Política e Resenha

ARTIGO – O Altar e a Vitrine: Reflexões sobre a Estética do Sagrado no Tempo do Capital (Padre Carlos)

 

 

Ao longo da minha vida de estudos em Filosofia e Teologia, venho observando um fenômeno que inquieta a alma: o surgimento de igrejas que, mais do que templos sagrados, lembram shopping centers. A fachada austera de pedra cede lugar às linhas retas do vidro fumê; o vitral colorido é substituído por painéis de LED vibrantes; a penumbra contemplativa, pela luz branca, quase cirúrgica, do neon. Lojas, cafés e espaços VIP aparecem onde, antes, o silêncio fazia morada.

Essa transformação não é apenas estética. Ela é o sintoma visível de uma mutação mais profunda: a conversão do espaço sagrado em palco de circulação eficiente de bens e desejos. Não se trata de julgar aqui a fé ou a religiosidade de quem frequenta tais lugares. Minha preocupação é outra: o que significa, filosoficamente, essa mudança de feições?

A estética, que desde Platão está associada à educação da alma, parece agora ser chamada a educar para o consumo, não mais para a transcendência. O espaço que deveria suspender o tempo, criar distância do cotidiano e nos abrir à dimensão do mistério, é hoje moldado para a aceleração, a otimização e a performance — como tudo mais na lógica neoliberal.

Rem Koolhaas, um teórico da arquitetura contemporânea, cunhou o termo “cidade genérica” para descrever aeroportos, shoppings e zonas comerciais: espaços que, em qualquer lugar do mundo, são indistinguíveis uns dos outros. Eles não têm identidade própria, não contam uma história, não exigem memória. Eles apenas funcionam. E é assustador perceber que nossos templos da fé estão sendo arrastados por essa mesma corrente.

O altar compete com a vitrine. A palavra compete com o entretenimento. A oração, com o consumo. Nesse cenário, resta perguntar: ainda somos capazes de habitar espaços que resistam à tirania da “melhor versão de si mesmo”, espaços que nos convidem à lentidão, à escuta interior, ao mistério?

Talvez hoje, mais do que nunca, precisemos recuperar a coragem de criar e preservar lugares que não sejam apenas eficientes, mas que sejam, acima de tudo, necessários para a alma. Porque um espaço que não nos chama para além de nós mesmos é apenas um espelho — e um espelho não salva ninguém.

ARTIGO – O Altar e a Vitrine: Reflexões sobre a Estética do Sagrado no Tempo do Capital (Padre Carlos)

 

 

Ao longo da minha vida de estudos em Filosofia e Teologia, venho observando um fenômeno que inquieta a alma: o surgimento de igrejas que, mais do que templos sagrados, lembram shopping centers. A fachada austera de pedra cede lugar às linhas retas do vidro fumê; o vitral colorido é substituído por painéis de LED vibrantes; a penumbra contemplativa, pela luz branca, quase cirúrgica, do neon. Lojas, cafés e espaços VIP aparecem onde, antes, o silêncio fazia morada.

Essa transformação não é apenas estética. Ela é o sintoma visível de uma mutação mais profunda: a conversão do espaço sagrado em palco de circulação eficiente de bens e desejos. Não se trata de julgar aqui a fé ou a religiosidade de quem frequenta tais lugares. Minha preocupação é outra: o que significa, filosoficamente, essa mudança de feições?

A estética, que desde Platão está associada à educação da alma, parece agora ser chamada a educar para o consumo, não mais para a transcendência. O espaço que deveria suspender o tempo, criar distância do cotidiano e nos abrir à dimensão do mistério, é hoje moldado para a aceleração, a otimização e a performance — como tudo mais na lógica neoliberal.

Rem Koolhaas, um teórico da arquitetura contemporânea, cunhou o termo “cidade genérica” para descrever aeroportos, shoppings e zonas comerciais: espaços que, em qualquer lugar do mundo, são indistinguíveis uns dos outros. Eles não têm identidade própria, não contam uma história, não exigem memória. Eles apenas funcionam. E é assustador perceber que nossos templos da fé estão sendo arrastados por essa mesma corrente.

O altar compete com a vitrine. A palavra compete com o entretenimento. A oração, com o consumo. Nesse cenário, resta perguntar: ainda somos capazes de habitar espaços que resistam à tirania da “melhor versão de si mesmo”, espaços que nos convidem à lentidão, à escuta interior, ao mistério?

Talvez hoje, mais do que nunca, precisemos recuperar a coragem de criar e preservar lugares que não sejam apenas eficientes, mas que sejam, acima de tudo, necessários para a alma. Porque um espaço que não nos chama para além de nós mesmos é apenas um espelho — e um espelho não salva ninguém.

ARTIGO – O Papa que Andou Descalço Sobre a História

 

 

(Padre Carlos)

O Papa Francisco rompeu a tradição não apenas nos gestos visíveis, mas no espírito profundo com que decidiu exercer seu ministério. Desde o instante em que apareceu na varanda de São Pedro, sem os adornos da pompa vaticana, foi como se o Evangelho ganhasse carne novamente, diante de uma multidão estarrecida. Não foi apenas uma escolha estética, mas uma declaração teológica: o Papa é, antes de tudo, o bispo de Roma, irmão entre irmãos.

Essa linha de simplicidade radical atravessou todo o seu pontificado. Ao rejeitar os títulos históricos em favor da essência de sua missão, Francisco desafiou séculos de uma cultura eclesiástica acostumada à formalidade e à distância. O seu testamento espiritual, reafirma esse caminho de despojamento: quiz ser sepultado no chão, junto ao ícone da Virgem “Salus Populi Romani”, com apenas uma inscrição: “Franciscus”.

Francisco não apenas pregou sobre a humildade; viveu-a em cada detalhe, tornando sua liderança um convite permanente à Igreja para despir-se do que é supérfluo e reencontrar a força na pobreza do Evangelho. Mesmo depois de sua partida, sua opção por um túmulo discreto foi mais eloquente do que monumentos de mármore ou cúpulas douradas. Será pra toda a história da Igreja  a memória viva de um Papa que, ao invés de reinar, escolheu servir. Que caminhou entre nós com a leveza dos que sabem que o poder não está na imponência, mas na ternura.

ARTIGO – O Papa que Andou Descalço Sobre a História

 

 

(Padre Carlos)

O Papa Francisco rompeu a tradição não apenas nos gestos visíveis, mas no espírito profundo com que decidiu exercer seu ministério. Desde o instante em que apareceu na varanda de São Pedro, sem os adornos da pompa vaticana, foi como se o Evangelho ganhasse carne novamente, diante de uma multidão estarrecida. Não foi apenas uma escolha estética, mas uma declaração teológica: o Papa é, antes de tudo, o bispo de Roma, irmão entre irmãos.

Essa linha de simplicidade radical atravessou todo o seu pontificado. Ao rejeitar os títulos históricos em favor da essência de sua missão, Francisco desafiou séculos de uma cultura eclesiástica acostumada à formalidade e à distância. O seu testamento espiritual, reafirma esse caminho de despojamento: quiz ser sepultado no chão, junto ao ícone da Virgem “Salus Populi Romani”, com apenas uma inscrição: “Franciscus”.

Francisco não apenas pregou sobre a humildade; viveu-a em cada detalhe, tornando sua liderança um convite permanente à Igreja para despir-se do que é supérfluo e reencontrar a força na pobreza do Evangelho. Mesmo depois de sua partida, sua opção por um túmulo discreto foi mais eloquente do que monumentos de mármore ou cúpulas douradas. Será pra toda a história da Igreja  a memória viva de um Papa que, ao invés de reinar, escolheu servir. Que caminhou entre nós com a leveza dos que sabem que o poder não está na imponência, mas na ternura.

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 27 de abril de 2025

 

O Estado de São Paulo
Multidão e chefes de Estado dão adeus a papa que aproximou Igreja do povo

https://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo/

 

O Globo
Adeus, Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/04/25/ultimo-adeus-ao-papa-francisco-veja-programacao-oficial-do-funeral-deste-sabado.ghtml

 

Estado de Minas
Apelo à paz no adeus a Francisco

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7125973-as-primeiras-imagens-do-tumulo-do-papa-francisco.html

 

Folha de S. Paulo
Densidade demográfica de favelas paulistanas é 5 vezes maior que média da capital

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/04/favelas-paulistanas-tem-o-quintuplo-da-densidade-do-resto-da-cidade-e-esgoto-como-maior-gargalo.shtml#:~:text=Em%20uma%20%C3%A1rea%20pr%C3%B3xima%20de,microdados%20do%20Censo%20de%202022.

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude do INSS: vítima foi lesada por uma década

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/fraude-no-inss-saiba-se-voce-foi-vitima-e-a-contestar-descontos-cobrados-sem-autorizacao-1.3643519

 

Meia Hora (RJ)
Fogão tá em crise? Chama o Flu

https://www.meiahora.com.br/esportes/2018/03/5524910-e-fluzao-x-fogao.html

 

Correio Braziliense
O abraço final a Francisco

https://www.correiobraziliense.com.br/

 

A Tarde (BA)
Adeus, Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Correio do Povo (RS)
Ainda não acabou

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/lula-alerta-que-pandemia-ainda-n%C3%A3o-acabou-e-pede-que-popula%C3%A7%C3%A3o-se-vacine-contra-a-covid-19-1.1027822

 

Manchetes dos principais jornais nacionais deste domingo

 

 

 

 

Da Redação
Publicado em 27 de abril de 2025

 

O Estado de São Paulo
Multidão e chefes de Estado dão adeus a papa que aproximou Igreja do povo

https://digital.estadao.com.br/o-estado-de-s-paulo/

 

O Globo
Adeus, Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/04/25/ultimo-adeus-ao-papa-francisco-veja-programacao-oficial-do-funeral-deste-sabado.ghtml

 

Estado de Minas
Apelo à paz no adeus a Francisco

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7125973-as-primeiras-imagens-do-tumulo-do-papa-francisco.html

 

Folha de S. Paulo
Densidade demográfica de favelas paulistanas é 5 vezes maior que média da capital

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/04/favelas-paulistanas-tem-o-quintuplo-da-densidade-do-resto-da-cidade-e-esgoto-como-maior-gargalo.shtml#:~:text=Em%20uma%20%C3%A1rea%20pr%C3%B3xima%20de,microdados%20do%20Censo%20de%202022.

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude do INSS: vítima foi lesada por uma década

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/fraude-no-inss-saiba-se-voce-foi-vitima-e-a-contestar-descontos-cobrados-sem-autorizacao-1.3643519

 

Meia Hora (RJ)
Fogão tá em crise? Chama o Flu

https://www.meiahora.com.br/esportes/2018/03/5524910-e-fluzao-x-fogao.html

 

Correio Braziliense
O abraço final a Francisco

https://www.correiobraziliense.com.br/

 

A Tarde (BA)
Adeus, Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Correio do Povo (RS)
Ainda não acabou

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/lula-alerta-que-pandemia-ainda-n%C3%A3o-acabou-e-pede-que-popula%C3%A7%C3%A3o-se-vacine-contra-a-covid-19-1.1027822

 

ARTIGO – O Anel Viário de Vitória da Conquista e a Urgência de Salvar Vidas (Ivan Cordeiro)

 

 

O Anel Viário de Vitória da Conquista transformou-se, infelizmente, em palco de tragédias constantes. São acidentes que ceifam vidas, deixam famílias destruídas e expõem a precariedade de uma infraestrutura que deveria ser símbolo de progresso e não de sofrimento. Há anos, a população convive com o medo de trafegar por ali, sabendo que cada trajeto é uma roleta-russa diária.

Investir no Anel Viário é, mais que uma necessidade técnica, um imperativo moral. Cada buraco não tapado, cada trecho sem sinalização adequada, cada ponto escuro sem iluminação é uma sentença de morte anunciada. Não podemos mais normalizar esse descaso. Governos municipais, estaduais e federais precisam assumir suas responsabilidades, mobilizar recursos e agir com celeridade para que o direito de ir e vir seja, acima de tudo, um direito de ir e vir com vida.

Amanhã, dia 28, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores, teremos uma audiência pública para tratar exclusivamente deste tema tão vital. Contaremos com a presença de técnicos, especialistas, lideranças políticas e empresariais, representantes de bairros e de toda sociedade civil organizada. Mais que ouvir, será momento de agir. É essencial que a população participe, relate os problemas que enfrenta todos os dias, traga suas propostas e exija soluções práticas e imediatas.

O Anel Viário não é apenas uma via local. Ele é artéria essencial para a logística regional. Vitória da Conquista, consolidada como capital da logística do interior da Bahia, precisa de um anel viário moderno, seguro e eficiente para sustentar seu progresso econômico. Progresso que não pode jamais se sobrepor à vida humana.

Convido todos a estarem presentes e a fazerem da sua voz um instrumento de mudança. A vida não espera. E Vitória da Conquista merece mais do que promessas: merece respeito, infraestrutura digna e segurança para todos.

ARTIGO – O Anel Viário de Vitória da Conquista e a Urgência de Salvar Vidas (Ivan Cordeiro)

 

 

O Anel Viário de Vitória da Conquista transformou-se, infelizmente, em palco de tragédias constantes. São acidentes que ceifam vidas, deixam famílias destruídas e expõem a precariedade de uma infraestrutura que deveria ser símbolo de progresso e não de sofrimento. Há anos, a população convive com o medo de trafegar por ali, sabendo que cada trajeto é uma roleta-russa diária.

Investir no Anel Viário é, mais que uma necessidade técnica, um imperativo moral. Cada buraco não tapado, cada trecho sem sinalização adequada, cada ponto escuro sem iluminação é uma sentença de morte anunciada. Não podemos mais normalizar esse descaso. Governos municipais, estaduais e federais precisam assumir suas responsabilidades, mobilizar recursos e agir com celeridade para que o direito de ir e vir seja, acima de tudo, um direito de ir e vir com vida.

Amanhã, dia 28, às 19h, na Câmara Municipal de Vereadores, teremos uma audiência pública para tratar exclusivamente deste tema tão vital. Contaremos com a presença de técnicos, especialistas, lideranças políticas e empresariais, representantes de bairros e de toda sociedade civil organizada. Mais que ouvir, será momento de agir. É essencial que a população participe, relate os problemas que enfrenta todos os dias, traga suas propostas e exija soluções práticas e imediatas.

O Anel Viário não é apenas uma via local. Ele é artéria essencial para a logística regional. Vitória da Conquista, consolidada como capital da logística do interior da Bahia, precisa de um anel viário moderno, seguro e eficiente para sustentar seu progresso econômico. Progresso que não pode jamais se sobrepor à vida humana.

Convido todos a estarem presentes e a fazerem da sua voz um instrumento de mudança. A vida não espera. E Vitória da Conquista merece mais do que promessas: merece respeito, infraestrutura digna e segurança para todos.

Conta de energia elétrica terá taxa extra com bandeira amarela

 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (25) que a conta de luz passará novamente a ter taxa extra para bancar usinas térmicas em maio. Com a implantação da bandeira amarela, a taxa será de R$ 1,88 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Segundo a agência, a bandeira será acionada porque chove pouco na transição entre o período chuvoso e o período seco do ano. “As previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média”, disse.

O consumidor estava sem pagar taxa extra na conta de luz desde dezembro. “A previsão de geração de energia proveniente de hidroelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, afirmou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em 2015 e tem o objetivo de bancar o acionamento de usinas térmicas em períodos de pouca chuva, ao mesmo tempo em que sinaliza ao consumidor de que o cenário energético é desfavorável.

“Com o acionamento da bandeira amarela, a Aneel reforça que é crucial manter bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”, disse a agência em nota distribuída nesta sexta.

A necessidade de taxa extra na conta de luz volta a pressionar a inflação, que vem em desaceleração nos últimos dois meses, mas ainda acima do teto da meta estabelecido pelo Banco Central, o que reforça expectativas de nova alta na taxa de juros em maio.

Nesta sexta, o IBGE divulgou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, fechou abril em 0,43%, queda em relação ao mês anterior, mas ainda com grande pressão de preços dos alimentos. Em 12 meses, a taxa é de 5,49%.

ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS
– Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
– Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
– Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido
– Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido

 

Conta de energia elétrica terá taxa extra com bandeira amarela

 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (25) que a conta de luz passará novamente a ter taxa extra para bancar usinas térmicas em maio. Com a implantação da bandeira amarela, a taxa será de R$ 1,88 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Segundo a agência, a bandeira será acionada porque chove pouco na transição entre o período chuvoso e o período seco do ano. “As previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média”, disse.

O consumidor estava sem pagar taxa extra na conta de luz desde dezembro. “A previsão de geração de energia proveniente de hidroelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, afirmou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em 2015 e tem o objetivo de bancar o acionamento de usinas térmicas em períodos de pouca chuva, ao mesmo tempo em que sinaliza ao consumidor de que o cenário energético é desfavorável.

“Com o acionamento da bandeira amarela, a Aneel reforça que é crucial manter bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”, disse a agência em nota distribuída nesta sexta.

A necessidade de taxa extra na conta de luz volta a pressionar a inflação, que vem em desaceleração nos últimos dois meses, mas ainda acima do teto da meta estabelecido pelo Banco Central, o que reforça expectativas de nova alta na taxa de juros em maio.

Nesta sexta, o IBGE divulgou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, fechou abril em 0,43%, queda em relação ao mês anterior, mas ainda com grande pressão de preços dos alimentos. Em 12 meses, a taxa é de 5,49%.

ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS
– Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
– Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
– Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido
– Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido

 

ARTIGO – Tomé, a Fé que Brota da Ferida

 

(Padre Carlos)

Irmãos e irmãs, a Paz do Senhor esteja com todos!

O Evangelho de hoje nos coloca diante de Tomé, aquele que ousou duvidar, aquele que carregou a dor da ausência, o peso da incerteza. Quantas vezes, queridos irmãos, somos nós os Tomés da nossa história? Quantas vezes, em meio às provas da vida, sentimos falta do toque, da certeza, da presença que aquece a alma? Tomé não foi menos amado por duvidar. Ao contrário, foi profundamente amado por Deus, que se dignou a responder à sua busca sincera.

A fé, amados, não nasce da perfeição. Ela brota da ferida, da lágrima, do grito silencioso de quem se sente só e clama por Deus. E é ali, no mais íntimo da nossa humanidade, que o Ressuscitado se manifesta. Não é em palácios nem em espetáculos, mas na vulnerabilidade do coração que Ele vem, mostrando as mãos traspassadas e o lado aberto, dizendo: “Não sejas incrédulo, mas crente.”

A misericórdia de Deus, como nos ensina o Papa Francisco, é este abraço que nos alcança antes mesmo que tenhamos força para estender a mão. Não é teoria, não é ideia bonita. É Jesus, vivo e ressuscitado, que se inclina até nós, toca nossas chagas e as transforma em fontes de vida. É a porta sempre aberta para o cansado, para o caído, para o arrependido.

Hoje, irmãos e irmãs, somos chamados a sermos rostos de misericórdia neste mundo tão ferido. Onde houver muros, construamos pontes. Onde houver exclusão, semeemos acolhimento. Que a nossa vida proclame que a dúvida sincera pode ser caminho para a fé viva, e que a misericórdia sempre terá a última palavra. Como Tomé, toquemos o Senhor com o coração e deixemo-nos tocar por Ele. E então, como ele, confessemos de todo o coração: “Meu Senhor e meu Deus!” Amém. 🙏

ARTIGO – Tomé, a Fé que Brota da Ferida

 

(Padre Carlos)

Irmãos e irmãs, a Paz do Senhor esteja com todos!

O Evangelho de hoje nos coloca diante de Tomé, aquele que ousou duvidar, aquele que carregou a dor da ausência, o peso da incerteza. Quantas vezes, queridos irmãos, somos nós os Tomés da nossa história? Quantas vezes, em meio às provas da vida, sentimos falta do toque, da certeza, da presença que aquece a alma? Tomé não foi menos amado por duvidar. Ao contrário, foi profundamente amado por Deus, que se dignou a responder à sua busca sincera.

A fé, amados, não nasce da perfeição. Ela brota da ferida, da lágrima, do grito silencioso de quem se sente só e clama por Deus. E é ali, no mais íntimo da nossa humanidade, que o Ressuscitado se manifesta. Não é em palácios nem em espetáculos, mas na vulnerabilidade do coração que Ele vem, mostrando as mãos traspassadas e o lado aberto, dizendo: “Não sejas incrédulo, mas crente.”

A misericórdia de Deus, como nos ensina o Papa Francisco, é este abraço que nos alcança antes mesmo que tenhamos força para estender a mão. Não é teoria, não é ideia bonita. É Jesus, vivo e ressuscitado, que se inclina até nós, toca nossas chagas e as transforma em fontes de vida. É a porta sempre aberta para o cansado, para o caído, para o arrependido.

Hoje, irmãos e irmãs, somos chamados a sermos rostos de misericórdia neste mundo tão ferido. Onde houver muros, construamos pontes. Onde houver exclusão, semeemos acolhimento. Que a nossa vida proclame que a dúvida sincera pode ser caminho para a fé viva, e que a misericórdia sempre terá a última palavra. Como Tomé, toquemos o Senhor com o coração e deixemo-nos tocar por Ele. E então, como ele, confessemos de todo o coração: “Meu Senhor e meu Deus!” Amém. 🙏

Quem vai querer “adotar” a nova concessionária da BR-116? A velha política de sempre

 

 

Por Padre Carlos

Quando uma obra pública de grande porte se anuncia, um velho espetáculo – já tão manjado quanto indigno – ganha a cena: a romaria de políticos tentando “adotar” o projeto como se fosse fruto exclusivo de sua genialidade e empenho. A concessão da BR-116 na Bahia é o mais novo palco dessa encenação.

O processo está em andamento e, como é próprio da democracia, audiências públicas foram agendadas em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Trata-se de uma exigência legal, parte do ritual de qualquer concessão que envolva interesses públicos e investidores internacionais. Nenhum favor está sendo feito. Nenhuma generosidade de gabinete. É apenas o cumprimento de uma conquista da sociedade brasileira: o direito de ser ouvida.

No entanto, basta olhar para o calendário para prever o que virá. No próximo dia 8 de maio, em Vitória da Conquista, enquanto a sociedade civil, lideranças comunitárias, empresários e cidadãos comuns debaterão seriamente o futuro da rodovia, veremos também o desfile de oportunistas de sempre. Câmeras à postos, notas à imprensa redigidas, discursos inflamados prontos para serem vomitados: a tentativa será, mais uma vez, capturar para si a glória de um processo que pertence, na verdade, ao povo.

A duplicação de 390 km da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais, a construção de cinco viadutos no entorno de Vitória da Conquista e outras melhorias anunciadas não nasceram da canetada milagrosa de nenhum deputado ou senador. São reivindicações históricas, fruto de décadas de mobilização popular, de lágrimas derramadas em acidentes evitáveis, de famílias destruídas pela precariedade de uma infraestrutura abandonada.

É revoltante, sim. Mas é também previsível. A cultura política brasileira ainda é profundamente viciada na prática do “padrinho de obra pública”, em que governantes e parlamentares tentam transformar cada conquista popular em troféu de marketing eleitoral. Precisamos recusar essa farsa.

A população baiana não pode permitir que essa duplicação – vital para a segurança, para a vida e para o desenvolvimento econômico da região – seja apropriada por interesses particulares. A BR-116 melhorada não é, e nunca será, presente de político algum. É, sim, uma dívida histórica com a sociedade, paga com o suor, os impostos e a luta de quem diariamente enfrenta seus riscos.

O verdadeiro “pai da criança” é o cidadão anônimo que percorre esses 390 km de asfalto quente e esburacado, que convive com o medo a cada ultrapassagem, que há anos cobra o que é de direito. É o povo baiano. São todos aqueles que nunca tiveram gabinete nem holofote, mas que sustentam a democracia brasileira com sua perseverança.

Que as audiências públicas sirvam para o que devem servir: ouvir o povo, registrar demandas reais, ajustar projetos à necessidade coletiva e garantir, na assinatura do contrato de concessão, cláusulas rígidas para proteger o interesse público.

E que a nova concessionária saiba desde já: a fiscalização será implacável. Não se trata apenas de construir viadutos e duplicar pistas, mas de honrar uma história de sofrimento e de esperança.

Neste momento crucial, o nosso papel como sociedade é claro: participar, fiscalizar, cobrar e não nos deixar enganar por discursos vazios. A BR-116 segura e moderna que queremos será, acima de tudo, uma vitória popular – e só a história, justa e impiedosa, saberá dar a paternidade correta a quem realmente a merece.

Quem vai querer “adotar” a nova concessionária da BR-116? A velha política de sempre

 

 

Por Padre Carlos

Quando uma obra pública de grande porte se anuncia, um velho espetáculo – já tão manjado quanto indigno – ganha a cena: a romaria de políticos tentando “adotar” o projeto como se fosse fruto exclusivo de sua genialidade e empenho. A concessão da BR-116 na Bahia é o mais novo palco dessa encenação.

O processo está em andamento e, como é próprio da democracia, audiências públicas foram agendadas em Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. Trata-se de uma exigência legal, parte do ritual de qualquer concessão que envolva interesses públicos e investidores internacionais. Nenhum favor está sendo feito. Nenhuma generosidade de gabinete. É apenas o cumprimento de uma conquista da sociedade brasileira: o direito de ser ouvida.

No entanto, basta olhar para o calendário para prever o que virá. No próximo dia 8 de maio, em Vitória da Conquista, enquanto a sociedade civil, lideranças comunitárias, empresários e cidadãos comuns debaterão seriamente o futuro da rodovia, veremos também o desfile de oportunistas de sempre. Câmeras à postos, notas à imprensa redigidas, discursos inflamados prontos para serem vomitados: a tentativa será, mais uma vez, capturar para si a glória de um processo que pertence, na verdade, ao povo.

A duplicação de 390 km da BR-116 entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais, a construção de cinco viadutos no entorno de Vitória da Conquista e outras melhorias anunciadas não nasceram da canetada milagrosa de nenhum deputado ou senador. São reivindicações históricas, fruto de décadas de mobilização popular, de lágrimas derramadas em acidentes evitáveis, de famílias destruídas pela precariedade de uma infraestrutura abandonada.

É revoltante, sim. Mas é também previsível. A cultura política brasileira ainda é profundamente viciada na prática do “padrinho de obra pública”, em que governantes e parlamentares tentam transformar cada conquista popular em troféu de marketing eleitoral. Precisamos recusar essa farsa.

A população baiana não pode permitir que essa duplicação – vital para a segurança, para a vida e para o desenvolvimento econômico da região – seja apropriada por interesses particulares. A BR-116 melhorada não é, e nunca será, presente de político algum. É, sim, uma dívida histórica com a sociedade, paga com o suor, os impostos e a luta de quem diariamente enfrenta seus riscos.

O verdadeiro “pai da criança” é o cidadão anônimo que percorre esses 390 km de asfalto quente e esburacado, que convive com o medo a cada ultrapassagem, que há anos cobra o que é de direito. É o povo baiano. São todos aqueles que nunca tiveram gabinete nem holofote, mas que sustentam a democracia brasileira com sua perseverança.

Que as audiências públicas sirvam para o que devem servir: ouvir o povo, registrar demandas reais, ajustar projetos à necessidade coletiva e garantir, na assinatura do contrato de concessão, cláusulas rígidas para proteger o interesse público.

E que a nova concessionária saiba desde já: a fiscalização será implacável. Não se trata apenas de construir viadutos e duplicar pistas, mas de honrar uma história de sofrimento e de esperança.

Neste momento crucial, o nosso papel como sociedade é claro: participar, fiscalizar, cobrar e não nos deixar enganar por discursos vazios. A BR-116 segura e moderna que queremos será, acima de tudo, uma vitória popular – e só a história, justa e impiedosa, saberá dar a paternidade correta a quem realmente a merece.

Na simplicidade de seu adeus, Francisco nos deixa seu maior legado

 

 

 

Em seu último gesto terreno, o Papa Francisco escolheu repousar não entre os mármores e o ouro do Vaticano, mas junto à Maria, em simplicidade. Num gesto inédito há mais de três séculos, seu corpo foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, santuário mariano que tantas vezes procurou em oração silenciosa. Não foi apenas uma escolha de lugar, mas um derradeiro ensinamento: a Igreja deve ser, antes de tudo, mãe que acolhe, consola e guia. Esta escolha final ecoa perfeitamente sua mensagem mais constante: a verdadeira grandeza não reside no poder ou nos palácios, mas no serviço humilde e na compaixão compartilhada com os mais necessitados.

O pontífice que veio “do fim do mundo” transformou o papado não com grandes reformas doutrinárias, mas com gestos simbólicos que falavam mais alto que encíclicas. Lembro-me dele lavando os pés de prisioneiros, abraçando pessoas desfiguradas, dispensando a limusine papal, morando em um simples apartamento no Casa Santa Marta em vez do luxuoso Palácio Apostólico. Cada ato era uma homilia viva sobre o verdadeiro significado do cristianismo.

Francisco confrontou uma Igreja encastelada em suas tradições e privilégios com um desafio radical: voltar às origens, às ruas, às periferias existenciais. “Uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair às ruas é preferível a uma Igreja doente pelo fechamento e pela comodidade”, dizia ele. Enquanto muitos buscavam a segurança das respostas prontas, ele nos lembrava constantemente da primazia das perguntas incômodas, daquelas que nos tiram do conforto e nos lançam ao encontro do outro.

Em tempos de polarização extrema, ele nos convidou à cultura do encontro. Em uma era de consumismo desenfreado, nos chamou à sobriedade alegre. Diante da crise climática, insistiu com sua encíclica Laudato Si’ que não podemos separar a preocupação com os pobres da preocupação com o planeta, nossa casa comum.

Seus críticos o acusavam de ingenuidade política ou de negligenciar tradições centenárias. Porém, talvez seu maior desafio tenha sido justamente esse: mostrar que o radicalismo do Evangelho não se encaixa em nossas categorias políticas confortáveis, nem se submete à lógica institucional que frequentemente substitui o serviço pelo poder. “Quem não vive para servir, não serve para viver”, repetia o pontífice argentino.

A chama que Francisco acendeu permanece entre nós como um desafio. Não um desafio teórico ou teológico, mas prático e cotidiano: viver a revolução da ternura em um mundo endurecido pelo medo, pela indiferença e pelo individualismo. Seu sonho persiste não como uma utopia distante, mas como possibilidade concreta sempre que alguém escolhe servir em vez de ser servido, incluir em vez de excluir, construir pontes em vez de muros.

Em seu último descanso, junto à simplicidade de Maria na Basílica que tanto amava, Francisco nos deixa seu testemunho final: o poder passa, as instituições mudam, mas o amor revolucionário, aquele que se curva para lavar os pés do outro, permanece eternamente. Esta é sua herança mais preciosa – um convite constante a redescobrir que a verdadeira grandeza está escondida na simplicidade do serviço. Como ele mesmo nos ensinou: “Não é o poder que muda o mundo, mas o amor.”

Na simplicidade de seu adeus, Francisco nos deixa seu maior legado

 

 

 

Em seu último gesto terreno, o Papa Francisco escolheu repousar não entre os mármores e o ouro do Vaticano, mas junto à Maria, em simplicidade. Num gesto inédito há mais de três séculos, seu corpo foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, santuário mariano que tantas vezes procurou em oração silenciosa. Não foi apenas uma escolha de lugar, mas um derradeiro ensinamento: a Igreja deve ser, antes de tudo, mãe que acolhe, consola e guia. Esta escolha final ecoa perfeitamente sua mensagem mais constante: a verdadeira grandeza não reside no poder ou nos palácios, mas no serviço humilde e na compaixão compartilhada com os mais necessitados.

O pontífice que veio “do fim do mundo” transformou o papado não com grandes reformas doutrinárias, mas com gestos simbólicos que falavam mais alto que encíclicas. Lembro-me dele lavando os pés de prisioneiros, abraçando pessoas desfiguradas, dispensando a limusine papal, morando em um simples apartamento no Casa Santa Marta em vez do luxuoso Palácio Apostólico. Cada ato era uma homilia viva sobre o verdadeiro significado do cristianismo.

Francisco confrontou uma Igreja encastelada em suas tradições e privilégios com um desafio radical: voltar às origens, às ruas, às periferias existenciais. “Uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair às ruas é preferível a uma Igreja doente pelo fechamento e pela comodidade”, dizia ele. Enquanto muitos buscavam a segurança das respostas prontas, ele nos lembrava constantemente da primazia das perguntas incômodas, daquelas que nos tiram do conforto e nos lançam ao encontro do outro.

Em tempos de polarização extrema, ele nos convidou à cultura do encontro. Em uma era de consumismo desenfreado, nos chamou à sobriedade alegre. Diante da crise climática, insistiu com sua encíclica Laudato Si’ que não podemos separar a preocupação com os pobres da preocupação com o planeta, nossa casa comum.

Seus críticos o acusavam de ingenuidade política ou de negligenciar tradições centenárias. Porém, talvez seu maior desafio tenha sido justamente esse: mostrar que o radicalismo do Evangelho não se encaixa em nossas categorias políticas confortáveis, nem se submete à lógica institucional que frequentemente substitui o serviço pelo poder. “Quem não vive para servir, não serve para viver”, repetia o pontífice argentino.

A chama que Francisco acendeu permanece entre nós como um desafio. Não um desafio teórico ou teológico, mas prático e cotidiano: viver a revolução da ternura em um mundo endurecido pelo medo, pela indiferença e pelo individualismo. Seu sonho persiste não como uma utopia distante, mas como possibilidade concreta sempre que alguém escolhe servir em vez de ser servido, incluir em vez de excluir, construir pontes em vez de muros.

Em seu último descanso, junto à simplicidade de Maria na Basílica que tanto amava, Francisco nos deixa seu testemunho final: o poder passa, as instituições mudam, mas o amor revolucionário, aquele que se curva para lavar os pés do outro, permanece eternamente. Esta é sua herança mais preciosa – um convite constante a redescobrir que a verdadeira grandeza está escondida na simplicidade do serviço. Como ele mesmo nos ensinou: “Não é o poder que muda o mundo, mas o amor.”

ARTIGO – A Justiça e o Compromisso de Herzem Gusmão com Vitória da Conquista (Padre Carlos)

 

 

Herzem Gusmão foi mais que um radialista. Foi um exemplo vivo de compromisso com a verdade, a serenidade e o cuidado para com Vitória da Conquista. Num tempo em que a comunicação já começava a se perder em meio a manchetes sensacionalistas e a julgamentos apressados, Herzem mantinha a régua alta: informava com responsabilidade, julgava com justiça e falava com respeito.

Nos momentos em que o calor político poderia transformar as ondas do rádio em trincheiras, Herzem optava pela prudência. Recusava-se a dar voz à especulação fácil, como ele próprio declarou: “Não anunciei na semana passada na terça, marcaram para quinta-feira, não anunciei, ia fechar o mês sem dar notícias em relação a isso, porque eu entendo que a gente não tem o direito mais de estar assustando a população e colocando uma população apreensiva. Isso é muito ruim para a cidade.” Essas palavras revelam o espírito público de um homem que sabia que a informação verdadeira é também uma forma de cuidado.

É irônico e triste ver hoje muitos dos que sofreram perseguições e viram seus mandatos ameaçados se esquecerem da dor que é ter a legitimidade questionada por manobras judiciais. O próprio Herzem, com clareza e coragem, já denunciava: “O prefeito José Raimundo Fontes ganhou uma eleição limpa. Ganhou porque ganhou e o outro perdeu porque perdeu e quer ganhar agora no tapetão.”

Herzem fazia jornalismo de trincheira ética, não de trincheira partidária. Seu trabalho ao lado de sua equipe — acessando semanalmente o site do Tribunal Superior Eleitoral, esperando fontes confirmadas de Brasília — era uma demonstração de compromisso com o devido processo legal e o direito do cidadão de ser informado sem ser manipulado.

Hoje, quando a história parece repetir suas farsas, é necessário lembrar a postura de Herzem: informar com coragem, respeitar a cidade e não transformar o sofrimento popular em espetáculo. Ele entendia que, mais do que qualquer disputa eleitoral, Vitória da Conquista precisava de serenidade e de fé na justiça.

Seu legado nos ensina: a liberdade da imprensa deve sempre caminhar de mãos dadas com a responsabilidade ética. Herzem Gusmão, como radialista e como homem público, soube viver e honrar essa difícil e nobre missão.

ARTIGO – A Justiça e o Compromisso de Herzem Gusmão com Vitória da Conquista (Padre Carlos)

 

 

Herzem Gusmão foi mais que um radialista. Foi um exemplo vivo de compromisso com a verdade, a serenidade e o cuidado para com Vitória da Conquista. Num tempo em que a comunicação já começava a se perder em meio a manchetes sensacionalistas e a julgamentos apressados, Herzem mantinha a régua alta: informava com responsabilidade, julgava com justiça e falava com respeito.

Nos momentos em que o calor político poderia transformar as ondas do rádio em trincheiras, Herzem optava pela prudência. Recusava-se a dar voz à especulação fácil, como ele próprio declarou: “Não anunciei na semana passada na terça, marcaram para quinta-feira, não anunciei, ia fechar o mês sem dar notícias em relação a isso, porque eu entendo que a gente não tem o direito mais de estar assustando a população e colocando uma população apreensiva. Isso é muito ruim para a cidade.” Essas palavras revelam o espírito público de um homem que sabia que a informação verdadeira é também uma forma de cuidado.

É irônico e triste ver hoje muitos dos que sofreram perseguições e viram seus mandatos ameaçados se esquecerem da dor que é ter a legitimidade questionada por manobras judiciais. O próprio Herzem, com clareza e coragem, já denunciava: “O prefeito José Raimundo Fontes ganhou uma eleição limpa. Ganhou porque ganhou e o outro perdeu porque perdeu e quer ganhar agora no tapetão.”

Herzem fazia jornalismo de trincheira ética, não de trincheira partidária. Seu trabalho ao lado de sua equipe — acessando semanalmente o site do Tribunal Superior Eleitoral, esperando fontes confirmadas de Brasília — era uma demonstração de compromisso com o devido processo legal e o direito do cidadão de ser informado sem ser manipulado.

Hoje, quando a história parece repetir suas farsas, é necessário lembrar a postura de Herzem: informar com coragem, respeitar a cidade e não transformar o sofrimento popular em espetáculo. Ele entendia que, mais do que qualquer disputa eleitoral, Vitória da Conquista precisava de serenidade e de fé na justiça.

Seu legado nos ensina: a liberdade da imprensa deve sempre caminhar de mãos dadas com a responsabilidade ética. Herzem Gusmão, como radialista e como homem público, soube viver e honrar essa difícil e nobre missão.

ARTIGO – A Luta pela Duplicação da BA-263: Um Passo Vital para o Futuro de Vitória da Conquista

 

Screenshot

(Padre Carlos)

A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro em pleitear junto ao Governo do Estado a duplicação da rodovia BA-263 revela-se uma atitude não apenas oportuna, mas imprescindível para o desenvolvimento de Vitória da Conquista e região. Em um momento em que mobilidade e segurança se tornaram bandeiras urgentes para qualquer cidade que almeje progresso sustentável, a defesa desse projeto traduz um olhar atento às necessidades reais da população.

A proposta de duplicação da BA-263 transcende a mera melhoria do fluxo de veículos; ela é um investimento direto na vida humana. Menos acidentes, menos perdas irreparáveis, mais fluidez e qualidade de vida para motoristas, ciclistas e pedestres. Ivan Cordeiro, ao apontar essa necessidade, alinha seu mandato a um princípio fundamental de qualquer gestão pública: a proteção da vida.

Ademais, a modernização da infraestrutura viária é vetor de crescimento econômico. Facilitar o transporte de mercadorias, atrair investimentos, encurtar distâncias: todas essas vantagens convergem para um futuro de maior prosperidade para a cidade. Ao abraçar essa causa, o vereador não apenas representa a população, mas semeia as bases para um ciclo virtuoso de desenvolvimento.

O pedido de Ivan Cordeiro é, portanto, mais do que uma solicitação administrativa; é um compromisso com o presente e com o futuro de Vitória da Conquista. Que essa voz encontre eco nas esferas competentes e que a duplicação da BA-263 seja, em breve, uma realidade a transformar vidas.

 

ARTIGO – A Luta pela Duplicação da BA-263: Um Passo Vital para o Futuro de Vitória da Conquista

 

Screenshot

(Padre Carlos)

A iniciativa do vereador Ivan Cordeiro em pleitear junto ao Governo do Estado a duplicação da rodovia BA-263 revela-se uma atitude não apenas oportuna, mas imprescindível para o desenvolvimento de Vitória da Conquista e região. Em um momento em que mobilidade e segurança se tornaram bandeiras urgentes para qualquer cidade que almeje progresso sustentável, a defesa desse projeto traduz um olhar atento às necessidades reais da população.

A proposta de duplicação da BA-263 transcende a mera melhoria do fluxo de veículos; ela é um investimento direto na vida humana. Menos acidentes, menos perdas irreparáveis, mais fluidez e qualidade de vida para motoristas, ciclistas e pedestres. Ivan Cordeiro, ao apontar essa necessidade, alinha seu mandato a um princípio fundamental de qualquer gestão pública: a proteção da vida.

Ademais, a modernização da infraestrutura viária é vetor de crescimento econômico. Facilitar o transporte de mercadorias, atrair investimentos, encurtar distâncias: todas essas vantagens convergem para um futuro de maior prosperidade para a cidade. Ao abraçar essa causa, o vereador não apenas representa a população, mas semeia as bases para um ciclo virtuoso de desenvolvimento.

O pedido de Ivan Cordeiro é, portanto, mais do que uma solicitação administrativa; é um compromisso com o presente e com o futuro de Vitória da Conquista. Que essa voz encontre eco nas esferas competentes e que a duplicação da BA-263 seja, em breve, uma realidade a transformar vidas.