O povoado Periquito Capinal está de luto com o falecimento de Manoel Félix, conhecido como “Neu de Falcão”, ocorrido neste sábado. Morador antigo e muito estimado na comunidade, Manoel era uma pessoa querida por todos.
Ele deixa filhos, Jeovane Félix ,Wilson,Juliana e Júnior Félix, além de ser tio do vereador Nelson de Vivi, o que demonstra sua forte ligação com a comunidade local.
O velório está sendo realizado em sua residência no povoado Periquito Capinal. O sepultamento está previsto para este domingo.
O blog Política e Resenha manifesta seu profundo pesar e se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor e saudade.
O povoado Periquito Capinal está de luto com o falecimento de Manoel Félix, conhecido como “Neu de Falcão”, ocorrido neste sábado. Morador antigo e muito estimado na comunidade, Manoel era uma pessoa querida por todos.
Ele deixa filhos, Jeovane Félix ,Wilson,Juliana e Júnior Félix, além de ser tio do vereador Nelson de Vivi, o que demonstra sua forte ligação com a comunidade local.
O velório está sendo realizado em sua residência no povoado Periquito Capinal. O sepultamento está previsto para este domingo.
O blog Política e Resenha manifesta seu profundo pesar e se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor e saudade.
Quando a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o regime democrático e o Estado de Direito como pilares inegociáveis da República, imaginava-se — ingenuamente, talvez — que os Poderes da União seriam guardiães desses princípios, e não seus algozes eventuais. O recente movimento da Câmara dos Deputados, tentando suspender a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), revela um flerte perigoso com a deformação do sistema de freios e contrapesos. Trata-se, a rigor, de um casuísmo de péssimo gosto institucional, um gesto que beira o golpismo disfarçado de “prerrogativa parlamentar”.
Ramagem é acusado de instrumentalizar a Abin, agência de inteligência do Estado, para fins políticos e pessoais — uma prática típica de regimes de exceção, não de democracias constitucionais. Há indícios fortes de que informações sigilosas foram utilizadas para alimentar a máquina de intimidação do bolsonarismo, convertendo o Estado em um braço armado de projeto autoritário. Não se trata de uma divergência jurídica qualquer: estamos diante da suspeita de crime cometido contra o próprio regime democrático.
Ao tentar suspender a ação penal, a Câmara invoca uma interpretação grotesca do artigo 53 da Constituição, que assegura aos parlamentares imunidade por “opiniões, palavras e votos”. Ora, investigar crimes comuns cometidos antes do mandato — e em função de cargo distinto — não atinge qualquer imunidade. Mais que um erro de leitura constitucional, o gesto revela má-fé legislativa. A tentativa da Câmara é tão despropositada que escancara sua real intenção: proteger não só Ramagem, mas criar um precedente que possa blindar Jair Bolsonaro e seus aliados das múltiplas investigações em curso.
Trata-se de uma tentativa deliberada de subverter o sistema. Não é a primeira vez que a Câmara flerta com a impunidade autoconcedida. Em 2017, salvou Michel Temer de denúncia por corrupção. O mesmo se deu, antes, com Eduardo Cunha — até que a pressão da sociedade e a ação do Judiciário se impuseram. Mas o caso Ramagem é mais grave: porque parte de um Legislativo que passou a agir não como poder autônomo, mas como bunker jurídico do bolsonarismo em declínio.
Felizmente, o Supremo Tribunal Federal não hesitou. Em decisão firme, a Corte reafirmou que não cabe ao Parlamento interferir em ações penais que não atingem diretamente o exercício do mandato. A resposta do STF foi mais do que uma reação jurídica: foi uma defesa da legalidade democrática. Em tempos de inversão de valores, quando se tenta normalizar a barbárie sob a roupagem da institucionalidade, o Judiciário reafirma seu papel de garantidor da Constituição.
A democracia brasileira vive um momento de estresse contínuo. E não é de hoje. O bolsonarismo, como fenômeno político, não se contenta em disputar o poder dentro das regras do jogo: quer redesenhá-las a seu favor, como um jogador que, ao perceber que está perdendo, tenta arrancar as peças do tabuleiro. O caso Ramagem é apenas mais um capítulo dessa investida autoritária, onde a impunidade deixa de ser um erro e se transforma em método.
Que fique registrado: a tentativa da Câmara de suspender a ação penal contra Ramagem não é apenas uma afronta ao STF. É uma declaração de guerra à lógica republicana. E, por isso mesmo, deve ser repelida com a contundência de quem sabe que a Constituição não é um ornamento retórico, mas um pacto civilizatório.
Quando a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o regime democrático e o Estado de Direito como pilares inegociáveis da República, imaginava-se — ingenuamente, talvez — que os Poderes da União seriam guardiães desses princípios, e não seus algozes eventuais. O recente movimento da Câmara dos Deputados, tentando suspender a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), revela um flerte perigoso com a deformação do sistema de freios e contrapesos. Trata-se, a rigor, de um casuísmo de péssimo gosto institucional, um gesto que beira o golpismo disfarçado de “prerrogativa parlamentar”.
Ramagem é acusado de instrumentalizar a Abin, agência de inteligência do Estado, para fins políticos e pessoais — uma prática típica de regimes de exceção, não de democracias constitucionais. Há indícios fortes de que informações sigilosas foram utilizadas para alimentar a máquina de intimidação do bolsonarismo, convertendo o Estado em um braço armado de projeto autoritário. Não se trata de uma divergência jurídica qualquer: estamos diante da suspeita de crime cometido contra o próprio regime democrático.
Ao tentar suspender a ação penal, a Câmara invoca uma interpretação grotesca do artigo 53 da Constituição, que assegura aos parlamentares imunidade por “opiniões, palavras e votos”. Ora, investigar crimes comuns cometidos antes do mandato — e em função de cargo distinto — não atinge qualquer imunidade. Mais que um erro de leitura constitucional, o gesto revela má-fé legislativa. A tentativa da Câmara é tão despropositada que escancara sua real intenção: proteger não só Ramagem, mas criar um precedente que possa blindar Jair Bolsonaro e seus aliados das múltiplas investigações em curso.
Trata-se de uma tentativa deliberada de subverter o sistema. Não é a primeira vez que a Câmara flerta com a impunidade autoconcedida. Em 2017, salvou Michel Temer de denúncia por corrupção. O mesmo se deu, antes, com Eduardo Cunha — até que a pressão da sociedade e a ação do Judiciário se impuseram. Mas o caso Ramagem é mais grave: porque parte de um Legislativo que passou a agir não como poder autônomo, mas como bunker jurídico do bolsonarismo em declínio.
Felizmente, o Supremo Tribunal Federal não hesitou. Em decisão firme, a Corte reafirmou que não cabe ao Parlamento interferir em ações penais que não atingem diretamente o exercício do mandato. A resposta do STF foi mais do que uma reação jurídica: foi uma defesa da legalidade democrática. Em tempos de inversão de valores, quando se tenta normalizar a barbárie sob a roupagem da institucionalidade, o Judiciário reafirma seu papel de garantidor da Constituição.
A democracia brasileira vive um momento de estresse contínuo. E não é de hoje. O bolsonarismo, como fenômeno político, não se contenta em disputar o poder dentro das regras do jogo: quer redesenhá-las a seu favor, como um jogador que, ao perceber que está perdendo, tenta arrancar as peças do tabuleiro. O caso Ramagem é apenas mais um capítulo dessa investida autoritária, onde a impunidade deixa de ser um erro e se transforma em método.
Que fique registrado: a tentativa da Câmara de suspender a ação penal contra Ramagem não é apenas uma afronta ao STF. É uma declaração de guerra à lógica republicana. E, por isso mesmo, deve ser repelida com a contundência de quem sabe que a Constituição não é um ornamento retórico, mas um pacto civilizatório.
O pronunciamento da vereadora Dra. Lara Fernandes na tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta manhã, foi mais do que uma homenagem. Foi um chamado à memória coletiva, à reverência e à reflexão sobre a força invisível que sustenta este país: a mulher nordestina, mãe, trabalhadora, sobrevivente.
A parlamentar não se limitou a palavras protocolares. Fez da tribuna um altar e, com a emoção à flor da voz, consagrou dona Ana Ferreira — símbolo de milhares de mães conquistenses — como a grande homenageada desta sessão solene. O gesto, simples em aparência, foi carregado de simbolismo, justiça e verdade.
Dona Ana não é apenas uma mulher de 85 anos com uma história que impressiona pela matemática dos seus frutos — 18 filhos, 51 netos, 24 bisnetos. Ela é a representação viva da resistência que brota do sertão. Mulher que lavrou a terra, pariu em silêncio, alimentou com fé e criou com mãos calejadas e espírito invencível.
Quando Lara Fernandes diz que lembra das próprias avós ao olhar para Ana, está nos revelando um caminho de raízes, uma genealogia do afeto, da resiliência e da fé. As mulheres da sua vida — e da vida de tantas outras famílias nordestinas — são aquelas que ensinam, desde cedo, que a pobreza material não define o destino de ninguém. O que transforma a vida, no sertão ou na cidade, é a dignidade com que se pisa o chão da existência.
A vereadora fez mais do que um discurso: traçou um mapa afetivo e político que nos lembra quem são as verdadeiras fundadoras da nossa sociedade. Mães que educaram sem escola, que cuidaram sem SUS, que amaram sem tempo. Mães que, mesmo em luto, como a sua própria mãe aos 19 anos, seguiram em frente com o colo cheio e a alma firme.
Vitória da Conquista tem muitas mães como Ana. Invisíveis aos olhos da burocracia, mas fundamentais ao tecido moral da cidade. A homenagem de hoje, feita por uma mulher que também é filha, mãe e médica, resgatou uma verdade essencial: o Brasil real começa no útero das guerreiras que desafiam a morte com o poder da vida.
A vereadora não apenas homenageou sua mãe, suas avós e dona Ana — ela homenageou a história inteira do sertão, onde a resistência se mede em silêncio, coragem e amor. Em tempos de tanta superficialidade, ouvir da tribuna palavras tão enraizadas na verdade do povo foi um alívio, quase uma prece.
O pronunciamento da vereadora Dra. Lara Fernandes na tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta manhã, foi mais do que uma homenagem. Foi um chamado à memória coletiva, à reverência e à reflexão sobre a força invisível que sustenta este país: a mulher nordestina, mãe, trabalhadora, sobrevivente.
A parlamentar não se limitou a palavras protocolares. Fez da tribuna um altar e, com a emoção à flor da voz, consagrou dona Ana Ferreira — símbolo de milhares de mães conquistenses — como a grande homenageada desta sessão solene. O gesto, simples em aparência, foi carregado de simbolismo, justiça e verdade.
Dona Ana não é apenas uma mulher de 85 anos com uma história que impressiona pela matemática dos seus frutos — 18 filhos, 51 netos, 24 bisnetos. Ela é a representação viva da resistência que brota do sertão. Mulher que lavrou a terra, pariu em silêncio, alimentou com fé e criou com mãos calejadas e espírito invencível.
Quando Lara Fernandes diz que lembra das próprias avós ao olhar para Ana, está nos revelando um caminho de raízes, uma genealogia do afeto, da resiliência e da fé. As mulheres da sua vida — e da vida de tantas outras famílias nordestinas — são aquelas que ensinam, desde cedo, que a pobreza material não define o destino de ninguém. O que transforma a vida, no sertão ou na cidade, é a dignidade com que se pisa o chão da existência.
A vereadora fez mais do que um discurso: traçou um mapa afetivo e político que nos lembra quem são as verdadeiras fundadoras da nossa sociedade. Mães que educaram sem escola, que cuidaram sem SUS, que amaram sem tempo. Mães que, mesmo em luto, como a sua própria mãe aos 19 anos, seguiram em frente com o colo cheio e a alma firme.
Vitória da Conquista tem muitas mães como Ana. Invisíveis aos olhos da burocracia, mas fundamentais ao tecido moral da cidade. A homenagem de hoje, feita por uma mulher que também é filha, mãe e médica, resgatou uma verdade essencial: o Brasil real começa no útero das guerreiras que desafiam a morte com o poder da vida.
A vereadora não apenas homenageou sua mãe, suas avós e dona Ana — ela homenageou a história inteira do sertão, onde a resistência se mede em silêncio, coragem e amor. Em tempos de tanta superficialidade, ouvir da tribuna palavras tão enraizadas na verdade do povo foi um alívio, quase uma prece.
Em sessão especial realizada na manhã desta sexta-feira, 9 de maio, a vereadora Cris Rocha usou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista para fazer uma emocionante homenagem às mães, em antecipação ao Dia das Mães, que será celebrado no próximo domingo.
Em seu discurso, a parlamentar destacou não apenas a importância da data comemorativa, mas também os diversos desafios enfrentados pelas mães conquistenses em seu cotidiano, reforçando seu compromisso com políticas públicas voltadas à maternidade.
“É com coração cheio de gratidão que uso essa tribuna nesta sessão tão significativa para prestar homenagem àquelas que são verdadeiramente o alicerce da nossa sociedade, as mães”, iniciou a vereadora, que aproveitou o momento para homenagear sua própria mãe, Lúcia Rocha, presente na sessão.
Compromisso com políticas públicas
Em um discurso que foi além das congratulações habituais, Cris Rocha abordou problemas concretos enfrentados pelas mães da cidade: a falta de creches, as dificuldades de acesso à saúde e o sacrifício que muitas fazem ao renunciar sonhos pessoais em favor dos filhos.
“Eu conheço a realidade de muitas de vocês, mães que saem cedo para trabalhar e que não têm onde deixar os seus filhos, mães que enfrentam filas em postos de saúde e muitas vezes sem conseguir o atendimento adequado”, afirmou a vereadora, demonstrando conhecimento das dificuldades cotidianas.
A parlamentar reforçou seu compromisso com o fortalecimento de políticas públicas municipais que ofereçam suporte real às mães conquistenses, destacando a necessidade de:
Acesso a pré-natal de qualidade
Ampliação da oferta de creches
Programas de apoio à amamentação
Melhoria nos serviços de saúde pública
Atenção especial às “mães atípicas”, que cuidam de filhos com necessidades especiais
“Cuidar de quem cuida”
Um dos pontos mais aplaudidos do discurso foi quando a vereadora enfatizou que “mãe também precisa ser cuidada”, ressaltando que o cuidado com as cuidadoras deve ser uma prioridade do poder público.
“Que o Dia das Mães não seja comemorado apenas com flores, mas com políticas públicas que melhorem de fato a vida das mulheres e das famílias”, defendeu Cris Rocha, recebendo apoio dos presentes.
Encerrando seu pronunciamento com uma referência à sua fé, a vereadora lembrou de Maria, mãe de Jesus, pedindo que ela interceda especialmente pelas mães que sofrem, pelas que perderam filhos e pelas que lutam diariamente por um futuro melhor para suas famílias.
A sessão especial contou com a presença de diversas mães da comunidade, além de outros vereadores e autoridades locais, reforçando a importância do tema para a cidade de Vitória da Conquista.
Em sessão especial realizada na manhã desta sexta-feira, 9 de maio, a vereadora Cris Rocha usou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista para fazer uma emocionante homenagem às mães, em antecipação ao Dia das Mães, que será celebrado no próximo domingo.
Em seu discurso, a parlamentar destacou não apenas a importância da data comemorativa, mas também os diversos desafios enfrentados pelas mães conquistenses em seu cotidiano, reforçando seu compromisso com políticas públicas voltadas à maternidade.
“É com coração cheio de gratidão que uso essa tribuna nesta sessão tão significativa para prestar homenagem àquelas que são verdadeiramente o alicerce da nossa sociedade, as mães”, iniciou a vereadora, que aproveitou o momento para homenagear sua própria mãe, Lúcia Rocha, presente na sessão.
Compromisso com políticas públicas
Em um discurso que foi além das congratulações habituais, Cris Rocha abordou problemas concretos enfrentados pelas mães da cidade: a falta de creches, as dificuldades de acesso à saúde e o sacrifício que muitas fazem ao renunciar sonhos pessoais em favor dos filhos.
“Eu conheço a realidade de muitas de vocês, mães que saem cedo para trabalhar e que não têm onde deixar os seus filhos, mães que enfrentam filas em postos de saúde e muitas vezes sem conseguir o atendimento adequado”, afirmou a vereadora, demonstrando conhecimento das dificuldades cotidianas.
A parlamentar reforçou seu compromisso com o fortalecimento de políticas públicas municipais que ofereçam suporte real às mães conquistenses, destacando a necessidade de:
Acesso a pré-natal de qualidade
Ampliação da oferta de creches
Programas de apoio à amamentação
Melhoria nos serviços de saúde pública
Atenção especial às “mães atípicas”, que cuidam de filhos com necessidades especiais
“Cuidar de quem cuida”
Um dos pontos mais aplaudidos do discurso foi quando a vereadora enfatizou que “mãe também precisa ser cuidada”, ressaltando que o cuidado com as cuidadoras deve ser uma prioridade do poder público.
“Que o Dia das Mães não seja comemorado apenas com flores, mas com políticas públicas que melhorem de fato a vida das mulheres e das famílias”, defendeu Cris Rocha, recebendo apoio dos presentes.
Encerrando seu pronunciamento com uma referência à sua fé, a vereadora lembrou de Maria, mãe de Jesus, pedindo que ela interceda especialmente pelas mães que sofrem, pelas que perderam filhos e pelas que lutam diariamente por um futuro melhor para suas famílias.
A sessão especial contou com a presença de diversas mães da comunidade, além de outros vereadores e autoridades locais, reforçando a importância do tema para a cidade de Vitória da Conquista.
Amigo não é coisa, e se guarda no coração – e não é só uma frase bonita, é uma constatação que os anos gravam no peito com caligrafia firme e traços de saudade.
Hoje, pergunto a mim mesmo: quantos amigos, de fato, me acompanham? Poucos. Os dedos de uma mão parecem sobrar, e mesmo assim, cada um desses é um relicário, uma joia que resistiu às tempestades, ao tempo, ao silêncio das ausências.
Passei a catalogar, como um velho bibliotecário da alma, as amizades de cada fase da vida. Os amigos da infância, da Pituba – quando ainda era um balneário sonolento e elegante da classe média soteropolitana. Onde andará aquele menino com quem dividia as tardes de verão, o jogo de bola na areia, os segredos que só a inocência conhece?
Na juventude, outros rostos me guiaram. Aquele que me empurrou, com palavras e coragem, para os primeiros passos na militância política. Os companheiros das noites mal dormidas nas reuniões da Pastoral Operária, a militância nos anos de chumbo, no calor transformador do Nordeste de Amaralina. E ainda os irmãos do seminário de Filosofia em Vitória da Conquista, e depois, os da Teologia em Belo Horizonte – cada um com sua partitura no grande concerto da minha formação.
As cidades mudaram, os bairros ficaram para trás, e as cartas deixaram de chegar. Não havia internet, nem e-mail, nem um simples telefone para segurar os vínculos. Hoje, com um toque no celular posso ver o rosto de quem está do outro lado do mundo – mas isso não basta para reacender o calor de uma amizade que se vivia nos gestos, nas partilhas de mesa e de sonhos.
O tempo não apagou esses amigos, mas os tornou saudade. Alguns reapareceram na maré das redes sociais, mas a conexão era fria, como se a lembrança não bastasse para reacender a chama. Outros silenciaram. Não por falta de carinho, talvez por excesso de vida. Mudamos todos – e não somos mais os que fomos.
Foi então que percebi: há os amigos que se vivem, e os que se guardam. E esses últimos, ainda que não estejam aqui, caminham comigo em memórias acesas.
Os “amigos” virtuais se multiplicam com cliques. Mas amizades verdadeiras não nascem de curtidas. Precisam de tempo, de verdade, de convivência. E quando existem, sobrevivem ao que for – ao tempo, à distância, às mudanças.
Ainda cultivo novos laços em Vitória da Conquista, onde a vida madura me presenteia com presenças fiéis. Aqui, as amizades não são contadas em números, mas em gestos. E talvez, a beleza de tudo isso seja justamente essa: saber que mesmo poucos, os verdadeiros amigos são tudo – e, de fato, não são coisa. São alma. São coração.
Amigo…
Amigo não é coisa.
Amigo se guarda… no coração.
E não se trata de uma frase bonita.
É uma constatação daquelas que a vida escreve devagar…
Como quem entalha com cuidado as certezas que o tempo não apaga.
Me pergunto:
Quantos amigos eu realmente tenho?
Poucos. Muito poucos.
Os dedos de uma mão, talvez…
Mas cada um deles é um relicário de afeto.
A vida me levou por tantos caminhos.
Salvador, Vitória da Conquista, seminários, militâncias, ruas e silêncios.
Amigos ficaram…
Outros, partiram com o vento.
E havia um tempo em que a amizade morava nas cartas,
No banco da praça,
No pão dividido ao meio.
Hoje…
Basta um clique para ter mil “amigos”.
Mas amizade verdadeira não nasce com um “aceitar solicitação”.
Ela nasce nos gestos, nas ausências que doem,
Nos reencontros que emocionam.
Alguns desses reencontros, confesso…
Vieram pelas redes sociais.
Mas foram frios. Distantes.
Como se o tempo tivesse congelado aquilo que foi tão vivo.
Tentei reacender amizades antigas.
Recebi silêncio.
E compreendi…
Que nem sempre a memória basta para manter vivo o laço.
Ainda assim, guardo todos.
Os da Pituba ensolarada,
Os dos porões da militância,
Os das manhãs filosóficas,
E os das tardes teológicas…
Cada um mora aqui, em algum canto do peito.
Hoje, celebro os que ainda estão.
Os poucos — mas inteiros.
Os que não precisam estar presentes para serem presença.
Porque amigo, meu caro…
Amigo de verdade…
Não é número.
É vínculo.
Amigo não é coisa, e se guarda no coração – e não é só uma frase bonita, é uma constatação que os anos gravam no peito com caligrafia firme e traços de saudade.
Hoje, pergunto a mim mesmo: quantos amigos, de fato, me acompanham? Poucos. Os dedos de uma mão parecem sobrar, e mesmo assim, cada um desses é um relicário, uma joia que resistiu às tempestades, ao tempo, ao silêncio das ausências.
Passei a catalogar, como um velho bibliotecário da alma, as amizades de cada fase da vida. Os amigos da infância, da Pituba – quando ainda era um balneário sonolento e elegante da classe média soteropolitana. Onde andará aquele menino com quem dividia as tardes de verão, o jogo de bola na areia, os segredos que só a inocência conhece?
Na juventude, outros rostos me guiaram. Aquele que me empurrou, com palavras e coragem, para os primeiros passos na militância política. Os companheiros das noites mal dormidas nas reuniões da Pastoral Operária, a militância nos anos de chumbo, no calor transformador do Nordeste de Amaralina. E ainda os irmãos do seminário de Filosofia em Vitória da Conquista, e depois, os da Teologia em Belo Horizonte – cada um com sua partitura no grande concerto da minha formação.
As cidades mudaram, os bairros ficaram para trás, e as cartas deixaram de chegar. Não havia internet, nem e-mail, nem um simples telefone para segurar os vínculos. Hoje, com um toque no celular posso ver o rosto de quem está do outro lado do mundo – mas isso não basta para reacender o calor de uma amizade que se vivia nos gestos, nas partilhas de mesa e de sonhos.
O tempo não apagou esses amigos, mas os tornou saudade. Alguns reapareceram na maré das redes sociais, mas a conexão era fria, como se a lembrança não bastasse para reacender a chama. Outros silenciaram. Não por falta de carinho, talvez por excesso de vida. Mudamos todos – e não somos mais os que fomos.
Foi então que percebi: há os amigos que se vivem, e os que se guardam. E esses últimos, ainda que não estejam aqui, caminham comigo em memórias acesas.
Os “amigos” virtuais se multiplicam com cliques. Mas amizades verdadeiras não nascem de curtidas. Precisam de tempo, de verdade, de convivência. E quando existem, sobrevivem ao que for – ao tempo, à distância, às mudanças.
Ainda cultivo novos laços em Vitória da Conquista, onde a vida madura me presenteia com presenças fiéis. Aqui, as amizades não são contadas em números, mas em gestos. E talvez, a beleza de tudo isso seja justamente essa: saber que mesmo poucos, os verdadeiros amigos são tudo – e, de fato, não são coisa. São alma. São coração.
Amigo…
Amigo não é coisa.
Amigo se guarda… no coração.
E não se trata de uma frase bonita.
É uma constatação daquelas que a vida escreve devagar…
Como quem entalha com cuidado as certezas que o tempo não apaga.
Me pergunto:
Quantos amigos eu realmente tenho?
Poucos. Muito poucos.
Os dedos de uma mão, talvez…
Mas cada um deles é um relicário de afeto.
A vida me levou por tantos caminhos.
Salvador, Vitória da Conquista, seminários, militâncias, ruas e silêncios.
Amigos ficaram…
Outros, partiram com o vento.
E havia um tempo em que a amizade morava nas cartas,
No banco da praça,
No pão dividido ao meio.
Hoje…
Basta um clique para ter mil “amigos”.
Mas amizade verdadeira não nasce com um “aceitar solicitação”.
Ela nasce nos gestos, nas ausências que doem,
Nos reencontros que emocionam.
Alguns desses reencontros, confesso…
Vieram pelas redes sociais.
Mas foram frios. Distantes.
Como se o tempo tivesse congelado aquilo que foi tão vivo.
Tentei reacender amizades antigas.
Recebi silêncio.
E compreendi…
Que nem sempre a memória basta para manter vivo o laço.
Ainda assim, guardo todos.
Os da Pituba ensolarada,
Os dos porões da militância,
Os das manhãs filosóficas,
E os das tardes teológicas…
Cada um mora aqui, em algum canto do peito.
Hoje, celebro os que ainda estão.
Os poucos — mas inteiros.
Os que não precisam estar presentes para serem presença.
Porque amigo, meu caro…
Amigo de verdade…
Não é número.
É vínculo.
É com profunda indignação cívica que escrevo este artigo após presenciar o lamentável espetáculo que foi a audiência pública em Vitória da Conquista. Como cidadãos baianos, estamos à deriva em um mar de promessas vazias, representação política insuficiente e infraestrutura abandonada, enquanto assistimos estados vizinhos, como Pernambuco, receberem tratamento privilegiado na distribuição de recursos e atenção política.
O caso da ViaBahia é emblemático dessa triste realidade. Em 2020, o então Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, visitou nosso estado e apontou que a concessionária havia executado apenas 30% das obras previstas, deixando de realizar 441 km de duplicação, apesar de ter arrecadado impressionantes 90% dos recursos previstos no plano de negócio. Uma situação absolutamente inaceitável!
Mas onde estavam nossos representantes quando essa batalha precisava ser travada? Que pressão efetiva o então governador Rui Costa exerceu para resolver essa situação escandalosa? Quais deputados baianos ergueram suas vozes junto ao Ministério para exigir o fim de uma concessão que claramente não cumpria seu papel? O silêncio ensurdecedor que se seguiu diz muito sobre o abismo de representatividade que enfrentamos.
Em contraste gritante, observemos Petrolina, em Pernambuco. A cidade recebeu três duplicações de BRs em trechos urbanos, viabilizadas pelo empenho direto de seus parlamentares. O deputado Fernando Bezerra Filho não apenas conseguiu R$ 109 milhões para obras – com o DNIT complementando apenas R$ 24 milhões – como ainda demonstra o zelo de trabalhar para que uma delas seja entregue no aniversário da cidade. Isso é representação política de verdade!
Mais absurdo ainda é constatar que a duplicação da ponte de Juazeiro, município baiano, só está ocorrendo graças à pressão dos parlamentares de Petrolina! A metade pernambucana da ponte já está duplicada há 15 anos, enquanto a parte baiana permaneceu esquecida até que os pernambucanos se movimentassem – não por amor à Bahia, mas porque a situação prejudicava seus próprios cidadãos.
E quando o ministro Tarcísio esteve na Bahia tentando suspender o contrato com a ViaBahia, não encontrou apoio significativo entre nossas lideranças. Agora, esses mesmos políticos “cantam de galo” por terem cancelado o contrato, após acordarem uma indenização bilionária sem disputa judicial que onera ainda mais os cofres públicos. É revoltante!
A audiência pública em Vitória da Conquista foi o ápice dessa vergonha. Empresários comprometidos com o desenvolvimento regional, como Zé Maria Caires, foram marginalizados, convidados a falar apenas no final, quando o público já havia se dispersado. Esta atitude demonstra o desprezo pelos verdadeiros interessados no progresso da região.
Não podemos continuar aceitando essa disparidade regional e essa apatia política como normais. A Bahia, com sua história, cultura e importância econômica, merece representantes que lutem verdadeiramente por seus interesses, que fiscalizem contratos, que cobrem resultados e que não se intimidem diante do poder econômico.
Precisamos urgentemente de uma renovação na representação política baiana. Não representantes que aparecem apenas em períodos eleitorais, mas lideranças comprometidas com resultados concretos, como vemos em estados vizinhos. Precisamos de parlamentares que entendam que sua função é defender os interesses de seus eleitores, não apenas ocupar cadeiras em Brasília ou Salvador.
Este não é um chamado à divisão regional, mas sim à igualdade de tratamento. É inadmissível que, em um país tão desigual como o Brasil, vejamos disparidades tão gritantes no tratamento de estados da mesma região. Se Pernambuco consegue obter recursos e realizar obras, por que a Bahia não pode?
A audiência pública deveria ter sido um espaço de diálogo e construção coletiva, mas tornou-se mais um símbolo do abismo de representatividade que enfrentamos. Contudo, nossa indignação não pode se limitar à crítica – ela deve se transformar em ação cidadã, em cobrança constante, em participação ativa nos espaços de decisão.
Não desistiremos da Bahia. Nosso estado merece infraestrutura de qualidade, representação política comprometida e desenvolvimento regional equilibrado. A transformação começa pelo despertar da consciência cívica e pela exigência coletiva de nossos direitos. A Bahia não é menor que nenhum outro estado e não aceitaremos mais ser tratados como cidadãos de segunda classe.
É hora de transformar essa indignação em movimento, essa frustração em organização e essa desilusão em propósito. O futuro da Bahia depende da nossa capacidade de exigir respeito, comprometimento e resultados de quem elegemos para nos representar. Esta não é apenas uma batalha por obras ou recursos, mas por dignidade política e cidadã.
É com profunda indignação cívica que escrevo este artigo após presenciar o lamentável espetáculo que foi a audiência pública em Vitória da Conquista. Como cidadãos baianos, estamos à deriva em um mar de promessas vazias, representação política insuficiente e infraestrutura abandonada, enquanto assistimos estados vizinhos, como Pernambuco, receberem tratamento privilegiado na distribuição de recursos e atenção política.
O caso da ViaBahia é emblemático dessa triste realidade. Em 2020, o então Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, visitou nosso estado e apontou que a concessionária havia executado apenas 30% das obras previstas, deixando de realizar 441 km de duplicação, apesar de ter arrecadado impressionantes 90% dos recursos previstos no plano de negócio. Uma situação absolutamente inaceitável!
Mas onde estavam nossos representantes quando essa batalha precisava ser travada? Que pressão efetiva o então governador Rui Costa exerceu para resolver essa situação escandalosa? Quais deputados baianos ergueram suas vozes junto ao Ministério para exigir o fim de uma concessão que claramente não cumpria seu papel? O silêncio ensurdecedor que se seguiu diz muito sobre o abismo de representatividade que enfrentamos.
Em contraste gritante, observemos Petrolina, em Pernambuco. A cidade recebeu três duplicações de BRs em trechos urbanos, viabilizadas pelo empenho direto de seus parlamentares. O deputado Fernando Bezerra Filho não apenas conseguiu R$ 109 milhões para obras – com o DNIT complementando apenas R$ 24 milhões – como ainda demonstra o zelo de trabalhar para que uma delas seja entregue no aniversário da cidade. Isso é representação política de verdade!
Mais absurdo ainda é constatar que a duplicação da ponte de Juazeiro, município baiano, só está ocorrendo graças à pressão dos parlamentares de Petrolina! A metade pernambucana da ponte já está duplicada há 15 anos, enquanto a parte baiana permaneceu esquecida até que os pernambucanos se movimentassem – não por amor à Bahia, mas porque a situação prejudicava seus próprios cidadãos.
E quando o ministro Tarcísio esteve na Bahia tentando suspender o contrato com a ViaBahia, não encontrou apoio significativo entre nossas lideranças. Agora, esses mesmos políticos “cantam de galo” por terem cancelado o contrato, após acordarem uma indenização bilionária sem disputa judicial que onera ainda mais os cofres públicos. É revoltante!
A audiência pública em Vitória da Conquista foi o ápice dessa vergonha. Empresários comprometidos com o desenvolvimento regional, como Zé Maria Caires, foram marginalizados, convidados a falar apenas no final, quando o público já havia se dispersado. Esta atitude demonstra o desprezo pelos verdadeiros interessados no progresso da região.
Não podemos continuar aceitando essa disparidade regional e essa apatia política como normais. A Bahia, com sua história, cultura e importância econômica, merece representantes que lutem verdadeiramente por seus interesses, que fiscalizem contratos, que cobrem resultados e que não se intimidem diante do poder econômico.
Precisamos urgentemente de uma renovação na representação política baiana. Não representantes que aparecem apenas em períodos eleitorais, mas lideranças comprometidas com resultados concretos, como vemos em estados vizinhos. Precisamos de parlamentares que entendam que sua função é defender os interesses de seus eleitores, não apenas ocupar cadeiras em Brasília ou Salvador.
Este não é um chamado à divisão regional, mas sim à igualdade de tratamento. É inadmissível que, em um país tão desigual como o Brasil, vejamos disparidades tão gritantes no tratamento de estados da mesma região. Se Pernambuco consegue obter recursos e realizar obras, por que a Bahia não pode?
A audiência pública deveria ter sido um espaço de diálogo e construção coletiva, mas tornou-se mais um símbolo do abismo de representatividade que enfrentamos. Contudo, nossa indignação não pode se limitar à crítica – ela deve se transformar em ação cidadã, em cobrança constante, em participação ativa nos espaços de decisão.
Não desistiremos da Bahia. Nosso estado merece infraestrutura de qualidade, representação política comprometida e desenvolvimento regional equilibrado. A transformação começa pelo despertar da consciência cívica e pela exigência coletiva de nossos direitos. A Bahia não é menor que nenhum outro estado e não aceitaremos mais ser tratados como cidadãos de segunda classe.
É hora de transformar essa indignação em movimento, essa frustração em organização e essa desilusão em propósito. O futuro da Bahia depende da nossa capacidade de exigir respeito, comprometimento e resultados de quem elegemos para nos representar. Esta não é apenas uma batalha por obras ou recursos, mas por dignidade política e cidadã.
As movimentações políticas em Vitória da Conquista para as eleições de 2026 já começaram com intensidade e um grau de urgência que denuncia o quanto os bastidores estão fervendo. O encontro entre o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro (PL), e a prefeita Sheila Lemos, sinaliza que o grupo que hoje comanda o executivo municipal entendeu algo fundamental: todo grande grupo precisa de representantes sólidos no parlamento, tanto estadual quanto federal, para manter influência e garantir recursos e obras para o município.
A prefeita, que já demonstrou habilidade política ao costurar apoios em eleições anteriores, parece compreender que o próximo passo é deixar um legado que transcenda sua gestão. Isso se faz, em parte, elegendo um sucessor confiável e, mais do que isso, posicionando esse nome no cenário estadual como representante de Vitória da Conquista. Nada mais lógico e estratégico do que eleger esse sucessor a deputado estadual, garantindo uma voz local na Assembleia Legislativa da Bahia.
Por outro lado, forçar uma candidatura local para deputado federal pode ser um erro de cálculo. A divisão de votos e a estrutura exigida para esse pleito tornam o desafio muito maior. Seria mais prudente, e politicamente inteligente, apoiar um nome de fora com capital eleitoral consolidado, reservando esse espaço federal para a própria Sheila nas eleições seguintes. Afinal, não seria ousado imaginar a prefeita se lançando à Câmara Federal em 2030, com o prestígio acumulado de uma boa gestão e de articulações exitosas.
Mas para que essa estratégia funcione, é necessário evitar a fragmentação. O grupo não pode repetir erros do passado, lançando múltiplas candidaturas que só servem para pulverizar votos e alimentar adversários. É hora de escolher um único nome, robusto, coerente com o projeto político em curso e com real capacidade de articulação. A unidade é a única chance de viabilizar uma eleição majoritária de impacto.
A história política recente de Conquista está repleta de lições sobre como divisões internas sabotaram projetos promissores. Se Sheila e seus aliados desejam continuar ditando o rumo da cidade, precisam entender que política se faz com estratégia, cálculo e, acima de tudo, com renúncia em prol do coletivo. E essa renúncia, por vezes, significa abrir mão de projetos individuais para fortalecer o grupo.
É chegada a hora de pensar grande. E quem pensa grande, não joga sozinho.
As movimentações políticas em Vitória da Conquista para as eleições de 2026 já começaram com intensidade e um grau de urgência que denuncia o quanto os bastidores estão fervendo. O encontro entre o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro (PL), e a prefeita Sheila Lemos, sinaliza que o grupo que hoje comanda o executivo municipal entendeu algo fundamental: todo grande grupo precisa de representantes sólidos no parlamento, tanto estadual quanto federal, para manter influência e garantir recursos e obras para o município.
A prefeita, que já demonstrou habilidade política ao costurar apoios em eleições anteriores, parece compreender que o próximo passo é deixar um legado que transcenda sua gestão. Isso se faz, em parte, elegendo um sucessor confiável e, mais do que isso, posicionando esse nome no cenário estadual como representante de Vitória da Conquista. Nada mais lógico e estratégico do que eleger esse sucessor a deputado estadual, garantindo uma voz local na Assembleia Legislativa da Bahia.
Por outro lado, forçar uma candidatura local para deputado federal pode ser um erro de cálculo. A divisão de votos e a estrutura exigida para esse pleito tornam o desafio muito maior. Seria mais prudente, e politicamente inteligente, apoiar um nome de fora com capital eleitoral consolidado, reservando esse espaço federal para a própria Sheila nas eleições seguintes. Afinal, não seria ousado imaginar a prefeita se lançando à Câmara Federal em 2030, com o prestígio acumulado de uma boa gestão e de articulações exitosas.
Mas para que essa estratégia funcione, é necessário evitar a fragmentação. O grupo não pode repetir erros do passado, lançando múltiplas candidaturas que só servem para pulverizar votos e alimentar adversários. É hora de escolher um único nome, robusto, coerente com o projeto político em curso e com real capacidade de articulação. A unidade é a única chance de viabilizar uma eleição majoritária de impacto.
A história política recente de Conquista está repleta de lições sobre como divisões internas sabotaram projetos promissores. Se Sheila e seus aliados desejam continuar ditando o rumo da cidade, precisam entender que política se faz com estratégia, cálculo e, acima de tudo, com renúncia em prol do coletivo. E essa renúncia, por vezes, significa abrir mão de projetos individuais para fortalecer o grupo.
É chegada a hora de pensar grande. E quem pensa grande, não joga sozinho.
O Brasil vive uma crise silenciosa de representatividade. Não aquela dos palanques eleitorais ou dos discursos inflamados no Congresso Nacional, mas uma muito mais sutil e perversa: a simulação de democracia participativa. O caso das concessões rodoviárias que se desenha diante de nossos olhos é um exemplo cristalino desta farsa institucionalizada.
Estamos diante de um processo que, sob o verniz da legalidade, esconde uma decisão já tomada nos bastidores do poder. As audiências públicas, que deveriam ser instrumentos genuínos de escuta e ajuste de políticas públicas, transformaram-se em teatro burocrático, em ritual vazio para constar em atas e relatórios.
O pacote apresentado é uma afronta à inteligência do cidadão. Obras essenciais postergadas para o oitavo ano de contrato? Isto não é planejamento responsável – é procrastinação institucionalizada! Enquanto isso, como compensação perversa, o contribuinte será presenteado com o dobro de pedágios e tarifas. Uma matemática que só faz sentido para quem lucra, nunca para quem paga.
O que assistimos não é um diálogo entre Estado e sociedade, mas um monólogo onde o poder finge ouvir enquanto segue seu roteiro pré-determinado. Esta é a verdadeira face do nosso déficit democrático: instituições que simulam abertura enquanto blindam seus processos decisórios contra a influência cidadã real.
A duplicação do número de praças de pedágio – de sete para catorze – é a materialização desta lógica perversa. Não bastasse o aumento do valor, multiplicam-se os pontos de cobrança. Para quem serve este modelo senão aos interesses econômicos que há décadas capturam nossas políticas de infraestrutura?
Mas não podemos sucumbir ao cinismo fácil. A verdadeira cidadania exige mais do que indignação passiva. Precisamos transformar frustração em mobilização. Se as audiências públicas se tornaram palcos de legitimação de decisões já tomadas, cabe a nós, cidadãos organizados, criar novos espaços de pressão e controle social.
É imperativo que documentemos meticulosamente cada promessa não cumprida, cada desvio entre o discurso e a prática. Que formemos comitês de acompanhamento permanente das concessões. Que utilizemos todos os instrumentos legais – desde pedidos de informação até ações civis públicas – para garantir transparência real.
A sociedade brasileira merece mais do que simulacros de participação. Merece instituições que não apenas ouçam, mas que efetivamente incorporem as demandas legítimas da população em suas decisões. Se o Estado não se dispõe a transformar suas práticas, cabe a nós transformá-lo, através da pressão cidadã organizada e persistente.
O verdadeiro teste de uma democracia não está na existência formal de mecanismos participativos, mas na capacidade real de influência que os cidadãos exercem sobre as decisões que afetam suas vidas. Por este critério, o que vemos hoje no Brasil é um sistema que simula democracia enquanto pratica autocracia tecnocrática.
A luta por participação efetiva é, em última análise, a luta pela dignidade cidadã. É a recusa em ser tratado como mero espectador de decisões que impactam diretamente nosso cotidiano e nosso futuro. É hora de resgatar o verdadeiro sentido das audiências públicas, transformando-as de ritual vazio em arena efetiva de construção democrática.
O Brasil vive uma crise silenciosa de representatividade. Não aquela dos palanques eleitorais ou dos discursos inflamados no Congresso Nacional, mas uma muito mais sutil e perversa: a simulação de democracia participativa. O caso das concessões rodoviárias que se desenha diante de nossos olhos é um exemplo cristalino desta farsa institucionalizada.
Estamos diante de um processo que, sob o verniz da legalidade, esconde uma decisão já tomada nos bastidores do poder. As audiências públicas, que deveriam ser instrumentos genuínos de escuta e ajuste de políticas públicas, transformaram-se em teatro burocrático, em ritual vazio para constar em atas e relatórios.
O pacote apresentado é uma afronta à inteligência do cidadão. Obras essenciais postergadas para o oitavo ano de contrato? Isto não é planejamento responsável – é procrastinação institucionalizada! Enquanto isso, como compensação perversa, o contribuinte será presenteado com o dobro de pedágios e tarifas. Uma matemática que só faz sentido para quem lucra, nunca para quem paga.
O que assistimos não é um diálogo entre Estado e sociedade, mas um monólogo onde o poder finge ouvir enquanto segue seu roteiro pré-determinado. Esta é a verdadeira face do nosso déficit democrático: instituições que simulam abertura enquanto blindam seus processos decisórios contra a influência cidadã real.
A duplicação do número de praças de pedágio – de sete para catorze – é a materialização desta lógica perversa. Não bastasse o aumento do valor, multiplicam-se os pontos de cobrança. Para quem serve este modelo senão aos interesses econômicos que há décadas capturam nossas políticas de infraestrutura?
Mas não podemos sucumbir ao cinismo fácil. A verdadeira cidadania exige mais do que indignação passiva. Precisamos transformar frustração em mobilização. Se as audiências públicas se tornaram palcos de legitimação de decisões já tomadas, cabe a nós, cidadãos organizados, criar novos espaços de pressão e controle social.
É imperativo que documentemos meticulosamente cada promessa não cumprida, cada desvio entre o discurso e a prática. Que formemos comitês de acompanhamento permanente das concessões. Que utilizemos todos os instrumentos legais – desde pedidos de informação até ações civis públicas – para garantir transparência real.
A sociedade brasileira merece mais do que simulacros de participação. Merece instituições que não apenas ouçam, mas que efetivamente incorporem as demandas legítimas da população em suas decisões. Se o Estado não se dispõe a transformar suas práticas, cabe a nós transformá-lo, através da pressão cidadã organizada e persistente.
O verdadeiro teste de uma democracia não está na existência formal de mecanismos participativos, mas na capacidade real de influência que os cidadãos exercem sobre as decisões que afetam suas vidas. Por este critério, o que vemos hoje no Brasil é um sistema que simula democracia enquanto pratica autocracia tecnocrática.
A luta por participação efetiva é, em última análise, a luta pela dignidade cidadã. É a recusa em ser tratado como mero espectador de decisões que impactam diretamente nosso cotidiano e nosso futuro. É hora de resgatar o verdadeiro sentido das audiências públicas, transformando-as de ritual vazio em arena efetiva de construção democrática.
A situação do Hospital Regional de Itambé foi tema de uma importante audiência na sede da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), realizada nesta quarta-feira (08), em Salvador. A comitiva liderada pelo prefeito Candinho Araújo apresentou as principais demandas da unidade e discutiu, com a secretária Roberta Santana, ações emergenciais para manter o hospital em funcionamento e garantir a continuidade dos atendimentos.
O encontro contou com a presença do deputado federal Gabriel Nunes, da prefeita de Ribeirão do Largo, Zuina Borges, do provedor da unidade, Uilliam Nery, do diretor financeiro Fábio Araújo, do secretário municipal de Saúde, Valdeci Porto, da secretária de Administração, Adriana Alves, e da chefe de gabinete de Ribeirão do Largo, Laryana Garcia, além de técnicos da Secretaria Estadual.
Durante a reunião, o problema mais debatido foi a grave situação financeira do Hospital Regional de Itambé, agravada por dívidas trabalhistas e bloqueios judiciais que comprometem o pagamento de salários, fornecedores e prestadores de serviço. Segundo o diretor financeiro, Fábio Araújo, os funcionários da instituição estão há dois meses sem remuneração e, ainda assim, aceitaram retornar ao trabalho como forma de colaborar com a retomada dos serviços hospitalares.
Sensibilizada com a situação, a secretária Roberta Santana afirmou que a Sesab atuará com agilidade no fornecimento emergencial de insumos hospitalares. “A Santa Casa precisa cumprir seu papel, mas nós também estamos fazendo o nosso. O governador Jerônimo Rodrigues nos orientou a apoiar os municípios nesse momento difícil. Já temos um plano de ação articulado e vamos garantir o necessário para que o atendimento continue”, afirmou Roberta.
O deputado federal Gabriel Nunes elogiou o esforço da gestão municipal e da Secretaria Estadual em buscar soluções concretas: “A saúde da nossa região merece atenção total. A reabertura do hospital é um passo importante, e agora é preciso acompanhar de perto a gestão e assegurar que os compromissos firmados sejam cumpridos por todos os lados”, reforçou o parlamentar.
Para o prefeito Candinho Araújo, a audiência representou um avanço importante: “A população de Itambé e região não pode ficar desassistida. Nosso papel é buscar apoio onde for necessário e garantir que a saúde continue funcionando com responsabilidade. Agradeço ao Governo do Estado e ao deputado Gabriel pelo compromisso com nossa gente”, declarou o gestor.
A Prefeitura de Itambé seguirá acompanhando de perto os desdobramentos do plano emergencial pactuado com a Secretaria de Saúde, bem como as providências administrativas por parte da direção da unidade hospitalar.
A situação do Hospital Regional de Itambé foi tema de uma importante audiência na sede da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), realizada nesta quarta-feira (08), em Salvador. A comitiva liderada pelo prefeito Candinho Araújo apresentou as principais demandas da unidade e discutiu, com a secretária Roberta Santana, ações emergenciais para manter o hospital em funcionamento e garantir a continuidade dos atendimentos.
O encontro contou com a presença do deputado federal Gabriel Nunes, da prefeita de Ribeirão do Largo, Zuina Borges, do provedor da unidade, Uilliam Nery, do diretor financeiro Fábio Araújo, do secretário municipal de Saúde, Valdeci Porto, da secretária de Administração, Adriana Alves, e da chefe de gabinete de Ribeirão do Largo, Laryana Garcia, além de técnicos da Secretaria Estadual.
Durante a reunião, o problema mais debatido foi a grave situação financeira do Hospital Regional de Itambé, agravada por dívidas trabalhistas e bloqueios judiciais que comprometem o pagamento de salários, fornecedores e prestadores de serviço. Segundo o diretor financeiro, Fábio Araújo, os funcionários da instituição estão há dois meses sem remuneração e, ainda assim, aceitaram retornar ao trabalho como forma de colaborar com a retomada dos serviços hospitalares.
Sensibilizada com a situação, a secretária Roberta Santana afirmou que a Sesab atuará com agilidade no fornecimento emergencial de insumos hospitalares. “A Santa Casa precisa cumprir seu papel, mas nós também estamos fazendo o nosso. O governador Jerônimo Rodrigues nos orientou a apoiar os municípios nesse momento difícil. Já temos um plano de ação articulado e vamos garantir o necessário para que o atendimento continue”, afirmou Roberta.
O deputado federal Gabriel Nunes elogiou o esforço da gestão municipal e da Secretaria Estadual em buscar soluções concretas: “A saúde da nossa região merece atenção total. A reabertura do hospital é um passo importante, e agora é preciso acompanhar de perto a gestão e assegurar que os compromissos firmados sejam cumpridos por todos os lados”, reforçou o parlamentar.
Para o prefeito Candinho Araújo, a audiência representou um avanço importante: “A população de Itambé e região não pode ficar desassistida. Nosso papel é buscar apoio onde for necessário e garantir que a saúde continue funcionando com responsabilidade. Agradeço ao Governo do Estado e ao deputado Gabriel pelo compromisso com nossa gente”, declarou o gestor.
A Prefeitura de Itambé seguirá acompanhando de perto os desdobramentos do plano emergencial pactuado com a Secretaria de Saúde, bem como as providências administrativas por parte da direção da unidade hospitalar.