Política e Resenha

O Conclave que moldou a história da Igreja

(Padre Carlos)

Senhoras e senhores, preparem-se para embarcar comigo numa viagem dramática, cheia de fé, intrigas políticas, decisões sagradas e… telhados arrancados! Sim, esta é a história do conclave mais famoso e decisivo da história da Igreja Católica — o conclave de 1268 que deu origem a uma das mais misteriosas e sagradas tradições do cristianismo.

O ano é 1268. O Papa Clemente IV falece, deixando um vazio no trono de Pedro. É chegado o momento solene em que o Espírito Santo deveria inspirar os cardeais a escolherem o novo Vigário de Cristo. Mas, ah, meus amigos, nem só de santidade vive a história! A disputa pelo poder começou antes mesmo do incenso subir ao céu. O rei Carlos de Anjou de um lado, a nobreza romana de outro. Um cabo de guerra entre os interesses divinos e os mundanos.

Os cardeais se reúnem na encantadora comuna italiana de Viterbo. Mas o que era para ser uma rápida e piedosa eleição transformou-se numa verdadeira novela medieval. Dois anos! Sim, dois anos inteiros de impasses, conspirações e manobras políticas. O povo de Viterbo, indignado com tanta demora, tomou uma decisão inédita — trancaram os cardeais no palácio episcopal!

Sim, trancados! De onde vem a palavra conclave? Cum clave — com chave! A chave que o povo girou na porta do palácio, impedindo a saída dos príncipes da Igreja até que um novo papa fosse eleito. E como se isso não bastasse, o governador, aconselhado por ninguém menos que São Boaventura, reduziu a comida, e até mandaram arrancar o teto do prédio! Imaginem os cardeais rezando sob chuva e vento, como pombos sem pombal.

Mas a pressão funcionou! Em 1271, finalmente foi eleito o Papa Gregório X. Este conclave, com todos os seus extremos, deu origem à tradição que perdura até hoje. Desde então, quando um papa morre ou renuncia, a Igreja entra em um tempo especial: sede vacante. A Sé está vaga. O camerlengo assume temporariamente a administração e prepara tudo para o ritual mais sagrado do catolicismo: o conclave.

Durante nove dias — os Novendiales — missas são celebradas e reflexões profundas acontecem. Os cardeais discutem a situação da Igreja, os desafios do mundo, e as virtudes necessárias ao novo sucessor de Pedro.

Então, chega o dia do conclave. Uma procissão solene, a Capela Sistina vestida com o silêncio sagrado, e sob os olhos eternos do Juízo Final pintado por Michelangelo, inicia-se a eleição. Quando a voz poderosa do mestre de cerimônias ecoa: Extra Omnes! — “Todos para fora!”, o mundo se cala. A Igreja se fecha sobre si mesma. Nada de celulares, nada de câmeras, nada de influências externas. É entre os cardeais e Deus.

Cada voto é feito com oração e consciência. Um a um, os cardeais depositam suas cédulas na urna. Eligo in Summum Pontificem — Elejo como Sumo Pontífice. Os escrutinadores contam os votos. Se ninguém atinge dois terços… fumaça preta. Mas quando o escolhido de Deus é revelado — ah! — a fumaça branca sobe, os sinos tocam e a multidão na Praça de São Pedro explode em júbilo.

Habemus Papam! Temos Papa! O novo bispo de Roma aparece na sacada e concede sua primeira bênção Urbi et Orbi. E assim, mais uma vez, a promessa de Cristo se renova: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.”

Desde aquele conclave épico em Viterbo, mais de 80 conclaves aconteceram. Alguns rápidos, outros tensos. Mas todos, absolutamente todos, com um só objetivo: conduzir a barca de Pedro pelos mares do tempo até os confins da Terra.

O Conclave que moldou a história da Igreja

(Padre Carlos)

Senhoras e senhores, preparem-se para embarcar comigo numa viagem dramática, cheia de fé, intrigas políticas, decisões sagradas e… telhados arrancados! Sim, esta é a história do conclave mais famoso e decisivo da história da Igreja Católica — o conclave de 1268 que deu origem a uma das mais misteriosas e sagradas tradições do cristianismo.

O ano é 1268. O Papa Clemente IV falece, deixando um vazio no trono de Pedro. É chegado o momento solene em que o Espírito Santo deveria inspirar os cardeais a escolherem o novo Vigário de Cristo. Mas, ah, meus amigos, nem só de santidade vive a história! A disputa pelo poder começou antes mesmo do incenso subir ao céu. O rei Carlos de Anjou de um lado, a nobreza romana de outro. Um cabo de guerra entre os interesses divinos e os mundanos.

Os cardeais se reúnem na encantadora comuna italiana de Viterbo. Mas o que era para ser uma rápida e piedosa eleição transformou-se numa verdadeira novela medieval. Dois anos! Sim, dois anos inteiros de impasses, conspirações e manobras políticas. O povo de Viterbo, indignado com tanta demora, tomou uma decisão inédita — trancaram os cardeais no palácio episcopal!

Sim, trancados! De onde vem a palavra conclave? Cum clave — com chave! A chave que o povo girou na porta do palácio, impedindo a saída dos príncipes da Igreja até que um novo papa fosse eleito. E como se isso não bastasse, o governador, aconselhado por ninguém menos que São Boaventura, reduziu a comida, e até mandaram arrancar o teto do prédio! Imaginem os cardeais rezando sob chuva e vento, como pombos sem pombal.

Mas a pressão funcionou! Em 1271, finalmente foi eleito o Papa Gregório X. Este conclave, com todos os seus extremos, deu origem à tradição que perdura até hoje. Desde então, quando um papa morre ou renuncia, a Igreja entra em um tempo especial: sede vacante. A Sé está vaga. O camerlengo assume temporariamente a administração e prepara tudo para o ritual mais sagrado do catolicismo: o conclave.

Durante nove dias — os Novendiales — missas são celebradas e reflexões profundas acontecem. Os cardeais discutem a situação da Igreja, os desafios do mundo, e as virtudes necessárias ao novo sucessor de Pedro.

Então, chega o dia do conclave. Uma procissão solene, a Capela Sistina vestida com o silêncio sagrado, e sob os olhos eternos do Juízo Final pintado por Michelangelo, inicia-se a eleição. Quando a voz poderosa do mestre de cerimônias ecoa: Extra Omnes! — “Todos para fora!”, o mundo se cala. A Igreja se fecha sobre si mesma. Nada de celulares, nada de câmeras, nada de influências externas. É entre os cardeais e Deus.

Cada voto é feito com oração e consciência. Um a um, os cardeais depositam suas cédulas na urna. Eligo in Summum Pontificem — Elejo como Sumo Pontífice. Os escrutinadores contam os votos. Se ninguém atinge dois terços… fumaça preta. Mas quando o escolhido de Deus é revelado — ah! — a fumaça branca sobe, os sinos tocam e a multidão na Praça de São Pedro explode em júbilo.

Habemus Papam! Temos Papa! O novo bispo de Roma aparece na sacada e concede sua primeira bênção Urbi et Orbi. E assim, mais uma vez, a promessa de Cristo se renova: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.”

Desde aquele conclave épico em Viterbo, mais de 80 conclaves aconteceram. Alguns rápidos, outros tensos. Mas todos, absolutamente todos, com um só objetivo: conduzir a barca de Pedro pelos mares do tempo até os confins da Terra.

Republicanos Rejeita Federação: Lideranças Reafirmam Caminho Independente

 

 

 

Por Padre Carlos

Em meio às articulações políticas que visam formar federações partidárias no Brasil, o partido Republicanos reafirma sua posição de seguir de forma independente. Em entrevista exclusiva ao portal Política e Resenha, o líder partidário Sidney Oliveira e a vereadora Dra. Lara de Castro Araújo Fernandes foram categóricos ao descartar qualquer possibilidade de o partido integrar uma federação com outras siglas. “Não existe nenhuma possibilidade de o nosso partido fazer parte dessa federação”, afirmou Sidney Oliveira, destacando a decisão unânime da bancada do Republicanos. Segundo ele, o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, reuniu os 43 deputados da legenda no início do ano, e a decisão foi clara: manter a independência partidária.

A vereadora Dra. Lara de Castro Araújo Fernandes compartilha da mesma visão, enfatizando que a proposta de federação é vista como uma estratégia dos grandes partidos para conter o crescimento das siglas menores. “Eles inventaram essa arapuca chamada federação para diminuir o número de partidos”, declarou.

A decisão do Republicanos de não integrar federações já havia sido comunicada oficialmente por Marcos Pereira aos líderes em março deste ano. Em comunicado, o presidente do partido destacou que a escolha foi quase unânime entre os congressistas da legenda, que avaliam ser melhor “seguir independente”

Enquanto isso, os partidos continuam a discutir possíveis alianças. O MDB,  estuda estabelecer uma federação com o PSD mesmo com a ausência do Republicanos, embora as conversas estejam em fase inicial . A posição firme do Republicanos em manter sua autonomia reflete uma estratégia de consolidar sua identidade política e fortalecer sua presença no cenário nacional sem depender de alianças que possam comprometer seus princípios e objetivos.

Com essa decisão, o Republicanos se prepara para as próximas eleições mantendo sua linha independente, buscando ampliar sua representatividade e influência política de forma autônoma.

 

Republicanos Rejeita Federação: Lideranças Reafirmam Caminho Independente

 

 

 

Por Padre Carlos

Em meio às articulações políticas que visam formar federações partidárias no Brasil, o partido Republicanos reafirma sua posição de seguir de forma independente. Em entrevista exclusiva ao portal Política e Resenha, o líder partidário Sidney Oliveira e a vereadora Dra. Lara de Castro Araújo Fernandes foram categóricos ao descartar qualquer possibilidade de o partido integrar uma federação com outras siglas. “Não existe nenhuma possibilidade de o nosso partido fazer parte dessa federação”, afirmou Sidney Oliveira, destacando a decisão unânime da bancada do Republicanos. Segundo ele, o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, reuniu os 43 deputados da legenda no início do ano, e a decisão foi clara: manter a independência partidária.

A vereadora Dra. Lara de Castro Araújo Fernandes compartilha da mesma visão, enfatizando que a proposta de federação é vista como uma estratégia dos grandes partidos para conter o crescimento das siglas menores. “Eles inventaram essa arapuca chamada federação para diminuir o número de partidos”, declarou.

A decisão do Republicanos de não integrar federações já havia sido comunicada oficialmente por Marcos Pereira aos líderes em março deste ano. Em comunicado, o presidente do partido destacou que a escolha foi quase unânime entre os congressistas da legenda, que avaliam ser melhor “seguir independente”

Enquanto isso, os partidos continuam a discutir possíveis alianças. O MDB,  estuda estabelecer uma federação com o PSD mesmo com a ausência do Republicanos, embora as conversas estejam em fase inicial . A posição firme do Republicanos em manter sua autonomia reflete uma estratégia de consolidar sua identidade política e fortalecer sua presença no cenário nacional sem depender de alianças que possam comprometer seus princípios e objetivos.

Com essa decisão, o Republicanos se prepara para as próximas eleições mantendo sua linha independente, buscando ampliar sua representatividade e influência política de forma autônoma.

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

Da Redação
Publicado em 4 de maio de 2025

 

 

O Estado de São Paulo
Aposentados rurais foram o alvo preferido das fraudes no INSS

https://www.estadao.com.br/economia/aposentados-rurais-maiores-vitimas-golpe-descontos-inss/?srsltid=AfmBOoqdn4w5PANg8htwune3e44JS5cte6XbGqCRf9QkMWpS4nTRtP6-

 

O Globo
Tarifaço turbina vendas de calçados e soja do Brasil para EUA e China

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/04/com-guerra-comercial-de-trump-brasil-amplia-venda-de-calcados-para-os-eua-e-de-soja-para-a-china.ghtml

 

Estado de Minas
Herança mineira de Francisco

https://www.em.com.br/gerais/2025/05/7135401-as-marcas-do-papa-francisco-em-minas.html

 

Folha de S. Paulo
Metade dos que bebem afirma ter reduzido consumo, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/05/metade-dos-brasileiros-diz-ter-diminuido-consumo-de-alcool-no-ultimo-ano-mostra-datafolha.shtml

 

Diário do Nordeste (CE)
Açude Orós gera sustento e identidade

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/produtores-de-oros-estao-temerosos-com-transferencia-1.1440211

 

Meia Hora (RJ)
Gagacabana foi do gagalho!

https://www.meiahora.com.br/geral/2025/05/7049812-pessoas-com-deficiencia-relatam-falta-de-acesso-ao-show-de-lady-gaga.html

 

Correio Braziliense
Auditoria do INSS de 2024 já relatava descontos indevidos

A Tarde (BA)
Registros civis evidenciam problema da ausência paterna

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/05/7135388-relatorios-alertaram-para-descontos-ilegais.html

 

Jornal do Commercio (PE)
A cada 15 minutos, Brasil registra uma morte no trânsito

https://jc.uol.com.br/

 

O Dia (RJ)
DIA DAS MÃES
Confira uma seleção de presentes e promoções

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7047236-dia-das-maes-confira-dicas-de-presentes-com-promocoes-do-e-commerce-e-redes-varejistas.html

 

Correio do Povo (RS)
Porto Alegre, um ano depois

https://www.correiodopovo.com.br/enchente/um-ano-depois-como-est%C3%A3o-as-ocupa%C3%A7%C3%B5es-surgidas-durante-a-enchente-1.1604141

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

Da Redação
Publicado em 4 de maio de 2025

 

 

O Estado de São Paulo
Aposentados rurais foram o alvo preferido das fraudes no INSS

https://www.estadao.com.br/economia/aposentados-rurais-maiores-vitimas-golpe-descontos-inss/?srsltid=AfmBOoqdn4w5PANg8htwune3e44JS5cte6XbGqCRf9QkMWpS4nTRtP6-

 

O Globo
Tarifaço turbina vendas de calçados e soja do Brasil para EUA e China

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/04/com-guerra-comercial-de-trump-brasil-amplia-venda-de-calcados-para-os-eua-e-de-soja-para-a-china.ghtml

 

Estado de Minas
Herança mineira de Francisco

https://www.em.com.br/gerais/2025/05/7135401-as-marcas-do-papa-francisco-em-minas.html

 

Folha de S. Paulo
Metade dos que bebem afirma ter reduzido consumo, diz Datafolha

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2025/05/metade-dos-brasileiros-diz-ter-diminuido-consumo-de-alcool-no-ultimo-ano-mostra-datafolha.shtml

 

Diário do Nordeste (CE)
Açude Orós gera sustento e identidade

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/produtores-de-oros-estao-temerosos-com-transferencia-1.1440211

 

Meia Hora (RJ)
Gagacabana foi do gagalho!

https://www.meiahora.com.br/geral/2025/05/7049812-pessoas-com-deficiencia-relatam-falta-de-acesso-ao-show-de-lady-gaga.html

 

Correio Braziliense
Auditoria do INSS de 2024 já relatava descontos indevidos

A Tarde (BA)
Registros civis evidenciam problema da ausência paterna

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2025/05/7135388-relatorios-alertaram-para-descontos-ilegais.html

 

Jornal do Commercio (PE)
A cada 15 minutos, Brasil registra uma morte no trânsito

https://jc.uol.com.br/

 

O Dia (RJ)
DIA DAS MÃES
Confira uma seleção de presentes e promoções

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7047236-dia-das-maes-confira-dicas-de-presentes-com-promocoes-do-e-commerce-e-redes-varejistas.html

 

Correio do Povo (RS)
Porto Alegre, um ano depois

https://www.correiodopovo.com.br/enchente/um-ano-depois-como-est%C3%A3o-as-ocupa%C3%A7%C3%B5es-surgidas-durante-a-enchente-1.1604141

 

Quando Jesus Fica à Margem: O Vazio dos Projetos Humanos

 

 

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos e conquistas humanas sem precedentes. No entanto, mesmo com todo esse progresso, muitos se sentem vazios, desiludidos e perdidos. Essa sensação de fracasso e desesperança pode ser atribuída à tentativa de construir um mundo mais justo e solidário apenas com as capacidades humanas, sem contar com a ajuda de Deus.

O Papa Paulo VI já alertava: “O homem poderá construir um mundo sem Deus, mas sem Deus construirá contra o próprio homem” (Populorum Progressio, 42). Essa afirmação ressalta que, ao excluir Deus de nossos projetos, corremos o risco de criar estruturas que, embora pareçam benéficas, acabam por oprimir e desumanizar. Sem a orientação divina, nossos esforços podem resultar em “redes vazias” e “noites escuras”, simbolizando a futilidade e a falta de propósito de nossas ações.Vaticano+1Veritatis+1

O Salmo 127 reforça essa ideia ao afirmar: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1). Isso nos lembra que, sem a bênção e a orientação de Deus, nossos empreendimentos são infrutíferos. Podemos trabalhar arduamente, mas sem a presença divina, nossos esforços são em vão.Bíblia Sagrada Online+1Bíblia Sagrada Online+1

Por outro lado, quando obedecemos à Palavra de Deus, experimentamos sucesso, abundância e alegria. No Evangelho de João, Jesus pergunta a Pedro três vezes: “Tu me amas?” e, a cada resposta afirmativa, Jesus instrui: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:15-17). Essa passagem destaca que o amor a Cristo deve se manifestar no serviço ao próximo. Nosso amor por Jesus não deve ser apenas um sentimento íntimo, mas deve se traduzir em ações concretas de cuidado e compaixão pelos outros.YouTube

Jesus é fiel a cada um de nós, mesmo quando o negamos. Ele nos oferece novas chances e possibilidades, não nos abandona por causa de nossos erros e fraquezas. A confiança e o perdão do Mestre transformaram Pedro em uma pessoa nova, forte, humana, solidária e fiel. Se aprendêssemos a agir como Cristo agiu com Pedro, oferecendo confiança e perdão a quem erra, haveria menos pessoas fracassadas e marginalizadas no mundo.

Portanto, ao construirmos nossos projetos e sonhos, devemos lembrar de incluir Deus em cada etapa. Somente com Sua orientação e graça podemos alcançar um mundo verdadeiramente justo e solidário. Que possamos sempre buscar a vontade divina em nossas ações, para que nossos esforços não sejam em vão, mas frutíferos e abençoados.

Bendito seja o nome do Senhor, cuja misericórdia é sem fim.

Boa reflexão e que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus.

Quando Jesus Fica à Margem: O Vazio dos Projetos Humanos

 

 

Vivemos em uma era de avanços tecnológicos e conquistas humanas sem precedentes. No entanto, mesmo com todo esse progresso, muitos se sentem vazios, desiludidos e perdidos. Essa sensação de fracasso e desesperança pode ser atribuída à tentativa de construir um mundo mais justo e solidário apenas com as capacidades humanas, sem contar com a ajuda de Deus.

O Papa Paulo VI já alertava: “O homem poderá construir um mundo sem Deus, mas sem Deus construirá contra o próprio homem” (Populorum Progressio, 42). Essa afirmação ressalta que, ao excluir Deus de nossos projetos, corremos o risco de criar estruturas que, embora pareçam benéficas, acabam por oprimir e desumanizar. Sem a orientação divina, nossos esforços podem resultar em “redes vazias” e “noites escuras”, simbolizando a futilidade e a falta de propósito de nossas ações.Vaticano+1Veritatis+1

O Salmo 127 reforça essa ideia ao afirmar: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1). Isso nos lembra que, sem a bênção e a orientação de Deus, nossos empreendimentos são infrutíferos. Podemos trabalhar arduamente, mas sem a presença divina, nossos esforços são em vão.Bíblia Sagrada Online+1Bíblia Sagrada Online+1

Por outro lado, quando obedecemos à Palavra de Deus, experimentamos sucesso, abundância e alegria. No Evangelho de João, Jesus pergunta a Pedro três vezes: “Tu me amas?” e, a cada resposta afirmativa, Jesus instrui: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:15-17). Essa passagem destaca que o amor a Cristo deve se manifestar no serviço ao próximo. Nosso amor por Jesus não deve ser apenas um sentimento íntimo, mas deve se traduzir em ações concretas de cuidado e compaixão pelos outros.YouTube

Jesus é fiel a cada um de nós, mesmo quando o negamos. Ele nos oferece novas chances e possibilidades, não nos abandona por causa de nossos erros e fraquezas. A confiança e o perdão do Mestre transformaram Pedro em uma pessoa nova, forte, humana, solidária e fiel. Se aprendêssemos a agir como Cristo agiu com Pedro, oferecendo confiança e perdão a quem erra, haveria menos pessoas fracassadas e marginalizadas no mundo.

Portanto, ao construirmos nossos projetos e sonhos, devemos lembrar de incluir Deus em cada etapa. Somente com Sua orientação e graça podemos alcançar um mundo verdadeiramente justo e solidário. Que possamos sempre buscar a vontade divina em nossas ações, para que nossos esforços não sejam em vão, mas frutíferos e abençoados.

Bendito seja o nome do Senhor, cuja misericórdia é sem fim.

Boa reflexão e que possamos produzir muitos frutos para o Reino de Deus.

*Governo do Estado se mobiliza para prestar apoio a municípios baianos afetados pelas chuvas*

_O governador Jerônimo Rodrigues destacou a atuação da Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros e outros órgãos no atendimento às demandas, para garantia das devidas assistências_

Diante das fortes chuvas que atingem Salvador e diversos municípios do interior baiano, nos últimos dias, o Governo do Estado, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), vem acompanhando e monitorando a situação das áreas afetadas. Órgãos e secretarias estaduais também seguem em alerta e prestando apoio à população destes municípios. A mobilização foi destacada pelo governador Jerônimo Rodrigues, em publicação nas redes sociais, na manhã deste sábado (3).

“Sigo acompanhando os efeitos das fortes chuvas que atingem o estado desde o feriado. As equipes da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros, Embasa e Secretaria da Saúde estão mobilizadas para atender às demandas, garantir assistência e minimizar os transtornos à população. Estamos em contato direto com as prefeituras e prestando todo o apoio necessário aos municípios afetados. Seguimos firmes, trabalhando pela vida dos baianos e baianas”, ressaltou Jerônimo.

De acordo com a Sudec, até às 16h deste sábado, foram registradas ocorrências relacionadas às chuvas nos municípios de Camacan (situação de emergência vigente desde 12/04), Canápolis , Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Nazaré, Camamu, Valença, Itapé, Buerarema, Santana, Amélia Rodrigues, Santo Amaro, São Sebastião do Passé , Jaguaribe, Cicero Dantas, Dias D’ Ávila, Lauro de Freitas, Simões Filho e Madre de Deus.

Na sexta-feira (2), o órgão enviou kits de ajuda humanitária (colchões, cobertores e higiene pessoal) ao município de Camacan. Já para Simões Filho e Camamu, foram enviadas lonas para cobertura de encostas. A equipe técnica da Sudec também segue em contato permanente com as prefeituras e está à disposição para envio de apoio técnico e humanitário, conforme as solicitações registradas oficialmente.

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) atua junto às prefeituras com apoio técnico, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e cofinanciamento de ações emergenciais, como aluguel provisório, acolhimento de famílias e distribuição de cestas básicas.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), um rompimento de aterro no KM 48 da BA-001, próximo ao acesso a São Roque do Paraguaçu, entre Bom Despacho e Nazaré, foi registrado por conta das chuvas deste final de semana. A empresa responsável pela obra no trecho já foi acionada para realizar os reparos no local. O tráfego de veículos está normal.

*Apoio a Santo Amaro*

No município de Santo Amaro, atingido pela enchente do Rio Subaé, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) e de outros órgãos estaduais estão em campo prestando assistência à população.

Durante este sábado (3), sob supervisão do comandante-geral do CBMBA, coronel Aloísio, os bombeiros militares atenderam cerca de 40 famílias na cidade, realizando orientações técnicas e monitoramento nos bairros Ideal, Bomfim, Rua da Viúva, Bairro Sacramento, rua H e Candolândia. A população foi orientada sobre a importância de acompanhar o nível das águas de rios, córregos e lagos e o momento seguro de deixar as residências.

Os militares ainda conversaram com os moradores sobre os locais mais seguros para se abrigarem em caso de necessidade, e sobre a importância de deixarem as residências e se abrigarem em local seguro, no caso de emergência. O objetivo principal da instituição é preservar a vida dos moradores e de animais domésticos.

*Orientações*

A orientação da Sudec é que as pessoas evitem e saiam de áreas de risco e procurem locais seguros para se abrigarem. É importante, também, que a população acompanhe os alertas das defesas civis municipais e os avisos meteorológicos. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193.

*Governo do Estado se mobiliza para prestar apoio a municípios baianos afetados pelas chuvas*

_O governador Jerônimo Rodrigues destacou a atuação da Defesa Civil do Estado, Corpo de Bombeiros e outros órgãos no atendimento às demandas, para garantia das devidas assistências_

Diante das fortes chuvas que atingem Salvador e diversos municípios do interior baiano, nos últimos dias, o Governo do Estado, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), vem acompanhando e monitorando a situação das áreas afetadas. Órgãos e secretarias estaduais também seguem em alerta e prestando apoio à população destes municípios. A mobilização foi destacada pelo governador Jerônimo Rodrigues, em publicação nas redes sociais, na manhã deste sábado (3).

“Sigo acompanhando os efeitos das fortes chuvas que atingem o estado desde o feriado. As equipes da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros, Embasa e Secretaria da Saúde estão mobilizadas para atender às demandas, garantir assistência e minimizar os transtornos à população. Estamos em contato direto com as prefeituras e prestando todo o apoio necessário aos municípios afetados. Seguimos firmes, trabalhando pela vida dos baianos e baianas”, ressaltou Jerônimo.

De acordo com a Sudec, até às 16h deste sábado, foram registradas ocorrências relacionadas às chuvas nos municípios de Camacan (situação de emergência vigente desde 12/04), Canápolis , Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Nazaré, Camamu, Valença, Itapé, Buerarema, Santana, Amélia Rodrigues, Santo Amaro, São Sebastião do Passé , Jaguaribe, Cicero Dantas, Dias D’ Ávila, Lauro de Freitas, Simões Filho e Madre de Deus.

Na sexta-feira (2), o órgão enviou kits de ajuda humanitária (colchões, cobertores e higiene pessoal) ao município de Camacan. Já para Simões Filho e Camamu, foram enviadas lonas para cobertura de encostas. A equipe técnica da Sudec também segue em contato permanente com as prefeituras e está à disposição para envio de apoio técnico e humanitário, conforme as solicitações registradas oficialmente.

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) atua junto às prefeituras com apoio técnico, por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e cofinanciamento de ações emergenciais, como aluguel provisório, acolhimento de famílias e distribuição de cestas básicas.

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), um rompimento de aterro no KM 48 da BA-001, próximo ao acesso a São Roque do Paraguaçu, entre Bom Despacho e Nazaré, foi registrado por conta das chuvas deste final de semana. A empresa responsável pela obra no trecho já foi acionada para realizar os reparos no local. O tráfego de veículos está normal.

*Apoio a Santo Amaro*

No município de Santo Amaro, atingido pela enchente do Rio Subaé, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) e de outros órgãos estaduais estão em campo prestando assistência à população.

Durante este sábado (3), sob supervisão do comandante-geral do CBMBA, coronel Aloísio, os bombeiros militares atenderam cerca de 40 famílias na cidade, realizando orientações técnicas e monitoramento nos bairros Ideal, Bomfim, Rua da Viúva, Bairro Sacramento, rua H e Candolândia. A população foi orientada sobre a importância de acompanhar o nível das águas de rios, córregos e lagos e o momento seguro de deixar as residências.

Os militares ainda conversaram com os moradores sobre os locais mais seguros para se abrigarem em caso de necessidade, e sobre a importância de deixarem as residências e se abrigarem em local seguro, no caso de emergência. O objetivo principal da instituição é preservar a vida dos moradores e de animais domésticos.

*Orientações*

A orientação da Sudec é que as pessoas evitem e saiam de áreas de risco e procurem locais seguros para se abrigarem. É importante, também, que a população acompanhe os alertas das defesas civis municipais e os avisos meteorológicos. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193.

Santa Casa de Misericórdia explica os motivos do fechamento do Hospital Regional São Sebastião em Itambé

O blog Política e Resenha entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do município de Itambé para esclarecer os motivos que levaram ao fechamento do Hospital Regional São Sebastião, administrado pela Santa Casa de Misericórdia. Em resposta, a secretaria nos encaminhou um ofício oficial emitido pela instituição.

Santa Casa de Misericórdia explica os motivos do fechamento do Hospital Regional São Sebastião em Itambé

O blog Política e Resenha entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do município de Itambé para esclarecer os motivos que levaram ao fechamento do Hospital Regional São Sebastião, administrado pela Santa Casa de Misericórdia. Em resposta, a secretaria nos encaminhou um ofício oficial emitido pela instituição.

ARTIGO – O Silêncio que Fala Alto (Padre Carlos)

 

 

 

A morte, embora certa como o nascer do sol, sempre nos encontra desprevenidos. Há um tipo de dor que não grita, mas nos atravessa como um sussurro cortante: é a ausência dos que amamos. A Missa de Sétimo Dia, como a que será celebrada em memória de Zorilda Andrade Santos, é um desses momentos em que o tempo se curva diante da eternidade e o coração humano, tão frágil, busca consolo nas palavras da fé.

 

A liturgia não é apenas uma formalidade religiosa — ela é também um espaço de reencontro com o sagrado e com a memória. Quando um nome como o de Dona Zorilda é pronunciado no altar, ele não ecoa apenas no templo, mas dentro de cada um que a conheceu. O gesto simples de reunir familiares e amigos revela um traço profundo da alma miguelense: o respeito à ancestralidade, à presença que não se apaga mesmo depois da partida.

 

A missa, nesse sentido, não é só oração — é também resistência contra o esquecimento. É uma declaração: “Ela vive em nós”. E mais ainda, como diz o evangelho de João, “ainda que morra, viverá”.

 

Zorilda, nascida em 1935, atravessou quase um século de mudanças no Brasil. Presenciou a cidade de São Miguel em transição e ajudou Vitória da Conquista junto com seus irmãos miguelenses a se transformar nesta grande metrópole. E assim, o que restará não será o tempo em que viveu, mas a marca que deixou nos corações. Esse é o verdadeiro legado — não o que se escreve em lápides, mas o que se inscreve na alma de quem permanece.

 

Em tempos em que a vida parece cada vez mais descartável, celebrar a memória é um ato de amor e lucidez. A morte não deve nos assustar — deve nos ensinar. Cada adeus é também um chamado para vivermos com mais presença, mais ternura e mais verdade.

 

A Zorilda que se despede agora das dimensões visíveis da existência, segue viva na fé dos seus. E é essa fé que faz da morte um ponto e vírgula — e não um ponto final.

Missa de Sétimo Dia

Convidamos familiares e amigos para a Missa de Sétimo Dia em memória de Zorilda Andrade Santos, a ser celebrada no dia 05/05/2025 às 19h horas, na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias.

★ 26/06/1935 + 30/04/2025

“Eu sou ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”

 

 

 

 

ARTIGO – O Silêncio que Fala Alto (Padre Carlos)

 

 

 

A morte, embora certa como o nascer do sol, sempre nos encontra desprevenidos. Há um tipo de dor que não grita, mas nos atravessa como um sussurro cortante: é a ausência dos que amamos. A Missa de Sétimo Dia, como a que será celebrada em memória de Zorilda Andrade Santos, é um desses momentos em que o tempo se curva diante da eternidade e o coração humano, tão frágil, busca consolo nas palavras da fé.

 

A liturgia não é apenas uma formalidade religiosa — ela é também um espaço de reencontro com o sagrado e com a memória. Quando um nome como o de Dona Zorilda é pronunciado no altar, ele não ecoa apenas no templo, mas dentro de cada um que a conheceu. O gesto simples de reunir familiares e amigos revela um traço profundo da alma miguelense: o respeito à ancestralidade, à presença que não se apaga mesmo depois da partida.

 

A missa, nesse sentido, não é só oração — é também resistência contra o esquecimento. É uma declaração: “Ela vive em nós”. E mais ainda, como diz o evangelho de João, “ainda que morra, viverá”.

 

Zorilda, nascida em 1935, atravessou quase um século de mudanças no Brasil. Presenciou a cidade de São Miguel em transição e ajudou Vitória da Conquista junto com seus irmãos miguelenses a se transformar nesta grande metrópole. E assim, o que restará não será o tempo em que viveu, mas a marca que deixou nos corações. Esse é o verdadeiro legado — não o que se escreve em lápides, mas o que se inscreve na alma de quem permanece.

 

Em tempos em que a vida parece cada vez mais descartável, celebrar a memória é um ato de amor e lucidez. A morte não deve nos assustar — deve nos ensinar. Cada adeus é também um chamado para vivermos com mais presença, mais ternura e mais verdade.

 

A Zorilda que se despede agora das dimensões visíveis da existência, segue viva na fé dos seus. E é essa fé que faz da morte um ponto e vírgula — e não um ponto final.

Missa de Sétimo Dia

Convidamos familiares e amigos para a Missa de Sétimo Dia em memória de Zorilda Andrade Santos, a ser celebrada no dia 05/05/2025 às 19h horas, na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias.

★ 26/06/1935 + 30/04/2025

“Eu sou ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”

 

 

 

 

MACRODRENAGEM EM VITÓRIA DA CONQUISTA: UM DESAFIO QUE TRANSCENDE A GESTÃO MUNICIPAL

 

 

 

 

Vitória da Conquista, importante polo do sudoeste baiano, enfrenta há décadas um desafio que se repete com previsibilidade angustiante: as enchentes e alagamentos durante o período chuvoso. Apesar dos esforços notáveis da atual gestão municipal, torna-se cada vez mais evidente que estamos diante de um problema estrutural, cuja solução exige uma articulação que transcende as possibilidades e recursos de qualquer prefeitura, por mais comprometida que seja.

É preciso reconhecer o trabalho incansável da prefeita, que tem se desdobrado para minimizar os impactos das chuvas intensas. Sua administração tem respondido com prontidão às emergências, prestando assistência às famílias afetadas, realizando limpeza de bueiros e promovendo intervenções pontuais na infraestrutura urbana. Estas ações, ainda que fundamentais, representam medidas paliativas diante da magnitude do problema que enfrentamos.

A realidade é que décadas de crescimento urbano acelerado e sem o devido planejamento deixaram um passivo de infraestrutura que nenhuma gestão conseguiria resolver em um único mandato. A ausência histórica de um sistema adequado de macrodrenagem não é responsabilidade exclusiva da atual administração, mas o reflexo de um modelo de desenvolvimento urbano que priorizou a expansão sem os investimentos correspondentes em infraestrutura básica.

Neste contexto, a iniciativa do vereador Ivan Cordeiro de propor uma audiência pública para debater a implementação de um sistema de macrodrenagem eficiente e sustentável representa uma oportunidade valiosa. Este espaço democrático permitirá identificar caminhos para uma solução definitiva, reunindo diferentes atores sociais, incluindo representantes da prefeitura, órgãos estaduais, universidades, entidades profissionais e a comunidade.

O desafio que temos pela frente requer não apenas recursos municipais, mas uma verdadeira força-tarefa que envolva os governos estadual e federal. Projetos de macrodrenagem são extremamente custosos e tecnicamente complexos. Cidades do porte de Vitória da Conquista não dispõem de autonomia financeira para executá-los sem apoio de outras esferas governamentais.

A elaboração de um Plano Municipal de Drenagem Urbana integrado ao planejamento urbano, conforme proposto, é o primeiro passo fundamental. Este instrumento permitirá diagnosticar precisamente os problemas, estabelecer prioridades e dimensionar os investimentos necessários. Com este planejamento em mãos, a gestão municipal terá melhores condições de pleitear recursos junto a programas federais e organismos de financiamento.

É importante que a audiência pública não se transforme em palco de embates político-partidários, mas em espaço de construção coletiva. Os problemas de drenagem urbana atravessam gestões e só serão resolvidos com continuidade administrativa e compromisso de longo prazo.

Empresas estaduais como Embasa e Conder, mencionadas na proposta, podem e devem desempenhar papel crucial nesta missão. A Embasa, por exemplo, tem responsabilidade direta na gestão dos recursos hídricos que impactam o sistema de drenagem. Já a Conder poderia contribuir com sua expertise em planejamento urbano e execução de grandes projetos de infraestrutura.

Nós, cidadãos conquistenses, precisamos estar conscientes de que a solução definitiva não virá da noite para o dia. Será necessário um trabalho contínuo, atravessando mandatos e exigindo persistência. Nossa participação ativa e vigilante será fundamental para garantir que os esforços iniciados não se percam nas transições de governo.

A audiência pública proposta representa um marco importante nesta jornada, sinalizando o reconhecimento da dimensão do problema e a disposição para enfrentá-lo de forma técnica e participativa. É o momento de unirmos forças – sociedade civil, setor produtivo e diferentes esferas de governo – em torno de um objetivo comum: uma Vitória da Conquista onde as chuvas sejam motivo de celebração pela renovação da vida, não de temor pelos transtornos e perdas que possam causar.

O caminho é longo, mas com planejamento adequado, investimentos proporcionais ao desafio e uma gestão compromissada como a que temos visto, poderemos gradualmente transformar esta realidade. O futuro de nossa cidade depende desta capacidade de superar diferenças políticas momentâneas em favor de soluções estruturais que beneficiarão gerações.

MACRODRENAGEM EM VITÓRIA DA CONQUISTA: UM DESAFIO QUE TRANSCENDE A GESTÃO MUNICIPAL

 

 

 

 

Vitória da Conquista, importante polo do sudoeste baiano, enfrenta há décadas um desafio que se repete com previsibilidade angustiante: as enchentes e alagamentos durante o período chuvoso. Apesar dos esforços notáveis da atual gestão municipal, torna-se cada vez mais evidente que estamos diante de um problema estrutural, cuja solução exige uma articulação que transcende as possibilidades e recursos de qualquer prefeitura, por mais comprometida que seja.

É preciso reconhecer o trabalho incansável da prefeita, que tem se desdobrado para minimizar os impactos das chuvas intensas. Sua administração tem respondido com prontidão às emergências, prestando assistência às famílias afetadas, realizando limpeza de bueiros e promovendo intervenções pontuais na infraestrutura urbana. Estas ações, ainda que fundamentais, representam medidas paliativas diante da magnitude do problema que enfrentamos.

A realidade é que décadas de crescimento urbano acelerado e sem o devido planejamento deixaram um passivo de infraestrutura que nenhuma gestão conseguiria resolver em um único mandato. A ausência histórica de um sistema adequado de macrodrenagem não é responsabilidade exclusiva da atual administração, mas o reflexo de um modelo de desenvolvimento urbano que priorizou a expansão sem os investimentos correspondentes em infraestrutura básica.

Neste contexto, a iniciativa do vereador Ivan Cordeiro de propor uma audiência pública para debater a implementação de um sistema de macrodrenagem eficiente e sustentável representa uma oportunidade valiosa. Este espaço democrático permitirá identificar caminhos para uma solução definitiva, reunindo diferentes atores sociais, incluindo representantes da prefeitura, órgãos estaduais, universidades, entidades profissionais e a comunidade.

O desafio que temos pela frente requer não apenas recursos municipais, mas uma verdadeira força-tarefa que envolva os governos estadual e federal. Projetos de macrodrenagem são extremamente custosos e tecnicamente complexos. Cidades do porte de Vitória da Conquista não dispõem de autonomia financeira para executá-los sem apoio de outras esferas governamentais.

A elaboração de um Plano Municipal de Drenagem Urbana integrado ao planejamento urbano, conforme proposto, é o primeiro passo fundamental. Este instrumento permitirá diagnosticar precisamente os problemas, estabelecer prioridades e dimensionar os investimentos necessários. Com este planejamento em mãos, a gestão municipal terá melhores condições de pleitear recursos junto a programas federais e organismos de financiamento.

É importante que a audiência pública não se transforme em palco de embates político-partidários, mas em espaço de construção coletiva. Os problemas de drenagem urbana atravessam gestões e só serão resolvidos com continuidade administrativa e compromisso de longo prazo.

Empresas estaduais como Embasa e Conder, mencionadas na proposta, podem e devem desempenhar papel crucial nesta missão. A Embasa, por exemplo, tem responsabilidade direta na gestão dos recursos hídricos que impactam o sistema de drenagem. Já a Conder poderia contribuir com sua expertise em planejamento urbano e execução de grandes projetos de infraestrutura.

Nós, cidadãos conquistenses, precisamos estar conscientes de que a solução definitiva não virá da noite para o dia. Será necessário um trabalho contínuo, atravessando mandatos e exigindo persistência. Nossa participação ativa e vigilante será fundamental para garantir que os esforços iniciados não se percam nas transições de governo.

A audiência pública proposta representa um marco importante nesta jornada, sinalizando o reconhecimento da dimensão do problema e a disposição para enfrentá-lo de forma técnica e participativa. É o momento de unirmos forças – sociedade civil, setor produtivo e diferentes esferas de governo – em torno de um objetivo comum: uma Vitória da Conquista onde as chuvas sejam motivo de celebração pela renovação da vida, não de temor pelos transtornos e perdas que possam causar.

O caminho é longo, mas com planejamento adequado, investimentos proporcionais ao desafio e uma gestão compromissada como a que temos visto, poderemos gradualmente transformar esta realidade. O futuro de nossa cidade depende desta capacidade de superar diferenças políticas momentâneas em favor de soluções estruturais que beneficiarão gerações.

O Patrimonialismo à Brasileira: Quando o Público se Torna Propriedade Particular

 

 

 

 

A notícia sobre a tentativa do deputado federal Mário Negromonte Jr. de emplacar a própria esposa na vaga que será deixada pelo pai no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia não é apenas mais um caso isolado no noticiário político brasileiro. É, na verdade, a ponta de um iceberg perverso que afunda nossa democracia: o patrimonialismo que insiste em transformar instituições públicas em feudos familiares.

Como cidadãos, sentimos um aperto no peito ao testemunhar, mais uma vez, a distribuição de cargos públicos como se fossem presentes de Natal em reunião familiar. É revoltante! Tribunais de Contas não são empresas de família. São órgãos constitucionais de fiscalização que exigem independência, competência técnica e compromisso exclusivo com o interesse público.

O caso Negromonte ilustra com clareza cristalina a persistência do velho coronelismo travestido de democracia moderna. Primeiro, o pai ocupa a cadeira no TCM. Depois, ao se aposentar, o filho – que, não por coincidência, já é deputado federal – articula para que a esposa ocupe o posto. A mensagem é clara: o cargo pertence à família, não à sociedade.

Esta prática nefasta de hereditariedade em cargos públicos não é exclusividade baiana. Pelo Brasil afora, vemos filhos, esposas, noras, genros, primos e parentes distantes ocupando espaços que deveriam ser preenchidos por meio de processos transparentes, baseados em mérito e competência técnica. A política como negócio de família corrói nossa democracia por dentro.

O pior é que naturalizamos essa realidade. Tornamo-nos anestesiados. “É assim mesmo”, muitos dizem, com um dar de ombros que simboliza a rendição coletiva. Mas não! Não pode ser assim! Precisamos recuperar nossa capacidade de indignação e transformá-la em ação concreta.

É vital lembrar que os Tribunais de Contas são órgãos de controle externo, responsáveis por fiscalizar o uso do dinheiro público. Permitir que se transformem em espaços de acomodação familiar é comprometer sua própria razão de existir. É como convidar o lobo para cuidar do galinheiro.

O mais preocupante é que casos como este revelam um problema estrutural de nossa cultura política: a dificuldade em separar o público do privado. Muitos políticos ainda agem como se o Estado fosse extensão de seu patrimônio pessoal, uma visão que remonta aos tempos coloniais, mas que teima em persistir no século XXI.

No entanto, há motivos para esperança. A sociedade brasileira tem se mostrado cada vez menos tolerante com práticas patrimonialistas. Movimentos por transparência e integridade pública ganham força. Cidadãos conscientes exigem explicações e cobram mudanças efetivas.

É hora de construir um novo paradigma político baseado em transparência, integridade e interesse público genuíno. Precisamos fortalecer mecanismos de controle social, aprimorar a legislação contra o nepotismo e exigir critérios técnicos e objetivos para a ocupação de cargos públicos.

O Brasil merece instituições que funcionem para todos, não apenas para alguns poucos privilegiados. A democracia que sonhamos não tem espaço para feudos familiares. A indignação deve ser nosso combustível, não para o ódio estéril, mas para a transformação consistente de nossas práticas políticas.

O caso Negromonte é apenas um sintoma. A doença é mais profunda. Tratá-la exige vigilância constante e ação cidadã. A verdadeira soberania popular não se resume ao voto a cada dois anos, mas ao acompanhamento cotidiano das decisões políticas e à cobrança permanente por ética e responsabilidade.

Nossa democracia merece mais. Nosso povo merece melhor.

O Patrimonialismo à Brasileira: Quando o Público se Torna Propriedade Particular

 

 

 

 

A notícia sobre a tentativa do deputado federal Mário Negromonte Jr. de emplacar a própria esposa na vaga que será deixada pelo pai no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia não é apenas mais um caso isolado no noticiário político brasileiro. É, na verdade, a ponta de um iceberg perverso que afunda nossa democracia: o patrimonialismo que insiste em transformar instituições públicas em feudos familiares.

Como cidadãos, sentimos um aperto no peito ao testemunhar, mais uma vez, a distribuição de cargos públicos como se fossem presentes de Natal em reunião familiar. É revoltante! Tribunais de Contas não são empresas de família. São órgãos constitucionais de fiscalização que exigem independência, competência técnica e compromisso exclusivo com o interesse público.

O caso Negromonte ilustra com clareza cristalina a persistência do velho coronelismo travestido de democracia moderna. Primeiro, o pai ocupa a cadeira no TCM. Depois, ao se aposentar, o filho – que, não por coincidência, já é deputado federal – articula para que a esposa ocupe o posto. A mensagem é clara: o cargo pertence à família, não à sociedade.

Esta prática nefasta de hereditariedade em cargos públicos não é exclusividade baiana. Pelo Brasil afora, vemos filhos, esposas, noras, genros, primos e parentes distantes ocupando espaços que deveriam ser preenchidos por meio de processos transparentes, baseados em mérito e competência técnica. A política como negócio de família corrói nossa democracia por dentro.

O pior é que naturalizamos essa realidade. Tornamo-nos anestesiados. “É assim mesmo”, muitos dizem, com um dar de ombros que simboliza a rendição coletiva. Mas não! Não pode ser assim! Precisamos recuperar nossa capacidade de indignação e transformá-la em ação concreta.

É vital lembrar que os Tribunais de Contas são órgãos de controle externo, responsáveis por fiscalizar o uso do dinheiro público. Permitir que se transformem em espaços de acomodação familiar é comprometer sua própria razão de existir. É como convidar o lobo para cuidar do galinheiro.

O mais preocupante é que casos como este revelam um problema estrutural de nossa cultura política: a dificuldade em separar o público do privado. Muitos políticos ainda agem como se o Estado fosse extensão de seu patrimônio pessoal, uma visão que remonta aos tempos coloniais, mas que teima em persistir no século XXI.

No entanto, há motivos para esperança. A sociedade brasileira tem se mostrado cada vez menos tolerante com práticas patrimonialistas. Movimentos por transparência e integridade pública ganham força. Cidadãos conscientes exigem explicações e cobram mudanças efetivas.

É hora de construir um novo paradigma político baseado em transparência, integridade e interesse público genuíno. Precisamos fortalecer mecanismos de controle social, aprimorar a legislação contra o nepotismo e exigir critérios técnicos e objetivos para a ocupação de cargos públicos.

O Brasil merece instituições que funcionem para todos, não apenas para alguns poucos privilegiados. A democracia que sonhamos não tem espaço para feudos familiares. A indignação deve ser nosso combustível, não para o ódio estéril, mas para a transformação consistente de nossas práticas políticas.

O caso Negromonte é apenas um sintoma. A doença é mais profunda. Tratá-la exige vigilância constante e ação cidadã. A verdadeira soberania popular não se resume ao voto a cada dois anos, mas ao acompanhamento cotidiano das decisões políticas e à cobrança permanente por ética e responsabilidade.

Nossa democracia merece mais. Nosso povo merece melhor.

O “Escudo da Imunidade” e o Sequestro do Orçamento Público

 

 

Vivemos tempos em que a democracia brasileira enfrenta novamente um teste de resistência. O recente embate entre o ministro Flávio Dino e o deputado Sóstenes Cavalcante não é mero desentendimento institucional, mas sintoma de uma doença crônica que corrói nosso tecido republicano: a apropriação privada do que é público.

É revoltante, mas não surpreendente, que um parlamentar use sua posição para ameaçar romper acordos sobre emendas bilionárias como instrumento de barganha política, vinculando-as à anistia para aqueles que atentaram contra as instituições democráticas. Mais grave ainda é ver a tentativa de esconder-se sob o manto sagrado da imunidade parlamentar quando questionado sobre essa conduta.

A imunidade parlamentar foi concebida como instrumento de proteção da democracia, não como salvo-conduto para práticas que ferem o interesse público. Quando deputados usam prerrogativas constitucionais para blindar comportamentos que violam a transparência orçamentária, estamos diante de uma perversão dos valores republicanos que deveriam nortear o mandato parlamentar.

O ministro Dino acertou ao rejeitar essa alegação vazia. O que está em jogo não são meras formalidades jurídicas, mas o destino de bilhões de reais que pertencem ao povo brasileiro. Recursos que deveriam construir escolas, hospitais e infraestrutura essencial não podem ser tratados como moeda de troca em jogos de poder nos bastidores do Congresso Nacional.

As “graves zonas de incerteza” sobre as regras orçamentárias, mencionadas no caso, não são acidentais – representam a persistência de um sistema deliberadamente opaco, projetado para dificultar o controle social. O chamado “orçamento secreto”, mesmo após sucessivas tentativas de regulamentação, continua alimentando relações promíscuas entre Executivo e Legislativo.

É inadmissível que, em pleno século XXI, com toda tecnologia disponível para transparência, ainda tenhamos que lidar com esquemas que transformam verbas públicas em instrumentos de cooptação e clientelismo. Cada real desviado desse propósito representa um remédio que não chegou ao posto de saúde, uma carteira escolar que não foi instalada, um investimento em segurança que não se materializou.

O Supremo Tribunal Federal cumpre seu papel constitucional ao exigir esclarecimentos e reafirmar que nenhuma prerrogativa pode servir de escudo para práticas que comprometam a integridade do orçamento público. Mas não podemos esperar que apenas decisões judiciais resolvam este problema estrutural.

Precisamos de uma verdadeira revolução na cultura política brasileira. Os cidadãos devem exigir absoluta transparência na alocação de cada centavo público. Parlamentares devem compreender que foram eleitos para servir ao interesse coletivo, não para negociar emendas em benefício próprio ou de seus grupos políticos. O Executivo deve implementar mecanismos robustos de acompanhamento e avaliação do gasto público.

A democracia não sobrevive em ambientes onde o orçamento público é sequestrado por interesses particulares. A decisão de Dino é um passo importante, mas o caminho é longo. Somente com vigilância constante e participação cidadã ativa poderemos transformar nossa justa indignação em mudanças concretas que devolvam ao povo o controle sobre seus próprios recursos.

O Brasil que queremos não admite mais a privatização do que é público, nem tolera a transformação de prerrogativas democráticas em escudos para comportamentos antidemocráticos. É hora de cada brasileiro assumir seu papel nessa luta pela regeneração de nossas instituições.

 

Padre Carlos

O “Escudo da Imunidade” e o Sequestro do Orçamento Público

 

 

Vivemos tempos em que a democracia brasileira enfrenta novamente um teste de resistência. O recente embate entre o ministro Flávio Dino e o deputado Sóstenes Cavalcante não é mero desentendimento institucional, mas sintoma de uma doença crônica que corrói nosso tecido republicano: a apropriação privada do que é público.

É revoltante, mas não surpreendente, que um parlamentar use sua posição para ameaçar romper acordos sobre emendas bilionárias como instrumento de barganha política, vinculando-as à anistia para aqueles que atentaram contra as instituições democráticas. Mais grave ainda é ver a tentativa de esconder-se sob o manto sagrado da imunidade parlamentar quando questionado sobre essa conduta.

A imunidade parlamentar foi concebida como instrumento de proteção da democracia, não como salvo-conduto para práticas que ferem o interesse público. Quando deputados usam prerrogativas constitucionais para blindar comportamentos que violam a transparência orçamentária, estamos diante de uma perversão dos valores republicanos que deveriam nortear o mandato parlamentar.

O ministro Dino acertou ao rejeitar essa alegação vazia. O que está em jogo não são meras formalidades jurídicas, mas o destino de bilhões de reais que pertencem ao povo brasileiro. Recursos que deveriam construir escolas, hospitais e infraestrutura essencial não podem ser tratados como moeda de troca em jogos de poder nos bastidores do Congresso Nacional.

As “graves zonas de incerteza” sobre as regras orçamentárias, mencionadas no caso, não são acidentais – representam a persistência de um sistema deliberadamente opaco, projetado para dificultar o controle social. O chamado “orçamento secreto”, mesmo após sucessivas tentativas de regulamentação, continua alimentando relações promíscuas entre Executivo e Legislativo.

É inadmissível que, em pleno século XXI, com toda tecnologia disponível para transparência, ainda tenhamos que lidar com esquemas que transformam verbas públicas em instrumentos de cooptação e clientelismo. Cada real desviado desse propósito representa um remédio que não chegou ao posto de saúde, uma carteira escolar que não foi instalada, um investimento em segurança que não se materializou.

O Supremo Tribunal Federal cumpre seu papel constitucional ao exigir esclarecimentos e reafirmar que nenhuma prerrogativa pode servir de escudo para práticas que comprometam a integridade do orçamento público. Mas não podemos esperar que apenas decisões judiciais resolvam este problema estrutural.

Precisamos de uma verdadeira revolução na cultura política brasileira. Os cidadãos devem exigir absoluta transparência na alocação de cada centavo público. Parlamentares devem compreender que foram eleitos para servir ao interesse coletivo, não para negociar emendas em benefício próprio ou de seus grupos políticos. O Executivo deve implementar mecanismos robustos de acompanhamento e avaliação do gasto público.

A democracia não sobrevive em ambientes onde o orçamento público é sequestrado por interesses particulares. A decisão de Dino é um passo importante, mas o caminho é longo. Somente com vigilância constante e participação cidadã ativa poderemos transformar nossa justa indignação em mudanças concretas que devolvam ao povo o controle sobre seus próprios recursos.

O Brasil que queremos não admite mais a privatização do que é público, nem tolera a transformação de prerrogativas democráticas em escudos para comportamentos antidemocráticos. É hora de cada brasileiro assumir seu papel nessa luta pela regeneração de nossas instituições.

 

Padre Carlos