Artigo de opinião | Política baiana

Otto Alencar transforma o PSD baiano em força nacional
As urnas de 2026 confirmaram a capacidade de organização do partido, preservaram suas bancadas e ampliaram a votação do PSD nas disputas proporcionais.
A liderança do senador Otto Alencar à frente do PSD da Bahia deixou de ser apenas uma avaliação interna do partido ou uma percepção recorrente nos bastidores da política baiana. As urnas de 2026 deram dimensão concreta a essa liderança. O desempenho eleitoral do PSD no estado confirmou a capacidade de organização da legenda, preservou suas bancadas e ampliou a votação nas duas principais disputas proporcionais.
O partido elegeu seis deputados federais e nove estaduais, mantendo a representação conquistada anteriormente e demonstrando que continua plenamente competitivo em um cenário marcado pela pulverização partidária e pela disputa cada vez mais acirrada por espaço político. Na Câmara dos Deputados, a Bahia divide com São Paulo a condição de estado com a maior representação eleita pelo PSD.
“O partido preservou posições e, ao mesmo tempo, ampliou sua votação, sinalizando vitalidade eleitoral e capilaridade política.”
Uma força eleitoral que se preserva e cresce
Os números ajudam a explicar a força desse resultado. De acordo com levantamento realizado com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral, o PSD alcançou 1.190.436 votos para deputado federal, crescimento de 4,29% em relação a 2022. Na disputa para deputado estadual, foram 1.123.436 votos, avanço de 1,21%. Não se trata apenas de uma manutenção burocrática de bancadas. O partido preservou posições e, ao mesmo tempo, ampliou sua votação, sinalizando vitalidade eleitoral e capilaridade política.
Em uma Bahia na qual as alianças são decisivas, a organização partidária não pode ser subestimada. Uma legenda que consegue eleger seis representantes para a Câmara e nove para a Assembleia Legislativa, mantendo sua presença institucional e elevando o número de votos, demonstra que dispõe de estrutura, lideranças regionais e capacidade de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
A liderança que organiza o partido
É nesse ponto que a atuação de Otto Alencar ganha especial relevância. O senador não exerce a presidência do PSD baiano apenas como função administrativa. Sua liderança tem sido construída pela capacidade de articulação, pela previsibilidade de suas posições e pela manutenção de compromissos políticos. Em uma atividade frequentemente marcada por mudanças bruscas de rota, Otto consolidou a imagem de dirigente que ouve, coordena e conduz.
A reeleição de Antônio Brito, com mais de 205 mil votos — a maior votação obtida pelo PSD para a Câmara na Bahia — reforça esse diagnóstico. Mais do que renovar o mandato, Brito foi reconduzido à liderança da bancada nacional do partido para 2027, pelo sétimo ano consecutivo. É uma demonstração de prestígio individual, mas também representa o reconhecimento da força política construída pelo PSD baiano no plano nacional.
“Otto tem conduzido muito bem o PSD da Bahia e é um homem de palavra e compromisso.”
— Antônio Brito
Ao avaliar a organização partidária, Antônio Brito foi direto ao atribuir ao senador papel central nesse processo. A declaração, vinda de um parlamentar que ocupa há anos uma posição estratégica na Câmara, revela que a liderança do senador transcende a formalidade partidária. Ela se sustenta na confiança de quem participa cotidianamente das decisões e conhece os desafios da política nacional.
O timoneiro do PSD baiano
Na Assembleia Legislativa, a avaliação segue a mesma direção. Alex da Piatã, reeleito e líder do PSD na Casa, ressaltou que o senador “segue como nosso líder e timoneiro do PSD”. A imagem do timoneiro é especialmente adequada: em uma embarcação política sujeita a ventos fortes, mudanças de correnteza e disputas internas, cabe ao comandante manter o rumo sem ignorar a realidade ao redor.
Os resultados de 2026 mostram que Otto Alencar conseguiu fazer exatamente isso. Preservou a unidade possível, fortaleceu a bancada e manteve o PSD baiano entre os principais polos eleitorais do partido no país. A Bahia, ao lado de São Paulo, tornou-se uma das bases mais relevantes da legenda na Câmara dos Deputados, o que amplia o peso das decisões tomadas pelos seus dirigentes estaduais.
A política, evidentemente, não se resume a números. Votos não eliminam divergências, bancadas não garantem unanimidade e lideranças precisam ser renovadas permanentemente pela capacidade de produzir resultados. Mas os números de 2026 oferecem uma resposta objetiva a qualquer dúvida sobre a solidez do PSD baiano: o partido não apenas sobreviveu à disputa; saiu dela fortalecido.
A liderança de Otto Alencar, portanto, chega a um novo patamar. Não é mais apenas a liderança de um senador experiente sobre uma estrutura partidária regional. É a condução de uma das mais importantes forças eleitorais do PSD no Brasil. Ao manter bancadas, ampliar votos e projetar seus quadros nacionalmente, o PSD da Bahia confirma que tem organização, identidade e comando.
E, na política, quando a liderança é reconhecida pelos resultados e reafirmada pelos próprios liderados, o título de timoneiro deixa de ser uma metáfora. Torna-se uma constatação das urnas.




