Política e Resenha

ARTIGO – Quando a Câmara vai à escola da democracia

 

 

É raro ver o Parlamento se mover. Em geral, espera-se que o cidadão vá até ele, o que nem sempre acontece. Por isso, quando a Câmara Municipal de Vitória da Conquista decide sair de sua sede e visitar a FAINOR, abrindo ali sua Sessão Itinerante, algo simbólico e profundamente educativo acontece: o poder vai ao povo.

O gesto de realizar uma sessão legislativa no ambiente universitário é mais do que um ato de presença — é uma tentativa de resgatar a confiança e a relevância do poder público junto a uma juventude que muitas vezes se sente à margem dos processos decisórios. Para os estudantes, assistir aos debates, ouvir os discursos, perceber a pluralidade de vozes (e ausências) é como presenciar uma aula prática de cidadania.

Não é fácil restaurar a imagem da política num país em que ela tem sido tantas vezes sinônimo de escândalos e desconfiança. Mas não há outro caminho senão esse: o da aproximação real, da transparência vivida e da escuta ativa. O reitor Ítalo Brito captou bem esse momento quando celebrou a oportunidade de qualificar os debates e projetar a FAINOR como parceira no processo de amadurecimento institucional da cidade.

A Câmara de Conquista tem, historicamente, exercido um papel crucial, embora muitas vezes invisibilizado. Sessões itinerantes como essa são um modo eficaz de colocar luz sobre suas ações, de humanizar os vereadores e de lembrar à população que o Legislativo não é apenas burocracia — é também escuta, denúncia, proposta e, acima de tudo, serviço público.

Se outras sessões como esta forem planejadas com critério e continuidade, poderemos ver surgir uma nova cultura política local: menos distante, mais comprometida com a formação de opinião crítica e participativa. Que este não seja um evento isolado, mas o primeiro passo de uma caminhada mais longa e mais próxima entre a juventude acadêmica e o parlamento municipal.

ARTIGO – Quando a Câmara vai à escola da democracia

 

 

É raro ver o Parlamento se mover. Em geral, espera-se que o cidadão vá até ele, o que nem sempre acontece. Por isso, quando a Câmara Municipal de Vitória da Conquista decide sair de sua sede e visitar a FAINOR, abrindo ali sua Sessão Itinerante, algo simbólico e profundamente educativo acontece: o poder vai ao povo.

O gesto de realizar uma sessão legislativa no ambiente universitário é mais do que um ato de presença — é uma tentativa de resgatar a confiança e a relevância do poder público junto a uma juventude que muitas vezes se sente à margem dos processos decisórios. Para os estudantes, assistir aos debates, ouvir os discursos, perceber a pluralidade de vozes (e ausências) é como presenciar uma aula prática de cidadania.

Não é fácil restaurar a imagem da política num país em que ela tem sido tantas vezes sinônimo de escândalos e desconfiança. Mas não há outro caminho senão esse: o da aproximação real, da transparência vivida e da escuta ativa. O reitor Ítalo Brito captou bem esse momento quando celebrou a oportunidade de qualificar os debates e projetar a FAINOR como parceira no processo de amadurecimento institucional da cidade.

A Câmara de Conquista tem, historicamente, exercido um papel crucial, embora muitas vezes invisibilizado. Sessões itinerantes como essa são um modo eficaz de colocar luz sobre suas ações, de humanizar os vereadores e de lembrar à população que o Legislativo não é apenas burocracia — é também escuta, denúncia, proposta e, acima de tudo, serviço público.

Se outras sessões como esta forem planejadas com critério e continuidade, poderemos ver surgir uma nova cultura política local: menos distante, mais comprometida com a formação de opinião crítica e participativa. Que este não seja um evento isolado, mas o primeiro passo de uma caminhada mais longa e mais próxima entre a juventude acadêmica e o parlamento municipal.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 8 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Banco Central eleva juros a 14,75% ao ano, maior patamar desde 2006

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/bc-eleva-selic-em-05-ponto-percentual-a-1475-ao-ano-no-maior-nivel-em-quase-20-anos.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Câmara confronta STF e aprova projeto para barrar ação penal do golpe

https://www.estadao.com.br/politica/camara-aprova-projeto-barra-acao-golpe-alexandre-ramagem-pode-beneficiar-bolsonaro-nprp/?srsltid=AfmBOoqAJoxVP7hArUpj_fPYqQ2rxZXi2tVbQtjEcBLsAfIpI8SJ7gR3

 

Valor Econômico (SP)
BC eleva juro para 14,75%, o mais alto desde 2006, e deixa próximos passos em aberto

https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/05/05/selic-deve-subir-05-ponto-agora-mas-duvida-persiste-sobre-junho.ghtml

 

O Globo (RJ)
Copom sobe juros a 14,75% ao ano, maior patamar desde 2006

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/07/banco-central-da-sinais-de-que-pode-interromper-aumento-de-juros-com-a-selic-em-1475percent-dizem-economistas.ghtml

 

O Dia (RJ)
Fla empata em 1 a 1 e faz contas

https://odia.ig.com.br/esporte/flamengo/2025/05/7052341-flamengo-cede-empate-ao-central-cordoba-e-se-complica-na-libertadores.html

 

Correio Braziliense
Devolução do INSS deve ser em junho

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/05/7139594-governo-se-apressa-para-devolver-dinheiro-roubado-de-beneficiarios-do-inss.html

 

Estado de Minas
Novos deputados custarão R$ 64,8 milhões

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/108288/novos-deputados-custarao-ao-menos-r-64-milhoes-por-ano-a-camara

 

Zero Hora (RS)
Juro atinge 14,75%, maior nível em 19 anos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/economia/noticia/2025/05/banco-central-eleva-taxa-selic-para-1475-maior-patamar-desde-2006-cmaegozt700jt01islqv4zn17.html

 

Diário de Pernambuco
Taxa de juros atinge maior índice no Brasil desde 2006

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/economia/2025/05/copom-eleva-taxa-selic-para-14-75-ao-ano.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Elmano anuncia ofensiva contra facções

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

A Tarde

Fumaça sai preta e papa não é eleito na manhã do 2º dia de conclave

https://atarde.com.br/?d=1

 

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quinta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 8 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Banco Central eleva juros a 14,75% ao ano, maior patamar desde 2006

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/bc-eleva-selic-em-05-ponto-percentual-a-1475-ao-ano-no-maior-nivel-em-quase-20-anos.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Câmara confronta STF e aprova projeto para barrar ação penal do golpe

https://www.estadao.com.br/politica/camara-aprova-projeto-barra-acao-golpe-alexandre-ramagem-pode-beneficiar-bolsonaro-nprp/?srsltid=AfmBOoqAJoxVP7hArUpj_fPYqQ2rxZXi2tVbQtjEcBLsAfIpI8SJ7gR3

 

Valor Econômico (SP)
BC eleva juro para 14,75%, o mais alto desde 2006, e deixa próximos passos em aberto

https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/05/05/selic-deve-subir-05-ponto-agora-mas-duvida-persiste-sobre-junho.ghtml

 

O Globo (RJ)
Copom sobe juros a 14,75% ao ano, maior patamar desde 2006

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/05/07/banco-central-da-sinais-de-que-pode-interromper-aumento-de-juros-com-a-selic-em-1475percent-dizem-economistas.ghtml

 

O Dia (RJ)
Fla empata em 1 a 1 e faz contas

https://odia.ig.com.br/esporte/flamengo/2025/05/7052341-flamengo-cede-empate-ao-central-cordoba-e-se-complica-na-libertadores.html

 

Correio Braziliense
Devolução do INSS deve ser em junho

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2025/05/7139594-governo-se-apressa-para-devolver-dinheiro-roubado-de-beneficiarios-do-inss.html

 

Estado de Minas
Novos deputados custarão R$ 64,8 milhões

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/108288/novos-deputados-custarao-ao-menos-r-64-milhoes-por-ano-a-camara

 

Zero Hora (RS)
Juro atinge 14,75%, maior nível em 19 anos

https://gauchazh.clicrbs.com.br/economia/noticia/2025/05/banco-central-eleva-taxa-selic-para-1475-maior-patamar-desde-2006-cmaegozt700jt01islqv4zn17.html

 

Diário de Pernambuco
Taxa de juros atinge maior índice no Brasil desde 2006

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/economia/2025/05/copom-eleva-taxa-selic-para-14-75-ao-ano.html

 

Diário do Nordeste (CE)
Elmano anuncia ofensiva contra facções

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

A Tarde

Fumaça sai preta e papa não é eleito na manhã do 2º dia de conclave

https://atarde.com.br/?d=1

 

 

 

ARTIGO – Vitória da Conquista está triste com a decisão da COOPMAC (Padre Carlos)

 

 

Vitória da Conquista está triste. A cidade, que nutria esperança diante de tantos esforços para a realização da Exposição Agropecuária, foi surpreendida com a decisão da diretoria da COOPMAC de não levar adiante o evento neste ano. A frustração é visível. Nos olhares, nas conversas, nos bastidores. O que era sonho de milhares virou lamento.

E não faltou empenho. Houve um verdadeiro pacto em torno da Exposição. Parlamentares da situação e da oposição colocaram diferenças de lado. As emendas vieram. O governo do Estado se somou à Prefeitura, que, sob a liderança da prefeita Sheila, se colocou à disposição e fez sua parte com responsabilidade. Era o momento de dar um passo adiante. Mas, por que não, Isaac?

A pergunta ecoa por todos os cantos da cidade: o que faltou, afinal? Se os recursos estavam assegurados, se os apoios políticos foram articulados, se a população estava disposta a prestigiar… onde foi que tudo desandou? Teria faltado vontade política? Ou um pouco de fé?

A Exposição não é apenas um evento. É um símbolo. Uma marca cultural e econômica de nossa terra. Ao não acontecer, deixa uma lacuna que vai além da agenda — é um sinal de que algo se quebrou. A decisão da COOPMAC, infelizmente, contraria o sentimento de uma cidade inteira.

Vitória da Conquista não merecia esse silêncio. Não depois de tanto esforço coletivo. Não depois de tanta mobilização. Que essa decepção sirva ao menos para refletirmos sobre o poder que cada decisão tem de afetar toda uma comunidade.

ARTIGO – Vitória da Conquista está triste com a decisão da COOPMAC (Padre Carlos)

 

 

Vitória da Conquista está triste. A cidade, que nutria esperança diante de tantos esforços para a realização da Exposição Agropecuária, foi surpreendida com a decisão da diretoria da COOPMAC de não levar adiante o evento neste ano. A frustração é visível. Nos olhares, nas conversas, nos bastidores. O que era sonho de milhares virou lamento.

E não faltou empenho. Houve um verdadeiro pacto em torno da Exposição. Parlamentares da situação e da oposição colocaram diferenças de lado. As emendas vieram. O governo do Estado se somou à Prefeitura, que, sob a liderança da prefeita Sheila, se colocou à disposição e fez sua parte com responsabilidade. Era o momento de dar um passo adiante. Mas, por que não, Isaac?

A pergunta ecoa por todos os cantos da cidade: o que faltou, afinal? Se os recursos estavam assegurados, se os apoios políticos foram articulados, se a população estava disposta a prestigiar… onde foi que tudo desandou? Teria faltado vontade política? Ou um pouco de fé?

A Exposição não é apenas um evento. É um símbolo. Uma marca cultural e econômica de nossa terra. Ao não acontecer, deixa uma lacuna que vai além da agenda — é um sinal de que algo se quebrou. A decisão da COOPMAC, infelizmente, contraria o sentimento de uma cidade inteira.

Vitória da Conquista não merecia esse silêncio. Não depois de tanto esforço coletivo. Não depois de tanta mobilização. Que essa decepção sirva ao menos para refletirmos sobre o poder que cada decisão tem de afetar toda uma comunidade.

Os Cardeais Martini e Bergoglio e suas ideias no conclave: A Profecia que Começa a se Cumprir

 

 

 

Por Padre Carlos

O nome de Carlo Maria Martini permanece, até hoje, como uma referencia de esperança, lucidez e profecia dentro da Igreja Católica. Arcebispo de Milão por mais de duas décadas, biblista renomado, intelectual de peso e, sobretudo, pastor com o cheiro de seu rebanho, Martini foi — e continua sendo nas ações daqueles que inspirou — uma das vozes mais influentes da Igreja pós-conciliar. Sua importância se revelou não apenas pela densidade teológica, mas sobretudo pela coragem como  tocou nas feridas mais delicadas da instituição e pela honestidade como apontava os limites e contradições da própria Igreja que tanto amava.

Não é exagero afirmar que, sem Martini, talvez não houvesse Francisco. O Papa argentino, que surpreendeu o mundo com sua simplicidade evangélica e sua agenda de reformas, foi herdeiro direto do sonho martininiano. Quando pensamos no levantamento do segredo pontifício sobre casos de abuso sexual, no impulso para uma Igreja pobre para os pobres, na crítica aberta ao clericalismo, na abertura ao debate sobre o papel das mulheres, e na insistência em processos sinodais e colegiais, podemos enxergar claramente o fio que uniu os dois jesuítas.

Martini era a voz do aggiornamento (atualização) de João XXIII que, após o Concílio Vaticano II, muitos esperavam ver florescer plenamente. Contudo, a virada conservadora dos pontificados de João Paulo II e Bento XVI, embora rica em outros aspectos, representou uma freada no processo de renovação. Martini, fiel ao espírito do Concílio, tornou-se um “cardeal incómodo”, como tantos o chamaram, não porque desejava romper com a tradição, mas porque desejava escutá-la à luz dos sinais dos tempos.

Num memorável sínodo europeu em 1999, Martini listou temas que considerava urgentes: democracia interna na Igreja, protagonismo dos leigos, a presença feminina, o desafio da sexualidade e do matrimônio, a relação entre lei civil e moral cristã. Questões ainda hoje incômodas e amplamente debatidas, mas que Martini, com humildade e coragem, colocava sobre a mesa. Ele sabia que uma Igreja que não se abre ao diálogo com o mundo corre o risco de falar apenas para si mesma — e de tornar-se irrelevante.

A herança de Martini não se restringe, porém, a suas ideias: ela vive em seu estilo pastoral. Ele foi um cardeal que não tinha medo do confronto, mas sempre privilegiava o encontro. Um homem que, nas noites de Milão, caminhava pelas estações de trem para ouvir os jovens e os sem-teto. Um bispo que lia com atenção a Bíblia, mas também os jornais e os corações dos homens e mulheres de seu tempo.

O Papa Francisco, quando convocou uma Igreja em saída, sinodal e misericordiosa, honrava Martini. Ele não chegou a realiza plenamente todos os sonhos do cardeal milanês, mas os recolocou no centro da vida eclesial. O levantamento do segredo pontifício, não é apenas uma medida jurídica: é um gesto simbólico que marca o fim de uma cultura do encobrimento e a abertura para uma Igreja transparente, como Martini sonhava.

Se olharmos para trás, percebemos que a Contra-Reforma, por todo o bem que realizou na purificação interna da Igreja, acabou também instalando mecanismos de defesa, fechamento e controle que atravessaram os séculos. Martini foi uma das consciências críticas que apontou o esgotamento desse modelo, propondo uma Igreja menos defensiva e mais missionária. Francisco, seu irmão jesuíta, acolheu o bastão — e mesmo sob críticas, tentou avançar, ciente de que a conversão pastoral era longa e exigia paciência histórica.

Que não nos enganemos: Martini morreu sem ver o novo aggiornamento, mas plantou sementes profundas. Quando Francisco falava, o eco de Martini ressoava. E quando nós, católicos e cidadãos, exigimos da Igreja abertura, justiça, inclusão e misericórdia, estamos, consciente ou inconscientemente, respondendo ao apelo de um homem que foi, como disseram alguns, “um Papa que não foi Papa”.

Martini nos lembra que reformar não é destruir, mas resgatar o Evangelho em sua frescura. Francisco nos mostrou que essa tarefa era árdua, mas possível. Cabe a nós, Igreja e povo de Deus, não deixar que a memória de Martini se transforme apenas em saudade — mas que continue a ser fermento de transformação.

Como diria o próprio Martini: “O futuro já começou”. Nós estamos apenas tentando alcançá-lo.

Os Cardeais Martini e Bergoglio e suas ideias no conclave: A Profecia que Começa a se Cumprir

 

 

 

Por Padre Carlos

O nome de Carlo Maria Martini permanece, até hoje, como uma referencia de esperança, lucidez e profecia dentro da Igreja Católica. Arcebispo de Milão por mais de duas décadas, biblista renomado, intelectual de peso e, sobretudo, pastor com o cheiro de seu rebanho, Martini foi — e continua sendo nas ações daqueles que inspirou — uma das vozes mais influentes da Igreja pós-conciliar. Sua importância se revelou não apenas pela densidade teológica, mas sobretudo pela coragem como  tocou nas feridas mais delicadas da instituição e pela honestidade como apontava os limites e contradições da própria Igreja que tanto amava.

Não é exagero afirmar que, sem Martini, talvez não houvesse Francisco. O Papa argentino, que surpreendeu o mundo com sua simplicidade evangélica e sua agenda de reformas, foi herdeiro direto do sonho martininiano. Quando pensamos no levantamento do segredo pontifício sobre casos de abuso sexual, no impulso para uma Igreja pobre para os pobres, na crítica aberta ao clericalismo, na abertura ao debate sobre o papel das mulheres, e na insistência em processos sinodais e colegiais, podemos enxergar claramente o fio que uniu os dois jesuítas.

Martini era a voz do aggiornamento (atualização) de João XXIII que, após o Concílio Vaticano II, muitos esperavam ver florescer plenamente. Contudo, a virada conservadora dos pontificados de João Paulo II e Bento XVI, embora rica em outros aspectos, representou uma freada no processo de renovação. Martini, fiel ao espírito do Concílio, tornou-se um “cardeal incómodo”, como tantos o chamaram, não porque desejava romper com a tradição, mas porque desejava escutá-la à luz dos sinais dos tempos.

Num memorável sínodo europeu em 1999, Martini listou temas que considerava urgentes: democracia interna na Igreja, protagonismo dos leigos, a presença feminina, o desafio da sexualidade e do matrimônio, a relação entre lei civil e moral cristã. Questões ainda hoje incômodas e amplamente debatidas, mas que Martini, com humildade e coragem, colocava sobre a mesa. Ele sabia que uma Igreja que não se abre ao diálogo com o mundo corre o risco de falar apenas para si mesma — e de tornar-se irrelevante.

A herança de Martini não se restringe, porém, a suas ideias: ela vive em seu estilo pastoral. Ele foi um cardeal que não tinha medo do confronto, mas sempre privilegiava o encontro. Um homem que, nas noites de Milão, caminhava pelas estações de trem para ouvir os jovens e os sem-teto. Um bispo que lia com atenção a Bíblia, mas também os jornais e os corações dos homens e mulheres de seu tempo.

O Papa Francisco, quando convocou uma Igreja em saída, sinodal e misericordiosa, honrava Martini. Ele não chegou a realiza plenamente todos os sonhos do cardeal milanês, mas os recolocou no centro da vida eclesial. O levantamento do segredo pontifício, não é apenas uma medida jurídica: é um gesto simbólico que marca o fim de uma cultura do encobrimento e a abertura para uma Igreja transparente, como Martini sonhava.

Se olharmos para trás, percebemos que a Contra-Reforma, por todo o bem que realizou na purificação interna da Igreja, acabou também instalando mecanismos de defesa, fechamento e controle que atravessaram os séculos. Martini foi uma das consciências críticas que apontou o esgotamento desse modelo, propondo uma Igreja menos defensiva e mais missionária. Francisco, seu irmão jesuíta, acolheu o bastão — e mesmo sob críticas, tentou avançar, ciente de que a conversão pastoral era longa e exigia paciência histórica.

Que não nos enganemos: Martini morreu sem ver o novo aggiornamento, mas plantou sementes profundas. Quando Francisco falava, o eco de Martini ressoava. E quando nós, católicos e cidadãos, exigimos da Igreja abertura, justiça, inclusão e misericórdia, estamos, consciente ou inconscientemente, respondendo ao apelo de um homem que foi, como disseram alguns, “um Papa que não foi Papa”.

Martini nos lembra que reformar não é destruir, mas resgatar o Evangelho em sua frescura. Francisco nos mostrou que essa tarefa era árdua, mas possível. Cabe a nós, Igreja e povo de Deus, não deixar que a memória de Martini se transforme apenas em saudade — mas que continue a ser fermento de transformação.

Como diria o próprio Martini: “O futuro já começou”. Nós estamos apenas tentando alcançá-lo.

O PDT, Carlos Lupi e a necessidade de responsabilidade política

 

 

Por Padre Carlos

A recente decisão do PDT de se afastar formalmente da base do governo Lula na Câmara, anunciada pelo líder da bancada, Mário Heringer, marca um episódio revelador — e, arrisco dizer, preocupante — da política brasileira. Não apenas pelo timing, mas pelo que ela simboliza: a dificuldade de parte da classe política em exercer a responsabilidade e a conciliação em momentos de crise.

O episódio começou a ganhar corpo após o pedido de demissão do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, envolvido em um escândalo que investiga fraudes milionárias no INSS. O governo Lula, até então, fez o que se espera de uma administração que pretende manter minimamente coesa sua base: agiu com firmeza para evitar desgaste prolongado, aceitou o afastamento de Lupi e abriu espaço para apuração. Em outras palavras, o governo fez o necessário para blindar o partido e preservar a governabilidade.

O que espanta, portanto, é a reação do PDT. Em vez de reconhecer o gesto conciliador e a oportunidade de recompor pontes, o partido opta por uma ruptura formal, declarando “independência” e autorizando seus deputados a assinar pedidos de CPI, com a justificativa de ampliar o foco para governos passados. Em tom mais direto: uma tentativa de diluir responsabilidades e, não raramente, um jogo perigoso que beira a retaliação.

É preciso lembrar que Carlos Lupi não é apenas um ex-ministro qualquer. Ele é o presidente da legenda, figura histórica do partido e peça-chave no relacionamento do PDT com o governo federal. Diante das declarações desastrosas que deu no início das investigações — minimizando denúncias, relativizando os fatos — tornou-se politicamente insustentável mantê-lo à frente do ministério. Qualquer partido minimamente comprometido com o país entenderia isso como parte do ônus de ocupar espaços de poder.

Mais do que nunca, o PDT precisa ter responsabilidade. Abandonar o governo neste momento não é apenas uma decisão interna: é uma sinalização para o país, para o eleitorado, para os aliados e, sobretudo, para as instituições. O Brasil enfrenta desafios monumentais na área econômica, social e previdenciária. Instituir CPIs pode ser legítimo, mas usar essa ferramenta como trunfo tático, sem uma base sólida de cooperação, fragiliza ainda mais o ambiente político.

Por trás de toda essa movimentação, há também uma reflexão maior sobre o papel dos partidos no presidencialismo de coalizão. Em democracias complexas como a nossa, governos são construídos sobre acordos amplos, que exigem maturidade e senso de proporção. Quando o PDT decide virar as costas para um governo que, até aqui, fez esforços visíveis para mantê-lo próximo, não está apenas rompendo com Lula — está corroendo a lógica da governabilidade e enviando uma mensagem perigosa de que alianças são descartáveis diante de pressões momentâneas.

Carlos Lupi, por sua vez, deveria entender que liderar um partido não é apenas ocupar cargos ou controlar espaços de poder, mas também oferecer um norte ético e político em momentos de turbulência. Sua postura inicial no escândalo foi um erro grave, e reconhecer isso com humildade — em vez de estimular a ruptura — seria a postura de um verdadeiro líder.

Em suma, é hora de o PDT parar, respirar e recalibrar sua bússola política. A responsabilidade histórica do partido, sua tradição e sua relevância no campo progressista brasileiro não combinam com decisões precipitadas nem com rupturas oportunistas. O governo Lula, por sua vez, continuará enfrentando desafios com ou sem o PDT. Mas a política brasileira, já tão fragmentada e instável, só teria a ganhar se os atores em cena escolhessem o caminho da conciliação.

Porque, no fim, o Brasil precisa menos de demarcação de territórios e mais de construção coletiva. É disso que se trata governar — e, principalmente, fazer oposição com responsabilidade.

O PDT, Carlos Lupi e a necessidade de responsabilidade política

 

 

Por Padre Carlos

A recente decisão do PDT de se afastar formalmente da base do governo Lula na Câmara, anunciada pelo líder da bancada, Mário Heringer, marca um episódio revelador — e, arrisco dizer, preocupante — da política brasileira. Não apenas pelo timing, mas pelo que ela simboliza: a dificuldade de parte da classe política em exercer a responsabilidade e a conciliação em momentos de crise.

O episódio começou a ganhar corpo após o pedido de demissão do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, envolvido em um escândalo que investiga fraudes milionárias no INSS. O governo Lula, até então, fez o que se espera de uma administração que pretende manter minimamente coesa sua base: agiu com firmeza para evitar desgaste prolongado, aceitou o afastamento de Lupi e abriu espaço para apuração. Em outras palavras, o governo fez o necessário para blindar o partido e preservar a governabilidade.

O que espanta, portanto, é a reação do PDT. Em vez de reconhecer o gesto conciliador e a oportunidade de recompor pontes, o partido opta por uma ruptura formal, declarando “independência” e autorizando seus deputados a assinar pedidos de CPI, com a justificativa de ampliar o foco para governos passados. Em tom mais direto: uma tentativa de diluir responsabilidades e, não raramente, um jogo perigoso que beira a retaliação.

É preciso lembrar que Carlos Lupi não é apenas um ex-ministro qualquer. Ele é o presidente da legenda, figura histórica do partido e peça-chave no relacionamento do PDT com o governo federal. Diante das declarações desastrosas que deu no início das investigações — minimizando denúncias, relativizando os fatos — tornou-se politicamente insustentável mantê-lo à frente do ministério. Qualquer partido minimamente comprometido com o país entenderia isso como parte do ônus de ocupar espaços de poder.

Mais do que nunca, o PDT precisa ter responsabilidade. Abandonar o governo neste momento não é apenas uma decisão interna: é uma sinalização para o país, para o eleitorado, para os aliados e, sobretudo, para as instituições. O Brasil enfrenta desafios monumentais na área econômica, social e previdenciária. Instituir CPIs pode ser legítimo, mas usar essa ferramenta como trunfo tático, sem uma base sólida de cooperação, fragiliza ainda mais o ambiente político.

Por trás de toda essa movimentação, há também uma reflexão maior sobre o papel dos partidos no presidencialismo de coalizão. Em democracias complexas como a nossa, governos são construídos sobre acordos amplos, que exigem maturidade e senso de proporção. Quando o PDT decide virar as costas para um governo que, até aqui, fez esforços visíveis para mantê-lo próximo, não está apenas rompendo com Lula — está corroendo a lógica da governabilidade e enviando uma mensagem perigosa de que alianças são descartáveis diante de pressões momentâneas.

Carlos Lupi, por sua vez, deveria entender que liderar um partido não é apenas ocupar cargos ou controlar espaços de poder, mas também oferecer um norte ético e político em momentos de turbulência. Sua postura inicial no escândalo foi um erro grave, e reconhecer isso com humildade — em vez de estimular a ruptura — seria a postura de um verdadeiro líder.

Em suma, é hora de o PDT parar, respirar e recalibrar sua bússola política. A responsabilidade histórica do partido, sua tradição e sua relevância no campo progressista brasileiro não combinam com decisões precipitadas nem com rupturas oportunistas. O governo Lula, por sua vez, continuará enfrentando desafios com ou sem o PDT. Mas a política brasileira, já tão fragmentada e instável, só teria a ganhar se os atores em cena escolhessem o caminho da conciliação.

Porque, no fim, o Brasil precisa menos de demarcação de territórios e mais de construção coletiva. É disso que se trata governar — e, principalmente, fazer oposição com responsabilidade.

ARTIGO – Vitória da Conquista espera o sim de Isaac (Padre Carlos)

 

 

A cidade de Vitória da Conquista vive um momento de expectativa. Mais do que a simples confirmação de um evento, trata-se da reafirmação de uma tradição, de uma identidade cultural e econômica. Nesta quarta-feira (7), espera-se que Isaac da Silva Figueira, presidente da COOPMAC, bata o martelo sobre a realização da Exposição Agropecuária Nacional de Vitória da Conquista. Um anúncio que, se positivo, trará alívio e esperança para produtores, comerciantes e para toda a cadeia que se move em torno dessa grandiosa feira.

Não podemos esquecer que essa expectativa só se mantém viva graças a uma mobilização intensa e plural. A prefeita do município garantiu a contrapartida, cumprindo sua parte com responsabilidade administrativa. O deputado  Fabrício Falcão e outros deputados estaduais destinaram emendas e, mais do que isso, articularam politicamente para viabilizar os recursos. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho, conhecido por sua influência e trânsito em Brasília, foi uma peça-chave ao atuar diretamente junto ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ministro da Casa Civil Rui Costa.

É importante reconhecer também a movimentação de outros deputados da região, que, embora tardiamente, começaram a se pronunciar e a pressionar por soluções. Tudo isso mostra que quando há vontade política e pressão social, as soluções aparecem. Mas cabe a Isaac, nesta quarta-feira, transformar esse esforço coletivo em um anúncio oficial que traga a Exposição de volta ao calendário da cidade.

Que não falte coragem ao presidente da COOPMAC. A cidade espera. O campo precisa. O povo quer.

 

ARTIGO – Vitória da Conquista espera o sim de Isaac (Padre Carlos)

 

 

A cidade de Vitória da Conquista vive um momento de expectativa. Mais do que a simples confirmação de um evento, trata-se da reafirmação de uma tradição, de uma identidade cultural e econômica. Nesta quarta-feira (7), espera-se que Isaac da Silva Figueira, presidente da COOPMAC, bata o martelo sobre a realização da Exposição Agropecuária Nacional de Vitória da Conquista. Um anúncio que, se positivo, trará alívio e esperança para produtores, comerciantes e para toda a cadeia que se move em torno dessa grandiosa feira.

Não podemos esquecer que essa expectativa só se mantém viva graças a uma mobilização intensa e plural. A prefeita do município garantiu a contrapartida, cumprindo sua parte com responsabilidade administrativa. O deputado  Fabrício Falcão e outros deputados estaduais destinaram emendas e, mais do que isso, articularam politicamente para viabilizar os recursos. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho, conhecido por sua influência e trânsito em Brasília, foi uma peça-chave ao atuar diretamente junto ao governador Jerônimo Rodrigues e ao ministro da Casa Civil Rui Costa.

É importante reconhecer também a movimentação de outros deputados da região, que, embora tardiamente, começaram a se pronunciar e a pressionar por soluções. Tudo isso mostra que quando há vontade política e pressão social, as soluções aparecem. Mas cabe a Isaac, nesta quarta-feira, transformar esse esforço coletivo em um anúncio oficial que traga a Exposição de volta ao calendário da cidade.

Que não falte coragem ao presidente da COOPMAC. A cidade espera. O campo precisa. O povo quer.

 

ARTIGO – A incoerência partidária e o prejuízo à população

 

(Padre Carlos)

Hoje estava pensando como o mundo dá voltas. Lembro que alguns vereadores da oposição aqui de Vitória da Conquista votaram contra o empréstimo de R$ 160 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil) junto ao FINISA III, destinado a obras de infraestrutura e saneamento. Curiosamente, esses mesmos parlamentares permanecem em silêncio diante dos sucessivos pedidos de empréstimos feitos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já somam mais de R$ 6 bilhões em 16 meses de gestão, com diversos projetos aprovados pela Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto escrevia este artigo, mais um pedido de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estava sendo realizado, dessa vez no valor de R$ 600 milhões, foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta terça-feira (6). Esse é o 16º empréstimo pedido pelo governador a ser autorizado pela Casa.

Será que, se Jerônimo fosse prefeito de Vitória da Conquista, sua bancada votaria favoravelmente a uma quantidade semelhante de empréstimos? A discrepância nas posturas revela que interesses partidários frequentemente se sobrepõem às necessidades da população. A política, nesse contexto, torna-se um palco para disputas eleitorais, onde o mérito das propostas é eclipsado pela busca de capital político.

É imperativo que a sociedade exija coerência e transparência de seus representantes, independentemente de filiações partidárias. Empréstimos públicos devem ser avaliados com base em sua viabilidade, impacto social e responsabilidade fiscal, não em conveniências políticas.

A construção de uma cultura política mais ética e comprometida com o bem comum depende da vigilância e participação ativa dos cidadãos. Somente assim será possível transformar a política em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, livre de hipocrisias e alinhado aos interesses da coletividade.

ARTIGO – A incoerência partidária e o prejuízo à população

 

(Padre Carlos)

Hoje estava pensando como o mundo dá voltas. Lembro que alguns vereadores da oposição aqui de Vitória da Conquista votaram contra o empréstimo de R$ 160 milhões solicitado pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil) junto ao FINISA III, destinado a obras de infraestrutura e saneamento. Curiosamente, esses mesmos parlamentares permanecem em silêncio diante dos sucessivos pedidos de empréstimos feitos pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já somam mais de R$ 6 bilhões em 16 meses de gestão, com diversos projetos aprovados pela Assembleia Legislativa da Bahia. Enquanto escrevia este artigo, mais um pedido de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estava sendo realizado, dessa vez no valor de R$ 600 milhões, foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta terça-feira (6). Esse é o 16º empréstimo pedido pelo governador a ser autorizado pela Casa.

Será que, se Jerônimo fosse prefeito de Vitória da Conquista, sua bancada votaria favoravelmente a uma quantidade semelhante de empréstimos? A discrepância nas posturas revela que interesses partidários frequentemente se sobrepõem às necessidades da população. A política, nesse contexto, torna-se um palco para disputas eleitorais, onde o mérito das propostas é eclipsado pela busca de capital político.

É imperativo que a sociedade exija coerência e transparência de seus representantes, independentemente de filiações partidárias. Empréstimos públicos devem ser avaliados com base em sua viabilidade, impacto social e responsabilidade fiscal, não em conveniências políticas.

A construção de uma cultura política mais ética e comprometida com o bem comum depende da vigilância e participação ativa dos cidadãos. Somente assim será possível transformar a política em um verdadeiro instrumento de desenvolvimento social, livre de hipocrisias e alinhado aos interesses da coletividade.

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Governo Lula avalia usar verba pública para devolver desconto irregular do INSS

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/governo-estuda-usar-dinheiro-publico-e-pagar-de-uma-so-vez-valor-descontado-de-aposentados-do-inss.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Com catolicismo em alta no mundo, Igreja escolhe novo papa

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-com-catolicismo-em-alta-no-mundo-igreja-escolhe-novo-papa/?srsltid=AfmBOop2CAaCM_RviFnlcWnNNBaevhAxbpdNh92wRlbwmaEFnKXP0cZ2

 

Valor Econômico (SP)
Com crescimento mais forte, informalidade do trabalho cai ao menor nível desde a pandemia

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/11/10/trabalho-informal-bate-recorde-e-deve-continuar-a-crescer.ghtml

 

O Globo (RJ)
Conclave mais global da História, busca Papa à feição de Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/07/com-18-novos-paises-representados-conclave-que-elegera-novo-papa-tera-vozes-de-uma-igreja-as-margens-do-eixo-europeu.ghtml

 

O Dia (RJ)
DESCONTOS INDEVIDOS
Beneficiários do INSS terão dinheiro devolvido em conta

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7051153-ressarcimento-de-aposentados-e-pensionistas-sera-feito-via-beneficio-diz-presidente-do-inss.html

 

Correio Braziliense
O mundo à espera do novo papa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/05/7138477-quando-sai-o-novo-papa-quem-sao-os-favoritos-ele-pode-ser-brasileiro-em-6-pontos-tudo-sobre-o-conclave-no-vaticano.html

 

Estado de Minas
A SUCESSÃO DE FRANCISCO
Habemus papam?

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7117604-conclave-como-a-igreja-escolhe-o-sucessor-de-papa-francisco.html

 

Zero Hora (RS)
Agricultores familiares terão até R$ 30 mil para recuperação pós-enchente

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/gisele-loeblein/noticia/2025/05/conviver-com-as-mudancas-climaticas-no-campo-exige-preparacao-e-investimentos-cmacztnu600th014ubly39v2w.html

 

Diário de Pernambuco
No foco da crise do INSS, PDT sai da base de Lula na Câmara

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/05/lider-do-pdt-anuncia-saida-da-bancada-aliada-do-governo-lula-na-camara.html

 

A Tarde (BA)
Conclave começa sem favorito claro à sucessão de Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude no INSS: empresário e advogada investigados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/fraude-no-inss-quem-sao-empresario-e-advogada-investigados-por-liderar-esquema-bilionario-no-ceara-1.3646928

 

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta quarta-feira

 

 

Da Redação
Publicado em 7 de maio de 2025

 

 

Folha de S.Paulo
Governo Lula avalia usar verba pública para devolver desconto irregular do INSS

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/05/governo-estuda-usar-dinheiro-publico-e-pagar-de-uma-so-vez-valor-descontado-de-aposentados-do-inss.shtml

 

O Estado de S. Paulo
Com catolicismo em alta no mundo, Igreja escolhe novo papa

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-com-catolicismo-em-alta-no-mundo-igreja-escolhe-novo-papa/?srsltid=AfmBOop2CAaCM_RviFnlcWnNNBaevhAxbpdNh92wRlbwmaEFnKXP0cZ2

 

Valor Econômico (SP)
Com crescimento mais forte, informalidade do trabalho cai ao menor nível desde a pandemia

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/11/10/trabalho-informal-bate-recorde-e-deve-continuar-a-crescer.ghtml

 

O Globo (RJ)
Conclave mais global da História, busca Papa à feição de Francisco

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/05/07/com-18-novos-paises-representados-conclave-que-elegera-novo-papa-tera-vozes-de-uma-igreja-as-margens-do-eixo-europeu.ghtml

 

O Dia (RJ)
DESCONTOS INDEVIDOS
Beneficiários do INSS terão dinheiro devolvido em conta

https://odia.ig.com.br/economia/2025/05/7051153-ressarcimento-de-aposentados-e-pensionistas-sera-feito-via-beneficio-diz-presidente-do-inss.html

 

Correio Braziliense
O mundo à espera do novo papa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/05/7138477-quando-sai-o-novo-papa-quem-sao-os-favoritos-ele-pode-ser-brasileiro-em-6-pontos-tudo-sobre-o-conclave-no-vaticano.html

 

Estado de Minas
A SUCESSÃO DE FRANCISCO
Habemus papam?

https://www.em.com.br/internacional/2025/04/7117604-conclave-como-a-igreja-escolhe-o-sucessor-de-papa-francisco.html

 

Zero Hora (RS)
Agricultores familiares terão até R$ 30 mil para recuperação pós-enchente

https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/gisele-loeblein/noticia/2025/05/conviver-com-as-mudancas-climaticas-no-campo-exige-preparacao-e-investimentos-cmacztnu600th014ubly39v2w.html

 

Diário de Pernambuco
No foco da crise do INSS, PDT sai da base de Lula na Câmara

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/05/lider-do-pdt-anuncia-saida-da-bancada-aliada-do-governo-lula-na-camara.html

 

A Tarde (BA)
Conclave começa sem favorito claro à sucessão de Francisco

https://atarde.com.br/?d=1

 

Diário do Nordeste (CE)
Fraude no INSS: empresário e advogada investigados

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/seguranca/fraude-no-inss-quem-sao-empresario-e-advogada-investigados-por-liderar-esquema-bilionario-no-ceara-1.3646928

 

 

Secretaria de mobilidade urbana inicia implantação de binário nas Ruas são Borja e caxias do sul, no bairro Patagônia

Nesta terça-feira (6), a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), começou a implantar um binário no bairro Patagônia, entre as avenidas Frei Benjamin e Paramirim, com o objetivo de trazer fluidez ao trânsito e mais segurança aos motoristas e pedestres. Agora, no sentido leste-oeste, a Rua São Borja passa a ser via de mão única e, no sentido oeste-leste, a via de mão única é a Caxias do Sul.

Durante 15 dias, assim que a sinalização vertical e horizontal for finalizada, a equipe operacional do Simtrans estará presente no local para realizar o monitoramento e o trabalho educativo.

Confira o mapa abaixo:

 

Secretaria de mobilidade urbana inicia implantação de binário nas Ruas são Borja e caxias do sul, no bairro Patagônia

Nesta terça-feira (6), a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), começou a implantar um binário no bairro Patagônia, entre as avenidas Frei Benjamin e Paramirim, com o objetivo de trazer fluidez ao trânsito e mais segurança aos motoristas e pedestres. Agora, no sentido leste-oeste, a Rua São Borja passa a ser via de mão única e, no sentido oeste-leste, a via de mão única é a Caxias do Sul.

Durante 15 dias, assim que a sinalização vertical e horizontal for finalizada, a equipe operacional do Simtrans estará presente no local para realizar o monitoramento e o trabalho educativo.

Confira o mapa abaixo:

 

Artigo de opinião: O que move o seu voto? Um olhar para além das urnas do conclave

 

 

Em tempos de conclave, quando os olhos do mundo se voltam para a Capela Sistina e suas chaminés, emerge uma pergunta crucial que ultrapassa o universo eclesial e penetra o âmago de qualquer processo eleitoral: o que move o seu voto? É o interesse pessoal? A simpatia por determinada figura? Ou, no caso da Igreja, o bem da própria Igreja e, em última instância, da humanidade?

Dom Raymundo, com sua longa experiência, nos oferece uma chave de leitura reveladora. Ele lembra que, no primeiro escrutínio, os votos costumam ser dispersos, quase como uma homenagem simbólica a certos cardeais. A partir daí, o processo ganha seriedade, e os nomes mais fortes começam a concentrar os votos. Essa dinâmica, curiosamente, ecoa eleições fora do conclave: muitas vezes começamos divididos entre afinidades e simpatias, até que o momento decisivo exige um olhar mais profundo sobre o que realmente importa.

O grande desafio, porém, está no discernimento entre vaidade e vocação. Dom Raymundo é taxativo: “Quem quer ser papa é porque não tem consciência da missão.” Em outras palavras, quem se apresenta motivado pela vaidade já carrega um sinal de desqualificação. Isso nos leva a refletir não apenas sobre quem vota, mas também sobre quem se coloca como candidato — seja num conclave ou numa eleição civil.

No fundo, o voto responsável nasce do reconhecimento de que cada decisão carrega um peso coletivo. O que está em jogo não é apenas a afinidade pessoal, mas o bem maior — o bem da Igreja, no caso do conclave, e o bem comum, no caso das sociedades democráticas. O voto movido apenas por interesses pessoais, por revanche política ou por sedução midiática corre o risco de trair o propósito da escolha.

Ao trazer à tona sua curiosidade pelo filme “Conclave”, Dom Raymundo mostra outro aspecto humano e interessante: o fascínio popular pelos bastidores do poder. A ficção tende a reforçar a imagem do conclave como um palco de intrigas e manobras, mas talvez o que realmente devesse nos fascinar fosse o drama íntimo e espiritual daqueles homens confinados no Vaticano, chamados a decidir não com base em preferências, mas em discernimento.

Assim, a pergunta que paira sobre o conclave também serve para todos nós, cidadãos do mundo: o que move o seu voto? Antes de apertarmos o botão da urna — ou, no caso do conclave, de depositar o nome na cédula — deveríamos nos perguntar: isso serve ao bem maior? Ou serve apenas ao meu gosto pessoal?

O bem da Igreja e da humanidade não é uma abstração. Ele passa pela escolha de líderes capazes de servir, e não de se servir do poder. Num mundo cada vez mais polarizado e superficial, essa reflexão vale ouro — seja no Vaticano, no Congresso ou nas prefeituras mundo afora.

Talvez, no fim, a sabedoria do conclave seja também uma lição para todos nós: votar não é escolher quem mais nos agrada, mas quem mais se aproxima do bem comum. É preciso lembrar disso antes que a fumaça branca — ou os resultados das urnas — nos surpreendam.

Artigo de opinião: O que move o seu voto? Um olhar para além das urnas do conclave

 

 

Em tempos de conclave, quando os olhos do mundo se voltam para a Capela Sistina e suas chaminés, emerge uma pergunta crucial que ultrapassa o universo eclesial e penetra o âmago de qualquer processo eleitoral: o que move o seu voto? É o interesse pessoal? A simpatia por determinada figura? Ou, no caso da Igreja, o bem da própria Igreja e, em última instância, da humanidade?

Dom Raymundo, com sua longa experiência, nos oferece uma chave de leitura reveladora. Ele lembra que, no primeiro escrutínio, os votos costumam ser dispersos, quase como uma homenagem simbólica a certos cardeais. A partir daí, o processo ganha seriedade, e os nomes mais fortes começam a concentrar os votos. Essa dinâmica, curiosamente, ecoa eleições fora do conclave: muitas vezes começamos divididos entre afinidades e simpatias, até que o momento decisivo exige um olhar mais profundo sobre o que realmente importa.

O grande desafio, porém, está no discernimento entre vaidade e vocação. Dom Raymundo é taxativo: “Quem quer ser papa é porque não tem consciência da missão.” Em outras palavras, quem se apresenta motivado pela vaidade já carrega um sinal de desqualificação. Isso nos leva a refletir não apenas sobre quem vota, mas também sobre quem se coloca como candidato — seja num conclave ou numa eleição civil.

No fundo, o voto responsável nasce do reconhecimento de que cada decisão carrega um peso coletivo. O que está em jogo não é apenas a afinidade pessoal, mas o bem maior — o bem da Igreja, no caso do conclave, e o bem comum, no caso das sociedades democráticas. O voto movido apenas por interesses pessoais, por revanche política ou por sedução midiática corre o risco de trair o propósito da escolha.

Ao trazer à tona sua curiosidade pelo filme “Conclave”, Dom Raymundo mostra outro aspecto humano e interessante: o fascínio popular pelos bastidores do poder. A ficção tende a reforçar a imagem do conclave como um palco de intrigas e manobras, mas talvez o que realmente devesse nos fascinar fosse o drama íntimo e espiritual daqueles homens confinados no Vaticano, chamados a decidir não com base em preferências, mas em discernimento.

Assim, a pergunta que paira sobre o conclave também serve para todos nós, cidadãos do mundo: o que move o seu voto? Antes de apertarmos o botão da urna — ou, no caso do conclave, de depositar o nome na cédula — deveríamos nos perguntar: isso serve ao bem maior? Ou serve apenas ao meu gosto pessoal?

O bem da Igreja e da humanidade não é uma abstração. Ele passa pela escolha de líderes capazes de servir, e não de se servir do poder. Num mundo cada vez mais polarizado e superficial, essa reflexão vale ouro — seja no Vaticano, no Congresso ou nas prefeituras mundo afora.

Talvez, no fim, a sabedoria do conclave seja também uma lição para todos nós: votar não é escolher quem mais nos agrada, mas quem mais se aproxima do bem comum. É preciso lembrar disso antes que a fumaça branca — ou os resultados das urnas — nos surpreendam.