Política e Resenha

Quando o Império Quer Silenciar o Papa


Artigo de Opinião · Política e Resenha

Quando o Império Quer
Silenciar o Papa

Uma reflexão sobre poder, fé e a coragem de dizer não à guerra

Padre Carlos
·  Vitória da Conquista, Bahia  ·  Maio de 2025

✦ ✦ ✦

Há
algo profundamente perturbador acontecendo diante dos olhos do mundo. Não se trata apenas de mais uma divergência diplomática entre um presidente americano e o Vaticano. O que estamos assistindo é a tentativa explícita de humilhar, intimidar e desmoralizar uma das maiores autoridades espirituais da humanidade: o Papa.

Donald Trump ultrapassou mais uma vez os limites da política e mergulhou no território perigoso da arrogância imperial. Ao acusar o Papa Leão de “colocar católicos em perigo” por defender a paz e o diálogo no Oriente Médio, Trump não apenas distorceu as palavras do pontífice — ele atacou frontalmente a própria essência da missão cristã.

Desde quando pedir cessar-fogo virou crime?
Desde quando defender a diplomacia passou a ser sinônimo de apoiar armas nucleares?

— Padre Carlos

A resposta é simples e assustadora: isso acontece quando o mundo passa a ser governado pela lógica brutal da força, do medo e dos interesses geopolíticos travestidos de patriotismo.

O Papa Leão jamais defendeu que o Irã tenha armas nucleares. O que ele fez foi algo muito mais perigoso para os senhores da guerra: denunciou a insanidade do conflito permanente. Pediu diálogo. Pediu humanidade. Pediu paz.

E isso incomoda.

Incomoda porque a indústria da guerra precisa de inimigos permanentes. Precisa de tensão. Precisa de caos. Precisa convencer o cidadão comum de que bombas são instrumentos de liberdade e que qualquer voz pela paz é um obstáculo estratégico.

Ao atacar o Papa, Trump envia um recado ao mundo: até mesmo a autoridade moral do Vaticano deve se curvar aos interesses do poder militar americano.

— ✦ —

Estamos diante de uma postura claramente imperialista. Uma mentalidade que não aceita contraponto moral, não tolera divergência ética e trata líderes religiosos como peças secundárias no tabuleiro geopolítico.

Papas não governam exércitos.
Governam consciências.

E é justamente isso que assusta os poderosos.

A história mostra que os impérios sempre tentaram silenciar vozes espirituais quando estas começaram a confrontar a violência institucionalizada. Foi assim com profetas, com líderes religiosos, com mártires e até com Cristo, que também foi considerado uma ameaça política por confrontar estruturas de dominação.

O mais grave é perceber o silêncio constrangedor de parte do Ocidente diante dessa agressão simbólica ao Vaticano. Imagine se outro líder mundial tratasse um chefe de Estado americano com o mesmo desprezo público. O mundo diplomático estaria em chamas.

Mas quando o alvo é o Papa, alguns fingem naturalidade.

Não é natural.

Estamos falando de mais de um bilhão de católicos espalhados pelo planeta. Estamos falando de uma instituição milenar que atravessou guerras, ditaduras, perseguições e revoluções. O Papa pode — e deve — ser criticado em questões administrativas ou teológicas. O que não pode ser normalizado é o desrespeito grotesco à sua autoridade espiritual e moral.

— ✦ —

Há também um elemento profundamente simbólico nessa crise. Enquanto o Papa fala em cessar-fogo, Trump fala em força. Enquanto o Vaticano pede diálogo, o discurso imperial responde com ameaças e intimidação diplomática.

É quase um choque entre duas civilizações: a lógica da cruz e a lógica do império.

O mais irônico é que muitos dos que hoje atacam o Papa se dizem defensores da civilização cristã. Mas esquecem que o cristianismo nasceu exatamente da recusa em idolatrar o poder político e militar.

Cristo nunca foi aliado de César.

A tentativa de transformar o Vaticano em um departamento auxiliar da política externa americana representa uma afronta não apenas ao Papa Leão, mas à própria independência moral da Igreja.

E talvez seja exatamente isso que mais incomode os donos do poder: a existência de uma voz que ainda ousa dizer “não” à guerra.

— ✦ —

Porque um mundo completamente dominado pela lógica imperial não suporta profetas. Não suporta consciência. Não suporta líderes espirituais que lembrem à humanidade que nenhuma bomba é mais poderosa que a dignidade humana.

O Papa não está defendendo armas nucleares.
Está defendendo vidas humanas.

E talvez seja justamente isso que o império jamais conseguirá compreender.

Padre Carlos
Teólogo, sacerdote e articulista
Vitória da Conquista, Bahia  ·  Política e Resenha
✦   politicaeresenha.wordpress.com   ✦


Quando o Império Quer Silenciar o Papa


Artigo de Opinião · Política e Resenha

Quando o Império Quer
Silenciar o Papa

Uma reflexão sobre poder, fé e a coragem de dizer não à guerra

Padre Carlos
·  Vitória da Conquista, Bahia  ·  Maio de 2025

✦ ✦ ✦

Há
algo profundamente perturbador acontecendo diante dos olhos do mundo. Não se trata apenas de mais uma divergência diplomática entre um presidente americano e o Vaticano. O que estamos assistindo é a tentativa explícita de humilhar, intimidar e desmoralizar uma das maiores autoridades espirituais da humanidade: o Papa.

Donald Trump ultrapassou mais uma vez os limites da política e mergulhou no território perigoso da arrogância imperial. Ao acusar o Papa Leão de “colocar católicos em perigo” por defender a paz e o diálogo no Oriente Médio, Trump não apenas distorceu as palavras do pontífice — ele atacou frontalmente a própria essência da missão cristã.

Desde quando pedir cessar-fogo virou crime?
Desde quando defender a diplomacia passou a ser sinônimo de apoiar armas nucleares?

— Padre Carlos

A resposta é simples e assustadora: isso acontece quando o mundo passa a ser governado pela lógica brutal da força, do medo e dos interesses geopolíticos travestidos de patriotismo.

O Papa Leão jamais defendeu que o Irã tenha armas nucleares. O que ele fez foi algo muito mais perigoso para os senhores da guerra: denunciou a insanidade do conflito permanente. Pediu diálogo. Pediu humanidade. Pediu paz.

E isso incomoda.

Incomoda porque a indústria da guerra precisa de inimigos permanentes. Precisa de tensão. Precisa de caos. Precisa convencer o cidadão comum de que bombas são instrumentos de liberdade e que qualquer voz pela paz é um obstáculo estratégico.

Ao atacar o Papa, Trump envia um recado ao mundo: até mesmo a autoridade moral do Vaticano deve se curvar aos interesses do poder militar americano.

— ✦ —

Estamos diante de uma postura claramente imperialista. Uma mentalidade que não aceita contraponto moral, não tolera divergência ética e trata líderes religiosos como peças secundárias no tabuleiro geopolítico.

Papas não governam exércitos.
Governam consciências.

E é justamente isso que assusta os poderosos.

A história mostra que os impérios sempre tentaram silenciar vozes espirituais quando estas começaram a confrontar a violência institucionalizada. Foi assim com profetas, com líderes religiosos, com mártires e até com Cristo, que também foi considerado uma ameaça política por confrontar estruturas de dominação.

O mais grave é perceber o silêncio constrangedor de parte do Ocidente diante dessa agressão simbólica ao Vaticano. Imagine se outro líder mundial tratasse um chefe de Estado americano com o mesmo desprezo público. O mundo diplomático estaria em chamas.

Mas quando o alvo é o Papa, alguns fingem naturalidade.

Não é natural.

Estamos falando de mais de um bilhão de católicos espalhados pelo planeta. Estamos falando de uma instituição milenar que atravessou guerras, ditaduras, perseguições e revoluções. O Papa pode — e deve — ser criticado em questões administrativas ou teológicas. O que não pode ser normalizado é o desrespeito grotesco à sua autoridade espiritual e moral.

— ✦ —

Há também um elemento profundamente simbólico nessa crise. Enquanto o Papa fala em cessar-fogo, Trump fala em força. Enquanto o Vaticano pede diálogo, o discurso imperial responde com ameaças e intimidação diplomática.

É quase um choque entre duas civilizações: a lógica da cruz e a lógica do império.

O mais irônico é que muitos dos que hoje atacam o Papa se dizem defensores da civilização cristã. Mas esquecem que o cristianismo nasceu exatamente da recusa em idolatrar o poder político e militar.

Cristo nunca foi aliado de César.

A tentativa de transformar o Vaticano em um departamento auxiliar da política externa americana representa uma afronta não apenas ao Papa Leão, mas à própria independência moral da Igreja.

E talvez seja exatamente isso que mais incomode os donos do poder: a existência de uma voz que ainda ousa dizer “não” à guerra.

— ✦ —

Porque um mundo completamente dominado pela lógica imperial não suporta profetas. Não suporta consciência. Não suporta líderes espirituais que lembrem à humanidade que nenhuma bomba é mais poderosa que a dignidade humana.

O Papa não está defendendo armas nucleares.
Está defendendo vidas humanas.

E talvez seja justamente isso que o império jamais conseguirá compreender.

Padre Carlos
Teólogo, sacerdote e articulista
Vitória da Conquista, Bahia  ·  Política e Resenha
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José Dirceu: O Herói Que Merece Ser Celebrado Enquanto Ainda Pode Ouvir os Aplausos

Artigo de Opinião  |  História Política Brasileira

José Dirceu: O Herói Que Merece Ser Celebrado Enquanto Ainda Pode Ouvir os Aplausos

Eu não espero meus heróis partirem para prestar as homenagens que merecem. O reconhecimento da bravura, da resistência e de todas as glórias precisa acontecer em vida — quando ainda há tempo de olhar nos olhos de quem lutou e dizer: vimos, sabemos, e não esquecemos.

Por um articulista político  ·  Análise histórica e política

É uma dor particular — e muito brasileira — a de só reconhecer os gigantes quando eles já não estão mais aqui para ouvir.

Quantas vezes vimos isso acontecer? O militante que dedicou décadas à luta, o organizador que construiu estruturas partidárias com as próprias mãos, o homem que arriscou a liberdade e a própria identidade por um Brasil mais justo — e que recebe, em vida, muito mais silêncio do que merece, para só então ser glorificado em necrológios comoventes, em postagens repletas de fotos em preto e branco, em discursos que soam mais a culpa tardia do que a gratidão genuína.

Eu me recuso a fazer isso. Eu não espero os heróis partirem para celebrá-los. E é por isso que escrevo hoje sobre José Dirceu de Oliveira e Silva — um homem vivo, presente, que carrega no corpo e na memória uma das trajetórias mais extraordinárias que a esquerda brasileira produziu no século XX. Uma trajetória que merece reconhecimento agora, com ele aqui, capaz de sentir o peso e o calor dessas palavras.

Porque é uma vergonha — e precisa ser dito com essa palavra — que uma esquerda que se orgulha de sua memória histórica só se lembre de seus ícones depois que eles partem. Depois que já não podem mais reivindicar nada. Depois que o silêncio se torna conveniente. Isso não é gratidão. É covardia com nome bonito.

✦ ✦ ✦

I. O Jovem Que Acreditou Quando Era Mais Fácil Calar

Em outubro de 1968, cerca de 800 jovens estudantes desceram serras e vales para se reunir clandestinamente em Ibiúna, no interior de São Paulo. Eles sabiam do risco. Foram assim mesmo. O 30º Congresso da UNE foi um ato de resistência em plena ditadura militar — e também uma armadilha. O regime sabia. Estava esperando.

Quando os caminhões militares cercaram o sítio ao amanhecer, uma geração inteira acordou brutalmente para a face mais crua do autoritarismo. Entre os presos estava Dirceu — então presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, filiado ao PCB, com 23 anos e o mundo nos olhos. Não era um adolescente alucinado por adrenalina revolucionária. Era um organizador meticuloso, um homem de partido, alguém que compreendia estruturas e as construía com paciência e método.

“Não foram as balas que definiram aquela geração. Foi a escolha de persistir quando persistir era irracional — e humano demais para ser abandonado.”

Ibiúna foi o batismo de fogo. O que veio depois foi o purgatório. E Dirceu atravessou o purgatório de pé — o que pouquíssimos conseguem dizer com honestidade.

II. O Rosto Refeito, a Identidade Sacrificada — e a Recusa de Desistir

Em setembro de 1969, o grupo armado que sequestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick negociou a libertação de 15 presos políticos — entre eles, José Dirceu. O preço da liberdade foi o banimento: a cassação da nacionalidade, a expulsão do próprio país natal. Uma punição medieval com assinatura de Estado moderno.

Cuba o recebeu. E Cuba o transformou — literalmente. Em 1970, Dirceu se submeteu a uma cirurgia plástica para alterar suas feições. Leia essa frase devagar, e deixe o peso dela pousar: um homem permitiu que cortassem seu rosto para poder continuar lutando. Não há romantismo nisso. Há algo muito mais profundo e perturbador — a disposição de sacrificar até a própria fisionomia, até o reflexo no espelho que nos diz quem somos, em nome de uma causa que o regime tentou matar em Ibiúna e não conseguiu.

A Saga do Exílio e do Retorno

1969 — Banido do Brasil após o sequestro do embaixador Elbrick. Parte para Cuba.
1970 — Submetido a cirurgia plástica em Havana para alterar feições e garantir retorno seguro.
1975 — Volta clandestinamente ao Brasil como Carlos Henrique Gouveia de Melo.
1975–1979 — Vive em Cruzeiro do Oeste, Paraná. Casa-se, tem um filho, reconstrói a vida sob identidade falsa.
1979 — A Lei de Anistia permite que reassuma sua verdadeira identidade e continue a luta.

Quando voltou ao Brasil em 1975, tornou-se Carlos Henrique Gouveia de Melo. Instalou-se em Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Casou-se. Teve um filho. Construiu uma vida inteira sobre um nome que não era o seu — mas sobre valores que eram completamente seus. Quatro anos de clandestinidade no coração do Brasil, enquanto a ditadura ainda respirava. Quatro anos em que qualquer rosto familiar na rua, qualquer vacilo de memória, qualquer carta interceptada poderia significar prisão, tortura, desaparecimento.

Que nome dar a isso? Heroísmo soa grandioso demais para quem o viveu na solidão cotidiana de uma cidade do interior. Loucura soa pequeno demais para quem fez uma escolha tão consciente. A palavra certa talvez seja simplesmente entrega — aquela coisa rara e incômoda que move os homens além do razoável, para dentro de territórios onde nenhuma recompensa é garantida e toda a aposta é sobre o futuro dos outros.

III. O Arquiteto da Esquerda — 111 Assinaturas e um País Transformado

A anistia de 1979 não devolveu apenas o nome a Dirceu. Devolveu a ele um país que havia mudado — e que precisava urgentemente de arquitetos para a casa que tentava se reerguuer sobre os escombros do autoritarismo. A redemocratização não era um destino automático. Era um canteiro de obras permanente, cheio de armadilhas, acordos frágeis e forças que prefeririam que o processo nunca fosse longe demais.

Em 1980, José Dirceu estava entre os 111 signatários da ata de fundação do Partido dos Trabalhadores. Esse número carrega uma dignidade quase histórica: um grupo pequeno o suficiente para ser contado, grande o suficiente para fundar uma legenda que mudaria o Brasil para sempre. O PT não nasceu como partido de governo. Nasceu como partido de resistência — e Dirceu conhecia resistência melhor do que qualquer teórico de gabinete jamais poderia conhecer.

“Fundar um partido não é um ato burocrático. É um ato de fé — a declaração coletiva de que o futuro pode ser diferente, se houver quem trabalhe por isso sem pedir permissão ao presente.”

Nos anos seguintes, Dirceu se tornou aquilo que poucos líderes conseguem ser com genuína eficácia: o homem das pontes. Não o que discursa apenas no palanque, mas o que conversa nos corredores. Não somente o rosto da campanha, mas a arquitetura invisível que sustenta o edifício inteiro. Sua experiência na clandestinidade — anos construindo redes de confiança onde qualquer erro custava muito — havia lhe dado um dom raro para a política real: a capacidade de articular, de unir, de construir consenso onde havia fragmentos.

O PT cresceu. Tornou-se um dos maiores partidos do Brasil. Chegou à presidência da República. Tirou milhões de brasileiros da pobreza, garantiu direitos antes inimagináveis para as classes trabalhadoras, reposicionou o Brasil no cenário internacional. E em toda essa trajetória, a impressão digital de Dirceu está presente — no método, na articulação, na formação de quadros, na visão estratégica de longo prazo que só quem foi forjado na adversidade consegue desenvolver.

Uma esquerda sólida — verdadeiramente sólida — não se constrói com discursos bonitos. Constrói-se com décadas de organização, de sacrifício, de pessoas que abriram mão de confortos pessoais para pavimentar o caminho coletivo. Dirceu é um desses construtores. Um dos mais importantes. E é inadmissível que essa verdade precise esperar um necrológio para ser dita em voz alta.

IV. A Perseguição — Porque Homens Poderosos Incomodam

Precisamos ter a coragem de nomear o que aconteceu. José Dirceu foi perseguido. Não por acaso, não por uma justiça cega e imparcial operando em condições ideais — mas porque ele era poderoso demais. Porque sua influência sobre Lula, sua capacidade de articulação, sua história de luta e sua legitimidade dentro da esquerda o tornavam uma figura incômoda para todos aqueles que preferiam um campo político fragmentado, sem lideranças com raízes profundas e sem a autoridade moral que só o sofrimento real confere.

Um homem que sobreviveu à ditadura com o rosto refeito, que viveu quatro anos clandestino no interior do Brasil, que assinou a ata fundadora do PT — esse homem não se dobra facilmente a interesses que contradizem tudo aquilo pelo qual sacrificou. E é exatamente essa intransigência, essa fidelidade inabalável a uma formação de esquerda sólida e coesa, que o tornava ameaçador aos olhos de quem queria afastá-lo de Lula e do centro do poder.

O que não se pode ignorar

Dirceu era próximo demais de Lula. Conhecia as engrenagens do poder com intimidade que vinha de décadas de construção conjunta. Sabia articular uma esquerda unida. Tinha a história e a legitimidade que dificilmente se compram ou se fabricam. Em política, isso não é um mérito pacífico — é um alvo. E alvos são atacados.

É uma contradição dolorosa e reveladora: a mesma esquerda que deveria proteger seus quadros históricos, que deveria compreender melhor do que ninguém o que significa ser perseguido por razões políticas, permitiu que um de seus maiores arquitetos fosse afastado sem a solidariedade que a sua trajetória exigia. Onde estava a voz coletiva em defesa de quem um dia foi voz coletiva por todos?

Uma esquerda que abandona seus ícones em vida e só os resgate depois que partem não é uma esquerda solidária. É uma esquerda de conveniência — que usa a memória dos que lutaram como ornamento político, mas recusa o custo real de defender quem ainda está aqui, ainda respira, ainda pode ser atingido.

✦ ✦ ✦

V. A Esquerda Que Só Chora Depois — e o Que Isso Revela

Há um padrão que se repete, e que dói cada vez mais vê-lo se repetir. O militante que dedicou a vida à causa envelhece em relativo esquecimento, ou pior — é usado como objeto de disputas internas enquanto ainda vive. Quando parte, de repente todos o amavam. De repente a luta dele era fundamental. De repente as fotos antigas ganham moldura dourada e os discursos de homenagem se multiplicam nas redes sociais.

Isso é hipocrisia com cheiro de flor. E o campo progressista, que tanto se orgulha de sua consciência histórica, precisa olhar honestamente para esse padrão e perguntar: por que é mais fácil celebrar os mortos do que defender os vivos? Por que o reconhecimento se torna mais generoso quando já não representa nenhum custo político?

A resposta, infelizmente, é simples: porque os mortos não disputam espaço. Não influenciam candidaturas. Não articulam correntes internas. Não têm a incomoda capacidade de lembrar, ao vivo e a cores, o que foram as promessas originais — e o quanto alguns se distanciaram delas. Homenagear os mortos é seguro. Defender os vivos exige coragem.

“Eu não espero meus heróis partirem para reconhecê-los. O aplauso precisa chegar enquanto os ouvidos ainda podem ouvi-lo. A homenagem precisa ser dita enquanto os olhos ainda podem ver quem a pronuncia.”

José Dirceu merece esse reconhecimento agora. Não amanhã. Não em algum momento futuro de revisão histórica generosa. Agora — quando ele pode sentir, quando a gratidão tem peso real, quando o reconhecimento não é apenas um gesto vazio sobre uma memória, mas um ato concreto de justiça sobre uma vida.

Conclusão: A Dívida Que Ainda Podemos Pagar

José Dirceu não é uma figura do passado. É um homem vivo, com história, com voz, com a capacidade de ainda contribuir para o debate político e para a formação das gerações que herdaram a estrutura que ele e tantos outros construíram com sacrifício real.

Do jovem que foi preso em Ibiúna ao homem que voltou ao Brasil com outro rosto e a mesma convicção; do Carlos Henrique clandestino no Paraná ao signatário da ata que fundou o PT; do articulador que ajudou a construir a maior vitória eleitoral da esquerda brasileira — toda essa trajetória representa uma dívida que o campo progressista tem a obrigação moral de reconhecer enquanto ainda é possível fazê-lo com ele presente.

Uma esquerda verdadeiramente sólida — com a formação ideológica, a memória histórica e a solidariedade que dizem defender — não abandona quem construiu suas fundações. Defende. Reconhece. Celebra. Em vida.

Que a esquerda brasileira aprenda — de uma vez, e antes que seja tarde demais para outros — que heróis precisam de reconhecimento enquanto ainda podem sorrir ao ouvi-lo. Que a bravura merece mais do que flores sobre o caixão. E que José Dirceu, com toda a sua história extraordinária de resistência, entrega e construção coletiva, merece ouvir isso hoje: você lutou, você construiu, você importa — e nós não esquecemos.

Referências Históricas

Congresso da UNE em Ibiúna, outubro de 1968 · Sequestro do embaixador Charles Burke Elbrick e libertação de presos políticos (1969) · Exílio em Cuba e cirurgia plástica (1970) · Retorno clandestino ao Brasil como Carlos Henrique Gouveia de Melo (1975) · Vida clandestina em Cruzeiro do Oeste, Paraná (1975–1979) · Lei de Anistia (1979) · Fundação do Partido dos Trabalhadores — 111 signatários (1980) · Fontes: Memórias da Ditadura, Folha de S.Paulo, El País Brasil, O Globo Acervo, Scielo, Lume UFRGS

José Dirceu: O Herói Que Merece Ser Celebrado Enquanto Ainda Pode Ouvir os Aplausos

Artigo de Opinião  |  História Política Brasileira

José Dirceu: O Herói Que Merece Ser Celebrado Enquanto Ainda Pode Ouvir os Aplausos

Eu não espero meus heróis partirem para prestar as homenagens que merecem. O reconhecimento da bravura, da resistência e de todas as glórias precisa acontecer em vida — quando ainda há tempo de olhar nos olhos de quem lutou e dizer: vimos, sabemos, e não esquecemos.

Por um articulista político  ·  Análise histórica e política

É uma dor particular — e muito brasileira — a de só reconhecer os gigantes quando eles já não estão mais aqui para ouvir.

Quantas vezes vimos isso acontecer? O militante que dedicou décadas à luta, o organizador que construiu estruturas partidárias com as próprias mãos, o homem que arriscou a liberdade e a própria identidade por um Brasil mais justo — e que recebe, em vida, muito mais silêncio do que merece, para só então ser glorificado em necrológios comoventes, em postagens repletas de fotos em preto e branco, em discursos que soam mais a culpa tardia do que a gratidão genuína.

Eu me recuso a fazer isso. Eu não espero os heróis partirem para celebrá-los. E é por isso que escrevo hoje sobre José Dirceu de Oliveira e Silva — um homem vivo, presente, que carrega no corpo e na memória uma das trajetórias mais extraordinárias que a esquerda brasileira produziu no século XX. Uma trajetória que merece reconhecimento agora, com ele aqui, capaz de sentir o peso e o calor dessas palavras.

Porque é uma vergonha — e precisa ser dito com essa palavra — que uma esquerda que se orgulha de sua memória histórica só se lembre de seus ícones depois que eles partem. Depois que já não podem mais reivindicar nada. Depois que o silêncio se torna conveniente. Isso não é gratidão. É covardia com nome bonito.

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I. O Jovem Que Acreditou Quando Era Mais Fácil Calar

Em outubro de 1968, cerca de 800 jovens estudantes desceram serras e vales para se reunir clandestinamente em Ibiúna, no interior de São Paulo. Eles sabiam do risco. Foram assim mesmo. O 30º Congresso da UNE foi um ato de resistência em plena ditadura militar — e também uma armadilha. O regime sabia. Estava esperando.

Quando os caminhões militares cercaram o sítio ao amanhecer, uma geração inteira acordou brutalmente para a face mais crua do autoritarismo. Entre os presos estava Dirceu — então presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, filiado ao PCB, com 23 anos e o mundo nos olhos. Não era um adolescente alucinado por adrenalina revolucionária. Era um organizador meticuloso, um homem de partido, alguém que compreendia estruturas e as construía com paciência e método.

“Não foram as balas que definiram aquela geração. Foi a escolha de persistir quando persistir era irracional — e humano demais para ser abandonado.”

Ibiúna foi o batismo de fogo. O que veio depois foi o purgatório. E Dirceu atravessou o purgatório de pé — o que pouquíssimos conseguem dizer com honestidade.

II. O Rosto Refeito, a Identidade Sacrificada — e a Recusa de Desistir

Em setembro de 1969, o grupo armado que sequestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick negociou a libertação de 15 presos políticos — entre eles, José Dirceu. O preço da liberdade foi o banimento: a cassação da nacionalidade, a expulsão do próprio país natal. Uma punição medieval com assinatura de Estado moderno.

Cuba o recebeu. E Cuba o transformou — literalmente. Em 1970, Dirceu se submeteu a uma cirurgia plástica para alterar suas feições. Leia essa frase devagar, e deixe o peso dela pousar: um homem permitiu que cortassem seu rosto para poder continuar lutando. Não há romantismo nisso. Há algo muito mais profundo e perturbador — a disposição de sacrificar até a própria fisionomia, até o reflexo no espelho que nos diz quem somos, em nome de uma causa que o regime tentou matar em Ibiúna e não conseguiu.

A Saga do Exílio e do Retorno

1969 — Banido do Brasil após o sequestro do embaixador Elbrick. Parte para Cuba.
1970 — Submetido a cirurgia plástica em Havana para alterar feições e garantir retorno seguro.
1975 — Volta clandestinamente ao Brasil como Carlos Henrique Gouveia de Melo.
1975–1979 — Vive em Cruzeiro do Oeste, Paraná. Casa-se, tem um filho, reconstrói a vida sob identidade falsa.
1979 — A Lei de Anistia permite que reassuma sua verdadeira identidade e continue a luta.

Quando voltou ao Brasil em 1975, tornou-se Carlos Henrique Gouveia de Melo. Instalou-se em Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Casou-se. Teve um filho. Construiu uma vida inteira sobre um nome que não era o seu — mas sobre valores que eram completamente seus. Quatro anos de clandestinidade no coração do Brasil, enquanto a ditadura ainda respirava. Quatro anos em que qualquer rosto familiar na rua, qualquer vacilo de memória, qualquer carta interceptada poderia significar prisão, tortura, desaparecimento.

Que nome dar a isso? Heroísmo soa grandioso demais para quem o viveu na solidão cotidiana de uma cidade do interior. Loucura soa pequeno demais para quem fez uma escolha tão consciente. A palavra certa talvez seja simplesmente entrega — aquela coisa rara e incômoda que move os homens além do razoável, para dentro de territórios onde nenhuma recompensa é garantida e toda a aposta é sobre o futuro dos outros.

III. O Arquiteto da Esquerda — 111 Assinaturas e um País Transformado

A anistia de 1979 não devolveu apenas o nome a Dirceu. Devolveu a ele um país que havia mudado — e que precisava urgentemente de arquitetos para a casa que tentava se reerguuer sobre os escombros do autoritarismo. A redemocratização não era um destino automático. Era um canteiro de obras permanente, cheio de armadilhas, acordos frágeis e forças que prefeririam que o processo nunca fosse longe demais.

Em 1980, José Dirceu estava entre os 111 signatários da ata de fundação do Partido dos Trabalhadores. Esse número carrega uma dignidade quase histórica: um grupo pequeno o suficiente para ser contado, grande o suficiente para fundar uma legenda que mudaria o Brasil para sempre. O PT não nasceu como partido de governo. Nasceu como partido de resistência — e Dirceu conhecia resistência melhor do que qualquer teórico de gabinete jamais poderia conhecer.

“Fundar um partido não é um ato burocrático. É um ato de fé — a declaração coletiva de que o futuro pode ser diferente, se houver quem trabalhe por isso sem pedir permissão ao presente.”

Nos anos seguintes, Dirceu se tornou aquilo que poucos líderes conseguem ser com genuína eficácia: o homem das pontes. Não o que discursa apenas no palanque, mas o que conversa nos corredores. Não somente o rosto da campanha, mas a arquitetura invisível que sustenta o edifício inteiro. Sua experiência na clandestinidade — anos construindo redes de confiança onde qualquer erro custava muito — havia lhe dado um dom raro para a política real: a capacidade de articular, de unir, de construir consenso onde havia fragmentos.

O PT cresceu. Tornou-se um dos maiores partidos do Brasil. Chegou à presidência da República. Tirou milhões de brasileiros da pobreza, garantiu direitos antes inimagináveis para as classes trabalhadoras, reposicionou o Brasil no cenário internacional. E em toda essa trajetória, a impressão digital de Dirceu está presente — no método, na articulação, na formação de quadros, na visão estratégica de longo prazo que só quem foi forjado na adversidade consegue desenvolver.

Uma esquerda sólida — verdadeiramente sólida — não se constrói com discursos bonitos. Constrói-se com décadas de organização, de sacrifício, de pessoas que abriram mão de confortos pessoais para pavimentar o caminho coletivo. Dirceu é um desses construtores. Um dos mais importantes. E é inadmissível que essa verdade precise esperar um necrológio para ser dita em voz alta.

IV. A Perseguição — Porque Homens Poderosos Incomodam

Precisamos ter a coragem de nomear o que aconteceu. José Dirceu foi perseguido. Não por acaso, não por uma justiça cega e imparcial operando em condições ideais — mas porque ele era poderoso demais. Porque sua influência sobre Lula, sua capacidade de articulação, sua história de luta e sua legitimidade dentro da esquerda o tornavam uma figura incômoda para todos aqueles que preferiam um campo político fragmentado, sem lideranças com raízes profundas e sem a autoridade moral que só o sofrimento real confere.

Um homem que sobreviveu à ditadura com o rosto refeito, que viveu quatro anos clandestino no interior do Brasil, que assinou a ata fundadora do PT — esse homem não se dobra facilmente a interesses que contradizem tudo aquilo pelo qual sacrificou. E é exatamente essa intransigência, essa fidelidade inabalável a uma formação de esquerda sólida e coesa, que o tornava ameaçador aos olhos de quem queria afastá-lo de Lula e do centro do poder.

O que não se pode ignorar

Dirceu era próximo demais de Lula. Conhecia as engrenagens do poder com intimidade que vinha de décadas de construção conjunta. Sabia articular uma esquerda unida. Tinha a história e a legitimidade que dificilmente se compram ou se fabricam. Em política, isso não é um mérito pacífico — é um alvo. E alvos são atacados.

É uma contradição dolorosa e reveladora: a mesma esquerda que deveria proteger seus quadros históricos, que deveria compreender melhor do que ninguém o que significa ser perseguido por razões políticas, permitiu que um de seus maiores arquitetos fosse afastado sem a solidariedade que a sua trajetória exigia. Onde estava a voz coletiva em defesa de quem um dia foi voz coletiva por todos?

Uma esquerda que abandona seus ícones em vida e só os resgate depois que partem não é uma esquerda solidária. É uma esquerda de conveniência — que usa a memória dos que lutaram como ornamento político, mas recusa o custo real de defender quem ainda está aqui, ainda respira, ainda pode ser atingido.

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V. A Esquerda Que Só Chora Depois — e o Que Isso Revela

Há um padrão que se repete, e que dói cada vez mais vê-lo se repetir. O militante que dedicou a vida à causa envelhece em relativo esquecimento, ou pior — é usado como objeto de disputas internas enquanto ainda vive. Quando parte, de repente todos o amavam. De repente a luta dele era fundamental. De repente as fotos antigas ganham moldura dourada e os discursos de homenagem se multiplicam nas redes sociais.

Isso é hipocrisia com cheiro de flor. E o campo progressista, que tanto se orgulha de sua consciência histórica, precisa olhar honestamente para esse padrão e perguntar: por que é mais fácil celebrar os mortos do que defender os vivos? Por que o reconhecimento se torna mais generoso quando já não representa nenhum custo político?

A resposta, infelizmente, é simples: porque os mortos não disputam espaço. Não influenciam candidaturas. Não articulam correntes internas. Não têm a incomoda capacidade de lembrar, ao vivo e a cores, o que foram as promessas originais — e o quanto alguns se distanciaram delas. Homenagear os mortos é seguro. Defender os vivos exige coragem.

“Eu não espero meus heróis partirem para reconhecê-los. O aplauso precisa chegar enquanto os ouvidos ainda podem ouvi-lo. A homenagem precisa ser dita enquanto os olhos ainda podem ver quem a pronuncia.”

José Dirceu merece esse reconhecimento agora. Não amanhã. Não em algum momento futuro de revisão histórica generosa. Agora — quando ele pode sentir, quando a gratidão tem peso real, quando o reconhecimento não é apenas um gesto vazio sobre uma memória, mas um ato concreto de justiça sobre uma vida.

Conclusão: A Dívida Que Ainda Podemos Pagar

José Dirceu não é uma figura do passado. É um homem vivo, com história, com voz, com a capacidade de ainda contribuir para o debate político e para a formação das gerações que herdaram a estrutura que ele e tantos outros construíram com sacrifício real.

Do jovem que foi preso em Ibiúna ao homem que voltou ao Brasil com outro rosto e a mesma convicção; do Carlos Henrique clandestino no Paraná ao signatário da ata que fundou o PT; do articulador que ajudou a construir a maior vitória eleitoral da esquerda brasileira — toda essa trajetória representa uma dívida que o campo progressista tem a obrigação moral de reconhecer enquanto ainda é possível fazê-lo com ele presente.

Uma esquerda verdadeiramente sólida — com a formação ideológica, a memória histórica e a solidariedade que dizem defender — não abandona quem construiu suas fundações. Defende. Reconhece. Celebra. Em vida.

Que a esquerda brasileira aprenda — de uma vez, e antes que seja tarde demais para outros — que heróis precisam de reconhecimento enquanto ainda podem sorrir ao ouvi-lo. Que a bravura merece mais do que flores sobre o caixão. E que José Dirceu, com toda a sua história extraordinária de resistência, entrega e construção coletiva, merece ouvir isso hoje: você lutou, você construiu, você importa — e nós não esquecemos.

Referências Históricas

Congresso da UNE em Ibiúna, outubro de 1968 · Sequestro do embaixador Charles Burke Elbrick e libertação de presos políticos (1969) · Exílio em Cuba e cirurgia plástica (1970) · Retorno clandestino ao Brasil como Carlos Henrique Gouveia de Melo (1975) · Vida clandestina em Cruzeiro do Oeste, Paraná (1975–1979) · Lei de Anistia (1979) · Fundação do Partido dos Trabalhadores — 111 signatários (1980) · Fontes: Memórias da Ditadura, Folha de S.Paulo, El País Brasil, O Globo Acervo, Scielo, Lume UFRGS

A Língua que nos Fez Cinco de maio, e ainda somos feitos de palavras

✦   Política e Resenha   ✦

5 de Maio  ·  Dia da Língua Portuguesa

A Língua que nos Fez

Cinco de maio, e ainda somos feitos de palavras

— ✦ —

Padre Carlos

Teólogo  ·  Colunista

Há uma cena que não consigo mais apagar da memória. Tinha eu pouco mais de vinte anos, em Belo Horizonte, quando ouvi pela primeira vez, numa sala abafada que cheirava a mimeógrafo e esperança, um teólogo belga ler em voz alta, em português com sotaque estrangeiro, o verso de Olavo Bilac: “Em que da voz materna ouvi: meu filho!” Ele parou. Deixou o silêncio durar. E disse, com aquela seriedade mansa dos que creem no que dizem: “Quando uma língua carrega a voz da mãe, ela nunca é apenas gramática. É carne.”

Nunca mais me esqueci.

Hoje é cinco de maio. Dia da Língua Portuguesa. E eu quero falar com você — não sobre ortografia, não sobre reforma, não sobre os acordos que dividem lusófonos como se dividem territórios — quero falar sobre aquilo que a língua guarda dentro de si quando ninguém está olhando: a memória dos que amaram, sofreram e resistiram em português.

I.A língua não é do rei. É do povo que chora.

Fernando Pessoa disse que sua pátria era a língua portuguesa. Disse isso quem nasceu em Lisboa, viveu em Durban, escreveu em inglês e inventou heterônimos para não morrer sozinho. Pessoa sabia, com a clareza dos fragmentados, que o território mais íntimo de um ser humano não é o chão que pisa, mas o idioma em que sonha. Em que xinga. Em que reza. Em que chama alguém pelo nome no escuro.

Minha pátria é a língua portuguesa.

Fernando Pessoa

O português que falamos — aqui no Sudoeste baiano, nos sertões de Elomar, nas praias de Cabo Verde, nas aldeias de Timor-Leste — não desceu dos céus pronto e perfeito. Ele veio da boca de mouros e de romanos, de escravizados e de índios, de rezadeiras e de repentistas, de Camões exilado e de Castro Alves indignado. É uma língua que sangrou para existir. Que foi negada, deformada, colonizada dentro de si mesma — e ainda assim sobreviveu.

Sobreviveu porque o povo a encheu de vida.

Quando uma mãe do interior da Bahia diz ao filho doente “cê vai ficar bão, meu bem”, ela não está conjugando verbo nenhum que a academia ensine. Ela está fazendo o que a língua sempre fez de melhor: transformar o medo em carinho, a dor em presença.

II.Pedro e Inês, ou: o amor que a língua não deixou morrer.

Permita-me agora contar uma história. Ou melhor — deixar que ela nos conte.

Era o século XIV, e Portugal era uma corte de jogos sujos e alianças frias. Pedro, príncipe herdeiro, foi obrigado a casar com Constança de Castela — casamento de Estado, sem consulta ao coração. Entre as damas da noiva veio Inês de Castro, galega, de beleza que a crônica medieval não soube descrever sem tremer. Pedro a amou. Inês o correspondeu. E o escândalo rasgou a corte ao meio.

O velho rei Afonso IV mandou Inês para o exílio. Constança morreu. Pedro trouxe Inês de volta e passou a viver com ela abertamente, como se o amor pudesse ser mais forte do que a razão de Estado. Tiveram filhos. Tiveram dias. Tiveram, talvez, aquela espécie de felicidade que só existe quando se sabe que ela é proibida.

Os conselheiros do rei tramaram. Disseram que os Castro queriam o trono. Mentiram com a eloquência dos covardes. E Afonso, velho e manipulado, assinou a sentença.

Inês foi morta em Coimbra, em 1355, diante de seus filhos.

Um homem planejou sua própria morte para que seu primeiro olhar na eternidade fosse o rosto da amada.

O que Pedro fez depois pertence ao território onde a história e a lenda se abraçam e já não se soltam. Dizem que, tornado rei, mandou desenterrar o corpo de Inês. Mandou vesti-la com os trajes reais. Mandou coroá-la rainha. E exigiu que toda a corte — aquela mesma corte que a desprezara, que a condenara, que a matara — se ajoelhasse e beijasse a mão fria da morta.

Agora Inês é morta — a expressão que ficou. Mas ficou errada, ou incompleta. Porque Inês não está morta. Está em Alcobaça, num túmulo de pedra rendilhada que Pedro mandou esculpir. E defronte ao dela, outro túmulo — o dele. Posicionados de forma que, no dia da ressurreição, quando os mortos se levantarem, os dois se vejam antes de ver qualquer outra coisa.

Se isso não é poesia, eu não sei mais o que é.

E em que língua se contou tudo isso? Em português. Em português que Camões transformou em épica. Em português que chegou até nós — professores, padres, militantes, mães, avós — e nos entregou essa história como herança.

III.A língua como resistência, como altar, como casa.

Há oito países no mundo cuja língua materna é o português. Oito histórias diferentes, oito feridas coloniais, oito modos de sorrir e de enterrar os mortos. Angola que resistiu. Moçambique que floresceu. Guiné-Bissau que lutou. Timor-Leste que sobreviveu ao genocídio cantando. Cabo Verde que inventou a morna para transformar a saudade em música.

E o Brasil — que pegou a língua do colonizador e a transformou em algo que o colonizador não reconhece mais. Que encheu o português de batuque, de axé, de palavras indígenas, de sotaques que parecem rios diferentes correndo para o mesmo mar.

A língua é nossa mãe. E mãe não se escolhe — se recebe, se cuida, se defende quando alguém tenta humilhá-la.

Gilberto Gil — e Padre Carlos

Eu penso nisso quando vejo jovens envergonhados de seu sotaque nordestino. Quando vejo falares populares sendo ridicularizados por quem confunde norma culta com superioridade moral. Quando vejo a língua sendo usada não para iluminar, mas para excluir — para dizer ao outro que ele não pertence, que ele não sabe, que ele não é suficiente.

A língua portuguesa foi, em muitos momentos de nossa história, instrumento de dominação. Mas foi também — e é isso que celebro hoje — instrumento de libertação. Padre Vieira usou o púlpito para defender os índios. Zumbi resistiu. Castro Alves transformou o horror da escravidão em versos que ainda queimam. Paulo Freire ensinou que aprender a ler o mundo vem antes de aprender a ler a palavra.

A língua é o campo de batalha mais antigo que existe. E cada um de nós, quando escolhe com cuidado as palavras que usa, está tomando um lado.

IV.Uma confissão de quem escreve.

Quando decidi escrever — aqui, neste blog, para você que me lê — fui percebendo que escrever não é transmitir verdade. A verdade não se transmite. Ela se alcança, ou não, por conta própria. Como a fé. Como a morte. É uma viagem que só você pode fazer.

O que posso fazer é preparar o caminho. Escolher palavras que abram portas em vez de fechá-las. Escrever de forma que o leitor não se sinta julgado, mas convidado. Convidado a sentir, a discordar, a lembrar, a descobrir que já sabia de algo que ainda não sabia que sabia.

A língua portuguesa me deu isso. Me deu Bilac e Drummond. Me deu Elomar e Riachão. Me deu a homilia que comove e o poema que atravessa. Me deu o jeito de chamar alguém de meu filho sem ser pai biológico e ter a mesma autoridade de amor.

Hoje, cinco de maio, eu não vou só celebrar uma data. Vou agradecer a uma língua que me fez.

Que nos fez.
A todos nós — daqui de Vitória da Conquista ao arquipélago de Cabo Verde, da várzea do São Francisco às florestas de Timor — ela nos fez.

E enquanto existirmos para falar dela, ela existirá para nos guardar.

✦   Olavo Bilac   ✦

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Padre Carlos é teólogo, presbítero e colunista.

Política e Resenha  ·  Vitória da Conquista, Bahia

A Língua que nos Fez Cinco de maio, e ainda somos feitos de palavras

✦   Política e Resenha   ✦

5 de Maio  ·  Dia da Língua Portuguesa

A Língua que nos Fez

Cinco de maio, e ainda somos feitos de palavras

— ✦ —

Padre Carlos

Teólogo  ·  Colunista

Há uma cena que não consigo mais apagar da memória. Tinha eu pouco mais de vinte anos, em Belo Horizonte, quando ouvi pela primeira vez, numa sala abafada que cheirava a mimeógrafo e esperança, um teólogo belga ler em voz alta, em português com sotaque estrangeiro, o verso de Olavo Bilac: “Em que da voz materna ouvi: meu filho!” Ele parou. Deixou o silêncio durar. E disse, com aquela seriedade mansa dos que creem no que dizem: “Quando uma língua carrega a voz da mãe, ela nunca é apenas gramática. É carne.”

Nunca mais me esqueci.

Hoje é cinco de maio. Dia da Língua Portuguesa. E eu quero falar com você — não sobre ortografia, não sobre reforma, não sobre os acordos que dividem lusófonos como se dividem territórios — quero falar sobre aquilo que a língua guarda dentro de si quando ninguém está olhando: a memória dos que amaram, sofreram e resistiram em português.

I.A língua não é do rei. É do povo que chora.

Fernando Pessoa disse que sua pátria era a língua portuguesa. Disse isso quem nasceu em Lisboa, viveu em Durban, escreveu em inglês e inventou heterônimos para não morrer sozinho. Pessoa sabia, com a clareza dos fragmentados, que o território mais íntimo de um ser humano não é o chão que pisa, mas o idioma em que sonha. Em que xinga. Em que reza. Em que chama alguém pelo nome no escuro.

Minha pátria é a língua portuguesa.

Fernando Pessoa

O português que falamos — aqui no Sudoeste baiano, nos sertões de Elomar, nas praias de Cabo Verde, nas aldeias de Timor-Leste — não desceu dos céus pronto e perfeito. Ele veio da boca de mouros e de romanos, de escravizados e de índios, de rezadeiras e de repentistas, de Camões exilado e de Castro Alves indignado. É uma língua que sangrou para existir. Que foi negada, deformada, colonizada dentro de si mesma — e ainda assim sobreviveu.

Sobreviveu porque o povo a encheu de vida.

Quando uma mãe do interior da Bahia diz ao filho doente “cê vai ficar bão, meu bem”, ela não está conjugando verbo nenhum que a academia ensine. Ela está fazendo o que a língua sempre fez de melhor: transformar o medo em carinho, a dor em presença.

II.Pedro e Inês, ou: o amor que a língua não deixou morrer.

Permita-me agora contar uma história. Ou melhor — deixar que ela nos conte.

Era o século XIV, e Portugal era uma corte de jogos sujos e alianças frias. Pedro, príncipe herdeiro, foi obrigado a casar com Constança de Castela — casamento de Estado, sem consulta ao coração. Entre as damas da noiva veio Inês de Castro, galega, de beleza que a crônica medieval não soube descrever sem tremer. Pedro a amou. Inês o correspondeu. E o escândalo rasgou a corte ao meio.

O velho rei Afonso IV mandou Inês para o exílio. Constança morreu. Pedro trouxe Inês de volta e passou a viver com ela abertamente, como se o amor pudesse ser mais forte do que a razão de Estado. Tiveram filhos. Tiveram dias. Tiveram, talvez, aquela espécie de felicidade que só existe quando se sabe que ela é proibida.

Os conselheiros do rei tramaram. Disseram que os Castro queriam o trono. Mentiram com a eloquência dos covardes. E Afonso, velho e manipulado, assinou a sentença.

Inês foi morta em Coimbra, em 1355, diante de seus filhos.

Um homem planejou sua própria morte para que seu primeiro olhar na eternidade fosse o rosto da amada.

O que Pedro fez depois pertence ao território onde a história e a lenda se abraçam e já não se soltam. Dizem que, tornado rei, mandou desenterrar o corpo de Inês. Mandou vesti-la com os trajes reais. Mandou coroá-la rainha. E exigiu que toda a corte — aquela mesma corte que a desprezara, que a condenara, que a matara — se ajoelhasse e beijasse a mão fria da morta.

Agora Inês é morta — a expressão que ficou. Mas ficou errada, ou incompleta. Porque Inês não está morta. Está em Alcobaça, num túmulo de pedra rendilhada que Pedro mandou esculpir. E defronte ao dela, outro túmulo — o dele. Posicionados de forma que, no dia da ressurreição, quando os mortos se levantarem, os dois se vejam antes de ver qualquer outra coisa.

Se isso não é poesia, eu não sei mais o que é.

E em que língua se contou tudo isso? Em português. Em português que Camões transformou em épica. Em português que chegou até nós — professores, padres, militantes, mães, avós — e nos entregou essa história como herança.

III.A língua como resistência, como altar, como casa.

Há oito países no mundo cuja língua materna é o português. Oito histórias diferentes, oito feridas coloniais, oito modos de sorrir e de enterrar os mortos. Angola que resistiu. Moçambique que floresceu. Guiné-Bissau que lutou. Timor-Leste que sobreviveu ao genocídio cantando. Cabo Verde que inventou a morna para transformar a saudade em música.

E o Brasil — que pegou a língua do colonizador e a transformou em algo que o colonizador não reconhece mais. Que encheu o português de batuque, de axé, de palavras indígenas, de sotaques que parecem rios diferentes correndo para o mesmo mar.

A língua é nossa mãe. E mãe não se escolhe — se recebe, se cuida, se defende quando alguém tenta humilhá-la.

Gilberto Gil — e Padre Carlos

Eu penso nisso quando vejo jovens envergonhados de seu sotaque nordestino. Quando vejo falares populares sendo ridicularizados por quem confunde norma culta com superioridade moral. Quando vejo a língua sendo usada não para iluminar, mas para excluir — para dizer ao outro que ele não pertence, que ele não sabe, que ele não é suficiente.

A língua portuguesa foi, em muitos momentos de nossa história, instrumento de dominação. Mas foi também — e é isso que celebro hoje — instrumento de libertação. Padre Vieira usou o púlpito para defender os índios. Zumbi resistiu. Castro Alves transformou o horror da escravidão em versos que ainda queimam. Paulo Freire ensinou que aprender a ler o mundo vem antes de aprender a ler a palavra.

A língua é o campo de batalha mais antigo que existe. E cada um de nós, quando escolhe com cuidado as palavras que usa, está tomando um lado.

IV.Uma confissão de quem escreve.

Quando decidi escrever — aqui, neste blog, para você que me lê — fui percebendo que escrever não é transmitir verdade. A verdade não se transmite. Ela se alcança, ou não, por conta própria. Como a fé. Como a morte. É uma viagem que só você pode fazer.

O que posso fazer é preparar o caminho. Escolher palavras que abram portas em vez de fechá-las. Escrever de forma que o leitor não se sinta julgado, mas convidado. Convidado a sentir, a discordar, a lembrar, a descobrir que já sabia de algo que ainda não sabia que sabia.

A língua portuguesa me deu isso. Me deu Bilac e Drummond. Me deu Elomar e Riachão. Me deu a homilia que comove e o poema que atravessa. Me deu o jeito de chamar alguém de meu filho sem ser pai biológico e ter a mesma autoridade de amor.

Hoje, cinco de maio, eu não vou só celebrar uma data. Vou agradecer a uma língua que me fez.

Que nos fez.
A todos nós — daqui de Vitória da Conquista ao arquipélago de Cabo Verde, da várzea do São Francisco às florestas de Timor — ela nos fez.

E enquanto existirmos para falar dela, ela existirá para nos guardar.

✦   Olavo Bilac   ✦

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Padre Carlos é teólogo, presbítero e colunista.

Política e Resenha  ·  Vitória da Conquista, Bahia

Vitória da Conquista Lamenta a Morte de Edimilson Canário Após Grave Acidente na BR-116

(Maria Clara)

A cidade de Vitória da Conquista recebeu com tristeza a notícia do falecimento de Edimilson de Castro Canário, de 59 anos, vítima de um grave acidente automobilístico ocorrido na noite do último domingo na BR-116, na altura da região do Barreiro, em Muriaé.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal, Edimilson conduzia um Honda Civic no trecho entre Leopoldina e Muriaé quando teria perdido o controle da direção, invadindo a contramão e colidindo com outros dois veículos.

Com a força do impacto, ele ficou preso às ferragens e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. A vítima ainda foi socorrida com vida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da concessionária Ecoriominas, sendo encaminhada ao Hospital São Paulo, em Muriaé, mas não resistiu aos ferimentos.

Outras pessoas envolvidas no acidente também ficaram feridas e receberam atendimento médico. Informações preliminares apontam que chovia no momento da colisão, fator que pode ter contribuído para a perda de controle do veículo.

Muito conhecido no Bairro Brasil, Edimilson Canário era lembrado por amigos e conhecidos como uma pessoa querida e apaixonada pela música popular brasileira. Sua morte causou forte comoção entre familiares, vizinhos e pessoas próximas, especialmente na comunidade conquistense onde construiu vínculos ao longo da vida.

O acidente reacende o alerta sobre os riscos nas rodovias federais, principalmente em períodos de chuva, quando as condições de visibilidade e aderência da pista exigem atenção redobrada dos motoristas.

Neste momento de dor, amigos e familiares se despedem de Edimilson Canário com lembranças de convivência, amizade e carinho que marcaram sua trajetória em Vitória da Conquista.

Vitória da Conquista Lamenta a Morte de Edimilson Canário Após Grave Acidente na BR-116

(Maria Clara)

A cidade de Vitória da Conquista recebeu com tristeza a notícia do falecimento de Edimilson de Castro Canário, de 59 anos, vítima de um grave acidente automobilístico ocorrido na noite do último domingo na BR-116, na altura da região do Barreiro, em Muriaé.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal, Edimilson conduzia um Honda Civic no trecho entre Leopoldina e Muriaé quando teria perdido o controle da direção, invadindo a contramão e colidindo com outros dois veículos.

Com a força do impacto, ele ficou preso às ferragens e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. A vítima ainda foi socorrida com vida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da concessionária Ecoriominas, sendo encaminhada ao Hospital São Paulo, em Muriaé, mas não resistiu aos ferimentos.

Outras pessoas envolvidas no acidente também ficaram feridas e receberam atendimento médico. Informações preliminares apontam que chovia no momento da colisão, fator que pode ter contribuído para a perda de controle do veículo.

Muito conhecido no Bairro Brasil, Edimilson Canário era lembrado por amigos e conhecidos como uma pessoa querida e apaixonada pela música popular brasileira. Sua morte causou forte comoção entre familiares, vizinhos e pessoas próximas, especialmente na comunidade conquistense onde construiu vínculos ao longo da vida.

O acidente reacende o alerta sobre os riscos nas rodovias federais, principalmente em períodos de chuva, quando as condições de visibilidade e aderência da pista exigem atenção redobrada dos motoristas.

Neste momento de dor, amigos e familiares se despedem de Edimilson Canário com lembranças de convivência, amizade e carinho que marcaram sua trajetória em Vitória da Conquista.

Tragédia em Serrinha: Incêndio Mata Três Crianças e Caso Comove a Bahia

(Maria Clara)

Uma tragédia registrada na cidade de Serrinha provocou forte comoção em toda a Bahia após três crianças morrerem durante um incêndio que atingiu a residência onde estavam.

As vítimas tinham 1, 3 e 6 anos de idade. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia, as crianças estavam sozinhas no imóvel no momento em que o fogo começou.

De acordo com as investigações preliminares, a mãe das vítimas, uma mulher de 27 anos, teria saído de casa para participar de uma festa. Durante sua ausência, o incêndio consumiu a residência, impedindo que as crianças fossem resgatadas a tempo.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foram acionadas para combater as chamas, mas, ao chegarem ao local, as vítimas já haviam morrido. Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica, onde passaram por exames periciais.

O caso ganhou grande repercussão após informações divulgadas pela polícia sobre o depoimento da mãe. Segundo relatos apresentados pelas autoridades, ela apresentava sinais de embriaguez no momento em que foi informada sobre a morte das crianças. A reação atribuída à mulher gerou indignação nas redes sociais e entre moradores da cidade.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do incêndio e as possíveis responsabilidades criminais relacionadas ao caso. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de enquadramento por abandono de incapaz com resultado morte, previsto no Código Penal Brasileiro.

A tragédia reacendeu discussões sobre vulnerabilidade infantil, responsabilidade familiar e a importância de políticas públicas voltadas à proteção de crianças em situações de risco.

Em meio à dor e à repercussão do caso, moradores de Serrinha vivem dias de consternação diante de uma ocorrência que abalou profundamente a comunidade local e mobilizou a opinião pública em toda a Bahia.

 

Tragédia em Serrinha: Incêndio Mata Três Crianças e Caso Comove a Bahia

(Maria Clara)

Uma tragédia registrada na cidade de Serrinha provocou forte comoção em toda a Bahia após três crianças morrerem durante um incêndio que atingiu a residência onde estavam.

As vítimas tinham 1, 3 e 6 anos de idade. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia, as crianças estavam sozinhas no imóvel no momento em que o fogo começou.

De acordo com as investigações preliminares, a mãe das vítimas, uma mulher de 27 anos, teria saído de casa para participar de uma festa. Durante sua ausência, o incêndio consumiu a residência, impedindo que as crianças fossem resgatadas a tempo.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foram acionadas para combater as chamas, mas, ao chegarem ao local, as vítimas já haviam morrido. Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica, onde passaram por exames periciais.

O caso ganhou grande repercussão após informações divulgadas pela polícia sobre o depoimento da mãe. Segundo relatos apresentados pelas autoridades, ela apresentava sinais de embriaguez no momento em que foi informada sobre a morte das crianças. A reação atribuída à mulher gerou indignação nas redes sociais e entre moradores da cidade.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do incêndio e as possíveis responsabilidades criminais relacionadas ao caso. Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de enquadramento por abandono de incapaz com resultado morte, previsto no Código Penal Brasileiro.

A tragédia reacendeu discussões sobre vulnerabilidade infantil, responsabilidade familiar e a importância de políticas públicas voltadas à proteção de crianças em situações de risco.

Em meio à dor e à repercussão do caso, moradores de Serrinha vivem dias de consternação diante de uma ocorrência que abalou profundamente a comunidade local e mobilizou a opinião pública em toda a Bahia.

 

Mistério Sobre Morte de Líder Religioso em Vitória da Conquista Continua Sem Respostas

(Maria Clara)

Quase um mês após o assassinato do líder religioso Josiel Oliveira, o caso continua cercado de mistério em Vitória da Conquista e segue provocando forte repercussão dentro e fora da cidade.

O crime ocorreu no Bairro Cruzeiro e causou grande comoção entre familiares, amigos, integrantes da comunidade religiosa e moradores da região. Desde então, a investigação permanece sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios, que ainda não divulgou detalhes oficiais sobre a motivação ou possíveis suspeitos envolvidos no caso.

Segundo relatos de pessoas próximas à vítima, dois homens teriam invadido o espaço onde Josiel Oliveira estava acompanhado de outras pessoas. As testemunhas afirmam que todos os presentes foram rendidos antes de o líder religioso ser atacado fatalmente com golpes de faca.

Ainda de acordo com relatos compartilhados por amigos da vítima, os criminosos teriam removido os equipamentos do circuito interno de segurança logo após o homicídio, numa tentativa de dificultar o trabalho investigativo e impedir a identificação dos autores.

O silêncio das autoridades em relação a detalhes da investigação tem gerado questionamentos e ansiedade entre pessoas próximas à vítima. No entanto, especialistas em segurança pública lembram que a preservação de informações em casos complexos costuma fazer parte da estratégia investigativa para evitar interferências e preservar provas.

A morte de Josiel Oliveira ganhou repercussão em diferentes regiões da Bahia justamente pelas circunstâncias violentas e pela atuação conhecida do líder religioso na comunidade conquistense.

Enquanto o inquérito avança de forma reservada, amigos, familiares e membros da comunidade seguem aguardando respostas sobre um crime que ainda levanta dúvidas e inquietações.

O caso continua sendo acompanhado de perto pela imprensa local e permanece como um dos episódios policiais de maior repercussão recente em Vitória da Conquista.

Mistério Sobre Morte de Líder Religioso em Vitória da Conquista Continua Sem Respostas

(Maria Clara)

Quase um mês após o assassinato do líder religioso Josiel Oliveira, o caso continua cercado de mistério em Vitória da Conquista e segue provocando forte repercussão dentro e fora da cidade.

O crime ocorreu no Bairro Cruzeiro e causou grande comoção entre familiares, amigos, integrantes da comunidade religiosa e moradores da região. Desde então, a investigação permanece sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios, que ainda não divulgou detalhes oficiais sobre a motivação ou possíveis suspeitos envolvidos no caso.

Segundo relatos de pessoas próximas à vítima, dois homens teriam invadido o espaço onde Josiel Oliveira estava acompanhado de outras pessoas. As testemunhas afirmam que todos os presentes foram rendidos antes de o líder religioso ser atacado fatalmente com golpes de faca.

Ainda de acordo com relatos compartilhados por amigos da vítima, os criminosos teriam removido os equipamentos do circuito interno de segurança logo após o homicídio, numa tentativa de dificultar o trabalho investigativo e impedir a identificação dos autores.

O silêncio das autoridades em relação a detalhes da investigação tem gerado questionamentos e ansiedade entre pessoas próximas à vítima. No entanto, especialistas em segurança pública lembram que a preservação de informações em casos complexos costuma fazer parte da estratégia investigativa para evitar interferências e preservar provas.

A morte de Josiel Oliveira ganhou repercussão em diferentes regiões da Bahia justamente pelas circunstâncias violentas e pela atuação conhecida do líder religioso na comunidade conquistense.

Enquanto o inquérito avança de forma reservada, amigos, familiares e membros da comunidade seguem aguardando respostas sobre um crime que ainda levanta dúvidas e inquietações.

O caso continua sendo acompanhado de perto pela imprensa local e permanece como um dos episódios policiais de maior repercussão recente em Vitória da Conquista.

Jovem de 20 Anos Morre em Trágico Acidente com Carreta em Caetité

(Maria Clara)

A cidade de Caetité amanheceu consternada nesta terça-feira após a morte da jovem Ana Carolina Morais Azevedo, de apenas 20 anos, vítima de um grave acidente envolvendo uma motocicleta e uma carreta.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar da Bahia, a jovem teria perdido o controle da motocicleta após atingir o meio-fio, sofrendo uma queda na pista no momento em que uma carreta passava pelo local.

Ana Carolina morreu ainda na cena do acidente, provocando forte comoção entre familiares, amigos e moradores da comunidade local, onde a notícia rapidamente se espalhou.

De acordo com as informações apuradas, o motorista do veículo de carga deixou o local após o ocorrido. Posteriormente, ele foi localizado por equipes da PMBA na BR-030, nas proximidades de Lagoa Real, sendo encaminhado à Delegacia Territorial de Polícia Civil de Caetité para prestar esclarecimentos.

A principal linha investigativa considera a possibilidade de o condutor não ter percebido o acidente devido ao porte da carreta e à existência de pontos cegos característicos desse tipo de veículo. Ainda assim, as circunstâncias da ocorrência seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.

O caso reacende o debate sobre segurança no trânsito, especialmente envolvendo motociclistas e veículos de grande porte nas rodovias e vias urbanas do interior baiano.

Em meio à dor provocada pela perda precoce, a morte de Ana Carolina gerou manifestações de tristeza nas redes sociais e entre moradores de Caetité, que lamentam a partida de uma jovem descrita por conhecidos como alegre e querida pela comunidade.

 

Jovem de 20 Anos Morre em Trágico Acidente com Carreta em Caetité

(Maria Clara)

A cidade de Caetité amanheceu consternada nesta terça-feira após a morte da jovem Ana Carolina Morais Azevedo, de apenas 20 anos, vítima de um grave acidente envolvendo uma motocicleta e uma carreta.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar da Bahia, a jovem teria perdido o controle da motocicleta após atingir o meio-fio, sofrendo uma queda na pista no momento em que uma carreta passava pelo local.

Ana Carolina morreu ainda na cena do acidente, provocando forte comoção entre familiares, amigos e moradores da comunidade local, onde a notícia rapidamente se espalhou.

De acordo com as informações apuradas, o motorista do veículo de carga deixou o local após o ocorrido. Posteriormente, ele foi localizado por equipes da PMBA na BR-030, nas proximidades de Lagoa Real, sendo encaminhado à Delegacia Territorial de Polícia Civil de Caetité para prestar esclarecimentos.

A principal linha investigativa considera a possibilidade de o condutor não ter percebido o acidente devido ao porte da carreta e à existência de pontos cegos característicos desse tipo de veículo. Ainda assim, as circunstâncias da ocorrência seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.

O caso reacende o debate sobre segurança no trânsito, especialmente envolvendo motociclistas e veículos de grande porte nas rodovias e vias urbanas do interior baiano.

Em meio à dor provocada pela perda precoce, a morte de Ana Carolina gerou manifestações de tristeza nas redes sociais e entre moradores de Caetité, que lamentam a partida de uma jovem descrita por conhecidos como alegre e querida pela comunidade.

 

Prefeitura Abre Prazo Para Confirmação de Cadastro de Ambulantes do Arraiá da Conquista 2026

(Maria Clara)

Os preparativos para o Arraiá da Conquista 2026 já começaram a movimentar a economia popular de Vitória da Conquista. A partir desta segunda-feira, ambulantes interessados em trabalhar durante os festejos juninos devem realizar a confirmação do cadastro junto à Coordenação de Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep).

O prazo segue até o dia 22 de maio e é destinado exclusivamente aos vendedores que já possuem cadastro ativo no município. Segundo a organização, não serão realizados novos cadastros nesta etapa.

Para validar a participação, o ambulante deverá comparecer presencialmente à Coordenação de Posturas apresentando RG, CPF, telefone e e-mail válidos. Após a confirmação, será entregue um cartão de comprovação que deverá ser apresentado obrigatoriamente no dia do sorteio das vagas.

As vagas disponíveis contemplam diferentes modalidades de comércio, incluindo barracas tradicionais, food trucks, towner, barracas de acarajé, carrinhos de algodão-doce e vendedores de milho.

O sorteio oficial acontecerá no dia 27 de maio, às 9h, no auditório do SEST/SENAT, localizado no bairro Jurema, próximo à Estação Rodoviária da cidade.

Além da regularização cadastral e do pagamento dos tributos exigidos, os ambulantes deverão apresentar documentação relacionada à manipulação de alimentos, como o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) e o Certificado do Curso de Manipulação de Alimentos.

A Prefeitura informou ainda que, para os vendedores que ainda não possuem o certificado, será oferecido um curso gratuito em parceria com a Vigilância Sanitária, ampliando o acesso à regularização e fortalecendo a segurança alimentar durante o evento.

Outra medida mantida para esta edição envolve a limitação de contemplação familiar. Caso mais de um integrante da mesma família participe do sorteio, apenas um poderá permanecer entre os selecionados, ampliando as oportunidades para outras famílias conquistenses.

A organização também reforçou que as bebidas comercializadas no circuito oficial deverão ser adquiridas diretamente com o patrocinador do evento, permanecendo liberada apenas a venda de bebidas típicas juninas.

Considerado um dos maiores eventos culturais da região sudoeste da Bahia, o Arraiá da Conquista movimenta significativamente setores ligados ao turismo, alimentação, comércio informal e geração de renda temporária.


Serviço

📅 Prazo para confirmação: até 22 de maio de 2026
🎲 Sorteio das vagas: 27 de maio, às 9h
📍 Local do sorteio: SEST/SENAT — Rua Bartolomeu de Gusmão, nº 2715, bairro Jurema

 

Prefeitura Abre Prazo Para Confirmação de Cadastro de Ambulantes do Arraiá da Conquista 2026

(Maria Clara)

Os preparativos para o Arraiá da Conquista 2026 já começaram a movimentar a economia popular de Vitória da Conquista. A partir desta segunda-feira, ambulantes interessados em trabalhar durante os festejos juninos devem realizar a confirmação do cadastro junto à Coordenação de Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesep).

O prazo segue até o dia 22 de maio e é destinado exclusivamente aos vendedores que já possuem cadastro ativo no município. Segundo a organização, não serão realizados novos cadastros nesta etapa.

Para validar a participação, o ambulante deverá comparecer presencialmente à Coordenação de Posturas apresentando RG, CPF, telefone e e-mail válidos. Após a confirmação, será entregue um cartão de comprovação que deverá ser apresentado obrigatoriamente no dia do sorteio das vagas.

As vagas disponíveis contemplam diferentes modalidades de comércio, incluindo barracas tradicionais, food trucks, towner, barracas de acarajé, carrinhos de algodão-doce e vendedores de milho.

O sorteio oficial acontecerá no dia 27 de maio, às 9h, no auditório do SEST/SENAT, localizado no bairro Jurema, próximo à Estação Rodoviária da cidade.

Além da regularização cadastral e do pagamento dos tributos exigidos, os ambulantes deverão apresentar documentação relacionada à manipulação de alimentos, como o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) e o Certificado do Curso de Manipulação de Alimentos.

A Prefeitura informou ainda que, para os vendedores que ainda não possuem o certificado, será oferecido um curso gratuito em parceria com a Vigilância Sanitária, ampliando o acesso à regularização e fortalecendo a segurança alimentar durante o evento.

Outra medida mantida para esta edição envolve a limitação de contemplação familiar. Caso mais de um integrante da mesma família participe do sorteio, apenas um poderá permanecer entre os selecionados, ampliando as oportunidades para outras famílias conquistenses.

A organização também reforçou que as bebidas comercializadas no circuito oficial deverão ser adquiridas diretamente com o patrocinador do evento, permanecendo liberada apenas a venda de bebidas típicas juninas.

Considerado um dos maiores eventos culturais da região sudoeste da Bahia, o Arraiá da Conquista movimenta significativamente setores ligados ao turismo, alimentação, comércio informal e geração de renda temporária.


Serviço

📅 Prazo para confirmação: até 22 de maio de 2026
🎲 Sorteio das vagas: 27 de maio, às 9h
📍 Local do sorteio: SEST/SENAT — Rua Bartolomeu de Gusmão, nº 2715, bairro Jurema

 

Vitória da Conquista Debate Futuro da Cultura na VI Conferência Municipal

(Maria Clara)

Vitória da Conquista será palco, nesta terça-feira, de um dos mais importantes encontros voltados ao debate cultural e à construção de políticas públicas para o setor. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura e em parceria com o Conselho Municipal de Cultura, realiza a VI Conferência Municipal de Cultura com o tema “Democracia e Direito à Cultura”.

O evento acontece no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, localizado na Avenida Rosa Cruz, no bairro Candeias, reunindo artistas, produtores culturais, representantes da sociedade civil, gestores públicos e agentes culturais da cidade.

A conferência terá como principal objetivo discutir e definir propostas que irão compor o Plano Municipal de Cultura, documento estratégico que deverá orientar as políticas culturais do município pelos próximos dez anos.

As propostas debatidas durante o encontro foram construídas a partir das demandas levantadas nas 27 escutas presenciais realizadas pela cidade, além de contribuições enviadas por meio da escuta on-line promovida pela organização.

Ao longo da programação, os participantes irão discutir temas considerados fundamentais para o fortalecimento da cultura local, incluindo gestão cultural, participação social, economia criativa, patrimônio histórico, cultura digital, formação artística e valorização dos espaços culturais.

Entre os eixos centrais da conferência estão também debates sobre trabalho, renda e proteção social para trabalhadores da cultura, além da relação entre cultura, sustentabilidade e bem-estar coletivo.

A iniciativa reforça a importância da participação popular na construção das políticas públicas culturais e amplia o debate sobre o acesso democrático à cultura em Vitória da Conquista.

Nos últimos anos, o setor cultural tem buscado maior protagonismo nas discussões sobre desenvolvimento econômico e inclusão social, especialmente diante do crescimento da economia criativa e do papel estratégico da cultura na geração de emprego, renda e identidade regional.

A expectativa é de que a conferência contribua para consolidar ações permanentes de valorização cultural, fortalecendo artistas, produtores e manifestações culturais do município ao longo da próxima década.


Serviço

📅 Data: 5 de maio de 2026
🕘 Horário: das 8h às 12h e das 14h às 17h
📍 Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima — Avenida Rosa Cruz, bairro Candeias

Vitória da Conquista Debate Futuro da Cultura na VI Conferência Municipal

(Maria Clara)

Vitória da Conquista será palco, nesta terça-feira, de um dos mais importantes encontros voltados ao debate cultural e à construção de políticas públicas para o setor. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura e em parceria com o Conselho Municipal de Cultura, realiza a VI Conferência Municipal de Cultura com o tema “Democracia e Direito à Cultura”.

O evento acontece no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, localizado na Avenida Rosa Cruz, no bairro Candeias, reunindo artistas, produtores culturais, representantes da sociedade civil, gestores públicos e agentes culturais da cidade.

A conferência terá como principal objetivo discutir e definir propostas que irão compor o Plano Municipal de Cultura, documento estratégico que deverá orientar as políticas culturais do município pelos próximos dez anos.

As propostas debatidas durante o encontro foram construídas a partir das demandas levantadas nas 27 escutas presenciais realizadas pela cidade, além de contribuições enviadas por meio da escuta on-line promovida pela organização.

Ao longo da programação, os participantes irão discutir temas considerados fundamentais para o fortalecimento da cultura local, incluindo gestão cultural, participação social, economia criativa, patrimônio histórico, cultura digital, formação artística e valorização dos espaços culturais.

Entre os eixos centrais da conferência estão também debates sobre trabalho, renda e proteção social para trabalhadores da cultura, além da relação entre cultura, sustentabilidade e bem-estar coletivo.

A iniciativa reforça a importância da participação popular na construção das políticas públicas culturais e amplia o debate sobre o acesso democrático à cultura em Vitória da Conquista.

Nos últimos anos, o setor cultural tem buscado maior protagonismo nas discussões sobre desenvolvimento econômico e inclusão social, especialmente diante do crescimento da economia criativa e do papel estratégico da cultura na geração de emprego, renda e identidade regional.

A expectativa é de que a conferência contribua para consolidar ações permanentes de valorização cultural, fortalecendo artistas, produtores e manifestações culturais do município ao longo da próxima década.


Serviço

📅 Data: 5 de maio de 2026
🕘 Horário: das 8h às 12h e das 14h às 17h
📍 Local: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima — Avenida Rosa Cruz, bairro Candeias

Operação Tapa-Buraco Avança em Vitória da Conquista e Intensifica Recuperação das Vias Urbanas

(Maria Clara)

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista intensificou nesta semana as ações da Operação Tapa-Buraco em diferentes regiões da cidade, ampliando os trabalhos de recuperação da malha viária urbana após os impactos provocados pelo período chuvoso.

Nesta segunda-feira, equipes da Empresa Municipal de Urbanização atuaram em ruas e avenidas do Bairro Candeias, além da Avenida Gilenilda Alves, localizada no Boa Vista.

Os serviços são executados sob supervisão da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e seguem um planejamento técnico baseado em estudos das vias mais afetadas, mapeamento de danos e solicitações encaminhadas pela população.

Nos últimos dias, a operação também realizou manutenção em importantes corredores urbanos da cidade, incluindo vias centrais e corredores de ônibus, com trabalhos executados no período noturno para minimizar impactos no trânsito e acelerar a recuperação das pistas.

De acordo com a programação divulgada pela Prefeitura, os próximos bairros contemplados serão Ibirapuera e Recreio.

Entre as principais vias atendidas recentemente estão as avenidas João Pessoa, Bartolomeu de Gusmão, Ilhéus, Ceará e Vivaldo Mendes, além de ruas estratégicas em diferentes bairros da cidade.

A intensificação da operação ocorre após os danos causados pelas fortes chuvas registradas entre fevereiro e abril. O acúmulo de água e a infiltração no asfalto agravaram problemas estruturais em diversos trechos urbanos, especialmente nas áreas de maior circulação de veículos.

Segundo dados divulgados pela administração municipal, aproximadamente 668 toneladas de asfalto já foram utilizadas nas intervenções realizadas apenas entre março e abril.

Além de melhorar a mobilidade urbana e proporcionar mais segurança para motoristas e motociclistas, a recuperação das vias também busca reduzir danos aos veículos e contribuir para a valorização dos bairros atendidos.

A Operação Tapa-Buraco integra o cronograma permanente de manutenção viária do município e continuará avançando para outras localidades conforme as condições climáticas permitirem.

A população também pode solicitar reparos por meio das ouvidorias da Prefeitura e da Emurc, fortalecendo a participação dos moradores na identificação das demandas urbanas.

 

Operação Tapa-Buraco Avança em Vitória da Conquista e Intensifica Recuperação das Vias Urbanas

(Maria Clara)

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista intensificou nesta semana as ações da Operação Tapa-Buraco em diferentes regiões da cidade, ampliando os trabalhos de recuperação da malha viária urbana após os impactos provocados pelo período chuvoso.

Nesta segunda-feira, equipes da Empresa Municipal de Urbanização atuaram em ruas e avenidas do Bairro Candeias, além da Avenida Gilenilda Alves, localizada no Boa Vista.

Os serviços são executados sob supervisão da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e seguem um planejamento técnico baseado em estudos das vias mais afetadas, mapeamento de danos e solicitações encaminhadas pela população.

Nos últimos dias, a operação também realizou manutenção em importantes corredores urbanos da cidade, incluindo vias centrais e corredores de ônibus, com trabalhos executados no período noturno para minimizar impactos no trânsito e acelerar a recuperação das pistas.

De acordo com a programação divulgada pela Prefeitura, os próximos bairros contemplados serão Ibirapuera e Recreio.

Entre as principais vias atendidas recentemente estão as avenidas João Pessoa, Bartolomeu de Gusmão, Ilhéus, Ceará e Vivaldo Mendes, além de ruas estratégicas em diferentes bairros da cidade.

A intensificação da operação ocorre após os danos causados pelas fortes chuvas registradas entre fevereiro e abril. O acúmulo de água e a infiltração no asfalto agravaram problemas estruturais em diversos trechos urbanos, especialmente nas áreas de maior circulação de veículos.

Segundo dados divulgados pela administração municipal, aproximadamente 668 toneladas de asfalto já foram utilizadas nas intervenções realizadas apenas entre março e abril.

Além de melhorar a mobilidade urbana e proporcionar mais segurança para motoristas e motociclistas, a recuperação das vias também busca reduzir danos aos veículos e contribuir para a valorização dos bairros atendidos.

A Operação Tapa-Buraco integra o cronograma permanente de manutenção viária do município e continuará avançando para outras localidades conforme as condições climáticas permitirem.

A população também pode solicitar reparos por meio das ouvidorias da Prefeitura e da Emurc, fortalecendo a participação dos moradores na identificação das demandas urbanas.