Política e Resenha

Uma Viagem Interrompida na Madrugada: o Que se Sabe Sobre o Acidente que Parou a BR-116

A madrugada desta terça-feira (27) foi marcada por um grave acidente na BR-116, no trecho que corta o município de Irajuba, no Sudoeste da Bahia. Um ônibus de turismo, que transportava cerca de 50 passageiros, tombou por volta das 3h10, resultando em uma vítima fatal e ao menos 11 pessoas feridas. O episódio mobilizou equipes de resgate de diversas cidades da região e provocou a interdição total da rodovia por várias horas.

O veículo realizava uma viagem interestadual de longa distância. Tinha saído de Patu, no Rio Grande do Norte, com destino final em São Paulo. Segundo informações apuradas junto às autoridades e divulgadas por veículos locais, o coletivo teria perdido o controle após derrapar em uma mancha de óleo na pista, fator apontado preliminarmente como causa do acidente. As circunstâncias, no entanto, ainda estão sendo investigadas.

A vítima fatal foi identificada como Luís Anacleto, de 84 anos, natural da Paraíba. O idoso não resistiu aos ferimentos sofridos no tombamento. O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Jequié, onde foram realizados os procedimentos periciais.

Os passageiros feridos, com lesões de diferentes gravidades, foram socorridos e levados ao Hospital Geral Prado Valadares, também em Jequié. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde de cada vítima, apenas a confirmação de que todas receberam atendimento médico imediato.

O impacto no trânsito foi significativo. A BR-116 permaneceu totalmente interditada por aproximadamente cinco horas, período necessário para o resgate dos passageiros e a retirada do ônibus da pista. A Polícia Rodoviária Federal informou que a liberação ocorreu de forma gradual, após a conclusão dos trabalhos emergenciais e a garantia de segurança para os motoristas que trafegavam pelo trecho.

O acidente reacende a atenção para a segurança nas rodovias federais, especialmente em viagens noturnas e de longa distância. A presença de óleo na pista, caso confirmada como causa principal, levanta questionamentos sobre fiscalização, manutenção e prevenção de riscos em trechos de intenso fluxo. As investigações seguem em andamento para esclarecer as responsabilidades e as condições que levaram à tragédia.

(Maria Clara)

Uma Viagem Interrompida na Madrugada: o Que se Sabe Sobre o Acidente que Parou a BR-116

A madrugada desta terça-feira (27) foi marcada por um grave acidente na BR-116, no trecho que corta o município de Irajuba, no Sudoeste da Bahia. Um ônibus de turismo, que transportava cerca de 50 passageiros, tombou por volta das 3h10, resultando em uma vítima fatal e ao menos 11 pessoas feridas. O episódio mobilizou equipes de resgate de diversas cidades da região e provocou a interdição total da rodovia por várias horas.

O veículo realizava uma viagem interestadual de longa distância. Tinha saído de Patu, no Rio Grande do Norte, com destino final em São Paulo. Segundo informações apuradas junto às autoridades e divulgadas por veículos locais, o coletivo teria perdido o controle após derrapar em uma mancha de óleo na pista, fator apontado preliminarmente como causa do acidente. As circunstâncias, no entanto, ainda estão sendo investigadas.

A vítima fatal foi identificada como Luís Anacleto, de 84 anos, natural da Paraíba. O idoso não resistiu aos ferimentos sofridos no tombamento. O corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Jequié, onde foram realizados os procedimentos periciais.

Os passageiros feridos, com lesões de diferentes gravidades, foram socorridos e levados ao Hospital Geral Prado Valadares, também em Jequié. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde de cada vítima, apenas a confirmação de que todas receberam atendimento médico imediato.

O impacto no trânsito foi significativo. A BR-116 permaneceu totalmente interditada por aproximadamente cinco horas, período necessário para o resgate dos passageiros e a retirada do ônibus da pista. A Polícia Rodoviária Federal informou que a liberação ocorreu de forma gradual, após a conclusão dos trabalhos emergenciais e a garantia de segurança para os motoristas que trafegavam pelo trecho.

O acidente reacende a atenção para a segurança nas rodovias federais, especialmente em viagens noturnas e de longa distância. A presença de óleo na pista, caso confirmada como causa principal, levanta questionamentos sobre fiscalização, manutenção e prevenção de riscos em trechos de intenso fluxo. As investigações seguem em andamento para esclarecer as responsabilidades e as condições que levaram à tragédia.

(Maria Clara)

A Cidade Onde a Segurança Virou Rotina: O Que Vitória da Conquista Está Fazendo de Diferente?

Vitória da Conquista alcança, pelo quarto ano consecutivo, um feito que chama a atenção de toda a Bahia: o reconhecimento como a cidade mais segura do estado. Em um cenário nacional marcado por desafios na área da segurança pública, o dado não apenas impressiona, mas desperta curiosidade sobre os caminhos adotados pelo município para chegar a esse resultado.

O título não é fruto do acaso nem de estatísticas isoladas. Ele reflete um conjunto de ações contínuas, planejadas e executadas com regularidade, que envolvem gestão pública eficiente, políticas preventivas, integração institucional e, sobretudo, a participação ativa da população. A segurança, em Vitória da Conquista, deixou de ser apenas uma promessa de governo para se tornar uma prática cotidiana.

O protagonismo dos conquistenses e conquistados é parte essencial desse processo. Comunidade, poder público e forças institucionais caminham juntos, fortalecendo uma cultura de cuidado, vigilância cidadã e responsabilidade coletiva. Quando a população confia nas instituições e participa das estratégias de prevenção, os resultados aparecem de forma concreta e duradoura.

Nesse contexto, a cerimônia de posse dos cargos da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social ganha um significado especial. Mais do que um ato administrativo, o momento simboliza a continuidade e o fortalecimento das políticas públicas de segurança, reafirmando o compromisso do município com a proteção da vida, do patrimônio e da convivência social.

A consolidação de uma cidade segura impacta diretamente outros setores fundamentais, como desenvolvimento econômico, qualidade de vida, turismo e bem-estar social. Segurança gera confiança, atrai investimentos e fortalece o sentimento de pertencimento da população ao espaço urbano.

Vitória da Conquista se destaca, assim, não apenas pelos números, mas pelo modelo adotado: planejamento, constância, diálogo e corresponsabilidade. O reconhecimento estadual, repetido pelo quarto ano seguido, confirma que o caminho escolhido segue na direção certa e coloca o município como referência em segurança pública na Bahia.

(Maria Clara)

A Cidade Onde a Segurança Virou Rotina: O Que Vitória da Conquista Está Fazendo de Diferente?

Vitória da Conquista alcança, pelo quarto ano consecutivo, um feito que chama a atenção de toda a Bahia: o reconhecimento como a cidade mais segura do estado. Em um cenário nacional marcado por desafios na área da segurança pública, o dado não apenas impressiona, mas desperta curiosidade sobre os caminhos adotados pelo município para chegar a esse resultado.

O título não é fruto do acaso nem de estatísticas isoladas. Ele reflete um conjunto de ações contínuas, planejadas e executadas com regularidade, que envolvem gestão pública eficiente, políticas preventivas, integração institucional e, sobretudo, a participação ativa da população. A segurança, em Vitória da Conquista, deixou de ser apenas uma promessa de governo para se tornar uma prática cotidiana.

O protagonismo dos conquistenses e conquistados é parte essencial desse processo. Comunidade, poder público e forças institucionais caminham juntos, fortalecendo uma cultura de cuidado, vigilância cidadã e responsabilidade coletiva. Quando a população confia nas instituições e participa das estratégias de prevenção, os resultados aparecem de forma concreta e duradoura.

Nesse contexto, a cerimônia de posse dos cargos da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social ganha um significado especial. Mais do que um ato administrativo, o momento simboliza a continuidade e o fortalecimento das políticas públicas de segurança, reafirmando o compromisso do município com a proteção da vida, do patrimônio e da convivência social.

A consolidação de uma cidade segura impacta diretamente outros setores fundamentais, como desenvolvimento econômico, qualidade de vida, turismo e bem-estar social. Segurança gera confiança, atrai investimentos e fortalece o sentimento de pertencimento da população ao espaço urbano.

Vitória da Conquista se destaca, assim, não apenas pelos números, mas pelo modelo adotado: planejamento, constância, diálogo e corresponsabilidade. O reconhecimento estadual, repetido pelo quarto ano seguido, confirma que o caminho escolhido segue na direção certa e coloca o município como referência em segurança pública na Bahia.

(Maria Clara)

Quando o Sagrado Entra na Mira da Lei: O Caso que Abala Lideranças Religiosas em Vitória da Conquista

A divulgação de uma nota oficial pela Associação de Pastores de Vitória da Conquista (APEVIC) trouxe à tona um episódio que mobilizou a opinião pública local e reacendeu debates sensíveis sobre ética, liderança religiosa e responsabilidade institucional. A manifestação ocorreu após uma operação policial realizada na última sexta-feira (23), que teve como alvo um líder evangélico do bairro Brasil, na Joia do Sertão Baiano.

No comunicado, a APEVIC adotou um tom firme e objetivo ao afirmar que não compactua nem relativiza qualquer prática de abuso ou assédio. A entidade ressaltou que condutas dessa natureza se tornam ainda mais graves quando partem de pessoas que ocupam posições de liderança espiritual, justamente por exercerem influência moral e simbólica sobre fiéis e comunidades inteiras. Ao mesmo tempo, a associação expressou solidariedade às possíveis vítimas e reafirmou seu respeito ao devido processo legal, destacando a importância de que os fatos sejam plenamente apurados pelas autoridades competentes.

A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) e apura a suspeita de uso da posição religiosa para aproximação de mulheres, especialmente por meio de redes sociais, com a finalidade de praticar atos libidinosos. De acordo com as informações divulgadas, o investigado já era alvo de apurações por fatos semelhantes há cerca de três anos, o que reforça a necessidade de aprofundamento do inquérito.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil recolheu o aparelho celular do suspeito. O material passará por perícia técnica, etapa considerada fundamental para o avanço das investigações e para a eventual identificação de outras possíveis vítimas em Vitória da Conquista. A análise do conteúdo poderá contribuir para esclarecer a extensão dos fatos e fornecer elementos objetivos para a responsabilização legal, caso as suspeitas sejam confirmadas.

O caso evidencia a importância da atuação das instituições, tanto religiosas quanto civis, diante de denúncias graves que envolvem abuso de poder e violência contra mulheres. Ao se posicionar publicamente, a APEVIC sinaliza um compromisso institucional com a ética, a transparência e a proteção das vítimas, sem antecipar julgamentos, mas também sem omissão. Em um contexto de forte presença religiosa na vida social, episódios como este reforçam a necessidade de vigilância, responsabilização e confiança nos mecanismos legais que sustentam o Estado de Direito.

(Maria Clara)

Quando o Sagrado Entra na Mira da Lei: O Caso que Abala Lideranças Religiosas em Vitória da Conquista

A divulgação de uma nota oficial pela Associação de Pastores de Vitória da Conquista (APEVIC) trouxe à tona um episódio que mobilizou a opinião pública local e reacendeu debates sensíveis sobre ética, liderança religiosa e responsabilidade institucional. A manifestação ocorreu após uma operação policial realizada na última sexta-feira (23), que teve como alvo um líder evangélico do bairro Brasil, na Joia do Sertão Baiano.

No comunicado, a APEVIC adotou um tom firme e objetivo ao afirmar que não compactua nem relativiza qualquer prática de abuso ou assédio. A entidade ressaltou que condutas dessa natureza se tornam ainda mais graves quando partem de pessoas que ocupam posições de liderança espiritual, justamente por exercerem influência moral e simbólica sobre fiéis e comunidades inteiras. Ao mesmo tempo, a associação expressou solidariedade às possíveis vítimas e reafirmou seu respeito ao devido processo legal, destacando a importância de que os fatos sejam plenamente apurados pelas autoridades competentes.

A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) e apura a suspeita de uso da posição religiosa para aproximação de mulheres, especialmente por meio de redes sociais, com a finalidade de praticar atos libidinosos. De acordo com as informações divulgadas, o investigado já era alvo de apurações por fatos semelhantes há cerca de três anos, o que reforça a necessidade de aprofundamento do inquérito.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil recolheu o aparelho celular do suspeito. O material passará por perícia técnica, etapa considerada fundamental para o avanço das investigações e para a eventual identificação de outras possíveis vítimas em Vitória da Conquista. A análise do conteúdo poderá contribuir para esclarecer a extensão dos fatos e fornecer elementos objetivos para a responsabilização legal, caso as suspeitas sejam confirmadas.

O caso evidencia a importância da atuação das instituições, tanto religiosas quanto civis, diante de denúncias graves que envolvem abuso de poder e violência contra mulheres. Ao se posicionar publicamente, a APEVIC sinaliza um compromisso institucional com a ética, a transparência e a proteção das vítimas, sem antecipar julgamentos, mas também sem omissão. Em um contexto de forte presença religiosa na vida social, episódios como este reforçam a necessidade de vigilância, responsabilização e confiança nos mecanismos legais que sustentam o Estado de Direito.

(Maria Clara)

Caiado e o Jogo das Cadeiras Partidárias: Quando a Ambição Presidencial Esbarra na Fragilidade Institucional


A notícia da saída de Ronaldo Caiado do União Brasil para viabilizar sua candidatura presidencial não deveria surpreender ninguém minimamente familiarizado com a política brasileira. Afinal, no Brasil, partidos políticos não são organizações ideológicas consolidadas, mas sim plataformas de conveniência — trampolins temporários que políticos utilizam conforme a direção dos ventos eleitorais.
O que chama atenção, contudo, não é apenas mais um episódio da crônica dança das cadeiras partidárias, mas o que ele revela sobre as contradições de um sistema político profundamente fragilizado e sobre as ambições de um governador que, embora competente em sua administração estadual, pode estar prestes a cometer um erro de cálculo significativo.
A Federação que Nunca Foi
Caiado justifica sua saída alegando insatisfação com a federação União Progressista, formada entre União Brasil e Progressistas. A federação partidária, mecanismo criado para forçar alguma coerência programática em nosso caótico sistema multipartidário, deveria representar um compromisso de longo prazo entre legendas com afinidades ideológicas. Na prática, como demonstra este episódio, não passa de mais uma engenharia institucional que sucumbe diante dos interesses individuais.
O que estava em jogo? Provavelmente divergências sobre alianças, tempo de televisão, recursos do fundo partidário e, principalmente, o apoio a diferentes projetos presidenciais. Quando Caiado afirma entender “a dificuldade do partido”, está, na verdade, reconhecendo que sua ambição presidencial não encontrou respaldo suficiente dentro da própria legenda. Em outras palavras: o União Brasil preferiu outros caminhos.
A Candidatura Improvável
Mas será realista a pretensão presidencial de Caiado? Com todo o respeito à sua gestão em Goiás — que, reconheça-se, apresenta avanços em áreas como segurança pública e infraestrutura —, é preciso questionar se há espaço real para sua candidatura no cenário nacional atual.
O governador goiano possui baixíssimo reconhecimento fora de seu estado e da classe política. Não possui uma base nacional consolidada, não construiu alianças estratégicas significativas fora do Centro-Oeste e, agora, parte em busca de um partido que o acolha às vésperas do início oficial da campanha. Isso não é construir uma candidatura presidencial; é improvisar uma.
Além disso, o campo político que Caiado pretende ocupar — o centro-direita com pretensões de terceira via — está absolutamente saturado. Entre bolsonaristas, lulistas e eventuais candidatos de centro, onde exatamente Caiado se posicionaria? Qual seria sua proposta distintiva capaz de mobilizar eleitores nacionalmente?
O Custo da Ambição Desmedida
Há um risco real de que esta aventura presidencial custe caro a Caiado. Ao abandonar seu partido em meio a uma federação, ele queima pontes políticas importantes. Ao lançar-se numa corrida presidencial sem estrutura adequada, arrisca-se a uma derrota humilhante que pode manchar sua reputação construída em Goiás.
Governadores bem-sucedidos que se lançaram precipitadamente à Presidência sem base nacional consistente costumam amargar resultados pífios. A história eleitoral brasileira está repleta desses exemplos. Caiado, aos 75 anos e com uma carreira política extensa, deveria saber disso.
O Reflexo de um Sistema Doente
Mas o caso Caiado é sintomático de algo maior: a absoluta falta de institucionalidade partidária no Brasil. Partidos não passam de siglas registradas no TSE, sem identidade programática clara, sem militância ativa, sem compromisso ideológico. São clubes de políticos profissionais que se reagrupam conforme conveniências eleitorais.
Como esperar que o eleitor leve a sério o sistema partidário quando os próprios políticos o tratam com tamanha leviandade? Como cobrar fidelidade ideológica do cidadão quando lideranças trocam de legenda como quem troca de roupa?
Conclusão: Realismo ou Teimosia?
Ronaldo Caiado tem todo o direito de almejar a Presidência da República. A democracia se fortalece com a pluralidade de candidaturas. Porém, entre o direito de candidatar-se e a viabilidade real de uma candidatura, há um abismo que precisa ser reconhecido.
O governador goiano poderia consolidar seu legado concluindo bem seu mandato, fortalecendo sua base regional e, quem sabe, preparando o terreno para uma candidatura presidencial futura mais estruturada. Ou poderia aceitar um papel de liderança nacional sem necessariamente ser candidato — há outras formas de influenciar os rumos do país.
Insistir numa candidatura improvisada, em busca de um partido de última hora, soa menos como estratégia política e mais como teimosia. E a teimosia, na política como na vida, raramente termina bem.
O tempo dirá se Caiado está demonstrando audácia visionária ou apenas alimentando uma ilusão. Por ora, sua saída do União Brasil adiciona mais um capítulo à longa e melancólica história da fragilidade partidária brasileira — onde siglas são descartáveis e projetos de poder pessoal prevalecem sobre construções institucionais duradouras.

Caiado e o Jogo das Cadeiras Partidárias: Quando a Ambição Presidencial Esbarra na Fragilidade Institucional


A notícia da saída de Ronaldo Caiado do União Brasil para viabilizar sua candidatura presidencial não deveria surpreender ninguém minimamente familiarizado com a política brasileira. Afinal, no Brasil, partidos políticos não são organizações ideológicas consolidadas, mas sim plataformas de conveniência — trampolins temporários que políticos utilizam conforme a direção dos ventos eleitorais.
O que chama atenção, contudo, não é apenas mais um episódio da crônica dança das cadeiras partidárias, mas o que ele revela sobre as contradições de um sistema político profundamente fragilizado e sobre as ambições de um governador que, embora competente em sua administração estadual, pode estar prestes a cometer um erro de cálculo significativo.
A Federação que Nunca Foi
Caiado justifica sua saída alegando insatisfação com a federação União Progressista, formada entre União Brasil e Progressistas. A federação partidária, mecanismo criado para forçar alguma coerência programática em nosso caótico sistema multipartidário, deveria representar um compromisso de longo prazo entre legendas com afinidades ideológicas. Na prática, como demonstra este episódio, não passa de mais uma engenharia institucional que sucumbe diante dos interesses individuais.
O que estava em jogo? Provavelmente divergências sobre alianças, tempo de televisão, recursos do fundo partidário e, principalmente, o apoio a diferentes projetos presidenciais. Quando Caiado afirma entender “a dificuldade do partido”, está, na verdade, reconhecendo que sua ambição presidencial não encontrou respaldo suficiente dentro da própria legenda. Em outras palavras: o União Brasil preferiu outros caminhos.
A Candidatura Improvável
Mas será realista a pretensão presidencial de Caiado? Com todo o respeito à sua gestão em Goiás — que, reconheça-se, apresenta avanços em áreas como segurança pública e infraestrutura —, é preciso questionar se há espaço real para sua candidatura no cenário nacional atual.
O governador goiano possui baixíssimo reconhecimento fora de seu estado e da classe política. Não possui uma base nacional consolidada, não construiu alianças estratégicas significativas fora do Centro-Oeste e, agora, parte em busca de um partido que o acolha às vésperas do início oficial da campanha. Isso não é construir uma candidatura presidencial; é improvisar uma.
Além disso, o campo político que Caiado pretende ocupar — o centro-direita com pretensões de terceira via — está absolutamente saturado. Entre bolsonaristas, lulistas e eventuais candidatos de centro, onde exatamente Caiado se posicionaria? Qual seria sua proposta distintiva capaz de mobilizar eleitores nacionalmente?
O Custo da Ambição Desmedida
Há um risco real de que esta aventura presidencial custe caro a Caiado. Ao abandonar seu partido em meio a uma federação, ele queima pontes políticas importantes. Ao lançar-se numa corrida presidencial sem estrutura adequada, arrisca-se a uma derrota humilhante que pode manchar sua reputação construída em Goiás.
Governadores bem-sucedidos que se lançaram precipitadamente à Presidência sem base nacional consistente costumam amargar resultados pífios. A história eleitoral brasileira está repleta desses exemplos. Caiado, aos 75 anos e com uma carreira política extensa, deveria saber disso.
O Reflexo de um Sistema Doente
Mas o caso Caiado é sintomático de algo maior: a absoluta falta de institucionalidade partidária no Brasil. Partidos não passam de siglas registradas no TSE, sem identidade programática clara, sem militância ativa, sem compromisso ideológico. São clubes de políticos profissionais que se reagrupam conforme conveniências eleitorais.
Como esperar que o eleitor leve a sério o sistema partidário quando os próprios políticos o tratam com tamanha leviandade? Como cobrar fidelidade ideológica do cidadão quando lideranças trocam de legenda como quem troca de roupa?
Conclusão: Realismo ou Teimosia?
Ronaldo Caiado tem todo o direito de almejar a Presidência da República. A democracia se fortalece com a pluralidade de candidaturas. Porém, entre o direito de candidatar-se e a viabilidade real de uma candidatura, há um abismo que precisa ser reconhecido.
O governador goiano poderia consolidar seu legado concluindo bem seu mandato, fortalecendo sua base regional e, quem sabe, preparando o terreno para uma candidatura presidencial futura mais estruturada. Ou poderia aceitar um papel de liderança nacional sem necessariamente ser candidato — há outras formas de influenciar os rumos do país.
Insistir numa candidatura improvisada, em busca de um partido de última hora, soa menos como estratégia política e mais como teimosia. E a teimosia, na política como na vida, raramente termina bem.
O tempo dirá se Caiado está demonstrando audácia visionária ou apenas alimentando uma ilusão. Por ora, sua saída do União Brasil adiciona mais um capítulo à longa e melancólica história da fragilidade partidária brasileira — onde siglas são descartáveis e projetos de poder pessoal prevalecem sobre construções institucionais duradouras.

Quando o Diálogo Organiza a Cidade: a Zona Azul no Centro da Agenda Pública

A iniciativa da Prefeitura de Vitória da Conquista de abrir um canal institucional de diálogo para discutir os ajustes da Zona Azul sinaliza um movimento relevante na condução da gestão urbana. Ao reunir, nesta segunda-feira (26), representantes da Câmara Municipal, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Empresarial de Vitória da Conquista (ACEVIC), a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade colocou o tema do estacionamento rotativo no centro de uma agenda construída de forma coletiva, técnica e transparente.

Em cidades de porte médio, onde o comércio central concentra fluxo intenso de veículos e pessoas, o estacionamento rotativo é uma ferramenta estratégica para garantir mobilidade urbana, incentivar a rotatividade de vagas e fortalecer a economia local. Reconhecer sua importância, sem ignorar as críticas e dificuldades apontadas por usuários e comerciantes, demonstra maturidade administrativa e compromisso com a escuta social.

O encontro teve caráter propositivo. As entidades apresentaram demandas concretas dos munícipes e do setor produtivo, contribuindo para o aperfeiçoamento do serviço. A postura adotada pela gestão municipal, ao ouvir sugestões e sinalizar ajustes, reforça a compreensão de que políticas públicas eficazes se constroem a partir do diálogo com quem vivencia, no cotidiano, os impactos das decisões administrativas.

Outro aspecto positivo foi a decisão de formalizar as propostas em um documento conjunto, que será encaminhado à Serbet, empresa concessionária do sistema. Esse procedimento confere institucionalidade ao processo, evita improvisações e assegura que as mudanças passem por análise técnica, respeitando critérios legais e operacionais. Trata-se de um passo importante para alinhar eficiência, segurança jurídica e interesse público.

Durante o diálogo, representantes como Hélio Marques e o vereador Luciano Gomes destacaram a necessidade de aprimorar a comunicação com os usuários, evitando penalizações decorrentes de falhas informativas. A acolhida desse ponto pela Prefeitura evidencia sensibilidade administrativa e atenção à experiência do cidadão, elemento essencial para a legitimidade de qualquer serviço público.

A previsão de uma coletiva de imprensa para apresentar as soluções finais e os novos protocolos de funcionamento reforça o compromisso com a transparência. Ao compartilhar decisões e explicar mudanças de forma clara, o poder público fortalece a confiança da população e reduz ruídos que, muitas vezes, ampliam insatisfações.

Em um cenário marcado por cobranças crescentes por eficiência e participação, a condução desse processo mostra que a gestão municipal busca equilibrar interesses diversos — do comércio, dos usuários e do trânsito urbano — por meio do diálogo institucional. Mais do que discutir a Zona Azul, a iniciativa aponta para um modelo de governança que valoriza a escuta, a mediação e a construção compartilhada de soluções para os desafios da cidade.

(Maria Clara)

Quando o Diálogo Organiza a Cidade: a Zona Azul no Centro da Agenda Pública

A iniciativa da Prefeitura de Vitória da Conquista de abrir um canal institucional de diálogo para discutir os ajustes da Zona Azul sinaliza um movimento relevante na condução da gestão urbana. Ao reunir, nesta segunda-feira (26), representantes da Câmara Municipal, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Empresarial de Vitória da Conquista (ACEVIC), a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade colocou o tema do estacionamento rotativo no centro de uma agenda construída de forma coletiva, técnica e transparente.

Em cidades de porte médio, onde o comércio central concentra fluxo intenso de veículos e pessoas, o estacionamento rotativo é uma ferramenta estratégica para garantir mobilidade urbana, incentivar a rotatividade de vagas e fortalecer a economia local. Reconhecer sua importância, sem ignorar as críticas e dificuldades apontadas por usuários e comerciantes, demonstra maturidade administrativa e compromisso com a escuta social.

O encontro teve caráter propositivo. As entidades apresentaram demandas concretas dos munícipes e do setor produtivo, contribuindo para o aperfeiçoamento do serviço. A postura adotada pela gestão municipal, ao ouvir sugestões e sinalizar ajustes, reforça a compreensão de que políticas públicas eficazes se constroem a partir do diálogo com quem vivencia, no cotidiano, os impactos das decisões administrativas.

Outro aspecto positivo foi a decisão de formalizar as propostas em um documento conjunto, que será encaminhado à Serbet, empresa concessionária do sistema. Esse procedimento confere institucionalidade ao processo, evita improvisações e assegura que as mudanças passem por análise técnica, respeitando critérios legais e operacionais. Trata-se de um passo importante para alinhar eficiência, segurança jurídica e interesse público.

Durante o diálogo, representantes como Hélio Marques e o vereador Luciano Gomes destacaram a necessidade de aprimorar a comunicação com os usuários, evitando penalizações decorrentes de falhas informativas. A acolhida desse ponto pela Prefeitura evidencia sensibilidade administrativa e atenção à experiência do cidadão, elemento essencial para a legitimidade de qualquer serviço público.

A previsão de uma coletiva de imprensa para apresentar as soluções finais e os novos protocolos de funcionamento reforça o compromisso com a transparência. Ao compartilhar decisões e explicar mudanças de forma clara, o poder público fortalece a confiança da população e reduz ruídos que, muitas vezes, ampliam insatisfações.

Em um cenário marcado por cobranças crescentes por eficiência e participação, a condução desse processo mostra que a gestão municipal busca equilibrar interesses diversos — do comércio, dos usuários e do trânsito urbano — por meio do diálogo institucional. Mais do que discutir a Zona Azul, a iniciativa aponta para um modelo de governança que valoriza a escuta, a mediação e a construção compartilhada de soluções para os desafios da cidade.

(Maria Clara)

A Estrada que Calou Conquista: um adeus sobre duas rodas e um alerta que ecoa na BA-262

Vitória da Conquista viveu um momento de silêncio coletivo e reflexão profunda com o cortejo organizado por ciclistas e moradores que saiu do bairro Ibirapuera em direção ao povoado do Pradoso. O trajeto não foi apenas geográfico: foi também simbólico. A mobilização acompanhou o corpo de Rafael Oliveira Rosa, ciclista que morreu após ser atropelado na BA-262, no trecho entre Vitória da Conquista e Anagé, reunindo pessoas em um gesto de despedida e de apelo por mais segurança no trânsito.

Rafael morava no bairro Ibirapuera, em Conquista, e havia nascido no povoado do Pradoso, onde parte de sua família reside. O percurso do cortejo reproduziu, de certa forma, a ligação afetiva entre esses dois lugares que marcaram sua história de vida. Ciclistas, amigos, familiares e moradores participaram do ato de forma ordeira, transformando a rodovia em espaço de memória e respeito.

O acidente ocorreu na tarde do último domingo (25), quando Rafael realizava um pedal de estrada saindo de Vitória da Conquista em direção ao distrito do Pradoso. Segundo as informações disponíveis, ele trafegava corretamente pelo acostamento e utilizava equipamentos de segurança. No mesmo trecho, uma motorista seguia de Anagé para Conquista e tentou uma ultrapassagem. Ao perceber a aproximação de um caminhão no sentido contrário, desviou bruscamente para o acostamento, atingindo o ciclista de frente, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Estadual.

Rafael foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde passou por procedimento cirúrgico. Apesar dos esforços da equipe médica e das tentativas de estabilização, ele não resistiu e morreu na madrugada da segunda-feira (26), já internado na UTI.

O cortejo que tomou a estrada após sua morte não teve caráter de confronto ou acusação, mas de alerta. A presença de ciclistas e moradores reforçou um debate recorrente: a convivência entre diferentes formas de deslocamento nas rodovias e a necessidade de maior atenção, prudência e políticas públicas voltadas à segurança viária. Em uma região onde o uso da bicicleta cresce tanto como esporte quanto como meio de transporte, o episódio reacende discussões sobre infraestrutura, fiscalização e educação no trânsito.

A despedida de Rafael Oliveira Rosa transformou a BA-262 em um espaço de luto coletivo, mas também em um lembrete silencioso de que cada vida perdida no trânsito deixa marcas que ultrapassam estatísticas. O cortejo seguiu, a estrada parou por alguns instantes, e a mensagem ficou: segurança no trânsito não é apenas uma pauta de grupos específicos, mas uma responsabilidade compartilhada.

(Maria Clara)

A Estrada que Calou Conquista: um adeus sobre duas rodas e um alerta que ecoa na BA-262

Vitória da Conquista viveu um momento de silêncio coletivo e reflexão profunda com o cortejo organizado por ciclistas e moradores que saiu do bairro Ibirapuera em direção ao povoado do Pradoso. O trajeto não foi apenas geográfico: foi também simbólico. A mobilização acompanhou o corpo de Rafael Oliveira Rosa, ciclista que morreu após ser atropelado na BA-262, no trecho entre Vitória da Conquista e Anagé, reunindo pessoas em um gesto de despedida e de apelo por mais segurança no trânsito.

Rafael morava no bairro Ibirapuera, em Conquista, e havia nascido no povoado do Pradoso, onde parte de sua família reside. O percurso do cortejo reproduziu, de certa forma, a ligação afetiva entre esses dois lugares que marcaram sua história de vida. Ciclistas, amigos, familiares e moradores participaram do ato de forma ordeira, transformando a rodovia em espaço de memória e respeito.

O acidente ocorreu na tarde do último domingo (25), quando Rafael realizava um pedal de estrada saindo de Vitória da Conquista em direção ao distrito do Pradoso. Segundo as informações disponíveis, ele trafegava corretamente pelo acostamento e utilizava equipamentos de segurança. No mesmo trecho, uma motorista seguia de Anagé para Conquista e tentou uma ultrapassagem. Ao perceber a aproximação de um caminhão no sentido contrário, desviou bruscamente para o acostamento, atingindo o ciclista de frente, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Estadual.

Rafael foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital Geral de Vitória da Conquista, onde passou por procedimento cirúrgico. Apesar dos esforços da equipe médica e das tentativas de estabilização, ele não resistiu e morreu na madrugada da segunda-feira (26), já internado na UTI.

O cortejo que tomou a estrada após sua morte não teve caráter de confronto ou acusação, mas de alerta. A presença de ciclistas e moradores reforçou um debate recorrente: a convivência entre diferentes formas de deslocamento nas rodovias e a necessidade de maior atenção, prudência e políticas públicas voltadas à segurança viária. Em uma região onde o uso da bicicleta cresce tanto como esporte quanto como meio de transporte, o episódio reacende discussões sobre infraestrutura, fiscalização e educação no trânsito.

A despedida de Rafael Oliveira Rosa transformou a BA-262 em um espaço de luto coletivo, mas também em um lembrete silencioso de que cada vida perdida no trânsito deixa marcas que ultrapassam estatísticas. O cortejo seguiu, a estrada parou por alguns instantes, e a mensagem ficou: segurança no trânsito não é apenas uma pauta de grupos específicos, mas uma responsabilidade compartilhada.

(Maria Clara)

Acidente em Frente à Clínica Uro Expõe Risco em Trecho da Avenida Juraci Magalhães

Um acidente de trânsito foi registrado na manhã desta terça-feira (27) em frente à Clínica Uro, localizada na Avenida Juraci Magalhães. O ocorrido chamou a atenção de pacientes que estavam no local no momento do impacto e causou momentânea apreensão entre pessoas que aguardavam atendimento.

De acordo com relatos de testemunhas, o trecho apresenta intenso fluxo de veículos ao longo do dia. A ausência de faixas de pedestres no local dificulta a travessia, especialmente para pacientes que deixam a clínica em direção aos pontos de ônibus situados do outro lado da avenida.

A Clínica Uro atende diariamente dezenas de pessoas por meio de convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que aumenta a circulação de pedestres nas imediações. Ainda assim, o entorno da unidade não conta com sinalização adequada voltada à segurança de quem transita a pé.

Após o acidente, pacientes manifestaram insatisfação com a falta de medidas preventivas no trecho e cobraram providências para reduzir o risco de novos registros semelhantes. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre feridos ou sobre as circunstâncias exatas do acidente.

(Maria Clara)

Acidente em Frente à Clínica Uro Expõe Risco em Trecho da Avenida Juraci Magalhães

Um acidente de trânsito foi registrado na manhã desta terça-feira (27) em frente à Clínica Uro, localizada na Avenida Juraci Magalhães. O ocorrido chamou a atenção de pacientes que estavam no local no momento do impacto e causou momentânea apreensão entre pessoas que aguardavam atendimento.

De acordo com relatos de testemunhas, o trecho apresenta intenso fluxo de veículos ao longo do dia. A ausência de faixas de pedestres no local dificulta a travessia, especialmente para pacientes que deixam a clínica em direção aos pontos de ônibus situados do outro lado da avenida.

A Clínica Uro atende diariamente dezenas de pessoas por meio de convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que aumenta a circulação de pedestres nas imediações. Ainda assim, o entorno da unidade não conta com sinalização adequada voltada à segurança de quem transita a pé.

Após o acidente, pacientes manifestaram insatisfação com a falta de medidas preventivas no trecho e cobraram providências para reduzir o risco de novos registros semelhantes. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre feridos ou sobre as circunstâncias exatas do acidente.

(Maria Clara)

A Picada Invisível: Quando um Passeio se Transforma em Corrida Contra o Tempo

No fim do ano passado, um episódio ocorrido no Sul da Bahia trouxe à tona reflexões importantes sobre segurança, resposta do sistema de saúde e os riscos muitas vezes subestimados em ambientes naturais. Uma mulher, moradora de Vitória da Conquista, foi picada por uma cobra enquanto visitava uma cachoeira na região de Serra Grande, distrito do município de Uruçuca, área conhecida por sua beleza natural e intenso fluxo de turistas.

Após o acidente, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, unidade de referência regional para atendimentos de maior complexidade. Ali, recebeu os primeiros cuidados médicos. Dias depois, diante da evolução do quadro clínico, houve a transferência para o Hospital Afrânio Peixoto, em Vitória da Conquista, onde permanece internada em estado grave e em coma, segundo informações repassadas por familiares.

O caso chama atenção não apenas pela gravidade da situação, mas também pelo intervalo entre o acidente, os atendimentos iniciais e a atual condição da paciente. Acidentes ofídicos são considerados emergências médicas, exigindo rapidez no atendimento e acesso adequado ao soro antiofídico, além de acompanhamento intensivo. O Brasil, por sua vasta área rural e diversidade de fauna, registra milhares de ocorrências desse tipo todos os anos, especialmente em regiões de mata, rios e cachoeiras.

De forma imparcial, é importante destacar que o episódio levanta questionamentos legítimos sobre prevenção, orientação aos visitantes de áreas naturais e a estrutura de resposta em situações de urgência. Também evidencia a necessidade de informação clara à população sobre os riscos existentes, mesmo em locais turísticos amplamente frequentados, e sobre a importância de procurar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita de envenenamento.

Enquanto familiares aguardam por sinais de recuperação e a comunidade acompanha com apreensão, o caso permanece como um alerta silencioso: a natureza, embora encantadora, exige respeito, preparo e políticas públicas eficazes para reduzir riscos e salvar vidas.

(Maria Clara)

A Picada Invisível: Quando um Passeio se Transforma em Corrida Contra o Tempo

No fim do ano passado, um episódio ocorrido no Sul da Bahia trouxe à tona reflexões importantes sobre segurança, resposta do sistema de saúde e os riscos muitas vezes subestimados em ambientes naturais. Uma mulher, moradora de Vitória da Conquista, foi picada por uma cobra enquanto visitava uma cachoeira na região de Serra Grande, distrito do município de Uruçuca, área conhecida por sua beleza natural e intenso fluxo de turistas.

Após o acidente, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, unidade de referência regional para atendimentos de maior complexidade. Ali, recebeu os primeiros cuidados médicos. Dias depois, diante da evolução do quadro clínico, houve a transferência para o Hospital Afrânio Peixoto, em Vitória da Conquista, onde permanece internada em estado grave e em coma, segundo informações repassadas por familiares.

O caso chama atenção não apenas pela gravidade da situação, mas também pelo intervalo entre o acidente, os atendimentos iniciais e a atual condição da paciente. Acidentes ofídicos são considerados emergências médicas, exigindo rapidez no atendimento e acesso adequado ao soro antiofídico, além de acompanhamento intensivo. O Brasil, por sua vasta área rural e diversidade de fauna, registra milhares de ocorrências desse tipo todos os anos, especialmente em regiões de mata, rios e cachoeiras.

De forma imparcial, é importante destacar que o episódio levanta questionamentos legítimos sobre prevenção, orientação aos visitantes de áreas naturais e a estrutura de resposta em situações de urgência. Também evidencia a necessidade de informação clara à população sobre os riscos existentes, mesmo em locais turísticos amplamente frequentados, e sobre a importância de procurar atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita de envenenamento.

Enquanto familiares aguardam por sinais de recuperação e a comunidade acompanha com apreensão, o caso permanece como um alerta silencioso: a natureza, embora encantadora, exige respeito, preparo e políticas públicas eficazes para reduzir riscos e salvar vidas.

(Maria Clara)

Quando a Estrada Vira Palco de Perdas: o que aconteceu com os equipamentos do Trio da Huanna?

A banda Trio da Huanna, referência musical querida por Vitória da Conquista e por toda a região, viveu um episódio delicado na última terça-feira, 27, durante o retorno de um compromisso profissional no sul da Bahia.

Após a apresentação no aniversário do município de Itacaré, os músicos seguiam viagem pela rodovia Ilhéus–Itabuna quando parte dos equipamentos de trabalho se desprendeu do bagageiro do veículo que transportava o material. Segundo informações repassadas pela produção do grupo, os instrumentos e aparelhos caíram na pista sem que a equipe percebesse imediatamente.

O episódio, no entanto, ganhou contornos ainda mais preocupantes. Pessoas que trafegavam pela rodovia teriam recolhido os equipamentos e fugido do local, caracterizando furto. Testemunhas relataram que os envolvidos seguiram em direção a Itabuna, em um Fiat Uno, e não foram alcançados.

O prejuízo é significativo, já que se trata de instrumentos essenciais para a continuidade da agenda de shows e compromissos profissionais da banda. Diante da situação, o Trio da Huanna fez um apelo público à população e aos fãs, solicitando que qualquer informação sobre o paradeiro dos equipamentos seja repassada à produção do grupo ou às autoridades competentes.

O caso chama atenção não apenas pelo impacto financeiro, mas também pela vulnerabilidade enfrentada por artistas em deslocamentos constantes pelas estradas do país, onde imprevistos podem se transformar rapidamente em grandes transtornos.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a recuperação do material.

(Maria Clara)

Quando a Estrada Vira Palco de Perdas: o que aconteceu com os equipamentos do Trio da Huanna?

A banda Trio da Huanna, referência musical querida por Vitória da Conquista e por toda a região, viveu um episódio delicado na última terça-feira, 27, durante o retorno de um compromisso profissional no sul da Bahia.

Após a apresentação no aniversário do município de Itacaré, os músicos seguiam viagem pela rodovia Ilhéus–Itabuna quando parte dos equipamentos de trabalho se desprendeu do bagageiro do veículo que transportava o material. Segundo informações repassadas pela produção do grupo, os instrumentos e aparelhos caíram na pista sem que a equipe percebesse imediatamente.

O episódio, no entanto, ganhou contornos ainda mais preocupantes. Pessoas que trafegavam pela rodovia teriam recolhido os equipamentos e fugido do local, caracterizando furto. Testemunhas relataram que os envolvidos seguiram em direção a Itabuna, em um Fiat Uno, e não foram alcançados.

O prejuízo é significativo, já que se trata de instrumentos essenciais para a continuidade da agenda de shows e compromissos profissionais da banda. Diante da situação, o Trio da Huanna fez um apelo público à população e aos fãs, solicitando que qualquer informação sobre o paradeiro dos equipamentos seja repassada à produção do grupo ou às autoridades competentes.

O caso chama atenção não apenas pelo impacto financeiro, mas também pela vulnerabilidade enfrentada por artistas em deslocamentos constantes pelas estradas do país, onde imprevistos podem se transformar rapidamente em grandes transtornos.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a recuperação do material.

(Maria Clara)

ARTIGO – A Ponte que Incomoda os Extremos: Angelo Coronel e a Lógica Silenciosa da Política Baiana

 

 

Padre Carlos

 

Ontem fiz uma análise política que causou incômodo em alguns círculos e curiosidade em outros: Angelo Coronel não precisa firmar acordo com ACM Neto para se tornar viável eleitoralmente. Essa afirmação, longe de ser provocação gratuita, nasce da observação fria da engenharia política que sustenta a política brasileira — e, de modo muito particular, a política da Bahia.

O apoio da oposição pode cair no colo de Coronel “de graça”. Não por generosidade, mas por cálculo. A oposição adoraria retirar um cacique petista do jogo e substituí-lo por um nome de centro, institucional, com trânsito livre e capacidade real de diálogo. A política baiana sempre valorizou pontes, não muros. E Angelo Coronel é uma ponte. Não por oportunismo circunstancial, mas por trajetória política, história institucional e perfil agregador.

Ignorar esse dado é desconhecer como se vencem eleições em cenários complexos. A Bahia não é território de aventuras ideológicas puras; é solo de arranjos, pactos silenciosos, equilíbrio de forças e leitura fina do eleitorado. Coronel compreende isso. Sempre compreendeu.

Há ainda um elemento central que muitos fingem não ver: o PSD. Um partido com prefeitos, capilaridade, base municipal sólida e presença real no interior do estado. Se Otto Alencar assim determinar, esses prefeitos marchariam com Angelo Coronel sem romper com Jerônimo Rodrigues e sem abandonar Lula. Essa é a natureza do PSD: pragmático, federativo, atento às realidades locais e às alianças possíveis. Não se trata de traição, mas de sobrevivência política — e de inteligência eleitoral.

Nesse contexto, ganha relevância o encontro ocorrido no final da última semana, que movimentou os bastidores da política baiana. Em um evento reservado, no extremo-sul da Bahia, com a presença de amigos em comum, estiveram o senador Angelo Coronel e o deputado federal Diego Coronel ao lado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis. Segundo apuração do Bahia Notícias, o encontro não foi marcado com o objetivo formal de discutir alianças, mas o tema eleitoral surgiu, ainda que em tom de brincadeira — como quase sempre acontece quando políticos experientes dividem a mesma mesa.

Aqui está o ponto-chave: Angelo Coronel não declarará apoio aberto a ACM Neto. E nem poderia. Fazer isso significaria se indispor com o eleitorado de Lula, com o governo Jerônimo e, sobretudo, com o presidente de seu partido, Otto Alencar. Mas isso não impede o flerte calculado, o gesto ambíguo, o aceno simbólico capaz de atrair votos da direita moderada sem romper com a base governista.

Esse movimento não é novo. É clássico. É política em estado puro. Coronel busca ampliar seu arco de alianças, ocupar o centro do tabuleiro, dialogar com todos e não se fechar em trincheiras ideológicas. Em tempos de radicalização, o centro volta a ser um ativo poderoso.

A tentativa de pintar esse gesto como traição ou incoerência revela mais sobre quem acusa do que sobre quem age. A política real não se move por paixões, mas por interesses, correlação de forças, timing e leitura do cenário. Angelo Coronel sabe disso. A oposição sabe disso. O governo sabe disso.

No fim das contas, a pergunta não é se Coronel flerta ou não com a direita. A pergunta correta é: quem, hoje, consegue transitar entre campos opostos sem romper pontes? Na Bahia, poucos têm esse capital político. E é exatamente por isso que Angelo Coronel incomoda tanto os extremos — porque ele não pertence a nenhum deles, mas dialoga com todos.

ARTIGO – A Ponte que Incomoda os Extremos: Angelo Coronel e a Lógica Silenciosa da Política Baiana

 

 

Padre Carlos

 

Ontem fiz uma análise política que causou incômodo em alguns círculos e curiosidade em outros: Angelo Coronel não precisa firmar acordo com ACM Neto para se tornar viável eleitoralmente. Essa afirmação, longe de ser provocação gratuita, nasce da observação fria da engenharia política que sustenta a política brasileira — e, de modo muito particular, a política da Bahia.

O apoio da oposição pode cair no colo de Coronel “de graça”. Não por generosidade, mas por cálculo. A oposição adoraria retirar um cacique petista do jogo e substituí-lo por um nome de centro, institucional, com trânsito livre e capacidade real de diálogo. A política baiana sempre valorizou pontes, não muros. E Angelo Coronel é uma ponte. Não por oportunismo circunstancial, mas por trajetória política, história institucional e perfil agregador.

Ignorar esse dado é desconhecer como se vencem eleições em cenários complexos. A Bahia não é território de aventuras ideológicas puras; é solo de arranjos, pactos silenciosos, equilíbrio de forças e leitura fina do eleitorado. Coronel compreende isso. Sempre compreendeu.

Há ainda um elemento central que muitos fingem não ver: o PSD. Um partido com prefeitos, capilaridade, base municipal sólida e presença real no interior do estado. Se Otto Alencar assim determinar, esses prefeitos marchariam com Angelo Coronel sem romper com Jerônimo Rodrigues e sem abandonar Lula. Essa é a natureza do PSD: pragmático, federativo, atento às realidades locais e às alianças possíveis. Não se trata de traição, mas de sobrevivência política — e de inteligência eleitoral.

Nesse contexto, ganha relevância o encontro ocorrido no final da última semana, que movimentou os bastidores da política baiana. Em um evento reservado, no extremo-sul da Bahia, com a presença de amigos em comum, estiveram o senador Angelo Coronel e o deputado federal Diego Coronel ao lado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto e do atual prefeito Bruno Reis. Segundo apuração do Bahia Notícias, o encontro não foi marcado com o objetivo formal de discutir alianças, mas o tema eleitoral surgiu, ainda que em tom de brincadeira — como quase sempre acontece quando políticos experientes dividem a mesma mesa.

Aqui está o ponto-chave: Angelo Coronel não declarará apoio aberto a ACM Neto. E nem poderia. Fazer isso significaria se indispor com o eleitorado de Lula, com o governo Jerônimo e, sobretudo, com o presidente de seu partido, Otto Alencar. Mas isso não impede o flerte calculado, o gesto ambíguo, o aceno simbólico capaz de atrair votos da direita moderada sem romper com a base governista.

Esse movimento não é novo. É clássico. É política em estado puro. Coronel busca ampliar seu arco de alianças, ocupar o centro do tabuleiro, dialogar com todos e não se fechar em trincheiras ideológicas. Em tempos de radicalização, o centro volta a ser um ativo poderoso.

A tentativa de pintar esse gesto como traição ou incoerência revela mais sobre quem acusa do que sobre quem age. A política real não se move por paixões, mas por interesses, correlação de forças, timing e leitura do cenário. Angelo Coronel sabe disso. A oposição sabe disso. O governo sabe disso.

No fim das contas, a pergunta não é se Coronel flerta ou não com a direita. A pergunta correta é: quem, hoje, consegue transitar entre campos opostos sem romper pontes? Na Bahia, poucos têm esse capital político. E é exatamente por isso que Angelo Coronel incomoda tanto os extremos — porque ele não pertence a nenhum deles, mas dialoga com todos.