Política e Resenha

Vitória da Conquista se despede de Alvino Lima Porto: quem foi a personalidade que marcou a Joia do Sertão Baiano

Vitória da Conquista recebeu, com pesar, a notícia do falecimento de Alvino Lima Porto, ocorrido aos 72 anos. Figura conhecida na cidade, sua morte gerou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória na Joia do Sertão Baiano.

O funeral foi realizado no Lirium Cerimonial Fúnebre, situado na Rua Glicério Borba, nº 50, no Centro da cidade. O sepultamento ocorreu às 10 horas desta sexta-feira (30), no Cemitério Parque da Cidade, reunindo pessoas próximas que prestaram as últimas homenagens.

Reconhecido por sua presença marcante no convívio social conquistense, Alvino Lima Porto deixa lembranças que permanecem na memória daqueles que compartilharam de sua convivência ao longo dos anos. O momento é de dor, silêncio e respeito, especialmente para os familiares e amigos mais próximos.

Neste contexto de luto, são registradas manifestações de solidariedade e condolências a todos os que sentem sua partida, reafirmando o reconhecimento público por uma vida que fez parte da história cotidiana de Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Vitória da Conquista se despede de Alvino Lima Porto: quem foi a personalidade que marcou a Joia do Sertão Baiano

Vitória da Conquista recebeu, com pesar, a notícia do falecimento de Alvino Lima Porto, ocorrido aos 72 anos. Figura conhecida na cidade, sua morte gerou comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória na Joia do Sertão Baiano.

O funeral foi realizado no Lirium Cerimonial Fúnebre, situado na Rua Glicério Borba, nº 50, no Centro da cidade. O sepultamento ocorreu às 10 horas desta sexta-feira (30), no Cemitério Parque da Cidade, reunindo pessoas próximas que prestaram as últimas homenagens.

Reconhecido por sua presença marcante no convívio social conquistense, Alvino Lima Porto deixa lembranças que permanecem na memória daqueles que compartilharam de sua convivência ao longo dos anos. O momento é de dor, silêncio e respeito, especialmente para os familiares e amigos mais próximos.

Neste contexto de luto, são registradas manifestações de solidariedade e condolências a todos os que sentem sua partida, reafirmando o reconhecimento público por uma vida que fez parte da história cotidiana de Vitória da Conquista.

(Maria Clara)

Desaparecimento, Silêncio e Alívio: O Que Houve com Mariana e Como a Polícia Chegou ao Resgate

O desaparecimento da jovem Mariana mobilizou familiares, amigos e forças de segurança em Barra do Choça, no sudoeste da Bahia. Desde que a ausência foi percebida, a preocupação cresceu rapidamente, impulsionada pela falta de informações e pelo histórico de conflitos envolvendo o ex-companheiro da jovem.

Na manhã desta sexta-feira (30), a Polícia Militar confirmou o resgate de Mariana. A ação ocorreu após a localização de Gabriel Lisboa, ex-companheiro da jovem, no município de Caatiba. De acordo com informações oficiais, Gabriel já possuía histórico de violência e havia contra ele uma Medida Protetiva em vigor, o que intensificou as suspeitas durante as investigações iniciais.

Após ser localizado, Gabriel Lisboa foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em Vitória da Conquista, onde permanece à disposição das autoridades competentes para os procedimentos legais. A polícia não divulgou detalhes adicionais sobre as circunstâncias do desaparecimento nem sobre o andamento do inquérito.

Mariana foi encontrada em segurança e, segundo informações repassadas pelas autoridades, passa bem, apesar do susto vivido. Familiares foram comunicados e o clima, antes marcado por apreensão e angústia, deu lugar ao alívio.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica, a importância das medidas protetivas e a atuação rápida das forças de segurança em situações de desaparecimento, especialmente quando há registros anteriores de ameaça ou agressão. As investigações seguem em curso para o completo esclarecimento dos fatos.

(Maria Clara)

Desaparecimento, Silêncio e Alívio: O Que Houve com Mariana e Como a Polícia Chegou ao Resgate

O desaparecimento da jovem Mariana mobilizou familiares, amigos e forças de segurança em Barra do Choça, no sudoeste da Bahia. Desde que a ausência foi percebida, a preocupação cresceu rapidamente, impulsionada pela falta de informações e pelo histórico de conflitos envolvendo o ex-companheiro da jovem.

Na manhã desta sexta-feira (30), a Polícia Militar confirmou o resgate de Mariana. A ação ocorreu após a localização de Gabriel Lisboa, ex-companheiro da jovem, no município de Caatiba. De acordo com informações oficiais, Gabriel já possuía histórico de violência e havia contra ele uma Medida Protetiva em vigor, o que intensificou as suspeitas durante as investigações iniciais.

Após ser localizado, Gabriel Lisboa foi conduzido ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em Vitória da Conquista, onde permanece à disposição das autoridades competentes para os procedimentos legais. A polícia não divulgou detalhes adicionais sobre as circunstâncias do desaparecimento nem sobre o andamento do inquérito.

Mariana foi encontrada em segurança e, segundo informações repassadas pelas autoridades, passa bem, apesar do susto vivido. Familiares foram comunicados e o clima, antes marcado por apreensão e angústia, deu lugar ao alívio.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica, a importância das medidas protetivas e a atuação rápida das forças de segurança em situações de desaparecimento, especialmente quando há registros anteriores de ameaça ou agressão. As investigações seguem em curso para o completo esclarecimento dos fatos.

(Maria Clara)

Duas Ações, Um Alerta: O Que as Apreensões na Praça da Bíblia e no Ceasa Revelam Sobre a Rotina Urbana

Na tarde desta quinta-feira (29), uma ação da Guarda Municipal de Vitória da Conquista resultou na apreensão de drogas e na condução de um indivíduo ao Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP). A ocorrência aconteceu na Praça Vitor Brito, popularmente conhecida como Praça da Bíblia, área de circulação intensa e uso cotidiano da população.

De acordo com as informações repassadas, durante a abordagem foram encontradas com o suspeito 28 pedras de substância análoga ao crack, além da quantia de R$ 726,00 em dinheiro. O material apreendido e o indivíduo foram encaminhados ao DISEP para os procedimentos legais cabíveis.

O registro desta ocorrência soma-se a outra ação recente da Guarda Municipal realizada no último dia 27 de janeiro, nas imediações do CEASA. Na ocasião, dois indivíduos — uma mulher de 25 anos e um homem de 29 anos — foram conduzidos à mesma unidade de segurança após serem flagrados com 13 pedras de substância análoga ao crack e cinco trouxas de maconha.

As duas ações, realizadas em pontos distintos da cidade e em datas próximas, evidenciam a atuação rotineira da Guarda Municipal em espaços públicos estratégicos. As ocorrências também reforçam a dinâmica do trabalho preventivo e ostensivo desenvolvido pelo órgão, especialmente em áreas de grande fluxo de pessoas.

Todos os envolvidos foram apresentados às autoridades competentes, ficando a cargo dos órgãos de segurança e da Justiça a adoção das medidas legais previstas. Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre desdobramentos dos casos.

(Maria Clara)

Duas Ações, Um Alerta: O Que as Apreensões na Praça da Bíblia e no Ceasa Revelam Sobre a Rotina Urbana

Na tarde desta quinta-feira (29), uma ação da Guarda Municipal de Vitória da Conquista resultou na apreensão de drogas e na condução de um indivíduo ao Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP). A ocorrência aconteceu na Praça Vitor Brito, popularmente conhecida como Praça da Bíblia, área de circulação intensa e uso cotidiano da população.

De acordo com as informações repassadas, durante a abordagem foram encontradas com o suspeito 28 pedras de substância análoga ao crack, além da quantia de R$ 726,00 em dinheiro. O material apreendido e o indivíduo foram encaminhados ao DISEP para os procedimentos legais cabíveis.

O registro desta ocorrência soma-se a outra ação recente da Guarda Municipal realizada no último dia 27 de janeiro, nas imediações do CEASA. Na ocasião, dois indivíduos — uma mulher de 25 anos e um homem de 29 anos — foram conduzidos à mesma unidade de segurança após serem flagrados com 13 pedras de substância análoga ao crack e cinco trouxas de maconha.

As duas ações, realizadas em pontos distintos da cidade e em datas próximas, evidenciam a atuação rotineira da Guarda Municipal em espaços públicos estratégicos. As ocorrências também reforçam a dinâmica do trabalho preventivo e ostensivo desenvolvido pelo órgão, especialmente em áreas de grande fluxo de pessoas.

Todos os envolvidos foram apresentados às autoridades competentes, ficando a cargo dos órgãos de segurança e da Justiça a adoção das medidas legais previstas. Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre desdobramentos dos casos.

(Maria Clara)

Silêncio em Urbis 6: o que se sabe — e o que ainda precisa ser esclarecido — sobre a morte de uma idosa em Vitória da Conquista

Na manhã desta sexta-feira (30), a tranquilidade do bairro Urbis 6, em Vitória da Conquista, foi interrompida pela notícia da morte de uma idosa dentro da própria residência. Identificada como Silbene Barbosa, ela foi encontrada sem vida em um imóvel localizado na Rua Paulo Rocha.

As primeiras informações indicam que a suspeita inicial é de morte natural, hipótese que, até o momento, não apresenta indícios de violência ou de participação de terceiros. No entanto, como determina o protocolo em situações desse tipo, o óbito ainda depende de averiguação médica para que a causa seja oficialmente confirmada.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas e estiveram no local para realizar os procedimentos necessários. A atuação do DPT é fundamental para garantir que todas as circunstâncias sejam devidamente analisadas, afastando dúvidas e assegurando transparência no esclarecimento do caso.

Casos como este, embora frequentemente associados a causas naturais, mobilizam a atenção da comunidade e das autoridades justamente por ocorrerem no ambiente doméstico e envolverem pessoas idosas, grupo que exige cuidados específicos de saúde e acompanhamento contínuo. A confirmação oficial da causa da morte deve trazer respostas tanto para os familiares quanto para os moradores da região.

Até que o laudo médico seja concluído, o caso permanece sob acompanhamento dos órgãos competentes, reforçando a importância dos procedimentos técnicos e da informação responsável em situações sensíveis como esta.

(Maria Clara)

Silêncio em Urbis 6: o que se sabe — e o que ainda precisa ser esclarecido — sobre a morte de uma idosa em Vitória da Conquista

Na manhã desta sexta-feira (30), a tranquilidade do bairro Urbis 6, em Vitória da Conquista, foi interrompida pela notícia da morte de uma idosa dentro da própria residência. Identificada como Silbene Barbosa, ela foi encontrada sem vida em um imóvel localizado na Rua Paulo Rocha.

As primeiras informações indicam que a suspeita inicial é de morte natural, hipótese que, até o momento, não apresenta indícios de violência ou de participação de terceiros. No entanto, como determina o protocolo em situações desse tipo, o óbito ainda depende de averiguação médica para que a causa seja oficialmente confirmada.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram acionadas e estiveram no local para realizar os procedimentos necessários. A atuação do DPT é fundamental para garantir que todas as circunstâncias sejam devidamente analisadas, afastando dúvidas e assegurando transparência no esclarecimento do caso.

Casos como este, embora frequentemente associados a causas naturais, mobilizam a atenção da comunidade e das autoridades justamente por ocorrerem no ambiente doméstico e envolverem pessoas idosas, grupo que exige cuidados específicos de saúde e acompanhamento contínuo. A confirmação oficial da causa da morte deve trazer respostas tanto para os familiares quanto para os moradores da região.

Até que o laudo médico seja concluído, o caso permanece sob acompanhamento dos órgãos competentes, reforçando a importância dos procedimentos técnicos e da informação responsável em situações sensíveis como esta.

(Maria Clara)

Vida, Nada Me Deves: Existência, Dor e Reconciliação com o Tempo

 

 

 

Existencialismo, memória e a coragem de fazer as pazes com a própria história.

Por Padre Carlos

Há um verso que atravessa gerações e que, de quando em quando, ressurge em conversas de bar, em sermões dominicais, em cartas de despedida: “Vida, nada me deves. Vida, estamos quites”. A frase, atribuída ao poeta cubano Pedro Pérez Sarduy mas popularizada em múltiplas versões, carrega uma sabedoria que só se revela plenamente quando paramos de brigar com o tempo e começamos a fazer as pazes com nossa própria história.

Vivemos numa cultura obcecada pela dívida. Dívida financeira, dívida moral, dívida afetiva. Esperamos que a vida nos recompense pelos sofrimentos atravessados, pelas renúncias feitas, pelas noites mal dormidas. Cultivamos um livro-caixa invisível onde anotamos cada lágrima derramada, cada sonho adiado, cada injustiça sofrida. E cobramos. Cobramos da vida, de Deus, do destino, dos outros. Como se a existência tivesse assinado um contrato que nunca lemos direito.

O existencialismo nos ensinou que a vida não tem um roteiro pré-estabelecido. Sartre dizia que estamos condenados à liberdade, lançados num mundo sem manual de instruções, obrigados a inventar sentido a cada passo. Essa liberdade é vertiginosa porque nos torna responsáveis não apenas por nossas escolhas, mas também pelo significado que atribuímos ao que nos acontece. Não há uma autoridade cósmica distribuindo fichas de compensação. Não há um tribunal divino garantindo que cada dor será seguida de uma alegria proporcional.

“Dizer ‘vida, nada me deves’ não é resignação. É libertação.”
Quando dizemos “vida, nada me deves”, não estamos declarando derrota. Estamos recusando a posição de credor perpétuo, de alguém que passa a existência inteira esperando ser reembolsado. É uma afirmação radical de autonomia: escolho não medir minha felicidade pela conta do que recebi versus o que merecia receber. Escolho parar de transformar cada decepção numa nota promissória vencida.

A memória, essa faculdade tão humana, pode ser tanto alívio quanto prisão. Lembramos para aprender, mas também lembramos para remoer. Há pessoas que carregam ressentimentos de décadas como se fossem medalhas de guerra. A cada nova frustração, revolvem o baú das mágoas antigas, encontram padrões, tecem narrativas de vitimização. O passado deixa de ser o que foi e se transforma no que prova: que a vida é cruel, que não merecemos o que nos aconteceu, que fomos ludibriados.

Mas existe outra forma de se relacionar com a memória. Podemos lembrar sem estar presos. Podemos reconhecer a dor sem habitá-la como se fosse nossa única morada. Viktor Frankl, psiquiatra que sobreviveu aos campos de concentração nazistas, escreveu que “quando não podemos mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos”. Ele não estava sugerindo esquecer o sofrimento ou fingir que não aconteceu. Estava propondo que mesmo o sofrimento pode ser integrado numa narrativa maior, pode ser transformado em algo que não nos diminui, mas nos constitui de forma diferente.

Reconciliar-se com a vida não significa aprovar tudo que aconteceu. Não é dizer que as injustiças foram justas, que os lutos foram necessários, que as traições tinham razão de ser. É algo mais sutil e mais difícil: é aceitar que a vida não opera segundo nossas expectativas de equidade. É reconhecer que o universo não nos deve explicações. Que podemos ter sido profundamente feridos e ainda assim escolher não viver como eternos credores de uma dívida que ninguém pode pagar.

“A liberdade mais profunda não é fazer o que queremos, mas querer o que a vida nos deu.”
Há um conceito na filosofia estoica chamado “amor fati” — o amor ao destino. Nietzsche o reformulou dizendo que a maturidade consiste em desejar que nada seja diferente, nem no passado, nem no futuro, nem por toda a eternidade. Não se trata de conformismo passivo, mas de uma afirmação ativa: “sim, foi assim. E desse assim, eu faço minha vida”. É olhar para o que nos marcou, incluindo o que nos cicatrizou mal, e dizer: isso também sou eu. Não preciso adorar minhas cicatrizes, mas posso parar de exigir que elas nunca tivessem existido.

O tempo, esse enigma que os filósofos nunca conseguiram decifrar completamente, tem uma qualidade curiosa: ele muda o peso das coisas. O que parecia devastador há cinco anos pode ser hoje uma lembrança dolorosa, mas não mais paralisante. O que parecia irreparável pode ter se integrado ao tecido da nossa identidade de forma surpreendentemente criativa. Não porque o tempo cura — essa é uma frase feita que simplifica demais — mas porque o tempo permite que nos tornemos outras pessoas, pessoas que olham para o mesmo passado com olhos diferentes.

Quantas vezes, na vida pastoral, vi pessoas aprisionadas no que aconteceu há décadas. Casamentos terminados há vinte anos que ainda são revividos todas as noites antes de dormir. Oportunidades perdidas que se transformaram em altares de autoflagelação. E quando perguntava “o que seria necessário para você se sentir quite com essa história?”, a resposta quase sempre era impossível: que o tempo voltasse atrás, que a pessoa pedisse desculpas de forma satisfatória, que o mundo reconhecesse a injustiça cometida.

O problema de condicionar nossa paz a eventos que não controlamos é que nunca chegamos à paz. Ficamos num purgatório de nossas próprias expectativas. “Vida, nada me deves” é a chave que abre essa prisão. É dizer: paro de esperar. Paro de cobrar. Não porque tudo está bem, mas porque escolho minha liberdade acima da minha conta a receber.

“A reconciliação com a vida começa quando paramos de perguntar ‘por que comigo?’ e começamos a perguntar ‘o que faço com isso?’.”
Há uma diferença crucial entre aceitar a vida e resignar-se a ela. A resignação é passiva, derrotista, alimenta-se de um sentimento de impotência. A aceitação é ativa, corajosa, exige que assumamos o protagonismo de nossa própria história. Aceitar não é concordar. É reconhecer o que é e, a partir desse reconhecimento, escolher o que pode vir a ser.

Quando Paulo de Tarso escreveu “aprendi a contentar-me com qualquer situação”, não estava celebrando a mediocridade ou o sofrimento. Estava descrevendo uma liberdade interior que não dependia das circunstâncias externas. Era capaz de encontrar sentido tanto na abundância quanto na escassez porque seu centro não estava nas coisas que aconteciam com ele, mas em algo mais profundo, mais estável.

Talvez esse seja o grande aprendizado de uma vida: descobrir que não precisamos que tudo dê certo para que valha a pena. Que podemos ser profundamente felizes sem que todas as nossas expectativas sejam atendidas. Que a beleza da existência não está na ausência de dor, mas na capacidade de continuar criando significado mesmo quando a dor está presente.

Vida, nada me deves. Não porque recebi tudo que queria, mas porque decido não gastar meus dias cobrando o que nunca chegará. Não porque foi fácil, mas porque escolho transformar a dureza em sabedoria em vez de em amargor. Não porque tudo faz sentido, mas porque aprendo a fazer sentido do que não tem sentido aparente.

Estamos quites, vida. Posso finalmente viver sem a expectativa de ser ressarcido. Posso olhar para frente sem carregar a mochila pesada das compensações imaginadas. Posso acordar amanhã não perguntando “o que a vida me deve?”, mas “o que posso fazer com o dia que tenho?”. E nisso, paradoxalmente, talvez esteja a maior das recompensas: a liberdade de viver sem estar eternamente esperando pelo que deveria ter sido, mas nunca foi.

Porque no fim, a vida não é um contrato comercial. É um presente sem cláusulas, um mistério sem garantias, uma aventura que não prometeu ser justa, apenas ser. E talvez nossa única resposta sensata, depois de tudo, seja a gratidão. Não pelo sofrimento, mas pela capacidade de atravessá-lo. Não pelas perdas, mas pelo que permaneceu. Não pelo que não foi, mas pelo que, apesar de tudo, ainda pode ser.

Vida, nada me deves. E nessa declaração simples, encontro não o fim da história, mas o começo de uma nova forma de habitá-la.

Vida, Nada Me Deves: Existência, Dor e Reconciliação com o Tempo

 

 

 

Existencialismo, memória e a coragem de fazer as pazes com a própria história.

Por Padre Carlos

Há um verso que atravessa gerações e que, de quando em quando, ressurge em conversas de bar, em sermões dominicais, em cartas de despedida: “Vida, nada me deves. Vida, estamos quites”. A frase, atribuída ao poeta cubano Pedro Pérez Sarduy mas popularizada em múltiplas versões, carrega uma sabedoria que só se revela plenamente quando paramos de brigar com o tempo e começamos a fazer as pazes com nossa própria história.

Vivemos numa cultura obcecada pela dívida. Dívida financeira, dívida moral, dívida afetiva. Esperamos que a vida nos recompense pelos sofrimentos atravessados, pelas renúncias feitas, pelas noites mal dormidas. Cultivamos um livro-caixa invisível onde anotamos cada lágrima derramada, cada sonho adiado, cada injustiça sofrida. E cobramos. Cobramos da vida, de Deus, do destino, dos outros. Como se a existência tivesse assinado um contrato que nunca lemos direito.

O existencialismo nos ensinou que a vida não tem um roteiro pré-estabelecido. Sartre dizia que estamos condenados à liberdade, lançados num mundo sem manual de instruções, obrigados a inventar sentido a cada passo. Essa liberdade é vertiginosa porque nos torna responsáveis não apenas por nossas escolhas, mas também pelo significado que atribuímos ao que nos acontece. Não há uma autoridade cósmica distribuindo fichas de compensação. Não há um tribunal divino garantindo que cada dor será seguida de uma alegria proporcional.

“Dizer ‘vida, nada me deves’ não é resignação. É libertação.”
Quando dizemos “vida, nada me deves”, não estamos declarando derrota. Estamos recusando a posição de credor perpétuo, de alguém que passa a existência inteira esperando ser reembolsado. É uma afirmação radical de autonomia: escolho não medir minha felicidade pela conta do que recebi versus o que merecia receber. Escolho parar de transformar cada decepção numa nota promissória vencida.

A memória, essa faculdade tão humana, pode ser tanto alívio quanto prisão. Lembramos para aprender, mas também lembramos para remoer. Há pessoas que carregam ressentimentos de décadas como se fossem medalhas de guerra. A cada nova frustração, revolvem o baú das mágoas antigas, encontram padrões, tecem narrativas de vitimização. O passado deixa de ser o que foi e se transforma no que prova: que a vida é cruel, que não merecemos o que nos aconteceu, que fomos ludibriados.

Mas existe outra forma de se relacionar com a memória. Podemos lembrar sem estar presos. Podemos reconhecer a dor sem habitá-la como se fosse nossa única morada. Viktor Frankl, psiquiatra que sobreviveu aos campos de concentração nazistas, escreveu que “quando não podemos mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos”. Ele não estava sugerindo esquecer o sofrimento ou fingir que não aconteceu. Estava propondo que mesmo o sofrimento pode ser integrado numa narrativa maior, pode ser transformado em algo que não nos diminui, mas nos constitui de forma diferente.

Reconciliar-se com a vida não significa aprovar tudo que aconteceu. Não é dizer que as injustiças foram justas, que os lutos foram necessários, que as traições tinham razão de ser. É algo mais sutil e mais difícil: é aceitar que a vida não opera segundo nossas expectativas de equidade. É reconhecer que o universo não nos deve explicações. Que podemos ter sido profundamente feridos e ainda assim escolher não viver como eternos credores de uma dívida que ninguém pode pagar.

“A liberdade mais profunda não é fazer o que queremos, mas querer o que a vida nos deu.”
Há um conceito na filosofia estoica chamado “amor fati” — o amor ao destino. Nietzsche o reformulou dizendo que a maturidade consiste em desejar que nada seja diferente, nem no passado, nem no futuro, nem por toda a eternidade. Não se trata de conformismo passivo, mas de uma afirmação ativa: “sim, foi assim. E desse assim, eu faço minha vida”. É olhar para o que nos marcou, incluindo o que nos cicatrizou mal, e dizer: isso também sou eu. Não preciso adorar minhas cicatrizes, mas posso parar de exigir que elas nunca tivessem existido.

O tempo, esse enigma que os filósofos nunca conseguiram decifrar completamente, tem uma qualidade curiosa: ele muda o peso das coisas. O que parecia devastador há cinco anos pode ser hoje uma lembrança dolorosa, mas não mais paralisante. O que parecia irreparável pode ter se integrado ao tecido da nossa identidade de forma surpreendentemente criativa. Não porque o tempo cura — essa é uma frase feita que simplifica demais — mas porque o tempo permite que nos tornemos outras pessoas, pessoas que olham para o mesmo passado com olhos diferentes.

Quantas vezes, na vida pastoral, vi pessoas aprisionadas no que aconteceu há décadas. Casamentos terminados há vinte anos que ainda são revividos todas as noites antes de dormir. Oportunidades perdidas que se transformaram em altares de autoflagelação. E quando perguntava “o que seria necessário para você se sentir quite com essa história?”, a resposta quase sempre era impossível: que o tempo voltasse atrás, que a pessoa pedisse desculpas de forma satisfatória, que o mundo reconhecesse a injustiça cometida.

O problema de condicionar nossa paz a eventos que não controlamos é que nunca chegamos à paz. Ficamos num purgatório de nossas próprias expectativas. “Vida, nada me deves” é a chave que abre essa prisão. É dizer: paro de esperar. Paro de cobrar. Não porque tudo está bem, mas porque escolho minha liberdade acima da minha conta a receber.

“A reconciliação com a vida começa quando paramos de perguntar ‘por que comigo?’ e começamos a perguntar ‘o que faço com isso?’.”
Há uma diferença crucial entre aceitar a vida e resignar-se a ela. A resignação é passiva, derrotista, alimenta-se de um sentimento de impotência. A aceitação é ativa, corajosa, exige que assumamos o protagonismo de nossa própria história. Aceitar não é concordar. É reconhecer o que é e, a partir desse reconhecimento, escolher o que pode vir a ser.

Quando Paulo de Tarso escreveu “aprendi a contentar-me com qualquer situação”, não estava celebrando a mediocridade ou o sofrimento. Estava descrevendo uma liberdade interior que não dependia das circunstâncias externas. Era capaz de encontrar sentido tanto na abundância quanto na escassez porque seu centro não estava nas coisas que aconteciam com ele, mas em algo mais profundo, mais estável.

Talvez esse seja o grande aprendizado de uma vida: descobrir que não precisamos que tudo dê certo para que valha a pena. Que podemos ser profundamente felizes sem que todas as nossas expectativas sejam atendidas. Que a beleza da existência não está na ausência de dor, mas na capacidade de continuar criando significado mesmo quando a dor está presente.

Vida, nada me deves. Não porque recebi tudo que queria, mas porque decido não gastar meus dias cobrando o que nunca chegará. Não porque foi fácil, mas porque escolho transformar a dureza em sabedoria em vez de em amargor. Não porque tudo faz sentido, mas porque aprendo a fazer sentido do que não tem sentido aparente.

Estamos quites, vida. Posso finalmente viver sem a expectativa de ser ressarcido. Posso olhar para frente sem carregar a mochila pesada das compensações imaginadas. Posso acordar amanhã não perguntando “o que a vida me deve?”, mas “o que posso fazer com o dia que tenho?”. E nisso, paradoxalmente, talvez esteja a maior das recompensas: a liberdade de viver sem estar eternamente esperando pelo que deveria ter sido, mas nunca foi.

Porque no fim, a vida não é um contrato comercial. É um presente sem cláusulas, um mistério sem garantias, uma aventura que não prometeu ser justa, apenas ser. E talvez nossa única resposta sensata, depois de tudo, seja a gratidão. Não pelo sofrimento, mas pela capacidade de atravessá-lo. Não pelas perdas, mas pelo que permaneceu. Não pelo que não foi, mas pelo que, apesar de tudo, ainda pode ser.

Vida, nada me deves. E nessa declaração simples, encontro não o fim da história, mas o começo de uma nova forma de habitá-la.

ARTIGO – Cori entra no jogo e redesenha o tabuleiro político de Vitória da Conquista 

 

Padre Carlos

Em pleno ano eleitoral, quando cada movimento é calculado ao milímetro, o anúncio do apoio do ex-vereador e ex-secretário municipal de Educação, Coriolano Moraes — o conhecido professor Cori — à pré-candidatura do advogado Wagner Alves não é um gesto trivial. Trata-se de um fato político relevante, capaz de alterar a correlação de forças e reposicionar discursos no cenário de Vitória da Conquista.

Professor Cori não é um nome qualquer. Mestre em Ensino pela UESB, ex-vereador pelo PT e gestor que deixou marcas na política educacional do município, ele construiu uma trajetória reconhecida por aliados e adversários. Seu capital político nasce menos do marketing eleitoral e mais da vivência administrativa, do diálogo com a comunidade escolar e da defesa de políticas públicas estruturantes. Quando uma liderança com esse perfil se manifesta, o sistema político local se movimenta.

O apoio à pré-candidatura de Wagner Alves, advogado e esposo da prefeita Sheila Lemos, adiciona uma nova camada de complexidade ao debate eleitoral. De um lado, sinaliza a ampliação de uma frente política que busca dialogar para além de seus núcleos tradicionais. De outro, provoca especulações inevitáveis: estaria Cori apenas declarando apoio ou preparando uma participação mais orgânica no governo municipal?

O silêncio do professor Cori sobre uma eventual integração à gestão é, por si só, estratégico. Em política, o não dito também comunica. Mantém-se a expectativa, preserva-se o capital simbólico e amplia-se o campo de negociação. Nos bastidores, o assunto já circula com intensidade, alimentando análises, conjecturas e disputas narrativas típicas de um período pré-eleitoral.

Há ainda um elemento simbólico importante: um ex-vereador com origem no PT apoiar um projeto político associado ao atual grupo no poder rompe leituras simplistas e desafia a lógica da polarização automática. Esse movimento pode ser lido como pragmatismo político, maturidade institucional ou mesmo como a busca por convergências em torno de projetos concretos para a cidade — especialmente em áreas sensíveis como educação, gestão pública e desenvolvimento social.

Em Vitória da Conquista, onde o debate político é historicamente intenso e acompanhado de perto pela opinião pública, o gesto de Coriolano Moraes não passa despercebido. Ele reabre discussões, reposiciona atores e lembra que, em ano eleitoral, alianças dizem muito mais do que discursos inflamados. O tabuleiro foi mexido. Resta agora observar os próximos lances e compreender até onde esse apoio pode ir e que tipo de cidade ele ajuda a projetar no imaginário do eleitorado.

Em política, experiência conta. E quando ela resolve falar, o eco costuma ser duradouro.

ARTIGO – Cori entra no jogo e redesenha o tabuleiro político de Vitória da Conquista 

 

Padre Carlos

Em pleno ano eleitoral, quando cada movimento é calculado ao milímetro, o anúncio do apoio do ex-vereador e ex-secretário municipal de Educação, Coriolano Moraes — o conhecido professor Cori — à pré-candidatura do advogado Wagner Alves não é um gesto trivial. Trata-se de um fato político relevante, capaz de alterar a correlação de forças e reposicionar discursos no cenário de Vitória da Conquista.

Professor Cori não é um nome qualquer. Mestre em Ensino pela UESB, ex-vereador pelo PT e gestor que deixou marcas na política educacional do município, ele construiu uma trajetória reconhecida por aliados e adversários. Seu capital político nasce menos do marketing eleitoral e mais da vivência administrativa, do diálogo com a comunidade escolar e da defesa de políticas públicas estruturantes. Quando uma liderança com esse perfil se manifesta, o sistema político local se movimenta.

O apoio à pré-candidatura de Wagner Alves, advogado e esposo da prefeita Sheila Lemos, adiciona uma nova camada de complexidade ao debate eleitoral. De um lado, sinaliza a ampliação de uma frente política que busca dialogar para além de seus núcleos tradicionais. De outro, provoca especulações inevitáveis: estaria Cori apenas declarando apoio ou preparando uma participação mais orgânica no governo municipal?

O silêncio do professor Cori sobre uma eventual integração à gestão é, por si só, estratégico. Em política, o não dito também comunica. Mantém-se a expectativa, preserva-se o capital simbólico e amplia-se o campo de negociação. Nos bastidores, o assunto já circula com intensidade, alimentando análises, conjecturas e disputas narrativas típicas de um período pré-eleitoral.

Há ainda um elemento simbólico importante: um ex-vereador com origem no PT apoiar um projeto político associado ao atual grupo no poder rompe leituras simplistas e desafia a lógica da polarização automática. Esse movimento pode ser lido como pragmatismo político, maturidade institucional ou mesmo como a busca por convergências em torno de projetos concretos para a cidade — especialmente em áreas sensíveis como educação, gestão pública e desenvolvimento social.

Em Vitória da Conquista, onde o debate político é historicamente intenso e acompanhado de perto pela opinião pública, o gesto de Coriolano Moraes não passa despercebido. Ele reabre discussões, reposiciona atores e lembra que, em ano eleitoral, alianças dizem muito mais do que discursos inflamados. O tabuleiro foi mexido. Resta agora observar os próximos lances e compreender até onde esse apoio pode ir e que tipo de cidade ele ajuda a projetar no imaginário do eleitorado.

Em política, experiência conta. E quando ela resolve falar, o eco costuma ser duradouro.

ARTIGO – IPTU: Muito Além do Asfalto, o Imposto que Sustenta a Cidade e Garante Políticas Públicas

 

Padre Carlos

Reduzir o IPTU — Imposto Predial e Territorial Urbano — à simples pavimentação de ruas é um erro conceitual e político que empobrece o debate público. O IPTU é um imposto municipal, arrecadado e aplicado no próprio território onde o cidadão vive, e sua função vai muito além do asfalto. Ele é um dos principais instrumentos que permitem ao município existir, planejar e cuidar da cidade de forma contínua e responsável.

A finalidade do IPTU é financiar os serviços públicos e os investimentos urbanos em sua totalidade. Isso inclui, sim, a manutenção e a recuperação das vias públicas, a pavimentação e a iluminação, mas não se limita a isso. O imposto também sustenta a limpeza urbana, a coleta de lixo, a varrição, a manutenção de praças e espaços públicos, além de garantir condições mínimas de salubridade e organização urbana. Uma cidade limpa, iluminada e organizada não nasce por acaso; ela é fruto de planejamento e de recursos próprios.

O IPTU também é fundamental para o funcionamento da saúde básica, mantendo unidades de saúde, postos de atendimento, equipes de atenção primária e serviços preventivos. Na educação municipal, ele contribui para a manutenção de escolas, creches, transporte escolar, merenda e estrutura pedagógica. Soma-se a isso a infraestrutura urbana, como drenagem, saneamento, fiscalização, ordenamento do solo e planejamento do crescimento da cidade, evitando ocupações desordenadas e problemas futuros.

Na gestão da prefeita Sheila Lemos, o IPTU tem sido compreendido como ferramenta estratégica de responsabilidade fiscal e equilíbrio administrativo. Em um cenário nacional marcado por instabilidade econômica, queda de repasses e aumento das demandas sociais, fortalecer a arrecadação própria é condição indispensável para manter serviços essenciais funcionando e garantir investimentos estruturantes.

É importante lembrar que o IPTU não é um imposto “carimbado”. Legalmente, ele não está vinculado a uma única despesa específica. No entanto, politicamente e administrativamente, cabe à gestão municipal aplicar esses recursos com transparência e foco no interesse público. O compromisso da atual administração tem sido justamente esse: utilizar o IPTU para sustentar a cidade em todas as suas dimensões, e não apenas em obras visíveis, mas também nos serviços que garantem dignidade e qualidade de vida à população.

O imposto é calculado com base no valor venal do imóvel, refletindo o benefício que o proprietário obtém da infraestrutura urbana, da valorização imobiliária e do acesso aos serviços públicos. Trata-se de um pacto urbano: o cidadão contribui e o poder público devolve em forma de políticas públicas, planejamento e cuidado com a cidade.

O IPTU, portanto, não é apenas um imposto para asfaltar ruas. Ele é o que mantém escolas abertas, unidades de saúde funcionando, a cidade limpa, iluminada, organizada e preparada para o futuro. Em Vitória da Conquista, a gestão Sheila Lemos tem buscado demonstrar que arrecadar com responsabilidade é condição para governar com compromisso, planejamento e respeito ao cidadão.

ARTIGO – IPTU: Muito Além do Asfalto, o Imposto que Sustenta a Cidade e Garante Políticas Públicas

 

Padre Carlos

Reduzir o IPTU — Imposto Predial e Territorial Urbano — à simples pavimentação de ruas é um erro conceitual e político que empobrece o debate público. O IPTU é um imposto municipal, arrecadado e aplicado no próprio território onde o cidadão vive, e sua função vai muito além do asfalto. Ele é um dos principais instrumentos que permitem ao município existir, planejar e cuidar da cidade de forma contínua e responsável.

A finalidade do IPTU é financiar os serviços públicos e os investimentos urbanos em sua totalidade. Isso inclui, sim, a manutenção e a recuperação das vias públicas, a pavimentação e a iluminação, mas não se limita a isso. O imposto também sustenta a limpeza urbana, a coleta de lixo, a varrição, a manutenção de praças e espaços públicos, além de garantir condições mínimas de salubridade e organização urbana. Uma cidade limpa, iluminada e organizada não nasce por acaso; ela é fruto de planejamento e de recursos próprios.

O IPTU também é fundamental para o funcionamento da saúde básica, mantendo unidades de saúde, postos de atendimento, equipes de atenção primária e serviços preventivos. Na educação municipal, ele contribui para a manutenção de escolas, creches, transporte escolar, merenda e estrutura pedagógica. Soma-se a isso a infraestrutura urbana, como drenagem, saneamento, fiscalização, ordenamento do solo e planejamento do crescimento da cidade, evitando ocupações desordenadas e problemas futuros.

Na gestão da prefeita Sheila Lemos, o IPTU tem sido compreendido como ferramenta estratégica de responsabilidade fiscal e equilíbrio administrativo. Em um cenário nacional marcado por instabilidade econômica, queda de repasses e aumento das demandas sociais, fortalecer a arrecadação própria é condição indispensável para manter serviços essenciais funcionando e garantir investimentos estruturantes.

É importante lembrar que o IPTU não é um imposto “carimbado”. Legalmente, ele não está vinculado a uma única despesa específica. No entanto, politicamente e administrativamente, cabe à gestão municipal aplicar esses recursos com transparência e foco no interesse público. O compromisso da atual administração tem sido justamente esse: utilizar o IPTU para sustentar a cidade em todas as suas dimensões, e não apenas em obras visíveis, mas também nos serviços que garantem dignidade e qualidade de vida à população.

O imposto é calculado com base no valor venal do imóvel, refletindo o benefício que o proprietário obtém da infraestrutura urbana, da valorização imobiliária e do acesso aos serviços públicos. Trata-se de um pacto urbano: o cidadão contribui e o poder público devolve em forma de políticas públicas, planejamento e cuidado com a cidade.

O IPTU, portanto, não é apenas um imposto para asfaltar ruas. Ele é o que mantém escolas abertas, unidades de saúde funcionando, a cidade limpa, iluminada, organizada e preparada para o futuro. Em Vitória da Conquista, a gestão Sheila Lemos tem buscado demonstrar que arrecadar com responsabilidade é condição para governar com compromisso, planejamento e respeito ao cidadão.

Uma Casa Pode Depender de um Detalhe: Por Que Atualizar o Cadastro no Minha Casa, Minha Vida Virou Etapa Decisiva

O sonho da casa própria, para milhares de famílias brasileiras, passa hoje por um detalhe administrativo que pode definir inclusão ou exclusão no Programa Minha Casa, Minha Vida: a atualização correta do cadastro. Com o encerramento do período de inscrições, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), entrou em uma nova fase do processo, considerada estratégica para a seleção dos beneficiários.

A Diretoria de Habitação de Interesse Social já iniciou as visitas domiciliares, etapa fundamental para a hierarquização e classificação dos candidatos. Nesse momento, a precisão das informações fornecidas no cadastro se torna essencial. Um endereço desatualizado pode resultar em desencontros, inviabilizar a visita técnica e, consequentemente, comprometer a participação da família no programa habitacional.

Segundo a Semdes, apenas os inscritos que mudaram de endereço após a inscrição precisam realizar a atualização. O procedimento começa nos postos de atendimento do Cadastro Único, onde o novo endereço deve ser registrado. Após essa etapa, o interessado deve comparecer ao setor de Habitação, na sede da secretaria, levando o espelho do NIS e o comprovante de residência atual.

O atendimento ocorre na Avenida Juracy Magalhães, nº 182, no bairro Jurema. A orientação é clara: manter os dados corretos garante mais segurança, transparência e eficiência ao processo de seleção, além de evitar atrasos ou falhas na política pública de habitação.

Para dúvidas ou informações adicionais, a Gerência de Sistema de Informações Habitacionais disponibiliza o telefone (77) 3229-3211. Em um programa de grande alcance social, a atualização cadastral deixa de ser mera formalidade e passa a ser parte central do acesso ao direito à moradia.

(Maria Clara)

Uma Casa Pode Depender de um Detalhe: Por Que Atualizar o Cadastro no Minha Casa, Minha Vida Virou Etapa Decisiva

O sonho da casa própria, para milhares de famílias brasileiras, passa hoje por um detalhe administrativo que pode definir inclusão ou exclusão no Programa Minha Casa, Minha Vida: a atualização correta do cadastro. Com o encerramento do período de inscrições, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), entrou em uma nova fase do processo, considerada estratégica para a seleção dos beneficiários.

A Diretoria de Habitação de Interesse Social já iniciou as visitas domiciliares, etapa fundamental para a hierarquização e classificação dos candidatos. Nesse momento, a precisão das informações fornecidas no cadastro se torna essencial. Um endereço desatualizado pode resultar em desencontros, inviabilizar a visita técnica e, consequentemente, comprometer a participação da família no programa habitacional.

Segundo a Semdes, apenas os inscritos que mudaram de endereço após a inscrição precisam realizar a atualização. O procedimento começa nos postos de atendimento do Cadastro Único, onde o novo endereço deve ser registrado. Após essa etapa, o interessado deve comparecer ao setor de Habitação, na sede da secretaria, levando o espelho do NIS e o comprovante de residência atual.

O atendimento ocorre na Avenida Juracy Magalhães, nº 182, no bairro Jurema. A orientação é clara: manter os dados corretos garante mais segurança, transparência e eficiência ao processo de seleção, além de evitar atrasos ou falhas na política pública de habitação.

Para dúvidas ou informações adicionais, a Gerência de Sistema de Informações Habitacionais disponibiliza o telefone (77) 3229-3211. Em um programa de grande alcance social, a atualização cadastral deixa de ser mera formalidade e passa a ser parte central do acesso ao direito à moradia.

(Maria Clara)

Agora há pouco no Panorama: um choque repentino interrompe a rotina de Vitória da Conquista

Um acidente registrado agora há pouco no bairro Panorama, em Vitória da Conquista, mobilizou moradores e chamou a atenção de quem circulava pela região. A ocorrência envolveu uma motocicleta e um táxi, em um trecho urbano de fluxo moderado, gerando preocupação imediata entre populares.

De acordo com as primeiras informações, a colisão aconteceu há instantes e ainda não há detalhes oficiais sobre as circunstâncias que levaram ao acidente. Equipes de apoio foram acionadas e o local passou a concentrar curiosos e moradores atentos ao desenrolar da situação.

Até o momento, não foram divulgadas informações confirmadas sobre o estado de saúde dos envolvidos, nem sobre possíveis responsabilidades. O tráfego na área apresenta lentidão pontual, reflexo da movimentação causada pelo ocorrido e da necessidade de garantir segurança no local.

O bairro Panorama, que vem apresentando crescimento urbano e aumento do fluxo de veículos, volta a entrar em pauta quando episódios como este acontecem, reforçando a importância da atenção redobrada no trânsito, especialmente em áreas residenciais com circulação intensa.

As autoridades competentes devem divulgar novas informações nas próximas horas, esclarecendo as causas do acidente e a situação dos envolvidos.

(Maria Clara)

Agora há pouco no Panorama: um choque repentino interrompe a rotina de Vitória da Conquista

Um acidente registrado agora há pouco no bairro Panorama, em Vitória da Conquista, mobilizou moradores e chamou a atenção de quem circulava pela região. A ocorrência envolveu uma motocicleta e um táxi, em um trecho urbano de fluxo moderado, gerando preocupação imediata entre populares.

De acordo com as primeiras informações, a colisão aconteceu há instantes e ainda não há detalhes oficiais sobre as circunstâncias que levaram ao acidente. Equipes de apoio foram acionadas e o local passou a concentrar curiosos e moradores atentos ao desenrolar da situação.

Até o momento, não foram divulgadas informações confirmadas sobre o estado de saúde dos envolvidos, nem sobre possíveis responsabilidades. O tráfego na área apresenta lentidão pontual, reflexo da movimentação causada pelo ocorrido e da necessidade de garantir segurança no local.

O bairro Panorama, que vem apresentando crescimento urbano e aumento do fluxo de veículos, volta a entrar em pauta quando episódios como este acontecem, reforçando a importância da atenção redobrada no trânsito, especialmente em áreas residenciais com circulação intensa.

As autoridades competentes devem divulgar novas informações nas próximas horas, esclarecendo as causas do acidente e a situação dos envolvidos.

(Maria Clara)

Do discurso ao contracheque: o que muda de verdade para os professores após o anúncio da Prefeitura de Vitória da Conquista

A Jornada Pedagógica 2026, realizada na manhã desta quarta-feira (28), reuniu cerca de 3 mil profissionais da Educação da Rede Municipal de Vitória da Conquista e marcou oficialmente o início do ano letivo. Com o tema “Por uma educação inclusiva: conectada com o futuro”, o evento foi palco de anúncios institucionais, balanços administrativos e sinalizações políticas relevantes para o setor educacional do município.

O principal destaque da programação foi o anúncio da alteração da data-base para o pagamento do piso nacional do magistério, que passará de abril para 1º de janeiro. Segundo a prefeita Sheila Lemos, a proposta será encaminhada à Câmara de Vereadores e, uma vez aprovada e sancionada, garantirá o pagamento retroativo do piso desde janeiro de 2026, mesmo durante o recesso legislativo. A medida, conforme informado, exigiu planejamento orçamentário e reorganização administrativa por parte do Executivo municipal.

Além do anúncio financeiro, a prefeita ressaltou a marca de 100 escolas revitalizadas desde 2021, alcançada em novembro de 2025, e confirmou a continuidade do programa de requalificação da infraestrutura escolar. A gestão destacou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da rede municipal de ensino, que atualmente conta com 149 unidades e atende cerca de 45 mil alunos.

O vice-prefeito Aloisio Alan enfatizou o papel central dos profissionais da educação na construção de uma sociedade mais igualitária e reforçou o compromisso do governo com a melhoria contínua das condições estruturais e pedagógicas das escolas. Já o secretário municipal de Educação, Edgard Larry, destacou a Jornada Pedagógica como um espaço anual de integração, reflexão e alinhamento das políticas educacionais, com foco especial na inclusão social e no uso da tecnologia como ferramenta pedagógica.

Representando o Poder Legislativo, o vereador Luciano Gomes afirmou que a Câmara Municipal está disposta a apreciar e aprovar o projeto de lei que trata da nova data-base do piso do magistério, ressaltando que a valorização dos profissionais é um elemento central para a qualidade da educação pública.

A Jornada também foi marcada por atos administrativos e simbólicos, como a posse de 103 diretores e 93 vice-diretores eleitos para o triênio 2026–2028, a designação de 100 coordenadores pedagógicos e a premiação de escolas que se destacaram em programas de transparência e avaliação educacional. Segundo o Executivo, as mudanças no Estatuto e no Plano de Carreira da Educação ampliaram a participação e resultaram na maior eleição escolar da história do município.

A presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp), Greissy Reis, reconheceu os avanços anunciados, especialmente no que se refere ao pagamento do piso desde janeiro, destacando que a medida é resultado de diálogo contínuo entre a categoria e o governo municipal.

Entre os momentos mais emblemáticos do evento esteve a fala do estudante Antony Bernardo Carvalho, de 7 anos, que representou os alunos da rede municipal e reforçou, em sua mensagem, a importância da escola pública como instrumento de transformação social.

Com anúncios administrativos, manifestações institucionais e participação de diferentes atores do sistema educacional, a Jornada Pedagógica 2026 consolidou-se como um espaço de apresentação de diretrizes, prestação de contas e sinalização das prioridades da política educacional do município para o ano que se inicia.

(Maria Clara)

Do discurso ao contracheque: o que muda de verdade para os professores após o anúncio da Prefeitura de Vitória da Conquista

A Jornada Pedagógica 2026, realizada na manhã desta quarta-feira (28), reuniu cerca de 3 mil profissionais da Educação da Rede Municipal de Vitória da Conquista e marcou oficialmente o início do ano letivo. Com o tema “Por uma educação inclusiva: conectada com o futuro”, o evento foi palco de anúncios institucionais, balanços administrativos e sinalizações políticas relevantes para o setor educacional do município.

O principal destaque da programação foi o anúncio da alteração da data-base para o pagamento do piso nacional do magistério, que passará de abril para 1º de janeiro. Segundo a prefeita Sheila Lemos, a proposta será encaminhada à Câmara de Vereadores e, uma vez aprovada e sancionada, garantirá o pagamento retroativo do piso desde janeiro de 2026, mesmo durante o recesso legislativo. A medida, conforme informado, exigiu planejamento orçamentário e reorganização administrativa por parte do Executivo municipal.

Além do anúncio financeiro, a prefeita ressaltou a marca de 100 escolas revitalizadas desde 2021, alcançada em novembro de 2025, e confirmou a continuidade do programa de requalificação da infraestrutura escolar. A gestão destacou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da rede municipal de ensino, que atualmente conta com 149 unidades e atende cerca de 45 mil alunos.

O vice-prefeito Aloisio Alan enfatizou o papel central dos profissionais da educação na construção de uma sociedade mais igualitária e reforçou o compromisso do governo com a melhoria contínua das condições estruturais e pedagógicas das escolas. Já o secretário municipal de Educação, Edgard Larry, destacou a Jornada Pedagógica como um espaço anual de integração, reflexão e alinhamento das políticas educacionais, com foco especial na inclusão social e no uso da tecnologia como ferramenta pedagógica.

Representando o Poder Legislativo, o vereador Luciano Gomes afirmou que a Câmara Municipal está disposta a apreciar e aprovar o projeto de lei que trata da nova data-base do piso do magistério, ressaltando que a valorização dos profissionais é um elemento central para a qualidade da educação pública.

A Jornada também foi marcada por atos administrativos e simbólicos, como a posse de 103 diretores e 93 vice-diretores eleitos para o triênio 2026–2028, a designação de 100 coordenadores pedagógicos e a premiação de escolas que se destacaram em programas de transparência e avaliação educacional. Segundo o Executivo, as mudanças no Estatuto e no Plano de Carreira da Educação ampliaram a participação e resultaram na maior eleição escolar da história do município.

A presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp), Greissy Reis, reconheceu os avanços anunciados, especialmente no que se refere ao pagamento do piso desde janeiro, destacando que a medida é resultado de diálogo contínuo entre a categoria e o governo municipal.

Entre os momentos mais emblemáticos do evento esteve a fala do estudante Antony Bernardo Carvalho, de 7 anos, que representou os alunos da rede municipal e reforçou, em sua mensagem, a importância da escola pública como instrumento de transformação social.

Com anúncios administrativos, manifestações institucionais e participação de diferentes atores do sistema educacional, a Jornada Pedagógica 2026 consolidou-se como um espaço de apresentação de diretrizes, prestação de contas e sinalização das prioridades da política educacional do município para o ano que se inicia.

(Maria Clara)