Política e Resenha

Prefeita Sheila e Vereador Luciano Gomes inauguram quadra poliesportiva no povoado de São Joaquim do Pradoso

Nesta quarta-feira, 30 de abril, às 15h, a prefeita Sheila, ao lado do vereador Luciano Gomes, realizará a inauguração da nova quadra poliesportiva no povoado de São Joaquim do Pradoso.

A obra é fruto de recursos do FINISA 2 e teve como base a indicação do vereador Luciano Gomes, em parceria com a importante liderança da região, Edmundo da Gameleira.

A nova quadra representa um avanço significativo para o esporte e lazer da comunidade, oferecendo mais estrutura para a prática esportiva e a convivência social no povoado.

Toda a população da região está convidada para participar desse grande momento de entrega e celebração!

Prefeita Sheila e Vereador Luciano Gomes inauguram quadra poliesportiva no povoado de São Joaquim do Pradoso

Nesta quarta-feira, 30 de abril, às 15h, a prefeita Sheila, ao lado do vereador Luciano Gomes, realizará a inauguração da nova quadra poliesportiva no povoado de São Joaquim do Pradoso.

A obra é fruto de recursos do FINISA 2 e teve como base a indicação do vereador Luciano Gomes, em parceria com a importante liderança da região, Edmundo da Gameleira.

A nova quadra representa um avanço significativo para o esporte e lazer da comunidade, oferecendo mais estrutura para a prática esportiva e a convivência social no povoado.

Toda a população da região está convidada para participar desse grande momento de entrega e celebração!

ARTIGO – VCA Construtora: As Marcas do “Dia Único” Um Mês Depois

 

Por Padre Carlos

 

Um mês depois do “Dia Único”, promovido pela VCA Construtora, Vitória da Conquista ainda sente os ecos de um evento que rompeu os limites do setor imobiliário para se firmar como fenômeno econômico, cultural e social. E agora, com a confirmação de uma nova edição para setembro, cabe-nos refletir sobre os sentidos mais profundos desse tipo de iniciativa empresarial e sua força mobilizadora em nossa cidade.

No final de março, mais de 4 mil pessoas passaram pelo Centro de Convenções Divaldo Franco, num encontro que uniu corretores, investidores, lideranças comerciais e equipes de vendas. Mas foi muito mais que uma convenção empresarial. O lançamento da nova fase do UNI Residencial — agora em dez cidades do Brasil — mostrou que Vitória da Conquista não está mais apenas no mapa dos grandes empreendimentos: ela se tornou plataforma de expansão.

Mas o Dia Único não parou aí. Na Arena Miraflores, cerca de 15 mil pessoas foram ao show de Matheus e Kauan, transformando o que era um evento corporativo em um acontecimento cultural de massa. E isso não é irrelevante. Porque o capital pode ser frio, mas quando se envolve com as emoções populares, ele passa a operar também como agente simbólico — gerando pertencimento, identidade, autoestima urbana.

Esse modelo, onde o privado ativa o público, merece ser observado com atenção. Movimentou hotéis, restaurantes, salões, gráficas, agências, e uma cadeia inteira de serviços. O “Dia Único” virou “dias de impacto” na economia local.

Contudo, é preciso ir além da euforia. A pergunta que fica é: que tipo de cidade queremos construir com eventos assim? Se a resposta incluir desenvolvimento com inclusão, formação técnica, sustentabilidade urbana e acesso à moradia de qualidade, então que venham muitos outros Dias Únicos. Mas sempre com o compromisso de não apenas vender imóveis, e sim construir cidades melhores.

Em setembro, a promessa é de uma edição ainda maior. E cabe à sociedade civil, à imprensa e aos gestores públicos acompanhar, cobrar e colaborar para que essa grandeza também se converta em justiça urbana, participação cidadã e legado coletivo.

ARTIGO – VCA Construtora: As Marcas do “Dia Único” Um Mês Depois

 

Por Padre Carlos

 

Um mês depois do “Dia Único”, promovido pela VCA Construtora, Vitória da Conquista ainda sente os ecos de um evento que rompeu os limites do setor imobiliário para se firmar como fenômeno econômico, cultural e social. E agora, com a confirmação de uma nova edição para setembro, cabe-nos refletir sobre os sentidos mais profundos desse tipo de iniciativa empresarial e sua força mobilizadora em nossa cidade.

No final de março, mais de 4 mil pessoas passaram pelo Centro de Convenções Divaldo Franco, num encontro que uniu corretores, investidores, lideranças comerciais e equipes de vendas. Mas foi muito mais que uma convenção empresarial. O lançamento da nova fase do UNI Residencial — agora em dez cidades do Brasil — mostrou que Vitória da Conquista não está mais apenas no mapa dos grandes empreendimentos: ela se tornou plataforma de expansão.

Mas o Dia Único não parou aí. Na Arena Miraflores, cerca de 15 mil pessoas foram ao show de Matheus e Kauan, transformando o que era um evento corporativo em um acontecimento cultural de massa. E isso não é irrelevante. Porque o capital pode ser frio, mas quando se envolve com as emoções populares, ele passa a operar também como agente simbólico — gerando pertencimento, identidade, autoestima urbana.

Esse modelo, onde o privado ativa o público, merece ser observado com atenção. Movimentou hotéis, restaurantes, salões, gráficas, agências, e uma cadeia inteira de serviços. O “Dia Único” virou “dias de impacto” na economia local.

Contudo, é preciso ir além da euforia. A pergunta que fica é: que tipo de cidade queremos construir com eventos assim? Se a resposta incluir desenvolvimento com inclusão, formação técnica, sustentabilidade urbana e acesso à moradia de qualidade, então que venham muitos outros Dias Únicos. Mas sempre com o compromisso de não apenas vender imóveis, e sim construir cidades melhores.

Em setembro, a promessa é de uma edição ainda maior. E cabe à sociedade civil, à imprensa e aos gestores públicos acompanhar, cobrar e colaborar para que essa grandeza também se converta em justiça urbana, participação cidadã e legado coletivo.

Audiência Pública da nova concessionária da Rio-Bahia em Vitória da Conquista

 

 

Em um passo decisivo para a modernização da malha rodoviária baiana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, em Vitória da Conquista, na próxima quinta-feira, 8 de maio de 2025, às 14h, no Sidcomercio (Av. 10 de Novembro, 720, ao lado do SENAC), a audiência pública que apresentará o edital da nova concessão da rodovia BR-116/324/BA, conhecida como “Rota 2 de Julho” ou “Rio-Bahia” Agência iNFRAdsvc.com.br. A medida integra o processo de substituição da ViaBahia, cujo contrato atual se encerra em 15 de maio de 2025 Serviços e Informações do BrasilAgência Gov, e visa colher contribuições da sociedade para a nova modelagem.

Contexto da Concessão

O trecho em debate soma 663 km, conectando Salvador a Feira de Santana e estendendo-se até a divisa com Minas Gerais, passando por Vitória da Conquista Serviços e Informações do Brasil. A proposta preliminar, construída a partir de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Infra S.A., prevê investimentos totais de R$ 15,7 bilhões em capex e R$ 8 bilhões em opex, incluindo duplicação de 355 km, implantação de 237 km de faixas adicionais, vias marginais, passarelas e dispositivos de interseção Agência iNFRA.

A urgência na renovação se explica pelo histórico crítico da ViaBahia: considerada “a pior concessão da história do Brasil” pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, a gestão pública teve diversas falhas contratuais e deixou a população local insatisfeita Poder360Correio Bahia. O governo federal já sinalizou aporte de R$ 10 bilhões antes do leilão, previsto para o final de 2025, com melhoria emergencial do pavimento A TARDEBahia Economica.

Principais Pautas da Audiência

  1. Apresentação do Edital: detalhamento dos prazos, metas de duplicação e indicadores de desempenho.
  2. Regras de Compartilhamento de Risco: novo modelo financeiro que prevê previsibilidade jurídica e taxa de retorno ajustada ao projeto Agência iNFRABahia Economica.
  3. Meio Ambiente e Segurança: passagens de fauna, cobertura de telefonia móvel, sinalização e dispositivos de travessia de pedestres.
  4. Participação Social: prazos para envio de sugestões escritas entre 15 de abril e 29 de maio de 2025, via Sistema ParticipANTT Agência iNFRAServiços e Informações do Brasil.

Importância para Vitória da Conquista

Como polo logístico e de comércio no Sudoeste baiano, Vitória da Conquista depende da eficiência da BR-116/324 para escoar produção agrícola e abastecimento comercial, além de garantir fluidez no transporte de passageiros dsvc.com.br. A nova concessão promete reduzir custos logísticos, ampliar segurança viária e gerar emprego local por meio de obras de infraestrutura.

Como Participar

Interessados devem comparecer ao Sidcomercio em 8 de maio de 2025, às 14h, para debates presenciais. A sessão será registrada e disponibilizada posteriormente no canal da ANTT no YouTube. Contribuições formais também podem ser encaminhadas eletronicamente até 29 de maio pelo site do ParticipANTT Agência iNFRAServiços e Informações do Brasil. Sua presença é fundamental para influenciar as condições da nova concessão e assegurar que o projeto reflita as necessidades reais dos usuários.

José Maria Caires – DUPLICA SUDOESTE convida: sua voz fortalece a rodovia do futuro.

 

Audiência Pública da nova concessionária da Rio-Bahia em Vitória da Conquista

 

 

Em um passo decisivo para a modernização da malha rodoviária baiana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará, em Vitória da Conquista, na próxima quinta-feira, 8 de maio de 2025, às 14h, no Sidcomercio (Av. 10 de Novembro, 720, ao lado do SENAC), a audiência pública que apresentará o edital da nova concessão da rodovia BR-116/324/BA, conhecida como “Rota 2 de Julho” ou “Rio-Bahia” Agência iNFRAdsvc.com.br. A medida integra o processo de substituição da ViaBahia, cujo contrato atual se encerra em 15 de maio de 2025 Serviços e Informações do BrasilAgência Gov, e visa colher contribuições da sociedade para a nova modelagem.

Contexto da Concessão

O trecho em debate soma 663 km, conectando Salvador a Feira de Santana e estendendo-se até a divisa com Minas Gerais, passando por Vitória da Conquista Serviços e Informações do Brasil. A proposta preliminar, construída a partir de Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Infra S.A., prevê investimentos totais de R$ 15,7 bilhões em capex e R$ 8 bilhões em opex, incluindo duplicação de 355 km, implantação de 237 km de faixas adicionais, vias marginais, passarelas e dispositivos de interseção Agência iNFRA.

A urgência na renovação se explica pelo histórico crítico da ViaBahia: considerada “a pior concessão da história do Brasil” pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, a gestão pública teve diversas falhas contratuais e deixou a população local insatisfeita Poder360Correio Bahia. O governo federal já sinalizou aporte de R$ 10 bilhões antes do leilão, previsto para o final de 2025, com melhoria emergencial do pavimento A TARDEBahia Economica.

Principais Pautas da Audiência

  1. Apresentação do Edital: detalhamento dos prazos, metas de duplicação e indicadores de desempenho.
  2. Regras de Compartilhamento de Risco: novo modelo financeiro que prevê previsibilidade jurídica e taxa de retorno ajustada ao projeto Agência iNFRABahia Economica.
  3. Meio Ambiente e Segurança: passagens de fauna, cobertura de telefonia móvel, sinalização e dispositivos de travessia de pedestres.
  4. Participação Social: prazos para envio de sugestões escritas entre 15 de abril e 29 de maio de 2025, via Sistema ParticipANTT Agência iNFRAServiços e Informações do Brasil.

Importância para Vitória da Conquista

Como polo logístico e de comércio no Sudoeste baiano, Vitória da Conquista depende da eficiência da BR-116/324 para escoar produção agrícola e abastecimento comercial, além de garantir fluidez no transporte de passageiros dsvc.com.br. A nova concessão promete reduzir custos logísticos, ampliar segurança viária e gerar emprego local por meio de obras de infraestrutura.

Como Participar

Interessados devem comparecer ao Sidcomercio em 8 de maio de 2025, às 14h, para debates presenciais. A sessão será registrada e disponibilizada posteriormente no canal da ANTT no YouTube. Contribuições formais também podem ser encaminhadas eletronicamente até 29 de maio pelo site do ParticipANTT Agência iNFRAServiços e Informações do Brasil. Sua presença é fundamental para influenciar as condições da nova concessão e assegurar que o projeto reflita as necessidades reais dos usuários.

José Maria Caires – DUPLICA SUDOESTE convida: sua voz fortalece a rodovia do futuro.

 

ARTIGO – Entre Novelas e Poder: A história não contada da Globo

 

 

(Padre Carlos)

A Rede Globo despontou como a grande protagonista da televisão brasileira graças a um capital substancial que veio de um acordo com a Time-Life em 1962, que aportou seis milhões de dólares — negociação que feriu a Constituição da época ao permitir participação estrangeira no capital de uma emissora nacional. Desde o início, essa parceria abriu caminho para a consolidação de um império midiático que mesclava glamour televisivo com relações discretas junto ao poder.

Mesmo antes de estrear seus primeiros cenários, o grupo editorial endossou o golpe de 1964 sem reservas, saudando a deposição de João Goulart como um “ressurgimento da ordem” e alinhando-se aos militares em editoriais favoráveis à intervenção. Esse compromisso antecipou uma longa fase de silêncio sobre tortura e repressão, enquanto as vozes dissidentes eram censuradas ou simplesmente omitidas dos noticiários.

No ápice dos anos de chumbo, não bastasse o silêncio, a emissora chegou a veicular propaganda elogiosa ao AI-5 e reforçar, em manchetes e boletins, o discurso oficial que restringia liberdades individuais — uma cumplicidade que se estendeu à edificação de um imaginário nacional acrítico.

Com a sociedade pedindo passagem, o movimento das Diretas Já em 1984 encontrou uma cobertura tímida e muitas vezes descompassada com a intensidade das ruas, diminuindo a relevância dos protestos por eleições diretas e jogando as imagens dos comícios no espaço reduzido do fundo do jornal. Somente anos depois, num raro mea-culpa, a Globo admitiu que aquele silêncio foi “um erro” na transição democrática.

Em 1989, a emissora exercitou seu poder de moldar narrativas ao editar trechos do debate entre Fernando Collor e Lula, privilegiando o então candidato vitorioso e deixando o petista em desvantagem — episódio que a própria direção reconheceu ter sido desequilibrado.

Já na turbulenta fase do impeachment de Dilma Rousseff, críticas apontaram parcialidade na abordagem jornalística, acusando a Globo de reforçar o discurso pró-parlamentar contra a presidente e minimizar vozes contrárias ao afastamento.

O casamento entre a emissora e a Lava Jato escancarou uma aliança de conveniência: vazamentos seletivos, cascatas de supostas delações e um elogio constante ao juiz Sergio Moro compuseram uma cobertura que muitos classificaram como força-tarefa de marketing jurídico.

Enquanto isso, a Rede Globo consolidava seu domínio no mercado de TV aberta, com o Cade investigando possíveis práticas monopolistas e críticos apontando a concentração de concessões que inibe concorrentes e centraliza a narrativa em poucas mãos

Diante de tantas passagens em que a emissora preferiu a estabilidade do poder à solidez da crítica, conclama-se o público a buscar pluralidade e questionar o enredo único. Afinal, uma democracia saudável exige múltiplas vozes, não apenas aquela que se encarrega do “plim-plim” das noites nacionais.

 

ARTIGO – Entre Novelas e Poder: A história não contada da Globo

 

 

(Padre Carlos)

A Rede Globo despontou como a grande protagonista da televisão brasileira graças a um capital substancial que veio de um acordo com a Time-Life em 1962, que aportou seis milhões de dólares — negociação que feriu a Constituição da época ao permitir participação estrangeira no capital de uma emissora nacional. Desde o início, essa parceria abriu caminho para a consolidação de um império midiático que mesclava glamour televisivo com relações discretas junto ao poder.

Mesmo antes de estrear seus primeiros cenários, o grupo editorial endossou o golpe de 1964 sem reservas, saudando a deposição de João Goulart como um “ressurgimento da ordem” e alinhando-se aos militares em editoriais favoráveis à intervenção. Esse compromisso antecipou uma longa fase de silêncio sobre tortura e repressão, enquanto as vozes dissidentes eram censuradas ou simplesmente omitidas dos noticiários.

No ápice dos anos de chumbo, não bastasse o silêncio, a emissora chegou a veicular propaganda elogiosa ao AI-5 e reforçar, em manchetes e boletins, o discurso oficial que restringia liberdades individuais — uma cumplicidade que se estendeu à edificação de um imaginário nacional acrítico.

Com a sociedade pedindo passagem, o movimento das Diretas Já em 1984 encontrou uma cobertura tímida e muitas vezes descompassada com a intensidade das ruas, diminuindo a relevância dos protestos por eleições diretas e jogando as imagens dos comícios no espaço reduzido do fundo do jornal. Somente anos depois, num raro mea-culpa, a Globo admitiu que aquele silêncio foi “um erro” na transição democrática.

Em 1989, a emissora exercitou seu poder de moldar narrativas ao editar trechos do debate entre Fernando Collor e Lula, privilegiando o então candidato vitorioso e deixando o petista em desvantagem — episódio que a própria direção reconheceu ter sido desequilibrado.

Já na turbulenta fase do impeachment de Dilma Rousseff, críticas apontaram parcialidade na abordagem jornalística, acusando a Globo de reforçar o discurso pró-parlamentar contra a presidente e minimizar vozes contrárias ao afastamento.

O casamento entre a emissora e a Lava Jato escancarou uma aliança de conveniência: vazamentos seletivos, cascatas de supostas delações e um elogio constante ao juiz Sergio Moro compuseram uma cobertura que muitos classificaram como força-tarefa de marketing jurídico.

Enquanto isso, a Rede Globo consolidava seu domínio no mercado de TV aberta, com o Cade investigando possíveis práticas monopolistas e críticos apontando a concentração de concessões que inibe concorrentes e centraliza a narrativa em poucas mãos

Diante de tantas passagens em que a emissora preferiu a estabilidade do poder à solidez da crítica, conclama-se o público a buscar pluralidade e questionar o enredo único. Afinal, uma democracia saudável exige múltiplas vozes, não apenas aquela que se encarrega do “plim-plim” das noites nacionais.

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta terça-feira

 

 

 

Da Redação
Publicado em 29 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Congresso e Supremo acertam lei para amenizar penas do 8/1

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/04/senado-e-stf-acertam-lei-para-soltar-presos-do-81-e-aumentar-penas-de-lideres-que-tentarem-golpe.shtml

 

O Estado de S. Paulo
PF investiga repasses fracionados de entidades que teriam fraudado INSS

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-pf-investiga-repasses-fracionados-de-entidade-que-teria-fraudado-inss/?srsltid=AfmBOooECq8FWtaOKLzIr2ep4xUP_Pqcudg9apH8Ra1QBKmHJwVHgWZX

 

Valor Econômico (SP)
Alta da Selic leva empresas a pagarem R$ 126 bi a mais em juros até 2030

https://valor.globo.com/impresso/20250429/

 

O Globo (RJ)
Operador de fraude no INSS repassou dinheiro a diretores do órgão, aponta PF

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/04/28/fraude-no-inss-pf-aponta-repasses-carro-de-luxo-a-integrantes-do-instituto.ghtml

 

O Dia (RJ)
Mercado de trabalho do Rio lança mais de 5 mil vagas

https://odia.ig.com.br/economia/empregos-e-negocios/2025/04/7046361-rio-comeca-a-semana-com-mais-de-5-mil-vagas-de-emprego-e-estagio.html

 

Correio Braziliense
Apagão provoca medo e caos em países da Europa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/04/7128325-as-fake-news-sobre-o-apagao-na-europa-e-o-que-e-verdade-sobre-o-blecaute.html

 

Estado de Minas
ENERGIA ELÉTRICA
Sinal amarelo na conta

https://www.em.com.br/economia/2025/04/7128386-impacto-da-bandeira-amarela-e-pequeno-mas-e-alerta-diz-especialista.html

 

Zero Hora (RS)
Leite prevê mais de cinco anos para o RS estar preparado para novas enchentes

https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2025/04/rs-pode-levar-mais-de-cinco-anos-para-estar-pronto-para-novas-cheias-projeta-eduardo-leite-cma13r6r4001w014o80wa13lf.html

 

Diário de Pernambuco
Revisão das penas no 8/1 em negociação em Brasília

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/04/alcolumbre-prepara-projeto-para-reduzir-penas-de-envolvidos-no-8-de-ja.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Congresso e STF articulam lei para reduzir penas do 8/1

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2294&materia=91249

 

A Tarde (BA)
Peixe predador ameaça fauna marinha na Bahia

https://atarde.com.br/bahia/peixe-leao-avanca-na-bahia-e-ameaca-fauna-marinha-local-1316040

 

Diário do Nordeste (CE)
Energia renovável: empresas têm prejuízos de R$ 262 milhões

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/empresas-de-energia-renovavel-no-ceara-acumulam-prejuizos-de-r-262-milhoes-por-cortes-de-geracao-1.3644134

 

Manchetes dos principais jornais nacionais nesta terça-feira

 

 

 

Da Redação
Publicado em 29 de abril de 2025

 

Folha de S.Paulo
Congresso e Supremo acertam lei para amenizar penas do 8/1

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/04/senado-e-stf-acertam-lei-para-soltar-presos-do-81-e-aumentar-penas-de-lideres-que-tentarem-golpe.shtml

 

O Estado de S. Paulo
PF investiga repasses fracionados de entidades que teriam fraudado INSS

https://www.estadao.com.br/brasil/estadao-podcasts/noticia-no-seu-tempo-pf-investiga-repasses-fracionados-de-entidade-que-teria-fraudado-inss/?srsltid=AfmBOooECq8FWtaOKLzIr2ep4xUP_Pqcudg9apH8Ra1QBKmHJwVHgWZX

 

Valor Econômico (SP)
Alta da Selic leva empresas a pagarem R$ 126 bi a mais em juros até 2030

https://valor.globo.com/impresso/20250429/

 

O Globo (RJ)
Operador de fraude no INSS repassou dinheiro a diretores do órgão, aponta PF

https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/04/28/fraude-no-inss-pf-aponta-repasses-carro-de-luxo-a-integrantes-do-instituto.ghtml

 

O Dia (RJ)
Mercado de trabalho do Rio lança mais de 5 mil vagas

https://odia.ig.com.br/economia/empregos-e-negocios/2025/04/7046361-rio-comeca-a-semana-com-mais-de-5-mil-vagas-de-emprego-e-estagio.html

 

Correio Braziliense
Apagão provoca medo e caos em países da Europa

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/04/7128325-as-fake-news-sobre-o-apagao-na-europa-e-o-que-e-verdade-sobre-o-blecaute.html

 

Estado de Minas
ENERGIA ELÉTRICA
Sinal amarelo na conta

https://www.em.com.br/economia/2025/04/7128386-impacto-da-bandeira-amarela-e-pequeno-mas-e-alerta-diz-especialista.html

 

Zero Hora (RS)
Leite prevê mais de cinco anos para o RS estar preparado para novas enchentes

https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2025/04/rs-pode-levar-mais-de-cinco-anos-para-estar-pronto-para-novas-cheias-projeta-eduardo-leite-cma13r6r4001w014o80wa13lf.html

 

Diário de Pernambuco
Revisão das penas no 8/1 em negociação em Brasília

https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/politica/2025/04/alcolumbre-prepara-projeto-para-reduzir-penas-de-envolvidos-no-8-de-ja.html

 

Jornal do Commercio (PE)
Congresso e STF articulam lei para reduzir penas do 8/1

https://digital.jc.uol.com.br/edicao?ed=2294&materia=91249

 

A Tarde (BA)
Peixe predador ameaça fauna marinha na Bahia

https://atarde.com.br/bahia/peixe-leao-avanca-na-bahia-e-ameaca-fauna-marinha-local-1316040

 

Diário do Nordeste (CE)
Energia renovável: empresas têm prejuízos de R$ 262 milhões

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/empresas-de-energia-renovavel-no-ceara-acumulam-prejuizos-de-r-262-milhoes-por-cortes-de-geracao-1.3644134

 

ARTIGO – Feriado Prolongado e Salário Antecipado: O Trabalhador Reconhecido

 

 

(Padre Carlos)

A prefeita de Vitória da Conquista anunciou duas medidas que, somadas, representam um raro momento de valorização concreta do servidor público: o decreto de ponto facultativo no dia 2 de maio e a antecipação do pagamento dos salários para 30 de abril.

O resultado é um feriadão completo e com salário no bolso. Não é pouca coisa num tempo em que o trabalhador brasileiro convive com atrasos salariais, sobrecarga de funções e escassez de reconhecimento. Ao garantir descanso e lazer de forma efetiva — com o pagamento em dia —, a administração municipal acerta duplamente.

O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, não pode ser reduzido a slogans. É uma data de luta, memória e direitos. E ao permitir que o servidor possa usufruí-la com tranquilidade financeira, a Prefeitura sinaliza que compreende minimamente o sentido dessa celebração.

É evidente que um feriado prolongado e salário antecipado não resolvem os muitos problemas que ainda afligem o funcionalismo. Mas não se pode negar que tais medidas ajudam a cultivar um ambiente de maior respeito entre o poder público e seus trabalhadores.

Em tempos de desgaste institucional e distanciamento entre gestão e base, pequenos gestos como esse fazem diferença. O servidor se sente visto. E, quando isso acontece, a cidade inteira ganha.

ARTIGO – Feriado Prolongado e Salário Antecipado: O Trabalhador Reconhecido

 

 

(Padre Carlos)

A prefeita de Vitória da Conquista anunciou duas medidas que, somadas, representam um raro momento de valorização concreta do servidor público: o decreto de ponto facultativo no dia 2 de maio e a antecipação do pagamento dos salários para 30 de abril.

O resultado é um feriadão completo e com salário no bolso. Não é pouca coisa num tempo em que o trabalhador brasileiro convive com atrasos salariais, sobrecarga de funções e escassez de reconhecimento. Ao garantir descanso e lazer de forma efetiva — com o pagamento em dia —, a administração municipal acerta duplamente.

O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, não pode ser reduzido a slogans. É uma data de luta, memória e direitos. E ao permitir que o servidor possa usufruí-la com tranquilidade financeira, a Prefeitura sinaliza que compreende minimamente o sentido dessa celebração.

É evidente que um feriado prolongado e salário antecipado não resolvem os muitos problemas que ainda afligem o funcionalismo. Mas não se pode negar que tais medidas ajudam a cultivar um ambiente de maior respeito entre o poder público e seus trabalhadores.

Em tempos de desgaste institucional e distanciamento entre gestão e base, pequenos gestos como esse fazem diferença. O servidor se sente visto. E, quando isso acontece, a cidade inteira ganha.

ARTIGO – O STF e o constrangimento de votar contra a República

 

 

Por Padre Carlos

Há decisões que pesam como chumbo na consciência nacional — ou ao menos naqueles que ainda se permitem exercitar a consciência. A recente votação de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal contra a manutenção da prisão de Fernando Collor — condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro — é um desses episódios em que a toga se converte em cortina de fumaça. E, como todo bom espetáculo de ilusionismo, o truque é simples: distrair o público para que o essencial escape despercebido.

Gilmar Mendes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Quatro nomes, quatro votos, um mesmo gesto: o de olhar para o abismo e dizer que não o veem. Não importa o teor da denúncia, os 8 anos e 10 meses de pena impostos, o fato de que a condenação alcançou maioria. O que importa, ao que parece, é preservar o privilégio disfarçado de tecnicalidade, é proteger o círculo íntimo do poder com a mão invisível da impunidade.

Collor, é sempre bom lembrar, não é um inocente qualquer surpreendido por um erro judicial. Trata-se de um ex-presidente da República que, após décadas orbitando o centro do poder, acabou condenado no mais alto tribunal do país por crimes graves — e, mesmo assim, encontra guarida nos bastidores de uma Corte que deveria ser, acima de tudo, o altar da responsabilidade institucional.

É evidente que se trata de mais do que uma divergência jurídica. Há, nesse tipo de voto, uma mensagem codificada: a de que a lei, quando aplicada aos poderosos, exige um compasso diferente, uma hesitação respeitosa, uma dubiedade providencial. Em outras palavras, uma caricatura da justiça.

Sim, houve maioria para manter a prisão. Mas isso não alivia o desconforto cívico. Porque, se há algo pior do que um Judiciário que erra em bloco, é um Judiciário que se divide em torno do óbvio, como se o dever de proteger o erário e punir os corruptos fosse matéria opinativa.

Ninguém ignora que o Supremo está submetido a pressões. Mas há uma diferença entre resistir ao ambiente político e render-se a ele. A história do STF tem episódios nobres, mas também páginas vexaminosas — e este episódio, a depender da leitura futura, pode muito bem ocupar as linhas mais envergonhadas de um capítulo recente.

A sociedade brasileira, anestesiada por escândalos sucessivos, talvez já nem se espante mais. Mas deveria. Porque cada voto que relativiza o crime de colarinho branco é também uma autorização tácita para que ele se repita. Cada decisão que poupa os caciques da política é um soco na esperança dos anônimos que ainda acreditam na lei como horizonte civilizatório.

É hora de cobrarmos coerência, transparência e, principalmente, coragem das instituições. O Supremo não pode ser um refúgio de conveniências ou um bunker para os já poderosos. O Brasil merece mais do que isso. Merece juízes que não tenham medo

ARTIGO – O STF e o constrangimento de votar contra a República

 

 

Por Padre Carlos

Há decisões que pesam como chumbo na consciência nacional — ou ao menos naqueles que ainda se permitem exercitar a consciência. A recente votação de quatro ministros do Supremo Tribunal Federal contra a manutenção da prisão de Fernando Collor — condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro — é um desses episódios em que a toga se converte em cortina de fumaça. E, como todo bom espetáculo de ilusionismo, o truque é simples: distrair o público para que o essencial escape despercebido.

Gilmar Mendes, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Quatro nomes, quatro votos, um mesmo gesto: o de olhar para o abismo e dizer que não o veem. Não importa o teor da denúncia, os 8 anos e 10 meses de pena impostos, o fato de que a condenação alcançou maioria. O que importa, ao que parece, é preservar o privilégio disfarçado de tecnicalidade, é proteger o círculo íntimo do poder com a mão invisível da impunidade.

Collor, é sempre bom lembrar, não é um inocente qualquer surpreendido por um erro judicial. Trata-se de um ex-presidente da República que, após décadas orbitando o centro do poder, acabou condenado no mais alto tribunal do país por crimes graves — e, mesmo assim, encontra guarida nos bastidores de uma Corte que deveria ser, acima de tudo, o altar da responsabilidade institucional.

É evidente que se trata de mais do que uma divergência jurídica. Há, nesse tipo de voto, uma mensagem codificada: a de que a lei, quando aplicada aos poderosos, exige um compasso diferente, uma hesitação respeitosa, uma dubiedade providencial. Em outras palavras, uma caricatura da justiça.

Sim, houve maioria para manter a prisão. Mas isso não alivia o desconforto cívico. Porque, se há algo pior do que um Judiciário que erra em bloco, é um Judiciário que se divide em torno do óbvio, como se o dever de proteger o erário e punir os corruptos fosse matéria opinativa.

Ninguém ignora que o Supremo está submetido a pressões. Mas há uma diferença entre resistir ao ambiente político e render-se a ele. A história do STF tem episódios nobres, mas também páginas vexaminosas — e este episódio, a depender da leitura futura, pode muito bem ocupar as linhas mais envergonhadas de um capítulo recente.

A sociedade brasileira, anestesiada por escândalos sucessivos, talvez já nem se espante mais. Mas deveria. Porque cada voto que relativiza o crime de colarinho branco é também uma autorização tácita para que ele se repita. Cada decisão que poupa os caciques da política é um soco na esperança dos anônimos que ainda acreditam na lei como horizonte civilizatório.

É hora de cobrarmos coerência, transparência e, principalmente, coragem das instituições. O Supremo não pode ser um refúgio de conveniências ou um bunker para os já poderosos. O Brasil merece mais do que isso. Merece juízes que não tenham medo

ARTIGO – Justiça e Prudência: O Caso Carlos Lupi e o Papel da Imprensa (Padre Carlos)

 

 

Assistimos, mais uma vez, a um espetáculo de pré-julgamento montado pela imprensa nacional. O alvo da vez é o ministro Carlos Lupi, acusado sem que se tenha, até o momento, provas públicas suficientes para embasar uma condenação moral.

É fundamental ressaltar que as investigações em curso partiram da denúncia do próprio governo federal, conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Foram essas instituições republicanas que agiram e não a oposição ou a mídia. Isso por si só já demonstra que não há, a priori, tentativa de acobertamento.

A principal voz que acusa Lupi, uma ex-gestora da administração anterior, afirma ter feito alertas. Mas onde estão as evidências? Relatórios? Memorandos? Registros formais? Em tempos de comunicação digital e protocolos públicos, qualquer denúncia séria deveria ter deixado rastros claros.

Carlos Lupi precisa se explicar, claro. Mas não podemos aceitar que manchetes se transformem em sentenças. Antes de julgá-lo, o mínimo que se exige é a escuta, a análise serena dos fatos e o respeito ao devido processo.

Perguntemo-nos: a quem interessa enfraquecer um partido histórico como o PDT? Quem ganha com o desgaste de um governo que não hesitou em acionar seus próprios mecanismos de controle? A resposta pode não ser simples, mas a dúvida, por si só, já deveria frear o linchamento precipitado.

Em tempos de fake news e manipulação política, o compromisso com a verdade exige paciência, responsabilidade e, sobretudo, prudência.

ARTIGO – Justiça e Prudência: O Caso Carlos Lupi e o Papel da Imprensa (Padre Carlos)

 

 

Assistimos, mais uma vez, a um espetáculo de pré-julgamento montado pela imprensa nacional. O alvo da vez é o ministro Carlos Lupi, acusado sem que se tenha, até o momento, provas públicas suficientes para embasar uma condenação moral.

É fundamental ressaltar que as investigações em curso partiram da denúncia do próprio governo federal, conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Foram essas instituições republicanas que agiram e não a oposição ou a mídia. Isso por si só já demonstra que não há, a priori, tentativa de acobertamento.

A principal voz que acusa Lupi, uma ex-gestora da administração anterior, afirma ter feito alertas. Mas onde estão as evidências? Relatórios? Memorandos? Registros formais? Em tempos de comunicação digital e protocolos públicos, qualquer denúncia séria deveria ter deixado rastros claros.

Carlos Lupi precisa se explicar, claro. Mas não podemos aceitar que manchetes se transformem em sentenças. Antes de julgá-lo, o mínimo que se exige é a escuta, a análise serena dos fatos e o respeito ao devido processo.

Perguntemo-nos: a quem interessa enfraquecer um partido histórico como o PDT? Quem ganha com o desgaste de um governo que não hesitou em acionar seus próprios mecanismos de controle? A resposta pode não ser simples, mas a dúvida, por si só, já deveria frear o linchamento precipitado.

Em tempos de fake news e manipulação política, o compromisso com a verdade exige paciência, responsabilidade e, sobretudo, prudência.

ARTIGO – A última fumaça branca anunciará um jardineiro de almas ou um administrador de ruínas?  (Padre Carlos) —

 

 

 

 

Em Roma, os sinos dobram. Não por um funeral apenas, mas por um tempo que se encerra como as páginas velhas de uma Bíblia esquecida no altar. No dia 07 de maio, a Capela Sistina se fechará sobre si mesma como um coração de pedra, e dentro dela, homens vestidos de púrpura tentarão decidir o futuro de uma fé que sangra nas periferias do mundo.

Morreu Francisco, o Papa das areias e dos ventos. Aquele que ousou sujar as mãos com a lama dos pobres, o que falou da casa comum, da Amazônia e dos migrantes invisíveis aos olhos dourados do Vaticano. Sua cadeira agora é um trono vazio, tão pesado que talvez poucos ousem sentar-se nele sem serem devorados pelo símbolo.

A fumaça branca que subirá, seja amanhã ou daqui a semanas, não trará apenas um nome. Trará uma escolha: dobrar o joelho diante da História ou fechar os olhos para ela. Escolherão, os cardeais, um jardineiro de almas ou um administrador de ruínas? Um novo Francisco ou um novo Inocêncio III?

Nos corredores secretos, velhos cardeais, educados em escolas de sombras, alinham as peças de um jogo que poucos ousam decifrar. Mas os pobres, esses que Francisco beijou com a testa suada de operário, esperam. Esperam que a Igreja não volte a ser só mármore e ouro enquanto lá fora crianças morrem com a barriga vazia.

A última fumaça branca que se viu no céu romano trouxe esperança. Esta nova fumaça trará o quê? Fé renovada ou apenas a confirmação de que até os símbolos se cansam?

 

ARTIGO – A última fumaça branca anunciará um jardineiro de almas ou um administrador de ruínas?  (Padre Carlos) —

 

 

 

 

Em Roma, os sinos dobram. Não por um funeral apenas, mas por um tempo que se encerra como as páginas velhas de uma Bíblia esquecida no altar. No dia 07 de maio, a Capela Sistina se fechará sobre si mesma como um coração de pedra, e dentro dela, homens vestidos de púrpura tentarão decidir o futuro de uma fé que sangra nas periferias do mundo.

Morreu Francisco, o Papa das areias e dos ventos. Aquele que ousou sujar as mãos com a lama dos pobres, o que falou da casa comum, da Amazônia e dos migrantes invisíveis aos olhos dourados do Vaticano. Sua cadeira agora é um trono vazio, tão pesado que talvez poucos ousem sentar-se nele sem serem devorados pelo símbolo.

A fumaça branca que subirá, seja amanhã ou daqui a semanas, não trará apenas um nome. Trará uma escolha: dobrar o joelho diante da História ou fechar os olhos para ela. Escolherão, os cardeais, um jardineiro de almas ou um administrador de ruínas? Um novo Francisco ou um novo Inocêncio III?

Nos corredores secretos, velhos cardeais, educados em escolas de sombras, alinham as peças de um jogo que poucos ousam decifrar. Mas os pobres, esses que Francisco beijou com a testa suada de operário, esperam. Esperam que a Igreja não volte a ser só mármore e ouro enquanto lá fora crianças morrem com a barriga vazia.

A última fumaça branca que se viu no céu romano trouxe esperança. Esta nova fumaça trará o quê? Fé renovada ou apenas a confirmação de que até os símbolos se cansam?

 

ARTIGO – Francisco e a Igreja viva: desmascarando os equívocos de Francesco Capozza

 

 

 

por Padre Carlos

É preciso muito mais do que indignação elegante para compreender os mistérios que regem a Igreja. Há momentos em que a crítica, travestida de zelo, serve menos à verdade do que às velhas paixões humanas: orgulho ferido, saudade do poder e medo do Espírito que sopra onde quer.

O artigo recente do vaticanista Francesco Capozza, que acusa o Papa Francisco de ter “dividido a Igreja” é, a rigor, mais sintoma do que diagnóstico. Quando acusa Francisco de ter dilapidado a liturgia e esvaziado o simbolismo da fé, o articulista revela menos preocupação com a substância do Evangelho e mais com a estética do sagrado — como se a força da Palavra dependesse da altura das mitras ou do peso das casulas. Esquece, ou prefere esquecer, que o Verbo se fez carne num estábulo, não numa catedral de mármore.

Ao lamentar a inclusão de figuras como Raffaella Petrini ou a bênção, ainda incipiente, de casais em situações irregulares, o autor não defende a doutrina — defende o status quo. Parece não perceber que a tradição viva da Igreja nunca foi um cofre fechado, mas uma fonte que transborda e se adapta sem perder sua pureza. Foi assim com os concílios antigos, foi assim no Concílio Vaticano II, é assim hoje. O que se acusa como “ruptura” é, de fato, a fidelidade àquela dinâmica evangélica que Francisco, com coragem evangélica, retomou.

As lágrimas derramadas sobre as nomeações “não tradicionais” de cardeais revelam, no fundo, a nostalgia de um clericalismo que Francisco, em boa hora, combateu. Que os grandes arcebispos italianos não estejam automaticamente entre os eleitores não é um golpe contra a Igreja — é a lembrança de que a Igreja não é uma oligarquia romana, mas o Corpo de Cristo, cuja cabeça é o próprio Senhor, e cuja força brota do Espírito, não dos jogos de poder de uma aristocracia eclesiástica.

Acusar Francisco de ter dividido a Igreja é ignorar que a divisão sempre existiu — e que, se ela agora aflora, é porque máscaras foram arrancadas. Quem se sente “dividido” diante da misericórdia, da inclusão e da reforma não está dividido por culpa do Papa, mas porque já vivia, secretamente, em dissidência com o Evangelho da cruz e da ressurreição.

O estilo litúrgico mais simples de Francisco não “diluiu” o impacto da fé. Ao contrário: recordou aos fiéis que Deus não é espetáculo, mas presença; não é aparato, mas mistério silencioso. Num mundo saturado de imagens vazias, a sobriedade é um poderoso testemunho contra o narcotismo dos sentidos.

E o que dizer da “chamada à ação” do articulista? Quer, no fundo, insuflar a ideia de que o conclave deveria ser uma contra-revolução, uma restauração pré-conciliar, um retorno nostálgico ao tempo em que as batinas eram impecáveis e os altares imponentes, mas a voz dos pobres ecoava apenas como ruído de fundo. Esse desejo de “restaurar a autoridade” nada mais é do que uma tentativa de restaurar privilégios.

É preciso, sim, rezar pelo novo Papa. Mas rezar para que ele seja mais um pastor com cheiro de ovelha, como Francisco, e não um príncipe nostálgico de uma corte em ruínas.

A crítica ao Papa não é proibida; ela é, inclusive, necessária, quando feita com amor à Igreja e fidelidade à verdade. Mas quando se confunde crítica com ressentimento, análise com revanche, elegância com manipulação, torna-se dever de consciência dizer: basta.

Que o conclave, iluminado pelo Espírito Santo, não se deixe intimidar pelos tambores da nostalgia, mas caminhe com firmeza, humildade e coragem rumo ao futuro que Deus, e não os homens, tem reservado para a Sua Igreja.

 

ARTIGO – Francisco e a Igreja viva: desmascarando os equívocos de Francesco Capozza

 

 

 

por Padre Carlos

É preciso muito mais do que indignação elegante para compreender os mistérios que regem a Igreja. Há momentos em que a crítica, travestida de zelo, serve menos à verdade do que às velhas paixões humanas: orgulho ferido, saudade do poder e medo do Espírito que sopra onde quer.

O artigo recente do vaticanista Francesco Capozza, que acusa o Papa Francisco de ter “dividido a Igreja” é, a rigor, mais sintoma do que diagnóstico. Quando acusa Francisco de ter dilapidado a liturgia e esvaziado o simbolismo da fé, o articulista revela menos preocupação com a substância do Evangelho e mais com a estética do sagrado — como se a força da Palavra dependesse da altura das mitras ou do peso das casulas. Esquece, ou prefere esquecer, que o Verbo se fez carne num estábulo, não numa catedral de mármore.

Ao lamentar a inclusão de figuras como Raffaella Petrini ou a bênção, ainda incipiente, de casais em situações irregulares, o autor não defende a doutrina — defende o status quo. Parece não perceber que a tradição viva da Igreja nunca foi um cofre fechado, mas uma fonte que transborda e se adapta sem perder sua pureza. Foi assim com os concílios antigos, foi assim no Concílio Vaticano II, é assim hoje. O que se acusa como “ruptura” é, de fato, a fidelidade àquela dinâmica evangélica que Francisco, com coragem evangélica, retomou.

As lágrimas derramadas sobre as nomeações “não tradicionais” de cardeais revelam, no fundo, a nostalgia de um clericalismo que Francisco, em boa hora, combateu. Que os grandes arcebispos italianos não estejam automaticamente entre os eleitores não é um golpe contra a Igreja — é a lembrança de que a Igreja não é uma oligarquia romana, mas o Corpo de Cristo, cuja cabeça é o próprio Senhor, e cuja força brota do Espírito, não dos jogos de poder de uma aristocracia eclesiástica.

Acusar Francisco de ter dividido a Igreja é ignorar que a divisão sempre existiu — e que, se ela agora aflora, é porque máscaras foram arrancadas. Quem se sente “dividido” diante da misericórdia, da inclusão e da reforma não está dividido por culpa do Papa, mas porque já vivia, secretamente, em dissidência com o Evangelho da cruz e da ressurreição.

O estilo litúrgico mais simples de Francisco não “diluiu” o impacto da fé. Ao contrário: recordou aos fiéis que Deus não é espetáculo, mas presença; não é aparato, mas mistério silencioso. Num mundo saturado de imagens vazias, a sobriedade é um poderoso testemunho contra o narcotismo dos sentidos.

E o que dizer da “chamada à ação” do articulista? Quer, no fundo, insuflar a ideia de que o conclave deveria ser uma contra-revolução, uma restauração pré-conciliar, um retorno nostálgico ao tempo em que as batinas eram impecáveis e os altares imponentes, mas a voz dos pobres ecoava apenas como ruído de fundo. Esse desejo de “restaurar a autoridade” nada mais é do que uma tentativa de restaurar privilégios.

É preciso, sim, rezar pelo novo Papa. Mas rezar para que ele seja mais um pastor com cheiro de ovelha, como Francisco, e não um príncipe nostálgico de uma corte em ruínas.

A crítica ao Papa não é proibida; ela é, inclusive, necessária, quando feita com amor à Igreja e fidelidade à verdade. Mas quando se confunde crítica com ressentimento, análise com revanche, elegância com manipulação, torna-se dever de consciência dizer: basta.

Que o conclave, iluminado pelo Espírito Santo, não se deixe intimidar pelos tambores da nostalgia, mas caminhe com firmeza, humildade e coragem rumo ao futuro que Deus, e não os homens, tem reservado para a Sua Igreja.