Política e Resenha

ARTIGO – A Voz do Compromisso e da Causa Justa na Câmara de Vereadores

 

(Padre Carlos)

No retorno dos trabalhos legislativos desta sexta-feira, o pronunciamento do Subtenente Muniz não foi apenas uma saudação formal, mas uma reafirmação do papel real de um parlamentar comprometido com as causas do povo. Em sua fala, marcada por clareza e sinceridade, Muniz rechaçou a ideia comum — e por vezes maldosa — de que o recesso parlamentar significa férias para os vereadores. Ao contrário, demonstrou que o mandato não dorme, apenas muda de cenário: das tribunas para as ruas, das sessões para as visitas, das leis para o contato direto com as demandas da comunidade.

Ao dar boas-vindas a Gilzete, Muniz não se limitou à cortesia. Reconheceu nele a competência e o compromisso necessários para estar à altura das necessidades da cidade. Da mesma forma, saudou a nova servidora Gabriela Garrido, confiante de que sua atuação fortalecerá ainda mais os trabalhos da Casa Legislativa.

Mas o que mais se destacou no pronunciamento — e que merece ecoar além das paredes da Câmara — foi a firme defesa da causa do autismo. Ao se referir às mães atípicas e à luta cotidiana que elas travam por inclusão, dignidade e respeito, Muniz fez algo raro: politizou com sensibilidade uma pauta invisibilizada por muitos. Ele lembrou, com razão, que o autismo é uma causa de todos nós. Que o compromisso com a neurodiversidade não deve ser delegação de poucos, mas bandeira de todos. Citando nomes, gestos e articulações, o vereador deu rosto à pauta e cobrou o envolvimento dos 23 vereadores.

Num Brasil onde ainda se engatinha na formulação de políticas públicas eficazes para pessoas com deficiência, esse tipo de fala não pode passar despercebido. É um gatilho para a sociedade civil, para os coletivos e para o próprio Executivo, que precisa avançar com ações concretas em saúde, educação e inclusão social.

A contundência do discurso se manteve ao tratar do caso do vereador Nathan, afastado por decisão da Justiça Eleitoral. Muniz, sem papas na língua, apontou o erro sistêmico: a punição ao indivíduo, enquanto o partido que cometeu a infração segue ileso. Nesse ponto, o vereador tocou num vespeiro que muitos evitam — a falta de responsabilização real dos partidos políticos no Brasil. O recado foi direto: pesquise antes de se filiar. Há legendas que, em vez de abrigo para a democracia, são armadilhas para quem sonha com um mandato limpo.

Num tempo de cinismo político, em que discursos são fórmulas prontas e palavras soam ocas, o que vimos nesta sexta foi um parlamentar colocando a alma no que diz. Que não se trata apenas de protocolo, mas de posicionamento. Que política, quando feita com ética e empatia, ainda pode ser instrumento de transformação.

Subtenente Muniz reafirmou algo essencial: a política local, apesar de muitas vezes negligenciada, é o chão onde se constroem os direitos mais urgentes. E quando alguém se ergue nessa arena para defender mães atípicas, autistas, vereadores injustiçados e servidores que chegam para somar, está fazendo muito mais que um discurso. Está cumprindo seu papel.

Que essa fala não se perca no ruído dos dias. Que ela se transforme em ação, articulação e política pública. Afinal, como disse o próprio vereador: “essa causa é de todos nós.”

 

ARTIGO – A Voz do Compromisso e da Causa Justa na Câmara de Vereadores

 

(Padre Carlos)

No retorno dos trabalhos legislativos desta sexta-feira, o pronunciamento do Subtenente Muniz não foi apenas uma saudação formal, mas uma reafirmação do papel real de um parlamentar comprometido com as causas do povo. Em sua fala, marcada por clareza e sinceridade, Muniz rechaçou a ideia comum — e por vezes maldosa — de que o recesso parlamentar significa férias para os vereadores. Ao contrário, demonstrou que o mandato não dorme, apenas muda de cenário: das tribunas para as ruas, das sessões para as visitas, das leis para o contato direto com as demandas da comunidade.

Ao dar boas-vindas a Gilzete, Muniz não se limitou à cortesia. Reconheceu nele a competência e o compromisso necessários para estar à altura das necessidades da cidade. Da mesma forma, saudou a nova servidora Gabriela Garrido, confiante de que sua atuação fortalecerá ainda mais os trabalhos da Casa Legislativa.

Mas o que mais se destacou no pronunciamento — e que merece ecoar além das paredes da Câmara — foi a firme defesa da causa do autismo. Ao se referir às mães atípicas e à luta cotidiana que elas travam por inclusão, dignidade e respeito, Muniz fez algo raro: politizou com sensibilidade uma pauta invisibilizada por muitos. Ele lembrou, com razão, que o autismo é uma causa de todos nós. Que o compromisso com a neurodiversidade não deve ser delegação de poucos, mas bandeira de todos. Citando nomes, gestos e articulações, o vereador deu rosto à pauta e cobrou o envolvimento dos 23 vereadores.

Num Brasil onde ainda se engatinha na formulação de políticas públicas eficazes para pessoas com deficiência, esse tipo de fala não pode passar despercebido. É um gatilho para a sociedade civil, para os coletivos e para o próprio Executivo, que precisa avançar com ações concretas em saúde, educação e inclusão social.

A contundência do discurso se manteve ao tratar do caso do vereador Nathan, afastado por decisão da Justiça Eleitoral. Muniz, sem papas na língua, apontou o erro sistêmico: a punição ao indivíduo, enquanto o partido que cometeu a infração segue ileso. Nesse ponto, o vereador tocou num vespeiro que muitos evitam — a falta de responsabilização real dos partidos políticos no Brasil. O recado foi direto: pesquise antes de se filiar. Há legendas que, em vez de abrigo para a democracia, são armadilhas para quem sonha com um mandato limpo.

Num tempo de cinismo político, em que discursos são fórmulas prontas e palavras soam ocas, o que vimos nesta sexta foi um parlamentar colocando a alma no que diz. Que não se trata apenas de protocolo, mas de posicionamento. Que política, quando feita com ética e empatia, ainda pode ser instrumento de transformação.

Subtenente Muniz reafirmou algo essencial: a política local, apesar de muitas vezes negligenciada, é o chão onde se constroem os direitos mais urgentes. E quando alguém se ergue nessa arena para defender mães atípicas, autistas, vereadores injustiçados e servidores que chegam para somar, está fazendo muito mais que um discurso. Está cumprindo seu papel.

Que essa fala não se perca no ruído dos dias. Que ela se transforme em ação, articulação e política pública. Afinal, como disse o próprio vereador: “essa causa é de todos nós.”

 

ARTIGO – Representatividade Feminina: Um Marco na Câmara de Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A posse de Gabriela Garrido (PV) como vereadora de Vitória da Conquista, nesta sexta-feira, representa mais do que uma simples mudança na composição legislativa da cidade. Marca, sobretudo, um avanço simbólico e necessário na luta por maior participação da mulher na política local. Em tempos em que o debate sobre equidade de gênero se impõe como uma urgência democrática, a presença de mais uma voz feminina no legislativo é um alento para a representatividade social.

Gabriela Garrido assume uma cadeira na bancada de oposição com firmeza, mas também com respeito institucional — algo que ela própria ressaltou ao defender um diálogo respeitoso com a prefeitura. Sua postura indica maturidade política e senso de responsabilidade pública, valores cada vez mais raros no cenário político atual, muitas vezes contaminado pela polarização e pelos ataques gratuitos.

Não se trata aqui de exaltar ou criticar sua posição ideológica. A questão que se impõe é outra: reconhecer a importância da diversidade de gênero nos espaços de poder. Em uma Câmara de Vereadores que historicamente foi dominada por homens, cada mulher que adentra esse espaço quebra uma barreira cultural, enfrenta resistências estruturais e inaugura novas possibilidades de debate.

A política de gênero não é uma agenda exclusiva das mulheres, mas um compromisso civilizatório com a justiça e a pluralidade. Quando uma mulher ocupa uma tribuna, ela não fala apenas por si, mas por milhares de outras que, historicamente, foram silenciadas. E, ao contrário do que muitos pensam, sua atuação não se limita a pautas “femininas”; pelo contrário, ela traz novas perspectivas para todas as áreas da política pública: saúde, educação, segurança, mobilidade urbana.

A nova legislatura de Vitória da Conquista ganha, portanto, uma oportunidade ímpar de demonstrar que é possível construir pontes entre posições distintas, promovendo um ambiente de cooperação e respeito mútuo. A democracia local se fortalece quando acolhe diferentes vozes, principalmente aquelas que por tanto tempo foram marginalizadas.

Valorizar a entrada de Gabriela Garrido é, antes de tudo, reafirmar um compromisso com a democracia plural. Que seu mandato seja fecundo, que suas ações inspirem outras mulheres a ocuparem seus espaços, e que Vitória da Conquista continue avançando no caminho da equidade, da escuta e da construção coletiva.

ARTIGO – Representatividade Feminina: Um Marco na Câmara de Vitória da Conquista

 

(Padre Carlos)

A posse de Gabriela Garrido (PV) como vereadora de Vitória da Conquista, nesta sexta-feira, representa mais do que uma simples mudança na composição legislativa da cidade. Marca, sobretudo, um avanço simbólico e necessário na luta por maior participação da mulher na política local. Em tempos em que o debate sobre equidade de gênero se impõe como uma urgência democrática, a presença de mais uma voz feminina no legislativo é um alento para a representatividade social.

Gabriela Garrido assume uma cadeira na bancada de oposição com firmeza, mas também com respeito institucional — algo que ela própria ressaltou ao defender um diálogo respeitoso com a prefeitura. Sua postura indica maturidade política e senso de responsabilidade pública, valores cada vez mais raros no cenário político atual, muitas vezes contaminado pela polarização e pelos ataques gratuitos.

Não se trata aqui de exaltar ou criticar sua posição ideológica. A questão que se impõe é outra: reconhecer a importância da diversidade de gênero nos espaços de poder. Em uma Câmara de Vereadores que historicamente foi dominada por homens, cada mulher que adentra esse espaço quebra uma barreira cultural, enfrenta resistências estruturais e inaugura novas possibilidades de debate.

A política de gênero não é uma agenda exclusiva das mulheres, mas um compromisso civilizatório com a justiça e a pluralidade. Quando uma mulher ocupa uma tribuna, ela não fala apenas por si, mas por milhares de outras que, historicamente, foram silenciadas. E, ao contrário do que muitos pensam, sua atuação não se limita a pautas “femininas”; pelo contrário, ela traz novas perspectivas para todas as áreas da política pública: saúde, educação, segurança, mobilidade urbana.

A nova legislatura de Vitória da Conquista ganha, portanto, uma oportunidade ímpar de demonstrar que é possível construir pontes entre posições distintas, promovendo um ambiente de cooperação e respeito mútuo. A democracia local se fortalece quando acolhe diferentes vozes, principalmente aquelas que por tanto tempo foram marginalizadas.

Valorizar a entrada de Gabriela Garrido é, antes de tudo, reafirmar um compromisso com a democracia plural. Que seu mandato seja fecundo, que suas ações inspirem outras mulheres a ocuparem seus espaços, e que Vitória da Conquista continue avançando no caminho da equidade, da escuta e da construção coletiva.

Os que Amaram Antes do Amanhã

(por Padre Carlos, sob a pena de um poeta contemporâneo)

Eles vieram com sol nos olhos,
filhos da utopia e do barro,
calçando sandálias de esperança,
em ruas onde o medo marchava armado.

Cantavam com vozes gastas de gritar,
por um país mais justo, inteiro,
onde o pão não fosse privilégio
e o futuro coubesse no travesseiro.

Eram poucos, mas eram muitos,
de cabelos longos, corações nus,
fazendo do amor sua barricada
e do sonho, um fuzil de luz.

Deitaram-se no chão da história,
sob porretes, tanques, decretos,
derramaram os melhores anos —
a juventude como manifesto.

Amaram como se fosse revolução,
beijaram como se fosse o fim,
e mesmo nos porões da dor,
resistiam com um violão e um clarim.

E hoje, quando a memória vacila,
e o cinismo veste terno de gala,
resta o brilho em seus olhos cansados
como brasas que o tempo não cala.

Eles não mudaram o mundo todo —
mas mudaram tudo em nós.
E se hoje respiramos liberdade,
foi porque um dia, eles perderam a voz.

Então, quando disserem que amar é fraco,
lembra da geração que, por amor,
fez do impossível sua pátria,
e do amanhã…
um ato de fé e ardor.

Os que Amaram Antes do Amanhã

(por Padre Carlos, sob a pena de um poeta contemporâneo)

Eles vieram com sol nos olhos,
filhos da utopia e do barro,
calçando sandálias de esperança,
em ruas onde o medo marchava armado.

Cantavam com vozes gastas de gritar,
por um país mais justo, inteiro,
onde o pão não fosse privilégio
e o futuro coubesse no travesseiro.

Eram poucos, mas eram muitos,
de cabelos longos, corações nus,
fazendo do amor sua barricada
e do sonho, um fuzil de luz.

Deitaram-se no chão da história,
sob porretes, tanques, decretos,
derramaram os melhores anos —
a juventude como manifesto.

Amaram como se fosse revolução,
beijaram como se fosse o fim,
e mesmo nos porões da dor,
resistiam com um violão e um clarim.

E hoje, quando a memória vacila,
e o cinismo veste terno de gala,
resta o brilho em seus olhos cansados
como brasas que o tempo não cala.

Eles não mudaram o mundo todo —
mas mudaram tudo em nós.
E se hoje respiramos liberdade,
foi porque um dia, eles perderam a voz.

Então, quando disserem que amar é fraco,
lembra da geração que, por amor,
fez do impossível sua pátria,
e do amanhã…
um ato de fé e ardor.

Expulsão de Antônio Carlos Rodrigues do PL: Um Reflexo da Polarização Política no Brasil

 

 

A recente expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues do Partido Liberal (PL) escancara o ambiente de intolerância e radicalização que permeia a política brasileira. Rodrigues, um político experiente com seis mandatos e mais de 25 anos de filiação ao PL, foi afastado do partido após expressar opiniões que desafiaram a ortodoxia bolsonarista, hoje dominante na legenda. Sua saída não é apenas um episódio isolado, mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade de coexistência de vozes dissonantes em um cenário político marcado por divisões profundas e lealdades inquestionáveis.

A gota d’água para a expulsão de Rodrigues foi sua crítica à aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual classificou como “o maior absurdo” de sua trajetória política. Além disso, o deputado defendeu Moraes como “um dos maiores juristas do país” e criticou o ex-presidente americano Donald Trump, afirmando que ele “deve cuidar dos Estados Unidos” e não interferir no Brasil. Essas declarações, vistas como um afronta pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foram consideradas uma “ignorância sem tamanho” e justificaram a decisão de afastar Rodrigues.

O embate, no entanto, vai além de divergências pontuais. Rodrigues, em sua defesa, destacou o que chamou de “oportunismo” dos bolsonaristas, que, segundo ele, “chegaram agora no PL” e tentam impor suas agendas. Ele lembrou que o PL, historicamente, foi um partido de posições variadas, tendo inclusive participado do governo Lula com um vice-presidente da República. Essa crítica ao “novo PL” bolsonarista revela uma tensão interna: o conflito entre a identidade tradicional do partido e sua recente transformação em um reduto de apoio incondicional ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos pontos mais sensíveis do caso é a posição de Rodrigues sobre a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Único parlamentar do PL a não apoiar a urgência do projeto na Câmara dos Deputados, ele classificou a anistia como “inócua” e apresentou argumentos sólidos contra sua aprovação precipitada. Para Rodrigues, o texto atual carece de critérios objetivos para diferenciar autores intelectuais, executores diretos e meros participantes, além de representar um risco à separação de poderes ao ignorar o diálogo com o Judiciário. Ele também alertou para o precedente perigoso que a anistia poderia estabelecer, abrindo margem para futuras rupturas institucionais, e criticou a falta de participação da sociedade civil e de juristas no debate.

A sugestão de Rodrigues para criar um grupo de trabalho, mais ágil que uma comissão especial, demonstra uma tentativa de buscar uma solução equilibrada. Ele propõe um caminho que respeite o devido processo legal e as instituições, sem negar o sofrimento dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Essa postura, no entanto, foi recebida com hostilidade por setores bolsonaristas, incluindo o pastor Silas Malafaia, a quem Rodrigues desafiou a candidatar-se a um cargo político caso queira influenciar diretamente o debate. A crítica a Malafaia, acusado de acirrar os ânimos, reforça a visão de Rodrigues de que o discurso polarizado prejudica a construção de consensos.

O cenário na Câmara, aliás, parece corroborar a avaliação de Rodrigues. A proposta de anistia enfrenta resistência significativa, com líderes do centrão e fontes próximas ao presidente da Casa, Hugo Mota, indicando que “não há ambiente nem votos” para sua aprovação. Um acordo que estava sendo costurado para agosto foi desfeito, e a pressão bolsonarista, apelidada de “tarifaço de Trump”, contribuiu para o engavetamento do projeto. Esse desfecho sugere que a radicalização de certos setores do PL não encontra eco suficiente no Congresso, onde o pragmatismo ainda prevalece.

A expulsão de Antônio Carlos Rodrigues do PL é, portanto, um capítulo triste, mas revelador, da política brasileira. Ela evidencia como a polarização pode sufocar o diálogo e punir quem ousa pensar de forma independente. Rodrigues, ao defender a democracia, as instituições e o equilíbrio entre os poderes, pagou o preço de ser uma voz dissonante em um partido que, sob nova liderança ideológica, parece priorizar a lealdade cega em detrimento do debate. Seu caso nos convida a refletir: até que ponto a intolerância política comprometerá nossa capacidade de construir um futuro mais plural e democrático?

 

Expulsão de Antônio Carlos Rodrigues do PL: Um Reflexo da Polarização Política no Brasil

 

 

A recente expulsão do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues do Partido Liberal (PL) escancara o ambiente de intolerância e radicalização que permeia a política brasileira. Rodrigues, um político experiente com seis mandatos e mais de 25 anos de filiação ao PL, foi afastado do partido após expressar opiniões que desafiaram a ortodoxia bolsonarista, hoje dominante na legenda. Sua saída não é apenas um episódio isolado, mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade de coexistência de vozes dissonantes em um cenário político marcado por divisões profundas e lealdades inquestionáveis.

A gota d’água para a expulsão de Rodrigues foi sua crítica à aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual classificou como “o maior absurdo” de sua trajetória política. Além disso, o deputado defendeu Moraes como “um dos maiores juristas do país” e criticou o ex-presidente americano Donald Trump, afirmando que ele “deve cuidar dos Estados Unidos” e não interferir no Brasil. Essas declarações, vistas como um afronta pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foram consideradas uma “ignorância sem tamanho” e justificaram a decisão de afastar Rodrigues.

O embate, no entanto, vai além de divergências pontuais. Rodrigues, em sua defesa, destacou o que chamou de “oportunismo” dos bolsonaristas, que, segundo ele, “chegaram agora no PL” e tentam impor suas agendas. Ele lembrou que o PL, historicamente, foi um partido de posições variadas, tendo inclusive participado do governo Lula com um vice-presidente da República. Essa crítica ao “novo PL” bolsonarista revela uma tensão interna: o conflito entre a identidade tradicional do partido e sua recente transformação em um reduto de apoio incondicional ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos pontos mais sensíveis do caso é a posição de Rodrigues sobre a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Único parlamentar do PL a não apoiar a urgência do projeto na Câmara dos Deputados, ele classificou a anistia como “inócua” e apresentou argumentos sólidos contra sua aprovação precipitada. Para Rodrigues, o texto atual carece de critérios objetivos para diferenciar autores intelectuais, executores diretos e meros participantes, além de representar um risco à separação de poderes ao ignorar o diálogo com o Judiciário. Ele também alertou para o precedente perigoso que a anistia poderia estabelecer, abrindo margem para futuras rupturas institucionais, e criticou a falta de participação da sociedade civil e de juristas no debate.

A sugestão de Rodrigues para criar um grupo de trabalho, mais ágil que uma comissão especial, demonstra uma tentativa de buscar uma solução equilibrada. Ele propõe um caminho que respeite o devido processo legal e as instituições, sem negar o sofrimento dos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Essa postura, no entanto, foi recebida com hostilidade por setores bolsonaristas, incluindo o pastor Silas Malafaia, a quem Rodrigues desafiou a candidatar-se a um cargo político caso queira influenciar diretamente o debate. A crítica a Malafaia, acusado de acirrar os ânimos, reforça a visão de Rodrigues de que o discurso polarizado prejudica a construção de consensos.

O cenário na Câmara, aliás, parece corroborar a avaliação de Rodrigues. A proposta de anistia enfrenta resistência significativa, com líderes do centrão e fontes próximas ao presidente da Casa, Hugo Mota, indicando que “não há ambiente nem votos” para sua aprovação. Um acordo que estava sendo costurado para agosto foi desfeito, e a pressão bolsonarista, apelidada de “tarifaço de Trump”, contribuiu para o engavetamento do projeto. Esse desfecho sugere que a radicalização de certos setores do PL não encontra eco suficiente no Congresso, onde o pragmatismo ainda prevalece.

A expulsão de Antônio Carlos Rodrigues do PL é, portanto, um capítulo triste, mas revelador, da política brasileira. Ela evidencia como a polarização pode sufocar o diálogo e punir quem ousa pensar de forma independente. Rodrigues, ao defender a democracia, as instituições e o equilíbrio entre os poderes, pagou o preço de ser uma voz dissonante em um partido que, sob nova liderança ideológica, parece priorizar a lealdade cega em detrimento do debate. Seu caso nos convida a refletir: até que ponto a intolerância política comprometerá nossa capacidade de construir um futuro mais plural e democrático?

 

ARTIGO – ACM Neto e o Cenário Político na Bahia: Lições e Desafios para 2026

 

(Padre Carlos)

ACM Neto voltou ao topo das pesquisas eleitorais na Bahia. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 31 de julho de 2025, o ex-prefeito de Salvador lidera com ampla margem os cenários testados para a disputa ao governo do estado em 2026. No primeiro cenário, Neto aparece com 53,5% das intenções de voto, seguido por Jerônimo Rodrigues (PT) com 28,1%, João Roma (PL) com 6,1%, e Kléber Rosa (PSOL) com 1,3%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 6,4%, e indecisos representam 4,6%. Em outro cenário, substituindo Jerônimo por Rui Costa (PT), os números praticamente se repetem: Neto com 53,3%, Rui com 28%, Roma com 6,2% e Rosa com 1,4%.

Num eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, os números também favorecem o ex-prefeito: 59,4% contra 30,8% do atual governador. Tudo parece promissor. Mas a Bahia já assistiu a esse filme em 2022, quando Neto liderava as pesquisas até a reta final e foi surpreendido pela virada petista. Jerônimo Rodrigues venceu com 52,79% dos votos válidos, contra 47,21% de Neto. A diferença foi estreita, mas suficiente para expor um erro estratégico: confiar demais nas pesquisas e subestimar a força do “lulismo” no interior do estado.

A pergunta que paira no ar não é se ACM Neto pode vencer — as pesquisas já dizem que sim —, mas se ele aprendeu com a derrota passada. Há uma máxima na política baiana: quem não respeita o eleitor do interior, perde. Em 2022, Neto foi um candidato de marketing moderno, forte em Salvador, bem posicionado entre empresários e jovens urbanos. Mas falhou em estabelecer uma conexão emocional com os rincões do sertão baiano, onde o carisma de Lula é traduzido em voto direto, muitas vezes independente do candidato local.

Além disso, ACM Neto precisa lidar com um cenário nacional que continua favorável ao presidente Lula. A economia dá sinais de melhora, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome segundo a ONU, e o discurso de reconstrução nacional ganha espaço entre os mais pobres. Ignorar essa maré seria suicídio político. Para vencer, Neto precisa se reinventar: falar com o coração, ir além do tecnocrata eficiente e se tornar o líder com empatia que os baianos, sobretudo do interior, esperam.

Outro desafio está no campo simbólico: como se apresentar como oposição sem ser automaticamente confundido com o bolsonarismo — rejeitado por amplas camadas da população baiana — e, ao mesmo tempo, sem perder apoio da direita? João Roma, o candidato do PL, aparece com números modestos, mas pode tirar preciosos pontos de Neto num cenário polarizado.

Por fim, há a questão interna de seu próprio partido, o União Brasil, que vive uma disputa por identidade no plano nacional e pode enfraquecer candidaturas que não estejam em plena sintonia com o grupo dirigente. A força de ACM Neto dentro da sigla é indiscutível na Bahia, mas isso não garante blindagem contra tensões federais.

Em resumo, ACM Neto tem nas mãos uma nova chance — talvez a última — de consolidar seu projeto político estadual. Os dados da pesquisa mostram uma vantagem clara. Mas a história recente recomenda cautela. Liderar é importante, mas convencer o povo — especialmente o povo esquecido — é o que decide eleições. Se quiser transformar números em votos, Neto terá que escutar mais, andar mais e, acima de tudo, falar a língua do povo da Bahia.

ARTIGO – ACM Neto e o Cenário Político na Bahia: Lições e Desafios para 2026

 

(Padre Carlos)

ACM Neto voltou ao topo das pesquisas eleitorais na Bahia. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 31 de julho de 2025, o ex-prefeito de Salvador lidera com ampla margem os cenários testados para a disputa ao governo do estado em 2026. No primeiro cenário, Neto aparece com 53,5% das intenções de voto, seguido por Jerônimo Rodrigues (PT) com 28,1%, João Roma (PL) com 6,1%, e Kléber Rosa (PSOL) com 1,3%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 6,4%, e indecisos representam 4,6%. Em outro cenário, substituindo Jerônimo por Rui Costa (PT), os números praticamente se repetem: Neto com 53,3%, Rui com 28%, Roma com 6,2% e Rosa com 1,4%.

Num eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, os números também favorecem o ex-prefeito: 59,4% contra 30,8% do atual governador. Tudo parece promissor. Mas a Bahia já assistiu a esse filme em 2022, quando Neto liderava as pesquisas até a reta final e foi surpreendido pela virada petista. Jerônimo Rodrigues venceu com 52,79% dos votos válidos, contra 47,21% de Neto. A diferença foi estreita, mas suficiente para expor um erro estratégico: confiar demais nas pesquisas e subestimar a força do “lulismo” no interior do estado.

A pergunta que paira no ar não é se ACM Neto pode vencer — as pesquisas já dizem que sim —, mas se ele aprendeu com a derrota passada. Há uma máxima na política baiana: quem não respeita o eleitor do interior, perde. Em 2022, Neto foi um candidato de marketing moderno, forte em Salvador, bem posicionado entre empresários e jovens urbanos. Mas falhou em estabelecer uma conexão emocional com os rincões do sertão baiano, onde o carisma de Lula é traduzido em voto direto, muitas vezes independente do candidato local.

Além disso, ACM Neto precisa lidar com um cenário nacional que continua favorável ao presidente Lula. A economia dá sinais de melhora, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome segundo a ONU, e o discurso de reconstrução nacional ganha espaço entre os mais pobres. Ignorar essa maré seria suicídio político. Para vencer, Neto precisa se reinventar: falar com o coração, ir além do tecnocrata eficiente e se tornar o líder com empatia que os baianos, sobretudo do interior, esperam.

Outro desafio está no campo simbólico: como se apresentar como oposição sem ser automaticamente confundido com o bolsonarismo — rejeitado por amplas camadas da população baiana — e, ao mesmo tempo, sem perder apoio da direita? João Roma, o candidato do PL, aparece com números modestos, mas pode tirar preciosos pontos de Neto num cenário polarizado.

Por fim, há a questão interna de seu próprio partido, o União Brasil, que vive uma disputa por identidade no plano nacional e pode enfraquecer candidaturas que não estejam em plena sintonia com o grupo dirigente. A força de ACM Neto dentro da sigla é indiscutível na Bahia, mas isso não garante blindagem contra tensões federais.

Em resumo, ACM Neto tem nas mãos uma nova chance — talvez a última — de consolidar seu projeto político estadual. Os dados da pesquisa mostram uma vantagem clara. Mas a história recente recomenda cautela. Liderar é importante, mas convencer o povo — especialmente o povo esquecido — é o que decide eleições. Se quiser transformar números em votos, Neto terá que escutar mais, andar mais e, acima de tudo, falar a língua do povo da Bahia.

O Tarifaço de Trump e o Ressurgimento Político de Lula

 

 

O tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, com uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025, gerou um impacto inesperado no cenário político nacional. Contrariando as expectativas iniciais de desgaste, a medida parece estar fortalecendo a popularidade do presidente Lula, segundo pesquisas recentes. Esse fenômeno, que analistas atribuem a um sentimento nacionalista despertado pela decisão americana, ocorre em um momento de conquistas históricas do governo, como a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU e a queda recorde do desemprego, conforme dados do IBGE. Mais do que isso, o tarifaço pode abrir espaço para a formação de uma frente ampla com setores da direita liberal, unindo forças em defesa da soberania econômica e dos interesses nacionais.

O Tarifaço e o Nacionalismo Brasileiro

Quando Trump anunciou o tarifaço, justificando-o com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à condução política do Brasil, o governo Lula optou por uma postura de firmeza, defendendo a soberania nacional. Essa resposta, que incluiu declarações de Lula e de aliados como o senador Humberto Costa (PT-PE), ressoou positivamente entre a população. Segundo a Quaest, 53% dos brasileiros aprovam a estratégia de reciprocidade de Lula, enquanto 57% rejeitam as críticas de Trump ao STF. A narrativa de que o tarifaço é uma pressão política para proteger aliados de Jair Bolsonaro, como apontado pelo ministro Paulo Teixeira, reforça a percepção de que o Brasil está sendo alvo de interesses externos. Esse discurso nacionalista elevou a popularidade de Lula, com pesquisas indicando recuperação de aprovação após a medida americana.

Saída do Mapa da Fome: Um Trunfo Social

A saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, anunciada em 28 de julho de 2025, é um marco que reforça a narrativa de sucesso do governo Lula. Em apenas dois anos, o Brasil reduziu a insegurança alimentar grave para menos de 2,5% da população, retirando cerca de 24 milhões de pessoas dessa condição. Essa conquista, alcançada pela segunda vez sob Lula (a primeira foi em 2014), reflete políticas públicas robustas, como o Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A saída do Mapa da Fome não apenas melhora a imagem do governo, mas também capitaliza apoio popular em um momento de tensão internacional, mostrando que o Brasil pode enfrentar desafios externos enquanto avança internamente.

Desemprego em Queda e Emprego com Carteira Assinada

Outro pilar que sustenta o fortalecimento político de Lula é a queda recorde do desemprego. Em 2024, a taxa de desemprego atingiu 6,6%, a menor desde 2012, segundo o IBGE. Além disso, das 1,7 milhão de vagas com emprego com carteira assinada criadas no mesmo ano, 98,8% foram ocupadas por pessoas do Cadastro Único, com 75,5% sendo beneficiários do Bolsa Família. Esses números demonstram que o governo tem priorizado a inclusão econômica dos mais pobres, com impacto direto na redução da pobreza extrema (4,4% em 2023, menor índice histórico) e na desigualdade (índice de Gini em 0,506, o menor da série). A queda do desemprego e o aumento do emprego com carteira assinada consolidam a imagem de um governo que entrega resultados concretos, fortalecendo Lula diante do tarifaço.

Frente Ampla com a Direita Liberal: Uma Possibilidade Estratégica

O tarifaço também abre uma janela para a construção de uma frente ampla com setores da direita liberal, que, apesar de divergências ideológicas, compartilham o interesse em proteger a economia brasileira. Empresários dos setores afetados, como os de suco de laranja, celulose e aviação (exceções à taxação), pressionam por negociações com os EUA, enquanto analistas sugerem que o Brasil explore instrumentos como a quebra de patentes ou sanções a produtos americanos. Essa convergência de interesses econômicos pode unir governistas e liberais em torno de uma agenda de soberania e competitividade. A direita liberal, historicamente crítica a Lula, pode encontrar no tarifaço um motivo para dialogar, especialmente diante da percepção de que a medida americana é mais política do que econômica, como apontado por aliados de Lula.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos ganhos políticos, o tarifaço representa um desafio econômico. A XP Investimentos avalia o impacto como “gerenciável”, mas uma retaliação mal calculada pode agravar os efeitos na economia. A estratégia de Lula, que combina diálogo nos bastidores (como as conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick) e uma postura pública de firmeza, busca equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a preservação de canais diplomáticos. A habilidade de Lula em transformar o tarifaço em uma oportunidade política dependerá de sua capacidade de manter a coesão interna e atrair setores da direita liberal para uma frente ampla em defesa do Brasil.

Conclusão

O tarifaço de Trump, inicialmente visto como uma ameaça, está se revelando um catalisador para o fortalecimento da popularidade de Lula. A saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, a queda do desemprego e o aumento do emprego com carteira assinada consolidam a imagem de um governo que entrega resultados sociais e econômicos. Ao mesmo tempo, o contexto abre espaço para uma frente ampla com a direita liberal, unindo forças em torno da soberania nacional. Se Lula souber navegar esse cenário com habilidade, o tarifaço pode marcar não apenas um momento de resistência, mas também de consolidação de sua liderança no Brasil.

Padre Carlos

O Tarifaço de Trump e o Ressurgimento Político de Lula

 

 

O tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, com uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025, gerou um impacto inesperado no cenário político nacional. Contrariando as expectativas iniciais de desgaste, a medida parece estar fortalecendo a popularidade do presidente Lula, segundo pesquisas recentes. Esse fenômeno, que analistas atribuem a um sentimento nacionalista despertado pela decisão americana, ocorre em um momento de conquistas históricas do governo, como a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU e a queda recorde do desemprego, conforme dados do IBGE. Mais do que isso, o tarifaço pode abrir espaço para a formação de uma frente ampla com setores da direita liberal, unindo forças em defesa da soberania econômica e dos interesses nacionais.

O Tarifaço e o Nacionalismo Brasileiro

Quando Trump anunciou o tarifaço, justificando-o com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à condução política do Brasil, o governo Lula optou por uma postura de firmeza, defendendo a soberania nacional. Essa resposta, que incluiu declarações de Lula e de aliados como o senador Humberto Costa (PT-PE), ressoou positivamente entre a população. Segundo a Quaest, 53% dos brasileiros aprovam a estratégia de reciprocidade de Lula, enquanto 57% rejeitam as críticas de Trump ao STF. A narrativa de que o tarifaço é uma pressão política para proteger aliados de Jair Bolsonaro, como apontado pelo ministro Paulo Teixeira, reforça a percepção de que o Brasil está sendo alvo de interesses externos. Esse discurso nacionalista elevou a popularidade de Lula, com pesquisas indicando recuperação de aprovação após a medida americana.

Saída do Mapa da Fome: Um Trunfo Social

A saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, anunciada em 28 de julho de 2025, é um marco que reforça a narrativa de sucesso do governo Lula. Em apenas dois anos, o Brasil reduziu a insegurança alimentar grave para menos de 2,5% da população, retirando cerca de 24 milhões de pessoas dessa condição. Essa conquista, alcançada pela segunda vez sob Lula (a primeira foi em 2014), reflete políticas públicas robustas, como o Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A saída do Mapa da Fome não apenas melhora a imagem do governo, mas também capitaliza apoio popular em um momento de tensão internacional, mostrando que o Brasil pode enfrentar desafios externos enquanto avança internamente.

Desemprego em Queda e Emprego com Carteira Assinada

Outro pilar que sustenta o fortalecimento político de Lula é a queda recorde do desemprego. Em 2024, a taxa de desemprego atingiu 6,6%, a menor desde 2012, segundo o IBGE. Além disso, das 1,7 milhão de vagas com emprego com carteira assinada criadas no mesmo ano, 98,8% foram ocupadas por pessoas do Cadastro Único, com 75,5% sendo beneficiários do Bolsa Família. Esses números demonstram que o governo tem priorizado a inclusão econômica dos mais pobres, com impacto direto na redução da pobreza extrema (4,4% em 2023, menor índice histórico) e na desigualdade (índice de Gini em 0,506, o menor da série). A queda do desemprego e o aumento do emprego com carteira assinada consolidam a imagem de um governo que entrega resultados concretos, fortalecendo Lula diante do tarifaço.

Frente Ampla com a Direita Liberal: Uma Possibilidade Estratégica

O tarifaço também abre uma janela para a construção de uma frente ampla com setores da direita liberal, que, apesar de divergências ideológicas, compartilham o interesse em proteger a economia brasileira. Empresários dos setores afetados, como os de suco de laranja, celulose e aviação (exceções à taxação), pressionam por negociações com os EUA, enquanto analistas sugerem que o Brasil explore instrumentos como a quebra de patentes ou sanções a produtos americanos. Essa convergência de interesses econômicos pode unir governistas e liberais em torno de uma agenda de soberania e competitividade. A direita liberal, historicamente crítica a Lula, pode encontrar no tarifaço um motivo para dialogar, especialmente diante da percepção de que a medida americana é mais política do que econômica, como apontado por aliados de Lula.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos ganhos políticos, o tarifaço representa um desafio econômico. A XP Investimentos avalia o impacto como “gerenciável”, mas uma retaliação mal calculada pode agravar os efeitos na economia. A estratégia de Lula, que combina diálogo nos bastidores (como as conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick) e uma postura pública de firmeza, busca equilibrar a defesa dos interesses nacionais com a preservação de canais diplomáticos. A habilidade de Lula em transformar o tarifaço em uma oportunidade política dependerá de sua capacidade de manter a coesão interna e atrair setores da direita liberal para uma frente ampla em defesa do Brasil.

Conclusão

O tarifaço de Trump, inicialmente visto como uma ameaça, está se revelando um catalisador para o fortalecimento da popularidade de Lula. A saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, a queda do desemprego e o aumento do emprego com carteira assinada consolidam a imagem de um governo que entrega resultados sociais e econômicos. Ao mesmo tempo, o contexto abre espaço para uma frente ampla com a direita liberal, unindo forças em torno da soberania nacional. Se Lula souber navegar esse cenário com habilidade, o tarifaço pode marcar não apenas um momento de resistência, mas também de consolidação de sua liderança no Brasil.

Padre Carlos

Ventos de Mudança: A Nova Era da Câmara Municipal de Vitória da Conquista

 

 

O retorno dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta sexta-feira marca um momento singular na história política local. Não se trata apenas da retomada das atividades parlamentares após o recesso, mas sim do início de uma nova fase, simbolizada pela chegada da vereadora Gabriela Garrido e consolidada pelas transformações promovidas pelo presidente Ivan Cordeiro.

A Chegada de Gabriela: Mais que uma Simples Posse

A posse da vereadora Gabriela Garrido representa muito mais que o preenchimento de uma vaga. Sua chegada simboliza a renovação dos quadros políticos e, principalmente, o fortalecimento da representatividade feminina em um ambiente historicamente dominado por homens. Em tempos onde a participação das mulheres na política ainda encontra resistências e desafios, a presença de Gabriela na Casa Legislativa conquistense é um avanço democrático significativo.

A nova parlamentar assume o mandato em um momento crucial, quando questões fundamentais para o desenvolvimento municipal estão em pauta. Sua experiência e perspectiva certamente contribuirão para enriquecer os debates e ampliar os horizontes das discussões legislativas.

A Revolução Silenciosa de Ivan Cordeiro

Impossível falar da nova fase da Câmara sem destacar o papel transformador do presidente Ivan Cordeiro. O que presenciamos não é apenas uma gestão diferente, mas uma verdadeira revolução nos métodos e práticas da Casa Legislativa. Cordeiro conseguiu algo que parecia impossível: modernizar uma instituição centenária sem perder sua essência democrática.

As inovações implementadas durante sua presidência vão desde a adoção de tecnologias que aproximam o cidadão do parlamento até a criação de mecanismos mais transparentes de participação popular. O voto eletrônico, a biometria para controle de presença e o sistema de ponto eletrônico são exemplos concretos de como a modernização pode servir à transparência.

Transparência como Pilar da Nova Gestão

Um dos aspectos mais notáveis da gestão Cordeiro é o compromisso inabalável com a transparência. A implementação de sistemas que permitem acompanhamento em tempo real das atividades parlamentares representa uma mudança paradigmática na relação entre representantes e representados.

O cidadão conquistense agora pode acompanhar não apenas o que acontece no plenário, mas também ter acesso a informações detalhadas sobre a presença e participação de cada vereador. Essa transparência ativa, que vai além das obrigações legais, estabelece um novo padrão de prestação de contas com a sociedade.

Desafios e Perspectivas

A reforma da Lei Orgânica do Município, mencionada como prioridade da atual gestão, representa um dos maiores desafios à frente. Trata-se de modernizar a “constituição municipal”, adequando-a às necessidades contemporâneas e às demandas de uma sociedade em constante transformação.

A proposta de permitir a reeleição para a presidência da Câmara, merece análise cuidadosa. Ela pode garantir continuidade a projetos bem-sucedidos.

Um Segundo Semestre Promissor

As perspectivas para o segundo semestre de 2025 são animadoras. Com a experiência acumulada no primeiro semestre, a chegada de Gabriela Garrido e a consolidação das reformas modernizadoras, a Câmara Municipal está posicionada para enfrentar os desafios que se apresentam.

A discussão sobre financiamento da Casa da Cultura e outros projetos culturais, a análise de questões orçamentárias e o debate sobre políticas públicas municipais ganham novo fôlego com essa renovação dos quadros e métodos.

Conclusão: O Futuro Já Começou

O retorno dos trabalhos legislativos nesta sexta-feira não marca apenas o fim de um recesso parlamentar, mas o início de uma nova era para a política conquistense. A combinação entre renovação de quadros, representada por Gabriela Garrido, e inovação institucional, liderada por Ivan Cordeiro, cria um ambiente propício para avanços significativos.

A população de Vitória da Conquista tem o direito de esperar muito desta nova configuração. Afinal, quando a política se moderniza sem perder sua essência democrática, quando a transparência deixa de ser discurso para se tornar prática cotidiana, e quando novos atores entram em cena trazendo perspectivas renovadas, o resultado costuma ser transformador.

O desafio agora é manter esse ritmo de inovação e fazer com que as mudanças se reflitam em benefícios concretos para a população. Se os primeiros sinais são indicativos, Vitória da Conquista pode estar vivenciando o início de uma das gestões legislativas mais produtivas e transparentes de sua história.

Ventos de Mudança: A Nova Era da Câmara Municipal de Vitória da Conquista

 

 

O retorno dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta sexta-feira marca um momento singular na história política local. Não se trata apenas da retomada das atividades parlamentares após o recesso, mas sim do início de uma nova fase, simbolizada pela chegada da vereadora Gabriela Garrido e consolidada pelas transformações promovidas pelo presidente Ivan Cordeiro.

A Chegada de Gabriela: Mais que uma Simples Posse

A posse da vereadora Gabriela Garrido representa muito mais que o preenchimento de uma vaga. Sua chegada simboliza a renovação dos quadros políticos e, principalmente, o fortalecimento da representatividade feminina em um ambiente historicamente dominado por homens. Em tempos onde a participação das mulheres na política ainda encontra resistências e desafios, a presença de Gabriela na Casa Legislativa conquistense é um avanço democrático significativo.

A nova parlamentar assume o mandato em um momento crucial, quando questões fundamentais para o desenvolvimento municipal estão em pauta. Sua experiência e perspectiva certamente contribuirão para enriquecer os debates e ampliar os horizontes das discussões legislativas.

A Revolução Silenciosa de Ivan Cordeiro

Impossível falar da nova fase da Câmara sem destacar o papel transformador do presidente Ivan Cordeiro. O que presenciamos não é apenas uma gestão diferente, mas uma verdadeira revolução nos métodos e práticas da Casa Legislativa. Cordeiro conseguiu algo que parecia impossível: modernizar uma instituição centenária sem perder sua essência democrática.

As inovações implementadas durante sua presidência vão desde a adoção de tecnologias que aproximam o cidadão do parlamento até a criação de mecanismos mais transparentes de participação popular. O voto eletrônico, a biometria para controle de presença e o sistema de ponto eletrônico são exemplos concretos de como a modernização pode servir à transparência.

Transparência como Pilar da Nova Gestão

Um dos aspectos mais notáveis da gestão Cordeiro é o compromisso inabalável com a transparência. A implementação de sistemas que permitem acompanhamento em tempo real das atividades parlamentares representa uma mudança paradigmática na relação entre representantes e representados.

O cidadão conquistense agora pode acompanhar não apenas o que acontece no plenário, mas também ter acesso a informações detalhadas sobre a presença e participação de cada vereador. Essa transparência ativa, que vai além das obrigações legais, estabelece um novo padrão de prestação de contas com a sociedade.

Desafios e Perspectivas

A reforma da Lei Orgânica do Município, mencionada como prioridade da atual gestão, representa um dos maiores desafios à frente. Trata-se de modernizar a “constituição municipal”, adequando-a às necessidades contemporâneas e às demandas de uma sociedade em constante transformação.

A proposta de permitir a reeleição para a presidência da Câmara, merece análise cuidadosa. Ela pode garantir continuidade a projetos bem-sucedidos.

Um Segundo Semestre Promissor

As perspectivas para o segundo semestre de 2025 são animadoras. Com a experiência acumulada no primeiro semestre, a chegada de Gabriela Garrido e a consolidação das reformas modernizadoras, a Câmara Municipal está posicionada para enfrentar os desafios que se apresentam.

A discussão sobre financiamento da Casa da Cultura e outros projetos culturais, a análise de questões orçamentárias e o debate sobre políticas públicas municipais ganham novo fôlego com essa renovação dos quadros e métodos.

Conclusão: O Futuro Já Começou

O retorno dos trabalhos legislativos nesta sexta-feira não marca apenas o fim de um recesso parlamentar, mas o início de uma nova era para a política conquistense. A combinação entre renovação de quadros, representada por Gabriela Garrido, e inovação institucional, liderada por Ivan Cordeiro, cria um ambiente propício para avanços significativos.

A população de Vitória da Conquista tem o direito de esperar muito desta nova configuração. Afinal, quando a política se moderniza sem perder sua essência democrática, quando a transparência deixa de ser discurso para se tornar prática cotidiana, e quando novos atores entram em cena trazendo perspectivas renovadas, o resultado costuma ser transformador.

O desafio agora é manter esse ritmo de inovação e fazer com que as mudanças se reflitam em benefícios concretos para a população. Se os primeiros sinais são indicativos, Vitória da Conquista pode estar vivenciando o início de uma das gestões legislativas mais produtivas e transparentes de sua história.

ARTIGO – A cova de Manresa em mim: meu caminho inaciano de discernimento

 

(Padre Carlos)

A história de Santo Inácio de Loyola sempre me pareceu mais do que uma biografia de um santo fundador — é, para mim, um espelho. Assim como ele, ferido nas guerras da vaidade, descobriu na convalescença os primeiros sinais de um chamado mais profundo, também eu, entre batalhas internas e buscas de sentido, encontrei nos Exercícios Espirituais Inacianos uma cova de Manresa particular, silenciosa e fecunda, onde fui sendo moldado pelo Espírito.

Minha entrada na CVX – Comunidade de Vida Cristã, foi o ponto de virada. Ali, guiado pelos Exercícios, experimentei o que Inácio chamou de “consolação sem causa precedente” — aquela paz profunda que não se explica, apenas se reconhece como vinda de Deus. Essa espiritualidade inaciana, exigente e transformadora, ensina a escutar Deus nas moções mais sutis, nos movimentos da alma, no discernimento que não busca apenas o que é bom, mas o que é o melhor — o magis, como dizia Inácio.

Foi na Paróquia Santo André, no Nordeste de Amaralina, em Salvador, que essa espiritualidade se encarnou para mim. O contato com os padres jesuítas, seus modos sóbrios, seu amor exigente pela liberdade, sua paciência com o processo, foi decisivo. Aquela paróquia pulsava vida inaciana. Havia ali um ardor quieto, uma chama sem alarde, que era ao mesmo tempo contemplativa e comprometida com os pobres, os jovens, os esquecidos.

Lembro com reverência das vezes em que visitei o noviciado dos Jesuítas no Rio Vermelho. Cada conversa com os noviços, cada missa celebrada ou vivida ali, ampliava em mim o horizonte vocacional. Aquela casa não era apenas um espaço de formação: era um laboratório de discernimento, onde se aprendia a amar e servir com liberdade interior, despojamento e inteligência espiritual.

Não posso esquecer de irmã Rafaela, minha orientadora espiritual. Foi ela quem, com ternura e firmeza, me ajudou a perceber os sinais da vocação que me conduziria à Arquidiocese de Vitória da Conquista. Sua escuta atenta, seus silêncios oportunos, suas perguntas afiadas como espada espiritual, foram uma extensão dos próprios Exercícios de Inácio. Com ela, aprendi que a vocação é menos um lugar para chegar e mais um modo de caminhar, com os olhos fixos em Jesus e os pés sujos da estrada.

Santo Inácio dizia que “não o muito saber sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas”. Foi exatamente isso que experimentei: um saber que brota da oração, do silêncio, da escuta e da entrega. Um saber que não quer ter razão, mas estar em comunhão com o Deus que chama, move e envia.

Hoje, olhando para minha trajetória, vejo que os Exercícios Inacianos não foram apenas uma etapa — foram e são um modo de ser. Um modo de escolher, de rezar, de servir, de me relacionar. É essa espiritualidade que me sustenta em toda a minha vida, que me livra do ativismo vazio, que me devolve ao essencial sempre que o ruído do mundo tenta dominar meu coração.

Como Inácio na cova de Manresa, eu também escrevo — não com tinta e papel apenas, mas com a vida. E continuo, dia após dia, pedindo a graça do discernimento. Porque ser padre, mesmo não estando exercendo os ministérios, ser cristão, ser servo, é sempre recomeçar: “Em tudo, amar e servir”.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós.

 

ARTIGO – A cova de Manresa em mim: meu caminho inaciano de discernimento

 

(Padre Carlos)

A história de Santo Inácio de Loyola sempre me pareceu mais do que uma biografia de um santo fundador — é, para mim, um espelho. Assim como ele, ferido nas guerras da vaidade, descobriu na convalescença os primeiros sinais de um chamado mais profundo, também eu, entre batalhas internas e buscas de sentido, encontrei nos Exercícios Espirituais Inacianos uma cova de Manresa particular, silenciosa e fecunda, onde fui sendo moldado pelo Espírito.

Minha entrada na CVX – Comunidade de Vida Cristã, foi o ponto de virada. Ali, guiado pelos Exercícios, experimentei o que Inácio chamou de “consolação sem causa precedente” — aquela paz profunda que não se explica, apenas se reconhece como vinda de Deus. Essa espiritualidade inaciana, exigente e transformadora, ensina a escutar Deus nas moções mais sutis, nos movimentos da alma, no discernimento que não busca apenas o que é bom, mas o que é o melhor — o magis, como dizia Inácio.

Foi na Paróquia Santo André, no Nordeste de Amaralina, em Salvador, que essa espiritualidade se encarnou para mim. O contato com os padres jesuítas, seus modos sóbrios, seu amor exigente pela liberdade, sua paciência com o processo, foi decisivo. Aquela paróquia pulsava vida inaciana. Havia ali um ardor quieto, uma chama sem alarde, que era ao mesmo tempo contemplativa e comprometida com os pobres, os jovens, os esquecidos.

Lembro com reverência das vezes em que visitei o noviciado dos Jesuítas no Rio Vermelho. Cada conversa com os noviços, cada missa celebrada ou vivida ali, ampliava em mim o horizonte vocacional. Aquela casa não era apenas um espaço de formação: era um laboratório de discernimento, onde se aprendia a amar e servir com liberdade interior, despojamento e inteligência espiritual.

Não posso esquecer de irmã Rafaela, minha orientadora espiritual. Foi ela quem, com ternura e firmeza, me ajudou a perceber os sinais da vocação que me conduziria à Arquidiocese de Vitória da Conquista. Sua escuta atenta, seus silêncios oportunos, suas perguntas afiadas como espada espiritual, foram uma extensão dos próprios Exercícios de Inácio. Com ela, aprendi que a vocação é menos um lugar para chegar e mais um modo de caminhar, com os olhos fixos em Jesus e os pés sujos da estrada.

Santo Inácio dizia que “não o muito saber sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas”. Foi exatamente isso que experimentei: um saber que brota da oração, do silêncio, da escuta e da entrega. Um saber que não quer ter razão, mas estar em comunhão com o Deus que chama, move e envia.

Hoje, olhando para minha trajetória, vejo que os Exercícios Inacianos não foram apenas uma etapa — foram e são um modo de ser. Um modo de escolher, de rezar, de servir, de me relacionar. É essa espiritualidade que me sustenta em toda a minha vida, que me livra do ativismo vazio, que me devolve ao essencial sempre que o ruído do mundo tenta dominar meu coração.

Como Inácio na cova de Manresa, eu também escrevo — não com tinta e papel apenas, mas com a vida. E continuo, dia após dia, pedindo a graça do discernimento. Porque ser padre, mesmo não estando exercendo os ministérios, ser cristão, ser servo, é sempre recomeçar: “Em tudo, amar e servir”.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós.

 

Amizade: O Amor que se Escolhe Todos os Dias

 

 

 

 

Há sentimentos que, diferentemente das paixões arrebatadoras e efêmeras, se consolidam na serenidade dos gestos e na constância das presenças. A amizade é um deles. Não nasce de contratos, conveniências ou obrigações. Ela floresce, silenciosamente, na disponibilidade sincera, na escuta atenta, na empatia que não exige nada em troca. É o amor que se escolhe — livre, leve e, ainda assim, profundamente enraizado no coração humano.

A verdadeira amizade não pede, oferece. Não mede, acolhe. Não cobra, compreende. É a presença silenciosa que conforta no luto, a gargalhada espontânea que celebra a alegria, o olhar cúmplice que atravessa a multidão e entende sem palavras. É a mão estendida quando tudo desaba e o silêncio respeitoso quando não há o que dizer. Em tempos líquidos e relações descartáveis, cultivar uma amizade é um ato quase revolucionário.

Shakespeare, com a fineza de sua sensibilidade atemporal, disse que os amigos são “um tesouro que não pode ser comprado”. E há, de fato, algo sagrado na amizade verdadeira. Ela não está à venda, não se força, não se acelera. Ela é construída com tempo, confiança e reciprocidade. Cada amigo de verdade que permanece ao nosso lado é um presente raro — não por acaso, muitos deles são a família que o coração escolheu.

No entanto, assim como uma planta que precisa de cuidados para florescer, a amizade precisa ser cultivada. Exige presença, mesmo que à distância. Requer escuta, mesmo nos dias de silêncio. Precisa de gratidão expressa, de gestos espontâneos, de memórias partilhadas. Amigo que é amigo, mesmo na ausência física, permanece presente nos significados.

Vivemos tempos de pressa e distração, onde as notificações roubam a atenção e as relações se perdem em conversas rasas. Por isso, mais do que nunca, é urgente resgatar a profundidade das amizades. Parar por um instante, escrever uma mensagem com afeto, ligar para saber como o outro está, lembrar-se de um gesto antigo com carinho. Pequenos atos, grandes vínculos.

A amizade é, no fim, uma das formas mais puras e duradouras de amor. E como todo amor verdadeiro, ela não aprisiona — liberta. Não condiciona — aceita. E não exige perfeição — apenas verdade. Que possamos, então, amar melhor nossos amigos. Agradecer sua existência. E, sobretudo, sermos também esse amigo disponível, atento e fiel. Porque o mundo pode até girar rápido demais, mas um bom amigo é aquele porto seguro onde o tempo descansa.

Padre Carlos

Amizade: O Amor que se Escolhe Todos os Dias

 

 

 

 

Há sentimentos que, diferentemente das paixões arrebatadoras e efêmeras, se consolidam na serenidade dos gestos e na constância das presenças. A amizade é um deles. Não nasce de contratos, conveniências ou obrigações. Ela floresce, silenciosamente, na disponibilidade sincera, na escuta atenta, na empatia que não exige nada em troca. É o amor que se escolhe — livre, leve e, ainda assim, profundamente enraizado no coração humano.

A verdadeira amizade não pede, oferece. Não mede, acolhe. Não cobra, compreende. É a presença silenciosa que conforta no luto, a gargalhada espontânea que celebra a alegria, o olhar cúmplice que atravessa a multidão e entende sem palavras. É a mão estendida quando tudo desaba e o silêncio respeitoso quando não há o que dizer. Em tempos líquidos e relações descartáveis, cultivar uma amizade é um ato quase revolucionário.

Shakespeare, com a fineza de sua sensibilidade atemporal, disse que os amigos são “um tesouro que não pode ser comprado”. E há, de fato, algo sagrado na amizade verdadeira. Ela não está à venda, não se força, não se acelera. Ela é construída com tempo, confiança e reciprocidade. Cada amigo de verdade que permanece ao nosso lado é um presente raro — não por acaso, muitos deles são a família que o coração escolheu.

No entanto, assim como uma planta que precisa de cuidados para florescer, a amizade precisa ser cultivada. Exige presença, mesmo que à distância. Requer escuta, mesmo nos dias de silêncio. Precisa de gratidão expressa, de gestos espontâneos, de memórias partilhadas. Amigo que é amigo, mesmo na ausência física, permanece presente nos significados.

Vivemos tempos de pressa e distração, onde as notificações roubam a atenção e as relações se perdem em conversas rasas. Por isso, mais do que nunca, é urgente resgatar a profundidade das amizades. Parar por um instante, escrever uma mensagem com afeto, ligar para saber como o outro está, lembrar-se de um gesto antigo com carinho. Pequenos atos, grandes vínculos.

A amizade é, no fim, uma das formas mais puras e duradouras de amor. E como todo amor verdadeiro, ela não aprisiona — liberta. Não condiciona — aceita. E não exige perfeição — apenas verdade. Que possamos, então, amar melhor nossos amigos. Agradecer sua existência. E, sobretudo, sermos também esse amigo disponível, atento e fiel. Porque o mundo pode até girar rápido demais, mas um bom amigo é aquele porto seguro onde o tempo descansa.

Padre Carlos

*Jerônimo Rodrigues analisa junto à FIEB decreto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e anuncia reuniões em Brasília*

O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta quarta-feira (30) a realização de novas reuniões com o setor empresarial e representes de outros estados e do Governo Federal para avaliar os impactos e quais medidas adotar diante do decreto que oficializa as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Na próxima segunda-feira (4), o chefe do Executivo baiano se reúne novamente com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), com a qual já havia criado um grupo de trabalho este mês. Na terça (5) e na quarta-feira (6), em Brasília, o governador participa de encontros do Consórcio Nordeste e com o Governo Federal. O objetivo é adotar medidas em conjunto para minimizar os impactos das tarifas e garantir proteção à empresas e trabalhadores dos setores envolvidos.

“Os governadores do Nordeste irão discutir numa assembleia para levar até o presidente Lula o nosso olhar e as nossas decisões. Nosso desejo é que a gente consiga chegar em um status onde o diálogo diplomático possa acontecer”, explicou o governador.

*Jerônimo Rodrigues analisa junto à FIEB decreto das tarifas impostas pelos Estados Unidos e anuncia reuniões em Brasília*

O governador Jerônimo Rodrigues anunciou nesta quarta-feira (30) a realização de novas reuniões com o setor empresarial e representes de outros estados e do Governo Federal para avaliar os impactos e quais medidas adotar diante do decreto que oficializa as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Na próxima segunda-feira (4), o chefe do Executivo baiano se reúne novamente com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), com a qual já havia criado um grupo de trabalho este mês. Na terça (5) e na quarta-feira (6), em Brasília, o governador participa de encontros do Consórcio Nordeste e com o Governo Federal. O objetivo é adotar medidas em conjunto para minimizar os impactos das tarifas e garantir proteção à empresas e trabalhadores dos setores envolvidos.

“Os governadores do Nordeste irão discutir numa assembleia para levar até o presidente Lula o nosso olhar e as nossas decisões. Nosso desejo é que a gente consiga chegar em um status onde o diálogo diplomático possa acontecer”, explicou o governador.