Política e Resenha

CERCO NA MADRUGADA, TIROS NO MATAGAL: O QUE SE SABE SOBRE A MORTE DE SUSPEITO EM OPERAÇÃO DA RONDESP NO SUDOESTE DA BAHIA

Uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (12) terminou com a morte de um homem de 26 anos na zona rural do município de Iuiu, no sudoeste da Bahia. A ação foi conduzida por equipes da Companhia Independente de Policiamento Tático (Rondesp-MO), após denúncias sobre a presença de homens armados na localidade.

Segundo informações registradas em relatório policial, as guarnições se deslocaram até a área indicada após receberem a informação de que três indivíduos estariam escondidos na região rural. Ao chegarem ao ponto estratégico para realizar o cerco, os policiais teriam sido recebidos a tiros, o que deu início ao confronto.

Após o cessar dos disparos, um dos suspeitos foi encontrado ferido no matagal. Ele foi identificado como Jhonata Domingues Felix Cunha, conhecido pelo apelido de “Cabeleireira”. De acordo com as autoridades, o homem ainda foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Municipal Edvaldo Pereira Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos.

Outros dois homens que estariam com ele conseguiram fugir durante a troca de tiros e, até o momento, seguem sendo procurados pelas forças de segurança.

Fontes ligadas à segurança pública informaram que Jhonata era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Conforme dados policiais, ele possuía antecedentes relacionados a tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação, furtos e roubos.

A ocorrência foi formalizada na Delegacia de Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos legais e pela apuração detalhada das circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial. Como determina o protocolo, o caso deverá ser investigado para esclarecer a dinâmica do confronto e a legalidade da ação.

O episódio reacende o debate sobre segurança pública na região sudoeste da Bahia, especialmente em áreas rurais que têm sido alvo de denúncias relacionadas à atuação de grupos armados. As autoridades seguem em diligência para localizar os demais suspeitos e reunir elementos que contribuam para a elucidação completa dos fatos.

(Maria Clara)

CERCO NA MADRUGADA, TIROS NO MATAGAL: O QUE SE SABE SOBRE A MORTE DE SUSPEITO EM OPERAÇÃO DA RONDESP NO SUDOESTE DA BAHIA

Uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (12) terminou com a morte de um homem de 26 anos na zona rural do município de Iuiu, no sudoeste da Bahia. A ação foi conduzida por equipes da Companhia Independente de Policiamento Tático (Rondesp-MO), após denúncias sobre a presença de homens armados na localidade.

Segundo informações registradas em relatório policial, as guarnições se deslocaram até a área indicada após receberem a informação de que três indivíduos estariam escondidos na região rural. Ao chegarem ao ponto estratégico para realizar o cerco, os policiais teriam sido recebidos a tiros, o que deu início ao confronto.

Após o cessar dos disparos, um dos suspeitos foi encontrado ferido no matagal. Ele foi identificado como Jhonata Domingues Felix Cunha, conhecido pelo apelido de “Cabeleireira”. De acordo com as autoridades, o homem ainda foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Municipal Edvaldo Pereira Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos.

Outros dois homens que estariam com ele conseguiram fugir durante a troca de tiros e, até o momento, seguem sendo procurados pelas forças de segurança.

Fontes ligadas à segurança pública informaram que Jhonata era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Conforme dados policiais, ele possuía antecedentes relacionados a tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação, furtos e roubos.

A ocorrência foi formalizada na Delegacia de Polícia Civil, que ficará responsável pelos procedimentos legais e pela apuração detalhada das circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial. Como determina o protocolo, o caso deverá ser investigado para esclarecer a dinâmica do confronto e a legalidade da ação.

O episódio reacende o debate sobre segurança pública na região sudoeste da Bahia, especialmente em áreas rurais que têm sido alvo de denúncias relacionadas à atuação de grupos armados. As autoridades seguem em diligência para localizar os demais suspeitos e reunir elementos que contribuam para a elucidação completa dos fatos.

(Maria Clara)

Após Tragédia em SP, Vigilância Sanitária Aumenta o Alerta nas Piscinas de Vitória da Conquista

Após a recente intoxicação química que chocou o país em São Paulo, resultando na morte de uma pessoa e na internação de outras quatro durante uma aula de natação, a Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa) de Vitória da Conquista intensificou a fiscalização em academias que oferecem atividades aquáticas. A iniciativa, iniciada nesta quarta-feira (11), combina fiscalização rigorosa e orientação técnica aos gestores, buscando prevenir riscos semelhantes na cidade.

Durante as visitas, os fiscais aferiram níveis de pH e concentração de cloro, além de conferir os registros diários de limpeza e filtragem. O objetivo é assegurar que a água das piscinas ofereça segurança sanitária, evitando desde irritações na pele e olhos até problemas respiratórios graves em casos de superdosagem.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, destacou que a fiscalização não se limita à qualidade da água. “Monitoramos sistemas de filtragem, estrutura física, pisos antiderrapantes, duchas obrigatórias e vestiários separados”, explicou, reforçando que a presença de responsável técnico habilitado, alvará sanitário visível e equipamentos de emergência são exigências fundamentais.

Lucas Santana, fiscal da Visa, enfatizou o caráter preventivo da ação: “Estamos orientando e conscientizando. Queremos falar do risco sanitário e dos efeitos do excesso ou da falta de cloro, lembrando sempre da importância do tratamento adequado para garantir a segurança da população.”

Para os proprietários, a fiscalização é vista como um suporte técnico essencial. Patrícia Mussy, sócia de uma academia local, afirmou: “Atendemos desde bebês até idosos. Lidar com água é lidar com vidas. Essa orientação técnica é fundamental para oferecermos o melhor aos nossos clientes.” Jade Santos, coordenadora de natação, acrescentou que a presença da Vigilância reforça a credibilidade do trabalho da equipe, oferecendo respaldo e segurança.

A ação da Visa evidencia que a manutenção das piscinas vai além da rotina diária: é uma questão de segurança, saúde pública e responsabilidade social. Em tempos de atenção máxima à qualidade de ambientes coletivos, Vitória da Conquista se antecipa para que tragédias como a ocorrida em São Paulo não se repitam.

(Maria Clara)

Após Tragédia em SP, Vigilância Sanitária Aumenta o Alerta nas Piscinas de Vitória da Conquista

Após a recente intoxicação química que chocou o país em São Paulo, resultando na morte de uma pessoa e na internação de outras quatro durante uma aula de natação, a Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa) de Vitória da Conquista intensificou a fiscalização em academias que oferecem atividades aquáticas. A iniciativa, iniciada nesta quarta-feira (11), combina fiscalização rigorosa e orientação técnica aos gestores, buscando prevenir riscos semelhantes na cidade.

Durante as visitas, os fiscais aferiram níveis de pH e concentração de cloro, além de conferir os registros diários de limpeza e filtragem. O objetivo é assegurar que a água das piscinas ofereça segurança sanitária, evitando desde irritações na pele e olhos até problemas respiratórios graves em casos de superdosagem.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares, destacou que a fiscalização não se limita à qualidade da água. “Monitoramos sistemas de filtragem, estrutura física, pisos antiderrapantes, duchas obrigatórias e vestiários separados”, explicou, reforçando que a presença de responsável técnico habilitado, alvará sanitário visível e equipamentos de emergência são exigências fundamentais.

Lucas Santana, fiscal da Visa, enfatizou o caráter preventivo da ação: “Estamos orientando e conscientizando. Queremos falar do risco sanitário e dos efeitos do excesso ou da falta de cloro, lembrando sempre da importância do tratamento adequado para garantir a segurança da população.”

Para os proprietários, a fiscalização é vista como um suporte técnico essencial. Patrícia Mussy, sócia de uma academia local, afirmou: “Atendemos desde bebês até idosos. Lidar com água é lidar com vidas. Essa orientação técnica é fundamental para oferecermos o melhor aos nossos clientes.” Jade Santos, coordenadora de natação, acrescentou que a presença da Vigilância reforça a credibilidade do trabalho da equipe, oferecendo respaldo e segurança.

A ação da Visa evidencia que a manutenção das piscinas vai além da rotina diária: é uma questão de segurança, saúde pública e responsabilidade social. Em tempos de atenção máxima à qualidade de ambientes coletivos, Vitória da Conquista se antecipa para que tragédias como a ocorrida em São Paulo não se repitam.

(Maria Clara)

Briga de Alunos Viraliza e Choca Comunidade: O Lado Sombrio do Retorno às Aulas em Vitória da Conquista e Região

O início do ano letivo em Vitória da Conquista e região foi marcado por muita alegria, com o retorno das atividades escolares tanto na rede pública quanto na particular. Pais, alunos e educadores celebraram o reencontro com o ambiente escolar, cheio de expectativas e planos para 2026.

No entanto, nem tudo transcorreu como esperado. Um episódio lamentável chamou atenção e mobilizou moradores da região: alunos fardados se envolveram em uma briga em via pública, logo após o término das aulas. A cena, registrada por curiosos que assistiam de perto, rapidamente circulou em grupos de WhatsApp, gerando indignação e preocupação entre familiares e comunidade escolar.

Segundo apuração da nossa redação, o incidente ocorreu na cidade vizinha de Planalto, localizada a aproximadamente 40 km de Vitória da Conquista. Até o momento, o motivo da briga não foi revelado, e autoridades locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Este episódio destaca um desafio crescente: como garantir segurança e convivência pacífica fora dos muros escolares. Embora o ambiente escolar seja planejado para aprendizado e socialização, situações como essa mostram que é fundamental ampliar o acompanhamento e a conscientização sobre comportamento, respeito e cidadania entre os jovens.

Enquanto o retorno às aulas traz esperança e entusiasmo, fatos como o registrado em Planalto nos lembram que é preciso atenção contínua e diálogo entre escolas, famílias e autoridades para prevenir conflitos e promover um ambiente realmente seguro para todos.

(Maria Clara)

Briga de Alunos Viraliza e Choca Comunidade: O Lado Sombrio do Retorno às Aulas em Vitória da Conquista e Região

O início do ano letivo em Vitória da Conquista e região foi marcado por muita alegria, com o retorno das atividades escolares tanto na rede pública quanto na particular. Pais, alunos e educadores celebraram o reencontro com o ambiente escolar, cheio de expectativas e planos para 2026.

No entanto, nem tudo transcorreu como esperado. Um episódio lamentável chamou atenção e mobilizou moradores da região: alunos fardados se envolveram em uma briga em via pública, logo após o término das aulas. A cena, registrada por curiosos que assistiam de perto, rapidamente circulou em grupos de WhatsApp, gerando indignação e preocupação entre familiares e comunidade escolar.

Segundo apuração da nossa redação, o incidente ocorreu na cidade vizinha de Planalto, localizada a aproximadamente 40 km de Vitória da Conquista. Até o momento, o motivo da briga não foi revelado, e autoridades locais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.

Este episódio destaca um desafio crescente: como garantir segurança e convivência pacífica fora dos muros escolares. Embora o ambiente escolar seja planejado para aprendizado e socialização, situações como essa mostram que é fundamental ampliar o acompanhamento e a conscientização sobre comportamento, respeito e cidadania entre os jovens.

Enquanto o retorno às aulas traz esperança e entusiasmo, fatos como o registrado em Planalto nos lembram que é preciso atenção contínua e diálogo entre escolas, famílias e autoridades para prevenir conflitos e promover um ambiente realmente seguro para todos.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista no Radar de São Paulo: Homem é Preso por Reconhecimento Facial em Unidade de Saúde

Um homem natural de Vitória da Conquista foi detido recentemente na capital paulista graças à tecnologia de reconhecimento facial do programa Smart Sampa. A prisão ocorreu dentro de uma unidade de saúde, demonstrando o alcance das ferramentas de monitoramento urbano e a eficiência da integração entre tecnologia e segurança pública.

Segundo informações das autoridades, o conquistense possuía mandado de prisão em aberto por condenação pelo crime de roubo. Ele deverá cumprir pena de cinco anos de reclusão, conforme determinado pela Justiça. O homem não apresentou resistência durante a abordagem, que se deu imediatamente após a confirmação de sua identidade pelo sistema. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e conduziram o suspeito à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.

O programa Smart Sampa, responsável pelo registro e identificação, utiliza câmeras inteligentes espalhadas por diversos pontos estratégicos da cidade. O sistema tem como objetivos principais localizar foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e suspeitos com mandados em aberto, reforçando o monitoramento urbano e a prevenção de crimes.

O episódio evidencia o avanço da tecnologia de vigilância no país e levanta debates sobre segurança, privacidade e eficácia na aplicação da lei. Ao mesmo tempo, ressalta que cidadãos de cidades do interior, como Vitória da Conquista, podem ser identificados e monitorados em grandes centros urbanos, reforçando o alcance nacional da Justiça.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista no Radar de São Paulo: Homem é Preso por Reconhecimento Facial em Unidade de Saúde

Um homem natural de Vitória da Conquista foi detido recentemente na capital paulista graças à tecnologia de reconhecimento facial do programa Smart Sampa. A prisão ocorreu dentro de uma unidade de saúde, demonstrando o alcance das ferramentas de monitoramento urbano e a eficiência da integração entre tecnologia e segurança pública.

Segundo informações das autoridades, o conquistense possuía mandado de prisão em aberto por condenação pelo crime de roubo. Ele deverá cumprir pena de cinco anos de reclusão, conforme determinado pela Justiça. O homem não apresentou resistência durante a abordagem, que se deu imediatamente após a confirmação de sua identidade pelo sistema. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e conduziram o suspeito à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.

O programa Smart Sampa, responsável pelo registro e identificação, utiliza câmeras inteligentes espalhadas por diversos pontos estratégicos da cidade. O sistema tem como objetivos principais localizar foragidos da Justiça, pessoas desaparecidas e suspeitos com mandados em aberto, reforçando o monitoramento urbano e a prevenção de crimes.

O episódio evidencia o avanço da tecnologia de vigilância no país e levanta debates sobre segurança, privacidade e eficácia na aplicação da lei. Ao mesmo tempo, ressalta que cidadãos de cidades do interior, como Vitória da Conquista, podem ser identificados e monitorados em grandes centros urbanos, reforçando o alcance nacional da Justiça.

(Maria Clara)

DESAPARECIMENTO EM VITÓRIA DA CONQUISTA: O MISTÉRIO DE GAZO QUE MOBILIZA O BAIRRO SANTA TEREZINHA

Moradores do Bairro Santa Terezinha, em Vitória da Conquista, estão apreensivos com o desaparecimento de Donald Gama, conhecido carinhosamente como Gazo, uma figura bastante conhecida na comunidade.

Familiares, amigos e colegas relatam grande preocupação com seu paradeiro. Segundo uma amiga próxima, “Ele tem AVC, dificuldade para falar, nossa angústia é grande, ele saiu de bicicleta e não voltou mais”.

As buscas já mobilizam vizinhos e pessoas próximas, mas até o momento não há informações concretas sobre seu destino. A situação acende um alerta sobre a vulnerabilidade de pessoas com problemas de saúde quando se encontram sozinhas.

Quem tiver qualquer informação sobre Donald Gama pode entrar em contato diretamente com a redação do Blog Política e Resenha. A comunidade espera que Gazo seja encontrado em segurança e que este episódio tenha um desfecho positivo.

Seguimos acompanhando o caso.

(Maria Clara)

 

DESAPARECIMENTO EM VITÓRIA DA CONQUISTA: O MISTÉRIO DE GAZO QUE MOBILIZA O BAIRRO SANTA TEREZINHA

Moradores do Bairro Santa Terezinha, em Vitória da Conquista, estão apreensivos com o desaparecimento de Donald Gama, conhecido carinhosamente como Gazo, uma figura bastante conhecida na comunidade.

Familiares, amigos e colegas relatam grande preocupação com seu paradeiro. Segundo uma amiga próxima, “Ele tem AVC, dificuldade para falar, nossa angústia é grande, ele saiu de bicicleta e não voltou mais”.

As buscas já mobilizam vizinhos e pessoas próximas, mas até o momento não há informações concretas sobre seu destino. A situação acende um alerta sobre a vulnerabilidade de pessoas com problemas de saúde quando se encontram sozinhas.

Quem tiver qualquer informação sobre Donald Gama pode entrar em contato diretamente com a redação do Blog Política e Resenha. A comunidade espera que Gazo seja encontrado em segurança e que este episódio tenha um desfecho positivo.

Seguimos acompanhando o caso.

(Maria Clara)

 

Oração de Quinta-Feira


Senhor da Vida e do Tempo,
nesta quinta-feira que desperta sob Teu olhar, coloco diante de Ti o meu coração ainda em construção. Antes que o mundo me cobre respostas, eu me recolho em Tua presença e entrego cada passo que darei, cada decisão que precisarei tomar e cada palavra que sairá da minha boca.
Ilumina meus caminhos com Tua luz serena. Que eu não caminhe guiado apenas pela urgência das horas, mas pela consciência do propósito. Afasta de mim a pressa sem sentido, a ansiedade que sufoca a alma e o medo que paralisa. Em seu lugar, derrama paz, equilíbrio emocional e confiança profunda em Teu cuidado.
Que nesta quinta-feira eu seja instrumento de bondade. Que minhas atitudes reflitam amor, respeito e maturidade espiritual. Que eu saiba ouvir mais do que falar, compreender antes de julgar e agir com justiça mesmo quando ninguém estiver olhando. Dá-me sabedoria para escolher sempre o bem, ainda que o caminho mais fácil me seduza.
Se surgirem obstáculos, que eu os veja como oportunidades de crescimento. Se vierem dificuldades, que elas fortaleçam minha fé. Se houver desafios inesperados, que eu os enfrente com coragem e esperança renovadas. Ensina-me a transformar problemas em aprendizado e quedas em recomeços.
Que minha casa seja abençoada, meu trabalho seja produtivo, minha mente esteja clara e meu coração permaneça leve. Que eu leve paz por onde passar e que, ao final deste dia, eu possa agradecer pelas pequenas e grandes vitórias concedidas por Tua graça.
Senhor, segura minha mão nesta quinta-feira. Conduz-me com firmeza e amor. E que tudo o que eu fizer seja para a Tua honra e para o bem daqueles que cruzarem meu caminho.
Amém. 🙏

Oração de Quinta-Feira


Senhor da Vida e do Tempo,
nesta quinta-feira que desperta sob Teu olhar, coloco diante de Ti o meu coração ainda em construção. Antes que o mundo me cobre respostas, eu me recolho em Tua presença e entrego cada passo que darei, cada decisão que precisarei tomar e cada palavra que sairá da minha boca.
Ilumina meus caminhos com Tua luz serena. Que eu não caminhe guiado apenas pela urgência das horas, mas pela consciência do propósito. Afasta de mim a pressa sem sentido, a ansiedade que sufoca a alma e o medo que paralisa. Em seu lugar, derrama paz, equilíbrio emocional e confiança profunda em Teu cuidado.
Que nesta quinta-feira eu seja instrumento de bondade. Que minhas atitudes reflitam amor, respeito e maturidade espiritual. Que eu saiba ouvir mais do que falar, compreender antes de julgar e agir com justiça mesmo quando ninguém estiver olhando. Dá-me sabedoria para escolher sempre o bem, ainda que o caminho mais fácil me seduza.
Se surgirem obstáculos, que eu os veja como oportunidades de crescimento. Se vierem dificuldades, que elas fortaleçam minha fé. Se houver desafios inesperados, que eu os enfrente com coragem e esperança renovadas. Ensina-me a transformar problemas em aprendizado e quedas em recomeços.
Que minha casa seja abençoada, meu trabalho seja produtivo, minha mente esteja clara e meu coração permaneça leve. Que eu leve paz por onde passar e que, ao final deste dia, eu possa agradecer pelas pequenas e grandes vitórias concedidas por Tua graça.
Senhor, segura minha mão nesta quinta-feira. Conduz-me com firmeza e amor. E que tudo o que eu fizer seja para a Tua honra e para o bem daqueles que cruzarem meu caminho.
Amém. 🙏

ARTIGO – A Mulher de César, o Banco Master e as Ilações Muito Convenientes

 

Padre Carlos

 

Há momentos na República em que a ironia se escreve sozinha. Basta reunir os fatos, colocá-los sobre a mesa e observar o espetáculo. O caso Banco Master, liquidado pelo Banco Central, ganhou novos capítulos quando a Polícia Federal teria solicitado a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura as fraudes envolvendo a instituição financeira. Motivo? Conversas encontradas em celulares periciados, menções a pagamentos e mensagens que, segundo divulgado, teriam sido apagadas — mas recuperadas.

E então vem a nota oficial. Elegante, técnica, jurídica. A Polícia Federal não teria legitimidade para pedir a suspeição. Seriam “ilações”. O artigo 145 do Código de Processo Civil é invocado como escudo. Tudo muito formal. Tudo muito correto.

Mas a República não vive apenas de formalidades. Vive de confiança pública.

E é aqui que a história encontra Roma.

Dizia-se que a mulher de César não precisava apenas ser honesta; precisava parecer honesta. Não bastava a virtude privada — era necessário o brilho público da integridade incontestável. Porque, quando se ocupa o topo da pirâmide institucional, a suspeita é tão corrosiva quanto a culpa.

No caso Master, o que se discute não é uma sentença. Não há condenação. Há investigação. Há mensagens mencionando pagamentos. Há relatos de conversas entre um investigado e um ministro da Suprema Corte. Há pedidos de suspeição. Há uma negativa formal baseada na letra fria da lei.

Tudo isso pode, juridicamente, ser discutível. Mas politicamente — e moralmente — é devastador.

O cidadão comum, aquele que paga imposto, enfrenta fila no SUS e assiste aos noticiários perplexo, não lê o artigo 145 do CPC antes do café da manhã. Ele lê manchetes: “mensagens”, “pagamentos”, “suspeição”, “ministro relator”. E pergunta, com razão desconfortável: isso parece adequado?

A nota fala em “ilações”. Palavra elegante para designar conjecturas. Mas ilações costumam nascer de fatos concretos, ainda que mal explicados. Se não há nada, por que tanto ruído? Se tudo é transparente, por que a névoa?

O problema não é apenas jurídico. É simbólico. O Supremo Tribunal Federal não é uma repartição qualquer. É o vértice do sistema. É o guardião da Constituição. Quando um de seus membros aparece citado em mensagens recuperadas de um celular apagado, o dano institucional já está feito — ainda que, ao final, tudo se esclareça.

Vivemos um tempo em que a credibilidade das instituições é frágil. A confiança pública no Judiciário, no Congresso, no Executivo, oscila como gráfico de bolsa em dia de crise. Nesse cenário, a prudência deveria ser virtude cardinal.

A pergunta que ecoa não é se há legitimidade processual para a PF pedir suspeição. A pergunta é: há conveniência ética em permanecer? Há prudência institucional em insistir? Há sabedoria republicana em ignorar o princípio da aparência?

A mulher de César não se defendia com artigos de lei. Ela se afastava da sombra.

Porque, no topo da República, não basta ser honesto. É preciso que não reste sequer a possibilidade de dúvida razoável.

O caso Master pode, no fim, revelar apenas ruído. Pode confirmar irregularidades graves. Pode não confirmar nada. Mas uma coisa já confirmou: o Brasil continua prisioneiro da desconfiança.

E quando a desconfiança se instala na Suprema Corte, não é apenas um ministro que está sob suspeita — é a própria República que entra em julgamento silencioso diante da opinião pública.

No teatro político brasileiro, talvez o maior erro não seja o ilícito. É o desprezo pela aparência da virtude.

E nisso, Roma continua mais atual do que nunca.

ARTIGO – A Mulher de César, o Banco Master e as Ilações Muito Convenientes

 

Padre Carlos

 

Há momentos na República em que a ironia se escreve sozinha. Basta reunir os fatos, colocá-los sobre a mesa e observar o espetáculo. O caso Banco Master, liquidado pelo Banco Central, ganhou novos capítulos quando a Polícia Federal teria solicitado a suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura as fraudes envolvendo a instituição financeira. Motivo? Conversas encontradas em celulares periciados, menções a pagamentos e mensagens que, segundo divulgado, teriam sido apagadas — mas recuperadas.

E então vem a nota oficial. Elegante, técnica, jurídica. A Polícia Federal não teria legitimidade para pedir a suspeição. Seriam “ilações”. O artigo 145 do Código de Processo Civil é invocado como escudo. Tudo muito formal. Tudo muito correto.

Mas a República não vive apenas de formalidades. Vive de confiança pública.

E é aqui que a história encontra Roma.

Dizia-se que a mulher de César não precisava apenas ser honesta; precisava parecer honesta. Não bastava a virtude privada — era necessário o brilho público da integridade incontestável. Porque, quando se ocupa o topo da pirâmide institucional, a suspeita é tão corrosiva quanto a culpa.

No caso Master, o que se discute não é uma sentença. Não há condenação. Há investigação. Há mensagens mencionando pagamentos. Há relatos de conversas entre um investigado e um ministro da Suprema Corte. Há pedidos de suspeição. Há uma negativa formal baseada na letra fria da lei.

Tudo isso pode, juridicamente, ser discutível. Mas politicamente — e moralmente — é devastador.

O cidadão comum, aquele que paga imposto, enfrenta fila no SUS e assiste aos noticiários perplexo, não lê o artigo 145 do CPC antes do café da manhã. Ele lê manchetes: “mensagens”, “pagamentos”, “suspeição”, “ministro relator”. E pergunta, com razão desconfortável: isso parece adequado?

A nota fala em “ilações”. Palavra elegante para designar conjecturas. Mas ilações costumam nascer de fatos concretos, ainda que mal explicados. Se não há nada, por que tanto ruído? Se tudo é transparente, por que a névoa?

O problema não é apenas jurídico. É simbólico. O Supremo Tribunal Federal não é uma repartição qualquer. É o vértice do sistema. É o guardião da Constituição. Quando um de seus membros aparece citado em mensagens recuperadas de um celular apagado, o dano institucional já está feito — ainda que, ao final, tudo se esclareça.

Vivemos um tempo em que a credibilidade das instituições é frágil. A confiança pública no Judiciário, no Congresso, no Executivo, oscila como gráfico de bolsa em dia de crise. Nesse cenário, a prudência deveria ser virtude cardinal.

A pergunta que ecoa não é se há legitimidade processual para a PF pedir suspeição. A pergunta é: há conveniência ética em permanecer? Há prudência institucional em insistir? Há sabedoria republicana em ignorar o princípio da aparência?

A mulher de César não se defendia com artigos de lei. Ela se afastava da sombra.

Porque, no topo da República, não basta ser honesto. É preciso que não reste sequer a possibilidade de dúvida razoável.

O caso Master pode, no fim, revelar apenas ruído. Pode confirmar irregularidades graves. Pode não confirmar nada. Mas uma coisa já confirmou: o Brasil continua prisioneiro da desconfiança.

E quando a desconfiança se instala na Suprema Corte, não é apenas um ministro que está sob suspeita — é a própria República que entra em julgamento silencioso diante da opinião pública.

No teatro político brasileiro, talvez o maior erro não seja o ilícito. É o desprezo pela aparência da virtude.

E nisso, Roma continua mais atual do que nunca.

ARTIGO – DA PERIFERIA AO CONTRATO SOCIAL: QUANDO A FILOSOFIA ME DEU LENTES PARA ENTENDER A LUTA

 

 

Padre Carlos

 

Eu vim da periferia.

Vim da rua de barro, da casa simples, da luta diária para sobreviver. Vim da Pastoral Operária, onde aprendi cedo que fé e justiça social não podem andar separadas. A militância corria nas veias antes mesmo de eu saber explicar o que era militância. Eu sentia a injustiça na pele. Eu via a desigualdade na mesa vazia de muita gente. Eu conhecia o peso da exclusão muito antes de ouvir a palavra “estrutura”.

Mas foi no seminário, estudando filosofia, que algo mudou dentro de mim.

Até ali, eu tinha indignação. Tinha vontade de lutar. Tinha discurso inflamado. O que me faltava era teoria. Faltava entender o que estava por trás das engrenagens invisíveis que produzem desigualdade social, pobreza estrutural e concentração de poder. Foi ali, mergulhando nos clássicos da filosofia política, que encontrei Rousseau — e encontrei também uma chave para interpretar o mundo.

Jean-Jacques Rousseau não era um revolucionário de barricada. Era um pensador. Mas suas ideias incendiaram séculos. Ele escreveu algo que nunca mais saiu da minha cabeça: “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado.”

Quando li isso pela primeira vez, não pensei na França do século XVIII. Pensei na periferia. Pensei no trabalhador que acorda às quatro da manhã e continua preso a um sistema que nunca foi feito para ele. Pensei na liberdade que nos vendem nos discursos, mas que não chega na vida real.

Rousseau me ajudou a entender uma coisa essencial: o problema não é que o povo seja incapaz. O problema é que as estruturas são montadas para proteger privilégios. Ele dizia que o homem, em seu estado natural, é bom. Que é a sociedade desigual que o corrompe. E quando ele critica a propriedade privada como origem das grandes desigualdades, ele está falando de algo que nós, da periferia, sempre soubemos intuitivamente.

Não é que o pobre não trabalhe. É que o jogo já começa desigual.

Antes de estudar Hobbes, Locke e Rousseau, eu já tinha lado. Mas foi na filosofia que compreendi o embate teórico por trás da luta social. Hobbes dizia que o homem é lobo do homem. Rousseau respondia: não, o homem se torna lobo dentro de uma sociedade injusta. Aquilo fez sentido imediato para mim.

Eu nunca vi solidariedade nascer dos palácios. Eu vi solidariedade nascer na comunidade, no mutirão, na partilha do pouco que se tem. Rousseau falava da vontade geral, da soberania popular, da ideia de que o povo deve governar. Não como massa manipulada, mas como cidadão consciente.

Ali, no silêncio da biblioteca do seminário, eu entendi que militância sem formação corre o risco de virar só grito. E teoria sem compromisso social vira só vaidade acadêmica. A força está quando as duas se encontram.

Rousseau influenciou a Revolução Francesa, inspirou o debate sobre democracia direta, soberania popular, cidadania participativa. Suas ideias atravessaram Marx, atravessaram o socialismo, atravessaram o tempo. E chegaram até mim — um jovem da periferia tentando compreender por que o mundo era tão desigual.

Foi ali que percebi: a luta precisa de fundamento. Não basta denunciar injustiça social. É preciso entender o contrato social que sustenta o sistema. É preciso questionar quem escreve as leis, a quem elas servem e por que a democracia representativa muitas vezes se distancia do povo.

Quando Rousseau afirma que a verdadeira democracia exige participação, ele está dizendo que política não pode ser terceirizada. Não existe cidadania sem envolvimento. Não existe soberania popular sem consciência política.

Hoje, olhando para trás, vejo que a Pastoral Operária me deu o chão. A filosofia me deu as lentes. A militância estava no sangue, mas foi no estudo que ela ganhou direção. Foi ali que compreendi que desigualdade social não é acidente — é projeto. E que transformar a sociedade exige mais do que indignação: exige pensamento crítico, formação política e compromisso coletivo.

Se Napoleão não teria existido sem Rousseau, muitos de nós também não seríamos os mesmos sem o encontro com as ideias que nos ajudam a entender o mundo.

A periferia me ensinou a lutar. A filosofia me ensinou por quê.

ARTIGO – DA PERIFERIA AO CONTRATO SOCIAL: QUANDO A FILOSOFIA ME DEU LENTES PARA ENTENDER A LUTA

 

 

Padre Carlos

 

Eu vim da periferia.

Vim da rua de barro, da casa simples, da luta diária para sobreviver. Vim da Pastoral Operária, onde aprendi cedo que fé e justiça social não podem andar separadas. A militância corria nas veias antes mesmo de eu saber explicar o que era militância. Eu sentia a injustiça na pele. Eu via a desigualdade na mesa vazia de muita gente. Eu conhecia o peso da exclusão muito antes de ouvir a palavra “estrutura”.

Mas foi no seminário, estudando filosofia, que algo mudou dentro de mim.

Até ali, eu tinha indignação. Tinha vontade de lutar. Tinha discurso inflamado. O que me faltava era teoria. Faltava entender o que estava por trás das engrenagens invisíveis que produzem desigualdade social, pobreza estrutural e concentração de poder. Foi ali, mergulhando nos clássicos da filosofia política, que encontrei Rousseau — e encontrei também uma chave para interpretar o mundo.

Jean-Jacques Rousseau não era um revolucionário de barricada. Era um pensador. Mas suas ideias incendiaram séculos. Ele escreveu algo que nunca mais saiu da minha cabeça: “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado.”

Quando li isso pela primeira vez, não pensei na França do século XVIII. Pensei na periferia. Pensei no trabalhador que acorda às quatro da manhã e continua preso a um sistema que nunca foi feito para ele. Pensei na liberdade que nos vendem nos discursos, mas que não chega na vida real.

Rousseau me ajudou a entender uma coisa essencial: o problema não é que o povo seja incapaz. O problema é que as estruturas são montadas para proteger privilégios. Ele dizia que o homem, em seu estado natural, é bom. Que é a sociedade desigual que o corrompe. E quando ele critica a propriedade privada como origem das grandes desigualdades, ele está falando de algo que nós, da periferia, sempre soubemos intuitivamente.

Não é que o pobre não trabalhe. É que o jogo já começa desigual.

Antes de estudar Hobbes, Locke e Rousseau, eu já tinha lado. Mas foi na filosofia que compreendi o embate teórico por trás da luta social. Hobbes dizia que o homem é lobo do homem. Rousseau respondia: não, o homem se torna lobo dentro de uma sociedade injusta. Aquilo fez sentido imediato para mim.

Eu nunca vi solidariedade nascer dos palácios. Eu vi solidariedade nascer na comunidade, no mutirão, na partilha do pouco que se tem. Rousseau falava da vontade geral, da soberania popular, da ideia de que o povo deve governar. Não como massa manipulada, mas como cidadão consciente.

Ali, no silêncio da biblioteca do seminário, eu entendi que militância sem formação corre o risco de virar só grito. E teoria sem compromisso social vira só vaidade acadêmica. A força está quando as duas se encontram.

Rousseau influenciou a Revolução Francesa, inspirou o debate sobre democracia direta, soberania popular, cidadania participativa. Suas ideias atravessaram Marx, atravessaram o socialismo, atravessaram o tempo. E chegaram até mim — um jovem da periferia tentando compreender por que o mundo era tão desigual.

Foi ali que percebi: a luta precisa de fundamento. Não basta denunciar injustiça social. É preciso entender o contrato social que sustenta o sistema. É preciso questionar quem escreve as leis, a quem elas servem e por que a democracia representativa muitas vezes se distancia do povo.

Quando Rousseau afirma que a verdadeira democracia exige participação, ele está dizendo que política não pode ser terceirizada. Não existe cidadania sem envolvimento. Não existe soberania popular sem consciência política.

Hoje, olhando para trás, vejo que a Pastoral Operária me deu o chão. A filosofia me deu as lentes. A militância estava no sangue, mas foi no estudo que ela ganhou direção. Foi ali que compreendi que desigualdade social não é acidente — é projeto. E que transformar a sociedade exige mais do que indignação: exige pensamento crítico, formação política e compromisso coletivo.

Se Napoleão não teria existido sem Rousseau, muitos de nós também não seríamos os mesmos sem o encontro com as ideias que nos ajudam a entender o mundo.

A periferia me ensinou a lutar. A filosofia me ensinou por quê.

ARTIGO – As Doze Badaladas da Ausência

 

 

Padre Carlos

 

Há perdas que não cabem no calendário.

Dizem que o tempo cura. Mentem — ou não compreenderam a natureza da ausência. Porque há dias que não passam. Eles se repetem. Retornam como um eco insistente dentro do peito. O dia em que te perdi não ficou no passado. Ele mora no presente. E ameaça o futuro.

Eu me lembro — e é aqui que preciso sussurrar ao leitor — de como a vida parecia absolutamente normal naquela manhã. O sol não hesitou. O trânsito seguiu seu curso. O mundo não suspendeu o ar. Só o meu mundo desabou. E desabou em silêncio.

No dia em que te perdi, ouvi os sinos do teu coração marcarem doze badaladas. Meio-dia. Hora alta. Hora crua. Hora definitiva. Cada badalada foi como um martelo invisível quebrando a estrutura do que eu acreditava ser eterno.

Perder alguém não é apenas enfrentar a morte. É enfrentar a permanência da memória.

A psicologia do luto explica que o cérebro humano não aceita facilmente a ruptura brusca de vínculos profundos. Estudos sobre o processo de luto mostram que a dor emocional ativa áreas cerebrais semelhantes às da dor física. Não é metáfora. É biologia. A ausência dói no corpo. No estômago. No peito. No sono que não vem.

Mas há algo que a ciência não mede: o peso das lembranças ao amanhecer.

A memória obriga-me à dor incessante do teu desaparecimento, como se morresse várias mortes. Morro quando lembro da tua voz. Morro quando encontro objetos que ainda carregam tua impressão digital invisível. Morro quando o silêncio da casa se torna alto demais.

E aqui reside o ponto de virada: a ausência não é apenas sofrimento. Ela é prova de amor.

Só sofre assim quem amou profundamente. Só carrega essa ferida quem viveu intensidade verdadeira. A cultura contemporânea tenta nos anestesiar. Fala de superação rápida. De produtividade emocional. De “seguir em frente”. Mas há amores que não se superam. Eles se transformam.

Transformam-se em memória viva. Em responsabilidade. Em legado.

Perder alguém nos obriga a reorganizar a própria identidade. Porque quem partiu levou consigo uma parte do que éramos. E é preciso reconstruir-se com pedaços faltando. Isso exige coragem moral. Exige maturidade emocional. Exige aceitar que a dor não é fraqueza — é humanidade.

Vivemos numa sociedade que evita falar sobre morte, luto e ausência. No entanto, as buscas sobre “como lidar com o luto”, “superar a perda de alguém”, “dor da saudade” crescem silenciosamente nos mecanismos de pesquisa todos os dias. Há uma multidão sofrendo em silêncio. Uma multidão que não sabe onde colocar a própria dor.

Eu digo: coloque-a na memória com dignidade.

Não transforme a ausência em desespero. Transforme-a em presença interior. Porque há um tipo de presença que não depende do corpo. Depende do amor sedimentado na alma.

Sim, o dia em que te perdi será para sempre presente, passado e futuro. Mas não como sentença. Como marca.

E marcas contam histórias.

Talvez o verdadeiro sentido do luto não seja esquecer — mas aprender a carregar. Carregar com ternura. Carregar com respeito. Carregar com a consciência de que amar foi um privilégio.

Há doze badaladas que ecoam em mim até hoje. Mas já não soam como sentença de morte. Soam como testemunho de que existiu um amor grande o bastante para atravessar o tempo.

E, no fim, é isso que nos salva: não a ausência, mas a intensidade do que vivemos antes dela.

Porque quem ama profundamente jamais perde por completo.

Perde o toque.
Perde a voz.
Mas não perde o amor.

E o amor — este, sim — não obedece às doze badaladas do relógio.

ARTIGO – As Doze Badaladas da Ausência

 

 

Padre Carlos

 

Há perdas que não cabem no calendário.

Dizem que o tempo cura. Mentem — ou não compreenderam a natureza da ausência. Porque há dias que não passam. Eles se repetem. Retornam como um eco insistente dentro do peito. O dia em que te perdi não ficou no passado. Ele mora no presente. E ameaça o futuro.

Eu me lembro — e é aqui que preciso sussurrar ao leitor — de como a vida parecia absolutamente normal naquela manhã. O sol não hesitou. O trânsito seguiu seu curso. O mundo não suspendeu o ar. Só o meu mundo desabou. E desabou em silêncio.

No dia em que te perdi, ouvi os sinos do teu coração marcarem doze badaladas. Meio-dia. Hora alta. Hora crua. Hora definitiva. Cada badalada foi como um martelo invisível quebrando a estrutura do que eu acreditava ser eterno.

Perder alguém não é apenas enfrentar a morte. É enfrentar a permanência da memória.

A psicologia do luto explica que o cérebro humano não aceita facilmente a ruptura brusca de vínculos profundos. Estudos sobre o processo de luto mostram que a dor emocional ativa áreas cerebrais semelhantes às da dor física. Não é metáfora. É biologia. A ausência dói no corpo. No estômago. No peito. No sono que não vem.

Mas há algo que a ciência não mede: o peso das lembranças ao amanhecer.

A memória obriga-me à dor incessante do teu desaparecimento, como se morresse várias mortes. Morro quando lembro da tua voz. Morro quando encontro objetos que ainda carregam tua impressão digital invisível. Morro quando o silêncio da casa se torna alto demais.

E aqui reside o ponto de virada: a ausência não é apenas sofrimento. Ela é prova de amor.

Só sofre assim quem amou profundamente. Só carrega essa ferida quem viveu intensidade verdadeira. A cultura contemporânea tenta nos anestesiar. Fala de superação rápida. De produtividade emocional. De “seguir em frente”. Mas há amores que não se superam. Eles se transformam.

Transformam-se em memória viva. Em responsabilidade. Em legado.

Perder alguém nos obriga a reorganizar a própria identidade. Porque quem partiu levou consigo uma parte do que éramos. E é preciso reconstruir-se com pedaços faltando. Isso exige coragem moral. Exige maturidade emocional. Exige aceitar que a dor não é fraqueza — é humanidade.

Vivemos numa sociedade que evita falar sobre morte, luto e ausência. No entanto, as buscas sobre “como lidar com o luto”, “superar a perda de alguém”, “dor da saudade” crescem silenciosamente nos mecanismos de pesquisa todos os dias. Há uma multidão sofrendo em silêncio. Uma multidão que não sabe onde colocar a própria dor.

Eu digo: coloque-a na memória com dignidade.

Não transforme a ausência em desespero. Transforme-a em presença interior. Porque há um tipo de presença que não depende do corpo. Depende do amor sedimentado na alma.

Sim, o dia em que te perdi será para sempre presente, passado e futuro. Mas não como sentença. Como marca.

E marcas contam histórias.

Talvez o verdadeiro sentido do luto não seja esquecer — mas aprender a carregar. Carregar com ternura. Carregar com respeito. Carregar com a consciência de que amar foi um privilégio.

Há doze badaladas que ecoam em mim até hoje. Mas já não soam como sentença de morte. Soam como testemunho de que existiu um amor grande o bastante para atravessar o tempo.

E, no fim, é isso que nos salva: não a ausência, mas a intensidade do que vivemos antes dela.

Porque quem ama profundamente jamais perde por completo.

Perde o toque.
Perde a voz.
Mas não perde o amor.

E o amor — este, sim — não obedece às doze badaladas do relógio.

ARTIGO – Começar de Novo: Quando a Justiça se Humaniza e a Esperança Ganha Rosto

 

 

Padre Carlos

 

Há imagens que falam mais alto que relatórios técnicos, estatísticas ou discursos institucionais. A fotografia do encontro entre a secretária municipal de Governo, Geanne Oliveira, e o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rotondano, não é apenas um registro formal. É símbolo. É mensagem. É posicionamento político e moral.

Ali estão duas lideranças públicas, lado a lado, em um ambiente institucional sóbrio, mas com semblantes que não expressam frieza burocrática — expressam convicção. A imagem transmite serenidade, parceria e propósito. Não há tensão. Há alinhamento. Não há distanciamento. Há cooperação.

E é exatamente disso que trata o programa Começar de Novo: alinhamento entre Justiça, Município e sistema penitenciário para transformar a lógica do encarceramento em política pública de reintegração social.

Vivemos tempos em que a sociedade oscila entre o clamor por punição severa e a descrença nas instituições. O sistema prisional brasileiro é frequentemente associado à superlotação, reincidência criminal e falhas estruturais. Nesse cenário, falar em ressocialização de apenados, reintegração social e política pública humanizada pode soar ingênuo para alguns. Mas não é ingenuidade — é estratégia.

Criado em 2018, o programa Começar de Novo tem um desenho claro: apenados selecionados pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) recebem treinamento, atuam em serviços municipais e têm direito à remuneração de um salário mínimo, depositado e restituído ao final da pena.

Isso não é favor. É política pública inteligente.

A fotografia reforça essa ideia. Ao observarmos os dois representantes institucionais juntos, percebemos algo que vai além da formalidade: há uma construção de confiança. E confiança institucional é a base de qualquer política pública duradoura.

O presidente do TJBA destacou a importância de Vitória da Conquista como polo do projeto, ressaltando o resgate da cidadania e o sentimento de pertencimento. Essa palavra — pertencimento — é central.

O maior risco de um sistema prisional falido não é apenas o encarceramento em massa. É a produção de indivíduos que retornam à sociedade sem identidade, sem perspectiva e sem vínculo social. Quando o Estado oferece trabalho, qualificação profissional e dignidade, ele não está “premiando” o erro. Está prevenindo a reincidência.

E aqui é preciso enquadrar corretamente o debate.

Segurança pública não se faz apenas com mais prisões. Faz-se com menos reincidência. Faz-se com oportunidade. Faz-se com responsabilidade institucional compartilhada. O encontro entre Município e Tribunal simboliza exatamente isso: planejamento estratégico, cooperação e visão de longo prazo.

A imagem transmite sobriedade. Mas também transmite esperança. Não é uma fotografia de espetáculo político. É um registro de articulação concreta. E articulação é o que diferencia promessa de resultado.

Programas como o Começar de Novo reduzem custos sociais futuros, diminuem índices de retorno ao crime e fortalecem o tecido urbano. Ao trabalhar em serviços municipais, o apenado não apenas cumpre sua pena. Ele reconstrói sua autoestima. Ele passa a enxergar-se como parte da cidade — não como inimigo dela.

Em um país marcado por polarizações e discursos simplistas, essa é uma abordagem madura. Firme, mas humana. Legalista, mas consciente da complexidade social.

Vitória da Conquista, ao completar sete anos desse projeto, precisa mais do que comemorar. Precisa consolidar, ampliar parcerias, apresentar resultados, reforçar transparência e comunicar à sociedade que investir em ressocialização é investir em segurança pública de verdade.

A imagem que vemos não é apenas institucional. É pedagógica. Ela ensina que Justiça não é sinônimo de vingança. Justiça é equilíbrio. Justiça é responsabilidade. Justiça é reconstrução.

E talvez seja essa a grande mensagem do programa Começar de Novo: ninguém pode apagar o erro cometido, mas é possível escrever um novo capítulo.

Uma cidade que acredita nisso demonstra maturidade civilizatória. Porque uma sociedade forte não é aquela que apenas pune — é aquela que transforma.

E quando a Justiça decide humanizar seus caminhos, a esperança deixa de ser discurso. Ela ganha rosto.

ARTIGO – Começar de Novo: Quando a Justiça se Humaniza e a Esperança Ganha Rosto

 

 

Padre Carlos

 

Há imagens que falam mais alto que relatórios técnicos, estatísticas ou discursos institucionais. A fotografia do encontro entre a secretária municipal de Governo, Geanne Oliveira, e o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rotondano, não é apenas um registro formal. É símbolo. É mensagem. É posicionamento político e moral.

Ali estão duas lideranças públicas, lado a lado, em um ambiente institucional sóbrio, mas com semblantes que não expressam frieza burocrática — expressam convicção. A imagem transmite serenidade, parceria e propósito. Não há tensão. Há alinhamento. Não há distanciamento. Há cooperação.

E é exatamente disso que trata o programa Começar de Novo: alinhamento entre Justiça, Município e sistema penitenciário para transformar a lógica do encarceramento em política pública de reintegração social.

Vivemos tempos em que a sociedade oscila entre o clamor por punição severa e a descrença nas instituições. O sistema prisional brasileiro é frequentemente associado à superlotação, reincidência criminal e falhas estruturais. Nesse cenário, falar em ressocialização de apenados, reintegração social e política pública humanizada pode soar ingênuo para alguns. Mas não é ingenuidade — é estratégia.

Criado em 2018, o programa Começar de Novo tem um desenho claro: apenados selecionados pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) recebem treinamento, atuam em serviços municipais e têm direito à remuneração de um salário mínimo, depositado e restituído ao final da pena.

Isso não é favor. É política pública inteligente.

A fotografia reforça essa ideia. Ao observarmos os dois representantes institucionais juntos, percebemos algo que vai além da formalidade: há uma construção de confiança. E confiança institucional é a base de qualquer política pública duradoura.

O presidente do TJBA destacou a importância de Vitória da Conquista como polo do projeto, ressaltando o resgate da cidadania e o sentimento de pertencimento. Essa palavra — pertencimento — é central.

O maior risco de um sistema prisional falido não é apenas o encarceramento em massa. É a produção de indivíduos que retornam à sociedade sem identidade, sem perspectiva e sem vínculo social. Quando o Estado oferece trabalho, qualificação profissional e dignidade, ele não está “premiando” o erro. Está prevenindo a reincidência.

E aqui é preciso enquadrar corretamente o debate.

Segurança pública não se faz apenas com mais prisões. Faz-se com menos reincidência. Faz-se com oportunidade. Faz-se com responsabilidade institucional compartilhada. O encontro entre Município e Tribunal simboliza exatamente isso: planejamento estratégico, cooperação e visão de longo prazo.

A imagem transmite sobriedade. Mas também transmite esperança. Não é uma fotografia de espetáculo político. É um registro de articulação concreta. E articulação é o que diferencia promessa de resultado.

Programas como o Começar de Novo reduzem custos sociais futuros, diminuem índices de retorno ao crime e fortalecem o tecido urbano. Ao trabalhar em serviços municipais, o apenado não apenas cumpre sua pena. Ele reconstrói sua autoestima. Ele passa a enxergar-se como parte da cidade — não como inimigo dela.

Em um país marcado por polarizações e discursos simplistas, essa é uma abordagem madura. Firme, mas humana. Legalista, mas consciente da complexidade social.

Vitória da Conquista, ao completar sete anos desse projeto, precisa mais do que comemorar. Precisa consolidar, ampliar parcerias, apresentar resultados, reforçar transparência e comunicar à sociedade que investir em ressocialização é investir em segurança pública de verdade.

A imagem que vemos não é apenas institucional. É pedagógica. Ela ensina que Justiça não é sinônimo de vingança. Justiça é equilíbrio. Justiça é responsabilidade. Justiça é reconstrução.

E talvez seja essa a grande mensagem do programa Começar de Novo: ninguém pode apagar o erro cometido, mas é possível escrever um novo capítulo.

Uma cidade que acredita nisso demonstra maturidade civilizatória. Porque uma sociedade forte não é aquela que apenas pune — é aquela que transforma.

E quando a Justiça decide humanizar seus caminhos, a esperança deixa de ser discurso. Ela ganha rosto.