Política e Resenha

Conquista em luto: Naiara morre em grave acidente no anel rodoviário

Com profundo pesar, foi confirmada a morte de Naiara, vítima de um grave acidente registrado na manhã deste sábado (02) no anel rodoviário de Vitória da Conquista.

Segundo informações apuradas, Naiara estava em uma motocicleta por aplicativo quando o veículo se envolveu em uma colisão com um caminhão nas proximidades do acesso ao bairro Remanso. O impacto foi extremamente violento, e a vítima não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local.

Naiara trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviços ao Hospital Geral de Vitória da Conquista e era descrita por amigos e colegas como uma pessoa dedicada, querida e muito respeitada no ambiente de trabalho.

Pessoas próximas relataram que ela se preparava para iniciar o período de férias na próxima semana, o que aumentou ainda mais a comoção entre familiares, amigos e companheiros de trabalho.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas, mas apenas constataram o óbito. A Polícia Militar da Bahia realizou o isolamento da área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica, responsável pelos procedimentos periciais e remoção do corpo.

Nas redes sociais, inúmeras mensagens de despedida e homenagens destacam o carinho, a simplicidade e o bom coração de Naiara, cuja morte causou forte comoção na cidade.

Conquista em luto: Naiara morre em grave acidente no anel rodoviário

Com profundo pesar, foi confirmada a morte de Naiara, vítima de um grave acidente registrado na manhã deste sábado (02) no anel rodoviário de Vitória da Conquista.

Segundo informações apuradas, Naiara estava em uma motocicleta por aplicativo quando o veículo se envolveu em uma colisão com um caminhão nas proximidades do acesso ao bairro Remanso. O impacto foi extremamente violento, e a vítima não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local.

Naiara trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviços ao Hospital Geral de Vitória da Conquista e era descrita por amigos e colegas como uma pessoa dedicada, querida e muito respeitada no ambiente de trabalho.

Pessoas próximas relataram que ela se preparava para iniciar o período de férias na próxima semana, o que aumentou ainda mais a comoção entre familiares, amigos e companheiros de trabalho.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas, mas apenas constataram o óbito. A Polícia Militar da Bahia realizou o isolamento da área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica, responsável pelos procedimentos periciais e remoção do corpo.

Nas redes sociais, inúmeras mensagens de despedida e homenagens destacam o carinho, a simplicidade e o bom coração de Naiara, cuja morte causou forte comoção na cidade.

Conquista: Chuva forte provoca alagamentos e previsão indica tempo instável nos próximos dias

O mês de maio começou com chuva intensa em Vitória da Conquista, causando alagamentos em diversas vias da cidade logo nas primeiras horas desta sexta-feira (1º). Um dos pontos afetados foi a Avenida Brumado, onde motoristas e pedestres enfrentaram dificuldades devido ao acúmulo de água.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para os próximos dias é de continuidade do tempo instável, com temperaturas variando entre 17°C e 26°C.

Ainda conforme o órgão meteorológico, há possibilidade de pancadas de chuva isoladas e períodos de céu encoberto ao longo da próxima semana, cenário típico do outono conquistense.

A situação mantém o alerta para áreas com histórico de problemas de drenagem urbana, especialmente em pontos considerados críticos durante períodos de chuva mais intensa.

Conquista: Chuva forte provoca alagamentos e previsão indica tempo instável nos próximos dias

O mês de maio começou com chuva intensa em Vitória da Conquista, causando alagamentos em diversas vias da cidade logo nas primeiras horas desta sexta-feira (1º). Um dos pontos afetados foi a Avenida Brumado, onde motoristas e pedestres enfrentaram dificuldades devido ao acúmulo de água.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão para os próximos dias é de continuidade do tempo instável, com temperaturas variando entre 17°C e 26°C.

Ainda conforme o órgão meteorológico, há possibilidade de pancadas de chuva isoladas e períodos de céu encoberto ao longo da próxima semana, cenário típico do outono conquistense.

A situação mantém o alerta para áreas com histórico de problemas de drenagem urbana, especialmente em pontos considerados críticos durante períodos de chuva mais intensa.

Luto: Faleceu aos 39 anos, no Hospital Geral de Vitória da Conquista, o empresário Jairo Salles. Leia a nota de pesar

A cidade de Itapetinga amanheceu em clima de tristeza nesta sexta-feira (1º) com a notícia da morte do empresário Jairo Salles, de 39 anos.

Conhecido na comunidade local, Jairo era proprietário do Supermercado Du Lar, localizado no bairro Clodoaldo Costa. Segundo informações divulgadas, ele enfrentava um grave quadro de pancreatite, que evoluiu nos últimos dias.

Inicialmente atendido em Itapetinga, o empresário precisou ser transferido para o Hospital Geral de Vitória da Conquista, em Vitória da Conquista, devido à gravidade do estado de saúde.

Apesar dos esforços das equipes médicas, Jairo não resistiu e faleceu nas primeiras horas da manhã.

A notícia provocou forte comoção entre familiares, amigos, clientes e moradores da cidade, que passaram a prestar homenagens nas redes sociais e a manifestar solidariedade à família.

O corpo será levado para Itapetinga, onde acontecerão o velório e as cerimônias de despedida.

Luto: Faleceu aos 39 anos, no Hospital Geral de Vitória da Conquista, o empresário Jairo Salles. Leia a nota de pesar

A cidade de Itapetinga amanheceu em clima de tristeza nesta sexta-feira (1º) com a notícia da morte do empresário Jairo Salles, de 39 anos.

Conhecido na comunidade local, Jairo era proprietário do Supermercado Du Lar, localizado no bairro Clodoaldo Costa. Segundo informações divulgadas, ele enfrentava um grave quadro de pancreatite, que evoluiu nos últimos dias.

Inicialmente atendido em Itapetinga, o empresário precisou ser transferido para o Hospital Geral de Vitória da Conquista, em Vitória da Conquista, devido à gravidade do estado de saúde.

Apesar dos esforços das equipes médicas, Jairo não resistiu e faleceu nas primeiras horas da manhã.

A notícia provocou forte comoção entre familiares, amigos, clientes e moradores da cidade, que passaram a prestar homenagens nas redes sociais e a manifestar solidariedade à família.

O corpo será levado para Itapetinga, onde acontecerão o velório e as cerimônias de despedida.

Conquista: Cristo de Mário Cravo recebe iluminação especial durante campanha Maio Amarelo

O monumento do Cristo de Mário Cravo ganhou uma iluminação especial na cor amarela como parte das ações da campanha Maio Amarelo 2026 em Vitória da Conquista.

A iniciativa promovida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista busca chamar a atenção da população para a importância da segurança no trânsito e da preservação da vida. Neste ano, a campanha traz o tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

Segundo a coordenação do movimento, a iluminação simbólica permanecerá até o fim do mês e integra uma série de atividades educativas voltadas para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Ao longo de maio, a programação contará com palestras, ações interativas, abordagens educativas e distribuição de materiais informativos em diferentes pontos da cidade.

Entre as atividades previstas estão ações no Shopping Boulevard, pit stop educativo na Praça do Gil, palestras na Travessa Lauro de Freitas e orientações sobre a Lei Seca em bares e restaurantes.

A campanha Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização que busca reduzir acidentes e estimular atitudes mais responsáveis no trânsito.

Conquista: Cristo de Mário Cravo recebe iluminação especial durante campanha Maio Amarelo

O monumento do Cristo de Mário Cravo ganhou uma iluminação especial na cor amarela como parte das ações da campanha Maio Amarelo 2026 em Vitória da Conquista.

A iniciativa promovida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista busca chamar a atenção da população para a importância da segurança no trânsito e da preservação da vida. Neste ano, a campanha traz o tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

Segundo a coordenação do movimento, a iluminação simbólica permanecerá até o fim do mês e integra uma série de atividades educativas voltadas para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Ao longo de maio, a programação contará com palestras, ações interativas, abordagens educativas e distribuição de materiais informativos em diferentes pontos da cidade.

Entre as atividades previstas estão ações no Shopping Boulevard, pit stop educativo na Praça do Gil, palestras na Travessa Lauro de Freitas e orientações sobre a Lei Seca em bares e restaurantes.

A campanha Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização que busca reduzir acidentes e estimular atitudes mais responsáveis no trânsito.

Vitória da Conquista segue sem casos confirmados de dengue, zika e chikungunya, aponta boletim epidemiológico

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, divulgou o Boletim das Arboviroses referente à 16ª Semana Epidemiológica, compreendendo o período de 19 a 25 de abril. Segundo os dados oficiais, Vitória da Conquista permanece sem registros confirmados de dengue, zika ou chikungunya, além de não haver pacientes hospitalizados em decorrência dessas doenças.

De acordo com o levantamento, foram registradas 47 notificações suspeitas de dengue, um caso suspeito de chikungunya e nenhum caso suspeito de zika. Dos casos relacionados à dengue, 46 seguem em investigação e um já foi descartado. O caso provável de chikungunya também permanece sob análise.

As notificações de dengue foram identificadas em 29 localidades do município. Entre os bairros com maior número de registros estão Espírito Santo, com seis casos suspeitos, Bateias, com quatro, e Jatobá, com três notificações.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti continuam sendo intensificadas em toda a cidade, incluindo monitoramento semanal, visitas técnicas e orientações à população.

Entre as principais recomendações estão:

  • eliminar recipientes com água parada;
  • manter caixas d’água fechadas;
  • limpar calhas e lajes;
  • realizar descarte correto do lixo;
  • utilizar repelentes.

A SMS também reforça a importância da vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. As doses seguem disponíveis em todas as unidades de saúde do município.

Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça e náuseas, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Mais informações podem ser obtidas junto ao Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3429-7421.

Vitória da Conquista segue sem casos confirmados de dengue, zika e chikungunya, aponta boletim epidemiológico

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, divulgou o Boletim das Arboviroses referente à 16ª Semana Epidemiológica, compreendendo o período de 19 a 25 de abril. Segundo os dados oficiais, Vitória da Conquista permanece sem registros confirmados de dengue, zika ou chikungunya, além de não haver pacientes hospitalizados em decorrência dessas doenças.

De acordo com o levantamento, foram registradas 47 notificações suspeitas de dengue, um caso suspeito de chikungunya e nenhum caso suspeito de zika. Dos casos relacionados à dengue, 46 seguem em investigação e um já foi descartado. O caso provável de chikungunya também permanece sob análise.

As notificações de dengue foram identificadas em 29 localidades do município. Entre os bairros com maior número de registros estão Espírito Santo, com seis casos suspeitos, Bateias, com quatro, e Jatobá, com três notificações.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti continuam sendo intensificadas em toda a cidade, incluindo monitoramento semanal, visitas técnicas e orientações à população.

Entre as principais recomendações estão:

  • eliminar recipientes com água parada;
  • manter caixas d’água fechadas;
  • limpar calhas e lajes;
  • realizar descarte correto do lixo;
  • utilizar repelentes.

A SMS também reforça a importância da vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. As doses seguem disponíveis em todas as unidades de saúde do município.

Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça e náuseas, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Mais informações podem ser obtidas junto ao Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3429-7421.

Natan da Carroceria: a voz do Sudoeste que o Congresso ainda não ouviu


Política&Resenha
Análise Política · Sudoeste Baiano

Pré-Candidatura 2026
Deputado Federal
PSDB · Sudoeste da Bahia

Natan da Carroceria:
a voz do Sudoeste
que o Congresso
ainda não ouviu

Um nome nascido do asfalto partido, dos campos sem alambrado e das ruas onde o povo resiste — e por que isso importa para toda uma região sem representação federal no centro-direita.

C
Padre Carlos
Política e Resenha  ·  Vitória da Conquista, maio de 2026

Há momentos na política em que a história não é fabricada em gabinetes, nem costurada em corredores de poder. Ela nasce no asfalto partido, nos campos de futebol sem alambrado, nas ruas onde o povo mora e resiste. É nesses lugares que se formam os representantes que realmente importam — e é exatamente de um desses lugares que emerge o nome de Natan da Carroceria, pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, como uma das apostas mais legítimas que o Sudoeste da Bahia pode apresentar ao Congresso Nacional em 2026.

🗳️
Partido

PSDB — Centro-direita com enraizamento popular em Vitória da Conquista

🏛️
Objetivo

Câmara dos Deputados — Representação federal do Sudoeste Baiano

🤝
Aliança

Tiago Correia (Dep. Estadual)

📍
Base territorial

Sudoeste da Bahia — região sem representante federal de centro-direita

O Vácuo Político

O Sudoeste que ninguém representa em Brasília

Quem acompanha a política regional com algum rigor sabe de uma realidade incômoda: o Sudoeste Baiano não possui, hoje, um representante federal identificado com o centro-direita. A bancada que chega a Brasília com raízes nesta região carrega, predominantemente, a gramática e os compromissos da esquerda petista — um bloco com seu mérito histórico, sem dúvida, mas que não esgota a pluralidade política de uma região vasta, diversa e com demandas próprias.

O eleitor que defende a livre iniciativa, que valoriza o empreendedorismo popular, que desconfia do Estado paternalista e que quer ordem, mérito e trabalho como pilares da representação política — esse eleitor, no Sudoeste, não tem quem fale por ele em Brasília. É um vácuo eleitoral e democrático que a candidatura de Natan da Carroceria tem a envergadura de preencher.

“O futebol amador de Vitória da Conquista merece, o esporte merece. Por isso, colocamos o nosso nome com o conquistense Tiago Correia. Nada mais, nada menos do que o deputado com raizes fincadas na região

Natan da Carroceria — Pré-candidato a Deputado Federal, PSDB

Trajetória

Um homem de bairro — uma candidatura de peso

Natan não chegou à política pela porta dos fundos das oligarquias. Chegou pela porta da frente do seu bairro, da sua comunidade, das pessoas comuns que o conhecem pelo nome, pela presença e pelo histórico de realizações. Sua trajetória é marcada pelo que há de mais genuíno na política local: o trabalho miúdo, cotidiano, invisível para as câmeras mas absolutamente visível para quem precisa de alguém que apareça quando a situação aperta.

Esse perfil — o homem do povo que constrói credibilidade tijolo a tijolo — é exatamente o que falta na representação federal. Não o doutor que discursa sobre o povo, mas o líder que vem do povo. Essa distinção, aparentemente simples, é politicamente fundamental. E Natan a encarna com naturalidade.

A cena que simboliza bem sua candidatura não poderia ser mais eloquente: uma final de campeonato em campo de terra. É lá, naquele chão batido, que Natan anuncia sua chapa com o deputado estadual Tiago Correia e promete o que aquele campo precisa — alambrado, gramado e iluminação. Um gesto simples, mas de uma densidade política extraordinária. Quem promete luz para um campo de futebol de bairro está prometendo dignidade para quem joga nele. E dignidade, no Brasil profundo, é programa de governo.

⚽ Campo de terra — símbolo de uma candidatura real

Num campo sem alambrado, sem gramado, sem iluminação, Natan anunciou sua candidatura ao Congresso. Não foi por acidente. Foi a declaração mais honesta que um político pode fazer: estou aqui, conheço o que falta, e vou buscar o que o povo merece. Campo de terra não é metáfora — é realidade conquistense.

Alianças

A aliança que faz sentido político

A parceria com Tiago Correia, deputado estadual conquistense e pré-candidato à reeleição pelo PSDB, agrega ao projeto de Natan uma estrutura política testada e uma base eleitoral já fidelizada. Tiago foi categórico ao anunciar o apoio:

“Natan, é uma honra tê-lo ao nosso lado, sabendo o tanto de coisas que você já realizou por Vitória da Conquista, pelo seu bairro, pelo seu povo, pelo nosso povo conquistense. Então, meu amigo, conte com o meu apoio — vou estar ao seu lado nessa caminhada para que você possa chegar ao Congresso Nacional.”

Tiago Correia — Deputado Estadual, PSDB · Pré-candidato à reeleição

 Com essa frase, costurou com inteligência a continuidade de uma rede política que une o governo municipal ao Legislativo estadual e agora projeta sua extensão até o Congresso Nacional.

Essa teia não é aventura. É arquitetura política. E ela tem endereço: Vitória da Conquista e o Sudoeste Baiano.

Perspectivas

O que o Sudoeste ganha com Natan em Brasília

Um parlamentar federal com perfil popular, raízes no centro-direita e compromisso com a pauta do esporte, da infraestrutura comunitária e do desenvolvimento local representa, para o Sudoeste, muito mais do que um voto a mais na Câmara. Representa uma voz diferente — capaz de dialogar com bancadas hoje inacessíveis para a região, de disputar emendas e políticas públicas com outra lógica de alianças, de abrir janelas que o atual espectro de representação regional não consegue abrir.

A política do Sudoeste precisa de pluralismo real. Não de pluralismo decorativo, mas do tipo que resulta em projetos aprovados, emendas liberadas e municípios atendidos independentemente de qual partido está no Planalto. Natan, com sua desenvoltura política e seu trânsito popular, pode ser exatamente esse elo que falta.

Em 2026, o eleitor do Sudoeste terá diante de si uma escolha que vai além de siglas e palanques. Terá a oportunidade de mandar para Brasília um nome que sabe o que é campo de terra, que entende o que é falta de alambrado, que conhece o futebol de bairro não como metáfora política, mas como realidade vivida. Natan da Carroceria ainda é pré-candidato. O processo está em construção. Mas o que já se vê é suficiente para reconhecer a consistência de uma trajetória e a legitimidade de uma pretensão. O Sudoeste merece esse nível de representação. E Natan merece o Sudoeste.

Natan! 🤜🤛

C
Padre Carlos
Teólogo, colunista e editor do blog Política e Resenha, em Vitória da Conquista (BA). Escreve sobre política, teologia e memória regional do Sudoeste Baiano.

Natan da Carroceria: a voz do Sudoeste que o Congresso ainda não ouviu


Política&Resenha
Análise Política · Sudoeste Baiano

Pré-Candidatura 2026
Deputado Federal
PSDB · Sudoeste da Bahia

Natan da Carroceria:
a voz do Sudoeste
que o Congresso
ainda não ouviu

Um nome nascido do asfalto partido, dos campos sem alambrado e das ruas onde o povo resiste — e por que isso importa para toda uma região sem representação federal no centro-direita.

C
Padre Carlos
Política e Resenha  ·  Vitória da Conquista, maio de 2026

Há momentos na política em que a história não é fabricada em gabinetes, nem costurada em corredores de poder. Ela nasce no asfalto partido, nos campos de futebol sem alambrado, nas ruas onde o povo mora e resiste. É nesses lugares que se formam os representantes que realmente importam — e é exatamente de um desses lugares que emerge o nome de Natan da Carroceria, pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, como uma das apostas mais legítimas que o Sudoeste da Bahia pode apresentar ao Congresso Nacional em 2026.

🗳️
Partido

PSDB — Centro-direita com enraizamento popular em Vitória da Conquista

🏛️
Objetivo

Câmara dos Deputados — Representação federal do Sudoeste Baiano

🤝
Aliança

Tiago Correia (Dep. Estadual)

📍
Base territorial

Sudoeste da Bahia — região sem representante federal de centro-direita

O Vácuo Político

O Sudoeste que ninguém representa em Brasília

Quem acompanha a política regional com algum rigor sabe de uma realidade incômoda: o Sudoeste Baiano não possui, hoje, um representante federal identificado com o centro-direita. A bancada que chega a Brasília com raízes nesta região carrega, predominantemente, a gramática e os compromissos da esquerda petista — um bloco com seu mérito histórico, sem dúvida, mas que não esgota a pluralidade política de uma região vasta, diversa e com demandas próprias.

O eleitor que defende a livre iniciativa, que valoriza o empreendedorismo popular, que desconfia do Estado paternalista e que quer ordem, mérito e trabalho como pilares da representação política — esse eleitor, no Sudoeste, não tem quem fale por ele em Brasília. É um vácuo eleitoral e democrático que a candidatura de Natan da Carroceria tem a envergadura de preencher.

“O futebol amador de Vitória da Conquista merece, o esporte merece. Por isso, colocamos o nosso nome com o conquistense Tiago Correia. Nada mais, nada menos do que o deputado com raizes fincadas na região

Natan da Carroceria — Pré-candidato a Deputado Federal, PSDB

Trajetória

Um homem de bairro — uma candidatura de peso

Natan não chegou à política pela porta dos fundos das oligarquias. Chegou pela porta da frente do seu bairro, da sua comunidade, das pessoas comuns que o conhecem pelo nome, pela presença e pelo histórico de realizações. Sua trajetória é marcada pelo que há de mais genuíno na política local: o trabalho miúdo, cotidiano, invisível para as câmeras mas absolutamente visível para quem precisa de alguém que apareça quando a situação aperta.

Esse perfil — o homem do povo que constrói credibilidade tijolo a tijolo — é exatamente o que falta na representação federal. Não o doutor que discursa sobre o povo, mas o líder que vem do povo. Essa distinção, aparentemente simples, é politicamente fundamental. E Natan a encarna com naturalidade.

A cena que simboliza bem sua candidatura não poderia ser mais eloquente: uma final de campeonato em campo de terra. É lá, naquele chão batido, que Natan anuncia sua chapa com o deputado estadual Tiago Correia e promete o que aquele campo precisa — alambrado, gramado e iluminação. Um gesto simples, mas de uma densidade política extraordinária. Quem promete luz para um campo de futebol de bairro está prometendo dignidade para quem joga nele. E dignidade, no Brasil profundo, é programa de governo.

⚽ Campo de terra — símbolo de uma candidatura real

Num campo sem alambrado, sem gramado, sem iluminação, Natan anunciou sua candidatura ao Congresso. Não foi por acidente. Foi a declaração mais honesta que um político pode fazer: estou aqui, conheço o que falta, e vou buscar o que o povo merece. Campo de terra não é metáfora — é realidade conquistense.

Alianças

A aliança que faz sentido político

A parceria com Tiago Correia, deputado estadual conquistense e pré-candidato à reeleição pelo PSDB, agrega ao projeto de Natan uma estrutura política testada e uma base eleitoral já fidelizada. Tiago foi categórico ao anunciar o apoio:

“Natan, é uma honra tê-lo ao nosso lado, sabendo o tanto de coisas que você já realizou por Vitória da Conquista, pelo seu bairro, pelo seu povo, pelo nosso povo conquistense. Então, meu amigo, conte com o meu apoio — vou estar ao seu lado nessa caminhada para que você possa chegar ao Congresso Nacional.”

Tiago Correia — Deputado Estadual, PSDB · Pré-candidato à reeleição

 Com essa frase, costurou com inteligência a continuidade de uma rede política que une o governo municipal ao Legislativo estadual e agora projeta sua extensão até o Congresso Nacional.

Essa teia não é aventura. É arquitetura política. E ela tem endereço: Vitória da Conquista e o Sudoeste Baiano.

Perspectivas

O que o Sudoeste ganha com Natan em Brasília

Um parlamentar federal com perfil popular, raízes no centro-direita e compromisso com a pauta do esporte, da infraestrutura comunitária e do desenvolvimento local representa, para o Sudoeste, muito mais do que um voto a mais na Câmara. Representa uma voz diferente — capaz de dialogar com bancadas hoje inacessíveis para a região, de disputar emendas e políticas públicas com outra lógica de alianças, de abrir janelas que o atual espectro de representação regional não consegue abrir.

A política do Sudoeste precisa de pluralismo real. Não de pluralismo decorativo, mas do tipo que resulta em projetos aprovados, emendas liberadas e municípios atendidos independentemente de qual partido está no Planalto. Natan, com sua desenvoltura política e seu trânsito popular, pode ser exatamente esse elo que falta.

Em 2026, o eleitor do Sudoeste terá diante de si uma escolha que vai além de siglas e palanques. Terá a oportunidade de mandar para Brasília um nome que sabe o que é campo de terra, que entende o que é falta de alambrado, que conhece o futebol de bairro não como metáfora política, mas como realidade vivida. Natan da Carroceria ainda é pré-candidato. O processo está em construção. Mas o que já se vê é suficiente para reconhecer a consistência de uma trajetória e a legitimidade de uma pretensão. O Sudoeste merece esse nível de representação. E Natan merece o Sudoeste.

Natan! 🤜🤛

C
Padre Carlos
Teólogo, colunista e editor do blog Política e Resenha, em Vitória da Conquista (BA). Escreve sobre política, teologia e memória regional do Sudoeste Baiano.

Edvaldo Araújo: 72 anos de uma vida construída com coragem, trabalho e generosidade

Padre Carlos

Há homens que enriquecem. Há homens que vencem. E há aqueles raros seres humanos que conseguem transformar a própria trajetória em um abrigo para os outros. Edvaldo Araújo pertence a essa segunda categoria de homens que a vida moldou no fogo das dificuldades, mas que não perderam a ternura, a fé e a capacidade de estender a mão. Aos 72 anos, sua história não pode ser contada apenas como a de um empresário bem-sucedido. Ela precisa ser narrada como a caminhada de um menino do povoado de Veredinha que aprendeu cedo que a dignidade nasce do trabalho, da perseverança e da esperança.

Quem nasce no sertão aprende cedo a conversar com a escassez. Aprende o valor da água, do pão e do esforço silencioso dos pais. A infância rural de Edvaldo foi marcada por essas lições profundas que não se encontram nas universidades, mas nas estradas de chão, nas madrugadas frias e no olhar cansado de quem luta para sobreviver. Veredinha não foi apenas o lugar onde passou sua infância; foi a escola invisível que lhe ensinou resistência, humildade e humanidade.

Naqueles tempos difíceis, o futuro parecia distante para muitos jovens do interior. O Brasil profundo quase nunca oferecia oportunidades. Era preciso inventar caminhos. E Edvaldo fez exatamente isso. Não esperou facilidades. Não aguardou que o mundo lhe abrisse portas. Foi abrindo cada uma delas com coragem, disciplina e uma obstinação rara. Como tantos homens nordestinos de sua geração, precisou transformar dificuldades em combustível para continuar avançando.

Sua trajetória profissional é fruto dessa persistência admirável. Nada lhe caiu do céu. Cada conquista carregou o peso do esforço e da renúncia. Tornou-se empresário respeitado, construiu patrimônio, venceu desafios e alcançou reconhecimento. Mas o que mais impressiona em sua caminhada não é o sucesso material. É o fato de que, mesmo após conquistar estabilidade e prestígio, ele nunca abandonou a simplicidade de suas origens.

Em tempos em que muitos acreditam que vencer é esquecer de onde vieram, Edvaldo escolheu o caminho contrário: permaneceu humano. E talvez seja exatamente aí que reside sua maior grandeza.

Há pessoas que acumulam riqueza. Edvaldo preferiu acumular gratidão. Sua vida sempre esteve profundamente ligada à fé. Não uma fé exibida como espetáculo, mas uma espiritualidade silenciosa, traduzida em atitudes concretas. A verdadeira fé não está apenas nos templos; ela se manifesta quando alguém acolhe, ajuda e se importa com a dor do próximo. E isso ele fez durante toda a vida.

Seu olhar para as crianças da periferia revela muito sobre quem ele é. Enquanto tantos passam apressados diante da desigualdade, Edvaldo enxergou seres humanos onde outros viam apenas estatísticas. Sua sensibilidade social tornou-se uma extensão natural de sua própria história. Talvez porque quem conheceu as dificuldades da vida rural compreenda melhor o sofrimento dos invisíveis.

Quantas crianças receberam apoio, carinho, incentivo ou simplesmente atenção graças à sua generosidade? Quantas famílias foram alcançadas por sua disposição em ajudar sem esperar aplausos? Existem homens que fazem caridade para serem vistos. Outros ajudam porque possuem humanidade. Edvaldo sempre pertenceu ao segundo grupo.

Aos 72 anos, ele carrega algo cada vez mais raro em nosso tempo: credibilidade moral. Sua história inspira porque não nasceu do privilégio, mas da luta. Inspira porque demonstra que é possível crescer sem perder a alma. Inspira porque prova que sucesso verdadeiro não é apenas aquilo que se possui, mas principalmente aquilo que se compartilha.

Vivemos uma época marcada pelo individualismo, pela pressa e pela superficialidade das relações. Talvez por isso trajetórias como a de Edvaldo Araújo se tornem ainda mais necessárias. Elas nos lembram que o valor de uma vida não está apenas nos negócios realizados, mas no bem que conseguimos plantar no coração das pessoas.

Celebrar seus 72 anos é celebrar uma existência fecunda. Uma vida que venceu sem esmagar ninguém. Um homem que prosperou sem abandonar a compaixão. Um amigo que nunca perdeu a capacidade de acolher.

Que Deus continue iluminando seus caminhos, fortalecendo sua saúde e permitindo que sua experiência continue sendo farol para as novas gerações. Porque homens assim não pertencem apenas às suas famílias ou aos seus amigos. Pertencem também à memória afetiva e moral de uma comunidade inteira.

Parabéns, Edvaldo Araújo. Sua história honra o Povoado de Veredinha, honra a cidade de Vitória da Conquista  e honra todos aqueles que ainda acreditam na força do trabalho, da fé e da solidariedade.

 

Edvaldo Araújo: 72 anos de uma vida construída com coragem, trabalho e generosidade

Padre Carlos

Há homens que enriquecem. Há homens que vencem. E há aqueles raros seres humanos que conseguem transformar a própria trajetória em um abrigo para os outros. Edvaldo Araújo pertence a essa segunda categoria de homens que a vida moldou no fogo das dificuldades, mas que não perderam a ternura, a fé e a capacidade de estender a mão. Aos 72 anos, sua história não pode ser contada apenas como a de um empresário bem-sucedido. Ela precisa ser narrada como a caminhada de um menino do povoado de Veredinha que aprendeu cedo que a dignidade nasce do trabalho, da perseverança e da esperança.

Quem nasce no sertão aprende cedo a conversar com a escassez. Aprende o valor da água, do pão e do esforço silencioso dos pais. A infância rural de Edvaldo foi marcada por essas lições profundas que não se encontram nas universidades, mas nas estradas de chão, nas madrugadas frias e no olhar cansado de quem luta para sobreviver. Veredinha não foi apenas o lugar onde passou sua infância; foi a escola invisível que lhe ensinou resistência, humildade e humanidade.

Naqueles tempos difíceis, o futuro parecia distante para muitos jovens do interior. O Brasil profundo quase nunca oferecia oportunidades. Era preciso inventar caminhos. E Edvaldo fez exatamente isso. Não esperou facilidades. Não aguardou que o mundo lhe abrisse portas. Foi abrindo cada uma delas com coragem, disciplina e uma obstinação rara. Como tantos homens nordestinos de sua geração, precisou transformar dificuldades em combustível para continuar avançando.

Sua trajetória profissional é fruto dessa persistência admirável. Nada lhe caiu do céu. Cada conquista carregou o peso do esforço e da renúncia. Tornou-se empresário respeitado, construiu patrimônio, venceu desafios e alcançou reconhecimento. Mas o que mais impressiona em sua caminhada não é o sucesso material. É o fato de que, mesmo após conquistar estabilidade e prestígio, ele nunca abandonou a simplicidade de suas origens.

Em tempos em que muitos acreditam que vencer é esquecer de onde vieram, Edvaldo escolheu o caminho contrário: permaneceu humano. E talvez seja exatamente aí que reside sua maior grandeza.

Há pessoas que acumulam riqueza. Edvaldo preferiu acumular gratidão. Sua vida sempre esteve profundamente ligada à fé. Não uma fé exibida como espetáculo, mas uma espiritualidade silenciosa, traduzida em atitudes concretas. A verdadeira fé não está apenas nos templos; ela se manifesta quando alguém acolhe, ajuda e se importa com a dor do próximo. E isso ele fez durante toda a vida.

Seu olhar para as crianças da periferia revela muito sobre quem ele é. Enquanto tantos passam apressados diante da desigualdade, Edvaldo enxergou seres humanos onde outros viam apenas estatísticas. Sua sensibilidade social tornou-se uma extensão natural de sua própria história. Talvez porque quem conheceu as dificuldades da vida rural compreenda melhor o sofrimento dos invisíveis.

Quantas crianças receberam apoio, carinho, incentivo ou simplesmente atenção graças à sua generosidade? Quantas famílias foram alcançadas por sua disposição em ajudar sem esperar aplausos? Existem homens que fazem caridade para serem vistos. Outros ajudam porque possuem humanidade. Edvaldo sempre pertenceu ao segundo grupo.

Aos 72 anos, ele carrega algo cada vez mais raro em nosso tempo: credibilidade moral. Sua história inspira porque não nasceu do privilégio, mas da luta. Inspira porque demonstra que é possível crescer sem perder a alma. Inspira porque prova que sucesso verdadeiro não é apenas aquilo que se possui, mas principalmente aquilo que se compartilha.

Vivemos uma época marcada pelo individualismo, pela pressa e pela superficialidade das relações. Talvez por isso trajetórias como a de Edvaldo Araújo se tornem ainda mais necessárias. Elas nos lembram que o valor de uma vida não está apenas nos negócios realizados, mas no bem que conseguimos plantar no coração das pessoas.

Celebrar seus 72 anos é celebrar uma existência fecunda. Uma vida que venceu sem esmagar ninguém. Um homem que prosperou sem abandonar a compaixão. Um amigo que nunca perdeu a capacidade de acolher.

Que Deus continue iluminando seus caminhos, fortalecendo sua saúde e permitindo que sua experiência continue sendo farol para as novas gerações. Porque homens assim não pertencem apenas às suas famílias ou aos seus amigos. Pertencem também à memória afetiva e moral de uma comunidade inteira.

Parabéns, Edvaldo Araújo. Sua história honra o Povoado de Veredinha, honra a cidade de Vitória da Conquista  e honra todos aqueles que ainda acreditam na força do trabalho, da fé e da solidariedade.

 

Quando o Parlamento Serve ao Povo: Trabalho, Dignidade e o Compromisso que a Cidade Exige

Política & Economia

Quando o Parlamento Serve ao Povo: Trabalho, Dignidade e o Compromisso que a Cidade Exige

Os números do mercado de trabalho não mentem: quando o Legislativo e o Executivo caminham juntos pelo bem comum, quem ganha é o trabalhador — e com ele, toda a cidade.


Por Padre Carlos  |  Vitória da Conquista, 2 de maio de 2026

Há datas que pedem mais do que comemorações. O Dia do Trabalhador — primeiro de maio — não se contenta com discursos de palanque nem com flores depositadas sobre estátuas. Ele exige que a sociedade se olhe nos olhos e responda com honestidade: o que fizemos, concretamente, para que o trabalho seja mais do que um peso sobre as costas do pobre?

Vitória da Conquista, neste maio de 2026, tem uma resposta que vale registrar. Os dados mais recentes do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que o município alcançou 84.414 trabalhadores com carteira assinada em março — um crescimento de 2.761 novos vínculos formais em relação ao mesmo período do ano anterior, representando um avanço de 3,38% em doze meses. Não são apenas números. São famílias que respiram com mais folga. São jovens que entram pela primeira vez no mercado formal. São vidas que ganham chão.

“Vitória da Conquista vive um momento importante, com crescimento consistente no número de trabalhadores com carteira assinada. Isso demonstra a força da nossa economia e o resultado de um ambiente cada vez mais favorável para quem quer empreender e gerar oportunidades.”

— Ivan Cordeiro, Presidente da Câmara Municipal

As palavras do presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, não soam como protocolo. Soam como consciência. E é exatamente essa consciência — a de que o mandato parlamentar tem obrigação com a vida real das pessoas — que distingue um legislativo vivo de um legislativo inerte.

O Parlamento que Constrói

Existe uma visão estreita e equivocada que reduz o papel da Câmara Municipal à fiscalização combativa e ao enfrentamento sistemático com o Executivo — como se o conflito fosse, em si mesmo, uma virtude democrática. Não é. A democracia se realiza no debate qualificado, na tensão criativa de ideias, mas, sobretudo, na capacidade de construir consensos em favor do bem comum. Um parlamento que bloqueia por capricho, que paralisa por vaidade, que transforma a tribuna em palco de disputas pessoais, não serve ao povo — serve apenas a si mesmo.

O que vemos em Vitória da Conquista é outra história. Ivan Cordeiro ressaltou o papel ativo do Legislativo no incentivo ao desenvolvimento econômico, especialmente por meio do Fórum da Indústria, Comércio e Logística — iniciativa que aproxima o poder público dos empreendedores e contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Este é o parlamento que a cidade merece e precisa: presente, propositivo e comprometido com resultados concretos.

Emprego Formal É Política Pública

O setor de serviços segue como principal motor da economia conquistense, mas o comércio e a construção civil também apresentaram desempenho positivo. Esse tripé — serviços, comércio, construção — não se sustenta no ar. Ele depende de ambiente institucional favorável, de infraestrutura, de segurança jurídica para o empreendedor e de políticas públicas que não emperrem o crescimento. E é aqui que o papel do Legislativo se revela decisivo.

Cada lei aprovada com responsabilidade, cada debate conduzido com seriedade, cada articulação entre vereadores e secretarias municipais para destravar um projeto de geração de emprego — tudo isso tem consequências diretas na vida de quem acorda cedo, pega o ônibus e vai à luta. O trabalhador com carteira assinada não vota em abstrato. Ele vive as decisões do poder público no cotidiano mais concreto: no salário no fim do mês, na cobertura do INSS, no direito às férias.

Vitória da Conquista — Março de 2026

84.414

trabalhadores com carteira assinada — crescimento de +3,38% em 12 meses

O Compromisso que Não Pode Ser Opcional

O próprio levantamento nos lembra que, apesar do cenário positivo, alguns setores ainda enfrentam oscilações ao longo do ano. Isso nos diz que a tarefa não terminou. O saldo favorável não é convite ao relaxamento — é chamado à perseverança. E a perseverança, no campo da política pública, chama-se continuidade, planejamento e, acima de tudo, vontade política sustentada.

Ivan Cordeiro, ao assumir o compromisso público com os trabalhadores e com todos os moradores de Vitória da Conquista, coloca em palavras aquilo que deveria ser norma, não exceção: o mandato parlamentar é serviço, não privilégio. A Câmara que promove debates responsáveis, que articula fóruns econômicos, que aprova marcos normativos capazes de atrair investimentos e gerar oportunidades — essa Câmara está cumprindo sua missão histórica.

E cumprir essa missão, neste caso, significa olhar nos olhos do trabalhador do comércio, da empregada doméstica que agora tem carteira, do jovem que conseguiu seu primeiro emprego formal, e dizer com honestidade: trabalhamos por você. Não apenas por votos. Por convicção.

A Cidade Que Queremos Construir

Vitória da Conquista tem vocação para o crescimento. Tem localização estratégica no Sudoeste baiano, tem vocação de polo regional, tem uma população que trabalha e que merece ser correspondida pela sua classe política. Os números do Novo Caged são um alento — mas são também uma provocação. Mostram o que é possível quando as instituições funcionam em sinergia.

Um Executivo comprometido com o desenvolvimento precisa de um Legislativo à altura. Não um Legislativo submisso — mas um Legislativo adulto, que debate com seriedade, que fiscaliza com responsabilidade e que, ao mesmo tempo, constrói com coragem. Essa é a equação que produz empregos, que fortalece a economia local e que melhora a vida concreta das pessoas que aqui vivem, trabalham e constroem seus sonhos.

Que este Dia do Trabalhador seja, portanto, não apenas celebração — mas renovação de compromisso. Da parte dos que governam. Da parte dos que legislam. E da parte de todos nós, que somos, afinal, os verdadeiros destinatários de toda política que se pretenda digna desse nome.


Padre Carlos é teólogo, colunista e editor do blog Política e Resenha. Escreve sobre política, teologia e cultura a partir de Vitória da Conquista, Bahia.

Quando o Parlamento Serve ao Povo: Trabalho, Dignidade e o Compromisso que a Cidade Exige

Política & Economia

Quando o Parlamento Serve ao Povo: Trabalho, Dignidade e o Compromisso que a Cidade Exige

Os números do mercado de trabalho não mentem: quando o Legislativo e o Executivo caminham juntos pelo bem comum, quem ganha é o trabalhador — e com ele, toda a cidade.


Por Padre Carlos  |  Vitória da Conquista, 2 de maio de 2026

Há datas que pedem mais do que comemorações. O Dia do Trabalhador — primeiro de maio — não se contenta com discursos de palanque nem com flores depositadas sobre estátuas. Ele exige que a sociedade se olhe nos olhos e responda com honestidade: o que fizemos, concretamente, para que o trabalho seja mais do que um peso sobre as costas do pobre?

Vitória da Conquista, neste maio de 2026, tem uma resposta que vale registrar. Os dados mais recentes do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que o município alcançou 84.414 trabalhadores com carteira assinada em março — um crescimento de 2.761 novos vínculos formais em relação ao mesmo período do ano anterior, representando um avanço de 3,38% em doze meses. Não são apenas números. São famílias que respiram com mais folga. São jovens que entram pela primeira vez no mercado formal. São vidas que ganham chão.

“Vitória da Conquista vive um momento importante, com crescimento consistente no número de trabalhadores com carteira assinada. Isso demonstra a força da nossa economia e o resultado de um ambiente cada vez mais favorável para quem quer empreender e gerar oportunidades.”

— Ivan Cordeiro, Presidente da Câmara Municipal

As palavras do presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, não soam como protocolo. Soam como consciência. E é exatamente essa consciência — a de que o mandato parlamentar tem obrigação com a vida real das pessoas — que distingue um legislativo vivo de um legislativo inerte.

O Parlamento que Constrói

Existe uma visão estreita e equivocada que reduz o papel da Câmara Municipal à fiscalização combativa e ao enfrentamento sistemático com o Executivo — como se o conflito fosse, em si mesmo, uma virtude democrática. Não é. A democracia se realiza no debate qualificado, na tensão criativa de ideias, mas, sobretudo, na capacidade de construir consensos em favor do bem comum. Um parlamento que bloqueia por capricho, que paralisa por vaidade, que transforma a tribuna em palco de disputas pessoais, não serve ao povo — serve apenas a si mesmo.

O que vemos em Vitória da Conquista é outra história. Ivan Cordeiro ressaltou o papel ativo do Legislativo no incentivo ao desenvolvimento econômico, especialmente por meio do Fórum da Indústria, Comércio e Logística — iniciativa que aproxima o poder público dos empreendedores e contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Este é o parlamento que a cidade merece e precisa: presente, propositivo e comprometido com resultados concretos.

Emprego Formal É Política Pública

O setor de serviços segue como principal motor da economia conquistense, mas o comércio e a construção civil também apresentaram desempenho positivo. Esse tripé — serviços, comércio, construção — não se sustenta no ar. Ele depende de ambiente institucional favorável, de infraestrutura, de segurança jurídica para o empreendedor e de políticas públicas que não emperrem o crescimento. E é aqui que o papel do Legislativo se revela decisivo.

Cada lei aprovada com responsabilidade, cada debate conduzido com seriedade, cada articulação entre vereadores e secretarias municipais para destravar um projeto de geração de emprego — tudo isso tem consequências diretas na vida de quem acorda cedo, pega o ônibus e vai à luta. O trabalhador com carteira assinada não vota em abstrato. Ele vive as decisões do poder público no cotidiano mais concreto: no salário no fim do mês, na cobertura do INSS, no direito às férias.

Vitória da Conquista — Março de 2026

84.414

trabalhadores com carteira assinada — crescimento de +3,38% em 12 meses

O Compromisso que Não Pode Ser Opcional

O próprio levantamento nos lembra que, apesar do cenário positivo, alguns setores ainda enfrentam oscilações ao longo do ano. Isso nos diz que a tarefa não terminou. O saldo favorável não é convite ao relaxamento — é chamado à perseverança. E a perseverança, no campo da política pública, chama-se continuidade, planejamento e, acima de tudo, vontade política sustentada.

Ivan Cordeiro, ao assumir o compromisso público com os trabalhadores e com todos os moradores de Vitória da Conquista, coloca em palavras aquilo que deveria ser norma, não exceção: o mandato parlamentar é serviço, não privilégio. A Câmara que promove debates responsáveis, que articula fóruns econômicos, que aprova marcos normativos capazes de atrair investimentos e gerar oportunidades — essa Câmara está cumprindo sua missão histórica.

E cumprir essa missão, neste caso, significa olhar nos olhos do trabalhador do comércio, da empregada doméstica que agora tem carteira, do jovem que conseguiu seu primeiro emprego formal, e dizer com honestidade: trabalhamos por você. Não apenas por votos. Por convicção.

A Cidade Que Queremos Construir

Vitória da Conquista tem vocação para o crescimento. Tem localização estratégica no Sudoeste baiano, tem vocação de polo regional, tem uma população que trabalha e que merece ser correspondida pela sua classe política. Os números do Novo Caged são um alento — mas são também uma provocação. Mostram o que é possível quando as instituições funcionam em sinergia.

Um Executivo comprometido com o desenvolvimento precisa de um Legislativo à altura. Não um Legislativo submisso — mas um Legislativo adulto, que debate com seriedade, que fiscaliza com responsabilidade e que, ao mesmo tempo, constrói com coragem. Essa é a equação que produz empregos, que fortalece a economia local e que melhora a vida concreta das pessoas que aqui vivem, trabalham e constroem seus sonhos.

Que este Dia do Trabalhador seja, portanto, não apenas celebração — mas renovação de compromisso. Da parte dos que governam. Da parte dos que legislam. E da parte de todos nós, que somos, afinal, os verdadeiros destinatários de toda política que se pretenda digna desse nome.


Padre Carlos é teólogo, colunista e editor do blog Política e Resenha. Escreve sobre política, teologia e cultura a partir de Vitória da Conquista, Bahia.

A Caça aos Traidores em Brasília e a Injustiça Contra Jaques Wagner

 


Padre Carlos

Brasília tem o hábito cruel de devorar seus próprios aliados quando o poder sangra. Nos corredores frios da República, onde as amizades quase sempre têm prazo de validade, basta uma derrota política para que se procure imediatamente um culpado, um traidor, um rosto a ser lançado à fogueira. Foi exatamente isso que começou a acontecer após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. E, de maneira apressada, irresponsável e até covarde, setores da política e parte da imprensa passaram a apontar seus dedos para o senador Jaques Wagner.

Eu não vou me calar diante disso.

Conheço Wagner desde os tempos difíceis, quando o Brasil ainda respirava o ar pesado da repressão e muitos dos que hoje gritam nos salões acarpetados sequer sabiam o que significava enfrentar riscos reais por um projeto político. Trabalhamos juntos no Polo Petroquímico. Vi de perto o militante, o homem, o companheiro. Conheço seu caráter. Conheço sua história. E exatamente por isso tenho dificuldade em acreditar nessa narrativa simplista e conveniente de que ele teria “apunhalado” Luiz Inácio Lula da Silva.

Há algo profundamente injusto em tentar reduzir décadas de amizade, confiança e caminhada política a uma conspiração de bastidor.

Jaques Wagner não é apenas um aliado político de Lula. Ele está entre os melhores amigos que Lula construiu na vida pública e também na esfera pessoal. Isso não é pouca coisa em Brasília. Num ambiente marcado por oportunistas, sobreviventes e adesistas de ocasião, amizades verdadeiras são raras. E talvez seja exatamente isso que muitos não compreendam: relações políticas construídas na luta não se desfazem com a facilidade de um comentário de rede social ou de uma derrota parlamentar.

Mas também é preciso dizer a verdade inteira.

Há meses Wagner vinha confidenciando a pessoas próximas seu desconforto com a narrativa de que a indicação de Jorge Messias seria uma articulação sua apenas porque o ministro da AGU havia trabalhado ao seu lado. Segundo ele, fazia questão de afirmar que a escolha era exclusivamente de Lula. Mais do que isso: reclamava que essa versão o colocara em rota de colisão com Davi Alcolumbre. Isso não é detalhe menor. Na política, versões criadas nos bastidores podem destruir pontes antes mesmo que alguém perceba.

Também não se pode ignorar que o senador Renan Calheiros já havia levantado suspeitas anteriormente, quando acusou Wagner de um suposto acordo envolvendo a pauta da dosimetria no Senado. Desde então, criou-se um ambiente venenoso de desconfiança, murmúrios e intrigas. Brasília virou um imenso tribunal informal onde ninguém precisa apresentar provas; basta insinuar.

E é justamente aí que mora o perigo.

A esquerda brasileira comete, muitas vezes, o erro de destruir seus próprios quadros históricos no primeiro momento de crise. É como se houvesse uma necessidade permanente de encontrar hereges internos para explicar derrotas que, quase sempre, têm causas muito mais profundas e estruturais. A derrota do governo no caso Jorge Messias não nasceu apenas de um homem. Ela expôs fissuras graves na articulação política, mostrou o crescimento do poder do Centrão, revelou a autonomia cada vez maior do Senado e escancarou a nova geometria do poder em Brasília.

Transformar Jaques Wagner em símbolo da traição talvez seja apenas a maneira mais fácil de evitar discussões mais difíceis.

Porque o problema real talvez seja outro: o governo perdeu capacidade de coordenação política? O Senado passou a operar sob uma lógica própria? O Palácio do Planalto subestimou adversários silenciosos? Essas perguntas são mais importantes do que fabricar um Judas da semana.

O silêncio de Wagner, entretanto, começa a pesar. Quando uma narrativa ganha força, o vazio da ausência pública vira combustível para versões cada vez mais agressivas. Por isso, chegou a hora de o senador falar. Não para se humilhar diante da opinião pública nem para pedir absolvição política, mas para apresentar sua verdade. O debate democrático exige transparência. E quem tem história não deve temer a luz.

Mas enquanto isso não acontece, eu me recuso a participar desse linchamento moral.

Há uma diferença enorme entre divergência política e traição. A política brasileira perdeu o senso dessa fronteira. Hoje qualquer discordância vira conspiração. Qualquer silêncio vira prova. Qualquer derrota exige um sacrificado no altar das redes sociais.

Eu não vou me calar diante dessa mentira conveniente.

Porque conheço homens que mudam de lado ao sabor do vento. Conheço políticos que vivem ajoelhados diante do poder. Conheço os profissionais da conveniência. E, sinceramente, Jaques Wagner nunca me pareceu um deles.

O que vejo agora é uma tentativa apressada de apagar biografias inteiras para satisfazer a fome imediata de culpados.

E isso, além de injusto, é perigoso para a própria democracia.

A Caça aos Traidores em Brasília e a Injustiça Contra Jaques Wagner

 


Padre Carlos

Brasília tem o hábito cruel de devorar seus próprios aliados quando o poder sangra. Nos corredores frios da República, onde as amizades quase sempre têm prazo de validade, basta uma derrota política para que se procure imediatamente um culpado, um traidor, um rosto a ser lançado à fogueira. Foi exatamente isso que começou a acontecer após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. E, de maneira apressada, irresponsável e até covarde, setores da política e parte da imprensa passaram a apontar seus dedos para o senador Jaques Wagner.

Eu não vou me calar diante disso.

Conheço Wagner desde os tempos difíceis, quando o Brasil ainda respirava o ar pesado da repressão e muitos dos que hoje gritam nos salões acarpetados sequer sabiam o que significava enfrentar riscos reais por um projeto político. Trabalhamos juntos no Polo Petroquímico. Vi de perto o militante, o homem, o companheiro. Conheço seu caráter. Conheço sua história. E exatamente por isso tenho dificuldade em acreditar nessa narrativa simplista e conveniente de que ele teria “apunhalado” Luiz Inácio Lula da Silva.

Há algo profundamente injusto em tentar reduzir décadas de amizade, confiança e caminhada política a uma conspiração de bastidor.

Jaques Wagner não é apenas um aliado político de Lula. Ele está entre os melhores amigos que Lula construiu na vida pública e também na esfera pessoal. Isso não é pouca coisa em Brasília. Num ambiente marcado por oportunistas, sobreviventes e adesistas de ocasião, amizades verdadeiras são raras. E talvez seja exatamente isso que muitos não compreendam: relações políticas construídas na luta não se desfazem com a facilidade de um comentário de rede social ou de uma derrota parlamentar.

Mas também é preciso dizer a verdade inteira.

Há meses Wagner vinha confidenciando a pessoas próximas seu desconforto com a narrativa de que a indicação de Jorge Messias seria uma articulação sua apenas porque o ministro da AGU havia trabalhado ao seu lado. Segundo ele, fazia questão de afirmar que a escolha era exclusivamente de Lula. Mais do que isso: reclamava que essa versão o colocara em rota de colisão com Davi Alcolumbre. Isso não é detalhe menor. Na política, versões criadas nos bastidores podem destruir pontes antes mesmo que alguém perceba.

Também não se pode ignorar que o senador Renan Calheiros já havia levantado suspeitas anteriormente, quando acusou Wagner de um suposto acordo envolvendo a pauta da dosimetria no Senado. Desde então, criou-se um ambiente venenoso de desconfiança, murmúrios e intrigas. Brasília virou um imenso tribunal informal onde ninguém precisa apresentar provas; basta insinuar.

E é justamente aí que mora o perigo.

A esquerda brasileira comete, muitas vezes, o erro de destruir seus próprios quadros históricos no primeiro momento de crise. É como se houvesse uma necessidade permanente de encontrar hereges internos para explicar derrotas que, quase sempre, têm causas muito mais profundas e estruturais. A derrota do governo no caso Jorge Messias não nasceu apenas de um homem. Ela expôs fissuras graves na articulação política, mostrou o crescimento do poder do Centrão, revelou a autonomia cada vez maior do Senado e escancarou a nova geometria do poder em Brasília.

Transformar Jaques Wagner em símbolo da traição talvez seja apenas a maneira mais fácil de evitar discussões mais difíceis.

Porque o problema real talvez seja outro: o governo perdeu capacidade de coordenação política? O Senado passou a operar sob uma lógica própria? O Palácio do Planalto subestimou adversários silenciosos? Essas perguntas são mais importantes do que fabricar um Judas da semana.

O silêncio de Wagner, entretanto, começa a pesar. Quando uma narrativa ganha força, o vazio da ausência pública vira combustível para versões cada vez mais agressivas. Por isso, chegou a hora de o senador falar. Não para se humilhar diante da opinião pública nem para pedir absolvição política, mas para apresentar sua verdade. O debate democrático exige transparência. E quem tem história não deve temer a luz.

Mas enquanto isso não acontece, eu me recuso a participar desse linchamento moral.

Há uma diferença enorme entre divergência política e traição. A política brasileira perdeu o senso dessa fronteira. Hoje qualquer discordância vira conspiração. Qualquer silêncio vira prova. Qualquer derrota exige um sacrificado no altar das redes sociais.

Eu não vou me calar diante dessa mentira conveniente.

Porque conheço homens que mudam de lado ao sabor do vento. Conheço políticos que vivem ajoelhados diante do poder. Conheço os profissionais da conveniência. E, sinceramente, Jaques Wagner nunca me pareceu um deles.

O que vejo agora é uma tentativa apressada de apagar biografias inteiras para satisfazer a fome imediata de culpados.

E isso, além de injusto, é perigoso para a própria democracia.

Do Alicerce ao Silêncio: a Geração que a Esquerda Baiana Não Quer Lembrar


Opinião · Política e Resenha

Os Companheiros Esquecidos da Travessia

Sobre Edival Passos e a crise ética de um projeto que aprendeu a esquecer aqueles que o fundaram

Por Padre Carlos  |  Política e Resenha  |  Vitória da Conquista, Bahia


Existe uma dor que não grita. Ela não vai às redes sociais, não escreve manifestos, não pede audiência com ninguém. É uma dor que envelhece quieta nos corpos de homens e mulheres que um dia acreditaram que a história os lembraria — e que descobriram, no silêncio de um telefone que para de tocar, que a história tem memória seletiva.

Quero falar com você, leitor, sobre esses companheiros. Sobre os que carregaram o piano. Sobre os que fizeram o movimento andando, muitas vezes no escuro, antes que houvesse palco, holofote ou cargo para repartir. Quero falar de Edival Passos — mas também, através dele, de uma geração inteira que a política progressista brasileira tem dificuldade de encarar no espelho.

O homem que chegou antes

Nascido em Boa Nova, no coração do sertão baiano, em janeiro de 1952, Edival Passos Souza não escolheu o caminho fácil em nenhum momento de sua vida. Quando a ditadura militar sufocava qualquer forma de dissidência com o punho de ferro da repressão, ele tinha dezoito anos — a idade em que a maioria dos jovens teme o futuro. Edival, ao contrário, foi recrutado para a militância por Theodomiro Romeiro dos Santos, o primeiro preso político brasileiro condenado à morte pelo regime, símbolo vivo de tudo que estava em jogo naqueles anos de chumbo.

Eram tempos em que a convicção custava caro. O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário — o PCBR, organização da qual Edival fazia parte — entendia que a transformação social não viria de mãos estendidas ao poder, mas de resistência organizada, mesmo quando resistir significava viver na ilegalidade, trocar de nome, desconfiar das sombras. Não era romantismo. Era o preço real de acreditar.

Quando a abertura política começou a ensaiar seus primeiros gestos — hesitantes, vigiados, negociados à luz apagada — e o Partido dos Trabalhadores nasceu em 1980, Edival Passos foi um daqueles que enxergaram na nova legenda não um fim, mas uma possibilidade. Uma frente. Um guarda-chuva sob o qual a esquerda plural poderia se reorganizar sem abrir mão da essência. Ele entrou. Ajudou a construir. E foi além.

O batismo de fogo de 1982

Em 1982, o Brasil voltou a votar para governador pela primeira vez desde 1962. Vinte anos de interdição democrática finalmente chegavam ao fim — ao menos nas urnas. Na Bahia, o cenário era dominado por forças tradicionais: de um lado, João Durval Carneiro, do PDS, herdeiro das estruturas do regime; do outro, Roberto Santos, do PMDB, a oposição “permitida”. Entre os dois gigantes, surgiu algo que muitos consideraram uma provocação, uma ingenuidade ou um gesto inútil: o Partido dos Trabalhadores lançou candidato ao governo do estado.

Esse candidato era Edival Passos. O primeiro na história do PT baiano a disputar o executivo estadual.

“A campanha serviu para prefigurar o partido na consciência das massas” — era assim que os próprios militantes do PT descreviam a experiência de 1982, mesmo reconhecendo a derrota acachapante nas urnas.

Vinte e cinco mil votos. Menos de um por cento. Os números são frios, e a frieza deles pode enganar quem não conhece o que eles escondem: a coragem de erguer uma bandeira quando não havia vento favorável; a disciplina de percorrer municípios sem dinheiro, sem televisão, sem máquina; a construção silenciosa de uma identidade política que, anos depois, chegaria ao poder federal. Edival Passos foi parte do alicerce. Não da fachada — do alicerce.

A contradição que não se nomeia

Ele continuou. Tornou-se vereador em Salvador, presidente do Diretório Regional do PT na Bahia, líder da bancada petista na Assembleia Legislativa. Ocupou a superintendência do SEBRAE. Foi auditor fiscal, presidente de sindicato de servidores. Uma vida inteira tecida entre a militância e o serviço público.

E, no entanto — é aqui que a dor silenciosa começa —, quantos dentro do próprio campo progressista baiano conhecem, hoje, o nome de Edival Passos? Quantos sabem que foi ele quem estreou o PT nas eleições majoritárias estaduais? Quantos se lembram de onde vieram antes de chegarem onde chegaram?

Existe uma contradição que corrói por dentro qualquer projeto político que se pretenda transformador: a de discursar permanentemente sobre memória, resistência e justiça social — e praticar, nos bastidores, o descarte sistemático de quem já não tem utilidade eleitoral, força de mobilização ou espaço nas engrenagens do poder. É a política das relações líquidas: o laço se forma na necessidade e se dissolve na conveniência. Os vínculos de compadrio substituem a solidariedade orgânica. O pragmatismo devorou a gratidão.

Não estou falando de um partido específico, nem de uma facção, nem de um mandatário. Estou falando de uma cultura política que se instalou como hábito — e que afeta, em maior ou menor grau, toda a esquerda brasileira. Uma cultura que celebra os mártires mortos com muito mais facilidade do que reconhece os sobreviventes vivos.

Imagino Edival Passos em 1982, percorrendo o interior da Bahia num veículo sem ar-condicionado, levando uma mensagem que a maioria das pessoas ainda não estava pronta para ouvir. O sol do Sudoeste baiano. A poeira da estrada. A certeza de que estava fazendo algo necessário, mesmo sem garantia de resultado. Aqueles militantes não pediam vitória. Pediam sentido. E encontravam esse sentido uns nos outros — na cumplicidade da trincheira.

A crise ética que não se debate em congresso

A esquerda brasileira produziu documentos belíssimos sobre direitos humanos. Aprovou legislações históricas. Construiu políticas públicas que mudaram a vida de milhões. Tudo isso é real e merece reconhecimento.

Mas nenhum congresso partidário pautou ainda a seguinte pergunta: o que fazemos com os nossos velhos militantes? Com os que adoeceram, os que perderam espaço, os que envelheceram sem pensão nem reconhecimento, os que simplesmente foram ficando para trás enquanto as siglas cresciam e os cargos se multiplicavam?

A resposta prática tem sido o silêncio. O esquecimento elegante. A ausência nas homenagens — ou a presença apenas póstuma, quando já não custa nada celebrar quem não pode mais cobrar nada.

Um movimento que se diz orientado pela solidariedade e pela justiça social precisa se perguntar: somos solidários apenas com as causas abstratas, ou também com as pessoas concretas que nos ajudaram a chegar até aqui? A resposta a essa pergunta diz mais sobre a integridade de um projeto político do que qualquer programa eleitoral.

O que devemos a esses nomes

Não escrevo este artigo para fazer de Edival Passos um mártir, nem para transformar sua história em arma de disputa interna. Escrevo porque acredito que nomear é um ato político. Que lembrar, quando tudo conspira para o esquecimento, é uma forma de resistência. E que uma esquerda que não cuida dos seus não merece governar o futuro dos outros.

Edival Passos é um nome. Mas atrás dele existem dezenas, centenas de nomes que percorreram o mesmo caminho — da clandestinidade à legalidade, da utopia à decepção, da fundação ao esquecimento. Homens e mulheres que acreditaram quando era difícil acreditar. Que se arriscaram quando era perigoso se arriscar. Que construíram o chão sobre o qual outros plantaram a bandeira e receberam os aplausos.

O mínimo que lhes devemos é a memória. Não a memória decorativa dos discursos de 1º de maio — a memória viva, que os reconhece pelo nome, que conta a história como ela realmente foi, que não reescreve o passado apagando os que incomodam o presente.

Há uma passagem das Escrituras que, neste contexto, adquire uma densidade política que seus autores talvez não tenham previsto: “Não façais injustiça ao estrangeiro, ao órfão, à viúva — e não derrameis sangue inocente neste lugar.” Substitua “estrangeiro” por “militante esquecido” — e você terá um programa político mais honesto do que qualquer declaração de princípios que eu já li. Porque a justiça que não começa em casa não chega a lugar algum.

Padre Carlos

Teólogo, colunista e editor do Política e Resenha

Vitória da Conquista, Bahia

Do Alicerce ao Silêncio: a Geração que a Esquerda Baiana Não Quer Lembrar


Opinião · Política e Resenha

Os Companheiros Esquecidos da Travessia

Sobre Edival Passos e a crise ética de um projeto que aprendeu a esquecer aqueles que o fundaram

Por Padre Carlos  |  Política e Resenha  |  Vitória da Conquista, Bahia


Existe uma dor que não grita. Ela não vai às redes sociais, não escreve manifestos, não pede audiência com ninguém. É uma dor que envelhece quieta nos corpos de homens e mulheres que um dia acreditaram que a história os lembraria — e que descobriram, no silêncio de um telefone que para de tocar, que a história tem memória seletiva.

Quero falar com você, leitor, sobre esses companheiros. Sobre os que carregaram o piano. Sobre os que fizeram o movimento andando, muitas vezes no escuro, antes que houvesse palco, holofote ou cargo para repartir. Quero falar de Edival Passos — mas também, através dele, de uma geração inteira que a política progressista brasileira tem dificuldade de encarar no espelho.

O homem que chegou antes

Nascido em Boa Nova, no coração do sertão baiano, em janeiro de 1952, Edival Passos Souza não escolheu o caminho fácil em nenhum momento de sua vida. Quando a ditadura militar sufocava qualquer forma de dissidência com o punho de ferro da repressão, ele tinha dezoito anos — a idade em que a maioria dos jovens teme o futuro. Edival, ao contrário, foi recrutado para a militância por Theodomiro Romeiro dos Santos, o primeiro preso político brasileiro condenado à morte pelo regime, símbolo vivo de tudo que estava em jogo naqueles anos de chumbo.

Eram tempos em que a convicção custava caro. O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário — o PCBR, organização da qual Edival fazia parte — entendia que a transformação social não viria de mãos estendidas ao poder, mas de resistência organizada, mesmo quando resistir significava viver na ilegalidade, trocar de nome, desconfiar das sombras. Não era romantismo. Era o preço real de acreditar.

Quando a abertura política começou a ensaiar seus primeiros gestos — hesitantes, vigiados, negociados à luz apagada — e o Partido dos Trabalhadores nasceu em 1980, Edival Passos foi um daqueles que enxergaram na nova legenda não um fim, mas uma possibilidade. Uma frente. Um guarda-chuva sob o qual a esquerda plural poderia se reorganizar sem abrir mão da essência. Ele entrou. Ajudou a construir. E foi além.

O batismo de fogo de 1982

Em 1982, o Brasil voltou a votar para governador pela primeira vez desde 1962. Vinte anos de interdição democrática finalmente chegavam ao fim — ao menos nas urnas. Na Bahia, o cenário era dominado por forças tradicionais: de um lado, João Durval Carneiro, do PDS, herdeiro das estruturas do regime; do outro, Roberto Santos, do PMDB, a oposição “permitida”. Entre os dois gigantes, surgiu algo que muitos consideraram uma provocação, uma ingenuidade ou um gesto inútil: o Partido dos Trabalhadores lançou candidato ao governo do estado.

Esse candidato era Edival Passos. O primeiro na história do PT baiano a disputar o executivo estadual.

“A campanha serviu para prefigurar o partido na consciência das massas” — era assim que os próprios militantes do PT descreviam a experiência de 1982, mesmo reconhecendo a derrota acachapante nas urnas.

Vinte e cinco mil votos. Menos de um por cento. Os números são frios, e a frieza deles pode enganar quem não conhece o que eles escondem: a coragem de erguer uma bandeira quando não havia vento favorável; a disciplina de percorrer municípios sem dinheiro, sem televisão, sem máquina; a construção silenciosa de uma identidade política que, anos depois, chegaria ao poder federal. Edival Passos foi parte do alicerce. Não da fachada — do alicerce.

A contradição que não se nomeia

Ele continuou. Tornou-se vereador em Salvador, presidente do Diretório Regional do PT na Bahia, líder da bancada petista na Assembleia Legislativa. Ocupou a superintendência do SEBRAE. Foi auditor fiscal, presidente de sindicato de servidores. Uma vida inteira tecida entre a militância e o serviço público.

E, no entanto — é aqui que a dor silenciosa começa —, quantos dentro do próprio campo progressista baiano conhecem, hoje, o nome de Edival Passos? Quantos sabem que foi ele quem estreou o PT nas eleições majoritárias estaduais? Quantos se lembram de onde vieram antes de chegarem onde chegaram?

Existe uma contradição que corrói por dentro qualquer projeto político que se pretenda transformador: a de discursar permanentemente sobre memória, resistência e justiça social — e praticar, nos bastidores, o descarte sistemático de quem já não tem utilidade eleitoral, força de mobilização ou espaço nas engrenagens do poder. É a política das relações líquidas: o laço se forma na necessidade e se dissolve na conveniência. Os vínculos de compadrio substituem a solidariedade orgânica. O pragmatismo devorou a gratidão.

Não estou falando de um partido específico, nem de uma facção, nem de um mandatário. Estou falando de uma cultura política que se instalou como hábito — e que afeta, em maior ou menor grau, toda a esquerda brasileira. Uma cultura que celebra os mártires mortos com muito mais facilidade do que reconhece os sobreviventes vivos.

Imagino Edival Passos em 1982, percorrendo o interior da Bahia num veículo sem ar-condicionado, levando uma mensagem que a maioria das pessoas ainda não estava pronta para ouvir. O sol do Sudoeste baiano. A poeira da estrada. A certeza de que estava fazendo algo necessário, mesmo sem garantia de resultado. Aqueles militantes não pediam vitória. Pediam sentido. E encontravam esse sentido uns nos outros — na cumplicidade da trincheira.

A crise ética que não se debate em congresso

A esquerda brasileira produziu documentos belíssimos sobre direitos humanos. Aprovou legislações históricas. Construiu políticas públicas que mudaram a vida de milhões. Tudo isso é real e merece reconhecimento.

Mas nenhum congresso partidário pautou ainda a seguinte pergunta: o que fazemos com os nossos velhos militantes? Com os que adoeceram, os que perderam espaço, os que envelheceram sem pensão nem reconhecimento, os que simplesmente foram ficando para trás enquanto as siglas cresciam e os cargos se multiplicavam?

A resposta prática tem sido o silêncio. O esquecimento elegante. A ausência nas homenagens — ou a presença apenas póstuma, quando já não custa nada celebrar quem não pode mais cobrar nada.

Um movimento que se diz orientado pela solidariedade e pela justiça social precisa se perguntar: somos solidários apenas com as causas abstratas, ou também com as pessoas concretas que nos ajudaram a chegar até aqui? A resposta a essa pergunta diz mais sobre a integridade de um projeto político do que qualquer programa eleitoral.

O que devemos a esses nomes

Não escrevo este artigo para fazer de Edival Passos um mártir, nem para transformar sua história em arma de disputa interna. Escrevo porque acredito que nomear é um ato político. Que lembrar, quando tudo conspira para o esquecimento, é uma forma de resistência. E que uma esquerda que não cuida dos seus não merece governar o futuro dos outros.

Edival Passos é um nome. Mas atrás dele existem dezenas, centenas de nomes que percorreram o mesmo caminho — da clandestinidade à legalidade, da utopia à decepção, da fundação ao esquecimento. Homens e mulheres que acreditaram quando era difícil acreditar. Que se arriscaram quando era perigoso se arriscar. Que construíram o chão sobre o qual outros plantaram a bandeira e receberam os aplausos.

O mínimo que lhes devemos é a memória. Não a memória decorativa dos discursos de 1º de maio — a memória viva, que os reconhece pelo nome, que conta a história como ela realmente foi, que não reescreve o passado apagando os que incomodam o presente.

Há uma passagem das Escrituras que, neste contexto, adquire uma densidade política que seus autores talvez não tenham previsto: “Não façais injustiça ao estrangeiro, ao órfão, à viúva — e não derrameis sangue inocente neste lugar.” Substitua “estrangeiro” por “militante esquecido” — e você terá um programa político mais honesto do que qualquer declaração de princípios que eu já li. Porque a justiça que não começa em casa não chega a lugar algum.

Padre Carlos

Teólogo, colunista e editor do Política e Resenha

Vitória da Conquista, Bahia