Política e Resenha

Jovem Promissor Morre em Trágico Acidente na BA-263: Comunidade em Luto!

Na manhã desta terça-feira, 4 de março, um grave acidente na BA-263, entre Piripá e Condeúba, resultou na morte de Willian Barbosa, de 22 anos, conhecido como Wil. O jovem estava na garupa de uma motocicleta que, por razões ainda desconhecidas, saiu da pista, arremessando os dois ocupantes na via.

Willian faleceu no local do acidente. O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista.

O condutor da moto, cuja identidade não foi divulgada, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e levado ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde permanece em atendimento médico.

A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) esteve no local para registrar a ocorrência e realizar a sinalização do trânsito, que foi parcialmente interrompido durante os trabalhos. As causas do acidente ainda estão sob investigação, mas a PRE reforça a importância de cuidados redobrados ao trafegar em rodovias, especialmente em trechos considerados críticos.

A morte de Wil comoveu a comunidade local, onde ele era conhecido por sua simpatia e carisma. Amigos e familiares já se mobilizam para prestar homenagens ao jovem, cuja partida precoce deixa um vazio entre os que o conheciam.

Este trágico incidente serve como um alerta sobre a necessidade de maior atenção e prudência nas estradas, visando evitar que outras famílias passem por perdas semelhantes.

Jovem Promissor Morre em Trágico Acidente na BA-263: Comunidade em Luto!

Na manhã desta terça-feira, 4 de março, um grave acidente na BA-263, entre Piripá e Condeúba, resultou na morte de Willian Barbosa, de 22 anos, conhecido como Wil. O jovem estava na garupa de uma motocicleta que, por razões ainda desconhecidas, saiu da pista, arremessando os dois ocupantes na via.

Willian faleceu no local do acidente. O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista.

O condutor da moto, cuja identidade não foi divulgada, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e levado ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde permanece em atendimento médico.

A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) esteve no local para registrar a ocorrência e realizar a sinalização do trânsito, que foi parcialmente interrompido durante os trabalhos. As causas do acidente ainda estão sob investigação, mas a PRE reforça a importância de cuidados redobrados ao trafegar em rodovias, especialmente em trechos considerados críticos.

A morte de Wil comoveu a comunidade local, onde ele era conhecido por sua simpatia e carisma. Amigos e familiares já se mobilizam para prestar homenagens ao jovem, cuja partida precoce deixa um vazio entre os que o conheciam.

Este trágico incidente serve como um alerta sobre a necessidade de maior atenção e prudência nas estradas, visando evitar que outras famílias passem por perdas semelhantes.

Mistério e Perigo: Motociclista Sofre Grave Acidente na Avenida Jadiel Matos!

Na noite da última terça-feira (4), um motociclista ficou ferido após um acidente na Avenida Jadiel Matos, localizada no bairro Jardim Valéria, em Vitória da Conquista. A vítima conduzia uma Honda Biz quando ocorreu o incidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi acionado para prestar socorro, mas a identidade do motociclista não foi divulgada. Até o momento, as circunstâncias do acidente permanecem desconhecidas.

Este episódio adiciona-se a uma preocupante estatística na cidade. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), entre janeiro e o início de novembro de 2024, foram registrados 1.722 acidentes envolvendo motocicletas em Vitória da Conquista, uma média de 172,2 ocorrências por mês. Este número representa um aumento em relação ao mesmo período de 2023, que contabilizou 1.645 acidentes, com média mensal de 164,5 casos.

As principais causas apontadas para esses acidentes são o excesso de velocidade, desrespeito à sinalização viária e manobras perigosas, como transitar na contramão ou avançar o sinal vermelho. A coordenadora de Trânsito, Jamilly Alves, destaca que a maioria desses incidentes poderia ser evitada com a observância das normas de trânsito.

As autoridades locais reforçam a necessidade de prudência por parte dos condutores e pedestres, visando a redução de acidentes e a promoção de um trânsito mais seguro para todos.

Mistério e Perigo: Motociclista Sofre Grave Acidente na Avenida Jadiel Matos!

Na noite da última terça-feira (4), um motociclista ficou ferido após um acidente na Avenida Jadiel Matos, localizada no bairro Jardim Valéria, em Vitória da Conquista. A vítima conduzia uma Honda Biz quando ocorreu o incidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi acionado para prestar socorro, mas a identidade do motociclista não foi divulgada. Até o momento, as circunstâncias do acidente permanecem desconhecidas.

Este episódio adiciona-se a uma preocupante estatística na cidade. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), entre janeiro e o início de novembro de 2024, foram registrados 1.722 acidentes envolvendo motocicletas em Vitória da Conquista, uma média de 172,2 ocorrências por mês. Este número representa um aumento em relação ao mesmo período de 2023, que contabilizou 1.645 acidentes, com média mensal de 164,5 casos.

As principais causas apontadas para esses acidentes são o excesso de velocidade, desrespeito à sinalização viária e manobras perigosas, como transitar na contramão ou avançar o sinal vermelho. A coordenadora de Trânsito, Jamilly Alves, destaca que a maioria desses incidentes poderia ser evitada com a observância das normas de trânsito.

As autoridades locais reforçam a necessidade de prudência por parte dos condutores e pedestres, visando a redução de acidentes e a promoção de um trânsito mais seguro para todos.

Policial reage a assalto e mata suspeito em frente à Unex: moradores temem escalada da violência

Na manhã desta quarta-feira, por volta das 9h, a Avenida Artêmia Pires, no bairro SIM, em Feira de Santana, foi palco de um incidente que culminou na morte de um homem. Próximo ao centro universitário Unex, um indivíduo tentou assaltar a filha de um policial militar, que a acompanhava de perto em um veículo branco. Ao perceber a ação criminosa, o policial reagiu prontamente, efetuando disparos que atingiram o suspeito, levando-o a óbito no local antes da chegada do socorro.

A área foi imediatamente isolada, e equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas para realizar a perícia e a remoção do corpo. Até o momento, a identidade do suspeito não foi divulgada.

Moradores e comerciantes da região expressaram preocupação com a frequência de assaltos na Avenida Artêmia Pires, uma das mais movimentadas da cidade. Este incidente reacende o debate sobre a segurança pública e o aumento da criminalidade em Feira de Santana. O caso está sob investigação para esclarecer as circunstâncias da abordagem, a atuação do policial e possíveis outros envolvidos na tentativa de assalto.

A comunidade local aguarda respostas das autoridades e medidas efetivas para garantir a segurança na região, temendo que episódios como este se tornem recorrentes no bairro SIM.

Policial reage a assalto e mata suspeito em frente à Unex: moradores temem escalada da violência

Na manhã desta quarta-feira, por volta das 9h, a Avenida Artêmia Pires, no bairro SIM, em Feira de Santana, foi palco de um incidente que culminou na morte de um homem. Próximo ao centro universitário Unex, um indivíduo tentou assaltar a filha de um policial militar, que a acompanhava de perto em um veículo branco. Ao perceber a ação criminosa, o policial reagiu prontamente, efetuando disparos que atingiram o suspeito, levando-o a óbito no local antes da chegada do socorro.

A área foi imediatamente isolada, e equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas para realizar a perícia e a remoção do corpo. Até o momento, a identidade do suspeito não foi divulgada.

Moradores e comerciantes da região expressaram preocupação com a frequência de assaltos na Avenida Artêmia Pires, uma das mais movimentadas da cidade. Este incidente reacende o debate sobre a segurança pública e o aumento da criminalidade em Feira de Santana. O caso está sob investigação para esclarecer as circunstâncias da abordagem, a atuação do policial e possíveis outros envolvidos na tentativa de assalto.

A comunidade local aguarda respostas das autoridades e medidas efetivas para garantir a segurança na região, temendo que episódios como este se tornem recorrentes no bairro SIM.

Alerta: Clima Instável em Vitória da Conquista Pode Surpreender Moradores!

Após um Carnaval com temperaturas amenas e tempo úmido, os habitantes de Vitória da Conquista devem se preparar para uma semana de clima instável. A previsão indica predominância de céu nublado, com momentos de sol entre nuvens e chuvas passageiras até o próximo domingo.

Nesta quarta-feira (5), o dia começou com céu encoberto e possibilidade de garoa pela manhã. À tarde, o sol pode aparecer timidamente entre poucas nuvens, mas à noite o tempo volta a ficar fechado. As temperaturas variam entre 18°C e 27°C, com umidade do ar atingindo 98%.

Na quinta-feira (6), o sol deve surgir acompanhado de chuvas pela manhã, seguido de diminuição das nuvens ao longo do dia. À noite, o tempo pode voltar a fechar, com chance de garoa. As temperaturas oscilarão entre 18°C e 26°C.

Já na sexta-feira (7), o tempo deve alternar entre sol e pancadas de chuva pela manhã, com aumento da nebulosidade à tarde. À noite, a previsão é de tempo firme. A mínima será de 19°C e a máxima de 27°C.

O sábado (8) deve ter um céu carregado de nuvens durante todo o dia, mas com algumas aberturas de sol. A temperatura varia entre 18°C e 27°C.

Para o domingo (9), o tempo segue nublado, com máxima de 28°C e possibilidade de chuvas leves. A tendência para os próximos dias é de variação entre períodos de sol, nebulosidade intensa e pancadas de chuva passageiras, mantendo o clima instável na região.

Os moradores devem estar atentos às mudanças climáticas e se preparar para possíveis alterações repentinas no tempo.

Alerta: Clima Instável em Vitória da Conquista Pode Surpreender Moradores!

Após um Carnaval com temperaturas amenas e tempo úmido, os habitantes de Vitória da Conquista devem se preparar para uma semana de clima instável. A previsão indica predominância de céu nublado, com momentos de sol entre nuvens e chuvas passageiras até o próximo domingo.

Nesta quarta-feira (5), o dia começou com céu encoberto e possibilidade de garoa pela manhã. À tarde, o sol pode aparecer timidamente entre poucas nuvens, mas à noite o tempo volta a ficar fechado. As temperaturas variam entre 18°C e 27°C, com umidade do ar atingindo 98%.

Na quinta-feira (6), o sol deve surgir acompanhado de chuvas pela manhã, seguido de diminuição das nuvens ao longo do dia. À noite, o tempo pode voltar a fechar, com chance de garoa. As temperaturas oscilarão entre 18°C e 26°C.

Já na sexta-feira (7), o tempo deve alternar entre sol e pancadas de chuva pela manhã, com aumento da nebulosidade à tarde. À noite, a previsão é de tempo firme. A mínima será de 19°C e a máxima de 27°C.

O sábado (8) deve ter um céu carregado de nuvens durante todo o dia, mas com algumas aberturas de sol. A temperatura varia entre 18°C e 27°C.

Para o domingo (9), o tempo segue nublado, com máxima de 28°C e possibilidade de chuvas leves. A tendência para os próximos dias é de variação entre períodos de sol, nebulosidade intensa e pancadas de chuva passageiras, mantendo o clima instável na região.

Os moradores devem estar atentos às mudanças climáticas e se preparar para possíveis alterações repentinas no tempo.

Trump: O Plano que Pode Salvar os EUA e Destruir o Mundo

 

 

 

Donald Trump voltou ao comando dos Estados Unidos com uma missão clara: salvar o país do que ele vê como um declínio econômico. Seu plano, ousado e polêmico, aposta em medidas como tarifas altas, desvalorização do dólar e um foco intenso na indústria americana. A ideia é simples: fortalecer os EUA, custe o que custar. Mas esse “custe o que custar” pode ter um preço alto demais – não só para os americanos, mas para o mundo inteiro. Enquanto Trump promete trazer empregos e prosperidade de volta, suas ações podem acender um pavio que leve a economia global ao colapso. É uma aposta arriscada, e o futuro de todos nós está na corda bamba. 

O mundo de hoje vive um desequilíbrio econômico que não é obra do acaso. Países como China e Alemanha acumulam superávits comerciais enormes – ou seja, exportam muito mais do que importam. Já os EUA carregam um déficit pesado, comprando mais do que vendem. Esse desequilíbrio não é natural; ele é artificial, mantido por políticas como a manipulação de moedas. A China, por exemplo, já foi acusada de manter o yuan fraco para tornar seus produtos baratos no mercado global. Isso prejudica os EUA, que veem suas fábricas fecharem e seus empregos desaparecerem. Trump quer mudar essa história, e sua arma principal são as tarifas: impostos sobre bens importados que tornam os produtos estrangeiros mais caros e dão uma chance para os americanos competirem. 

Mas essa estratégia tem um lado perigoso. Tarifas podem até proteger algumas indústrias nos EUA, mas também aumentam os preços de tudo que vem de fora – de eletrônicos a roupas. Isso pesa no bolso do consumidor e pode alimentar a inflação, um monstro que, uma vez solto, é difícil de controlar. E tem mais: quando os EUA batem, os outros países não ficam quietos. Eles retaliam com suas próprias tarifas, e o que começa como uma briga comercial pode virar uma guerra econômica. Se cada nação levantar muros, o comércio global, que move a economia mundial, pode travar. É um risco real, e os sinais disso já apareceram nos últimos anos, com tensões entre EUA e China crescendo a cada nova rodada de sanções. 

Esse jeito de agir vai contra tudo o que foi construído depois da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, os EUA lideraram a criação de um sistema econômico baseado na cooperação. O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e, mais tarde, a Organização Mundial do Comércio (OMC) nasceram para evitar que o mundo caísse de novo no caos das guerras e da pobreza. Esse sistema, com suas regras de comércio aberto, trouxe décadas de crescimento. Mas Trump não parece ligar para isso. Ao ignorar acordos internacionais e agir sozinho, ele está enfraquecendo essas instituições. Sem elas, fica mais difícil resolver crises globais – sejam econômicas, como a de 2008, ou de outro tipo, como as mudanças climáticas. 

Aqui entra o chamado trilema político, uma ideia que diz que um país não pode ter tudo ao mesmo tempo: democracia, soberania nacional e integração global. Tem que escolher. Trump parece ter feito sua escolha: soberania e democracia (pelo menos no discurso) acima da integração com o mundo. Ele quer os EUA no controle do próprio destino, sem depender de ninguém. Mas isso tem um custo. Ao se fechar, os EUA podem perder o papel de líder global que exerceram por tanto tempo. E, sem cooperação, problemas que afetam todos – como pandemias ou crises financeiras – ficam mais difíceis de enfrentar. 

Outro ponto importante é o dilema de Triffin. O dólar é a moeda que o mundo usa – para comprar petróleo, fazer negócios, guardar reservas. Para manter esse status, os EUA precisam exportar dólares, o que significa importar mais do que exportam e viver com déficits. Só que esses déficits enfraquecem a economia americana a longo prazo. Trump quer acabar com isso, reduzindo o déficit comercial. O problema é que, se o dólar perder força como moeda global, o sistema financeiro internacional pode entrar em crise. Outros países podem buscar alternativas, e a confusão seria enorme. 

O plano de Trump tem três pilares principais. Primeiro, desvalorizar o dólar: com uma moeda mais fraca, os produtos americanos ficam mais baratos lá fora, e as importações ficam mais caras aqui dentro. Isso pode ajudar a vender mais e comprar menos. Segundo, fortalecer a indústria doméstica: as tarifas e outras medidas protecionistas são para dar um gás nas fábricas americanas. Terceiro, reequilibrar os fluxos de capital: menos déficit significa menos dinheiro saindo do país, o que pode fortalecer a economia interna. No papel, parece bom para os EUA. Na prática, é um jogo de alto risco. 

Se der certo, os EUA podem ver um renascimento industrial, com mais empregos e uma economia mais forte. Mas os efeitos colaterais podem ser devastadores. Uma guerra comercial pode derrubar o crescimento global, já que o comércio é o motor de muitas economias. A inflação pode disparar, não só nos EUA, mas em todo lugar, à medida que os preços sobem. E, se o dólar vacilar, os mercados financeiros podem entrar em pânico. Além disso, ao enfraquecer a cooperação internacional, Trump deixa o mundo mais vulnerável a crises que ninguém resolve sozinho. 

Donald Trump está jogando uma partida de xadrez com o mundo como tabuleiro. Seu plano para salvar os EUA é corajoso, mas perigoso. Ele pode até trazer benefícios para os americanos no curto prazo, mas o preço pode ser um colapso global – uma recessão, um caos financeiro, uma desordem que ninguém sabe como consertar. O mundo está interligado, e o que os EUA fazem afeta a todos. Será que vale a pena arriscar tudo por uma vitória incerta? Enquanto Trump avança, ficamos com a dúvida: ele será lembrado como o salvador da América ou como o homem que derrubou o mundo tentando salvá-la? 

Padre Carlos 

 

Trump: O Plano que Pode Salvar os EUA e Destruir o Mundo

 

 

 

Donald Trump voltou ao comando dos Estados Unidos com uma missão clara: salvar o país do que ele vê como um declínio econômico. Seu plano, ousado e polêmico, aposta em medidas como tarifas altas, desvalorização do dólar e um foco intenso na indústria americana. A ideia é simples: fortalecer os EUA, custe o que custar. Mas esse “custe o que custar” pode ter um preço alto demais – não só para os americanos, mas para o mundo inteiro. Enquanto Trump promete trazer empregos e prosperidade de volta, suas ações podem acender um pavio que leve a economia global ao colapso. É uma aposta arriscada, e o futuro de todos nós está na corda bamba. 

O mundo de hoje vive um desequilíbrio econômico que não é obra do acaso. Países como China e Alemanha acumulam superávits comerciais enormes – ou seja, exportam muito mais do que importam. Já os EUA carregam um déficit pesado, comprando mais do que vendem. Esse desequilíbrio não é natural; ele é artificial, mantido por políticas como a manipulação de moedas. A China, por exemplo, já foi acusada de manter o yuan fraco para tornar seus produtos baratos no mercado global. Isso prejudica os EUA, que veem suas fábricas fecharem e seus empregos desaparecerem. Trump quer mudar essa história, e sua arma principal são as tarifas: impostos sobre bens importados que tornam os produtos estrangeiros mais caros e dão uma chance para os americanos competirem. 

Mas essa estratégia tem um lado perigoso. Tarifas podem até proteger algumas indústrias nos EUA, mas também aumentam os preços de tudo que vem de fora – de eletrônicos a roupas. Isso pesa no bolso do consumidor e pode alimentar a inflação, um monstro que, uma vez solto, é difícil de controlar. E tem mais: quando os EUA batem, os outros países não ficam quietos. Eles retaliam com suas próprias tarifas, e o que começa como uma briga comercial pode virar uma guerra econômica. Se cada nação levantar muros, o comércio global, que move a economia mundial, pode travar. É um risco real, e os sinais disso já apareceram nos últimos anos, com tensões entre EUA e China crescendo a cada nova rodada de sanções. 

Esse jeito de agir vai contra tudo o que foi construído depois da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, os EUA lideraram a criação de um sistema econômico baseado na cooperação. O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e, mais tarde, a Organização Mundial do Comércio (OMC) nasceram para evitar que o mundo caísse de novo no caos das guerras e da pobreza. Esse sistema, com suas regras de comércio aberto, trouxe décadas de crescimento. Mas Trump não parece ligar para isso. Ao ignorar acordos internacionais e agir sozinho, ele está enfraquecendo essas instituições. Sem elas, fica mais difícil resolver crises globais – sejam econômicas, como a de 2008, ou de outro tipo, como as mudanças climáticas. 

Aqui entra o chamado trilema político, uma ideia que diz que um país não pode ter tudo ao mesmo tempo: democracia, soberania nacional e integração global. Tem que escolher. Trump parece ter feito sua escolha: soberania e democracia (pelo menos no discurso) acima da integração com o mundo. Ele quer os EUA no controle do próprio destino, sem depender de ninguém. Mas isso tem um custo. Ao se fechar, os EUA podem perder o papel de líder global que exerceram por tanto tempo. E, sem cooperação, problemas que afetam todos – como pandemias ou crises financeiras – ficam mais difíceis de enfrentar. 

Outro ponto importante é o dilema de Triffin. O dólar é a moeda que o mundo usa – para comprar petróleo, fazer negócios, guardar reservas. Para manter esse status, os EUA precisam exportar dólares, o que significa importar mais do que exportam e viver com déficits. Só que esses déficits enfraquecem a economia americana a longo prazo. Trump quer acabar com isso, reduzindo o déficit comercial. O problema é que, se o dólar perder força como moeda global, o sistema financeiro internacional pode entrar em crise. Outros países podem buscar alternativas, e a confusão seria enorme. 

O plano de Trump tem três pilares principais. Primeiro, desvalorizar o dólar: com uma moeda mais fraca, os produtos americanos ficam mais baratos lá fora, e as importações ficam mais caras aqui dentro. Isso pode ajudar a vender mais e comprar menos. Segundo, fortalecer a indústria doméstica: as tarifas e outras medidas protecionistas são para dar um gás nas fábricas americanas. Terceiro, reequilibrar os fluxos de capital: menos déficit significa menos dinheiro saindo do país, o que pode fortalecer a economia interna. No papel, parece bom para os EUA. Na prática, é um jogo de alto risco. 

Se der certo, os EUA podem ver um renascimento industrial, com mais empregos e uma economia mais forte. Mas os efeitos colaterais podem ser devastadores. Uma guerra comercial pode derrubar o crescimento global, já que o comércio é o motor de muitas economias. A inflação pode disparar, não só nos EUA, mas em todo lugar, à medida que os preços sobem. E, se o dólar vacilar, os mercados financeiros podem entrar em pânico. Além disso, ao enfraquecer a cooperação internacional, Trump deixa o mundo mais vulnerável a crises que ninguém resolve sozinho. 

Donald Trump está jogando uma partida de xadrez com o mundo como tabuleiro. Seu plano para salvar os EUA é corajoso, mas perigoso. Ele pode até trazer benefícios para os americanos no curto prazo, mas o preço pode ser um colapso global – uma recessão, um caos financeiro, uma desordem que ninguém sabe como consertar. O mundo está interligado, e o que os EUA fazem afeta a todos. Será que vale a pena arriscar tudo por uma vitória incerta? Enquanto Trump avança, ficamos com a dúvida: ele será lembrado como o salvador da América ou como o homem que derrubou o mundo tentando salvá-la? 

Padre Carlos 

 

Papa Francisco: “Sinto no meu coração a ´bênção´ que se esconde na fragilidade” 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 5 de março de 2025  

 

É importante resgatar trechos da oração do Angelus, assinada pelo Papa Francisco. 

“Podemos perguntar-nos: como olho para os outros, que são meus irmãos e irmãs? E de que modo me sinto olhado por eles? As minhas palavras têm bom sabor ou estão impregnadas de amargura e de vaidade? 

“Sinto no meu coração a ´bênção´ que se esconde na fragilidade, porque é precisamente nestes momentos que aprendemos ainda mais a confiar no Senhor. 

“Ao mesmo tempo, agradeço a Deus por me ter dado a oportunidade de partilhar em corpo e espírito a condição de tantas pessoas doentes e sofredoras. 

 

 

 

Papa Francisco: “Sinto no meu coração a ´bênção´ que se esconde na fragilidade” 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 5 de março de 2025  

 

É importante resgatar trechos da oração do Angelus, assinada pelo Papa Francisco. 

“Podemos perguntar-nos: como olho para os outros, que são meus irmãos e irmãs? E de que modo me sinto olhado por eles? As minhas palavras têm bom sabor ou estão impregnadas de amargura e de vaidade? 

“Sinto no meu coração a ´bênção´ que se esconde na fragilidade, porque é precisamente nestes momentos que aprendemos ainda mais a confiar no Senhor. 

“Ao mesmo tempo, agradeço a Deus por me ter dado a oportunidade de partilhar em corpo e espírito a condição de tantas pessoas doentes e sofredoras. 

 

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 5 de março de 2025  

 

Folha de S.Paulo
China, Canadá e México reagem a Trump e ampliam guerra tarifária 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/china-responde-a-trump-com-tarifas-sobre-importacoes-de-alimentos-dos-eua.shtml 

 

O Estado de S. Paulo
Taxados por Trump reagem e guerra comercial se acirra; Brasil tem vantagens e riscos 

https://www.estadao.com.br/economia/tarifaco-trump-aversao-risco-desaceleracao-global/ 

 

Valor Econômico (SP)
China, Canadá e México retaliam tarifas dos EUA, e guerra comercial escala 

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/03/05/china-canada-e-mexico-retaliam-tarifas-dos-eua-e-guerra-comercial-escala.ghtml 

 

O Globo (RJ)
China, Canadá e México retaliam EUA e ampliam guerra comercial 

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/03/04/china-retalia-eua-com-tarifas-sobre-alimentos-e-acirra-guerra-comercial.ghtml 

 

O Dia (RJ)
Mocidade leva robôs para a Sapucaí 

https://odia.ig.com.br/diversao/carnaval/2025/03/7015180-mocidade-leva-a-sapucai-para-uma-viagem-intergalactica-sem-empolgar-o-publico.html 

 

Correio Braziliense
Trump vai ampliar o tarifaço no comércio mundial 

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/03/7076444-falando-a-congressistas-trump-endurece-discurso-por-taxacao.html 

 

Estado de Minas
CARNAVAL
Mineiros e turistas aprovam festa em BH 

https://www.em.com.br/gerais/2025/03/7076119-carnaval-de-bh-seduz-turistas-e-reune-folioes-de-todo-o-brasil.html 

 

Zero Hora (RS)
Em reação aos EUA, Europa anuncia plano de defesa 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2025/03/von-der-leyen-diz-que-apresentara-plano-sobre-o-rearmamento-da-europa-durante-a-cupula-da-ue-cm7rybc5b023p013te06a5qyv.html 

 

Jornal do Commercio (PE)
Foliões prolongam despedida do Carnaval no Recife e em Olinda 

https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/2024/02/15671444-carnaval-insiste-em-nao-ir-embora-e-prolonga-a-festa-no-recife-e-em-olinda.html 

 

A Tarde (BA)
Memórias afetivas da folia estimulam encontros e turismo 

https://atarde.com.br/?d=1 

 

Diário do Nordeste (CE)
CGU acha matrículas irregulares em duas cidades 

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/pontopoder/fiscalizacao-da-cgu-em-prefeituras-do-ceara-identifica-irregularidades-em-matriculas-de-tempo-integral-1.3624677 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira 

 

 

Da Redação do Política e Resenha
Publicado em 5 de março de 2025  

 

Folha de S.Paulo
China, Canadá e México reagem a Trump e ampliam guerra tarifária 

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/03/china-responde-a-trump-com-tarifas-sobre-importacoes-de-alimentos-dos-eua.shtml 

 

O Estado de S. Paulo
Taxados por Trump reagem e guerra comercial se acirra; Brasil tem vantagens e riscos 

https://www.estadao.com.br/economia/tarifaco-trump-aversao-risco-desaceleracao-global/ 

 

Valor Econômico (SP)
China, Canadá e México retaliam tarifas dos EUA, e guerra comercial escala 

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/03/05/china-canada-e-mexico-retaliam-tarifas-dos-eua-e-guerra-comercial-escala.ghtml 

 

O Globo (RJ)
China, Canadá e México retaliam EUA e ampliam guerra comercial 

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/03/04/china-retalia-eua-com-tarifas-sobre-alimentos-e-acirra-guerra-comercial.ghtml 

 

O Dia (RJ)
Mocidade leva robôs para a Sapucaí 

https://odia.ig.com.br/diversao/carnaval/2025/03/7015180-mocidade-leva-a-sapucai-para-uma-viagem-intergalactica-sem-empolgar-o-publico.html 

 

Correio Braziliense
Trump vai ampliar o tarifaço no comércio mundial 

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/03/7076444-falando-a-congressistas-trump-endurece-discurso-por-taxacao.html 

 

Estado de Minas
CARNAVAL
Mineiros e turistas aprovam festa em BH 

https://www.em.com.br/gerais/2025/03/7076119-carnaval-de-bh-seduz-turistas-e-reune-folioes-de-todo-o-brasil.html 

 

Zero Hora (RS)
Em reação aos EUA, Europa anuncia plano de defesa 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/noticia/2025/03/von-der-leyen-diz-que-apresentara-plano-sobre-o-rearmamento-da-europa-durante-a-cupula-da-ue-cm7rybc5b023p013te06a5qyv.html 

 

Jornal do Commercio (PE)
Foliões prolongam despedida do Carnaval no Recife e em Olinda 

https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/2024/02/15671444-carnaval-insiste-em-nao-ir-embora-e-prolonga-a-festa-no-recife-e-em-olinda.html 

 

A Tarde (BA)
Memórias afetivas da folia estimulam encontros e turismo 

https://atarde.com.br/?d=1 

 

Diário do Nordeste (CE)
CGU acha matrículas irregulares em duas cidades 

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/pontopoder/fiscalizacao-da-cgu-em-prefeituras-do-ceara-identifica-irregularidades-em-matriculas-de-tempo-integral-1.3624677 

 

ARTIGO – Decisões de Morte: Como o Estado Ordenou a Execução dos “Subversivos Perigosos” (Padre Carlos)

 

 

A descoberta de um documento, descrito como “o mais perturbador em vinte anos de pesquisa”, nos arrasta para uma narrativa que transcende o tempo e desafia nossa consciência. Em uma reunião ocorrida em março de 1974, o General Ernesto Geisel, ainda no frescor de sua posse presidencial, foi confrontado por assessores de alta patente – incluindo o então comandante do Centro de Informações do Exército, seu sucessor e o General João Figueiredo, escolhido para o Serviço Nacional de Inteligência – que traziam uma notícia devastadora: 104 vidas haviam sido ceifadas sumariamente no período do governo Médici. A proposta era clara e cruel: a continuidade desta política de assassinatos sob a égide do novo regime.

A resposta de Geisel, embora revestida de uma aparente ponderação, revela uma tragédia moral intrínseca ao exercício do poder. Ao autorizar, no dia seguinte, a perpetuação desses atos sob condições restritas – executando apenas “subversivos perigosos” e submetendo cada decisão a uma aprovação meticulosa no Palácio do Planalto – o presidente não fez senão confirmar a conivência dos altos escalões do Estado com práticas que transformam a política em uma sentença de morte. Tal decisão, embasada em uma lógica perversa de controle e medo, ilumina a tênue linha que separa a segurança nacional da violação dos direitos humanos.

Ainda mais inquietante é a constatação de que este documento, endereçado a Henry Kissinger, imbrica o cenário brasileiro à diplomacia internacional. A aproximação promovida por Kissinger com Geisel reforça a noção de que os jogos de poder, muitas vezes, se sobrepõem à ética e à responsabilidade. A identidade do informante da CIA, deixada envolta em mistério, amplia o espectro de dúvidas e questionamentos sobre os bastidores de uma política que, longe de buscar a justiça, abraçava a impiedade.

Este relato, com sua crueza e formalidade burocrática, não é apenas um registro histórico; é um convite urgente à reflexão. Ele nos obriga a reviver os horrores de um passado marcado pelo autoritarismo e pela violência, ressaltando a importância de manter acesa a chama da memória e da vigilância. É imperativo que, mesmo décadas após os fatos, a sociedade se mantenha alerta e disposta a questionar as narrativas oficiais, para que a verdade – por mais perturbadora que seja – jamais seja silenciada.

Em tempos onde as sombras do autoritarismo ainda se insinuam sob disfarces modernos, este documento serve como um poderoso lembrete de que a luta pela transparência e pelos direitos humanos deve ser incessante, e que a história, por mais dolorosa que seja, é a melhor professora para a construção de um futuro verdadeiramente justo.

ARTIGO – Decisões de Morte: Como o Estado Ordenou a Execução dos “Subversivos Perigosos” (Padre Carlos)

 

 

A descoberta de um documento, descrito como “o mais perturbador em vinte anos de pesquisa”, nos arrasta para uma narrativa que transcende o tempo e desafia nossa consciência. Em uma reunião ocorrida em março de 1974, o General Ernesto Geisel, ainda no frescor de sua posse presidencial, foi confrontado por assessores de alta patente – incluindo o então comandante do Centro de Informações do Exército, seu sucessor e o General João Figueiredo, escolhido para o Serviço Nacional de Inteligência – que traziam uma notícia devastadora: 104 vidas haviam sido ceifadas sumariamente no período do governo Médici. A proposta era clara e cruel: a continuidade desta política de assassinatos sob a égide do novo regime.

A resposta de Geisel, embora revestida de uma aparente ponderação, revela uma tragédia moral intrínseca ao exercício do poder. Ao autorizar, no dia seguinte, a perpetuação desses atos sob condições restritas – executando apenas “subversivos perigosos” e submetendo cada decisão a uma aprovação meticulosa no Palácio do Planalto – o presidente não fez senão confirmar a conivência dos altos escalões do Estado com práticas que transformam a política em uma sentença de morte. Tal decisão, embasada em uma lógica perversa de controle e medo, ilumina a tênue linha que separa a segurança nacional da violação dos direitos humanos.

Ainda mais inquietante é a constatação de que este documento, endereçado a Henry Kissinger, imbrica o cenário brasileiro à diplomacia internacional. A aproximação promovida por Kissinger com Geisel reforça a noção de que os jogos de poder, muitas vezes, se sobrepõem à ética e à responsabilidade. A identidade do informante da CIA, deixada envolta em mistério, amplia o espectro de dúvidas e questionamentos sobre os bastidores de uma política que, longe de buscar a justiça, abraçava a impiedade.

Este relato, com sua crueza e formalidade burocrática, não é apenas um registro histórico; é um convite urgente à reflexão. Ele nos obriga a reviver os horrores de um passado marcado pelo autoritarismo e pela violência, ressaltando a importância de manter acesa a chama da memória e da vigilância. É imperativo que, mesmo décadas após os fatos, a sociedade se mantenha alerta e disposta a questionar as narrativas oficiais, para que a verdade – por mais perturbadora que seja – jamais seja silenciada.

Em tempos onde as sombras do autoritarismo ainda se insinuam sob disfarces modernos, este documento serve como um poderoso lembrete de que a luta pela transparência e pelos direitos humanos deve ser incessante, e que a história, por mais dolorosa que seja, é a melhor professora para a construção de um futuro verdadeiramente justo.

ARTIGO – A Identidade Canônica e a Vocação à Misericórdia

 

(Padre Carlos)

Neste mês de março, ao celebrar os vinte e cinco anos de minha ordenação sacerdotal, encontro-me diante de uma ocasião singular para refletir sobre a natureza indelével do sacramento da ordem e os direitos que me são assegurados pelo Direito Canônico, mesmo estando suspenso de ordem e permanecendo encardinado na Arquidiocese de Vitória da Conquista. Este marco jubilar não é apenas uma celebração pessoal, mas uma oportunidade para reafirmar verdades fundamentais da fé e da disciplina eclesial que não podem ser negadas ou obscurecidas por silêncios ou omissões. A pertença ao presbitério e o reconhecimento pelo Clero são direitos garantidos pelos cânones da Igreja, os quais transcendem as vicissitudes de medidas disciplinares e refletem a essência da communio que une todos os ordenados em Cristo.

O Código de Direito Canônico estabelece, no cânon 274, §2, que os clérigos estão vinculados por uma especial solicitude à sua Igreja particular, uma relação que não se extingue por sanções como a suspensão de ordem. Esta suspensão, conforme o cânon 1333, limita o exercício público do ministério, mas não anula o caráter sacramental impresso pela ordenação, como ensina o Catecismo da Igreja Católica (n. 1581-1582). Tal caráter, sendo indelével, configura o sacerdote a Cristo de modo permanente, garantindo-lhe a pertença ao presbitério como um direito intrínseco à sua identidade canônica. Negar este fato seria contrariar a própria lógica do direito e da teologia sacramental, que reconhecem a continuidade da vocação mesmo em tempos de provação.

Mais ainda, as histórias dos padres suspensos de ordem, como a minha, não podem ser apagadas ou omitidas. Elas fazem parte do tecido vivo da Igreja, testemunhando a complexidade da condição humana e a necessidade de uma abordagem que alie justiça e misericórdia. A existência de cada sacerdote, independentemente de sua situação disciplinar, é um reflexo da história da salvação que se desenrola na comunidade eclesial. Apagar essas narrativas seria negar a verdade que a Igreja é chamada a viver na caridade (Ef 4,15), uma verdade que exige o reconhecimento de todos os seus membros, especialmente daqueles que atravessam períodos de dificuldade ou afastamento temporário.

Assim, faço um apelo aos meus irmãos do Clero da Arquidiocese de Vitória da Conquista: rezem por mim e pela minha caminhada. Como membros do mesmo presbitério, compartilhamos uma fraternidade sacramental que não se desfaz diante das adversidades. A suspensão de ordem, embora seja uma realidade dolorosa, não rompe os laços de comunhão que nos unem em Cristo Sacerdote. Pelo contrário, ela pode ser uma oportunidade para que a solidariedade sacerdotal se manifeste em gestos concretos de oração e apoio, como nos ensina o Papa Francisco ao afirmar que a misericórdia é o “coração pulsante do Evangelho” (Misericordiae Vultus, n. 12).

Neste jubileu de prata, coloco este marco nas mãos de Deus, confiando plenamente na Sua providência e na Sua infinita misericórdia. A vocação sacerdotal, mesmo marcada por provações, permanece um dom que encontra na Cruz de Cristo seu sentido último e mais profundo. A suspensão de ordem não anula a graça da ordenação nem a missão de ser sinal do amor divino no mundo; antes, convida a uma entrega renovada à vontade do Pai, que tudo conduz à perfeição segundo os Seus desígnios.

Por fim, convido todos os cristãos a agirem com misericórdia, recordando as palavras do Santo Padre: “A misericórdia é a via que une Deus e o homem, porque abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, não obstante a limitação do nosso pecado” (Misericordiae Vultus, n. 2). Que possamos construir juntos uma Igreja que acolhe e consola, onde ninguém seja esquecido ou descartado, mas onde todos sejam reconhecidos como filhos amados de Deus, chamados à plenitude da vida em Cristo. Que este jubileu seja, pois, um testemunho de fé, esperança e caridade, para a glória de Deus e o bem de Sua Igreja.

ARTIGO – A Identidade Canônica e a Vocação à Misericórdia

 

(Padre Carlos)

Neste mês de março, ao celebrar os vinte e cinco anos de minha ordenação sacerdotal, encontro-me diante de uma ocasião singular para refletir sobre a natureza indelével do sacramento da ordem e os direitos que me são assegurados pelo Direito Canônico, mesmo estando suspenso de ordem e permanecendo encardinado na Arquidiocese de Vitória da Conquista. Este marco jubilar não é apenas uma celebração pessoal, mas uma oportunidade para reafirmar verdades fundamentais da fé e da disciplina eclesial que não podem ser negadas ou obscurecidas por silêncios ou omissões. A pertença ao presbitério e o reconhecimento pelo Clero são direitos garantidos pelos cânones da Igreja, os quais transcendem as vicissitudes de medidas disciplinares e refletem a essência da communio que une todos os ordenados em Cristo.

O Código de Direito Canônico estabelece, no cânon 274, §2, que os clérigos estão vinculados por uma especial solicitude à sua Igreja particular, uma relação que não se extingue por sanções como a suspensão de ordem. Esta suspensão, conforme o cânon 1333, limita o exercício público do ministério, mas não anula o caráter sacramental impresso pela ordenação, como ensina o Catecismo da Igreja Católica (n. 1581-1582). Tal caráter, sendo indelével, configura o sacerdote a Cristo de modo permanente, garantindo-lhe a pertença ao presbitério como um direito intrínseco à sua identidade canônica. Negar este fato seria contrariar a própria lógica do direito e da teologia sacramental, que reconhecem a continuidade da vocação mesmo em tempos de provação.

Mais ainda, as histórias dos padres suspensos de ordem, como a minha, não podem ser apagadas ou omitidas. Elas fazem parte do tecido vivo da Igreja, testemunhando a complexidade da condição humana e a necessidade de uma abordagem que alie justiça e misericórdia. A existência de cada sacerdote, independentemente de sua situação disciplinar, é um reflexo da história da salvação que se desenrola na comunidade eclesial. Apagar essas narrativas seria negar a verdade que a Igreja é chamada a viver na caridade (Ef 4,15), uma verdade que exige o reconhecimento de todos os seus membros, especialmente daqueles que atravessam períodos de dificuldade ou afastamento temporário.

Assim, faço um apelo aos meus irmãos do Clero da Arquidiocese de Vitória da Conquista: rezem por mim e pela minha caminhada. Como membros do mesmo presbitério, compartilhamos uma fraternidade sacramental que não se desfaz diante das adversidades. A suspensão de ordem, embora seja uma realidade dolorosa, não rompe os laços de comunhão que nos unem em Cristo Sacerdote. Pelo contrário, ela pode ser uma oportunidade para que a solidariedade sacerdotal se manifeste em gestos concretos de oração e apoio, como nos ensina o Papa Francisco ao afirmar que a misericórdia é o “coração pulsante do Evangelho” (Misericordiae Vultus, n. 12).

Neste jubileu de prata, coloco este marco nas mãos de Deus, confiando plenamente na Sua providência e na Sua infinita misericórdia. A vocação sacerdotal, mesmo marcada por provações, permanece um dom que encontra na Cruz de Cristo seu sentido último e mais profundo. A suspensão de ordem não anula a graça da ordenação nem a missão de ser sinal do amor divino no mundo; antes, convida a uma entrega renovada à vontade do Pai, que tudo conduz à perfeição segundo os Seus desígnios.

Por fim, convido todos os cristãos a agirem com misericórdia, recordando as palavras do Santo Padre: “A misericórdia é a via que une Deus e o homem, porque abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, não obstante a limitação do nosso pecado” (Misericordiae Vultus, n. 2). Que possamos construir juntos uma Igreja que acolhe e consola, onde ninguém seja esquecido ou descartado, mas onde todos sejam reconhecidos como filhos amados de Deus, chamados à plenitude da vida em Cristo. Que este jubileu seja, pois, um testemunho de fé, esperança e caridade, para a glória de Deus e o bem de Sua Igreja.

ARTIGO – O Céu dos Privilégios: A Ironia de Darcy Ribeiro e a Realidade do Senado Brasileiro

 

Darcy Ribeiro, antropólogo, educador e político brasileiro, certa vez descreveu sua entrada no Senado Federal como uma experiência quase celestial. “Quando entrei no Senado, tive a impressão de entrar no Céu”, disse ele, em uma ironia cortante, já que era um ateu materialista convicto. Essa visão quase utópica, carregada de idealismo, choca-se hoje com uma realidade bem menos divina. Na véspera do Carnaval, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou um pacote de benefícios milionários para senadores e servidores de alto escalão. O “Céu” de Darci, ao que parece, transformou-se em um paraíso exclusivo para os privilegiados, enquanto o povo brasileiro amarga um inferno de desigualdades.

Os números falam por si. A cota parlamentar, que reembolsa senadores para despesas como transporte, alimentação e consultorias, teve um aumento de até 65%, com valores que agora variam de R$ 36.582,46 para os do Distrito Federal a R$ 52.798,82 para os do Amazonas. O impacto anual dessa generosidade pode chegar a R$ 4,9 milhões. E não se engane: em fevereiro, essa mesma cota já havia sido reajustada em 6,13%. Mas o verdadeiro milagre celestial vem com a “licença compensatória” para servidores de alto escalão, que concede um dia de folga a cada três dias trabalhados – um benefício que pode ser convertido em dinheiro, elevando salários a até R$ 1 milhão. Inspirada no Poder Judiciário, onde privilégios semelhantes já são rotina, a medida é um tapa na cara de quem acredita que o serviço público existe para servir ao público.

Enquanto isso, milhões de brasileiros enfrentam um cenário bem terreno: inflação galopante, desemprego persistente e escolas e hospitais em colapso. O contraste é gritante. O Senado, que Darcy Ribeiro viu como um espaço de elevação, tornou-se uma máquina de enriquecer seus membros, um clube VIP onde o serviço público vira sinônimo de lucro privado. Que tal, então, essa definição de “Céu”? Um lugar onde os “escolhidos” se refestelam com supersalários e cotas infladas, enquanto o povo, lá embaixo, paga a conta e reza por um milagre que nunca vem.

E não venham dizer que isso é só “o jeitinho brasileiro”. Em países desenvolvidos, o setor privado paga mais que o público, e 90% dos servidores mundo afora não têm estabilidade vitalícia. Aqui, porém, a lógica é outra. O Amapá, estado de Alcolumbre, recebe dez vezes mais dinheiro do que arrecada, um exemplo escancarado de como o sistema brasileiro sustenta privilégios regionais e políticos às custas do contribuinte. Quem financia esse “Céu”? O mesmo povo que lota filas no SUS, que vê seus filhos em escolas precárias, que pega ônibus lotados para trabalhar por um salário mínimo.

A ironia de Darcy Ribeiro ressoa como um deboche involuntário. O Senado que ele exaltou como um ideal hoje é um símbolo de desconexão e ganância. Está na hora de o brasileiro abrir os olhos e cobrar que seus representantes desçam das nuvens. Que o “Céu” de Darci deixe de ser um paraíso para poucos e volte a ser uma aspiração de justiça para todos. Transparência, responsabilidade e fim desses privilégios absurdos não são pedidos – são exigências.

(Padre Carlos)

ARTIGO – O Céu dos Privilégios: A Ironia de Darcy Ribeiro e a Realidade do Senado Brasileiro

 

Darcy Ribeiro, antropólogo, educador e político brasileiro, certa vez descreveu sua entrada no Senado Federal como uma experiência quase celestial. “Quando entrei no Senado, tive a impressão de entrar no Céu”, disse ele, em uma ironia cortante, já que era um ateu materialista convicto. Essa visão quase utópica, carregada de idealismo, choca-se hoje com uma realidade bem menos divina. Na véspera do Carnaval, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou um pacote de benefícios milionários para senadores e servidores de alto escalão. O “Céu” de Darci, ao que parece, transformou-se em um paraíso exclusivo para os privilegiados, enquanto o povo brasileiro amarga um inferno de desigualdades.

Os números falam por si. A cota parlamentar, que reembolsa senadores para despesas como transporte, alimentação e consultorias, teve um aumento de até 65%, com valores que agora variam de R$ 36.582,46 para os do Distrito Federal a R$ 52.798,82 para os do Amazonas. O impacto anual dessa generosidade pode chegar a R$ 4,9 milhões. E não se engane: em fevereiro, essa mesma cota já havia sido reajustada em 6,13%. Mas o verdadeiro milagre celestial vem com a “licença compensatória” para servidores de alto escalão, que concede um dia de folga a cada três dias trabalhados – um benefício que pode ser convertido em dinheiro, elevando salários a até R$ 1 milhão. Inspirada no Poder Judiciário, onde privilégios semelhantes já são rotina, a medida é um tapa na cara de quem acredita que o serviço público existe para servir ao público.

Enquanto isso, milhões de brasileiros enfrentam um cenário bem terreno: inflação galopante, desemprego persistente e escolas e hospitais em colapso. O contraste é gritante. O Senado, que Darcy Ribeiro viu como um espaço de elevação, tornou-se uma máquina de enriquecer seus membros, um clube VIP onde o serviço público vira sinônimo de lucro privado. Que tal, então, essa definição de “Céu”? Um lugar onde os “escolhidos” se refestelam com supersalários e cotas infladas, enquanto o povo, lá embaixo, paga a conta e reza por um milagre que nunca vem.

E não venham dizer que isso é só “o jeitinho brasileiro”. Em países desenvolvidos, o setor privado paga mais que o público, e 90% dos servidores mundo afora não têm estabilidade vitalícia. Aqui, porém, a lógica é outra. O Amapá, estado de Alcolumbre, recebe dez vezes mais dinheiro do que arrecada, um exemplo escancarado de como o sistema brasileiro sustenta privilégios regionais e políticos às custas do contribuinte. Quem financia esse “Céu”? O mesmo povo que lota filas no SUS, que vê seus filhos em escolas precárias, que pega ônibus lotados para trabalhar por um salário mínimo.

A ironia de Darcy Ribeiro ressoa como um deboche involuntário. O Senado que ele exaltou como um ideal hoje é um símbolo de desconexão e ganância. Está na hora de o brasileiro abrir os olhos e cobrar que seus representantes desçam das nuvens. Que o “Céu” de Darci deixe de ser um paraíso para poucos e volte a ser uma aspiração de justiça para todos. Transparência, responsabilidade e fim desses privilégios absurdos não são pedidos – são exigências.

(Padre Carlos)