Política e Resenha

ARTIGO – O DIA EM QUE O JORNALISMO PODE TROCAR O PRÊMIO ESSO PELO “PRÊMIO PAPUDA”

 

 

Padre Carlos

 

No Brasil, às vezes a realidade tem um talento raro: ela consegue transformar ironia em manchete e manchete em piada pronta.

Agora mesmo surgiu a notícia de que os colunistas Lauro Jardim e Malu Gaspar estariam entre os “merecedores” do tradicional Prêmio Esso de Reportagem de 2026. A sugestão partiu do jornalista Euler de França Belém, em editorial no Jornal Opção, onde elogia o trabalho investigativo da dupla nas reportagens sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Até aí, tudo dentro do roteiro clássico do jornalismo: repórteres investigam, publicam, incomodam poderosos e eventualmente recebem prêmios.

O problema começa quando o roteiro deixa de parecer jornalismo investigativo e passa a lembrar roteiro de série policial — e não necessariamente do lado heroico da história.

Porque existe um detalhe que não pode ser varrido para debaixo do tapete da redação: há suspeitas sérias envolvendo a forma como determinadas informações vieram à tona. Informações que, segundo relatos, estavam sob sigilo.

E aqui mora o ponto central.

Se — repito, se — ficar comprovado que houve compra de informação sigilosa, estamos diante de algo que não é exatamente jornalismo investigativo. Estamos diante de um possível crime.

E crime, por definição, não costuma ser premiado em cerimônias elegantes com discursos emocionados e taças de espumante.

Crime costuma ser julgado em tribunal.

É uma distinção básica, mas aparentemente necessária de ser lembrada.

O Prêmio Esso sempre foi apresentado como um símbolo de excelência jornalística no Brasil. Ele representa rigor investigativo, ética profissional e compromisso com a verdade. Não foi criado para consagrar vazamentos comprados, nem para transformar material sob sigilo em produto de mercado.

Caso contrário, a lógica ficaria curiosa.

Imagine o cenário: alguém viola um segredo protegido pela lei, alguém paga por essa informação, a notícia explode nas manchetes e, ao final do processo, o sistema resolve entregar um troféu.

Seria uma inovação curiosa na história da imprensa.

Algo como criar uma nova categoria:

“Melhor Aquisição de Informação Sob Sigilo do Ano”.

Mas há um pequeno detalhe jurídico que estraga a festa.

Se as suspeitas forem confirmadas — e isso cabe às investigações determinar — o prêmio em questão pode mudar de nome. E também de endereço.

Não seria mais o Prêmio Esso.

Seria algo muito mais modesto e menos glamouroso.

Talvez o “Prêmio Papuda de Reportagem Investigada”.

Porque uma democracia saudável precisa de jornalismo forte, independente e corajoso. Mas precisa também de jornalismo ético.

Sem ética, a reportagem vira arma política.

Sem ética, o vazamento vira negócio.

Sem ética, a notícia deixa de ser informação e passa a ser mercadoria.

E quando a imprensa começa a premiar aquilo que deveria investigar, algo muito errado está acontecendo.

A história do jornalismo brasileiro já teve grandes repórteres, grandes furos e grandes prêmios.

Seria uma pena vê-la também inaugurando uma nova tradição:

A de transformar suspeita criminal em medalha de mérito.

Porque, no fim das contas, existe uma regra simples que nem precisa de manual de redação:

Jornalismo pode ganhar prêmio.

Crime não.

ARTIGO – O DIA EM QUE O JORNALISMO PODE TROCAR O PRÊMIO ESSO PELO “PRÊMIO PAPUDA”

 

 

Padre Carlos

 

No Brasil, às vezes a realidade tem um talento raro: ela consegue transformar ironia em manchete e manchete em piada pronta.

Agora mesmo surgiu a notícia de que os colunistas Lauro Jardim e Malu Gaspar estariam entre os “merecedores” do tradicional Prêmio Esso de Reportagem de 2026. A sugestão partiu do jornalista Euler de França Belém, em editorial no Jornal Opção, onde elogia o trabalho investigativo da dupla nas reportagens sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Até aí, tudo dentro do roteiro clássico do jornalismo: repórteres investigam, publicam, incomodam poderosos e eventualmente recebem prêmios.

O problema começa quando o roteiro deixa de parecer jornalismo investigativo e passa a lembrar roteiro de série policial — e não necessariamente do lado heroico da história.

Porque existe um detalhe que não pode ser varrido para debaixo do tapete da redação: há suspeitas sérias envolvendo a forma como determinadas informações vieram à tona. Informações que, segundo relatos, estavam sob sigilo.

E aqui mora o ponto central.

Se — repito, se — ficar comprovado que houve compra de informação sigilosa, estamos diante de algo que não é exatamente jornalismo investigativo. Estamos diante de um possível crime.

E crime, por definição, não costuma ser premiado em cerimônias elegantes com discursos emocionados e taças de espumante.

Crime costuma ser julgado em tribunal.

É uma distinção básica, mas aparentemente necessária de ser lembrada.

O Prêmio Esso sempre foi apresentado como um símbolo de excelência jornalística no Brasil. Ele representa rigor investigativo, ética profissional e compromisso com a verdade. Não foi criado para consagrar vazamentos comprados, nem para transformar material sob sigilo em produto de mercado.

Caso contrário, a lógica ficaria curiosa.

Imagine o cenário: alguém viola um segredo protegido pela lei, alguém paga por essa informação, a notícia explode nas manchetes e, ao final do processo, o sistema resolve entregar um troféu.

Seria uma inovação curiosa na história da imprensa.

Algo como criar uma nova categoria:

“Melhor Aquisição de Informação Sob Sigilo do Ano”.

Mas há um pequeno detalhe jurídico que estraga a festa.

Se as suspeitas forem confirmadas — e isso cabe às investigações determinar — o prêmio em questão pode mudar de nome. E também de endereço.

Não seria mais o Prêmio Esso.

Seria algo muito mais modesto e menos glamouroso.

Talvez o “Prêmio Papuda de Reportagem Investigada”.

Porque uma democracia saudável precisa de jornalismo forte, independente e corajoso. Mas precisa também de jornalismo ético.

Sem ética, a reportagem vira arma política.

Sem ética, o vazamento vira negócio.

Sem ética, a notícia deixa de ser informação e passa a ser mercadoria.

E quando a imprensa começa a premiar aquilo que deveria investigar, algo muito errado está acontecendo.

A história do jornalismo brasileiro já teve grandes repórteres, grandes furos e grandes prêmios.

Seria uma pena vê-la também inaugurando uma nova tradição:

A de transformar suspeita criminal em medalha de mérito.

Porque, no fim das contas, existe uma regra simples que nem precisa de manual de redação:

Jornalismo pode ganhar prêmio.

Crime não.

Entre o Traço e o Silêncio: a Morte, o Envelhecimento e o Legado Humano

 

 

Por Padre Carlos

 

Há um detalhe curioso em qualquer ficha biográfica.
Entre o ano do nascimento e o espaço reservado ao fim da vida, há sempre um pequeno traço. Algo como: 1960 — ______.

Esse espaço em branco é talvez o maior mistério da existência humana.

Sabemos a data em que chegamos, mas ignoramos a data da partida. E, curiosamente, a vida inteira se desenrola nesse intervalo silencioso entre dois números. Ali estão nossas escolhas, nossas falhas, nossos afetos, nossas obras e nossas memórias. Ali está tudo aquilo que chamamos — às vezes com solenidade, às vezes com ingenuidade — de sentido da vida.

A morte é inevitável porque o envelhecimento também é. Não há biologia, filosofia ou religião que tenha conseguido eliminar esse fato fundamental. A vida, no entanto, tem um comportamento curioso: ela luta para continuar existindo. Cada célula do corpo carrega esse impulso silencioso de permanecer.

A vida faz o possível por si mesma.


A serenidade diante do inevitável

A história da filosofia guarda um episódio que sempre me impressionou. Quando Sócrates foi condenado à morte por beber cicuta, seus discípulos estavam tomados pelo desespero. Para eles, aquilo era o fim de um homem extraordinário.

Mas Sócrates reagiu de forma inesperada.

Conta-se que ele pediu que lhe trouxessem um instrumento musical para aprender uma nova melodia. Alguém estranhou:

Mas por que aprender isso agora, se vais morrer?

E Sócrates respondeu com uma simplicidade desconcertante:

Porque ainda estou vivo.

Essa frase atravessou os séculos como um lembrete poderoso. Enquanto respiramos, ainda há algo a aprender, algo a amar, algo a compreender. A vida não se mede apenas pela sua duração, mas pela intensidade com que habitamos cada instante.

Talvez a verdadeira sabedoria esteja nisso: aceitar a finitude sem desistir da experiência de viver.


A biologia do tempo

Se a filosofia nos oferece consolo, a ciência nos oferece explicação.

A ciência da longevidade mostra que o envelhecimento é, em grande parte, resultado de processos celulares inevitáveis. Nossas células se dividem constantemente para renovar tecidos. A cada divisão, o DNA precisa ser copiado. E, embora exista uma maquinaria biológica extraordinariamente precisa, essa duplicação nunca é perfeita.

Há enzimas — como a telomerase — que tentam preservar os cromossomos, retardando o desgaste. Ainda assim, com o passar dos anos, o acúmulo de pequenas imperfeições se torna inevitável.

O corpo envelhece porque a própria vida é um processo de gasto.

É como uma chama que ilumina enquanto consome o combustível que a mantém acesa.

Mesmo assim, a história humana revela algo extraordinário: nossa espécie conseguiu prolongar a vida de maneira inédita. O Homo sapiens vive hoje muito mais do que vivia na Idade Média.

Não foi apenas a medicina que fez isso possível.

Foi a civilização.

O saneamento básico, a alimentação mais estável, as vacinas, os antibióticos, o conhecimento científico acumulado desde o século XIX. Cada avanço desses ampliou silenciosamente o tempo médio da vida humana.

Se na antiguidade muitos morriam antes dos quarenta anos, hoje atravessamos décadas adicionais. Cada geração recebe um pouco mais de tempo que a anterior.

Tempo para pensar.
Tempo para amar.
Tempo para deixar marcas.


O que permanece quando partimos

Mas a pergunta inevitável surge: o que fica depois da morte?

A biologia responde de um modo curioso: ficam os genes.

Cada ser humano é um capítulo dentro de uma história genética que começou há bilhões de anos. Ao transmitir nossos genes, continuamos presentes em gerações futuras de maneira silenciosa e invisível.

Mas os genes não são a única herança.

Fica também algo mais sutil: a memória.

Ficam as palavras que dissemos, as ideias que inspiramos, os gestos de bondade que alguém nunca esqueceu. Fica o professor que despertou curiosidade em um aluno. Fica a mãe que ensinou ternura. Fica o amigo que ofereceu coragem quando o mundo parecia escuro.

Isso também é legado humano.

Talvez até mais importante do que qualquer herança material.

Porque a memória se espalha pelas pessoas como uma onda tranquila que continua a viajar mesmo depois que a pedra já desapareceu no fundo do lago.


A vida como intervalo

Entre o nascimento e a morte existe apenas um intervalo.

Mas esse intervalo pode ser extraordinário.

A vida humana é um fenômeno improvável: um pequeno planeta em um universo imenso produziu seres capazes de refletir sobre si mesmos, de questionar o destino e de perguntar pelo sentido da vida.

Somos poeira de estrelas que aprendeu a pensar.

E talvez seja por isso que a morte nos inquieta tanto. Não é apenas o fim do corpo que nos preocupa, mas o silêncio que parece ameaçar apagar tudo o que fomos.

Mas talvez a morte não seja exatamente um apagamento.

Porque aquilo que realmente fomos — nossos gestos, nossas ideias, nossa presença — continua reverberando nos outros. A vida individual termina, mas a história humana continua.

Cada geração recebe o mundo de quem veio antes.

E o transforma.


O último espaço em branco

Volto então àquela ficha biográfica.

1960 — ______

Alguém um dia preencherá esse espaço. Isso é inevitável.

Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.

A pergunta essencial não é quando esse traço será fechado.

A pergunta é o que faremos com o tempo entre os dois números.

Porque é nesse pequeno intervalo — frágil, precioso e irrepetível — que construímos nosso verdadeiro legado.

E, no final das contas, talvez seja isso que suaviza o mistério da morte: saber que, mesmo depois do silêncio, algo de nós continuará vivendo na memória, nos afetos e nos caminhos que ajudamos a abrir.

A morte encerra a biografia.

Mas o legado humano continua escrevendo história.


Padre Carlos ✍️

Entre o Traço e o Silêncio: a Morte, o Envelhecimento e o Legado Humano

 

 

Por Padre Carlos

 

Há um detalhe curioso em qualquer ficha biográfica.
Entre o ano do nascimento e o espaço reservado ao fim da vida, há sempre um pequeno traço. Algo como: 1960 — ______.

Esse espaço em branco é talvez o maior mistério da existência humana.

Sabemos a data em que chegamos, mas ignoramos a data da partida. E, curiosamente, a vida inteira se desenrola nesse intervalo silencioso entre dois números. Ali estão nossas escolhas, nossas falhas, nossos afetos, nossas obras e nossas memórias. Ali está tudo aquilo que chamamos — às vezes com solenidade, às vezes com ingenuidade — de sentido da vida.

A morte é inevitável porque o envelhecimento também é. Não há biologia, filosofia ou religião que tenha conseguido eliminar esse fato fundamental. A vida, no entanto, tem um comportamento curioso: ela luta para continuar existindo. Cada célula do corpo carrega esse impulso silencioso de permanecer.

A vida faz o possível por si mesma.


A serenidade diante do inevitável

A história da filosofia guarda um episódio que sempre me impressionou. Quando Sócrates foi condenado à morte por beber cicuta, seus discípulos estavam tomados pelo desespero. Para eles, aquilo era o fim de um homem extraordinário.

Mas Sócrates reagiu de forma inesperada.

Conta-se que ele pediu que lhe trouxessem um instrumento musical para aprender uma nova melodia. Alguém estranhou:

Mas por que aprender isso agora, se vais morrer?

E Sócrates respondeu com uma simplicidade desconcertante:

Porque ainda estou vivo.

Essa frase atravessou os séculos como um lembrete poderoso. Enquanto respiramos, ainda há algo a aprender, algo a amar, algo a compreender. A vida não se mede apenas pela sua duração, mas pela intensidade com que habitamos cada instante.

Talvez a verdadeira sabedoria esteja nisso: aceitar a finitude sem desistir da experiência de viver.


A biologia do tempo

Se a filosofia nos oferece consolo, a ciência nos oferece explicação.

A ciência da longevidade mostra que o envelhecimento é, em grande parte, resultado de processos celulares inevitáveis. Nossas células se dividem constantemente para renovar tecidos. A cada divisão, o DNA precisa ser copiado. E, embora exista uma maquinaria biológica extraordinariamente precisa, essa duplicação nunca é perfeita.

Há enzimas — como a telomerase — que tentam preservar os cromossomos, retardando o desgaste. Ainda assim, com o passar dos anos, o acúmulo de pequenas imperfeições se torna inevitável.

O corpo envelhece porque a própria vida é um processo de gasto.

É como uma chama que ilumina enquanto consome o combustível que a mantém acesa.

Mesmo assim, a história humana revela algo extraordinário: nossa espécie conseguiu prolongar a vida de maneira inédita. O Homo sapiens vive hoje muito mais do que vivia na Idade Média.

Não foi apenas a medicina que fez isso possível.

Foi a civilização.

O saneamento básico, a alimentação mais estável, as vacinas, os antibióticos, o conhecimento científico acumulado desde o século XIX. Cada avanço desses ampliou silenciosamente o tempo médio da vida humana.

Se na antiguidade muitos morriam antes dos quarenta anos, hoje atravessamos décadas adicionais. Cada geração recebe um pouco mais de tempo que a anterior.

Tempo para pensar.
Tempo para amar.
Tempo para deixar marcas.


O que permanece quando partimos

Mas a pergunta inevitável surge: o que fica depois da morte?

A biologia responde de um modo curioso: ficam os genes.

Cada ser humano é um capítulo dentro de uma história genética que começou há bilhões de anos. Ao transmitir nossos genes, continuamos presentes em gerações futuras de maneira silenciosa e invisível.

Mas os genes não são a única herança.

Fica também algo mais sutil: a memória.

Ficam as palavras que dissemos, as ideias que inspiramos, os gestos de bondade que alguém nunca esqueceu. Fica o professor que despertou curiosidade em um aluno. Fica a mãe que ensinou ternura. Fica o amigo que ofereceu coragem quando o mundo parecia escuro.

Isso também é legado humano.

Talvez até mais importante do que qualquer herança material.

Porque a memória se espalha pelas pessoas como uma onda tranquila que continua a viajar mesmo depois que a pedra já desapareceu no fundo do lago.


A vida como intervalo

Entre o nascimento e a morte existe apenas um intervalo.

Mas esse intervalo pode ser extraordinário.

A vida humana é um fenômeno improvável: um pequeno planeta em um universo imenso produziu seres capazes de refletir sobre si mesmos, de questionar o destino e de perguntar pelo sentido da vida.

Somos poeira de estrelas que aprendeu a pensar.

E talvez seja por isso que a morte nos inquieta tanto. Não é apenas o fim do corpo que nos preocupa, mas o silêncio que parece ameaçar apagar tudo o que fomos.

Mas talvez a morte não seja exatamente um apagamento.

Porque aquilo que realmente fomos — nossos gestos, nossas ideias, nossa presença — continua reverberando nos outros. A vida individual termina, mas a história humana continua.

Cada geração recebe o mundo de quem veio antes.

E o transforma.


O último espaço em branco

Volto então àquela ficha biográfica.

1960 — ______

Alguém um dia preencherá esse espaço. Isso é inevitável.

Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.

A pergunta essencial não é quando esse traço será fechado.

A pergunta é o que faremos com o tempo entre os dois números.

Porque é nesse pequeno intervalo — frágil, precioso e irrepetível — que construímos nosso verdadeiro legado.

E, no final das contas, talvez seja isso que suaviza o mistério da morte: saber que, mesmo depois do silêncio, algo de nós continuará vivendo na memória, nos afetos e nos caminhos que ajudamos a abrir.

A morte encerra a biografia.

Mas o legado humano continua escrevendo história.


Padre Carlos ✍️

ARTIGO – Calça de Veludo ou Bunda de Fora: A Hora da Verdade Entre o STF e a Imprensa

 

 

Padre Carlos

 

No Brasil, existe um velho ditado que volta e meia reaparece quando a política chega ao limite da tensão: “calça de veludo ou bunda de fora”. A expressão popular é simples e brutal ao mesmo tempo. Ou se está no luxo do poder absoluto, ou se cai na miséria da derrota total. Não há meio-termo. Não há zona de conforto.

E é exatamente esse o clima que paira hoje sobre Brasília, num confronto que mistura Supremo Tribunal Federal, liberdade de imprensa, vazamentos e poder institucional.

O epicentro da tensão tem nome e sobrenome: Alexandre de Moraes. Nos bastidores da capital, comenta-se que o ministro teria adotado uma postura de tolerância zero contra vazamentos ligados a investigações sensíveis. Reportagens recentes do portal Metrópoles acenderam o alerta ao revelar que o Supremo estaria disposto a reagir com dureza contra quem divulga informações consideradas distorcidas ou sigilosas.

E nesse cenário surge um nome que movimenta os bastidores do jornalismo político: Malu Gaspar, colunista do grupo Grupo Globo.

A tensão aumentou quando análises da Polícia Federal passaram a ser citadas no debate público sobre supostas mensagens envolvendo o ministro e o empresário Daniel Vorcaro. Mesmo diante das contestações, parte da imprensa continua sustentando versões que colocam o episódio sob forte suspeita política.

E foi justamente aí que a situação escalou.

Em declarações contundentes, Malu Gaspar afirmou que talvez fosse melhor o ministro explicar publicamente determinados fatos em vez de acusar a imprensa de desonestidade. Entre as perguntas levantadas estão temas delicados: relações institucionais, encontros com autoridades e supostas pressões envolvendo o sistema financeiro e o Banco Central do Brasil.

A jornalista foi além. Em tom duro, afirmou que alguns ministros do Supremo estariam reproduzindo no Judiciário a mesma lógica política vista no Congresso — aquela em que se finge não entender os problemas, acusa-se quem critica e vira-se as costas para a sociedade.

Foi uma frase que ecoou forte nos corredores de Brasília.

Porque quando uma jornalista acusa ministros de agir como políticos, e quando ministros acusam jornalistas de espalhar narrativas, a temperatura institucional sobe perigosamente.

O ponto central agora é outro: até onde pode ir essa escalada?

Nos bastidores jurídicos, especialistas reconhecem que uma eventual prisão de uma jornalista criaria um terremoto político e diplomático. A liberdade de imprensa é um dos pilares que o Brasil apresenta ao mundo como prova de sua democracia. Qualquer medida extrema poderia gerar repercussão internacional imediata.

Mas também há outro lado da moeda: o Supremo vem sinalizando que não aceitará o que considera manipulação de informações ou vazamentos seletivos capazes de influenciar investigações e decisões judiciais.

E é exatamente nesse ponto que a velha expressão brasileira volta à cena.

Estamos diante de um momento em que ninguém parece disposto a recuar.

De um lado, um Supremo cada vez mais assertivo na defesa de sua autoridade institucional.

Do outro, uma imprensa que reivindica o direito de questionar, investigar e publicar.

O Brasil assiste a esse embate como quem vê uma partida decisiva em que cada movimento pode redefinir o equilíbrio entre poder, transparência e liberdade de imprensa.

E quando o jogo chega nesse nível de tensão, a política brasileira costuma escolher apenas um dos caminhos possíveis.

Ou calça de veludo.

Ou bunda de fora.

ARTIGO – Calça de Veludo ou Bunda de Fora: A Hora da Verdade Entre o STF e a Imprensa

 

 

Padre Carlos

 

No Brasil, existe um velho ditado que volta e meia reaparece quando a política chega ao limite da tensão: “calça de veludo ou bunda de fora”. A expressão popular é simples e brutal ao mesmo tempo. Ou se está no luxo do poder absoluto, ou se cai na miséria da derrota total. Não há meio-termo. Não há zona de conforto.

E é exatamente esse o clima que paira hoje sobre Brasília, num confronto que mistura Supremo Tribunal Federal, liberdade de imprensa, vazamentos e poder institucional.

O epicentro da tensão tem nome e sobrenome: Alexandre de Moraes. Nos bastidores da capital, comenta-se que o ministro teria adotado uma postura de tolerância zero contra vazamentos ligados a investigações sensíveis. Reportagens recentes do portal Metrópoles acenderam o alerta ao revelar que o Supremo estaria disposto a reagir com dureza contra quem divulga informações consideradas distorcidas ou sigilosas.

E nesse cenário surge um nome que movimenta os bastidores do jornalismo político: Malu Gaspar, colunista do grupo Grupo Globo.

A tensão aumentou quando análises da Polícia Federal passaram a ser citadas no debate público sobre supostas mensagens envolvendo o ministro e o empresário Daniel Vorcaro. Mesmo diante das contestações, parte da imprensa continua sustentando versões que colocam o episódio sob forte suspeita política.

E foi justamente aí que a situação escalou.

Em declarações contundentes, Malu Gaspar afirmou que talvez fosse melhor o ministro explicar publicamente determinados fatos em vez de acusar a imprensa de desonestidade. Entre as perguntas levantadas estão temas delicados: relações institucionais, encontros com autoridades e supostas pressões envolvendo o sistema financeiro e o Banco Central do Brasil.

A jornalista foi além. Em tom duro, afirmou que alguns ministros do Supremo estariam reproduzindo no Judiciário a mesma lógica política vista no Congresso — aquela em que se finge não entender os problemas, acusa-se quem critica e vira-se as costas para a sociedade.

Foi uma frase que ecoou forte nos corredores de Brasília.

Porque quando uma jornalista acusa ministros de agir como políticos, e quando ministros acusam jornalistas de espalhar narrativas, a temperatura institucional sobe perigosamente.

O ponto central agora é outro: até onde pode ir essa escalada?

Nos bastidores jurídicos, especialistas reconhecem que uma eventual prisão de uma jornalista criaria um terremoto político e diplomático. A liberdade de imprensa é um dos pilares que o Brasil apresenta ao mundo como prova de sua democracia. Qualquer medida extrema poderia gerar repercussão internacional imediata.

Mas também há outro lado da moeda: o Supremo vem sinalizando que não aceitará o que considera manipulação de informações ou vazamentos seletivos capazes de influenciar investigações e decisões judiciais.

E é exatamente nesse ponto que a velha expressão brasileira volta à cena.

Estamos diante de um momento em que ninguém parece disposto a recuar.

De um lado, um Supremo cada vez mais assertivo na defesa de sua autoridade institucional.

Do outro, uma imprensa que reivindica o direito de questionar, investigar e publicar.

O Brasil assiste a esse embate como quem vê uma partida decisiva em que cada movimento pode redefinir o equilíbrio entre poder, transparência e liberdade de imprensa.

E quando o jogo chega nesse nível de tensão, a política brasileira costuma escolher apenas um dos caminhos possíveis.

Ou calça de veludo.

Ou bunda de fora.

ARTIGO – A Chapa da Discórdia na Bahia

 

 

 

(Padre Carlos)

A política, quando se aproxima de uma eleição, revela o que muitas vezes se tenta esconder nos discursos oficiais: as alianças não são feitas apenas de convicções, mas de poder, espaço e sobrevivência eleitoral. E na Bahia, neste momento, o que se vê é exatamente isso — uma disputa silenciosa, porém cada vez mais visível, dentro da própria base do governo.

As declarações recentes de Geddel Vieira Lima não são apenas desabafos de um cacique político ressentido. Elas são um sintoma claro de uma tensão que cresce nos bastidores da política baiana: o desconforto do MDB dentro da aliança que sustenta o governo estadual.

Quando Geddel afirma que o MDB não senta à mesa para negociar um espaço que conquistou nas urnas, ele está dizendo algo muito simples em linguagem política: o partido não aceita ser tratado como coadjuvante.

E há uma lógica nisso.

O MDB, historicamente, sempre foi um partido de peso na política brasileira e também na Bahia. Mesmo com todas as crises e escândalos que marcaram sua trajetória recente, a legenda ainda possui capilaridade municipal, prefeitos, vereadores e influência em diversas regiões do estado.

Na política real — aquela que decide eleições — isso vale muito.

Por isso, quando surge a ideia de discutir a vaga ao Senado sem considerar automaticamente o MDB, o que se cria é um ambiente de desconfiança.

A irritação de Geddel tem endereço político claro.

Nos bastidores, muitos atribuem ao ministro Rui Costa a condução das articulações da chapa governista. Rui, que saiu do governo estadual para ocupar um dos postos mais poderosos do Planalto, continua sendo uma das figuras centrais da engenharia política do grupo.

Mas a política tem uma regra antiga: quanto mais poder alguém concentra, mais resistências começa a provocar.

E é nesse ponto que a tensão aparece.

O MDB quer respeito político. Quer ser ouvido. Quer participar da decisão. O partido argumenta que tem sido leal ao projeto político do grupo governista e que essa lealdade deveria se traduzir em espaço real na chapa majoritária.

Geddel lembrou, inclusive, que o MDB da Bahia teve papel relevante em debates internos do partido em nível nacional, especialmente quando setores da legenda discutiam uma postura de oposição ao governo Lula. Segundo ele, os diretórios nordestinos, e particularmente o da Bahia, foram decisivos para impedir um rompimento.

Essa lembrança não é casual.

Na política, lealdade quase sempre é lembrada quando alguém sente que ela não está sendo devidamente recompensada.

Ao mesmo tempo, há outro fator que aumenta a pressão dentro da base governista: o cenário eleitoral.

A oposição, liderada por ACM Neto, manteve forte presença nas principais cidades da Bahia. Esse dado preocupa estrategistas do governo porque revela algo importante: apesar da vitória estadual em 2022, o mapa político do estado ainda está dividido.

Grandes centros urbanos continuam sendo territórios eleitorais disputados.

Isso significa que qualquer rachadura na base governista pode ter impacto real nas eleições.

E é exatamente esse o risco que começa a aparecer.

Se o MDB se sentir marginalizado na construção da chapa, uma parte de seus diretórios pode simplesmente esfriar o apoio à campanha do governador Jerônimo Rodrigues. Na política, isso não significa necessariamente romper oficialmente — às vezes significa algo mais silencioso e mais perigoso: apoio morno, campanha fraca, militância desmobilizada.

Em outras palavras, uma aliança que existe no papel, mas não nas urnas.

Outro elemento que tornou esse cenário ainda mais delicado foi a disputa pela vaga ao Senado que levou a saida do grupo de Coronel do projeto. Apesat dessa cadeira tem peso estratégico enorme, não podemos negar os estragos que fez. Não se trata apenas de prestígio político, mas de influência nacional e poder institucional.

Por isso, quando Geddel ironiza o que chama de “ti-ti-ti político”, ele está criticando justamente a tentativa de resolver uma disputa dessa magnitude por meio de vazamentos, blogs ou notícias plantadas.

Na visão dele, esse tipo de negociação deve acontecer à mesa, cara a cara, entre lideranças políticas.

E aqui está o ponto central da crise.

A base governista da Bahia ainda existe. Mas ela já não funciona com a mesma harmonia de antes.

O que antes era uma coalizão sólida hoje começa a revelar fissuras. Pequenas, talvez. Mas visíveis.

A política é cheia de paradoxos.

Às vezes, os adversários mais perigosos não estão do outro lado do campo. Estão dentro da própria aliança.

E é exatamente isso que começa a acontecer na política baiana.

Se essas tensões não forem resolvidas com habilidade, diálogo e respeito ao peso de cada partido, a chapa governista pode entrar na próxima eleição carregando algo muito mais perigoso que a oposição.

A desconfiança interna.

E na política, poucas coisas são tão devastadoras quanto isso.

ARTIGO – A Chapa da Discórdia na Bahia

 

 

 

(Padre Carlos)

A política, quando se aproxima de uma eleição, revela o que muitas vezes se tenta esconder nos discursos oficiais: as alianças não são feitas apenas de convicções, mas de poder, espaço e sobrevivência eleitoral. E na Bahia, neste momento, o que se vê é exatamente isso — uma disputa silenciosa, porém cada vez mais visível, dentro da própria base do governo.

As declarações recentes de Geddel Vieira Lima não são apenas desabafos de um cacique político ressentido. Elas são um sintoma claro de uma tensão que cresce nos bastidores da política baiana: o desconforto do MDB dentro da aliança que sustenta o governo estadual.

Quando Geddel afirma que o MDB não senta à mesa para negociar um espaço que conquistou nas urnas, ele está dizendo algo muito simples em linguagem política: o partido não aceita ser tratado como coadjuvante.

E há uma lógica nisso.

O MDB, historicamente, sempre foi um partido de peso na política brasileira e também na Bahia. Mesmo com todas as crises e escândalos que marcaram sua trajetória recente, a legenda ainda possui capilaridade municipal, prefeitos, vereadores e influência em diversas regiões do estado.

Na política real — aquela que decide eleições — isso vale muito.

Por isso, quando surge a ideia de discutir a vaga ao Senado sem considerar automaticamente o MDB, o que se cria é um ambiente de desconfiança.

A irritação de Geddel tem endereço político claro.

Nos bastidores, muitos atribuem ao ministro Rui Costa a condução das articulações da chapa governista. Rui, que saiu do governo estadual para ocupar um dos postos mais poderosos do Planalto, continua sendo uma das figuras centrais da engenharia política do grupo.

Mas a política tem uma regra antiga: quanto mais poder alguém concentra, mais resistências começa a provocar.

E é nesse ponto que a tensão aparece.

O MDB quer respeito político. Quer ser ouvido. Quer participar da decisão. O partido argumenta que tem sido leal ao projeto político do grupo governista e que essa lealdade deveria se traduzir em espaço real na chapa majoritária.

Geddel lembrou, inclusive, que o MDB da Bahia teve papel relevante em debates internos do partido em nível nacional, especialmente quando setores da legenda discutiam uma postura de oposição ao governo Lula. Segundo ele, os diretórios nordestinos, e particularmente o da Bahia, foram decisivos para impedir um rompimento.

Essa lembrança não é casual.

Na política, lealdade quase sempre é lembrada quando alguém sente que ela não está sendo devidamente recompensada.

Ao mesmo tempo, há outro fator que aumenta a pressão dentro da base governista: o cenário eleitoral.

A oposição, liderada por ACM Neto, manteve forte presença nas principais cidades da Bahia. Esse dado preocupa estrategistas do governo porque revela algo importante: apesar da vitória estadual em 2022, o mapa político do estado ainda está dividido.

Grandes centros urbanos continuam sendo territórios eleitorais disputados.

Isso significa que qualquer rachadura na base governista pode ter impacto real nas eleições.

E é exatamente esse o risco que começa a aparecer.

Se o MDB se sentir marginalizado na construção da chapa, uma parte de seus diretórios pode simplesmente esfriar o apoio à campanha do governador Jerônimo Rodrigues. Na política, isso não significa necessariamente romper oficialmente — às vezes significa algo mais silencioso e mais perigoso: apoio morno, campanha fraca, militância desmobilizada.

Em outras palavras, uma aliança que existe no papel, mas não nas urnas.

Outro elemento que tornou esse cenário ainda mais delicado foi a disputa pela vaga ao Senado que levou a saida do grupo de Coronel do projeto. Apesat dessa cadeira tem peso estratégico enorme, não podemos negar os estragos que fez. Não se trata apenas de prestígio político, mas de influência nacional e poder institucional.

Por isso, quando Geddel ironiza o que chama de “ti-ti-ti político”, ele está criticando justamente a tentativa de resolver uma disputa dessa magnitude por meio de vazamentos, blogs ou notícias plantadas.

Na visão dele, esse tipo de negociação deve acontecer à mesa, cara a cara, entre lideranças políticas.

E aqui está o ponto central da crise.

A base governista da Bahia ainda existe. Mas ela já não funciona com a mesma harmonia de antes.

O que antes era uma coalizão sólida hoje começa a revelar fissuras. Pequenas, talvez. Mas visíveis.

A política é cheia de paradoxos.

Às vezes, os adversários mais perigosos não estão do outro lado do campo. Estão dentro da própria aliança.

E é exatamente isso que começa a acontecer na política baiana.

Se essas tensões não forem resolvidas com habilidade, diálogo e respeito ao peso de cada partido, a chapa governista pode entrar na próxima eleição carregando algo muito mais perigoso que a oposição.

A desconfiança interna.

E na política, poucas coisas são tão devastadoras quanto isso.

BASTIDORES EM CHAMAS: A BOMBA QUE PODE EXPLODIR NA CHAPA DE ACM NETO

 

 

A política baiana amanheceu em estado de alerta. Nos corredores silenciosos onde as decisões realmente acontecem — longe dos discursos ensaiados e das fotos sorridentes — uma palavra ecoa com força: crise.

E no centro desse turbilhão está um nome conhecido: João Roma.

O ex-ministro baiano, que até pouco tempo era apontado como peça importante na engrenagem eleitoral do grupo de ACM Neto, agora pode estar caminhando sobre gelo fino. O que parecia ser uma candidatura sólida ao Senado começa a balançar perigosamente nos bastidores da oposição.

O “FREIO DE ARRUMAÇÃO” QUE PAROU A CHAPA

A informação que começou a circular com força nos círculos políticos foi publicada pelo site Políticos do Sul da Bahia, que repercutiu uma análise do jornalista João Matheus Feitosa.

Segundo ele, algo mudou abruptamente no clima dentro da estratégia eleitoral do grupo de ACM Neto.

E a expressão usada para descrever o momento não poderia ser mais reveladora:

“freio de arrumação”.

Na linguagem política, isso significa uma coisa simples e brutal:
quando algo ameaça explodir, é hora de parar o carro antes que ele capote.

O CASO BANCO MASTER ENTRA EM CENA

O motivo desse súbito recuo teria nome e sobrenome: Banco Master.

O noticiário recente começou a aproximar João Roma de figuras ligadas ao banco, especialmente o banqueiro Augusto Lima, que foi preso na operação Compliance Zero.

Nos bastidores, a simples menção dessa proximidade já acendeu luzes vermelhas dentro da oposição baiana.

Porque em política, muitas vezes não é a prova que destrói uma candidatura — é a suspeita.

CPI DO CRIME ORGANIZADO AUMENTA A TEMPERATURA

Como se o cenário já não estivesse suficientemente turbulento, outro elemento entrou na equação:

A CPI do Crime Organizado decidiu convocar nomes importantes para prestar esclarecimentos.

Entre eles:

  • João Roma

  • Rui Costa

O foco das investigações inclui pontos sensíveis:

  • o credenciamento do Banco Master no consignado do auxílio emergencial

  • e a explosão vertiginosa do programa CredCesta.

Os números impressionam — e assustam.

Em 2022, o programa tinha cerca de 104 mil contratos.

Em 2024, esse número saltou para 2,75 milhões.

Um crescimento meteórico que agora virou objeto de questionamentos.

O CLIMA NOS BASTIDORES: SILÊNCIO E TENSÃO

Enquanto publicamente tudo parece tranquilo, nos bastidores o clima é de cautela absoluta.

Políticos experientes sabem que uma eleição majoritária é construída com imagem, narrativa e cálculo frio.

Qualquer ruído — mesmo que ainda sem conclusões definitivas — pode contaminar uma campanha inteira.

Por isso, dentro do grupo de ACM Neto, fontes apontam que já existe um movimento silencioso para avaliar cenários alternativos.

Nada oficial.

Mas também nada totalmente descartado.

POLÍTICA: O JOGO ONDE AMIGOS VIRAM PEÇAS

A política brasileira tem uma regra cruel:
ninguém é indispensável.

Se o cálculo eleitoral indicar risco, alianças podem mudar, nomes podem sair de cena e novas peças podem surgir no tabuleiro.

João Roma, que até ontem parecia presença garantida na disputa pelo Senado, agora se vê no meio de um vendaval político que pode redefinir completamente o desenho da chapa oposicionista na Bahia.

E a pergunta que ecoa nos corredores do poder é direta:

ACM Neto manterá Roma ao seu lado — ou sacrificará uma peça para salvar o jogo maior?

Por enquanto, o silêncio domina.

Mas em política, quando o silêncio aparece…

é porque a tempestade já começou. 🔥

BASTIDORES EM CHAMAS: A BOMBA QUE PODE EXPLODIR NA CHAPA DE ACM NETO

 

 

A política baiana amanheceu em estado de alerta. Nos corredores silenciosos onde as decisões realmente acontecem — longe dos discursos ensaiados e das fotos sorridentes — uma palavra ecoa com força: crise.

E no centro desse turbilhão está um nome conhecido: João Roma.

O ex-ministro baiano, que até pouco tempo era apontado como peça importante na engrenagem eleitoral do grupo de ACM Neto, agora pode estar caminhando sobre gelo fino. O que parecia ser uma candidatura sólida ao Senado começa a balançar perigosamente nos bastidores da oposição.

O “FREIO DE ARRUMAÇÃO” QUE PAROU A CHAPA

A informação que começou a circular com força nos círculos políticos foi publicada pelo site Políticos do Sul da Bahia, que repercutiu uma análise do jornalista João Matheus Feitosa.

Segundo ele, algo mudou abruptamente no clima dentro da estratégia eleitoral do grupo de ACM Neto.

E a expressão usada para descrever o momento não poderia ser mais reveladora:

“freio de arrumação”.

Na linguagem política, isso significa uma coisa simples e brutal:
quando algo ameaça explodir, é hora de parar o carro antes que ele capote.

O CASO BANCO MASTER ENTRA EM CENA

O motivo desse súbito recuo teria nome e sobrenome: Banco Master.

O noticiário recente começou a aproximar João Roma de figuras ligadas ao banco, especialmente o banqueiro Augusto Lima, que foi preso na operação Compliance Zero.

Nos bastidores, a simples menção dessa proximidade já acendeu luzes vermelhas dentro da oposição baiana.

Porque em política, muitas vezes não é a prova que destrói uma candidatura — é a suspeita.

CPI DO CRIME ORGANIZADO AUMENTA A TEMPERATURA

Como se o cenário já não estivesse suficientemente turbulento, outro elemento entrou na equação:

A CPI do Crime Organizado decidiu convocar nomes importantes para prestar esclarecimentos.

Entre eles:

  • João Roma

  • Rui Costa

O foco das investigações inclui pontos sensíveis:

  • o credenciamento do Banco Master no consignado do auxílio emergencial

  • e a explosão vertiginosa do programa CredCesta.

Os números impressionam — e assustam.

Em 2022, o programa tinha cerca de 104 mil contratos.

Em 2024, esse número saltou para 2,75 milhões.

Um crescimento meteórico que agora virou objeto de questionamentos.

O CLIMA NOS BASTIDORES: SILÊNCIO E TENSÃO

Enquanto publicamente tudo parece tranquilo, nos bastidores o clima é de cautela absoluta.

Políticos experientes sabem que uma eleição majoritária é construída com imagem, narrativa e cálculo frio.

Qualquer ruído — mesmo que ainda sem conclusões definitivas — pode contaminar uma campanha inteira.

Por isso, dentro do grupo de ACM Neto, fontes apontam que já existe um movimento silencioso para avaliar cenários alternativos.

Nada oficial.

Mas também nada totalmente descartado.

POLÍTICA: O JOGO ONDE AMIGOS VIRAM PEÇAS

A política brasileira tem uma regra cruel:
ninguém é indispensável.

Se o cálculo eleitoral indicar risco, alianças podem mudar, nomes podem sair de cena e novas peças podem surgir no tabuleiro.

João Roma, que até ontem parecia presença garantida na disputa pelo Senado, agora se vê no meio de um vendaval político que pode redefinir completamente o desenho da chapa oposicionista na Bahia.

E a pergunta que ecoa nos corredores do poder é direta:

ACM Neto manterá Roma ao seu lado — ou sacrificará uma peça para salvar o jogo maior?

Por enquanto, o silêncio domina.

Mas em política, quando o silêncio aparece…

é porque a tempestade já começou. 🔥

Quando a Manchete Nasce Antes da Prova — e a Perícia que se Dane

 

 

A República do Print: quando o jornalismo troca a perícia pelo Photoshop

Há algo de profundamente cômico — e tragicamente perigoso — acontecendo no jornalismo brasileiro. Não é exagero dizer que parte da imprensa decidiu trocar o velho e trabalhoso método da investigação pela tecnologia mais revolucionária do século XXI: o print de WhatsApp.

Sim, senhoras e senhores. Aquele retângulo verde, capturado às pressas na tela de um celular, virou a nova pedra filosofal do jornalismo militante. Antigamente era preciso apurar, ouvir fontes, conferir documentos, verificar metadados, cruzar informações. Um processo longo, cansativo, quase medieval.

Hoje não. Hoje basta um print.

Foi exatamente assim que nasceu mais um capítulo da novela nacional envolvendo supostas mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro. A história começou como começam todas as histórias modernas: alguém apareceu com uma captura de tela e a tratou como se fosse um pergaminho autêntico do Vaticano.

Naturalmente, em um país minimamente sério, o procedimento seria simples: perícia técnica. Foi o que ocorreu. A Polícia Federal analisou os dados, verificou registros e chegou à conclusão que deveria ser óbvia para qualquer pessoa com dois neurônios e acesso à internet: não houve coincidência técnica que confirmasse as mensagens.

A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal reforçou o óbvio ululante: as conversas divulgadas não correspondiam aos contatos do ministro.

Em português claro: não havia prova.

Mas eis o detalhe que parece ter escapado a certos setores da imprensa: a verdade técnica não combina muito bem com manchetes inflamadas.

E manchete, como sabemos, vende mais que prudência.


O milagre do retângulo verde

Estamos vivendo o auge de um fenômeno curioso que poderia ser estudado por sociólogos, psicólogos e talvez até por roteiristas de comédia.

O brasileiro descobriu que um print possui uma autoridade quase religiosa.

A lógica é simples:

Se está em um balãozinho verde…
Se aparece um nome em cima…
Se parece uma conversa…

Então só pode ser verdade.

Pouco importa que qualquer adolescente com quinze minutos livres e um aplicativo de edição consiga fabricar uma conversa inteira entre o Papa, Napoleão e um entregador de pizza.

A tecnologia atual permite criar diálogos falsos com uma facilidade tão grande que até o seu grupo da família no WhatsApp poderia virar prova de um golpe de Estado.

Mas isso não impede que certos veículos tratem prints como se fossem o Santo Sudário da era digital.

Perícia? Metadados? Autenticação?

Ora, não vamos exagerar no rigor científico.


O jornalismo da convicção

O mais curioso nessa história não é o surgimento do print. Prints existem desde que celulares aprenderam a fotografar a própria tela.

O problema surge quando a convicção passa a valer mais do que a prova.

Em parte da cobertura jornalística, a sequência se tornou quase automática:

Primeiro surge o print.

Depois surge a manchete.

Depois surgem os comentaristas indignados.

Só então alguém se lembra de perguntar se aquilo é verdadeiro.

E quando a perícia finalmente chega — como chegou agora — desmontando a narrativa, o dano já está feito. A reputação já foi atingida. A suspeita já se espalhou pelas redes sociais como óleo no asfalto.

É o equivalente informacional de jogar penas ao vento e depois tentar recolhê-las.

Boa sorte com isso.


A liturgia da crise fabricada

Existe um ritual quase burocrático nesse processo.

Primeiro, um grande veículo publica a suspeita com aquela elegância editorial típica: “mensagens indicariam…”, “diálogos sugerem…”, “conversas levantam dúvidas…”.

Nada afirmativo demais, claro. O suficiente apenas para incendiar o debate público.

Em seguida, parte da classe política entra em estado de excitação institucional. Parlamentares aparecem nas redes sociais exigindo prisões, CPIs e sessões extraordinárias do Congresso.

A prova?
O print.

Pouco importa que a Polícia Federal já tenha analisado o material. Pouco importa que tecnicamente ele não se sustente. A engrenagem da indignação já começou a girar.

E como sabemos, indignação rende muito mais engajamento do que cautela.


Liberdade de imprensa não é salvo-conduto

É preciso dizer algo que deveria ser óbvio, mas aparentemente precisa ser lembrado: a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia.

Sem ela, governos viram tiranias.

Mas também é verdade que liberdade não significa irresponsabilidade institucional.

Quando um cidadão comum falsifica documentos ou espalha informações manipuladas, ele responde por isso na Justiça. Quando uma empresa faz o mesmo, também pode ser responsabilizada.

Por que certos setores da mídia deveriam operar como se estivessem acima de qualquer consequência?

Se a democracia exige uma imprensa livre, também exige uma imprensa responsável.

Caso contrário, estaremos criando uma categoria curiosa de poder no Brasil: o poder de publicar qualquer coisa sem jamais responder por isso.


O risco do “Estado do Print”

O problema dessa cultura não é apenas jornalístico. É institucional.

Quando crises nacionais passam a ser alimentadas por capturas de tela não verificadas, abre-se um precedente perigoso.

Hoje é um ministro do Supremo.

Amanhã pode ser qualquer pessoa.

Se a política brasileira começar a funcionar baseada em prints, estaremos inaugurando uma nova forma de governo.

Não será mais o Estado de Direito.

Será algo muito mais pitoresco:

o Estado do Print.

Nesse modelo, perícia é detalhe, prova é burocracia e a verdade depende apenas da qualidade da edição de imagem.

Talvez seja um sistema eficiente para redes sociais.

Mas definitivamente não é assim que uma República deveria funcionar.

Porque quando o jornalismo abandona a apuração e passa a operar na base da suspeita ilustrada, ele deixa de cumprir sua função democrática e passa a desempenhar outra bem diferente:

a de roteirista da instabilidade nacional.

E uma democracia séria não pode ser governada por capturas de tela.

Quando a Manchete Nasce Antes da Prova — e a Perícia que se Dane

 

 

A República do Print: quando o jornalismo troca a perícia pelo Photoshop

Há algo de profundamente cômico — e tragicamente perigoso — acontecendo no jornalismo brasileiro. Não é exagero dizer que parte da imprensa decidiu trocar o velho e trabalhoso método da investigação pela tecnologia mais revolucionária do século XXI: o print de WhatsApp.

Sim, senhoras e senhores. Aquele retângulo verde, capturado às pressas na tela de um celular, virou a nova pedra filosofal do jornalismo militante. Antigamente era preciso apurar, ouvir fontes, conferir documentos, verificar metadados, cruzar informações. Um processo longo, cansativo, quase medieval.

Hoje não. Hoje basta um print.

Foi exatamente assim que nasceu mais um capítulo da novela nacional envolvendo supostas mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro. A história começou como começam todas as histórias modernas: alguém apareceu com uma captura de tela e a tratou como se fosse um pergaminho autêntico do Vaticano.

Naturalmente, em um país minimamente sério, o procedimento seria simples: perícia técnica. Foi o que ocorreu. A Polícia Federal analisou os dados, verificou registros e chegou à conclusão que deveria ser óbvia para qualquer pessoa com dois neurônios e acesso à internet: não houve coincidência técnica que confirmasse as mensagens.

A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal reforçou o óbvio ululante: as conversas divulgadas não correspondiam aos contatos do ministro.

Em português claro: não havia prova.

Mas eis o detalhe que parece ter escapado a certos setores da imprensa: a verdade técnica não combina muito bem com manchetes inflamadas.

E manchete, como sabemos, vende mais que prudência.


O milagre do retângulo verde

Estamos vivendo o auge de um fenômeno curioso que poderia ser estudado por sociólogos, psicólogos e talvez até por roteiristas de comédia.

O brasileiro descobriu que um print possui uma autoridade quase religiosa.

A lógica é simples:

Se está em um balãozinho verde…
Se aparece um nome em cima…
Se parece uma conversa…

Então só pode ser verdade.

Pouco importa que qualquer adolescente com quinze minutos livres e um aplicativo de edição consiga fabricar uma conversa inteira entre o Papa, Napoleão e um entregador de pizza.

A tecnologia atual permite criar diálogos falsos com uma facilidade tão grande que até o seu grupo da família no WhatsApp poderia virar prova de um golpe de Estado.

Mas isso não impede que certos veículos tratem prints como se fossem o Santo Sudário da era digital.

Perícia? Metadados? Autenticação?

Ora, não vamos exagerar no rigor científico.


O jornalismo da convicção

O mais curioso nessa história não é o surgimento do print. Prints existem desde que celulares aprenderam a fotografar a própria tela.

O problema surge quando a convicção passa a valer mais do que a prova.

Em parte da cobertura jornalística, a sequência se tornou quase automática:

Primeiro surge o print.

Depois surge a manchete.

Depois surgem os comentaristas indignados.

Só então alguém se lembra de perguntar se aquilo é verdadeiro.

E quando a perícia finalmente chega — como chegou agora — desmontando a narrativa, o dano já está feito. A reputação já foi atingida. A suspeita já se espalhou pelas redes sociais como óleo no asfalto.

É o equivalente informacional de jogar penas ao vento e depois tentar recolhê-las.

Boa sorte com isso.


A liturgia da crise fabricada

Existe um ritual quase burocrático nesse processo.

Primeiro, um grande veículo publica a suspeita com aquela elegância editorial típica: “mensagens indicariam…”, “diálogos sugerem…”, “conversas levantam dúvidas…”.

Nada afirmativo demais, claro. O suficiente apenas para incendiar o debate público.

Em seguida, parte da classe política entra em estado de excitação institucional. Parlamentares aparecem nas redes sociais exigindo prisões, CPIs e sessões extraordinárias do Congresso.

A prova?
O print.

Pouco importa que a Polícia Federal já tenha analisado o material. Pouco importa que tecnicamente ele não se sustente. A engrenagem da indignação já começou a girar.

E como sabemos, indignação rende muito mais engajamento do que cautela.


Liberdade de imprensa não é salvo-conduto

É preciso dizer algo que deveria ser óbvio, mas aparentemente precisa ser lembrado: a liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia.

Sem ela, governos viram tiranias.

Mas também é verdade que liberdade não significa irresponsabilidade institucional.

Quando um cidadão comum falsifica documentos ou espalha informações manipuladas, ele responde por isso na Justiça. Quando uma empresa faz o mesmo, também pode ser responsabilizada.

Por que certos setores da mídia deveriam operar como se estivessem acima de qualquer consequência?

Se a democracia exige uma imprensa livre, também exige uma imprensa responsável.

Caso contrário, estaremos criando uma categoria curiosa de poder no Brasil: o poder de publicar qualquer coisa sem jamais responder por isso.


O risco do “Estado do Print”

O problema dessa cultura não é apenas jornalístico. É institucional.

Quando crises nacionais passam a ser alimentadas por capturas de tela não verificadas, abre-se um precedente perigoso.

Hoje é um ministro do Supremo.

Amanhã pode ser qualquer pessoa.

Se a política brasileira começar a funcionar baseada em prints, estaremos inaugurando uma nova forma de governo.

Não será mais o Estado de Direito.

Será algo muito mais pitoresco:

o Estado do Print.

Nesse modelo, perícia é detalhe, prova é burocracia e a verdade depende apenas da qualidade da edição de imagem.

Talvez seja um sistema eficiente para redes sociais.

Mas definitivamente não é assim que uma República deveria funcionar.

Porque quando o jornalismo abandona a apuração e passa a operar na base da suspeita ilustrada, ele deixa de cumprir sua função democrática e passa a desempenhar outra bem diferente:

a de roteirista da instabilidade nacional.

E uma democracia séria não pode ser governada por capturas de tela.

VIVA AS MULHERES!!!

 

 

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Adoro as mulheres! A meu ver e sob o meu olhar de admirador, elas são a força maior deste mundo. Não há na face da terra um ser tão especial com a sensibilidade e com uma visão através das lentes do amor igual às mulheres. Quando elas amam são incomparáveis em fidelidade e dedicação ao ser amado. Na criação dos seus filhos são de um amor imenso, de sacrifícios inigualáveis, de resistência na sua luta, que são comparadas a Deuses. Conheço histórias magníficas de mulheres que quando se apaixonam nunca mais se entregam ao outro amor. Quando o ser amado se vai para outro lado da vida, se reclusa e vivem para sempre com as lembranças do ser amado em seus corações.

São capazes de sobreviver nesta selva, sozinhas sem homens, mas tenho dúvidas quanto a nós homens, vivermos sem elas. Um homem quando quer separar delas passam anos planejando, elas não, tomam a decisão e nos manda para fora de suas vidas.

“Não existem mulheres feias e sim as belas mulheres”…

Sou partidário desse pensamento de autor desconhecido. Elas trabalham o dia inteiro e ao chegar a casa, vêm às tarefas caseiras e ainda acham um tempinho para se arrumarem, para por um pouco de enfeite nas suas faces. Lutam sempre e diariamente e muitas vezes não sabendo o que é descanso. Viva elas!! O que seria de nós sem elas?

Brinco muito com alguns amigos que vivem numa luta diária para aumentar seus patrimônios. Digo a eles que trabalhem e trabalhem por que quem realmente vai curtir esses frutos, são suas mulheres. E mais, entro com um simples exemplo: – vocês já viram excursões de viúvo?? Viajo o mundo inteiro e nunca vi, mas excursões alegres e descontraídas de viúvas o mundo está cheio. De bobas amigos, elas não têm nada.

Quem teve tamanha humildade de lavar os pés do mestre Jesus e depois beijá-los? Uma mulher. Quem teve a certeza da ressurreição de Jesus? Uma mulher. Apesar disso tudo as religiões, nestes séculos, cuidaram de massacrá-las com seus preconceitos e insegurança no tocante a essas maravilhosas criaturas.

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, incontentes e inconformadas com uma série de discriminação, entre elas uma jornada de trabalho de 16 horas diárias, execução de serviços igual ao homem e receber um terço do salário deles, ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução da jornada para 10 horas, salários iguais aos homens nas mesmas funções e um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com a mais absoluta violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Morreram carbonizadas aproximadamente 130 mulheres, num ato bárbaro e desumano.

No ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Ao ser criado esta data, não se pretendia apenas comemorar, mas reconhecer que o mundo deveria mudar o tratamento em relação às mulheres. Na maioria dos países realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe, um dia terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher.

Mesmo com tantos avanços, elas ainda padecem, sofre de muitos males, principalmente a violência masculina, jornada excessiva de trabalho. Muito se conquistou, mas muito ainda há para ser conquistado e modificado nesta história.

Recentemente a presidente Dilma, tomou uma decisão contrariando seu antecessor e admirador de ditadores, votando contra o Irã na ONU em detrimento de muitos fatores, mas principalmente porque uma mulher recentemente recebeu como punição, ser apedrejada com a acusação de traição. Espero que nossa presidente leve o Brasil para outro rumo, principalmente se afastando desses regimes ditatórios, que não só desrespeitam as mulheres, mas o ser humano em geral.

No dia 24 de fevereiro de 1932, o Brasil instituiu o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos nos poderes executivo e legislativo.

Quebrando paradigma recentemente o nosso querido prefeito Dr. Guilherme Menezes de Araújo, empossou como secretária de finanças de Vitória da Conquista a minha amiga e colega contadora, conselheira do CRCBA a Dra. Mércia Cristina Andrade Dias, a primeira mulher a ocupar este importante cargo. Estive com muito prazer na posse da delegada da Receita Federal a Dra. Maria Helena, a primeira delegada deste órgão nesta região. Sem falar na nossa presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil. Elas vão conquistando espaço, chegando com carisma, sutileza, leveza, com o jeito feminino de comandar e muita competência. Vão abrindo caminho para vitórias maravilhosas.

Na minha profissão tivemos o privilégio de ter recentemente presidindo o Conselho Federal de Contabilidade, uma mulher extraordinária, a Dra. Maria Clara Cavalcante Bugarim, mudando o rumo da contabilidade no Brasil e elevando o nome da nossa classe, com vitórias históricas. A mesma coisa em diversos CRCs. Na Bahia não poderia deixar de ser, ocupando a Presidência a Dra. Maria Constança Carneiro Galvão. Elas estão chegando… elas estão anunciando dias melhores, porque só elas sabem promover isso.

Sou muito Balzaquiano, quando era bem jovem, só gostava de namorar mulheres mais maduras. “Papai Balzac dizia, Paris inteira repetia: Mulher, só depois dos trinta”.

Por detrás de todo grande homem há sempre uma mulher, diz um adágio popular. Penso diferente…

Ao lado de todo grande homem, existe sempre uma grande mulher.

VIVA AS MULHERES!!!

 

 

Por Edvaldo Paulo de Araújo

Adoro as mulheres! A meu ver e sob o meu olhar de admirador, elas são a força maior deste mundo. Não há na face da terra um ser tão especial com a sensibilidade e com uma visão através das lentes do amor igual às mulheres. Quando elas amam são incomparáveis em fidelidade e dedicação ao ser amado. Na criação dos seus filhos são de um amor imenso, de sacrifícios inigualáveis, de resistência na sua luta, que são comparadas a Deuses. Conheço histórias magníficas de mulheres que quando se apaixonam nunca mais se entregam ao outro amor. Quando o ser amado se vai para outro lado da vida, se reclusa e vivem para sempre com as lembranças do ser amado em seus corações.

São capazes de sobreviver nesta selva, sozinhas sem homens, mas tenho dúvidas quanto a nós homens, vivermos sem elas. Um homem quando quer separar delas passam anos planejando, elas não, tomam a decisão e nos manda para fora de suas vidas.

“Não existem mulheres feias e sim as belas mulheres”…

Sou partidário desse pensamento de autor desconhecido. Elas trabalham o dia inteiro e ao chegar a casa, vêm às tarefas caseiras e ainda acham um tempinho para se arrumarem, para por um pouco de enfeite nas suas faces. Lutam sempre e diariamente e muitas vezes não sabendo o que é descanso. Viva elas!! O que seria de nós sem elas?

Brinco muito com alguns amigos que vivem numa luta diária para aumentar seus patrimônios. Digo a eles que trabalhem e trabalhem por que quem realmente vai curtir esses frutos, são suas mulheres. E mais, entro com um simples exemplo: – vocês já viram excursões de viúvo?? Viajo o mundo inteiro e nunca vi, mas excursões alegres e descontraídas de viúvas o mundo está cheio. De bobas amigos, elas não têm nada.

Quem teve tamanha humildade de lavar os pés do mestre Jesus e depois beijá-los? Uma mulher. Quem teve a certeza da ressurreição de Jesus? Uma mulher. Apesar disso tudo as religiões, nestes séculos, cuidaram de massacrá-las com seus preconceitos e insegurança no tocante a essas maravilhosas criaturas.

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, incontentes e inconformadas com uma série de discriminação, entre elas uma jornada de trabalho de 16 horas diárias, execução de serviços igual ao homem e receber um terço do salário deles, ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução da jornada para 10 horas, salários iguais aos homens nas mesmas funções e um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com a mais absoluta violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Morreram carbonizadas aproximadamente 130 mulheres, num ato bárbaro e desumano.

No ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Ao ser criado esta data, não se pretendia apenas comemorar, mas reconhecer que o mundo deveria mudar o tratamento em relação às mulheres. Na maioria dos países realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe, um dia terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher.

Mesmo com tantos avanços, elas ainda padecem, sofre de muitos males, principalmente a violência masculina, jornada excessiva de trabalho. Muito se conquistou, mas muito ainda há para ser conquistado e modificado nesta história.

Recentemente a presidente Dilma, tomou uma decisão contrariando seu antecessor e admirador de ditadores, votando contra o Irã na ONU em detrimento de muitos fatores, mas principalmente porque uma mulher recentemente recebeu como punição, ser apedrejada com a acusação de traição. Espero que nossa presidente leve o Brasil para outro rumo, principalmente se afastando desses regimes ditatórios, que não só desrespeitam as mulheres, mas o ser humano em geral.

No dia 24 de fevereiro de 1932, o Brasil instituiu o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos nos poderes executivo e legislativo.

Quebrando paradigma recentemente o nosso querido prefeito Dr. Guilherme Menezes de Araújo, empossou como secretária de finanças de Vitória da Conquista a minha amiga e colega contadora, conselheira do CRCBA a Dra. Mércia Cristina Andrade Dias, a primeira mulher a ocupar este importante cargo. Estive com muito prazer na posse da delegada da Receita Federal a Dra. Maria Helena, a primeira delegada deste órgão nesta região. Sem falar na nossa presidenta Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil. Elas vão conquistando espaço, chegando com carisma, sutileza, leveza, com o jeito feminino de comandar e muita competência. Vão abrindo caminho para vitórias maravilhosas.

Na minha profissão tivemos o privilégio de ter recentemente presidindo o Conselho Federal de Contabilidade, uma mulher extraordinária, a Dra. Maria Clara Cavalcante Bugarim, mudando o rumo da contabilidade no Brasil e elevando o nome da nossa classe, com vitórias históricas. A mesma coisa em diversos CRCs. Na Bahia não poderia deixar de ser, ocupando a Presidência a Dra. Maria Constança Carneiro Galvão. Elas estão chegando… elas estão anunciando dias melhores, porque só elas sabem promover isso.

Sou muito Balzaquiano, quando era bem jovem, só gostava de namorar mulheres mais maduras. “Papai Balzac dizia, Paris inteira repetia: Mulher, só depois dos trinta”.

Por detrás de todo grande homem há sempre uma mulher, diz um adágio popular. Penso diferente…

Ao lado de todo grande homem, existe sempre uma grande mulher.

O Último Cavaleiro da Esperança

 

Há acontecimentos históricos que não chegam apenas como notícia. Eles entram pela porta da memória e se instalam dentro da gente, como se pedissem um julgamento íntimo. Foi assim comigo quando o mundo assistiu à queda do Muro de Berlim.

Lembro-me perfeitamente da sensação estranha que tomou conta de mim naquele momento. Confesso: a primeira reação foi de alegria. Afinal, ali desmoronava um símbolo gigantesco da divisão do mundo, um monumento de concreto que separava famílias, sonhos e destinos. Era o fim de uma era marcada pelo medo nuclear e pela tensão permanente da Guerra Fria.

Mas a alegria não veio sozinha.

Logo depois, como uma sombra que atravessa o pensamento, veio a lembrança de homens que haviam dedicado suas vidas a um ideal. E não posso deixar de citar aqui o velho Luiz Carlos Prestes, figura que marcou profundamente a história política do Brasil. Naquele instante, pensei no que significava ver ruir, junto com aquele muro, tantas utopias que haviam mobilizado gerações inteiras.

Para muitos militantes da esquerda, aquilo não era apenas um evento geopolítico. Era o colapso simbólico de um sonho.

Enquanto o mundo tentava entender o que estava acontecendo, o Brasil também vivia sua própria travessia histórica. Depois de mais de duas décadas de ditadura militar, o país voltava a experimentar o sabor da democracia. Em 1989, os brasileiros voltaram às urnas para escolher diretamente seu presidente da República — algo que não acontecia desde 1960.

Naquele cenário carregado de esperança e incerteza, dois projetos de país chegaram ao segundo turno: de um lado, Fernando Collor de Mello, da coligação liderada pelo PRN; do outro, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do campo progressista e líder da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores.

Era como se o Brasil estivesse, finalmente, aprendendo a respirar depois de longos anos de silêncio.

Confesso que tudo aquilo aconteceu rápido demais para que eu pudesse organizar as ideias. O mundo mudava diante de nossos olhos. Velhas certezas ideológicas se desfaziam como areia entre os dedos, enquanto novas esperanças surgiam no horizonte político brasileiro.

Foi nesse contexto que vivi uma cena que jamais saiu da minha memória.

Estava no Rio de Janeiro, na histórica Candelária, em um grande comício de Lula durante a campanha de 1989. A multidão era imensa. Bandeiras vermelhas tremulavam no vento quente da noite carioca. Havia uma mistura de festa, esperança e emoção no ar.

E então aconteceu algo inesperado.

Para minha surpresa, quem subiu ao palanque foi o velho Luiz Carlos Prestes, já frágil pelo peso da idade, mas ainda carregando nos olhos aquela chama que atravessou décadas de lutas e perseguições.

Quando ele começou a falar, a multidão se transformou.

O silêncio tomou conta da praça. Não era apenas respeito. Era quase reverência.

Ali estava o homem que Jorge Amado havia chamado de “Cavaleiro da Esperança”. O mesmo homem que havia atravessado o Brasil na lendária Coluna Prestes, percorrendo mais de 35 mil quilômetros a cavalo e a pé, desafiando o poder da República Velha e tornando-se um símbolo de resistência política.

Aquela coluna, iniciada em 1924 no interior do Rio Grande do Sul, cruzou sertões, rios e montanhas durante dois anos. Nunca foi derrotada militarmente. Foi, antes de tudo, um gesto épico de inconformismo contra um país dominado por oligarquias.

Depois vieram outras batalhas.

Prestes aderiu ao comunismo, estudou na União Soviética, conheceu sua companheira Olga Benário, militante alemã que dividiria com ele não apenas a vida, mas também o destino trágico da história.

Presos após a fracassada insurreição de 1935, viveram um dos episódios mais dramáticos da política brasileira. Olga, grávida, foi deportada para a Alemanha nazista pelo governo Vargas. Terminaria seus dias em uma câmara de gás.

Prestes passaria anos na prisão.

Anos que não foram capazes de quebrar sua convicção.

Quando saiu da cadeia, em 1945, foi eleito senador pelo Partido Comunista Brasileiro com a maior votação do país até então. Mas a democracia brasileira, ainda frágil, voltaria a expulsá-lo da legalidade dois anos depois, quando o PCB foi novamente proibido.

Mesmo assim, ele seguiu lutando.

Sobreviveu à clandestinidade, à perseguição política e ao exílio após o golpe militar de 1964. Só retornaria ao Brasil em 1979, com a anistia. Um homem moldado pelas tempestades do século XX.

Por isso, ao vê-lo naquele palanque na Candelária, cercado por jovens militantes e bandeiras vermelhas, tive a sensação de assistir a um encontro entre tempos históricos diferentes.

Ali estava um homem que havia atravessado quase todo o século.

No dia 7 de março de 1990, o Cavaleiro da Esperança fez sua última viagem.

Luiz Carlos Prestes morreu no Rio de Janeiro. Seu enterro foi acompanhado por uma multidão que queria prestar homenagem não apenas a um líder político, mas a um personagem que havia se tornado parte da memória do país.

Curiosamente, naquele mesmo dia, a Justiça Eleitoral concedia o registro oficial ao Partido Comunista Brasileiro, a legenda pela qual Prestes lutara durante grande parte de sua vida.

Era como se a história tivesse decidido fazer uma última reverência ao velho revolucionário.

A morte chegou, mas a esperança — essa velha companheira da humanidade — continuou caminhando.

Talvez essa seja a maior lição que Prestes nos deixou.

Os sistemas políticos passam. As ideologias se transformam. Muros caem.

Mas os sonhos que movem os seres humanos — esses continuam atravessando o tempo.

E talvez seja justamente por isso que, décadas depois, ainda nos lembramos daquele velho cavaleiro que acreditava, teimosamente, que o amanhã poderia ser melhor que o presente.

Porque, no fundo, todos nós precisamos de alguma esperança para continuar marchando.

Padre Carlos

O Último Cavaleiro da Esperança

 

Há acontecimentos históricos que não chegam apenas como notícia. Eles entram pela porta da memória e se instalam dentro da gente, como se pedissem um julgamento íntimo. Foi assim comigo quando o mundo assistiu à queda do Muro de Berlim.

Lembro-me perfeitamente da sensação estranha que tomou conta de mim naquele momento. Confesso: a primeira reação foi de alegria. Afinal, ali desmoronava um símbolo gigantesco da divisão do mundo, um monumento de concreto que separava famílias, sonhos e destinos. Era o fim de uma era marcada pelo medo nuclear e pela tensão permanente da Guerra Fria.

Mas a alegria não veio sozinha.

Logo depois, como uma sombra que atravessa o pensamento, veio a lembrança de homens que haviam dedicado suas vidas a um ideal. E não posso deixar de citar aqui o velho Luiz Carlos Prestes, figura que marcou profundamente a história política do Brasil. Naquele instante, pensei no que significava ver ruir, junto com aquele muro, tantas utopias que haviam mobilizado gerações inteiras.

Para muitos militantes da esquerda, aquilo não era apenas um evento geopolítico. Era o colapso simbólico de um sonho.

Enquanto o mundo tentava entender o que estava acontecendo, o Brasil também vivia sua própria travessia histórica. Depois de mais de duas décadas de ditadura militar, o país voltava a experimentar o sabor da democracia. Em 1989, os brasileiros voltaram às urnas para escolher diretamente seu presidente da República — algo que não acontecia desde 1960.

Naquele cenário carregado de esperança e incerteza, dois projetos de país chegaram ao segundo turno: de um lado, Fernando Collor de Mello, da coligação liderada pelo PRN; do outro, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do campo progressista e líder da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores.

Era como se o Brasil estivesse, finalmente, aprendendo a respirar depois de longos anos de silêncio.

Confesso que tudo aquilo aconteceu rápido demais para que eu pudesse organizar as ideias. O mundo mudava diante de nossos olhos. Velhas certezas ideológicas se desfaziam como areia entre os dedos, enquanto novas esperanças surgiam no horizonte político brasileiro.

Foi nesse contexto que vivi uma cena que jamais saiu da minha memória.

Estava no Rio de Janeiro, na histórica Candelária, em um grande comício de Lula durante a campanha de 1989. A multidão era imensa. Bandeiras vermelhas tremulavam no vento quente da noite carioca. Havia uma mistura de festa, esperança e emoção no ar.

E então aconteceu algo inesperado.

Para minha surpresa, quem subiu ao palanque foi o velho Luiz Carlos Prestes, já frágil pelo peso da idade, mas ainda carregando nos olhos aquela chama que atravessou décadas de lutas e perseguições.

Quando ele começou a falar, a multidão se transformou.

O silêncio tomou conta da praça. Não era apenas respeito. Era quase reverência.

Ali estava o homem que Jorge Amado havia chamado de “Cavaleiro da Esperança”. O mesmo homem que havia atravessado o Brasil na lendária Coluna Prestes, percorrendo mais de 35 mil quilômetros a cavalo e a pé, desafiando o poder da República Velha e tornando-se um símbolo de resistência política.

Aquela coluna, iniciada em 1924 no interior do Rio Grande do Sul, cruzou sertões, rios e montanhas durante dois anos. Nunca foi derrotada militarmente. Foi, antes de tudo, um gesto épico de inconformismo contra um país dominado por oligarquias.

Depois vieram outras batalhas.

Prestes aderiu ao comunismo, estudou na União Soviética, conheceu sua companheira Olga Benário, militante alemã que dividiria com ele não apenas a vida, mas também o destino trágico da história.

Presos após a fracassada insurreição de 1935, viveram um dos episódios mais dramáticos da política brasileira. Olga, grávida, foi deportada para a Alemanha nazista pelo governo Vargas. Terminaria seus dias em uma câmara de gás.

Prestes passaria anos na prisão.

Anos que não foram capazes de quebrar sua convicção.

Quando saiu da cadeia, em 1945, foi eleito senador pelo Partido Comunista Brasileiro com a maior votação do país até então. Mas a democracia brasileira, ainda frágil, voltaria a expulsá-lo da legalidade dois anos depois, quando o PCB foi novamente proibido.

Mesmo assim, ele seguiu lutando.

Sobreviveu à clandestinidade, à perseguição política e ao exílio após o golpe militar de 1964. Só retornaria ao Brasil em 1979, com a anistia. Um homem moldado pelas tempestades do século XX.

Por isso, ao vê-lo naquele palanque na Candelária, cercado por jovens militantes e bandeiras vermelhas, tive a sensação de assistir a um encontro entre tempos históricos diferentes.

Ali estava um homem que havia atravessado quase todo o século.

No dia 7 de março de 1990, o Cavaleiro da Esperança fez sua última viagem.

Luiz Carlos Prestes morreu no Rio de Janeiro. Seu enterro foi acompanhado por uma multidão que queria prestar homenagem não apenas a um líder político, mas a um personagem que havia se tornado parte da memória do país.

Curiosamente, naquele mesmo dia, a Justiça Eleitoral concedia o registro oficial ao Partido Comunista Brasileiro, a legenda pela qual Prestes lutara durante grande parte de sua vida.

Era como se a história tivesse decidido fazer uma última reverência ao velho revolucionário.

A morte chegou, mas a esperança — essa velha companheira da humanidade — continuou caminhando.

Talvez essa seja a maior lição que Prestes nos deixou.

Os sistemas políticos passam. As ideologias se transformam. Muros caem.

Mas os sonhos que movem os seres humanos — esses continuam atravessando o tempo.

E talvez seja justamente por isso que, décadas depois, ainda nos lembramos daquele velho cavaleiro que acreditava, teimosamente, que o amanhã poderia ser melhor que o presente.

Porque, no fundo, todos nós precisamos de alguma esperança para continuar marchando.

Padre Carlos

Luto em Vitória da Conquista morre Léo Base

Faleceu neste sábado Leonel Fonseca Lima, conhecido popularmente como Léo Base, figura bastante conhecida em Vitória da Conquista.

Léo era muito respeitado na cidade, especialmente no meio comercial, onde durante muitos anos atuou como representante de brindes, construindo amizades e uma grande rede de conhecidos ao longo de sua trajetória profissional.

Além disso, ele era pai da atual secretária de Saúde do município de Cândido Sales, o que também o tornava uma pessoa bastante conhecida na região.

A notícia de seu falecimento causou grande comoção entre amigos, familiares e pessoas do meio comercial conquistense, que lembram de Léo como uma pessoa simples, trabalhadora e muito querida.

Familiares e amigos lamentam profundamente a perda. Mais informações sobre velório e sepultamento devem ser divulgadas pela família nas próximas horas.

Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos neste momento de dor. 🖤🙏

Luto em Vitória da Conquista morre Léo Base

Faleceu neste sábado Leonel Fonseca Lima, conhecido popularmente como Léo Base, figura bastante conhecida em Vitória da Conquista.

Léo era muito respeitado na cidade, especialmente no meio comercial, onde durante muitos anos atuou como representante de brindes, construindo amizades e uma grande rede de conhecidos ao longo de sua trajetória profissional.

Além disso, ele era pai da atual secretária de Saúde do município de Cândido Sales, o que também o tornava uma pessoa bastante conhecida na região.

A notícia de seu falecimento causou grande comoção entre amigos, familiares e pessoas do meio comercial conquistense, que lembram de Léo como uma pessoa simples, trabalhadora e muito querida.

Familiares e amigos lamentam profundamente a perda. Mais informações sobre velório e sepultamento devem ser divulgadas pela família nas próximas horas.

Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos neste momento de dor. 🖤🙏

Maquiavel em Brasília: quando o autor de O Príncipe quase pede asilo diplomático

 

Por Padre Carlos

 

Ah, Brasília… essa cidade onde até as estátuas parecem escutar conversas políticas e onde cada café servido nos corredores do poder pode carregar mais tensão do que uma reunião de conselho de guerra.

Foi justamente ali que algo inusitado aconteceu.

Quando os advogados de defesa de Vorcaro decidiram apresentar suas teses jurídicas, ninguém imaginava que, em algum lugar do além, Nicolau Maquiavel sentiria um leve tremor no seu túmulo em Florença. O velho florentino, curioso por natureza e com um faro político que atravessa séculos, resolveu aceitar o convite implícito.

E assim — dizem as más línguas da política — o autor de O Príncipe desembarcou em Brasília.

Confuso, mas intrigado.

Afinal, ele queria conferir se seus ensinamentos estavam sendo aplicados corretamente ou se tinham virado uma espécie de manual de autoajuda para escândalos contemporâneos.

Logo ao chegar, Maquiavel caminhou pela Praça dos Três Poderes, observando aquele tabuleiro institucional que faria qualquer estrategista renascentista coçar a barba. Diferente da Itália do século XVI, onde o poder girava em torno de príncipes, duques e papas, Brasília parecia um xadrez com peças demais e regras inventadas no meio do jogo.

Ali havia Congresso, Supremo, Executivo, partidos, bancadas, lobbies, influencers políticos, analistas de bastidores e — novidade absoluta para o velho florentino — algo chamado emendas secretas.

Barões do orçamento, murmurou ele, anotando mentalmente.
Interessante… muito interessante.

Mas o verdadeiro espetáculo ainda estava por vir.

Maquiavel foi rapidamente informado sobre o chamado caso Master, que já ocupava manchetes, gabinetes e conversas de elevador em Brasília.

Os advogados de Vorcaro, com toda a formalidade jurídica, declararam que negavam categoricamente as acusações, reafirmavam confiança no devido processo legal e acreditavam que tudo seria esclarecido.

Uma defesa legítima, sem dúvida.

O problema é que, paralelamente, surgiam documentos, investigações, suspeitas de organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações, segundo decisão mencionada pelo ministro André Mendonça.

Maquiavel ouviu tudo atentamente.

Depois coçou o queixo.

E soltou uma frase que deixou um assessor imaginário perplexo:

Na minha época, quando alguém precisava de uma estratégia ousada, pelo menos tentava que ela fosse plausível.

A opinião pública, naturalmente, também estava atônita. Nas redes sociais, nos cafés políticos e nas redações de jornal, muitos se perguntavam se aquilo era uma defesa jurídica ou um roteiro rejeitado por uma série de comédia política.

Enquanto isso, o florentino continuava seu passeio.

Observou deputados falando de bilhões com a naturalidade de quem comenta o preço do pão. Viu ministros discutindo institucionalidade com a gravidade de teólogos medievais. Escutou parlamentares citando “governabilidade”, palavra que para ele soava como um primo distante da antiga razão de Estado.

Meus discípulos brasileiros são muito criativos, pensou.

Mas houve um momento em que até Maquiavel arregalou os olhos.

No aeroporto, antes de retornar à Europa, ele tomou conhecimento de três notícias que fariam qualquer estrategista político pedir férias:

  1. A prisão de Vorcaro.

  2. A morte misteriosa de um personagem apelidado de Sicário.

  3. E a suposta existência de uma milícia privada chamada “A Turma”, que, segundo relatos, monitoraria adversários, autoridades e jornalistas.

Nesse instante, Maquiavel ficou pálido.

Não porque fosse um moralista — ele definitivamente não era.

Mas porque percebeu um perigo clássico da política: quando a astúcia vira descontrole.

Uma coisa é estratégia, murmurou ele.
Outra coisa é transformar a política num faroeste administrativo.

Também lhe contaram, de passagem, sobre um cunhado, um pastor em Alagoinhas, rumores, investigações e a possibilidade de uma CPMI surgindo no horizonte.

Foi o suficiente.

O velho florentino cancelou discretamente seus planos de seguir para Salvador, onde pensava passar cinco dias num resort observando a política tropical com um drinque na mão.

Preferiu voltar para Florença.

Antes de embarcar, no entanto, deixou uma última reflexão escrita num guardanapo do aeroporto de Brasília:

“Eu disse que, às vezes, os fins justificam os meios.
Nunca disse que o crime compensa — muito menos que a trapalhada compensa.”

E assim terminou a breve visita de Maquiavel ao Brasil.

Ele voltou para o seu século XVI com a impressão de que, em Brasília, há muitos príncipes — mas poucos estrategistas.

E talvez tenha sido melhor assim.

Porque, se Maquiavel resolvesse mesmo ficar por aqui, é possível que terminasse convocado para depor…

…numa CPMI do Renascimento aplicada ao caso Master.

Maquiavel em Brasília: quando o autor de O Príncipe quase pede asilo diplomático

 

Por Padre Carlos

 

Ah, Brasília… essa cidade onde até as estátuas parecem escutar conversas políticas e onde cada café servido nos corredores do poder pode carregar mais tensão do que uma reunião de conselho de guerra.

Foi justamente ali que algo inusitado aconteceu.

Quando os advogados de defesa de Vorcaro decidiram apresentar suas teses jurídicas, ninguém imaginava que, em algum lugar do além, Nicolau Maquiavel sentiria um leve tremor no seu túmulo em Florença. O velho florentino, curioso por natureza e com um faro político que atravessa séculos, resolveu aceitar o convite implícito.

E assim — dizem as más línguas da política — o autor de O Príncipe desembarcou em Brasília.

Confuso, mas intrigado.

Afinal, ele queria conferir se seus ensinamentos estavam sendo aplicados corretamente ou se tinham virado uma espécie de manual de autoajuda para escândalos contemporâneos.

Logo ao chegar, Maquiavel caminhou pela Praça dos Três Poderes, observando aquele tabuleiro institucional que faria qualquer estrategista renascentista coçar a barba. Diferente da Itália do século XVI, onde o poder girava em torno de príncipes, duques e papas, Brasília parecia um xadrez com peças demais e regras inventadas no meio do jogo.

Ali havia Congresso, Supremo, Executivo, partidos, bancadas, lobbies, influencers políticos, analistas de bastidores e — novidade absoluta para o velho florentino — algo chamado emendas secretas.

Barões do orçamento, murmurou ele, anotando mentalmente.
Interessante… muito interessante.

Mas o verdadeiro espetáculo ainda estava por vir.

Maquiavel foi rapidamente informado sobre o chamado caso Master, que já ocupava manchetes, gabinetes e conversas de elevador em Brasília.

Os advogados de Vorcaro, com toda a formalidade jurídica, declararam que negavam categoricamente as acusações, reafirmavam confiança no devido processo legal e acreditavam que tudo seria esclarecido.

Uma defesa legítima, sem dúvida.

O problema é que, paralelamente, surgiam documentos, investigações, suspeitas de organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações, segundo decisão mencionada pelo ministro André Mendonça.

Maquiavel ouviu tudo atentamente.

Depois coçou o queixo.

E soltou uma frase que deixou um assessor imaginário perplexo:

Na minha época, quando alguém precisava de uma estratégia ousada, pelo menos tentava que ela fosse plausível.

A opinião pública, naturalmente, também estava atônita. Nas redes sociais, nos cafés políticos e nas redações de jornal, muitos se perguntavam se aquilo era uma defesa jurídica ou um roteiro rejeitado por uma série de comédia política.

Enquanto isso, o florentino continuava seu passeio.

Observou deputados falando de bilhões com a naturalidade de quem comenta o preço do pão. Viu ministros discutindo institucionalidade com a gravidade de teólogos medievais. Escutou parlamentares citando “governabilidade”, palavra que para ele soava como um primo distante da antiga razão de Estado.

Meus discípulos brasileiros são muito criativos, pensou.

Mas houve um momento em que até Maquiavel arregalou os olhos.

No aeroporto, antes de retornar à Europa, ele tomou conhecimento de três notícias que fariam qualquer estrategista político pedir férias:

  1. A prisão de Vorcaro.

  2. A morte misteriosa de um personagem apelidado de Sicário.

  3. E a suposta existência de uma milícia privada chamada “A Turma”, que, segundo relatos, monitoraria adversários, autoridades e jornalistas.

Nesse instante, Maquiavel ficou pálido.

Não porque fosse um moralista — ele definitivamente não era.

Mas porque percebeu um perigo clássico da política: quando a astúcia vira descontrole.

Uma coisa é estratégia, murmurou ele.
Outra coisa é transformar a política num faroeste administrativo.

Também lhe contaram, de passagem, sobre um cunhado, um pastor em Alagoinhas, rumores, investigações e a possibilidade de uma CPMI surgindo no horizonte.

Foi o suficiente.

O velho florentino cancelou discretamente seus planos de seguir para Salvador, onde pensava passar cinco dias num resort observando a política tropical com um drinque na mão.

Preferiu voltar para Florença.

Antes de embarcar, no entanto, deixou uma última reflexão escrita num guardanapo do aeroporto de Brasília:

“Eu disse que, às vezes, os fins justificam os meios.
Nunca disse que o crime compensa — muito menos que a trapalhada compensa.”

E assim terminou a breve visita de Maquiavel ao Brasil.

Ele voltou para o seu século XVI com a impressão de que, em Brasília, há muitos príncipes — mas poucos estrategistas.

E talvez tenha sido melhor assim.

Porque, se Maquiavel resolvesse mesmo ficar por aqui, é possível que terminasse convocado para depor…

…numa CPMI do Renascimento aplicada ao caso Master.