Política e Resenha

MANHÃ DE TENSÃO: ACIDENTE COM VÍTIMA NO ANEL RODOVIÁRIO MOBILIZA SOCORRO EM VITÓRIA DA CONQUISTA

A quarta-feira, 1º de abril, começou com um alerta preocupante para quem circula por Vitória da Conquista. Um acidente com vítima foi registrado nas primeiras horas do dia no anel rodoviário da cidade, nas proximidades do acesso ao bairro Jardim Valéria.

De acordo com informações compartilhadas por internautas e repercutidas pelo blog Política e Resenha, um motociclista foi encontrado caído ao solo após o ocorrido, gerando apreensão entre motoristas e moradores que passavam pelo local naquele momento.

A rápida reação de populares foi fundamental para o atendimento inicial à vítima. Testemunhas acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que se deslocou até o ponto do acidente para prestar os primeiros socorros e encaminhar o ferido para uma unidade de saúde.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima nem sobre o seu estado de saúde. A ausência desses dados aumenta a expectativa da população por atualizações, enquanto reforça a importância da prudência no trânsito, especialmente em vias de grande fluxo como o anel rodoviário.

Situações como essa evidenciam o papel essencial da integração entre sociedade e serviços públicos de emergência. A agilidade no acionamento do socorro e a pronta resposta das equipes demonstram o compromisso com a preservação da vida, elemento central em qualquer política de mobilidade urbana.

O episódio também reacende o debate sobre a necessidade contínua de atenção redobrada por parte de condutores e pedestres, sobretudo em áreas de acesso movimentado. A segurança no trânsito é uma construção coletiva, que depende tanto da responsabilidade individual quanto da eficiência dos sistemas de atendimento.

Enquanto novas informações são aguardadas, fica o registro de um início de dia marcado pela tensão, mas também pela solidariedade e pela atuação coordenada dos serviços de emergência.

(Maria Clara)

MANHÃ DE TENSÃO: ACIDENTE COM VÍTIMA NO ANEL RODOVIÁRIO MOBILIZA SOCORRO EM VITÓRIA DA CONQUISTA

A quarta-feira, 1º de abril, começou com um alerta preocupante para quem circula por Vitória da Conquista. Um acidente com vítima foi registrado nas primeiras horas do dia no anel rodoviário da cidade, nas proximidades do acesso ao bairro Jardim Valéria.

De acordo com informações compartilhadas por internautas e repercutidas pelo blog Política e Resenha, um motociclista foi encontrado caído ao solo após o ocorrido, gerando apreensão entre motoristas e moradores que passavam pelo local naquele momento.

A rápida reação de populares foi fundamental para o atendimento inicial à vítima. Testemunhas acionaram imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que se deslocou até o ponto do acidente para prestar os primeiros socorros e encaminhar o ferido para uma unidade de saúde.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima nem sobre o seu estado de saúde. A ausência desses dados aumenta a expectativa da população por atualizações, enquanto reforça a importância da prudência no trânsito, especialmente em vias de grande fluxo como o anel rodoviário.

Situações como essa evidenciam o papel essencial da integração entre sociedade e serviços públicos de emergência. A agilidade no acionamento do socorro e a pronta resposta das equipes demonstram o compromisso com a preservação da vida, elemento central em qualquer política de mobilidade urbana.

O episódio também reacende o debate sobre a necessidade contínua de atenção redobrada por parte de condutores e pedestres, sobretudo em áreas de acesso movimentado. A segurança no trânsito é uma construção coletiva, que depende tanto da responsabilidade individual quanto da eficiência dos sistemas de atendimento.

Enquanto novas informações são aguardadas, fica o registro de um início de dia marcado pela tensão, mas também pela solidariedade e pela atuação coordenada dos serviços de emergência.

(Maria Clara)

EFEITO DOMINÓ EM CONQUISTA: CARRO DERRUBA DEZENAS DE MOTOS E CENA CHOCA MORADORES DO ALPHAVILLE

Um episódio inesperado e impressionante transformou a rotina de quem circulava nas imediações do condomínio Alphaville, em Vitória da Conquista, nas últimas horas. Um carro acabou provocando um verdadeiro “efeito dominó” ao atingir uma sequência de motocicletas estacionadas, derrubando dezenas delas em poucos segundos.

Segundo informações apuradas pela reportagem do blog Política e Resenha, o veículo teria colidido inicialmente com algumas motos, mas o impacto foi suficiente para desencadear uma reação em cadeia. Alinhadas lado a lado, as motocicletas foram caindo sucessivamente, formando uma cena que rapidamente chamou a atenção de moradores e curiosos.

Imagens registradas no local mostram o chão tomado por motos tombadas, evidenciando a dimensão do ocorrido. O episódio, além de surpreender pela forma como aconteceu, ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde vídeos e fotos passaram a circular com rapidez, despertando comentários e debates entre internautas.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais visíveis, até o momento não há confirmação oficial de pessoas feridas. A situação mobilizou atenção e reforçou a importância de medidas preventivas em áreas de estacionamento coletivo, especialmente em locais de grande circulação.

As circunstâncias do incidente deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, que irão apurar os detalhes do ocorrido e conduzir os procedimentos necessários para identificar responsabilidades. O diálogo institucional e a busca por soluções adequadas são fundamentais neste momento, garantindo que os envolvidos tenham seus direitos assegurados e que situações semelhantes possam ser evitadas no futuro.

O caso segue sendo acompanhado e novas informações poderão surgir a qualquer momento, à medida que as investigações avancem.

(Maria Clara)

EFEITO DOMINÓ EM CONQUISTA: CARRO DERRUBA DEZENAS DE MOTOS E CENA CHOCA MORADORES DO ALPHAVILLE

Um episódio inesperado e impressionante transformou a rotina de quem circulava nas imediações do condomínio Alphaville, em Vitória da Conquista, nas últimas horas. Um carro acabou provocando um verdadeiro “efeito dominó” ao atingir uma sequência de motocicletas estacionadas, derrubando dezenas delas em poucos segundos.

Segundo informações apuradas pela reportagem do blog Política e Resenha, o veículo teria colidido inicialmente com algumas motos, mas o impacto foi suficiente para desencadear uma reação em cadeia. Alinhadas lado a lado, as motocicletas foram caindo sucessivamente, formando uma cena que rapidamente chamou a atenção de moradores e curiosos.

Imagens registradas no local mostram o chão tomado por motos tombadas, evidenciando a dimensão do ocorrido. O episódio, além de surpreender pela forma como aconteceu, ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde vídeos e fotos passaram a circular com rapidez, despertando comentários e debates entre internautas.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais visíveis, até o momento não há confirmação oficial de pessoas feridas. A situação mobilizou atenção e reforçou a importância de medidas preventivas em áreas de estacionamento coletivo, especialmente em locais de grande circulação.

As circunstâncias do incidente deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, que irão apurar os detalhes do ocorrido e conduzir os procedimentos necessários para identificar responsabilidades. O diálogo institucional e a busca por soluções adequadas são fundamentais neste momento, garantindo que os envolvidos tenham seus direitos assegurados e que situações semelhantes possam ser evitadas no futuro.

O caso segue sendo acompanhado e novas informações poderão surgir a qualquer momento, à medida que as investigações avancem.

(Maria Clara)

Sobreviveu ao Veneno: Mulher Enfrenta 100 Dias de Luta Após Picada de Cobra e Emociona Vitória da Conquista

Uma história que mistura dor, resistência e esperança comove moradores de Vitória da Conquista e chama a atenção de toda a região sudoeste. Uma mulher do município enfrentou quase 100 dias de internação após ser picada por uma cobra em uma área de cachoeira entre Itacaré e Ilhéus, no sul do estado.

Segundo informações apuradas, o acidente ocorreu em uma região de mata, conhecida pela beleza natural, mas também pelos riscos típicos desses ambientes. Após a picada, a vítima foi rapidamente socorrida e encaminhada para atendimento médico especializado. O quadro evoluiu de forma grave, exigindo cuidados intensivos e monitoramento constante.

Durante o longo período de internação, a paciente enfrentou complicações severas provocadas pelo veneno. Em um momento crítico do tratamento, foi necessária a amputação de uma das pernas como medida para preservar sua vida. A decisão, tomada com base em critérios médicos rigorosos, foi fundamental para conter o avanço das lesões e garantir a sobrevivência.

A recuperação, considerada delicada e desafiadora, mobilizou uma verdadeira rede de apoio. Familiares, amigos e profissionais de saúde acompanharam cada etapa do processo, em uma jornada marcada por incertezas, mas também por esperança.

Após quase três meses de luta, a paciente recebeu alta do Hospital de Base de Vitória da Conquista. O momento foi cercado de emoção, com relatos de alegria e gratidão por parte de todos que acompanharam de perto essa história.

Pessoas próximas classificaram o desfecho como um verdadeiro milagre, destacando não apenas a força e determinação da paciente, mas também o empenho e a dedicação da equipe médica envolvida no tratamento. O trabalho integrado entre profissionais da saúde foi essencial para que o caso tivesse um resultado positivo diante de um cenário inicialmente crítico.

O episódio reforça a importância da prevenção em áreas naturais, especialmente em regiões de mata e cachoeiras. Especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada, uso de equipamentos adequados e respeito às orientações de segurança, medidas que podem fazer a diferença em situações de risco.

Mais do que um caso clínico, a história se transforma em um símbolo de superação e alerta para toda a população. Um lembrete de que, mesmo diante das circunstâncias mais adversas, a vida pode prevalecer quando há cuidado, união e esperança.

(Maria Clara)

Sobreviveu ao Veneno: Mulher Enfrenta 100 Dias de Luta Após Picada de Cobra e Emociona Vitória da Conquista

Uma história que mistura dor, resistência e esperança comove moradores de Vitória da Conquista e chama a atenção de toda a região sudoeste. Uma mulher do município enfrentou quase 100 dias de internação após ser picada por uma cobra em uma área de cachoeira entre Itacaré e Ilhéus, no sul do estado.

Segundo informações apuradas, o acidente ocorreu em uma região de mata, conhecida pela beleza natural, mas também pelos riscos típicos desses ambientes. Após a picada, a vítima foi rapidamente socorrida e encaminhada para atendimento médico especializado. O quadro evoluiu de forma grave, exigindo cuidados intensivos e monitoramento constante.

Durante o longo período de internação, a paciente enfrentou complicações severas provocadas pelo veneno. Em um momento crítico do tratamento, foi necessária a amputação de uma das pernas como medida para preservar sua vida. A decisão, tomada com base em critérios médicos rigorosos, foi fundamental para conter o avanço das lesões e garantir a sobrevivência.

A recuperação, considerada delicada e desafiadora, mobilizou uma verdadeira rede de apoio. Familiares, amigos e profissionais de saúde acompanharam cada etapa do processo, em uma jornada marcada por incertezas, mas também por esperança.

Após quase três meses de luta, a paciente recebeu alta do Hospital de Base de Vitória da Conquista. O momento foi cercado de emoção, com relatos de alegria e gratidão por parte de todos que acompanharam de perto essa história.

Pessoas próximas classificaram o desfecho como um verdadeiro milagre, destacando não apenas a força e determinação da paciente, mas também o empenho e a dedicação da equipe médica envolvida no tratamento. O trabalho integrado entre profissionais da saúde foi essencial para que o caso tivesse um resultado positivo diante de um cenário inicialmente crítico.

O episódio reforça a importância da prevenção em áreas naturais, especialmente em regiões de mata e cachoeiras. Especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada, uso de equipamentos adequados e respeito às orientações de segurança, medidas que podem fazer a diferença em situações de risco.

Mais do que um caso clínico, a história se transforma em um símbolo de superação e alerta para toda a população. Um lembrete de que, mesmo diante das circunstâncias mais adversas, a vida pode prevalecer quando há cuidado, união e esperança.

(Maria Clara)

A Menina do Mercadão que Virou Prefeita: Uma História de Raiz, Trabalho e Pertencimento

 

 

 

Há algo de profundamente humano — e quase sagrado — quando alguém decide começar uma história não pelo cargo que ocupa, mas pelo nome que carrega desde a infância.

Antes de qualquer título, antes de qualquer solenidade institucional, existe uma menina.

E é exatamente aí que essa narrativa começa.

Antes de ser prefeita de Vitória da Conquista, ela é Ana Sheila Lemos Andrade. A menina de Irma e de Zé. E essa escolha de ponto de partida não é detalhe — é declaração. Porque, num tempo em que a política frequentemente se veste de distância e formalidade, resgatar a própria origem é um gesto de coragem emocional.

É dizer: “eu não nasci pronta, eu fui construída.”

E essa construção começa cedo. Começa nas ruas que não aparecem em discursos oficiais, mas que moldam caráter: Praça da Bandeira, Travessa dos Artistas, o Mercadão. Lugares onde o Brasil real pulsa — sem filtros, sem protocolos. Lugares onde se aprende, ainda criança, que trabalho não é castigo; é linguagem de dignidade.

Ela trabalhou cedo. Não por necessidade, como faz questão de frisar — e essa nuance importa —, mas por convivência. Por pertencimento. Por estar ali, lado a lado com os pais, absorvendo o ritmo duro e honesto do comércio. Existe uma diferença enorme entre trabalhar por falta e trabalhar por formação. No segundo caso, o trabalho deixa de ser peso e passa a ser herança.

E que herança.

Irma e Zé não aparecem aqui apenas como pais. Eles surgem como arquétipos silenciosos de uma geração que construiu sem alarde. Comerciante não tem palco — tem rotina. Não tem aplauso — tem persistência. E talvez seja justamente dessa repetição invisível que nasce algo raro: a resiliência sem romantização.

Irma, em especial, carrega a força simbólica de tantas mulheres brasileiras que começaram pequenas — não por escolha, mas por contexto — e cresceram na marra, enfrentando um mercado que raramente oferece segundas chances. Transformar um pequeno negócio em uma empresa sólida não é apenas um feito econômico; é um ato político, no sentido mais essencial da palavra: o de ocupar espaços que historicamente foram negados.

E isso deixa marcas.

Marcas que não aparecem no currículo, mas que moldam decisões. Quem cresce vendo o esforço diário de pais comerciantes aprende cedo que nada é garantido. Que estabilidade é construção. Que queda faz parte do caminho, mas desistir não.

Quando ela diz que tem orgulho de ser a menina de Irma e Zé, não é apenas afeto. É posicionamento. É reconhecer que sua identidade não começa na prefeitura — começa no chão da cidade.

E talvez seja esse o ponto mais poderoso de toda essa narrativa: a ideia de pertencimento.

Ela não fala de Vitória da Conquista como quem governa um território. Ela fala como quem pertence a ele. Como quem cresceu ali, empreendeu ali, constituiu família ali, criou filhas ali. Há uma diferença brutal entre administrar uma cidade e sentir-se parte dela. A primeira é função. A segunda é vínculo.

E vínculo gera responsabilidade emocional.

Porque quando a cidade é extensão da sua própria história, cada decisão deixa de ser apenas técnica — passa a ser também pessoal. E isso pode ser um risco, sim. Mas também pode ser uma força transformadora.

Num cenário político frequentemente marcado por figuras que parecem deslocadas da realidade que governam, essa narrativa oferece algo raro: proximidade. Não construída artificialmente, mas vivida.

No fim, o que fica não é apenas a trajetória de uma prefeita. É o retrato de uma construção humana que atravessa infância, trabalho, família e identidade.

E talvez seja isso que mais ressoe: antes de qualquer cargo, existe uma história. Antes de qualquer poder, existe uma origem.

E, às vezes, é justamente ali — na menina que corria pelas ruas do bairro, que acompanhava os pais no comércio, que aprendia a vida sem perceber — que mora a explicação mais honesta de quem alguém se torna.

A Menina do Mercadão que Virou Prefeita: Uma História de Raiz, Trabalho e Pertencimento

 

 

 

Há algo de profundamente humano — e quase sagrado — quando alguém decide começar uma história não pelo cargo que ocupa, mas pelo nome que carrega desde a infância.

Antes de qualquer título, antes de qualquer solenidade institucional, existe uma menina.

E é exatamente aí que essa narrativa começa.

Antes de ser prefeita de Vitória da Conquista, ela é Ana Sheila Lemos Andrade. A menina de Irma e de Zé. E essa escolha de ponto de partida não é detalhe — é declaração. Porque, num tempo em que a política frequentemente se veste de distância e formalidade, resgatar a própria origem é um gesto de coragem emocional.

É dizer: “eu não nasci pronta, eu fui construída.”

E essa construção começa cedo. Começa nas ruas que não aparecem em discursos oficiais, mas que moldam caráter: Praça da Bandeira, Travessa dos Artistas, o Mercadão. Lugares onde o Brasil real pulsa — sem filtros, sem protocolos. Lugares onde se aprende, ainda criança, que trabalho não é castigo; é linguagem de dignidade.

Ela trabalhou cedo. Não por necessidade, como faz questão de frisar — e essa nuance importa —, mas por convivência. Por pertencimento. Por estar ali, lado a lado com os pais, absorvendo o ritmo duro e honesto do comércio. Existe uma diferença enorme entre trabalhar por falta e trabalhar por formação. No segundo caso, o trabalho deixa de ser peso e passa a ser herança.

E que herança.

Irma e Zé não aparecem aqui apenas como pais. Eles surgem como arquétipos silenciosos de uma geração que construiu sem alarde. Comerciante não tem palco — tem rotina. Não tem aplauso — tem persistência. E talvez seja justamente dessa repetição invisível que nasce algo raro: a resiliência sem romantização.

Irma, em especial, carrega a força simbólica de tantas mulheres brasileiras que começaram pequenas — não por escolha, mas por contexto — e cresceram na marra, enfrentando um mercado que raramente oferece segundas chances. Transformar um pequeno negócio em uma empresa sólida não é apenas um feito econômico; é um ato político, no sentido mais essencial da palavra: o de ocupar espaços que historicamente foram negados.

E isso deixa marcas.

Marcas que não aparecem no currículo, mas que moldam decisões. Quem cresce vendo o esforço diário de pais comerciantes aprende cedo que nada é garantido. Que estabilidade é construção. Que queda faz parte do caminho, mas desistir não.

Quando ela diz que tem orgulho de ser a menina de Irma e Zé, não é apenas afeto. É posicionamento. É reconhecer que sua identidade não começa na prefeitura — começa no chão da cidade.

E talvez seja esse o ponto mais poderoso de toda essa narrativa: a ideia de pertencimento.

Ela não fala de Vitória da Conquista como quem governa um território. Ela fala como quem pertence a ele. Como quem cresceu ali, empreendeu ali, constituiu família ali, criou filhas ali. Há uma diferença brutal entre administrar uma cidade e sentir-se parte dela. A primeira é função. A segunda é vínculo.

E vínculo gera responsabilidade emocional.

Porque quando a cidade é extensão da sua própria história, cada decisão deixa de ser apenas técnica — passa a ser também pessoal. E isso pode ser um risco, sim. Mas também pode ser uma força transformadora.

Num cenário político frequentemente marcado por figuras que parecem deslocadas da realidade que governam, essa narrativa oferece algo raro: proximidade. Não construída artificialmente, mas vivida.

No fim, o que fica não é apenas a trajetória de uma prefeita. É o retrato de uma construção humana que atravessa infância, trabalho, família e identidade.

E talvez seja isso que mais ressoe: antes de qualquer cargo, existe uma história. Antes de qualquer poder, existe uma origem.

E, às vezes, é justamente ali — na menina que corria pelas ruas do bairro, que acompanhava os pais no comércio, que aprendia a vida sem perceber — que mora a explicação mais honesta de quem alguém se torna.

ANÁLISE OMBUDSMAN — A RESPONSABILIDADE DA IMPRENSA NA NOITE ESCURA DE 1964 (Padre Carlos)

Há momentos na história em que o silêncio não é apenas omissão — é cumplicidade. O golpe de 1964, que mergulhou o Brasil em uma longa noite de supressão de direitos, não foi obra exclusiva de tanques e generais. Ele foi também construído com tinta, papel e ondas de rádio. Foi legitimado por narrativas. Foi embalado como salvação.

E é aqui que recai o peso inevitável sobre a Rede Globo e outros conglomerados que representavam o chamado baronato da comunicação.

A imagem que você trouxe — um recorte de jornal do dia — é mais do que um registro histórico. É uma peça de acusação. Nela, vemos a construção de uma linguagem que naturaliza o golpe, que o apresenta como necessidade, como ordem, como “salvação” diante de um suposto caos. Não há ali o choque democrático. Há adesão. Há narrativa.

A CONSTRUÇÃO DA LEGITIMIDADE DO GOLPE

A imprensa não apenas noticiou os acontecimentos do Golpe Militar de 1964 — ela ajudou a moldá-los.

Nos dias que antecederam o golpe, jornais e emissoras reforçaram um clima de medo:

  • o “perigo comunista”
  • a “desordem institucional”
  • a “ameaça à família e à propriedade”

Essa construção simbólica foi fundamental. Golpes não se sustentam apenas com força — precisam de justificativa moral. E essa justificativa foi fornecida por setores da mídia.

A RESPONSABILIDADE DA REDE GLOBO

A Rede Globo, que se consolidaria nos anos seguintes como a maior emissora do país, não apenas cresceu sob o regime — ela floresceu dentro dele.

É impossível ignorar:

  • sua expansão ocorreu durante a ditadura
  • sua linha editorial, por anos, foi alinhada ao regime
  • sua narrativa ajudou a suavizar a repressão e invisibilizar a violência

Ainda que, décadas depois, a própria emissora tenha reconhecido como “erro” o apoio ao golpe, o impacto histórico não se desfaz com uma nota editorial tardia.

O papel de um ombudsman não é julgar com paixão — é analisar com rigor. E o rigor nos leva a uma conclusão desconfortável:
houve responsabilidade ativa na construção do ambiente que tornou o golpe possível.

ENTRE A IMPRENSA E O PODER: UMA RELAÇÃO PERIGOSA

O que se revela ali não é apenas um episódio isolado, mas um padrão:
quando a imprensa abandona seu papel crítico e se torna aliada do poder econômico e político, ela deixa de informar — passa a conduzir.

O baronato midiático da época não operava como fiscal da democracia, mas como agente de seus próprios interesses. E, diante da ameaça de reformas sociais e mudanças estruturais, optou por apoiar a ruptura.

A CULPA HISTÓRICA

A culpa não é simples, nem absoluta. Não se trata de dizer que a imprensa “fez o golpe sozinha”.

Mas também não se pode absolver:

  • quem legitimou
  • quem silenciou
  • quem distorceu

A história cobra. E cobra não apenas dos militares, mas de todos que, direta ou indiretamente, ajudaram a apagar a luz da democracia.

A LIÇÃO PARA O PRESENTE

O verdadeiro papel de um ombudsman é transformar memória em alerta.

Porque a pergunta que permanece não é apenas sobre 1964:
é sobre hoje.

Quando a imprensa escolhe lados, quando amplifica narrativas de medo, quando se curva a interesses econômicos — ela volta a flertar com os mesmos erros.

E a história, quando ignorada, tem o hábito perigoso de se repetir.


ANÁLISE OMBUDSMAN — A RESPONSABILIDADE DA IMPRENSA NA NOITE ESCURA DE 1964 (Padre Carlos)

Há momentos na história em que o silêncio não é apenas omissão — é cumplicidade. O golpe de 1964, que mergulhou o Brasil em uma longa noite de supressão de direitos, não foi obra exclusiva de tanques e generais. Ele foi também construído com tinta, papel e ondas de rádio. Foi legitimado por narrativas. Foi embalado como salvação.

E é aqui que recai o peso inevitável sobre a Rede Globo e outros conglomerados que representavam o chamado baronato da comunicação.

A imagem que você trouxe — um recorte de jornal do dia — é mais do que um registro histórico. É uma peça de acusação. Nela, vemos a construção de uma linguagem que naturaliza o golpe, que o apresenta como necessidade, como ordem, como “salvação” diante de um suposto caos. Não há ali o choque democrático. Há adesão. Há narrativa.

A CONSTRUÇÃO DA LEGITIMIDADE DO GOLPE

A imprensa não apenas noticiou os acontecimentos do Golpe Militar de 1964 — ela ajudou a moldá-los.

Nos dias que antecederam o golpe, jornais e emissoras reforçaram um clima de medo:

  • o “perigo comunista”
  • a “desordem institucional”
  • a “ameaça à família e à propriedade”

Essa construção simbólica foi fundamental. Golpes não se sustentam apenas com força — precisam de justificativa moral. E essa justificativa foi fornecida por setores da mídia.

A RESPONSABILIDADE DA REDE GLOBO

A Rede Globo, que se consolidaria nos anos seguintes como a maior emissora do país, não apenas cresceu sob o regime — ela floresceu dentro dele.

É impossível ignorar:

  • sua expansão ocorreu durante a ditadura
  • sua linha editorial, por anos, foi alinhada ao regime
  • sua narrativa ajudou a suavizar a repressão e invisibilizar a violência

Ainda que, décadas depois, a própria emissora tenha reconhecido como “erro” o apoio ao golpe, o impacto histórico não se desfaz com uma nota editorial tardia.

O papel de um ombudsman não é julgar com paixão — é analisar com rigor. E o rigor nos leva a uma conclusão desconfortável:
houve responsabilidade ativa na construção do ambiente que tornou o golpe possível.

ENTRE A IMPRENSA E O PODER: UMA RELAÇÃO PERIGOSA

O que se revela ali não é apenas um episódio isolado, mas um padrão:
quando a imprensa abandona seu papel crítico e se torna aliada do poder econômico e político, ela deixa de informar — passa a conduzir.

O baronato midiático da época não operava como fiscal da democracia, mas como agente de seus próprios interesses. E, diante da ameaça de reformas sociais e mudanças estruturais, optou por apoiar a ruptura.

A CULPA HISTÓRICA

A culpa não é simples, nem absoluta. Não se trata de dizer que a imprensa “fez o golpe sozinha”.

Mas também não se pode absolver:

  • quem legitimou
  • quem silenciou
  • quem distorceu

A história cobra. E cobra não apenas dos militares, mas de todos que, direta ou indiretamente, ajudaram a apagar a luz da democracia.

A LIÇÃO PARA O PRESENTE

O verdadeiro papel de um ombudsman é transformar memória em alerta.

Porque a pergunta que permanece não é apenas sobre 1964:
é sobre hoje.

Quando a imprensa escolhe lados, quando amplifica narrativas de medo, quando se curva a interesses econômicos — ela volta a flertar com os mesmos erros.

E a história, quando ignorada, tem o hábito perigoso de se repetir.


ARTIGO – O Silêncio que Condena: Quando a Omissão se Torna Cúmplice da História (Padre Carlos)

 

 

 

Há momentos na história em que o silêncio grita mais alto do que qualquer palavra. Momentos em que não tomar posição é, por si só, uma escolha — e quase sempre a mais cruel delas. Hoje, diante da dor que sangra na Palestina, somos confrontados com uma pergunta que nos atravessa a alma: estamos repetindo a omissão que marcou a Europa diante do sofrimento dos judeus no século passado?

Durante o horror do Holocausto, o mundo soube — ou poderia ter sabido. Havia sinais, relatos, evidências. Mas houve também o silêncio. Um silêncio pesado, quase cúmplice, que permitiu que vidas fossem apagadas enquanto muitos preferiam não ver. Hoje, essa mesma história parece sussurrar em nossos ouvidos, como um alerta que insiste em não ser ignorado.

Na Palestina, o sofrimento não é abstrato. Ele tem rosto. Tem nome. Tem lágrimas que não cessam. São pais que seguram seus filhos sem vida. São mães que gritam ao céu, tentando entender o incompreensível. São crianças que não conhecem o significado da palavra “futuro”, porque aprenderam cedo demais o peso da perda, do medo, da ausência.

E nós estamos vendo.

Estamos vendo pelas telas, pelas redes, pelas notícias que chegam sem pedir licença. Não há mais distância suficiente para justificar a ignorância. Não há mais desculpa possível para o não envolvimento. A dor do povo palestino atravessa fronteiras, invade nossas casas, nos chama — e ainda assim, muitos escolhem o silêncio.

Não se trata de simplificar um conflito complexo. Trata-se de não desumanizar quem sofre. Trata-se de não transformar vidas em estatísticas frias. Cada número carrega uma história interrompida, um abraço que não acontecerá mais, um sonho que foi enterrado antes de florescer.

A omissão, quando diante da dor humana, deixa de ser neutralidade. Ela se torna abandono.

O que mais assusta não é apenas a violência, mas a nossa capacidade de nos acostumarmos com ela. A repetição das imagens vai endurecendo o coração. A frequência das tragédias vai anestesiando a consciência. E, sem perceber, vamos nos tornando espectadores distantes de uma realidade que deveria nos indignar profundamente.

Mas a história já nos mostrou onde esse caminho leva.

Quando a sociedade se cala, o sofrimento encontra espaço para crescer. Quando a consciência se acomoda, a injustiça se fortalece. Quando a empatia morre, a humanidade adoece.

É preciso coragem para sentir. Coragem para não desviar o olhar. Coragem para reconhecer que, do outro lado do mundo, há pessoas que poderiam ser nossos filhos, nossas mães, nossas famílias.

Não podemos ser covardes diante da dor do povo palestino. Não podemos ser desumanos diante de um sofrimento tão evidente, tão exposto, tão gritante. Não podemos, no futuro, carregar o peso de dizer: “nós sabíamos”… e escolhemos não nos importar.

A história não esquece os omissos. Ela os denuncia.

E talvez, um dia, quando esse tempo for contado nos livros, a pergunta mais dura não será apenas sobre o que aconteceu na Palestina — mas sobre o que nós fizemos enquanto tudo acontecia.

Ainda há tempo de romper o silêncio. Ainda há tempo de escolher a humanidade.

Porque, no fim, não é sobre política.

É sobre vidas.

ARTIGO – O Silêncio que Condena: Quando a Omissão se Torna Cúmplice da História (Padre Carlos)

 

 

 

Há momentos na história em que o silêncio grita mais alto do que qualquer palavra. Momentos em que não tomar posição é, por si só, uma escolha — e quase sempre a mais cruel delas. Hoje, diante da dor que sangra na Palestina, somos confrontados com uma pergunta que nos atravessa a alma: estamos repetindo a omissão que marcou a Europa diante do sofrimento dos judeus no século passado?

Durante o horror do Holocausto, o mundo soube — ou poderia ter sabido. Havia sinais, relatos, evidências. Mas houve também o silêncio. Um silêncio pesado, quase cúmplice, que permitiu que vidas fossem apagadas enquanto muitos preferiam não ver. Hoje, essa mesma história parece sussurrar em nossos ouvidos, como um alerta que insiste em não ser ignorado.

Na Palestina, o sofrimento não é abstrato. Ele tem rosto. Tem nome. Tem lágrimas que não cessam. São pais que seguram seus filhos sem vida. São mães que gritam ao céu, tentando entender o incompreensível. São crianças que não conhecem o significado da palavra “futuro”, porque aprenderam cedo demais o peso da perda, do medo, da ausência.

E nós estamos vendo.

Estamos vendo pelas telas, pelas redes, pelas notícias que chegam sem pedir licença. Não há mais distância suficiente para justificar a ignorância. Não há mais desculpa possível para o não envolvimento. A dor do povo palestino atravessa fronteiras, invade nossas casas, nos chama — e ainda assim, muitos escolhem o silêncio.

Não se trata de simplificar um conflito complexo. Trata-se de não desumanizar quem sofre. Trata-se de não transformar vidas em estatísticas frias. Cada número carrega uma história interrompida, um abraço que não acontecerá mais, um sonho que foi enterrado antes de florescer.

A omissão, quando diante da dor humana, deixa de ser neutralidade. Ela se torna abandono.

O que mais assusta não é apenas a violência, mas a nossa capacidade de nos acostumarmos com ela. A repetição das imagens vai endurecendo o coração. A frequência das tragédias vai anestesiando a consciência. E, sem perceber, vamos nos tornando espectadores distantes de uma realidade que deveria nos indignar profundamente.

Mas a história já nos mostrou onde esse caminho leva.

Quando a sociedade se cala, o sofrimento encontra espaço para crescer. Quando a consciência se acomoda, a injustiça se fortalece. Quando a empatia morre, a humanidade adoece.

É preciso coragem para sentir. Coragem para não desviar o olhar. Coragem para reconhecer que, do outro lado do mundo, há pessoas que poderiam ser nossos filhos, nossas mães, nossas famílias.

Não podemos ser covardes diante da dor do povo palestino. Não podemos ser desumanos diante de um sofrimento tão evidente, tão exposto, tão gritante. Não podemos, no futuro, carregar o peso de dizer: “nós sabíamos”… e escolhemos não nos importar.

A história não esquece os omissos. Ela os denuncia.

E talvez, um dia, quando esse tempo for contado nos livros, a pergunta mais dura não será apenas sobre o que aconteceu na Palestina — mas sobre o que nós fizemos enquanto tudo acontecia.

Ainda há tempo de romper o silêncio. Ainda há tempo de escolher a humanidade.

Porque, no fim, não é sobre política.

É sobre vidas.

O Sacramentário do Sofrimento: Uma Liturgia em “Meu Bem Querer”

 

Por Padre Carlos

 

Tudo começa no silêncio que antecede o som, naquele espaço íntimo onde a alma se despe da armadura do cotidiano. Hoje, o ar estava denso de uma quietude propícia quando as primeiras notas de Meu Bem Querer, de Djavan, romperam o véu. Não foi apenas música; foi um convite à imersão. A voz rouca, carregada de uma melancolia doce, não pedia ouvidos, mas vísceras. Ao ouvir “É segredo, é sagrado / Está sacramentado”, senti o chão da minha certeza tremer e dar lugar a um abismo luminoso. De repente, a canção deixou de ser entretenimento para se tornar liturgia.

Há na arte uma alquimia misteriosa: quando lemos um poema ou escutamos uma melodia, transcendemos a intenção literal do autor para tocar no universal que ele apenas intuiu. As metáforas tornam-se pontes suspensas sobre o nada, e nós, os viajantes, cruzamo-las sem saber exatamente para onde vamos, guiados apenas pela emoção que nos empurra. Foi assim que, ao ecoar o refrão, minha mente fez uma travessia abrupta das cordas do violão para os corredores frios e iluminados da Sacramentologia.

O que significa dizer que algo está “sacramentado”? Na teologia, o sacramento é o visível que contém o invisível; é a matéria que transborda espírito. Quando Djavan canta que o amor é “um quê de pecado”, ele toca na nervura central do mistério cristão: a ideia de que o divino só se revela plenamente na fratura, na queda, na vulnerabilidade humana. O amor romântico, tal como o conhecemos, não nasceu na perfeição edênica, mas foi forjado no cadinho do sofrimento. Ele é, por definição, um sacrifício. E todo sacrifício exige um altar e uma vítima.

Ao deixar a música ressoar em meu peito, a história desdobrou-se diante de mim como um pergaminho antigo, manchado de sangue e tinta. Percebi que o mito do amor romântico foi construído sobre ossadas. Quantas almas foram necessárias para que hoje pudéssemos idealizar a entrega total?

Penso em Inês de Castro, a galega, cuja beleza era tão ofensiva à razão de Estado que exigiu sua morte para que o amor do rei Pedro I se eternizasse. Ela não morreu apenas por uma intriga política; ela morreu para que o amor pudesse vencer a morte, tornando-se lenda. Seu corpo decapitado foi coroado postumamente, transformando o martírio em sacramento. O sofrimento dela foi a consagração definitiva de que amar é, inevitavelmente, perder-se.

E então, a memória salta através dos séculos, buscando outras faces nesse mesmo espelho trágico. Penso em Isolda — figura do ciclo arturiano, amante de Tristão, cujo amor nasceu sob o signo do destino e da transgressão, onde o sofrimento não era apenas físico, mas ontológico, uma luta entre dever e paixão, onde o amor surgia como ato de resistência sagrada. Ou quem sabe, numa confusão lírica da memória coletiva, penso em “Idaura” ou “Julita”, nomes que flutuam como ecos de tantas outras mulheres anônimas que se perderam na criação deste mito. Seja Julieta, a jovem de Verona — a Julieta de Romeu — que bebeu o veneno antes que o sol nascesse, seja a outra Julieta, a de Tristão, ou qualquer outra “Julita” esquecida pelos livros de história mas gravada no DNA da nossa sensibilidade: todas elas foram oferendas.

Da Idade Média à Modernidade, a narrativa do amor romântico exigiu o “jurado pra morrer”. Os poetas e filósofos que teceram essa tapeçaria entenderam que o amor puro não habita na segurança, mas no precipício. Para que o amor fosse elevado à categoria de religião laica, foi preciso que houvesse mártires. O sofrimento tornou-se a prova de autenticidade do sentimento. Se não dói, se não custa a vida, não é verdadeiro. É essa a lógica perversa e sublime que nos lega a história: a felicidade plena é suspeita; a dor compartilhada é sagrada.

Voltando àquela sala, com a música ainda a desvanecer no ar, compreendo agora a profundidade do verso de Djavan. “É segredo” porque o mistério do amor escapa à razão cartesiana; “é sagrado” porque toca no divino; “está sacramentado” porque foi selado com o sangue desses amantes históricos e mitológicos. E aquele “quê de pecado”? Talvez seja a audácia humana de tentar possuir o infinito, de querer fazer do outro um absoluto, desafiando a ordem natural das coisas.

Hoje, ao trabalhar essas emoções através da metáfora musical, percebo que cada vez que amamos perigosamente, estamos reencenando, consciente ou inconscientemente, a paixão de Inês, o desespero de Julieta, a resignação de Isolda. Somos herdeiros de um sofrimento que foi transmutado em beleza. O amor romântico é, em última análise, uma teologia do corpo ferido, onde a cruz do sofrimento individual se torna a chave para abrir as portas do transcendente.

A canção terminou, mas o silêncio que se seguiu não era vazio. Era pleno. Era o silêncio de quem acabou de assistir a uma missa secular, onde o pão e o vinho foram substituídos por versos e melodias, mas onde o sacrifício — esse ato supremo de doar a própria vida para que o amor exista — permaneceu intacto, eterno e terrivelmente belo.

O Sacramentário do Sofrimento: Uma Liturgia em “Meu Bem Querer”

 

Por Padre Carlos

 

Tudo começa no silêncio que antecede o som, naquele espaço íntimo onde a alma se despe da armadura do cotidiano. Hoje, o ar estava denso de uma quietude propícia quando as primeiras notas de Meu Bem Querer, de Djavan, romperam o véu. Não foi apenas música; foi um convite à imersão. A voz rouca, carregada de uma melancolia doce, não pedia ouvidos, mas vísceras. Ao ouvir “É segredo, é sagrado / Está sacramentado”, senti o chão da minha certeza tremer e dar lugar a um abismo luminoso. De repente, a canção deixou de ser entretenimento para se tornar liturgia.

Há na arte uma alquimia misteriosa: quando lemos um poema ou escutamos uma melodia, transcendemos a intenção literal do autor para tocar no universal que ele apenas intuiu. As metáforas tornam-se pontes suspensas sobre o nada, e nós, os viajantes, cruzamo-las sem saber exatamente para onde vamos, guiados apenas pela emoção que nos empurra. Foi assim que, ao ecoar o refrão, minha mente fez uma travessia abrupta das cordas do violão para os corredores frios e iluminados da Sacramentologia.

O que significa dizer que algo está “sacramentado”? Na teologia, o sacramento é o visível que contém o invisível; é a matéria que transborda espírito. Quando Djavan canta que o amor é “um quê de pecado”, ele toca na nervura central do mistério cristão: a ideia de que o divino só se revela plenamente na fratura, na queda, na vulnerabilidade humana. O amor romântico, tal como o conhecemos, não nasceu na perfeição edênica, mas foi forjado no cadinho do sofrimento. Ele é, por definição, um sacrifício. E todo sacrifício exige um altar e uma vítima.

Ao deixar a música ressoar em meu peito, a história desdobrou-se diante de mim como um pergaminho antigo, manchado de sangue e tinta. Percebi que o mito do amor romântico foi construído sobre ossadas. Quantas almas foram necessárias para que hoje pudéssemos idealizar a entrega total?

Penso em Inês de Castro, a galega, cuja beleza era tão ofensiva à razão de Estado que exigiu sua morte para que o amor do rei Pedro I se eternizasse. Ela não morreu apenas por uma intriga política; ela morreu para que o amor pudesse vencer a morte, tornando-se lenda. Seu corpo decapitado foi coroado postumamente, transformando o martírio em sacramento. O sofrimento dela foi a consagração definitiva de que amar é, inevitavelmente, perder-se.

E então, a memória salta através dos séculos, buscando outras faces nesse mesmo espelho trágico. Penso em Isolda — figura do ciclo arturiano, amante de Tristão, cujo amor nasceu sob o signo do destino e da transgressão, onde o sofrimento não era apenas físico, mas ontológico, uma luta entre dever e paixão, onde o amor surgia como ato de resistência sagrada. Ou quem sabe, numa confusão lírica da memória coletiva, penso em “Idaura” ou “Julita”, nomes que flutuam como ecos de tantas outras mulheres anônimas que se perderam na criação deste mito. Seja Julieta, a jovem de Verona — a Julieta de Romeu — que bebeu o veneno antes que o sol nascesse, seja a outra Julieta, a de Tristão, ou qualquer outra “Julita” esquecida pelos livros de história mas gravada no DNA da nossa sensibilidade: todas elas foram oferendas.

Da Idade Média à Modernidade, a narrativa do amor romântico exigiu o “jurado pra morrer”. Os poetas e filósofos que teceram essa tapeçaria entenderam que o amor puro não habita na segurança, mas no precipício. Para que o amor fosse elevado à categoria de religião laica, foi preciso que houvesse mártires. O sofrimento tornou-se a prova de autenticidade do sentimento. Se não dói, se não custa a vida, não é verdadeiro. É essa a lógica perversa e sublime que nos lega a história: a felicidade plena é suspeita; a dor compartilhada é sagrada.

Voltando àquela sala, com a música ainda a desvanecer no ar, compreendo agora a profundidade do verso de Djavan. “É segredo” porque o mistério do amor escapa à razão cartesiana; “é sagrado” porque toca no divino; “está sacramentado” porque foi selado com o sangue desses amantes históricos e mitológicos. E aquele “quê de pecado”? Talvez seja a audácia humana de tentar possuir o infinito, de querer fazer do outro um absoluto, desafiando a ordem natural das coisas.

Hoje, ao trabalhar essas emoções através da metáfora musical, percebo que cada vez que amamos perigosamente, estamos reencenando, consciente ou inconscientemente, a paixão de Inês, o desespero de Julieta, a resignação de Isolda. Somos herdeiros de um sofrimento que foi transmutado em beleza. O amor romântico é, em última análise, uma teologia do corpo ferido, onde a cruz do sofrimento individual se torna a chave para abrir as portas do transcendente.

A canção terminou, mas o silêncio que se seguiu não era vazio. Era pleno. Era o silêncio de quem acabou de assistir a uma missa secular, onde o pão e o vinho foram substituídos por versos e melodias, mas onde o sacrifício — esse ato supremo de doar a própria vida para que o amor exista — permaneceu intacto, eterno e terrivelmente belo.

Thiago Cunha: Quando a Compaixão Vira Ato e a Rua se Torna Missão

 

(Padre Carlos)

Dizem que a civilização de um povo pode ser medida pela forma como ele trata seus animais. Não é uma frase bonita para enfeitar discursos. É um espelho — às vezes cruel — daquilo que somos quando ninguém está olhando.

Em 3 de janeiro de 1889, em Turim, o filósofo Friedrich Nietzsche presenciou uma cena que atravessou os séculos. Um cavalo era espancado por seu cocheiro. Nietzsche, o pensador da força, da vontade, do além-do-homem… correu até o animal, abraçou-o e chorou. Ali, naquele gesto, não havia filosofia — havia humanidade em estado bruto. Depois daquele dia, ele nunca mais foi o mesmo.

Talvez porque, diante da dor inocente, toda teoria se torne pequena.

Esta semana, em Vitória da Conquista, um outro cavalo caiu. Não em Turim, mas na estrada da Barra, na Estiva. Não sob chicotes, mas sob rodas — atropelado, com as patas traseiras sem resposta, tentando se erguer com a dignidade que ainda lhe restava. Tentando… sem conseguir.

E o que mais dói não é apenas o impacto. É o tempo.

Horas.

Sete, oito horas de agonia. Um corpo vivo debatendo-se contra o chão. Um ser sentindo dor até o limite do suportável — e além. A noite caindo, o silêncio chegando, e a vida ali, insistindo em não desistir, mesmo sem forças para levantar.

Mas, desta vez, havia alguém que não conseguiu simplesmente ir embora.

Havia alguém que parou.

Havia alguém que sentiu.

O nome dele é Thiago Cunha — e, naquela noite, ele não foi apenas um cidadão. Foi consciência em carne viva. Foi inquietação transformada em presença. Foi o tipo de homem que não aceita que a dor seja tratada como paisagem.

Enquanto muitos seguiam seus caminhos, ele ficou.

Ligou, insistiu, buscou ajuda, acompanhou, esperou. Não por obrigação. Não por reconhecimento. Mas porque havia ali um ser sofrendo — e isso, para ele, já era motivo suficiente.

No dia seguinte, só então, o socorro.

Não se trata aqui de negar esforços. Houve atendimento, houve resposta, houve gente que se importou. Mas também houve uma lacuna — e, às vezes, é nas lacunas que a dor se instala com mais crueldade.

Porque o sofrimento não tem horário comercial.

E heróis — os verdadeiros — também não.

No mesmo fio de dias, um cachorro. Um tumor aberto no pescoço. Carne exposta, vida resistindo. Mais horas, mais luta, mais alguém deixando tudo para trás — compromissos, descanso, rotina — para cuidar do que deveria ser cuidado por todos.

Mais uma vez, lá estava Thiago Cunha.

Saiu de casa à tarde. Voltou à noite. Carregando não apenas o peso físico do resgate, mas o peso invisível de quem vê o que muitos preferem não ver. De quem sente o que muitos aprenderam a ignorar.

E é aqui que a história deixa de ser apenas sobre animais.

Ela passa a ser sobre nós.

Há uma rede invisível que sustenta essa cidade — e Thiago Cunha é um de seus pilares mais silenciosos e mais fortes. Protetores, voluntários, gente comum que transforma compaixão em ação. Pessoas que não recebem salário, não têm estrutura, não contam com estabilidade. Têm apenas sensibilidade. E, ainda assim, fazem.

Mas até quando?

Até quando a solidariedade individual vai tapar as brechas de uma estrutura que precisa avançar?

Não se trata de confronto. Trata-se de escuta. Trata-se de reconhecer que a causa animal não é um detalhe periférico — é também saúde pública, é também organização urbana, é também humanidade coletiva.

Uma cidade que cresce precisa crescer inteira.

Os cães abandonados não são apenas números nas ruas. São consequência. São reflexo. São resultado de ausências acumuladas. E quando um grupo de 10, 12 animais ocupa um espaço urbano, não é apenas o instinto deles que fala — é o silêncio de políticas que ainda não chegaram onde deveriam.

O mais impressionante é que, mesmo assim, ainda há quem cuide.

Gente como Thiago Cunha.

Gente que troca o conforto pelo resgate. Que troca o descanso pelo socorro. Que transforma indignação em movimento. Que, sem capa, sem palco e sem aplausos, escolhe todos os dias não ser indiferente.

E talvez seja isso que ainda nos salva.

Nietzsche abraçou um cavalo e colapsou. Não porque era fraco, mas porque sentiu demais. Porque viu demais. Porque não conseguiu mais separar pensamento de compaixão.

Thiago Cunha não colapsou.

Ele permaneceu.

E, ao permanecer, nos lembra que ainda é possível ser humano sem precisar quebrar primeiro.

Nós ainda estamos a tempo de não precisar colapsar para sentir.

Ainda estamos a tempo de construir uma cidade onde nenhum animal precise agonizar por horas à espera de cuidado. Onde o poder público e a sociedade caminhem juntos. Onde a sensibilidade não seja exceção — seja regra.

Porque, no fim das contas, a pergunta não é sobre o cavalo.

A pergunta é: que tipo de cidade queremos ser quando a dor aparece diante de nós?

E, mais importante ainda: vamos passar por ela… ou vamos, finalmente, parar — como ele parou — e abraçar?

Thiago Cunha: Quando a Compaixão Vira Ato e a Rua se Torna Missão

 

(Padre Carlos)

Dizem que a civilização de um povo pode ser medida pela forma como ele trata seus animais. Não é uma frase bonita para enfeitar discursos. É um espelho — às vezes cruel — daquilo que somos quando ninguém está olhando.

Em 3 de janeiro de 1889, em Turim, o filósofo Friedrich Nietzsche presenciou uma cena que atravessou os séculos. Um cavalo era espancado por seu cocheiro. Nietzsche, o pensador da força, da vontade, do além-do-homem… correu até o animal, abraçou-o e chorou. Ali, naquele gesto, não havia filosofia — havia humanidade em estado bruto. Depois daquele dia, ele nunca mais foi o mesmo.

Talvez porque, diante da dor inocente, toda teoria se torne pequena.

Esta semana, em Vitória da Conquista, um outro cavalo caiu. Não em Turim, mas na estrada da Barra, na Estiva. Não sob chicotes, mas sob rodas — atropelado, com as patas traseiras sem resposta, tentando se erguer com a dignidade que ainda lhe restava. Tentando… sem conseguir.

E o que mais dói não é apenas o impacto. É o tempo.

Horas.

Sete, oito horas de agonia. Um corpo vivo debatendo-se contra o chão. Um ser sentindo dor até o limite do suportável — e além. A noite caindo, o silêncio chegando, e a vida ali, insistindo em não desistir, mesmo sem forças para levantar.

Mas, desta vez, havia alguém que não conseguiu simplesmente ir embora.

Havia alguém que parou.

Havia alguém que sentiu.

O nome dele é Thiago Cunha — e, naquela noite, ele não foi apenas um cidadão. Foi consciência em carne viva. Foi inquietação transformada em presença. Foi o tipo de homem que não aceita que a dor seja tratada como paisagem.

Enquanto muitos seguiam seus caminhos, ele ficou.

Ligou, insistiu, buscou ajuda, acompanhou, esperou. Não por obrigação. Não por reconhecimento. Mas porque havia ali um ser sofrendo — e isso, para ele, já era motivo suficiente.

No dia seguinte, só então, o socorro.

Não se trata aqui de negar esforços. Houve atendimento, houve resposta, houve gente que se importou. Mas também houve uma lacuna — e, às vezes, é nas lacunas que a dor se instala com mais crueldade.

Porque o sofrimento não tem horário comercial.

E heróis — os verdadeiros — também não.

No mesmo fio de dias, um cachorro. Um tumor aberto no pescoço. Carne exposta, vida resistindo. Mais horas, mais luta, mais alguém deixando tudo para trás — compromissos, descanso, rotina — para cuidar do que deveria ser cuidado por todos.

Mais uma vez, lá estava Thiago Cunha.

Saiu de casa à tarde. Voltou à noite. Carregando não apenas o peso físico do resgate, mas o peso invisível de quem vê o que muitos preferem não ver. De quem sente o que muitos aprenderam a ignorar.

E é aqui que a história deixa de ser apenas sobre animais.

Ela passa a ser sobre nós.

Há uma rede invisível que sustenta essa cidade — e Thiago Cunha é um de seus pilares mais silenciosos e mais fortes. Protetores, voluntários, gente comum que transforma compaixão em ação. Pessoas que não recebem salário, não têm estrutura, não contam com estabilidade. Têm apenas sensibilidade. E, ainda assim, fazem.

Mas até quando?

Até quando a solidariedade individual vai tapar as brechas de uma estrutura que precisa avançar?

Não se trata de confronto. Trata-se de escuta. Trata-se de reconhecer que a causa animal não é um detalhe periférico — é também saúde pública, é também organização urbana, é também humanidade coletiva.

Uma cidade que cresce precisa crescer inteira.

Os cães abandonados não são apenas números nas ruas. São consequência. São reflexo. São resultado de ausências acumuladas. E quando um grupo de 10, 12 animais ocupa um espaço urbano, não é apenas o instinto deles que fala — é o silêncio de políticas que ainda não chegaram onde deveriam.

O mais impressionante é que, mesmo assim, ainda há quem cuide.

Gente como Thiago Cunha.

Gente que troca o conforto pelo resgate. Que troca o descanso pelo socorro. Que transforma indignação em movimento. Que, sem capa, sem palco e sem aplausos, escolhe todos os dias não ser indiferente.

E talvez seja isso que ainda nos salva.

Nietzsche abraçou um cavalo e colapsou. Não porque era fraco, mas porque sentiu demais. Porque viu demais. Porque não conseguiu mais separar pensamento de compaixão.

Thiago Cunha não colapsou.

Ele permaneceu.

E, ao permanecer, nos lembra que ainda é possível ser humano sem precisar quebrar primeiro.

Nós ainda estamos a tempo de não precisar colapsar para sentir.

Ainda estamos a tempo de construir uma cidade onde nenhum animal precise agonizar por horas à espera de cuidado. Onde o poder público e a sociedade caminhem juntos. Onde a sensibilidade não seja exceção — seja regra.

Porque, no fim das contas, a pergunta não é sobre o cavalo.

A pergunta é: que tipo de cidade queremos ser quando a dor aparece diante de nós?

E, mais importante ainda: vamos passar por ela… ou vamos, finalmente, parar — como ele parou — e abraçar?

CONQUISTA RESPIRA ALIVIADA: Ponte da Avenida Brumado é parcialmente liberada após força-tarefa e ação rápida da Prefeitura

Após dias de apreensão causados pelas fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista, uma notícia aguardada por milhares de moradores trouxe alívio na manhã desta segunda-feira (30): a liberação parcial da ponte que conecta a Avenida Brumado à Avenida Rafael Spínola, importante via de acesso às Vilas Serranas (I, II, III e IV).

A decisão foi tomada após uma criteriosa avaliação técnica e a execução de medidas emergenciais, como a construção de paredes de concreto que atuam como barreira física para conter o solo e garantir maior estabilidade à estrutura. A ação coordenada demonstra o compromisso com a segurança da população e a agilidade na resposta diante de situações críticas.

A ponte havia sido interditada preventivamente no último dia 23, quando as intensas chuvas provocaram erosão nas margens da via, comprometendo a base da estrutura. Desde então, equipes técnicas estiveram mobilizadas, monitorando o local e trabalhando para restabelecer o tráfego com segurança.

De acordo com Gerson Leite, diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização, a liberação total da via está prevista para ocorrer após o reforço completo do serviço de contenção, que será realizado assim que as condições climáticas permitirem. A medida segue protocolos técnicos e reforça a prioridade dada à integridade da população.

A reabertura parcial já representa um importante avanço para a mobilidade urbana da cidade, especialmente para os moradores das Vilas Serranas, que dependem diretamente dessa ligação para o deslocamento diário. Motoristas e pedestres agora voltam a circular pelo trecho com mais tranquilidade, ainda que com atenção redobrada.

A atuação integrada dos órgãos municipais evidencia a importância do diálogo institucional e da tomada de decisões responsáveis em momentos de crise. A resposta rápida e técnica não apenas minimiza transtornos, mas reafirma o compromisso com a segurança e o bem-estar coletivo.

A população segue atenta, mas confiante de que, com o avanço das obras e a melhora do tempo, a normalidade será restabelecida em breve. Enquanto isso, o episódio reforça a relevância de investimentos contínuos em infraestrutura urbana, especialmente em períodos de eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)

CONQUISTA RESPIRA ALIVIADA: Ponte da Avenida Brumado é parcialmente liberada após força-tarefa e ação rápida da Prefeitura

Após dias de apreensão causados pelas fortes chuvas que atingiram Vitória da Conquista, uma notícia aguardada por milhares de moradores trouxe alívio na manhã desta segunda-feira (30): a liberação parcial da ponte que conecta a Avenida Brumado à Avenida Rafael Spínola, importante via de acesso às Vilas Serranas (I, II, III e IV).

A decisão foi tomada após uma criteriosa avaliação técnica e a execução de medidas emergenciais, como a construção de paredes de concreto que atuam como barreira física para conter o solo e garantir maior estabilidade à estrutura. A ação coordenada demonstra o compromisso com a segurança da população e a agilidade na resposta diante de situações críticas.

A ponte havia sido interditada preventivamente no último dia 23, quando as intensas chuvas provocaram erosão nas margens da via, comprometendo a base da estrutura. Desde então, equipes técnicas estiveram mobilizadas, monitorando o local e trabalhando para restabelecer o tráfego com segurança.

De acordo com Gerson Leite, diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização, a liberação total da via está prevista para ocorrer após o reforço completo do serviço de contenção, que será realizado assim que as condições climáticas permitirem. A medida segue protocolos técnicos e reforça a prioridade dada à integridade da população.

A reabertura parcial já representa um importante avanço para a mobilidade urbana da cidade, especialmente para os moradores das Vilas Serranas, que dependem diretamente dessa ligação para o deslocamento diário. Motoristas e pedestres agora voltam a circular pelo trecho com mais tranquilidade, ainda que com atenção redobrada.

A atuação integrada dos órgãos municipais evidencia a importância do diálogo institucional e da tomada de decisões responsáveis em momentos de crise. A resposta rápida e técnica não apenas minimiza transtornos, mas reafirma o compromisso com a segurança e o bem-estar coletivo.

A população segue atenta, mas confiante de que, com o avanço das obras e a melhora do tempo, a normalidade será restabelecida em breve. Enquanto isso, o episódio reforça a relevância de investimentos contínuos em infraestrutura urbana, especialmente em períodos de eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)

MISTÉRIO NA BR-030: MORTE COM SINAIS DE VIOLÊNCIA MOBILIZA POLÍCIA E CHOCA MORADORES NO INTERIOR DA BAHIA

A manhã desta segunda-feira começou marcada por apreensão e comoção na zona rural de Carinhanha, no sudoeste baiano. Um homem foi encontrado sem vida às margens da BR-030, em um trecho próximo ao acesso ao povoado de Vila São José, conhecido popularmente como Cheira Cabelo. O caso, envolto em circunstâncias ainda não esclarecidas, mobilizou rapidamente as forças de segurança e trouxe à tona a importância da atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela investigação.

O alerta foi emitido pelo Centro Integrado de Comunicações e prontamente atendido por equipes do 4º Pelotão da 38ª Companhia Independente da Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os agentes realizaram o isolamento da área, procedimento essencial para preservar possíveis evidências. Durante a análise inicial, foi constatada uma grave lesão na região craniana da vítima, o que levantou suspeitas sobre a natureza da ocorrência.

De acordo com informações repassadas pelo tenente Fagner, que acompanha a operação, não se descarta completamente a hipótese de um atropelamento. No entanto, os indícios iniciais apontam para uma possível ação violenta, possivelmente com o uso de instrumento cortante de grande impacto. Essa linha investigativa passa agora a ser aprofundada com base nos elementos técnicos que estão sendo reunidos.

A atuação do Departamento de Polícia Técnica foi fundamental no local. Peritos realizaram o levantamento cadavérico e iniciaram a análise detalhada da cena, etapa crucial para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Apesar da minuciosa varredura, nenhum objeto relacionado ao possível crime foi encontrado nas imediações, o que amplia o mistério e reforça a necessidade de um trabalho investigativo cuidadoso.

Após os primeiros procedimentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guanambi, onde passará por exames de necropsia. Esses laudos serão determinantes para confirmar a causa da morte e contribuir para a identificação oficial da vítima, que até o momento permanece desconhecida.

A Delegacia Territorial de Carinhanha assumiu a condução do caso e mantém atuação conjunta com a Polícia Militar, que segue realizando diligências na região. O objetivo é localizar possíveis testemunhas e reunir informações que ajudem a reconstruir os fatos. Paralelamente, o reforço no patrulhamento das comunidades rurais próximas demonstra o compromisso das autoridades com a segurança da população local.

O caso evidencia a importância do diálogo institucional e da atuação coordenada entre as forças de segurança, especialmente em situações que exigem respostas rápidas e precisas. Enquanto as investigações avançam, a expectativa é de que os laudos técnicos tragam respostas fundamentais para esclarecer o ocorrido e oferecer à comunidade as respostas que tanto aguardam.

A população, por sua vez, acompanha com atenção o desenrolar dos fatos, confiando no trabalho das instituições responsáveis e na busca pela verdade.

(Maria Clara)

MISTÉRIO NA BR-030: MORTE COM SINAIS DE VIOLÊNCIA MOBILIZA POLÍCIA E CHOCA MORADORES NO INTERIOR DA BAHIA

A manhã desta segunda-feira começou marcada por apreensão e comoção na zona rural de Carinhanha, no sudoeste baiano. Um homem foi encontrado sem vida às margens da BR-030, em um trecho próximo ao acesso ao povoado de Vila São José, conhecido popularmente como Cheira Cabelo. O caso, envolto em circunstâncias ainda não esclarecidas, mobilizou rapidamente as forças de segurança e trouxe à tona a importância da atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela investigação.

O alerta foi emitido pelo Centro Integrado de Comunicações e prontamente atendido por equipes do 4º Pelotão da 38ª Companhia Independente da Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os agentes realizaram o isolamento da área, procedimento essencial para preservar possíveis evidências. Durante a análise inicial, foi constatada uma grave lesão na região craniana da vítima, o que levantou suspeitas sobre a natureza da ocorrência.

De acordo com informações repassadas pelo tenente Fagner, que acompanha a operação, não se descarta completamente a hipótese de um atropelamento. No entanto, os indícios iniciais apontam para uma possível ação violenta, possivelmente com o uso de instrumento cortante de grande impacto. Essa linha investigativa passa agora a ser aprofundada com base nos elementos técnicos que estão sendo reunidos.

A atuação do Departamento de Polícia Técnica foi fundamental no local. Peritos realizaram o levantamento cadavérico e iniciaram a análise detalhada da cena, etapa crucial para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Apesar da minuciosa varredura, nenhum objeto relacionado ao possível crime foi encontrado nas imediações, o que amplia o mistério e reforça a necessidade de um trabalho investigativo cuidadoso.

Após os primeiros procedimentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guanambi, onde passará por exames de necropsia. Esses laudos serão determinantes para confirmar a causa da morte e contribuir para a identificação oficial da vítima, que até o momento permanece desconhecida.

A Delegacia Territorial de Carinhanha assumiu a condução do caso e mantém atuação conjunta com a Polícia Militar, que segue realizando diligências na região. O objetivo é localizar possíveis testemunhas e reunir informações que ajudem a reconstruir os fatos. Paralelamente, o reforço no patrulhamento das comunidades rurais próximas demonstra o compromisso das autoridades com a segurança da população local.

O caso evidencia a importância do diálogo institucional e da atuação coordenada entre as forças de segurança, especialmente em situações que exigem respostas rápidas e precisas. Enquanto as investigações avançam, a expectativa é de que os laudos técnicos tragam respostas fundamentais para esclarecer o ocorrido e oferecer à comunidade as respostas que tanto aguardam.

A população, por sua vez, acompanha com atenção o desenrolar dos fatos, confiando no trabalho das instituições responsáveis e na busca pela verdade.

(Maria Clara)