Política e Resenha

VITÓRIA DA CONQUISTA VIRA ‘SUÍÇA BAIANA’: FRIO CHEGA COM FORÇA APÓS CHUVAS HISTÓRICAS E MUDA ROTINA DA POPULAÇÃO

Após meses marcados por calor intenso, sensação térmica elevada e chuvas fora do padrão, o município de Vitória da Conquista entra em uma nova fase climática que promete impactar diretamente o cotidiano da população. A chegada do outono inaugura um período de temperaturas mais amenas, céu mais estável e redução significativa das chuvas — um cenário que resgata a identidade da cidade conhecida como “Suíça Baiana”.

Os primeiros meses de 2026 surpreenderam meteorologistas e moradores. Fevereiro e março registraram índices pluviométricos muito acima da média histórica, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de chuvas chegou a ser até dez vezes maior, provocando impactos visíveis na infraestrutura urbana, com danos em vias, residências e áreas de drenagem.

De acordo com o climatologista e professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Rosalve Lucas Marcelino, o momento atual representa uma transição importante. O especialista explica que o comportamento climático deste ano difere significativamente de 2025, quando ainda havia influência do fenômeno El Niño, responsável por alterações profundas no regime de chuvas e na disponibilidade hídrica.

Agora, o cenário aponta para a atuação do La Niña, fenômeno que contribui para temperaturas mais baixas e maior estabilidade climática. Segundo o professor, a cidade entra em um período de preparação para o inverno, com tendência de redução gradual das chuvas e manutenção de temperaturas mais frias, especialmente nas manhãs e noites — características potencializadas pela altitude e pela baixa umidade relativa do ar.

Essa mudança climática, além de redefinir o cotidiano dos moradores, também abre espaço para ações estratégicas do poder público. Após os impactos causados pelas chuvas intensas, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio do Comitê de Gerenciamento de Crise, mantém equipes mobilizadas e em constante monitoramento das áreas de risco. A atuação rápida tem sido fundamental para garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade nas regiões afetadas.

O reconhecimento oficial da situação de emergência pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em conjunto com o Governo do Estado, fortalece as medidas adotadas e amplia a capacidade de resposta do município.

Com a previsão de estabilidade climática nos próximos meses, a gestão municipal poderá intensificar intervenções importantes, como a Operação Tapa-Buraco e obras estruturais nos canais de drenagem — ações essenciais para prevenir novos transtornos e melhorar a mobilidade urbana.

O novo cenário climático não apenas redefine a paisagem da cidade, mas também representa um momento de reorganização e cuidado coletivo. Entre o frio que se aproxima e os desafios superados, Vitória da Conquista segue avançando, mostrando capacidade de adaptação e fortalecimento diante das mudanças da natureza.

(Maria Clara)

VITÓRIA DA CONQUISTA VIRA ‘SUÍÇA BAIANA’: FRIO CHEGA COM FORÇA APÓS CHUVAS HISTÓRICAS E MUDA ROTINA DA POPULAÇÃO

Após meses marcados por calor intenso, sensação térmica elevada e chuvas fora do padrão, o município de Vitória da Conquista entra em uma nova fase climática que promete impactar diretamente o cotidiano da população. A chegada do outono inaugura um período de temperaturas mais amenas, céu mais estável e redução significativa das chuvas — um cenário que resgata a identidade da cidade conhecida como “Suíça Baiana”.

Os primeiros meses de 2026 surpreenderam meteorologistas e moradores. Fevereiro e março registraram índices pluviométricos muito acima da média histórica, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de chuvas chegou a ser até dez vezes maior, provocando impactos visíveis na infraestrutura urbana, com danos em vias, residências e áreas de drenagem.

De acordo com o climatologista e professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Rosalve Lucas Marcelino, o momento atual representa uma transição importante. O especialista explica que o comportamento climático deste ano difere significativamente de 2025, quando ainda havia influência do fenômeno El Niño, responsável por alterações profundas no regime de chuvas e na disponibilidade hídrica.

Agora, o cenário aponta para a atuação do La Niña, fenômeno que contribui para temperaturas mais baixas e maior estabilidade climática. Segundo o professor, a cidade entra em um período de preparação para o inverno, com tendência de redução gradual das chuvas e manutenção de temperaturas mais frias, especialmente nas manhãs e noites — características potencializadas pela altitude e pela baixa umidade relativa do ar.

Essa mudança climática, além de redefinir o cotidiano dos moradores, também abre espaço para ações estratégicas do poder público. Após os impactos causados pelas chuvas intensas, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio do Comitê de Gerenciamento de Crise, mantém equipes mobilizadas e em constante monitoramento das áreas de risco. A atuação rápida tem sido fundamental para garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade nas regiões afetadas.

O reconhecimento oficial da situação de emergência pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em conjunto com o Governo do Estado, fortalece as medidas adotadas e amplia a capacidade de resposta do município.

Com a previsão de estabilidade climática nos próximos meses, a gestão municipal poderá intensificar intervenções importantes, como a Operação Tapa-Buraco e obras estruturais nos canais de drenagem — ações essenciais para prevenir novos transtornos e melhorar a mobilidade urbana.

O novo cenário climático não apenas redefine a paisagem da cidade, mas também representa um momento de reorganização e cuidado coletivo. Entre o frio que se aproxima e os desafios superados, Vitória da Conquista segue avançando, mostrando capacidade de adaptação e fortalecimento diante das mudanças da natureza.

(Maria Clara)

Tragédia na BR-116 Choca Comunidade e Levanta Alerta Urgente sobre Segurança nas Estradas

A noite do último sábado (28) foi marcada por dor, silêncio e incredulidade no sudoeste baiano. Um grave acidente ocorrido na BR-116, uma das rodovias mais movimentadas do país, interrompeu de forma abrupta a vida de dois jovens e mergulhou uma comunidade inteira em luto profundo.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 21h30, no km 781, nas proximidades do município de Planalto. A colisão traseira envolveu um automóvel e uma motocicleta — um tipo de acidente que, infelizmente, tem se tornado recorrente em trechos de intenso fluxo.

As vítimas, identificadas como Luiz e Samuel, eram moradores do distrito de Lucaia. Eles estavam na motocicleta e, diante da violência do impacto, não resistiram aos ferimentos, falecendo ainda no local. A notícia se espalhou rapidamente, provocando uma onda de comoção entre familiares, amigos e moradores da região, onde ambos eram bastante conhecidos.

Equipes da PRF atuaram prontamente no atendimento da ocorrência, realizando o controle do trânsito e garantindo a segurança da via. Em seguida, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para os procedimentos legais, incluindo o levantamento cadavérico e a remoção dos corpos para o Instituto Médico Legal (IML).

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes, em um trabalho que reforça o compromisso institucional com a busca pela verdade e pela prevenção de novas tragédias. A investigação deverá esclarecer detalhes fundamentais para compreender o que levou a esse desfecho tão doloroso.

Diante de episódios como este, cresce a importância do debate sobre segurança viária, especialmente em rodovias de grande circulação como a BR-116. A conscientização, o respeito às normas de trânsito e o cuidado redobrado são elementos essenciais para preservar vidas e evitar que histórias como essa se repitam.

Enquanto isso, Lucaia se despede de dois de seus filhos. Ficam as lembranças, os sonhos interrompidos e a certeza de que a dor da perda ecoa muito além do asfalto, alcançando o coração de toda uma comunidade.

(Maria Clara)

Tragédia na BR-116 Choca Comunidade e Levanta Alerta Urgente sobre Segurança nas Estradas

A noite do último sábado (28) foi marcada por dor, silêncio e incredulidade no sudoeste baiano. Um grave acidente ocorrido na BR-116, uma das rodovias mais movimentadas do país, interrompeu de forma abrupta a vida de dois jovens e mergulhou uma comunidade inteira em luto profundo.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 21h30, no km 781, nas proximidades do município de Planalto. A colisão traseira envolveu um automóvel e uma motocicleta — um tipo de acidente que, infelizmente, tem se tornado recorrente em trechos de intenso fluxo.

As vítimas, identificadas como Luiz e Samuel, eram moradores do distrito de Lucaia. Eles estavam na motocicleta e, diante da violência do impacto, não resistiram aos ferimentos, falecendo ainda no local. A notícia se espalhou rapidamente, provocando uma onda de comoção entre familiares, amigos e moradores da região, onde ambos eram bastante conhecidos.

Equipes da PRF atuaram prontamente no atendimento da ocorrência, realizando o controle do trânsito e garantindo a segurança da via. Em seguida, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para os procedimentos legais, incluindo o levantamento cadavérico e a remoção dos corpos para o Instituto Médico Legal (IML).

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes, em um trabalho que reforça o compromisso institucional com a busca pela verdade e pela prevenção de novas tragédias. A investigação deverá esclarecer detalhes fundamentais para compreender o que levou a esse desfecho tão doloroso.

Diante de episódios como este, cresce a importância do debate sobre segurança viária, especialmente em rodovias de grande circulação como a BR-116. A conscientização, o respeito às normas de trânsito e o cuidado redobrado são elementos essenciais para preservar vidas e evitar que histórias como essa se repitam.

Enquanto isso, Lucaia se despede de dois de seus filhos. Ficam as lembranças, os sonhos interrompidos e a certeza de que a dor da perda ecoa muito além do asfalto, alcançando o coração de toda uma comunidade.

(Maria Clara)

Prisão em Loja da Havan Revela Esquema Digital que Assustava o País e Termina com Resposta Rápida das Autoridades

Na tarde deste domingo (29/03), uma ação precisa e coordenada das forças de segurança trouxe alívio à população de Vitória da Conquista. Em plena movimentação comercial, dentro da Havan de Vitória da Conquista, localizada na Avenida Juraci Magalhães, o GATTI SUDOESTE localizou e prendeu um casal suspeito de envolvimento em crimes cibernéticos que vinham sendo investigados em âmbito nacional.

Os detidos, identificados pelas iniciais G.R.P., de 28 anos, e L.R.D.M., também de 28 anos, são apontados como integrantes de um grupo investigado na Operação “Bad Fish”, deflagrada pela Polícia Civil do estado de Mato Grosso. A operação teve como foco combater crimes patrimoniais realizados por meio de fraude eletrônica — um tipo de delito que vem crescendo no Brasil e preocupando especialistas em segurança digital.

A ação contou com a integração entre diferentes estados, envolvendo a Polícia Civil de Mato Grosso, a Polícia Civil da Bahia (PCBA) e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). Esse esforço conjunto reforça a importância da cooperação institucional no enfrentamento ao crime organizado, especialmente quando ele ultrapassa fronteiras estaduais e utiliza tecnologia avançada.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava com uma técnica conhecida como “phishing”, um golpe virtual que simula comunicações oficiais de bancos, empresas ou plataformas digitais para induzir vítimas a fornecer dados sensíveis. A partir dessas informações, os suspeitos conseguiam acessar contas bancárias e realizar transferências indevidas.

Um dos casos apurados revelou que uma empresa do setor de peças automotivas, sediada em Cuiabá (MT), teve seus sistemas invadidos. Com acesso às credenciais reais da empresa, os investigados realizaram movimentações financeiras que causaram um prejuízo estimado em R$ 34 mil. Parte dos valores foi posteriormente convertida em criptoativos, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos.

Ao todo, a operação cumpriu oito ordens judiciais, incluindo três mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, além de medidas como quebra de sigilo telemático e bloqueio de contas bancárias. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

A prisão realizada em Vitória da Conquista evidencia a eficácia do trabalho investigativo e o compromisso das instituições com a proteção da sociedade. A atuação integrada das polícias civis demonstra que o combate ao crime digital exige estratégia, tecnologia e cooperação contínua.

O caso também serve como alerta à população sobre os riscos de golpes virtuais. A atenção redobrada com mensagens suspeitas, links desconhecidos e solicitações de dados pessoais continua sendo uma das principais formas de prevenção.

A cobertura completa e responsável deste caso reforça o compromisso do blog Política e Resenha com a informação de qualidade, trazendo à tona fatos relevantes que impactam diretamente a vida dos cidadãos.

(Maria Clara)

Prisão em Loja da Havan Revela Esquema Digital que Assustava o País e Termina com Resposta Rápida das Autoridades

Na tarde deste domingo (29/03), uma ação precisa e coordenada das forças de segurança trouxe alívio à população de Vitória da Conquista. Em plena movimentação comercial, dentro da Havan de Vitória da Conquista, localizada na Avenida Juraci Magalhães, o GATTI SUDOESTE localizou e prendeu um casal suspeito de envolvimento em crimes cibernéticos que vinham sendo investigados em âmbito nacional.

Os detidos, identificados pelas iniciais G.R.P., de 28 anos, e L.R.D.M., também de 28 anos, são apontados como integrantes de um grupo investigado na Operação “Bad Fish”, deflagrada pela Polícia Civil do estado de Mato Grosso. A operação teve como foco combater crimes patrimoniais realizados por meio de fraude eletrônica — um tipo de delito que vem crescendo no Brasil e preocupando especialistas em segurança digital.

A ação contou com a integração entre diferentes estados, envolvendo a Polícia Civil de Mato Grosso, a Polícia Civil da Bahia (PCBA) e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). Esse esforço conjunto reforça a importância da cooperação institucional no enfrentamento ao crime organizado, especialmente quando ele ultrapassa fronteiras estaduais e utiliza tecnologia avançada.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava com uma técnica conhecida como “phishing”, um golpe virtual que simula comunicações oficiais de bancos, empresas ou plataformas digitais para induzir vítimas a fornecer dados sensíveis. A partir dessas informações, os suspeitos conseguiam acessar contas bancárias e realizar transferências indevidas.

Um dos casos apurados revelou que uma empresa do setor de peças automotivas, sediada em Cuiabá (MT), teve seus sistemas invadidos. Com acesso às credenciais reais da empresa, os investigados realizaram movimentações financeiras que causaram um prejuízo estimado em R$ 34 mil. Parte dos valores foi posteriormente convertida em criptoativos, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos.

Ao todo, a operação cumpriu oito ordens judiciais, incluindo três mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, além de medidas como quebra de sigilo telemático e bloqueio de contas bancárias. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

A prisão realizada em Vitória da Conquista evidencia a eficácia do trabalho investigativo e o compromisso das instituições com a proteção da sociedade. A atuação integrada das polícias civis demonstra que o combate ao crime digital exige estratégia, tecnologia e cooperação contínua.

O caso também serve como alerta à população sobre os riscos de golpes virtuais. A atenção redobrada com mensagens suspeitas, links desconhecidos e solicitações de dados pessoais continua sendo uma das principais formas de prevenção.

A cobertura completa e responsável deste caso reforça o compromisso do blog Política e Resenha com a informação de qualidade, trazendo à tona fatos relevantes que impactam diretamente a vida dos cidadãos.

(Maria Clara)

Mistério, Dor e Clamor por Justiça: Jovem de 23 Anos é Encontrada dentro de um Freezer em Circunstâncias Chocantes em Vitória da Conquista

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu sob o peso de uma notícia que abalou profundamente moradores de todos os bairros. O caso da jovem Manuela Matos, de apenas 23 anos, encontrada sem vida dentro de um freezer no bairro Alto Maron, gerou comoção, revolta silenciosa e um forte sentimento coletivo de luto.

Manuela, que deixa duas crianças, havia desaparecido dias antes, após ser vista pela última vez nas imediações do Centro da cidade. Segundo informações apuradas, ela estava acompanhada de um homem que aparentava ter cerca de 45 anos, nas proximidades da agência da Caixa Econômica Federal, na Praça Barão do Rio Branco — um dos pontos mais movimentados de Vitória da Conquista.

Desde então, familiares e amigos iniciaram uma busca angustiante por notícias. A cada hora sem respostas, crescia a esperança de reencontro, misturada ao temor que, infelizmente, se confirmou da forma mais dolorosa possível.

O corpo de Manuela foi localizado dentro de um apartamento situado na Rua Monte Castelo, no Alto Maron. As circunstâncias do caso ainda estão sendo cuidadosamente investigadas, e detalhes oficiais seguem sendo apurados com rigor pelas autoridades competentes.

Equipes da Polícia Civil da Bahia e da Polícia Militar da Bahia atuam de forma integrada na investigação, buscando esclarecer todos os fatos, identificar os responsáveis e garantir que a justiça seja plenamente alcançada. O trabalho conjunto das forças de segurança reforça o compromisso institucional com a verdade e com a proteção da população.

A repercussão do caso ultrapassou rapidamente os limites do bairro onde ocorreu, alcançando toda a cidade e região. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade à família e pedidos por justiça se multiplicam, revelando o impacto humano de uma tragédia que não pode ser ignorada.

Mais do que números ou estatísticas, a história de Manuela evidencia a fragilidade da vida e a urgência de fortalecer redes de proteção social, apoio às famílias e mecanismos de prevenção à violência. O caso também reacende o debate sobre segurança pública e o papel da sociedade na construção de um ambiente mais seguro para todos.

Enquanto as investigações avançam, Vitória da Conquista permanece unida em um sentimento coletivo de dor, esperança e busca por respostas. A memória de Manuela Matos agora se transforma em símbolo de um clamor que ecoa por toda a cidade: que a verdade prevaleça e que a justiça seja feita.

(Maria Clara)

Mistério, Dor e Clamor por Justiça: Jovem de 23 Anos é Encontrada dentro de um Freezer em Circunstâncias Chocantes em Vitória da Conquista

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu sob o peso de uma notícia que abalou profundamente moradores de todos os bairros. O caso da jovem Manuela Matos, de apenas 23 anos, encontrada sem vida dentro de um freezer no bairro Alto Maron, gerou comoção, revolta silenciosa e um forte sentimento coletivo de luto.

Manuela, que deixa duas crianças, havia desaparecido dias antes, após ser vista pela última vez nas imediações do Centro da cidade. Segundo informações apuradas, ela estava acompanhada de um homem que aparentava ter cerca de 45 anos, nas proximidades da agência da Caixa Econômica Federal, na Praça Barão do Rio Branco — um dos pontos mais movimentados de Vitória da Conquista.

Desde então, familiares e amigos iniciaram uma busca angustiante por notícias. A cada hora sem respostas, crescia a esperança de reencontro, misturada ao temor que, infelizmente, se confirmou da forma mais dolorosa possível.

O corpo de Manuela foi localizado dentro de um apartamento situado na Rua Monte Castelo, no Alto Maron. As circunstâncias do caso ainda estão sendo cuidadosamente investigadas, e detalhes oficiais seguem sendo apurados com rigor pelas autoridades competentes.

Equipes da Polícia Civil da Bahia e da Polícia Militar da Bahia atuam de forma integrada na investigação, buscando esclarecer todos os fatos, identificar os responsáveis e garantir que a justiça seja plenamente alcançada. O trabalho conjunto das forças de segurança reforça o compromisso institucional com a verdade e com a proteção da população.

A repercussão do caso ultrapassou rapidamente os limites do bairro onde ocorreu, alcançando toda a cidade e região. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade à família e pedidos por justiça se multiplicam, revelando o impacto humano de uma tragédia que não pode ser ignorada.

Mais do que números ou estatísticas, a história de Manuela evidencia a fragilidade da vida e a urgência de fortalecer redes de proteção social, apoio às famílias e mecanismos de prevenção à violência. O caso também reacende o debate sobre segurança pública e o papel da sociedade na construção de um ambiente mais seguro para todos.

Enquanto as investigações avançam, Vitória da Conquista permanece unida em um sentimento coletivo de dor, esperança e busca por respostas. A memória de Manuela Matos agora se transforma em símbolo de um clamor que ecoa por toda a cidade: que a verdade prevaleça e que a justiça seja feita.

(Maria Clara)

ACIDENTE NA MANHÃ DE HOJE PARA TRÂNSITO E MOBILIZA EQUIPES DE EMERGÊNCIA EM VITÓRIA DA CONQUISTA

A manhã desta segunda-feira (30) começou com tensão para motoristas e pedestres que circulavam nas proximidades do Distrito Industrial dos Imborés, em Vitória da Conquista. Um acidente envolvendo dois veículos foi registrado na região e rapidamente chamou a atenção de quem passava pelo local.

A colisão provocou lentidão no trânsito, impactando o fluxo de veículos em um dos trechos importantes da cidade. Motoristas precisaram redobrar a atenção e enfrentar congestionamento enquanto as equipes responsáveis atuavam para garantir a segurança e a organização da via.

Segundo as primeiras informações, ainda não há detalhes confirmados sobre as circunstâncias que levaram ao acidente, tampouco sobre o estado de saúde das pessoas envolvidas. A ausência dessas informações aumenta a expectativa da população por atualizações ao longo do dia.

Equipes de trânsito foram acionadas imediatamente para controlar o fluxo e evitar novos incidentes. Há também a possibilidade de atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), reforçando o compromisso com o atendimento rápido e eficiente em situações como essa.

A resposta ágil das autoridades demonstra a importância da integração entre os serviços públicos para garantir não apenas o socorro às vítimas, mas também a normalização do tráfego urbano, especialmente em áreas de grande circulação.

O caso deverá passar por apuração das autoridades competentes, que irão esclarecer os fatos e contribuir para medidas que reforcem a segurança no trânsito local.

O episódio serve como alerta para a necessidade constante de prudência ao volante, especialmente em regiões de intenso movimento, onde qualquer descuido pode resultar em situações de risco.

(Maria Clara)

ACIDENTE NA MANHÃ DE HOJE PARA TRÂNSITO E MOBILIZA EQUIPES DE EMERGÊNCIA EM VITÓRIA DA CONQUISTA

A manhã desta segunda-feira (30) começou com tensão para motoristas e pedestres que circulavam nas proximidades do Distrito Industrial dos Imborés, em Vitória da Conquista. Um acidente envolvendo dois veículos foi registrado na região e rapidamente chamou a atenção de quem passava pelo local.

A colisão provocou lentidão no trânsito, impactando o fluxo de veículos em um dos trechos importantes da cidade. Motoristas precisaram redobrar a atenção e enfrentar congestionamento enquanto as equipes responsáveis atuavam para garantir a segurança e a organização da via.

Segundo as primeiras informações, ainda não há detalhes confirmados sobre as circunstâncias que levaram ao acidente, tampouco sobre o estado de saúde das pessoas envolvidas. A ausência dessas informações aumenta a expectativa da população por atualizações ao longo do dia.

Equipes de trânsito foram acionadas imediatamente para controlar o fluxo e evitar novos incidentes. Há também a possibilidade de atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), reforçando o compromisso com o atendimento rápido e eficiente em situações como essa.

A resposta ágil das autoridades demonstra a importância da integração entre os serviços públicos para garantir não apenas o socorro às vítimas, mas também a normalização do tráfego urbano, especialmente em áreas de grande circulação.

O caso deverá passar por apuração das autoridades competentes, que irão esclarecer os fatos e contribuir para medidas que reforcem a segurança no trânsito local.

O episódio serve como alerta para a necessidade constante de prudência ao volante, especialmente em regiões de intenso movimento, onde qualquer descuido pode resultar em situações de risco.

(Maria Clara)

Urgente em Conquista: Suspeito do crime contra Manuela acaba de ser preso

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu sob o impacto de uma notícia que trouxe, ao mesmo tempo, alívio e comoção. Foi preso o principal suspeito de envolvimento na morte da jovem Manuela Santos, um caso que abalou profundamente a população e mobilizou as forças de segurança do estado.

O crime, ocorrido no fim da tarde do último dia 29, ganhou contornos ainda mais chocantes quando o corpo da vítima foi localizado dentro de um freezer, em um apartamento situado no bairro Alto Maron. A brutalidade do caso gerou forte repercussão social e uma onda de indignação que tomou conta das ruas e das redes sociais.

De acordo com informações obtidas junto à Polícia Civil da Bahia, o suspeito, identificado como Lucas, foi localizado e detido nas proximidades da rodoviária da cidade de Ilhéus. A ação rápida e coordenada das autoridades demonstra o comprometimento das forças de segurança com a elucidação do caso e a resposta à sociedade.

O investigado será transferido para a Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações seguem em curso, e, até o momento, a polícia trabalha com a hipótese de que não houve participação de outras pessoas no crime.

A atuação integrada das instituições reforça a importância do diálogo e da cooperação entre os órgãos responsáveis pela segurança pública. Em momentos de dor coletiva, a resposta firme e responsável das autoridades representa não apenas a busca por justiça, mas também um gesto de respeito à memória da vítima e à tranquilidade da população.

Ainda não se conhecem as motivações por trás de um ato tão perturbador. O que permanece é o sentimento de perplexidade diante de uma tragédia que interrompeu precocemente uma vida e deixou marcas profundas em toda a comunidade conquistense.

O caso segue sendo acompanhado de perto pelo blog Política e Resenha, que reafirma seu compromisso com a informação responsável, clara e de interesse público.

(Maria Clara)

Urgente em Conquista: Suspeito do crime contra Manuela acaba de ser preso

A cidade de Vitória da Conquista amanheceu sob o impacto de uma notícia que trouxe, ao mesmo tempo, alívio e comoção. Foi preso o principal suspeito de envolvimento na morte da jovem Manuela Santos, um caso que abalou profundamente a população e mobilizou as forças de segurança do estado.

O crime, ocorrido no fim da tarde do último dia 29, ganhou contornos ainda mais chocantes quando o corpo da vítima foi localizado dentro de um freezer, em um apartamento situado no bairro Alto Maron. A brutalidade do caso gerou forte repercussão social e uma onda de indignação que tomou conta das ruas e das redes sociais.

De acordo com informações obtidas junto à Polícia Civil da Bahia, o suspeito, identificado como Lucas, foi localizado e detido nas proximidades da rodoviária da cidade de Ilhéus. A ação rápida e coordenada das autoridades demonstra o comprometimento das forças de segurança com a elucidação do caso e a resposta à sociedade.

O investigado será transferido para a Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações seguem em curso, e, até o momento, a polícia trabalha com a hipótese de que não houve participação de outras pessoas no crime.

A atuação integrada das instituições reforça a importância do diálogo e da cooperação entre os órgãos responsáveis pela segurança pública. Em momentos de dor coletiva, a resposta firme e responsável das autoridades representa não apenas a busca por justiça, mas também um gesto de respeito à memória da vítima e à tranquilidade da população.

Ainda não se conhecem as motivações por trás de um ato tão perturbador. O que permanece é o sentimento de perplexidade diante de uma tragédia que interrompeu precocemente uma vida e deixou marcas profundas em toda a comunidade conquistense.

O caso segue sendo acompanhado de perto pelo blog Política e Resenha, que reafirma seu compromisso com a informação responsável, clara e de interesse público.

(Maria Clara)

 

Política e Resenha · Coluna de Opinião

A Dor de Uma Mãe

Sobre o luto que nenhuma frase feita consegue curar

Padre Carlos · Vitória da Conquista, Bahia

Ela entrou pela porta com o peso do mundo costurado nas costas. Não era um peso visível — nenhuma mochila, nenhum fardo de couro. Era aquele peso que a gente sente antes mesmo de a pessoa sentar, aquele que faz o ar na sala ficar mais denso, mais silencioso, quase reverente. Vi-a antes de ela me ver. E soube, naquele instante, que não seria uma confissão comum.

Durante os anos em que exerci o ministério presbiteral, aprendi que o silêncio de uma pessoa que sofre tem textura própria. Não é o silêncio vazio de quem não tem nada a dizer — é o silêncio cheio, apertado, de quem tem tanto dentro que as palavras simplesmente não cabem. Era esse o silêncio daquela senhora de corpo frágil, semblante distante, olhos que olhavam para mim sem realmente me ver, porque ainda estavam lá, naquele lugar onde a dor a prendia.

✦ ✦ ✦

Quando ela começou a falar, a primeira imagem que me veio não foi teológica, não foi exegética. Foi uma imagem muito mais antiga, mais visceral. Maria aos pés da Cruz. Não a Maria dos quadros dourados e das basílicas suntuosas — mas a Maria de carne e osso, a mulher que amamentou, que enrolou em panos, que viu os primeiros passos, que ouviu a primeira palavra, que curou os primeiros joelhos ralados. Aquela Maria que estava ali, no Calvário, sem poder fazer nada — apenas sendo mãe até o fim, até além do fim.

Aquela senhora diante de mim era essa Maria. Diferente no nome, no lugar, no tempo. Idêntica na dor.

“Padre Carlos, a minha dificuldade não é pela minha dor da perda. É pela raiva. Pela revolta de ele não poder viver mais.”

— Uma mãe. Qualquer mãe.

Ouvi. Deixei-a falar. Porque a primeira coisa que o luto exige não é uma resposta — é uma testemunha. Alguém que não desvie os olhos, que não mude de assunto, que não corra para o armário das consolações prontas. Ela não precisava de mim como padre naquele momento. Precisava de mim como ser humano capaz de aguentar escutar o que não tem conserto.

✦ ✦ ✦

O cemitério das frases feitas

Ela me contou o que mais a feria. E não eram as ausências — eram as presenças. As presenças equivocadas das pessoas de boa vontade, armadas com frases que, na boca de quem as pronuncia, parecem bálsamo, mas na pele de quem as recebe ardiam como sal.

“Sei o que você está sentindo.”

Não sabe. Não sabe mesmo. O luto de uma mãe é um idioma que só se aprende perdendo um filho. É intraduzível. É intransferível. É irreproduzível. Cada silêncio tem o rosto específico daquele filho, aquela voz, aquele cheiro. Dizer “sei o que você sente” é, sem querer, roubar da mãe a singularidade sagrada da sua dor.

“Tenha força!”

Como se a força fosse uma torneira que se abre. Como se não ter força fosse uma falha de caráter. A dor verdadeira não pede força — pede amparo. Pede colo. Pede que alguém sente ao lado e não diga nada, apenas esteja.

“Pensa noutra coisa.”

Pensar noutra coisa seria traí-lo. A memória não é um peso do qual se livra — é o único lugar onde ele ainda vive. É ali que a mãe ainda o toca, ainda o ouve, ainda o cheira. Mandar esquecer é mandar matar duas vezes.

“Tem que andar para frente.”

Para onde? O futuro, para ela, era um mapa rasgado pela metade. Tudo o que ela havia planejado — os aniversários, os netos, as ligações de domingo à noite — havia desaparecido junto com ele. Pedir que ela ande para frente é pedir que navegue sem bússola, sem costa à vista, num mar que ela nunca quis atravessar.

“Está no céu.”

Talvez. Provavelmente, sim — e ela crê nisso com toda a fé que lhe resta. Mas ela está aqui. Na terra. Com fome. Com frio. Com o quarto dele intacto e a cadeira vazia na mesa. O céu consola a eternidade — mas e essa tarde de terça-feira que não tem fim?

✦ ✦ ✦

O que se diz — e o que realmente importa

Depois de mais de uma hora ouvindo, falei. Não com a voz do sacerdote que tem respostas prontas. Falei com a voz do homem que também já perdeu, que também já ficou de joelhos diante de coisas que não têm explicação.

Disse a ela: a perda de um filho não é um problema que se resolve. É uma ferida que se aprende a carregar — e isso é completamente diferente. Não se pede que ela deixe de sofrer. Pede-se apenas que o sofrimento não vire o único nome pelo qual ela se reconhece. Porque ela é mais do que a dor que sente. E ele — o filho — era mais do que uma ausência.

A grande questão que o luto nos coloca não é “por que isso aconteceu?” — essa pergunta raramente tem resposta satisfatória. A grande questão é: quem serei eu, agora, com isso dentro de mim? Como posso honrá-lo, não apenas chorando, mas vivendo — vivendo de um jeito que faça sentido à luz do que ele foi para mim?

O retorno à vida não é uma traição ao morto.
É o mais alto tributo que os vivos podem oferecer: continuar.

O retorno às atividades — o trabalho, os amigos, os pequenos rituais do cotidiano — não apaga a memória. Ao contrário: é na vida plena que a memória encontra seu lugar mais digno. Não como tumba, mas como alicerce. Não como corrente que prende, mas como raiz que sustenta.

Disse mais: o silêncio forçado machuca tanto quanto a dor que o origina. Calar o luto não é superá-lo — é enterrá-lo vivo. E o que se enterra vivo volta, sempre volta, disfarçado de insônia, de doença, de raiva sem nome, de uma tristeza que não passa. Falar, narrar, chorar com quem não foge — isso cura. Não de uma vez. Não completamente. Mas cura.

✦ ✦ ✦

O beijo na mão e a porta que se fecha

Conversamos por mais de uma hora. E quando ela se levantou para ir, fez uma coisa simples — daquelas coisas simples que a gente nunca esquece. Pegou a minha mão com as duas mãos dela, e a beijou.

Não disse nada. Não precisava. Naquele gesto estava tudo: o obrigado, o alívio de ter sido ouvida sem ser apressada, a dignidade de ter podido chorar sem que ninguém mandasse parar. E também, talvez, uma faísca — pequena, frágil, mas real — de que a vida ainda poderia ser habitável.

Nunca mais a encontrei. Mas penso nela. Penso nela como penso em todos aqueles rostos que passaram pela minha vida e me ensinaram que a fé não mora nas certezas — mora exatamente nos lugares onde as certezas acabam.

✦ ✦ ✦

A Igreja que ainda precisamos ser

Durante muitos anos, dediquei-me à Pastoral Carcerária — ao trabalho junto aos que a sociedade prefere não ver, aos que vivem atrás de grades e de esquecimentos. Aprendi lá que a Igreja mais bela não é a que tem os altares mais dourados. É a que vai onde a dor está.

E hoje, quando olho para as comunidades ao meu redor, sinto uma falta que não consigo calar: a falta de uma Pastoral do Luto. Um lugar — simples, acolhedor, sem pressa — onde quem perdeu possa ser recebido sem julgamento e sem frases prontas. Um centro de escuta. Um espaço de fraternidade onde o choro não precise pedir licença. Um oásis de misericórdia no meio do deserto da perda.

Os discípulos de Emaús não encontraram o Ressuscitado num templo. Encontraram-no no caminho — enquanto caminhavam arrasados, sem esperança, contando a dor um ao outro. O Ressuscitado se aproximou. Caminhou com eles. Ouviu. Só depois falou.

Essa é a Igreja que precisamos ser: a que se aproxima, a que caminha junto, a que ouve antes de responder. A que não tem medo da dor alheia porque sabe — porque foi fundada sobre uma Cruz — que do sofrimento abraçado com amor pode nascer a vida mais inesperada e mais verdadeira.

Para aquela senhora que nunca mais encontrei: onde quer que esteja, espero que o caminho tenha ficado um pouco mais habitável. Que o seu filho viva em você não como ferida aberta, mas como luz acesa. Que a memória dele seja não o fim da sua história — mas o capítulo mais sagrado dela.

E para todas as mães que carregam esse peso invisível e imenso: vocês não estão sós. E a vossa dor merece mais do que frases feitas. Merece presença. Merece silêncio respeitoso. Merece amor que não tenha pressa de acabar.

Padre Carlos

Teólogo · Colunista · Vitória da Conquista, Bahia


 

 

Política e Resenha · Coluna de Opinião

A Dor de Uma Mãe

Sobre o luto que nenhuma frase feita consegue curar

Padre Carlos · Vitória da Conquista, Bahia

Ela entrou pela porta com o peso do mundo costurado nas costas. Não era um peso visível — nenhuma mochila, nenhum fardo de couro. Era aquele peso que a gente sente antes mesmo de a pessoa sentar, aquele que faz o ar na sala ficar mais denso, mais silencioso, quase reverente. Vi-a antes de ela me ver. E soube, naquele instante, que não seria uma confissão comum.

Durante os anos em que exerci o ministério presbiteral, aprendi que o silêncio de uma pessoa que sofre tem textura própria. Não é o silêncio vazio de quem não tem nada a dizer — é o silêncio cheio, apertado, de quem tem tanto dentro que as palavras simplesmente não cabem. Era esse o silêncio daquela senhora de corpo frágil, semblante distante, olhos que olhavam para mim sem realmente me ver, porque ainda estavam lá, naquele lugar onde a dor a prendia.

✦ ✦ ✦

Quando ela começou a falar, a primeira imagem que me veio não foi teológica, não foi exegética. Foi uma imagem muito mais antiga, mais visceral. Maria aos pés da Cruz. Não a Maria dos quadros dourados e das basílicas suntuosas — mas a Maria de carne e osso, a mulher que amamentou, que enrolou em panos, que viu os primeiros passos, que ouviu a primeira palavra, que curou os primeiros joelhos ralados. Aquela Maria que estava ali, no Calvário, sem poder fazer nada — apenas sendo mãe até o fim, até além do fim.

Aquela senhora diante de mim era essa Maria. Diferente no nome, no lugar, no tempo. Idêntica na dor.

“Padre Carlos, a minha dificuldade não é pela minha dor da perda. É pela raiva. Pela revolta de ele não poder viver mais.”

— Uma mãe. Qualquer mãe.

Ouvi. Deixei-a falar. Porque a primeira coisa que o luto exige não é uma resposta — é uma testemunha. Alguém que não desvie os olhos, que não mude de assunto, que não corra para o armário das consolações prontas. Ela não precisava de mim como padre naquele momento. Precisava de mim como ser humano capaz de aguentar escutar o que não tem conserto.

✦ ✦ ✦

O cemitério das frases feitas

Ela me contou o que mais a feria. E não eram as ausências — eram as presenças. As presenças equivocadas das pessoas de boa vontade, armadas com frases que, na boca de quem as pronuncia, parecem bálsamo, mas na pele de quem as recebe ardiam como sal.

“Sei o que você está sentindo.”

Não sabe. Não sabe mesmo. O luto de uma mãe é um idioma que só se aprende perdendo um filho. É intraduzível. É intransferível. É irreproduzível. Cada silêncio tem o rosto específico daquele filho, aquela voz, aquele cheiro. Dizer “sei o que você sente” é, sem querer, roubar da mãe a singularidade sagrada da sua dor.

“Tenha força!”

Como se a força fosse uma torneira que se abre. Como se não ter força fosse uma falha de caráter. A dor verdadeira não pede força — pede amparo. Pede colo. Pede que alguém sente ao lado e não diga nada, apenas esteja.

“Pensa noutra coisa.”

Pensar noutra coisa seria traí-lo. A memória não é um peso do qual se livra — é o único lugar onde ele ainda vive. É ali que a mãe ainda o toca, ainda o ouve, ainda o cheira. Mandar esquecer é mandar matar duas vezes.

“Tem que andar para frente.”

Para onde? O futuro, para ela, era um mapa rasgado pela metade. Tudo o que ela havia planejado — os aniversários, os netos, as ligações de domingo à noite — havia desaparecido junto com ele. Pedir que ela ande para frente é pedir que navegue sem bússola, sem costa à vista, num mar que ela nunca quis atravessar.

“Está no céu.”

Talvez. Provavelmente, sim — e ela crê nisso com toda a fé que lhe resta. Mas ela está aqui. Na terra. Com fome. Com frio. Com o quarto dele intacto e a cadeira vazia na mesa. O céu consola a eternidade — mas e essa tarde de terça-feira que não tem fim?

✦ ✦ ✦

O que se diz — e o que realmente importa

Depois de mais de uma hora ouvindo, falei. Não com a voz do sacerdote que tem respostas prontas. Falei com a voz do homem que também já perdeu, que também já ficou de joelhos diante de coisas que não têm explicação.

Disse a ela: a perda de um filho não é um problema que se resolve. É uma ferida que se aprende a carregar — e isso é completamente diferente. Não se pede que ela deixe de sofrer. Pede-se apenas que o sofrimento não vire o único nome pelo qual ela se reconhece. Porque ela é mais do que a dor que sente. E ele — o filho — era mais do que uma ausência.

A grande questão que o luto nos coloca não é “por que isso aconteceu?” — essa pergunta raramente tem resposta satisfatória. A grande questão é: quem serei eu, agora, com isso dentro de mim? Como posso honrá-lo, não apenas chorando, mas vivendo — vivendo de um jeito que faça sentido à luz do que ele foi para mim?

O retorno à vida não é uma traição ao morto.
É o mais alto tributo que os vivos podem oferecer: continuar.

O retorno às atividades — o trabalho, os amigos, os pequenos rituais do cotidiano — não apaga a memória. Ao contrário: é na vida plena que a memória encontra seu lugar mais digno. Não como tumba, mas como alicerce. Não como corrente que prende, mas como raiz que sustenta.

Disse mais: o silêncio forçado machuca tanto quanto a dor que o origina. Calar o luto não é superá-lo — é enterrá-lo vivo. E o que se enterra vivo volta, sempre volta, disfarçado de insônia, de doença, de raiva sem nome, de uma tristeza que não passa. Falar, narrar, chorar com quem não foge — isso cura. Não de uma vez. Não completamente. Mas cura.

✦ ✦ ✦

O beijo na mão e a porta que se fecha

Conversamos por mais de uma hora. E quando ela se levantou para ir, fez uma coisa simples — daquelas coisas simples que a gente nunca esquece. Pegou a minha mão com as duas mãos dela, e a beijou.

Não disse nada. Não precisava. Naquele gesto estava tudo: o obrigado, o alívio de ter sido ouvida sem ser apressada, a dignidade de ter podido chorar sem que ninguém mandasse parar. E também, talvez, uma faísca — pequena, frágil, mas real — de que a vida ainda poderia ser habitável.

Nunca mais a encontrei. Mas penso nela. Penso nela como penso em todos aqueles rostos que passaram pela minha vida e me ensinaram que a fé não mora nas certezas — mora exatamente nos lugares onde as certezas acabam.

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A Igreja que ainda precisamos ser

Durante muitos anos, dediquei-me à Pastoral Carcerária — ao trabalho junto aos que a sociedade prefere não ver, aos que vivem atrás de grades e de esquecimentos. Aprendi lá que a Igreja mais bela não é a que tem os altares mais dourados. É a que vai onde a dor está.

E hoje, quando olho para as comunidades ao meu redor, sinto uma falta que não consigo calar: a falta de uma Pastoral do Luto. Um lugar — simples, acolhedor, sem pressa — onde quem perdeu possa ser recebido sem julgamento e sem frases prontas. Um centro de escuta. Um espaço de fraternidade onde o choro não precise pedir licença. Um oásis de misericórdia no meio do deserto da perda.

Os discípulos de Emaús não encontraram o Ressuscitado num templo. Encontraram-no no caminho — enquanto caminhavam arrasados, sem esperança, contando a dor um ao outro. O Ressuscitado se aproximou. Caminhou com eles. Ouviu. Só depois falou.

Essa é a Igreja que precisamos ser: a que se aproxima, a que caminha junto, a que ouve antes de responder. A que não tem medo da dor alheia porque sabe — porque foi fundada sobre uma Cruz — que do sofrimento abraçado com amor pode nascer a vida mais inesperada e mais verdadeira.

Para aquela senhora que nunca mais encontrei: onde quer que esteja, espero que o caminho tenha ficado um pouco mais habitável. Que o seu filho viva em você não como ferida aberta, mas como luz acesa. Que a memória dele seja não o fim da sua história — mas o capítulo mais sagrado dela.

E para todas as mães que carregam esse peso invisível e imenso: vocês não estão sós. E a vossa dor merece mais do que frases feitas. Merece presença. Merece silêncio respeitoso. Merece amor que não tenha pressa de acabar.

Padre Carlos

Teólogo · Colunista · Vitória da Conquista, Bahia


 

ARTIGO – ENIR CORREIA: A MULHER QUE CAMINHOU À FRENTE DO SEU TEMPO E NÃO DEIXOU O POVO PARA TRÁS

 

Padre Carlos

 

Há nomes que o tempo não apaga — ele apenas aprende a pronunciar com mais respeito.

Enir Correia não foi feita de discursos vazios nem de promessas ao vento. Foi feita de estrada, de poeira, de passos firmes e de uma coragem silenciosa que só o sertão sabe forjar. Nascida em Zé Gonçalves, ela carregava no olhar a dureza da terra e, no coração, uma ternura inquieta, daquelas que não se conformam diante da injustiça.

Falar de Enir é resgatar a própria história política de Vitória da Conquista. Não a história dos palanques, mas a história das caminhadas. Não a dos cargos, mas a dos compromissos.

Ela esteve ao lado de gigantes como Raul Ferraz e Pedral Sampaio — mas nunca foi sombra. Era presença. Era ponte. Era consciência.

Num tempo em que ser mulher na política exigia mais do que coragem — exigia resistência — Enir não pediu espaço. Ela ocupou. Com dignidade. Com firmeza. Com uma lealdade que hoje parece quase um artigo raro.

Ela compreendia algo que muitos ainda não aprenderam: política não é estratégia, é compromisso. Política não é palco, é chão. E o chão de Zé Gonçalves conhecia bem suas pegadas.

Foi ali, entre a zona rural e os bairros esquecidos, que Enir ajudou a construir não apenas obras, mas consciência. Lutou com determinação pela emancipação do distrito, defendeu seu povo com a força de quem não negocia suas raízes. Ao lado do seu esposo, Etejones, e com sua família sempre presente, ela transformou presença em pertencimento — e pertencimento em liderança.

E que liderança.

Uma liderança que não precisava gritar para ser ouvida. Bastava estar. Bastava caminhar. Bastava cumprir.

Hoje, quando tanto se fala em crise na política brasileira, talvez o que esteja em falta não sejam novas ideias — mas exemplos como o de Enir Correia. Porque ela nos lembra que a verdadeira liderança política em Vitória da Conquista não nasce nos gabinetes, mas nas estradas de terra, no aperto de mão sincero, na palavra que não se quebra.

“A política passa, mas as pegadas de quem caminhou com dignidade permanecem gravadas no chão da memória.”

E Enir caminhou.

Caminhou com Zé Gonçalves nos pés e com o povo no coração. Caminhou quando era difícil. Caminhou quando era invisível. Caminhou quando muitos desistiram.

Por isso, sua ausência não é apenas sentida — é percebida.

Vitória da Conquista perde uma das suas maiores lideranças da zona rural. A história política da Bahia ganha uma mulher que se torna referência definitiva. E Zé Gonçalves… ah, Zé Gonçalves perde uma filha que jamais deixará de ser sua voz.

Não há exagero em dizer: não se lembra, facilmente, de outra liderança com a dimensão humana, política e moral de Enir Correia naquela região.

Ela fará falta.

Mas deixa algo que o tempo não destrói: legado.

Legado de honradez. De trabalho. De fidelidade. De luta. De uma mulher que, ainda nos anos 70, 80 e 90, já era maior do que o seu tempo — e que agora pertence à eternidade da memória popular.

E talvez seja isso que define os verdadeiros líderes: eles não passam.

Eles permanecem.

ARTIGO – ENIR CORREIA: A MULHER QUE CAMINHOU À FRENTE DO SEU TEMPO E NÃO DEIXOU O POVO PARA TRÁS

 

Padre Carlos

 

Há nomes que o tempo não apaga — ele apenas aprende a pronunciar com mais respeito.

Enir Correia não foi feita de discursos vazios nem de promessas ao vento. Foi feita de estrada, de poeira, de passos firmes e de uma coragem silenciosa que só o sertão sabe forjar. Nascida em Zé Gonçalves, ela carregava no olhar a dureza da terra e, no coração, uma ternura inquieta, daquelas que não se conformam diante da injustiça.

Falar de Enir é resgatar a própria história política de Vitória da Conquista. Não a história dos palanques, mas a história das caminhadas. Não a dos cargos, mas a dos compromissos.

Ela esteve ao lado de gigantes como Raul Ferraz e Pedral Sampaio — mas nunca foi sombra. Era presença. Era ponte. Era consciência.

Num tempo em que ser mulher na política exigia mais do que coragem — exigia resistência — Enir não pediu espaço. Ela ocupou. Com dignidade. Com firmeza. Com uma lealdade que hoje parece quase um artigo raro.

Ela compreendia algo que muitos ainda não aprenderam: política não é estratégia, é compromisso. Política não é palco, é chão. E o chão de Zé Gonçalves conhecia bem suas pegadas.

Foi ali, entre a zona rural e os bairros esquecidos, que Enir ajudou a construir não apenas obras, mas consciência. Lutou com determinação pela emancipação do distrito, defendeu seu povo com a força de quem não negocia suas raízes. Ao lado do seu esposo, Etejones, e com sua família sempre presente, ela transformou presença em pertencimento — e pertencimento em liderança.

E que liderança.

Uma liderança que não precisava gritar para ser ouvida. Bastava estar. Bastava caminhar. Bastava cumprir.

Hoje, quando tanto se fala em crise na política brasileira, talvez o que esteja em falta não sejam novas ideias — mas exemplos como o de Enir Correia. Porque ela nos lembra que a verdadeira liderança política em Vitória da Conquista não nasce nos gabinetes, mas nas estradas de terra, no aperto de mão sincero, na palavra que não se quebra.

“A política passa, mas as pegadas de quem caminhou com dignidade permanecem gravadas no chão da memória.”

E Enir caminhou.

Caminhou com Zé Gonçalves nos pés e com o povo no coração. Caminhou quando era difícil. Caminhou quando era invisível. Caminhou quando muitos desistiram.

Por isso, sua ausência não é apenas sentida — é percebida.

Vitória da Conquista perde uma das suas maiores lideranças da zona rural. A história política da Bahia ganha uma mulher que se torna referência definitiva. E Zé Gonçalves… ah, Zé Gonçalves perde uma filha que jamais deixará de ser sua voz.

Não há exagero em dizer: não se lembra, facilmente, de outra liderança com a dimensão humana, política e moral de Enir Correia naquela região.

Ela fará falta.

Mas deixa algo que o tempo não destrói: legado.

Legado de honradez. De trabalho. De fidelidade. De luta. De uma mulher que, ainda nos anos 70, 80 e 90, já era maior do que o seu tempo — e que agora pertence à eternidade da memória popular.

E talvez seja isso que define os verdadeiros líderes: eles não passam.

Eles permanecem.

ARTIGO – A Jogada de Neto: Entre a Estratégia e o Risco no Tabuleiro da Bahia

 

Padre Carlos

 

A política não perdoa improvisos — e tampouco recompensa ingenuidades. O anúncio da chapa liderada por ACM Neto, marcado para esta segunda-feira em Feira de Santana, não é apenas um ato formal de campanha. É, antes de tudo, um movimento calculado em um jogo de xadrez onde cada peça carrega o peso de regiões, interesses e expectativas.

Feira de Santana não foi escolhida por acaso. Segunda maior cidade da Bahia, entroncamento econômico e político, ela simboliza o coração estratégico do estado — o ponto onde o interior dialoga com a capital. Ao levar o anúncio para lá, Neto tenta enviar uma mensagem clara: sua candidatura não pertence apenas a Salvador, mas quer se enraizar no interior profundo, onde historicamente se decidem eleições.

A escolha de Zé Cocá como vice-governador é, nesse sentido, uma jogada de inteligência regional. Prefeito de Jequié, Cocá representa uma liderança consolidada no interior, com capilaridade política e capacidade de diálogo com bases que muitas vezes se sentem esquecidas pelo poder central. Sua presença na chapa não é apenas simbólica — é uma tentativa de territorializar votos e reduzir a distância entre discurso e realidade.

Mas é na composição para o Senado que o desenho político revela suas tensões mais profundas. A presença de Angelo Coronel e João Roma expõe uma engenharia política ousada — e, ao mesmo tempo, arriscada. Coronel, experiente e já inserido nas engrenagens do poder, traz densidade institucional. Roma, por sua vez, carrega consigo um eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo e a uma direita ideológica mais definida.

A pergunta que se impõe é inevitável: essa aliança soma ou tensiona?

Na política baiana, alianças amplas sempre foram a regra. Mas há uma linha tênue entre amplitude e incoerência. Quando projetos distintos tentam coexistir sob o mesmo guarda-chuva, o risco não está apenas na disputa externa — mas nas fissuras internas que podem emergir no calor da campanha.

O movimento de Neto também precisa ser lido à luz de um cenário mais amplo: a força do grupo governista, a máquina pública, e a narrativa de continuidade que ainda encontra eco em parte significativa do eleitorado. Para enfrentar esse bloco, não basta montar uma chapa forte no papel — é preciso construir uma narrativa que convença, emocione e mobilize.

E aqui reside talvez o maior desafio.

Porque eleições não são decididas apenas por nomes ou alianças, mas por percepção. O eleitor baiano, cada vez mais atento e crítico, quer mais do que promessas — quer coerência, identidade e projeto. Quer saber não apenas quem está na chapa, mas o que aquela chapa representa de fato.

O anúncio desta segunda-feira, portanto, é mais do que um evento político. É um teste. Um teste de unidade, de estratégia e, sobretudo, de capacidade de leitura do momento histórico.

Se acertar, ACM Neto poderá reposicionar sua candidatura como uma alternativa real de poder. Se errar, poderá ver sua engenharia política se transformar em um castelo de cartas, bonito por fora — mas vulnerável ao primeiro vento mais forte da realidade.

A Bahia, mais uma vez, não será palco de uma eleição simples. Será um campo de disputa entre projetos, narrativas e visões de futuro.

E o jogo — como sempre — já começou.

ARTIGO – A Jogada de Neto: Entre a Estratégia e o Risco no Tabuleiro da Bahia

 

Padre Carlos

 

A política não perdoa improvisos — e tampouco recompensa ingenuidades. O anúncio da chapa liderada por ACM Neto, marcado para esta segunda-feira em Feira de Santana, não é apenas um ato formal de campanha. É, antes de tudo, um movimento calculado em um jogo de xadrez onde cada peça carrega o peso de regiões, interesses e expectativas.

Feira de Santana não foi escolhida por acaso. Segunda maior cidade da Bahia, entroncamento econômico e político, ela simboliza o coração estratégico do estado — o ponto onde o interior dialoga com a capital. Ao levar o anúncio para lá, Neto tenta enviar uma mensagem clara: sua candidatura não pertence apenas a Salvador, mas quer se enraizar no interior profundo, onde historicamente se decidem eleições.

A escolha de Zé Cocá como vice-governador é, nesse sentido, uma jogada de inteligência regional. Prefeito de Jequié, Cocá representa uma liderança consolidada no interior, com capilaridade política e capacidade de diálogo com bases que muitas vezes se sentem esquecidas pelo poder central. Sua presença na chapa não é apenas simbólica — é uma tentativa de territorializar votos e reduzir a distância entre discurso e realidade.

Mas é na composição para o Senado que o desenho político revela suas tensões mais profundas. A presença de Angelo Coronel e João Roma expõe uma engenharia política ousada — e, ao mesmo tempo, arriscada. Coronel, experiente e já inserido nas engrenagens do poder, traz densidade institucional. Roma, por sua vez, carrega consigo um eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo e a uma direita ideológica mais definida.

A pergunta que se impõe é inevitável: essa aliança soma ou tensiona?

Na política baiana, alianças amplas sempre foram a regra. Mas há uma linha tênue entre amplitude e incoerência. Quando projetos distintos tentam coexistir sob o mesmo guarda-chuva, o risco não está apenas na disputa externa — mas nas fissuras internas que podem emergir no calor da campanha.

O movimento de Neto também precisa ser lido à luz de um cenário mais amplo: a força do grupo governista, a máquina pública, e a narrativa de continuidade que ainda encontra eco em parte significativa do eleitorado. Para enfrentar esse bloco, não basta montar uma chapa forte no papel — é preciso construir uma narrativa que convença, emocione e mobilize.

E aqui reside talvez o maior desafio.

Porque eleições não são decididas apenas por nomes ou alianças, mas por percepção. O eleitor baiano, cada vez mais atento e crítico, quer mais do que promessas — quer coerência, identidade e projeto. Quer saber não apenas quem está na chapa, mas o que aquela chapa representa de fato.

O anúncio desta segunda-feira, portanto, é mais do que um evento político. É um teste. Um teste de unidade, de estratégia e, sobretudo, de capacidade de leitura do momento histórico.

Se acertar, ACM Neto poderá reposicionar sua candidatura como uma alternativa real de poder. Se errar, poderá ver sua engenharia política se transformar em um castelo de cartas, bonito por fora — mas vulnerável ao primeiro vento mais forte da realidade.

A Bahia, mais uma vez, não será palco de uma eleição simples. Será um campo de disputa entre projetos, narrativas e visões de futuro.

E o jogo — como sempre — já começou.

“DEUS MISERICORDIOSO, NÃO DEIXAI QUE SEJAMOS INGRATOS COM QUEM NOS FAZ O BEM!”



Política e Resenha  ·  Coluna de Opinião

“DEUS MISERICORDIOSO,O DEIXAI QUE SEJAMOS
INGRATOS COM QUEM NOS FAZ O BEM!” Ana Isabel Rocha Macedo

Padre Carlos

Teólogo  ·  Cronista  ·  Poeta

Há gestos que não têm nome. São menores que um abraço e maiores que um discurso. São a mão que segura sem que você tenha pedido. São o silêncio que acolhe quando as palavras falhariam. São o copo d’água trazido na hora certa, a palavra dita no exato momento em que a alma estava prestes a desmoronar.

Eu os chamo de graças humanas — e tenho medo, um medo profundo e antigo, de que estejamos nos tornando incapazes de reconhecê-las.

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I.  O ESQUECIMENTO QUE CORRÓI

Existe uma forma silenciosa de crueldade que não usa faca nem grito. Ela opera no esquecimento. No olhar que desvia. No “obrigado” que nunca chegou aos lábios de alguém que recebeu tudo.

Conheço pessoas que deram anos de suas vidas ao serviço dos outros — anos inteiros, reais, irreversíveis — e que um dia se viram sozinhas, sem que ninguém se lembrasse de perguntar: como você está? Conheço mães que cozinharam décadas de amor em panelas esquecidas. Professores que depositaram sabedoria em almas que depois não se viraram nem para acenar.

Essa ingratidão não é apenas uma falha moral. É uma ferida que sangra por dentro de quem a recebe.

“E sangra por dentro de quem a pratica — ainda que ele não saiba.”

Padre Carlos Josaphat

✦   ✦   ✦

II.  O GESTO QUE SALVA

Permita-me um desvio pela memória.

Tinha dezessete anos quando atravessei pela primeira vez as portas de uma comunidade de base em Belo Horizonte. Era jovem, arrogante à minha maneira, e carregava uma certa desconfiança em relação ao mundo — aquela desconfiança que os jovens usam como armadura quando estão, na verdade, com medo.

Um homem de mãos calejadas — não sei mais seu nome, e talvez seja melhor assim, porque os anjos raramente precisam de nome — chegou perto de mim com um pão partido ao meio.

“Você veio de longe. Coma.”

Só isso.

Mas naquele pão havia algo que os filósofos levam séculos tentando nomear: havia o reconhecimento de que eu existia, de que minha fome era real, de que eu merecia ser visto.

Trinta anos depois, ainda carrego esse pão em algum lugar do peito.

✦   ✦   ✦

III.  A TEOLOGIA DO GRATO

As grandes tradições espirituais da humanidade — sem exceção — fundam-se numa única convicção: a vida é dom, não conquista.

O hinduísmo canta prasad — a graça que desce. O judaísmo ensina hakarat hatov — o reconhecimento do bem, literalmente “reconhecer o bem”. O islã ergue sua fundação sobre o shukr — a gratidão como forma de adoração. E o Evangelho — que é o chão onde planto meus pés e minha fé — diz, sem rodeios, pela boca de Deus feito carne:

“Não foram dez os que foram curados? E os outros nove, onde estão?”

Lucas 17,17  ·  Evangelho

Onde estão.

Essa pergunta atravessa os séculos como uma flecha. E ainda ressoa. E ainda dói. Porque os nove foram embora. Foram viver. Foram celebrar sua cura. E nenhum deles parou sequer um segundo para voltar e dizer: foi você. Obrigado.

Deus, que é misericordioso por natureza, não precisava do agradecimento. Mas nós, os seres humanos que recebemos e damos, nós precisamos. Precisamos para não nos perdermos de nós mesmos.

✦   ✦   ✦

IV.  O PERIGO DO CORAÇÃO ENTUPIDO

Há um tipo de coração que, de tanto receber sem perceber, vai se entupindo.

Como canos velhos que acumulam ferrugem por dentro — por fora parecem intactos, continuam funcionando, conduzindo a água de um lugar para outro. Mas por dentro a ferrugem cresce. E um dia a água deixa de passar.

“A ingratidão é essa ferrugem. Ela começa pequena — e vai crescendo, silenciosa, até que o coração perde a capacidade de sentir o bem que recebe.”

Padre Carlos Josaphat

E quem não sente o bem que recebe, não consegue mais dar bem a ninguém. Torna-se uma campânula de vidro — perfeita por fora, sufocante por dentro.

Eu vi isso acontecer com pessoas boas. Isso é o mais perturbador: não são os maus que mais me preocupam. São as pessoas boas que deixaram o esquecimento fermentar dentro delas até que a bondade murchou.

✦   ✦   ✦

V.  PEDAGOGIA DO OLHAR

A gratidão não é um sentimento espontâneo. É uma disciplina.

Precisa ser ensinada, cultivada, praticada com a mesma atenção com que um músico afina seu instrumento antes de tocar. E começa — sempre começa — pelo olhar.

Olhar de verdade para quem está ao nosso redor. Não o olhar fugaz que classifica e segue em frente. O olhar que demora. Que pergunta. Que diz: eu vejo você. Você importa. O que você fez por mim não desapareceu no ar — está aqui, dentro de mim, vivo.

Quando uma criança aprende a dizer “obrigado”, ela não está apenas aprendendo boa educação. Ela está aprendendo a reconhecer que não está sozinha no mundo. Que existe uma rede invisível de cuidados que a sustenta. Que ela não se fez a si mesma.

Essa é uma das verdades mais revolucionárias que um ser humano pode aprender. E muitos de nós, adultos feitos e acabados, ainda não a aprendemos.

✦   ✦   ✦

VI.  A ORAÇÃO QUE É TAMBÉM GRITO

Deus misericordioso — e uso essas palavras não como fórmula, mas como invocação real, urgente, nascida de uma inquietação que não me larga — não deixai que sejamos ingratos com quem nos faz o bem.

Não nos deixeis esquecer o professor que ficou depois da hora para explicar de novo.
Não nos deixeis esquecer o amigo que atendeu às três da manhã sem reclamar.
Não nos deixeis esquecer os pais que venderam sonhos próprios para comprar os nossos.
Não nos deixeis esquecer o vizinho que abriu a porta quando estávamos com fome, o estranho que parou na estrada, o médico que tratou com carinho quando podia ter tratado com pressa.

Não nos deixeis esquecer.

Porque esquecer é uma forma de morrer por dentro. E a ingratidão, ao final, pune mais quem a pratica do que quem a sofre.

✦   ✦   ✦

VII.  CODA — O QUE FICA

No fim da vida — já vi isso muitas vezes, acompanhando pessoas na hora em que o véu se afina — não são as conquistas que ficam. Não são os títulos nem os bens.

Fica o que foi dado. E fica o que foi recebido com graça.

Fica aquele pão partido ao meio por mãos calejadas.

Fica o abraço que chegou na hora certa.

Fica o nome de quem nos salvou — mesmo que a gente não se lembre do nome. Porque o gesto permanece, inscrito em alguma camada funda do que somos, como letra gravada na pedra.

“Por isso, hoje, aqui, diante de você que lê estas palavras — eu quero dizer obrigado.”

Padre Carlos Josaphat

Obrigado a quem cuida sem aparecer. A quem serve sem pedir. A quem ama com a paciência que o mundo não merece, mas recebe assim mesmo.

E peço — ao Deus que é misericordioso porque é, antes de tudo, capaz de ver cada gesto humano em sua inteireza — que afaste de nós a seca do coração. Que nos mantenha úmidos de gratidão. Que não nos deixe morrer de esquecimento.

Porque o bem que alguém nos faz não é pequeno.

É, muitas vezes, tudo.

✦   ✦   ✦

Vitória da Conquista, Bahia.

Padre Carlos Josaphat é teólogo, cronista e colunista de opinião. Escreve regularmente para o blog Política e Resenha, onde aborda temas de fé, cultura e vida pública.

“DEUS MISERICORDIOSO, NÃO DEIXAI QUE SEJAMOS INGRATOS COM QUEM NOS FAZ O BEM!”



Política e Resenha  ·  Coluna de Opinião

“DEUS MISERICORDIOSO,O DEIXAI QUE SEJAMOS
INGRATOS COM QUEM NOS FAZ O BEM!” Ana Isabel Rocha Macedo

Padre Carlos

Teólogo  ·  Cronista  ·  Poeta

Há gestos que não têm nome. São menores que um abraço e maiores que um discurso. São a mão que segura sem que você tenha pedido. São o silêncio que acolhe quando as palavras falhariam. São o copo d’água trazido na hora certa, a palavra dita no exato momento em que a alma estava prestes a desmoronar.

Eu os chamo de graças humanas — e tenho medo, um medo profundo e antigo, de que estejamos nos tornando incapazes de reconhecê-las.

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I.  O ESQUECIMENTO QUE CORRÓI

Existe uma forma silenciosa de crueldade que não usa faca nem grito. Ela opera no esquecimento. No olhar que desvia. No “obrigado” que nunca chegou aos lábios de alguém que recebeu tudo.

Conheço pessoas que deram anos de suas vidas ao serviço dos outros — anos inteiros, reais, irreversíveis — e que um dia se viram sozinhas, sem que ninguém se lembrasse de perguntar: como você está? Conheço mães que cozinharam décadas de amor em panelas esquecidas. Professores que depositaram sabedoria em almas que depois não se viraram nem para acenar.

Essa ingratidão não é apenas uma falha moral. É uma ferida que sangra por dentro de quem a recebe.

“E sangra por dentro de quem a pratica — ainda que ele não saiba.”

Padre Carlos Josaphat

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II.  O GESTO QUE SALVA

Permita-me um desvio pela memória.

Tinha dezessete anos quando atravessei pela primeira vez as portas de uma comunidade de base em Belo Horizonte. Era jovem, arrogante à minha maneira, e carregava uma certa desconfiança em relação ao mundo — aquela desconfiança que os jovens usam como armadura quando estão, na verdade, com medo.

Um homem de mãos calejadas — não sei mais seu nome, e talvez seja melhor assim, porque os anjos raramente precisam de nome — chegou perto de mim com um pão partido ao meio.

“Você veio de longe. Coma.”

Só isso.

Mas naquele pão havia algo que os filósofos levam séculos tentando nomear: havia o reconhecimento de que eu existia, de que minha fome era real, de que eu merecia ser visto.

Trinta anos depois, ainda carrego esse pão em algum lugar do peito.

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III.  A TEOLOGIA DO GRATO

As grandes tradições espirituais da humanidade — sem exceção — fundam-se numa única convicção: a vida é dom, não conquista.

O hinduísmo canta prasad — a graça que desce. O judaísmo ensina hakarat hatov — o reconhecimento do bem, literalmente “reconhecer o bem”. O islã ergue sua fundação sobre o shukr — a gratidão como forma de adoração. E o Evangelho — que é o chão onde planto meus pés e minha fé — diz, sem rodeios, pela boca de Deus feito carne:

“Não foram dez os que foram curados? E os outros nove, onde estão?”

Lucas 17,17  ·  Evangelho

Onde estão.

Essa pergunta atravessa os séculos como uma flecha. E ainda ressoa. E ainda dói. Porque os nove foram embora. Foram viver. Foram celebrar sua cura. E nenhum deles parou sequer um segundo para voltar e dizer: foi você. Obrigado.

Deus, que é misericordioso por natureza, não precisava do agradecimento. Mas nós, os seres humanos que recebemos e damos, nós precisamos. Precisamos para não nos perdermos de nós mesmos.

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IV.  O PERIGO DO CORAÇÃO ENTUPIDO

Há um tipo de coração que, de tanto receber sem perceber, vai se entupindo.

Como canos velhos que acumulam ferrugem por dentro — por fora parecem intactos, continuam funcionando, conduzindo a água de um lugar para outro. Mas por dentro a ferrugem cresce. E um dia a água deixa de passar.

“A ingratidão é essa ferrugem. Ela começa pequena — e vai crescendo, silenciosa, até que o coração perde a capacidade de sentir o bem que recebe.”

Padre Carlos Josaphat

E quem não sente o bem que recebe, não consegue mais dar bem a ninguém. Torna-se uma campânula de vidro — perfeita por fora, sufocante por dentro.

Eu vi isso acontecer com pessoas boas. Isso é o mais perturbador: não são os maus que mais me preocupam. São as pessoas boas que deixaram o esquecimento fermentar dentro delas até que a bondade murchou.

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V.  PEDAGOGIA DO OLHAR

A gratidão não é um sentimento espontâneo. É uma disciplina.

Precisa ser ensinada, cultivada, praticada com a mesma atenção com que um músico afina seu instrumento antes de tocar. E começa — sempre começa — pelo olhar.

Olhar de verdade para quem está ao nosso redor. Não o olhar fugaz que classifica e segue em frente. O olhar que demora. Que pergunta. Que diz: eu vejo você. Você importa. O que você fez por mim não desapareceu no ar — está aqui, dentro de mim, vivo.

Quando uma criança aprende a dizer “obrigado”, ela não está apenas aprendendo boa educação. Ela está aprendendo a reconhecer que não está sozinha no mundo. Que existe uma rede invisível de cuidados que a sustenta. Que ela não se fez a si mesma.

Essa é uma das verdades mais revolucionárias que um ser humano pode aprender. E muitos de nós, adultos feitos e acabados, ainda não a aprendemos.

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VI.  A ORAÇÃO QUE É TAMBÉM GRITO

Deus misericordioso — e uso essas palavras não como fórmula, mas como invocação real, urgente, nascida de uma inquietação que não me larga — não deixai que sejamos ingratos com quem nos faz o bem.

Não nos deixeis esquecer o professor que ficou depois da hora para explicar de novo.
Não nos deixeis esquecer o amigo que atendeu às três da manhã sem reclamar.
Não nos deixeis esquecer os pais que venderam sonhos próprios para comprar os nossos.
Não nos deixeis esquecer o vizinho que abriu a porta quando estávamos com fome, o estranho que parou na estrada, o médico que tratou com carinho quando podia ter tratado com pressa.

Não nos deixeis esquecer.

Porque esquecer é uma forma de morrer por dentro. E a ingratidão, ao final, pune mais quem a pratica do que quem a sofre.

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VII.  CODA — O QUE FICA

No fim da vida — já vi isso muitas vezes, acompanhando pessoas na hora em que o véu se afina — não são as conquistas que ficam. Não são os títulos nem os bens.

Fica o que foi dado. E fica o que foi recebido com graça.

Fica aquele pão partido ao meio por mãos calejadas.

Fica o abraço que chegou na hora certa.

Fica o nome de quem nos salvou — mesmo que a gente não se lembre do nome. Porque o gesto permanece, inscrito em alguma camada funda do que somos, como letra gravada na pedra.

“Por isso, hoje, aqui, diante de você que lê estas palavras — eu quero dizer obrigado.”

Padre Carlos Josaphat

Obrigado a quem cuida sem aparecer. A quem serve sem pedir. A quem ama com a paciência que o mundo não merece, mas recebe assim mesmo.

E peço — ao Deus que é misericordioso porque é, antes de tudo, capaz de ver cada gesto humano em sua inteireza — que afaste de nós a seca do coração. Que nos mantenha úmidos de gratidão. Que não nos deixe morrer de esquecimento.

Porque o bem que alguém nos faz não é pequeno.

É, muitas vezes, tudo.

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Vitória da Conquista, Bahia.

Padre Carlos Josaphat é teólogo, cronista e colunista de opinião. Escreve regularmente para o blog Política e Resenha, onde aborda temas de fé, cultura e vida pública.