Política e Resenha

MENOR É FLAGRADA COM DROGAS EM CONQUISTA: “ERA SÓ UMA MEIA PRETA”!

Em plena manhã de sexta-feira (04/04), a tranquilidade da Avenida Jadiel Matos, no bairro Campinhos, em Vitória da Conquista, foi quebrada por uma ação certeira da Polícia Militar. Por volta das 11h15, durante rondas ostensivas do PETO Motos da 78ª CIPM, duas mulheres em atitude suspeita chamaram a atenção dos agentes — e o que parecia apenas uma abordagem rotineira revelou um flagrante escandaloso de tráfico de drogas.

Ao perceberem a aproximação da guarnição, uma das mulheres, menor de idade, tentou se livrar do material ilícito de forma inusitada: jogou uma meia preta no chão. Dentro da peça de roupa estavam porções de maconha, cocaína, crack e dinheiro em espécie. A tentativa de despiste foi em vão. Durante a abordagem, as duas suspeitas confessaram estar traficando na região.

O QUE FOI ENCONTRADO?

  • 09 porções de maconha (13g)
  • 08 porções de cocaína (3g)
  • 25 pedras de crack (4g)
  • R$ 60,00 em espécie

As mulheres foram conduzidas ao DISEP (Distrito Integrado de Segurança Pública) com o apoio da viatura Fox 07, onde o caso foi formalizado para as providências legais.

A ocorrência levanta novamente o debate sobre o envolvimento de adolescentes com o tráfico, sobretudo em bairros periféricos, onde a vulnerabilidade social encontra o crime como alternativa de sobrevivência. A 78ª CIPM reforça seu compromisso com o combate ao tráfico e à violência urbana, mantendo ações constantes de patrulhamento e repressão qualificada.

A PERGUNTA QUE FICA:

Até quando nossos jovens vão ser aliciados por um sistema que lhes oferece mais meias pretas do que oportunidades?

MENOR É FLAGRADA COM DROGAS EM CONQUISTA: “ERA SÓ UMA MEIA PRETA”!

Em plena manhã de sexta-feira (04/04), a tranquilidade da Avenida Jadiel Matos, no bairro Campinhos, em Vitória da Conquista, foi quebrada por uma ação certeira da Polícia Militar. Por volta das 11h15, durante rondas ostensivas do PETO Motos da 78ª CIPM, duas mulheres em atitude suspeita chamaram a atenção dos agentes — e o que parecia apenas uma abordagem rotineira revelou um flagrante escandaloso de tráfico de drogas.

Ao perceberem a aproximação da guarnição, uma das mulheres, menor de idade, tentou se livrar do material ilícito de forma inusitada: jogou uma meia preta no chão. Dentro da peça de roupa estavam porções de maconha, cocaína, crack e dinheiro em espécie. A tentativa de despiste foi em vão. Durante a abordagem, as duas suspeitas confessaram estar traficando na região.

O QUE FOI ENCONTRADO?

  • 09 porções de maconha (13g)
  • 08 porções de cocaína (3g)
  • 25 pedras de crack (4g)
  • R$ 60,00 em espécie

As mulheres foram conduzidas ao DISEP (Distrito Integrado de Segurança Pública) com o apoio da viatura Fox 07, onde o caso foi formalizado para as providências legais.

A ocorrência levanta novamente o debate sobre o envolvimento de adolescentes com o tráfico, sobretudo em bairros periféricos, onde a vulnerabilidade social encontra o crime como alternativa de sobrevivência. A 78ª CIPM reforça seu compromisso com o combate ao tráfico e à violência urbana, mantendo ações constantes de patrulhamento e repressão qualificada.

A PERGUNTA QUE FICA:

Até quando nossos jovens vão ser aliciados por um sistema que lhes oferece mais meias pretas do que oportunidades?

ARTIGO – Nordestinos, negros e católicos garantem apoio popular a Lula, segundo Datafolha

 

O mais recente levantamento do Datafolha nos oferece um retrato claro e, ao mesmo tempo, surpreendente da base de sustentação política do presidente Lula. Católicos, pobres, negros e nordestinos formam o núcleo mais fiel de apoio ao atual governo. São justamente aqueles que historicamente viveram às margens das decisões políticas e econômicas do país.

A constatação de que os católicos são o grupo religioso que mais aprova o governo, com 34% de avaliação positiva, exige uma reflexão mais profunda. Não é apenas uma questão de religiosidade, mas de valores. A Doutrina Social da Igreja sempre defendeu a justiça social, a solidariedade com os pobres, e a busca por uma sociedade mais justa e fraterna. Muitos católicos veem, portanto, no presidente Lula alguém que, com todos os seus limites, ainda representa essa utopia cristã de um Brasil mais igualitário.

Da mesma forma, o apoio entre os pobres e os nordestinos revela uma ligação construída ao longo de décadas, alicerçada não em promessas vazias, mas em políticas públicas que transformaram vidas — como o Bolsa Família, o acesso à universidade pública e os programas de moradia e saneamento básico.

A grande mídia e setores da elite insistem em dizer que Lula perdeu o apoio das “classes médias”. Ora, mas que classe média é essa? Aquela que viaja para Miami e ignora os que morrem à míngua no corredor do SUS? Ou a classe média que se incomoda mais com o aumento de um imposto do que com o aumento da fome?

É preciso dizer: os mais pobres, os negros, os nordestinos e os católicos continuam a sustentar a esperança. São eles que, mesmo diante da campanha difamatória, ainda enxergam em Lula uma representação legítima de suas dores e sonhos. A elite pode ter o dinheiro, mas o povo tem memória.

Padre Carlos

ARTIGO – Nordestinos, negros e católicos garantem apoio popular a Lula, segundo Datafolha

 

O mais recente levantamento do Datafolha nos oferece um retrato claro e, ao mesmo tempo, surpreendente da base de sustentação política do presidente Lula. Católicos, pobres, negros e nordestinos formam o núcleo mais fiel de apoio ao atual governo. São justamente aqueles que historicamente viveram às margens das decisões políticas e econômicas do país.

A constatação de que os católicos são o grupo religioso que mais aprova o governo, com 34% de avaliação positiva, exige uma reflexão mais profunda. Não é apenas uma questão de religiosidade, mas de valores. A Doutrina Social da Igreja sempre defendeu a justiça social, a solidariedade com os pobres, e a busca por uma sociedade mais justa e fraterna. Muitos católicos veem, portanto, no presidente Lula alguém que, com todos os seus limites, ainda representa essa utopia cristã de um Brasil mais igualitário.

Da mesma forma, o apoio entre os pobres e os nordestinos revela uma ligação construída ao longo de décadas, alicerçada não em promessas vazias, mas em políticas públicas que transformaram vidas — como o Bolsa Família, o acesso à universidade pública e os programas de moradia e saneamento básico.

A grande mídia e setores da elite insistem em dizer que Lula perdeu o apoio das “classes médias”. Ora, mas que classe média é essa? Aquela que viaja para Miami e ignora os que morrem à míngua no corredor do SUS? Ou a classe média que se incomoda mais com o aumento de um imposto do que com o aumento da fome?

É preciso dizer: os mais pobres, os negros, os nordestinos e os católicos continuam a sustentar a esperança. São eles que, mesmo diante da campanha difamatória, ainda enxergam em Lula uma representação legítima de suas dores e sonhos. A elite pode ter o dinheiro, mas o povo tem memória.

Padre Carlos

ARTIGO – Quando a oração não tem lado, só tem amor

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a fé precisa recordar a si mesma. Quando a poeira da política e das disputas ideológicas começa a assentar sobre o altar da oração, corre-se o risco de esquecer aquilo que é mais sagrado: a presença de um Deus que é um só, que é amor, e que não pertence a partido algum.

Vivemos tempos de divisões profundas. E, infelizmente, essa divisão tem adentrado até os templos, os grupos de oração, os corações dos fiéis. Mas a oração não foi feita para separar. Ao contrário, ela é ponte. É comunhão. É entrega. A oração verdadeira não se curva à polarização. Não faz distinção entre esquerda ou direita, conservador ou progressista. Ela simplesmente dobra os joelhos diante do mistério de um Deus que nos pede compaixão, não julgamento.

Jesus nunca perguntou por quem alguém votava antes de curar, perdoar ou multiplicar os pães. Ele se aproximava dos pobres, dos excluídos, dos esquecidos. E é por esses — por tantos irmãos e irmãs que hoje sofrem com a fome, o abandono e a violência — que nossa oração precisa clamar com mais força. Não por vaidade, não por disputa de narrativas, mas por amor.

A instrumentalização da fé — quando orações são feitas para provar um ponto de vista ou fortalecer um discurso político — esvazia o Evangelho de sua beleza radical. Deus não é bandeira, é luz. E quem se ajoelha de verdade para rezar deve fazê-lo de mãos dadas com o outro, mesmo que pense diferente, porque a oração só é autêntica quando une.

Católicos, evangélicos, cristãos de todas as tradições: precisamos reaprender a orar juntos, com simplicidade, com humildade. Precisamos resgatar o espírito ecumênico do amor, que não conhece fronteiras ideológicas. Precisamos voltar a fazer da oração aquilo que ela sempre foi: um clamor silencioso por paz, por justiça, por fraternidade.

Não é hora de levantar muros, mas de construir pontes. Que nossa fé nos leve para mais perto dos que sofrem — e mais ainda, para mais perto uns dos outros.

Porque, no fim, quando dobramos os joelhos, Deus é um só.

 

ARTIGO – Quando a oração não tem lado, só tem amor

 

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a fé precisa recordar a si mesma. Quando a poeira da política e das disputas ideológicas começa a assentar sobre o altar da oração, corre-se o risco de esquecer aquilo que é mais sagrado: a presença de um Deus que é um só, que é amor, e que não pertence a partido algum.

Vivemos tempos de divisões profundas. E, infelizmente, essa divisão tem adentrado até os templos, os grupos de oração, os corações dos fiéis. Mas a oração não foi feita para separar. Ao contrário, ela é ponte. É comunhão. É entrega. A oração verdadeira não se curva à polarização. Não faz distinção entre esquerda ou direita, conservador ou progressista. Ela simplesmente dobra os joelhos diante do mistério de um Deus que nos pede compaixão, não julgamento.

Jesus nunca perguntou por quem alguém votava antes de curar, perdoar ou multiplicar os pães. Ele se aproximava dos pobres, dos excluídos, dos esquecidos. E é por esses — por tantos irmãos e irmãs que hoje sofrem com a fome, o abandono e a violência — que nossa oração precisa clamar com mais força. Não por vaidade, não por disputa de narrativas, mas por amor.

A instrumentalização da fé — quando orações são feitas para provar um ponto de vista ou fortalecer um discurso político — esvazia o Evangelho de sua beleza radical. Deus não é bandeira, é luz. E quem se ajoelha de verdade para rezar deve fazê-lo de mãos dadas com o outro, mesmo que pense diferente, porque a oração só é autêntica quando une.

Católicos, evangélicos, cristãos de todas as tradições: precisamos reaprender a orar juntos, com simplicidade, com humildade. Precisamos resgatar o espírito ecumênico do amor, que não conhece fronteiras ideológicas. Precisamos voltar a fazer da oração aquilo que ela sempre foi: um clamor silencioso por paz, por justiça, por fraternidade.

Não é hora de levantar muros, mas de construir pontes. Que nossa fé nos leve para mais perto dos que sofrem — e mais ainda, para mais perto uns dos outros.

Porque, no fim, quando dobramos os joelhos, Deus é um só.

 

Papa Francisco avança em seu processo de recuperação

 

A assessoria de imprensa do Vaticano divulgou, nesta sexta-feira, uma atualização sobre o estado de convalescença do Papa Francisco, que se recupera na Casa Santa Marta, sua residência no Vaticano.

A situação do Papa apresenta um ulterior progresso do ponto de vista respiratório, motor e no uso da voz. Novos exames de sangue registram uma leve melhora nos indicadores infecciosos.

Prosseguem os tratamentos farmacológicos, motores e respiratórios. A oxigenação também diminuiu ligeiramente: durante o dia, administração normal; à noite, quando necessário, administração de alto fluxo com cânulas.

O Papa continua trabalhando. Hoje, ele acompanhou a pregação da Quaresma do frei Pasolini na Sala Paulo VI e, na quarta-feira, a missa presidida pelo cardeal Parolin nos 20 anos da morte de São João Paulo II.

Não houve visitas especiais e o humor é bom.

No domingo, o Angelus poderá ocorrer de forma diferente em relação aos domingos anteriores. Uma atualização será divulgada amanhã pela Sala de Imprensa.

Quanto aos ritos da Semana Santa, ainda é cedo para qualquer definição.

 

*com informações da ascom

Papa Francisco avança em seu processo de recuperação

 

A assessoria de imprensa do Vaticano divulgou, nesta sexta-feira, uma atualização sobre o estado de convalescença do Papa Francisco, que se recupera na Casa Santa Marta, sua residência no Vaticano.

A situação do Papa apresenta um ulterior progresso do ponto de vista respiratório, motor e no uso da voz. Novos exames de sangue registram uma leve melhora nos indicadores infecciosos.

Prosseguem os tratamentos farmacológicos, motores e respiratórios. A oxigenação também diminuiu ligeiramente: durante o dia, administração normal; à noite, quando necessário, administração de alto fluxo com cânulas.

O Papa continua trabalhando. Hoje, ele acompanhou a pregação da Quaresma do frei Pasolini na Sala Paulo VI e, na quarta-feira, a missa presidida pelo cardeal Parolin nos 20 anos da morte de São João Paulo II.

Não houve visitas especiais e o humor é bom.

No domingo, o Angelus poderá ocorrer de forma diferente em relação aos domingos anteriores. Uma atualização será divulgada amanhã pela Sala de Imprensa.

Quanto aos ritos da Semana Santa, ainda é cedo para qualquer definição.

 

*com informações da ascom

Falecimento de Robson Roberto Moreira Lima (Padre Carlos)

 

Com profunda tristeza e reverência, o Política e Resenha anuncia o falecimento de Robson Roberto Moreira Lima, aos 60 anos. Devoto fervoroso de Nossa Senhora Aparecida e pilar na comunidade Divina Providência, Robson foi um homem que viveu sua fé com intensidade e simplicidade, sendo inspiração para aqueles que conviveram com sua presença acolhedora. Residente da Morada dos Pássaros, enfrentou complicações de saúde que culminaram nesta perda irreparável, deixando um vazio não só na comunidade, mas também no coração daqueles que o amavam. Ao lado de sua inseparável companheira, Jane Brito, sua imagem permanece como um símbolo de ternura, fé e comprometimento com os valores que sempre nortearam sua existência. O velório está sendo realizado no salão da Pax Nacional, e o funeral será no cemitério da Saudade, às 16h30, momentos que reúnem familiares, amigos e devotos para prestar suas últimas homenagens. Que a memória e a dedicação à fé de Robson continuem a iluminar o caminho dos que buscam inspiração na simplicidade de sua vida e na profundidade de sua devoção.

Falecimento de Robson Roberto Moreira Lima (Padre Carlos)

 

Com profunda tristeza e reverência, o Política e Resenha anuncia o falecimento de Robson Roberto Moreira Lima, aos 60 anos. Devoto fervoroso de Nossa Senhora Aparecida e pilar na comunidade Divina Providência, Robson foi um homem que viveu sua fé com intensidade e simplicidade, sendo inspiração para aqueles que conviveram com sua presença acolhedora. Residente da Morada dos Pássaros, enfrentou complicações de saúde que culminaram nesta perda irreparável, deixando um vazio não só na comunidade, mas também no coração daqueles que o amavam. Ao lado de sua inseparável companheira, Jane Brito, sua imagem permanece como um símbolo de ternura, fé e comprometimento com os valores que sempre nortearam sua existência. O velório está sendo realizado no salão da Pax Nacional, e o funeral será no cemitério da Saudade, às 16h30, momentos que reúnem familiares, amigos e devotos para prestar suas últimas homenagens. Que a memória e a dedicação à fé de Robson continuem a iluminar o caminho dos que buscam inspiração na simplicidade de sua vida e na profundidade de sua devoção.

CRÔNICA – Os Meus Sapatos

 

 

 

(Padre Carlos)

 

Os meus sapatos não brilham. E não é por descuido. É porque já caminharam demais.

 

Eles trazem poeiras antigas, daquelas estradas onde os sonhos e os medos andavam lado a lado. Já se molharam em chuvas inesperadas e já esquentaram ao sol de esperanças que pareciam impossíveis. Carregam marcas de muitos caminhos — alguns escolhidos, outros impostos —, mas todos vividos com a alma inteira.

 

Se você quer mesmo saber quem sou, olhe para os meus sapatos. Neles estão impressas as dores que não couberam nas palavras e as alegrias que quase explodiram o coração. Eles ouviram orações sussurradas no silêncio da madrugada e pisaram firme nos momentos em que o mundo parecia desabar. Foram comigo ao fundo do poço e também ao topo da montanha. E sempre voltaram.

 

Gente apressada gosta de julgar. Olha para o outro como se a vida fosse uma vitrine, como se tudo estivesse ali, exposto, evidente, transparente. Mas a vida não é assim. A vida é subterrânea. O que vemos é só a ponta de um iceberg chamado história.

 

Ninguém vê o que vivi. Ninguém sentiu o gosto da minha renúncia, nem o frio das madrugadas em que me questionei se estava no caminho certo. Ninguém conhece as noites em que fui abrigo e as manhãs em que precisei ser forte por fora, mesmo estando quebrado por dentro. Mas meus sapatos sabem. E continuam caminhando.

 

Julgar o outro é fácil. Exige pouco. Um olhar enviesado, uma frase maldosa, um gesto de indiferença. Difícil mesmo é sentar ao lado, escutar sem interromper, respeitar o mistério que cada um carrega no peito. Isso sim, é tarefa de quem tem coração.

 

Então, da próxima vez que pensar em me julgar, faça um favor: calce os meus sapatos. Caminhe com eles pelas trilhas que percorri. Sinta onde doem. Experimente o desconforto de seguir mesmo sem chão. Aguente o peso do passado, o cansaço do presente, e o medo — às vezes paralisante — do futuro.

 

Talvez, então, você não me julgue. Talvez você me compreenda.

 

E, quem sabe, até se reconheça nos seus próprios sapatos.

 

 

CRÔNICA – Os Meus Sapatos

 

 

 

(Padre Carlos)

 

Os meus sapatos não brilham. E não é por descuido. É porque já caminharam demais.

 

Eles trazem poeiras antigas, daquelas estradas onde os sonhos e os medos andavam lado a lado. Já se molharam em chuvas inesperadas e já esquentaram ao sol de esperanças que pareciam impossíveis. Carregam marcas de muitos caminhos — alguns escolhidos, outros impostos —, mas todos vividos com a alma inteira.

 

Se você quer mesmo saber quem sou, olhe para os meus sapatos. Neles estão impressas as dores que não couberam nas palavras e as alegrias que quase explodiram o coração. Eles ouviram orações sussurradas no silêncio da madrugada e pisaram firme nos momentos em que o mundo parecia desabar. Foram comigo ao fundo do poço e também ao topo da montanha. E sempre voltaram.

 

Gente apressada gosta de julgar. Olha para o outro como se a vida fosse uma vitrine, como se tudo estivesse ali, exposto, evidente, transparente. Mas a vida não é assim. A vida é subterrânea. O que vemos é só a ponta de um iceberg chamado história.

 

Ninguém vê o que vivi. Ninguém sentiu o gosto da minha renúncia, nem o frio das madrugadas em que me questionei se estava no caminho certo. Ninguém conhece as noites em que fui abrigo e as manhãs em que precisei ser forte por fora, mesmo estando quebrado por dentro. Mas meus sapatos sabem. E continuam caminhando.

 

Julgar o outro é fácil. Exige pouco. Um olhar enviesado, uma frase maldosa, um gesto de indiferença. Difícil mesmo é sentar ao lado, escutar sem interromper, respeitar o mistério que cada um carrega no peito. Isso sim, é tarefa de quem tem coração.

 

Então, da próxima vez que pensar em me julgar, faça um favor: calce os meus sapatos. Caminhe com eles pelas trilhas que percorri. Sinta onde doem. Experimente o desconforto de seguir mesmo sem chão. Aguente o peso do passado, o cansaço do presente, e o medo — às vezes paralisante — do futuro.

 

Talvez, então, você não me julgue. Talvez você me compreenda.

 

E, quem sabe, até se reconheça nos seus próprios sapatos.

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais neste sábado

 

 

 

Da Redação
Publicado em 5 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Lula estanca queda de popularidade; reprovação é de 38%, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-estanca-queda-de-popularidade-mas-reprovacao-38-ainda-supera-aprovacao-29.shtml

 

O Estado de S. Paulo
China revida tarifaço dos EUA e convulsiona mercado; dólar sobe

https://www.estadao.com.br/economia/trump-china-jogou-errado-retaliar-tarifas-eua-panico/?srsltid=AfmBOor0PXJ7fajBRkyNaadH3VnLTUK89LP2ZDMSZa01TRLlJT9RpGPi

 

O Globo (RJ)
Bancos já ensaiam reação à nova delação do caso Americanas

https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/04/05/bancos-ja-ensaiam-reacao-a-nova-delacao-do-caso-americanas.ghtml

 

Zero Hora (RS)
Como é ser PCD na terceira idade

https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/60-mais/noticia/2025/03/hoje-eu-me-respeito-mais-as-historias-de-quem-envelhece-com-deficiencia-cm8rnuf2z00nz013c5okv3k37.html

 

O Dia (RJ)
IMPOSTO DE RENDA
Entenda como o Mei deve prestar contas ao Leão

https://odia.ig.com.br/economia/2025/03/7018647-envio-da-declaracao-do-ir-comeca-nesta-segunda-feira-veja-quem-precisa-prestar-contas-ao-leao.html

 

Correio Braziliense
Ser Mulher é está sob risco

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/08/27/interna_cidadesdf,779292/artigo-ser-mulher-e-estar-sob-risco.shtml

 

Estado de Minas
Menos celular, mas interação

https://www.em.com.br/gerais/2025/04/7102742-veto-ao-celular-fortalece-interacoes-avaliam-alunos.html

 

A Tarde (BA)
Mulheres terão um vagão exclusivo com dois horários

https://atarde.com.br/politica/salvador-tera-vagoes-exclusivos-para-mulheres-no-metro-1312680

 

Correio da Bahia
Os melhores ovos de páscoa de 2025

https://www.google.com.br/search?q=Correio+da+Bahia%0D%0AOs+melhores+ovos+de+p%C3%A1scoa+de+2025%0D%0A&sca_esv=0acf367a45d96c2b&sxsrf=AHTn8zqT2P6HcXlYVYYugA_f5ZEy5Js2ew%3A1743854711891&source=hp&ei=dxzxZ7vRM9qU5OUPjeyGyQ8&iflsig=ACkRmUkAAAAAZ_Eqh_BZwEFrq1DQafWYay7tRyE7KHQ8&ved=0ahUKEwj76I6F7cCMAxVaCrkGHQ22IfkQ4dUDCB4&oq=Correio+da+Bahia%0D%0AOs+melhores+ovos+de+p%C3%A1scoa+de+2025%0D%0A&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IjVDb3JyZWlvIGRhIEJhaGlhCk9zIG1lbGhvcmVzIG92b3MgZGUgcMOhc2NvYSBkZSAyMDI1CkgAUABYAHAAeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQzIAQD4AQL4AQGYAgCgAgCYAwCSBwCgBwCyBwC4BwA&sclient=gws-wiz

 

Diario de Pernambuco
TCE multa ex-prefeito de Tamandaré Sérgio Kacker

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/04/caso-miguel-tce-multa-ex-prefeito-sergio-hacker.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Tarifaço: CE deve buscar novos mercados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/empresas-do-ceara-podem-perder-quase-r-1-bilhao-em-exportacoes-de-aco-com-nova-tarifa-de-trump-entenda-1.3636930

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais neste sábado

 

 

 

Da Redação
Publicado em 5 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Lula estanca queda de popularidade; reprovação é de 38%, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/04/datafolha-lula-estanca-queda-de-popularidade-mas-reprovacao-38-ainda-supera-aprovacao-29.shtml

 

O Estado de S. Paulo
China revida tarifaço dos EUA e convulsiona mercado; dólar sobe

https://www.estadao.com.br/economia/trump-china-jogou-errado-retaliar-tarifas-eua-panico/?srsltid=AfmBOor0PXJ7fajBRkyNaadH3VnLTUK89LP2ZDMSZa01TRLlJT9RpGPi

 

O Globo (RJ)
Bancos já ensaiam reação à nova delação do caso Americanas

https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2025/04/05/bancos-ja-ensaiam-reacao-a-nova-delacao-do-caso-americanas.ghtml

 

Zero Hora (RS)
Como é ser PCD na terceira idade

https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/60-mais/noticia/2025/03/hoje-eu-me-respeito-mais-as-historias-de-quem-envelhece-com-deficiencia-cm8rnuf2z00nz013c5okv3k37.html

 

O Dia (RJ)
IMPOSTO DE RENDA
Entenda como o Mei deve prestar contas ao Leão

https://odia.ig.com.br/economia/2025/03/7018647-envio-da-declaracao-do-ir-comeca-nesta-segunda-feira-veja-quem-precisa-prestar-contas-ao-leao.html

 

Correio Braziliense
Ser Mulher é está sob risco

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/08/27/interna_cidadesdf,779292/artigo-ser-mulher-e-estar-sob-risco.shtml

 

Estado de Minas
Menos celular, mas interação

https://www.em.com.br/gerais/2025/04/7102742-veto-ao-celular-fortalece-interacoes-avaliam-alunos.html

 

A Tarde (BA)
Mulheres terão um vagão exclusivo com dois horários

https://atarde.com.br/politica/salvador-tera-vagoes-exclusivos-para-mulheres-no-metro-1312680

 

Correio da Bahia
Os melhores ovos de páscoa de 2025

https://www.google.com.br/search?q=Correio+da+Bahia%0D%0AOs+melhores+ovos+de+p%C3%A1scoa+de+2025%0D%0A&sca_esv=0acf367a45d96c2b&sxsrf=AHTn8zqT2P6HcXlYVYYugA_f5ZEy5Js2ew%3A1743854711891&source=hp&ei=dxzxZ7vRM9qU5OUPjeyGyQ8&iflsig=ACkRmUkAAAAAZ_Eqh_BZwEFrq1DQafWYay7tRyE7KHQ8&ved=0ahUKEwj76I6F7cCMAxVaCrkGHQ22IfkQ4dUDCB4&oq=Correio+da+Bahia%0D%0AOs+melhores+ovos+de+p%C3%A1scoa+de+2025%0D%0A&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IjVDb3JyZWlvIGRhIEJhaGlhCk9zIG1lbGhvcmVzIG92b3MgZGUgcMOhc2NvYSBkZSAyMDI1CkgAUABYAHAAeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQzIAQD4AQL4AQGYAgCgAgCYAwCSBwCgBwCyBwC4BwA&sclient=gws-wiz

 

Diario de Pernambuco
TCE multa ex-prefeito de Tamandaré Sérgio Kacker

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/04/caso-miguel-tce-multa-ex-prefeito-sergio-hacker.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Tarifaço: CE deve buscar novos mercados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/empresas-do-ceara-podem-perder-quase-r-1-bilhao-em-exportacoes-de-aco-com-nova-tarifa-de-trump-entenda-1.3636930

 

 

Luto em Vitória da Conquista


É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do jovem João Paulo Aguiar, membro de uma família tradicional da cidade. João era neto de Bira de José Gonçalves, figura bastante conhecida na comunidade.

O velório será realizado no salão da Funerária Vitória, localizado no bairro São Vicente, e o sepultamento acontecerá neste sábado.

Aos familiares e amigos, expressamos nossos mais sinceros sentimentos.
Política e Resenha se solidariza neste momento de dor.


Se quiser que eu adapte o texto para redes sociais, rádio ou outro formato, posso fazer também.

Luto em Vitória da Conquista


É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do jovem João Paulo Aguiar, membro de uma família tradicional da cidade. João era neto de Bira de José Gonçalves, figura bastante conhecida na comunidade.

O velório será realizado no salão da Funerária Vitória, localizado no bairro São Vicente, e o sepultamento acontecerá neste sábado.

Aos familiares e amigos, expressamos nossos mais sinceros sentimentos.
Política e Resenha se solidariza neste momento de dor.


Se quiser que eu adapte o texto para redes sociais, rádio ou outro formato, posso fazer também.

Os Arquétipos Que Nos Habitam: Um Mapa Para o Autoconhecimento

 

 

 

“De médico e de louco todo mundo tem um pouco”. Quem nunca ouviu essa frase? Basta alguém mencionar uma dor qualquer para que surjam receitas milagrosas de todos os lados: “Olha, esse remédio é melhor, curou fulano, vai curar você, é prego batido e ponta virada, depois me conta!”. Mas já parou para pensar quais padrões estão por trás desses comportamentos que surgem aparentemente do nada, sem que sequer percebamos? Pois é, os temas são muitos, e eu, movido pela curiosidade, resolvi mergulhar em um que sempre me fascinou: os arquétipos.

Antes de tudo, um aviso honesto: não sou psicólogo. Minha formação em Filosofia e Teologia me conduziu, desde os tempos de seminário, a buscar respostas na obra de Jung para aprofundar minha compreensão antropológica como pastor. Confesso, porém, que nutro uma paixão imensa pela psicologia. Por isso, meu desejo aqui é compartilhar uma visão esclarecedora sobre os arquétipos, esses modelos mentais fundamentais que, silenciosamente, guiam nossas vidas.

O que são arquétipos, afinal?

Segundo Carl Jung, um dos pilares da psicologia moderna, os arquétipos funcionam como padrões universais que habitam nosso inconsciente coletivo – uma espécie de “memória compartilhada” da humanidade inteira. Eles se manifestam em nossas emoções, escolhas e atitudes, frequentemente sem que tenhamos qualquer consciência disso. Jung explicava que não é possível simplesmente ativá-los como quem aperta um interruptor; eles emergem naturalmente em diferentes momentos da vida. E o mais fascinante? Reconhecê-los pode ser uma poderosa ferramenta de autoconhecimento.

Existem inúmeros arquétipos identificados ao longo da história humana, mas hoje quero focar nos cinco mais comuns, aqueles que nos ajudam a compreender melhor quem somos e por que agimos como agimos:

Os cinco arquétipos mais presentes em nossas vidas

1. O Herói

Este é o clássico das narrativas de superação. O Herói enfrenta desafios aparentemente intransponíveis, vence obstáculos e busca transformar a si mesmo ou ao mundo ao seu redor. É movido essencialmente pela coragem e determinação.

Como ele se manifesta? Quando você encara uma situação difícil de peito aberto, supera um medo que o paralisava ou toma a decisão de mudar radicalmente algo em sua vida.

2. O Sábio

O Sábio é o eternamente curioso, aquele que anseia por compreender os mistérios do mundo. Ele ama aprender, refletir profundamente e compartilhar conhecimento – como aquele amigo que sempre tem um conselho surpreendentemente perspicaz para oferecer.

Como ele se manifesta? Quando você se perde nas páginas de um livro, busca respostas para grandes questões existenciais ou simplesmente pausa para contemplar o sentido da vida.

3. O Rebelde

Este é o questionador nato, aquele que não aceita passivamente as convenções estabelecidas. O Rebelde anseia por mudança, liberdade e autenticidade, mesmo que isso signifique nadar contra a correnteza social.

Como ele se manifesta? Quando você desafia uma regra que considera injusta, luta apaixonadamente por uma causa em que acredita ou decide viver conforme seus próprios termos, indiferente ao julgamento alheio.

4. O Cuidador

O Cuidador é a encarnação da compaixão. Ele se dedica abnegadamente aos outros, protege, apoia e está sempre disponível para ajudar – seja a família, os amigos próximos ou até mesmo completos desconhecidos.

Como ele se manifesta? Quando você cuida de alguém querido em um momento de vulnerabilidade ou escolhe uma profissão diretamente voltada para o bem-estar e desenvolvimento dos outros.

5. O Criador

Este é o sonhador que se deleita em inventar novos mundos. O Criador anseia por materializar algo inédito – uma pintura, uma ideia revolucionária, um projeto transformador – e enxerga o mundo como um vasto campo de possibilidades inexploradas.

Como ele se manifesta? Quando você se entrega a um hobby criativo ou sente aquela urgência irresistível de dar forma a algo único que apenas você poderia conceber.

Como “despertar” esses arquétipos?

Na realidade, Jung provavelmente diria que eles já estão plenamente ativos em nós, prontos para emergir quando as circunstâncias da vida os convocam. O que podemos fazer é reconhecer quando entram em ação. Enfrentou um desafio significativo? O Herói está se manifestando. Passou horas absorto em reflexões profundas? O Sábio está presente. O segredo está em desenvolver a consciência sobre como você reage e o que sente nas diversas situações que a vida apresenta.

E como descubro meu arquétipo predominante?

Não existe um teste definitivo ou infalível (embora seria extremamente conveniente, não é mesmo?), mas existe um caminho: a prática constante da auto-observação. Algumas orientações práticas podem ajudar:

  • Reflita sobre o que você genuinamente ama fazer: Você se realiza ajudando os outros? Prefere criar algo completamente novo? Estas inclinações já fornecem importantes indicações.
  • Analise quais narrativas mais te inspiram: Você se emociona com histórias de heróis épicos, sábios misteriosos ou rebeldes idealistas? Os personagens que naturalmente te atraem revelam muito sobre sua própria natureza.
  • Observe atentamente suas reações espontâneas: Durante uma crise, você instintivamente ajuda, questiona ou busca criar uma solução inovadora? Seu padrão de resposta reflete seus arquétipos dominantes.

Por que isso realmente importa?

Aqui reside a verdadeira revelação: quem conhece seus próprios arquétipos conquista um nível superior de autoconhecimento. É como possuir um mapa detalhado da própria essência. Você compreende as motivações profundas por trás de seus comportamentos, toma decisões mais conscientes e vive de forma mais alinhada com sua verdadeira natureza.

Por outro lado, quem permanece alheio a essas forças interiores frequentemente se vê perdido, reagindo automaticamente às situações sem entender as dinâmicas fundamentais que influenciam seus pensamentos e sentimentos. Conhecer seus arquétipos é como acender uma poderosa lanterna num aposento completamente escuro – subitamente, tudo se torna mais claro e compreensível.

Uma existência mais plena e autêntica

Jung denominava “individuação” este processo vital: a jornada de integrar todas as suas dimensões – tanto as admiráveis quanto as desafiadoras – para tornar-se uma versão mais completa e autêntica de si mesmo. Os arquétipos representam as peças essenciais deste complexo quebra-cabeça existencial. Quanto mais profundamente os compreendemos, mais habilmente navegamos pela vida, adaptamo-nos às inevitáveis mudanças e libertamo-nos dos padrões limitantes que não mais nos servem.

Por fim, não sei se consegui clarificar ou se inadvertidamente compliquei ainda mais suas ideias sobre este fascinante tema, mas espero sinceramente ter despertado ao menos sua curiosidade intelectual. Antes de concluir, deixo aqui a pergunta que naturalmente emerge desta reflexão: E você, já conseguiu identificar qual arquétipo predomina em sua própria jornada?

Os Arquétipos Que Nos Habitam: Um Mapa Para o Autoconhecimento

 

 

 

“De médico e de louco todo mundo tem um pouco”. Quem nunca ouviu essa frase? Basta alguém mencionar uma dor qualquer para que surjam receitas milagrosas de todos os lados: “Olha, esse remédio é melhor, curou fulano, vai curar você, é prego batido e ponta virada, depois me conta!”. Mas já parou para pensar quais padrões estão por trás desses comportamentos que surgem aparentemente do nada, sem que sequer percebamos? Pois é, os temas são muitos, e eu, movido pela curiosidade, resolvi mergulhar em um que sempre me fascinou: os arquétipos.

Antes de tudo, um aviso honesto: não sou psicólogo. Minha formação em Filosofia e Teologia me conduziu, desde os tempos de seminário, a buscar respostas na obra de Jung para aprofundar minha compreensão antropológica como pastor. Confesso, porém, que nutro uma paixão imensa pela psicologia. Por isso, meu desejo aqui é compartilhar uma visão esclarecedora sobre os arquétipos, esses modelos mentais fundamentais que, silenciosamente, guiam nossas vidas.

O que são arquétipos, afinal?

Segundo Carl Jung, um dos pilares da psicologia moderna, os arquétipos funcionam como padrões universais que habitam nosso inconsciente coletivo – uma espécie de “memória compartilhada” da humanidade inteira. Eles se manifestam em nossas emoções, escolhas e atitudes, frequentemente sem que tenhamos qualquer consciência disso. Jung explicava que não é possível simplesmente ativá-los como quem aperta um interruptor; eles emergem naturalmente em diferentes momentos da vida. E o mais fascinante? Reconhecê-los pode ser uma poderosa ferramenta de autoconhecimento.

Existem inúmeros arquétipos identificados ao longo da história humana, mas hoje quero focar nos cinco mais comuns, aqueles que nos ajudam a compreender melhor quem somos e por que agimos como agimos:

Os cinco arquétipos mais presentes em nossas vidas

1. O Herói

Este é o clássico das narrativas de superação. O Herói enfrenta desafios aparentemente intransponíveis, vence obstáculos e busca transformar a si mesmo ou ao mundo ao seu redor. É movido essencialmente pela coragem e determinação.

Como ele se manifesta? Quando você encara uma situação difícil de peito aberto, supera um medo que o paralisava ou toma a decisão de mudar radicalmente algo em sua vida.

2. O Sábio

O Sábio é o eternamente curioso, aquele que anseia por compreender os mistérios do mundo. Ele ama aprender, refletir profundamente e compartilhar conhecimento – como aquele amigo que sempre tem um conselho surpreendentemente perspicaz para oferecer.

Como ele se manifesta? Quando você se perde nas páginas de um livro, busca respostas para grandes questões existenciais ou simplesmente pausa para contemplar o sentido da vida.

3. O Rebelde

Este é o questionador nato, aquele que não aceita passivamente as convenções estabelecidas. O Rebelde anseia por mudança, liberdade e autenticidade, mesmo que isso signifique nadar contra a correnteza social.

Como ele se manifesta? Quando você desafia uma regra que considera injusta, luta apaixonadamente por uma causa em que acredita ou decide viver conforme seus próprios termos, indiferente ao julgamento alheio.

4. O Cuidador

O Cuidador é a encarnação da compaixão. Ele se dedica abnegadamente aos outros, protege, apoia e está sempre disponível para ajudar – seja a família, os amigos próximos ou até mesmo completos desconhecidos.

Como ele se manifesta? Quando você cuida de alguém querido em um momento de vulnerabilidade ou escolhe uma profissão diretamente voltada para o bem-estar e desenvolvimento dos outros.

5. O Criador

Este é o sonhador que se deleita em inventar novos mundos. O Criador anseia por materializar algo inédito – uma pintura, uma ideia revolucionária, um projeto transformador – e enxerga o mundo como um vasto campo de possibilidades inexploradas.

Como ele se manifesta? Quando você se entrega a um hobby criativo ou sente aquela urgência irresistível de dar forma a algo único que apenas você poderia conceber.

Como “despertar” esses arquétipos?

Na realidade, Jung provavelmente diria que eles já estão plenamente ativos em nós, prontos para emergir quando as circunstâncias da vida os convocam. O que podemos fazer é reconhecer quando entram em ação. Enfrentou um desafio significativo? O Herói está se manifestando. Passou horas absorto em reflexões profundas? O Sábio está presente. O segredo está em desenvolver a consciência sobre como você reage e o que sente nas diversas situações que a vida apresenta.

E como descubro meu arquétipo predominante?

Não existe um teste definitivo ou infalível (embora seria extremamente conveniente, não é mesmo?), mas existe um caminho: a prática constante da auto-observação. Algumas orientações práticas podem ajudar:

  • Reflita sobre o que você genuinamente ama fazer: Você se realiza ajudando os outros? Prefere criar algo completamente novo? Estas inclinações já fornecem importantes indicações.
  • Analise quais narrativas mais te inspiram: Você se emociona com histórias de heróis épicos, sábios misteriosos ou rebeldes idealistas? Os personagens que naturalmente te atraem revelam muito sobre sua própria natureza.
  • Observe atentamente suas reações espontâneas: Durante uma crise, você instintivamente ajuda, questiona ou busca criar uma solução inovadora? Seu padrão de resposta reflete seus arquétipos dominantes.

Por que isso realmente importa?

Aqui reside a verdadeira revelação: quem conhece seus próprios arquétipos conquista um nível superior de autoconhecimento. É como possuir um mapa detalhado da própria essência. Você compreende as motivações profundas por trás de seus comportamentos, toma decisões mais conscientes e vive de forma mais alinhada com sua verdadeira natureza.

Por outro lado, quem permanece alheio a essas forças interiores frequentemente se vê perdido, reagindo automaticamente às situações sem entender as dinâmicas fundamentais que influenciam seus pensamentos e sentimentos. Conhecer seus arquétipos é como acender uma poderosa lanterna num aposento completamente escuro – subitamente, tudo se torna mais claro e compreensível.

Uma existência mais plena e autêntica

Jung denominava “individuação” este processo vital: a jornada de integrar todas as suas dimensões – tanto as admiráveis quanto as desafiadoras – para tornar-se uma versão mais completa e autêntica de si mesmo. Os arquétipos representam as peças essenciais deste complexo quebra-cabeça existencial. Quanto mais profundamente os compreendemos, mais habilmente navegamos pela vida, adaptamo-nos às inevitáveis mudanças e libertamo-nos dos padrões limitantes que não mais nos servem.

Por fim, não sei se consegui clarificar ou se inadvertidamente compliquei ainda mais suas ideias sobre este fascinante tema, mas espero sinceramente ter despertado ao menos sua curiosidade intelectual. Antes de concluir, deixo aqui a pergunta que naturalmente emerge desta reflexão: E você, já conseguiu identificar qual arquétipo predomina em sua própria jornada?

Vitória da Conquista: Um Polo Regional À Espera de Seu Devido Reconhecimento

 

 

 

 

É simplesmente inaceitável que a terceira maior cidade da Bahia continue sendo tratada como coadjuvante no cenário político estadual! A entrevista da prefeita Sheila Lemos ao Portal A TARDE escancara uma realidade que não podemos mais tolerar: o descaso sistemático com o interior baiano, especialmente com uma cidade do porte e da importância de Vitória da Conquista.

Como é possível que um município que representa o sexto maior PIB do estado, polo econômico de toda a região sudoeste e até do norte de Minas Gerais, seja relegado a segundo plano nas discussões sobre o futuro da Bahia? Este é o retrato da centralização política que sufoca o desenvolvimento regional e perpetua desigualdades históricas em nosso estado.

A proposta de criação da Região Metropolitana do Sudoeste não é um capricho político – é uma necessidade urgente! Quando a prefeita compara a Bahia, com suas dimensões continentais, a Santa Catarina, que possui 13 ou 14 regiões metropolitanas em um território muito menor, evidencia-se o absurdo da nossa situação. Não se trata apenas de nomenclatura, mas de estabelecer um fundo que permita o desenvolvimento conjunto e sustentável de toda uma região.

É revoltante constatar que cidades muito menores recebem investimentos estaduais enquanto Vitória da Conquista espera indefinidamente por obras atrasadas! A barragem que ficou anos paralisada, as estradas anunciadas e não entregues – isso não é um desrespeito apenas à administração municipal, mas aos mais de 400 mil conquistenses que também elegeram o atual governador!

Na área da saúde, a situação é ainda mais grave. O Hospital Esaú Matos, único estabelecimento com atendimento obstétrico na cidade, atende a 200 municípios baianos e precisa urgentemente de apoio estadual para ampliação. Como podemos aceitar que mulheres de toda a região dependam de uma única unidade para dar à luz? Isto não é apenas uma questão administrativa – é uma questão de dignidade humana!

O transporte público de Conquista demonstra o que é possível fazer quando há compromisso com a população. Uma tarifa de R$3,80 desde 2018, com frota renovada, deveria ser modelo para todo o estado. Mas por que o município deve arcar sozinho com esse subsídio? Onde estão o Estado e a União com suas responsabilidades constitucionais? A tarifa zero não é utopia – é direito!

No entanto, em meio a toda essa indignação, há sinais de esperança. A educação conquistense ostenta o melhor IDEB da Bahia entre municípios com mais de 100 mil habitantes. O aumento das escolas de tempo integral, de 6 para 22, com planos de duplicação, demonstra que é possível avançar mesmo quando faltam recursos federais e estaduais.

O programa “Governando com as Pessoas”, que permite à população escolher as ações em seus bairros, é um exemplo de democracia participativa que deveria ser replicado em todo o estado. Enquanto muitos falam em ouvir o povo, Vitória da Conquista realmente coloca isso em prática!

A verdade é que não podemos mais aceitar a relação meramente “institucional” entre governo estadual e municípios. O desenvolvimento da Bahia exige cooperação efetiva, não apenas protocolos formais! O diálogo não pode ser apenas político, mas verdadeiramente voltado para as necessidades da população.

A Bahia de 2026 precisa, sim, perpassar por Conquista – não por ambições pessoais ou cálculos eleitorais, mas porque uma verdadeira transformação estadual só acontecerá quando reconhecermos e valorizarmos nossos polos regionais. Não é possível construir um estado mais justo ignorando sua terceira maior cidade!

Que esta entrevista sirva como um chamado à ação para todos os baianos: é hora de exigir um novo pacto federativo que respeite as potencialidades regionais e promova um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo. O futuro da Bahia depende disso!

Vitória da Conquista: Um Polo Regional À Espera de Seu Devido Reconhecimento

 

 

 

 

É simplesmente inaceitável que a terceira maior cidade da Bahia continue sendo tratada como coadjuvante no cenário político estadual! A entrevista da prefeita Sheila Lemos ao Portal A TARDE escancara uma realidade que não podemos mais tolerar: o descaso sistemático com o interior baiano, especialmente com uma cidade do porte e da importância de Vitória da Conquista.

Como é possível que um município que representa o sexto maior PIB do estado, polo econômico de toda a região sudoeste e até do norte de Minas Gerais, seja relegado a segundo plano nas discussões sobre o futuro da Bahia? Este é o retrato da centralização política que sufoca o desenvolvimento regional e perpetua desigualdades históricas em nosso estado.

A proposta de criação da Região Metropolitana do Sudoeste não é um capricho político – é uma necessidade urgente! Quando a prefeita compara a Bahia, com suas dimensões continentais, a Santa Catarina, que possui 13 ou 14 regiões metropolitanas em um território muito menor, evidencia-se o absurdo da nossa situação. Não se trata apenas de nomenclatura, mas de estabelecer um fundo que permita o desenvolvimento conjunto e sustentável de toda uma região.

É revoltante constatar que cidades muito menores recebem investimentos estaduais enquanto Vitória da Conquista espera indefinidamente por obras atrasadas! A barragem que ficou anos paralisada, as estradas anunciadas e não entregues – isso não é um desrespeito apenas à administração municipal, mas aos mais de 400 mil conquistenses que também elegeram o atual governador!

Na área da saúde, a situação é ainda mais grave. O Hospital Esaú Matos, único estabelecimento com atendimento obstétrico na cidade, atende a 200 municípios baianos e precisa urgentemente de apoio estadual para ampliação. Como podemos aceitar que mulheres de toda a região dependam de uma única unidade para dar à luz? Isto não é apenas uma questão administrativa – é uma questão de dignidade humana!

O transporte público de Conquista demonstra o que é possível fazer quando há compromisso com a população. Uma tarifa de R$3,80 desde 2018, com frota renovada, deveria ser modelo para todo o estado. Mas por que o município deve arcar sozinho com esse subsídio? Onde estão o Estado e a União com suas responsabilidades constitucionais? A tarifa zero não é utopia – é direito!

No entanto, em meio a toda essa indignação, há sinais de esperança. A educação conquistense ostenta o melhor IDEB da Bahia entre municípios com mais de 100 mil habitantes. O aumento das escolas de tempo integral, de 6 para 22, com planos de duplicação, demonstra que é possível avançar mesmo quando faltam recursos federais e estaduais.

O programa “Governando com as Pessoas”, que permite à população escolher as ações em seus bairros, é um exemplo de democracia participativa que deveria ser replicado em todo o estado. Enquanto muitos falam em ouvir o povo, Vitória da Conquista realmente coloca isso em prática!

A verdade é que não podemos mais aceitar a relação meramente “institucional” entre governo estadual e municípios. O desenvolvimento da Bahia exige cooperação efetiva, não apenas protocolos formais! O diálogo não pode ser apenas político, mas verdadeiramente voltado para as necessidades da população.

A Bahia de 2026 precisa, sim, perpassar por Conquista – não por ambições pessoais ou cálculos eleitorais, mas porque uma verdadeira transformação estadual só acontecerá quando reconhecermos e valorizarmos nossos polos regionais. Não é possível construir um estado mais justo ignorando sua terceira maior cidade!

Que esta entrevista sirva como um chamado à ação para todos os baianos: é hora de exigir um novo pacto federativo que respeite as potencialidades regionais e promova um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo. O futuro da Bahia depende disso!