Política e Resenha

O PDT, Carlos Lupi e a necessidade de responsabilidade política

 

 

Por Padre Carlos

A recente decisão do PDT de se afastar formalmente da base do governo Lula na Câmara, anunciada pelo líder da bancada, Mário Heringer, marca um episódio revelador — e, arrisco dizer, preocupante — da política brasileira. Não apenas pelo timing, mas pelo que ela simboliza: a dificuldade de parte da classe política em exercer a responsabilidade e a conciliação em momentos de crise.

O episódio começou a ganhar corpo após o pedido de demissão do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, envolvido em um escândalo que investiga fraudes milionárias no INSS. O governo Lula, até então, fez o que se espera de uma administração que pretende manter minimamente coesa sua base: agiu com firmeza para evitar desgaste prolongado, aceitou o afastamento de Lupi e abriu espaço para apuração. Em outras palavras, o governo fez o necessário para blindar o partido e preservar a governabilidade.

O que espanta, portanto, é a reação do PDT. Em vez de reconhecer o gesto conciliador e a oportunidade de recompor pontes, o partido opta por uma ruptura formal, declarando “independência” e autorizando seus deputados a assinar pedidos de CPI, com a justificativa de ampliar o foco para governos passados. Em tom mais direto: uma tentativa de diluir responsabilidades e, não raramente, um jogo perigoso que beira a retaliação.

É preciso lembrar que Carlos Lupi não é apenas um ex-ministro qualquer. Ele é o presidente da legenda, figura histórica do partido e peça-chave no relacionamento do PDT com o governo federal. Diante das declarações desastrosas que deu no início das investigações — minimizando denúncias, relativizando os fatos — tornou-se politicamente insustentável mantê-lo à frente do ministério. Qualquer partido minimamente comprometido com o país entenderia isso como parte do ônus de ocupar espaços de poder.

Mais do que nunca, o PDT precisa ter responsabilidade. Abandonar o governo neste momento não é apenas uma decisão interna: é uma sinalização para o país, para o eleitorado, para os aliados e, sobretudo, para as instituições. O Brasil enfrenta desafios monumentais na área econômica, social e previdenciária. Instituir CPIs pode ser legítimo, mas usar essa ferramenta como trunfo tático, sem uma base sólida de cooperação, fragiliza ainda mais o ambiente político.

Por trás de toda essa movimentação, há também uma reflexão maior sobre o papel dos partidos no presidencialismo de coalizão. Em democracias complexas como a nossa, governos são construídos sobre acordos amplos, que exigem maturidade e senso de proporção. Quando o PDT decide virar as costas para um governo que, até aqui, fez esforços visíveis para mantê-lo próximo, não está apenas rompendo com Lula — está corroendo a lógica da governabilidade e enviando uma mensagem perigosa de que alianças são descartáveis diante de pressões momentâneas.

Carlos Lupi, por sua vez, deveria entender que liderar um partido não é apenas ocupar cargos ou controlar espaços de poder, mas também oferecer um norte ético e político em momentos de turbulência. Sua postura inicial no escândalo foi um erro grave, e reconhecer isso com humildade — em vez de estimular a ruptura — seria a postura de um verdadeiro líder.

Em suma, é hora de o PDT parar, respirar e recalibrar sua bússola política. A responsabilidade histórica do partido, sua tradição e sua relevância no campo progressista brasileiro não combinam com decisões precipitadas nem com rupturas oportunistas. O governo Lula, por sua vez, continuará enfrentando desafios com ou sem o PDT. Mas a política brasileira, já tão fragmentada e instável, só teria a ganhar se os atores em cena escolhessem o caminho da conciliação.

Porque, no fim, o Brasil precisa menos de demarcação de territórios e mais de construção coletiva. É disso que se trata governar — e, principalmente, fazer oposição com responsabilidade.

O PDT, Carlos Lupi e a necessidade de responsabilidade política

 

 

Por Padre Carlos

A recente decisão do PDT de se afastar formalmente da base do governo Lula na Câmara, anunciada pelo líder da bancada, Mário Heringer, marca um episódio revelador — e, arrisco dizer, preocupante — da política brasileira. Não apenas pelo timing, mas pelo que ela simboliza: a dificuldade de parte da classe política em exercer a responsabilidade e a conciliação em momentos de crise.

O episódio começou a ganhar corpo após o pedido de demissão do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, envolvido em um escândalo que investiga fraudes milionárias no INSS. O governo Lula, até então, fez o que se espera de uma administração que pretende manter minimamente coesa sua base: agiu com firmeza para evitar desgaste prolongado, aceitou o afastamento de Lupi e abriu espaço para apuração. Em outras palavras, o governo fez o necessário para blindar o partido e preservar a governabilidade.

O que espanta, portanto, é a reação do PDT. Em vez de reconhecer o gesto conciliador e a oportunidade de recompor pontes, o partido opta por uma ruptura formal, declarando “independência” e autorizando seus deputados a assinar pedidos de CPI, com a justificativa de ampliar o foco para governos passados. Em tom mais direto: uma tentativa de diluir responsabilidades e, não raramente, um jogo perigoso que beira a retaliação.

É preciso lembrar que Carlos Lupi não é apenas um ex-ministro qualquer. Ele é o presidente da legenda, figura histórica do partido e peça-chave no relacionamento do PDT com o governo federal. Diante das declarações desastrosas que deu no início das investigações — minimizando denúncias, relativizando os fatos — tornou-se politicamente insustentável mantê-lo à frente do ministério. Qualquer partido minimamente comprometido com o país entenderia isso como parte do ônus de ocupar espaços de poder.

Mais do que nunca, o PDT precisa ter responsabilidade. Abandonar o governo neste momento não é apenas uma decisão interna: é uma sinalização para o país, para o eleitorado, para os aliados e, sobretudo, para as instituições. O Brasil enfrenta desafios monumentais na área econômica, social e previdenciária. Instituir CPIs pode ser legítimo, mas usar essa ferramenta como trunfo tático, sem uma base sólida de cooperação, fragiliza ainda mais o ambiente político.

Por trás de toda essa movimentação, há também uma reflexão maior sobre o papel dos partidos no presidencialismo de coalizão. Em democracias complexas como a nossa, governos são construídos sobre acordos amplos, que exigem maturidade e senso de proporção. Quando o PDT decide virar as costas para um governo que, até aqui, fez esforços visíveis para mantê-lo próximo, não está apenas rompendo com Lula — está corroendo a lógica da governabilidade e enviando uma mensagem perigosa de que alianças são descartáveis diante de pressões momentâneas.

Carlos Lupi, por sua vez, deveria entender que liderar um partido não é apenas ocupar cargos ou controlar espaços de poder, mas também oferecer um norte ético e político em momentos de turbulência. Sua postura inicial no escândalo foi um erro grave, e reconhecer isso com humildade — em vez de estimular a ruptura — seria a postura de um verdadeiro líder.

Em suma, é hora de o PDT parar, respirar e recalibrar sua bússola política. A responsabilidade histórica do partido, sua tradição e sua relevância no campo progressista brasileiro não combinam com decisões precipitadas nem com rupturas oportunistas. O governo Lula, por sua vez, continuará enfrentando desafios com ou sem o PDT. Mas a política brasileira, já tão fragmentada e instável, só teria a ganhar se os atores em cena escolhessem o caminho da conciliação.

Porque, no fim, o Brasil precisa menos de demarcação de territórios e mais de construção coletiva. É disso que se trata governar — e, principalmente, fazer oposição com responsabilidade.

ARTIGO – Vitória da Conquista espera o sim de Isaac (Padre Carlos)

 

 

A cidade de Vitória da Conquista vive um momento de expectativa. Mais do que a simples confirmação de um evento, trata-se da reafirmação de uma tradição, de uma identidade cultural e econômica. Nesta quarta-feira (7), espera-se que Isaac da Silva Figueira, presidente da COOPMAC, bata o martelo sobre a realização da Exposição Agropecuária Nacional de Vitória da Conquista. Um anúncio que, se positivo, trará alívio e esperança para produtores, comerciantes e para toda a cadeia que se move em torno dessa grandiosa feira.

Não podemos esquecer que essa expectativa só se mantém viva graças a uma mobilização intensa e plural. A prefeita do município garantiu a contrapartida, cumprindo sua parte com responsabilidade administrativa. O deputado  Fabrício Falcão e outros deputados estaduais destinaram emendas e, mais do que isso, articularam politicamente para viabilizar os recursos. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho, conhecido por sua influência e trânsito em Brasília, foi uma peça-chave ao atuar diretamente junto ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ministro da Casa Civil Rui Costa.

É importante reconhecer também a movimentação de outros deputados da região, que, embora tardiamente, começaram a se pronunciar e a pressionar por soluções. Tudo isso mostra que quando há vontade política e pressão social, as soluções aparecem. Mas cabe a Isaac, nesta quarta-feira, transformar esse esforço coletivo em um anúncio oficial que traga a Exposição de volta ao calendário da cidade.

Que não falte coragem ao presidente da COOPMAC. A cidade espera. O campo precisa. O povo quer.

 

ARTIGO – Vitória da Conquista espera o sim de Isaac (Padre Carlos)

 

 

A cidade de Vitória da Conquista vive um momento de expectativa. Mais do que a simples confirmação de um evento, trata-se da reafirmação de uma tradição, de uma identidade cultural e econômica. Nesta quarta-feira (7), espera-se que Isaac da Silva Figueira, presidente da COOPMAC, bata o martelo sobre a realização da Exposição Agropecuária Nacional de Vitória da Conquista. Um anúncio que, se positivo, trará alívio e esperança para produtores, comerciantes e para toda a cadeia que se move em torno dessa grandiosa feira.

Não podemos esquecer que essa expectativa só se mantém viva graças a uma mobilização intensa e plural. A prefeita do município garantiu a contrapartida, cumprindo sua parte com responsabilidade administrativa. O deputado  Fabrício Falcão e outros deputados estaduais destinaram emendas e, mais do que isso, articularam politicamente para viabilizar os recursos. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho, conhecido por sua influência e trânsito em Brasília, foi uma peça-chave ao atuar diretamente junto ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ministro da Casa Civil Rui Costa.

É importante reconhecer também a movimentação de outros deputados da região, que, embora tardiamente, começaram a se pronunciar e a pressionar por soluções. Tudo isso mostra que quando há vontade política e pressão social, as soluções aparecem. Mas cabe a Isaac, nesta quarta-feira, transformar esse esforço coletivo em um anúncio oficial que traga a Exposição de volta ao calendário da cidade.

Que não falte coragem ao presidente da COOPMAC. A cidade espera. O campo precisa. O povo quer.

 

ARTIGO – A incoerência partidária e o prejuízo à população

 

(Padre Carlos)

Hoje estava pensando como o mundo dá voltas. Lembro que alguns vereadores da oposição aqui de Vitória da Conquista votaram contra o empréstimo de R$ 160 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil) junto ao FINISA III, destinado a obras de infraestrutura e saneamento. Curiosamente, esses mesmos parlamentares permanecem em silêncio diante dos sucessivos pedidos de empréstimos feitos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já somam mais de R$ 6 bilhões em 16 meses de gestão, com diversos projetos aprovados pela Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto escrevia este artigo, mais um pedido de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estava sendo realizado, dessa vez no valor de R$ 600 milhões, foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta terça-feira (6). Esse é o 16º empréstimo pedido pelo governador a ser autorizado pela Casa.

Será que, se Jerônimo fosse prefeito de Vitória da Conquista, sua bancada votaria favoravelmente a uma quantidade semelhante de empréstimos? A discrepância nas posturas revela que interesses partidários frequentemente se sobrepõem às necessidades da população. A política, nesse contexto, torna-se um palco para disputas eleitorais, onde o mérito das propostas é eclipsado pela busca de capital político.

É imperativo que a sociedade exija coerência e transparência de seus representantes, independentemente de filiações partidárias. Empréstimos públicos devem ser avaliados com base em sua viabilidade, impacto social e responsabilidade fiscal, não em conveniências políticas.

A construção de uma cultura política mais ética e comprometida com o bem comum depende da vigilância e participação ativa dos cidadãos. Somente assim será possível transformar a política em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, livre de hipocrisias e alinhado aos interesses da coletividade.

ARTIGO – A incoerência partidária e o prejuízo à população

 

(Padre Carlos)

Hoje estava pensando como o mundo dá voltas. Lembro que alguns vereadores da oposição aqui de Vitória da Conquista votaram contra o empréstimo de R$ 160 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil) junto ao FINISA III, destinado a obras de infraestrutura e saneamento. Curiosamente, esses mesmos parlamentares permanecem em silêncio diante dos sucessivos pedidos de empréstimos feitos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já somam mais de R$ 6 bilhões em 16 meses de gestão, com diversos projetos aprovados pela Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto escrevia este artigo, mais um pedido de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estava sendo realizado, dessa vez no valor de R$ 600 milhões, foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta terça-feira (6). Esse é o 16º empréstimo pedido pelo governador a ser autorizado pela Casa.

Será que, se Jerônimo fosse prefeito de Vitória da Conquista, sua bancada votaria favoravelmente a uma quantidade semelhante de empréstimos? A discrepância nas posturas revela que interesses partidários frequentemente se sobrepõem às necessidades da população. A política, nesse contexto, torna-se um palco para disputas eleitorais, onde o mérito das propostas é eclipsado pela busca de capital político.

É imperativo que a sociedade exija coerência e transparência de seus representantes, independentemente de filiações partidárias. Empréstimos públicos devem ser avaliados com base em sua viabilidade, impacto social e responsabilidade fiscal, não em conveniências políticas.

A construção de uma cultura política mais ética e comprometida com o bem comum depende da vigilância e participação ativa dos cidadãos. Somente assim será possível transformar a política em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, livre de hipocrisias e alinhado aos interesses da coletividade.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Governo Lula avalia usar verba pública para devolver desconto irregular do INSS

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/governo-estuda-usar-dinheiro-publico-e-pagar-de-uma-so-vez-valor-descontado-de-aposentados-do-inss.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Com catolicismo em alta no mundo, Igreja escolhe novo papa

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-com-catolicismo-em-alta-no-mundo-igreja-escolhe-novo-papa/?srsltid=AfmBOop2CAaCM_RviFnlcWnNNBaevhAxbpdNh92wRlbwmaEFnKXP0cZ2

 

Valor Econômico (SP)
Com crescimento mais forte, informalidade do trabalho cai ao menor nível desde a pandemia

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/11/10/trabalho-informal-bate-recorde-e-deve-continuar-a-crescer.ghtml

 

O Globo (RJ)
Conclave mais global da História, busca Papa à feição de Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/07/com-18-novos-paises-representados-conclave-que-elegera-novo-papa-tera-vozes-de-uma-igreja-as-margens-do-eixo-europeu.ghtml

 

O Dia (RJ)
DESCONTOS INDEVIDOS
Beneficiários do INSS terão dinheiro devolvido em conta

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7051153-ressarcimento-de-aposentados-e-pensionistas-sera-feito-via-beneficio-diz-presidente-do-inss.html

 

Correio Braziliense
O mundo à espera do novo papa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/05/7138477-quando-sai-o-novo-papa-quem-sao-os-favoritos-ele-pode-ser-brasileiro-em-6-pontos-tudo-sobre-o-conclave-no-vaticano.html

 

Estado de Minas
A SUCESSÃO DE FRANCISCO
Habemus papam?

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7117604-conclave-como-a-igreja-escolhe-o-sucessor-de-papa-francisco.html

 

Zero Hora (RS)
Agricultores familiares terão até R$ 30 mil para recuperação pós-enchente

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/gisele-loeblein/noticia/2025/05/conviver-com-as-mudancas-climaticas-no-campo-exige-preparacao-e-investimentos-cmacztnu600th014ubly39v2w.html

 

Diário de Pernambuco
No foco da crise do INSS, PDT sai da base de Lula na Câmara

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/05/lider-do-pdt-anuncia-saida-da-bancada-aliada-do-governo-lula-na-camara.html

 

A Tarde (BA)
Conclave começa sem favorito claro à sucessão de Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude no INSS: empresário e advogada investigados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/fraude-no-inss-quem-sao-empresario-e-advogada-investigados-por-liderar-esquema-bilionario-no-ceara-1.3646928

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Governo Lula avalia usar verba pública para devolver desconto irregular do INSS

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/governo-estuda-usar-dinheiro-publico-e-pagar-de-uma-so-vez-valor-descontado-de-aposentados-do-inss.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Com catolicismo em alta no mundo, Igreja escolhe novo papa

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-com-catolicismo-em-alta-no-mundo-igreja-escolhe-novo-papa/?srsltid=AfmBOop2CAaCM_RviFnlcWnNNBaevhAxbpdNh92wRlbwmaEFnKXP0cZ2

 

Valor Econômico (SP)
Com crescimento mais forte, informalidade do trabalho cai ao menor nível desde a pandemia

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/11/10/trabalho-informal-bate-recorde-e-deve-continuar-a-crescer.ghtml

 

O Globo (RJ)
Conclave mais global da História, busca Papa à feição de Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/07/com-18-novos-paises-representados-conclave-que-elegera-novo-papa-tera-vozes-de-uma-igreja-as-margens-do-eixo-europeu.ghtml

 

O Dia (RJ)
DESCONTOS INDEVIDOS
Beneficiários do INSS terão dinheiro devolvido em conta

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7051153-ressarcimento-de-aposentados-e-pensionistas-sera-feito-via-beneficio-diz-presidente-do-inss.html

 

Correio Braziliense
O mundo à espera do novo papa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/05/7138477-quando-sai-o-novo-papa-quem-sao-os-favoritos-ele-pode-ser-brasileiro-em-6-pontos-tudo-sobre-o-conclave-no-vaticano.html

 

Estado de Minas
A SUCESSÃO DE FRANCISCO
Habemus papam?

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7117604-conclave-como-a-igreja-escolhe-o-sucessor-de-papa-francisco.html

 

Zero Hora (RS)
Agricultores familiares terão até R$ 30 mil para recuperação pós-enchente

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/gisele-loeblein/noticia/2025/05/conviver-com-as-mudancas-climaticas-no-campo-exige-preparacao-e-investimentos-cmacztnu600th014ubly39v2w.html

 

Diário de Pernambuco
No foco da crise do INSS, PDT sai da base de Lula na Câmara

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/05/lider-do-pdt-anuncia-saida-da-bancada-aliada-do-governo-lula-na-camara.html

 

A Tarde (BA)
Conclave começa sem favorito claro à sucessão de Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude no INSS: empresário e advogada investigados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/fraude-no-inss-quem-sao-empresario-e-advogada-investigados-por-liderar-esquema-bilionario-no-ceara-1.3646928

 

 

Secretaria de mobilidade urbana inicia implantação de binário nas Ruas são Borja e caxias do sul, no bairro Patagônia

Nesta terça-feira (6), a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), começou a implantar um binário no bairro Patagônia, entre as avenidas Frei Benjamin e Paramirim, com o objetivo de trazer fluidez ao trânsito e mais segurança aos motoristas e pedestres. Agora, no sentido leste-oeste, a Rua São Borja passa a ser via de mão única e, no sentido oeste-leste, a via de mão única é a Caxias do Sul.

Durante 15 dias, assim que a sinalização vertical e horizontal for finalizada, a equipe operacional do Simtrans estará presente no local para realizar o monitoramento e o trabalho educativo.

Confira o mapa abaixo:

 

Secretaria de mobilidade urbana inicia implantação de binário nas Ruas são Borja e caxias do sul, no bairro Patagônia

Nesta terça-feira (6), a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), começou a implantar um binário no bairro Patagônia, entre as avenidas Frei Benjamin e Paramirim, com o objetivo de trazer fluidez ao trânsito e mais segurança aos motoristas e pedestres. Agora, no sentido leste-oeste, a Rua São Borja passa a ser via de mão única e, no sentido oeste-leste, a via de mão única é a Caxias do Sul.

Durante 15 dias, assim que a sinalização vertical e horizontal for finalizada, a equipe operacional do Simtrans estará presente no local para realizar o monitoramento e o trabalho educativo.

Confira o mapa abaixo:

 

Artigo de opinião: O que move o seu voto? Um olhar para além das urnas do conclave

 

 

Em tempos de conclave, quando os olhos do mundo se voltam para a Capela Sistina e suas chaminés, emerge uma pergunta crucial que ultrapassa o universo eclesial e penetra o âmago de qualquer processo eleitoral: o que move o seu voto? É o interesse pessoal? A simpatia por determinada figura? Ou, no caso da Igreja, o bem da própria Igreja e, em última instância, da humanidade?

Dom Raymundo, com sua longa experiência, nos oferece uma chave de leitura reveladora. Ele lembra que, no primeiro escrutínio, os votos costumam ser dispersos, quase como uma homenagem simbólica a certos cardeais. A partir daí, o processo ganha seriedade, e os nomes mais fortes começam a concentrar os votos. Essa dinâmica, curiosamente, ecoa eleições fora do conclave: muitas vezes começamos divididos entre afinidades e simpatias, até que o momento decisivo exige um olhar mais profundo sobre o que realmente importa.

O grande desafio, porém, está no discernimento entre vaidade e vocação. Dom Raymundo é taxativo: “Quem quer ser papa é porque não tem consciência da missão.” Em outras palavras, quem se apresenta motivado pela vaidade já carrega um sinal de desqualificação. Isso nos leva a refletir não apenas sobre quem vota, mas também sobre quem se coloca como candidato — seja num conclave ou numa eleição civil.

No fundo, o voto responsável nasce do reconhecimento de que cada decisão carrega um peso coletivo. O que está em jogo não é apenas a afinidade pessoal, mas o bem maior — o bem da Igreja, no caso do conclave, e o bem comum, no caso das sociedades democráticas. O voto movido apenas por interesses pessoais, por revanche política ou por sedução midiática corre o risco de trair o propósito da escolha.

Ao trazer à tona sua curiosidade pelo filme “Conclave”, Dom Raymundo mostra outro aspecto humano e interessante: o fascínio popular pelos bastidores do poder. A ficção tende a reforçar a imagem do conclave como um palco de intrigas e manobras, mas talvez o que realmente devesse nos fascinar fosse o drama íntimo e espiritual daqueles homens confinados no Vaticano, chamados a decidir não com base em preferências, mas em discernimento.

Assim, a pergunta que paira sobre o conclave também serve para todos nós, cidadãos do mundo: o que move o seu voto? Antes de apertarmos o botão da urna — ou, no caso do conclave, de depositar o nome na cédula — deveríamos nos perguntar: isso serve ao bem maior? Ou serve apenas ao meu gosto pessoal?

O bem da Igreja e da humanidade não é uma abstração. Ele passa pela escolha de líderes capazes de servir, e não de se servir do poder. Num mundo cada vez mais polarizado e superficial, essa reflexão vale ouro — seja no Vaticano, no Congresso ou nas prefeituras mundo afora.

Talvez, no fim, a sabedoria do conclave seja também uma lição para todos nós: votar não é escolher quem mais nos agrada, mas quem mais se aproxima do bem comum. É preciso lembrar disso antes que a fumaça branca — ou os resultados das urnas — nos surpreendam.

Artigo de opinião: O que move o seu voto? Um olhar para além das urnas do conclave

 

 

Em tempos de conclave, quando os olhos do mundo se voltam para a Capela Sistina e suas chaminés, emerge uma pergunta crucial que ultrapassa o universo eclesial e penetra o âmago de qualquer processo eleitoral: o que move o seu voto? É o interesse pessoal? A simpatia por determinada figura? Ou, no caso da Igreja, o bem da própria Igreja e, em última instância, da humanidade?

Dom Raymundo, com sua longa experiência, nos oferece uma chave de leitura reveladora. Ele lembra que, no primeiro escrutínio, os votos costumam ser dispersos, quase como uma homenagem simbólica a certos cardeais. A partir daí, o processo ganha seriedade, e os nomes mais fortes começam a concentrar os votos. Essa dinâmica, curiosamente, ecoa eleições fora do conclave: muitas vezes começamos divididos entre afinidades e simpatias, até que o momento decisivo exige um olhar mais profundo sobre o que realmente importa.

O grande desafio, porém, está no discernimento entre vaidade e vocação. Dom Raymundo é taxativo: “Quem quer ser papa é porque não tem consciência da missão.” Em outras palavras, quem se apresenta motivado pela vaidade já carrega um sinal de desqualificação. Isso nos leva a refletir não apenas sobre quem vota, mas também sobre quem se coloca como candidato — seja num conclave ou numa eleição civil.

No fundo, o voto responsável nasce do reconhecimento de que cada decisão carrega um peso coletivo. O que está em jogo não é apenas a afinidade pessoal, mas o bem maior — o bem da Igreja, no caso do conclave, e o bem comum, no caso das sociedades democráticas. O voto movido apenas por interesses pessoais, por revanche política ou por sedução midiática corre o risco de trair o propósito da escolha.

Ao trazer à tona sua curiosidade pelo filme “Conclave”, Dom Raymundo mostra outro aspecto humano e interessante: o fascínio popular pelos bastidores do poder. A ficção tende a reforçar a imagem do conclave como um palco de intrigas e manobras, mas talvez o que realmente devesse nos fascinar fosse o drama íntimo e espiritual daqueles homens confinados no Vaticano, chamados a decidir não com base em preferências, mas em discernimento.

Assim, a pergunta que paira sobre o conclave também serve para todos nós, cidadãos do mundo: o que move o seu voto? Antes de apertarmos o botão da urna — ou, no caso do conclave, de depositar o nome na cédula — deveríamos nos perguntar: isso serve ao bem maior? Ou serve apenas ao meu gosto pessoal?

O bem da Igreja e da humanidade não é uma abstração. Ele passa pela escolha de líderes capazes de servir, e não de se servir do poder. Num mundo cada vez mais polarizado e superficial, essa reflexão vale ouro — seja no Vaticano, no Congresso ou nas prefeituras mundo afora.

Talvez, no fim, a sabedoria do conclave seja também uma lição para todos nós: votar não é escolher quem mais nos agrada, mas quem mais se aproxima do bem comum. É preciso lembrar disso antes que a fumaça branca — ou os resultados das urnas — nos surpreendam.

Nubank anuncia a contratação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

O Nubank disse nesta terça-feira (6) que convidou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para assumir os cargos de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do banco digital.

Segundo o Nubank, Campos Neto, que comandou a autarquia entre 2019 e 2024, deve assumir as posições em 1º de julho, quando encerra a quarentena de seis meses exigida para que ex-diretores do BC possam exercer funções na iniciativa privada.

Ele responderá diretamente a David Vélez, fundador e CEO do banco, para apoiar a expansão internacional do Nubank e representar a controladora Nu Holdings em fóruns e conselhos internacionais. Também será responsável para “desenhar a estratégia de negócios de longo prazo do Nu”, segundo comunicado.

Além dos cargos de liderança, Campos Neto também será um membro não independente do conselho de administração da Nu Holdings.

O ex-presidente do BC, segundo o banco digital, informou à Comissão de Ética Pública do Brasil (CEP) que tem intenção de ingressar na companhia após a conclusão de seu período de quarentena.

“Damos as boas-vindas a Roberto Campos Neto, que tem sido um dos principais pensadores do mundo sobre como usar a tecnologia para avançar os sistemas financeiros locais por meio de sistemas como o Pix e o Open Finance”, disse em comunicado o CEO do Nubank, David Vélez.

Comunicado do Nubank destaca que a gestão de Campos Neto no Banco Central foi responsável por inclusão financeira, aumento da concorrência e avanços que levaram à inclusão de milhões de brasileiros no setor bancário.

No período, houve o lançamento do método de pagamento instantâneo Pix, avanço da agenda do Open Finance, de integração dos sistemas financeiros, e promoção do Drex, real digital que usa a tecnologia blockchain.

Antes do Banco Central, Campos Neto ocupou cargos de liderança no setor financeiro por mais de duas décadas, em empresas como Santander, Claritas Investments e Bozano Simonsen. Campos Neto tem bacharelado e mestrado em economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

“Estou ansioso por essa mudança de carreira e por liderar as equipes do Nubank em sua jornada contínua para desenvolver produtos e serviços financeiros inovadores, apoiando políticas e regulações modernas e competitivas no cenário internacional, levando a um maior acesso, transparência e qualidade para os consumidores”, disse Campos Neto em comunicado do Nubank.

Nubank anuncia a contratação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

O Nubank disse nesta terça-feira (6) que convidou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para assumir os cargos de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do banco digital.

Segundo o Nubank, Campos Neto, que comandou a autarquia entre 2019 e 2024, deve assumir as posições em 1º de julho, quando encerra a quarentena de seis meses exigida para que ex-diretores do BC possam exercer funções na iniciativa privada.

Ele responderá diretamente a David Vélez, fundador e CEO do banco, para apoiar a expansão internacional do Nubank e representar a controladora Nu Holdings em fóruns e conselhos internacionais. Também será responsável para “desenhar a estratégia de negócios de longo prazo do Nu”, segundo comunicado.

Além dos cargos de liderança, Campos Neto também será um membro não independente do conselho de administração da Nu Holdings.

O ex-presidente do BC, segundo o banco digital, informou à Comissão de Ética Pública do Brasil (CEP) que tem intenção de ingressar na companhia após a conclusão de seu período de quarentena.

“Damos as boas-vindas a Roberto Campos Neto, que tem sido um dos principais pensadores do mundo sobre como usar a tecnologia para avançar os sistemas financeiros locais por meio de sistemas como o Pix e o Open Finance”, disse em comunicado o CEO do Nubank, David Vélez.

Comunicado do Nubank destaca que a gestão de Campos Neto no Banco Central foi responsável por inclusão financeira, aumento da concorrência e avanços que levaram à inclusão de milhões de brasileiros no setor bancário.

No período, houve o lançamento do método de pagamento instantâneo Pix, avanço da agenda do Open Finance, de integração dos sistemas financeiros, e promoção do Drex, real digital que usa a tecnologia blockchain.

Antes do Banco Central, Campos Neto ocupou cargos de liderança no setor financeiro por mais de duas décadas, em empresas como Santander, Claritas Investments e Bozano Simonsen. Campos Neto tem bacharelado e mestrado em economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

“Estou ansioso por essa mudança de carreira e por liderar as equipes do Nubank em sua jornada contínua para desenvolver produtos e serviços financeiros inovadores, apoiando políticas e regulações modernas e competitivas no cenário internacional, levando a um maior acesso, transparência e qualidade para os consumidores”, disse Campos Neto em comunicado do Nubank.

ARTIGO – Vila do Servidor: agora é compromisso e construção

 

 

(Padre Carlos)

A aprovação do parecer favorável ao projeto de lei que autoriza a doação de áreas públicas para a construção da Vila do Servidor representa um marco simbólico e concreto na política habitacional de Vitória da Conquista. A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final reconheceu a constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa do projeto, conferindo legitimidade a uma das iniciativas mais significativas voltadas aos servidores públicos municipais nas últimas décadas.

Não se trata apenas da transferência de terrenos públicos. Trata-se do reconhecimento institucional aos homens e mulheres que sustentam, com seu trabalho cotidiano, o funcionamento da máquina pública – professores, agentes de saúde, servidores da limpeza, técnicos, administrativos e tantas outras categorias muitas vezes esquecidas. A moradia, como direito constitucional, precisa deixar de ser promessa para se transformar em realidade. E a Vila do Servidor representa exatamente esse passo.

Com o aval da Câmara, o projeto agora avança para sua etapa mais decisiva: a execução. E essa missão está em mãos competentes. A Sociedade de Propósito Específico (SPE) VCA, designada para conduzir o empreendimento, reúne os requisitos técnicos, administrativos e operacionais para materializar esse sonho coletivo. Trata-se de uma estrutura preparada, com histórico de atuação e capacidade de gestão compatível com os desafios que a construção da Vila do Servidor exige.

A segurança jurídica da doação foi amplamente respaldada pelo Parecer Jurídico nº 48/2025, o que garante transparência e legalidade desde a origem da iniciativa. A SPE VCA, por sua vez, assume com profissionalismo e clareza a responsabilidade de executar o projeto de forma eficiente, comprometida e socialmente sensível. O momento agora é de mobilização, planejamento e trabalho sério para que, o quanto antes, os servidores possam ver seus futuros lares erguidos.

A participação social segue sendo essencial. Mas não mais como dúvida ou fiscalização crítica. Agora, a participação deve ser de apoio, de colaboração e de confiança num processo que já demonstrou maturidade institucional. A cidade acompanha, com orgulho e expectativa, o nascimento de uma nova etapa em sua história urbana e social.

A Vila do Servidor deixa de ser ideia e se torna construção. E com ela, consolida-se também uma nova forma de fazer política pública habitacional: com planejamento, legalidade, competência técnica e compromisso social. Vitória da Conquista avança, e os servidores caminham para conquistar aquilo que é seu por direito — um lar digno, construído com respeito e responsabilidade.

ARTIGO – Vila do Servidor: agora é compromisso e construção

 

 

(Padre Carlos)

A aprovação do parecer favorável ao projeto de lei que autoriza a doação de áreas públicas para a construção da Vila do Servidor representa um marco simbólico e concreto na política habitacional de Vitória da Conquista. A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final reconheceu a constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa do projeto, conferindo legitimidade a uma das iniciativas mais significativas voltadas aos servidores públicos municipais nas últimas décadas.

Não se trata apenas da transferência de terrenos públicos. Trata-se do reconhecimento institucional aos homens e mulheres que sustentam, com seu trabalho cotidiano, o funcionamento da máquina pública – professores, agentes de saúde, servidores da limpeza, técnicos, administrativos e tantas outras categorias muitas vezes esquecidas. A moradia, como direito constitucional, precisa deixar de ser promessa para se transformar em realidade. E a Vila do Servidor representa exatamente esse passo.

Com o aval da Câmara, o projeto agora avança para sua etapa mais decisiva: a execução. E essa missão está em mãos competentes. A Sociedade de Propósito Específico (SPE) VCA, designada para conduzir o empreendimento, reúne os requisitos técnicos, administrativos e operacionais para materializar esse sonho coletivo. Trata-se de uma estrutura preparada, com histórico de atuação e capacidade de gestão compatível com os desafios que a construção da Vila do Servidor exige.

A segurança jurídica da doação foi amplamente respaldada pelo Parecer Jurídico nº 48/2025, o que garante transparência e legalidade desde a origem da iniciativa. A SPE VCA, por sua vez, assume com profissionalismo e clareza a responsabilidade de executar o projeto de forma eficiente, comprometida e socialmente sensível. O momento agora é de mobilização, planejamento e trabalho sério para que, o quanto antes, os servidores possam ver seus futuros lares erguidos.

A participação social segue sendo essencial. Mas não mais como dúvida ou fiscalização crítica. Agora, a participação deve ser de apoio, de colaboração e de confiança num processo que já demonstrou maturidade institucional. A cidade acompanha, com orgulho e expectativa, o nascimento de uma nova etapa em sua história urbana e social.

A Vila do Servidor deixa de ser ideia e se torna construção. E com ela, consolida-se também uma nova forma de fazer política pública habitacional: com planejamento, legalidade, competência técnica e compromisso social. Vitória da Conquista avança, e os servidores caminham para conquistar aquilo que é seu por direito — um lar digno, construído com respeito e responsabilidade.

ARTIGO – A democracia não cabe em vala (Padre Carlos)

 

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, resolveu brincar de incendiário verbal. Sugeriu, segundo repercutido por toda a imprensa, levar Jair Bolsonaro e seus seguidores “para a vala”. A frase, de péssimo gosto, é o tipo de coisa que poderia ter saído da boca de seus adversários no cercadinho de Brasília — e não da autoridade máxima de um dos estados mais importantes da federação.

Ivan Cordeiro, presidente da Câmara de Vitória da Conquista e vereador pelo PL, reagiu com a altivez que o momento exige. E acertou. Porque em tempos em que o debate político parece uma arena de gladiadores cegos, lembrar que a civilidade é uma virtude democrática torna-se um ato de coragem.

Não se trata aqui de defender Bolsonaro — que tem muito a responder à Justiça, à História e, por que não, à própria consciência. Mas sim de apontar que o discurso da vala, ainda que metafórico (espera-se), fere a lógica republicana. É um vocabulário que aproxima Jerônimo não dos grandes democratas, mas dos pequenos tiranos, dos “justiceiros de palanque”, desses que confundem adversário com inimigo e oposição com inimigos da pátria.

A fala do vereador Ivan Cordeiro expõe um ponto essencial: a democracia só respira em ambientes onde o respeito mútuo ainda é o idioma possível. Sem isso, resta a gritaria, o ressentimento, a revanche — ou pior, o flerte com o autoritarismo em nome de uma suposta justiça histórica.

E aqui vale um lembrete: quem governa não pode ser apenas expressão de uma parte. Deve ser ponte entre contrários. Jerônimo, ao contrário do que sua fala sugere, precisa lembrar que governa para petistas, bolsonaristas, indecisos, críticos e até indiferentes. Não há poder legítimo sem inclusão simbólica. O governador, portanto, tem o dever de se afastar do populismo belicoso. Já temos populistas demais.

É evidente que a política brasileira precisa de firmeza, mas não de fúria. De assertividade, mas não de agressões. E de moderação, essa virtude cada vez mais rara, mas absolutamente indispensável. A fala de Ivan Cordeiro talvez não ganhe os holofotes nacionais — mas deveria. Porque ela nos lembra que ainda há espaço para a razão em meio ao ruído.

Sim, as instituições estão em constante teste. E o teste de Jerônimo Rodrigues, neste episódio, ele não passou. A fala da vala o coloca ao lado errado da história — ainda que de forma passageira. Tomara que perceba isso.

Porque uma democracia não cava valas. Ela constrói pontes.

ARTIGO – A democracia não cabe em vala (Padre Carlos)

 

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, resolveu brincar de incendiário verbal. Sugeriu, segundo repercutido por toda a imprensa, levar Jair Bolsonaro e seus seguidores “para a vala”. A frase, de péssimo gosto, é o tipo de coisa que poderia ter saído da boca de seus adversários no cercadinho de Brasília — e não da autoridade máxima de um dos estados mais importantes da federação.

Ivan Cordeiro, presidente da Câmara de Vitória da Conquista e vereador pelo PL, reagiu com a altivez que o momento exige. E acertou. Porque em tempos em que o debate político parece uma arena de gladiadores cegos, lembrar que a civilidade é uma virtude democrática torna-se um ato de coragem.

Não se trata aqui de defender Bolsonaro — que tem muito a responder à Justiça, à História e, por que não, à própria consciência. Mas sim de apontar que o discurso da vala, ainda que metafórico (espera-se), fere a lógica republicana. É um vocabulário que aproxima Jerônimo não dos grandes democratas, mas dos pequenos tiranos, dos “justiceiros de palanque”, desses que confundem adversário com inimigo e oposição com inimigos da pátria.

A fala do vereador Ivan Cordeiro expõe um ponto essencial: a democracia só respira em ambientes onde o respeito mútuo ainda é o idioma possível. Sem isso, resta a gritaria, o ressentimento, a revanche — ou pior, o flerte com o autoritarismo em nome de uma suposta justiça histórica.

E aqui vale um lembrete: quem governa não pode ser apenas expressão de uma parte. Deve ser ponte entre contrários. Jerônimo, ao contrário do que sua fala sugere, precisa lembrar que governa para petistas, bolsonaristas, indecisos, críticos e até indiferentes. Não há poder legítimo sem inclusão simbólica. O governador, portanto, tem o dever de se afastar do populismo belicoso. Já temos populistas demais.

É evidente que a política brasileira precisa de firmeza, mas não de fúria. De assertividade, mas não de agressões. E de moderação, essa virtude cada vez mais rara, mas absolutamente indispensável. A fala de Ivan Cordeiro talvez não ganhe os holofotes nacionais — mas deveria. Porque ela nos lembra que ainda há espaço para a razão em meio ao ruído.

Sim, as instituições estão em constante teste. E o teste de Jerônimo Rodrigues, neste episódio, ele não passou. A fala da vala o coloca ao lado errado da história — ainda que de forma passageira. Tomara que perceba isso.

Porque uma democracia não cava valas. Ela constrói pontes.

ARTIGO – A direita sem nome e o governador que sabe fazer conta (Padre Carlos)

 

 

Diz o velho ditado que “é melhor um pássaro na mão do que dois voando”. Pois bem. No Brasil político de 2025, essa máxima popular ganha contornos de realismo estratégico — especialmente quando falamos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A última pesquisa do Paraná Pesquisas veio para cravar um fato inegável: Tarcísio está sentado em uma cadeira firme. Com mais de 46% das intenções de voto em todos os cenários, o governador é um monarca em seu próprio feudo. Os outros candidatos — alguns históricos, outros decorativos — mal arranham dois dígitos. E sua aprovação ultrapassa dois terços da população. Em tempos de erosão institucional e radicalismo acéfalo, isso é quase uma unção.

Então, convenhamos: por que arriscar o certo pelo duvidoso? Por que trocar a máquina pujante do estado mais rico do país por uma candidatura nacional no campo minado da direita, onde os estilhaços de 2022 ainda ferem e desorientam?

Não, Tarcísio não será suicida. Não arriscará o controle político de São Paulo — com seus trilhões em PIB, seus contratos robustos, sua infraestrutura invejável e, claro, sua visibilidade midiática — por uma aventura presidencial em um campo que, convenhamos, não tem nome. E não, Bolsonaro já não é um nome. É um ruído, um espectro que ronda a direita sem oferecer viabilidade. Seu capital político derrete a cada nova decisão do STF. Seu entorno jurídico é uma cerca elétrica.

E quem mais? Zema? Leite? Um surto de lucidez em Damares? A direita, hoje, está sem liderança real. Vive de fantasmas, memes e ressentimentos. E nesse vazio, Tarcísio aparece como o único corpo sólido. Mas corpo sólido não voa — administra. Governa. E governa São Paulo.

Para entender o peso disso, basta lembrar: São Paulo não é apenas um estado. É o motor da nação. Controlar São Paulo é ter uma base de operações política, financeira e simbólica inigualável. Daqui se articulam alianças nacionais, se molda o discurso do centro e se projeta poder real. Foi assim com Covas, com Alckmin, com Serra. É assim com Tarcísio.

Quem entende política sabe: o palco paulista é trampolim, mas só se pula quando a água estiver morna. E, hoje, o mar da direita está revolto demais para apostas precipitadas.

Tarcísio, aliás, já entendeu que não precisa de pressa. Sua hora, se vier, será depois de um segundo mandato. Com o tempo, o Brasil cansará dos ruídos e buscará gestores. Então, talvez, o pássaro voe — mas apenas quando tiver garantido o ninho.

ARTIGO – A direita sem nome e o governador que sabe fazer conta (Padre Carlos)

 

 

Diz o velho ditado que “é melhor um pássaro na mão do que dois voando”. Pois bem. No Brasil político de 2025, essa máxima popular ganha contornos de realismo estratégico — especialmente quando falamos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A última pesquisa do Paraná Pesquisas veio para cravar um fato inegável: Tarcísio está sentado em uma cadeira firme. Com mais de 46% das intenções de voto em todos os cenários, o governador é um monarca em seu próprio feudo. Os outros candidatos — alguns históricos, outros decorativos — mal arranham dois dígitos. E sua aprovação ultrapassa dois terços da população. Em tempos de erosão institucional e radicalismo acéfalo, isso é quase uma unção.

Então, convenhamos: por que arriscar o certo pelo duvidoso? Por que trocar a máquina pujante do estado mais rico do país por uma candidatura nacional no campo minado da direita, onde os estilhaços de 2022 ainda ferem e desorientam?

Não, Tarcísio não será suicida. Não arriscará o controle político de São Paulo — com seus trilhões em PIB, seus contratos robustos, sua infraestrutura invejável e, claro, sua visibilidade midiática — por uma aventura presidencial em um campo que, convenhamos, não tem nome. E não, Bolsonaro já não é um nome. É um ruído, um espectro que ronda a direita sem oferecer viabilidade. Seu capital político derrete a cada nova decisão do STF. Seu entorno jurídico é uma cerca elétrica.

E quem mais? Zema? Leite? Um surto de lucidez em Damares? A direita, hoje, está sem liderança real. Vive de fantasmas, memes e ressentimentos. E nesse vazio, Tarcísio aparece como o único corpo sólido. Mas corpo sólido não voa — administra. Governa. E governa São Paulo.

Para entender o peso disso, basta lembrar: São Paulo não é apenas um estado. É o motor da nação. Controlar São Paulo é ter uma base de operações política, financeira e simbólica inigualável. Daqui se articulam alianças nacionais, se molda o discurso do centro e se projeta poder real. Foi assim com Covas, com Alckmin, com Serra. É assim com Tarcísio.

Quem entende política sabe: o palco paulista é trampolim, mas só se pula quando a água estiver morna. E, hoje, o mar da direita está revolto demais para apostas precipitadas.

Tarcísio, aliás, já entendeu que não precisa de pressa. Sua hora, se vier, será depois de um segundo mandato. Com o tempo, o Brasil cansará dos ruídos e buscará gestores. Então, talvez, o pássaro voe — mas apenas quando tiver garantido o ninho.