
Mais do que números, porém, ficam as imagens — famílias inteiras, crianças brincando, idosos dançando, artistas locais se apresentando e comerciantes gerando renda.

Mais do que números, porém, ficam as imagens — famílias inteiras, crianças brincando, idosos dançando, artistas locais se apresentando e comerciantes gerando renda.

Mais do que números, porém, ficam as imagens — famílias inteiras, crianças brincando, idosos dançando, artistas locais se apresentando e comerciantes gerando renda.

O episódio ocorrido no povoado Cabeceira da Jiboia, no distrito de Limeira, em Vitória da Conquista, chama atenção não apenas pelo inusitado da cena, mas pelo que ela revela sobre a convivência entre o avanço humano e a fauna silvestre. Uma jiboia, presa a uma cerca de arame farpado, foi resgatada por agentes do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (GAMA), ligado à Guarda Municipal, após dias em situação de sofrimento.
O chamado partiu de uma moradora da região, que percebeu a impossibilidade de o animal se libertar sozinho. A serpente encontrava-se enrolada no arame, com ferimentos visíveis provocados pelas farpas, resultado de tentativas repetidas de fuga. O quadro exigia uma intervenção técnica cuidadosa, tanto para preservar a vida do animal quanto para garantir a segurança da equipe envolvida.
Ao chegar ao local, os agentes do GAMA realizaram os procedimentos adequados de contenção e remoção do arame, evitando o agravamento das lesões já existentes. Diante do estado debilitado da jiboia, a decisão foi não devolvê-la imediatamente ao habitat natural. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passará por avaliação veterinária e tratamento especializado até que reúna condições de retorno à natureza.
O caso, embora pontual, lança luz sobre uma realidade frequente em áreas rurais e de expansão urbana: cercas, estradas e outras estruturas humanas acabam se tornando armadilhas involuntárias para a fauna. Ao mesmo tempo, evidencia a importância de estruturas públicas preparadas para responder a esse tipo de ocorrência, como o GAMA e o CETAS, que atuam de forma técnica e preventiva.
Mais do que um fato isolado, o resgate da jiboia em Limeira funciona como um lembrete discreto, porém relevante, de que a preservação ambiental não se limita a grandes debates ou políticas amplas. Ela também se manifesta em ações locais, muitas vezes silenciosas, que garantem que a vida — mesmo a que raramente vemos de perto — tenha uma segunda chance.
(Maria Clara)

O episódio ocorrido no povoado Cabeceira da Jiboia, no distrito de Limeira, em Vitória da Conquista, chama atenção não apenas pelo inusitado da cena, mas pelo que ela revela sobre a convivência entre o avanço humano e a fauna silvestre. Uma jiboia, presa a uma cerca de arame farpado, foi resgatada por agentes do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (GAMA), ligado à Guarda Municipal, após dias em situação de sofrimento.
O chamado partiu de uma moradora da região, que percebeu a impossibilidade de o animal se libertar sozinho. A serpente encontrava-se enrolada no arame, com ferimentos visíveis provocados pelas farpas, resultado de tentativas repetidas de fuga. O quadro exigia uma intervenção técnica cuidadosa, tanto para preservar a vida do animal quanto para garantir a segurança da equipe envolvida.
Ao chegar ao local, os agentes do GAMA realizaram os procedimentos adequados de contenção e remoção do arame, evitando o agravamento das lesões já existentes. Diante do estado debilitado da jiboia, a decisão foi não devolvê-la imediatamente ao habitat natural. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passará por avaliação veterinária e tratamento especializado até que reúna condições de retorno à natureza.
O caso, embora pontual, lança luz sobre uma realidade frequente em áreas rurais e de expansão urbana: cercas, estradas e outras estruturas humanas acabam se tornando armadilhas involuntárias para a fauna. Ao mesmo tempo, evidencia a importância de estruturas públicas preparadas para responder a esse tipo de ocorrência, como o GAMA e o CETAS, que atuam de forma técnica e preventiva.
Mais do que um fato isolado, o resgate da jiboia em Limeira funciona como um lembrete discreto, porém relevante, de que a preservação ambiental não se limita a grandes debates ou políticas amplas. Ela também se manifesta em ações locais, muitas vezes silenciosas, que garantem que a vida — mesmo a que raramente vemos de perto — tenha uma segunda chance.
(Maria Clara)

Mais uma fatalidade abalou a tranquilidade do município de Cordeiros, no Sudoeste da Bahia. Um menino, ainda muito pequeno, morreu após se afogar dentro de uma caixa d’água. A criança chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.
Até o momento, o nome do garoto não foi divulgado pelas autoridades. O caso gerou comoção entre moradores da cidade e reacendeu a atenção para acidentes domésticos que, infelizmente, continuam vitimando crianças em diferentes regiões do país.
Ocorrências como essa costumam acontecer em ambientes considerados seguros, dentro das próprias casas, o que torna o impacto ainda mais doloroso para famílias e comunidades. Caixas d’água, cisternas e reservatórios semelhantes, quando não estão devidamente vedados, representam riscos silenciosos, especialmente para crianças pequenas.
As circunstâncias exatas do acidente não foram detalhadas, e não há, até agora, informações oficiais adicionais sobre o caso. As autoridades locais seguem responsáveis pelos registros e encaminhamentos necessários.
Neste momento de luto, resta à comunidade expressar solidariedade e respeito à família, diante de uma perda irreparável que interrompeu uma vida ainda no início.
(Maria Clara)

Mais uma fatalidade abalou a tranquilidade do município de Cordeiros, no Sudoeste da Bahia. Um menino, ainda muito pequeno, morreu após se afogar dentro de uma caixa d’água. A criança chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.
Até o momento, o nome do garoto não foi divulgado pelas autoridades. O caso gerou comoção entre moradores da cidade e reacendeu a atenção para acidentes domésticos que, infelizmente, continuam vitimando crianças em diferentes regiões do país.
Ocorrências como essa costumam acontecer em ambientes considerados seguros, dentro das próprias casas, o que torna o impacto ainda mais doloroso para famílias e comunidades. Caixas d’água, cisternas e reservatórios semelhantes, quando não estão devidamente vedados, representam riscos silenciosos, especialmente para crianças pequenas.
As circunstâncias exatas do acidente não foram detalhadas, e não há, até agora, informações oficiais adicionais sobre o caso. As autoridades locais seguem responsáveis pelos registros e encaminhamentos necessários.
Neste momento de luto, resta à comunidade expressar solidariedade e respeito à família, diante de uma perda irreparável que interrompeu uma vida ainda no início.
(Maria Clara)

O desaparecimento do produtor de café Evilásio Luz, registrado no dia 20 de janeiro de 2026 na zona rural de Barra do Choça, desencadeou uma investigação que culminou na prisão em flagrante de um homem investigado por homicídio e ocultação de cadáver. O caso, conduzido pela Polícia Civil da Bahia por meio da Delegacia Territorial do município, chama atenção pela sequência de fatos que permitiu a reconstrução dos acontecimentos.
As apurações tiveram início após o filho da vítima comunicar às autoridades a ausência de contato com o produtor. A partir desse registro, equipes do Serviço de Investigação passaram a realizar diligências para localizar Evilásio Luz e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. A falta de informações concretas nos primeiros momentos exigiu um trabalho minucioso de verificação de rotinas, deslocamentos e vínculos da vítima.

Um ponto decisivo da investigação foi a identificação do veículo de Evilásio, um Fiat Strada de cor vermelha, que passou a ser conduzido por outra pessoa após a data do desaparecimento. A constatação foi feita por meio da análise de imagens de câmeras de segurança, recurso que tem se mostrado fundamental em investigações criminais, especialmente em áreas rurais onde testemunhas diretas são mais escassas.
Com base nos indícios reunidos, a polícia intimou para prestar esclarecimentos L. J. A., funcionário da fazenda da vítima. Durante o depoimento, segundo a Polícia Civil, o investigado apresentou contradições relevantes. Confrontado com os elementos já apurados, ele acabou confessando a autoria do crime, relatando que a morte ocorreu após uma agressão e que o corpo foi ocultado em uma área de mata às margens da estrada que liga Barra do Choça a Barra Nova.
Diante da confissão, da materialidade e dos indícios de autoria, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A polícia destacou que, por se tratar de crime permanente no caso da ocultação, o flagrante foi juridicamente caracterizado.
As diligências seguem em andamento, com a realização de perícias técnicas e outras medidas legais, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e consolidar o conjunto probatório. O caso reforça a importância da atuação integrada entre investigação policial, uso de tecnologia e procedimentos legais para a apuração de crimes graves, mesmo em contextos onde o silêncio inicial parece ocultar a verdade.
(Maria Clara)

O desaparecimento do produtor de café Evilásio Luz, registrado no dia 20 de janeiro de 2026 na zona rural de Barra do Choça, desencadeou uma investigação que culminou na prisão em flagrante de um homem investigado por homicídio e ocultação de cadáver. O caso, conduzido pela Polícia Civil da Bahia por meio da Delegacia Territorial do município, chama atenção pela sequência de fatos que permitiu a reconstrução dos acontecimentos.
As apurações tiveram início após o filho da vítima comunicar às autoridades a ausência de contato com o produtor. A partir desse registro, equipes do Serviço de Investigação passaram a realizar diligências para localizar Evilásio Luz e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. A falta de informações concretas nos primeiros momentos exigiu um trabalho minucioso de verificação de rotinas, deslocamentos e vínculos da vítima.

Um ponto decisivo da investigação foi a identificação do veículo de Evilásio, um Fiat Strada de cor vermelha, que passou a ser conduzido por outra pessoa após a data do desaparecimento. A constatação foi feita por meio da análise de imagens de câmeras de segurança, recurso que tem se mostrado fundamental em investigações criminais, especialmente em áreas rurais onde testemunhas diretas são mais escassas.
Com base nos indícios reunidos, a polícia intimou para prestar esclarecimentos L. J. A., funcionário da fazenda da vítima. Durante o depoimento, segundo a Polícia Civil, o investigado apresentou contradições relevantes. Confrontado com os elementos já apurados, ele acabou confessando a autoria do crime, relatando que a morte ocorreu após uma agressão e que o corpo foi ocultado em uma área de mata às margens da estrada que liga Barra do Choça a Barra Nova.
Diante da confissão, da materialidade e dos indícios de autoria, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A polícia destacou que, por se tratar de crime permanente no caso da ocultação, o flagrante foi juridicamente caracterizado.
As diligências seguem em andamento, com a realização de perícias técnicas e outras medidas legais, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e consolidar o conjunto probatório. O caso reforça a importância da atuação integrada entre investigação policial, uso de tecnologia e procedimentos legais para a apuração de crimes graves, mesmo em contextos onde o silêncio inicial parece ocultar a verdade.
(Maria Clara)

Padre Carlos
O racismo no Brasil não é um desvio isolado nem um ruído ocasional da convivência social. Ele é uma ferida aberta, antiga, estrutural, que insiste em sangrar diante de nossos olhos. O que chama atenção, e precisa ser dito com coragem e responsabilidade, é o aumento recente de casos explícitos de injúria racial e preconceito racial envolvendo visitantes e turistas, muitos deles oriundos da região Sul do país, reproduzindo discursos de ódio que encontram no Brasil negro um alvo histórico.
Não se trata de demonizar regiões ou povos, mas de encarar fatos. O racismo não nasce do nada. Ele é ensinado, naturalizado, reproduzido em ambientes onde a branquitude é confundida com superioridade e onde a diferença é vista como ameaça. Quando esses valores atravessam fronteiras simbólicas, o resultado é violência verbal, humilhação pública e crimes que ferem a dignidade humana.
O caso da turista argentina Agostina Paz é emblemático. Flagrada cometendo atos de injúria racial no Rio de Janeiro, imitando macaco e utilizando termos racistas, ela permanece no país com tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido e investigação concluída pela Polícia Civil. O Estado brasileiro deu uma resposta clara: racismo é crime e dá cadeia. Nem fama nas redes sociais, nem nacionalidade estrangeira, nem falsas denúncias intimidam a lei. A tentativa de inverter a narrativa, apresentando-se como vítima, apenas revela o velho expediente de quem nunca aprendeu a lidar com limites civilizatórios.
Outro episódio igualmente chocante ocorreu em Salvador, no coração do Pelourinho, território símbolo da resistência negra no Brasil. Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa após chamar uma comerciante de “lixo”, cuspir nela e repetir, de forma quase ritualística, “eu sou branca”, como se a cor da pele fosse um salvo-conduto moral. O relato da vítima, Hanna, é devastador. Não apenas pela violência sofrida, mas pelo trauma que permanece quando o racismo deixa de ser conceito abstrato e se transforma em agressão direta, olho no olho.
Esses episódios não são exceções. São sintomas. Revelam como o racismo no Brasil continua operando com naturalidade assustadora, muitas vezes travestido de opinião, descontrole emocional ou “mal-entendido cultural”. Não é. Racismo é crime. Injúria racial é crime. Preconceito racial é crime. E mais do que isso: é um ataque direto à democracia, à justiça social e aos direitos humanos.
O Brasil precisa decidir quem quer ser. Um país que relativiza o ódio ou uma nação que protege seus cidadãos, especialmente aqueles historicamente violentados. A aplicação rigorosa da lei não é vingança; é pedagogia civilizatória. Cada punição justa é um recado claro: aqui, a dignidade humana não é negociável.
Enquanto o racismo for tratado como “excesso”, ele continuará matando simbolicamente — e às vezes fisicamente — corpos negros todos os dias. Denunciar é dever. Punir é obrigação. Silenciar é cumplicidade.

Padre Carlos
O racismo no Brasil não é um desvio isolado nem um ruído ocasional da convivência social. Ele é uma ferida aberta, antiga, estrutural, que insiste em sangrar diante de nossos olhos. O que chama atenção, e precisa ser dito com coragem e responsabilidade, é o aumento recente de casos explícitos de injúria racial e preconceito racial envolvendo visitantes e turistas, muitos deles oriundos da região Sul do país, reproduzindo discursos de ódio que encontram no Brasil negro um alvo histórico.
Não se trata de demonizar regiões ou povos, mas de encarar fatos. O racismo não nasce do nada. Ele é ensinado, naturalizado, reproduzido em ambientes onde a branquitude é confundida com superioridade e onde a diferença é vista como ameaça. Quando esses valores atravessam fronteiras simbólicas, o resultado é violência verbal, humilhação pública e crimes que ferem a dignidade humana.
O caso da turista argentina Agostina Paz é emblemático. Flagrada cometendo atos de injúria racial no Rio de Janeiro, imitando macaco e utilizando termos racistas, ela permanece no país com tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido e investigação concluída pela Polícia Civil. O Estado brasileiro deu uma resposta clara: racismo é crime e dá cadeia. Nem fama nas redes sociais, nem nacionalidade estrangeira, nem falsas denúncias intimidam a lei. A tentativa de inverter a narrativa, apresentando-se como vítima, apenas revela o velho expediente de quem nunca aprendeu a lidar com limites civilizatórios.
Outro episódio igualmente chocante ocorreu em Salvador, no coração do Pelourinho, território símbolo da resistência negra no Brasil. Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa após chamar uma comerciante de “lixo”, cuspir nela e repetir, de forma quase ritualística, “eu sou branca”, como se a cor da pele fosse um salvo-conduto moral. O relato da vítima, Hanna, é devastador. Não apenas pela violência sofrida, mas pelo trauma que permanece quando o racismo deixa de ser conceito abstrato e se transforma em agressão direta, olho no olho.
Esses episódios não são exceções. São sintomas. Revelam como o racismo no Brasil continua operando com naturalidade assustadora, muitas vezes travestido de opinião, descontrole emocional ou “mal-entendido cultural”. Não é. Racismo é crime. Injúria racial é crime. Preconceito racial é crime. E mais do que isso: é um ataque direto à democracia, à justiça social e aos direitos humanos.
O Brasil precisa decidir quem quer ser. Um país que relativiza o ódio ou uma nação que protege seus cidadãos, especialmente aqueles historicamente violentados. A aplicação rigorosa da lei não é vingança; é pedagogia civilizatória. Cada punição justa é um recado claro: aqui, a dignidade humana não é negociável.
Enquanto o racismo for tratado como “excesso”, ele continuará matando simbolicamente — e às vezes fisicamente — corpos negros todos os dias. Denunciar é dever. Punir é obrigação. Silenciar é cumplicidade.

Por Redação
Vitória da Conquista se prepara para viver, no próximo 1º de fevereiro de 2026, um momento simbólico e prático de mobilização ambiental. A partir das 7h30 da manhã, o Parque Ambiental Lagoa das Bateias será palco da 1ª Caminhada Ecológica, uma iniciativa que une conscientização, participação cidadã e cuidado coletivo com um dos principais patrimônios naturais do município.
Com o lema “O Parque é nosso. O cuidado também.”, o evento vai além de uma simples caminhada. Durante o percurso, os participantes irão realizar a coleta de resíduos descartados de forma inadequada dentro do parque, transformando o ato de caminhar em um gesto concreto de preservação ambiental.
A ação é promovida com apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio de suas secretarias e órgãos ambientais, e tem como objetivo despertar na população a responsabilidade compartilhada pela conservação dos espaços públicos, especialmente aqueles voltados ao lazer, à convivência e à sustentabilidade.
O Parque Ambiental Lagoa das Bateias, que ao longo dos anos se consolidou como área estratégica para o equilíbrio ecológico da cidade, enfrenta desafios comuns a muitos parques urbanos: descarte irregular de lixo, degradação de áreas verdes e falta de consciência ambiental por parte de uma parcela da população. A Caminhada Ecológica surge, portanto, como resposta pedagógica e mobilizadora a esse cenário.
Segundo a organização, a expectativa é reunir moradores, estudantes, ambientalistas, atletas amadores, famílias e representantes de movimentos sociais, reforçando a ideia de que o cuidado com o meio ambiente começa no território onde se vive. “É um convite à corresponsabilidade. Preservar o parque é preservar qualidade de vida”, destaca um dos organizadores.
Além da coleta de resíduos, o evento deve estimular reflexões sobre educação ambiental, sustentabilidade urbana e políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais. A caminhada também se insere em um contexto mais amplo de debates globais sobre mudanças climáticas, cidades sustentáveis e participação social.
A orientação é que os participantes utilizem roupas leves, calçados confortáveis e, se possível, levem luvas para auxiliar na coleta do lixo. A organização reforça que a caminhada é aberta ao público e não exige inscrição prévia.
Ao promover a Caminhada Ecológica, Vitória da Conquista sinaliza que o cuidado com o meio ambiente não é apenas discurso, mas prática coletiva. Um passo de cada vez, a cidade reafirma que preservar hoje é garantir o amanhã.

Por Redação
Vitória da Conquista se prepara para viver, no próximo 1º de fevereiro de 2026, um momento simbólico e prático de mobilização ambiental. A partir das 7h30 da manhã, o Parque Ambiental Lagoa das Bateias será palco da 1ª Caminhada Ecológica, uma iniciativa que une conscientização, participação cidadã e cuidado coletivo com um dos principais patrimônios naturais do município.
Com o lema “O Parque é nosso. O cuidado também.”, o evento vai além de uma simples caminhada. Durante o percurso, os participantes irão realizar a coleta de resíduos descartados de forma inadequada dentro do parque, transformando o ato de caminhar em um gesto concreto de preservação ambiental.
A ação é promovida com apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio de suas secretarias e órgãos ambientais, e tem como objetivo despertar na população a responsabilidade compartilhada pela conservação dos espaços públicos, especialmente aqueles voltados ao lazer, à convivência e à sustentabilidade.
O Parque Ambiental Lagoa das Bateias, que ao longo dos anos se consolidou como área estratégica para o equilíbrio ecológico da cidade, enfrenta desafios comuns a muitos parques urbanos: descarte irregular de lixo, degradação de áreas verdes e falta de consciência ambiental por parte de uma parcela da população. A Caminhada Ecológica surge, portanto, como resposta pedagógica e mobilizadora a esse cenário.
Segundo a organização, a expectativa é reunir moradores, estudantes, ambientalistas, atletas amadores, famílias e representantes de movimentos sociais, reforçando a ideia de que o cuidado com o meio ambiente começa no território onde se vive. “É um convite à corresponsabilidade. Preservar o parque é preservar qualidade de vida”, destaca um dos organizadores.
Além da coleta de resíduos, o evento deve estimular reflexões sobre educação ambiental, sustentabilidade urbana e políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais. A caminhada também se insere em um contexto mais amplo de debates globais sobre mudanças climáticas, cidades sustentáveis e participação social.
A orientação é que os participantes utilizem roupas leves, calçados confortáveis e, se possível, levem luvas para auxiliar na coleta do lixo. A organização reforça que a caminhada é aberta ao público e não exige inscrição prévia.
Ao promover a Caminhada Ecológica, Vitória da Conquista sinaliza que o cuidado com o meio ambiente não é apenas discurso, mas prática coletiva. Um passo de cada vez, a cidade reafirma que preservar hoje é garantir o amanhã.

Quando foi que começamos a chamar de “ingenuidade” aquilo que, um dia, foi coragem?
Essa pergunta não grita. Ela sussurra. Sussurra no ouvido de quem viveu a juventude como quem vive um manifesto: com o corpo inteiro, com o coração desarmado, com a certeza — quase insolente — de que o mundo podia ser diferente.
Tenho saudade de um tempo.
E não é uma saudade qualquer. É dessas que não pedem licença, que chegam de madrugada, sentam na beira da cama e ficam. Saudade da juventude, da militância, da utopia que eu carregava como quem carrega um estandarte invisível. Saudade do que foi vivido em cada detalhe, quando tudo parecia eterno — e, por isso mesmo, não nos preparamos para o fim.
Havia abraços que eram trincheiras.
Conversas que duravam mais que a noite.
Um namoro escondido que, paradoxalmente, era mais verdadeiro do que muitas relações exibidas hoje à luz fria das redes sociais. Não sinto falta só de você — e aqui falo também no singular íntimo e no plural coletivo. Sinto falta de nós. Daquele acelerar do coração quando o encontro acontecia. Da sensação de que estávamos do lado certo da história, mesmo sem garantias, mesmo sem aplausos.
Essa saudade não é apenas afetiva. Ela é política.
Porque houve um tempo em que a militância não era cálculo, era entrega. Não era branding pessoal, era risco. Não era performance, era presença. Militávamos com os pés no chão e os olhos no horizonte. A utopia não era um slogan vazio; era um motor. Doía, cansava, frustrava — mas fazia sentido.
Hoje, o mundo parece ter trocado o verbo “transformar” pelo verbo “gerenciar”.
Gerenciar expectativas.
Gerenciar danos.
Gerenciar a própria indignação para não parecer excessivo.
No meio do caminho, algo se perdeu.
O ponto de virada talvez tenha sido silencioso. Não houve um anúncio oficial do fim das utopias. Elas simplesmente foram sendo empurradas para fora do debate, tratadas como coisa de jovens imaturos ou de velhos saudosistas. A palavra “sonho” passou a soar suspeita. A palavra “esperança”, ingênua. A palavra “militância”, inconveniente.
Mas a verdade — e ela precisa ser dita com coragem moral — é que sociedades não sobrevivem sem utopia. Democracias não respiram sem sonho. Projetos coletivos morrem quando a memória afetiva da luta é apagada.
Essa saudade que sentimos não é fuga do presente. É denúncia.
Denúncia de um tempo em que a política perdeu calor humano. Em que a técnica venceu a paixão. Em que o discurso ficou correto, mas vazio. E, talvez por isso, incapaz de mobilizar, de comover, de criar pertencimento.
Lembro de um companheiro — poderia ser qualquer um — que dizia, entre um panfleto e outro: “Se um dia isso aqui deixar de fazer o coração bater mais forte, a gente perdeu.” Na época, parecia exagero. Hoje, soa como advertência.
Não se trata de idealizar o passado. Ele tinha erros, contradições, derrotas duras. Mas tinha algo que faz falta: sentido. A sensação de que o esforço individual se dissolvia num “nós” maior. De que o amor, a política e a vida caminhavam juntos, ainda que tropeçando.
Talvez seja isso que mais doa na saudade: perceber que não sentimos falta apenas das pessoas, mas da versão de nós mesmos que acreditava sem cinismo, que amava sem medo, que lutava sem manual de instruções.
E, ainda assim, escrever sobre isso não é um exercício de melancolia estéril. É um chamado. Um lembrete incômodo de que a utopia pode até ter envelhecido, mas não morreu. Ela apenas espera ser reencontrada — não como repetição do passado, mas como reinvenção corajosa do futuro.
Porque, no fundo, enquanto houver saudade, ainda há vínculo.
Enquanto houver memória, ainda há possibilidade.
E enquanto o coração insistir em acelerar diante da ideia de um mundo mais justo, a luta — silenciosa ou ruidosa — ainda não terminou.

Quando foi que começamos a chamar de “ingenuidade” aquilo que, um dia, foi coragem?
Essa pergunta não grita. Ela sussurra. Sussurra no ouvido de quem viveu a juventude como quem vive um manifesto: com o corpo inteiro, com o coração desarmado, com a certeza — quase insolente — de que o mundo podia ser diferente.
Tenho saudade de um tempo.
E não é uma saudade qualquer. É dessas que não pedem licença, que chegam de madrugada, sentam na beira da cama e ficam. Saudade da juventude, da militância, da utopia que eu carregava como quem carrega um estandarte invisível. Saudade do que foi vivido em cada detalhe, quando tudo parecia eterno — e, por isso mesmo, não nos preparamos para o fim.
Havia abraços que eram trincheiras.
Conversas que duravam mais que a noite.
Um namoro escondido que, paradoxalmente, era mais verdadeiro do que muitas relações exibidas hoje à luz fria das redes sociais. Não sinto falta só de você — e aqui falo também no singular íntimo e no plural coletivo. Sinto falta de nós. Daquele acelerar do coração quando o encontro acontecia. Da sensação de que estávamos do lado certo da história, mesmo sem garantias, mesmo sem aplausos.
Essa saudade não é apenas afetiva. Ela é política.
Porque houve um tempo em que a militância não era cálculo, era entrega. Não era branding pessoal, era risco. Não era performance, era presença. Militávamos com os pés no chão e os olhos no horizonte. A utopia não era um slogan vazio; era um motor. Doía, cansava, frustrava — mas fazia sentido.
Hoje, o mundo parece ter trocado o verbo “transformar” pelo verbo “gerenciar”.
Gerenciar expectativas.
Gerenciar danos.
Gerenciar a própria indignação para não parecer excessivo.
No meio do caminho, algo se perdeu.
O ponto de virada talvez tenha sido silencioso. Não houve um anúncio oficial do fim das utopias. Elas simplesmente foram sendo empurradas para fora do debate, tratadas como coisa de jovens imaturos ou de velhos saudosistas. A palavra “sonho” passou a soar suspeita. A palavra “esperança”, ingênua. A palavra “militância”, inconveniente.
Mas a verdade — e ela precisa ser dita com coragem moral — é que sociedades não sobrevivem sem utopia. Democracias não respiram sem sonho. Projetos coletivos morrem quando a memória afetiva da luta é apagada.
Essa saudade que sentimos não é fuga do presente. É denúncia.
Denúncia de um tempo em que a política perdeu calor humano. Em que a técnica venceu a paixão. Em que o discurso ficou correto, mas vazio. E, talvez por isso, incapaz de mobilizar, de comover, de criar pertencimento.
Lembro de um companheiro — poderia ser qualquer um — que dizia, entre um panfleto e outro: “Se um dia isso aqui deixar de fazer o coração bater mais forte, a gente perdeu.” Na época, parecia exagero. Hoje, soa como advertência.
Não se trata de idealizar o passado. Ele tinha erros, contradições, derrotas duras. Mas tinha algo que faz falta: sentido. A sensação de que o esforço individual se dissolvia num “nós” maior. De que o amor, a política e a vida caminhavam juntos, ainda que tropeçando.
Talvez seja isso que mais doa na saudade: perceber que não sentimos falta apenas das pessoas, mas da versão de nós mesmos que acreditava sem cinismo, que amava sem medo, que lutava sem manual de instruções.
E, ainda assim, escrever sobre isso não é um exercício de melancolia estéril. É um chamado. Um lembrete incômodo de que a utopia pode até ter envelhecido, mas não morreu. Ela apenas espera ser reencontrada — não como repetição do passado, mas como reinvenção corajosa do futuro.
Porque, no fundo, enquanto houver saudade, ainda há vínculo.
Enquanto houver memória, ainda há possibilidade.
E enquanto o coração insistir em acelerar diante da ideia de um mundo mais justo, a luta — silenciosa ou ruidosa — ainda não terminou.

Padre Carlos
Quem costura a alma de uma cidade?
Não são apenas prefeitos, engenheiros ou grandes empresários. Às vezes, são homens discretos, de fala mansa, mãos firmes e olhar atento, que passam a vida alinhavando muito mais do que tecidos. José de Andrade Brazil foi um desses homens. E Vitória da Conquista, talvez sem perceber plenamente, perde com sua partida um de seus artesãos mais profundos.
Há mortes que fazem barulho. Outras chegam em silêncio. A de um alfaiate pertence à segunda categoria — mas o silêncio que fica é ensurdecedor. Porque José de Andrade não era apenas alguém que costurava roupas. Ele costurava dignidade. Ajustava o mundo ponto a ponto, com a paciência de quem sabe que o essencial não pode ser apressado.
Durante 86 anos, grande parte deles vividos na Praça José Gonçalves, a poucos metros do prédio da Prefeitura, ele foi testemunha viva da história urbana de Vitória da Conquista. Viu a cidade crescer, endurecer, modernizar-se, acelerar. E permaneceu ali, como uma âncora ética, praticando um ofício que exige precisão, escuta e respeito pelo corpo do outro. Um alfaiate precisa olhar com atenção, medir com cuidado, cortar com responsabilidade. Não há espaço para improviso irresponsável. Há método. Há ética. Há arte.
Num tempo dominado pelo descartável, pelo “serve assim mesmo”, José de Andrade representava a cultura do esmero. Da costura bem feita por dentro, mesmo quando ninguém vai ver. Isso não é apenas técnica — é caráter. É uma forma de estar no mundo.
Lembro-me de observar, certa vez, um homem simples sair de uma alfaiataria com o peito mais erguido. A roupa ajudava, claro. Mas o que realmente mudava era outra coisa: o sentimento de ser visto, respeitado, levado a sério. Bons artesãos fazem isso. Eles devolvem às pessoas a consciência da própria dignidade. José de Andrade fez isso por décadas, sem discursos, sem holofotes, sem redes sociais. Apenas com linha, agulha e silêncio.
A Prefeitura de Vitória da Conquista registra oficialmente o pesar. O velório no Salão San Marcos e o sepultamento no Cemitério da Saudade cumprem o rito institucional. Mas há um outro luto, mais profundo e menos formal: o da cidade que vai perdendo seus mestres anônimos, aqueles que sustentam a vida urbana não com cargos, mas com sentido.
Em tempos de crise de referências, a morte de um alfaiate deveria nos fazer pensar. Que tipo de cidade estamos costurando? Uma feita às pressas, com costuras aparentes, ou uma cidade bem alinhavada, onde cada detalhe importa? José de Andrade Brazil pertence à linhagem rara dos que acreditavam que fazer bem feito é, em si, um ato político e moral.
Que sua memória permaneça como metáfora e lição. Porque cidades também precisam de alfaiates. E quando eles se vão, cabe a nós decidir se deixaremos o tecido social se esgarçar — ou se aprenderemos, enfim, a cuidar melhor dos pontos que nos mantêm unidos.

Padre Carlos
Quem costura a alma de uma cidade?
Não são apenas prefeitos, engenheiros ou grandes empresários. Às vezes, são homens discretos, de fala mansa, mãos firmes e olhar atento, que passam a vida alinhavando muito mais do que tecidos. José de Andrade Brazil foi um desses homens. E Vitória da Conquista, talvez sem perceber plenamente, perde com sua partida um de seus artesãos mais profundos.
Há mortes que fazem barulho. Outras chegam em silêncio. A de um alfaiate pertence à segunda categoria — mas o silêncio que fica é ensurdecedor. Porque José de Andrade não era apenas alguém que costurava roupas. Ele costurava dignidade. Ajustava o mundo ponto a ponto, com a paciência de quem sabe que o essencial não pode ser apressado.
Durante 86 anos, grande parte deles vividos na Praça José Gonçalves, a poucos metros do prédio da Prefeitura, ele foi testemunha viva da história urbana de Vitória da Conquista. Viu a cidade crescer, endurecer, modernizar-se, acelerar. E permaneceu ali, como uma âncora ética, praticando um ofício que exige precisão, escuta e respeito pelo corpo do outro. Um alfaiate precisa olhar com atenção, medir com cuidado, cortar com responsabilidade. Não há espaço para improviso irresponsável. Há método. Há ética. Há arte.
Num tempo dominado pelo descartável, pelo “serve assim mesmo”, José de Andrade representava a cultura do esmero. Da costura bem feita por dentro, mesmo quando ninguém vai ver. Isso não é apenas técnica — é caráter. É uma forma de estar no mundo.
Lembro-me de observar, certa vez, um homem simples sair de uma alfaiataria com o peito mais erguido. A roupa ajudava, claro. Mas o que realmente mudava era outra coisa: o sentimento de ser visto, respeitado, levado a sério. Bons artesãos fazem isso. Eles devolvem às pessoas a consciência da própria dignidade. José de Andrade fez isso por décadas, sem discursos, sem holofotes, sem redes sociais. Apenas com linha, agulha e silêncio.
A Prefeitura de Vitória da Conquista registra oficialmente o pesar. O velório no Salão San Marcos e o sepultamento no Cemitério da Saudade cumprem o rito institucional. Mas há um outro luto, mais profundo e menos formal: o da cidade que vai perdendo seus mestres anônimos, aqueles que sustentam a vida urbana não com cargos, mas com sentido.
Em tempos de crise de referências, a morte de um alfaiate deveria nos fazer pensar. Que tipo de cidade estamos costurando? Uma feita às pressas, com costuras aparentes, ou uma cidade bem alinhavada, onde cada detalhe importa? José de Andrade Brazil pertence à linhagem rara dos que acreditavam que fazer bem feito é, em si, um ato político e moral.
Que sua memória permaneça como metáfora e lição. Porque cidades também precisam de alfaiates. E quando eles se vão, cabe a nós decidir se deixaremos o tecido social se esgarçar — ou se aprenderemos, enfim, a cuidar melhor dos pontos que nos mantêm unidos.