Política e Resenha

ARTIGO – A Essência da Amizade

 

 

Por Padre Carlos

A amizade é um dos poucos tesouros da vida que não se mede em riquezas, mas em presença, confiança e afeto. É nos gestos simples, nos silêncios compartilhados, nas mãos estendidas quando o mundo parece desabar, que percebemos o verdadeiro valor de um amigo.

Muitas vezes, a vida nos leva por caminhos inesperados, e é nesse percurso que os amigos se revelam, não apenas como companhia, mas como reflexo da nossa própria humanidade. Um amigo nos vê além das máscaras, conhece nossas fraquezas e celebra nossas conquistas sem inveja, sem cobrança, apenas com o coração aberto.

A amizade nos ensina paciência, nos convida a perdoar e nos faz mais fortes diante das adversidades. É ela que transforma uma simples conversa em lembrança eterna, um gesto cotidiano em ato de amor silencioso.

No fundo, todos buscamos alguém que nos entenda sem palavras, que caminhe ao nosso lado mesmo quando os dias são sombrios, que nos faça sentir que, apesar de tudo, não estamos sós. Valorizar a amizade é reconhecer que a vida, com toda a sua complexidade, se torna mais leve quando partilhada.

ARTIGO – A Essência da Amizade

 

 

Por Padre Carlos

A amizade é um dos poucos tesouros da vida que não se mede em riquezas, mas em presença, confiança e afeto. É nos gestos simples, nos silêncios compartilhados, nas mãos estendidas quando o mundo parece desabar, que percebemos o verdadeiro valor de um amigo.

Muitas vezes, a vida nos leva por caminhos inesperados, e é nesse percurso que os amigos se revelam, não apenas como companhia, mas como reflexo da nossa própria humanidade. Um amigo nos vê além das máscaras, conhece nossas fraquezas e celebra nossas conquistas sem inveja, sem cobrança, apenas com o coração aberto.

A amizade nos ensina paciência, nos convida a perdoar e nos faz mais fortes diante das adversidades. É ela que transforma uma simples conversa em lembrança eterna, um gesto cotidiano em ato de amor silencioso.

No fundo, todos buscamos alguém que nos entenda sem palavras, que caminhe ao nosso lado mesmo quando os dias são sombrios, que nos faça sentir que, apesar de tudo, não estamos sós. Valorizar a amizade é reconhecer que a vida, com toda a sua complexidade, se torna mais leve quando partilhada.

Wagner Alves: Um Homem de Integridade na Arena Política, Mas com Desafios que Exigem Estratégia Astuta

 

 

Por Padre Carlos

Em um cenário político baiano cada vez mais fragmentado, onde alianças volúveis e interesses regionais ditam o ritmo das disputas, surge uma figura que evoca a raridade da seriedade genuína: Wagner Alves. Advogado de formação, com passagens discretas mas sólidas como assessor político e procurador na Câmara de Vereadores e na Prefeitura de Vitória da Conquista, Wagner não é o típico político que explode em holofotes efêmeros. Ele é, acima de tudo, um homem sério, guiado por boas intenções que transcendem o mero oportunismo eleitoral. Quem o conhece – e eu o acompanho há anos nas trincheiras da política local – sabe que sua entrada no jogo não é movida por ambição desmedida, mas por um compromisso real com o legado de uma gestão que transformou Conquista na terceira maior economia da Bahia.

Lembro-me vividamente de eventos nos quais Wagner se posicionava ao lado da esposa, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil), não como mero coadjuvante, mas como um articulador atento às demandas concretas da população. Sua postura discreta, longe dos holofotes sensacionalistas, reflete uma integridade rara em tempos de fake news e promessas vazias. Ele fala de saúde, educação e infraestrutura não como slogans de campanha, mas como pilares de uma visão prática, ancorada em sua experiência técnica. Em agosto de 2025, quando Sheila anunciou que não concorreria à Câmara dos Deputados para impulsionar a candidatura do marido à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 2026, o gesto foi mais que familiar: foi estratégico, visando fortalecer a representatividade de Vitória da Conquista no Legislativo estadual e perpetuar o legado de uma administração que, apesar de polêmicas jurídicas superadas pelo TSE, priorizou o avanço concreto da cidade.

Wagner Alves vai além do rótulo de “marido da prefeita”. Com o apoio inabalável de Sheila como cabo eleitoral e do núcleo duro que orbita a família Lemos – uma rede tecida com fios de lealdade e eficiência administrativa –, ele emerge como um candidato com potencial real em Conquista. Sua presença crescente em eventos públicos e nas redes sociais, divulgando ações palpáveis, já conquista setores variados da sociedade: do empresariado local aos movimentos comunitários. É um potencial que não se resume a laços conjugais; é construído sobre uma base em expansão, que vê nele não um herdeiro dinástico, mas um renovador discreto, capaz de dialogar com a Bahia profunda.

No entanto, a política baiana não perdoa ingenuidades. Wagner enfrentará dificuldades formidáveis nessa jornada rumo à AL-BA. Primeiro, o estigma do “candidato familiar”, que opositores – especialmente do campo petista, ainda forte no interior – usarão para pintá-lo como extensão de um suposto “clã Lemos”, ignorando que sua trajetória é própria e meritória. Em um estado onde o PT de Jerônimo Rodrigues domina o tabuleiro, e ex-prefeitos de diversas regiões miram nas 63 vagas da Assembleia para redesenhar o mapa eleitoral a partir de 2027, a concorrência será feroz. Pelo Sudoeste, nomes como os de ex-gestores do Recôncavo ou centro-norte, aliados ao governador ou a figuras como Silva Neto, já sinalizam uma “invasão” de postulantes experientes. Wagner, com sua bagagem técnica mas sem o peso de mandatos executivos, precisará provar que não é apenas “o genro da política”, mas um legislador em potencial capaz de atrair votos além das fronteiras de Conquista.

Ademais, a fragmentação partidária agrava o quadro. O União Brasil, legenda de Sheila e Wagner, depende de negociações hábeis para coligações que ampliem o tempo de TV e o fundo eleitoral. Sem isso, o risco de pulverização de votos é alto, especialmente em um eleitorado volátil que ainda digere as eleições municipais de 2024. E não subestimemos os desafios logísticos: percorrer o Sudoeste baiano, com suas estradas precárias e demandas reprimidas por décadas de descaso, exigirá uma campanha incansável, financiada de forma transparente para evitar os fantasmas da velha corrupção.

Mas há saídas viáveis para que Wagner supere esses obstáculos e conquiste uma vaga na AL-BA. A principal delas é exatamente o que Sheila já faz: expandir alianças para além de Conquista. Com o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto – correligionário no União Brasil e figura pivotal na oposição baiana –, a prefeita deve negociar bases eleitorais em municípios vizinhos, como Jequié ou Itapetinga, trocando endossos por legendas fortes e tempo de propaganda. Uma federação ampla, envolvendo PDT, PP e PL (que já apoiaram Sheila em 2024), poderia blindar a candidatura contra ataques isolacionistas. Paralelamente, Wagner precisa intensificar sua projeção pessoal: lives temáticas sobre saúde pública, visitas a comunidades rurais e parcerias com entidades locais para debater infraestrutura. Não basta ser sério; é preciso ser visto como indispensável. E, claro, transparência total nas contas de campanha, para que sua integridade se torne sua maior arma contra as narrativas adversárias.

O certo é que, com essa saída para a Assembleia, a corrida pela sucessão de Sheila Lemos na Prefeitura de Vitória da Conquista fica definida só para o ano que vem – 2028, para ser preciso. Isso alivia a pressão imediata sobre o núcleo Lemos, permitindo que Sheila foque em entregar resultados nos próximos três anos: pavimentação de avenidas, expansão de UPAs e investimentos em educação técnica, que já são marcas de sua gestão. Para 2026, o foco é Wagner, e sua vitória na AL-BA pavimentaria o caminho para um futuro ainda mais ambicioso para a família e para Conquista.

Em resumo, Wagner Alves representa o que há de melhor na política: seriedade, integridade e visão de futuro. Suas dificuldades são reais, mas superáveis com estratégia e alianças inteligentes. Quem conhece o homem sabe: ele não é só o marido de uma prefeita; é um político com potencial para elevar o Sudoeste baiano. Que 2026 seja o ano em que essa aposta se comprove – pelo bem de Vitória da Conquista e da Bahia inteira.

Wagner Alves: Um Homem de Integridade na Arena Política, Mas com Desafios que Exigem Estratégia Astuta

 

 

Por Padre Carlos

Em um cenário político baiano cada vez mais fragmentado, onde alianças volúveis e interesses regionais ditam o ritmo das disputas, surge uma figura que evoca a raridade da seriedade genuína: Wagner Alves. Advogado de formação, com passagens discretas mas sólidas como assessor político e procurador na Câmara de Vereadores e na Prefeitura de Vitória da Conquista, Wagner não é o típico político que explode em holofotes efêmeros. Ele é, acima de tudo, um homem sério, guiado por boas intenções que transcendem o mero oportunismo eleitoral. Quem o conhece – e eu o acompanho há anos nas trincheiras da política local – sabe que sua entrada no jogo não é movida por ambição desmedida, mas por um compromisso real com o legado de uma gestão que transformou Conquista na terceira maior economia da Bahia.

Lembro-me vividamente de eventos nos quais Wagner se posicionava ao lado da esposa, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil), não como mero coadjuvante, mas como um articulador atento às demandas concretas da população. Sua postura discreta, longe dos holofotes sensacionalistas, reflete uma integridade rara em tempos de fake news e promessas vazias. Ele fala de saúde, educação e infraestrutura não como slogans de campanha, mas como pilares de uma visão prática, ancorada em sua experiência técnica. Em agosto de 2025, quando Sheila anunciou que não concorreria à Câmara dos Deputados para impulsionar a candidatura do marido à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em 2026, o gesto foi mais que familiar: foi estratégico, visando fortalecer a representatividade de Vitória da Conquista no Legislativo estadual e perpetuar o legado de uma administração que, apesar de polêmicas jurídicas superadas pelo TSE, priorizou o avanço concreto da cidade.

Wagner Alves vai além do rótulo de “marido da prefeita”. Com o apoio inabalável de Sheila como cabo eleitoral e do núcleo duro que orbita a família Lemos – uma rede tecida com fios de lealdade e eficiência administrativa –, ele emerge como um candidato com potencial real em Conquista. Sua presença crescente em eventos públicos e nas redes sociais, divulgando ações palpáveis, já conquista setores variados da sociedade: do empresariado local aos movimentos comunitários. É um potencial que não se resume a laços conjugais; é construído sobre uma base em expansão, que vê nele não um herdeiro dinástico, mas um renovador discreto, capaz de dialogar com a Bahia profunda.

No entanto, a política baiana não perdoa ingenuidades. Wagner enfrentará dificuldades formidáveis nessa jornada rumo à AL-BA. Primeiro, o estigma do “candidato familiar”, que opositores – especialmente do campo petista, ainda forte no interior – usarão para pintá-lo como extensão de um suposto “clã Lemos”, ignorando que sua trajetória é própria e meritória. Em um estado onde o PT de Jerônimo Rodrigues domina o tabuleiro, e ex-prefeitos de diversas regiões miram nas 63 vagas da Assembleia para redesenhar o mapa eleitoral a partir de 2027, a concorrência será feroz. Pelo Sudoeste, nomes como os de ex-gestores do Recôncavo ou centro-norte, aliados ao governador ou a figuras como Silva Neto, já sinalizam uma “invasão” de postulantes experientes. Wagner, com sua bagagem técnica mas sem o peso de mandatos executivos, precisará provar que não é apenas “o genro da política”, mas um legislador em potencial capaz de atrair votos além das fronteiras de Conquista.

Ademais, a fragmentação partidária agrava o quadro. O União Brasil, legenda de Sheila e Wagner, depende de negociações hábeis para coligações que ampliem o tempo de TV e o fundo eleitoral. Sem isso, o risco de pulverização de votos é alto, especialmente em um eleitorado volátil que ainda digere as eleições municipais de 2024. E não subestimemos os desafios logísticos: percorrer o Sudoeste baiano, com suas estradas precárias e demandas reprimidas por décadas de descaso, exigirá uma campanha incansável, financiada de forma transparente para evitar os fantasmas da velha corrupção.

Mas há saídas viáveis para que Wagner supere esses obstáculos e conquiste uma vaga na AL-BA. A principal delas é exatamente o que Sheila já faz: expandir alianças para além de Conquista. Com o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto – correligionário no União Brasil e figura pivotal na oposição baiana –, a prefeita deve negociar bases eleitorais em municípios vizinhos, como Jequié ou Itapetinga, trocando endossos por legendas fortes e tempo de propaganda. Uma federação ampla, envolvendo PDT, PP e PL (que já apoiaram Sheila em 2024), poderia blindar a candidatura contra ataques isolacionistas. Paralelamente, Wagner precisa intensificar sua projeção pessoal: lives temáticas sobre saúde pública, visitas a comunidades rurais e parcerias com entidades locais para debater infraestrutura. Não basta ser sério; é preciso ser visto como indispensável. E, claro, transparência total nas contas de campanha, para que sua integridade se torne sua maior arma contra as narrativas adversárias.

O certo é que, com essa saída para a Assembleia, a corrida pela sucessão de Sheila Lemos na Prefeitura de Vitória da Conquista fica definida só para o ano que vem – 2028, para ser preciso. Isso alivia a pressão imediata sobre o núcleo Lemos, permitindo que Sheila foque em entregar resultados nos próximos três anos: pavimentação de avenidas, expansão de UPAs e investimentos em educação técnica, que já são marcas de sua gestão. Para 2026, o foco é Wagner, e sua vitória na AL-BA pavimentaria o caminho para um futuro ainda mais ambicioso para a família e para Conquista.

Em resumo, Wagner Alves representa o que há de melhor na política: seriedade, integridade e visão de futuro. Suas dificuldades são reais, mas superáveis com estratégia e alianças inteligentes. Quem conhece o homem sabe: ele não é só o marido de uma prefeita; é um político com potencial para elevar o Sudoeste baiano. Que 2026 seja o ano em que essa aposta se comprove – pelo bem de Vitória da Conquista e da Bahia inteira.

ARTIGO – ACM Neto pode desistir da disputa pelo governo da Bahia em 2026

 

 

(Padre Carlos)

A política baiana sempre reservou capítulos marcados pela prudência calculada de seus protagonistas. ACM Neto é um desses personagens que medem cada passo com régua e compasso, atento ao risco de transformar uma derrota em obstáculo para o futuro. Foi assim em 2018, quando recuou diante da força eleitoral de Rui Costa, e pode ser assim novamente em 2026, diante do cenário que se desenha com o governador Jerônimo Rodrigues consolidando apoios e fortalecendo sua presença na cena estadual.

A conjuntura atual guarda semelhanças com aquela de oito anos atrás. Jerônimo não é Rui Costa em densidade administrativa, mas tem carisma, proximidade com prefeitos e deputados e, sobretudo, a máquina do Estado a seu favor. Entregando obras e mantendo uma boa relação política, o governador cria dificuldades adicionais para o ex-prefeito de Salvador. Nos bastidores, cresce a leitura de que Neto enfrenta um desgaste com sua própria base, fruto do pouco diálogo, do distanciamento e da dificuldade em manter compromissos firmes. Essa falta de confiança da classe política pode ser um impeditivo tão grande quanto os índices de aprovação do governo adversário.

O dilema de Neto é claro. Se concorrer e perder novamente, acumulará duas derrotas seguidas para o grupo petista, o que reduzirá drasticamente suas chances de viabilizar um projeto político futuro. Se recuar, repetirá o roteiro de 2018, mas preservará seu capital para 2028, quando poderia tentar voltar à prefeitura de Salvador ou buscar um mandato legislativo em Brasília. Essa saída menos arriscada, embora vista por muitos como covarde, pode ser a mais estratégica diante do quadro adverso.

A verdade é que o carlismo já não mobiliza como antes. A Bahia mudou, o eleitorado se diversificou e as alianças que garantiam hegemonia já não respondem às exigências do presente. A política, como a vida, é feita de tempo e circunstâncias, e talvez o tempo de Neto para disputar o governo da Bahia já tenha passado. O que resta é avaliar se ele terá coragem de enfrentar o risco da derrota ou se escolherá mais uma vez preservar-se na sombra, adiando um sonho que parece cada vez mais distante.

ARTIGO – ACM Neto pode desistir da disputa pelo governo da Bahia em 2026

 

 

(Padre Carlos)

A política baiana sempre reservou capítulos marcados pela prudência calculada de seus protagonistas. ACM Neto é um desses personagens que medem cada passo com régua e compasso, atento ao risco de transformar uma derrota em obstáculo para o futuro. Foi assim em 2018, quando recuou diante da força eleitoral de Rui Costa, e pode ser assim novamente em 2026, diante do cenário que se desenha com o governador Jerônimo Rodrigues consolidando apoios e fortalecendo sua presença na cena estadual.

A conjuntura atual guarda semelhanças com aquela de oito anos atrás. Jerônimo não é Rui Costa em densidade administrativa, mas tem carisma, proximidade com prefeitos e deputados e, sobretudo, a máquina do Estado a seu favor. Entregando obras e mantendo uma boa relação política, o governador cria dificuldades adicionais para o ex-prefeito de Salvador. Nos bastidores, cresce a leitura de que Neto enfrenta um desgaste com sua própria base, fruto do pouco diálogo, do distanciamento e da dificuldade em manter compromissos firmes. Essa falta de confiança da classe política pode ser um impeditivo tão grande quanto os índices de aprovação do governo adversário.

O dilema de Neto é claro. Se concorrer e perder novamente, acumulará duas derrotas seguidas para o grupo petista, o que reduzirá drasticamente suas chances de viabilizar um projeto político futuro. Se recuar, repetirá o roteiro de 2018, mas preservará seu capital para 2028, quando poderia tentar voltar à prefeitura de Salvador ou buscar um mandato legislativo em Brasília. Essa saída menos arriscada, embora vista por muitos como covarde, pode ser a mais estratégica diante do quadro adverso.

A verdade é que o carlismo já não mobiliza como antes. A Bahia mudou, o eleitorado se diversificou e as alianças que garantiam hegemonia já não respondem às exigências do presente. A política, como a vida, é feita de tempo e circunstâncias, e talvez o tempo de Neto para disputar o governo da Bahia já tenha passado. O que resta é avaliar se ele terá coragem de enfrentar o risco da derrota ou se escolherá mais uma vez preservar-se na sombra, adiando um sonho que parece cada vez mais distante.

ARTIGO – O Peso da Verdade contra a Calúnia

 

 

(Padre Carlos)

O Brasil está acompanhando mais um episódio que revela como a mentira, quando travestida de opinião, pode ser usada como arma política para atacar partidos, lideranças e instituições democráticas. A nota divulgada em defesa de Jojo Todynho e os vídeos que circulam nas redes sociais não são apenas interpretações distorcidas, mas uma tentativa explícita de legitimar um crime de calúnia contra o Partido dos Trabalhadores.

É falso afirmar que a fala de Jojo não individualiza sujeitos ou não atribui fatos criminosos, pois ao insinuar de forma genérica que o PT oferece vantagens ou propinas em campanhas, atinge diretamente a imagem do partido como instituição, seus dirigentes e sua militância. O Código Penal é claro: caluniar não exige apenas citar nomes, basta imputar falsamente a prática de crime a pessoa ou entidade determinada. O alvo, neste caso, é evidente.

Da mesma forma, não procede a tese de que o Direito Penal estaria sendo usado como arma de coação. Na verdade, o que se busca é a reparação de um dano real, causado por uma declaração que não se limita ao campo da opinião. A liberdade de expressão não é salvo-conduto para mentir, nem para difamar. Quem confunde crítica política com imputação criminosa revela desconhecimento ou má-fé.

Outro ponto falacioso da nota é insinuar que o PT mantém uma rede de influenciadores para promover agendas políticas e que, portanto, uma fala sobre oferta de campanha não poderia configurar difamação. Essa comparação é desonesta, pois contratar profissionais de comunicação para divulgar ideias e propostas é prática legítima e reconhecida em qualquer democracia. O que não se pode admitir é a mentira deliberada que atribui crime e corrupção sem provas.

A democracia se fortalece no debate de ideias, mas não pode se sustentar na difusão de calúnias. Quando o processo penal é acionado contra uma fala que ultrapassa os limites da crítica e invade o terreno da falsidade criminosa, não há instrumentalização da Justiça, há sim o exercício legítimo do Estado de Direito. O que fragiliza as instituições não é a busca pela verdade, mas a normalização da mentira como se fosse opinião.

ARTIGO – O Peso da Verdade contra a Calúnia

 

 

(Padre Carlos)

O Brasil está acompanhando mais um episódio que revela como a mentira, quando travestida de opinião, pode ser usada como arma política para atacar partidos, lideranças e instituições democráticas. A nota divulgada em defesa de Jojo Todynho e os vídeos que circulam nas redes sociais não são apenas interpretações distorcidas, mas uma tentativa explícita de legitimar um crime de calúnia contra o Partido dos Trabalhadores.

É falso afirmar que a fala de Jojo não individualiza sujeitos ou não atribui fatos criminosos, pois ao insinuar de forma genérica que o PT oferece vantagens ou propinas em campanhas, atinge diretamente a imagem do partido como instituição, seus dirigentes e sua militância. O Código Penal é claro: caluniar não exige apenas citar nomes, basta imputar falsamente a prática de crime a pessoa ou entidade determinada. O alvo, neste caso, é evidente.

Da mesma forma, não procede a tese de que o Direito Penal estaria sendo usado como arma de coação. Na verdade, o que se busca é a reparação de um dano real, causado por uma declaração que não se limita ao campo da opinião. A liberdade de expressão não é salvo-conduto para mentir, nem para difamar. Quem confunde crítica política com imputação criminosa revela desconhecimento ou má-fé.

Outro ponto falacioso da nota é insinuar que o PT mantém uma rede de influenciadores para promover agendas políticas e que, portanto, uma fala sobre oferta de campanha não poderia configurar difamação. Essa comparação é desonesta, pois contratar profissionais de comunicação para divulgar ideias e propostas é prática legítima e reconhecida em qualquer democracia. O que não se pode admitir é a mentira deliberada que atribui crime e corrupção sem provas.

A democracia se fortalece no debate de ideias, mas não pode se sustentar na difusão de calúnias. Quando o processo penal é acionado contra uma fala que ultrapassa os limites da crítica e invade o terreno da falsidade criminosa, não há instrumentalização da Justiça, há sim o exercício legítimo do Estado de Direito. O que fragiliza as instituições não é a busca pela verdade, mas a normalização da mentira como se fosse opinião.

ARTIGO – O Pai Nosso, oração da eternidade

 

 

(Padre Carlos)

O Pai Nosso não é apenas uma oração, é um sopro eterno que atravessa o coração humano como se fosse o próprio respirar da alma diante do mistério. Cada palavra é uma nascente de luz, cada invocação é uma escada que nos conduz para o invisível. Ao dizermos “Pai”, não pronunciamos apenas um nome, mas abrimos uma ferida de amor no silêncio da eternidade. O Pai é origem e destino, é aquele que nos gera a cada instante, como se o universo fosse continuamente recriado no eco dessa palavra.

Dizer “nosso” é quebrar o cárcere da solidão. É reconhecer que não existe fé que não seja comunhão, que não existe salvação sem encontro. O “nosso” nos liberta do egoísmo e nos lança no mistério do outro, porque só se é filho quando se tem irmãos.

Ao pedir “o pão de cada dia”, a alma se curva diante da simplicidade. Não é a fome da posse, mas a sede do essencial. É o pão da mesa que sustenta o corpo, mas também o pão do céu que alimenta o espírito, o Cristo que se reparte como trigo moído pela esperança da humanidade.

“Perdoai-nos assim como perdoamos” é o ponto em que a oração toca o impossível. Como perdoar? Como se deixar perdoar? É nesse abismo que Deus se torna humano e o humano se torna divino, porque no perdão a eternidade passa a habitar o tempo.

E quando suplicamos “livrai-nos do mal”, não é o medo que fala, mas a confiança. O mal não é o fim, a treva não é a última palavra. O coração reza porque sabe que há uma mão invisível que sustenta, uma fidelidade que não falha, um Reino que vem e permanece.

O Pai Nosso é a oração que ninguém consegue esgotar. Pode ser rezado pela criança que apenas balbucia, pelo santo que arde em amor, pelo pecador que chora no silêncio da noite. É a oração de todos os séculos, porque não pertence a uma época, mas ao coração humano inteiro. É a língua da eternidade traduzida no murmúrio da nossa boca.

ARTIGO – O Pai Nosso, oração da eternidade

 

 

(Padre Carlos)

O Pai Nosso não é apenas uma oração, é um sopro eterno que atravessa o coração humano como se fosse o próprio respirar da alma diante do mistério. Cada palavra é uma nascente de luz, cada invocação é uma escada que nos conduz para o invisível. Ao dizermos “Pai”, não pronunciamos apenas um nome, mas abrimos uma ferida de amor no silêncio da eternidade. O Pai é origem e destino, é aquele que nos gera a cada instante, como se o universo fosse continuamente recriado no eco dessa palavra.

Dizer “nosso” é quebrar o cárcere da solidão. É reconhecer que não existe fé que não seja comunhão, que não existe salvação sem encontro. O “nosso” nos liberta do egoísmo e nos lança no mistério do outro, porque só se é filho quando se tem irmãos.

Ao pedir “o pão de cada dia”, a alma se curva diante da simplicidade. Não é a fome da posse, mas a sede do essencial. É o pão da mesa que sustenta o corpo, mas também o pão do céu que alimenta o espírito, o Cristo que se reparte como trigo moído pela esperança da humanidade.

“Perdoai-nos assim como perdoamos” é o ponto em que a oração toca o impossível. Como perdoar? Como se deixar perdoar? É nesse abismo que Deus se torna humano e o humano se torna divino, porque no perdão a eternidade passa a habitar o tempo.

E quando suplicamos “livrai-nos do mal”, não é o medo que fala, mas a confiança. O mal não é o fim, a treva não é a última palavra. O coração reza porque sabe que há uma mão invisível que sustenta, uma fidelidade que não falha, um Reino que vem e permanece.

O Pai Nosso é a oração que ninguém consegue esgotar. Pode ser rezado pela criança que apenas balbucia, pelo santo que arde em amor, pelo pecador que chora no silêncio da noite. É a oração de todos os séculos, porque não pertence a uma época, mas ao coração humano inteiro. É a língua da eternidade traduzida no murmúrio da nossa boca.

ARTIGO – A PEC da Blindagem e o Senado

 

(Padre Carlos)

O Brasil acompanha mais um capítulo da eterna disputa entre a proteção de privilégios e o espírito democrático que exige transparência e responsabilidade pública. A chamada PEC da Blindagem enfrenta resistência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, segundo levantamento do Política e Resenha, dos 27 senadores titulares que compõem a CCJ pelo menos 17 já declararam posição contrária à proposta. Esse número é suficiente para inviabilizar a aprovação da matéria, já que seriam necessários 14 votos favoráveis para que ela avançasse no colegiado presidido pelo senador baiano Otto Alencar.

A medida surgiu como tentativa de limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal em casos envolvendo parlamentares, mas acabou sendo vista como um retrocesso democrático, criando uma espécie de escudo para proteger políticos de investigações judiciais. A pressão popular e o desgaste da classe política após sucessivos escândalos de corrupção fizeram com que mesmo partidos que historicamente buscaram blindagens em votações internas recuassem diante da opinião pública. É sintomático que o MDB, que na Câmara votou majoritariamente a favor da PEC, agora no Senado tenha fechado questão contra a proposta. O líder Eduardo Braga afirmou que a medida criaria uma casta, algo incompatível com uma democracia livre. Essa posição reforça como o Senado vem tentando se diferenciar da Câmara no campo institucional, em um momento em que a sociedade clama por menos privilégios e mais responsabilidade.

A tendência de rejeição na CCJ mostra que a PEC da Blindagem poderá ser arquivada antes mesmo de chegar ao plenário, e isso representaria uma vitória da opinião pública e do senso democrático que rejeita qualquer tentativa de criação de privilégios legais. A democracia não se sustenta em castas nem pode tolerar atalhos jurídicos que transformem políticos em cidadãos acima da lei. A rejeição da PEC da Blindagem pode se tornar um marco simbólico da força da pressão social sobre o Senado e da necessidade de reafirmar que o poder político não é um espaço de imunidades absolutas, mas sim um lugar onde a responsabilidade deve caminhar junto com a representação.

ARTIGO – A PEC da Blindagem e o Senado

 

(Padre Carlos)

O Brasil acompanha mais um capítulo da eterna disputa entre a proteção de privilégios e o espírito democrático que exige transparência e responsabilidade pública. A chamada PEC da Blindagem enfrenta resistência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, segundo levantamento do Política e Resenha, dos 27 senadores titulares que compõem a CCJ pelo menos 17 já declararam posição contrária à proposta. Esse número é suficiente para inviabilizar a aprovação da matéria, já que seriam necessários 14 votos favoráveis para que ela avançasse no colegiado presidido pelo senador baiano Otto Alencar.

A medida surgiu como tentativa de limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal em casos envolvendo parlamentares, mas acabou sendo vista como um retrocesso democrático, criando uma espécie de escudo para proteger políticos de investigações judiciais. A pressão popular e o desgaste da classe política após sucessivos escândalos de corrupção fizeram com que mesmo partidos que historicamente buscaram blindagens em votações internas recuassem diante da opinião pública. É sintomático que o MDB, que na Câmara votou majoritariamente a favor da PEC, agora no Senado tenha fechado questão contra a proposta. O líder Eduardo Braga afirmou que a medida criaria uma casta, algo incompatível com uma democracia livre. Essa posição reforça como o Senado vem tentando se diferenciar da Câmara no campo institucional, em um momento em que a sociedade clama por menos privilégios e mais responsabilidade.

A tendência de rejeição na CCJ mostra que a PEC da Blindagem poderá ser arquivada antes mesmo de chegar ao plenário, e isso representaria uma vitória da opinião pública e do senso democrático que rejeita qualquer tentativa de criação de privilégios legais. A democracia não se sustenta em castas nem pode tolerar atalhos jurídicos que transformem políticos em cidadãos acima da lei. A rejeição da PEC da Blindagem pode se tornar um marco simbólico da força da pressão social sobre o Senado e da necessidade de reafirmar que o poder político não é um espaço de imunidades absolutas, mas sim um lugar onde a responsabilidade deve caminhar junto com a representação.

De mala, cuia e um novo partido – Marcinho Oliveira abandona ACM Neto e sela aliança com Jerônimo*

Em um movimento que expõe a sangria de aliados no grupo de ACM Neto, o quarto deputado estadual mais votado nas eleições de 2022, Marcinho Oliveira (UB), oficializou sua migração para a base do governador Jerônimo Rodrigues durante a agenda em Ribeira do Pombal nesta sexta-feira (19). A cena, mais do que simbólica, é um baque duro para a oposição: trata-se da primeira aparição pública do parlamentar nos braços de Jerônimo, o que oficializa a integração ao grupo governamental, confirmando sua saída do bloco netista. Marcinho, que assumiu a presidência do PRD para ganhar musculatura política, agora usa essa mesma estrutura para fortalecer Jerônimo – um recado claro sobre onde ele vê futuro.

Com sangue nos olhos e discurso pragmático, o deputado deixou clara a virada: “Vim para somar, de mala e cuia, com quem faz a coisa acontecer na ponta”, declarou ao lado do governador, durante a inauguração do posto da Polícia Técnica. A fala, dita diante de uma plateia de prefeitos e lideranças regionais, soou como um ciclo definitivo para Marcinho – e um aviso aos que ainda resistem em ACM Neto: a fuga de quadros da asa do ex-prefeito só avança.

De mala, cuia e um novo partido – Marcinho Oliveira abandona ACM Neto e sela aliança com Jerônimo*

Em um movimento que expõe a sangria de aliados no grupo de ACM Neto, o quarto deputado estadual mais votado nas eleições de 2022, Marcinho Oliveira (UB), oficializou sua migração para a base do governador Jerônimo Rodrigues durante a agenda em Ribeira do Pombal nesta sexta-feira (19). A cena, mais do que simbólica, é um baque duro para a oposição: trata-se da primeira aparição pública do parlamentar nos braços de Jerônimo, o que oficializa a integração ao grupo governamental, confirmando sua saída do bloco netista. Marcinho, que assumiu a presidência do PRD para ganhar musculatura política, agora usa essa mesma estrutura para fortalecer Jerônimo – um recado claro sobre onde ele vê futuro.

Com sangue nos olhos e discurso pragmático, o deputado deixou clara a virada: “Vim para somar, de mala e cuia, com quem faz a coisa acontecer na ponta”, declarou ao lado do governador, durante a inauguração do posto da Polícia Técnica. A fala, dita diante de uma plateia de prefeitos e lideranças regionais, soou como um ciclo definitivo para Marcinho – e um aviso aos que ainda resistem em ACM Neto: a fuga de quadros da asa do ex-prefeito só avança.

ARTIGO – O pronunciamento de Nelson de Vivi e a crise da Via Bahia

 

 

(Padre Carlos)

Na sessão plenária desta sexta feira 19 de setembro o vereador Nelson de Vivi trouxe à tona um tema que tem ferido a dignidade do povo baiano a concessão da Via Bahia que durante quatorze anos administrou a rodovia que liga Salvador à divisa de Minas Gerais se transformou num dos maiores exemplos de descaso e impunidade que se tem notícia em nosso Estado o vereador falou com clareza e indignação denunciando que a empresa que ganhou a licitação nunca cumpriu o que estava estabelecido em contrato principalmente a duplicação da rodovia que traria mais segurança e menos mortes no entanto o que vimos foram milhares de famílias chorando seus mortos em acidentes que poderiam ter sido evitados se houvesse responsabilidade tanto da concessionária quanto do poder público que tinha o dever de fiscalizar corrigir e punir mas preferiu fazer vista grossa

A fala de Nelson de Vivi foi dura porque lembrou que além de não cumprir as obrigações a Via Bahia ao sair ainda levou um prêmio de 900 milhões de reais como se tivesse prestado um serviço exemplar quando na verdade deixou um rastro de sangue sofrimento e cobrança abusiva nos pedágios que se tornaram um assalto legalizado ao povo baiano de Vitória da Conquista a Salvador são sete pedágios na ida e sete na volta catorze cobranças que pesam no bolso do trabalhador do agricultor do estudante de quem precisa se deslocar cotidianamente sem ter em troca a segurança e a infraestrutura prometidas

O vereador alertou ainda para algo ainda mais grave o fato de que essa mesma empresa agora tenta voltar à licitação com outro nome como se pudesse enganar a sociedade e repetir o mesmo ciclo de exploração e de fraude e a pergunta que não quer calar é como o governo permite isso como a lei pode ser tão frouxa a ponto de dar novo fôlego a quem já comprovou ser desonesto e ineficiente o precedente é perigoso e desmoraliza o Estado porque transmite a sensação de que aqui tudo é possível que não há punição e que o dinheiro e o conluio sempre falarão mais alto que a vida humana

Esse pronunciamento não pode ser esquecido porque traduz a voz de milhares de baianos que se sentem assaltados humilhados e desprotegidos por uma relação espúria entre empresas que lucram com o sangue do povo e governos que se omitem ou se beneficiam da omição está na hora de acordar como disse o vereador está na hora do povo da Bahia e de Vitória da Conquista cobrar com firmeza que as próximas concessões sejam feitas com total transparência com critérios sérios de fiscalização e com a garantia de que quem errou pague e não volte a explorar a mesma estrada é inadmissível que a dor de tantas famílias se transforme em lucro para poucos e em silêncio cúmplice do poder público a indignação de Nelson de Vivi ecoa como um grito de alerta que não pode calar

ARTIGO – O pronunciamento de Nelson de Vivi e a crise da Via Bahia

 

 

(Padre Carlos)

Na sessão plenária desta sexta feira 19 de setembro o vereador Nelson de Vivi trouxe à tona um tema que tem ferido a dignidade do povo baiano a concessão da Via Bahia que durante quatorze anos administrou a rodovia que liga Salvador à divisa de Minas Gerais se transformou num dos maiores exemplos de descaso e impunidade que se tem notícia em nosso Estado o vereador falou com clareza e indignação denunciando que a empresa que ganhou a licitação nunca cumpriu o que estava estabelecido em contrato principalmente a duplicação da rodovia que traria mais segurança e menos mortes no entanto o que vimos foram milhares de famílias chorando seus mortos em acidentes que poderiam ter sido evitados se houvesse responsabilidade tanto da concessionária quanto do poder público que tinha o dever de fiscalizar corrigir e punir mas preferiu fazer vista grossa

A fala de Nelson de Vivi foi dura porque lembrou que além de não cumprir as obrigações a Via Bahia ao sair ainda levou um prêmio de 900 milhões de reais como se tivesse prestado um serviço exemplar quando na verdade deixou um rastro de sangue sofrimento e cobrança abusiva nos pedágios que se tornaram um assalto legalizado ao povo baiano de Vitória da Conquista a Salvador são sete pedágios na ida e sete na volta catorze cobranças que pesam no bolso do trabalhador do agricultor do estudante de quem precisa se deslocar cotidianamente sem ter em troca a segurança e a infraestrutura prometidas

O vereador alertou ainda para algo ainda mais grave o fato de que essa mesma empresa agora tenta voltar à licitação com outro nome como se pudesse enganar a sociedade e repetir o mesmo ciclo de exploração e de fraude e a pergunta que não quer calar é como o governo permite isso como a lei pode ser tão frouxa a ponto de dar novo fôlego a quem já comprovou ser desonesto e ineficiente o precedente é perigoso e desmoraliza o Estado porque transmite a sensação de que aqui tudo é possível que não há punição e que o dinheiro e o conluio sempre falarão mais alto que a vida humana

Esse pronunciamento não pode ser esquecido porque traduz a voz de milhares de baianos que se sentem assaltados humilhados e desprotegidos por uma relação espúria entre empresas que lucram com o sangue do povo e governos que se omitem ou se beneficiam da omição está na hora de acordar como disse o vereador está na hora do povo da Bahia e de Vitória da Conquista cobrar com firmeza que as próximas concessões sejam feitas com total transparência com critérios sérios de fiscalização e com a garantia de que quem errou pague e não volte a explorar a mesma estrada é inadmissível que a dor de tantas famílias se transforme em lucro para poucos e em silêncio cúmplice do poder público a indignação de Nelson de Vivi ecoa como um grito de alerta que não pode calar

ARTIGO – Projeto da Dosimetria ou Disfarce da Anistia?

 

Padre Carlos

Nas últimas semanas voltou ao centro do debate político brasileiro uma proposta que tem dividido esquerda, centro e direita sobre quais limites éticos, jurídicos e políticos se aplicam quando o tema é a redução de penas para envolvidos em atos ligados ao 8 de janeiro de 2023. O que antes se chamava PL da Anistia agora tem sido trabalhado como Projeto de Lei da Dosimetria de Penas, uma mudança de nome com finalidade clara: suavizar, tornar mais palatável. Mas o que há por trás desse verniz legislativo é motivo de profunda reflexão.

O relator Paulinho da Força, em articulação com partidos da chamada direita liberal e elementos do centro político, convenceu-se de mudar o mérito da proposta, de uma anistia ampla para uma modulação de penas. A nova redação prevê redução das punições já aplicadas, inclusive para aqueles que já têm condenações confirmadas. A esquerda argumenta que isso equivale a uma anistia de fato, ainda que não chamada assim, pois acredita que o episódio do 8 de janeiro exige responsabilização clara e punição exemplar como parte do remédio democrático. Já a direita liberal parece apostar na dosimetria como meio-termo: afastar o radicalismo da anistia plena, suavizar tensões institucionais e evitar a divisão do seu campo político.

Trocar a palavra anistia por dosimetria não é uma mera questão semântica. O renomeamento cumpre o papel de reduzir o choque institucional, ampliar a viabilidade legislativa e manter coesão entre partidos que precisam dos votos bolsonaristas, mas não querem carregar a figura de Bolsonaro como candidato. Mesmo que ele seja central para uma base fiel, é visto como imprevisível, desgastado e com grande rejeição. Nesse cálculo, criar mecanismos que permitam a sobrevivência do espírito bolsonarista sem a dependência direta do ex-presidente é estratégico. Não à toa o mercado financeiro, a Faria Lima e o agronegócio já enxergam em Tarcísio de Freitas a alternativa ideal: alguém que carrega a imagem de gestor, mas que ao mesmo tempo fala à direita sem se confundir com o radicalismo de Bolsonaro. Afinal, é também um capitão, e no fundo, para esses setores, não muda tanto.

O problema é que essa transição entre anistia e dosimetria gera dilemas éticos profundos. Para muitos cidadãos, reduzir penas aplicadas a quem tentou subverter a ordem democrática significa diminuir a responsabilidade e enfraquecer o sentido de justiça. Também se abre a porta para desigualdade no tratamento, já que não está claro quais seriam os critérios para a redução. O risco de favorecer aliados políticos ou relativizar crimes graves é evidente, assim como o perigo de que essa movimentação deslegitime o Judiciário, criando a impressão de que decisões firmes do Supremo podem ser revistas por conveniência do Congresso.

Por trás dessa disputa está uma estratégia clara da direita liberal. Eles sabem que não podem dispensar os bolsonaristas, mas não querem Bolsonaro como figura central na disputa de 2026. Sabem que ele mobiliza, mas também divide, assusta e desgasta. A ideia é manter a base unida, garantir espaço de negociação e ao mesmo tempo preparar o terreno para uma candidatura mais aceitável, como a de Tarcísio. Dessa forma, o projeto da dosimetria é mais que uma manobra legislativa: é um ensaio de acomodação política, um jeito de dar um afago ao bolsonarismo sem se prender ao seu líder maior.

A questão que fica é se o Brasil está disposto a aceitar esse jogo de palavras e concessões. Se quisermos uma democracia forte, não pode haver concessões sem clareza, nem pacificação à custa da memória e da integridade institucional. A mudança de nome não altera o fato: o que está em jogo é se o país dará ou não um recado firme de que a democracia não pode ser atacada sem consequências.

ARTIGO – Projeto da Dosimetria ou Disfarce da Anistia?

 

Padre Carlos

Nas últimas semanas voltou ao centro do debate político brasileiro uma proposta que tem dividido esquerda, centro e direita sobre quais limites éticos, jurídicos e políticos se aplicam quando o tema é a redução de penas para envolvidos em atos ligados ao 8 de janeiro de 2023. O que antes se chamava PL da Anistia agora tem sido trabalhado como Projeto de Lei da Dosimetria de Penas, uma mudança de nome com finalidade clara: suavizar, tornar mais palatável. Mas o que há por trás desse verniz legislativo é motivo de profunda reflexão.

O relator Paulinho da Força, em articulação com partidos da chamada direita liberal e elementos do centro político, convenceu-se de mudar o mérito da proposta, de uma anistia ampla para uma modulação de penas. A nova redação prevê redução das punições já aplicadas, inclusive para aqueles que já têm condenações confirmadas. A esquerda argumenta que isso equivale a uma anistia de fato, ainda que não chamada assim, pois acredita que o episódio do 8 de janeiro exige responsabilização clara e punição exemplar como parte do remédio democrático. Já a direita liberal parece apostar na dosimetria como meio-termo: afastar o radicalismo da anistia plena, suavizar tensões institucionais e evitar a divisão do seu campo político.

Trocar a palavra anistia por dosimetria não é uma mera questão semântica. O renomeamento cumpre o papel de reduzir o choque institucional, ampliar a viabilidade legislativa e manter coesão entre partidos que precisam dos votos bolsonaristas, mas não querem carregar a figura de Bolsonaro como candidato. Mesmo que ele seja central para uma base fiel, é visto como imprevisível, desgastado e com grande rejeição. Nesse cálculo, criar mecanismos que permitam a sobrevivência do espírito bolsonarista sem a dependência direta do ex-presidente é estratégico. Não à toa o mercado financeiro, a Faria Lima e o agronegócio já enxergam em Tarcísio de Freitas a alternativa ideal: alguém que carrega a imagem de gestor, mas que ao mesmo tempo fala à direita sem se confundir com o radicalismo de Bolsonaro. Afinal, é também um capitão, e no fundo, para esses setores, não muda tanto.

O problema é que essa transição entre anistia e dosimetria gera dilemas éticos profundos. Para muitos cidadãos, reduzir penas aplicadas a quem tentou subverter a ordem democrática significa diminuir a responsabilidade e enfraquecer o sentido de justiça. Também se abre a porta para desigualdade no tratamento, já que não está claro quais seriam os critérios para a redução. O risco de favorecer aliados políticos ou relativizar crimes graves é evidente, assim como o perigo de que essa movimentação deslegitime o Judiciário, criando a impressão de que decisões firmes do Supremo podem ser revistas por conveniência do Congresso.

Por trás dessa disputa está uma estratégia clara da direita liberal. Eles sabem que não podem dispensar os bolsonaristas, mas não querem Bolsonaro como figura central na disputa de 2026. Sabem que ele mobiliza, mas também divide, assusta e desgasta. A ideia é manter a base unida, garantir espaço de negociação e ao mesmo tempo preparar o terreno para uma candidatura mais aceitável, como a de Tarcísio. Dessa forma, o projeto da dosimetria é mais que uma manobra legislativa: é um ensaio de acomodação política, um jeito de dar um afago ao bolsonarismo sem se prender ao seu líder maior.

A questão que fica é se o Brasil está disposto a aceitar esse jogo de palavras e concessões. Se quisermos uma democracia forte, não pode haver concessões sem clareza, nem pacificação à custa da memória e da integridade institucional. A mudança de nome não altera o fato: o que está em jogo é se o país dará ou não um recado firme de que a democracia não pode ser atacada sem consequências.

ARTIGO – O Silêncio da Alma que Quer Falar com Deus

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a alma, cansada de tanto barulho, sussurra um pedido quase imperceptível: ser ouvida por Deus. Não com discursos de fariseus, não com máscaras religiosas que escondem a nudez do coração, mas com o silêncio que despoja, com a pequenez que reconhece: somos frágeis demais para enganar Aquele que nos conhece por inteiro.

É preciso aprender a falar baixo dentro de si mesmo. Há uma oração que não usa palavras, mas abre frestas no coração, como janelas para a eternidade. É ali que o ser humano descobre que não se fala com Deus com títulos, com vanglórias, mas com humildade. Quem deseja encontrar o Eterno precisa primeiro reencontrar-se consigo mesmo.

O amor é a chave. Não o amor idealizado dos livros de filosofia, mas aquele que se prova no cotidiano: no gesto simples, na escuta atenta, no perdão difícil. É pelo amor que a alma respira, e quando respira de verdade, ela encontra Deus sem precisar subir escadas de perfeição.

O silêncio interior é uma prece que dispensa ruídos. Ele não é ausência, mas presença. Não é vazio, mas plenitude. Nele, a vida se aquieta e a voz divina ecoa. Deus não grita, Ele sussurra. E só quem se despoja das distrações pode escutá-Lo.

Gilberto Gil já cantou:
“Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós…”
A solidão aqui não é abandono, mas encontro. É no espaço íntimo do coração que se aprende que oração é menos pedir e mais ser; menos falar e mais escutar.

O ser humano moderno, apressado e angustiado, precisa reaprender esse segredo: a transformação nasce no silêncio. Não no silêncio que paralisa, mas naquele que abre caminho para o amor, para a fé e para a certeza de que somos pequenos, mas infinitamente amados.

ARTIGO – O Silêncio da Alma que Quer Falar com Deus

 

(Padre Carlos)

Há momentos em que a alma, cansada de tanto barulho, sussurra um pedido quase imperceptível: ser ouvida por Deus. Não com discursos de fariseus, não com máscaras religiosas que escondem a nudez do coração, mas com o silêncio que despoja, com a pequenez que reconhece: somos frágeis demais para enganar Aquele que nos conhece por inteiro.

É preciso aprender a falar baixo dentro de si mesmo. Há uma oração que não usa palavras, mas abre frestas no coração, como janelas para a eternidade. É ali que o ser humano descobre que não se fala com Deus com títulos, com vanglórias, mas com humildade. Quem deseja encontrar o Eterno precisa primeiro reencontrar-se consigo mesmo.

O amor é a chave. Não o amor idealizado dos livros de filosofia, mas aquele que se prova no cotidiano: no gesto simples, na escuta atenta, no perdão difícil. É pelo amor que a alma respira, e quando respira de verdade, ela encontra Deus sem precisar subir escadas de perfeição.

O silêncio interior é uma prece que dispensa ruídos. Ele não é ausência, mas presença. Não é vazio, mas plenitude. Nele, a vida se aquieta e a voz divina ecoa. Deus não grita, Ele sussurra. E só quem se despoja das distrações pode escutá-Lo.

Gilberto Gil já cantou:
“Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós…”
A solidão aqui não é abandono, mas encontro. É no espaço íntimo do coração que se aprende que oração é menos pedir e mais ser; menos falar e mais escutar.

O ser humano moderno, apressado e angustiado, precisa reaprender esse segredo: a transformação nasce no silêncio. Não no silêncio que paralisa, mas naquele que abre caminho para o amor, para a fé e para a certeza de que somos pequenos, mas infinitamente amados.