Política e Resenha

ARTIGO – A Política do Invisível: Quando Maquiavel encontra Platão

 

 

 

(Padre Carlos)

 

 

Vivemos numa época em que o poder se esconde atrás de rostos bem maquiados e palavras ensaiadas. Políticos fazem promessas grandiosas, mas muitas vezes agem pensando só em si mesmos. Por trás desse show de sorrisos e câmeras, o que realmente acontece? Quem consegue enxergar o jogo invisível que corre nos bastidores da política?

Na “República”, Platão conta a história de Gyges, um pastor que encontra um anel mágico capaz de torná-lo invisível. Sem medo de ser visto, ele mata o rei e assume o trono. Gláucon, personagem que relata o mito, questiona: será que alguém continuaria justo se pudesse agir escondido, sem sofrer punições?

Quase mil anos depois, Maquiavel publica “O Príncipe” e dá outro recado: para manter o poder, o governante precisa aprender a parecer bom, justo e honesto — mesmo que não seja de fato. Segundo ele, o povo julga pelas aparências. Por isso, quem domina a arte de esconder suas verdadeiras intenções e mostrar só o que interessa, se dá bem.

Não existe mais anel mágico, mas a lógica é a mesma. Campanhas bem planejadas, perfis falsos nas redes sociais, discursos que tocam o coração… Tudo faz parte desse teatro em que poucos revelam seus verdadeiros planos. Há quem controle notícias, filtre dados e modele opiniões, mantendo o público no escuro.

Felizmente, Platão acreditava que a educação e o esforço podem nos ensinar a olhar além das aparências. Maquiavel, por sua vez, nos alerta para os truques usados na política. A saída é simples (mas exige disciplina): desenvolver um olhar crítico, questionar promessas, checar informações e desconfiar de sorrisos fáceis.

Para que a justiça e a transparência prevaleçam, é preciso iluminar o invisível. Que cada cidadão torne-se um “olho aberto” e não apenas uma plateia passiva. Só assim poderemos exigir uma política de verdade, onde o que importa sejam as ações concretas e não o espetáculo bem produzido.

ARTIGO – A Política do Invisível: Quando Maquiavel encontra Platão

 

 

 

(Padre Carlos)

 

 

Vivemos numa época em que o poder se esconde atrás de rostos bem maquiados e palavras ensaiadas. Políticos fazem promessas grandiosas, mas muitas vezes agem pensando só em si mesmos. Por trás desse show de sorrisos e câmeras, o que realmente acontece? Quem consegue enxergar o jogo invisível que corre nos bastidores da política?

Na “República”, Platão conta a história de Gyges, um pastor que encontra um anel mágico capaz de torná-lo invisível. Sem medo de ser visto, ele mata o rei e assume o trono. Gláucon, personagem que relata o mito, questiona: será que alguém continuaria justo se pudesse agir escondido, sem sofrer punições?

Quase mil anos depois, Maquiavel publica “O Príncipe” e dá outro recado: para manter o poder, o governante precisa aprender a parecer bom, justo e honesto — mesmo que não seja de fato. Segundo ele, o povo julga pelas aparências. Por isso, quem domina a arte de esconder suas verdadeiras intenções e mostrar só o que interessa, se dá bem.

Não existe mais anel mágico, mas a lógica é a mesma. Campanhas bem planejadas, perfis falsos nas redes sociais, discursos que tocam o coração… Tudo faz parte desse teatro em que poucos revelam seus verdadeiros planos. Há quem controle notícias, filtre dados e modele opiniões, mantendo o público no escuro.

Felizmente, Platão acreditava que a educação e o esforço podem nos ensinar a olhar além das aparências. Maquiavel, por sua vez, nos alerta para os truques usados na política. A saída é simples (mas exige disciplina): desenvolver um olhar crítico, questionar promessas, checar informações e desconfiar de sorrisos fáceis.

Para que a justiça e a transparência prevaleçam, é preciso iluminar o invisível. Que cada cidadão torne-se um “olho aberto” e não apenas uma plateia passiva. Só assim poderemos exigir uma política de verdade, onde o que importa sejam as ações concretas e não o espetáculo bem produzido.

ARTIGO – Raposa e o Principezinho

 

(Padre Carlos)

Outro dia fui convidado a falar para uma turma que estava concluindo o ensino médio. Ao fim da palestra, um jovem se aproximou e, com olhos brilhando de curiosidade, me perguntou: “O que o senhor entende por cativar?”

Sorri com ternura. A pergunta ecoou dentro de mim como quem pede abrigo. Respondi: “Falar de cativar me lembra a conversa entre a Raposa e o Principezinho.”

E então recordei aquelas linhas delicadas de Saint-Exupéry. Quando o pequeno príncipe pergunta à Raposa o que significa “cativar”, ela responde com doçura e dor: é criar laços. Algo que o mundo anda esquecendo.

A partir dali, se estabelece um diálogo entre o pequeno viajante das estrelas e o animal sábio, que termina com palavras que, confesso, me atravessam a alma:

“Você não é nada para mim. É só um garoto igual a cem mil outros. E eu sou só uma raposa igual a cem mil outras. Mas, se você me cativar, nós teremos necessidade um do outro. Você será para mim único no mundo. Eu serei para você única no mundo.”

Essas palavras me levaram a pensar: e se não houver amanhã? Por que resistimos tanto em cativar e, talvez mais ainda, em nos deixar cativar? Seria o medo de depender? De nos tornarmos vulneráveis ao afeto do outro?

Mas só desarmando o coração podemos dizer: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

A semana que passou foi como esta. E esta será como a próxima. Caminhamos entre pessoas invisíveis. Estamos nas mesmas praças, nas mesmas escolas, nas mesmas igrejas — e, no entanto, não as enxergamos.

Nos ensinaram a conter os sentimentos. A segurar o abraço. A economizar palavras doces. A evitar laços como quem evita feridas.

Mas cativar é o contrário disso: é sair de si para alcançar o outro. É dar permissão para que outro entre em nossa alma e, quem sabe, ali permaneça.

A Raposa e o Principezinho entenderam. Compreenderam que criar laços é a única forma de tornar a vida menos solitária e o mundo mais habitável.

Cativar é também aceitar o outro em sua história, sua cor, sua origem, sua fé. É perceber que só se constrói paz onde há respeito. Que só se vive bem onde há afeto. Que só se combate o preconceito quando olhamos para o outro e o reconhecemos como parte de nós.

Por que temos tanto medo de amar com liberdade? Talvez porque, como disse a Raposa: “O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração.”

O mundo precisa reaprender a cativar. Precisa repactuar com o afeto, com o diálogo, com o encontro. Estamos nos tornando predadores uns dos outros. Porque falta coração, e sobra pressa.

As raposas estão caçando galinhas. E os homens, caçando raposas.

ARTIGO – Raposa e o Principezinho

 

(Padre Carlos)

Outro dia fui convidado a falar para uma turma que estava concluindo o ensino médio. Ao fim da palestra, um jovem se aproximou e, com olhos brilhando de curiosidade, me perguntou: “O que o senhor entende por cativar?”

Sorri com ternura. A pergunta ecoou dentro de mim como quem pede abrigo. Respondi: “Falar de cativar me lembra a conversa entre a Raposa e o Principezinho.”

E então recordei aquelas linhas delicadas de Saint-Exupéry. Quando o pequeno príncipe pergunta à Raposa o que significa “cativar”, ela responde com doçura e dor: é criar laços. Algo que o mundo anda esquecendo.

A partir dali, se estabelece um diálogo entre o pequeno viajante das estrelas e o animal sábio, que termina com palavras que, confesso, me atravessam a alma:

“Você não é nada para mim. É só um garoto igual a cem mil outros. E eu sou só uma raposa igual a cem mil outras. Mas, se você me cativar, nós teremos necessidade um do outro. Você será para mim único no mundo. Eu serei para você única no mundo.”

Essas palavras me levaram a pensar: e se não houver amanhã? Por que resistimos tanto em cativar e, talvez mais ainda, em nos deixar cativar? Seria o medo de depender? De nos tornarmos vulneráveis ao afeto do outro?

Mas só desarmando o coração podemos dizer: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

A semana que passou foi como esta. E esta será como a próxima. Caminhamos entre pessoas invisíveis. Estamos nas mesmas praças, nas mesmas escolas, nas mesmas igrejas — e, no entanto, não as enxergamos.

Nos ensinaram a conter os sentimentos. A segurar o abraço. A economizar palavras doces. A evitar laços como quem evita feridas.

Mas cativar é o contrário disso: é sair de si para alcançar o outro. É dar permissão para que outro entre em nossa alma e, quem sabe, ali permaneça.

A Raposa e o Principezinho entenderam. Compreenderam que criar laços é a única forma de tornar a vida menos solitária e o mundo mais habitável.

Cativar é também aceitar o outro em sua história, sua cor, sua origem, sua fé. É perceber que só se constrói paz onde há respeito. Que só se vive bem onde há afeto. Que só se combate o preconceito quando olhamos para o outro e o reconhecemos como parte de nós.

Por que temos tanto medo de amar com liberdade? Talvez porque, como disse a Raposa: “O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração.”

O mundo precisa reaprender a cativar. Precisa repactuar com o afeto, com o diálogo, com o encontro. Estamos nos tornando predadores uns dos outros. Porque falta coração, e sobra pressa.

As raposas estão caçando galinhas. E os homens, caçando raposas.

A Guerra Nunca Acaba: O Silêncio que Ecoa por Gerações

 

 

Por Padre Carlos

A guerra nunca acaba. O disparo final pode ter sido há décadas. Os tratados de paz podem ter sido assinados em cerimônias solenes, com registros em ata e promessas de reconstrução. Mas o conflito — esse que desfigura corpos, silencia almas e corrompe a esperança — sobrevive. Ele resiste nos destroços que não se veem: nas memórias atravessadas pelo trauma, nos silêncios herdados pelas famílias, nas cicatrizes que não sangram, mas nunca cessam de doer.

O fim da Segunda Guerra Mundial completa, neste ano, 80 anos. Uma marca histórica que, por mais simbólica que seja, não representa um ponto final. O combate deixou de acontecer nas trincheiras para se instalar, de forma invisível, no cotidiano de milhares de brasileiros afetados direta ou indiretamente pelo maior conflito bélico do século XX. Foram mais de 25 mil soldados enviados pelo Brasil ao front europeu, convocados para cumprir uma missão que muitos nem compreendiam inteiramente. Embarcaram com a farda nas costas e a incerteza nos olhos. Voltaram — alguns — transformados, quebrados, ou silenciosos para sempre.

A guerra, como entidade, não respeita fronteiras geográficas. Seus danos se espalham por linhas de tempo, por memórias coletivas e por narrativas não contadas. O impacto não recaiu apenas sobre os que empunharam armas. Ele atingiu também aqueles que ficaram: as famílias que esperaram notícias, os filhos que nasceram do silêncio, as comunidades que nunca entenderam por que alguns voltaram e outros não.

Nos navios superlotados que cortaram o Atlântico rumo à Europa, viajavam jovens que não sabiam ao certo o que iriam encontrar. Enfrentaram o frio extremo, o medo constante, as privações mais elementares e a brutalidade da guerra moderna. Muitos deles nunca chegaram ao campo de batalha, mas isso não os poupou das consequências psicológicas. Os traumas não se limitam ao campo de fogo. Eles se instalam em cada recanto da experiência humana: na tensão das madrugadas, na censura das cartas, na ausência de linguagem para nomear a dor.

A guerra também destrói o afeto. Rompe relações, desfaz laços, impõe distâncias impossíveis de medir. Quantas cartas foram censuradas, quantos amores foram interrompidos, quantos sentimentos foram calados? O combate desumaniza mesmo à distância, transformando corações em trincheiras.

E mesmo após o retorno, não há garantia de reencontro. O corpo volta, mas nem sempre a pessoa retorna com ele. Muitos dos que voltaram trouxeram consigo a culpa dos sobreviventes, a perturbação das lembranças, o assombro das perdas. Comemorou-se o fim da guerra com vinho e canções, mas a celebração não apaga o luto. E esse luto segue silencioso, atravessando gerações.

Hoje, ao olhar para as imagens que marcaram aquele tempo — rostos fardados, cenas de devastação, cadáveres de líderes derrotados pendurados em praça pública — somos lembrados de que há símbolos que não devem ser esquecidos. Não por desejo de reviver o terror, mas por necessidade de enfrentá-lo. A memória é, nesse contexto, um gesto de resistência. É o que impede que os erros se repitam.

Ainda hoje, décadas depois, é possível sentir a reverberação daquele conflito em cada nova guerra que surge no mundo. Cada bomba lançada nos lembra que a humanidade ainda não aprendeu. Cada novo confronto nos mostra que o passado não foi suficientemente lembrado. Os horrores da guerra não envelhecem; apenas se disfarçam de novidade.

Por isso, falar sobre guerra é, sobretudo, falar sobre a urgência da paz. É afirmar que os fantasmas do passado não devem ser varridos para debaixo do tapete da história. É reconhecer que o sofrimento coletivo precisa ser contado, recontado, preservado. Não por saudosismo ou heroísmo. Mas por responsabilidade histórica.

A guerra nunca acaba. Mas pode — e deve — ser contida pela memória, pela justiça, pela educação e pela consciência coletiva. Não há honra em repetir violências. Não há glória em apagar feridas. O verdadeiro combate é contra o esquecimento.

E que estejamos, todos, do lado da paz. Sempre.

A Guerra Nunca Acaba: O Silêncio que Ecoa por Gerações

 

 

Por Padre Carlos

A guerra nunca acaba. O disparo final pode ter sido há décadas. Os tratados de paz podem ter sido assinados em cerimônias solenes, com registros em ata e promessas de reconstrução. Mas o conflito — esse que desfigura corpos, silencia almas e corrompe a esperança — sobrevive. Ele resiste nos destroços que não se veem: nas memórias atravessadas pelo trauma, nos silêncios herdados pelas famílias, nas cicatrizes que não sangram, mas nunca cessam de doer.

O fim da Segunda Guerra Mundial completa, neste ano, 80 anos. Uma marca histórica que, por mais simbólica que seja, não representa um ponto final. O combate deixou de acontecer nas trincheiras para se instalar, de forma invisível, no cotidiano de milhares de brasileiros afetados direta ou indiretamente pelo maior conflito bélico do século XX. Foram mais de 25 mil soldados enviados pelo Brasil ao front europeu, convocados para cumprir uma missão que muitos nem compreendiam inteiramente. Embarcaram com a farda nas costas e a incerteza nos olhos. Voltaram — alguns — transformados, quebrados, ou silenciosos para sempre.

A guerra, como entidade, não respeita fronteiras geográficas. Seus danos se espalham por linhas de tempo, por memórias coletivas e por narrativas não contadas. O impacto não recaiu apenas sobre os que empunharam armas. Ele atingiu também aqueles que ficaram: as famílias que esperaram notícias, os filhos que nasceram do silêncio, as comunidades que nunca entenderam por que alguns voltaram e outros não.

Nos navios superlotados que cortaram o Atlântico rumo à Europa, viajavam jovens que não sabiam ao certo o que iriam encontrar. Enfrentaram o frio extremo, o medo constante, as privações mais elementares e a brutalidade da guerra moderna. Muitos deles nunca chegaram ao campo de batalha, mas isso não os poupou das consequências psicológicas. Os traumas não se limitam ao campo de fogo. Eles se instalam em cada recanto da experiência humana: na tensão das madrugadas, na censura das cartas, na ausência de linguagem para nomear a dor.

A guerra também destrói o afeto. Rompe relações, desfaz laços, impõe distâncias impossíveis de medir. Quantas cartas foram censuradas, quantos amores foram interrompidos, quantos sentimentos foram calados? O combate desumaniza mesmo à distância, transformando corações em trincheiras.

E mesmo após o retorno, não há garantia de reencontro. O corpo volta, mas nem sempre a pessoa retorna com ele. Muitos dos que voltaram trouxeram consigo a culpa dos sobreviventes, a perturbação das lembranças, o assombro das perdas. Comemorou-se o fim da guerra com vinho e canções, mas a celebração não apaga o luto. E esse luto segue silencioso, atravessando gerações.

Hoje, ao olhar para as imagens que marcaram aquele tempo — rostos fardados, cenas de devastação, cadáveres de líderes derrotados pendurados em praça pública — somos lembrados de que há símbolos que não devem ser esquecidos. Não por desejo de reviver o terror, mas por necessidade de enfrentá-lo. A memória é, nesse contexto, um gesto de resistência. É o que impede que os erros se repitam.

Ainda hoje, décadas depois, é possível sentir a reverberação daquele conflito em cada nova guerra que surge no mundo. Cada bomba lançada nos lembra que a humanidade ainda não aprendeu. Cada novo confronto nos mostra que o passado não foi suficientemente lembrado. Os horrores da guerra não envelhecem; apenas se disfarçam de novidade.

Por isso, falar sobre guerra é, sobretudo, falar sobre a urgência da paz. É afirmar que os fantasmas do passado não devem ser varridos para debaixo do tapete da história. É reconhecer que o sofrimento coletivo precisa ser contado, recontado, preservado. Não por saudosismo ou heroísmo. Mas por responsabilidade histórica.

A guerra nunca acaba. Mas pode — e deve — ser contida pela memória, pela justiça, pela educação e pela consciência coletiva. Não há honra em repetir violências. Não há glória em apagar feridas. O verdadeiro combate é contra o esquecimento.

E que estejamos, todos, do lado da paz. Sempre.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta terça-feira

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 13 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
EUA e China anunciam redução temporária de taxas recíprocas

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/eua-e-china-anunciam-acordo-para-reduzir-tarifas-temporariamente.shtml

 

O Estado de S. Paulo
EUA e China acertam trégua de 90 dias e cortam tarifas

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-eua-e-china-acertam-tregua-de-90-dias-e-cortam-tarifas/?srsltid=AfmBOorMvztGRUhgSFEo-9Sx-Qqgc589zDrrIia-TEPy1Oj5w96FIKfR

 

Valor Econômico (SP)
Trégua entre EUA e China sobre tarifas traz alívio aos mercados

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/05/12/eua-e-china-avancam-nas-negociacoes-sobre-tarifas.ghtml

 

O Globo (RJ)
Trégua na guerra de tarifas entre EUA e China traz alívio ao mercado, e dólar sobe

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/12/mercados-saltam-apos-tregua-na-guerra-comercial-entre-eua-e-china.ghtml

 

O Dia (RJ)
EMPREGOS E ESTÁGIOS
Confira onde estão mais de 6,6 mil vagas no estado

https://odia.ig.com.br/economia/empregos-e-negocios/2025/05/7054559-rio-comeca-a-semana-com-mais-de-6-mil-vagas-de-emprego-e-estagio.html

 

Correio Braziliense
MÁRCIO MACÊDO
“A fraude não começou neste governo, mas vai acabar neste governo”

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/05/7144662-macedo-se-estao-se-oferecendo-para-vir-e-porque-o-governo-esta-bem.html

 

Estado de Minas
DÍVIDA DE MINAS
Zema: Propag é a ‘solução definitiva’

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7144103-propag-e-a-solucao-definitiva-para-divida-mineira-afirma-zema.html

 

Zero Hora (RS)
Empresas chinesas planejam investir R$ 27 bi no Brasil

https://gauchazh.clicrbs.com.br/economia/noticia/2025/05/empresas-chinesas-prometem-investir-r-27-bi-com-chegada-de-novas-marcas-e-delivery-ao-brasil-cmal7o2ay003c01izy52rx2p0.html

 

Diário de Pernambuco
Brasil vai à China e atrai R$ 27 bilhões em investimentos

https://impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/economia/2025/05/brasil-vai-receber-r-27-bilhoes-em-investimentos.html

 

Jornal do Commercio (PE)
INSS começa a notificar aposentados sobre desvios

https://jc.uol.com.br/

 

A Tarde (BA)
Venda legal do Mounjaro não coíbe uso clandestino

https://atarde.com.br/salvador/canetas-do-mounjaro-fortalecem-contrabando-em-salvador-1315683

 

Diário do Nordeste (CE)
EUA e China suspendem tarifas por 90 dias

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/mundo/eua-e-china-anunciam-acordo-com-suspensao-de-tarifas-por-90-dias-1.3649281#:~:text=Estados%20Unidos%20e%20China%20anunciaram,uma%20pausa%20na%20guerra%20comercial.

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta terça-feira

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 13 de maio de 2025

 

Folha de S.Paulo
EUA e China anunciam redução temporária de taxas recíprocas

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/eua-e-china-anunciam-acordo-para-reduzir-tarifas-temporariamente.shtml

 

O Estado de S. Paulo
EUA e China acertam trégua de 90 dias e cortam tarifas

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-eua-e-china-acertam-tregua-de-90-dias-e-cortam-tarifas/?srsltid=AfmBOorMvztGRUhgSFEo-9Sx-Qqgc589zDrrIia-TEPy1Oj5w96FIKfR

 

Valor Econômico (SP)
Trégua entre EUA e China sobre tarifas traz alívio aos mercados

https://valor.globo.com/impresso/noticia/2025/05/12/eua-e-china-avancam-nas-negociacoes-sobre-tarifas.ghtml

 

O Globo (RJ)
Trégua na guerra de tarifas entre EUA e China traz alívio ao mercado, e dólar sobe

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/12/mercados-saltam-apos-tregua-na-guerra-comercial-entre-eua-e-china.ghtml

 

O Dia (RJ)
EMPREGOS E ESTÁGIOS
Confira onde estão mais de 6,6 mil vagas no estado

https://odia.ig.com.br/economia/empregos-e-negocios/2025/05/7054559-rio-comeca-a-semana-com-mais-de-6-mil-vagas-de-emprego-e-estagio.html

 

Correio Braziliense
MÁRCIO MACÊDO
“A fraude não começou neste governo, mas vai acabar neste governo”

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/05/7144662-macedo-se-estao-se-oferecendo-para-vir-e-porque-o-governo-esta-bem.html

 

Estado de Minas
DÍVIDA DE MINAS
Zema: Propag é a ‘solução definitiva’

https://www.em.com.br/politica/2025/05/7144103-propag-e-a-solucao-definitiva-para-divida-mineira-afirma-zema.html

 

Zero Hora (RS)
Empresas chinesas planejam investir R$ 27 bi no Brasil

https://gauchazh.clicrbs.com.br/economia/noticia/2025/05/empresas-chinesas-prometem-investir-r-27-bi-com-chegada-de-novas-marcas-e-delivery-ao-brasil-cmal7o2ay003c01izy52rx2p0.html

 

Diário de Pernambuco
Brasil vai à China e atrai R$ 27 bilhões em investimentos

https://impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/economia/2025/05/brasil-vai-receber-r-27-bilhoes-em-investimentos.html

 

Jornal do Commercio (PE)
INSS começa a notificar aposentados sobre desvios

https://jc.uol.com.br/

 

A Tarde (BA)
Venda legal do Mounjaro não coíbe uso clandestino

https://atarde.com.br/salvador/canetas-do-mounjaro-fortalecem-contrabando-em-salvador-1315683

 

Diário do Nordeste (CE)
EUA e China suspendem tarifas por 90 dias

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/mundo/eua-e-china-anunciam-acordo-com-suspensao-de-tarifas-por-90-dias-1.3649281#:~:text=Estados%20Unidos%20e%20China%20anunciaram,uma%20pausa%20na%20guerra%20comercial.

 

 

ARTIGO – Vitória da Conquista ergue a bandeira do esporte com a criação da SME

 

(Padre Carlos)

A criação da Secretaria Municipal de Esportes (SME), sancionada pela prefeita Ana Sheila Lemos Andrade na tarde da segunda-feira, 12 de maio de 2025, marca um passo simbólico e estrutural de grande importância para o futuro de Vitória da Conquista. O município, que até aqui abrigava o esporte sob o guarda-chuva da Cultura, finalmente reconhece que o esporte não é apêndice cultural, mas eixo estratégico de cidadania, saúde pública, inclusão social e desenvolvimento humano.

Em tempos em que a violência urbana ceifa precocemente sonhos e juventudes, é alentador ouvir da própria prefeita a convicção de que o esporte salva vidas. Essa não é apenas uma frase de efeito político; é uma afirmação respaldada por estudos, por experiências nacionais e internacionais, e sobretudo pela realidade vivida em cada bairro onde uma bola divide com o tráfico a atenção de crianças e adolescentes.

A nomeação de Francisco Estrela Dantas Filho, o popular Chico Estrela, para liderar essa nova pasta tem um quê de justiça poética. Oriundo do próprio esporte, ex-atleta profissional, ex-vereador e agora primeiro secretário de Esportes da cidade, Chico representa a síntese entre a experiência vivida e o compromisso com a causa. Nascido em Indiaroba, mas conquistense de alma e trajetória, Chico tem agora o desafio — e a honra — de construir do zero uma estrutura pública voltada exclusivamente para o desenvolvimento do esporte em suas múltiplas dimensões: educativa, social, competitiva, comunitária e econômica.

É verdade que toda fundação carrega suas limitações. Como lembrou o vice-prefeito Aloísio Alan Costa, o momento é inaugural, ainda carente de recursos, mas rico de esperança. A SME não nasce rica, mas nasce necessária. E talvez nisso resida sua maior força: na urgência incontornável de que Vitória da Conquista abrace o esporte como política pública estruturante.

Os investimentos recentes — como a revitalização do Estádio Murilo Mármore, a criação da Vila Esportiva na Lagoa das Bateias, e a entrega de campos e quadras nas zonas urbana e rural — mostram que há um caminho sendo trilhado. Mas agora, com a criação de uma secretaria exclusiva, esse caminho pode deixar de ser episódico e se tornar contínuo, sistemático, estratégico.

Cabe à SME mais do que organizar torneios ou construir quadras: é missão dela formar uma nova mentalidade, transformar o esporte num instrumento transversal de políticas públicas, conectar juventude, saúde, educação, lazer e até economia — já que o setor esportivo, quando bem gerido, também gera empregos, ativa cadeias produtivas, fomenta turismo e promove a imagem da cidade.

Não se trata apenas de revelar talentos para o futebol ou para as olimpíadas — embora isso também seja legítimo. Trata-se de fazer do esporte uma linguagem comum da cidadania, uma praça simbólica onde crianças, jovens, idosos e pessoas com deficiência possam se encontrar em condições de dignidade, superação e pertencimento.

Que a SME não seja apenas mais uma estrutura burocrática, mas uma ponte viva entre o sonho e a realidade, entre a quadra do bairro e a cidadania plena. E que Chico Estrela seja, de fato, estrela-guia nesse novo tempo, conduzindo com paixão, competência e escuta ativa essa pasta que já nasce histórica.

Vitória da Conquista merece ser, como disse a prefeita, a cidade de todos os esportes. Mas, sobretudo, a cidade onde o esporte é tratado como direito — e não como luxo.

ARTIGO – Vitória da Conquista ergue a bandeira do esporte com a criação da SME

 

(Padre Carlos)

A criação da Secretaria Municipal de Esportes (SME), sancionada pela prefeita Ana Sheila Lemos Andrade na tarde da segunda-feira, 12 de maio de 2025, marca um passo simbólico e estrutural de grande importância para o futuro de Vitória da Conquista. O município, que até aqui abrigava o esporte sob o guarda-chuva da Cultura, finalmente reconhece que o esporte não é apêndice cultural, mas eixo estratégico de cidadania, saúde pública, inclusão social e desenvolvimento humano.

Em tempos em que a violência urbana ceifa precocemente sonhos e juventudes, é alentador ouvir da própria prefeita a convicção de que o esporte salva vidas. Essa não é apenas uma frase de efeito político; é uma afirmação respaldada por estudos, por experiências nacionais e internacionais, e sobretudo pela realidade vivida em cada bairro onde uma bola divide com o tráfico a atenção de crianças e adolescentes.

A nomeação de Francisco Estrela Dantas Filho, o popular Chico Estrela, para liderar essa nova pasta tem um quê de justiça poética. Oriundo do próprio esporte, ex-atleta profissional, ex-vereador e agora primeiro secretário de Esportes da cidade, Chico representa a síntese entre a experiência vivida e o compromisso com a causa. Nascido em Indiaroba, mas conquistense de alma e trajetória, Chico tem agora o desafio — e a honra — de construir do zero uma estrutura pública voltada exclusivamente para o desenvolvimento do esporte em suas múltiplas dimensões: educativa, social, competitiva, comunitária e econômica.

É verdade que toda fundação carrega suas limitações. Como lembrou o vice-prefeito Aloísio Alan Costa, o momento é inaugural, ainda carente de recursos, mas rico de esperança. A SME não nasce rica, mas nasce necessária. E talvez nisso resida sua maior força: na urgência incontornável de que Vitória da Conquista abrace o esporte como política pública estruturante.

Os investimentos recentes — como a revitalização do Estádio Murilo Mármore, a criação da Vila Esportiva na Lagoa das Bateias, e a entrega de campos e quadras nas zonas urbana e rural — mostram que há um caminho sendo trilhado. Mas agora, com a criação de uma secretaria exclusiva, esse caminho pode deixar de ser episódico e se tornar contínuo, sistemático, estratégico.

Cabe à SME mais do que organizar torneios ou construir quadras: é missão dela formar uma nova mentalidade, transformar o esporte num instrumento transversal de políticas públicas, conectar juventude, saúde, educação, lazer e até economia — já que o setor esportivo, quando bem gerido, também gera empregos, ativa cadeias produtivas, fomenta turismo e promove a imagem da cidade.

Não se trata apenas de revelar talentos para o futebol ou para as olimpíadas — embora isso também seja legítimo. Trata-se de fazer do esporte uma linguagem comum da cidadania, uma praça simbólica onde crianças, jovens, idosos e pessoas com deficiência possam se encontrar em condições de dignidade, superação e pertencimento.

Que a SME não seja apenas mais uma estrutura burocrática, mas uma ponte viva entre o sonho e a realidade, entre a quadra do bairro e a cidadania plena. E que Chico Estrela seja, de fato, estrela-guia nesse novo tempo, conduzindo com paixão, competência e escuta ativa essa pasta que já nasce histórica.

Vitória da Conquista merece ser, como disse a prefeita, a cidade de todos os esportes. Mas, sobretudo, a cidade onde o esporte é tratado como direito — e não como luxo.

Por um Legislativo mais próximo: a Rádio Câmara e o despertar de uma nova política local

 

 

A estreia do programa “Bom Dia, Cidade”, pela Rádio Câmara da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, marca mais do que a simples ampliação dos canais de comunicação do legislativo municipal. Ela representa um sopro de modernização e transparência em um ambiente frequentemente criticado por sua distância da realidade popular. A escolha simbólica de começar a semana – e o dia – com um programa institucional é, por si só, um convite à cidadania ativa, à escuta e ao diálogo.

O novo programa, transmitido ao vivo nas primeiras horas da manhã, se coloca como ponte entre o cotidiano do povo conquistense e o trabalho dos vereadores. A aposta nesse formato é ousada: envolver o cidadão na política antes mesmo do café esfriar. Mas é também necessária. Em tempos de desinformação e desconfiança generalizada, todo esforço por comunicação direta, clara e responsável merece ser celebrado.

A estreia trouxe pautas relevantes e de impacto direto para o município, como a crise na concessão da BR-116 com a ViaBahia, um tema que vem tirando o sono de muitos moradores da região. Ao dedicar tempo para uma análise detalhada da audiência pública que discutiu o tema, o programa revela sua vocação para aprofundar debates e não apenas repetir manchetes.

Mas o ponto alto da estreia, e que merece reflexão mais profunda, foi o anúncio do concurso público da Câmara, previsto para este segundo semestre. Em meio a um país ainda enfrentando os efeitos da precarização do serviço público e da informalidade, falar de concurso é reafirmar o valor da estabilidade, da meritocracia e da eficiência administrativa. A Câmara Municipal, ao reconhecer sua carência de servidores e propor um certame, assume com coragem a responsabilidade de estruturar melhor seu funcionamento e, por consequência, qualificar o serviço prestado à população.

Essa iniciativa também revela um raro alinhamento entre discurso e prática. O presidente Ivan Cordeiro, ao participar ao vivo do programa, demonstrou disposição não apenas para divulgar ações, mas para prestar contas. Ao destacar tanto a pavimentação da estrada entre Pradoso e Bate-Pé quanto a ausência de transporte público naquela região, ele expôs conquistas e lacunas – algo incomum no cenário político, onde se costuma esconder a poeira sob o tapete.

É preciso, no entanto, observar com cautela os próximos passos. A simples existência de um programa não garante participação cidadã. Para que o “Bom Dia, Cidade” se consolide como um instrumento democrático, será necessário evitar o risco de se tornar um palco de autopromoção. A pluralidade de vozes, o espaço para críticas construtivas e a constante prestação de contas serão os verdadeiros termômetros da seriedade da iniciativa.

Por ora, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista dá um passo importante – e simbólico. Comunicar bem é governar melhor. E, em tempos de descrédito institucional, um bom dia pode, sim, fazer toda a diferença.

Por um Legislativo mais próximo: a Rádio Câmara e o despertar de uma nova política local

 

 

A estreia do programa “Bom Dia, Cidade”, pela Rádio Câmara da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, marca mais do que a simples ampliação dos canais de comunicação do legislativo municipal. Ela representa um sopro de modernização e transparência em um ambiente frequentemente criticado por sua distância da realidade popular. A escolha simbólica de começar a semana – e o dia – com um programa institucional é, por si só, um convite à cidadania ativa, à escuta e ao diálogo.

O novo programa, transmitido ao vivo nas primeiras horas da manhã, se coloca como ponte entre o cotidiano do povo conquistense e o trabalho dos vereadores. A aposta nesse formato é ousada: envolver o cidadão na política antes mesmo do café esfriar. Mas é também necessária. Em tempos de desinformação e desconfiança generalizada, todo esforço por comunicação direta, clara e responsável merece ser celebrado.

A estreia trouxe pautas relevantes e de impacto direto para o município, como a crise na concessão da BR-116 com a ViaBahia, um tema que vem tirando o sono de muitos moradores da região. Ao dedicar tempo para uma análise detalhada da audiência pública que discutiu o tema, o programa revela sua vocação para aprofundar debates e não apenas repetir manchetes.

Mas o ponto alto da estreia, e que merece reflexão mais profunda, foi o anúncio do concurso público da Câmara, previsto para este segundo semestre. Em meio a um país ainda enfrentando os efeitos da precarização do serviço público e da informalidade, falar de concurso é reafirmar o valor da estabilidade, da meritocracia e da eficiência administrativa. A Câmara Municipal, ao reconhecer sua carência de servidores e propor um certame, assume com coragem a responsabilidade de estruturar melhor seu funcionamento e, por consequência, qualificar o serviço prestado à população.

Essa iniciativa também revela um raro alinhamento entre discurso e prática. O presidente Ivan Cordeiro, ao participar ao vivo do programa, demonstrou disposição não apenas para divulgar ações, mas para prestar contas. Ao destacar tanto a pavimentação da estrada entre Pradoso e Bate-Pé quanto a ausência de transporte público naquela região, ele expôs conquistas e lacunas – algo incomum no cenário político, onde se costuma esconder a poeira sob o tapete.

É preciso, no entanto, observar com cautela os próximos passos. A simples existência de um programa não garante participação cidadã. Para que o “Bom Dia, Cidade” se consolide como um instrumento democrático, será necessário evitar o risco de se tornar um palco de autopromoção. A pluralidade de vozes, o espaço para críticas construtivas e a constante prestação de contas serão os verdadeiros termômetros da seriedade da iniciativa.

Por ora, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista dá um passo importante – e simbólico. Comunicar bem é governar melhor. E, em tempos de descrédito institucional, um bom dia pode, sim, fazer toda a diferença.

CARLO ANCELOTTI É O NOVO TÉCNICO DA SELEÇÃ BRASILEIRA

 

Por um Brasil que sonha alto, a CBF aposta no comando de um dos maiores técnicos da história do futebol mundial

Em um movimento ousado e histórico, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (12) que Carlo Ancelotti, multicampeão italiano e atual treinador do Real Madrid, será o novo técnico da seleção brasileira. A decisão promete sacudir as estruturas do futebol nacional — e reacender a chama de um país que há mais de duas décadas vive à sombra da sua própria glória no cenário mundial.

O anúncio chega apenas um dia após a derrota do Real Madrid por 4 a 3 para o Barcelona, pela LaLiga. Mas o que parece apenas uma coincidência de calendário é, na verdade, o prenúncio de uma nova era: a era Ancelotti. A CBF bateu o martelo e não poupou cifras para atrair o comandante. O italiano de 65 anos receberá um salário estimado em R$ 60 milhões por ano, o dobro do que recebia Tite, seu antecessor nas Copas de 2018 e 2022. É o maior salário da história para um técnico de seleções — um investimento que coloca o Brasil no topo não apenas do talento, mas também da ambição.

E a aposta não é à toa. Ancelotti é simplesmente o único treinador com quatro títulos da Champions League no currículo e vencedor de ligas nacionais nas cinco principais potências do futebol europeu: Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha. Mais do que um técnico, ele é um gestor de talentos, um CEO do futebol. Não se apega a esquemas rígidos; adapta-se. Ele não impõe fórmulas prontas; escuta o time, compreende seus jogadores e os transforma em protagonistas. Kaká, Cristiano Ronaldo, Shevchenko e Benzema são apenas alguns dos craques que sob sua batuta atingiram o ápice da carreira com a Bola de Ouro nas mãos.

Mas por que agora?

A seleção brasileira vive um dos períodos mais turbulentos de sua história recente. Após uma eliminação melancólica na Copa de 2022 e sem técnico desde a saída de Dorival Júnior em março, o time amarga uma campanha morna nas Eliminatórias para a Copa de 2026 — atualmente em quarto lugar, dez pontos atrás da Argentina. No campo, falta alma. Fora dele, reina o caos na gestão da CBF.

Ancelotti representa mais do que uma esperança tática: ele simboliza estabilidade, profissionalismo e visão a longo prazo. Uma cláusula contratual prevê até aumento de 20% em seu salário caso o Brasil alcance a semifinal da próxima Copa — um incentivo de alto padrão para um técnico que não entra em campo para cumprir tabela, mas para fazer história.

Ainda que não seja o primeiro estrangeiro a comandar o escrete canarinho — nomes como Ramón Platero (Uruguai), Joreca (Portugal) e Filpo Nuñez (Argentina) o precederam há décadas —, Ancelotti é, disparado, o mais emblemático. Ele chega num momento em que o Brasil não precisa apenas de um técnico. Precisa de um líder. De alguém que entenda o peso da camisa amarela, mas que não se deixe afundar por ele.

Carlo Ancelotti não será apenas o homem à beira do campo. Ele será o símbolo de uma nova era. Se a CBF tiver coragem de dar-lhe autonomia e respaldo, o futebol brasileiro pode, enfim, voltar a ser temido, respeitado — e vencedor.

Agora, é com ele. E com todos nós.

CARLO ANCELOTTI É O NOVO TÉCNICO DA SELEÇÃ BRASILEIRA

 

Por um Brasil que sonha alto, a CBF aposta no comando de um dos maiores técnicos da história do futebol mundial

Em um movimento ousado e histórico, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (12) que Carlo Ancelotti, multicampeão italiano e atual treinador do Real Madrid, será o novo técnico da seleção brasileira. A decisão promete sacudir as estruturas do futebol nacional — e reacender a chama de um país que há mais de duas décadas vive à sombra da sua própria glória no cenário mundial.

O anúncio chega apenas um dia após a derrota do Real Madrid por 4 a 3 para o Barcelona, pela LaLiga. Mas o que parece apenas uma coincidência de calendário é, na verdade, o prenúncio de uma nova era: a era Ancelotti. A CBF bateu o martelo e não poupou cifras para atrair o comandante. O italiano de 65 anos receberá um salário estimado em R$ 60 milhões por ano, o dobro do que recebia Tite, seu antecessor nas Copas de 2018 e 2022. É o maior salário da história para um técnico de seleções — um investimento que coloca o Brasil no topo não apenas do talento, mas também da ambição.

E a aposta não é à toa. Ancelotti é simplesmente o único treinador com quatro títulos da Champions League no currículo e vencedor de ligas nacionais nas cinco principais potências do futebol europeu: Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha. Mais do que um técnico, ele é um gestor de talentos, um CEO do futebol. Não se apega a esquemas rígidos; adapta-se. Ele não impõe fórmulas prontas; escuta o time, compreende seus jogadores e os transforma em protagonistas. Kaká, Cristiano Ronaldo, Shevchenko e Benzema são apenas alguns dos craques que sob sua batuta atingiram o ápice da carreira com a Bola de Ouro nas mãos.

Mas por que agora?

A seleção brasileira vive um dos períodos mais turbulentos de sua história recente. Após uma eliminação melancólica na Copa de 2022 e sem técnico desde a saída de Dorival Júnior em março, o time amarga uma campanha morna nas Eliminatórias para a Copa de 2026 — atualmente em quarto lugar, dez pontos atrás da Argentina. No campo, falta alma. Fora dele, reina o caos na gestão da CBF.

Ancelotti representa mais do que uma esperança tática: ele simboliza estabilidade, profissionalismo e visão a longo prazo. Uma cláusula contratual prevê até aumento de 20% em seu salário caso o Brasil alcance a semifinal da próxima Copa — um incentivo de alto padrão para um técnico que não entra em campo para cumprir tabela, mas para fazer história.

Ainda que não seja o primeiro estrangeiro a comandar o escrete canarinho — nomes como Ramón Platero (Uruguai), Joreca (Portugal) e Filpo Nuñez (Argentina) o precederam há décadas —, Ancelotti é, disparado, o mais emblemático. Ele chega num momento em que o Brasil não precisa apenas de um técnico. Precisa de um líder. De alguém que entenda o peso da camisa amarela, mas que não se deixe afundar por ele.

Carlo Ancelotti não será apenas o homem à beira do campo. Ele será o símbolo de uma nova era. Se a CBF tiver coragem de dar-lhe autonomia e respaldo, o futebol brasileiro pode, enfim, voltar a ser temido, respeitado — e vencedor.

Agora, é com ele. E com todos nós.

Por um olhar mais atento ao desempenho de Diogo Azevedo

 

 

 

Por Padre Carlos

Com a proximidade de mais um ciclo eleitoral, é natural — e até esperado — que surjam nomes, conjecturas e articulações de todo tipo dentro dos partidos. O União Brasil, por sua estrutura e capilaridade, tem atraído olhares atentos e gerado muita conversa nos bastidores. Diversos pretendentes a candidaturas têm aparecido, e cada um com seus méritos, trajetórias e ambições legítimas.

De antemão, deixo claro: não sou filiado ao União Brasil, tampouco exerço qualquer cargo de direção partidária. Falo aqui como alguém que viveu e vive o cotidiano da política há mais de quarenta anos, como observador, militante e, principalmente, como articulista que gosta de olhar além da superfície.

É nesse contexto que quero trazer à tona um nome que, a meu ver, deveria estar entre os considerados pelo União Brasil ao planejar seus passos: Diogo Azevedo.

Não se trata de um palpite despretensioso. Diogo apresentou um desempenho eleitoral significativo nas últimas eleições. E todos que conhecem a realidade das disputas proporcionais sabem como é árdua a jornada de conquistar votos para a vereança. Em tempos de pulverização de candidaturas e crescente desconfiança do eleitorado, se destacar é tarefa para poucos.

Diogo Azevedo, além dos votos, carrega atributos que a política precisa (e muito): carisma, capacidade de diálogo e uma impressionante aptidão para agregar. Jovem, mas experiente, já mostrou que sabe trilhar caminhos com responsabilidade e sem rompantes.

O União Brasil tem um quadro eleitoral robusto, com densidade e presença. Mas justamente por isso, pode — e deve — usar essa base para renovar e fortalecer sua imagem. Valorizar talentos já testados nas urnas, com desempenho expressivo, é uma estratégia que costuma dar bons frutos.

Não se trata aqui de defender uma candidatura, mas de sugerir que nomes como o de Diogo Azevedo não fiquem à margem das conversas internas. O partido tem muito a ganhar ao considerar figuras que já demonstraram potencial — não só pelo número de votos, mas pela capacidade de representar, ouvir e construir pontes.

A política é feita de escolhas. E escolher bem exige atenção aos sinais que vêm das urnas e das ruas.

Por um olhar mais atento ao desempenho de Diogo Azevedo

 

 

 

Por Padre Carlos

Com a proximidade de mais um ciclo eleitoral, é natural — e até esperado — que surjam nomes, conjecturas e articulações de todo tipo dentro dos partidos. O União Brasil, por sua estrutura e capilaridade, tem atraído olhares atentos e gerado muita conversa nos bastidores. Diversos pretendentes a candidaturas têm aparecido, e cada um com seus méritos, trajetórias e ambições legítimas.

De antemão, deixo claro: não sou filiado ao União Brasil, tampouco exerço qualquer cargo de direção partidária. Falo aqui como alguém que viveu e vive o cotidiano da política há mais de quarenta anos, como observador, militante e, principalmente, como articulista que gosta de olhar além da superfície.

É nesse contexto que quero trazer à tona um nome que, a meu ver, deveria estar entre os considerados pelo União Brasil ao planejar seus passos: Diogo Azevedo.

Não se trata de um palpite despretensioso. Diogo apresentou um desempenho eleitoral significativo nas últimas eleições. E todos que conhecem a realidade das disputas proporcionais sabem como é árdua a jornada de conquistar votos para a vereança. Em tempos de pulverização de candidaturas e crescente desconfiança do eleitorado, se destacar é tarefa para poucos.

Diogo Azevedo, além dos votos, carrega atributos que a política precisa (e muito): carisma, capacidade de diálogo e uma impressionante aptidão para agregar. Jovem, mas experiente, já mostrou que sabe trilhar caminhos com responsabilidade e sem rompantes.

O União Brasil tem um quadro eleitoral robusto, com densidade e presença. Mas justamente por isso, pode — e deve — usar essa base para renovar e fortalecer sua imagem. Valorizar talentos já testados nas urnas, com desempenho expressivo, é uma estratégia que costuma dar bons frutos.

Não se trata aqui de defender uma candidatura, mas de sugerir que nomes como o de Diogo Azevedo não fiquem à margem das conversas internas. O partido tem muito a ganhar ao considerar figuras que já demonstraram potencial — não só pelo número de votos, mas pela capacidade de representar, ouvir e construir pontes.

A política é feita de escolhas. E escolher bem exige atenção aos sinais que vêm das urnas e das ruas.

Linha de ônibus com destino à serra do Marçal teve grande demanda no final de semana do dia das mães

No início deste mês de maio, entrou em operação uma linha experimental no transporte público urbano que liga o Centro de Vitória da Conquista ao povoado do Capinal, na entrada da Serra do Marçal. A iniciativa visa estimular o turismo na cidade, dando mais oportunidades para que pessoas visitem um dos cartões postais mais requisitados da região.

A linha R70 – Capinal x Centro conta com um ônibus articulado que realiza viagens nos finais de semana e feriados, com paradas em pontos estratégicos, como MP Ranch & Park, Lanchonete de Mariano e Rancho Pamonha do Marçal. São quatro viagens ao dia — duas pela manhã e duas à tarde — com passagem no valor normal do transporte coletivo: R$ 3,80.

Neste final de semana, em que foi celebrado o Dia das Mães, quase mil passageiros usufruíram da linha, com destaque para os 800 passageiros que viajaram no domingo.

 

 

Estudantes, pessoas com direito a gratuidade no transporte e o público em geral utilizaram o serviço. Assim, puderam aproveitar a vista de paisagens montanhosas para confraternização, fotos, além de experimentar pratos típicos da região, como a famosa “pamonha do Marçal”, diversos tipos de mingau de milho e tapioca, milho cozido, requeijão, queijo, entre outras.

Sobre a linha

A linha R70 – Capinal x Centro faz paradas em pontos estratégicos, como MP Ranch & Park, Lanchonete de Mariano e Rancho Pamonha do Marçal. Durante a semana, o ônibus biarticulado atua no trajeto Centro x Uesb, retornando para o Capinal nos finais de semana.

 

Ao todo, são quatro viagens diárias partindo do viaduto da Régis Pacheco (Bigode de Pedral), com acompanhamento dos ciclos de viagens e do desempenho do veículo. Os horários estão disponíveis no aplicativo VodeBuzu, e a localização em tempo real pode ser acompanhada no Cittamobi. A Semob também planeja sinalizar as paradas ao longo do percurso para garantir a mobilidade dos usuários.

Horários do R70

Sábado

Manhã
6h30 – Centro x Capinal

7h40 – Capinal x Centro

8h50 – Centro x Capinal

10h – Capinal x Centro

Tarde

15h – Centro x Capinal

16h10 -Capinal x Centro

17h20 – Centro x Capinal

18h30 – Capinal x Centro

Domingo

Manhã

8h – Centro x Capinal

9h10 – Capinal x Centro

10h20 – Centro x Capinal

11h30 – Capinal x Centro

Tarde

14h – Centro x Capinal

15h10 – Capinal x Centro

16h20 – Centro x Capinal

18h20 – Capinal x Centro

Linha de ônibus com destino à serra do Marçal teve grande demanda no final de semana do dia das mães

No início deste mês de maio, entrou em operação uma linha experimental no transporte público urbano que liga o Centro de Vitória da Conquista ao povoado do Capinal, na entrada da Serra do Marçal. A iniciativa visa estimular o turismo na cidade, dando mais oportunidades para que pessoas visitem um dos cartões postais mais requisitados da região.

A linha R70 – Capinal x Centro conta com um ônibus articulado que realiza viagens nos finais de semana e feriados, com paradas em pontos estratégicos, como MP Ranch & Park, Lanchonete de Mariano e Rancho Pamonha do Marçal. São quatro viagens ao dia — duas pela manhã e duas à tarde — com passagem no valor normal do transporte coletivo: R$ 3,80.

Neste final de semana, em que foi celebrado o Dia das Mães, quase mil passageiros usufruíram da linha, com destaque para os 800 passageiros que viajaram no domingo.

 

 

Estudantes, pessoas com direito a gratuidade no transporte e o público em geral utilizaram o serviço. Assim, puderam aproveitar a vista de paisagens montanhosas para confraternização, fotos, além de experimentar pratos típicos da região, como a famosa “pamonha do Marçal”, diversos tipos de mingau de milho e tapioca, milho cozido, requeijão, queijo, entre outras.

Sobre a linha

A linha R70 – Capinal x Centro faz paradas em pontos estratégicos, como MP Ranch & Park, Lanchonete de Mariano e Rancho Pamonha do Marçal. Durante a semana, o ônibus biarticulado atua no trajeto Centro x Uesb, retornando para o Capinal nos finais de semana.

 

Ao todo, são quatro viagens diárias partindo do viaduto da Régis Pacheco (Bigode de Pedral), com acompanhamento dos ciclos de viagens e do desempenho do veículo. Os horários estão disponíveis no aplicativo VodeBuzu, e a localização em tempo real pode ser acompanhada no Cittamobi. A Semob também planeja sinalizar as paradas ao longo do percurso para garantir a mobilidade dos usuários.

Horários do R70

Sábado

Manhã
6h30 – Centro x Capinal

7h40 – Capinal x Centro

8h50 – Centro x Capinal

10h – Capinal x Centro

Tarde

15h – Centro x Capinal

16h10 -Capinal x Centro

17h20 – Centro x Capinal

18h30 – Capinal x Centro

Domingo

Manhã

8h – Centro x Capinal

9h10 – Capinal x Centro

10h20 – Centro x Capinal

11h30 – Capinal x Centro

Tarde

14h – Centro x Capinal

15h10 – Capinal x Centro

16h20 – Centro x Capinal

18h20 – Capinal x Centro

Opinião | Maio Amarelo: um chamado à consciência coletiva pelo direito à vida no trânsito

 

 

Nesta segunda-feira, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza uma das mais importantes audiências públicas do ano, integrando o movimento nacional do Maio Amarelo, com o tema: “A paz no trânsito começa por você”. Mais do que um evento simbólico, trata-se de um momento de profunda reflexão coletiva sobre a mobilidade, a vida e a responsabilidade compartilhada de todos nós no espaço público.

Vivemos tempos alarmantes. Os dados mais recentes sobre acidentes de trânsito no Brasil — e no mundo — são estarrecedores. Morrem pessoas todos os dias. Outras tantas ficam com sequelas físicas e emocionais. São vítimas que poderiam estar vivas, se atitudes simples tivessem sido tomadas: um freio no tempo certo, um cinto de segurança afivelado, o respeito ao limite de velocidade, o uso de equipamentos de proteção.

É por isso que esta audiência pública se reveste de tamanha importância. Ao reunir instituições como o Simtrans, a Guarda Municipal, o SAMU 192, as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal, profissionais da saúde, representantes das escolas, lideranças de bairros e especialistas em mobilidade urbana, estamos dando um passo firme para entender, diagnosticar e agir.

O debate extrapola as grandes avenidas. Ele alcança os bairros periféricos, zonas rurais, o anel viário, as passarelas inacabadas, a dificuldade de travessia de idosos, a falta de sinalização e de respeito à vida. Discutir o trânsito é discutir cidadania, é garantir que o ir e vir de todos ocorra com segurança, dignidade e inclusão.

E o mais simbólico: essa audiência pública acontece com transmissão aberta à população, pela Rádio Câmara 90.3 FM e pelas redes sociais do Legislativo Municipal. Isso permite que o cidadão participe, questione, proponha. Porque construir um trânsito seguro é tarefa de todos — não só do poder público.

O Maio Amarelo não é uma campanha estética, é um alerta permanente. Ele nos lembra que a paz no trânsito não começa com leis mais duras, mas com a consciência diária de cada motorista, ciclista, pedestre e gestor. É uma luta por vida — e nenhuma pauta pode ser mais urgente do que essa.

Portanto, é com orgulho e responsabilidade que a Câmara Municipal realiza esse evento. Fica o convite: acompanhe, participe, compartilhe. Por um trânsito mais humano, seguro e solidário.

Opinião | Maio Amarelo: um chamado à consciência coletiva pelo direito à vida no trânsito

 

 

Nesta segunda-feira, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza uma das mais importantes audiências públicas do ano, integrando o movimento nacional do Maio Amarelo, com o tema: “A paz no trânsito começa por você”. Mais do que um evento simbólico, trata-se de um momento de profunda reflexão coletiva sobre a mobilidade, a vida e a responsabilidade compartilhada de todos nós no espaço público.

Vivemos tempos alarmantes. Os dados mais recentes sobre acidentes de trânsito no Brasil — e no mundo — são estarrecedores. Morrem pessoas todos os dias. Outras tantas ficam com sequelas físicas e emocionais. São vítimas que poderiam estar vivas, se atitudes simples tivessem sido tomadas: um freio no tempo certo, um cinto de segurança afivelado, o respeito ao limite de velocidade, o uso de equipamentos de proteção.

É por isso que esta audiência pública se reveste de tamanha importância. Ao reunir instituições como o Simtrans, a Guarda Municipal, o SAMU 192, as Polícias Rodoviárias Estadual e Federal, profissionais da saúde, representantes das escolas, lideranças de bairros e especialistas em mobilidade urbana, estamos dando um passo firme para entender, diagnosticar e agir.

O debate extrapola as grandes avenidas. Ele alcança os bairros periféricos, zonas rurais, o anel viário, as passarelas inacabadas, a dificuldade de travessia de idosos, a falta de sinalização e de respeito à vida. Discutir o trânsito é discutir cidadania, é garantir que o ir e vir de todos ocorra com segurança, dignidade e inclusão.

E o mais simbólico: essa audiência pública acontece com transmissão aberta à população, pela Rádio Câmara 90.3 FM e pelas redes sociais do Legislativo Municipal. Isso permite que o cidadão participe, questione, proponha. Porque construir um trânsito seguro é tarefa de todos — não só do poder público.

O Maio Amarelo não é uma campanha estética, é um alerta permanente. Ele nos lembra que a paz no trânsito não começa com leis mais duras, mas com a consciência diária de cada motorista, ciclista, pedestre e gestor. É uma luta por vida — e nenhuma pauta pode ser mais urgente do que essa.

Portanto, é com orgulho e responsabilidade que a Câmara Municipal realiza esse evento. Fica o convite: acompanhe, participe, compartilhe. Por um trânsito mais humano, seguro e solidário.