Política e Resenha

Novo ciclo de lideranças políticas na Bahia: da força do PT a um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues

A política baiana tem mostrado, nas últimas décadas, uma capacidade constante de renovação dentro do grupo que governa o estado desde 2007. Em 2014, quando o então governador Jaques Wagner se preparava para deixar o cargo, muitos petistas apostavam no nome de Walter Pinheiro para a sucessão. Wagner, no entanto, preferiu apostar em um quadro novo: Rui Costa, então secretário da Casa Civil. A escolha surpreendeu, mas Rui venceu no primeiro turno com mais de um milhão de votos de vantagem e, em 2018, garantiu a reeleição com ampla margem, praticamente em um “W.O.” político.

Quando chegou a vez de Rui Costa deixar o governo, o cenário se repetiu. O grupo chegou a cogitar o retorno de Jaques Wagner, mas o próprio ex-governador recusou. Coube a Rui indicar um nome ainda menos conhecido: Jerônimo Rodrigues, então secretário de Educação. A aposta, vista como ousada, quase levou Jerônimo à vitória já no primeiro turno de 2022 e, no segundo, ele derrotou ACM Neto, consolidando a força do PT no estado.

Agora, com Jerônimo bem encaminhado para buscar a reeleição em 2026 — e favorito, segundo avaliações de bastidores —, as conversas sobre o futuro já começaram. Entre os nomes que despontam, ganha destaque o de Adholfo Loyola, ex-chefe de gabinete e atual secretário de Relações Institucionais, pasta considerada estratégica no governo. Jovem e próximo do governador, Loyola tem circulado com cada vez mais frequência nos bastidores e nos holofotes da política baiana, sendo apontado como um possível sucessor de Jerônimo Rodrigues no próximo ciclo.

A história recente da Bahia mostra que apostas em nomes “fora da curva” podem se transformar em vitórias expressivas. Se a tendência se mantiver, Adholfo Loyola pode se tornar mais um capítulo dessa tradição de renovação e surpresa na política estadual.