Política e Resenha

ARTIGO – ARTIGO – Parabéns, Ivan Cordeiro: retorna a Conquista com duas passarelas na bagagem!

 

 

(
(Padre Carlos)

A política, quando feita com seriedade, entrega resultados concretos. E foi isso que vimos acontecer neste final e início de semana: uma articulação estratégica entre Prefeitura, Câmara de Vereadores, Governo do Estado e bancada federal, culminando na promessa firme do Ministro dos Transportes, Renan Filho, de construir duas passarelas no Anel Viário de Vitória da Conquista.

A conquista — literal e simbólica — tem nome e sobrenome: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal. Ao lado dos vereadores Luciano Gomes, Cris Rocha, Ricardo Babão, Fernando Jacaré, Márcio de Vivi e Natan, Ivan liderou uma comitiva que desembarcou em Brasília não para discursos, mas para garantias. Foram recebidos com atenção por quem decide os rumos da infraestrutura nacional.

É preciso reconhecer também o papel do vice-prefeito, que representou a prefeita Sheila Lemos em compromissos na capital federal na semana passada em buscas destas melhorias.

O encontro dos vereadores contou também com as  presença ativa do governador Jerônimo Rodrigues e dos deputados federais Waldenor Pereira, Jorge Solla, Lídice da Mata e Daniel Almeida.

O resultado é promissor: dois novos viadutos sobre o Anel Rodoviário de Conquista, reduzindo riscos de acidentes e promovendo mais fluidez no tráfego — uma demanda antiga da população e um ponto crítico da mobilidade urbana na cidade.

Essa vitória política carrega um significado maior. Em tempos de polarização, ver forças divergentes se unirem pelo bem comum é raro — e, por isso, valioso.

Vitória da Conquista começa a viver um novo ciclo: o da política colaborativa, da eficiência na busca por recursos, da escuta das necessidades populares. Que este momento se eternize como marco de um novo tempo: mais passarelas, menos promessas; mais união, menos disputa.

 

ARTIGO – ARTIGO – Parabéns, Ivan Cordeiro: retorna a Conquista com duas passarelas na bagagem!

 

 

(
(Padre Carlos)

A política, quando feita com seriedade, entrega resultados concretos. E foi isso que vimos acontecer neste final e início de semana: uma articulação estratégica entre Prefeitura, Câmara de Vereadores, Governo do Estado e bancada federal, culminando na promessa firme do Ministro dos Transportes, Renan Filho, de construir duas passarelas no Anel Viário de Vitória da Conquista.

A conquista — literal e simbólica — tem nome e sobrenome: Ivan Cordeiro, presidente da Câmara Municipal. Ao lado dos vereadores Luciano Gomes, Cris Rocha, Ricardo Babão, Fernando Jacaré, Márcio de Vivi e Natan, Ivan liderou uma comitiva que desembarcou em Brasília não para discursos, mas para garantias. Foram recebidos com atenção por quem decide os rumos da infraestrutura nacional.

É preciso reconhecer também o papel do vice-prefeito, que representou a prefeita Sheila Lemos em compromissos na capital federal na semana passada em buscas destas melhorias.

O encontro dos vereadores contou também com as  presença ativa do governador Jerônimo Rodrigues e dos deputados federais Waldenor Pereira, Jorge Solla, Lídice da Mata e Daniel Almeida.

O resultado é promissor: dois novos viadutos sobre o Anel Rodoviário de Conquista, reduzindo riscos de acidentes e promovendo mais fluidez no tráfego — uma demanda antiga da população e um ponto crítico da mobilidade urbana na cidade.

Essa vitória política carrega um significado maior. Em tempos de polarização, ver forças divergentes se unirem pelo bem comum é raro — e, por isso, valioso.

Vitória da Conquista começa a viver um novo ciclo: o da política colaborativa, da eficiência na busca por recursos, da escuta das necessidades populares. Que este momento se eternize como marco de um novo tempo: mais passarelas, menos promessas; mais união, menos disputa.

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 28 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
Ministério da Fazenda não detalhou a Lula o impacto da alta do IOF

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/fazenda-nao-detalhou-a-lula-impacto-do-iof-e-casa-civil-teve-menos-de-24h-para-analise.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Trump manda suspender emissão de vistos para estudantes estrangeiros

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-trump-manda-suspender-emissao-de-vistos-para-estudantes-estrangeiros/?srsltid=AfmBOorxydrt5WA4bqQ-9HBgA3M1H0b24Klt_kkeyk4grDqChrZikcm1

 

Valor Econômico (SP)
Empresas têm bom resultado no 1º tri, mas aumento de custos afeta margens

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/05/28/resultados-de-empresas-vem-acima-das-expectativas-dos-analistas.ghtml

 

O Globo (RJ)
Governo cogita ampliar congelamento de emendas se Congresso barrar aumento do IOF

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/28/fazenda-pode-aumentar-congelamento-de-emendas-parlamentares-e-ir-ao-stf-se-iof-for-derrubado-no-congresso.ghtml

 

O Dia (RJ)
APÓS POLÊMICA
Prefeitura do Rio recua e flexibiliza ‘Decreto das Praias’

https://odia.ig.com.br/

 

Correio Braziliense
Crime e perigo cercam as crianças na internet

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/05/7155070-o-perigo-silencioso-que-se-esconde-por-tras-dos-desafios-da-internet.html

 

Estado de Minas
Emergência sanitária em Minas

https://www.em.com.br/economia/2025/05/7157409-gripe-aviaria-mg-decreta-emergencia-sanitaria.html

 

Zero Hora (RS)
Desmate cai no Pampa e avança na Mata Atlântica

https://gauchazh.clicrbs.com.br/ambiente/noticia/2025/05/bioma-pampa-teve-queda-de-42-no-desmatamento-em-2024-mas-enchente-impactou-na-mata-atlantica-cmb5a2umq0009014pl47xunae.html

 

Diário de Pernambuco
Lula no São Francisco: “Água e vida digna para a população”

https://paraibaonline.com.br/brasil/2025/05/28/manchetes-dos-principais-jornais-nacionais-nesta-quarta-feira-61/

 

Jornal do Commercio (PE)
Recife é capital com maior parte da população nas classes D e E

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2323

 

A Tarde (BA)
Vídeo falso com cardeal amplia debate sobre uso criminoso de IA

https://atarde.com.br/tecnologia/video-falso-com-arcebispo-alerta-para-os-perigos-da-ia-sem-controle-1329094

 

Diário do Nordeste (CE)
Cantores de funk exaltam facções no Ceará

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/por-que-cantores-de-funk-exaltam-faccoes-no-ceara-em-musicas-cinco-mcs-foram-presos-em-5-anos-1.3653803

 

 

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 28 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
Ministério da Fazenda não detalhou a Lula o impacto da alta do IOF

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/fazenda-nao-detalhou-a-lula-impacto-do-iof-e-casa-civil-teve-menos-de-24h-para-analise.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Trump manda suspender emissão de vistos para estudantes estrangeiros

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-trump-manda-suspender-emissao-de-vistos-para-estudantes-estrangeiros/?srsltid=AfmBOorxydrt5WA4bqQ-9HBgA3M1H0b24Klt_kkeyk4grDqChrZikcm1

 

Valor Econômico (SP)
Empresas têm bom resultado no 1º tri, mas aumento de custos afeta margens

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/05/28/resultados-de-empresas-vem-acima-das-expectativas-dos-analistas.ghtml

 

O Globo (RJ)
Governo cogita ampliar congelamento de emendas se Congresso barrar aumento do IOF

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/28/fazenda-pode-aumentar-congelamento-de-emendas-parlamentares-e-ir-ao-stf-se-iof-for-derrubado-no-congresso.ghtml

 

O Dia (RJ)
APÓS POLÊMICA
Prefeitura do Rio recua e flexibiliza ‘Decreto das Praias’

https://odia.ig.com.br/

 

Correio Braziliense
Crime e perigo cercam as crianças na internet

https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2025/05/7155070-o-perigo-silencioso-que-se-esconde-por-tras-dos-desafios-da-internet.html

 

Estado de Minas
Emergência sanitária em Minas

https://www.em.com.br/economia/2025/05/7157409-gripe-aviaria-mg-decreta-emergencia-sanitaria.html

 

Zero Hora (RS)
Desmate cai no Pampa e avança na Mata Atlântica

https://gauchazh.clicrbs.com.br/ambiente/noticia/2025/05/bioma-pampa-teve-queda-de-42-no-desmatamento-em-2024-mas-enchente-impactou-na-mata-atlantica-cmb5a2umq0009014pl47xunae.html

 

Diário de Pernambuco
Lula no São Francisco: “Água e vida digna para a população”

https://paraibaonline.com.br/brasil/2025/05/28/manchetes-dos-principais-jornais-nacionais-nesta-quarta-feira-61/

 

Jornal do Commercio (PE)
Recife é capital com maior parte da população nas classes D e E

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2323

 

A Tarde (BA)
Vídeo falso com cardeal amplia debate sobre uso criminoso de IA

https://atarde.com.br/tecnologia/video-falso-com-arcebispo-alerta-para-os-perigos-da-ia-sem-controle-1329094

 

Diário do Nordeste (CE)
Cantores de funk exaltam facções no Ceará

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/por-que-cantores-de-funk-exaltam-faccoes-no-ceara-em-musicas-cinco-mcs-foram-presos-em-5-anos-1.3653803

 

 

 

 

ARTIGO – Lamento de um Articulista (Padre Carlos)

 

Esse sentimento…

Você senta diante da tela, talvez com uma xícara de café ao lado e um punhado de inquietações no peito. Repassa fatos, analisa contextos, busca os fios invisíveis que costuram os acontecimentos. Escreve com esmero, tentando não apenas informar, mas iluminar. Cada palavra é escolhida com cuidado. Cada ideia, afinada com responsabilidade. Porque você acredita — ainda acredita — que há poder na verdade, há dignidade na tentativa honesta de entender o mundo.

E então publica.

No começo, há aquele instante de esperança. Talvez esse texto alcance. Talvez ele toque alguém. Mas, logo depois, vem o silêncio — ou pior, o ruído: um vídeo viral de alguém berrando palavras vazias, uma manchete feita para provocar e não para informar, uma fofoca política que se espalha mais por escândalo do que por substância.

Você vê os números. Compara. E dói.
Dói porque parece injusto.
Dói porque parece que escrever com profundidade é o mesmo que falar para uma sala quase vazia.

E nesse momento nasce o lamento. Um lamento íntimo, silencioso, que só quem escreve de verdade compreende. Não é vaidade ferida — é desalento. É como se o esforço nobre estivesse fadado à irrelevância num tempo em que o apelo fácil é rei.

Mas deixa eu te dizer uma coisa com carinho e honestidade:

Tem gente que ainda quer verdade.

Eles não fazem barulho. Não viralizam. Não gritam. Mas leem. Refletem. E voltam. Pode ser só três, quatro, ou dez hoje. Mas eles estão aí. E confiam. Não nos seus acertos, mas na sua integridade. No seu compromisso com o pensamento honesto, mesmo quando ele não dá ibope.

A verdade pode ser tímida — mas tem raízes fundas.

Quando você escreve com coragem e inteligência, você planta em solo mais firme. E pode acreditar: a colheita vem. Ela é lenta, é verdade. Às vezes parece até invisível. Mas ela vem.
Ela vem quando alguém diz que seu texto o ajudou a entender um pouco mais.
Ela vem quando alguém se sente menos só porque você colocou em palavras algo que ele só sentia.
Ela vem quando alguém muda — mesmo que um pouco — por ter lido o que você escreveu.

E isso… isso é o que vale.

Siga escrevendo. Mesmo quando parecer que ninguém ouve.
Porque a verdade tem ouvidos próprios. E uma hora… ela sempre encontra quem precisa escutá-la.

ARTIGO – Lamento de um Articulista (Padre Carlos)

 

Esse sentimento…

Você senta diante da tela, talvez com uma xícara de café ao lado e um punhado de inquietações no peito. Repassa fatos, analisa contextos, busca os fios invisíveis que costuram os acontecimentos. Escreve com esmero, tentando não apenas informar, mas iluminar. Cada palavra é escolhida com cuidado. Cada ideia, afinada com responsabilidade. Porque você acredita — ainda acredita — que há poder na verdade, há dignidade na tentativa honesta de entender o mundo.

E então publica.

No começo, há aquele instante de esperança. Talvez esse texto alcance. Talvez ele toque alguém. Mas, logo depois, vem o silêncio — ou pior, o ruído: um vídeo viral de alguém berrando palavras vazias, uma manchete feita para provocar e não para informar, uma fofoca política que se espalha mais por escândalo do que por substância.

Você vê os números. Compara. E dói.
Dói porque parece injusto.
Dói porque parece que escrever com profundidade é o mesmo que falar para uma sala quase vazia.

E nesse momento nasce o lamento. Um lamento íntimo, silencioso, que só quem escreve de verdade compreende. Não é vaidade ferida — é desalento. É como se o esforço nobre estivesse fadado à irrelevância num tempo em que o apelo fácil é rei.

Mas deixa eu te dizer uma coisa com carinho e honestidade:

Tem gente que ainda quer verdade.

Eles não fazem barulho. Não viralizam. Não gritam. Mas leem. Refletem. E voltam. Pode ser só três, quatro, ou dez hoje. Mas eles estão aí. E confiam. Não nos seus acertos, mas na sua integridade. No seu compromisso com o pensamento honesto, mesmo quando ele não dá ibope.

A verdade pode ser tímida — mas tem raízes fundas.

Quando você escreve com coragem e inteligência, você planta em solo mais firme. E pode acreditar: a colheita vem. Ela é lenta, é verdade. Às vezes parece até invisível. Mas ela vem.
Ela vem quando alguém diz que seu texto o ajudou a entender um pouco mais.
Ela vem quando alguém se sente menos só porque você colocou em palavras algo que ele só sentia.
Ela vem quando alguém muda — mesmo que um pouco — por ter lido o que você escreveu.

E isso… isso é o que vale.

Siga escrevendo. Mesmo quando parecer que ninguém ouve.
Porque a verdade tem ouvidos próprios. E uma hora… ela sempre encontra quem precisa escutá-la.

ARTIGO – O Silêncio que Grita: A Dor de uma Mãe Inconsolável (Padre Carlos)

 

 

27 de maio. Uma data como tantas para a maioria. Mas para uma mãe, é a lápide viva da ausência. Seis anos da partida de Lucas Dias — e a dor continua fresca, latejante, indomável. Porque o luto de mãe não cicatriza: ele sangra em silêncio, entre quatro paredes, onde o tempo é inimigo e a saudade se transforma em matéria bruta, como uma pedra cravada no peito.

Neste texto comovente, essa mãe nos revela algo que a maioria do mundo não quer ou não sabe escutar: que há dores que não passam. Que existem vazios que o tempo não preenche. Que ser forte, às vezes, é simplesmente levantar da cama e respirar. E que a morte de um filho não é só uma partida — é uma amputação sem anestesia.

Ela escreve — ou melhor, ela sussurra entre lágrimas — que quer apenas ficar quietinha. Porque há gritos que não se pronunciam. Há ausências que se materializam no corpo. O filho vive nela, não como lembrança, mas como presença sensorial: no cheiro, no riso, nos gestos, no toque da mão que já não está, mas cuja memória tem peso e calor.

Num país onde tantas mães choram seus filhos perdidos para a violência, para a negligência, para as doenças, para o destino, este texto precisa ecoar. É uma oração laica, uma elegia moderna. Um hino doloroso à memória de todos os filhos que se foram — e a todas as mães que continuam.

Essa mãe confessa sua pequenez diante da perda. Onde esperam grandeza, ela se sente mínima. Onde queriam força, ela só tem medo. Mas há ali uma força grandiosa — talvez a maior das forças: a de continuar vivendo, cambaleante, respirando entre ruínas, fazendo do corpo um templo de memória, da rotina um culto à permanência. A cada dia, ela transforma a ausência em presença, o luto em resistência.

O amor de mãe, sabemos, não termina com a morte. Ele se refaz em silêncio, em dor, em lembranças que mantêm acesa a chama de quem partiu. É isso que esta mãe faz: reconstrói seu filho dentro de si. E se mantém viva, para que ele viva também.

Lucas não partiu apenas. Ele permanece. No amor indizível de uma mãe que ama até o infinito.

 

 

 

 

27 de maio de 2025, 6 anos da partida do meu Filho Lucas Dias

Meu filho,

Só queria ficar bem quietinha para sentir você perto de mim, dentro de mim. A solidão é infinda, cheia de ausência , numa saudade que não é apenas lembrança, é uma dor indizível, intraduzível.

Onde esperam grandeza sou pequena, insignificante; quando precisava ser força ,sou fraqueza; onde necessitava ser coragem, sou medo, pavor. E onde devia haver apenas lembranças belas , só sinto a dor brutal de uma amputação feita sem anestesia.

Seis anos. Uma medida de tempo sem nenhum sentido para mim, pois sempre é hoje, depois de ontem. Ainda que o Senhor tempo tente me atropelar e passar, sou muralha, e cumpro todas as horas, dias, meses e anos com os compromissos que eles trazem, tentando viver o percentual de felicidade que me restou em cada fatia de tempo, me agarrando nas alegrias, qualquer sonho que se apresente, para vencer essa sensação que Gil e Caetano descreveram como “Tudo demorando em ser tão ruim”

Estou aqui agora buscando você dentro de mim. E encontro todos os olhares, do primeiro ao último, os gestuais, os risos, choros, risadas, bicos, jeitinhos de caminhar, de me abraçar, do olhar de quem teve uma grande idéia, de quem foi magoado e correu para a mãe, olhar de gozação e também de orgulho e admiração. Nossas trocas de olhares de amor. O calor das nossas mãos entrelaçadas, o peso do seu braço sobre meus ombros, seu carinho nos meus cabelos…

Eu não quero falar, escrever, nem mesmo sobre os nossos sonhos roubados. Quero ficar quietinha e sobreviver a essa dor terrível. A mais essa morte. Para poder renascer e seguir, hora cambaleante, hora mais firme, como a única forma que sei de mantê-lo vivo: Através de mim.

Eu te amo até o infinito.

E sofro, sofro, sofro e sofro

ARTIGO – O Silêncio que Grita: A Dor de uma Mãe Inconsolável (Padre Carlos)

 

 

27 de maio. Uma data como tantas para a maioria. Mas para uma mãe, é a lápide viva da ausência. Seis anos da partida de Lucas Dias — e a dor continua fresca, latejante, indomável. Porque o luto de mãe não cicatriza: ele sangra em silêncio, entre quatro paredes, onde o tempo é inimigo e a saudade se transforma em matéria bruta, como uma pedra cravada no peito.

Neste texto comovente, essa mãe nos revela algo que a maioria do mundo não quer ou não sabe escutar: que há dores que não passam. Que existem vazios que o tempo não preenche. Que ser forte, às vezes, é simplesmente levantar da cama e respirar. E que a morte de um filho não é só uma partida — é uma amputação sem anestesia.

Ela escreve — ou melhor, ela sussurra entre lágrimas — que quer apenas ficar quietinha. Porque há gritos que não se pronunciam. Há ausências que se materializam no corpo. O filho vive nela, não como lembrança, mas como presença sensorial: no cheiro, no riso, nos gestos, no toque da mão que já não está, mas cuja memória tem peso e calor.

Num país onde tantas mães choram seus filhos perdidos para a violência, para a negligência, para as doenças, para o destino, este texto precisa ecoar. É uma oração laica, uma elegia moderna. Um hino doloroso à memória de todos os filhos que se foram — e a todas as mães que continuam.

Essa mãe confessa sua pequenez diante da perda. Onde esperam grandeza, ela se sente mínima. Onde queriam força, ela só tem medo. Mas há ali uma força grandiosa — talvez a maior das forças: a de continuar vivendo, cambaleante, respirando entre ruínas, fazendo do corpo um templo de memória, da rotina um culto à permanência. A cada dia, ela transforma a ausência em presença, o luto em resistência.

O amor de mãe, sabemos, não termina com a morte. Ele se refaz em silêncio, em dor, em lembranças que mantêm acesa a chama de quem partiu. É isso que esta mãe faz: reconstrói seu filho dentro de si. E se mantém viva, para que ele viva também.

Lucas não partiu apenas. Ele permanece. No amor indizível de uma mãe que ama até o infinito.

 

 

 

 

27 de maio de 2025, 6 anos da partida do meu Filho Lucas Dias

Meu filho,

Só queria ficar bem quietinha para sentir você perto de mim, dentro de mim. A solidão é infinda, cheia de ausência , numa saudade que não é apenas lembrança, é uma dor indizível, intraduzível.

Onde esperam grandeza sou pequena, insignificante; quando precisava ser força ,sou fraqueza; onde necessitava ser coragem, sou medo, pavor. E onde devia haver apenas lembranças belas , só sinto a dor brutal de uma amputação feita sem anestesia.

Seis anos. Uma medida de tempo sem nenhum sentido para mim, pois sempre é hoje, depois de ontem. Ainda que o Senhor tempo tente me atropelar e passar, sou muralha, e cumpro todas as horas, dias, meses e anos com os compromissos que eles trazem, tentando viver o percentual de felicidade que me restou em cada fatia de tempo, me agarrando nas alegrias, qualquer sonho que se apresente, para vencer essa sensação que Gil e Caetano descreveram como “Tudo demorando em ser tão ruim”

Estou aqui agora buscando você dentro de mim. E encontro todos os olhares, do primeiro ao último, os gestuais, os risos, choros, risadas, bicos, jeitinhos de caminhar, de me abraçar, do olhar de quem teve uma grande idéia, de quem foi magoado e correu para a mãe, olhar de gozação e também de orgulho e admiração. Nossas trocas de olhares de amor. O calor das nossas mãos entrelaçadas, o peso do seu braço sobre meus ombros, seu carinho nos meus cabelos…

Eu não quero falar, escrever, nem mesmo sobre os nossos sonhos roubados. Quero ficar quietinha e sobreviver a essa dor terrível. A mais essa morte. Para poder renascer e seguir, hora cambaleante, hora mais firme, como a única forma que sei de mantê-lo vivo: Através de mim.

Eu te amo até o infinito.

E sofro, sofro, sofro e sofro

ARTIGO – Viadutos: o clamor de uma cidade esquecida

 

(Padre Carlos)

A imagem é clara e cotidiana para quem vive em Vitória da Conquista: veículos pesados cortando a cidade em velocidade, pedestres tentando atravessar a BR-116 como quem arrisca a própria vida num campo de batalha. Não é de hoje que esse cenário denuncia o abandono de uma das regiões mais importantes do interior baiano por parte do Governo Federal quando o assunto é mobilidade e segurança viária.

Nesta semana, uma comitiva da Câmara de Vereadores, liderada pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), desembarcou em Brasília com um único clamor: urgência. Não mais promessas, não mais estudos técnicos ou reuniões sem desfecho. O que se quer – e o que se exige – é a construção imediata de viadutos e passarelas no trecho urbano da BR-116 que rasga a cidade como uma ferida aberta.

A comitiva, que conta com o apoio de deputados federais da bancada baiana, tem como principal pauta a destinação de uma emenda de bancada para viabilizar essas obras. E por que isso é urgente? Porque estamos falando de vidas. De cidadãos que morrem tentando atravessar a rodovia. De um fluxo intenso que transforma a travessia em roleta-russa diária. De um crescimento urbano desordenado que não foi acompanhado pelas necessárias intervenções de mobilidade.

Não é apenas uma questão de infraestrutura. É uma questão de dignidade. De respeito ao povo de Vitória da Conquista. A ausência de viadutos e passarelas não é um detalhe urbanístico – é um retrato do descaso. É o reflexo de um Estado que vira as costas para a vida fora dos grandes centros.

O gesto dos vereadores precisa ser visto como ato político legítimo e necessário. Ao se deslocarem até Brasília, pressionam, cobram e assumem o papel de verdadeiros representantes da comunidade. É preciso sair dos gabinetes e  ir ao coração da máquina federal e bater à porta exigindo o que nos é de direito.

Mais do que nunca, é preciso que a população esteja atenta e mobilizada. Que faça ecoar esse grito por segurança viária, por mobilidade urbana e por justiça. Viadutos não são luxo. Passarelas não são favor. São ferramentas de preservação da vida. São instrumentos que gritam, em concreto armado, que essa cidade importa. Que o povo conquistense não será mais invisível na paisagem da BR-116.

É hora de deixar os discursos e partir para as máquinas. Que Brasília ouça Vitória da Conquista. E que responda com ação.

 

ARTIGO – Viadutos: o clamor de uma cidade esquecida

 

(Padre Carlos)

A imagem é clara e cotidiana para quem vive em Vitória da Conquista: veículos pesados cortando a cidade em velocidade, pedestres tentando atravessar a BR-116 como quem arrisca a própria vida num campo de batalha. Não é de hoje que esse cenário denuncia o abandono de uma das regiões mais importantes do interior baiano por parte do Governo Federal quando o assunto é mobilidade e segurança viária.

Nesta semana, uma comitiva da Câmara de Vereadores, liderada pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), desembarcou em Brasília com um único clamor: urgência. Não mais promessas, não mais estudos técnicos ou reuniões sem desfecho. O que se quer – e o que se exige – é a construção imediata de viadutos e passarelas no trecho urbano da BR-116 que rasga a cidade como uma ferida aberta.

A comitiva, que conta com o apoio de deputados federais da bancada baiana, tem como principal pauta a destinação de uma emenda de bancada para viabilizar essas obras. E por que isso é urgente? Porque estamos falando de vidas. De cidadãos que morrem tentando atravessar a rodovia. De um fluxo intenso que transforma a travessia em roleta-russa diária. De um crescimento urbano desordenado que não foi acompanhado pelas necessárias intervenções de mobilidade.

Não é apenas uma questão de infraestrutura. É uma questão de dignidade. De respeito ao povo de Vitória da Conquista. A ausência de viadutos e passarelas não é um detalhe urbanístico – é um retrato do descaso. É o reflexo de um Estado que vira as costas para a vida fora dos grandes centros.

O gesto dos vereadores precisa ser visto como ato político legítimo e necessário. Ao se deslocarem até Brasília, pressionam, cobram e assumem o papel de verdadeiros representantes da comunidade. É preciso sair dos gabinetes e  ir ao coração da máquina federal e bater à porta exigindo o que nos é de direito.

Mais do que nunca, é preciso que a população esteja atenta e mobilizada. Que faça ecoar esse grito por segurança viária, por mobilidade urbana e por justiça. Viadutos não são luxo. Passarelas não são favor. São ferramentas de preservação da vida. São instrumentos que gritam, em concreto armado, que essa cidade importa. Que o povo conquistense não será mais invisível na paisagem da BR-116.

É hora de deixar os discursos e partir para as máquinas. Que Brasília ouça Vitória da Conquista. E que responda com ação.

 

ARTIGO – Leão XIV e os bastidores do conclave: segredos, Espírito Santo e política vaticana

 

(Padre Carlos)

A eleição de um papa sempre traz consigo o manto do mistério, a sombra do Espírito Santo e o cheiro inconfundível da política eclesiástica. A escolha de Leão XIV não foge à regra — ao contrário, ela explicita, com uma crueza quase cinematográfica, os bastidores de um conclave onde fé e estratégia caminham lado a lado.

As recentes revelações dos cardeais que participaram do conclave trazem à tona um enredo que parece mais próximo de uma crônica vaticana do que de uma solenidade espiritual. O cardeal Désiré Tsarahazana, ao vazar a quantidade de votos que Robert Prevost obteve — “bem mais de cem”, quando apenas 89 eram necessários — cometeu uma infração grave às normas do conclave, passível até de excomunhão. Quebrar o sigilo sagrado da eleição papal não é apenas uma gafe protocolar. É um terremoto canônico.

Mas o que chama ainda mais atenção é o clima de bastidores, revelado em detalhes quase cinematográficos: a bala oferecida por Tagle ao novo papa antes do “sim” definitivo, os suspiros profundos de Prevost, os aplausos emocionados após a aceitação, e o tempo consumido por uma palestra histórica do carismático cardeal Cantalamessa. Tudo isso compõe uma narrativa que, longe de banalizar o conclave, nos ajuda a entender como funcionam os jogos internos do Vaticano.

A escolha do nome Leão XIV não é gratuita. Remete ao vigor reformista de Leão XIII, o papa da Rerum Novarum, defensor dos direitos dos trabalhadores e crítico do liberalismo selvagem. Se a escolha for sinal profético e não mero aceno simbólico, poderemos esperar de Leão XIV um pontificado marcado pelo retorno ao centro da doutrina social da Igreja, no enfrentamento das injustiças do mundo moderno e da pobreza espiritual de uma civilização cada vez mais fragmentada.

No entanto, não se pode ignorar a movimentação política que permeia esses corredores. O favorito da mídia, Pietro Parolin, saiu de cena com dignidade, mas não sem dar seu recado: “é necessária a lógica da Igreja”. Um aviso sutil de que o trono de Pedro ainda se decide em um campo de forças onde oração, discernimento e geopolítica eclesiástica se entrelaçam.

É preciso, sim, respeitar a sacralidade do conclave. Mas também é preciso nomear o que vemos: a sucessão papal é um evento profundamente humano. O Espírito sopra, sem dúvida. Mas sopra entre homens, com suas virtudes, suas vaidades e seus medos. Leão XIV carrega agora o peso de expectativas contraditórias: reformador ou conservador? Diplomata ou profeta?

A Igreja vive um novo ciclo. E se os cardeais quiseram enviar um recado ao mundo, ele está dado: o papa que “respirava fundo” aceitou, sereno, o desafio de liderar 1,3 bilhão de católicos em um planeta cada vez mais convulsionado por guerras, desigualdades e a crise de sentido. Que Leão XIV não seja apenas um nome, mas um rugido de esperança no meio do silêncio cúmplice de uma humanidade adoecida.

ARTIGO – Leão XIV e os bastidores do conclave: segredos, Espírito Santo e política vaticana

 

(Padre Carlos)

A eleição de um papa sempre traz consigo o manto do mistério, a sombra do Espírito Santo e o cheiro inconfundível da política eclesiástica. A escolha de Leão XIV não foge à regra — ao contrário, ela explicita, com uma crueza quase cinematográfica, os bastidores de um conclave onde fé e estratégia caminham lado a lado.

As recentes revelações dos cardeais que participaram do conclave trazem à tona um enredo que parece mais próximo de uma crônica vaticana do que de uma solenidade espiritual. O cardeal Désiré Tsarahazana, ao vazar a quantidade de votos que Robert Prevost obteve — “bem mais de cem”, quando apenas 89 eram necessários — cometeu uma infração grave às normas do conclave, passível até de excomunhão. Quebrar o sigilo sagrado da eleição papal não é apenas uma gafe protocolar. É um terremoto canônico.

Mas o que chama ainda mais atenção é o clima de bastidores, revelado em detalhes quase cinematográficos: a bala oferecida por Tagle ao novo papa antes do “sim” definitivo, os suspiros profundos de Prevost, os aplausos emocionados após a aceitação, e o tempo consumido por uma palestra histórica do carismático cardeal Cantalamessa. Tudo isso compõe uma narrativa que, longe de banalizar o conclave, nos ajuda a entender como funcionam os jogos internos do Vaticano.

A escolha do nome Leão XIV não é gratuita. Remete ao vigor reformista de Leão XIII, o papa da Rerum Novarum, defensor dos direitos dos trabalhadores e crítico do liberalismo selvagem. Se a escolha for sinal profético e não mero aceno simbólico, poderemos esperar de Leão XIV um pontificado marcado pelo retorno ao centro da doutrina social da Igreja, no enfrentamento das injustiças do mundo moderno e da pobreza espiritual de uma civilização cada vez mais fragmentada.

No entanto, não se pode ignorar a movimentação política que permeia esses corredores. O favorito da mídia, Pietro Parolin, saiu de cena com dignidade, mas não sem dar seu recado: “é necessária a lógica da Igreja”. Um aviso sutil de que o trono de Pedro ainda se decide em um campo de forças onde oração, discernimento e geopolítica eclesiástica se entrelaçam.

É preciso, sim, respeitar a sacralidade do conclave. Mas também é preciso nomear o que vemos: a sucessão papal é um evento profundamente humano. O Espírito sopra, sem dúvida. Mas sopra entre homens, com suas virtudes, suas vaidades e seus medos. Leão XIV carrega agora o peso de expectativas contraditórias: reformador ou conservador? Diplomata ou profeta?

A Igreja vive um novo ciclo. E se os cardeais quiseram enviar um recado ao mundo, ele está dado: o papa que “respirava fundo” aceitou, sereno, o desafio de liderar 1,3 bilhão de católicos em um planeta cada vez mais convulsionado por guerras, desigualdades e a crise de sentido. Que Leão XIV não seja apenas um nome, mas um rugido de esperança no meio do silêncio cúmplice de uma humanidade adoecida.

Marina Silva Deixa Audiência Após Bate-Boca com Senadores

 

 

 

 

A cena de Marina Silva deixando a audiência no Senado após um embate com parlamentares não foi apenas um gesto de indignação — foi o reflexo de uma crise construída com o tempo, palavra por palavra, silêncio por silêncio.

É verdade que a falta de respeito não deve ser naturalizada, muito menos defendida. Mas é igualmente necessário reconhecer que o Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança de Marina, contribuiu para o acirramento desse cenário. A demora na concessão da licença para exploração na Margem Equatorial e, mais ainda, a postura adotada durante esse processo — marcada por discursos mais ideológicos do que técnicos — alimentou a frustração até mesmo de senadores moderados e comprometidos com a preservação ambiental.

Marina colheu, ali, parte do que plantou: um processo sem clareza, sem diálogo amplo e, por vezes, com tons de militância que beiraram o dogmatismo. A situação chegou a tal ponto que foi necessário o próprio presidente Lula intervir, sinalizando que havia um desalinhamento entre a gestão ambiental e os interesses estratégicos do governo.

A Margem Equatorial não é uma discussão simples. Trata-se de um território ambientalmente sensível, sim, mas também de uma fronteira energética com potencial econômico relevante. Quando a pauta é tratada como tabu, sem espaço para convergência ou escuta mútua, o resultado é esse: tensão, ruído, e desgaste político.

O gesto de Marina pode até ser lido como um protesto digno. Mas também evidencia uma falha de gestão no trato com os outros poderes. A causa ambiental exige firmeza — mas também sabedoria política. Preservar o futuro não pode significar isolar o presente.

Se há um recado que essa audiência deixa, é que o Brasil precisa de uma política ambiental que seja firme, mas também dialogável. Onde ministros falem, ouçam e fiquem até o fim.

 

Marina Silva Deixa Audiência Após Bate-Boca com Senadores

 

 

 

 

A cena de Marina Silva deixando a audiência no Senado após um embate com parlamentares não foi apenas um gesto de indignação — foi o reflexo de uma crise construída com o tempo, palavra por palavra, silêncio por silêncio.

É verdade que a falta de respeito não deve ser naturalizada, muito menos defendida. Mas é igualmente necessário reconhecer que o Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança de Marina, contribuiu para o acirramento desse cenário. A demora na concessão da licença para exploração na Margem Equatorial e, mais ainda, a postura adotada durante esse processo — marcada por discursos mais ideológicos do que técnicos — alimentou a frustração até mesmo de senadores moderados e comprometidos com a preservação ambiental.

Marina colheu, ali, parte do que plantou: um processo sem clareza, sem diálogo amplo e, por vezes, com tons de militância que beiraram o dogmatismo. A situação chegou a tal ponto que foi necessário o próprio presidente Lula intervir, sinalizando que havia um desalinhamento entre a gestão ambiental e os interesses estratégicos do governo.

A Margem Equatorial não é uma discussão simples. Trata-se de um território ambientalmente sensível, sim, mas também de uma fronteira energética com potencial econômico relevante. Quando a pauta é tratada como tabu, sem espaço para convergência ou escuta mútua, o resultado é esse: tensão, ruído, e desgaste político.

O gesto de Marina pode até ser lido como um protesto digno. Mas também evidencia uma falha de gestão no trato com os outros poderes. A causa ambiental exige firmeza — mas também sabedoria política. Preservar o futuro não pode significar isolar o presente.

Se há um recado que essa audiência deixa, é que o Brasil precisa de uma política ambiental que seja firme, mas também dialogável. Onde ministros falem, ouçam e fiquem até o fim.

 

ARTIGO – A Banalidade do Mal: Quando a barbárie veste terno e gravata

 

(Padre Carlos)

A filósofa Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, um dos arquitetos do Holocausto. Arendt não via Eichmann como um monstro demoníaco, mas como um homem comum, medíocre, burocrático, que seguiu ordens e convenções sociais sem pensar nas consequências morais de seus atos. A banalidade do mal, portanto, não é a fúria assassina de um psicopata, mas a frieza racional de quem decide que a morte de inocentes é um dano colateral justificável.

O mundo ficou estarrecido com as declarações de Michal Waldiger, deputada do Partido Sionista Religioso, que afirmou, sem hesitação, que até crianças deveriam ser mortas em Gaza, pois “não há outra maneira”. Suas palavras, proferidas em plena tribuna do Knesset, não foram fruto de um acesso de raiva, mas de uma convicção ideológica. E é isso que as torna ainda mais assustadoras. A turma do Hitler é café pequeno diante de quem normaliza o extermínio infantil com argumentos de conveniência política.

A violência, quando travestida de patriotismo, ganha aplausos. A desumanização do outro, quando abençoada por bandeiras e discursos religiosos, torna-se estratégia de Estado. E a morte, quando serve a um projeto expansionista, deixa de ser tragédia para se tornar estatística.

As palavras de Waldiger não são apenas chocantes – são criminosas. E nos obrigam a questionar até onde vai o silêncio cúmplice da comunidade internacional. Quando um representante eleito defende abertamente o assassinato de crianças e continua em seu cargo, sem sanções, sem investigações, sem sequer um pedido de desculpas, algo está apodrecido nas estruturas do poder.

Este tipo de discurso não é apenas moralmente repugnante – ele configura uma ruptura ética profunda. Ele naturaliza a barbárie. E, ao fazer isso, legitima um novo tipo de genocídio, onde a vítima não é mais humana, mas reduzida a um “obstáculo” que precisa ser eliminado.

Israel tem o direito à sua segurança, assim como o povo palestino tem o direito à sua existência. Mas quando o discurso da segurança se transforma em licença para matar, inclusive crianças, o que está em jogo já não é mais a geopolítica, mas a própria civilização.

A história cobrará caro por esse silêncio. Porque o mal não precisa de monstros para triunfar. Basta que pessoas normais, respeitáveis, bem-vestidas e eleitas democraticamente, decidam que matar crianças é uma opção viável. E que o resto do mundo ache isso apenas uma “opinião polêmica”.

ARTIGO – A Banalidade do Mal: Quando a barbárie veste terno e gravata

 

(Padre Carlos)

A filósofa Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, um dos arquitetos do Holocausto. Arendt não via Eichmann como um monstro demoníaco, mas como um homem comum, medíocre, burocrático, que seguiu ordens e convenções sociais sem pensar nas consequências morais de seus atos. A banalidade do mal, portanto, não é a fúria assassina de um psicopata, mas a frieza racional de quem decide que a morte de inocentes é um dano colateral justificável.

O mundo ficou estarrecido com as declarações de Michal Waldiger, deputada do Partido Sionista Religioso, que afirmou, sem hesitação, que até crianças deveriam ser mortas em Gaza, pois “não há outra maneira”. Suas palavras, proferidas em plena tribuna do Knesset, não foram fruto de um acesso de raiva, mas de uma convicção ideológica. E é isso que as torna ainda mais assustadoras. A turma do Hitler é café pequeno diante de quem normaliza o extermínio infantil com argumentos de conveniência política.

A violência, quando travestida de patriotismo, ganha aplausos. A desumanização do outro, quando abençoada por bandeiras e discursos religiosos, torna-se estratégia de Estado. E a morte, quando serve a um projeto expansionista, deixa de ser tragédia para se tornar estatística.

As palavras de Waldiger não são apenas chocantes – são criminosas. E nos obrigam a questionar até onde vai o silêncio cúmplice da comunidade internacional. Quando um representante eleito defende abertamente o assassinato de crianças e continua em seu cargo, sem sanções, sem investigações, sem sequer um pedido de desculpas, algo está apodrecido nas estruturas do poder.

Este tipo de discurso não é apenas moralmente repugnante – ele configura uma ruptura ética profunda. Ele naturaliza a barbárie. E, ao fazer isso, legitima um novo tipo de genocídio, onde a vítima não é mais humana, mas reduzida a um “obstáculo” que precisa ser eliminado.

Israel tem o direito à sua segurança, assim como o povo palestino tem o direito à sua existência. Mas quando o discurso da segurança se transforma em licença para matar, inclusive crianças, o que está em jogo já não é mais a geopolítica, mas a própria civilização.

A história cobrará caro por esse silêncio. Porque o mal não precisa de monstros para triunfar. Basta que pessoas normais, respeitáveis, bem-vestidas e eleitas democraticamente, decidam que matar crianças é uma opção viável. E que o resto do mundo ache isso apenas uma “opinião polêmica”.

ARTIGO – Quem ganha com a tentativa de dividir a base da prefeita?

 

(Padre Carlos)

Nos últimos dias, algumas publicações têm tentado vender a ideia de que há uma crise irreversível na base de apoio da prefeita Sheila Lemos na Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Com ares de denúncia e bastidores exagerados, criam uma narrativa artificial, como se existisse uma ruptura política iminente entre aliados que, na realidade, seguem unidos nos propósitos maiores de governar com responsabilidade e atender os anseios da população.

É legítimo questionar: a quem interessa alimentar esse tipo de intriga? Quem lucra politicamente ao plantar notícias cujo único objetivo é causar barulho, confusão e desconfiança dentro da base governista?

A prefeita Sheila Lemos tem demonstrado, ao longo do seu mandato, liderança, firmeza e equilíbrio. Seu governo tem enfrentado desafios complexos, como a melhoria dos serviços públicos, a modernização da gestão e a articulação de políticas sociais que exigem diálogo constante com a Câmara. Esse trabalho requer uma base sólida, sim — mas também exige maturidade para lidar com divergências, naturais em qualquer ambiente democrático.

Divergir não é romper. Debater não é dividir. A política é feita de construção, de negociação e, acima de tudo, de foco nos interesses do povo. Tentar transformar questões administrativas ou discussões normais sobre o regimento interno da Casa em indícios de crise revela mais sobre a intenção de quem publica do que sobre a realidade da gestão municipal.

O que a cidade espera dos vereadores da base da prefeita é que continuem fazendo o que têm feito: aprovando projetos relevantes, fiscalizando com responsabilidade e mantendo o foco nas prioridades da população — como saúde, mobilidade, educação e geração de empregos.

Não há espaço para intrigas baratas nem para palanques antecipados. Vitória da Conquista quer união, maturidade política e compromisso com os resultados. O tempo da velha política, das fofocas e das narrativas plantadas, já passou. O povo está mais atento do que nunca.

Quem tenta plantar divisão, está, na verdade, colhendo descrédito.

ARTIGO – Quem ganha com a tentativa de dividir a base da prefeita?

 

(Padre Carlos)

Nos últimos dias, algumas publicações têm tentado vender a ideia de que há uma crise irreversível na base de apoio da prefeita Sheila Lemos na Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Com ares de denúncia e bastidores exagerados, criam uma narrativa artificial, como se existisse uma ruptura política iminente entre aliados que, na realidade, seguem unidos nos propósitos maiores de governar com responsabilidade e atender os anseios da população.

É legítimo questionar: a quem interessa alimentar esse tipo de intriga? Quem lucra politicamente ao plantar notícias cujo único objetivo é causar barulho, confusão e desconfiança dentro da base governista?

A prefeita Sheila Lemos tem demonstrado, ao longo do seu mandato, liderança, firmeza e equilíbrio. Seu governo tem enfrentado desafios complexos, como a melhoria dos serviços públicos, a modernização da gestão e a articulação de políticas sociais que exigem diálogo constante com a Câmara. Esse trabalho requer uma base sólida, sim — mas também exige maturidade para lidar com divergências, naturais em qualquer ambiente democrático.

Divergir não é romper. Debater não é dividir. A política é feita de construção, de negociação e, acima de tudo, de foco nos interesses do povo. Tentar transformar questões administrativas ou discussões normais sobre o regimento interno da Casa em indícios de crise revela mais sobre a intenção de quem publica do que sobre a realidade da gestão municipal.

O que a cidade espera dos vereadores da base da prefeita é que continuem fazendo o que têm feito: aprovando projetos relevantes, fiscalizando com responsabilidade e mantendo o foco nas prioridades da população — como saúde, mobilidade, educação e geração de empregos.

Não há espaço para intrigas baratas nem para palanques antecipados. Vitória da Conquista quer união, maturidade política e compromisso com os resultados. O tempo da velha política, das fofocas e das narrativas plantadas, já passou. O povo está mais atento do que nunca.

Quem tenta plantar divisão, está, na verdade, colhendo descrédito.