
Após jornadas pastorais intensas e muitas celebrações dominicais, o presbítero pode experimentar cansaço profundo, solidão e carência afetiva. Nesse terreno frágil e fértil, surgem perigos silenciosos e nocivos aos Ministros ordenados. Um delas são as redes sociais, que quando usadas sem vigilância, podem oferecer uma falsa sensação de acolhimento e reconhecimento, levando a exposições imprudentes e vínculos superficiais. Do mesmo modo, o álcool pode parecer um alívio imediato para a tensão acumulada, mas facilmente se transforma em fuga, enfraquecendo a lucidez, a disciplina interior, o senso moral e o testemunho sacerdotal.
É justamente nesses momentos que o presbítero é chamado a redobrar o cuidado consigo mesmo, buscando descanso saudável, oração sincera, a companhia fraterna e diálogo verdadeiro com os irmãos de ministério. Cuidar do coração cansado é também um ato de fidelidade à vocação, pois quem cuida da própria vida espiritual e humana permanece mais livre para servir com alegria, integridade e fidelidade.
As armadilhas na vida sacerdotal, geralmente são montadas pelos próprios sacerdotes que fogem da fraternidade presbiteral e estabelecem amizades com figuras que nunca vão compreender as alegrias e as dores da vocação sacerdotal.
Uma opção fundamental para um sacerdócio saudável, é manter a unidade, o acolhimento e a comunhão fraterna no meio eclesial. O presbitério deve ser um ambiente da vivência fraterna, onde não pode imperar a rivalidade, a intolerância e o carreirismo. Devemos recordar que na Igreja, PODER, é simplesmente, possibilidade de SERVIR.
Pe. Ariosvaldo de Jesus Aragão




