Política e Resenha

MARÉ TRAIÇOEIRA: A CORRIDA CONTRA O TEMPO PARA ENCONTRAR CONQUISTENSE DESAPARECIDO EM ILHÉUS

Uma operação de busca e salvamento mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia desde as primeiras horas desta segunda-feira (16) no litoral norte de Ilhéus. O objetivo é localizar o jovem Gustavo Silva Almeida, de 17 anos, natural de Vitória da Conquista, desaparecido desde a manhã de domingo (15), após ser arrastado pela correnteza na Praia de Mamoan.

Segundo informações apuradas, o adolescente entrou no mar por volta das 11h30, durante o feriado prolongado. Testemunhas relataram que, minutos depois, ele foi surpreendido por uma forte corrente marítima. Sem conseguir retornar à área rasa, acabou sendo levado para pontos mais profundos e submergiu.

Ainda no domingo, guarnições de salvamento aquático iniciaram varreduras na faixa de areia e no mar. As buscas se estenderam ao longo da tarde, mas foram temporariamente suspensas ao anoitecer em razão das condições de visibilidade e da intensidade das ondas.

Nesta segunda-feira, a operação foi retomada com ampliação do perímetro de busca. A estratégia inclui o uso de embarcações e equipamentos específicos para monitoramento costeiro, além de equipes especializadas em resgate aquático. O trabalho segue protocolos técnicos voltados à localização de vítimas em áreas de correnteza e mar aberto.

Mobilização e apelo da família

Enquanto as equipes atuam no mar, familiares permanecem na região acompanhando os desdobramentos. Em vigília desde o ocorrido, parentes de Gustavo fizeram um apelo à comunidade local, solicitando apoio de pescadores, moradores e frequentadores da Praia de Mamoan e áreas vizinhas.

A família pede que qualquer informação relevante seja comunicada imediatamente às autoridades ou diretamente ao contato disponibilizado: (77) 98811-5886. O telefone está vinculado a Juarez, familiar do adolescente.

As buscas continuam ao longo do dia, com expectativa de atualização por parte das autoridades responsáveis pela operação. O caso reforça os alertas frequentes sobre os riscos de correntezas em trechos específicos do litoral baiano, especialmente em períodos de maior movimentação turística.

(Maria Clara)

MARÉ TRAIÇOEIRA: A CORRIDA CONTRA O TEMPO PARA ENCONTRAR CONQUISTENSE DESAPARECIDO EM ILHÉUS

Uma operação de busca e salvamento mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia desde as primeiras horas desta segunda-feira (16) no litoral norte de Ilhéus. O objetivo é localizar o jovem Gustavo Silva Almeida, de 17 anos, natural de Vitória da Conquista, desaparecido desde a manhã de domingo (15), após ser arrastado pela correnteza na Praia de Mamoan.

Segundo informações apuradas, o adolescente entrou no mar por volta das 11h30, durante o feriado prolongado. Testemunhas relataram que, minutos depois, ele foi surpreendido por uma forte corrente marítima. Sem conseguir retornar à área rasa, acabou sendo levado para pontos mais profundos e submergiu.

Ainda no domingo, guarnições de salvamento aquático iniciaram varreduras na faixa de areia e no mar. As buscas se estenderam ao longo da tarde, mas foram temporariamente suspensas ao anoitecer em razão das condições de visibilidade e da intensidade das ondas.

Nesta segunda-feira, a operação foi retomada com ampliação do perímetro de busca. A estratégia inclui o uso de embarcações e equipamentos específicos para monitoramento costeiro, além de equipes especializadas em resgate aquático. O trabalho segue protocolos técnicos voltados à localização de vítimas em áreas de correnteza e mar aberto.

Mobilização e apelo da família

Enquanto as equipes atuam no mar, familiares permanecem na região acompanhando os desdobramentos. Em vigília desde o ocorrido, parentes de Gustavo fizeram um apelo à comunidade local, solicitando apoio de pescadores, moradores e frequentadores da Praia de Mamoan e áreas vizinhas.

A família pede que qualquer informação relevante seja comunicada imediatamente às autoridades ou diretamente ao contato disponibilizado: (77) 98811-5886. O telefone está vinculado a Juarez, familiar do adolescente.

As buscas continuam ao longo do dia, com expectativa de atualização por parte das autoridades responsáveis pela operação. O caso reforça os alertas frequentes sobre os riscos de correntezas em trechos específicos do litoral baiano, especialmente em períodos de maior movimentação turística.

(Maria Clara)

LUTO NA JOIA DO SERTÃO: A DESPEDIDA DE PEDRO RIBEIRO NETO MOBILIZA VITÓRIA DA CONQUISTA

A morte de Pedro Ribeiro Neto, aos 61 anos, provocou forte comoção em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Reconhecido por sua atuação humanitária e dedicação às causas sociais, ele era considerado por muitos moradores como uma referência de solidariedade e compromisso com os mais vulneráveis.

Pedro enfrentava problemas de saúde e estava internado em uma unidade hospitalar em São Paulo, onde realizava tratamento. Apesar dos esforços médicos, não resistiu às complicações clínicas. A notícia de sua partida repercutiu rapidamente na cidade, conhecida como a Joia do Sertão Baiano, reunindo manifestações de pesar de diferentes segmentos da sociedade.

Ao longo de sua trajetória, Pedro Ribeiro Neto construiu uma reputação marcada pela presença constante em iniciativas sociais e pelo apoio a pessoas em situação de necessidade. Amigos e conhecidos destacam seu perfil conciliador, sua postura discreta e o empenho em ações voltadas ao bem coletivo.

O velório acontece na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, situada na Rua Abmael Andrade Matos, nº 206, no Loteamento Morada dos Pássaros I, trecho localizado ao fundo da ArcelorMittal. O sepultamento está previsto para o domingo (17), reunindo familiares, amigos e membros da comunidade que comparecem para prestar as últimas homenagens.

O momento é de despedida e reflexão para Vitória da Conquista, que se reúne em torno da memória de um cidadão cuja atuação deixou marcas no campo social. Aos familiares e amigos, ficam registradas as manifestações de solidariedade e respeito neste período de luto.

(Maria Clara)

LUTO NA JOIA DO SERTÃO: A DESPEDIDA DE PEDRO RIBEIRO NETO MOBILIZA VITÓRIA DA CONQUISTA

A morte de Pedro Ribeiro Neto, aos 61 anos, provocou forte comoção em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Reconhecido por sua atuação humanitária e dedicação às causas sociais, ele era considerado por muitos moradores como uma referência de solidariedade e compromisso com os mais vulneráveis.

Pedro enfrentava problemas de saúde e estava internado em uma unidade hospitalar em São Paulo, onde realizava tratamento. Apesar dos esforços médicos, não resistiu às complicações clínicas. A notícia de sua partida repercutiu rapidamente na cidade, conhecida como a Joia do Sertão Baiano, reunindo manifestações de pesar de diferentes segmentos da sociedade.

Ao longo de sua trajetória, Pedro Ribeiro Neto construiu uma reputação marcada pela presença constante em iniciativas sociais e pelo apoio a pessoas em situação de necessidade. Amigos e conhecidos destacam seu perfil conciliador, sua postura discreta e o empenho em ações voltadas ao bem coletivo.

O velório acontece na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, situada na Rua Abmael Andrade Matos, nº 206, no Loteamento Morada dos Pássaros I, trecho localizado ao fundo da ArcelorMittal. O sepultamento está previsto para o domingo (17), reunindo familiares, amigos e membros da comunidade que comparecem para prestar as últimas homenagens.

O momento é de despedida e reflexão para Vitória da Conquista, que se reúne em torno da memória de um cidadão cuja atuação deixou marcas no campo social. Aos familiares e amigos, ficam registradas as manifestações de solidariedade e respeito neste período de luto.

(Maria Clara)

Operação Surpresa na Estação de Transbordo: Apreensão de Perfumes Falsificados Mobiliza Vitória da Conquista

Uma operação conjunta realizada pela Guarda Municipal e pelo Setor de Posturas da Prefeitura de Vitória da Conquista movimentou a manhã na Estação de Transbordo Herzem Gusmão, um dos principais pontos de circulação de passageiros do município.

A ação ocorreu na Estação de Transbordo Herzem Gusmão e contou com a presença de viaturas e agentes públicos, o que chamou a atenção de quem transitava pelo local. Passageiros e comerciantes acompanharam a movimentação, que se estendeu por diferentes áreas da estação.

De acordo com apuração do Blog do Rodrigo Ferraz, a operação resultou na apreensão de diversos produtos que estavam sendo comercializados sem a devida autorização. Entre os itens recolhidos, foi identificada uma grande quantidade de perfumes falsificados.

Segundo informações preliminares, a iniciativa teve como objetivo coibir o comércio irregular e assegurar o cumprimento das normas municipais que regulamentam a atividade comercial em espaços públicos. A fiscalização também buscou garantir a organização do ambiente e a segurança dos consumidores.

O material apreendido foi encaminhado para os procedimentos legais cabíveis, conforme determina a legislação vigente. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre autuações específicas ou possíveis desdobramentos administrativos.

A operação reforça a atuação do poder público na fiscalização de atividades comerciais em áreas de grande circulação, especialmente em locais estratégicos como a estação, que concentra diariamente milhares de usuários do transporte coletivo em Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Operação Surpresa na Estação de Transbordo: Apreensão de Perfumes Falsificados Mobiliza Vitória da Conquista

Uma operação conjunta realizada pela Guarda Municipal e pelo Setor de Posturas da Prefeitura de Vitória da Conquista movimentou a manhã na Estação de Transbordo Herzem Gusmão, um dos principais pontos de circulação de passageiros do município.

A ação ocorreu na Estação de Transbordo Herzem Gusmão e contou com a presença de viaturas e agentes públicos, o que chamou a atenção de quem transitava pelo local. Passageiros e comerciantes acompanharam a movimentação, que se estendeu por diferentes áreas da estação.

De acordo com apuração do Blog do Rodrigo Ferraz, a operação resultou na apreensão de diversos produtos que estavam sendo comercializados sem a devida autorização. Entre os itens recolhidos, foi identificada uma grande quantidade de perfumes falsificados.

Segundo informações preliminares, a iniciativa teve como objetivo coibir o comércio irregular e assegurar o cumprimento das normas municipais que regulamentam a atividade comercial em espaços públicos. A fiscalização também buscou garantir a organização do ambiente e a segurança dos consumidores.

O material apreendido foi encaminhado para os procedimentos legais cabíveis, conforme determina a legislação vigente. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre autuações específicas ou possíveis desdobramentos administrativos.

A operação reforça a atuação do poder público na fiscalização de atividades comerciais em áreas de grande circulação, especialmente em locais estratégicos como a estação, que concentra diariamente milhares de usuários do transporte coletivo em Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista Sob Céu Instável: O Que Esperar do Tempo nos Próximos Dias?

A previsão do tempo para Vitória da Conquista nesta semana aponta um cenário de variação climática, com alternância entre períodos de sol, aumento de nebulosidade e possibilidade de chuva fraca, especialmente nos primeiros dias. As temperaturas permanecem dentro da média histórica para esta época do ano, com madrugadas mais amenas e tardes mais quentes.

Segunda-feira: início com instabilidade

A semana começa com muitas nuvens e possibilidade de chuva fraca ou pancadas isoladas, principalmente no período da tarde. As temperaturas devem variar entre 18 °C nas primeiras horas do dia e 28 °C no período mais quente. A instabilidade exige atenção, sobretudo para quem depende de atividades externas.

Terça-feira: redução das chuvas

Na terça-feira, a tendência é de céu parcialmente nublado, com aberturas de sol ao longo do dia. A probabilidade de chuva diminui em comparação à segunda-feira, e a temperatura máxima deve permanecer próxima dos 28 °C. O clima se mantém estável, favorecendo compromissos ao ar livre.

Quarta-feira: tempo mais firme

A quarta-feira apresenta um quadro de maior estabilidade, com sol entre nuvens e baixa probabilidade de precipitações. As temperaturas seguem estáveis, oscilando entre 18 °C e 28 °C. O dia deve ser marcado por sensação térmica confortável nas primeiras horas e calor moderado à tarde.

Quinta-feira: aumento da nebulosidade

A partir de quinta-feira, a nebulosidade volta a ganhar intensidade. Há possibilidade de pancadas rápidas no fim da tarde. O calor segue predominando, com máxima em torno de 29 °C, mantendo o padrão típico do período.

Sexta-feira: variação e chuva isolada

A sexta-feira deve registrar variação entre sol e nuvens, com chance de chuva leve e isolada. Não são previstas mudanças significativas nas temperaturas, que permanecem dentro do padrão da semana.

Fim de semana: sol entre nuvens

Para sábado e domingo, a previsão indica períodos de sol intercalados com muitas nuvens. A possibilidade de chuva é menor, o que tende a favorecer atividades ao ar livre. Ainda assim, não se descartam pancadas rápidas e passageiras.

A recomendação é que a população acompanhe as atualizações dos institutos meteorológicos ao longo da semana, especialmente nos primeiros dias, quando o tempo pode apresentar maior instabilidade. Monitorar boletins oficiais é fundamental para o planejamento de atividades e deslocamentos na cidade.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista Sob Céu Instável: O Que Esperar do Tempo nos Próximos Dias?

A previsão do tempo para Vitória da Conquista nesta semana aponta um cenário de variação climática, com alternância entre períodos de sol, aumento de nebulosidade e possibilidade de chuva fraca, especialmente nos primeiros dias. As temperaturas permanecem dentro da média histórica para esta época do ano, com madrugadas mais amenas e tardes mais quentes.

Segunda-feira: início com instabilidade

A semana começa com muitas nuvens e possibilidade de chuva fraca ou pancadas isoladas, principalmente no período da tarde. As temperaturas devem variar entre 18 °C nas primeiras horas do dia e 28 °C no período mais quente. A instabilidade exige atenção, sobretudo para quem depende de atividades externas.

Terça-feira: redução das chuvas

Na terça-feira, a tendência é de céu parcialmente nublado, com aberturas de sol ao longo do dia. A probabilidade de chuva diminui em comparação à segunda-feira, e a temperatura máxima deve permanecer próxima dos 28 °C. O clima se mantém estável, favorecendo compromissos ao ar livre.

Quarta-feira: tempo mais firme

A quarta-feira apresenta um quadro de maior estabilidade, com sol entre nuvens e baixa probabilidade de precipitações. As temperaturas seguem estáveis, oscilando entre 18 °C e 28 °C. O dia deve ser marcado por sensação térmica confortável nas primeiras horas e calor moderado à tarde.

Quinta-feira: aumento da nebulosidade

A partir de quinta-feira, a nebulosidade volta a ganhar intensidade. Há possibilidade de pancadas rápidas no fim da tarde. O calor segue predominando, com máxima em torno de 29 °C, mantendo o padrão típico do período.

Sexta-feira: variação e chuva isolada

A sexta-feira deve registrar variação entre sol e nuvens, com chance de chuva leve e isolada. Não são previstas mudanças significativas nas temperaturas, que permanecem dentro do padrão da semana.

Fim de semana: sol entre nuvens

Para sábado e domingo, a previsão indica períodos de sol intercalados com muitas nuvens. A possibilidade de chuva é menor, o que tende a favorecer atividades ao ar livre. Ainda assim, não se descartam pancadas rápidas e passageiras.

A recomendação é que a população acompanhe as atualizações dos institutos meteorológicos ao longo da semana, especialmente nos primeiros dias, quando o tempo pode apresentar maior instabilidade. Monitorar boletins oficiais é fundamental para o planejamento de atividades e deslocamentos na cidade.

(Maria Clara)

Crime no Espírito Santo Tem Desdobramento Rápido e Três Suspeitos São Presos em Vitória da Conquista

Na tarde deste domingo (15), a Polícia Militar, por meio da 92ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), efetuou a prisão em flagrante de três indivíduos suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido no dia 14 de fevereiro, no bairro Espírito Santo, em Vitória da Conquista.

De acordo com informações divulgadas pela corporação, após o registro do crime, as guarnições iniciaram levantamento de dados e intensificaram as diligências com o objetivo de identificar e localizar possíveis envolvidos. As buscas resultaram na localização dos suspeitos no bairro Parque Imperial.

Durante a ação policial, foram reunidos elementos que, segundo a 92ª CIPM, reforçam a materialidade do crime. Entre os itens apresentados estão uma vestimenta com manchas de sangue, supostamente utilizada no momento do ocorrido, além de um aparelho celular da marca Motorola, uma calça jeans e uma camisa azul, peças que teriam sido usadas por um dos suspeitos.

Conforme relato colhido pelos policiais, um dos indivíduos declarou que estava em um estabelecimento comercial na companhia dos outros dois quando teria ocorrido um desentendimento com a vítima, identificada pelas iniciais C. A. S. O conflito, ainda segundo as informações oficiais, teria evoluído para agressões com uso de arma branca.

Os três suspeitos foram conduzidos ao Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. O caso seguirá sob investigação das autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias, motivações e responsabilidades relacionadas ao homicídio.

A Polícia Militar reforça que as ações fazem parte do trabalho contínuo de combate à criminalidade e manutenção da ordem pública na cidade.

Fonte: 92ª CIPM Rural – ASCOM

(Maria Clara)

Crime no Espírito Santo Tem Desdobramento Rápido e Três Suspeitos São Presos em Vitória da Conquista

Na tarde deste domingo (15), a Polícia Militar, por meio da 92ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), efetuou a prisão em flagrante de três indivíduos suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido no dia 14 de fevereiro, no bairro Espírito Santo, em Vitória da Conquista.

De acordo com informações divulgadas pela corporação, após o registro do crime, as guarnições iniciaram levantamento de dados e intensificaram as diligências com o objetivo de identificar e localizar possíveis envolvidos. As buscas resultaram na localização dos suspeitos no bairro Parque Imperial.

Durante a ação policial, foram reunidos elementos que, segundo a 92ª CIPM, reforçam a materialidade do crime. Entre os itens apresentados estão uma vestimenta com manchas de sangue, supostamente utilizada no momento do ocorrido, além de um aparelho celular da marca Motorola, uma calça jeans e uma camisa azul, peças que teriam sido usadas por um dos suspeitos.

Conforme relato colhido pelos policiais, um dos indivíduos declarou que estava em um estabelecimento comercial na companhia dos outros dois quando teria ocorrido um desentendimento com a vítima, identificada pelas iniciais C. A. S. O conflito, ainda segundo as informações oficiais, teria evoluído para agressões com uso de arma branca.

Os três suspeitos foram conduzidos ao Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. O caso seguirá sob investigação das autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias, motivações e responsabilidades relacionadas ao homicídio.

A Polícia Militar reforça que as ações fazem parte do trabalho contínuo de combate à criminalidade e manutenção da ordem pública na cidade.

Fonte: 92ª CIPM Rural – ASCOM

(Maria Clara)

Zona Azul em Suspenso: O Que Está Por Trás da Decisão que Interrompe a Tarifa de Pós-Utilização em Vitória da Conquista?

A Vitória da Conquista iniciou esta segunda-feira (16) com uma mudança significativa no sistema de estacionamento rotativo. Em edição extra do Diário Oficial do Município, a Prefeitura publicou o Decreto nº 24.104, suspendendo por tempo indeterminado e com efeito imediato a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul.

A medida revoga dispositivos do Decreto Municipal nº 23.999, de 18 de novembro de 2025, que regulamentava a TPU, além de alterar a redação do § 3º do art. 8º do mesmo decreto. Também ficam revogadas disposições dos Decretos nº 24.021, de 3 de dezembro de 2025, e nº 24.082, de 29 de janeiro de 2026, ambos relacionados à aplicação da tarifa.

Segundo a gestão municipal, a decisão foi motivada pelo descumprimento, por parte da concessionária responsável pelo serviço, de determinações estabelecidas em reunião com o Município. Diante desse cenário, a Prefeitura optou por suspender a cobrança até que as questões apontadas sejam devidamente apuradas e solucionadas.

A prefeita Sheila Lemos afirmou que a administração continuará adotando medidas voltadas ao equilíbrio e à responsabilidade administrativa, destacando o respeito aos usuários do serviço de estacionamento rotativo.

A Tarifa de Pós-Utilização havia sido implementada como alternativa à aplicação imediata de multas de natureza grave aos condutores que não efetuassem o pagamento dentro do prazo estabelecido. A proposta era oferecer uma medida considerada educativa, permitindo a regularização da pendência sem a penalidade direta prevista no Código de Trânsito.

Durante o mês de dezembro, a TPU não foi cobrada, em razão do período de adaptação ao novo modelo. Já em janeiro, parte das cobranças foi analisada e cancelada pela administração municipal. Entre os ajustes realizados anteriormente estavam a ampliação do tempo máximo de permanência nas vagas — de duas para três horas — e a redução de 50% no valor da tarifa para pagamentos efetuados em até dois dias úteis. As mudanças atenderam a solicitações apresentadas por entidades representativas do comércio local, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória da Conquista e a Associação Comercial e Empresarial de Vitória da Conquista.

Além da suspensão, a Prefeitura informou que notificou oficialmente a empresa concessionária, exigindo o cumprimento imediato da determinação e a apresentação de relatório detalhado das cobranças já realizadas. O objetivo é verificar possíveis inconsistências e garantir maior transparência no processo.

A gestão municipal reafirmou o compromisso com o diálogo institucional, a transparência administrativa e o respeito aos cidadãos, especialmente trabalhadores do comércio, consumidores e usuários que dependem do estacionamento rotativo na região central da cidade para atividades cotidianas como trabalho, serviços bancários e atendimentos médicos.

Com a suspensão da Tarifa de Pós-Utilização, o sistema de Zona Azul passa por mais um ajuste regulatório, enquanto a administração municipal avalia os próximos passos para assegurar o funcionamento adequado do serviço e o cumprimento das normas estabelecidas.

(Maria Clara)

Zona Azul em Suspenso: O Que Está Por Trás da Decisão que Interrompe a Tarifa de Pós-Utilização em Vitória da Conquista?

A Vitória da Conquista iniciou esta segunda-feira (16) com uma mudança significativa no sistema de estacionamento rotativo. Em edição extra do Diário Oficial do Município, a Prefeitura publicou o Decreto nº 24.104, suspendendo por tempo indeterminado e com efeito imediato a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul.

A medida revoga dispositivos do Decreto Municipal nº 23.999, de 18 de novembro de 2025, que regulamentava a TPU, além de alterar a redação do § 3º do art. 8º do mesmo decreto. Também ficam revogadas disposições dos Decretos nº 24.021, de 3 de dezembro de 2025, e nº 24.082, de 29 de janeiro de 2026, ambos relacionados à aplicação da tarifa.

Segundo a gestão municipal, a decisão foi motivada pelo descumprimento, por parte da concessionária responsável pelo serviço, de determinações estabelecidas em reunião com o Município. Diante desse cenário, a Prefeitura optou por suspender a cobrança até que as questões apontadas sejam devidamente apuradas e solucionadas.

A prefeita Sheila Lemos afirmou que a administração continuará adotando medidas voltadas ao equilíbrio e à responsabilidade administrativa, destacando o respeito aos usuários do serviço de estacionamento rotativo.

A Tarifa de Pós-Utilização havia sido implementada como alternativa à aplicação imediata de multas de natureza grave aos condutores que não efetuassem o pagamento dentro do prazo estabelecido. A proposta era oferecer uma medida considerada educativa, permitindo a regularização da pendência sem a penalidade direta prevista no Código de Trânsito.

Durante o mês de dezembro, a TPU não foi cobrada, em razão do período de adaptação ao novo modelo. Já em janeiro, parte das cobranças foi analisada e cancelada pela administração municipal. Entre os ajustes realizados anteriormente estavam a ampliação do tempo máximo de permanência nas vagas — de duas para três horas — e a redução de 50% no valor da tarifa para pagamentos efetuados em até dois dias úteis. As mudanças atenderam a solicitações apresentadas por entidades representativas do comércio local, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória da Conquista e a Associação Comercial e Empresarial de Vitória da Conquista.

Além da suspensão, a Prefeitura informou que notificou oficialmente a empresa concessionária, exigindo o cumprimento imediato da determinação e a apresentação de relatório detalhado das cobranças já realizadas. O objetivo é verificar possíveis inconsistências e garantir maior transparência no processo.

A gestão municipal reafirmou o compromisso com o diálogo institucional, a transparência administrativa e o respeito aos cidadãos, especialmente trabalhadores do comércio, consumidores e usuários que dependem do estacionamento rotativo na região central da cidade para atividades cotidianas como trabalho, serviços bancários e atendimentos médicos.

Com a suspensão da Tarifa de Pós-Utilização, o sistema de Zona Azul passa por mais um ajuste regulatório, enquanto a administração municipal avalia os próximos passos para assegurar o funcionamento adequado do serviço e o cumprimento das normas estabelecidas.

(Maria Clara)

Quando Governar é Saber Ouvir

 

(Padre Carlos)

Há decisões administrativas que parecem frias no papel, mas revelam, na essência, a temperatura humana de quem governa. Suspender a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização da Zona Azul não é apenas um ato burocrático. É um gesto político. E, mais do que isso, é um gesto de escuta.

Em tempos de desconfiança generalizada na política brasileira, quando o cidadão se sente frequentemente esmagado por taxas, multas e regras incompreensíveis, a atitude da prefeita Sheila Lemos sinaliza algo que anda raro: sensibilidade administrativa.

Governar não é apenas aplicar decretos; é interpretar o pulso da cidade. E Vitória da Conquista tem pulso forte. É uma cidade de trabalhadores, comerciantes, consumidores que atravessam o centro com pressa, mães que param o carro para levar o filho ao médico, idosos que vão ao banco, jovens que circulam pelo comércio. Cada vaga de estacionamento carrega histórias anônimas. Cada cobrança mal compreendida gera indignação silenciosa.

A Tarifa de Pós-Utilização nasceu como alternativa educativa, uma tentativa de evitar multas graves imediatas. A intenção parecia justa. Mas a prática revelou falhas. Determinações não cumpridas pela concessionária, insatisfações populares, reclamações do comércio. E foi nesse ponto que a liderança se revelou.

Há uma diferença entre governar com rigidez e governar com cuidado. A suspensão por tempo indeterminado demonstra algo profundamente feminino no exercício do poder: a disposição de ouvir antes de insistir. O diálogo com entidades como a CDL e a Acevic, os ajustes já realizados — ampliação do tempo de permanência, redução de valores, cancelamento de cobranças — mostram que não se trata de teimosia administrativa, mas de responsabilidade pública.

Boa gestão pública não é aquela que jamais erra. É aquela que corrige o rumo quando percebe o desalinho. Transparência, responsabilidade administrativa e respeito aos usuários não podem ser apenas palavras em nota oficial; precisam se traduzir em decisões concretas. E foi isso que ocorreu.

Há um simbolismo forte quando uma prefeitura exige relatório detalhado da empresa concessionária e determina o cumprimento imediato das novas diretrizes. Isso comunica à população que o poder concedente não está submisso ao poder econômico. A autoridade pública reafirma seu papel fiscalizador.

Em uma cidade do porte de Vitória da Conquista, onde o comércio é vital para a economia local e o estacionamento rotativo organiza o fluxo urbano, decisões sobre Zona Azul não são pequenas. Elas tocam diretamente o bolso do cidadão e o funcionamento da cidade. Suspender a cobrança, diante de inconsistências, é reconhecer que o interesse coletivo deve prevalecer sobre qualquer contrato.

E talvez aqui esteja o ponto mais relevante: política com escuta gera confiança. Confiança gera estabilidade. Estabilidade fortalece a cidade.

O gesto da prefeita não resolve todos os problemas urbanos. Mas envia uma mensagem poderosa: o governo municipal está atento. Está disposto a rever. Está aberto ao diálogo. E, num Brasil marcado por polarizações e radicalismos, isso não é pouco.

Vitória da Conquista precisa de gestão técnica, sim. Precisa de planejamento urbano, equilíbrio fiscal, responsabilidade administrativa. Mas precisa também de humanidade na condução das decisões.

Porque cidade não é apenas asfalto, decreto e arrecadação. Cidade é gente.

E quando o poder público aprende a ouvir a voz que vem das ruas — dos comerciantes, dos motoristas, dos trabalhadores — ele deixa de ser distante e passa a ser parceiro.

Governar é administrar.
Mas, antes de tudo, governar é cuidar.

Quando Governar é Saber Ouvir

 

(Padre Carlos)

Há decisões administrativas que parecem frias no papel, mas revelam, na essência, a temperatura humana de quem governa. Suspender a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização da Zona Azul não é apenas um ato burocrático. É um gesto político. E, mais do que isso, é um gesto de escuta.

Em tempos de desconfiança generalizada na política brasileira, quando o cidadão se sente frequentemente esmagado por taxas, multas e regras incompreensíveis, a atitude da prefeita Sheila Lemos sinaliza algo que anda raro: sensibilidade administrativa.

Governar não é apenas aplicar decretos; é interpretar o pulso da cidade. E Vitória da Conquista tem pulso forte. É uma cidade de trabalhadores, comerciantes, consumidores que atravessam o centro com pressa, mães que param o carro para levar o filho ao médico, idosos que vão ao banco, jovens que circulam pelo comércio. Cada vaga de estacionamento carrega histórias anônimas. Cada cobrança mal compreendida gera indignação silenciosa.

A Tarifa de Pós-Utilização nasceu como alternativa educativa, uma tentativa de evitar multas graves imediatas. A intenção parecia justa. Mas a prática revelou falhas. Determinações não cumpridas pela concessionária, insatisfações populares, reclamações do comércio. E foi nesse ponto que a liderança se revelou.

Há uma diferença entre governar com rigidez e governar com cuidado. A suspensão por tempo indeterminado demonstra algo profundamente feminino no exercício do poder: a disposição de ouvir antes de insistir. O diálogo com entidades como a CDL e a Acevic, os ajustes já realizados — ampliação do tempo de permanência, redução de valores, cancelamento de cobranças — mostram que não se trata de teimosia administrativa, mas de responsabilidade pública.

Boa gestão pública não é aquela que jamais erra. É aquela que corrige o rumo quando percebe o desalinho. Transparência, responsabilidade administrativa e respeito aos usuários não podem ser apenas palavras em nota oficial; precisam se traduzir em decisões concretas. E foi isso que ocorreu.

Há um simbolismo forte quando uma prefeitura exige relatório detalhado da empresa concessionária e determina o cumprimento imediato das novas diretrizes. Isso comunica à população que o poder concedente não está submisso ao poder econômico. A autoridade pública reafirma seu papel fiscalizador.

Em uma cidade do porte de Vitória da Conquista, onde o comércio é vital para a economia local e o estacionamento rotativo organiza o fluxo urbano, decisões sobre Zona Azul não são pequenas. Elas tocam diretamente o bolso do cidadão e o funcionamento da cidade. Suspender a cobrança, diante de inconsistências, é reconhecer que o interesse coletivo deve prevalecer sobre qualquer contrato.

E talvez aqui esteja o ponto mais relevante: política com escuta gera confiança. Confiança gera estabilidade. Estabilidade fortalece a cidade.

O gesto da prefeita não resolve todos os problemas urbanos. Mas envia uma mensagem poderosa: o governo municipal está atento. Está disposto a rever. Está aberto ao diálogo. E, num Brasil marcado por polarizações e radicalismos, isso não é pouco.

Vitória da Conquista precisa de gestão técnica, sim. Precisa de planejamento urbano, equilíbrio fiscal, responsabilidade administrativa. Mas precisa também de humanidade na condução das decisões.

Porque cidade não é apenas asfalto, decreto e arrecadação. Cidade é gente.

E quando o poder público aprende a ouvir a voz que vem das ruas — dos comerciantes, dos motoristas, dos trabalhadores — ele deixa de ser distante e passa a ser parceiro.

Governar é administrar.
Mas, antes de tudo, governar é cuidar.

O Espírito Esquecido do Carnaval: Da Mudança do Garcia aos Cordões de Rua, Onde Foi Parar Nossa Alegria?

 

Por Padre Carlos

 

Eu fecho os olhos e, de repente, estou lá. O ar úmido de Salvador, carregado do cheiro doce de cachaça barata misturada ao suor de corpos que se entrelaçam sem pudor. O batuque dos atabaques pulsa no peito como um coração coletivo, e as risadas ecoam pelas ruas de pedra do Garcia, onde o sol poente pinta de ouro as fachadas antigas. Não é uma memória minha – ou talvez seja, herdada dos mais velhos, daqueles que carregavam as mortalhas e as fantasias simples, dançando atrás dos cordões de rua. Era o Carnaval de verdade, o de antes dos trios elétricos e dos abadás numerados. O de confraternização pura, onde o pobre e o rico, o negro e o branco, se misturavam como confetes no vento.

Ah, como dói essa nostalgia, leitor. Como uma facada doce no peito, que nos faz questionar: por onde andam aqueles espíritos de alegria e confraternização? Hoje, ao pisar na rua durante a folia, o que encontramos não é o abraço fraterno, mas o soco no escuro, a garrafada no ar, o olhar carregado de fúria. A violência que se infiltrou como veneno no sangue da festa. E no meio dessa bagunça, surge ela, a Mudança do Garcia, como um farol teimoso no meio da tempestade. Esse bloco centenário, nascido nos anos 1920 no coração do bairro que lhe dá nome, não é só um desfile – é a encarnação viva do espírito daqueles cordões de rua que outrora dominavam as avenidas da Bahia.

Pense comigo: imagine os carnavais antigos de Salvador, aqueles dos grandes clubes como o Fantoches o Portugugês, a AABB e o Espanhol. Mas o verdadeiro pulsar da folia batia nas veias populares. Os cordões de rua – agremiações humildes, feitas de percussão crua, fantasias improvisadas e uma irreverência que desafiava as grades da sociedade. Batucadas que saíam dos becos do Garcia, da Liberdade, da Baixa dos Sapateiros, levando a multidão para as ruas sem cordas, sem barreiras, só o ritmo e o riso. Eram blocos de protesto disfarçados de festa, onde o povo negro e mestiço tomava as avenidas, transformando o entrudo em ato de resistência. A Mudança do Garcia, com seus 100 anos de tradição, carrega essa chama no peito. Seu desfile na segunda-feira gorda – do final de linha do bairro até o Circuito Riachão, homenageando o sambista Clementino Rodrigues – é um grito vivo: “Aqui estamos, ainda irreverentes, ainda unidos pelo humor e pela diversidade!”

É como se o Garcia fosse o último bastião de um rio que um dia correu livre. Metáfora? Talvez. Mas olhe ao redor: o Carnaval de hoje, com seus blocos cercados por cordas de segurança e cordeiros exaustos, virou um labirinto de classes. A pipoca – a gente do povo – fica do lado de fora, assistindo de longe, enquanto lá dentro, nos camarotes e trios, a festa se isola. E o pior: a alegria deu lugar à fúria. Relatos recentes, de brigas que explodem como fogos fora de hora, assédios que mancham a noite, armas brancas reluzindo no meio da multidão. Onde está o espírito de outrora? Aquele que fazia da máscara não uma armadura, mas uma ponte?

Aqui entra a voz de Chico Buarque, ecoando como um oráculo. Em “Noite dos Mascarados”, ele e Elis Regina cantam: “Quem é você? Adivinha se gosta de mim… Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados, perguntando assim.” Ah, que canção! Uma ode ao Carnaval como espaço de liberdade, onde as identidades se dissolvem, o ódio se dissolve, e só resta o desejo cru, o abraço anônimo. “Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você. Amanhã tudo volta ao normal.” Era isso: a reta do Carnaval – aquela linha reta de pura folia, sem curvas de preconceito – virou careta neste tempo de fúria e ódio. Careta, sim, porque o que vemos agora não é a máscara que liberta, mas a cara feia da divisão social, do rancor político, da intolerância que se infiltra como um vírus na multidão. O Carnaval, outrora espelho da Bahia mestiça, agora reflete uma sociedade rachada, onde a confraternização é trocada por confrontos.

Eu não falo como um saudosista amargo, leitor. Falo como alguém que ama essa festa na alma, que cresceu ouvindo as histórias dos mais velhos e que, todo ano, busca nos blocos tradicionais um sopro de esperança. A Mudança do Garcia não é só um bloco; é um lembrete moral, um chamado intelectual para resgatarmos o que nos define como baianos: a alegria que une, não a violência que separa. É o protesto com humor, a diversidade sem cordas, a rua como palco de todos.

E você, meu caro folião? Sente isso também? Essa saudade que aperta o peito, esse desejo de ver os cordões de rua renascerem, livres e selvagens? Que a Mudança do Garcia nos inspire a dançar de novo, sem medo, sem ódio. Porque, no fundo, o Carnaval não é só festa – é o coração batendo da Bahia. Vamos resgatá-lo, antes que ele se perca para sempre nas sombras da reta careta. Amanhã pode voltar ao normal, mas hoje… hoje, que sejamos máscaras de luz.

O Espírito Esquecido do Carnaval: Da Mudança do Garcia aos Cordões de Rua, Onde Foi Parar Nossa Alegria?

 

Por Padre Carlos

 

Eu fecho os olhos e, de repente, estou lá. O ar úmido de Salvador, carregado do cheiro doce de cachaça barata misturada ao suor de corpos que se entrelaçam sem pudor. O batuque dos atabaques pulsa no peito como um coração coletivo, e as risadas ecoam pelas ruas de pedra do Garcia, onde o sol poente pinta de ouro as fachadas antigas. Não é uma memória minha – ou talvez seja, herdada dos mais velhos, daqueles que carregavam as mortalhas e as fantasias simples, dançando atrás dos cordões de rua. Era o Carnaval de verdade, o de antes dos trios elétricos e dos abadás numerados. O de confraternização pura, onde o pobre e o rico, o negro e o branco, se misturavam como confetes no vento.

Ah, como dói essa nostalgia, leitor. Como uma facada doce no peito, que nos faz questionar: por onde andam aqueles espíritos de alegria e confraternização? Hoje, ao pisar na rua durante a folia, o que encontramos não é o abraço fraterno, mas o soco no escuro, a garrafada no ar, o olhar carregado de fúria. A violência que se infiltrou como veneno no sangue da festa. E no meio dessa bagunça, surge ela, a Mudança do Garcia, como um farol teimoso no meio da tempestade. Esse bloco centenário, nascido nos anos 1920 no coração do bairro que lhe dá nome, não é só um desfile – é a encarnação viva do espírito daqueles cordões de rua que outrora dominavam as avenidas da Bahia.

Pense comigo: imagine os carnavais antigos de Salvador, aqueles dos grandes clubes como o Fantoches o Portugugês, a AABB e o Espanhol. Mas o verdadeiro pulsar da folia batia nas veias populares. Os cordões de rua – agremiações humildes, feitas de percussão crua, fantasias improvisadas e uma irreverência que desafiava as grades da sociedade. Batucadas que saíam dos becos do Garcia, da Liberdade, da Baixa dos Sapateiros, levando a multidão para as ruas sem cordas, sem barreiras, só o ritmo e o riso. Eram blocos de protesto disfarçados de festa, onde o povo negro e mestiço tomava as avenidas, transformando o entrudo em ato de resistência. A Mudança do Garcia, com seus 100 anos de tradição, carrega essa chama no peito. Seu desfile na segunda-feira gorda – do final de linha do bairro até o Circuito Riachão, homenageando o sambista Clementino Rodrigues – é um grito vivo: “Aqui estamos, ainda irreverentes, ainda unidos pelo humor e pela diversidade!”

É como se o Garcia fosse o último bastião de um rio que um dia correu livre. Metáfora? Talvez. Mas olhe ao redor: o Carnaval de hoje, com seus blocos cercados por cordas de segurança e cordeiros exaustos, virou um labirinto de classes. A pipoca – a gente do povo – fica do lado de fora, assistindo de longe, enquanto lá dentro, nos camarotes e trios, a festa se isola. E o pior: a alegria deu lugar à fúria. Relatos recentes, de brigas que explodem como fogos fora de hora, assédios que mancham a noite, armas brancas reluzindo no meio da multidão. Onde está o espírito de outrora? Aquele que fazia da máscara não uma armadura, mas uma ponte?

Aqui entra a voz de Chico Buarque, ecoando como um oráculo. Em “Noite dos Mascarados”, ele e Elis Regina cantam: “Quem é você? Adivinha se gosta de mim… Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados, perguntando assim.” Ah, que canção! Uma ode ao Carnaval como espaço de liberdade, onde as identidades se dissolvem, o ódio se dissolve, e só resta o desejo cru, o abraço anônimo. “Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você. Amanhã tudo volta ao normal.” Era isso: a reta do Carnaval – aquela linha reta de pura folia, sem curvas de preconceito – virou careta neste tempo de fúria e ódio. Careta, sim, porque o que vemos agora não é a máscara que liberta, mas a cara feia da divisão social, do rancor político, da intolerância que se infiltra como um vírus na multidão. O Carnaval, outrora espelho da Bahia mestiça, agora reflete uma sociedade rachada, onde a confraternização é trocada por confrontos.

Eu não falo como um saudosista amargo, leitor. Falo como alguém que ama essa festa na alma, que cresceu ouvindo as histórias dos mais velhos e que, todo ano, busca nos blocos tradicionais um sopro de esperança. A Mudança do Garcia não é só um bloco; é um lembrete moral, um chamado intelectual para resgatarmos o que nos define como baianos: a alegria que une, não a violência que separa. É o protesto com humor, a diversidade sem cordas, a rua como palco de todos.

E você, meu caro folião? Sente isso também? Essa saudade que aperta o peito, esse desejo de ver os cordões de rua renascerem, livres e selvagens? Que a Mudança do Garcia nos inspire a dançar de novo, sem medo, sem ódio. Porque, no fundo, o Carnaval não é só festa – é o coração batendo da Bahia. Vamos resgatá-lo, antes que ele se perca para sempre nas sombras da reta careta. Amanhã pode voltar ao normal, mas hoje… hoje, que sejamos máscaras de luz.

Fiscalizar para Respeitar a Cidade: Quando o Asfalto Vira Obstáculo

 

Padre Carlos

 

Há um som que todo motorista conhece — o impacto seco do pneu contra um remendo malfeito. Não é apenas barulho. É o retrato de uma cultura de improviso. É o eco de uma obra pública que começa com urgência técnica e termina com descuido estético e estrutural.

As intervenções da Embasa são, muitas vezes, necessárias. Romper o asfalto para corrigir falhas na rede de abastecimento ou esgotamento não é capricho: é prevenção de colapsos maiores. A própria Prefeitura reconhece isso ao acompanhar a manutenção no cruzamento das avenidas Avenida Jorge Teixeira e Avenida Alziro Prates, no bairro Candeias.

O problema não está na abertura do solo. Está no fechamento.

O que se vê com frequência, após a passagem das equipes terceirizadas, é um asfalto remendado sem nivelamento adequado, ondulações que mais parecem lombadas improvisadas, cicatrizes mal costuradas sobre a malha viária. O provisório vira permanente. O emergencial transforma-se em rotina. E a cidade — que deveria ser respeitada — passa a ser tratada como canteiro de obras sem dono.

É preciso dizer com clareza: terceirizar não significa terceirizar a responsabilidade.

Quando uma empresa contratada executa um serviço em nome de uma concessionária pública, ela carrega consigo o dever de excelência técnica. Não basta tapar o buraco; é necessário recompor a via com padrão de qualidade. O asfalto não pode ser apenas uma camada para “liberar o tráfego”. Ele precisa dialogar com o que já existia, manter o nivelamento, preservar a segurança e a durabilidade da pavimentação.

O secretário de Infraestrutura Urbana, Jackson Yoshiura, foi preciso ao afirmar que o asfalto atual é provisório e que a recomposição definitiva ocorrerá ao final do cronograma. A presença da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana é, portanto, mais que um gesto administrativo — é um ato de vigilância institucional. E aqui reside um ponto central: a fiscalização inibe o improviso.

Quando o poder público acompanha de perto, as empresas pensam duas vezes antes de fazer “de qualquer jeito”. Quando há monitoramento técnico, há compromisso. Quando há cobrança formal, há padrão.

Sem fiscalização, o que sobra é a paisagem conhecida: ruas que se tornam corredores de solavancos, suspensão de veículos comprometida, motociclistas em risco, drenagem prejudicada. Pequenos desníveis hoje são grandes problemas amanhã. O que era para ser manutenção preventiva vira despesa futura — paga, novamente, pelo contribuinte.

A cidade não pode se acostumar com a estética do remendo.

Obras emergenciais são compreensíveis. Acabamentos precários, não. Se o argumento é técnico, que a execução também o seja. Se a intervenção é necessária, que o resultado final seja digno da malha urbana que custou caro aos cofres públicos e à paciência da população.

Fiscalizar não é perseguir. É proteger o interesse coletivo.

É papel da Prefeitura acompanhar, exigir cronograma, cobrar recomposição definitiva, medir nivelamento, avaliar compactação, verificar espessura da camada asfáltica. É papel da concessionária assegurar que suas terceirizadas cumpram rigorosamente os padrões estabelecidos. E é direito da população receber a via de volta em perfeitas condições — não apenas transitável, mas tecnicamente adequada.

A cidade não é laboratório de improvisos. É espaço de vida.

Cada avenida mal recomposta é um lembrete de que eficiência sem qualidade é apenas pressa. E pressa, quando mal administrada, custa caro — em dinheiro, em segurança, em credibilidade.

Que a presença da fiscalização municipal não seja episódica, mas permanente. Que o provisório não se eternize. Que o asfalto volte a ser estrada — e não obstáculo.

Porque uma cidade que se respeita começa pelo chão que sustenta seus passos.

Fiscalizar para Respeitar a Cidade: Quando o Asfalto Vira Obstáculo

 

Padre Carlos

 

Há um som que todo motorista conhece — o impacto seco do pneu contra um remendo malfeito. Não é apenas barulho. É o retrato de uma cultura de improviso. É o eco de uma obra pública que começa com urgência técnica e termina com descuido estético e estrutural.

As intervenções da Embasa são, muitas vezes, necessárias. Romper o asfalto para corrigir falhas na rede de abastecimento ou esgotamento não é capricho: é prevenção de colapsos maiores. A própria Prefeitura reconhece isso ao acompanhar a manutenção no cruzamento das avenidas Avenida Jorge Teixeira e Avenida Alziro Prates, no bairro Candeias.

O problema não está na abertura do solo. Está no fechamento.

O que se vê com frequência, após a passagem das equipes terceirizadas, é um asfalto remendado sem nivelamento adequado, ondulações que mais parecem lombadas improvisadas, cicatrizes mal costuradas sobre a malha viária. O provisório vira permanente. O emergencial transforma-se em rotina. E a cidade — que deveria ser respeitada — passa a ser tratada como canteiro de obras sem dono.

É preciso dizer com clareza: terceirizar não significa terceirizar a responsabilidade.

Quando uma empresa contratada executa um serviço em nome de uma concessionária pública, ela carrega consigo o dever de excelência técnica. Não basta tapar o buraco; é necessário recompor a via com padrão de qualidade. O asfalto não pode ser apenas uma camada para “liberar o tráfego”. Ele precisa dialogar com o que já existia, manter o nivelamento, preservar a segurança e a durabilidade da pavimentação.

O secretário de Infraestrutura Urbana, Jackson Yoshiura, foi preciso ao afirmar que o asfalto atual é provisório e que a recomposição definitiva ocorrerá ao final do cronograma. A presença da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana é, portanto, mais que um gesto administrativo — é um ato de vigilância institucional. E aqui reside um ponto central: a fiscalização inibe o improviso.

Quando o poder público acompanha de perto, as empresas pensam duas vezes antes de fazer “de qualquer jeito”. Quando há monitoramento técnico, há compromisso. Quando há cobrança formal, há padrão.

Sem fiscalização, o que sobra é a paisagem conhecida: ruas que se tornam corredores de solavancos, suspensão de veículos comprometida, motociclistas em risco, drenagem prejudicada. Pequenos desníveis hoje são grandes problemas amanhã. O que era para ser manutenção preventiva vira despesa futura — paga, novamente, pelo contribuinte.

A cidade não pode se acostumar com a estética do remendo.

Obras emergenciais são compreensíveis. Acabamentos precários, não. Se o argumento é técnico, que a execução também o seja. Se a intervenção é necessária, que o resultado final seja digno da malha urbana que custou caro aos cofres públicos e à paciência da população.

Fiscalizar não é perseguir. É proteger o interesse coletivo.

É papel da Prefeitura acompanhar, exigir cronograma, cobrar recomposição definitiva, medir nivelamento, avaliar compactação, verificar espessura da camada asfáltica. É papel da concessionária assegurar que suas terceirizadas cumpram rigorosamente os padrões estabelecidos. E é direito da população receber a via de volta em perfeitas condições — não apenas transitável, mas tecnicamente adequada.

A cidade não é laboratório de improvisos. É espaço de vida.

Cada avenida mal recomposta é um lembrete de que eficiência sem qualidade é apenas pressa. E pressa, quando mal administrada, custa caro — em dinheiro, em segurança, em credibilidade.

Que a presença da fiscalização municipal não seja episódica, mas permanente. Que o provisório não se eternize. Que o asfalto volte a ser estrada — e não obstáculo.

Porque uma cidade que se respeita começa pelo chão que sustenta seus passos.

ARTIGO DE OPINIÃO – A Guerra Fria da Política Baiana

 

 

Por Padre Carlos

 

A política da Bahia mudou. Antes era briga aberta, discurso forte, palanque quente. Hoje parece mais jogo silencioso. Não é só disputa por voto. É estratégia, conversa de bastidor, ligação de última hora. Lembra muito a Guerra Fria: ninguém declara guerra, mas todo mundo está se vigiando.

Não tem tanque na rua. Tem prefeito sendo disputado.
Não tem bomba. Tem acordo fechado atrás de porta.
E quem conquista mais aliados sai dizendo que já está ganhando — mesmo antes do povo votar.

A corrida pelos prefeitos

O governador Jerônimo Rodrigues começou a atrair prefeitos de cidades pequenas e médias. Cada apoio que aparece ao seu lado vira manchete e passa uma mensagem clara: “estamos crescendo”.

E política é muito sobre imagem. Quando um prefeito muda de lado, o recado é direto: alguém está perdendo força.

O movimento mais comentado foi a tentativa de aproximação com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, o segundo maior colégio eleitoral do estado. Feira tem peso. Quem controla Feira ganha força no interior.

Mas o prefeito foi cauteloso. Disse que só fala em março. E esse silêncio vale ouro. Em política, saber a hora de falar é poder.

O contra-ataque

Do outro lado, ACM Neto não ficou parado. Se Jerônimo avança, ele reage. A aproximação com o senador Angelo Coronel é uma resposta clara: o jogo está longe de estar decidido.

Além disso, Neto tenta fortalecer seu grupo trazendo lideranças como Quinho, que tem influência no interior. É uma disputa constante. Um puxa de lá, o outro puxa de cá.

E assim a política vai virando uma troca de aliados, quase como time de futebol contratando jogador do rival.

Fidelidade ou oportunidade?

Mas tem um detalhe importante: esses prefeitos e lideranças também sabem jogar. Eles aproveitam que estão sendo disputados. Valorizam o passe. Negociam apoio, espaço, recursos.

Não são inocentes. Sabem que, quando dois lados brigam por você, seu valor aumenta.

O eleitor, porém, observa. E pergunta: é fidelidade mesmo ou é conveniência?

No fim, quem decide é o povo

Pode ter articulação, pode ter foto, pode ter anúncio de apoio. Mas nada disso garante vitória. Quem decide é o eleitor.

A política pode tentar mostrar que já ganhou antes do tempo. Pode criar clima de vitória. Mas a decisão só acontece na urna.

Se existe uma “guerra fria” na Bahia, ela termina no dia da eleição.
E ali não vence quem juntou mais prefeitos.
Vence quem conseguiu convencer o povo.

Porque, no fim das contas, na Bahia — como sempre foi — o voto é soberano.

ARTIGO DE OPINIÃO – A Guerra Fria da Política Baiana

 

 

Por Padre Carlos

 

A política da Bahia mudou. Antes era briga aberta, discurso forte, palanque quente. Hoje parece mais jogo silencioso. Não é só disputa por voto. É estratégia, conversa de bastidor, ligação de última hora. Lembra muito a Guerra Fria: ninguém declara guerra, mas todo mundo está se vigiando.

Não tem tanque na rua. Tem prefeito sendo disputado.
Não tem bomba. Tem acordo fechado atrás de porta.
E quem conquista mais aliados sai dizendo que já está ganhando — mesmo antes do povo votar.

A corrida pelos prefeitos

O governador Jerônimo Rodrigues começou a atrair prefeitos de cidades pequenas e médias. Cada apoio que aparece ao seu lado vira manchete e passa uma mensagem clara: “estamos crescendo”.

E política é muito sobre imagem. Quando um prefeito muda de lado, o recado é direto: alguém está perdendo força.

O movimento mais comentado foi a tentativa de aproximação com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, o segundo maior colégio eleitoral do estado. Feira tem peso. Quem controla Feira ganha força no interior.

Mas o prefeito foi cauteloso. Disse que só fala em março. E esse silêncio vale ouro. Em política, saber a hora de falar é poder.

O contra-ataque

Do outro lado, ACM Neto não ficou parado. Se Jerônimo avança, ele reage. A aproximação com o senador Angelo Coronel é uma resposta clara: o jogo está longe de estar decidido.

Além disso, Neto tenta fortalecer seu grupo trazendo lideranças como Quinho, que tem influência no interior. É uma disputa constante. Um puxa de lá, o outro puxa de cá.

E assim a política vai virando uma troca de aliados, quase como time de futebol contratando jogador do rival.

Fidelidade ou oportunidade?

Mas tem um detalhe importante: esses prefeitos e lideranças também sabem jogar. Eles aproveitam que estão sendo disputados. Valorizam o passe. Negociam apoio, espaço, recursos.

Não são inocentes. Sabem que, quando dois lados brigam por você, seu valor aumenta.

O eleitor, porém, observa. E pergunta: é fidelidade mesmo ou é conveniência?

No fim, quem decide é o povo

Pode ter articulação, pode ter foto, pode ter anúncio de apoio. Mas nada disso garante vitória. Quem decide é o eleitor.

A política pode tentar mostrar que já ganhou antes do tempo. Pode criar clima de vitória. Mas a decisão só acontece na urna.

Se existe uma “guerra fria” na Bahia, ela termina no dia da eleição.
E ali não vence quem juntou mais prefeitos.
Vence quem conseguiu convencer o povo.

Porque, no fim das contas, na Bahia — como sempre foi — o voto é soberano.