Política e Resenha

QUANDO A AMEAÇA VIRA MÉTODO E A LEI É DESAFIADA

(Padre Carlos)

Não há mais espaço para ambiguidades. O que Daniel Vorcaro faz não é desabafo, nem reação emocional a um governo que lhe virou as costas. É ameaça clara, calculada e politicamente orientada. Vorcaro não apenas demonstra irritação com Lula — ele tenta impor medo ao presidente da República e ao próprio Estado brasileiro, insinuando que pode desestabilizar o governo se seus interesses não forem preservados.

Em conversas com interlocutores, o ex-banqueiro deixa explícito que possui informações capazes de constranger o núcleo do poder. Não fala em hipótese, fala em método. Afirma ter “pílulas”, fatos e conexões suficientes para arrastar o PT para dentro do escândalo do Banco Master. Trata-se de uma lógica perversa: se for pressionado, ele pressiona; se for investigado, ele ameaça revelar. É a velha chantagem travestida de “bastidores”.

Mais grave ainda é o jogo duplo que Vorcaro joga com habilidade. Enquanto aponta o dedo para o governo, faz questão de proteger o Centrão. Não por acaso. Ele sabe onde pisa, quem pode ser atingido e quem deve ser preservado. Ao afirmar que não tem interesse em delação premiada, Vorcaro envia um recado nítido: não pretende colaborar com a Justiça, mas sim negociar politicamente o silêncio. É a lógica do poder informal, onde a lei é tratada como variável e não como princípio.

Mas o ponto central não é apenas quem encontrou quem, ou quem indicou quem. O coração desse conflito está no medo da regulação do mercado financeiro. O caso Banco Master precisa ser abafado porque ele toca numa ferida estrutural: a necessidade urgente de impor regras mais duras ao sistema financeiro, algo que o ministro Fernando Haddad já sinalizou publicamente. Regular significa limitar ganhos fáceis, cortar excessos e enfrentar interesses poderosíssimos que prosperam justamente na ausência de controle.

É por isso que Vorcaro reage com tanta virulência. Não se trata apenas de sua liberdade pessoal, mas de um modelo de acumulação que se sente ameaçado. Homens como ele se acostumaram a operar acima da lei, protegidos por relações políticas, técnicas e institucionais. Quando o Estado ensaia reagir, a resposta vem em forma de intimidação: dossiês, vazamentos seletivos, ameaças de crise política.

A democracia não pode aceitar esse tipo de chantagem. Nenhum banqueiro, empresário ou operador financeiro está acima da lei. Quando alguém acredita que pode desestabilizar um governo eleito para escapar da Justiça, o problema deixa de ser individual e passa a ser institucional. A resposta do Estado precisa ser firme, inequívoca e exemplar.

Se há crimes, que se investigue. Se há provas, que se processe. Se há culpados, que se prendam — sejam eles quem forem, por mais poderosos que se julguem. A lei não pode se ajoelhar diante do dinheiro, nem a política pode se curvar à ameaça.

O Brasil só será um país sério quando homens que se acham acima da lei descobrirem, da forma mais dura possível, que ninguém está acima do Estado de Direito. Tudo o resto é encenação.

 

QUANDO A AMEAÇA VIRA MÉTODO E A LEI É DESAFIADA

(Padre Carlos)

Não há mais espaço para ambiguidades. O que Daniel Vorcaro faz não é desabafo, nem reação emocional a um governo que lhe virou as costas. É ameaça clara, calculada e politicamente orientada. Vorcaro não apenas demonstra irritação com Lula — ele tenta impor medo ao presidente da República e ao próprio Estado brasileiro, insinuando que pode desestabilizar o governo se seus interesses não forem preservados.

Em conversas com interlocutores, o ex-banqueiro deixa explícito que possui informações capazes de constranger o núcleo do poder. Não fala em hipótese, fala em método. Afirma ter “pílulas”, fatos e conexões suficientes para arrastar o PT para dentro do escândalo do Banco Master. Trata-se de uma lógica perversa: se for pressionado, ele pressiona; se for investigado, ele ameaça revelar. É a velha chantagem travestida de “bastidores”.

Mais grave ainda é o jogo duplo que Vorcaro joga com habilidade. Enquanto aponta o dedo para o governo, faz questão de proteger o Centrão. Não por acaso. Ele sabe onde pisa, quem pode ser atingido e quem deve ser preservado. Ao afirmar que não tem interesse em delação premiada, Vorcaro envia um recado nítido: não pretende colaborar com a Justiça, mas sim negociar politicamente o silêncio. É a lógica do poder informal, onde a lei é tratada como variável e não como princípio.

Mas o ponto central não é apenas quem encontrou quem, ou quem indicou quem. O coração desse conflito está no medo da regulação do mercado financeiro. O caso Banco Master precisa ser abafado porque ele toca numa ferida estrutural: a necessidade urgente de impor regras mais duras ao sistema financeiro, algo que o ministro Fernando Haddad já sinalizou publicamente. Regular significa limitar ganhos fáceis, cortar excessos e enfrentar interesses poderosíssimos que prosperam justamente na ausência de controle.

É por isso que Vorcaro reage com tanta virulência. Não se trata apenas de sua liberdade pessoal, mas de um modelo de acumulação que se sente ameaçado. Homens como ele se acostumaram a operar acima da lei, protegidos por relações políticas, técnicas e institucionais. Quando o Estado ensaia reagir, a resposta vem em forma de intimidação: dossiês, vazamentos seletivos, ameaças de crise política.

A democracia não pode aceitar esse tipo de chantagem. Nenhum banqueiro, empresário ou operador financeiro está acima da lei. Quando alguém acredita que pode desestabilizar um governo eleito para escapar da Justiça, o problema deixa de ser individual e passa a ser institucional. A resposta do Estado precisa ser firme, inequívoca e exemplar.

Se há crimes, que se investigue. Se há provas, que se processe. Se há culpados, que se prendam — sejam eles quem forem, por mais poderosos que se julguem. A lei não pode se ajoelhar diante do dinheiro, nem a política pode se curvar à ameaça.

O Brasil só será um país sério quando homens que se acham acima da lei descobrirem, da forma mais dura possível, que ninguém está acima do Estado de Direito. Tudo o resto é encenação.

 

Tragédia em Barra do Choça: comunidade se despede de mãe e filha em intervalo de quatro dias

O Distrito de Barra Nova, em Barra do Choça, vive dias de comoção após a morte de mãe e filha em um intervalo de apenas quatro dias. A sucessão de perdas abalou familiares, amigos e vizinhos, transformando o luto privado em um sentimento coletivo de consternação.

O primeiro falecimento foi o de Maria dos Santos Cardoso, aos 60 anos. Moradora conhecida e respeitada na comunidade, Maria era lembrada pelo cuidado dedicado à família e pela convivência próxima com os moradores do distrito. Sua morte mobilizou parentes e amigos em despedidas marcadas por homenagens e manifestações de solidariedade.

Enquanto a comunidade ainda assimilava a ausência da matriarca, uma nova notícia agravou o clima de tristeza. No dia 4 de fevereiro, faleceu Maides Silva Cardoso, filha de Maria, aos 23 anos. Cadeirante, a jovem era reconhecida pela postura serena e pela forma como enfrentava as limitações físicas do dia a dia. Pessoas próximas destacam sua doçura e a relação de afeto intenso com a mãe, o que tornou a sequência dos acontecimentos ainda mais impactante.

A proximidade temporal entre os dois óbitos gerou ampla mobilização em Barra Nova. Correntes de oração, mensagens de apoio e homenagens póstumas passaram a circular, refletindo o vínculo das duas com a comunidade local. O sentimento predominante é de incredulidade diante de uma perda dupla tão repentina.

Neste momento, moradores e lideranças comunitárias têm se unido para oferecer apoio aos familiares, reforçando laços de solidariedade e respeito. As histórias de Maria dos Santos Cardoso e de Maides Silva Cardoso permanecem entrelaçadas na memória do distrito, marcadas por uma despedida que comoveu Barra do Choça e evidenciou a força da união comunitária diante da dor.

(Maria Clara)

Tragédia em Barra do Choça: comunidade se despede de mãe e filha em intervalo de quatro dias

O Distrito de Barra Nova, em Barra do Choça, vive dias de comoção após a morte de mãe e filha em um intervalo de apenas quatro dias. A sucessão de perdas abalou familiares, amigos e vizinhos, transformando o luto privado em um sentimento coletivo de consternação.

O primeiro falecimento foi o de Maria dos Santos Cardoso, aos 60 anos. Moradora conhecida e respeitada na comunidade, Maria era lembrada pelo cuidado dedicado à família e pela convivência próxima com os moradores do distrito. Sua morte mobilizou parentes e amigos em despedidas marcadas por homenagens e manifestações de solidariedade.

Enquanto a comunidade ainda assimilava a ausência da matriarca, uma nova notícia agravou o clima de tristeza. No dia 4 de fevereiro, faleceu Maides Silva Cardoso, filha de Maria, aos 23 anos. Cadeirante, a jovem era reconhecida pela postura serena e pela forma como enfrentava as limitações físicas do dia a dia. Pessoas próximas destacam sua doçura e a relação de afeto intenso com a mãe, o que tornou a sequência dos acontecimentos ainda mais impactante.

A proximidade temporal entre os dois óbitos gerou ampla mobilização em Barra Nova. Correntes de oração, mensagens de apoio e homenagens póstumas passaram a circular, refletindo o vínculo das duas com a comunidade local. O sentimento predominante é de incredulidade diante de uma perda dupla tão repentina.

Neste momento, moradores e lideranças comunitárias têm se unido para oferecer apoio aos familiares, reforçando laços de solidariedade e respeito. As histórias de Maria dos Santos Cardoso e de Maides Silva Cardoso permanecem entrelaçadas na memória do distrito, marcadas por uma despedida que comoveu Barra do Choça e evidenciou a força da união comunitária diante da dor.

(Maria Clara)

Duas mortes e muitas perguntas: capotamento fatal na BR-116 paralisa trecho de Vitória da Conquista

A tarde desta quarta-feira (4) foi marcada por uma ocorrência grave na BR-116, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Um capotamento registrado nas proximidades do trecho conhecido como Tabuleiro da Baiana resultou na morte de duas pessoas e provocou impacto imediato no fluxo da rodovia, além de mobilizar equipes de emergência e segurança pública.

De acordo com informações preliminares, o veículo envolvido perdeu o controle e saiu da pista por razões que ainda não foram oficialmente esclarecidas. A dinâmica do acidente será analisada pela perícia técnica, responsável por levantar dados que possam indicar fatores como condições da via, do veículo e eventuais circunstâncias externas. A força do impacto foi suficiente para causar o óbito dos ocupantes antes da chegada do socorro.

A resposta das autoridades ocorreu de forma coordenada. A Polícia Rodoviária Federal isolou a área e organizou o tráfego para reduzir riscos adicionais aos motoristas que passavam pelo local. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmaram as mortes, enquanto o Departamento de Polícia Técnica iniciou os procedimentos periciais e a remoção dos corpos para o Instituto Médico Legal. Até o fechamento desta atualização, não havia divulgação oficial das identidades das vítimas.

Casos como este reforçam a importância do acompanhamento rigoroso das investigações para a compreensão das causas e a adoção de medidas preventivas. A BR-116 é um dos principais corredores rodoviários do país, com intenso fluxo diário, e episódios dessa natureza chamam atenção para a necessidade permanente de segurança viária, fiscalização e manutenção adequada das estradas.

As apurações seguem em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades competentes conforme a conclusão dos laudos técnicos.

(Maria Clara)

Duas mortes e muitas perguntas: capotamento fatal na BR-116 paralisa trecho de Vitória da Conquista

A tarde desta quarta-feira (4) foi marcada por uma ocorrência grave na BR-116, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Um capotamento registrado nas proximidades do trecho conhecido como Tabuleiro da Baiana resultou na morte de duas pessoas e provocou impacto imediato no fluxo da rodovia, além de mobilizar equipes de emergência e segurança pública.

De acordo com informações preliminares, o veículo envolvido perdeu o controle e saiu da pista por razões que ainda não foram oficialmente esclarecidas. A dinâmica do acidente será analisada pela perícia técnica, responsável por levantar dados que possam indicar fatores como condições da via, do veículo e eventuais circunstâncias externas. A força do impacto foi suficiente para causar o óbito dos ocupantes antes da chegada do socorro.

A resposta das autoridades ocorreu de forma coordenada. A Polícia Rodoviária Federal isolou a área e organizou o tráfego para reduzir riscos adicionais aos motoristas que passavam pelo local. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmaram as mortes, enquanto o Departamento de Polícia Técnica iniciou os procedimentos periciais e a remoção dos corpos para o Instituto Médico Legal. Até o fechamento desta atualização, não havia divulgação oficial das identidades das vítimas.

Casos como este reforçam a importância do acompanhamento rigoroso das investigações para a compreensão das causas e a adoção de medidas preventivas. A BR-116 é um dos principais corredores rodoviários do país, com intenso fluxo diário, e episódios dessa natureza chamam atenção para a necessidade permanente de segurança viária, fiscalização e manutenção adequada das estradas.

As apurações seguem em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades competentes conforme a conclusão dos laudos técnicos.

(Maria Clara)

Depois de Dois Séculos, um Nome Quebra o Silêncio: a Promoção que Redesenha o Topo da PM da Bahia

A Polícia Militar da Bahia viveu, nesta terça-feira (3), um momento de relevância institucional com a oficialização da promoção de 130 oficiais pelo governador Jerônimo Rodrigues. Entre os promovidos, sete alcançaram o posto de coronel, a mais alta patente da corporação, em um ato que reforça a política de valorização e recomposição dos quadros da segurança pública estadual.

O principal destaque da lista foi a promoção de Ivana Teixeira, que se tornou a primeira mulher a atingir o posto de coronel nos 200 anos de existência da PM baiana. Até então tenente-coronel, Ivana integra o Departamento de Saúde da instituição e classificou a conquista como um marco coletivo, associado ao trabalho de diferentes gerações de policiais e à ampliação de oportunidades dentro da corporação.

Durante a solenidade, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que as promoções representam reconhecimento ao desempenho dos oficiais e reiterou a confiança do governo na Polícia Militar. Segundo ele, a ascensão aos novos postos vem acompanhada de responsabilidade e compromisso com a missão institucional da PMBA.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Magalhães, destacou que as promoções fazem parte de um conjunto de ações do Governo do Estado voltadas à valorização da tropa e ao fortalecimento da segurança pública. Já o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que a medida contribui para recompor o quadro de oficiais e reafirma o compromisso da gestão estadual com a corporação bicentenária.

As promoções, além de atenderem a critérios legais e administrativos, marcam um capítulo simbólico na história da PM da Bahia, ao registrar a presença feminina no mais alto nível da hierarquia da instituição, em um contexto de mudanças graduais no perfil das forças de segurança do país.

(Maria Clara)

Depois de Dois Séculos, um Nome Quebra o Silêncio: a Promoção que Redesenha o Topo da PM da Bahia

A Polícia Militar da Bahia viveu, nesta terça-feira (3), um momento de relevância institucional com a oficialização da promoção de 130 oficiais pelo governador Jerônimo Rodrigues. Entre os promovidos, sete alcançaram o posto de coronel, a mais alta patente da corporação, em um ato que reforça a política de valorização e recomposição dos quadros da segurança pública estadual.

O principal destaque da lista foi a promoção de Ivana Teixeira, que se tornou a primeira mulher a atingir o posto de coronel nos 200 anos de existência da PM baiana. Até então tenente-coronel, Ivana integra o Departamento de Saúde da instituição e classificou a conquista como um marco coletivo, associado ao trabalho de diferentes gerações de policiais e à ampliação de oportunidades dentro da corporação.

Durante a solenidade, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que as promoções representam reconhecimento ao desempenho dos oficiais e reiterou a confiança do governo na Polícia Militar. Segundo ele, a ascensão aos novos postos vem acompanhada de responsabilidade e compromisso com a missão institucional da PMBA.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Magalhães, destacou que as promoções fazem parte de um conjunto de ações do Governo do Estado voltadas à valorização da tropa e ao fortalecimento da segurança pública. Já o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que a medida contribui para recompor o quadro de oficiais e reafirma o compromisso da gestão estadual com a corporação bicentenária.

As promoções, além de atenderem a critérios legais e administrativos, marcam um capítulo simbólico na história da PM da Bahia, ao registrar a presença feminina no mais alto nível da hierarquia da instituição, em um contexto de mudanças graduais no perfil das forças de segurança do país.

(Maria Clara)

O que realmente aconteceu na curva da BA-263? Acidente com caminhão da Teiú chama atenção no Sudoeste baiano

O tráfego na BA-263, uma das rodovias mais importantes do Sudoeste da Bahia, foi afetado na manhã desta quinta-feira (5) após um acidente envolvendo um caminhão baú e um automóvel de passeio. A ocorrência foi registrada no trecho que liga Itambé a Vitória da Conquista, a cerca de quatro quilômetros da saída do município, em um ponto conhecido pelas curvas sinuosas.

Imagens gravadas por um motorista que passava pelo local pouco depois do ocorrido mostram o caminhão baú da empresa Teiú fora da pista, tombado na vegetação às margens da rodovia. O vídeo rapidamente circulou em grupos de mensagens e redes sociais, despertando a atenção de condutores que utilizam a via com frequência.

De acordo com informações apuradas pelo Blog do Marcelo, o acidente teria ocorrido após uma colisão entre o veículo de carga e um carro de passeio. Com o impacto, o caminhão perdeu o controle da direção, saiu do acostamento e acabou tombando logo após contornar uma curva do trecho. Até o momento, não há confirmação oficial sobre feridos nem detalhes sobre o estado de saúde dos ocupantes dos veículos envolvidos.

A BA-263 é considerada estratégica para o escoamento de mercadorias e para o deslocamento entre municípios da região, o que faz com que qualquer interrupção ou acidente gere reflexos imediatos no trânsito. Motoristas que trafegavam pelo local nas primeiras horas da manhã relataram lentidão e atenção redobrada ao passar pela área.

As circunstâncias exatas do acidente ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes, que devem avaliar fatores como condições da pista, sinalização e dinâmica da colisão. Enquanto isso, o caso reacende o debate sobre segurança viária em trechos de curvas acentuadas e o cuidado necessário no compartilhamento da rodovia entre veículos leves e de grande porte.

(Maria Clara)

O que realmente aconteceu na curva da BA-263? Acidente com caminhão da Teiú chama atenção no Sudoeste baiano

O tráfego na BA-263, uma das rodovias mais importantes do Sudoeste da Bahia, foi afetado na manhã desta quinta-feira (5) após um acidente envolvendo um caminhão baú e um automóvel de passeio. A ocorrência foi registrada no trecho que liga Itambé a Vitória da Conquista, a cerca de quatro quilômetros da saída do município, em um ponto conhecido pelas curvas sinuosas.

Imagens gravadas por um motorista que passava pelo local pouco depois do ocorrido mostram o caminhão baú da empresa Teiú fora da pista, tombado na vegetação às margens da rodovia. O vídeo rapidamente circulou em grupos de mensagens e redes sociais, despertando a atenção de condutores que utilizam a via com frequência.

De acordo com informações apuradas pelo Blog do Marcelo, o acidente teria ocorrido após uma colisão entre o veículo de carga e um carro de passeio. Com o impacto, o caminhão perdeu o controle da direção, saiu do acostamento e acabou tombando logo após contornar uma curva do trecho. Até o momento, não há confirmação oficial sobre feridos nem detalhes sobre o estado de saúde dos ocupantes dos veículos envolvidos.

A BA-263 é considerada estratégica para o escoamento de mercadorias e para o deslocamento entre municípios da região, o que faz com que qualquer interrupção ou acidente gere reflexos imediatos no trânsito. Motoristas que trafegavam pelo local nas primeiras horas da manhã relataram lentidão e atenção redobrada ao passar pela área.

As circunstâncias exatas do acidente ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes, que devem avaliar fatores como condições da pista, sinalização e dinâmica da colisão. Enquanto isso, o caso reacende o debate sobre segurança viária em trechos de curvas acentuadas e o cuidado necessário no compartilhamento da rodovia entre veículos leves e de grande porte.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista em Silêncio: Quem Foi Josemar Brito Conti e Como Será a Despedida Que Mobiliza a Cidade

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de consternação nesta quinta-feira (5) com a confirmação do falecimento de Josemar Brito Conti, aos 73 anos. A notícia repercutiu entre familiares, amigos e membros da comunidade local, marcando mais um capítulo de luto para a cidade.

De acordo com informações apuradas, Josemar estava internado em uma unidade hospitalar do município, onde enfrentava um tratamento contra o câncer. Apesar do acompanhamento médico e dos esforços da equipe de saúde, o quadro clínico se agravou, levando ao óbito por causas naturais por volta das 16 horas da última quarta-feira (4).

O velório teve início às 7h desta quinta-feira no Salão Nobre da Pax Nacional, localizado na Rua Olavo Bilac, nº 04, nas proximidades da Capelinha de São Vicente, no Centro da cidade. O local tem recebido familiares e amigos que se reúnem para prestar as últimas homenagens.

O sepultamento está programado para as 15h, no Cemitério da Saudade, tradicional espaço de despedidas em Vitória da Conquista. A expectativa é de que o cortejo fúnebre reúna pessoas próximas e conhecidos, em um momento marcado pela sobriedade e pelo respeito à memória do falecido.

A perda de Josemar Brito Conti reforça o sentimento de solidariedade que costuma unir a comunidade conquistense em momentos de dor, evidenciando a importância dos rituais de despedida como expressão coletiva de luto e homenagem.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista em Silêncio: Quem Foi Josemar Brito Conti e Como Será a Despedida Que Mobiliza a Cidade

Vitória da Conquista amanheceu envolta em um clima de consternação nesta quinta-feira (5) com a confirmação do falecimento de Josemar Brito Conti, aos 73 anos. A notícia repercutiu entre familiares, amigos e membros da comunidade local, marcando mais um capítulo de luto para a cidade.

De acordo com informações apuradas, Josemar estava internado em uma unidade hospitalar do município, onde enfrentava um tratamento contra o câncer. Apesar do acompanhamento médico e dos esforços da equipe de saúde, o quadro clínico se agravou, levando ao óbito por causas naturais por volta das 16 horas da última quarta-feira (4).

O velório teve início às 7h desta quinta-feira no Salão Nobre da Pax Nacional, localizado na Rua Olavo Bilac, nº 04, nas proximidades da Capelinha de São Vicente, no Centro da cidade. O local tem recebido familiares e amigos que se reúnem para prestar as últimas homenagens.

O sepultamento está programado para as 15h, no Cemitério da Saudade, tradicional espaço de despedidas em Vitória da Conquista. A expectativa é de que o cortejo fúnebre reúna pessoas próximas e conhecidos, em um momento marcado pela sobriedade e pelo respeito à memória do falecido.

A perda de Josemar Brito Conti reforça o sentimento de solidariedade que costuma unir a comunidade conquistense em momentos de dor, evidenciando a importância dos rituais de despedida como expressão coletiva de luto e homenagem.

(Maria Clara)

Para Onde Vai o Pronto-Socorro Pediátrico? Santa Casa Anuncia Mudança que Afeta Atendimentos Particulares e por Convênio

A Santa Casa de Misericórdia comunicou oficialmente que o Pronto-Socorro Pediátrico destinado a atendimentos particulares e por convênios passará a funcionar em um novo endereço a partir do dia 08 de fevereiro de 2026. O serviço será transferido para a Otávio Santos, unidade que anteriormente abrigava o Hospital Andro Unimed.

De acordo com a instituição, a mudança faz parte de um processo de reorganização da rede assistencial, com o objetivo de proporcionar maior eficiência no atendimento e mais conforto tanto para as crianças quanto para seus acompanhantes. A nova estrutura, segundo a Santa Casa, oferece melhores condições físicas e operacionais para a realização dos atendimentos pediátricos de urgência e emergência.

A instituição reforça que a alteração se aplica exclusivamente ao Pronto-Socorro Pediátrico Particular e Convênio, não havendo, até o momento, informações sobre mudanças em outros setores hospitalares. A Santa Casa orienta pais e responsáveis a ficarem atentos ao novo local para evitar transtornos no momento da busca por atendimento.

Para esclarecimentos adicionais, a Santa Casa de Misericórdia disponibiliza o telefone (77) 3425-9900 como canal oficial de informações.

(Maria Clara)

Para Onde Vai o Pronto-Socorro Pediátrico? Santa Casa Anuncia Mudança que Afeta Atendimentos Particulares e por Convênio

A Santa Casa de Misericórdia comunicou oficialmente que o Pronto-Socorro Pediátrico destinado a atendimentos particulares e por convênios passará a funcionar em um novo endereço a partir do dia 08 de fevereiro de 2026. O serviço será transferido para a Otávio Santos, unidade que anteriormente abrigava o Hospital Andro Unimed.

De acordo com a instituição, a mudança faz parte de um processo de reorganização da rede assistencial, com o objetivo de proporcionar maior eficiência no atendimento e mais conforto tanto para as crianças quanto para seus acompanhantes. A nova estrutura, segundo a Santa Casa, oferece melhores condições físicas e operacionais para a realização dos atendimentos pediátricos de urgência e emergência.

A instituição reforça que a alteração se aplica exclusivamente ao Pronto-Socorro Pediátrico Particular e Convênio, não havendo, até o momento, informações sobre mudanças em outros setores hospitalares. A Santa Casa orienta pais e responsáveis a ficarem atentos ao novo local para evitar transtornos no momento da busca por atendimento.

Para esclarecimentos adicionais, a Santa Casa de Misericórdia disponibiliza o telefone (77) 3425-9900 como canal oficial de informações.

(Maria Clara)

 

 

Entre o Direito e a Dor: quando a Justiça se afasta do lugar da ferida

Há dores que não aprendem a se deslocar. Podem até mudar de endereço — de uma casa para outra, de uma cidade para outra —, mas permanecem fincadas no mesmo ponto do coração. A dor de uma mãe e de um pai que perderam a filha de forma brutal não aceita mapas nem atalhos. Ela mora onde o crime aconteceu, onde a vida foi interrompida, onde a comunidade inteira aprendeu, à força, o significado da palavra luto.

O julgamento do caso Sashira Camilly Cunha, marcado para a próxima terça-feira, dia 10, no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, carrega em si uma tensão que vai além do processo penal. Trata-se de um julgamento juridicamente correto em sua forma — mas profundamente desconfortável em seu sentido social. O desaforamento, instrumento previsto na legislação brasileira, é legal. Mas será justo?

Aqui reside o nó moral que não se desfaz com facilidade.

A dor que não cabe nos autos

Imagine uma mãe acordando todos os dias com a lembrança do quarto vazio. Imagine um pai tentando explicar a ausência com um silêncio que dói mais do que qualquer palavra. Sashira tinha 19 anos. Tinha planos, risos interrompidos, futuros possíveis. O feminicídio que a vitimou, em setembro de 2021, não foi apenas um crime contra uma jovem: foi uma fratura aberta na alma de Vitória da Conquista.

Quando o julgamento se afasta do território onde a violência ocorreu, algo simbólico também se perde. A cidade que chorou, que protestou, que acompanhou cada passo da investigação, é colocada na posição de espectadora distante — quase inconveniente. Como se a dor coletiva precisasse ser contida, neutralizada, silenciada para que o ritual jurídico transcorra sem “interferências”.

Mas a comoção popular não é um ruído indesejável. Ela é parte do fato social.

O direito que protege — e o limite que fere

Do ponto de vista técnico-jurídico, o desaforamento existe para garantir a imparcialidade do júri, protegendo o réu de pressões externas que possam comprometer o julgamento justo. Está previsto no Código de Processo Penal. É um mecanismo legítimo, utilizado em casos de grande repercussão.

Contudo, o Direito não opera no vácuo. Ele respira o ar da realidade social. E aqui surge a pergunta incômoda, mas necessária: a proteção ao réu pode se sobrepor, integralmente, ao direito simbólico da comunidade de julgar um crime que a feriu profundamente?

Transferir o julgamento não apaga a comoção — apenas a desloca. Não elimina o clamor por justiça — apenas o distancia do local onde ele nasceu. E, para a família de Sashira, isso pode soar como mais uma perda: primeiro a filha, depois o território da memória, agora o espaço do julgamento.

A comunidade também é vítima

Vitória da Conquista não é apenas cenário. É parte interessada. Foi ali que o crime aconteceu, ali que o medo se espalhou, ali que mulheres se reconheceram vulneráveis, ali que o debate sobre violência contra a mulher ganhou rostos, nomes e urgência.

Ao retirar o júri da cidade, corre-se o risco de produzir um efeito colateral perverso: a sensação de que a comunidade não é madura o suficiente para lidar com sua própria dor. Como se a indignação coletiva fosse um defeito, e não uma resposta legítima a um ato de barbárie.

Justiça não é apenas sentença. É também percepção de justiça.

Entre a lei e a consciência

Este artigo não defende atropelos processuais. Não clama por vingança. Defende algo mais sutil — e talvez mais difícil: equilíbrio. Defende que a aplicação fria da norma seja acompanhada de sensibilidade institucional. Que o sistema de justiça reconheça que crimes como o feminicídio deixam marcas que ultrapassam os autos e se inscrevem na vida cotidiana das pessoas.

Quando o julgamento acontece longe, a ferida não fecha. Apenas muda de lugar.

Uma conclusão que não consola — mas convoca

O julgamento de Sashira Camilly não diz respeito apenas à culpa ou inocência de Rafael Souza e dos demais acusados. Ele diz respeito ao tipo de sociedade que queremos construir. Uma sociedade que entende a legalidade como fim em si mesma? Ou uma sociedade que busca justiça com humanidade, técnica com empatia, rigor com escuta?

Que o tribunal, em Feira de Santana, faça justiça nos termos da lei. Mas que Vitória da Conquista não seja esquecida. Que a dor da mãe e do pai não seja tratada como detalhe colateral. Que a comunidade saiba: sua indignação não é excesso — é consciência.

Porque, quando a Justiça se afasta demais do lugar da dor, corre o risco de chegar correta… e ainda assim incompleta.

 

 

Entre o Direito e a Dor: quando a Justiça se afasta do lugar da ferida

Há dores que não aprendem a se deslocar. Podem até mudar de endereço — de uma casa para outra, de uma cidade para outra —, mas permanecem fincadas no mesmo ponto do coração. A dor de uma mãe e de um pai que perderam a filha de forma brutal não aceita mapas nem atalhos. Ela mora onde o crime aconteceu, onde a vida foi interrompida, onde a comunidade inteira aprendeu, à força, o significado da palavra luto.

O julgamento do caso Sashira Camilly Cunha, marcado para a próxima terça-feira, dia 10, no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, carrega em si uma tensão que vai além do processo penal. Trata-se de um julgamento juridicamente correto em sua forma — mas profundamente desconfortável em seu sentido social. O desaforamento, instrumento previsto na legislação brasileira, é legal. Mas será justo?

Aqui reside o nó moral que não se desfaz com facilidade.

A dor que não cabe nos autos

Imagine uma mãe acordando todos os dias com a lembrança do quarto vazio. Imagine um pai tentando explicar a ausência com um silêncio que dói mais do que qualquer palavra. Sashira tinha 19 anos. Tinha planos, risos interrompidos, futuros possíveis. O feminicídio que a vitimou, em setembro de 2021, não foi apenas um crime contra uma jovem: foi uma fratura aberta na alma de Vitória da Conquista.

Quando o julgamento se afasta do território onde a violência ocorreu, algo simbólico também se perde. A cidade que chorou, que protestou, que acompanhou cada passo da investigação, é colocada na posição de espectadora distante — quase inconveniente. Como se a dor coletiva precisasse ser contida, neutralizada, silenciada para que o ritual jurídico transcorra sem “interferências”.

Mas a comoção popular não é um ruído indesejável. Ela é parte do fato social.

O direito que protege — e o limite que fere

Do ponto de vista técnico-jurídico, o desaforamento existe para garantir a imparcialidade do júri, protegendo o réu de pressões externas que possam comprometer o julgamento justo. Está previsto no Código de Processo Penal. É um mecanismo legítimo, utilizado em casos de grande repercussão.

Contudo, o Direito não opera no vácuo. Ele respira o ar da realidade social. E aqui surge a pergunta incômoda, mas necessária: a proteção ao réu pode se sobrepor, integralmente, ao direito simbólico da comunidade de julgar um crime que a feriu profundamente?

Transferir o julgamento não apaga a comoção — apenas a desloca. Não elimina o clamor por justiça — apenas o distancia do local onde ele nasceu. E, para a família de Sashira, isso pode soar como mais uma perda: primeiro a filha, depois o território da memória, agora o espaço do julgamento.

A comunidade também é vítima

Vitória da Conquista não é apenas cenário. É parte interessada. Foi ali que o crime aconteceu, ali que o medo se espalhou, ali que mulheres se reconheceram vulneráveis, ali que o debate sobre violência contra a mulher ganhou rostos, nomes e urgência.

Ao retirar o júri da cidade, corre-se o risco de produzir um efeito colateral perverso: a sensação de que a comunidade não é madura o suficiente para lidar com sua própria dor. Como se a indignação coletiva fosse um defeito, e não uma resposta legítima a um ato de barbárie.

Justiça não é apenas sentença. É também percepção de justiça.

Entre a lei e a consciência

Este artigo não defende atropelos processuais. Não clama por vingança. Defende algo mais sutil — e talvez mais difícil: equilíbrio. Defende que a aplicação fria da norma seja acompanhada de sensibilidade institucional. Que o sistema de justiça reconheça que crimes como o feminicídio deixam marcas que ultrapassam os autos e se inscrevem na vida cotidiana das pessoas.

Quando o julgamento acontece longe, a ferida não fecha. Apenas muda de lugar.

Uma conclusão que não consola — mas convoca

O julgamento de Sashira Camilly não diz respeito apenas à culpa ou inocência de Rafael Souza e dos demais acusados. Ele diz respeito ao tipo de sociedade que queremos construir. Uma sociedade que entende a legalidade como fim em si mesma? Ou uma sociedade que busca justiça com humanidade, técnica com empatia, rigor com escuta?

Que o tribunal, em Feira de Santana, faça justiça nos termos da lei. Mas que Vitória da Conquista não seja esquecida. Que a dor da mãe e do pai não seja tratada como detalhe colateral. Que a comunidade saiba: sua indignação não é excesso — é consciência.

Porque, quando a Justiça se afasta demais do lugar da dor, corre o risco de chegar correta… e ainda assim incompleta.

Quando a vida chama para a luta: fé, cuidado e esperança no combate ao câncer

 

 

 

Há batalhas que não escolhem data, idade ou endereço. Elas simplesmente chegam. Batem à porta da vida com força, mudam a rotina, silenciam planos e obrigam a alma a reaprender a respirar. O câncer é uma dessas batalhas. Não é uma metáfora distante — é uma realidade dura, concreta, que atravessa corpos, famílias e corações todos os dias.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado em 4 de fevereiro, não é apenas um marco no calendário. É um espelho. Ele nos obriga a olhar para a fragilidade da existência e, ao mesmo tempo, para a força que brota quando tudo parece desabar. Era para esta reflexão ter sido publicada ontem, mas talvez haja mensagens que precisem de maturação, como sementes que só germinam quando encontram o solo certo.

Hoje, eu quero falar diretamente com você.

Você que está em tratamento.
Você que acorda alguns dias sentindo-se forte, quase invencível — e em outros dias mal consegue sustentar o próprio peso.
Você que já chorou no silêncio do quarto, na fila do hospital, no abraço contido de quem ama.

Eu sei: não é fácil.

O diagnóstico de câncer chega como uma tempestade inesperada. O chão parece ceder, o futuro se embaralha, o medo se instala como um visitante indesejado. Mas é preciso dizer, com honestidade e cuidado: o diagnóstico não é o fim. Ele é, dolorosamente, o começo. O início de um novo caminho — um caminho de tratamento, de cuidado, de resistência e, muitas vezes, de superação.

Só quem enfrenta essa doença sabe o que ela cobra. A dor física, o cansaço extremo, a ansiedade, o impacto emocional. Não são poucos os desafios. Ainda assim, há algo poderoso que insiste em permanecer: a vontade de viver. E viver merece a nossa luta. Cada sessão, cada exame, cada dia vencido é um ato silencioso de coragem.

A luta contra o câncer não se faz apenas com medicamentos e protocolos médicos. Ela se sustenta também na fé, na esperança e no afeto. Um olhar que acolhe, uma palavra que conforta, uma mão que não solta. A ciência salva vidas — e o amor as sustenta.

A você que está saudável, este texto também é um chamado. Cuidar-se é um gesto de responsabilidade com a própria vida e com quem caminha ao seu lado. Consultar-se regularmente, realizar exames preventivos, manter hábitos saudáveis não é excesso de zelo — é sabedoria. A prevenção do câncer continua sendo uma das ferramentas mais eficazes no combate à doença. Prevenir é, muitas vezes, vencer antes mesmo da batalha começar.

Falar de câncer é falar de dor, sim. Mas também é falar de esperança. É lembrar que, mesmo nos dias mais escuros, um novo amanhecer pode chegar. Que a fé não elimina o sofrimento, mas dá sentido à caminhada. Que a vida, frágil e preciosa, insiste em florescer mesmo em terrenos difíceis.

Sigamos em frente.
Com ciência, com cuidado, com prevenção.
Com fé, com coragem e com humanidade.

A luta não é fácil. Mas enquanto houver vida, há esperança. E enquanto houver esperança, vale a pena lutar.

Quando a vida chama para a luta: fé, cuidado e esperança no combate ao câncer

 

 

 

Há batalhas que não escolhem data, idade ou endereço. Elas simplesmente chegam. Batem à porta da vida com força, mudam a rotina, silenciam planos e obrigam a alma a reaprender a respirar. O câncer é uma dessas batalhas. Não é uma metáfora distante — é uma realidade dura, concreta, que atravessa corpos, famílias e corações todos os dias.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado em 4 de fevereiro, não é apenas um marco no calendário. É um espelho. Ele nos obriga a olhar para a fragilidade da existência e, ao mesmo tempo, para a força que brota quando tudo parece desabar. Era para esta reflexão ter sido publicada ontem, mas talvez haja mensagens que precisem de maturação, como sementes que só germinam quando encontram o solo certo.

Hoje, eu quero falar diretamente com você.

Você que está em tratamento.
Você que acorda alguns dias sentindo-se forte, quase invencível — e em outros dias mal consegue sustentar o próprio peso.
Você que já chorou no silêncio do quarto, na fila do hospital, no abraço contido de quem ama.

Eu sei: não é fácil.

O diagnóstico de câncer chega como uma tempestade inesperada. O chão parece ceder, o futuro se embaralha, o medo se instala como um visitante indesejado. Mas é preciso dizer, com honestidade e cuidado: o diagnóstico não é o fim. Ele é, dolorosamente, o começo. O início de um novo caminho — um caminho de tratamento, de cuidado, de resistência e, muitas vezes, de superação.

Só quem enfrenta essa doença sabe o que ela cobra. A dor física, o cansaço extremo, a ansiedade, o impacto emocional. Não são poucos os desafios. Ainda assim, há algo poderoso que insiste em permanecer: a vontade de viver. E viver merece a nossa luta. Cada sessão, cada exame, cada dia vencido é um ato silencioso de coragem.

A luta contra o câncer não se faz apenas com medicamentos e protocolos médicos. Ela se sustenta também na fé, na esperança e no afeto. Um olhar que acolhe, uma palavra que conforta, uma mão que não solta. A ciência salva vidas — e o amor as sustenta.

A você que está saudável, este texto também é um chamado. Cuidar-se é um gesto de responsabilidade com a própria vida e com quem caminha ao seu lado. Consultar-se regularmente, realizar exames preventivos, manter hábitos saudáveis não é excesso de zelo — é sabedoria. A prevenção do câncer continua sendo uma das ferramentas mais eficazes no combate à doença. Prevenir é, muitas vezes, vencer antes mesmo da batalha começar.

Falar de câncer é falar de dor, sim. Mas também é falar de esperança. É lembrar que, mesmo nos dias mais escuros, um novo amanhecer pode chegar. Que a fé não elimina o sofrimento, mas dá sentido à caminhada. Que a vida, frágil e preciosa, insiste em florescer mesmo em terrenos difíceis.

Sigamos em frente.
Com ciência, com cuidado, com prevenção.
Com fé, com coragem e com humanidade.

A luta não é fácil. Mas enquanto houver vida, há esperança. E enquanto houver esperança, vale a pena lutar.

Emiliano José, 80 anos: o tempo como trincheira e a palavra como resistência

 

 

 

 

Há pessoas que não envelhecem: aprofundam-se. O tempo, nelas, não é desgaste — é acúmulo. Camada sobre camada de experiência, dor, coragem, lucidez. Emiliano José é assim. Um homem em quem os anos não pesam; significam.

No dia 5 de fevereiro de 1946, enquanto o mundo ainda respirava os escombros da Segunda Guerra Mundial e ensaiava promessas de liberdade, nascia Emiliano. Era o alvorecer de uma era contraditória: derrotava-se o nazifascismo, mas inaugurava-se a ameaça nuclear. A humanidade dava um passo à frente e outro à beira do abismo. Não é pouca coisa nascer nesse entretempo. Talvez por isso Emiliano tenha passado a vida inteira recusando simplificações — e enfrentando abismos com palavras, ideias e ação política.

Conheceu — grandes figuras da sua geração — grandes nomes da história. Revolucionários de estatura épica. Marighella. Lamarca. Prestes. Apolônio de Carvalho, o combatente de três mundos. Waldir Pires, com quem dividiu convivência, afeto e páginas escritas. Mas digo sem hesitação: Emiliano José pertence a essa constelação, ainda que jamais tenha buscado a ribalta.

Eis uma de suas marcas mais raras: a grandeza sem pose.
Se a luz incide sobre ele, é porque a luta assim exige — nunca por vaidade. Emiliano não corre atrás do palco; ele permanece no front. E, quando o palco vem, ele o ocupa com serenidade, como quem sabe que protagonismo é circunstância, não vocação.

Sua trajetória atravessa o que o Brasil teve de mais duro. Prisões, tortura, censura, processos militares, liberdade condicional. Forte do Barbalho. Penitenciária Lemos Brito. Galeria F. Anos em que o corpo era vigiado e a palavra, suspeita. Condenado em três processos, somando oito anos, saiu para a rua ainda sob o peso da vigilância — e com um filho prestes a nascer. Poucos momentos testam tanto um homem quanto esse: quando a história cobra coragem e a vida pede cuidado.

Ele não recuou.

Deu aulas à noite, no Mosteiro de São Bento, para jovens da periferia de Salvador. Entrou nas redações como foca — e saiu jornalista respeitado. Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Estadão, depois a imprensa alternativa: Movimento, Em Tempo. Quando os limites da imprensa tradicional apertavam, Emiliano alargava os próprios caminhos. Porque jornalismo, para ele, nunca foi neutralidade confortável: foi posição ética.

A militância política seguiu, mesmo quando a política era quase clandestina. Campanhas, articulações, encontros discretos, esperança teimosa. Com a Anistia de 1979, as portas se abriram — e Emiliano atravessou por elas sem deslumbramento. Vieram as disputas eleitorais, os mandatos: vereador, deputado estadual, deputado federal. Não para abandonar a palavra, mas para armá-la de institucionalidade.

E como se não bastasse o militante e o parlamentar, há o intelectual. Tardio apenas no calendário, jamais no espírito. Professor da Faculdade de Comunicação da UFBA por 25 anos. Mestre, doutor. Formador de gerações. Um homem que acreditou — contra o obscurantismo — que pensar é um ato político.

Depois, os livros. Mais de vinte. Biografias, ensaios, memória, jornalismo histórico. Lamarca, o Capitão da Guerrilha abriu uma trilha que nunca mais se fechou. Escrever, em Emiliano, é um gesto de reparação histórica. É devolver nomes aos silenciados. É disputar a narrativa com quem sempre tentou sequestrá-la.

Em 2021, a Academia de Letras da Bahia reconheceu o que o tempo já havia consagrado. Não como prêmio, mas como consequência. Ninguém chega ali por acaso.

Chegar aos 80 — convida à reflexão. Vivemos uma era que desconfia da complexidade, que prefere slogans a pensamento, ruído a argumento. Emiliano faz o caminho inverso. Como Edgar Morin, como Marilena Chauí, ele nos lembra que a maturidade pode ser território de criação e rebeldia. Que a velhice, longe de ser recolhimento, pode ser insubordinação lúcida.

Há nele algo profundamente gramsciano: um homem comum, de convicções profundas. Convicções que não se negociam. Não por dogma, mas por fidelidade a uma ética construída na escassez, no trabalho duro, na dor coletiva. Emiliano nunca se deslumbrou com os poucos minutos de fama. Sempre soube de onde veio — e por quem luta.

Por isso, esta não é apenas uma homenagem de aniversário. É um ato de reconhecimento político e humano. Emiliano José não é apenas parte da história da esquerda brasileira, da resistência à ditadura, do jornalismo crítico, da vida parlamentar comprometida com o povo. Ele é um lembrete vivo de que é possível atravessar décadas sem trair princípios, sem abrir mão da dúvida, sem abdicar da esperança.

Em tempos de cinismo e amnésia, Emiliano é memória ativa.
Em tempos de ódio raso, é pensamento profundo.
Em tempos de pressa, é permanência.

Que seus anos sigam sendo trincheira.
Que sua palavra siga sendo farol.
E que saibamos — nós, leitores, militantes, cidadãos — estar à altura do legado que ele constrói, dia após dia, com a paciência dos que sabem que a história é longa, mas a dignidade é urgente.

Feliz vida, Emiliano José.
O tempo, contigo, aprendeu a resistir.

 

Emiliano José, 80 anos: o tempo como trincheira e a palavra como resistência

 

 

 

 

Há pessoas que não envelhecem: aprofundam-se. O tempo, nelas, não é desgaste — é acúmulo. Camada sobre camada de experiência, dor, coragem, lucidez. Emiliano José é assim. Um homem em quem os anos não pesam; significam.

No dia 5 de fevereiro de 1946, enquanto o mundo ainda respirava os escombros da Segunda Guerra Mundial e ensaiava promessas de liberdade, nascia Emiliano. Era o alvorecer de uma era contraditória: derrotava-se o nazifascismo, mas inaugurava-se a ameaça nuclear. A humanidade dava um passo à frente e outro à beira do abismo. Não é pouca coisa nascer nesse entretempo. Talvez por isso Emiliano tenha passado a vida inteira recusando simplificações — e enfrentando abismos com palavras, ideias e ação política.

Conheceu — grandes figuras da sua geração — grandes nomes da história. Revolucionários de estatura épica. Marighella. Lamarca. Prestes. Apolônio de Carvalho, o combatente de três mundos. Waldir Pires, com quem dividiu convivência, afeto e páginas escritas. Mas digo sem hesitação: Emiliano José pertence a essa constelação, ainda que jamais tenha buscado a ribalta.

Eis uma de suas marcas mais raras: a grandeza sem pose.
Se a luz incide sobre ele, é porque a luta assim exige — nunca por vaidade. Emiliano não corre atrás do palco; ele permanece no front. E, quando o palco vem, ele o ocupa com serenidade, como quem sabe que protagonismo é circunstância, não vocação.

Sua trajetória atravessa o que o Brasil teve de mais duro. Prisões, tortura, censura, processos militares, liberdade condicional. Forte do Barbalho. Penitenciária Lemos Brito. Galeria F. Anos em que o corpo era vigiado e a palavra, suspeita. Condenado em três processos, somando oito anos, saiu para a rua ainda sob o peso da vigilância — e com um filho prestes a nascer. Poucos momentos testam tanto um homem quanto esse: quando a história cobra coragem e a vida pede cuidado.

Ele não recuou.

Deu aulas à noite, no Mosteiro de São Bento, para jovens da periferia de Salvador. Entrou nas redações como foca — e saiu jornalista respeitado. Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Estadão, depois a imprensa alternativa: Movimento, Em Tempo. Quando os limites da imprensa tradicional apertavam, Emiliano alargava os próprios caminhos. Porque jornalismo, para ele, nunca foi neutralidade confortável: foi posição ética.

A militância política seguiu, mesmo quando a política era quase clandestina. Campanhas, articulações, encontros discretos, esperança teimosa. Com a Anistia de 1979, as portas se abriram — e Emiliano atravessou por elas sem deslumbramento. Vieram as disputas eleitorais, os mandatos: vereador, deputado estadual, deputado federal. Não para abandonar a palavra, mas para armá-la de institucionalidade.

E como se não bastasse o militante e o parlamentar, há o intelectual. Tardio apenas no calendário, jamais no espírito. Professor da Faculdade de Comunicação da UFBA por 25 anos. Mestre, doutor. Formador de gerações. Um homem que acreditou — contra o obscurantismo — que pensar é um ato político.

Depois, os livros. Mais de vinte. Biografias, ensaios, memória, jornalismo histórico. Lamarca, o Capitão da Guerrilha abriu uma trilha que nunca mais se fechou. Escrever, em Emiliano, é um gesto de reparação histórica. É devolver nomes aos silenciados. É disputar a narrativa com quem sempre tentou sequestrá-la.

Em 2021, a Academia de Letras da Bahia reconheceu o que o tempo já havia consagrado. Não como prêmio, mas como consequência. Ninguém chega ali por acaso.

Chegar aos 80 — convida à reflexão. Vivemos uma era que desconfia da complexidade, que prefere slogans a pensamento, ruído a argumento. Emiliano faz o caminho inverso. Como Edgar Morin, como Marilena Chauí, ele nos lembra que a maturidade pode ser território de criação e rebeldia. Que a velhice, longe de ser recolhimento, pode ser insubordinação lúcida.

Há nele algo profundamente gramsciano: um homem comum, de convicções profundas. Convicções que não se negociam. Não por dogma, mas por fidelidade a uma ética construída na escassez, no trabalho duro, na dor coletiva. Emiliano nunca se deslumbrou com os poucos minutos de fama. Sempre soube de onde veio — e por quem luta.

Por isso, esta não é apenas uma homenagem de aniversário. É um ato de reconhecimento político e humano. Emiliano José não é apenas parte da história da esquerda brasileira, da resistência à ditadura, do jornalismo crítico, da vida parlamentar comprometida com o povo. Ele é um lembrete vivo de que é possível atravessar décadas sem trair princípios, sem abrir mão da dúvida, sem abdicar da esperança.

Em tempos de cinismo e amnésia, Emiliano é memória ativa.
Em tempos de ódio raso, é pensamento profundo.
Em tempos de pressa, é permanência.

Que seus anos sigam sendo trincheira.
Que sua palavra siga sendo farol.
E que saibamos — nós, leitores, militantes, cidadãos — estar à altura do legado que ele constrói, dia após dia, com a paciência dos que sabem que a história é longa, mas a dignidade é urgente.

Feliz vida, Emiliano José.
O tempo, contigo, aprendeu a resistir.