISCOS PSICOSSOCIAIS
Saúde mental muda diretrizes na segurança do trabalho

https://odia.ig.com.br/economia/2025/04/7032229-norma-de-seguranca-no-trabalho-incluira-riscos-psicossociais-a-partir-de-maio.html

 

Correio Braziliense
Decisão do STF abre espaço para o serviço público contratar CLTs

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2024/11/6985548-decisao-do-stf-que-permite-clt-no-servico-publico-gera-preocupacao.html

 

Estado de Minas
Na contramão da anistia, pena maior para outros crimes

https://www.em.com.br/tudo-sobre/anistia/page/1/

 

Jornal do Commercio (PE)
Os novos caminhos para desenvolver a Ilha de Itamaracá

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2271&materia=89368

 

A Tarde (BA)
Série ‘Adolescência’ alerta para lado sombrio do digital

https://atarde.com.br/cineinsite/adolescencia-serie-chocante-da-netflix-e-baseada-em-fatos-reais-1310555

 

Diário do Nordeste (CE)
Cosmético feito na UFC auxilia no tratamento do câncer

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/cientista-da-ufc-desenvolve-cosmetico-inedito-com-95-de-eficacia-para-pacientes-em-tratamento-contra-o-cancer-1.3636318

 

Manchetes dos principais jornais nacionais neste domingo

 

 

Da Redação
Publicado em 6 de abril de 2025 às 8:00

 

Folha de S.Paulo
Lula venceria Bolsonaro e nomes da direita se eleição fosse hoje, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-venceria-bolsonaro-e-demais-nomes-da-direita-se-eleicao-fosse-hoje.shtml

 

O Estado de S. Paulo
BTG busca apoio para usar fundo e reduzir perda no Banco Master

https://www.estadao.com.br/economia/esteves-do-btg-tenta-convencer-grandes-bancos-a-usar-fundo-para-reduzir-perdas-com-master/?srsltid=AfmBOooUG0cku7dkd7vITo9jsHJ-xtcEDGie3_RCPp41fWbsUD4OcCOe

 

O Globo (RJ)
Governos omitem destino de 86% das emendas Pix

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/04/06/estados-e-municipios-deixam-de-prestar-contas-de-r-38-bilhoes-em-emendas-pix-86percent-do-total.ghtml

 

O Dia (RJ)
RISCOS PSICOSSOCIAIS
Saúde mental muda diretrizes na segurança do trabalho

https://odia.ig.com.br/economia/2025/04/7032229-norma-de-seguranca-no-trabalho-incluira-riscos-psicossociais-a-partir-de-maio.html

 

Correio Braziliense
Decisão do STF abre espaço para o serviço público contratar CLTs

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2024/11/6985548-decisao-do-stf-que-permite-clt-no-servico-publico-gera-preocupacao.html

 

Estado de Minas
Na contramão da anistia, pena maior para outros crimes

https://www.em.com.br/tudo-sobre/anistia/page/1/

 

Jornal do Commercio (PE)
Os novos caminhos para desenvolver a Ilha de Itamaracá

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2271&materia=89368

 

A Tarde (BA)
Série ‘Adolescência’ alerta para lado sombrio do digital

https://atarde.com.br/cineinsite/adolescencia-serie-chocante-da-netflix-e-baseada-em-fatos-reais-1310555

 

Diário do Nordeste (CE)
Cosmético feito na UFC auxilia no tratamento do câncer

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/cientista-da-ufc-desenvolve-cosmetico-inedito-com-95-de-eficacia-para-pacientes-em-tratamento-contra-o-cancer-1.3636318

 

A Pedra e o Espelho: O Chamado à Verdadeira Conversão

 

 

 

É com o coração inquieto e a alma vigilante que me debruço sobre o Evangelho desta liturgia (Jo 8,1-11), onde vejo, com crescente indignação, como continuamos repetindo o mesmo teatro farisaico que Jesus desmascarou há dois milênios. Como podemos permanecer indiferentes diante desta cena que se repete diariamente em nossa sociedade que julga, condena e ergue pedras com tanta facilidade?

Observemos o quadro que se desenha nesta passagem: uma mulher arrastada à praça pública, humilhada, exposta. E ao seu redor, homens de dedo em riste, com seus corações endurecidos, prontos para executar uma sentença baseada em uma lei que aplicavam seletivamente. Não é esta a imagem de nossa própria sociedade? Onde escolhemos quem merece misericórdia e quem deve ser publicamente apedrejado?

É revoltante constatar como, até hoje, existem dois pesos e duas medidas! Os fariseus condenavam a mulher pobre e sem prestígio social, mas silenciavam conveniente diante dos pecados de Herodíades, protegida por seu status e riqueza. Uma hipocrisia que persiste em nossos dias, quando apontamos com veemência os erros dos fragilizados enquanto somos complacentes com as transgressões dos poderosos!

O farisaísmo é, de fato, a doença de quem se recusa a olhar no espelho! Quantos de nós não carregamos pedras nos bolsos, prontos para o apedrejamento moral, enquanto nossas próprias consciências permanecem convenientemente cegas aos nossos desvios? Esta seletividade moral é uma chaga social que precisa ser exposta e tratada com urgência.

É inaceitável que em pleno século XXI continuemos com estas pedras nas mãos! Como bem observou Pe. Nilo Luza: “Ultimamente as pedras estão voando de todos os lados contra mulheres, contra pessoas, contra grupos diversos”. E por quê? Porque é sempre mais fácil condenar o outro do que confrontar nossas próprias falhas. É mais confortável apontar o dedo do que estender a mão.

Esta lógica perversa do bode expiatório permanece intacta: os verdadeiros responsáveis pela injustiça social “escondem o espelho para não ver mais o rosto, e assim pensam estar limpos”. Mas a quem estamos enganando senão a nós mesmos?

A cilada armada pelos fariseus a Jesus é a mesma que enfrentamos hoje: escolher entre a rigidez implacável da lei ou a aparente permissividade. Mas Jesus nos mostra uma terceira via – a da misericórdia transformadora que não isenta da responsabilidade, mas que oferece a oportunidade de recomeço.

O que me causa profunda angústia é ver como tantos cristãos se comportam mais como acusadores do que como discípulos daquele que disse: “Não vim para condenar, mas para salvar o mundo”. Como podemos reivindicar o título de seguidores de Cristo enquanto nos recusamos a praticar seu ensinamento mais fundamental?

A verdadeira conversão exige de nós um olhar honesto para o espelho antes de erguer qualquer pedra. Exige reconhecer que somos todos aquela mulher – fracos, falíveis, necessitados de misericórdia. A Igreja não é um tribunal de inquisição, mas um hospital de campanha para pecadores!

O chamado à conversão quaresmal é justamente este: abandonar as pedras que carregamos. Não apenas as não atirar, mas deixá-las cair de nossas mãos. É somente com as mãos vazias que poderemos abraçar o próximo, estender ajuda, construir pontes ao invés de muros.

Diante do mal que nos cerca, precisamos reconhecer nossa parcela de responsabilidade. “O mal é uma denúncia contra nós: não fomos tão bons, sal, luz, fermento”. Nossa omissão, nosso silêncio conivente, nossa moralidade seletiva alimentam as estruturas de injustiça e opressão que tanto criticamos.

Precisamos, com urgência, recuperar a capacidade de indignação genuína – não aquela que aponta para os outros, mas a que nos impulsiona à autorreflexão e à ação transformadora. Precisamos resgatar a misericórdia e a compaixão como valores fundamentais, não como conceitos abstratos, mas como práticas cotidianas.

Que nesta Quaresma possamos experimentar a libertação que vem do encontro com aquele que, em vez de condenar, nos diz: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”. Estas palavras não são de mera tolerância, mas de profunda transformação! São palavras que devolvem dignidade, que restauram a humanidade, que acendem novamente a chama da esperança.

Irmãos e irmãs, o Reino de Deus não se constrói com pedras de julgamento, mas com mãos que servem e corações que acolhem. Não sejamos cúmplices de uma sociedade que se especializou em julgar e condenar. Sejamos, ao contrário, agentes de uma revolução de misericórdia, começando por nós mesmos.

Que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus – frutos de justiça verdadeira, misericórdia autêntica e amor transformador. Um amor que não teme encarar a verdade no espelho, mas que também não se detém ali, pois sabe que somos chamados não apenas a enxergar nosso rosto pecador, mas a permitir que o olhar de Cristo nos transforme à sua imagem e semelhança.

Padre Carlos

A Pedra e o Espelho: O Chamado à Verdadeira Conversão

 

 

 

É com o coração inquieto e a alma vigilante que me debruço sobre o Evangelho desta liturgia (Jo 8,1-11), onde vejo, com crescente indignação, como continuamos repetindo o mesmo teatro farisaico que Jesus desmascarou há dois milênios. Como podemos permanecer indiferentes diante desta cena que se repete diariamente em nossa sociedade que julga, condena e ergue pedras com tanta facilidade?

Observemos o quadro que se desenha nesta passagem: uma mulher arrastada à praça pública, humilhada, exposta. E ao seu redor, homens de dedo em riste, com seus corações endurecidos, prontos para executar uma sentença baseada em uma lei que aplicavam seletivamente. Não é esta a imagem de nossa própria sociedade? Onde escolhemos quem merece misericórdia e quem deve ser publicamente apedrejado?

É revoltante constatar como, até hoje, existem dois pesos e duas medidas! Os fariseus condenavam a mulher pobre e sem prestígio social, mas silenciavam conveniente diante dos pecados de Herodíades, protegida por seu status e riqueza. Uma hipocrisia que persiste em nossos dias, quando apontamos com veemência os erros dos fragilizados enquanto somos complacentes com as transgressões dos poderosos!

O farisaísmo é, de fato, a doença de quem se recusa a olhar no espelho! Quantos de nós não carregamos pedras nos bolsos, prontos para o apedrejamento moral, enquanto nossas próprias consciências permanecem convenientemente cegas aos nossos desvios? Esta seletividade moral é uma chaga social que precisa ser exposta e tratada com urgência.

É inaceitável que em pleno século XXI continuemos com estas pedras nas mãos! Como bem observou Pe. Nilo Luza: “Ultimamente as pedras estão voando de todos os lados contra mulheres, contra pessoas, contra grupos diversos”. E por quê? Porque é sempre mais fácil condenar o outro do que confrontar nossas próprias falhas. É mais confortável apontar o dedo do que estender a mão.

Esta lógica perversa do bode expiatório permanece intacta: os verdadeiros responsáveis pela injustiça social “escondem o espelho para não ver mais o rosto, e assim pensam estar limpos”. Mas a quem estamos enganando senão a nós mesmos?

A cilada armada pelos fariseus a Jesus é a mesma que enfrentamos hoje: escolher entre a rigidez implacável da lei ou a aparente permissividade. Mas Jesus nos mostra uma terceira via – a da misericórdia transformadora que não isenta da responsabilidade, mas que oferece a oportunidade de recomeço.

O que me causa profunda angústia é ver como tantos cristãos se comportam mais como acusadores do que como discípulos daquele que disse: “Não vim para condenar, mas para salvar o mundo”. Como podemos reivindicar o título de seguidores de Cristo enquanto nos recusamos a praticar seu ensinamento mais fundamental?

A verdadeira conversão exige de nós um olhar honesto para o espelho antes de erguer qualquer pedra. Exige reconhecer que somos todos aquela mulher – fracos, falíveis, necessitados de misericórdia. A Igreja não é um tribunal de inquisição, mas um hospital de campanha para pecadores!

O chamado à conversão quaresmal é justamente este: abandonar as pedras que carregamos. Não apenas as não atirar, mas deixá-las cair de nossas mãos. É somente com as mãos vazias que poderemos abraçar o próximo, estender ajuda, construir pontes ao invés de muros.

Diante do mal que nos cerca, precisamos reconhecer nossa parcela de responsabilidade. “O mal é uma denúncia contra nós: não fomos tão bons, sal, luz, fermento”. Nossa omissão, nosso silêncio conivente, nossa moralidade seletiva alimentam as estruturas de injustiça e opressão que tanto criticamos.

Precisamos, com urgência, recuperar a capacidade de indignação genuína – não aquela que aponta para os outros, mas a que nos impulsiona à autorreflexão e à ação transformadora. Precisamos resgatar a misericórdia e a compaixão como valores fundamentais, não como conceitos abstratos, mas como práticas cotidianas.

Que nesta Quaresma possamos experimentar a libertação que vem do encontro com aquele que, em vez de condenar, nos diz: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”. Estas palavras não são de mera tolerância, mas de profunda transformação! São palavras que devolvem dignidade, que restauram a humanidade, que acendem novamente a chama da esperança.

Irmãos e irmãs, o Reino de Deus não se constrói com pedras de julgamento, mas com mãos que servem e corações que acolhem. Não sejamos cúmplices de uma sociedade que se especializou em julgar e condenar. Sejamos, ao contrário, agentes de uma revolução de misericórdia, começando por nós mesmos.

Que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus – frutos de justiça verdadeira, misericórdia autêntica e amor transformador. Um amor que não teme encarar a verdade no espelho, mas que também não se detém ali, pois sabe que somos chamados não apenas a enxergar nosso rosto pecador, mas a permitir que o olhar de Cristo nos transforme à sua imagem e semelhança.

Padre Carlos

Dom Zanoni: Uma Voz Profética na Luta pelos Oprimidos

 

 

 

 

Em tempos em que muitos se calam diante das injustiças, é necessário resgatar e celebrar a trajetória de figuras como Dom Zanoni, que completou 63 anos em 23 de janeiro. Seu caminho representa mais que uma simples biografia eclesiástica – é um testemunho vivo de como a fé autêntica não se contenta com abstrações teológicas, mas se manifesta na luta concreta pela dignidade humana.

É revoltante perceber como as elites de nossa cidade sempre tentaram sequestrar a imagem de Deus, transformando-o em mero instrumento de dominação e controle social. Esperavam que a Igreja fosse cúmplice silenciosa de seus privilégios, abençoando a exploração dos trabalhadores rurais e urbanos que ocupavam precariamente a serra do Periperi. Mas encontraram em Dom Zanoni e outros sacerdotes vocacionados uma resistência firme e uma compreensão radicalmente diferente do Evangelho!

Como aceitar que uma sociedade que se diz cristã tolere a opressão dos catadores de café e trabalhadores urbanos marginalizados? Este foi o contexto explosivo que forjou vocações autênticas em nossa diocese, incluindo a de Dom Zanoni, formado na escola do Pe. Benedito, para quem renúncia nunca significou anulação, mas expressão máxima de liberdade e amor.

O que mais impressiona e nos convoca à reflexão é a coragem exemplar deste homem de Deus que, mesmo sob ameaças de morte, denunciou publicamente o assassinato de Etelvino na fazenda Paixão e a chacina da fazenda Mucambo. Sabemos que proprietários de terra chegaram a planejar sua eliminação! É estarrecedor constatar que defender os direitos fundamentais dos mais pobres ainda seja motivo para sentenças de morte em nossa sociedade!

Sua luta incansável resultou em conquistas concretas – hoje o MST conta com 23 assentamentos na região. Isso demonstra que a indignação, quando transformada em ação consistente, produz frutos de justiça.

Dom Zanoni nos ensina, com seus 63 anos de vida e ministério, que não há paz sem justiça, e não há justiça sem a defesa intransigente da vida. Sua abertura para dialogar com padres casados revela um pastor que compreende que a misericórdia de Deus é mais ampla que nossas estreitas categorias institucionais. No encontro dos Padres Casados na Bahia, Dom Zanoni fez questão de marcar presença, celebrando com seus irmãos e demonstrando, de forma inequívoca, sua identificação com os desafios e as alegrias da vida compartilhada na fé. Em Belo Horizonte, mesmo impossibilitado de comparecer pessoalmente, ele enviou um vídeo onde expressava sua profunda oração e solidariedade, reforçando sua missão como um homem de Deus e um verdadeiro pastor, que transcende barreiras físicas para estar espiritualmente junto aos seus irmãos de fé.

Olhando para trás e refletindo minha caminhada vocacional e meus irmãos de Clero, vejo a figura de Dom Celso José na dedicação de Dom Zanoni e de vários irmãos desta Igreja particular do Sudoeste da Bahia que saíram para assumi várias dioceses e Arquidioceses neste Brasil. Hoje, constatamos que a trajetória deste pastor é um testemunho da verdade que quem busca a paz precisa, acima de tudo, trabalhar pela justiça. Sua história nos ensina que a defesa intransigente da vida é a primícias para aqueles que almejam construir uma sociedade mais justa e humana, onde o compromisso com a verdade e com o amor divino se traduz em ações concretas que transformam o mundo.

Precisamos urgentemente de mais vozes proféticas como a dele, capazes de denunciar sistemas de opressão e anunciar caminhos de libertação. Em um país onde a desigualdade social permanece como ferida aberta, o exemplo de Dom Zanoni nos desafia a não nos acomodarmos, a não nos calamos, a não aceitarmos que a exploração humana seja naturalizada.

Que esta homenagem não seja apenas um artigo ao vento, mas um chamado à ação coletiva e transformadora em cada comunidade onde a dignidade humana ainda é violada cotidianamente. Nosso compromisso com seu legado exige posicionamento claro e ações concretas. A história nos julgará não pelo que dissemos, mas pelo que fizemos diante da injustiça.

 

Dom Zanoni: Uma Voz Profética na Luta pelos Oprimidos

 

 

 

 

Em tempos em que muitos se calam diante das injustiças, é necessário resgatar e celebrar a trajetória de figuras como Dom Zanoni, que completou 63 anos em 23 de janeiro. Seu caminho representa mais que uma simples biografia eclesiástica – é um testemunho vivo de como a fé autêntica não se contenta com abstrações teológicas, mas se manifesta na luta concreta pela dignidade humana.

É revoltante perceber como as elites de nossa cidade sempre tentaram sequestrar a imagem de Deus, transformando-o em mero instrumento de dominação e controle social. Esperavam que a Igreja fosse cúmplice silenciosa de seus privilégios, abençoando a exploração dos trabalhadores rurais e urbanos que ocupavam precariamente a serra do Periperi. Mas encontraram em Dom Zanoni e outros sacerdotes vocacionados uma resistência firme e uma compreensão radicalmente diferente do Evangelho!

Como aceitar que uma sociedade que se diz cristã tolere a opressão dos catadores de café e trabalhadores urbanos marginalizados? Este foi o contexto explosivo que forjou vocações autênticas em nossa diocese, incluindo a de Dom Zanoni, formado na escola do Pe. Benedito, para quem renúncia nunca significou anulação, mas expressão máxima de liberdade e amor.

O que mais impressiona e nos convoca à reflexão é a coragem exemplar deste homem de Deus que, mesmo sob ameaças de morte, denunciou publicamente o assassinato de Etelvino na fazenda Paixão e a chacina da fazenda Mucambo. Sabemos que proprietários de terra chegaram a planejar sua eliminação! É estarrecedor constatar que defender os direitos fundamentais dos mais pobres ainda seja motivo para sentenças de morte em nossa sociedade!

Sua luta incansável resultou em conquistas concretas – hoje o MST conta com 23 assentamentos na região. Isso demonstra que a indignação, quando transformada em ação consistente, produz frutos de justiça.

Dom Zanoni nos ensina, com seus 63 anos de vida e ministério, que não há paz sem justiça, e não há justiça sem a defesa intransigente da vida. Sua abertura para dialogar com padres casados revela um pastor que compreende que a misericórdia de Deus é mais ampla que nossas estreitas categorias institucionais. No encontro dos Padres Casados na Bahia, Dom Zanoni fez questão de marcar presença, celebrando com seus irmãos e demonstrando, de forma inequívoca, sua identificação com os desafios e as alegrias da vida compartilhada na fé. Em Belo Horizonte, mesmo impossibilitado de comparecer pessoalmente, ele enviou um vídeo onde expressava sua profunda oração e solidariedade, reforçando sua missão como um homem de Deus e um verdadeiro pastor, que transcende barreiras físicas para estar espiritualmente junto aos seus irmãos de fé.

Olhando para trás e refletindo minha caminhada vocacional e meus irmãos de Clero, vejo a figura de Dom Celso José na dedicação de Dom Zanoni e de vários irmãos desta Igreja particular do Sudoeste da Bahia que saíram para assumi várias dioceses e Arquidioceses neste Brasil. Hoje, constatamos que a trajetória deste pastor é um testemunho da verdade que quem busca a paz precisa, acima de tudo, trabalhar pela justiça. Sua história nos ensina que a defesa intransigente da vida é a primícias para aqueles que almejam construir uma sociedade mais justa e humana, onde o compromisso com a verdade e com o amor divino se traduz em ações concretas que transformam o mundo.

Precisamos urgentemente de mais vozes proféticas como a dele, capazes de denunciar sistemas de opressão e anunciar caminhos de libertação. Em um país onde a desigualdade social permanece como ferida aberta, o exemplo de Dom Zanoni nos desafia a não nos acomodarmos, a não nos calamos, a não aceitarmos que a exploração humana seja naturalizada.

Que esta homenagem não seja apenas um artigo ao vento, mas um chamado à ação coletiva e transformadora em cada comunidade onde a dignidade humana ainda é violada cotidianamente. Nosso compromisso com seu legado exige posicionamento claro e ações concretas. A história nos julgará não pelo que dissemos, mas pelo que fizemos diante da injustiça.

 

Moto Voa e Vai Parar Debaixo de Ônibus em Conquista! Garupa em Estado Grave e Condutor Preso

Um grave acidente ocorrido na tarde deste sábado (05) chocou quem passava pela movimentada Avenida Frei Benjamin, em Vitória da Conquista. Uma motocicleta colidiu frontalmente com um ônibus intermunicipal e foi parar embaixo do veículo, deixando um cenário de tensão e pânico entre os presentes.

De acordo com as informações preliminares, o impacto foi tão violento que o garupa da moto ficou gravemente ferido, sendo imediatamente socorrido por uma equipe do Samu 192 e levado com urgência para uma unidade hospitalar da cidade. O estado de saúde ainda não foi divulgado oficialmente.

O que mais chamou a atenção — além da violência do acidente — foi o flagrante de irresponsabilidade do condutor da moto. Segundo a Polícia Militar, ele estava dirigindo sem capacete e sem documentos pessoais ou do veículo. O motociclista foi detido no local e conduzido para prestar esclarecimentos.

TRÂNSITO CAÓTICO E POPULAÇÃO REVOLTADA

O trânsito ficou totalmente congestionado na região. A Polícia Militar permanece no local, controlando o fluxo de veículos e aguardando a remoção da moto e do ônibus. Populares acompanharam a cena com preocupação e indignação, denunciando o alto número de motociclistas que circulam pelas vias da cidade sem respeitar as normas de trânsito.

IMPRUDÊNCIA QUE QUASE TERMINA EM TRAGÉDIA

Este acidente reacende o alerta sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa nas vias de Vitória da Conquista. A ausência de capacete, além de ilegal, coloca em risco não apenas a vida do condutor, mas também a de outros passageiros e pedestres.

Enquanto o garupa luta pela vida e o condutor enfrenta as consequências legais de sua imprudência, a cidade assiste, mais uma vez, a um episódio que poderia ter terminado de forma ainda mais trágica.

A pergunta que fica: até quando a imprudência vai continuar colocando vidas em risco nas ruas de Conquista?

Moto Voa e Vai Parar Debaixo de Ônibus em Conquista! Garupa em Estado Grave e Condutor Preso

Um grave acidente ocorrido na tarde deste sábado (05) chocou quem passava pela movimentada Avenida Frei Benjamin, em Vitória da Conquista. Uma motocicleta colidiu frontalmente com um ônibus intermunicipal e foi parar embaixo do veículo, deixando um cenário de tensão e pânico entre os presentes.

De acordo com as informações preliminares, o impacto foi tão violento que o garupa da moto ficou gravemente ferido, sendo imediatamente socorrido por uma equipe do Samu 192 e levado com urgência para uma unidade hospitalar da cidade. O estado de saúde ainda não foi divulgado oficialmente.

O que mais chamou a atenção — além da violência do acidente — foi o flagrante de irresponsabilidade do condutor da moto. Segundo a Polícia Militar, ele estava dirigindo sem capacete e sem documentos pessoais ou do veículo. O motociclista foi detido no local e conduzido para prestar esclarecimentos.

TRÂNSITO CAÓTICO E POPULAÇÃO REVOLTADA

O trânsito ficou totalmente congestionado na região. A Polícia Militar permanece no local, controlando o fluxo de veículos e aguardando a remoção da moto e do ônibus. Populares acompanharam a cena com preocupação e indignação, denunciando o alto número de motociclistas que circulam pelas vias da cidade sem respeitar as normas de trânsito.

IMPRUDÊNCIA QUE QUASE TERMINA EM TRAGÉDIA

Este acidente reacende o alerta sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa nas vias de Vitória da Conquista. A ausência de capacete, além de ilegal, coloca em risco não apenas a vida do condutor, mas também a de outros passageiros e pedestres.

Enquanto o garupa luta pela vida e o condutor enfrenta as consequências legais de sua imprudência, a cidade assiste, mais uma vez, a um episódio que poderia ter terminado de forma ainda mais trágica.

A pergunta que fica: até quando a imprudência vai continuar colocando vidas em risco nas ruas de Conquista?