Política e Resenha

Vitória da Conquista Vira Exceção Positiva na Bahia ao Liderar Monitoramento da Síndrome Gripal

Vitória da Conquista encerrou 2025 com um desempenho que a colocou em posição singular no cenário da saúde pública baiana. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontam que o município foi o único a atingir a meta de regularidade no envio de amostras da Vigilância Sentinela da Síndrome Gripal, superando a média estadual e consolidando-se como referência no monitoramento epidemiológico.

Enquanto a Bahia alcançou um desempenho global de 87% nos indicadores avaliados, Vitória da Conquista chegou a 96% no critério de Homogeneidade de Envio de Amostras, considerado um dos mais sensíveis do sistema. O indicador avalia a regularidade semanal da coleta e do envio de material biológico aos laboratórios, fator essencial para a detecção precoce da circulação de vírus respiratórios.

A atuação é conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica (Viep), tendo como base a Unidade Básica de Saúde Admário Silva Santos, que passou a integrar a estratégia sentinela em março de 2025. Desde então, a unidade atingiu as metas nos nove indicadores monitorados pela Sesab, um resultado incomum no conjunto dos municípios avaliados.

Entre os dados que contribuíram para o desempenho estão a qualidade das notificações, com 100% dos registros enquadrados corretamente na definição de Síndrome Gripal, e a completitude das informações, que chegou a 98%, índice superior à média estadual. No campo laboratorial, 99% das amostras coletadas foram processadas por RT-PCR, com 96% dos resultados liberados em até dez dias.

Ao longo do ano, foram realizadas 272 coletas, com média semanal de 6,32 amostras, permitindo o acompanhamento contínuo da circulação viral. O monitoramento identificou a presença de Influenza A (H1N1 e H3N2), Influenza B, SARS-CoV-2, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório, com predominância do Rinovírus, seguido da Covid-19.

Segundo a coordenação da Vigilância Epidemiológica, os números refletem um sistema local estruturado e em funcionamento regular, capaz de fornecer dados confiáveis para a identificação antecipada de surtos e para o direcionamento de ações de saúde pública. O desempenho de Vitória da Conquista, nesse contexto, destaca a importância da vigilância contínua como ferramenta estratégica para a proteção da população e o planejamento sanitário regional.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista Vira Exceção Positiva na Bahia ao Liderar Monitoramento da Síndrome Gripal

Vitória da Conquista encerrou 2025 com um desempenho que a colocou em posição singular no cenário da saúde pública baiana. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontam que o município foi o único a atingir a meta de regularidade no envio de amostras da Vigilância Sentinela da Síndrome Gripal, superando a média estadual e consolidando-se como referência no monitoramento epidemiológico.

Enquanto a Bahia alcançou um desempenho global de 87% nos indicadores avaliados, Vitória da Conquista chegou a 96% no critério de Homogeneidade de Envio de Amostras, considerado um dos mais sensíveis do sistema. O indicador avalia a regularidade semanal da coleta e do envio de material biológico aos laboratórios, fator essencial para a detecção precoce da circulação de vírus respiratórios.

A atuação é conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica (Viep), tendo como base a Unidade Básica de Saúde Admário Silva Santos, que passou a integrar a estratégia sentinela em março de 2025. Desde então, a unidade atingiu as metas nos nove indicadores monitorados pela Sesab, um resultado incomum no conjunto dos municípios avaliados.

Entre os dados que contribuíram para o desempenho estão a qualidade das notificações, com 100% dos registros enquadrados corretamente na definição de Síndrome Gripal, e a completitude das informações, que chegou a 98%, índice superior à média estadual. No campo laboratorial, 99% das amostras coletadas foram processadas por RT-PCR, com 96% dos resultados liberados em até dez dias.

Ao longo do ano, foram realizadas 272 coletas, com média semanal de 6,32 amostras, permitindo o acompanhamento contínuo da circulação viral. O monitoramento identificou a presença de Influenza A (H1N1 e H3N2), Influenza B, SARS-CoV-2, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório, com predominância do Rinovírus, seguido da Covid-19.

Segundo a coordenação da Vigilância Epidemiológica, os números refletem um sistema local estruturado e em funcionamento regular, capaz de fornecer dados confiáveis para a identificação antecipada de surtos e para o direcionamento de ações de saúde pública. O desempenho de Vitória da Conquista, nesse contexto, destaca a importância da vigilância contínua como ferramenta estratégica para a proteção da população e o planejamento sanitário regional.

(Maria Clara)

Carnaval à Vista: O Que a PRF Encontrou nas Estradas da Bahia e Por Que Isso Importa para Quem Vai Viajar

Com a proximidade do Carnaval, período marcado pelo aumento expressivo do fluxo de pessoas nas rodovias, a segurança no transporte de passageiros volta ao centro das atenções. Na Bahia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou suas ações com a Operação Embarque Legal, iniciada em 12 de janeiro, com o objetivo de garantir que os cidadãos utilizem meios de transporte seguros, regulares e devidamente autorizados.

A operação tem como foco principal a prevenção de sinistros de trânsito, a redução de mortes e feridos e o combate ao transporte irregular de passageiros. Até o dia 30 de janeiro, as ações se concentraram em rodovias federais com histórico elevado de ocorrências envolvendo ônibus, micro-ônibus e veículos similares, como trechos da BR-116 (Feira de Santana, Rafael Jambeiro e Vitória da Conquista), BR-101 (Teixeira de Freitas e Eunápolis) e BR-367, em Porto Seguro.

Durante 19 dias de fiscalização, a PRF realizou abordagens minuciosas em veículos de transporte coletivo e remunerado de passageiros, incluindo ônibus, micro-ônibus, vans, táxis e veículos por aplicativo. As inspeções priorizaram itens essenciais à segurança, como condições dos pneus, sistema de iluminação, funcionamento dos equipamentos obrigatórios e o uso do cinto de segurança pelos passageiros.

Entre as irregularidades mais recorrentes identificadas estão a ausência de curso especializado por parte dos motoristas, a falta de autorização para a viagem, veículos sem vistoria dos órgãos competentes e o exercício irregular da profissão. Um dado que chamou a atenção das equipes foi o número significativo de passageiros flagrados viajando sem o uso do cinto de segurança, mesmo em deslocamentos de longa distância.

No período de 12 a 30 de janeiro de 2026, a PRF na Bahia registrou resultados parciais expressivos: 1.872 pessoas fiscalizadas, 351 veículos abordados, 648 autos de infração lavrados, 43 ocorrências policiais — em sua maioria Termos Circunstanciados por exercício ilegal da profissão —, 125 testes de alcoolemia realizados e 28 veículos recolhidos.

A Operação Embarque Legal segue até o dia 8 de fevereiro, com ações previstas para a BR-101, na região do Recôncavo Baiano, BR-110, em Paulo Afonso, e BR-407, em Capim Grosso. A continuidade da operação se justifica pelos dados registrados ao longo de 2025: foram atendidos 163 sinistros envolvendo ônibus e micro-ônibus nas rodovias federais da Bahia, resultando em 250 feridos e 16 mortes. As colisões traseiras e frontais figuram entre as principais causas desses acidentes.

A PRF reforça a orientação para que os passageiros verifiquem se a empresa de transporte é regularizada e se o veículo apresenta boas condições de segurança. Em situações de dúvida quanto à legalidade do serviço, a recomendação é clara: não embarcar e evitar pagamentos antecipados. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 191.

O transporte coletivo regular tem papel central na mobilidade do país. O Brasil conta com mais de 1,1 milhão de ônibus e micro-ônibus em circulação. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apenas em 2024, mais de 40 milhões de passageiros utilizaram o transporte rodoviário interestadual, com uma média diária de 125 mil pessoas. Diante desse volume, a fiscalização constante torna-se essencial, já que colisões envolvendo esse tipo de veículo tendem a ser mais graves, devido ao número elevado de passageiros.

Para evitar o transporte irregular, os órgãos de fiscalização recomendam observar se o ônibus parte de um terminal rodoviário e se há emissão de bilhete de passagem, físico ou eletrônico. Viagens de ida devem obrigatoriamente iniciar em terminais, enquanto serviços clandestinos costumam operar fora desses locais e sem documentação formal. Empresas ilegais também recorrem a rotas alternativas para driblar a fiscalização, aumentando os riscos de acidentes e assaltos, além de ignorarem normas básicas de segurança veicular.

A ANTT disponibiliza em seu site oficial uma ferramenta de consulta sobre linhas rodoviárias interestaduais, com informações sobre empresas autorizadas, horários, tipos de serviço e frequência mínima. Denúncias de transporte clandestino podem ser feitas pelo número 166.

A mensagem central da operação é direta: optar por transporte regular não é apenas uma exigência legal, mas uma medida fundamental de proteção à vida, especialmente em períodos de grande movimentação como o Carnaval.

(Maria Clara)

Carnaval à Vista: O Que a PRF Encontrou nas Estradas da Bahia e Por Que Isso Importa para Quem Vai Viajar

Com a proximidade do Carnaval, período marcado pelo aumento expressivo do fluxo de pessoas nas rodovias, a segurança no transporte de passageiros volta ao centro das atenções. Na Bahia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou suas ações com a Operação Embarque Legal, iniciada em 12 de janeiro, com o objetivo de garantir que os cidadãos utilizem meios de transporte seguros, regulares e devidamente autorizados.

A operação tem como foco principal a prevenção de sinistros de trânsito, a redução de mortes e feridos e o combate ao transporte irregular de passageiros. Até o dia 30 de janeiro, as ações se concentraram em rodovias federais com histórico elevado de ocorrências envolvendo ônibus, micro-ônibus e veículos similares, como trechos da BR-116 (Feira de Santana, Rafael Jambeiro e Vitória da Conquista), BR-101 (Teixeira de Freitas e Eunápolis) e BR-367, em Porto Seguro.

Durante 19 dias de fiscalização, a PRF realizou abordagens minuciosas em veículos de transporte coletivo e remunerado de passageiros, incluindo ônibus, micro-ônibus, vans, táxis e veículos por aplicativo. As inspeções priorizaram itens essenciais à segurança, como condições dos pneus, sistema de iluminação, funcionamento dos equipamentos obrigatórios e o uso do cinto de segurança pelos passageiros.

Entre as irregularidades mais recorrentes identificadas estão a ausência de curso especializado por parte dos motoristas, a falta de autorização para a viagem, veículos sem vistoria dos órgãos competentes e o exercício irregular da profissão. Um dado que chamou a atenção das equipes foi o número significativo de passageiros flagrados viajando sem o uso do cinto de segurança, mesmo em deslocamentos de longa distância.

No período de 12 a 30 de janeiro de 2026, a PRF na Bahia registrou resultados parciais expressivos: 1.872 pessoas fiscalizadas, 351 veículos abordados, 648 autos de infração lavrados, 43 ocorrências policiais — em sua maioria Termos Circunstanciados por exercício ilegal da profissão —, 125 testes de alcoolemia realizados e 28 veículos recolhidos.

A Operação Embarque Legal segue até o dia 8 de fevereiro, com ações previstas para a BR-101, na região do Recôncavo Baiano, BR-110, em Paulo Afonso, e BR-407, em Capim Grosso. A continuidade da operação se justifica pelos dados registrados ao longo de 2025: foram atendidos 163 sinistros envolvendo ônibus e micro-ônibus nas rodovias federais da Bahia, resultando em 250 feridos e 16 mortes. As colisões traseiras e frontais figuram entre as principais causas desses acidentes.

A PRF reforça a orientação para que os passageiros verifiquem se a empresa de transporte é regularizada e se o veículo apresenta boas condições de segurança. Em situações de dúvida quanto à legalidade do serviço, a recomendação é clara: não embarcar e evitar pagamentos antecipados. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 191.

O transporte coletivo regular tem papel central na mobilidade do país. O Brasil conta com mais de 1,1 milhão de ônibus e micro-ônibus em circulação. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apenas em 2024, mais de 40 milhões de passageiros utilizaram o transporte rodoviário interestadual, com uma média diária de 125 mil pessoas. Diante desse volume, a fiscalização constante torna-se essencial, já que colisões envolvendo esse tipo de veículo tendem a ser mais graves, devido ao número elevado de passageiros.

Para evitar o transporte irregular, os órgãos de fiscalização recomendam observar se o ônibus parte de um terminal rodoviário e se há emissão de bilhete de passagem, físico ou eletrônico. Viagens de ida devem obrigatoriamente iniciar em terminais, enquanto serviços clandestinos costumam operar fora desses locais e sem documentação formal. Empresas ilegais também recorrem a rotas alternativas para driblar a fiscalização, aumentando os riscos de acidentes e assaltos, além de ignorarem normas básicas de segurança veicular.

A ANTT disponibiliza em seu site oficial uma ferramenta de consulta sobre linhas rodoviárias interestaduais, com informações sobre empresas autorizadas, horários, tipos de serviço e frequência mínima. Denúncias de transporte clandestino podem ser feitas pelo número 166.

A mensagem central da operação é direta: optar por transporte regular não é apenas uma exigência legal, mas uma medida fundamental de proteção à vida, especialmente em períodos de grande movimentação como o Carnaval.

(Maria Clara)

Silêncio na Zona Rural: A Última Noite de Madalena Dutra e a Despedida que Comove Farinha Molhada

Na noite da última segunda-feira (2), faleceu em sua residência Madalena Dutra, aos 74 anos. Segundo informações recebidas por familiares, a morte ocorreu por causas naturais, com suspeita de infarto.

Moradora conhecida na comunidade de Farinha Molhada, localizada na região do Bate-Pé, zona rural de Vitória da Conquista, Madalena teve sua trajetória marcada pela convivência próxima com vizinhos e pelo vínculo construído ao longo de décadas na localidade. A notícia de seu falecimento gerou comoção entre amigos, parentes e moradores da região, que se mobilizam para prestar as últimas homenagens.

O velório acontece nesta terça-feira (3), no próprio povoado de Farinha Molhada, onde familiares e conhecidos se reúnem para o último adeus. O sepultamento está previsto para as 17h, no cemitério da comunidade, mantendo a tradição local de despedida junto ao território onde a vida foi construída.

Neste momento de luto, a comunidade se une em solidariedade à família, expressando respeito e sentimentos diante da perda.

(Maria Clara)

Silêncio na Zona Rural: A Última Noite de Madalena Dutra e a Despedida que Comove Farinha Molhada

Na noite da última segunda-feira (2), faleceu em sua residência Madalena Dutra, aos 74 anos. Segundo informações recebidas por familiares, a morte ocorreu por causas naturais, com suspeita de infarto.

Moradora conhecida na comunidade de Farinha Molhada, localizada na região do Bate-Pé, zona rural de Vitória da Conquista, Madalena teve sua trajetória marcada pela convivência próxima com vizinhos e pelo vínculo construído ao longo de décadas na localidade. A notícia de seu falecimento gerou comoção entre amigos, parentes e moradores da região, que se mobilizam para prestar as últimas homenagens.

O velório acontece nesta terça-feira (3), no próprio povoado de Farinha Molhada, onde familiares e conhecidos se reúnem para o último adeus. O sepultamento está previsto para as 17h, no cemitério da comunidade, mantendo a tradição local de despedida junto ao território onde a vida foi construída.

Neste momento de luto, a comunidade se une em solidariedade à família, expressando respeito e sentimentos diante da perda.

(Maria Clara)

R$ 30 Milhões para Moradia Popular: Como a Câmara de Conquista Quer Transformar Crédito em Casas

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vitória da Conquista indicou formalmente à Prefeitura a destinação de R$ 30 milhões para a construção de casas populares no município. O recurso deverá vir do financiamento contratado junto ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) e tem como objetivo enfrentar o déficit habitacional local.

A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira (2), na presidência da Câmara. Participaram do encontro o presidente Ivan Cordeiro, o vice-presidente Luciano Gomes, a segunda vice-presidente Cris Rocha, o primeiro-secretário Hermínio Oliveira e o segundo-secretário Dinho dos Campinhos. Além da organização do calendário legislativo e do retorno das sessões, os parlamentares concentraram o debate em projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo.

O principal tema da reunião foi o Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que institui a Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A proposta, enviada pela Prefeitura, prevê a retomada de ações voltadas à moradia popular, tendo como base um Diagnóstico Habitacional elaborado por consultoria especializada.

Segundo os integrantes da Mesa Diretora, a efetividade da nova política depende da garantia de recursos financeiros específicos. Por isso, a Câmara decidiu sugerir que parte do empréstimo de R$ 400 milhões, já autorizado pelo Legislativo, seja destinada exclusivamente à construção de moradias populares. A indicação é que R$ 30 milhões desse montante sejam aplicados diretamente no setor habitacional.

De acordo com o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, a medida busca assegurar que a política pública saia do papel. Ele destacou que a população com renda de até três salários mínimos é o público prioritário da proposta e que a vinculação do recurso do Finisa pode garantir resultados concretos. A avaliação da Mesa é que, sem a definição prévia do financiamento, a política habitacional corre o risco de não se materializar.

O projeto de lei também prevê maior transparência sobre os dados que embasam a política habitacional. Os vereadores defendem que o Diagnóstico Habitacional seja apresentado de forma detalhada tanto ao Legislativo quanto à sociedade, permitindo a compreensão do tamanho real do déficit habitacional e da localização das famílias em situação de maior vulnerabilidade.

A proposta deverá entrar em pauta nas próximas sessões da Câmara Municipal. Caso avance, a indicação da Mesa Diretora será analisada pelo Executivo, que decidirá sobre a destinação dos recursos do Finisa e a execução das obras de habitação popular no município.

(Maria Clara)

R$ 30 Milhões para Moradia Popular: Como a Câmara de Conquista Quer Transformar Crédito em Casas

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vitória da Conquista indicou formalmente à Prefeitura a destinação de R$ 30 milhões para a construção de casas populares no município. O recurso deverá vir do financiamento contratado junto ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) e tem como objetivo enfrentar o déficit habitacional local.

A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira (2), na presidência da Câmara. Participaram do encontro o presidente Ivan Cordeiro, o vice-presidente Luciano Gomes, a segunda vice-presidente Cris Rocha, o primeiro-secretário Hermínio Oliveira e o segundo-secretário Dinho dos Campinhos. Além da organização do calendário legislativo e do retorno das sessões, os parlamentares concentraram o debate em projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo.

O principal tema da reunião foi o Projeto de Lei Complementar nº 46/2025, que institui a Política Municipal de Habitação de Interesse Social (PMHIS). A proposta, enviada pela Prefeitura, prevê a retomada de ações voltadas à moradia popular, tendo como base um Diagnóstico Habitacional elaborado por consultoria especializada.

Segundo os integrantes da Mesa Diretora, a efetividade da nova política depende da garantia de recursos financeiros específicos. Por isso, a Câmara decidiu sugerir que parte do empréstimo de R$ 400 milhões, já autorizado pelo Legislativo, seja destinada exclusivamente à construção de moradias populares. A indicação é que R$ 30 milhões desse montante sejam aplicados diretamente no setor habitacional.

De acordo com o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, a medida busca assegurar que a política pública saia do papel. Ele destacou que a população com renda de até três salários mínimos é o público prioritário da proposta e que a vinculação do recurso do Finisa pode garantir resultados concretos. A avaliação da Mesa é que, sem a definição prévia do financiamento, a política habitacional corre o risco de não se materializar.

O projeto de lei também prevê maior transparência sobre os dados que embasam a política habitacional. Os vereadores defendem que o Diagnóstico Habitacional seja apresentado de forma detalhada tanto ao Legislativo quanto à sociedade, permitindo a compreensão do tamanho real do déficit habitacional e da localização das famílias em situação de maior vulnerabilidade.

A proposta deverá entrar em pauta nas próximas sessões da Câmara Municipal. Caso avance, a indicação da Mesa Diretora será analisada pelo Executivo, que decidirá sobre a destinação dos recursos do Finisa e a execução das obras de habitação popular no município.

(Maria Clara)

Uma Terça-Feira Marcada pela Violência e pela Perda: Dois Casos Abalam a Joia do Sertão Baiano

A terça-feira (3) foi marcada por episódios de violência e tragédia que chamaram a atenção das autoridades e da população na região conhecida como Joia do Sertão Baiano. Em diferentes pontos do município e em uma rodovia estadual, dois acontecimentos distintos resultaram em mortes e mobilizaram equipes de segurança e socorro.

Na Zona Sul da cidade, nas proximidades do Parque Imperial, um jovem identificado como Gabriel Santos foi morto após um episódio de violência. De acordo com relatos preliminares, a mãe da vítima ouviu uma discussão momentos antes de encontrar o filho caído. Gabriel chegou a receber atendimento inicial, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados os procedimentos legais. A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias e a autoria do crime.

Já na rodovia BA-263, um grave acidente de trânsito provocou a morte imediata de um motociclista que seguia no sentido Itambé. Segundo as informações apuradas, a colisão ocorreu quando uma motorista, que vinha de Porto Seguro, perdeu o controle do automóvel e atingiu a motocicleta. O impacto foi fatal, e o óbito foi constatado ainda no local.

Os dois casos seguem sob apuração das autoridades competentes. Enquanto a Polícia Civil conduz as investigações sobre o homicídio ocorrido na Zona Sul, as causas do acidente na BA-263 deverão ser analisadas para determinar as responsabilidades envolvidas. As ocorrências reacendem o debate sobre segurança pública e segurança viária na região, temas que continuam a desafiar o poder público e a sociedade.

(Maria Clara)

Uma Terça-Feira Marcada pela Violência e pela Perda: Dois Casos Abalam a Joia do Sertão Baiano

A terça-feira (3) foi marcada por episódios de violência e tragédia que chamaram a atenção das autoridades e da população na região conhecida como Joia do Sertão Baiano. Em diferentes pontos do município e em uma rodovia estadual, dois acontecimentos distintos resultaram em mortes e mobilizaram equipes de segurança e socorro.

Na Zona Sul da cidade, nas proximidades do Parque Imperial, um jovem identificado como Gabriel Santos foi morto após um episódio de violência. De acordo com relatos preliminares, a mãe da vítima ouviu uma discussão momentos antes de encontrar o filho caído. Gabriel chegou a receber atendimento inicial, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão realizados os procedimentos legais. A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias e a autoria do crime.

Já na rodovia BA-263, um grave acidente de trânsito provocou a morte imediata de um motociclista que seguia no sentido Itambé. Segundo as informações apuradas, a colisão ocorreu quando uma motorista, que vinha de Porto Seguro, perdeu o controle do automóvel e atingiu a motocicleta. O impacto foi fatal, e o óbito foi constatado ainda no local.

Os dois casos seguem sob apuração das autoridades competentes. Enquanto a Polícia Civil conduz as investigações sobre o homicídio ocorrido na Zona Sul, as causas do acidente na BA-263 deverão ser analisadas para determinar as responsabilidades envolvidas. As ocorrências reacendem o debate sobre segurança pública e segurança viária na região, temas que continuam a desafiar o poder público e a sociedade.

(Maria Clara)

41 Milímetros em Horas: a Chuva que Redesenhou a Rotina de Vitória da Conquista e Acendeu o Alerta Máximo

Vitória da Conquista enfrentou, nesta terça-feira (3), os impactos diretos de um volume expressivo de chuva que alcançou 41 milímetros em poucas horas. O acumulado provocou ocorrências relevantes tanto na zona rural quanto na área urbana do município, mobilizando a Defesa Civil e outros órgãos da administração municipal.

De acordo com a coordenadora da Defesa Civil, Rosângela Freitas de Jesus, a situação mais grave registrada foi o desabamento de uma residência no Povoado das Abelhas. Com o colapso da estrutura, uma família ficou desalojada e passou a ser acompanhada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, que presta assistência emergencial aos atingidos.

Na zona urbana, um dos principais pontos afetados foi a Rua Lourival Cairo, que permanece interditada. O bloqueio ocorreu após o carreamento de materiais provenientes de uma obra sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura Urbana (SEINFRA). A força da água comprometeu a área, exigindo a interrupção do tráfego por questões de segurança.

Durante o balanço das ocorrências, a coordenação da Defesa Civil reforçou o alerta à população sobre comportamentos de risco em períodos de chuva intensa. Entre as orientações, destacou-se a recomendação para que moradores evitem atravessar ruas tomadas por enxurradas. Segundo Rosângela Freitas, a atitude pode representar perigo imediato à vida, sendo mais seguro aguardar o escoamento da água em local protegido.

Outro ponto enfatizado foi o descarte irregular de lixo, apontado como fator que contribui para o entupimento de bueiros e o agravamento de alagamentos. A Defesa Civil ressaltou que a colaboração da população é fundamental para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos.

Vitória da Conquista permanece sob alerta laranja, indicando risco moderado a alto para novas ocorrências relacionadas às chuvas. As equipes da Defesa Civil seguem em regime de plantão 24 horas, atendendo demandas da população por meio do WhatsApp oficial do órgão e monitorando áreas consideradas vulneráveis.

(Maria Clara)

41 Milímetros em Horas: a Chuva que Redesenhou a Rotina de Vitória da Conquista e Acendeu o Alerta Máximo

Vitória da Conquista enfrentou, nesta terça-feira (3), os impactos diretos de um volume expressivo de chuva que alcançou 41 milímetros em poucas horas. O acumulado provocou ocorrências relevantes tanto na zona rural quanto na área urbana do município, mobilizando a Defesa Civil e outros órgãos da administração municipal.

De acordo com a coordenadora da Defesa Civil, Rosângela Freitas de Jesus, a situação mais grave registrada foi o desabamento de uma residência no Povoado das Abelhas. Com o colapso da estrutura, uma família ficou desalojada e passou a ser acompanhada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, que presta assistência emergencial aos atingidos.

Na zona urbana, um dos principais pontos afetados foi a Rua Lourival Cairo, que permanece interditada. O bloqueio ocorreu após o carreamento de materiais provenientes de uma obra sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura Urbana (SEINFRA). A força da água comprometeu a área, exigindo a interrupção do tráfego por questões de segurança.

Durante o balanço das ocorrências, a coordenação da Defesa Civil reforçou o alerta à população sobre comportamentos de risco em períodos de chuva intensa. Entre as orientações, destacou-se a recomendação para que moradores evitem atravessar ruas tomadas por enxurradas. Segundo Rosângela Freitas, a atitude pode representar perigo imediato à vida, sendo mais seguro aguardar o escoamento da água em local protegido.

Outro ponto enfatizado foi o descarte irregular de lixo, apontado como fator que contribui para o entupimento de bueiros e o agravamento de alagamentos. A Defesa Civil ressaltou que a colaboração da população é fundamental para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos.

Vitória da Conquista permanece sob alerta laranja, indicando risco moderado a alto para novas ocorrências relacionadas às chuvas. As equipes da Defesa Civil seguem em regime de plantão 24 horas, atendendo demandas da população por meio do WhatsApp oficial do órgão e monitorando áreas consideradas vulneráveis.

(Maria Clara)

Por Que a PF Pode Demitir Eduardo Bolsonaro

 

Padre Carlos

Há momentos na vida pública em que o discurso encontra a realidade — e, quase sempre, esse encontro é desconfortável. A abertura de um Processo Administrativo Disciplinar pela Corregedoria da Polícia Federal contra Eduardo Bolsonaro expõe exatamente esse choque: o da retórica política com a prática cotidiana do serviço público.

O caso é, em essência, simples e brutalmente objetivo. Não se trata de ideologia, perseguição política ou revanchismo institucional. Trata-se de planilhas, registros de ponto e mais de 30 faltas injustificadas. No setor privado, o desfecho seria automático: demissão por justa causa. No serviço público, o nome é outro — abandono de função —, mas o princípio é o mesmo. Quem não trabalha, não permanece.

O simbolismo político, porém, é inevitável. A família Bolsonaro construiu sua trajetória pública associando-se às forças de segurança, exaltando a disciplina, a hierarquia, a meritocracia e o combate aos privilégios. Criticou duramente o funcionalismo que, segundo sua narrativa, receberia sem produzir. Agora, a própria Polícia Federal — instituição frequentemente usada como símbolo em seus discursos — cobra explicações formais de um de seus principais expoentes.

Eduardo Bolsonaro não é um servidor qualquer. É escrivão concursado de uma das carreiras mais disputadas do Estado brasileiro, com salários que podem ultrapassar os R$ 20 mil mensais, além de estabilidade, aposentadoria especial e benefícios funcionais relevantes. Ao mesmo tempo, recebe cerca de R$ 44 mil como deputado federal, somados a verbas e auxílios. A pergunta que ecoa nos corredores da opinião pública é simples: por que manter o cargo na PF sem exercer suas funções?

Enquanto participava de eventos internacionais, cúpulas conservadoras e cultivava a imagem de celebridade política, os registros administrativos apontavam ausências não justificadas. O PAD instaurado pela direção-geral da Polícia Federal funciona como qualquer cobrança de recursos humanos: explique sua ausência ou arque com as consequências legais. Não há exceção para sobrenomes famosos.

O argumento de perseguição política, tão comum em tempos de polarização, perde força diante da frieza dos dados. A própria corregedoria ressalta que o processo não questiona posições ideológicas, mas a inexistência de dias trabalhados ou justificativas formais. A lei é clara, e o Estatuto do Servidor Público não abre margem para interpretações emocionais quando se configura abandono de cargo.

Há ainda uma ironia histórica difícil de ignorar. Mesmo durante o governo de Jair Bolsonaro, a relação de Eduardo com a Polícia Federal foi marcada por tensões, acusações de aparelhamento e conflitos internos. Agora, num momento em que a instituição busca reafirmar sua autonomia, transparência e foco em produtividade, o rigor administrativo recai justamente sobre quem sempre discursou em favor da ordem, da disciplina e da igualdade perante a lei.

Se confirmada, após o amplo direito de defesa e do contraditório, a demissão a bem do serviço público terá um peso simbólico devastador. Não apenas pelo impacto financeiro ou pela perda de um cargo de elite, mas porque desmonta a narrativa moral que sustentou boa parte de seu discurso político. Meritocracia, quando aplicada de forma universal, cobra coerência.

No fim, o caso Eduardo Bolsonaro não é apenas um episódio administrativo. É um teste institucional. Um sinal de que, ao menos neste episódio, a lei parece valer para todos — inclusive para quem sempre falou em nome da ordem, do combate a privilégios e da moralização do Estado. Quando a meritocracia deixa o palanque e entra na planilha, ela revela quem realmente acredita nela.

Por Que a PF Pode Demitir Eduardo Bolsonaro

 

Padre Carlos

Há momentos na vida pública em que o discurso encontra a realidade — e, quase sempre, esse encontro é desconfortável. A abertura de um Processo Administrativo Disciplinar pela Corregedoria da Polícia Federal contra Eduardo Bolsonaro expõe exatamente esse choque: o da retórica política com a prática cotidiana do serviço público.

O caso é, em essência, simples e brutalmente objetivo. Não se trata de ideologia, perseguição política ou revanchismo institucional. Trata-se de planilhas, registros de ponto e mais de 30 faltas injustificadas. No setor privado, o desfecho seria automático: demissão por justa causa. No serviço público, o nome é outro — abandono de função —, mas o princípio é o mesmo. Quem não trabalha, não permanece.

O simbolismo político, porém, é inevitável. A família Bolsonaro construiu sua trajetória pública associando-se às forças de segurança, exaltando a disciplina, a hierarquia, a meritocracia e o combate aos privilégios. Criticou duramente o funcionalismo que, segundo sua narrativa, receberia sem produzir. Agora, a própria Polícia Federal — instituição frequentemente usada como símbolo em seus discursos — cobra explicações formais de um de seus principais expoentes.

Eduardo Bolsonaro não é um servidor qualquer. É escrivão concursado de uma das carreiras mais disputadas do Estado brasileiro, com salários que podem ultrapassar os R$ 20 mil mensais, além de estabilidade, aposentadoria especial e benefícios funcionais relevantes. Ao mesmo tempo, recebe cerca de R$ 44 mil como deputado federal, somados a verbas e auxílios. A pergunta que ecoa nos corredores da opinião pública é simples: por que manter o cargo na PF sem exercer suas funções?

Enquanto participava de eventos internacionais, cúpulas conservadoras e cultivava a imagem de celebridade política, os registros administrativos apontavam ausências não justificadas. O PAD instaurado pela direção-geral da Polícia Federal funciona como qualquer cobrança de recursos humanos: explique sua ausência ou arque com as consequências legais. Não há exceção para sobrenomes famosos.

O argumento de perseguição política, tão comum em tempos de polarização, perde força diante da frieza dos dados. A própria corregedoria ressalta que o processo não questiona posições ideológicas, mas a inexistência de dias trabalhados ou justificativas formais. A lei é clara, e o Estatuto do Servidor Público não abre margem para interpretações emocionais quando se configura abandono de cargo.

Há ainda uma ironia histórica difícil de ignorar. Mesmo durante o governo de Jair Bolsonaro, a relação de Eduardo com a Polícia Federal foi marcada por tensões, acusações de aparelhamento e conflitos internos. Agora, num momento em que a instituição busca reafirmar sua autonomia, transparência e foco em produtividade, o rigor administrativo recai justamente sobre quem sempre discursou em favor da ordem, da disciplina e da igualdade perante a lei.

Se confirmada, após o amplo direito de defesa e do contraditório, a demissão a bem do serviço público terá um peso simbólico devastador. Não apenas pelo impacto financeiro ou pela perda de um cargo de elite, mas porque desmonta a narrativa moral que sustentou boa parte de seu discurso político. Meritocracia, quando aplicada de forma universal, cobra coerência.

No fim, o caso Eduardo Bolsonaro não é apenas um episódio administrativo. É um teste institucional. Um sinal de que, ao menos neste episódio, a lei parece valer para todos — inclusive para quem sempre falou em nome da ordem, do combate a privilégios e da moralização do Estado. Quando a meritocracia deixa o palanque e entra na planilha, ela revela quem realmente acredita nela.

ARTIGO – A Dignidade do Silêncio: Quando Preservar a Dor é um Ato de Coragem

 

 

Padre Carlos

 

Aprendi, com o tempo e com as quedas, a ser discreto com aquilo que me machuca. Não foi por frieza, tampouco por desejo de parecer invulnerável. Foi por sobrevivência emocional. Há dores que, quando expostas ao vento errado, não encontram abrigo — encontram julgamento. A sensibilidade, quando colocada no palco inadequado, vira alvo. E nem toda dor nasceu para o espetáculo.

Vivemos numa era ruidosa, em que tudo precisa ser dito, postado, comentado, compartilhado. A cultura da exposição transformou o sofrimento humano em conteúdo e a intimidade em mercadoria emocional. Mas existe uma verdade pouco confortável, embora profundamente humana: nem toda dor pede voz. Algumas pedem silêncio. Pedem pausa. Pedem recolhimento. Elas exigem tempo para serem compreendidas antes de serem explicadas.

Compartilhar cedo demais pode ser uma armadilha. O que retorna quase nunca é acolhimento genuíno. Voltam opiniões apressadas, conselhos genéricos, frases prontas que ignoram a complexidade do que se vive por dentro. Há quem confunda curiosidade com cuidado, julgamento com ajuda, intromissão com empatia. E é nesse terreno árido que muitas feridas se aprofundam.

O silêncio, nesse contexto, não é fraqueza. É estratégia. É maturidade emocional. É inteligência afetiva. Há feridas que cicatrizam melhor longe dos olhares alheios, longe da necessidade alheia de opinar sobre o que não sente. Preservar o que dói é um gesto radical de amor-próprio, um ato silencioso de resistência num mundo que exige explicações imediatas para tudo.

Atravessar a dor por dentro, no próprio ritmo, é um exercício de dignidade. Não transformar sofrimento em espetáculo é uma escolha ética. A dor não precisa de plateia para ser legítima. Ela precisa de espaço. Precisa de tempo. Precisa de respeito. E, sobretudo, precisa ser vivida sem a pressão de performar força ou fragilidade para satisfazer expectativas externas.

Existe uma sabedoria antiga nisso. Os grandes processos humanos — luto, perda, frustração, desilusão — sempre pediram recolhimento. A alma, quando ferida, não grita: ela sussurra. E só quem silencia por dentro consegue escutar. É nesse silêncio que a dor encontra sentido, que o sofrimento deixa de ser ruído e começa a se transformar em aprendizado.

Num tempo em que tudo é urgência, escolher o silêncio é um gesto contracultural. É afirmar que a saúde emocional importa mais do que a validação pública. É compreender que nem tudo que machuca precisa ser explicado para existir. Algumas dores não querem palavras — querem passagem. E passam, quando respeitadas.

Que saibamos, portanto, honrar o silêncio que cura. Que aprendamos a diferenciar o que deve ser partilhado do que precisa ser protegido. Porque há dores que só deixam de doer quando encontram aquilo que o mundo raramente oferece: tempo, espaço e humanidade.

ARTIGO – A Dignidade do Silêncio: Quando Preservar a Dor é um Ato de Coragem

 

 

Padre Carlos

 

Aprendi, com o tempo e com as quedas, a ser discreto com aquilo que me machuca. Não foi por frieza, tampouco por desejo de parecer invulnerável. Foi por sobrevivência emocional. Há dores que, quando expostas ao vento errado, não encontram abrigo — encontram julgamento. A sensibilidade, quando colocada no palco inadequado, vira alvo. E nem toda dor nasceu para o espetáculo.

Vivemos numa era ruidosa, em que tudo precisa ser dito, postado, comentado, compartilhado. A cultura da exposição transformou o sofrimento humano em conteúdo e a intimidade em mercadoria emocional. Mas existe uma verdade pouco confortável, embora profundamente humana: nem toda dor pede voz. Algumas pedem silêncio. Pedem pausa. Pedem recolhimento. Elas exigem tempo para serem compreendidas antes de serem explicadas.

Compartilhar cedo demais pode ser uma armadilha. O que retorna quase nunca é acolhimento genuíno. Voltam opiniões apressadas, conselhos genéricos, frases prontas que ignoram a complexidade do que se vive por dentro. Há quem confunda curiosidade com cuidado, julgamento com ajuda, intromissão com empatia. E é nesse terreno árido que muitas feridas se aprofundam.

O silêncio, nesse contexto, não é fraqueza. É estratégia. É maturidade emocional. É inteligência afetiva. Há feridas que cicatrizam melhor longe dos olhares alheios, longe da necessidade alheia de opinar sobre o que não sente. Preservar o que dói é um gesto radical de amor-próprio, um ato silencioso de resistência num mundo que exige explicações imediatas para tudo.

Atravessar a dor por dentro, no próprio ritmo, é um exercício de dignidade. Não transformar sofrimento em espetáculo é uma escolha ética. A dor não precisa de plateia para ser legítima. Ela precisa de espaço. Precisa de tempo. Precisa de respeito. E, sobretudo, precisa ser vivida sem a pressão de performar força ou fragilidade para satisfazer expectativas externas.

Existe uma sabedoria antiga nisso. Os grandes processos humanos — luto, perda, frustração, desilusão — sempre pediram recolhimento. A alma, quando ferida, não grita: ela sussurra. E só quem silencia por dentro consegue escutar. É nesse silêncio que a dor encontra sentido, que o sofrimento deixa de ser ruído e começa a se transformar em aprendizado.

Num tempo em que tudo é urgência, escolher o silêncio é um gesto contracultural. É afirmar que a saúde emocional importa mais do que a validação pública. É compreender que nem tudo que machuca precisa ser explicado para existir. Algumas dores não querem palavras — querem passagem. E passam, quando respeitadas.

Que saibamos, portanto, honrar o silêncio que cura. Que aprendamos a diferenciar o que deve ser partilhado do que precisa ser protegido. Porque há dores que só deixam de doer quando encontram aquilo que o mundo raramente oferece: tempo, espaço e humanidade.

ARTIGO – A VERDADE QUE RESISTE À DESINFORMAÇÃO E A SOBERANIA DAS URNAS

 

 

Padre Carlos

 

Vitória da Conquista viveu, durante o último processo eleitoral, um dos períodos mais intensos de bombardeio informacional de sua história política recente. Não se tratou apenas de crítica política — que é legítima e necessária à democracia —, mas de uma verdadeira campanha de desinformação, construída com meias-verdades, interpretações forçadas da lei e narrativas artificiais destinadas a semear dúvida, medo e descrédito no eleitorado.

A estratégia era clara: fragilizar a confiança do povo, não nas urnas, mas no resultado delas. Criou-se a ilusão de que a vontade soberana do eleitor poderia ser revertida nos tribunais, como se o voto fosse apenas um detalhe provisório, sujeito à conveniência de quem não aceitou o veredito popular. Essa lógica perigosa transforma a Justiça em trincheira política e substitui o debate democrático pela judicialização da política.

O eleitor conquistense foi exposto diariamente a informações que não eram verdadeiras, repetidas à exaustão em redes sociais, grupos de mensagens e discursos públicos. Alimentou-se a suspeita de inelegibilidade como arma eleitoral, não como argumento jurídico consistente. A política, nesse momento, perdeu grandeza; preferiu-se o atalho da intriga ao caminho honesto da disputa de ideias.

A decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral, publicada no Diário da Justiça Eletrônico, resgata não apenas a verdade jurídica, mas a dignidade do processo democrático. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ao rejeitar o recurso extraordinário, confirmou o entendimento do ministro relator André Ramos Tavares, que desde novembro de 2024 já havia reconhecido, de forma clara e fundamentada, a elegibilidade da prefeita Sheila Lemos.

A tentativa de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal esbarrou em um princípio elementar do Estado de Direito: não cabe recurso extraordinário para simples reexame de fatos e provas. A Súmula 279 do STF foi aplicada com precisão, demonstrando que o que se buscava não era justiça, mas insistência política travestida de argumento jurídico.

Com isso, a Justiça Eleitoral reafirma um valor essencial à democracia brasileira: eleição não se corrige no tapetão. A decisão das urnas não pode ser sequestrada por narrativas artificiais nem substituída por uma judicialização sem lastro jurídico. O voto é soberano, e sua legitimidade só pode ser questionada dentro dos limites estritos da lei — nunca como instrumento de revanche política.

Diante desse desfecho, é inevitável dizer: há quem deva um pedido público de desculpas à prefeita Sheila Lemos. Não apenas a ela, mas ao povo de Vitória da Conquista, que foi tratado como massa manipulável, incapaz de decidir seu próprio destino. A prefeita confiou no eleitorado, confiou na Justiça brasileira e manteve-se firme, mesmo sob ataque constante.

Parabenizar Sheila Lemos, neste momento, não é um gesto de alinhamento político, mas de respeito institucional. É reconhecer que a democracia se fortalece quando líderes confiam no povo e quando a Justiça atua com serenidade, técnica e independência.

A verdade pode até ser abafada por um tempo, mas ela sempre encontra caminho para emergir. Em Vitória da Conquista, ela emergiu com força, restabelecendo a confiança nas urnas, na Justiça Eleitoral e no princípio mais básico da democracia: é o povo quem decide.

ARTIGO – A VERDADE QUE RESISTE À DESINFORMAÇÃO E A SOBERANIA DAS URNAS

 

 

Padre Carlos

 

Vitória da Conquista viveu, durante o último processo eleitoral, um dos períodos mais intensos de bombardeio informacional de sua história política recente. Não se tratou apenas de crítica política — que é legítima e necessária à democracia —, mas de uma verdadeira campanha de desinformação, construída com meias-verdades, interpretações forçadas da lei e narrativas artificiais destinadas a semear dúvida, medo e descrédito no eleitorado.

A estratégia era clara: fragilizar a confiança do povo, não nas urnas, mas no resultado delas. Criou-se a ilusão de que a vontade soberana do eleitor poderia ser revertida nos tribunais, como se o voto fosse apenas um detalhe provisório, sujeito à conveniência de quem não aceitou o veredito popular. Essa lógica perigosa transforma a Justiça em trincheira política e substitui o debate democrático pela judicialização da política.

O eleitor conquistense foi exposto diariamente a informações que não eram verdadeiras, repetidas à exaustão em redes sociais, grupos de mensagens e discursos públicos. Alimentou-se a suspeita de inelegibilidade como arma eleitoral, não como argumento jurídico consistente. A política, nesse momento, perdeu grandeza; preferiu-se o atalho da intriga ao caminho honesto da disputa de ideias.

A decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral, publicada no Diário da Justiça Eletrônico, resgata não apenas a verdade jurídica, mas a dignidade do processo democrático. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ao rejeitar o recurso extraordinário, confirmou o entendimento do ministro relator André Ramos Tavares, que desde novembro de 2024 já havia reconhecido, de forma clara e fundamentada, a elegibilidade da prefeita Sheila Lemos.

A tentativa de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal esbarrou em um princípio elementar do Estado de Direito: não cabe recurso extraordinário para simples reexame de fatos e provas. A Súmula 279 do STF foi aplicada com precisão, demonstrando que o que se buscava não era justiça, mas insistência política travestida de argumento jurídico.

Com isso, a Justiça Eleitoral reafirma um valor essencial à democracia brasileira: eleição não se corrige no tapetão. A decisão das urnas não pode ser sequestrada por narrativas artificiais nem substituída por uma judicialização sem lastro jurídico. O voto é soberano, e sua legitimidade só pode ser questionada dentro dos limites estritos da lei — nunca como instrumento de revanche política.

Diante desse desfecho, é inevitável dizer: há quem deva um pedido público de desculpas à prefeita Sheila Lemos. Não apenas a ela, mas ao povo de Vitória da Conquista, que foi tratado como massa manipulável, incapaz de decidir seu próprio destino. A prefeita confiou no eleitorado, confiou na Justiça brasileira e manteve-se firme, mesmo sob ataque constante.

Parabenizar Sheila Lemos, neste momento, não é um gesto de alinhamento político, mas de respeito institucional. É reconhecer que a democracia se fortalece quando líderes confiam no povo e quando a Justiça atua com serenidade, técnica e independência.

A verdade pode até ser abafada por um tempo, mas ela sempre encontra caminho para emergir. Em Vitória da Conquista, ela emergiu com força, restabelecendo a confiança nas urnas, na Justiça Eleitoral e no princípio mais básico da democracia: é o povo quem decide.

O Compasso Necessário: A Sinergia entre Legislativo e Executivo em Prol de Vitória da Conquista

 

O retorno das sessões na Câmara Municipal de Vitória da Conquista não traz apenas o fim do recesso parlamentar; traz a urgência de um alinhamento institucional que a cidade não pode mais ignorar. Sob a presidência do vereador Ivan Cordeiro (PL), o Legislativo coloca na mesa temas de profundo impacto social: o projeto “IPTU Zero” para ruas sem pavimentação e a destinação de R$ 30 milhões para a construção de habitações populares. São pautas nobres, mas que carregam um lembrete implacável: na política, a boa intenção sem articulação com o Executivo é uma engrenagem que gira no vazio.

A Justiça Fiscal e o “IPTU Zero”

A proposta de isenção do IPTU para moradores que não gozam de infraestrutura básica — asfalto, drenagem e serviços urbanos — é, antes de tudo, um clamor por justiça fiscal. É moralmente questionável cobrar o tributo integral de quem abre a porta de casa e encontra lama ou poeira.

Entretanto, para que o “IPTU Zero” deixe de ser uma bandeira de redes sociais e se torne um benefício real, a batuta está nas mãos da Prefeitura. Como bem pontuado pelo presidente Ivan Cordeiro, a iniciativa depende do envio de um projeto de lei por parte da administração municipal. Aqui, o Legislativo atua como o termômetro das ruas, mas é o Executivo que detém a caneta do orçamento. Sem um diálogo afinado, corremos o risco de ver uma política pública vital naufragar em burocracias ou disputas de protagonismo.

Habitação: Onde o Recurso Encontra a Necessidade

A questão habitacional segue a mesma lógica. A indicação unânime da Mesa Diretora para utilizar parte do empréstimo de R$ 400 milhões (FINISA) na construção de casas populares é um movimento estratégico. O déficit habitacional em Conquista é um fato técnico, reconhecido pela própria prefeita em diagnósticos recentes.

Projeto de Lei Complementar nº 46/2025 é a ponte necessária. Destinar R$ 30 milhões para moradias não é apenas uma decisão financeira; é uma escolha política que exige que a Câmara e a Prefeitura falem a mesma língua. O parlamento sinaliza a prioridade, mas a execução depende da máquina administrativa.


Conclusão: O Pacto pela Cidade

O que Vitória da Conquista espera de seus representantes neste início de 2026 não é um cabo de guerra, mas uma orquestra.

  1. O Legislativo cumpre seu papel ao pautar o que dói no cidadão.

  2. O Executivo deve ter a sensibilidade de acolher essas demandas e viabilizá-las tecnicamente.

A política eficaz é feita de convergência. Quando o Legislativo e o Executivo afinam seus discursos, quem ganha é o morador do bairro periférico que aguarda o asfalto ou a chave da casa própria. Que o tom desta legislatura seja o do entendimento, transformando pautas importantes em conquistas irreversíveis para o povo conquistense.

O Compasso Necessário: A Sinergia entre Legislativo e Executivo em Prol de Vitória da Conquista

 

O retorno das sessões na Câmara Municipal de Vitória da Conquista não traz apenas o fim do recesso parlamentar; traz a urgência de um alinhamento institucional que a cidade não pode mais ignorar. Sob a presidência do vereador Ivan Cordeiro (PL), o Legislativo coloca na mesa temas de profundo impacto social: o projeto “IPTU Zero” para ruas sem pavimentação e a destinação de R$ 30 milhões para a construção de habitações populares. São pautas nobres, mas que carregam um lembrete implacável: na política, a boa intenção sem articulação com o Executivo é uma engrenagem que gira no vazio.

A Justiça Fiscal e o “IPTU Zero”

A proposta de isenção do IPTU para moradores que não gozam de infraestrutura básica — asfalto, drenagem e serviços urbanos — é, antes de tudo, um clamor por justiça fiscal. É moralmente questionável cobrar o tributo integral de quem abre a porta de casa e encontra lama ou poeira.

Entretanto, para que o “IPTU Zero” deixe de ser uma bandeira de redes sociais e se torne um benefício real, a batuta está nas mãos da Prefeitura. Como bem pontuado pelo presidente Ivan Cordeiro, a iniciativa depende do envio de um projeto de lei por parte da administração municipal. Aqui, o Legislativo atua como o termômetro das ruas, mas é o Executivo que detém a caneta do orçamento. Sem um diálogo afinado, corremos o risco de ver uma política pública vital naufragar em burocracias ou disputas de protagonismo.

Habitação: Onde o Recurso Encontra a Necessidade

A questão habitacional segue a mesma lógica. A indicação unânime da Mesa Diretora para utilizar parte do empréstimo de R$ 400 milhões (FINISA) na construção de casas populares é um movimento estratégico. O déficit habitacional em Conquista é um fato técnico, reconhecido pela própria prefeita em diagnósticos recentes.

Projeto de Lei Complementar nº 46/2025 é a ponte necessária. Destinar R$ 30 milhões para moradias não é apenas uma decisão financeira; é uma escolha política que exige que a Câmara e a Prefeitura falem a mesma língua. O parlamento sinaliza a prioridade, mas a execução depende da máquina administrativa.


Conclusão: O Pacto pela Cidade

O que Vitória da Conquista espera de seus representantes neste início de 2026 não é um cabo de guerra, mas uma orquestra.

  1. O Legislativo cumpre seu papel ao pautar o que dói no cidadão.

  2. O Executivo deve ter a sensibilidade de acolher essas demandas e viabilizá-las tecnicamente.

A política eficaz é feita de convergência. Quando o Legislativo e o Executivo afinam seus discursos, quem ganha é o morador do bairro periférico que aguarda o asfalto ou a chave da casa própria. Que o tom desta legislatura seja o do entendimento, transformando pautas importantes em conquistas irreversíveis para o povo conquistense.