Política e Resenha

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta segunda-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 9 de junho de 2025

 

Folha de S.Paulo
Superinquéritos no STF se espalham e concentram poder na mão de ministros

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/superinvestigacoes-se-espalham-no-stf-e-concentram-poder-em-ministros.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Em 15 anos, conta de energia acumula alta de 45% acima da inflação

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-em-15-anos-conta-de-energia-acumula-alta-de-45-acima-da-inflacao/#:~:text=A%20conta%20de%20energia%20el%C3%A9trica,a%20alta%20chega%20a%2045%25.

 

Valor Econômico (SP)
Acordo do IOF prevê taxar mais as bets, fim de isenção para LCI e LCA e corte de incentivos

https://valor.globo.com/impresso/20250609/

 

O Globo (RJ)
Governo vai rever mudança no IOF e editar MP para aumentar receita

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/06/08/haddad-reuniao-camara-iof.ghtml

 

O Dia (RJ)
DOMÉSTICAS
Jornadas exaustivas, negação de garantias e vínculo informal

https://odia.ig.com.br/economia/2025/06/7068369-lei-das-domesticas-completa-10-anos-mas-categoria-ainda-luta-para-ter-direitos-garantidos.html

 

Correio Braziliense
Réus no STF, Bolsonaro e mais 7 falam hoje a Moraes

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/06/7168193-em-interrogatorio-no-stf-bolsonaro-frente-a-frente-com-moraes.html

 

Estado de Minas
Invasão de javaporcos põe Serra do Cipó em alerta

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7168220-invasao-ameacadora.html

 

Zero Hora (RS)
Crise na saúde reflete baixa vacinação e escassez de leitos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2025/06/pouca-gente-se-vacinando-liberacao-de-leitos-demorada-e-dificuldades-de-atendimento-em-postos-o-que-explica-a-crise-na-saude-cmbjjjiar00r0014f9n90dyvp.html

 

Diário de Pernambuco
Após reunião, decreto do IOF será inteiramente revisto

https://www.diariodepernambuco.com.br/politica/2025/06/3895153-haddad-governo-editara-mp-para-recalibrar-e-reduzir-aliquota-do-iof.html

 

A Tarde (BA)
Viagem no São João exige atenção redobrada

https://atarde.com.br/sao-joao/vai-viajar-3-dicas-importantes-para-curtir-o-sao-joao-sem-pesar-tanto-no-bolso-1330134

 

Diário do Nordeste (CE)
Avança data center de R$ 50 bi no Ceará

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/victor-ximenes/o-que-se-sabe-sobre-o-mega-data-center-de-r-50-bilhoes-no-ceara-1.3656962

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta segunda-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 9 de junho de 2025

 

Folha de S.Paulo
Superinquéritos no STF se espalham e concentram poder na mão de ministros

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2025/06/superinvestigacoes-se-espalham-no-stf-e-concentram-poder-em-ministros.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Em 15 anos, conta de energia acumula alta de 45% acima da inflação

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-em-15-anos-conta-de-energia-acumula-alta-de-45-acima-da-inflacao/#:~:text=A%20conta%20de%20energia%20el%C3%A9trica,a%20alta%20chega%20a%2045%25.

 

Valor Econômico (SP)
Acordo do IOF prevê taxar mais as bets, fim de isenção para LCI e LCA e corte de incentivos

https://valor.globo.com/impresso/20250609/

 

O Globo (RJ)
Governo vai rever mudança no IOF e editar MP para aumentar receita

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/06/08/haddad-reuniao-camara-iof.ghtml

 

O Dia (RJ)
DOMÉSTICAS
Jornadas exaustivas, negação de garantias e vínculo informal

https://odia.ig.com.br/economia/2025/06/7068369-lei-das-domesticas-completa-10-anos-mas-categoria-ainda-luta-para-ter-direitos-garantidos.html

 

Correio Braziliense
Réus no STF, Bolsonaro e mais 7 falam hoje a Moraes

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/06/7168193-em-interrogatorio-no-stf-bolsonaro-frente-a-frente-com-moraes.html

 

Estado de Minas
Invasão de javaporcos põe Serra do Cipó em alerta

https://www.em.com.br/gerais/2025/06/7168220-invasao-ameacadora.html

 

Zero Hora (RS)
Crise na saúde reflete baixa vacinação e escassez de leitos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2025/06/pouca-gente-se-vacinando-liberacao-de-leitos-demorada-e-dificuldades-de-atendimento-em-postos-o-que-explica-a-crise-na-saude-cmbjjjiar00r0014f9n90dyvp.html

 

Diário de Pernambuco
Após reunião, decreto do IOF será inteiramente revisto

https://www.diariodepernambuco.com.br/politica/2025/06/3895153-haddad-governo-editara-mp-para-recalibrar-e-reduzir-aliquota-do-iof.html

 

A Tarde (BA)
Viagem no São João exige atenção redobrada

https://atarde.com.br/sao-joao/vai-viajar-3-dicas-importantes-para-curtir-o-sao-joao-sem-pesar-tanto-no-bolso-1330134

 

Diário do Nordeste (CE)
Avança data center de R$ 50 bi no Ceará

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/victor-ximenes/o-que-se-sabe-sobre-o-mega-data-center-de-r-50-bilhoes-no-ceara-1.3656962

 

 

VCA amplia presença no mercado com campanha voltada para perfis variados de compradores

A nova campanha da VCA Construtora chega ao mercado imobiliário destacando uma premissa cada vez mais presente nas discussões sobre moradia: não existe um único padrão de lar. Com o mote “Mil jeitos de morar. Um só nome pra realizar: VCA”, a iniciativa coloca em evidência a necessidade de soluções que conversem com diferentes realidades.

O portfólio da empresa hoje contempla uma ampla variedade de opções, que vão desde condomínios de alto padrão até loteamentos com entrada facilitada. Também fazem parte do escopo bairros planejados, projetos voltados para quem busca morar perto da natureza, estruturas urbanas conectadas como smart cities e até empreendimentos voltados para a vida à beira-mar.

Essa diversidade é acompanhada por condições de compra variadas e por empreendimentos distribuídos em diferentes localizações, dentro dos centros urbanos e em regiões com perfil de expansão. A campanha aparece como um marco dessa fase, que combina a amplitude de oferta à escuta das demandas de públicos com perfis distintos.

 

VCA amplia presença no mercado com campanha voltada para perfis variados de compradores

A nova campanha da VCA Construtora chega ao mercado imobiliário destacando uma premissa cada vez mais presente nas discussões sobre moradia: não existe um único padrão de lar. Com o mote “Mil jeitos de morar. Um só nome pra realizar: VCA”, a iniciativa coloca em evidência a necessidade de soluções que conversem com diferentes realidades.

O portfólio da empresa hoje contempla uma ampla variedade de opções, que vão desde condomínios de alto padrão até loteamentos com entrada facilitada. Também fazem parte do escopo bairros planejados, projetos voltados para quem busca morar perto da natureza, estruturas urbanas conectadas como smart cities e até empreendimentos voltados para a vida à beira-mar.

Essa diversidade é acompanhada por condições de compra variadas e por empreendimentos distribuídos em diferentes localizações, dentro dos centros urbanos e em regiões com perfil de expansão. A campanha aparece como um marco dessa fase, que combina a amplitude de oferta à escuta das demandas de públicos com perfis distintos.

 

Luto: Faleceu Hoje Lucas de Jesus Almeida

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Lucas de Jesus Almeida, morador do povoado do Periquito, na região do Capinal.

Lucas partiu na data de hoje, deixando familiares, amigos e toda a comunidade consternados com sua partida repentina. Pessoa querida por todos, ele será lembrado por sua humildade, alegria e pelo carinho com que tratava todos ao seu redor.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares e amigos, desejando força e consolo para enfrentar essa perda irreparável.

Descanse em paz, Lucas. Sua memória viverá entre nós.

Luto: Faleceu Hoje Lucas de Jesus Almeida

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Lucas de Jesus Almeida, morador do povoado do Periquito, na região do Capinal.

Lucas partiu na data de hoje, deixando familiares, amigos e toda a comunidade consternados com sua partida repentina. Pessoa querida por todos, ele será lembrado por sua humildade, alegria e pelo carinho com que tratava todos ao seu redor.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares e amigos, desejando força e consolo para enfrentar essa perda irreparável.

Descanse em paz, Lucas. Sua memória viverá entre nós.

ARTIGO – Quando a arte encontra suas raízes: o sertão em cor e poesia (Ivan Cordeiro)

 

 

 

 

 

Ontem vivi um daqueles momentos que renovam a fé no poder transformador da cultura: um encontro inesquecível com duas das figuras mais simbólicas de Vitória da Conquista — o poeta e declamador Edgard Larry, que também desempenha com maestria sua função como Secretário de Educação, e o artista plástico Sílvio Jessé, cuja obra é um tributo vivo ao sertão.

A arte de Sílvio Jessé transcende o quadro. Suas pinceladas são como versos visuais que resgatam memórias e identidades esquecidas. Ao pintar o sertão — de Bate-pé a Canudos, de Catingal à Serra do Periperi — ele não apenas retrata paisagens, mas desperta consciências. É uma arte que pulsa com a alma da terra, que canta os saberes populares, a religiosidade, a resistência e a beleza oculta do nosso povo.

E é com imenso orgulho que anunciamos: estamos organizando uma grande exposição de Sílvio Jessé para novembro, em celebração ao aniversário de Vitória da Conquista. A mostra acontecerá no Memorial Câmara e será mais do que uma exposição — será um verdadeiro encontro entre o povo e sua história, uma ode ao sertão conquistense em forma de cor, forma e sentimento.

A arte tem o poder de restaurar vínculos. De curar o invisível. De fazer do ordinário o extraordinário. Saí desse encontro com a certeza de que essa exposição será uma semente poderosa: de memória, de orgulho, de transformação.

Como canta o poema “Auto da Gamela”, de Carlos Jeohvah e Esechias Araújo Lima:

“É por isso que eu louvo a gamela

que esteve comigo todos os dias da vida;

que não viu meu descanso, mas que viu minha lida,

no fogão, na casa e na fonte que eu tive com ela:”

Que essa exposição seja essa gamela — nutritiva, generosa, cotidiana — alimentando a alma de Conquista com arte, história e pertencimento. Que ela convoque o povo a se reconhecer nas telas, como quem se olha no espelho e, enfim, se encontra.

ARTIGO – Quando a arte encontra suas raízes: o sertão em cor e poesia (Ivan Cordeiro)

 

 

 

 

 

Ontem vivi um daqueles momentos que renovam a fé no poder transformador da cultura: um encontro inesquecível com duas das figuras mais simbólicas de Vitória da Conquista — o poeta e declamador Edgard Larry, que também desempenha com maestria sua função como Secretário de Educação, e o artista plástico Sílvio Jessé, cuja obra é um tributo vivo ao sertão.

A arte de Sílvio Jessé transcende o quadro. Suas pinceladas são como versos visuais que resgatam memórias e identidades esquecidas. Ao pintar o sertão — de Bate-pé a Canudos, de Catingal à Serra do Periperi — ele não apenas retrata paisagens, mas desperta consciências. É uma arte que pulsa com a alma da terra, que canta os saberes populares, a religiosidade, a resistência e a beleza oculta do nosso povo.

E é com imenso orgulho que anunciamos: estamos organizando uma grande exposição de Sílvio Jessé para novembro, em celebração ao aniversário de Vitória da Conquista. A mostra acontecerá no Memorial Câmara e será mais do que uma exposição — será um verdadeiro encontro entre o povo e sua história, uma ode ao sertão conquistense em forma de cor, forma e sentimento.

A arte tem o poder de restaurar vínculos. De curar o invisível. De fazer do ordinário o extraordinário. Saí desse encontro com a certeza de que essa exposição será uma semente poderosa: de memória, de orgulho, de transformação.

Como canta o poema “Auto da Gamela”, de Carlos Jeohvah e Esechias Araújo Lima:

“É por isso que eu louvo a gamela

que esteve comigo todos os dias da vida;

que não viu meu descanso, mas que viu minha lida,

no fogão, na casa e na fonte que eu tive com ela:”

Que essa exposição seja essa gamela — nutritiva, generosa, cotidiana — alimentando a alma de Conquista com arte, história e pertencimento. Que ela convoque o povo a se reconhecer nas telas, como quem se olha no espelho e, enfim, se encontra.

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

Da Redação
Publicado em 8 de junho de 2025

 

O Estado de São Paulo
IA já muda o cotidiano e traz ao Brasil oportunidades e desafios

https://www.estadao.com.br/150-anos/tecnologia-em-transformacao/o-brasil-tem-tudo-para-surfar-na-onda-da-ia-mas-vai-aproveitar-as-oportunidades/

 

O Globo
No trabalho, pós-graduação é o novo motor de salários mais altos

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/06/08/salario-de-quem-tem-pos-e-quase-o-dobro-do-ganho-de-quem-so-tem-graduacao-mostra-pesquisa.ghtml

 

Estado de Minas
Simões: “Por que Lula está tomando as coisas de Minas?”

https://www.em.com.br/

 

Folha de S. Paulo
Torcedor tem mais chances de ver bets do que a bola no Brasileiro

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/06/torcedor-tem-mais-chance-de-ver-bets-do-que-a-bola-rolando-no-campeonato-brasileiro.shtml

 

Meia Hora (RJ)
Tiroteio e morte em festa junina

https://www.meiahora.com.br/geral/2025/06/7070956-operacao-policial-em-comunidade-do-rio-deixa-um-morto-e-5-feridos.html

 

Correio Braziliense
Empreendedor para inovar, acolher e mudar vidas

https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2025/06/7165170-empreendedoras-relatam-o-caminho-dos-desafios-ao-sucesso-da-dor-a-potencia.html

 

A Tarde (BA)
Clima junino anima Salvador

https://atarde.com.br/bahia/bahiasalvador/festa-de-sao-joao-anima-os-idosos-do-abrigo-d-pedro-ii-523572

 

Jornal do Commercio (PE)
Frota de ônibus nunca foi tão velha na Região Metropolitana

https://jc.uol.com.br/colunas/mobilidade/2025/06/08/crise-no-transporte-publico-frota-de-onibus-nunca-foi-tao-velha-na-regiao-metropolitana-do-recife.html

 

O Dia (RJ)
DIA DOS NAMORADOS
Confira dicas de presentes para fazer bonito com a pessoa amada

https://odia.ig.com.br/economia/2025/06/7068195-confira-promocoes-e-dicas-de-presentes-para-o-dia-dos-namorados.html

 

Correio do Povo (RS)
Contratações autorizadas

https://www.correiodopovo.com.br/especial/igp-ter%C3%A1-novos-contratos-emergenciais-1.1616416

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

Da Redação
Publicado em 8 de junho de 2025

 

O Estado de São Paulo
IA já muda o cotidiano e traz ao Brasil oportunidades e desafios

https://www.estadao.com.br/150-anos/tecnologia-em-transformacao/o-brasil-tem-tudo-para-surfar-na-onda-da-ia-mas-vai-aproveitar-as-oportunidades/

 

O Globo
No trabalho, pós-graduação é o novo motor de salários mais altos

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/06/08/salario-de-quem-tem-pos-e-quase-o-dobro-do-ganho-de-quem-so-tem-graduacao-mostra-pesquisa.ghtml

 

Estado de Minas
Simões: “Por que Lula está tomando as coisas de Minas?”

https://www.em.com.br/

 

Folha de S. Paulo
Torcedor tem mais chances de ver bets do que a bola no Brasileiro

https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2025/06/torcedor-tem-mais-chance-de-ver-bets-do-que-a-bola-rolando-no-campeonato-brasileiro.shtml

 

Meia Hora (RJ)
Tiroteio e morte em festa junina

https://www.meiahora.com.br/geral/2025/06/7070956-operacao-policial-em-comunidade-do-rio-deixa-um-morto-e-5-feridos.html

 

Correio Braziliense
Empreendedor para inovar, acolher e mudar vidas

https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2025/06/7165170-empreendedoras-relatam-o-caminho-dos-desafios-ao-sucesso-da-dor-a-potencia.html

 

A Tarde (BA)
Clima junino anima Salvador

https://atarde.com.br/bahia/bahiasalvador/festa-de-sao-joao-anima-os-idosos-do-abrigo-d-pedro-ii-523572

 

Jornal do Commercio (PE)
Frota de ônibus nunca foi tão velha na Região Metropolitana

https://jc.uol.com.br/colunas/mobilidade/2025/06/08/crise-no-transporte-publico-frota-de-onibus-nunca-foi-tao-velha-na-regiao-metropolitana-do-recife.html

 

O Dia (RJ)
DIA DOS NAMORADOS
Confira dicas de presentes para fazer bonito com a pessoa amada

https://odia.ig.com.br/economia/2025/06/7068195-confira-promocoes-e-dicas-de-presentes-para-o-dia-dos-namorados.html

 

Correio do Povo (RS)
Contratações autorizadas

https://www.correiodopovo.com.br/especial/igp-ter%C3%A1-novos-contratos-emergenciais-1.1616416

 

 

ARTIGO – A Pessoa do Espírito Santo e a Esperança Cristã (Padre Carlos)

 

 

 

A solenidade de Pentecostes, celebrada neste 08 de junho de 2025, nos convida a uma profunda meditação sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e na história da humanidade. Celebramos o dom da presença divina que transforma corações e renova a face da terra. A liturgia deste domingo nos traz o evento simbólico e decisivo da descida do Espírito sobre os discípulos (At 2,1-11), marcando o nascimento da Igreja e a inauguração de uma nova etapa na relação entre Deus e a humanidade.

Pentecostes é a festa da esperança cristã. É o momento em que a promessa de Jesus se cumpre com força e clareza: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). O Espírito não apenas consola; Ele envia, capacita e impulsiona. Se antes a Lei foi escrita em pedras, agora é gravada no mais íntimo do ser humano, onde o Espírito habita e transforma.

A presença do Espírito Santo é o que nos distingue como comunidade cristã. Não somos uma associação de boas intenções, mas o Corpo de Cristo animado pela força do Alto. Em tempos de desesperança, de conflitos sociais, de divisões religiosas e de indiferença espiritual, o Espírito Santo é a alma da missão e a fonte da unidade. Ele restaura a linguagem da caridade, aquela que todos entendem e que une povos, culturas e corações.

A pluralidade dos dons, como ensina Paulo (1Cor 12), não é ameaça, mas riqueza. Cada carisma é expressão do mesmo Espírito para o bem comum. Ninguém é descartável na Igreja. Cada batizado é chamado a evangelizar, a testemunhar a fé com coragem e ternura, a construir pontes e não muros.

No Evangelho deste domingo, o Ressuscitado aparece aos discípulos com as marcas da cruz e o dom da paz. “A paz esteja convosco.” Essa saudação é mais do que um cumprimento. É o envio, a missão de reconciliar, de perdoar, de ser sinal da presença de Deus no mundo ferido. Em um tempo em que a paz parece cada vez mais distante — nas famílias, nas cidades, entre os povos —, o Espírito Santo é o verdadeiro pacificador que habita em nós.

Jesus, o primeiro Paráclito, envia agora o outro Paráclito. Ele não nos deixa órfãos. O Espírito é presença viva que nos acompanha, consola e orienta. E mais: Ele nos impulsiona para fora, para as periferias geográficas e existenciais. Como nos recorda o Papa Francisco, a Igreja deve sair de si mesma. Não existe verdadeira espiritualidade cristã que não se faça carne no encontro com os últimos, os excluídos, os pobres.

Na prática da caridade, na defesa da justiça, na escuta dos que choram e na denúncia dos sistemas que oprimem, o Espírito Santo se manifesta com força e clareza. Cada cristão é um sacramento vivo do amor de Deus no mundo. O Reino de Deus se constrói também nas calçadas das grandes cidades, nas comunidades esquecidas, nas vielas onde a dignidade humana ainda clama por reconhecimento.

Viver no Espírito é muito mais do que experimentar emoções religiosas passageiras. É deixar-se conduzir por uma força que nos recria por dentro, que nos devolve a capacidade de amar, de perdoar, de recomeçar. É ter coragem de ser fraco diante de Deus, para ser forte na fé. É assumir com generosidade a própria cruz e viver com alegria a missão, mesmo nas noites escuras da alma.

A oração final que invoca o Espírito Santo como inspiração para pensar, falar, calar e agir deve ser a súplica diária de quem deseja viver no coração da Trindade. Porque, como disse Santo Agostinho, só o amor dá sentido às nossas ações. Amar e fazer o que se deve: essa é a regra de ouro da vida cristã.

Neste Pentecostes, peçamos com fé: Vem, Espírito Santo! Renova nossas famílias, nossas comunidades, nossos líderes, nossos sonhos. Restaura em nós a esperança cristã, para que sejamos sinais vivos do Reino de Deus. Que a presença do Espírito nos leve, com audácia e ternura, às periferias humanas, onde Cristo continua sendo crucificado. E que o nosso testemunho faça o mundo crer, não por imposição, mas pelo brilho silencioso da caridade.

ARTIGO – A Pessoa do Espírito Santo e a Esperança Cristã (Padre Carlos)

 

 

 

A solenidade de Pentecostes, celebrada neste 08 de junho de 2025, nos convida a uma profunda meditação sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e na história da humanidade. Celebramos o dom da presença divina que transforma corações e renova a face da terra. A liturgia deste domingo nos traz o evento simbólico e decisivo da descida do Espírito sobre os discípulos (At 2,1-11), marcando o nascimento da Igreja e a inauguração de uma nova etapa na relação entre Deus e a humanidade.

Pentecostes é a festa da esperança cristã. É o momento em que a promessa de Jesus se cumpre com força e clareza: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). O Espírito não apenas consola; Ele envia, capacita e impulsiona. Se antes a Lei foi escrita em pedras, agora é gravada no mais íntimo do ser humano, onde o Espírito habita e transforma.

A presença do Espírito Santo é o que nos distingue como comunidade cristã. Não somos uma associação de boas intenções, mas o Corpo de Cristo animado pela força do Alto. Em tempos de desesperança, de conflitos sociais, de divisões religiosas e de indiferença espiritual, o Espírito Santo é a alma da missão e a fonte da unidade. Ele restaura a linguagem da caridade, aquela que todos entendem e que une povos, culturas e corações.

A pluralidade dos dons, como ensina Paulo (1Cor 12), não é ameaça, mas riqueza. Cada carisma é expressão do mesmo Espírito para o bem comum. Ninguém é descartável na Igreja. Cada batizado é chamado a evangelizar, a testemunhar a fé com coragem e ternura, a construir pontes e não muros.

No Evangelho deste domingo, o Ressuscitado aparece aos discípulos com as marcas da cruz e o dom da paz. “A paz esteja convosco.” Essa saudação é mais do que um cumprimento. É o envio, a missão de reconciliar, de perdoar, de ser sinal da presença de Deus no mundo ferido. Em um tempo em que a paz parece cada vez mais distante — nas famílias, nas cidades, entre os povos —, o Espírito Santo é o verdadeiro pacificador que habita em nós.

Jesus, o primeiro Paráclito, envia agora o outro Paráclito. Ele não nos deixa órfãos. O Espírito é presença viva que nos acompanha, consola e orienta. E mais: Ele nos impulsiona para fora, para as periferias geográficas e existenciais. Como nos recorda o Papa Francisco, a Igreja deve sair de si mesma. Não existe verdadeira espiritualidade cristã que não se faça carne no encontro com os últimos, os excluídos, os pobres.

Na prática da caridade, na defesa da justiça, na escuta dos que choram e na denúncia dos sistemas que oprimem, o Espírito Santo se manifesta com força e clareza. Cada cristão é um sacramento vivo do amor de Deus no mundo. O Reino de Deus se constrói também nas calçadas das grandes cidades, nas comunidades esquecidas, nas vielas onde a dignidade humana ainda clama por reconhecimento.

Viver no Espírito é muito mais do que experimentar emoções religiosas passageiras. É deixar-se conduzir por uma força que nos recria por dentro, que nos devolve a capacidade de amar, de perdoar, de recomeçar. É ter coragem de ser fraco diante de Deus, para ser forte na fé. É assumir com generosidade a própria cruz e viver com alegria a missão, mesmo nas noites escuras da alma.

A oração final que invoca o Espírito Santo como inspiração para pensar, falar, calar e agir deve ser a súplica diária de quem deseja viver no coração da Trindade. Porque, como disse Santo Agostinho, só o amor dá sentido às nossas ações. Amar e fazer o que se deve: essa é a regra de ouro da vida cristã.

Neste Pentecostes, peçamos com fé: Vem, Espírito Santo! Renova nossas famílias, nossas comunidades, nossos líderes, nossos sonhos. Restaura em nós a esperança cristã, para que sejamos sinais vivos do Reino de Deus. Que a presença do Espírito nos leve, com audácia e ternura, às periferias humanas, onde Cristo continua sendo crucificado. E que o nosso testemunho faça o mundo crer, não por imposição, mas pelo brilho silencioso da caridade.

Quando a Cidade Vira Arte: Vitória da Conquista se Olha no Espelho da Memória

 

 

Por Padre Carlos

Era uma manhã de sábado como outra qualquer — o sol ainda preguiçoso e o ritmo da cidade começando a despertar — quando quatro figuras se reuniram para costurar o que pode se tornar um dos momentos mais simbólicos das celebrações de Vitória da Conquista: uma exposição que transforma a cidade em personagem, memória em obra, e história em sentimento.

Na sala, estavam Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal, o  jornalista Fábio Sena  Secretaria de Comunicação da Câmara (Secom)   Edgard Larry, secretário de Educação, e o artista plástico Silvio Jessé. Mas não era uma simples reunião. Era quase como se a cidade tivesse sentado à mesa junto com eles — sua alma, seus becos antigos, suas janelas de madeira, suas fotografias amareladas e seus silêncios. O assunto? Uma exposição que homenageia Vitória da Conquista em seu aniversário. O resultado? Um plano para fazer da arte um espelho vivo da nossa identidade.

Silvio Jessé não é só artista. Ele é artesão do tempo. Pega fotografias antigas — aquelas que nossos avós guardavam em caixas de sapato — e as transforma em janelas emocionais para o passado. Suas obras não apenas retratam a cidade: elas nos fazem ouvi-la, senti-la, quase tocar as vozes que se perderam no tempo.

A proposta é simples e poderosa: ocupar o Memorial Câmara com suas criações em novembro, mês do aniversário da cidade, e estender essa homenagem ao Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima — o mesmo espaço onde será entregue o título de cidadão conquistense, uma das maiores honrarias do município. Mas há algo nessa iniciativa que vai muito além da estética ou da celebração.

Trata-se de devolver à cidade sua própria narrativa. De permitir que as pessoas caminhem por corredores onde a arte conta histórias que os livros esquecem, onde os rostos estampados nas telas lembram que Conquista não se fez sozinha — ela foi moldada por mãos invisíveis, passos anônimos e sonhos de barro e poeira.

Ivan Cordeiro foi direto ao ponto: “Queremos celebrar nossa história e homenagear quem mantém viva nossa cultura.” E ali estava o fio que amarra tudo: reconhecer que uma cidade sem memória é uma cidade sem espelho — sem rosto, sem rumo, sem alma.

Já Edgard Larry, com sua sensibilidade educadora, lembrou que a arte tem o poder de conectar o passado ao presente. E isso é mais do que bonito. É fundamental. Em um tempo onde o imediatismo engole tudo, parar para lembrar é um ato revolucionário. E fazer isso com arte é quase mágico.

Essa exposição, se realizada como sonhada, não será apenas uma mostra. Será um reencontro. Vitória da Conquista, ao passear por seus próprios retratos, vai se reconhecer em cada traço, cada cor, cada sombra. Vai se emocionar. Vai se orgulhar.

E talvez, quem sabe, os visitantes saiam dali com uma nova pergunta na cabeça: que cidade estamos construindo hoje, para que um dia, no futuro, também mereça ser eternizada em arte?

Vitória da Conquista, prepare-se. Em novembro, você vai se olhar no espelho da memória — e, ao que tudo indica, vai gostar do que verá.

 

Quando a Cidade Vira Arte: Vitória da Conquista se Olha no Espelho da Memória

 

 

Por Padre Carlos

Era uma manhã de sábado como outra qualquer — o sol ainda preguiçoso e o ritmo da cidade começando a despertar — quando quatro figuras se reuniram para costurar o que pode se tornar um dos momentos mais simbólicos das celebrações de Vitória da Conquista: uma exposição que transforma a cidade em personagem, memória em obra, e história em sentimento.

Na sala, estavam Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal, o  jornalista Fábio Sena  Secretaria de Comunicação da Câmara (Secom)   Edgard Larry, secretário de Educação, e o artista plástico Silvio Jessé. Mas não era uma simples reunião. Era quase como se a cidade tivesse sentado à mesa junto com eles — sua alma, seus becos antigos, suas janelas de madeira, suas fotografias amareladas e seus silêncios. O assunto? Uma exposição que homenageia Vitória da Conquista em seu aniversário. O resultado? Um plano para fazer da arte um espelho vivo da nossa identidade.

Silvio Jessé não é só artista. Ele é artesão do tempo. Pega fotografias antigas — aquelas que nossos avós guardavam em caixas de sapato — e as transforma em janelas emocionais para o passado. Suas obras não apenas retratam a cidade: elas nos fazem ouvi-la, senti-la, quase tocar as vozes que se perderam no tempo.

A proposta é simples e poderosa: ocupar o Memorial Câmara com suas criações em novembro, mês do aniversário da cidade, e estender essa homenagem ao Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima — o mesmo espaço onde será entregue o título de cidadão conquistense, uma das maiores honrarias do município. Mas há algo nessa iniciativa que vai muito além da estética ou da celebração.

Trata-se de devolver à cidade sua própria narrativa. De permitir que as pessoas caminhem por corredores onde a arte conta histórias que os livros esquecem, onde os rostos estampados nas telas lembram que Conquista não se fez sozinha — ela foi moldada por mãos invisíveis, passos anônimos e sonhos de barro e poeira.

Ivan Cordeiro foi direto ao ponto: “Queremos celebrar nossa história e homenagear quem mantém viva nossa cultura.” E ali estava o fio que amarra tudo: reconhecer que uma cidade sem memória é uma cidade sem espelho — sem rosto, sem rumo, sem alma.

Já Edgard Larry, com sua sensibilidade educadora, lembrou que a arte tem o poder de conectar o passado ao presente. E isso é mais do que bonito. É fundamental. Em um tempo onde o imediatismo engole tudo, parar para lembrar é um ato revolucionário. E fazer isso com arte é quase mágico.

Essa exposição, se realizada como sonhada, não será apenas uma mostra. Será um reencontro. Vitória da Conquista, ao passear por seus próprios retratos, vai se reconhecer em cada traço, cada cor, cada sombra. Vai se emocionar. Vai se orgulhar.

E talvez, quem sabe, os visitantes saiam dali com uma nova pergunta na cabeça: que cidade estamos construindo hoje, para que um dia, no futuro, também mereça ser eternizada em arte?

Vitória da Conquista, prepare-se. Em novembro, você vai se olhar no espelho da memória — e, ao que tudo indica, vai gostar do que verá.

 

Três Estrelas do Sertão: Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra na Luta Antimanicomial Brasileira

 

Por Padre Carlos

Em cada quadra da história do Brasil, quando a loucura era sentenciada ao silêncio e a ciência servia ao preconceito, surgia um anjo insurgente, uma força vinda do Nordeste, que ousava sonhar com dignidade para os invisíveis. Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra não apenas romperam com os manicômios físicos. Eles romperam com as grades simbólicas da medicina elitista, racista, patriarcal e desumanizadora.
O que une esses três gigantes é mais do que a origem nordestina. São a coragem, a ciência com afeto, a militância em tempos sombrios e uma fé inabalável na possibilidade de reconstrução da alma humana.

Juliano Moreira: O Primeiro Sopro de Humanidade

No alvorecer do século XX, quando ser negro, nordestino e filho de ex-escravizada era sinônimo de marginalização, surgiu Juliano Moreira. Médico, baiano de Salvador, formado aos 19 anos, foi o primeiro a gritar que a loucura não era pecado, nem maldição, nem herança de “raças inferiores” — era dor humana, era sofrimento que precisava de escuta, não de cárcere.

Ao assumir a direção do Hospício Nacional de Alienados, Moreira iniciou a primeira grande reforma psiquiátrica brasileira. Acabou com as celas, aboliu camisas de força, humanizou o espaço. Criou oficinas de música, arte, leitura. Separou os pacientes por idade, por gênero, por necessidades. Plantou jardins. Trouxe cor para onde só havia cinza.

Mais que um reformador, foi um abolicionista mental. Enfrentou os dogmas pseudocientíficos do darwinismo social. Rechaçou a ideia de que negros eram biologicamente inferiores. Defendeu com dados, com discurso e com gestão uma nova ciência — uma ciência que olhava o paciente como sujeito e não como rascunho defeituoso da normalidade.

Juliano Moreira foi internacionalmente reconhecido, elogiado por Albert Einstein, presidiu a Academia Brasileira de Ciências e, mesmo assim, ainda hoje é pouco lembrado. Talvez porque sua presença tenha sido um grito que ainda incomoda: o de que a ciência brasileira teve em um homem negro e nordestino o seu maior expoente na psiquiatria moderna.

Nise da Silveira: A Revolução pela Arte e pelo Cuidado

Três décadas depois, em outro ciclo sombrio da República — o Estado Novo —, surge Nise da Silveira. Mulher, alagoana, marxista, psiquiatra formada como única mulher entre 157 homens na Faculdade de Medicina da Bahia. Ela também ousou. Se recusou a aplicar eletrochoques, insulinoterapia, lobotomia. Onde outros viajam desesperança, Nise via símbolos. Onde outros impunham violência, ela oferecia pincéis.

Se Juliano plantou jardins nos hospícios, Nise plantou cores nas almas. No hospital Pedro II, criou o ateliê de pintura para pacientes. Fundou o Museu de Imagens do Inconsciente e a Casa das Palmeiras. Provou que a arte é mais do que distração: é método, é cura, é política.

Jung se encantou por seu trabalho. Graciliano Ramos registrou sua passagem pelo cárcere, injustamente presa pelo regime getulista. Nise era tudo o que os poderosos temiam: mulher, inteligente, comunista e insubmissa. Mas não se calou. Sua luta antimanicomial era, na verdade, uma luta por escuta, por afeto, por subjetividade.

Nise é a mãe da psiquiatria humanizada no Brasil. Seu legado sobrevive em cada terapeuta ocupacional que enxerga a beleza na loucura, em cada paciente que encontra dignidade através da criação. E sobretudo, sobrevive na lembrança de que a loucura não deve ser extirpada, mas compreendida.

Zélia Serra: A Utopia como Medicina

Se Juliano rompeu com os castigos e Nise com os choques, Zélia Serra rompeu com o silêncio da ditadura militar. Médica, baiana de Vitória da Conquista, Zélia foi resistência viva contra a política manicomial genocida do regime. Denunciou os mortos ocultos nos corredores dos hospícios, os cadáveres vendidos a universidades, a lógica do depósito humano travestido de hospital.

Zélia, como as outras duas figuras centrais desta narrativa, também era tudo o que o poder queria calar: mulher, nordestina, médica, militante da Teologia da Libertação. Sua fé era praxis. Sua medicina, evangelho. Lutou lado a lado com os movimentos de reforma psiquiátrica e, até sua morte, foi farol moral para quem defendia uma saúde mental com justiça social.

Zélia não teve o mesmo reconhecimento institucional que Juliano ou Nise, mas sua luta esteve nos bastidores de cada política pública que ousou retirar os pacientes dos porões e trazê-los à luz da cidadania. Para os que estiveram ao seu lado, Zélia era uma revolução em corpo e voz.

Três Nordestinos, Três Rebeldes, Uma Só Causa

Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra não representam apenas nomes da medicina. Representam a ciência feita com alma. Representam a quebra das estruturas de exclusão. Representam o Nordeste insurgente — não como região geográfica apenas, mas como consciência política, como campo fértil da dissidência afetiva e intelectual.

Num país em que a loucura ainda é estigmatizada, em que os retrocessos ameaçam a reforma psiquiátrica conquistada com suor e prisão, suas vozes ecoam com urgência. São a denúncia de uma medicina que oprime. São o anúncio de uma saúde mental que pode e deve ser emancipada.

Cada um em seu tempo enfrentou os manicômios do corpo e da mente, do Estado e da ciência, do preconceito e da omissão. E todos disseram, a seu modo: a loucura não é ausência, é presença de um mundo que a razão oficial não consegue decifrar.

Enquanto houver sofrimento sendo tratado com descaso, eles serão lembrados. Porque foram gigantes. Porque foram do povo. Porque foram do Nordeste.

E porque souberam, com coragem e ternura, dizer à história: a dignidade é inegociável.

Três Estrelas do Sertão: Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra na Luta Antimanicomial Brasileira

 

Por Padre Carlos

Em cada quadra da história do Brasil, quando a loucura era sentenciada ao silêncio e a ciência servia ao preconceito, surgia um anjo insurgente, uma força vinda do Nordeste, que ousava sonhar com dignidade para os invisíveis. Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra não apenas romperam com os manicômios físicos. Eles romperam com as grades simbólicas da medicina elitista, racista, patriarcal e desumanizadora.
O que une esses três gigantes é mais do que a origem nordestina. São a coragem, a ciência com afeto, a militância em tempos sombrios e uma fé inabalável na possibilidade de reconstrução da alma humana.

Juliano Moreira: O Primeiro Sopro de Humanidade

No alvorecer do século XX, quando ser negro, nordestino e filho de ex-escravizada era sinônimo de marginalização, surgiu Juliano Moreira. Médico, baiano de Salvador, formado aos 19 anos, foi o primeiro a gritar que a loucura não era pecado, nem maldição, nem herança de “raças inferiores” — era dor humana, era sofrimento que precisava de escuta, não de cárcere.

Ao assumir a direção do Hospício Nacional de Alienados, Moreira iniciou a primeira grande reforma psiquiátrica brasileira. Acabou com as celas, aboliu camisas de força, humanizou o espaço. Criou oficinas de música, arte, leitura. Separou os pacientes por idade, por gênero, por necessidades. Plantou jardins. Trouxe cor para onde só havia cinza.

Mais que um reformador, foi um abolicionista mental. Enfrentou os dogmas pseudocientíficos do darwinismo social. Rechaçou a ideia de que negros eram biologicamente inferiores. Defendeu com dados, com discurso e com gestão uma nova ciência — uma ciência que olhava o paciente como sujeito e não como rascunho defeituoso da normalidade.

Juliano Moreira foi internacionalmente reconhecido, elogiado por Albert Einstein, presidiu a Academia Brasileira de Ciências e, mesmo assim, ainda hoje é pouco lembrado. Talvez porque sua presença tenha sido um grito que ainda incomoda: o de que a ciência brasileira teve em um homem negro e nordestino o seu maior expoente na psiquiatria moderna.

Nise da Silveira: A Revolução pela Arte e pelo Cuidado

Três décadas depois, em outro ciclo sombrio da República — o Estado Novo —, surge Nise da Silveira. Mulher, alagoana, marxista, psiquiatra formada como única mulher entre 157 homens na Faculdade de Medicina da Bahia. Ela também ousou. Se recusou a aplicar eletrochoques, insulinoterapia, lobotomia. Onde outros viajam desesperança, Nise via símbolos. Onde outros impunham violência, ela oferecia pincéis.

Se Juliano plantou jardins nos hospícios, Nise plantou cores nas almas. No hospital Pedro II, criou o ateliê de pintura para pacientes. Fundou o Museu de Imagens do Inconsciente e a Casa das Palmeiras. Provou que a arte é mais do que distração: é método, é cura, é política.

Jung se encantou por seu trabalho. Graciliano Ramos registrou sua passagem pelo cárcere, injustamente presa pelo regime getulista. Nise era tudo o que os poderosos temiam: mulher, inteligente, comunista e insubmissa. Mas não se calou. Sua luta antimanicomial era, na verdade, uma luta por escuta, por afeto, por subjetividade.

Nise é a mãe da psiquiatria humanizada no Brasil. Seu legado sobrevive em cada terapeuta ocupacional que enxerga a beleza na loucura, em cada paciente que encontra dignidade através da criação. E sobretudo, sobrevive na lembrança de que a loucura não deve ser extirpada, mas compreendida.

Zélia Serra: A Utopia como Medicina

Se Juliano rompeu com os castigos e Nise com os choques, Zélia Serra rompeu com o silêncio da ditadura militar. Médica, baiana de Vitória da Conquista, Zélia foi resistência viva contra a política manicomial genocida do regime. Denunciou os mortos ocultos nos corredores dos hospícios, os cadáveres vendidos a universidades, a lógica do depósito humano travestido de hospital.

Zélia, como as outras duas figuras centrais desta narrativa, também era tudo o que o poder queria calar: mulher, nordestina, médica, militante da Teologia da Libertação. Sua fé era praxis. Sua medicina, evangelho. Lutou lado a lado com os movimentos de reforma psiquiátrica e, até sua morte, foi farol moral para quem defendia uma saúde mental com justiça social.

Zélia não teve o mesmo reconhecimento institucional que Juliano ou Nise, mas sua luta esteve nos bastidores de cada política pública que ousou retirar os pacientes dos porões e trazê-los à luz da cidadania. Para os que estiveram ao seu lado, Zélia era uma revolução em corpo e voz.

Três Nordestinos, Três Rebeldes, Uma Só Causa

Juliano Moreira, Nise da Silveira e Zélia Serra não representam apenas nomes da medicina. Representam a ciência feita com alma. Representam a quebra das estruturas de exclusão. Representam o Nordeste insurgente — não como região geográfica apenas, mas como consciência política, como campo fértil da dissidência afetiva e intelectual.

Num país em que a loucura ainda é estigmatizada, em que os retrocessos ameaçam a reforma psiquiátrica conquistada com suor e prisão, suas vozes ecoam com urgência. São a denúncia de uma medicina que oprime. São o anúncio de uma saúde mental que pode e deve ser emancipada.

Cada um em seu tempo enfrentou os manicômios do corpo e da mente, do Estado e da ciência, do preconceito e da omissão. E todos disseram, a seu modo: a loucura não é ausência, é presença de um mundo que a razão oficial não consegue decifrar.

Enquanto houver sofrimento sendo tratado com descaso, eles serão lembrados. Porque foram gigantes. Porque foram do povo. Porque foram do Nordeste.

E porque souberam, com coragem e ternura, dizer à história: a dignidade é inegociável.

Título: Quando a Canção Abre a Caixa de Pandora

 

Por Padre Carlos

Hoje, vagando sem rumo pelo YouTube, me deparei com um vídeo de música dos anos 1980. Um clique distraído. Uma melodia familiar. E, sem que eu percebesse, havia aberto uma caixa de Pandora. Mas não daquelas que soltam monstros ou maldições — essa era feita de lembranças. Dolorosas, sim. Mas também doces, com gosto de juventude, com cheiro de papel velho e esperança.

A música — essa tecelã de tempo — puxou o fio invisível de uma memória que eu já não visitava fazia tempo. Voltaram os rostos. Os sorrisos meio tortos dos amigos do grupo de jovens, os abraços que hoje só existem nas entrelinhas do coração. Voltaram os gritos de protesto nas praças, as reuniões mal iluminadas, o sonho coletivo de um mundo justo. E voltaram os amores. Aqueles que a vida empurrou para o capítulo do “e se…”.

Não era assombro o que sentia. Era saudade. Uma saudade com dentes — que morde, que perfura, que sangra. Uma lança cravada no peito, fincada ali por tudo que não volta mais: a juventude que escorreu entre os dedos, os amigos que ficaram pelo caminho, as utopias que a realidade esmagou. Um luto mudo por tudo que foi e não é mais.

Quantos de nós não nos reconhecemos nesse sentimento agridoce? A juventude é um lugar de onde fomos expulsos sem aviso. Um dia você está lá, com os punhos cerrados e o coração em chamas, achando que vai mudar o mundo. No outro, acorda com um aperto no peito e percebe que o mundo mudou você. E aquele mocinho que você jurava ser no filme da própria vida… às vezes virou coadjuvante, às vezes virou um espectador.

Mas talvez o erro tenha sido acreditar que ser o herói era sobre vencer. Talvez ser o mocinho seja sobre resistir. Sobre manter acesa, mesmo que escondida, a chama daquilo que acreditamos quando tínhamos menos medo e mais coragem. A música me fez lembrar disso. Que ainda pulsa em mim o eco daqueles dias. Que as perdas não anulam os caminhos percorridos. E que, mesmo quando a utopia parece distante, ela nos ensinou a andar.

A caixa de Pandora, dizem os antigos, guardava no fundo uma última coisa: a esperança. E talvez seja essa a função da memória. Nos ferir, sim — mas também nos lembrar de que houve beleza, houve verdade, houve entrega. Que fomos inteiros. E que ainda podemos ser.

Hoje, aquela canção me fez chorar. Mas foi um choro bonito. Um choro que limpa, que reconcilia, que abraça. Porque lembrar é uma forma de continuar vivendo — e de honrar tudo aquilo que ainda pulsa, mesmo na ausência.

E assim sigo. Com a música na cabeça, a saudade no peito e a esperança, teimosa, escondida lá no fundo.

Título: Quando a Canção Abre a Caixa de Pandora

 

Por Padre Carlos

Hoje, vagando sem rumo pelo YouTube, me deparei com um vídeo de música dos anos 1980. Um clique distraído. Uma melodia familiar. E, sem que eu percebesse, havia aberto uma caixa de Pandora. Mas não daquelas que soltam monstros ou maldições — essa era feita de lembranças. Dolorosas, sim. Mas também doces, com gosto de juventude, com cheiro de papel velho e esperança.

A música — essa tecelã de tempo — puxou o fio invisível de uma memória que eu já não visitava fazia tempo. Voltaram os rostos. Os sorrisos meio tortos dos amigos do grupo de jovens, os abraços que hoje só existem nas entrelinhas do coração. Voltaram os gritos de protesto nas praças, as reuniões mal iluminadas, o sonho coletivo de um mundo justo. E voltaram os amores. Aqueles que a vida empurrou para o capítulo do “e se…”.

Não era assombro o que sentia. Era saudade. Uma saudade com dentes — que morde, que perfura, que sangra. Uma lança cravada no peito, fincada ali por tudo que não volta mais: a juventude que escorreu entre os dedos, os amigos que ficaram pelo caminho, as utopias que a realidade esmagou. Um luto mudo por tudo que foi e não é mais.

Quantos de nós não nos reconhecemos nesse sentimento agridoce? A juventude é um lugar de onde fomos expulsos sem aviso. Um dia você está lá, com os punhos cerrados e o coração em chamas, achando que vai mudar o mundo. No outro, acorda com um aperto no peito e percebe que o mundo mudou você. E aquele mocinho que você jurava ser no filme da própria vida… às vezes virou coadjuvante, às vezes virou um espectador.

Mas talvez o erro tenha sido acreditar que ser o herói era sobre vencer. Talvez ser o mocinho seja sobre resistir. Sobre manter acesa, mesmo que escondida, a chama daquilo que acreditamos quando tínhamos menos medo e mais coragem. A música me fez lembrar disso. Que ainda pulsa em mim o eco daqueles dias. Que as perdas não anulam os caminhos percorridos. E que, mesmo quando a utopia parece distante, ela nos ensinou a andar.

A caixa de Pandora, dizem os antigos, guardava no fundo uma última coisa: a esperança. E talvez seja essa a função da memória. Nos ferir, sim — mas também nos lembrar de que houve beleza, houve verdade, houve entrega. Que fomos inteiros. E que ainda podemos ser.

Hoje, aquela canção me fez chorar. Mas foi um choro bonito. Um choro que limpa, que reconcilia, que abraça. Porque lembrar é uma forma de continuar vivendo — e de honrar tudo aquilo que ainda pulsa, mesmo na ausência.

E assim sigo. Com a música na cabeça, a saudade no peito e a esperança, teimosa, escondida lá no fundo.

Título: Entre Promessas e Concretude: A UBS de Cabeceira de Jiboia e o Compromisso com a Saúde Pública

 

 

Por Padre Carlos,

Na paisagem política baiana, há momentos em que as palavras públicas ganham peso de compromisso. Foi o que ocorreu na recente declaração envolvendo a Secretária de Saúde do Estado da Bahia, Roberta, o governador Jerônimo Rodrigues e o vereador da região de Cabeceira de Jiboia, na Limeira. A promessa da construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) não é apenas uma frase de efeito — é uma afirmação carregada de expectativa, esperança e, principalmente, responsabilidade pública.

Cabeceira de Jiboia, como tantas outras comunidades espalhadas por Vitória da Conquista e pelo interior da Bahia, conhece bem os limites da ausência de infraestrutura básica em saúde. Uma UBS ali não representa apenas tijolos e argamassa. Representa a porta de entrada para o cuidado primário, o alívio para mães que não precisam mais viajar horas por uma consulta pediátrica, a dignidade de idosos que serão atendidos com regularidade, o início de uma rede de atenção que, se bem gerida, salva vidas.

O que vemos, neste momento, é o anúncio da chegada de um investimento via PROSUS — um programa com recursos assegurados, segundo a secretária — e a sinalização clara do governador Jerônimo Rodrigues de que essa obra está no radar prioritário da gestão estadual. A boa notícia é que esse discurso alinha-se com uma política mais ampla de fortalecimento da atenção primária em saúde.

Por isso, é fundamental que a população trate essa promessa com a devida seriedade — não como um favor político, mas como um direito. Saúde é dever do Estado e direito do cidadão, como garante a Constituição Federal. A UBS de Cabeceira de Jiboia deve sair do campo do discurso e entrar no concreto, com data, licitação transparente, cronograma de obras e prestação de contas à comunidade.

A fala da secretária Roberta, ao agradecer a demanda e afirmar que “já já a gente vem dar autorização de licitação aqui junto com o nosso governador”, precisa ser acompanhada de vigilância cidadã. A política pública só se transforma em realidade quando é monitorada, cobrada e acompanhada de perto — especialmente em uma área tão sensível quanto a saúde.

Que essa futura UBS não seja apenas um anúncio oportuno, mas o início de uma nova fase para a região. Que ela represente o compromisso com a vida, com o cuidado e com a dignidade de cada morador da Limeira. Porque prometer é fácil; cumprir é governar.

Nota do autor: Este artigo é um convite à reflexão e à ação. Que cada palavra dita pelas autoridades se transforme em tijolo, equipamento e equipe para quem mais precisa. Porque não há desenvolvimento possível onde falta saúde.

 

Título: Entre Promessas e Concretude: A UBS de Cabeceira de Jiboia e o Compromisso com a Saúde Pública

 

 

Por Padre Carlos,

Na paisagem política baiana, há momentos em que as palavras públicas ganham peso de compromisso. Foi o que ocorreu na recente declaração envolvendo a Secretária de Saúde do Estado da Bahia, Roberta, o governador Jerônimo Rodrigues e o vereador da região de Cabeceira de Jiboia, na Limeira. A promessa da construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) não é apenas uma frase de efeito — é uma afirmação carregada de expectativa, esperança e, principalmente, responsabilidade pública.

Cabeceira de Jiboia, como tantas outras comunidades espalhadas por Vitória da Conquista e pelo interior da Bahia, conhece bem os limites da ausência de infraestrutura básica em saúde. Uma UBS ali não representa apenas tijolos e argamassa. Representa a porta de entrada para o cuidado primário, o alívio para mães que não precisam mais viajar horas por uma consulta pediátrica, a dignidade de idosos que serão atendidos com regularidade, o início de uma rede de atenção que, se bem gerida, salva vidas.

O que vemos, neste momento, é o anúncio da chegada de um investimento via PROSUS — um programa com recursos assegurados, segundo a secretária — e a sinalização clara do governador Jerônimo Rodrigues de que essa obra está no radar prioritário da gestão estadual. A boa notícia é que esse discurso alinha-se com uma política mais ampla de fortalecimento da atenção primária em saúde.

Por isso, é fundamental que a população trate essa promessa com a devida seriedade — não como um favor político, mas como um direito. Saúde é dever do Estado e direito do cidadão, como garante a Constituição Federal. A UBS de Cabeceira de Jiboia deve sair do campo do discurso e entrar no concreto, com data, licitação transparente, cronograma de obras e prestação de contas à comunidade.

A fala da secretária Roberta, ao agradecer a demanda e afirmar que “já já a gente vem dar autorização de licitação aqui junto com o nosso governador”, precisa ser acompanhada de vigilância cidadã. A política pública só se transforma em realidade quando é monitorada, cobrada e acompanhada de perto — especialmente em uma área tão sensível quanto a saúde.

Que essa futura UBS não seja apenas um anúncio oportuno, mas o início de uma nova fase para a região. Que ela represente o compromisso com a vida, com o cuidado e com a dignidade de cada morador da Limeira. Porque prometer é fácil; cumprir é governar.

Nota do autor: Este artigo é um convite à reflexão e à ação. Que cada palavra dita pelas autoridades se transforme em tijolo, equipamento e equipe para quem mais precisa. Porque não há desenvolvimento possível onde falta saúde.