Política e Resenha

ARTIGO – Simone de Beauvoir e a coragem de envelhecer sem pedir licença

 

 

(Padre Carlos)

Há pessoas que não envelhecem. O tempo passa por elas como o vento por uma montanha: toca, mas não desloca. Simone de Beauvoir é uma dessas presenças raras. Sua lucidez atravessa décadas como uma lâmina afiada, cortando ilusões, expondo verdades e nos obrigando a olhar para o espelho da condição humana sem anestesia.

Vivemos numa sociedade obcecada pela juventude, que trata o envelhecimento como falha técnica do corpo. Rugas viraram defeitos, cabelos brancos sinônimo de perda, e a velhice, um território interditado ao desejo, à criação e à liberdade. Mas Beauvoir desmonta essa mentira com uma frase simples e devastadora: “A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice.” Aqui está o choque. O corpo envelhece antes da consciência. O tempo pesa nos ossos, mas não necessariamente no espírito.

Há poesia nessa constatação. A poesia que resiste nos olhos de quem ainda se reconhece apesar do tempo. A poesia de quem sabe que o passado não é uma prisão, mas uma plataforma. Beauvoir não nega o passado, tampouco o idolatra. Ela o reconhece como referência, não como sentença. É do passado que vêm o saber e a ignorância, as relações, a cultura, o corpo. Mas é no presente que se decide a liberdade.

Esse é o ponto central da filosofia existencialista de Simone de Beauvoir: não somos escravos do que fomos. O passado nos projeta, mas também exige ser ultrapassado. Há aqui uma ética profunda da responsabilidade. Não se trata de negar a história pessoal, mas de não permitir que ela nos paralise. O tempo, diz Beauvoir, é irrealizável. Ele não se deixa possuir. E talvez por isso mesmo seja tão cruel quando tentamos domesticá-lo.

No debate contemporâneo sobre envelhecimento, feminismo, liberdade e identidade, Beauvoir permanece atual porque fala de carne e osso. Fala do corpo que muda, mas não abdica. Fala da mulher que viveu “no mundo dos homens”, sem renunciar ao melhor de sua feminilidade. Não pediu licença. Não quis ocupar um lugar concedido. Quis viver sem tempos mortos. E conseguiu.

Há uma autoridade moral silenciosa em quem viveu o que pensou. Beauvoir não escreveu para agradar, escreveu para comunicar o sabor da própria vida. Não um tratado frio, mas uma experiência encarnada. Por isso sua obra atravessa gerações. Por isso seus textos continuam sendo buscados no Google, debatidos em universidades, citados em artigos sobre filosofia, feminismo, envelhecimento e condição humana. Não é nostalgia. É necessidade.

Num mundo acelerado, que teme o silêncio e foge da finitude, Simone de Beauvoir nos ensina algo revolucionário: envelhecer não é desaparecer. É, talvez, depurar. Retirar o excesso. Ficar com o essencial. A lucidez, quando chega à velhice, não é decadência; é conquista.

Que espaço o nosso passado deixa para a nossa liberdade hoje? Essa pergunta ecoa como um sino. Não apenas para os idosos, mas para todos nós. Porque a verdadeira velhice não está na idade, está na desistência. E Beauvoir jamais desistiu.

Sua voz continua nos lembrando que viver é um ato de coragem diária. Que a consciência pode permanecer jovem mesmo quando o corpo anuncia o tempo. E que a maior rebeldia, no fim das contas, é viver plenamente — sem tempos mortos.

ARTIGO – Simone de Beauvoir e a coragem de envelhecer sem pedir licença

 

 

(Padre Carlos)

Há pessoas que não envelhecem. O tempo passa por elas como o vento por uma montanha: toca, mas não desloca. Simone de Beauvoir é uma dessas presenças raras. Sua lucidez atravessa décadas como uma lâmina afiada, cortando ilusões, expondo verdades e nos obrigando a olhar para o espelho da condição humana sem anestesia.

Vivemos numa sociedade obcecada pela juventude, que trata o envelhecimento como falha técnica do corpo. Rugas viraram defeitos, cabelos brancos sinônimo de perda, e a velhice, um território interditado ao desejo, à criação e à liberdade. Mas Beauvoir desmonta essa mentira com uma frase simples e devastadora: “A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido embora eu esteja instalada na velhice.” Aqui está o choque. O corpo envelhece antes da consciência. O tempo pesa nos ossos, mas não necessariamente no espírito.

Há poesia nessa constatação. A poesia que resiste nos olhos de quem ainda se reconhece apesar do tempo. A poesia de quem sabe que o passado não é uma prisão, mas uma plataforma. Beauvoir não nega o passado, tampouco o idolatra. Ela o reconhece como referência, não como sentença. É do passado que vêm o saber e a ignorância, as relações, a cultura, o corpo. Mas é no presente que se decide a liberdade.

Esse é o ponto central da filosofia existencialista de Simone de Beauvoir: não somos escravos do que fomos. O passado nos projeta, mas também exige ser ultrapassado. Há aqui uma ética profunda da responsabilidade. Não se trata de negar a história pessoal, mas de não permitir que ela nos paralise. O tempo, diz Beauvoir, é irrealizável. Ele não se deixa possuir. E talvez por isso mesmo seja tão cruel quando tentamos domesticá-lo.

No debate contemporâneo sobre envelhecimento, feminismo, liberdade e identidade, Beauvoir permanece atual porque fala de carne e osso. Fala do corpo que muda, mas não abdica. Fala da mulher que viveu “no mundo dos homens”, sem renunciar ao melhor de sua feminilidade. Não pediu licença. Não quis ocupar um lugar concedido. Quis viver sem tempos mortos. E conseguiu.

Há uma autoridade moral silenciosa em quem viveu o que pensou. Beauvoir não escreveu para agradar, escreveu para comunicar o sabor da própria vida. Não um tratado frio, mas uma experiência encarnada. Por isso sua obra atravessa gerações. Por isso seus textos continuam sendo buscados no Google, debatidos em universidades, citados em artigos sobre filosofia, feminismo, envelhecimento e condição humana. Não é nostalgia. É necessidade.

Num mundo acelerado, que teme o silêncio e foge da finitude, Simone de Beauvoir nos ensina algo revolucionário: envelhecer não é desaparecer. É, talvez, depurar. Retirar o excesso. Ficar com o essencial. A lucidez, quando chega à velhice, não é decadência; é conquista.

Que espaço o nosso passado deixa para a nossa liberdade hoje? Essa pergunta ecoa como um sino. Não apenas para os idosos, mas para todos nós. Porque a verdadeira velhice não está na idade, está na desistência. E Beauvoir jamais desistiu.

Sua voz continua nos lembrando que viver é um ato de coragem diária. Que a consciência pode permanecer jovem mesmo quando o corpo anuncia o tempo. E que a maior rebeldia, no fim das contas, é viver plenamente — sem tempos mortos.

QUANDO EU FOR EMBORA

 

 

 

Autor: Edvaldo Paulo de Araújo

Quando eu for embora, espero e luto para que seja em paz comigo, com meu espírito e com Deus. Espero que tenha cumprido a minha missão e que tenha obtido nessa passagem o crescimento esperado e que esteja voltando melhor que quando cheguei. Espero que seja um belo dia de sol, que os pássaros que alimento em meu jardim, cante e exalte a alegria da viagem e que alguém deixe descer uma lágrima doída de despedida.

Quando eu for embora para o outro lado da vida quero que o meu corpo doe alguma parte para servir a outra pessoa, meu irmão e que ele usufrua dessa dádiva da ciência e que saiba quem fui. Saiba que amei, chorei, lutei minhas lutas e na minha caminhada fui bastante feliz. Saiba que tive diversos mestres e que muito me ensinaram e o maior deles, a quem amei e amo é minha referência de vida, Jesus.

Quando for embora vou levar muita saudade, espero encontrar o apoio dos espíritos de luz amigos, a força da compaixão e o consolo necessário para suportar a saudade dos que amei. Que o vento sopre a sua brisa mais acolhedora e que o sol que a todos ilumina faça com que uma pequeníssima fagulha dos seus raios penetre pela fenda de algum espaço e deixe iluminar a minha face final.

Quando for embora espero que alguém em minha homenagem recite algum poema qualquer, contanto que fale da vida, da importância de viver e amar, servir e abençoar, compreender e não julgar, que saiba apreciar os cantos dos pássaros no silêncio da floresta, que saiba ser amigo sempre, que procure amar a criança e o velho, como se amasse o mestre sublime Jesus, que busque no ser humano irmandade e que a cada dia que nasça, realizando o milagre da criação, sorria e agradeça a Deus por mais um dia, pela oportunidade de estar cumprindo a sua missão.

Espero que alguém se lembre que amei muitos cantos e que entoe uma canção, mesmo que não cante bem com a voz, mas cante com o coração essa canção para mim na despedida coberta com o manto do não mais olhar. Que os milhares de crianças que procurei ajudar, apareça uma que entoe um canto infantil e que se for de ninar embale o meu espírito para a partida. Embale a certeza de que vou encontrar os meus que já partiram e que encontre a minha amada mãe Nede e que novamente tenha a oportunidade de colocar minha cabeça no seu colo e ouvir a sua doce voz me chamar…”meu filho”! Uma canção que me faça lembrar-se dos meus tempos de menino nos verdes campos de Veredinha, das chuvas abençoadas que tomei em brincadeiras. Das histórias para mim contadas, dos amigos e das brincadeiras sadias. Que ao encontrar meu pai Chico ele me dê muitos beijos e um em especial, o primeiro, que ele nunca me deu.

Quando eu for embora, espero que a minha falta se resuma em meus sorrisos, nos meus gestos de bondades, nos meus ensinamentos de vida, nas minhas certezas e no meu amor por todos. Espero ser lembrado pelos beijos que dei, pelas palavras carinhosas que falei, pelo serviço de amor que prestei, pelas atitudes em prol do bem que tomei.

Para muitas pessoas queridas, deixo o meu singelo e humilde pedido de perdão! Perdão pelas omissões, perdão pela falta de gesto em determinados momentos, perdão por ausências, perdão por faltas…. perdão! Peço apenas, a caridade de um bom pensamento de mim.

Deixo profundos agradecimentos do mais terno e sublime amor, agradecimentos a todos que convivi, mesmo que por momentos pequenos, pois sei que todos contribuíram um pouco para o meu crescimento, se cresci ou não, foi responsabilidade minha, mas agradeço muito a todos e em primeiro lugar a Deus por esta oportunidade de vida.

Muitos que estão a ler essa crônica podem estar pensando que estou com algum problema de saúde e com a vida em risco. Não estou! Estou bem de saúde e muito feliz. Provérbios 27,1 – “Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que dará de si o dia.” O que é a vida senão momentos? Qual o controle que temos dos acontecimentos? Como saber se estaremos vivos no nosso corpo amanhã? A vida é hoje e agora. Escrevo esse texto movido por esse sentimento de momento, movido pela fé inabalável de que vivo sem nenhuma neurose a cada minuto, cada hora, a cada dia como se fossem os últimos. Busco em tudo o exercício do fazer já, sem atropelos mas com planejamento. Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje, é um sábio provérbio popular. O exercício da certeza é que a vida não tem fim, apenas o corpo é como uma roupa e sua troca para algo mais belo.

Viver a vida apreciando as coisas simples e dividindo-a em momentos felizes é pura sabedoria. Buscar sempre o aprendizado e a busca incessante para tornarmos uma pessoa melhor é sublime e belo. A morte corporal é uma certeza. Deus na sua infinita sabedoria colocou em nós o senso da imortalidade, mesmo sabendo que morremos nunca pensamos que isso pode ser imediato, pode ser já, e deixamos para trás, escondida essa certeza. Corporalmente morremos um dia e temos que meditar sobre a forma que vivemos. Do que adianta tanta riqueza material se não podes levá-la consigo? De que adianta essa riqueza se é um ser humano vivendo a rudeza da ignorância? De que adianta ser cercado de tudo materialmente se não recebe dos irmãos a devida consideração por ser um ser humano bondoso? Ninguém dá o real valor e nem sabe quanto custou ou o que te custou, as heranças pelas quais nunca fizeram nada. Ampare a tua família mas não esqueça dos que muito precisam. Não esqueça de ser justo e bondoso, nunca esqueça de que a grandeza maior de um ser humano é ter o espírito da compaixão. Nunca esqueça de experimentar os sagrados e grandiosos ensinamentos de Jesus e os mestres que a ele seguiram.

Quando eu for embora, os meus filhos e netos e suas gerações logo, logo não se lembrarão de mim, o que é normal, pois tudo tem seu tempo. E o meu tempo foi de erros e acertos, de busca pelas vitórias e superação das derrotas. Espero um dia, em alguma galáxia, em algum lugar dentro do infinito, nos encontremos e se eu não lembrar de você e me reconheceres, fale comigo e diga que se lembra de mim. Se você leu esse texto, os meus textos e significou algo para você, me diga e tenho certeza que ficarei muito feliz.

Até um dia qualquer em algum lugar qualquer. Se esse lugar for feio, vamos embelezar com nossa presença, com a presença e a luz dos ensinamentos de Jesus.

Adeus…

QUANDO EU FOR EMBORA

 

 

 

Autor: Edvaldo Paulo de Araújo

Quando eu for embora, espero e luto para que seja em paz comigo, com meu espírito e com Deus. Espero que tenha cumprido a minha missão e que tenha obtido nessa passagem o crescimento esperado e que esteja voltando melhor que quando cheguei. Espero que seja um belo dia de sol, que os pássaros que alimento em meu jardim, cante e exalte a alegria da viagem e que alguém deixe descer uma lágrima doída de despedida.

Quando eu for embora para o outro lado da vida quero que o meu corpo doe alguma parte para servir a outra pessoa, meu irmão e que ele usufrua dessa dádiva da ciência e que saiba quem fui. Saiba que amei, chorei, lutei minhas lutas e na minha caminhada fui bastante feliz. Saiba que tive diversos mestres e que muito me ensinaram e o maior deles, a quem amei e amo é minha referência de vida, Jesus.

Quando for embora vou levar muita saudade, espero encontrar o apoio dos espíritos de luz amigos, a força da compaixão e o consolo necessário para suportar a saudade dos que amei. Que o vento sopre a sua brisa mais acolhedora e que o sol que a todos ilumina faça com que uma pequeníssima fagulha dos seus raios penetre pela fenda de algum espaço e deixe iluminar a minha face final.

Quando for embora espero que alguém em minha homenagem recite algum poema qualquer, contanto que fale da vida, da importância de viver e amar, servir e abençoar, compreender e não julgar, que saiba apreciar os cantos dos pássaros no silêncio da floresta, que saiba ser amigo sempre, que procure amar a criança e o velho, como se amasse o mestre sublime Jesus, que busque no ser humano irmandade e que a cada dia que nasça, realizando o milagre da criação, sorria e agradeça a Deus por mais um dia, pela oportunidade de estar cumprindo a sua missão.

Espero que alguém se lembre que amei muitos cantos e que entoe uma canção, mesmo que não cante bem com a voz, mas cante com o coração essa canção para mim na despedida coberta com o manto do não mais olhar. Que os milhares de crianças que procurei ajudar, apareça uma que entoe um canto infantil e que se for de ninar embale o meu espírito para a partida. Embale a certeza de que vou encontrar os meus que já partiram e que encontre a minha amada mãe Nede e que novamente tenha a oportunidade de colocar minha cabeça no seu colo e ouvir a sua doce voz me chamar…”meu filho”! Uma canção que me faça lembrar-se dos meus tempos de menino nos verdes campos de Veredinha, das chuvas abençoadas que tomei em brincadeiras. Das histórias para mim contadas, dos amigos e das brincadeiras sadias. Que ao encontrar meu pai Chico ele me dê muitos beijos e um em especial, o primeiro, que ele nunca me deu.

Quando eu for embora, espero que a minha falta se resuma em meus sorrisos, nos meus gestos de bondades, nos meus ensinamentos de vida, nas minhas certezas e no meu amor por todos. Espero ser lembrado pelos beijos que dei, pelas palavras carinhosas que falei, pelo serviço de amor que prestei, pelas atitudes em prol do bem que tomei.

Para muitas pessoas queridas, deixo o meu singelo e humilde pedido de perdão! Perdão pelas omissões, perdão pela falta de gesto em determinados momentos, perdão por ausências, perdão por faltas…. perdão! Peço apenas, a caridade de um bom pensamento de mim.

Deixo profundos agradecimentos do mais terno e sublime amor, agradecimentos a todos que convivi, mesmo que por momentos pequenos, pois sei que todos contribuíram um pouco para o meu crescimento, se cresci ou não, foi responsabilidade minha, mas agradeço muito a todos e em primeiro lugar a Deus por esta oportunidade de vida.

Muitos que estão a ler essa crônica podem estar pensando que estou com algum problema de saúde e com a vida em risco. Não estou! Estou bem de saúde e muito feliz. Provérbios 27,1 – “Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que dará de si o dia.” O que é a vida senão momentos? Qual o controle que temos dos acontecimentos? Como saber se estaremos vivos no nosso corpo amanhã? A vida é hoje e agora. Escrevo esse texto movido por esse sentimento de momento, movido pela fé inabalável de que vivo sem nenhuma neurose a cada minuto, cada hora, a cada dia como se fossem os últimos. Busco em tudo o exercício do fazer já, sem atropelos mas com planejamento. Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje, é um sábio provérbio popular. O exercício da certeza é que a vida não tem fim, apenas o corpo é como uma roupa e sua troca para algo mais belo.

Viver a vida apreciando as coisas simples e dividindo-a em momentos felizes é pura sabedoria. Buscar sempre o aprendizado e a busca incessante para tornarmos uma pessoa melhor é sublime e belo. A morte corporal é uma certeza. Deus na sua infinita sabedoria colocou em nós o senso da imortalidade, mesmo sabendo que morremos nunca pensamos que isso pode ser imediato, pode ser já, e deixamos para trás, escondida essa certeza. Corporalmente morremos um dia e temos que meditar sobre a forma que vivemos. Do que adianta tanta riqueza material se não podes levá-la consigo? De que adianta essa riqueza se é um ser humano vivendo a rudeza da ignorância? De que adianta ser cercado de tudo materialmente se não recebe dos irmãos a devida consideração por ser um ser humano bondoso? Ninguém dá o real valor e nem sabe quanto custou ou o que te custou, as heranças pelas quais nunca fizeram nada. Ampare a tua família mas não esqueça dos que muito precisam. Não esqueça de ser justo e bondoso, nunca esqueça de que a grandeza maior de um ser humano é ter o espírito da compaixão. Nunca esqueça de experimentar os sagrados e grandiosos ensinamentos de Jesus e os mestres que a ele seguiram.

Quando eu for embora, os meus filhos e netos e suas gerações logo, logo não se lembrarão de mim, o que é normal, pois tudo tem seu tempo. E o meu tempo foi de erros e acertos, de busca pelas vitórias e superação das derrotas. Espero um dia, em alguma galáxia, em algum lugar dentro do infinito, nos encontremos e se eu não lembrar de você e me reconheceres, fale comigo e diga que se lembra de mim. Se você leu esse texto, os meus textos e significou algo para você, me diga e tenho certeza que ficarei muito feliz.

Até um dia qualquer em algum lugar qualquer. Se esse lugar for feio, vamos embelezar com nossa presença, com a presença e a luz dos ensinamentos de Jesus.

Adeus…

ARTIGO – De quem é a conta? O SUS, a UNIMEC e os limites da responsabilidade municipal

 

 

(Padre Carlos)

O anúncio do fim do contrato entre o Hospital UNIMEC e a Prefeitura de Vitória da Conquista escancarou uma pergunta que há muito tempo ronda o debate público, mas raramente é enfrentada com clareza: afinal, de quem é a responsabilidade pelos atendimentos realizados na UNIMEC? E mais: o município está cumprindo seu dever constitucional ou assumindo um ônus que não lhe compete?

No imaginário popular, tudo o que envolve saúde pública acaba recaindo automaticamente sobre a Prefeitura. Quando um hospital fecha as portas para o SUS, quando faltam leitos, quando o pronto-socorro entra em colapso, o dedo aponta para o gestor municipal. Mas o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite, e essa distinção não é mero detalhe jurídico — ela define responsabilidades, fluxos financeiros e, sobretudo, limites de atuação.

Pela Constituição Federal e pelas normas do SUS, ao município compete a gestão e execução da Atenção Primária à Saúde e da média complexidade, garantindo o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), da Estratégia Saúde da Família (ESF), da vacinação, do pré-natal, do planejamento familiar, da saúde bucal básica, da vigilância sanitária e epidemiológica, além do SAMU 192, das UPAs 24h e de ambulatórios especializados de menor complexidade. É obrigação municipal assegurar consultas básicas, exames simples, medicamentos essenciais e atendimento inicial de urgência.

O que não é atribuição direta do município é a alta complexidade hospitalar, especialmente aquela que envolve pronto-socorro de grande porte, internações prolongadas, cirurgias complexas e atendimento regulado em larga escala. Esses serviços são, prioritariamente, responsabilidade do Estado e da União, seja por meio de hospitais próprios, seja por contratos regionais financiados com recursos estaduais e federais.

É nesse ponto que a situação da UNIMEC se torna emblemática. Segundo os próprios dados divulgados, cerca de 28 mil pacientes foram atendidos no pronto-socorro da unidade em apenas um ano, muitos deles regulados pelo sistema estadual. Se o hospital recebia pacientes via regulação da Sesab, é evidente que estamos falando de um serviço que extrapola a lógica estritamente municipal. Quando o município passa a sustentar financeiramente um atendimento dessa magnitude, surge a pergunta incômoda: a Prefeitura estava apenas colaborando ou, na prática, substituindo o papel do Estado?

A alegação de inviabilidade financeira do hospital e a recusa em ampliar repasses mostram o esgotamento de um modelo em que o município, pressionado pela urgência social e pela superlotação das unidades públicas, acaba arcando com custos que não foram pensados para o seu orçamento. Isso não é apenas um problema de gestão local; é um desequilíbrio federativo que penaliza as cidades médias e grandes do interior.

Não se trata de negar a importância do atendimento prestado pela UNIMEC nem de minimizar o impacto social do encerramento do contrato. Trata-se de colocar o debate no lugar certo: responsabilidade não é sinônimo de boa vontade, e solidariedade institucional não pode se transformar em obrigação permanente. Quando isso acontece, o município corre o risco de comprometer aquilo que realmente lhe compete: fortalecer a atenção básica, evitar a sobrecarga das UBS, reduzir filas, garantir medicamentos e prevenir doenças.

Ao iniciar o credenciamento de novas unidades para média e alta complexidade, a Prefeitura sinaliza uma tentativa de reorganizar o sistema. Mas essa solução só será eficaz se vier acompanhada de um pacto claro com o Estado e a União, definindo quem paga, quem regula e quem executa cada nível de atenção. Caso contrário, o problema apenas mudará de endereço.

No fim das contas, a pergunta que fica para a sociedade é simples e incômoda: até onde vai a responsabilidade do município e a partir de onde começa a omissão das outras esferas de governo? Enquanto essa resposta continuar nebulosa, quem paga a conta não é apenas a Prefeitura — é o cidadão, especialmente aquele que depende exclusivamente do SUS para viver.

Este debate não é técnico apenas; é político, ético e federativo. E precisa ser feito com coragem, antes que a exceção vire regra e o improviso se torne política pública.

ARTIGO – De quem é a conta? O SUS, a UNIMEC e os limites da responsabilidade municipal

 

 

(Padre Carlos)

O anúncio do fim do contrato entre o Hospital UNIMEC e a Prefeitura de Vitória da Conquista escancarou uma pergunta que há muito tempo ronda o debate público, mas raramente é enfrentada com clareza: afinal, de quem é a responsabilidade pelos atendimentos realizados na UNIMEC? E mais: o município está cumprindo seu dever constitucional ou assumindo um ônus que não lhe compete?

No imaginário popular, tudo o que envolve saúde pública acaba recaindo automaticamente sobre a Prefeitura. Quando um hospital fecha as portas para o SUS, quando faltam leitos, quando o pronto-socorro entra em colapso, o dedo aponta para o gestor municipal. Mas o Sistema Único de Saúde (SUS) é tripartite, e essa distinção não é mero detalhe jurídico — ela define responsabilidades, fluxos financeiros e, sobretudo, limites de atuação.

Pela Constituição Federal e pelas normas do SUS, ao município compete a gestão e execução da Atenção Primária à Saúde e da média complexidade, garantindo o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), da Estratégia Saúde da Família (ESF), da vacinação, do pré-natal, do planejamento familiar, da saúde bucal básica, da vigilância sanitária e epidemiológica, além do SAMU 192, das UPAs 24h e de ambulatórios especializados de menor complexidade. É obrigação municipal assegurar consultas básicas, exames simples, medicamentos essenciais e atendimento inicial de urgência.

O que não é atribuição direta do município é a alta complexidade hospitalar, especialmente aquela que envolve pronto-socorro de grande porte, internações prolongadas, cirurgias complexas e atendimento regulado em larga escala. Esses serviços são, prioritariamente, responsabilidade do Estado e da União, seja por meio de hospitais próprios, seja por contratos regionais financiados com recursos estaduais e federais.

É nesse ponto que a situação da UNIMEC se torna emblemática. Segundo os próprios dados divulgados, cerca de 28 mil pacientes foram atendidos no pronto-socorro da unidade em apenas um ano, muitos deles regulados pelo sistema estadual. Se o hospital recebia pacientes via regulação da Sesab, é evidente que estamos falando de um serviço que extrapola a lógica estritamente municipal. Quando o município passa a sustentar financeiramente um atendimento dessa magnitude, surge a pergunta incômoda: a Prefeitura estava apenas colaborando ou, na prática, substituindo o papel do Estado?

A alegação de inviabilidade financeira do hospital e a recusa em ampliar repasses mostram o esgotamento de um modelo em que o município, pressionado pela urgência social e pela superlotação das unidades públicas, acaba arcando com custos que não foram pensados para o seu orçamento. Isso não é apenas um problema de gestão local; é um desequilíbrio federativo que penaliza as cidades médias e grandes do interior.

Não se trata de negar a importância do atendimento prestado pela UNIMEC nem de minimizar o impacto social do encerramento do contrato. Trata-se de colocar o debate no lugar certo: responsabilidade não é sinônimo de boa vontade, e solidariedade institucional não pode se transformar em obrigação permanente. Quando isso acontece, o município corre o risco de comprometer aquilo que realmente lhe compete: fortalecer a atenção básica, evitar a sobrecarga das UBS, reduzir filas, garantir medicamentos e prevenir doenças.

Ao iniciar o credenciamento de novas unidades para média e alta complexidade, a Prefeitura sinaliza uma tentativa de reorganizar o sistema. Mas essa solução só será eficaz se vier acompanhada de um pacto claro com o Estado e a União, definindo quem paga, quem regula e quem executa cada nível de atenção. Caso contrário, o problema apenas mudará de endereço.

No fim das contas, a pergunta que fica para a sociedade é simples e incômoda: até onde vai a responsabilidade do município e a partir de onde começa a omissão das outras esferas de governo? Enquanto essa resposta continuar nebulosa, quem paga a conta não é apenas a Prefeitura — é o cidadão, especialmente aquele que depende exclusivamente do SUS para viver.

Este debate não é técnico apenas; é político, ético e federativo. E precisa ser feito com coragem, antes que a exceção vire regra e o improviso se torne política pública.

Jequié entre a Autonomia Perdida e a Política de Conveniência


(Padre Carlos)

Jequié vive hoje um dos momentos mais delicados de sua história política recente. O clima que se espalha pelas ruas, pelas conversas de feira e pelas redes sociais é de indignação, desconfiança e frustração coletiva. O recente alinhamento político entre o prefeito Zé Cocá e o governador Jerônimo Rodrigues não foi recebido como gesto de maturidade institucional, mas como uma ruptura simbólica com a promessa de autonomia que marcou os últimos anos da administração municipal.

Durante cerca de três anos, Jequié experimentou um discurso — e em certa medida uma prática — de independência administrativa, mantendo distância estratégica do Governo do Estado. Essa postura foi vendida à população como sinônimo de dignidade política, gestão responsável e liberdade para decidir os rumos da cidade sem amarras partidárias. O rompimento desse pacto tácito com o eleitorado, portanto, não poderia passar despercebido.

O problema central não está apenas na aliança em si, mas na ausência de resultados concretos que justifiquem tal movimento. A população observa, com razão, que saúde pública, segurança, infraestrutura urbana e serviços essenciais continuam enfrentando dificuldades históricas. Hospitais sobrecarregados, sensação crescente de insegurança e problemas estruturais persistem, enquanto o discurso político tenta maquiar a realidade com promessas futuras.

A pergunta que ecoa em Jequié é simples e perturbadora: o que o cidadão ganhou com essa aliança? Até agora, a resposta parece desconfortavelmente vazia. Cresce a percepção de que a cidade abriu mão de sua autonomia não em troca de investimentos robustos ou políticas públicas eficazes, mas para atender a uma lógica de conveniência eleitoral e reposicionamento político.

Na prática, o que se vê é o risco de Jequié se transformar em mais uma peça no tabuleiro da política estadual, onde alianças são feitas e desfeitas ao sabor das circunstâncias, e o povo aparece apenas como figurante de decisões tomadas nos gabinetes. Quando a política deixa de servir ao interesse público e passa a servir aos acordos de bastidores, o resultado é sempre o mesmo: descrédito, apatia social e afastamento do cidadão da vida pública.

A democracia não se sustenta apenas com alianças formais, mas com resultados reais, transparência e respeito à vontade popular. Governar é escolher, e toda escolha tem um custo. Em Jequié, o custo dessa escolha começa a ser sentido no humor social e na confiança abalada entre governo e governados.

O povo de Jequié não é contra diálogo institucional nem contra parcerias que tragam desenvolvimento. O que se rejeita é a sensação de que a cidade foi usada como moeda de troca. Autonomia não é isolamento, mas também não pode ser descartada sem explicações claras e benefícios palpáveis.

Se a política existe para melhorar a vida das pessoas, é legítimo perguntar: quem está sendo beneficiado por essa nova estratégia? Enquanto essa resposta não vier acompanhada de melhorias concretas, a indignação continuará sendo a linguagem mais sincera das ruas de Jequié.

Jequié entre a Autonomia Perdida e a Política de Conveniência


(Padre Carlos)

Jequié vive hoje um dos momentos mais delicados de sua história política recente. O clima que se espalha pelas ruas, pelas conversas de feira e pelas redes sociais é de indignação, desconfiança e frustração coletiva. O recente alinhamento político entre o prefeito Zé Cocá e o governador Jerônimo Rodrigues não foi recebido como gesto de maturidade institucional, mas como uma ruptura simbólica com a promessa de autonomia que marcou os últimos anos da administração municipal.

Durante cerca de três anos, Jequié experimentou um discurso — e em certa medida uma prática — de independência administrativa, mantendo distância estratégica do Governo do Estado. Essa postura foi vendida à população como sinônimo de dignidade política, gestão responsável e liberdade para decidir os rumos da cidade sem amarras partidárias. O rompimento desse pacto tácito com o eleitorado, portanto, não poderia passar despercebido.

O problema central não está apenas na aliança em si, mas na ausência de resultados concretos que justifiquem tal movimento. A população observa, com razão, que saúde pública, segurança, infraestrutura urbana e serviços essenciais continuam enfrentando dificuldades históricas. Hospitais sobrecarregados, sensação crescente de insegurança e problemas estruturais persistem, enquanto o discurso político tenta maquiar a realidade com promessas futuras.

A pergunta que ecoa em Jequié é simples e perturbadora: o que o cidadão ganhou com essa aliança? Até agora, a resposta parece desconfortavelmente vazia. Cresce a percepção de que a cidade abriu mão de sua autonomia não em troca de investimentos robustos ou políticas públicas eficazes, mas para atender a uma lógica de conveniência eleitoral e reposicionamento político.

Na prática, o que se vê é o risco de Jequié se transformar em mais uma peça no tabuleiro da política estadual, onde alianças são feitas e desfeitas ao sabor das circunstâncias, e o povo aparece apenas como figurante de decisões tomadas nos gabinetes. Quando a política deixa de servir ao interesse público e passa a servir aos acordos de bastidores, o resultado é sempre o mesmo: descrédito, apatia social e afastamento do cidadão da vida pública.

A democracia não se sustenta apenas com alianças formais, mas com resultados reais, transparência e respeito à vontade popular. Governar é escolher, e toda escolha tem um custo. Em Jequié, o custo dessa escolha começa a ser sentido no humor social e na confiança abalada entre governo e governados.

O povo de Jequié não é contra diálogo institucional nem contra parcerias que tragam desenvolvimento. O que se rejeita é a sensação de que a cidade foi usada como moeda de troca. Autonomia não é isolamento, mas também não pode ser descartada sem explicações claras e benefícios palpáveis.

Se a política existe para melhorar a vida das pessoas, é legítimo perguntar: quem está sendo beneficiado por essa nova estratégia? Enquanto essa resposta não vier acompanhada de melhorias concretas, a indignação continuará sendo a linguagem mais sincera das ruas de Jequié.

Quando o Silêncio da Zona Rural é Quebrado pela Lei: Prisão por Violência Doméstica em Belo Campo

Na noite do último domingo (8), um caso de violência doméstica mobilizou forças de segurança na zona rural do município de Belo Campo, no sudoeste baiano. Um homem foi preso acusado de agredir a ex-companheira, em ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha, legislação que trata especificamente da violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar.

De acordo com informações divulgadas pela 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (80ª CIPM), a guarnição foi acionada por volta das 23h para averiguar uma denúncia de agressão. Ao chegar ao local indicado, os policiais mantiveram contato com a vítima, que relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro, com quem tem uma filha.

Após o relato, os militares iniciaram diligências na região e conseguiram localizar o suspeito. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde foi autuado em flagrante. O homem permaneceu custodiado, ficando à disposição da autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis.

A ocorrência foi formalizada por meio do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) nº 13927/2026. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações conforme prevê a legislação vigente.

Situações como essa reforçam a importância dos mecanismos legais e da atuação das forças de segurança no enfrentamento à violência doméstica, inclusive em áreas rurais, onde muitas vezes o isolamento geográfico dificulta denúncias e o acesso imediato à proteção do Estado.

(Maria Clara)

Quando o Silêncio da Zona Rural é Quebrado pela Lei: Prisão por Violência Doméstica em Belo Campo

Na noite do último domingo (8), um caso de violência doméstica mobilizou forças de segurança na zona rural do município de Belo Campo, no sudoeste baiano. Um homem foi preso acusado de agredir a ex-companheira, em ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha, legislação que trata especificamente da violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar.

De acordo com informações divulgadas pela 80ª Companhia Independente de Polícia Militar (80ª CIPM), a guarnição foi acionada por volta das 23h para averiguar uma denúncia de agressão. Ao chegar ao local indicado, os policiais mantiveram contato com a vítima, que relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro, com quem tem uma filha.

Após o relato, os militares iniciaram diligências na região e conseguiram localizar o suspeito. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde foi autuado em flagrante. O homem permaneceu custodiado, ficando à disposição da autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis.

A ocorrência foi formalizada por meio do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) nº 13927/2026. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações conforme prevê a legislação vigente.

Situações como essa reforçam a importância dos mecanismos legais e da atuação das forças de segurança no enfrentamento à violência doméstica, inclusive em áreas rurais, onde muitas vezes o isolamento geográfico dificulta denúncias e o acesso imediato à proteção do Estado.

(Maria Clara)

Quando o perigo não faz barulho: as doenças silenciosas que desafiam a vigilância em Vitória da Conquista

Enquanto as arboviroses como dengue, zika e chikungunya concentram grande parte da atenção da população, outras doenças igualmente graves seguem sob monitoramento constante do Centro de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Patologias como Doença de Chagas, Leishmaniose Visceral e Esquistossomose continuam presentes, sobretudo na zona rural, exigindo ações permanentes de vigilância, prevenção e controle.

De acordo com a coordenação de Endemias, as equipes que atuam no meio rural são capacitadas para lidar com diferentes vetores e cenários epidemiológicos. O trabalho se estende ao longo de todo o ano e inclui inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e áreas de risco, com o objetivo de identificar e eliminar focos de insetos transmissores e outros vetores associados às doenças endêmicas.

No caso da Doença de Chagas, a atenção tem sido intensificada em localidades do distrito de Bate Pé, onde foram identificados casos positivos e a presença do triatomíneo, conhecido popularmente como barbeiro. O inseto é o principal transmissor do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença. Embora seja de hábito silvestre, o barbeiro pode invadir e colonizar residências, o que aumenta o risco de transmissão.

A Doença de Chagas é considerada uma enfermidade silenciosa. Na fase inicial, os sintomas costumam ser leves e inespecíficos, como febre baixa e mal-estar, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, a confirmação ocorre anos ou até décadas após a infecção, quando a doença já se encontra na fase crônica e pode comprometer órgãos vitais, como coração, esôfago e intestino. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que, em 2025, foram registrados nove casos da forma crônica da doença em Vitória da Conquista.

Após a identificação de casos humanos ou da presença do barbeiro, as equipes de endemias realizam o controle químico nas residências, com aplicação de inseticida para eliminar focos de colonização e interromper a cadeia de transmissão. O acompanhamento não se encerra com a primeira intervenção: um ano depois, os agentes retornam ao imóvel para nova avaliação e, se necessário, repetem o procedimento.

Além da Doença de Chagas, a Leishmaniose Visceral também demanda atenção contínua. Em 2025, foram confirmados três casos na zona rural do município, conforme registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O controle da doença envolve uma atuação integrada entre Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Zoonoses e Controle de Endemias.

O fluxo de trabalho inclui a investigação de casos humanos, a pesquisa em cães para identificação de animais soropositivos e o monitoramento do vetor, o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. A captura do inseto é realizada, preferencialmente, no período noturno, com a instalação de armadilhas no interior das residências e em áreas externas. Caso seja confirmada a presença do vetor no ambiente domiciliar, é feita a borrifação com produtos químicos, e a área permanece sob monitoramento por até seis meses.

A Leishmaniose Visceral apresenta sintomas como febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, anemia e redução da força muscular. O diagnóstico pode ser feito por métodos imunológicos e parasitológicos, e o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para óbito.

As ações desenvolvidas pelo Centro de Controle de Endemias revelam um trabalho contínuo e, muitas vezes, pouco visível, mas fundamental para a saúde pública. Ao atuar na prevenção dessas doenças silenciosas, as equipes buscam não apenas conter casos já existentes, mas reduzir riscos futuros, protegendo comunidades que vivem em áreas mais vulneráveis e mantendo a vigilância ativa diante de ameaças que nem sempre ganham destaque, mas seguem presentes no cotidiano da população.

(Maria Clara)

Quando o perigo não faz barulho: as doenças silenciosas que desafiam a vigilância em Vitória da Conquista

Enquanto as arboviroses como dengue, zika e chikungunya concentram grande parte da atenção da população, outras doenças igualmente graves seguem sob monitoramento constante do Centro de Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde. Patologias como Doença de Chagas, Leishmaniose Visceral e Esquistossomose continuam presentes, sobretudo na zona rural, exigindo ações permanentes de vigilância, prevenção e controle.

De acordo com a coordenação de Endemias, as equipes que atuam no meio rural são capacitadas para lidar com diferentes vetores e cenários epidemiológicos. O trabalho se estende ao longo de todo o ano e inclui inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e áreas de risco, com o objetivo de identificar e eliminar focos de insetos transmissores e outros vetores associados às doenças endêmicas.

No caso da Doença de Chagas, a atenção tem sido intensificada em localidades do distrito de Bate Pé, onde foram identificados casos positivos e a presença do triatomíneo, conhecido popularmente como barbeiro. O inseto é o principal transmissor do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença. Embora seja de hábito silvestre, o barbeiro pode invadir e colonizar residências, o que aumenta o risco de transmissão.

A Doença de Chagas é considerada uma enfermidade silenciosa. Na fase inicial, os sintomas costumam ser leves e inespecíficos, como febre baixa e mal-estar, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em muitos casos, a confirmação ocorre anos ou até décadas após a infecção, quando a doença já se encontra na fase crônica e pode comprometer órgãos vitais, como coração, esôfago e intestino. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que, em 2025, foram registrados nove casos da forma crônica da doença em Vitória da Conquista.

Após a identificação de casos humanos ou da presença do barbeiro, as equipes de endemias realizam o controle químico nas residências, com aplicação de inseticida para eliminar focos de colonização e interromper a cadeia de transmissão. O acompanhamento não se encerra com a primeira intervenção: um ano depois, os agentes retornam ao imóvel para nova avaliação e, se necessário, repetem o procedimento.

Além da Doença de Chagas, a Leishmaniose Visceral também demanda atenção contínua. Em 2025, foram confirmados três casos na zona rural do município, conforme registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O controle da doença envolve uma atuação integrada entre Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Zoonoses e Controle de Endemias.

O fluxo de trabalho inclui a investigação de casos humanos, a pesquisa em cães para identificação de animais soropositivos e o monitoramento do vetor, o flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. A captura do inseto é realizada, preferencialmente, no período noturno, com a instalação de armadilhas no interior das residências e em áreas externas. Caso seja confirmada a presença do vetor no ambiente domiciliar, é feita a borrifação com produtos químicos, e a área permanece sob monitoramento por até seis meses.

A Leishmaniose Visceral apresenta sintomas como febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza, anemia e redução da força muscular. O diagnóstico pode ser feito por métodos imunológicos e parasitológicos, e o tratamento precoce é decisivo para evitar agravamentos. Quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir para óbito.

As ações desenvolvidas pelo Centro de Controle de Endemias revelam um trabalho contínuo e, muitas vezes, pouco visível, mas fundamental para a saúde pública. Ao atuar na prevenção dessas doenças silenciosas, as equipes buscam não apenas conter casos já existentes, mas reduzir riscos futuros, protegendo comunidades que vivem em áreas mais vulneráveis e mantendo a vigilância ativa diante de ameaças que nem sempre ganham destaque, mas seguem presentes no cotidiano da população.

(Maria Clara)

O Relógio Está Correndo: Último Dia Decide Quem Sobe aos Palcos do Arraiá da Conquista 2026

As inscrições para artistas e intérpretes de Libras interessados em integrar a programação oficial do Arraiá da Conquista 2026 se encerram nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, conforme informou a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O prazo havia sido prorrogado na última semana e não há nova previsão de extensão.

O credenciamento é regulamentado por edital público, no qual constam todas as informações sobre critérios, documentação exigida e etapas do processo seletivo. O material artístico e os documentos devem ser entregues presencialmente na Central Estratégica de Compras Públicas da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), localizada na Rua João Pessoa, nº 253, Centro, até as 17h30.

De acordo com a Secult, o investimento total destinado ao credenciamento é de R$ 447.280,00, valor que será utilizado na contratação de até 60 artistas individuais, grupos musicais, bandas, trios de forró e intérpretes de Libras, desde que atendam aos requisitos estabelecidos no edital. A seleção não exige residência em Vitória da Conquista, o que amplia a participação de profissionais de diferentes municípios e regiões.

Encerrada a fase de inscrições, o processo seguirá para a etapa de curadoria técnica, responsável por avaliar o material enviado e definir as atrações que irão compor a grade oficial dos palcos do Arraiá da Conquista 2026, mantendo o modelo adotado em edições anteriores.

A iniciativa integra o calendário cultural do município e reforça o papel do evento como espaço de valorização artística, diversidade cultural e acessibilidade, ao incluir intérpretes de Libras na programação oficial.

(Maria Clara)

O Relógio Está Correndo: Último Dia Decide Quem Sobe aos Palcos do Arraiá da Conquista 2026

As inscrições para artistas e intérpretes de Libras interessados em integrar a programação oficial do Arraiá da Conquista 2026 se encerram nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, conforme informou a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O prazo havia sido prorrogado na última semana e não há nova previsão de extensão.

O credenciamento é regulamentado por edital público, no qual constam todas as informações sobre critérios, documentação exigida e etapas do processo seletivo. O material artístico e os documentos devem ser entregues presencialmente na Central Estratégica de Compras Públicas da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação (Semgi), localizada na Rua João Pessoa, nº 253, Centro, até as 17h30.

De acordo com a Secult, o investimento total destinado ao credenciamento é de R$ 447.280,00, valor que será utilizado na contratação de até 60 artistas individuais, grupos musicais, bandas, trios de forró e intérpretes de Libras, desde que atendam aos requisitos estabelecidos no edital. A seleção não exige residência em Vitória da Conquista, o que amplia a participação de profissionais de diferentes municípios e regiões.

Encerrada a fase de inscrições, o processo seguirá para a etapa de curadoria técnica, responsável por avaliar o material enviado e definir as atrações que irão compor a grade oficial dos palcos do Arraiá da Conquista 2026, mantendo o modelo adotado em edições anteriores.

A iniciativa integra o calendário cultural do município e reforça o papel do evento como espaço de valorização artística, diversidade cultural e acessibilidade, ao incluir intérpretes de Libras na programação oficial.

(Maria Clara)

Quando a cidade silencia: a despedida de Márcia Reis aos 52 anos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de pesar neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, com a confirmação do falecimento de Márcia Reis, aos 52 anos. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, mobilizando familiares, amigos e conhecidos, e trazendo à tona sentimentos de consternação e solidariedade.

De acordo com informações apuradas, Márcia Reis era uma presença reconhecida em seus círculos de convivência, deixando lembranças marcadas pelo afeto e pela proximidade com aqueles que compartilharam momentos de sua trajetória. Sua morte gerou grande comoção, refletida nas inúmeras manifestações de apoio à família desde as primeiras horas após a divulgação do ocorrido.

O rito de despedida foi definido pelos familiares. O velório teve início às 22 horas deste sábado, na Rua da Constelação, nº 66, no bairro Alto Maron, em frente à Igreja Guarda de Israel. O local tem recebido pessoas que buscam prestar as últimas homenagens e expressar condolências aos familiares.

Em momentos como este, a cidade se une em respeito e silêncio, reconhecendo a importância da memória e da dignidade da despedida. O falecimento de Márcia Reis marca este fim de semana com um sentimento coletivo de luto, reforçando os laços de empatia e solidariedade que emergem diante da perda.

(Maria Clara)

Quando a cidade silencia: a despedida de Márcia Reis aos 52 anos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de pesar neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, com a confirmação do falecimento de Márcia Reis, aos 52 anos. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade, mobilizando familiares, amigos e conhecidos, e trazendo à tona sentimentos de consternação e solidariedade.

De acordo com informações apuradas, Márcia Reis era uma presença reconhecida em seus círculos de convivência, deixando lembranças marcadas pelo afeto e pela proximidade com aqueles que compartilharam momentos de sua trajetória. Sua morte gerou grande comoção, refletida nas inúmeras manifestações de apoio à família desde as primeiras horas após a divulgação do ocorrido.

O rito de despedida foi definido pelos familiares. O velório teve início às 22 horas deste sábado, na Rua da Constelação, nº 66, no bairro Alto Maron, em frente à Igreja Guarda de Israel. O local tem recebido pessoas que buscam prestar as últimas homenagens e expressar condolências aos familiares.

Em momentos como este, a cidade se une em respeito e silêncio, reconhecendo a importância da memória e da dignidade da despedida. O falecimento de Márcia Reis marca este fim de semana com um sentimento coletivo de luto, reforçando os laços de empatia e solidariedade que emergem diante da perda.

(Maria Clara)

Uma curva, uma vida por um fio: o que se sabe sobre o atropelamento que paralisou a rodovia em Barra do Choça

Um grave atropelamento envolvendo um automóvel e uma bicicleta mobilizou equipes de resgate e segurança pública na rodovia de acesso ao Povoado Boa Vista, em Barra do Choça, trecho conhecido como “Curva da Morte”. O acidente deixou um ciclista de 50 anos em estado gravíssimo e reacendeu o alerta para a periculosidade da via e os riscos associados à condução imprudente.

De acordo com informações apuradas, a vítima sofreu politraumatismo severo, com fraturas na perna, no braço e na maxila, além de perfuração no pulmão e traumatismo craniano. O ciclista recebeu atendimento inicial por uma equipe de ambulância e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Barra do Choça. Diante da gravidade do quadro clínico, houve necessidade de estabilização e posterior transferência para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), após a chegada de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. O paciente permanece internado sob cuidados intensivos.

No local do acidente, equipes da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) realizaram o registro da ocorrência, o controle do tráfego — que ficou lento durante o atendimento — e os procedimentos periciais. Informações preliminares indicam que o condutor do veículo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do fato serão apuradas pelas autoridades competentes.

O episódio destaca, mais uma vez, a combinação de fatores que elevam o risco nas rodovias: trechos conhecidos pela alta incidência de acidentes, ausência de habilitação e suspeita de consumo de álcool ao volante. As investigações seguem em andamento para esclarecer responsabilidades e eventuais medidas legais cabíveis.

(Maria Clara)

Uma curva, uma vida por um fio: o que se sabe sobre o atropelamento que paralisou a rodovia em Barra do Choça

Um grave atropelamento envolvendo um automóvel e uma bicicleta mobilizou equipes de resgate e segurança pública na rodovia de acesso ao Povoado Boa Vista, em Barra do Choça, trecho conhecido como “Curva da Morte”. O acidente deixou um ciclista de 50 anos em estado gravíssimo e reacendeu o alerta para a periculosidade da via e os riscos associados à condução imprudente.

De acordo com informações apuradas, a vítima sofreu politraumatismo severo, com fraturas na perna, no braço e na maxila, além de perfuração no pulmão e traumatismo craniano. O ciclista recebeu atendimento inicial por uma equipe de ambulância e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Barra do Choça. Diante da gravidade do quadro clínico, houve necessidade de estabilização e posterior transferência para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), após a chegada de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. O paciente permanece internado sob cuidados intensivos.

No local do acidente, equipes da Guarda Municipal e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) realizaram o registro da ocorrência, o controle do tráfego — que ficou lento durante o atendimento — e os procedimentos periciais. Informações preliminares indicam que o condutor do veículo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e teria ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do fato serão apuradas pelas autoridades competentes.

O episódio destaca, mais uma vez, a combinação de fatores que elevam o risco nas rodovias: trechos conhecidos pela alta incidência de acidentes, ausência de habilitação e suspeita de consumo de álcool ao volante. As investigações seguem em andamento para esclarecer responsabilidades e eventuais medidas legais cabíveis.

(Maria Clara)

A Corrida Contra a Chuva: O Que Está Sendo Feito para Evitar Novos Alagamentos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista entrou em estado de atenção após as fortes chuvas registradas na última quinta-feira (5). Diante do volume elevado de precipitações e dos riscos associados ao acúmulo de água em áreas urbanas sensíveis, a Prefeitura Municipal intensificou ações de limpeza, drenagem e contenção preventiva em pontos considerados críticos da cidade.

Uma das frentes de trabalho foi concentrada no bairro Alto Maron, onde a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) iniciou, ainda na manhã de sexta-feira (6), uma operação de grande porte no canal do loteamento Santa Cecília. Com o auxílio de uma retroescavadeira, equipes realizaram a retirada de grande quantidade de terra e areia acumuladas no leito do canal, além da remoção de lixo e entulho retidos nas grades de contenção.

 

O objetivo da ação é garantir o pleno escoamento das águas pluviais, reduzindo o risco de transbordamentos em caso de novos temporais. Segundo a administração municipal, a desobstrução do sistema de drenagem é uma medida essencial para minimizar impactos imediatos causados pelas chuvas intensas, especialmente em áreas historicamente vulneráveis.

Paralelamente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) atua na Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das principais vias da cidade. No local, foi executada uma contenção preventiva com a instalação de blocos e sinalização com telas, criando uma estrutura temporária destinada a desviar o fluxo das águas da chuva.

De acordo com a Seinfra, a medida busca evitar que a força da água continue provocando erosão no talude — a encosta que sustenta a avenida. A contenção funciona como uma solução paliativa, necessária para preservar a integridade da via até que seja possível realizar uma intervenção de engenharia definitiva.

O Governo Municipal informou que as equipes seguem em alerta permanente, monitorando áreas de risco e prontas para novas intervenções, caso as condições climáticas se agravem. As ações fazem parte de um conjunto de medidas emergenciais voltadas à preservação da infraestrutura urbana e à redução de danos causados por eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)

A Corrida Contra a Chuva: O Que Está Sendo Feito para Evitar Novos Alagamentos em Vitória da Conquista

Vitória da Conquista entrou em estado de atenção após as fortes chuvas registradas na última quinta-feira (5). Diante do volume elevado de precipitações e dos riscos associados ao acúmulo de água em áreas urbanas sensíveis, a Prefeitura Municipal intensificou ações de limpeza, drenagem e contenção preventiva em pontos considerados críticos da cidade.

Uma das frentes de trabalho foi concentrada no bairro Alto Maron, onde a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep) iniciou, ainda na manhã de sexta-feira (6), uma operação de grande porte no canal do loteamento Santa Cecília. Com o auxílio de uma retroescavadeira, equipes realizaram a retirada de grande quantidade de terra e areia acumuladas no leito do canal, além da remoção de lixo e entulho retidos nas grades de contenção.

 

O objetivo da ação é garantir o pleno escoamento das águas pluviais, reduzindo o risco de transbordamentos em caso de novos temporais. Segundo a administração municipal, a desobstrução do sistema de drenagem é uma medida essencial para minimizar impactos imediatos causados pelas chuvas intensas, especialmente em áreas historicamente vulneráveis.

Paralelamente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) atua na Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das principais vias da cidade. No local, foi executada uma contenção preventiva com a instalação de blocos e sinalização com telas, criando uma estrutura temporária destinada a desviar o fluxo das águas da chuva.

De acordo com a Seinfra, a medida busca evitar que a força da água continue provocando erosão no talude — a encosta que sustenta a avenida. A contenção funciona como uma solução paliativa, necessária para preservar a integridade da via até que seja possível realizar uma intervenção de engenharia definitiva.

O Governo Municipal informou que as equipes seguem em alerta permanente, monitorando áreas de risco e prontas para novas intervenções, caso as condições climáticas se agravem. As ações fazem parte de um conjunto de medidas emergenciais voltadas à preservação da infraestrutura urbana e à redução de danos causados por eventos climáticos extremos.

(Maria Clara)