Política e Resenha

Quando as Salas se Renovam Antes do Primeiro Sino: O Que Está por Trás das Obras nas Escolas Municipais

A proximidade do início do ano letivo costuma trazer à tona um tema essencial, embora nem sempre visível ao público: a preparação física das escolas. Em Vitória da Conquista, esse processo ganhou destaque com o conjunto de reformas, ampliações e serviços de manutenção realizados pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) em escolas e creches da rede municipal, com foco no retorno das aulas marcado para o dia 2 de fevereiro.

As ações abrangem desde serviços básicos, como capina e limpeza de áreas externas, até intervenções estruturais mais amplas. Nove Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) passam por reformas: Regina Ramos, Auxêncio Dias de Oliveira, Capitulino Teles, Simão, Heleusa Câmara, Gelásio Zera Alves, Frei Graciano, Pedro Emílio e Recanto das Águas. Paralelamente, quatro unidades escolares estão sendo ampliadas: Escola Municipal Fidelcina Carvalho, Ita David Castro, CMEI Edna Gomes e CMEI Moisés Meira.

De acordo com a coordenação de Manutenção e Infraestrutura da Smed, os serviços de capina são realizados a partir de solicitações dos gestores escolares e integram um conjunto de medidas voltadas à segurança e à salubridade dos ambientes. Além disso, estão programadas revisões hidráulicas e elétricas, substituição de janelas e instalação de forros em unidades como Marlene Flores, Milton Santos e Carlos Santana, indicando uma atenção também às condições internas das edificações.

O planejamento da Secretaria não se limita às unidades já existentes. Há investimentos em expansão da rede, com a construção de uma nova creche na localidade dos Campinhos, viabilizada por meio do Programa de Ações Articuladas (PAR). Também estão previstos novos equipamentos educacionais: uma escola no Simão e outra no bairro Conveima II, ampliando a oferta de vagas e acompanhando o crescimento urbano da cidade.

Na zona rural, as intervenções seguem o mesmo direcionamento. Está prevista para o início de fevereiro a construção da segunda creche rural, na localidade de Cabeceira do Jiboia, além da ampliação da Escola Municipal Francisco Antônio Vasconcelos, situada no distrito. Essas ações buscam reduzir desigualdades históricas no acesso à infraestrutura educacional entre áreas urbanas e rurais.

Sob uma perspectiva institucional, a Secretaria de Educação destaca que as reformas e ampliações fazem parte de um compromisso contínuo com a qualidade do ambiente escolar, reconhecendo que espaços adequados influenciam diretamente o processo de ensino e aprendizagem. A ênfase recai sobre a criação de ambientes seguros, limpos e acolhedores para alunos e professores, considerados elementos básicos para o desenvolvimento educacional.

Em um momento em que o debate sobre educação costuma se concentrar em currículo, tecnologia e resultados pedagógicos, as obras nas escolas lembram que o aprendizado também começa pelo espaço físico. Antes do primeiro sino tocar, são paredes, telhados, instalações elétricas e pátios que precisam estar prontos para receber a comunidade escolar.

(Maria Clara)

Quando as Salas se Renovam Antes do Primeiro Sino: O Que Está por Trás das Obras nas Escolas Municipais

A proximidade do início do ano letivo costuma trazer à tona um tema essencial, embora nem sempre visível ao público: a preparação física das escolas. Em Vitória da Conquista, esse processo ganhou destaque com o conjunto de reformas, ampliações e serviços de manutenção realizados pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) em escolas e creches da rede municipal, com foco no retorno das aulas marcado para o dia 2 de fevereiro.

As ações abrangem desde serviços básicos, como capina e limpeza de áreas externas, até intervenções estruturais mais amplas. Nove Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) passam por reformas: Regina Ramos, Auxêncio Dias de Oliveira, Capitulino Teles, Simão, Heleusa Câmara, Gelásio Zera Alves, Frei Graciano, Pedro Emílio e Recanto das Águas. Paralelamente, quatro unidades escolares estão sendo ampliadas: Escola Municipal Fidelcina Carvalho, Ita David Castro, CMEI Edna Gomes e CMEI Moisés Meira.

De acordo com a coordenação de Manutenção e Infraestrutura da Smed, os serviços de capina são realizados a partir de solicitações dos gestores escolares e integram um conjunto de medidas voltadas à segurança e à salubridade dos ambientes. Além disso, estão programadas revisões hidráulicas e elétricas, substituição de janelas e instalação de forros em unidades como Marlene Flores, Milton Santos e Carlos Santana, indicando uma atenção também às condições internas das edificações.

O planejamento da Secretaria não se limita às unidades já existentes. Há investimentos em expansão da rede, com a construção de uma nova creche na localidade dos Campinhos, viabilizada por meio do Programa de Ações Articuladas (PAR). Também estão previstos novos equipamentos educacionais: uma escola no Simão e outra no bairro Conveima II, ampliando a oferta de vagas e acompanhando o crescimento urbano da cidade.

Na zona rural, as intervenções seguem o mesmo direcionamento. Está prevista para o início de fevereiro a construção da segunda creche rural, na localidade de Cabeceira do Jiboia, além da ampliação da Escola Municipal Francisco Antônio Vasconcelos, situada no distrito. Essas ações buscam reduzir desigualdades históricas no acesso à infraestrutura educacional entre áreas urbanas e rurais.

Sob uma perspectiva institucional, a Secretaria de Educação destaca que as reformas e ampliações fazem parte de um compromisso contínuo com a qualidade do ambiente escolar, reconhecendo que espaços adequados influenciam diretamente o processo de ensino e aprendizagem. A ênfase recai sobre a criação de ambientes seguros, limpos e acolhedores para alunos e professores, considerados elementos básicos para o desenvolvimento educacional.

Em um momento em que o debate sobre educação costuma se concentrar em currículo, tecnologia e resultados pedagógicos, as obras nas escolas lembram que o aprendizado também começa pelo espaço físico. Antes do primeiro sino tocar, são paredes, telhados, instalações elétricas e pátios que precisam estar prontos para receber a comunidade escolar.

(Maria Clara)

A Carteira que Abre Portas: o Documento que Pode Mudar o Cotidiano de Pessoas com Autismo em Vitória da Conquista

A Prefeitura de Vitória da Conquista disponibilizou à população um serviço essencial voltado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA): o cadastro e a emissão gratuita da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). O atendimento acontece no Centro Municipal de Atenção Especializada (Cemae), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, reforçando a política de garantia de direitos e reconhecimento oficial desse público.

A Ciptea tem como objetivo facilitar a identificação da pessoa com TEA e assegurar prioridade no atendimento em serviços públicos e privados, conforme previsto na Lei Federal nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020. Trata-se de um instrumento legal que contribui para reduzir barreiras no acesso à saúde, educação e demais serviços essenciais, promovendo inclusão e respeito.

Para solicitar a carteirinha, o interessado deve comparecer à sala cinco do Polo de Educação Permanente, localizado no Complexo Cemae. É indispensável apresentar a documentação completa, tanto original quanto cópia, incluindo cartão do SUS, comprovante de residência, CPF, RG ou certidão de nascimento, documento do responsável legal, uma foto 3×4 colorida, informação de tipo sanguíneo (ABO/Rh) por meio de exame, além de relatório médico com o código CID que comprove o diagnóstico.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o cadastro só é realizado mediante a entrega de todos os documentos exigidos, garantindo segurança e padronização do processo. Pessoas que já possuem a Ciptea também são orientadas a efetuar o cadastro municipal, permitindo que o município organize dados e amplie o acesso aos direitos assegurados por lei.

A iniciativa reforça o papel do poder público na construção de políticas inclusivas, ao mesmo tempo em que orienta famílias e responsáveis sobre a importância da regularização documental. A Ciptea não é apenas um cartão de identificação, mas um instrumento de cidadania que reconhece, protege e assegura direitos às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

(Maria Clara)

A Carteira que Abre Portas: o Documento que Pode Mudar o Cotidiano de Pessoas com Autismo em Vitória da Conquista

A Prefeitura de Vitória da Conquista disponibilizou à população um serviço essencial voltado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA): o cadastro e a emissão gratuita da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). O atendimento acontece no Centro Municipal de Atenção Especializada (Cemae), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, reforçando a política de garantia de direitos e reconhecimento oficial desse público.

A Ciptea tem como objetivo facilitar a identificação da pessoa com TEA e assegurar prioridade no atendimento em serviços públicos e privados, conforme previsto na Lei Federal nº 13.977, de 8 de janeiro de 2020. Trata-se de um instrumento legal que contribui para reduzir barreiras no acesso à saúde, educação e demais serviços essenciais, promovendo inclusão e respeito.

Para solicitar a carteirinha, o interessado deve comparecer à sala cinco do Polo de Educação Permanente, localizado no Complexo Cemae. É indispensável apresentar a documentação completa, tanto original quanto cópia, incluindo cartão do SUS, comprovante de residência, CPF, RG ou certidão de nascimento, documento do responsável legal, uma foto 3×4 colorida, informação de tipo sanguíneo (ABO/Rh) por meio de exame, além de relatório médico com o código CID que comprove o diagnóstico.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o cadastro só é realizado mediante a entrega de todos os documentos exigidos, garantindo segurança e padronização do processo. Pessoas que já possuem a Ciptea também são orientadas a efetuar o cadastro municipal, permitindo que o município organize dados e amplie o acesso aos direitos assegurados por lei.

A iniciativa reforça o papel do poder público na construção de políticas inclusivas, ao mesmo tempo em que orienta famílias e responsáveis sobre a importância da regularização documental. A Ciptea não é apenas um cartão de identificação, mas um instrumento de cidadania que reconhece, protege e assegura direitos às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

(Maria Clara)

Choveu, Mas Não Bastou: Por Que os Açudes de Vitória da Conquista Continuam Vazios Mesmo Após Dias de Esperança

As chuvas que caíram recentemente sobre a zona rural de Vitória da Conquista trouxeram alívio visível ao campo, mas não resolveram um dos problemas mais sensíveis da região: o baixo nível dos açudes e barragens. Embora aguardadas com expectativa por produtores rurais e comunidades do interior, as precipitações registradas nos últimos dias não foram suficientes para garantir a recomposição dos principais reservatórios hídricos.

Levantamentos pluviométricos das últimas 70 horas indicam uma distribuição irregular das chuvas. A região do Ribeirão, no distrito de José Gonçalves, foi uma das mais favorecidas, com acumulado de 56 milímetros, enquanto a sede do mesmo distrito registrou apenas 15 milímetros. Em Inhobim e na Cabeceira do Jiboia, os índices chegaram a 40 milímetros, ao passo que Bate-Pé apresentou variações entre 20 milímetros na sede e 30 milímetros em Cachoeira das Araras. Apesar desses números, o volume total não gerou o escoamento necessário para abastecer as barragens de maior porte.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, a sequência de chuvas observada desde outubro de 2025 tem sido importante para a recuperação das pastagens, para a manutenção da umidade do solo e para o fortalecimento das lavouras. O impacto imediato é positivo, especialmente para a agricultura familiar e a pecuária, setores diretamente afetados pela estiagem prolongada. No entanto, especialistas apontam que apenas chuvas mais intensas e contínuas, tradicionalmente esperadas até o mês de março, poderão garantir a recuperação efetiva dos reservatórios.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Vitória da Conquista mantém o estado de atenção e reforça o monitoramento climático em parceria com a Defesa Civil. A orientação oficial segue sendo o uso consciente da água disponível, tanto para consumo humano quanto para a dessedentação animal, enquanto se aguarda um aumento significativo das precipitações.

Paralelamente, o município tem investido em ações preventivas para enfrentar os efeitos recorrentes da seca no semiárido. Desde setembro de 2025, uma força-tarefa com 55 máquinas pesadas realizou a limpeza e a abertura de mais de 400 aguadas e barragens, buscando ampliar a capacidade de captação de água da zona rural. Atualmente, a rede hídrica do município conta com cerca de 2.000 minibarragens e aproximadamente 40 barragens de grande porte, consideradas estratégicas para o abastecimento coletivo.

O quadro atual revela uma realidade comum ao interior nordestino: a chuva voltou, mas ainda não na intensidade necessária para garantir segurança hídrica. Enquanto isso, o planejamento, a infraestrutura e a economia de recursos permanecem como fatores centrais para atravessar o período crítico e reduzir os impactos de uma estiagem que, apesar da trégua recente, ainda não foi totalmente superada.

(Maria Clara)

Choveu, Mas Não Bastou: Por Que os Açudes de Vitória da Conquista Continuam Vazios Mesmo Após Dias de Esperança

As chuvas que caíram recentemente sobre a zona rural de Vitória da Conquista trouxeram alívio visível ao campo, mas não resolveram um dos problemas mais sensíveis da região: o baixo nível dos açudes e barragens. Embora aguardadas com expectativa por produtores rurais e comunidades do interior, as precipitações registradas nos últimos dias não foram suficientes para garantir a recomposição dos principais reservatórios hídricos.

Levantamentos pluviométricos das últimas 70 horas indicam uma distribuição irregular das chuvas. A região do Ribeirão, no distrito de José Gonçalves, foi uma das mais favorecidas, com acumulado de 56 milímetros, enquanto a sede do mesmo distrito registrou apenas 15 milímetros. Em Inhobim e na Cabeceira do Jiboia, os índices chegaram a 40 milímetros, ao passo que Bate-Pé apresentou variações entre 20 milímetros na sede e 30 milímetros em Cachoeira das Araras. Apesar desses números, o volume total não gerou o escoamento necessário para abastecer as barragens de maior porte.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, a sequência de chuvas observada desde outubro de 2025 tem sido importante para a recuperação das pastagens, para a manutenção da umidade do solo e para o fortalecimento das lavouras. O impacto imediato é positivo, especialmente para a agricultura familiar e a pecuária, setores diretamente afetados pela estiagem prolongada. No entanto, especialistas apontam que apenas chuvas mais intensas e contínuas, tradicionalmente esperadas até o mês de março, poderão garantir a recuperação efetiva dos reservatórios.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Vitória da Conquista mantém o estado de atenção e reforça o monitoramento climático em parceria com a Defesa Civil. A orientação oficial segue sendo o uso consciente da água disponível, tanto para consumo humano quanto para a dessedentação animal, enquanto se aguarda um aumento significativo das precipitações.

Paralelamente, o município tem investido em ações preventivas para enfrentar os efeitos recorrentes da seca no semiárido. Desde setembro de 2025, uma força-tarefa com 55 máquinas pesadas realizou a limpeza e a abertura de mais de 400 aguadas e barragens, buscando ampliar a capacidade de captação de água da zona rural. Atualmente, a rede hídrica do município conta com cerca de 2.000 minibarragens e aproximadamente 40 barragens de grande porte, consideradas estratégicas para o abastecimento coletivo.

O quadro atual revela uma realidade comum ao interior nordestino: a chuva voltou, mas ainda não na intensidade necessária para garantir segurança hídrica. Enquanto isso, o planejamento, a infraestrutura e a economia de recursos permanecem como fatores centrais para atravessar o período crítico e reduzir os impactos de uma estiagem que, apesar da trégua recente, ainda não foi totalmente superada.

(Maria Clara)

Entrevista exclusiva: PM no Pôr do Sol ressignifica o espaço urbano e aponta novo caminho para a segurança pública em Vitória da Conquista

O pôr do sol no alto do Cristo Rei do Cruzeiro, em Vitória da Conquista, ganhou novos significados. Mais do que um espetáculo natural, o cenário se transformou em ponto de encontro de famílias, artistas, comerciantes e forças de segurança. O projeto PM no Pôr do Sol não é apenas um evento cultural — é uma proposta concreta de prevenção à violência, ocupação qualificada do espaço público e reconstrução de vínculos entre a Polícia Militar e a sociedade.
Quem explica é o major Neilson, um dos coordenadores do projeto, que faz questão de afastar qualquer interpretação equivocada:
“Nosso ministério é o policiamento. O PM no Pôr do Sol não é festa por festa. Ele é uma estratégia de segurança pública com foco na prevenção.”
Cultura como ferramenta de prevenção
Tradicionalmente associada ao enfrentamento direto da criminalidade, a segurança pública ganha novos contornos quando passa a dialogar com cultura, lazer e urbanismo. Para o major Neilson, esse é o ponto central do projeto:
“Quando a Polícia Militar ocupa um espaço público com cultura e lazer, ela fortalece a parceria com a comunidade e cria um ambiente favorável para discutir segurança de forma aberta.”
O evento acontece em um local que por muito tempo carregou um estigma negativo relacionado à violência. Situado no bairro Cruzeiro — antigo bairro das Pedrinhas —, o Cristo Rei do Cruzeiro era visto por muitos como um espaço evitado, especialmente em determinados horários.
“A ocupação com famílias, música e convivência pacífica ajuda a quebrar esse estigma. As pessoas percebem, na prática, que aquele espaço é seguro”, destaca.
O espaço público como território de pertencimento
Mais do que presença policial, o projeto aposta na sensação de pertencimento. Segundo o major, quando a população passa a frequentar um local, a dinâmica do território muda:
“Você começa a gerar economia, turismo, renda e emprego. Tudo isso impacta diretamente na segurança pública.”
O Cristo Rei do Cruzeiro, ainda pouco explorado como ponto turístico, passou a receber visitantes que, muitas vezes, nunca haviam estado ali — inclusive moradores antigos da cidade.
“É comum ouvir: ‘Nunca vim aqui, é minha primeira vez’. Isso mostra o quanto o evento desperta um novo olhar sobre a cidade”, relata.
Uma retomada maior do que antes
Criado em 2019 por iniciativa do então major Lima Júnior, o PM no Pôr do Sol teve edições em 2019 e 2020, sendo interrompido pela pandemia. A retomada, cinco anos depois, veio com estrutura ampliada e expectativa ainda maior.
A decisão partiu do atual comandante regional, coronel Paulo Guimarães, alinhado à diretriz do Comando-Geral da PM, que incentiva ações preventivas e de aproximação comunitária.
“Sabíamos que não dava para simplesmente voltar. Precisávamos entregar algo maior, à altura da expectativa da população”, afirma o major Neilson.
O resultado foi uma edição com mais público, mais estrutura e maior impacto social.
Integração institucional: um pilar essencial
O projeto só se viabilizou graças à cooperação entre diferentes esferas do poder público. Governo do Estado, Prefeitura Municipal, secretarias, deputados e instituições parceiras atuaram de forma conjunta.
“Não existe prevenção em segurança pública sem cooperação. Cultura, educação, urbanismo, renda e transporte precisam caminhar juntos”, pontua.
A revitalização do espaço — com iluminação, limpeza, acessibilidade e infraestrutura — também foi decisiva.
“O medo se espalha mais rápido do que a paz. Quando o espaço é bem cuidado, iluminado e ocupado, ele comunica segurança.”
Resultados visíveis — e emocionantes
Um dos dados mais simbólicos do projeto é simples e poderoso: nenhuma ocorrência policial foi registrada durante o evento.

Mais do que números, porém, ficam as imagens — famílias inteiras, crianças brincando, idosos dançando, artistas locais se apresentando e comerciantes gerando renda.

“Teve momentos em que quase chorei”, confessa o major.
“Depois de tanta dificuldade, ver aquilo acontecer, ver as pessoas felizes, é a sensação de missão cumprida. Fazer segurança pública também é isso.”
Um modelo para o futuro da cidade
Para o coordenador do projeto, o PM no Pôr do Sol não deve ser um evento isolado, mas um modelo replicável em outros espaços da cidade — bairros, distritos e praças públicas.
“A ideia nunca foi que a Polícia Militar fosse a promotora eterna. Nosso papel é mostrar que é possível, abrir caminhos, gerar energia e motivar outras instituições a ocuparem a cidade.”
O resultado desejado é claro:
“Uma cidade em paz, harmônica, que valoriza o cidadão e onde as pessoas não tenham medo de viver os espaços públicos.”
Segurança também passa pela beleza
Ao final, o major resume o espírito do projeto com a mensagem que virou slogan desta edição:
“Com toda segurança, o pôr do sol mais bonito da Bahia.”
Uma frase que traduz mais do que um evento — traduz uma visão de cidade onde segurança, cultura e convivência caminham juntas, e onde o pôr do sol deixa de ser apenas paisagem para se tornar símbolo de pertencimento, confiança e transformação urbana.
(Maria Clara)

Entrevista exclusiva: PM no Pôr do Sol ressignifica o espaço urbano e aponta novo caminho para a segurança pública em Vitória da Conquista

O pôr do sol no alto do Cristo Rei do Cruzeiro, em Vitória da Conquista, ganhou novos significados. Mais do que um espetáculo natural, o cenário se transformou em ponto de encontro de famílias, artistas, comerciantes e forças de segurança. O projeto PM no Pôr do Sol não é apenas um evento cultural — é uma proposta concreta de prevenção à violência, ocupação qualificada do espaço público e reconstrução de vínculos entre a Polícia Militar e a sociedade.
Quem explica é o major Neilson, um dos coordenadores do projeto, que faz questão de afastar qualquer interpretação equivocada:
“Nosso ministério é o policiamento. O PM no Pôr do Sol não é festa por festa. Ele é uma estratégia de segurança pública com foco na prevenção.”
Cultura como ferramenta de prevenção
Tradicionalmente associada ao enfrentamento direto da criminalidade, a segurança pública ganha novos contornos quando passa a dialogar com cultura, lazer e urbanismo. Para o major Neilson, esse é o ponto central do projeto:
“Quando a Polícia Militar ocupa um espaço público com cultura e lazer, ela fortalece a parceria com a comunidade e cria um ambiente favorável para discutir segurança de forma aberta.”
O evento acontece em um local que por muito tempo carregou um estigma negativo relacionado à violência. Situado no bairro Cruzeiro — antigo bairro das Pedrinhas —, o Cristo Rei do Cruzeiro era visto por muitos como um espaço evitado, especialmente em determinados horários.
“A ocupação com famílias, música e convivência pacífica ajuda a quebrar esse estigma. As pessoas percebem, na prática, que aquele espaço é seguro”, destaca.
O espaço público como território de pertencimento
Mais do que presença policial, o projeto aposta na sensação de pertencimento. Segundo o major, quando a população passa a frequentar um local, a dinâmica do território muda:
“Você começa a gerar economia, turismo, renda e emprego. Tudo isso impacta diretamente na segurança pública.”
O Cristo Rei do Cruzeiro, ainda pouco explorado como ponto turístico, passou a receber visitantes que, muitas vezes, nunca haviam estado ali — inclusive moradores antigos da cidade.
“É comum ouvir: ‘Nunca vim aqui, é minha primeira vez’. Isso mostra o quanto o evento desperta um novo olhar sobre a cidade”, relata.
Uma retomada maior do que antes
Criado em 2019 por iniciativa do então major Lima Júnior, o PM no Pôr do Sol teve edições em 2019 e 2020, sendo interrompido pela pandemia. A retomada, cinco anos depois, veio com estrutura ampliada e expectativa ainda maior.
A decisão partiu do atual comandante regional, coronel Paulo Guimarães, alinhado à diretriz do Comando-Geral da PM, que incentiva ações preventivas e de aproximação comunitária.
“Sabíamos que não dava para simplesmente voltar. Precisávamos entregar algo maior, à altura da expectativa da população”, afirma o major Neilson.
O resultado foi uma edição com mais público, mais estrutura e maior impacto social.
Integração institucional: um pilar essencial
O projeto só se viabilizou graças à cooperação entre diferentes esferas do poder público. Governo do Estado, Prefeitura Municipal, secretarias, deputados e instituições parceiras atuaram de forma conjunta.
“Não existe prevenção em segurança pública sem cooperação. Cultura, educação, urbanismo, renda e transporte precisam caminhar juntos”, pontua.
A revitalização do espaço — com iluminação, limpeza, acessibilidade e infraestrutura — também foi decisiva.
“O medo se espalha mais rápido do que a paz. Quando o espaço é bem cuidado, iluminado e ocupado, ele comunica segurança.”
Resultados visíveis — e emocionantes
Um dos dados mais simbólicos do projeto é simples e poderoso: nenhuma ocorrência policial foi registrada durante o evento.

Mais do que números, porém, ficam as imagens — famílias inteiras, crianças brincando, idosos dançando, artistas locais se apresentando e comerciantes gerando renda.

“Teve momentos em que quase chorei”, confessa o major.
“Depois de tanta dificuldade, ver aquilo acontecer, ver as pessoas felizes, é a sensação de missão cumprida. Fazer segurança pública também é isso.”
Um modelo para o futuro da cidade
Para o coordenador do projeto, o PM no Pôr do Sol não deve ser um evento isolado, mas um modelo replicável em outros espaços da cidade — bairros, distritos e praças públicas.
“A ideia nunca foi que a Polícia Militar fosse a promotora eterna. Nosso papel é mostrar que é possível, abrir caminhos, gerar energia e motivar outras instituições a ocuparem a cidade.”
O resultado desejado é claro:
“Uma cidade em paz, harmônica, que valoriza o cidadão e onde as pessoas não tenham medo de viver os espaços públicos.”
Segurança também passa pela beleza
Ao final, o major resume o espírito do projeto com a mensagem que virou slogan desta edição:
“Com toda segurança, o pôr do sol mais bonito da Bahia.”
Uma frase que traduz mais do que um evento — traduz uma visão de cidade onde segurança, cultura e convivência caminham juntas, e onde o pôr do sol deixa de ser apenas paisagem para se tornar símbolo de pertencimento, confiança e transformação urbana.
(Maria Clara)

Entre o Arame e a Vida: o Resgate Silencioso de uma Jiboia em Vitória da Conquista

O episódio ocorrido no povoado Cabeceira da Jiboia, no distrito de Limeira, em Vitória da Conquista, chama atenção não apenas pelo inusitado da cena, mas pelo que ela revela sobre a convivência entre o avanço humano e a fauna silvestre. Uma jiboia, presa a uma cerca de arame farpado, foi resgatada por agentes do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (GAMA), ligado à Guarda Municipal, após dias em situação de sofrimento.

O chamado partiu de uma moradora da região, que percebeu a impossibilidade de o animal se libertar sozinho. A serpente encontrava-se enrolada no arame, com ferimentos visíveis provocados pelas farpas, resultado de tentativas repetidas de fuga. O quadro exigia uma intervenção técnica cuidadosa, tanto para preservar a vida do animal quanto para garantir a segurança da equipe envolvida.

Ao chegar ao local, os agentes do GAMA realizaram os procedimentos adequados de contenção e remoção do arame, evitando o agravamento das lesões já existentes. Diante do estado debilitado da jiboia, a decisão foi não devolvê-la imediatamente ao habitat natural. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passará por avaliação veterinária e tratamento especializado até que reúna condições de retorno à natureza.

O caso, embora pontual, lança luz sobre uma realidade frequente em áreas rurais e de expansão urbana: cercas, estradas e outras estruturas humanas acabam se tornando armadilhas involuntárias para a fauna. Ao mesmo tempo, evidencia a importância de estruturas públicas preparadas para responder a esse tipo de ocorrência, como o GAMA e o CETAS, que atuam de forma técnica e preventiva.

Mais do que um fato isolado, o resgate da jiboia em Limeira funciona como um lembrete discreto, porém relevante, de que a preservação ambiental não se limita a grandes debates ou políticas amplas. Ela também se manifesta em ações locais, muitas vezes silenciosas, que garantem que a vida — mesmo a que raramente vemos de perto — tenha uma segunda chance.

(Maria Clara)

Entre o Arame e a Vida: o Resgate Silencioso de uma Jiboia em Vitória da Conquista

O episódio ocorrido no povoado Cabeceira da Jiboia, no distrito de Limeira, em Vitória da Conquista, chama atenção não apenas pelo inusitado da cena, mas pelo que ela revela sobre a convivência entre o avanço humano e a fauna silvestre. Uma jiboia, presa a uma cerca de arame farpado, foi resgatada por agentes do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (GAMA), ligado à Guarda Municipal, após dias em situação de sofrimento.

O chamado partiu de uma moradora da região, que percebeu a impossibilidade de o animal se libertar sozinho. A serpente encontrava-se enrolada no arame, com ferimentos visíveis provocados pelas farpas, resultado de tentativas repetidas de fuga. O quadro exigia uma intervenção técnica cuidadosa, tanto para preservar a vida do animal quanto para garantir a segurança da equipe envolvida.

Ao chegar ao local, os agentes do GAMA realizaram os procedimentos adequados de contenção e remoção do arame, evitando o agravamento das lesões já existentes. Diante do estado debilitado da jiboia, a decisão foi não devolvê-la imediatamente ao habitat natural. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passará por avaliação veterinária e tratamento especializado até que reúna condições de retorno à natureza.

O caso, embora pontual, lança luz sobre uma realidade frequente em áreas rurais e de expansão urbana: cercas, estradas e outras estruturas humanas acabam se tornando armadilhas involuntárias para a fauna. Ao mesmo tempo, evidencia a importância de estruturas públicas preparadas para responder a esse tipo de ocorrência, como o GAMA e o CETAS, que atuam de forma técnica e preventiva.

Mais do que um fato isolado, o resgate da jiboia em Limeira funciona como um lembrete discreto, porém relevante, de que a preservação ambiental não se limita a grandes debates ou políticas amplas. Ela também se manifesta em ações locais, muitas vezes silenciosas, que garantem que a vida — mesmo a que raramente vemos de perto — tenha uma segunda chance.

(Maria Clara)

Silêncio em Cordeiros: quando uma tragédia doméstica interrompe uma infância

Mais uma fatalidade abalou a tranquilidade do município de Cordeiros, no Sudoeste da Bahia. Um menino, ainda muito pequeno, morreu após se afogar dentro de uma caixa d’água. A criança chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.

Até o momento, o nome do garoto não foi divulgado pelas autoridades. O caso gerou comoção entre moradores da cidade e reacendeu a atenção para acidentes domésticos que, infelizmente, continuam vitimando crianças em diferentes regiões do país.

Ocorrências como essa costumam acontecer em ambientes considerados seguros, dentro das próprias casas, o que torna o impacto ainda mais doloroso para famílias e comunidades. Caixas d’água, cisternas e reservatórios semelhantes, quando não estão devidamente vedados, representam riscos silenciosos, especialmente para crianças pequenas.

As circunstâncias exatas do acidente não foram detalhadas, e não há, até agora, informações oficiais adicionais sobre o caso. As autoridades locais seguem responsáveis pelos registros e encaminhamentos necessários.

Neste momento de luto, resta à comunidade expressar solidariedade e respeito à família, diante de uma perda irreparável que interrompeu uma vida ainda no início.

(Maria Clara)

Silêncio em Cordeiros: quando uma tragédia doméstica interrompe uma infância

Mais uma fatalidade abalou a tranquilidade do município de Cordeiros, no Sudoeste da Bahia. Um menino, ainda muito pequeno, morreu após se afogar dentro de uma caixa d’água. A criança chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu.

Até o momento, o nome do garoto não foi divulgado pelas autoridades. O caso gerou comoção entre moradores da cidade e reacendeu a atenção para acidentes domésticos que, infelizmente, continuam vitimando crianças em diferentes regiões do país.

Ocorrências como essa costumam acontecer em ambientes considerados seguros, dentro das próprias casas, o que torna o impacto ainda mais doloroso para famílias e comunidades. Caixas d’água, cisternas e reservatórios semelhantes, quando não estão devidamente vedados, representam riscos silenciosos, especialmente para crianças pequenas.

As circunstâncias exatas do acidente não foram detalhadas, e não há, até agora, informações oficiais adicionais sobre o caso. As autoridades locais seguem responsáveis pelos registros e encaminhamentos necessários.

Neste momento de luto, resta à comunidade expressar solidariedade e respeito à família, diante de uma perda irreparável que interrompeu uma vida ainda no início.

(Maria Clara)

O SILÊNCIO QUE DENUNCIOU: COMO UM DESAPARECIMENTO NA ZONA RURAL LEVOU À PRISÃO EM BARRA DO CHOÇA

O desaparecimento do produtor de café Evilásio Luz, registrado no dia 20 de janeiro de 2026 na zona rural de Barra do Choça, desencadeou uma investigação que culminou na prisão em flagrante de um homem investigado por homicídio e ocultação de cadáver. O caso, conduzido pela Polícia Civil da Bahia por meio da Delegacia Territorial do município, chama atenção pela sequência de fatos que permitiu a reconstrução dos acontecimentos.

As apurações tiveram início após o filho da vítima comunicar às autoridades a ausência de contato com o produtor. A partir desse registro, equipes do Serviço de Investigação passaram a realizar diligências para localizar Evilásio Luz e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. A falta de informações concretas nos primeiros momentos exigiu um trabalho minucioso de verificação de rotinas, deslocamentos e vínculos da vítima.

Um ponto decisivo da investigação foi a identificação do veículo de Evilásio, um Fiat Strada de cor vermelha, que passou a ser conduzido por outra pessoa após a data do desaparecimento. A constatação foi feita por meio da análise de imagens de câmeras de segurança, recurso que tem se mostrado fundamental em investigações criminais, especialmente em áreas rurais onde testemunhas diretas são mais escassas.

Com base nos indícios reunidos, a polícia intimou para prestar esclarecimentos L. J. A., funcionário da fazenda da vítima. Durante o depoimento, segundo a Polícia Civil, o investigado apresentou contradições relevantes. Confrontado com os elementos já apurados, ele acabou confessando a autoria do crime, relatando que a morte ocorreu após uma agressão e que o corpo foi ocultado em uma área de mata às margens da estrada que liga Barra do Choça a Barra Nova.

Diante da confissão, da materialidade e dos indícios de autoria, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A polícia destacou que, por se tratar de crime permanente no caso da ocultação, o flagrante foi juridicamente caracterizado.

As diligências seguem em andamento, com a realização de perícias técnicas e outras medidas legais, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e consolidar o conjunto probatório. O caso reforça a importância da atuação integrada entre investigação policial, uso de tecnologia e procedimentos legais para a apuração de crimes graves, mesmo em contextos onde o silêncio inicial parece ocultar a verdade.

(Maria Clara)

O SILÊNCIO QUE DENUNCIOU: COMO UM DESAPARECIMENTO NA ZONA RURAL LEVOU À PRISÃO EM BARRA DO CHOÇA

O desaparecimento do produtor de café Evilásio Luz, registrado no dia 20 de janeiro de 2026 na zona rural de Barra do Choça, desencadeou uma investigação que culminou na prisão em flagrante de um homem investigado por homicídio e ocultação de cadáver. O caso, conduzido pela Polícia Civil da Bahia por meio da Delegacia Territorial do município, chama atenção pela sequência de fatos que permitiu a reconstrução dos acontecimentos.

As apurações tiveram início após o filho da vítima comunicar às autoridades a ausência de contato com o produtor. A partir desse registro, equipes do Serviço de Investigação passaram a realizar diligências para localizar Evilásio Luz e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. A falta de informações concretas nos primeiros momentos exigiu um trabalho minucioso de verificação de rotinas, deslocamentos e vínculos da vítima.

Um ponto decisivo da investigação foi a identificação do veículo de Evilásio, um Fiat Strada de cor vermelha, que passou a ser conduzido por outra pessoa após a data do desaparecimento. A constatação foi feita por meio da análise de imagens de câmeras de segurança, recurso que tem se mostrado fundamental em investigações criminais, especialmente em áreas rurais onde testemunhas diretas são mais escassas.

Com base nos indícios reunidos, a polícia intimou para prestar esclarecimentos L. J. A., funcionário da fazenda da vítima. Durante o depoimento, segundo a Polícia Civil, o investigado apresentou contradições relevantes. Confrontado com os elementos já apurados, ele acabou confessando a autoria do crime, relatando que a morte ocorreu após uma agressão e que o corpo foi ocultado em uma área de mata às margens da estrada que liga Barra do Choça a Barra Nova.

Diante da confissão, da materialidade e dos indícios de autoria, foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A polícia destacou que, por se tratar de crime permanente no caso da ocultação, o flagrante foi juridicamente caracterizado.

As diligências seguem em andamento, com a realização de perícias técnicas e outras medidas legais, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e consolidar o conjunto probatório. O caso reforça a importância da atuação integrada entre investigação policial, uso de tecnologia e procedimentos legais para a apuração de crimes graves, mesmo em contextos onde o silêncio inicial parece ocultar a verdade.

(Maria Clara)

ARTIGO – Dom Zanoni: Vocação, Profecia e a Coragem de Escolher a Justiça

 

 

 

Padre Carlos

Quando falamos de vocação sacerdotal, quase sempre somos tentados a reduzi-la a um chamado íntimo, silencioso, encerrado nos limites do templo. Mas a verdadeira vocação cristã — e aqui eu falo em tom de confidência, quase num sussurro ao leitor — nasce do batismo e deságua inevitavelmente na história concreta, ferida e real. O seguimento radical de Jesus não é um adorno espiritual: é ruptura, é risco, é escolha. “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27). Essas palavras não envelhecem. Elas queimam.

No ministério sacerdotal, a renúncia nunca foi — nem pode ser — anulação de si. Renuncia quem é livre. Renuncia quem ama. Renuncia quem encontrou algo maior do que a própria vontade. Esse foi o ensinamento decisivo do Padre Benedito, formador de uma geração inteira de jovens que, décadas depois, assumiriam responsabilidades centrais na Igreja do nosso estado. Ali se forjou uma espiritualidade que não separava oração e compromisso social, fé e justiça, altar e rua.

Tudo começa quando a Diocese decide olhar nos olhos do povo e assumir suas dores como parte do Evangelho. A Igreja Católica, em nossa cidade, escolheu apoiar as lutas sociais, a vida dura do homem e da mulher do campo, dos catadores de café, dos trabalhadores urbanos empurrados para a Serra do Periperi. O maior problema da Igreja não era dogmático; era ético. Era pastoral. Era como anunciar Deus num contexto de opressão, exploração e violência estrutural. Foi nesse chão áspero que brotaram muitas vocações. Entre elas, a de Dom Zanoni.

No dia 23 de janeiro, Dom Zanoni completa 64 anos. Para os amigos, essa data se tornou mais do que um aniversário: é um Memorial. E memória, na tradição bíblica, não é nostalgia. É compromisso. Lembrar é atualizar. É não permitir que a história seja apagada. Entre celebrações em Feira de Santana, Vitória da Conquista e tantos outros lugares onde ele apascentou suas ovelhas.

As elites locais sempre desejaram uma Igreja que anunciasse um Deus-Poder, cúmplice da ordem estabelecida, legitimador da dominação e da desigualdade. Mas o Deus de Jesus — e o Deus vivido por Dom Zanoni — não se confunde com esse ídolo travestido de divindade. Ele é onipotente não porque domina, mas porque cria, sustenta e liberta. Por isso, ao abrir a Catedral para a missa de sétimo dia de Etelvino (Teté), assassinado na Fazenda Paixão, e ao denunciar publicamente os crimes cometidos contra os mais fracos, Dom Zanoni atraiu para si o ódio do conservadorismo burguês. A cruz, mais uma vez, deixou de ser símbolo e virou ameaça real.

A vocação profética não se escolhe sem consequências. Ao denunciar a chacina da Fazenda Mucambo, sua vida foi colocada em risco. Em uma reunião de grandes proprietários, decidiu-se que o “padre da Catedral” estava incomodando demais e deveria ser eliminado. A notícia chegou ao Bispo Dom Celso José. Coube ao Padre João Cardoso, em um gesto de coragem cívica, denunciar o plano no programa Resenha Geral, do saudoso Herzem Gusmão, impedindo que o martírio se consumasse. Mesmo sob ameaça de morte, Dom Zanoni não recuou. Foi a Brasília lutar pela desapropriação das terras. Hoje, o MST conta com 23 assentamentos na região. Isso não é ideologia: é fato histórico. É Evangelho encarnado.

Olhando para trás, para os caminhos percorridos por Dom Zanoni nesses mais de sessenta anos de vida, a conclusão se impõe com força serena: quem busca a paz precisa trabalhar pela justiça; e quem luta por justiça precisa colocar, como primícia inegociável, a defesa da vida. Vida ameaçada, vida esquecida, vida violentada. A fé que não passa por aí torna-se discurso vazio, liturgia sem alma, religião sem Deus.

Este artigo não é apenas homenagem. É testemunho. É memória ativa. É chamado. Em tempos de silêncio cúmplice e neutralidade confortável, a história de Dom Zanoni nos lembra que a vocação sacerdotal — quando fiel ao Evangelho — continua sendo um escândalo para os poderosos e uma boa notícia para os pobres.

Parabéns, companheiro.
Que a sua vida continue sendo sinal de que a justiça é o nome histórico do amor.

ARTIGO – Dom Zanoni: Vocação, Profecia e a Coragem de Escolher a Justiça

 

 

 

Padre Carlos

Quando falamos de vocação sacerdotal, quase sempre somos tentados a reduzi-la a um chamado íntimo, silencioso, encerrado nos limites do templo. Mas a verdadeira vocação cristã — e aqui eu falo em tom de confidência, quase num sussurro ao leitor — nasce do batismo e deságua inevitavelmente na história concreta, ferida e real. O seguimento radical de Jesus não é um adorno espiritual: é ruptura, é risco, é escolha. “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,27). Essas palavras não envelhecem. Elas queimam.

No ministério sacerdotal, a renúncia nunca foi — nem pode ser — anulação de si. Renuncia quem é livre. Renuncia quem ama. Renuncia quem encontrou algo maior do que a própria vontade. Esse foi o ensinamento decisivo do Padre Benedito, formador de uma geração inteira de jovens que, décadas depois, assumiriam responsabilidades centrais na Igreja do nosso estado. Ali se forjou uma espiritualidade que não separava oração e compromisso social, fé e justiça, altar e rua.

Tudo começa quando a Diocese decide olhar nos olhos do povo e assumir suas dores como parte do Evangelho. A Igreja Católica, em nossa cidade, escolheu apoiar as lutas sociais, a vida dura do homem e da mulher do campo, dos catadores de café, dos trabalhadores urbanos empurrados para a Serra do Periperi. O maior problema da Igreja não era dogmático; era ético. Era pastoral. Era como anunciar Deus num contexto de opressão, exploração e violência estrutural. Foi nesse chão áspero que brotaram muitas vocações. Entre elas, a de Dom Zanoni.

No dia 23 de janeiro, Dom Zanoni completa 64 anos. Para os amigos, essa data se tornou mais do que um aniversário: é um Memorial. E memória, na tradição bíblica, não é nostalgia. É compromisso. Lembrar é atualizar. É não permitir que a história seja apagada. Entre celebrações em Feira de Santana, Vitória da Conquista e tantos outros lugares onde ele apascentou suas ovelhas.

As elites locais sempre desejaram uma Igreja que anunciasse um Deus-Poder, cúmplice da ordem estabelecida, legitimador da dominação e da desigualdade. Mas o Deus de Jesus — e o Deus vivido por Dom Zanoni — não se confunde com esse ídolo travestido de divindade. Ele é onipotente não porque domina, mas porque cria, sustenta e liberta. Por isso, ao abrir a Catedral para a missa de sétimo dia de Etelvino (Teté), assassinado na Fazenda Paixão, e ao denunciar publicamente os crimes cometidos contra os mais fracos, Dom Zanoni atraiu para si o ódio do conservadorismo burguês. A cruz, mais uma vez, deixou de ser símbolo e virou ameaça real.

A vocação profética não se escolhe sem consequências. Ao denunciar a chacina da Fazenda Mucambo, sua vida foi colocada em risco. Em uma reunião de grandes proprietários, decidiu-se que o “padre da Catedral” estava incomodando demais e deveria ser eliminado. A notícia chegou ao Bispo Dom Celso José. Coube ao Padre João Cardoso, em um gesto de coragem cívica, denunciar o plano no programa Resenha Geral, do saudoso Herzem Gusmão, impedindo que o martírio se consumasse. Mesmo sob ameaça de morte, Dom Zanoni não recuou. Foi a Brasília lutar pela desapropriação das terras. Hoje, o MST conta com 23 assentamentos na região. Isso não é ideologia: é fato histórico. É Evangelho encarnado.

Olhando para trás, para os caminhos percorridos por Dom Zanoni nesses mais de sessenta anos de vida, a conclusão se impõe com força serena: quem busca a paz precisa trabalhar pela justiça; e quem luta por justiça precisa colocar, como primícia inegociável, a defesa da vida. Vida ameaçada, vida esquecida, vida violentada. A fé que não passa por aí torna-se discurso vazio, liturgia sem alma, religião sem Deus.

Este artigo não é apenas homenagem. É testemunho. É memória ativa. É chamado. Em tempos de silêncio cúmplice e neutralidade confortável, a história de Dom Zanoni nos lembra que a vocação sacerdotal — quando fiel ao Evangelho — continua sendo um escândalo para os poderosos e uma boa notícia para os pobres.

Parabéns, companheiro.
Que a sua vida continue sendo sinal de que a justiça é o nome histórico do amor.

ARTIGO – Racismo Sem Fronteiras: quando o preconceito atravessa sotaques e expõe feridas abertas

 

 

Padre Carlos

O racismo no Brasil não é um desvio isolado nem um ruído ocasional da convivência social. Ele é uma ferida aberta, antiga, estrutural, que insiste em sangrar diante de nossos olhos. O que chama atenção, e precisa ser dito com coragem e responsabilidade, é o aumento recente de casos explícitos de injúria racial e preconceito racial envolvendo visitantes e turistas, muitos deles oriundos da região Sul do país, reproduzindo discursos de ódio que encontram no Brasil negro um alvo histórico.

Não se trata de demonizar regiões ou povos, mas de encarar fatos. O racismo não nasce do nada. Ele é ensinado, naturalizado, reproduzido em ambientes onde a branquitude é confundida com superioridade e onde a diferença é vista como ameaça. Quando esses valores atravessam fronteiras simbólicas, o resultado é violência verbal, humilhação pública e crimes que ferem a dignidade humana.

O caso da turista argentina Agostina Paz é emblemático. Flagrada cometendo atos de injúria racial no Rio de Janeiro, imitando macaco e utilizando termos racistas, ela permanece no país com tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido e investigação concluída pela Polícia Civil. O Estado brasileiro deu uma resposta clara: racismo é crime e dá cadeia. Nem fama nas redes sociais, nem nacionalidade estrangeira, nem falsas denúncias intimidam a lei. A tentativa de inverter a narrativa, apresentando-se como vítima, apenas revela o velho expediente de quem nunca aprendeu a lidar com limites civilizatórios.

Outro episódio igualmente chocante ocorreu em Salvador, no coração do Pelourinho, território símbolo da resistência negra no Brasil. Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa após chamar uma comerciante de “lixo”, cuspir nela e repetir, de forma quase ritualística, “eu sou branca”, como se a cor da pele fosse um salvo-conduto moral. O relato da vítima, Hanna, é devastador. Não apenas pela violência sofrida, mas pelo trauma que permanece quando o racismo deixa de ser conceito abstrato e se transforma em agressão direta, olho no olho.

Esses episódios não são exceções. São sintomas. Revelam como o racismo no Brasil continua operando com naturalidade assustadora, muitas vezes travestido de opinião, descontrole emocional ou “mal-entendido cultural”. Não é. Racismo é crime. Injúria racial é crime. Preconceito racial é crime. E mais do que isso: é um ataque direto à democracia, à justiça social e aos direitos humanos.

O Brasil precisa decidir quem quer ser. Um país que relativiza o ódio ou uma nação que protege seus cidadãos, especialmente aqueles historicamente violentados. A aplicação rigorosa da lei não é vingança; é pedagogia civilizatória. Cada punição justa é um recado claro: aqui, a dignidade humana não é negociável.

Enquanto o racismo for tratado como “excesso”, ele continuará matando simbolicamente — e às vezes fisicamente — corpos negros todos os dias. Denunciar é dever. Punir é obrigação. Silenciar é cumplicidade.

ARTIGO – Racismo Sem Fronteiras: quando o preconceito atravessa sotaques e expõe feridas abertas

 

 

Padre Carlos

O racismo no Brasil não é um desvio isolado nem um ruído ocasional da convivência social. Ele é uma ferida aberta, antiga, estrutural, que insiste em sangrar diante de nossos olhos. O que chama atenção, e precisa ser dito com coragem e responsabilidade, é o aumento recente de casos explícitos de injúria racial e preconceito racial envolvendo visitantes e turistas, muitos deles oriundos da região Sul do país, reproduzindo discursos de ódio que encontram no Brasil negro um alvo histórico.

Não se trata de demonizar regiões ou povos, mas de encarar fatos. O racismo não nasce do nada. Ele é ensinado, naturalizado, reproduzido em ambientes onde a branquitude é confundida com superioridade e onde a diferença é vista como ameaça. Quando esses valores atravessam fronteiras simbólicas, o resultado é violência verbal, humilhação pública e crimes que ferem a dignidade humana.

O caso da turista argentina Agostina Paz é emblemático. Flagrada cometendo atos de injúria racial no Rio de Janeiro, imitando macaco e utilizando termos racistas, ela permanece no país com tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido e investigação concluída pela Polícia Civil. O Estado brasileiro deu uma resposta clara: racismo é crime e dá cadeia. Nem fama nas redes sociais, nem nacionalidade estrangeira, nem falsas denúncias intimidam a lei. A tentativa de inverter a narrativa, apresentando-se como vítima, apenas revela o velho expediente de quem nunca aprendeu a lidar com limites civilizatórios.

Outro episódio igualmente chocante ocorreu em Salvador, no coração do Pelourinho, território símbolo da resistência negra no Brasil. Uma turista do Rio Grande do Sul foi presa após chamar uma comerciante de “lixo”, cuspir nela e repetir, de forma quase ritualística, “eu sou branca”, como se a cor da pele fosse um salvo-conduto moral. O relato da vítima, Hanna, é devastador. Não apenas pela violência sofrida, mas pelo trauma que permanece quando o racismo deixa de ser conceito abstrato e se transforma em agressão direta, olho no olho.

Esses episódios não são exceções. São sintomas. Revelam como o racismo no Brasil continua operando com naturalidade assustadora, muitas vezes travestido de opinião, descontrole emocional ou “mal-entendido cultural”. Não é. Racismo é crime. Injúria racial é crime. Preconceito racial é crime. E mais do que isso: é um ataque direto à democracia, à justiça social e aos direitos humanos.

O Brasil precisa decidir quem quer ser. Um país que relativiza o ódio ou uma nação que protege seus cidadãos, especialmente aqueles historicamente violentados. A aplicação rigorosa da lei não é vingança; é pedagogia civilizatória. Cada punição justa é um recado claro: aqui, a dignidade humana não é negociável.

Enquanto o racismo for tratado como “excesso”, ele continuará matando simbolicamente — e às vezes fisicamente — corpos negros todos os dias. Denunciar é dever. Punir é obrigação. Silenciar é cumplicidade.

Vitória da Conquista promove Caminhada Ecológica no Parque das Lagoas das Bateias e reforça compromisso com o meio ambiente

 

 

 

Por Redação

Vitória da Conquista se prepara para viver, no próximo 1º de fevereiro de 2026, um momento simbólico e prático de mobilização ambiental. A partir das 7h30 da manhã, o Parque Ambiental Lagoa das Bateias será palco da 1ª Caminhada Ecológica, uma iniciativa que une conscientização, participação cidadã e cuidado coletivo com um dos principais patrimônios naturais do município.

Com o lema “O Parque é nosso. O cuidado também.”, o evento vai além de uma simples caminhada. Durante o percurso, os participantes irão realizar a coleta de resíduos descartados de forma inadequada dentro do parque, transformando o ato de caminhar em um gesto concreto de preservação ambiental.

A ação é promovida com apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio de suas secretarias e órgãos ambientais, e tem como objetivo despertar na população a responsabilidade compartilhada pela conservação dos espaços públicos, especialmente aqueles voltados ao lazer, à convivência e à sustentabilidade.

O Parque Ambiental Lagoa das Bateias, que ao longo dos anos se consolidou como área estratégica para o equilíbrio ecológico da cidade, enfrenta desafios comuns a muitos parques urbanos: descarte irregular de lixo, degradação de áreas verdes e falta de consciência ambiental por parte de uma parcela da população. A Caminhada Ecológica surge, portanto, como resposta pedagógica e mobilizadora a esse cenário.

Segundo a organização, a expectativa é reunir moradores, estudantes, ambientalistas, atletas amadores, famílias e representantes de movimentos sociais, reforçando a ideia de que o cuidado com o meio ambiente começa no território onde se vive. “É um convite à corresponsabilidade. Preservar o parque é preservar qualidade de vida”, destaca um dos organizadores.

Além da coleta de resíduos, o evento deve estimular reflexões sobre educação ambiental, sustentabilidade urbana e políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais. A caminhada também se insere em um contexto mais amplo de debates globais sobre mudanças climáticas, cidades sustentáveis e participação social.

A orientação é que os participantes utilizem roupas leves, calçados confortáveis e, se possível, levem luvas para auxiliar na coleta do lixo. A organização reforça que a caminhada é aberta ao público e não exige inscrição prévia.

Ao promover a Caminhada Ecológica, Vitória da Conquista sinaliza que o cuidado com o meio ambiente não é apenas discurso, mas prática coletiva. Um passo de cada vez, a cidade reafirma que preservar hoje é garantir o amanhã.

Vitória da Conquista promove Caminhada Ecológica no Parque das Lagoas das Bateias e reforça compromisso com o meio ambiente

 

 

 

Por Redação

Vitória da Conquista se prepara para viver, no próximo 1º de fevereiro de 2026, um momento simbólico e prático de mobilização ambiental. A partir das 7h30 da manhã, o Parque Ambiental Lagoa das Bateias será palco da 1ª Caminhada Ecológica, uma iniciativa que une conscientização, participação cidadã e cuidado coletivo com um dos principais patrimônios naturais do município.

Com o lema “O Parque é nosso. O cuidado também.”, o evento vai além de uma simples caminhada. Durante o percurso, os participantes irão realizar a coleta de resíduos descartados de forma inadequada dentro do parque, transformando o ato de caminhar em um gesto concreto de preservação ambiental.

A ação é promovida com apoio da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio de suas secretarias e órgãos ambientais, e tem como objetivo despertar na população a responsabilidade compartilhada pela conservação dos espaços públicos, especialmente aqueles voltados ao lazer, à convivência e à sustentabilidade.

O Parque Ambiental Lagoa das Bateias, que ao longo dos anos se consolidou como área estratégica para o equilíbrio ecológico da cidade, enfrenta desafios comuns a muitos parques urbanos: descarte irregular de lixo, degradação de áreas verdes e falta de consciência ambiental por parte de uma parcela da população. A Caminhada Ecológica surge, portanto, como resposta pedagógica e mobilizadora a esse cenário.

Segundo a organização, a expectativa é reunir moradores, estudantes, ambientalistas, atletas amadores, famílias e representantes de movimentos sociais, reforçando a ideia de que o cuidado com o meio ambiente começa no território onde se vive. “É um convite à corresponsabilidade. Preservar o parque é preservar qualidade de vida”, destaca um dos organizadores.

Além da coleta de resíduos, o evento deve estimular reflexões sobre educação ambiental, sustentabilidade urbana e políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais. A caminhada também se insere em um contexto mais amplo de debates globais sobre mudanças climáticas, cidades sustentáveis e participação social.

A orientação é que os participantes utilizem roupas leves, calçados confortáveis e, se possível, levem luvas para auxiliar na coleta do lixo. A organização reforça que a caminhada é aberta ao público e não exige inscrição prévia.

Ao promover a Caminhada Ecológica, Vitória da Conquista sinaliza que o cuidado com o meio ambiente não é apenas discurso, mas prática coletiva. Um passo de cada vez, a cidade reafirma que preservar hoje é garantir o amanhã.