Política e Resenha

Caos na Rosa Cruz: Acidente Isola Vitória da Conquista!

A manhã desta quinta-feira (6) transformou a Avenida Rosa Cruz em um cenário de caos, afetando profundamente o trânsito de Vitória da Conquista. Um acidente envolvendo uma mulher resultou na interdição parcial da via, provocando engarrafamentos e lentidão em diversas rotas.

Embora detalhes sobre o estado de saúde da vítima ainda não tenham sido divulgados, equipes de resgate e agentes de trânsito estiveram no local para prestar assistência imediata. Motoristas e pedestres enfrentaram sérios desafios devido ao congestionamento que se estendeu por várias vias adjacentes.

As autoridades recomendam que condutores evitem a área e busquem rotas alternativas até que a situação seja completamente normalizada. A Polícia Militar e os agentes de trânsito continuam monitorando a ocorrência, empenhados em liberar a via o mais rápido possível.

Este incidente lança luz sobre a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura viária da cidade. A falta de sinalização adequada e a demora na conclusão de obras têm contribuído para a recorrência de acidentes na região. Em novembro de 2024, outro acidente fatal foi registrado na Avenida Presidente Vargas, também conhecida como Estrada da Barra, evidenciando a urgência de medidas eficazes para garantir a segurança no trânsito.

A Prefeitura de Vitória da Conquista já iniciou projetos de intervenção na Avenida Rosa Cruz, visando melhorar a fluidez e a segurança no trânsito. Essas ações incluem ajustes no sistema viário, instalação de semáforos e alargamento da via, demonstrando um compromisso com a mobilidade urbana e o bem-estar da população.

É essencial que motoristas e pedestres permaneçam atentos às condições das vias e respeitem as orientações das autoridades de trânsito. Somente com a colaboração de todos será possível minimizar os impactos de situações inesperadas e garantir a segurança nas ruas de Vitória da Conquista.

Caos na Rosa Cruz: Acidente Isola Vitória da Conquista!

A manhã desta quinta-feira (6) transformou a Avenida Rosa Cruz em um cenário de caos, afetando profundamente o trânsito de Vitória da Conquista. Um acidente envolvendo uma mulher resultou na interdição parcial da via, provocando engarrafamentos e lentidão em diversas rotas.

Embora detalhes sobre o estado de saúde da vítima ainda não tenham sido divulgados, equipes de resgate e agentes de trânsito estiveram no local para prestar assistência imediata. Motoristas e pedestres enfrentaram sérios desafios devido ao congestionamento que se estendeu por várias vias adjacentes.

As autoridades recomendam que condutores evitem a área e busquem rotas alternativas até que a situação seja completamente normalizada. A Polícia Militar e os agentes de trânsito continuam monitorando a ocorrência, empenhados em liberar a via o mais rápido possível.

Este incidente lança luz sobre a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura viária da cidade. A falta de sinalização adequada e a demora na conclusão de obras têm contribuído para a recorrência de acidentes na região. Em novembro de 2024, outro acidente fatal foi registrado na Avenida Presidente Vargas, também conhecida como Estrada da Barra, evidenciando a urgência de medidas eficazes para garantir a segurança no trânsito.

A Prefeitura de Vitória da Conquista já iniciou projetos de intervenção na Avenida Rosa Cruz, visando melhorar a fluidez e a segurança no trânsito. Essas ações incluem ajustes no sistema viário, instalação de semáforos e alargamento da via, demonstrando um compromisso com a mobilidade urbana e o bem-estar da população.

É essencial que motoristas e pedestres permaneçam atentos às condições das vias e respeitem as orientações das autoridades de trânsito. Somente com a colaboração de todos será possível minimizar os impactos de situações inesperadas e garantir a segurança nas ruas de Vitória da Conquista.

Mulher é Agredida no Beco do Amor e Hospital São Vicente de Paula Realiza Procedimento Inédito

Na noite desta quinta-feira (6), um crime violento e inexplicável abalou a tranquilidade do Centro de Vitória da Conquista. Uma mulher foi brutalmente agredida com uma garrafada na cabeça, no famoso e movimentado Beco do Amor, localizado na Rua Correia Leite, próximo à Central de Abastecimento Edmundo Silveira Flores.

A vítima, cujas circunstâncias da agressão ainda são nebulosas, foi socorrida às pressas e levada ao Pronto Socorro do Hospital São Vicente de Paula. Apesar da gravidade do ataque, a mulher estava em estado de delírio devido ao seu nível de embriaguez, o que dificultou o trabalho da polícia na identificação do agressor. De acordo com a 77ª Companhia Independente de Polícia Militar, os policiais chegaram ao local, mas a vítima não foi capaz de fornecer informações concretas sobre o autor do crime.

Após ser atendida e recebendo os cuidados necessários, a mulher permaneceu sob observação médica no hospital, mas foi liberada após um tempo, sem maiores complicações aparentes em sua saúde.

Este incidente levanta questões sobre a violência na região central da cidade, que, embora conhecida por seu movimento intenso e, muitas vezes, de lazer, tem se mostrado um palco para episódios de agressões e comportamentos de risco. O “Beco do Amor”, como é popularmente chamado, parece ser cada vez mais um espaço marcado por situações de violência, principalmente relacionadas ao consumo excessivo de álcool.

A falta de informações claras sobre o autor da agressão traz um sentimento de impunidade, que se soma à preocupação com a segurança na área. A população local, ainda em choque com o ocorrido, aguarda uma resposta mais contundente das autoridades para garantir que a violência não se espalhe ainda mais em pontos movimentados da cidade.

O caso segue sendo investigado, mas a ausência de testemunhas e o estado de embriaguez da vítima dificultam o esclarecimento da motivação do crime.

Mulher é Agredida no Beco do Amor e Hospital São Vicente de Paula Realiza Procedimento Inédito

Na noite desta quinta-feira (6), um crime violento e inexplicável abalou a tranquilidade do Centro de Vitória da Conquista. Uma mulher foi brutalmente agredida com uma garrafada na cabeça, no famoso e movimentado Beco do Amor, localizado na Rua Correia Leite, próximo à Central de Abastecimento Edmundo Silveira Flores.

A vítima, cujas circunstâncias da agressão ainda são nebulosas, foi socorrida às pressas e levada ao Pronto Socorro do Hospital São Vicente de Paula. Apesar da gravidade do ataque, a mulher estava em estado de delírio devido ao seu nível de embriaguez, o que dificultou o trabalho da polícia na identificação do agressor. De acordo com a 77ª Companhia Independente de Polícia Militar, os policiais chegaram ao local, mas a vítima não foi capaz de fornecer informações concretas sobre o autor do crime.

Após ser atendida e recebendo os cuidados necessários, a mulher permaneceu sob observação médica no hospital, mas foi liberada após um tempo, sem maiores complicações aparentes em sua saúde.

Este incidente levanta questões sobre a violência na região central da cidade, que, embora conhecida por seu movimento intenso e, muitas vezes, de lazer, tem se mostrado um palco para episódios de agressões e comportamentos de risco. O “Beco do Amor”, como é popularmente chamado, parece ser cada vez mais um espaço marcado por situações de violência, principalmente relacionadas ao consumo excessivo de álcool.

A falta de informações claras sobre o autor da agressão traz um sentimento de impunidade, que se soma à preocupação com a segurança na área. A população local, ainda em choque com o ocorrido, aguarda uma resposta mais contundente das autoridades para garantir que a violência não se espalhe ainda mais em pontos movimentados da cidade.

O caso segue sendo investigado, mas a ausência de testemunhas e o estado de embriaguez da vítima dificultam o esclarecimento da motivação do crime.

Gratidão: Uma Reflexão sobre o Tempo e a Solidariedade*

 

 

 

Vivemos em um mundo onde o tempo é um dos bens mais preciosos que podemos compartilhar. Hoje, quero dedicar algumas palavras de gratidão a todas as pessoas que têm se dedicado a mim, oferecendo seu tempo, um abraço caloroso ou uma mensagem de solidariedade. Cada gesto de carinho é um lembrete do quão abençoados somos por termos uns aos outros em nossas vidas.

Agradeço a Deus por cada uma dessas pessoas, incluindo aquelas que estão distantes, mas que ainda se preocupam. Em tempos de incertezas, não apenas no campo da política, mas também nas lutas diárias da vida, é fundamental lembrar que todos nós temos um papel a desempenhar. Acredito firmemente que devemos lutar diariamente para sermos melhores do que éramos ontem.

Estamos vivendo o tempo da Quaresma, um período de reflexão e silêncio. Assim como Jesus se retirou para meditar durante 40 dias e 40 noites, nos mostrando que cuidar do próximo é uma forma de política e amor, somos chamados a fazer o mesmo. A misericórdia deve ser nossa guia; ela se torna escassa apenas quando nos esquecemos de buscá-la.

É importante lembrar que Jesus não invade corações fechados; Ele bate à porta. Se permitirmos sua entrada, Ele transformará nossas vidas. Hoje, convido você a abrir seu coração e acolher esse desejo ardente de lutar por aqueles que mais precisam de nós: os enfermos e os aflitos. Muitas vezes, essas pessoas enfrentam não apenas doenças físicas, mas também espirituais.

Recentemente, em uma conversa com Deus durante minha oração, afirmei que minha vida pertence a Ele e que quero ser instrumento de renovação na vida daqueles que necessitam. Coloco você e sua família em minhas orações e desejo que seus projetos sejam fontes fecundas de amor e apoio àqueles ao nosso redor.

Quantas vezes encontramos pessoas sozinhas em hospitais, sem ninguém para olhar por elas? É nosso dever estar presente na vida delas. Devemos buscar sabedoria e discernimento em tudo o que fazemos e falar sempre da luz que vem do alto – essa luz é Cristo.

Aceitemos essa luz em nossas vidas e sejamos reflexos dela para os outros. Afinal, somos feitos à imagem e semelhança de Deus; portanto, devemos irradiar amor e misericórdia ao nosso redor.

Com carinho e gratidão,

Lucas Batista

Gratidão: Uma Reflexão sobre o Tempo e a Solidariedade*

 

 

 

Vivemos em um mundo onde o tempo é um dos bens mais preciosos que podemos compartilhar. Hoje, quero dedicar algumas palavras de gratidão a todas as pessoas que têm se dedicado a mim, oferecendo seu tempo, um abraço caloroso ou uma mensagem de solidariedade. Cada gesto de carinho é um lembrete do quão abençoados somos por termos uns aos outros em nossas vidas.

Agradeço a Deus por cada uma dessas pessoas, incluindo aquelas que estão distantes, mas que ainda se preocupam. Em tempos de incertezas, não apenas no campo da política, mas também nas lutas diárias da vida, é fundamental lembrar que todos nós temos um papel a desempenhar. Acredito firmemente que devemos lutar diariamente para sermos melhores do que éramos ontem.

Estamos vivendo o tempo da Quaresma, um período de reflexão e silêncio. Assim como Jesus se retirou para meditar durante 40 dias e 40 noites, nos mostrando que cuidar do próximo é uma forma de política e amor, somos chamados a fazer o mesmo. A misericórdia deve ser nossa guia; ela se torna escassa apenas quando nos esquecemos de buscá-la.

É importante lembrar que Jesus não invade corações fechados; Ele bate à porta. Se permitirmos sua entrada, Ele transformará nossas vidas. Hoje, convido você a abrir seu coração e acolher esse desejo ardente de lutar por aqueles que mais precisam de nós: os enfermos e os aflitos. Muitas vezes, essas pessoas enfrentam não apenas doenças físicas, mas também espirituais.

Recentemente, em uma conversa com Deus durante minha oração, afirmei que minha vida pertence a Ele e que quero ser instrumento de renovação na vida daqueles que necessitam. Coloco você e sua família em minhas orações e desejo que seus projetos sejam fontes fecundas de amor e apoio àqueles ao nosso redor.

Quantas vezes encontramos pessoas sozinhas em hospitais, sem ninguém para olhar por elas? É nosso dever estar presente na vida delas. Devemos buscar sabedoria e discernimento em tudo o que fazemos e falar sempre da luz que vem do alto – essa luz é Cristo.

Aceitemos essa luz em nossas vidas e sejamos reflexos dela para os outros. Afinal, somos feitos à imagem e semelhança de Deus; portanto, devemos irradiar amor e misericórdia ao nosso redor.

Com carinho e gratidão,

Lucas Batista

ARTIGO – O LEGADO DE UMA GERAÇÃO QUE VIVEU A HISTÓRIA

 

(Padre Carlos)

Há momentos na vida que não são apenas marcos individuais, mas testemunhos vivos da história de um país. A trajetória dessa “menininha”, que há 42 anos adentrou a Câmara dos Deputados como secretária do gabinete do deputado Haroldo Lima, não é apenas uma história pessoal, mas um reflexo da luta política que moldou a democracia brasileira.

Haroldo Lima, um dos grandes nomes da esquerda brasileira, foi uma figura emblemática na resistência à ditadura militar e na construção da redemocratização. Trabalhar ao seu lado por 20 anos significou estar no centro das decisões que ajudaram a redefinir o país. Não foi apenas um emprego; foi uma trincheira de luta e aprendizado.

O parlamento é, muitas vezes, um campo de batalha onde se trava diariamente o embate entre forças conservadoras e progressistas. Quem testemunhou os últimos 42 anos de nossa política viu o Brasil sair das sombras do regime militar e construir, com erros e acertos, um sistema democrático. Mas essa democracia nunca foi garantida. Cada avanço foi conquistado com esforço, e cada direito assegurado sempre esteve sob ameaça.

O privilégio de acompanhar essa jornada de perto é também um compromisso com a memória e a verdade histórica. O Brasil ainda sofre com ciclos de autoritarismo, e figuras como Haroldo Lima e aqueles que estiveram ao seu lado nos lembram que a democracia precisa de guardiões atentos.

Que a história dessa “menininha”, hoje uma profissional consolidada na Câmara dos Deputados, sirva de inspiração para as novas gerações. Não basta observar a história acontecer – é preciso participar dela.

ARTIGO – O LEGADO DE UMA GERAÇÃO QUE VIVEU A HISTÓRIA

 

(Padre Carlos)

Há momentos na vida que não são apenas marcos individuais, mas testemunhos vivos da história de um país. A trajetória dessa “menininha”, que há 42 anos adentrou a Câmara dos Deputados como secretária do gabinete do deputado Haroldo Lima, não é apenas uma história pessoal, mas um reflexo da luta política que moldou a democracia brasileira.

Haroldo Lima, um dos grandes nomes da esquerda brasileira, foi uma figura emblemática na resistência à ditadura militar e na construção da redemocratização. Trabalhar ao seu lado por 20 anos significou estar no centro das decisões que ajudaram a redefinir o país. Não foi apenas um emprego; foi uma trincheira de luta e aprendizado.

O parlamento é, muitas vezes, um campo de batalha onde se trava diariamente o embate entre forças conservadoras e progressistas. Quem testemunhou os últimos 42 anos de nossa política viu o Brasil sair das sombras do regime militar e construir, com erros e acertos, um sistema democrático. Mas essa democracia nunca foi garantida. Cada avanço foi conquistado com esforço, e cada direito assegurado sempre esteve sob ameaça.

O privilégio de acompanhar essa jornada de perto é também um compromisso com a memória e a verdade histórica. O Brasil ainda sofre com ciclos de autoritarismo, e figuras como Haroldo Lima e aqueles que estiveram ao seu lado nos lembram que a democracia precisa de guardiões atentos.

Que a história dessa “menininha”, hoje uma profissional consolidada na Câmara dos Deputados, sirva de inspiração para as novas gerações. Não basta observar a história acontecer – é preciso participar dela.

Um Mutirão de Limpeza para Além do Carnaval

 

 

A limpeza urbana é um dos pilares fundamentais para a qualidade de vida em qualquer cidade. Ruas limpas e bem cuidadas não apenas embelezam o ambiente, mas também desempenham um papel essencial na promoção da saúde pública e no respeito ao meio ambiente. Nesse contexto, a iniciativa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) de mobilizar sua equipe de limpeza para um mutirão nos bairros Morada dos Pássaros, Jurema, Alegria, Recreio e Avenida Filipinas durante o final de semana e o Carnaval merece destaque e aplauso. Trata-se de uma ação que vai além da estética, trazendo benefícios concretos para a população.

O esforço concentrado da Sesep

O mutirão, iniciado neste sábado, contempla serviços como capina, roçagem, varrição de ruas e canteiros, com foco inicial nas áreas de Morada dos Pássaros 1, 2 e 3. A escolha desses bairros não parece aleatória: as chuvas recentes, que aceleraram o crescimento de mato e acumularam sujeira, provavelmente tornaram essas regiões prioritárias. A ação se estenderá até a terça-feira de Carnaval, dia 4, com uma pausa no domingo, demonstrando um planejamento estratégico para aproveitar o período festivo — quando muitos estão de folga — sem causar grandes transtornos à rotina dos moradores.

O objetivo é claro: garantir que as áreas atendidas fiquem livres de sujeira e do mato excessivo, melhorando o aspecto das ruas e reduzindo a proliferação de insetos e doenças. É uma resposta direta a uma necessidade urgente, que reflete o compromisso da Sesep com o bem-estar coletivo. No entanto, ações como essa também nos convidam a refletir sobre a continuidade do cuidado com a cidade.

Responsabilidade compartilhada

Um ponto crucial destacado pela Prefeitura é a necessidade de colaboração da população. A orientação para evitar o descarte irregular de lixo e cuidar do entorno dos espaços públicos é um lembrete de que a limpeza urbana não depende apenas do poder público — ela é uma responsabilidade compartilhada. Em épocas festivas como o Carnaval, quando o volume de resíduos aumenta significativamente, essa colaboração se torna ainda mais vital. O lixo jogado de forma inadequada não só compromete a estética da cidade, mas também pode entupir sistemas de drenagem, causar alagamentos e servir de criadouro para vetores de doenças como dengue e leptospirose.

Essa parceria entre cidadãos e administração pública é o que pode transformar uma ação pontual em um legado duradouro. Afinal, de que adianta um mutirão de limpeza se, logo após o feriado, as ruas voltam a ser tomadas por resíduos descartados sem critério?

Benefícios que vão além do visível

Os impactos positivos do mutirão vão muito além de ruas mais bonitas. A limpeza urbana contribui para a preservação do meio ambiente, reduzindo a poluição do solo e da água, e melhora a qualidade de vida dos moradores. Bairros limpos também valorizam a autoestima da comunidade, reforçando o senso de pertencimento e cuidado com o espaço coletivo. No entanto, para que esses benefícios sejam sustentáveis, é preciso que o esforço da Sesep seja acompanhado por políticas públicas permanentes.

Ações pontuais como essa são louváveis, mas insuficientes se não vierem acompanhadas de um plano contínuo de manutenção e educação ambiental. A população precisa ser conscientizada não apenas durante o Carnaval, mas ao longo de todo o ano, sobre a importância de práticas como a separação de resíduos e o descarte correto. Além disso, a infraestrutura de gestão de lixo — como a disponibilidade de pontos de coleta e o suporte à equipe de limpeza — deve ser adequada para lidar com demandas sazonais, como o aumento de resíduos no período festivo.

Um convite à reflexão

O mutirão de limpeza da Sesep é, sem dúvida, uma iniciativa positiva, que atende a uma necessidade imediata e traz alívio aos moradores dos bairros contemplados. Contudo, ele também levanta questões importantes: a cidade está preparada para manter esses espaços limpos após o Carnaval? Existem recursos suficientes para evitar que o problema se repita em poucos meses? Mais do que uma “faxina” temporária, o que a população precisa é de um compromisso de longo prazo com a limpeza urbana.

Em suma, a mobilização da Sesep merece reconhecimento como um passo na direção certa. Porém, para que seus efeitos perdurem, é fundamental que a população abrace sua parte na tarefa e que o poder público invista em estratégias contínuas de cuidado com a cidade. Que este mutirão seja mais do que uma ação festiva: que seja o início de uma transformação permanente, tornando nossa cidade mais limpa, saudável e acolhedora em todos os dias do ano.

Um Mutirão de Limpeza para Além do Carnaval

 

 

A limpeza urbana é um dos pilares fundamentais para a qualidade de vida em qualquer cidade. Ruas limpas e bem cuidadas não apenas embelezam o ambiente, mas também desempenham um papel essencial na promoção da saúde pública e no respeito ao meio ambiente. Nesse contexto, a iniciativa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) de mobilizar sua equipe de limpeza para um mutirão nos bairros Morada dos Pássaros, Jurema, Alegria, Recreio e Avenida Filipinas durante o final de semana e o Carnaval merece destaque e aplauso. Trata-se de uma ação que vai além da estética, trazendo benefícios concretos para a população.

O esforço concentrado da Sesep

O mutirão, iniciado neste sábado, contempla serviços como capina, roçagem, varrição de ruas e canteiros, com foco inicial nas áreas de Morada dos Pássaros 1, 2 e 3. A escolha desses bairros não parece aleatória: as chuvas recentes, que aceleraram o crescimento de mato e acumularam sujeira, provavelmente tornaram essas regiões prioritárias. A ação se estenderá até a terça-feira de Carnaval, dia 4, com uma pausa no domingo, demonstrando um planejamento estratégico para aproveitar o período festivo — quando muitos estão de folga — sem causar grandes transtornos à rotina dos moradores.

O objetivo é claro: garantir que as áreas atendidas fiquem livres de sujeira e do mato excessivo, melhorando o aspecto das ruas e reduzindo a proliferação de insetos e doenças. É uma resposta direta a uma necessidade urgente, que reflete o compromisso da Sesep com o bem-estar coletivo. No entanto, ações como essa também nos convidam a refletir sobre a continuidade do cuidado com a cidade.

Responsabilidade compartilhada

Um ponto crucial destacado pela Prefeitura é a necessidade de colaboração da população. A orientação para evitar o descarte irregular de lixo e cuidar do entorno dos espaços públicos é um lembrete de que a limpeza urbana não depende apenas do poder público — ela é uma responsabilidade compartilhada. Em épocas festivas como o Carnaval, quando o volume de resíduos aumenta significativamente, essa colaboração se torna ainda mais vital. O lixo jogado de forma inadequada não só compromete a estética da cidade, mas também pode entupir sistemas de drenagem, causar alagamentos e servir de criadouro para vetores de doenças como dengue e leptospirose.

Essa parceria entre cidadãos e administração pública é o que pode transformar uma ação pontual em um legado duradouro. Afinal, de que adianta um mutirão de limpeza se, logo após o feriado, as ruas voltam a ser tomadas por resíduos descartados sem critério?

Benefícios que vão além do visível

Os impactos positivos do mutirão vão muito além de ruas mais bonitas. A limpeza urbana contribui para a preservação do meio ambiente, reduzindo a poluição do solo e da água, e melhora a qualidade de vida dos moradores. Bairros limpos também valorizam a autoestima da comunidade, reforçando o senso de pertencimento e cuidado com o espaço coletivo. No entanto, para que esses benefícios sejam sustentáveis, é preciso que o esforço da Sesep seja acompanhado por políticas públicas permanentes.

Ações pontuais como essa são louváveis, mas insuficientes se não vierem acompanhadas de um plano contínuo de manutenção e educação ambiental. A população precisa ser conscientizada não apenas durante o Carnaval, mas ao longo de todo o ano, sobre a importância de práticas como a separação de resíduos e o descarte correto. Além disso, a infraestrutura de gestão de lixo — como a disponibilidade de pontos de coleta e o suporte à equipe de limpeza — deve ser adequada para lidar com demandas sazonais, como o aumento de resíduos no período festivo.

Um convite à reflexão

O mutirão de limpeza da Sesep é, sem dúvida, uma iniciativa positiva, que atende a uma necessidade imediata e traz alívio aos moradores dos bairros contemplados. Contudo, ele também levanta questões importantes: a cidade está preparada para manter esses espaços limpos após o Carnaval? Existem recursos suficientes para evitar que o problema se repita em poucos meses? Mais do que uma “faxina” temporária, o que a população precisa é de um compromisso de longo prazo com a limpeza urbana.

Em suma, a mobilização da Sesep merece reconhecimento como um passo na direção certa. Porém, para que seus efeitos perdurem, é fundamental que a população abrace sua parte na tarefa e que o poder público invista em estratégias contínuas de cuidado com a cidade. Que este mutirão seja mais do que uma ação festiva: que seja o início de uma transformação permanente, tornando nossa cidade mais limpa, saudável e acolhedora em todos os dias do ano.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira 

 

 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 6 de março de 2025  

 

Folha de S.Paulo
Renegociação das dívidas dos estados pode custar R$ 1,3 trilhão ao governo 

Governo calcula perda de R$ 1,3 tri com dívida dos estados – 05/03/2025 – Mercado – Folha 

 

O Estado de S. Paulo
Governo aposta que o etanol será o foco das tarifas dos EUA 

‘Notícia No Seu Tempo’: Governo aposta que o etanol será o foco das tarifas dos EUA – Estadão 

 

Valor Econômico (SP)
Tributação de dividendos pode se espelhar em OCDE 

Tributação de dividendos pode se espelhar em OCDE | Impresso | Valor Econômico 

 

O Globo (RJ)
Suprema Corte dos EUA obriga Trump a manter ajuda externa 

Presidente da Suprema Corte dos EUA permite a governo Trump manter congelamento de ajuda externa 

 

O Dia (RJ)
Carnaval 2025: Laíla faz Nilópolis vencer 

Beija-flor é a campeã do Carnaval 2025 e conquista o 15º título da sua história | O Dia na Folia | O Dia 

 

Correio Braziliense
Moraes arquiva inquérito contra Ibaneis pelo 8/1 

STF arquiva investigação contra Ibaneis por suposta omissão em 8 de janeiro   

 

Estado de Minas
E a festa será ainda maior 

Festa aprovada. Mas pode melhorar… 

 

Zero Hora (RS)
Estiagem já afeta 200 municípios do RS; produtores estimam “grandes perdas” no campo 

Estiagem faz Lagoa do Peixe secar pelo segundo ano consecutivo | GZH 

 

Jornal do Commercio (PE)
Trump impacta Europa com incerteza global e apoio russo 

Jornal do Commercio 

 

A Tarde (BA)
Carnaval na capital leva 11 milhões de foliões às ruas 

A Tarde (BA) Carnaval na capital leva 11 milhões de foliões às ruas – Google Search 

 

Diário do Nordeste (CE)
Imóveis econômicos lideram vendas na Capital 

Com alta procura e recorde de vendas, imóveis em Fortaleza devem ficar menores e mais caros em 2025 – Ingrid Coelho – Diário do Nordeste 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira 

 

 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 6 de março de 2025  

 

Folha de S.Paulo
Renegociação das dívidas dos estados pode custar R$ 1,3 trilhão ao governo 

Governo calcula perda de R$ 1,3 tri com dívida dos estados – 05/03/2025 – Mercado – Folha 

 

O Estado de S. Paulo
Governo aposta que o etanol será o foco das tarifas dos EUA 

‘Notícia No Seu Tempo’: Governo aposta que o etanol será o foco das tarifas dos EUA – Estadão 

 

Valor Econômico (SP)
Tributação de dividendos pode se espelhar em OCDE 

Tributação de dividendos pode se espelhar em OCDE | Impresso | Valor Econômico 

 

O Globo (RJ)
Suprema Corte dos EUA obriga Trump a manter ajuda externa 

Presidente da Suprema Corte dos EUA permite a governo Trump manter congelamento de ajuda externa 

 

O Dia (RJ)
Carnaval 2025: Laíla faz Nilópolis vencer 

Beija-flor é a campeã do Carnaval 2025 e conquista o 15º título da sua história | O Dia na Folia | O Dia 

 

Correio Braziliense
Moraes arquiva inquérito contra Ibaneis pelo 8/1 

STF arquiva investigação contra Ibaneis por suposta omissão em 8 de janeiro   

 

Estado de Minas
E a festa será ainda maior 

Festa aprovada. Mas pode melhorar… 

 

Zero Hora (RS)
Estiagem já afeta 200 municípios do RS; produtores estimam “grandes perdas” no campo 

Estiagem faz Lagoa do Peixe secar pelo segundo ano consecutivo | GZH 

 

Jornal do Commercio (PE)
Trump impacta Europa com incerteza global e apoio russo 

Jornal do Commercio 

 

A Tarde (BA)
Carnaval na capital leva 11 milhões de foliões às ruas 

A Tarde (BA) Carnaval na capital leva 11 milhões de foliões às ruas – Google Search 

 

Diário do Nordeste (CE)
Imóveis econômicos lideram vendas na Capital 

Com alta procura e recorde de vendas, imóveis em Fortaleza devem ficar menores e mais caros em 2025 – Ingrid Coelho – Diário do Nordeste 

 

ARTIGO – Chacina ou Confronto: O Preço da Impunidade

 

 

(Padre Carlos)

Há uma década, o episódio no Cabula marcou a memória de uma sociedade que clama por justiça, quando 12 jovens perderam a vida sob circunstâncias que hoje ainda levantam dúvidas sobre a veracidade da narrativa oficial. Agora, o incidente em Fazenda Coutos ressurge, trazendo à tona as mesmas questões cruciais: até que ponto podemos aceitar, sem uma investigação rigorosa e independente, a versão de um confronto legítimo quando a balança pesa igualmente para o termo “chacina”?

Em uma operação policial que resultou na morte de 12 pessoas, a justificativa da legítima defesa ecoa a defesa apresentada há dez anos, mas sem a mesma transparência e esclarecimentos que a sociedade exige. A ausência de perícias conclusivas e o histórico de violência policial impõem o imperativo de uma análise profunda, que vá além das estatísticas e retóricas oficiais. Cada vida ceifada num suposto enfrentamento se transforma em um grito por respostas, em um chamado urgente para que os métodos de trabalho das forças de segurança sejam questionados e, se necessário, reformulados.

A confiança depositada na narrativa oficial se vê abalada pelo peso das evidências históricas que apontam para o uso excessivo da força. Enquanto a polícia insiste na ideia de um confronto inevitável, a comunidade e os especialistas clamam por uma investigação que revele toda a verdade. Afinal, o rótulo de “chacina” não se aplica apenas ao número de mortos, mas à própria essência de um ato que pode representar a execução sumária de indivíduos, muitas vezes sem direito à defesa ou à dignidade.

A lembrança do Cabula serve como alerta para que não repitamos os erros do passado. É preciso que as autoridades se comprometam com a transparência e que o aparato estatal se sujeite a um escrutínio imparcial. A busca por justiça não pode ser ofuscada por relatos que, por vezes, se apoiam em uma versão incontestável da “legítima defesa”, ignorando a complexidade dos fatos e o impacto devastador que tais eventos têm sobre as comunidades.

A verdadeira transformação social dependerá da coragem de olhar para os fatos com olhos críticos e da disposição para corrigir rumos. Em um país onde a violência policial ainda ceifa vidas, o apelo por responsabilidade, por investigações profundas e por justiça efetiva ecoa como um chamado indispensável para que, finalmente, cada morte seja tratada com o rigor e o respeito que a verdade exige.

ARTIGO – Chacina ou Confronto: O Preço da Impunidade

 

 

(Padre Carlos)

Há uma década, o episódio no Cabula marcou a memória de uma sociedade que clama por justiça, quando 12 jovens perderam a vida sob circunstâncias que hoje ainda levantam dúvidas sobre a veracidade da narrativa oficial. Agora, o incidente em Fazenda Coutos ressurge, trazendo à tona as mesmas questões cruciais: até que ponto podemos aceitar, sem uma investigação rigorosa e independente, a versão de um confronto legítimo quando a balança pesa igualmente para o termo “chacina”?

Em uma operação policial que resultou na morte de 12 pessoas, a justificativa da legítima defesa ecoa a defesa apresentada há dez anos, mas sem a mesma transparência e esclarecimentos que a sociedade exige. A ausência de perícias conclusivas e o histórico de violência policial impõem o imperativo de uma análise profunda, que vá além das estatísticas e retóricas oficiais. Cada vida ceifada num suposto enfrentamento se transforma em um grito por respostas, em um chamado urgente para que os métodos de trabalho das forças de segurança sejam questionados e, se necessário, reformulados.

A confiança depositada na narrativa oficial se vê abalada pelo peso das evidências históricas que apontam para o uso excessivo da força. Enquanto a polícia insiste na ideia de um confronto inevitável, a comunidade e os especialistas clamam por uma investigação que revele toda a verdade. Afinal, o rótulo de “chacina” não se aplica apenas ao número de mortos, mas à própria essência de um ato que pode representar a execução sumária de indivíduos, muitas vezes sem direito à defesa ou à dignidade.

A lembrança do Cabula serve como alerta para que não repitamos os erros do passado. É preciso que as autoridades se comprometam com a transparência e que o aparato estatal se sujeite a um escrutínio imparcial. A busca por justiça não pode ser ofuscada por relatos que, por vezes, se apoiam em uma versão incontestável da “legítima defesa”, ignorando a complexidade dos fatos e o impacto devastador que tais eventos têm sobre as comunidades.

A verdadeira transformação social dependerá da coragem de olhar para os fatos com olhos críticos e da disposição para corrigir rumos. Em um país onde a violência policial ainda ceifa vidas, o apelo por responsabilidade, por investigações profundas e por justiça efetiva ecoa como um chamado indispensável para que, finalmente, cada morte seja tratada com o rigor e o respeito que a verdade exige.

A Hipocrisia das Homenagens Póstumas: 

 

 

 

 

Hoje, enquanto pensava em Zé da Paz, um líder comunitário que dedicou sua vida a cuidar do bairro que ajudou a criar, me deparei com uma reflexão amarga sobre a hipocrisia que permeia as homenagens póstumas. Zé da Paz foi um dos primeiros moradores de seu bairro e lutou incansavelmente por sua comunidade até o último dia de vida. No entanto, quando mais precisou, não encontrou o socorro ou a ajuda que tanto merecia. Morreu no banco de trás de um carro, sem assistência, vítima de um tumor no cérebro. Somente após sua morte, decidiram homenageá-lo, batizando uma praça no bairro com seu nome. Esse gesto tardio, embora bem-intencionado, revela uma contradição dolorosa: por que só valorizamos as pessoas, especialmente figuras públicas como políticos e artistas, depois que elas se vão?

Um Homem que Tudo Deu e Pouco Recebeu

Zé da Paz não era um político tradicional, mas um líder comunitário no sentido mais puro da palavra. Sua vida foi dedicada a melhorar o bairro que ele viu nascer. Ele foi um pilar, alguém que deu tudo de si para os outros. Mas, quando enfrentou sua própria batalha contra um tumor no cérebro, a ajuda que buscou não veio. Quem muito deu, pouco recebeu quando precisou. Sua morte, seguida pela nomeação de uma praça em sua homenagem, é um símbolo gritante de como a sociedade falha em retribuir o que recebe. Em vida, ele foi negligenciado; em morte, exaltado. Esse padrão não é exclusividade de Zé da Paz — ele se repete com líderes comunitários, artistas e até políticos que, enquanto vivos, são esquecidos ou criticados, mas após partirem ganham status de lenda.

A Indiferença da Natureza e a Necessidade Humana

Os versos de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, trazem uma perspectiva que amplifica essa reflexão:

“Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.”

Caeiro nos confronta com a indiferença da natureza diante da morte. O mundo segue seu curso, as flores desabrocham, as árvores permanecem verdes, independentemente de nossa existência ou ausência. Essa visão, quase desconcertante em sua simplicidade, contrasta com nossa necessidade humana de criar narrativas póstumas que deem significado à vida de quem se foi. Homenageamos os mortos com placas, discursos e monumentos, como se isso compensasse o silêncio que lhes impusemos em vida. Mas, como Caeiro sugere, a realidade não precisa dessas homenagens — elas são para nós, os vivos, uma forma de lidar com a culpa ou de buscar redenção.

A Conveniência do Reconhecimento Tardio

Por que esperamos a morte para valorizar as pessoas? A resposta pode estar na conveniência. Homenagear alguém após sua partida é fácil: não exige confronto, não demanda ação imediata. Erguer uma praça com o nome de Zé da Paz é um gesto simbólico que apazigua consciências, mas não muda o fato de que ele morreu sem o apoio que merecia. Em vida, reconhecer seu valor teria significado estar ao seu lado, oferecer cuidados médicos, retribuir sua dedicação. Após a morte, basta uma placa e um discurso emocionado. Essa conveniência, porém, tem um custo: perdemos a chance de construir relações genuínas no presente, enquanto as pessoas ainda podem sentir o impacto de nosso apreço.

Caeiro vai além em sua reflexão:

“Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.”

Aqui, o eu lírico abraça a insignificância de sua morte com serenidade, rejeitando a ideia de que precisa ser lembrado. Essa aceitação é um desafio à nossa cultura obcecada por legados. Para Caeiro, as homenagens póstumas são fúteis, porque o mundo não muda com nossa ausência. Mas, para nós, que seguimos vivos, elas revelam uma hipocrisia: usamos a morte como um filtro que apaga falhas e exalta virtudes, transformando figuras complexas em ícones intocáveis. Artistas como Van Gogh, que morreram na miséria, ou políticos controversos que se tornam heróis nacionais postumamente, são exemplos disso. A morte nos permite idealizar sem o ônus de agir.

A Memória Coletiva e Suas Distorções

A memória coletiva, moldada por essas narrativas póstumas, muitas vezes distorce a realidade. Zé da Paz, ao ser homenageado com uma praça, é eternizado como um símbolo de virtude, mas essa idealização não reflete a verdade de sua vida — uma vida marcada por luta e abandono. Essa tendência de romantizar os mortos ignora suas contribuições reais e, mais importante, nossa responsabilidade de apoiá-los enquanto estavam entre nós. A praça é um gesto de gratidão, sim, mas também uma tentativa de apagar a culpa de uma comunidade que falhou com ele.

Caeiro continua:

“Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.”

Essa aceitação do tempo natural nos provoca: se a primavera virá de qualquer forma, por que não celebramos as pessoas enquanto elas podem compartilhar dessa beleza? Por que adiamos o reconhecimento até que seja tarde demais? A indiferença da natureza, que Caeiro exalta, não justifica a indiferença humana. Zé da Paz importava para sua comunidade, e sua morte, embora irrelevante para as flores e as árvores, foi uma perda sentida por aqueles que ele ajudou. Reconhecer isso em vida teria feito a diferença.

Um Chamado à Autenticidade

A hipocrisia das homenagens póstumas está na falsidade que muitas vezes as acompanha, mas também no que elas revelam sobre nossa incapacidade de viver o presente. Quantos Zés da Paz estão por aí, dedicando-se ao bem comum e sendo ignorados? Quantos de nós só perceberemos seu valor quando já não puderem ouvir nossos elogios? Caeiro encerra seu poema com uma verdade simples e poderosa:

“O que for, quando for, é que será o que é.”

A realidade segue seu curso, e nossas homenagens tardias não a alteram. Mas, enquanto estamos aqui, podemos escolher agir diferente. Valorizar as pessoas em vida — com suas virtudes e imperfeições — é um ato mais corajoso e autêntico do que qualquer monumento erguido após o fim. A história de Zé da Paz nos ensina que o verdadeiro reconhecimento não espera pela morte. Ele acontece agora, no calor da luta, na fragilidade da existência. Abandonar a hipocrisia de só amar quando é tarde demais é o primeiro passo para uma sociedade mais justa — uma sociedade que honra seus heróis enquanto eles ainda podem sentir o peso desse amor.

A Hipocrisia das Homenagens Póstumas: 

 

 

 

 

Hoje, enquanto pensava em Zé da Paz, um líder comunitário que dedicou sua vida a cuidar do bairro que ajudou a criar, me deparei com uma reflexão amarga sobre a hipocrisia que permeia as homenagens póstumas. Zé da Paz foi um dos primeiros moradores de seu bairro e lutou incansavelmente por sua comunidade até o último dia de vida. No entanto, quando mais precisou, não encontrou o socorro ou a ajuda que tanto merecia. Morreu no banco de trás de um carro, sem assistência, vítima de um tumor no cérebro. Somente após sua morte, decidiram homenageá-lo, batizando uma praça no bairro com seu nome. Esse gesto tardio, embora bem-intencionado, revela uma contradição dolorosa: por que só valorizamos as pessoas, especialmente figuras públicas como políticos e artistas, depois que elas se vão?

Um Homem que Tudo Deu e Pouco Recebeu

Zé da Paz não era um político tradicional, mas um líder comunitário no sentido mais puro da palavra. Sua vida foi dedicada a melhorar o bairro que ele viu nascer. Ele foi um pilar, alguém que deu tudo de si para os outros. Mas, quando enfrentou sua própria batalha contra um tumor no cérebro, a ajuda que buscou não veio. Quem muito deu, pouco recebeu quando precisou. Sua morte, seguida pela nomeação de uma praça em sua homenagem, é um símbolo gritante de como a sociedade falha em retribuir o que recebe. Em vida, ele foi negligenciado; em morte, exaltado. Esse padrão não é exclusividade de Zé da Paz — ele se repete com líderes comunitários, artistas e até políticos que, enquanto vivos, são esquecidos ou criticados, mas após partirem ganham status de lenda.

A Indiferença da Natureza e a Necessidade Humana

Os versos de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, trazem uma perspectiva que amplifica essa reflexão:

“Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.”

Caeiro nos confronta com a indiferença da natureza diante da morte. O mundo segue seu curso, as flores desabrocham, as árvores permanecem verdes, independentemente de nossa existência ou ausência. Essa visão, quase desconcertante em sua simplicidade, contrasta com nossa necessidade humana de criar narrativas póstumas que deem significado à vida de quem se foi. Homenageamos os mortos com placas, discursos e monumentos, como se isso compensasse o silêncio que lhes impusemos em vida. Mas, como Caeiro sugere, a realidade não precisa dessas homenagens — elas são para nós, os vivos, uma forma de lidar com a culpa ou de buscar redenção.

A Conveniência do Reconhecimento Tardio

Por que esperamos a morte para valorizar as pessoas? A resposta pode estar na conveniência. Homenagear alguém após sua partida é fácil: não exige confronto, não demanda ação imediata. Erguer uma praça com o nome de Zé da Paz é um gesto simbólico que apazigua consciências, mas não muda o fato de que ele morreu sem o apoio que merecia. Em vida, reconhecer seu valor teria significado estar ao seu lado, oferecer cuidados médicos, retribuir sua dedicação. Após a morte, basta uma placa e um discurso emocionado. Essa conveniência, porém, tem um custo: perdemos a chance de construir relações genuínas no presente, enquanto as pessoas ainda podem sentir o impacto de nosso apreço.

Caeiro vai além em sua reflexão:

“Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.”

Aqui, o eu lírico abraça a insignificância de sua morte com serenidade, rejeitando a ideia de que precisa ser lembrado. Essa aceitação é um desafio à nossa cultura obcecada por legados. Para Caeiro, as homenagens póstumas são fúteis, porque o mundo não muda com nossa ausência. Mas, para nós, que seguimos vivos, elas revelam uma hipocrisia: usamos a morte como um filtro que apaga falhas e exalta virtudes, transformando figuras complexas em ícones intocáveis. Artistas como Van Gogh, que morreram na miséria, ou políticos controversos que se tornam heróis nacionais postumamente, são exemplos disso. A morte nos permite idealizar sem o ônus de agir.

A Memória Coletiva e Suas Distorções

A memória coletiva, moldada por essas narrativas póstumas, muitas vezes distorce a realidade. Zé da Paz, ao ser homenageado com uma praça, é eternizado como um símbolo de virtude, mas essa idealização não reflete a verdade de sua vida — uma vida marcada por luta e abandono. Essa tendência de romantizar os mortos ignora suas contribuições reais e, mais importante, nossa responsabilidade de apoiá-los enquanto estavam entre nós. A praça é um gesto de gratidão, sim, mas também uma tentativa de apagar a culpa de uma comunidade que falhou com ele.

Caeiro continua:

“Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.”

Essa aceitação do tempo natural nos provoca: se a primavera virá de qualquer forma, por que não celebramos as pessoas enquanto elas podem compartilhar dessa beleza? Por que adiamos o reconhecimento até que seja tarde demais? A indiferença da natureza, que Caeiro exalta, não justifica a indiferença humana. Zé da Paz importava para sua comunidade, e sua morte, embora irrelevante para as flores e as árvores, foi uma perda sentida por aqueles que ele ajudou. Reconhecer isso em vida teria feito a diferença.

Um Chamado à Autenticidade

A hipocrisia das homenagens póstumas está na falsidade que muitas vezes as acompanha, mas também no que elas revelam sobre nossa incapacidade de viver o presente. Quantos Zés da Paz estão por aí, dedicando-se ao bem comum e sendo ignorados? Quantos de nós só perceberemos seu valor quando já não puderem ouvir nossos elogios? Caeiro encerra seu poema com uma verdade simples e poderosa:

“O que for, quando for, é que será o que é.”

A realidade segue seu curso, e nossas homenagens tardias não a alteram. Mas, enquanto estamos aqui, podemos escolher agir diferente. Valorizar as pessoas em vida — com suas virtudes e imperfeições — é um ato mais corajoso e autêntico do que qualquer monumento erguido após o fim. A história de Zé da Paz nos ensina que o verdadeiro reconhecimento não espera pela morte. Ele acontece agora, no calor da luta, na fragilidade da existência. Abandonar a hipocrisia de só amar quando é tarde demais é o primeiro passo para uma sociedade mais justa — uma sociedade que honra seus heróis enquanto eles ainda podem sentir o peso desse amor.

Campanha da Fraternidade chama a atenção para o mei

 

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta Quarta-Feira de Cinzas (5) a Campanha da Fraternidade 2025, com o tema Fraternidade e Ecologia Integral. 

Já o lema bíblico escolhido para a campanha e extraído do livro do Genesis é: “Deus viu que tudo era muito bom”. 

Em nota, a CNBB destacou que a campanha foi inspirada na publicação da Carta Encíclica Laudato Si’ do papa Francisco que, em 2025, completa 10 anos; nos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis; e na 30ª Conferência das Partes (COP30), a ser realizada em novembro em Belém. 

“O objetivo geral da campanha é promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra”, informou a entidade. 

Mensagem do papa
A CNBB divulgou ainda uma mensagem enviada pelo papa Francisco em razão da Campanha da Fraternidade 2025. No documento, o pontífice louva o que chama de “esforço em propor o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal a Cristo”. 

O santo padre chama a atenção de toda a humanidade para a “urgência de uma necessária mudança de atitude” em nossas relações com o meio ambiente e recorda que a atual crise ecológica simboliza um apelo a uma profunda conversão interior. 

“O meu predecessor de venerável memória, São João Paulo II, já alertava que era preciso estimular e apoiar a ‘conversão ecológica’, que tornou a humanidade mais sensível ao tema do cuidado com a casa comum”, destacou Francisco. 

“Que todos nós possamos, com o especial auxilio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas”, concluiu. 

Entenda
Celebrada nacionalmente desde 1964, a campanha da fraternidade, de acordo com a CNBB, é um modo de a Igreja Católica no Brasil celebrar o período da quaresma, em preparação para a Páscoa, com atitudes de oração, jejum e caridade. 

Campanha da Fraternidade chama a atenção para o mei

 

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta Quarta-Feira de Cinzas (5) a Campanha da Fraternidade 2025, com o tema Fraternidade e Ecologia Integral. 

Já o lema bíblico escolhido para a campanha e extraído do livro do Genesis é: “Deus viu que tudo era muito bom”. 

Em nota, a CNBB destacou que a campanha foi inspirada na publicação da Carta Encíclica Laudato Si’ do papa Francisco que, em 2025, completa 10 anos; nos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis; e na 30ª Conferência das Partes (COP30), a ser realizada em novembro em Belém. 

“O objetivo geral da campanha é promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra”, informou a entidade. 

Mensagem do papa
A CNBB divulgou ainda uma mensagem enviada pelo papa Francisco em razão da Campanha da Fraternidade 2025. No documento, o pontífice louva o que chama de “esforço em propor o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal a Cristo”. 

O santo padre chama a atenção de toda a humanidade para a “urgência de uma necessária mudança de atitude” em nossas relações com o meio ambiente e recorda que a atual crise ecológica simboliza um apelo a uma profunda conversão interior. 

“O meu predecessor de venerável memória, São João Paulo II, já alertava que era preciso estimular e apoiar a ‘conversão ecológica’, que tornou a humanidade mais sensível ao tema do cuidado com a casa comum”, destacou Francisco. 

“Que todos nós possamos, com o especial auxilio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas”, concluiu. 

Entenda
Celebrada nacionalmente desde 1964, a campanha da fraternidade, de acordo com a CNBB, é um modo de a Igreja Católica no Brasil celebrar o período da quaresma, em preparação para a Páscoa, com atitudes de oração, jejum e caridade. 

Tragédia Inesperada: Jovem Ícone de Vitória da Conquista Morre Subitamente aos 34 Anos

Vitória da Conquista foi abalada na tarde do último sábado (4) pela súbita perda de um de seus cidadãos mais estimados. Lucas Teixeira Lima, de 34 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória inesperada, deixando familiares, amigos e toda a comunidade em estado de choque.

Conhecido por sua simpatia e carisma, Lucas era uma figura presente e querida na cidade. Sua morte gerou uma onda de comoção nas redes sociais, onde inúmeras mensagens de pesar e homenagens foram compartilhadas, refletindo o impacto positivo que ele teve na vida de muitos. Amigos e familiares ressaltam sua generosidade e o legado de afeto que deixa.

A perda precoce de Lucas deixa uma lacuna imensurável em Vitória da Conquista. Sua memória continuará viva no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Neste momento de dor, a comunidade se une em solidariedade aos familiares e amigos, expressando os mais sinceros sentimentos.

Tragédia Inesperada: Jovem Ícone de Vitória da Conquista Morre Subitamente aos 34 Anos

Vitória da Conquista foi abalada na tarde do último sábado (4) pela súbita perda de um de seus cidadãos mais estimados. Lucas Teixeira Lima, de 34 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória inesperada, deixando familiares, amigos e toda a comunidade em estado de choque.

Conhecido por sua simpatia e carisma, Lucas era uma figura presente e querida na cidade. Sua morte gerou uma onda de comoção nas redes sociais, onde inúmeras mensagens de pesar e homenagens foram compartilhadas, refletindo o impacto positivo que ele teve na vida de muitos. Amigos e familiares ressaltam sua generosidade e o legado de afeto que deixa.

A perda precoce de Lucas deixa uma lacuna imensurável em Vitória da Conquista. Sua memória continuará viva no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Neste momento de dor, a comunidade se une em solidariedade aos familiares e amigos, expressando os mais sinceros sentimentos.