Política e Resenha

Opinião | Conquista em pauta: quando o diálogo institucional encontra a necessidade popular

 

 

 

 

Em um cenário político muitas vezes marcado pela polarização e pelo distanciamento entre esferas de poder, a reunião entre o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, na última terça-feira (22), sinaliza algo que vai além da burocracia: um gesto de maturidade institucional e compromisso com a população.

A pauta, centrada em demandas históricas e urgentes como saúde, infraestrutura e abastecimento de água, revela que Vitória da Conquista volta a ocupar o espaço que lhe é de direito nas discussões do alto escalão estadual. A proposta de uma nova maternidade — ou a ampliação dos serviços já existentes no Hospital Esaú Matos — não é apenas um avanço estrutural. É uma resposta direta a uma carência que afeta mulheres, crianças e famílias inteiras, muitas vezes submetidas a deslocamentos longos ou atendimentos precários em momentos de vulnerabilidade extrema.

Ainda mais emblemática é a proposta de implantação de sete novas Unidades Básicas de Saúde. Estima-se um investimento de R$ 20 milhões — montante significativo que, se bem gerido, poderá representar um divisor de águas no atendimento primário à saúde. Em tempos em que o SUS ainda é desafiado por falta de recursos e estrutura, qualquer passo que reforce a atenção básica é um avanço civilizatório.

Importante destacar que os temas tratados não se restringiram aos muros dos hospitais. A inclusão de projetos voltados à infraestrutura urbana e rural, além de medidas para mitigar os problemas crônicos de abastecimento de água, atestam uma compreensão mais ampla da saúde pública: aquela que também passa pela moradia digna, pelo saneamento básico e pelo acesso igualitário aos recursos naturais.

O que se viu nesta reunião foi um raro alinhamento de vontades políticas em torno de algo essencial: as pessoas. A prefeita, ao destacar a importância do diálogo institucional, acerta o tom ao reconhecer que a boa política se faz com escuta ativa, planejamento conjunto e responsabilidade mútua. Já o governador, ao afirmar que o Estado seguirá trabalhando pelas necessidades da população, reafirma um compromisso que precisa, cada vez mais, sair do papel e materializar-se em obras, serviços e dignidade.

Que esse encontro não seja um ponto fora da curva, mas um marco de uma nova fase para Vitória da Conquista — uma cidade que há muito tempo clama por atenção, investimentos e respeito. Quando prefeita e governador sentam-se à mesma mesa, quem deve levantar mais forte é o povo.

— Por Padre Carlos, articulista e observador atento da política baiana.

Opinião | Conquista em pauta: quando o diálogo institucional encontra a necessidade popular

 

 

 

 

Em um cenário político muitas vezes marcado pela polarização e pelo distanciamento entre esferas de poder, a reunião entre o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, na última terça-feira (22), sinaliza algo que vai além da burocracia: um gesto de maturidade institucional e compromisso com a população.

A pauta, centrada em demandas históricas e urgentes como saúde, infraestrutura e abastecimento de água, revela que Vitória da Conquista volta a ocupar o espaço que lhe é de direito nas discussões do alto escalão estadual. A proposta de uma nova maternidade — ou a ampliação dos serviços já existentes no Hospital Esaú Matos — não é apenas um avanço estrutural. É uma resposta direta a uma carência que afeta mulheres, crianças e famílias inteiras, muitas vezes submetidas a deslocamentos longos ou atendimentos precários em momentos de vulnerabilidade extrema.

Ainda mais emblemática é a proposta de implantação de sete novas Unidades Básicas de Saúde. Estima-se um investimento de R$ 20 milhões — montante significativo que, se bem gerido, poderá representar um divisor de águas no atendimento primário à saúde. Em tempos em que o SUS ainda é desafiado por falta de recursos e estrutura, qualquer passo que reforce a atenção básica é um avanço civilizatório.

Importante destacar que os temas tratados não se restringiram aos muros dos hospitais. A inclusão de projetos voltados à infraestrutura urbana e rural, além de medidas para mitigar os problemas crônicos de abastecimento de água, atestam uma compreensão mais ampla da saúde pública: aquela que também passa pela moradia digna, pelo saneamento básico e pelo acesso igualitário aos recursos naturais.

O que se viu nesta reunião foi um raro alinhamento de vontades políticas em torno de algo essencial: as pessoas. A prefeita, ao destacar a importância do diálogo institucional, acerta o tom ao reconhecer que a boa política se faz com escuta ativa, planejamento conjunto e responsabilidade mútua. Já o governador, ao afirmar que o Estado seguirá trabalhando pelas necessidades da população, reafirma um compromisso que precisa, cada vez mais, sair do papel e materializar-se em obras, serviços e dignidade.

Que esse encontro não seja um ponto fora da curva, mas um marco de uma nova fase para Vitória da Conquista — uma cidade que há muito tempo clama por atenção, investimentos e respeito. Quando prefeita e governador sentam-se à mesma mesa, quem deve levantar mais forte é o povo.

— Por Padre Carlos, articulista e observador atento da política baiana.

Mozart Tanajura: Pioneiro da Historiografia Regional e Guardião da Memória Conquistense

 

Por Padre Carlos

Introdução

No panorama intelectual do interior baiano, poucos nomes alcançaram a relevância e a amplitude de contribuições de Mozart Tanajura para a historiografia regional. Nascido em Livramento de Nossa Senhora, mas adotando Vitória da Conquista como seu lar definitivo, Tanajura representa um marco fundamental na documentação, preservação e interpretação da história do sertão baiano. Este artigo busca analisar o legado deste importante intelectual que, embora situado geograficamente distante dos grandes centros acadêmicos do país, produziu uma obra de valor inestimável para a compreensão da formação histórica, social e cultural do sudoeste da Bahia.

O Intelectual Multifacetado

Mozart Tanajura não pode ser definido por uma única área de atuação. Sua trajetória revela um intelectual que transitava com desenvoltura por diversos campos do conhecimento: jornalista de ofício, escritor por vocação, poeta por sensibilidade e historiador por comprometimento com a memória de sua região. Esta multiplicidade de talentos e interesses permitiu-lhe desenvolver uma visão holística sobre os fenômenos históricos e culturais de Vitória da Conquista e seu entorno, abordando-os a partir de perspectivas complementares e enriquecedoras.

Sua formação intelectual, embora não estritamente acadêmica nos moldes contemporâneos, revelava-se surpreendentemente atualizada com as correntes historiográficas de seu tempo. Como veremos na análise de suas obras, Tanajura demonstrava familiaridade com importantes referências teóricas e metodológicas da historiografia nacional e internacional, adaptando-as criativamente às particularidades do contexto regional que constituía seu objeto de estudo.

A Sistematização Pioneira da História Conquistense

O marco inicial da contribuição historiográfica de Mozart Tanajura encontra-se na obra “História de Conquista: Crônica de uma cidade”, publicada em 1992. Este trabalho representa a primeira tentativa sistemática de organização da história local, destacando-se não apenas por seu pioneirismo, mas também pela amplitude e rigor metodológico com que foi concebido. A obra resultou de extensivas pesquisas em arquivos locais, entrevistas com famílias tradicionais da cidade e levantamento documental no Fórum João Mangabeira, constituindo um impressionante trabalho de coleta e preservação de fontes históricas que, de outra forma, poderiam ter-se perdido irremediavelmente.

Ao analisarmos a estrutura e conteúdo desta obra inaugural, percebemos que Tanajura superou a tradicional crônica local de caráter meramente descritivo e celebratório, tão comum na historiografia das pequenas e médias cidades brasileiras. Embora não abandone completamente o tom afetivo de quem escreve sobre sua própria comunidade, o autor consegue estabelecer um diálogo produtivo com diferentes campos do conhecimento, transitando com desenvoltura entre história econômica, geografia, política, tradições culturais e expressões artísticas locais.

Esta abordagem multidisciplinar, desenvolvida ainda antes da consolidação dos programas de pós-graduação em História nas universidades regionais, revela uma notável intuição historiográfica e um esforço autodidata de compreensão dos fenômenos históricos em sua complexidade. Tanajura demonstrava compreender que a história local não poderia ser adequadamente apreendida sem considerar suas múltiplas dimensões e interconexões.

Maturidade Historiográfica em “História de Livramento”

Se “História de Conquista” representou o marco inicial de sua trajetória como historiador regional, é em “História de Livramento: A Terra e o Homem” que encontramos a expressão de sua maturidade intelectual. Nesta obra, dedicada à sua cidade natal, Tanajura apresenta uma escrita mais refinada, um aparato conceitual mais sofisticado e uma abordagem analítica mais aprofundada dos processos históricos regionais.

O próprio título da obra, com sua referência à relação entre “A Terra e o Homem”, sugere uma aproximação com a tradição historiográfica associada à Escola dos Annales, particularmente com as contribuições de Fernand Braudel sobre a interação entre geografia e história. Esta influência evidencia-se na atenção que Tanajura dedica aos aspectos geográficos, climáticos e ambientais como fatores condicionantes da experiência histórica das populações sertanejas.

Neste trabalho, o diálogo interdisciplinar iniciado em sua primeira obra expande-se significativamente. O folclore, a cultura material e imaterial, o patrimônio histórico, a vida religiosa e as sociabilidades são integrados em uma narrativa que busca captar a totalidade da experiência histórica local. Esta abordagem, que hoje reconheceríamos como próxima à história cultural e à micro-história, demonstrava um historiador atento às transformações teórico-metodológicas de seu campo de conhecimento, apesar de sua atuação distante dos grandes centros universitários.

Um Legado Compartilhado

É impossível abordar a contribuição de Mozart Tanajura sem mencionar sua frutífera parceria intelectual com Carlos Jeová, outro importante nome da intelectualidade conquistense. Esta colaboração resultou em iniciativas e obras que constituem, como bem apontado pelos especialistas locais, um verdadeiro patrimônio histórico e cultural de Vitória da Conquista. Juntos, estes intelectuais estabeleceram as bases para a documentação, preservação e interpretação da memória regional, criando um legado que seria posteriormente desenvolvido por historiadores profissionais vinculados à academia.

O trabalho conjunto de Tanajura e Jeová representa um importante capítulo na história intelectual do interior baiano, evidenciando como, mesmo antes da interiorização das universidades e da profissionalização da pesquisa histórica, já existiam iniciativas locais significativas de preservação e estudo do passado regional. Essas iniciativas, muitas vezes conduzidas por autodidatas apaixonados pelo conhecimento, constituíram a base sobre a qual posteriormente se estabeleceria a historiografia acadêmica regional.

Temáticas Pioneiras na Historiografia Regional

Um dos aspectos mais notáveis da produção historiográfica de Mozart Tanajura consiste em seu pioneirismo temático. Vários dos temas que ele incorporou em suas obras apenas recentemente têm recebido a devida atenção da historiografia acadêmica regional, o que demonstra sua notável intuição quanto à relevância de determinados objetos de estudo para a compreensão da história local.

Entre estes temas destacam-se a história das tradições populares, o patrimônio cultural material e imaterial, o folclore regional e, de forma mais ampla, a história do sertão como espaço geográfico e cultural dotado de especificidades que merecem ser compreendidas em seus próprios termos. Esta atenção ao regional não como mera curiosidade localista, mas como dimensão fundamental para a compreensão da história nacional em sua diversidade e complexidade, coloca Tanajura em diálogo com importantes correntes da historiografia brasileira contemporânea.

Ao valorizar as manifestações culturais populares, as tradições orais e as formas de sociabilidade características do sertão baiano, Tanajura antecipou abordagens que posteriormente seriam desenvolvidas pela história cultural, pelos estudos de memória e pela história oral. Seu trabalho representa, assim, uma importante ponte entre a tradição cronística local e as abordagens acadêmicas contemporâneas da história regional.

O Acervo como Testemunho de uma Formação Universal

A amplitude dos interesses intelectuais e da formação cultural de Mozart Tanajura encontra-se documentada em seu valioso acervo pessoal, atualmente sob a guarda da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Este conjunto de materiais, que inclui sua biblioteca pessoal, manuscritos inéditos, correspondências e anotações, constitui não apenas um importante recurso para pesquisadores interessados em sua obra, mas também um testemunho eloquente de seu processo autodidata de formação intelectual.

A análise preliminar deste acervo revela um intelectual de horizonte verdadeiramente universal, que mantinha contato com obras de referência nas diversas áreas do conhecimento humanístico e que buscava constantemente atualizar-se quanto às discussões teóricas e metodológicas em curso no campo historiográfico. Seus livros, muitos deles com anotações marginais, evidenciam um leitor atento e crítico, que estabelecia um diálogo constante com os autores que lia e que procurava adaptar seus insights teóricos às particularidades do contexto regional que constituía seu objeto de estudo.

Além disso, o acervo contém obras inéditas, incluindo poemas e textos históricos, que merecem publicação e análise detalhada. A parceria estabelecida entre os guardiões de sua memória e a UESB para a preservação, organização e disponibilização deste material representa um importante passo para garantir que o legado intelectual de Tanajura continue acessível às novas gerações de pesquisadores e ao público em geral.

Considerações Finais: Mozart Tanajura na Historiografia Brasileira

À luz desta análise, podemos afirmar com segurança que Mozart Tanajura ocupa um lugar significativo não apenas na historiografia baiana, mas no contexto mais amplo da historiografia brasileira. Seu trabalho representa um importante capítulo na história da produção de conhecimento histórico no interior do Brasil, evidenciando como, mesmo antes da consolidação dos programas acadêmicos de História nas universidades regionais, já existiam iniciativas locais significativas de documentação, preservação e interpretação do passado.

A obra de Tanajura constitui um elo fundamental entre a tradição cronística local, de caráter muitas vezes memorialístico e celebratório, e a historiografia acadêmica contemporânea, com suas preocupações teóricas e metodológicas específicas. Ao incorporar em seus trabalhos temas e abordagens que posteriormente seriam desenvolvidos pela historiografia profissional, ele contribuiu decisivamente para a consolidação de uma cultura historiográfica regional que valorizasse tanto o rigor metodológico quanto a sensibilidade para as especificidades locais.

O reconhecimento de sua contribuição pela comunidade acadêmica, materializado na preservação de seu acervo pela UESB e nos planos para a publicação de suas obras inéditas, representa uma justa homenagem a este intelectual que dedicou sua vida à preservação e interpretação da memória conquistense. Mais do que isso, constitui um importante passo para a integração de sua obra ao corpus da historiografia brasileira, permitindo que novos pesquisadores possam dialogar com suas contribuições e desenvolvê-las à luz das preocupações contemporâneas da disciplina histórica.

Mozart Tanajura merece, assim, ser lembrado não apenas como um nome importante da cultura local conquistense, mas como um dos pioneiros da historiografia regional no Brasil, cujo trabalho continua a oferecer valiosas contribuições para a compreensão da formação histórica, social e cultural do sertão baiano em sua complexidade e riqueza.

Referências Bibliográficas

TANAJURA, Mozart. História de Conquista: Crônica de uma cidade. Vitória da Conquista: Brasil Artes Gráficas, 1992.

TANAJURA, Mozart. História de Livramento: A Terra e o Homem. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 2000.

Mozart Tanajura: Pioneiro da Historiografia Regional e Guardião da Memória Conquistense

 

Por Padre Carlos

Introdução

No panorama intelectual do interior baiano, poucos nomes alcançaram a relevância e a amplitude de contribuições de Mozart Tanajura para a historiografia regional. Nascido em Livramento de Nossa Senhora, mas adotando Vitória da Conquista como seu lar definitivo, Tanajura representa um marco fundamental na documentação, preservação e interpretação da história do sertão baiano. Este artigo busca analisar o legado deste importante intelectual que, embora situado geograficamente distante dos grandes centros acadêmicos do país, produziu uma obra de valor inestimável para a compreensão da formação histórica, social e cultural do sudoeste da Bahia.

O Intelectual Multifacetado

Mozart Tanajura não pode ser definido por uma única área de atuação. Sua trajetória revela um intelectual que transitava com desenvoltura por diversos campos do conhecimento: jornalista de ofício, escritor por vocação, poeta por sensibilidade e historiador por comprometimento com a memória de sua região. Esta multiplicidade de talentos e interesses permitiu-lhe desenvolver uma visão holística sobre os fenômenos históricos e culturais de Vitória da Conquista e seu entorno, abordando-os a partir de perspectivas complementares e enriquecedoras.

Sua formação intelectual, embora não estritamente acadêmica nos moldes contemporâneos, revelava-se surpreendentemente atualizada com as correntes historiográficas de seu tempo. Como veremos na análise de suas obras, Tanajura demonstrava familiaridade com importantes referências teóricas e metodológicas da historiografia nacional e internacional, adaptando-as criativamente às particularidades do contexto regional que constituía seu objeto de estudo.

A Sistematização Pioneira da História Conquistense

O marco inicial da contribuição historiográfica de Mozart Tanajura encontra-se na obra “História de Conquista: Crônica de uma cidade”, publicada em 1992. Este trabalho representa a primeira tentativa sistemática de organização da história local, destacando-se não apenas por seu pioneirismo, mas também pela amplitude e rigor metodológico com que foi concebido. A obra resultou de extensivas pesquisas em arquivos locais, entrevistas com famílias tradicionais da cidade e levantamento documental no Fórum João Mangabeira, constituindo um impressionante trabalho de coleta e preservação de fontes históricas que, de outra forma, poderiam ter-se perdido irremediavelmente.

Ao analisarmos a estrutura e conteúdo desta obra inaugural, percebemos que Tanajura superou a tradicional crônica local de caráter meramente descritivo e celebratório, tão comum na historiografia das pequenas e médias cidades brasileiras. Embora não abandone completamente o tom afetivo de quem escreve sobre sua própria comunidade, o autor consegue estabelecer um diálogo produtivo com diferentes campos do conhecimento, transitando com desenvoltura entre história econômica, geografia, política, tradições culturais e expressões artísticas locais.

Esta abordagem multidisciplinar, desenvolvida ainda antes da consolidação dos programas de pós-graduação em História nas universidades regionais, revela uma notável intuição historiográfica e um esforço autodidata de compreensão dos fenômenos históricos em sua complexidade. Tanajura demonstrava compreender que a história local não poderia ser adequadamente apreendida sem considerar suas múltiplas dimensões e interconexões.

Maturidade Historiográfica em “História de Livramento”

Se “História de Conquista” representou o marco inicial de sua trajetória como historiador regional, é em “História de Livramento: A Terra e o Homem” que encontramos a expressão de sua maturidade intelectual. Nesta obra, dedicada à sua cidade natal, Tanajura apresenta uma escrita mais refinada, um aparato conceitual mais sofisticado e uma abordagem analítica mais aprofundada dos processos históricos regionais.

O próprio título da obra, com sua referência à relação entre “A Terra e o Homem”, sugere uma aproximação com a tradição historiográfica associada à Escola dos Annales, particularmente com as contribuições de Fernand Braudel sobre a interação entre geografia e história. Esta influência evidencia-se na atenção que Tanajura dedica aos aspectos geográficos, climáticos e ambientais como fatores condicionantes da experiência histórica das populações sertanejas.

Neste trabalho, o diálogo interdisciplinar iniciado em sua primeira obra expande-se significativamente. O folclore, a cultura material e imaterial, o patrimônio histórico, a vida religiosa e as sociabilidades são integrados em uma narrativa que busca captar a totalidade da experiência histórica local. Esta abordagem, que hoje reconheceríamos como próxima à história cultural e à micro-história, demonstrava um historiador atento às transformações teórico-metodológicas de seu campo de conhecimento, apesar de sua atuação distante dos grandes centros universitários.

Um Legado Compartilhado

É impossível abordar a contribuição de Mozart Tanajura sem mencionar sua frutífera parceria intelectual com Carlos Jeová, outro importante nome da intelectualidade conquistense. Esta colaboração resultou em iniciativas e obras que constituem, como bem apontado pelos especialistas locais, um verdadeiro patrimônio histórico e cultural de Vitória da Conquista. Juntos, estes intelectuais estabeleceram as bases para a documentação, preservação e interpretação da memória regional, criando um legado que seria posteriormente desenvolvido por historiadores profissionais vinculados à academia.

O trabalho conjunto de Tanajura e Jeová representa um importante capítulo na história intelectual do interior baiano, evidenciando como, mesmo antes da interiorização das universidades e da profissionalização da pesquisa histórica, já existiam iniciativas locais significativas de preservação e estudo do passado regional. Essas iniciativas, muitas vezes conduzidas por autodidatas apaixonados pelo conhecimento, constituíram a base sobre a qual posteriormente se estabeleceria a historiografia acadêmica regional.

Temáticas Pioneiras na Historiografia Regional

Um dos aspectos mais notáveis da produção historiográfica de Mozart Tanajura consiste em seu pioneirismo temático. Vários dos temas que ele incorporou em suas obras apenas recentemente têm recebido a devida atenção da historiografia acadêmica regional, o que demonstra sua notável intuição quanto à relevância de determinados objetos de estudo para a compreensão da história local.

Entre estes temas destacam-se a história das tradições populares, o patrimônio cultural material e imaterial, o folclore regional e, de forma mais ampla, a história do sertão como espaço geográfico e cultural dotado de especificidades que merecem ser compreendidas em seus próprios termos. Esta atenção ao regional não como mera curiosidade localista, mas como dimensão fundamental para a compreensão da história nacional em sua diversidade e complexidade, coloca Tanajura em diálogo com importantes correntes da historiografia brasileira contemporânea.

Ao valorizar as manifestações culturais populares, as tradições orais e as formas de sociabilidade características do sertão baiano, Tanajura antecipou abordagens que posteriormente seriam desenvolvidas pela história cultural, pelos estudos de memória e pela história oral. Seu trabalho representa, assim, uma importante ponte entre a tradição cronística local e as abordagens acadêmicas contemporâneas da história regional.

O Acervo como Testemunho de uma Formação Universal

A amplitude dos interesses intelectuais e da formação cultural de Mozart Tanajura encontra-se documentada em seu valioso acervo pessoal, atualmente sob a guarda da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Este conjunto de materiais, que inclui sua biblioteca pessoal, manuscritos inéditos, correspondências e anotações, constitui não apenas um importante recurso para pesquisadores interessados em sua obra, mas também um testemunho eloquente de seu processo autodidata de formação intelectual.

A análise preliminar deste acervo revela um intelectual de horizonte verdadeiramente universal, que mantinha contato com obras de referência nas diversas áreas do conhecimento humanístico e que buscava constantemente atualizar-se quanto às discussões teóricas e metodológicas em curso no campo historiográfico. Seus livros, muitos deles com anotações marginais, evidenciam um leitor atento e crítico, que estabelecia um diálogo constante com os autores que lia e que procurava adaptar seus insights teóricos às particularidades do contexto regional que constituía seu objeto de estudo.

Além disso, o acervo contém obras inéditas, incluindo poemas e textos históricos, que merecem publicação e análise detalhada. A parceria estabelecida entre os guardiões de sua memória e a UESB para a preservação, organização e disponibilização deste material representa um importante passo para garantir que o legado intelectual de Tanajura continue acessível às novas gerações de pesquisadores e ao público em geral.

Considerações Finais: Mozart Tanajura na Historiografia Brasileira

À luz desta análise, podemos afirmar com segurança que Mozart Tanajura ocupa um lugar significativo não apenas na historiografia baiana, mas no contexto mais amplo da historiografia brasileira. Seu trabalho representa um importante capítulo na história da produção de conhecimento histórico no interior do Brasil, evidenciando como, mesmo antes da consolidação dos programas acadêmicos de História nas universidades regionais, já existiam iniciativas locais significativas de documentação, preservação e interpretação do passado.

A obra de Tanajura constitui um elo fundamental entre a tradição cronística local, de caráter muitas vezes memorialístico e celebratório, e a historiografia acadêmica contemporânea, com suas preocupações teóricas e metodológicas específicas. Ao incorporar em seus trabalhos temas e abordagens que posteriormente seriam desenvolvidos pela historiografia profissional, ele contribuiu decisivamente para a consolidação de uma cultura historiográfica regional que valorizasse tanto o rigor metodológico quanto a sensibilidade para as especificidades locais.

O reconhecimento de sua contribuição pela comunidade acadêmica, materializado na preservação de seu acervo pela UESB e nos planos para a publicação de suas obras inéditas, representa uma justa homenagem a este intelectual que dedicou sua vida à preservação e interpretação da memória conquistense. Mais do que isso, constitui um importante passo para a integração de sua obra ao corpus da historiografia brasileira, permitindo que novos pesquisadores possam dialogar com suas contribuições e desenvolvê-las à luz das preocupações contemporâneas da disciplina histórica.

Mozart Tanajura merece, assim, ser lembrado não apenas como um nome importante da cultura local conquistense, mas como um dos pioneiros da historiografia regional no Brasil, cujo trabalho continua a oferecer valiosas contribuições para a compreensão da formação histórica, social e cultural do sertão baiano em sua complexidade e riqueza.

Referências Bibliográficas

TANAJURA, Mozart. História de Conquista: Crônica de uma cidade. Vitória da Conquista: Brasil Artes Gráficas, 1992.

TANAJURA, Mozart. História de Livramento: A Terra e o Homem. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 2000.

Adeus a uma Historiadora Exemplar: Isnara Pereira, Guardiã da Memória do Sertão

 

 

 

 

É com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento da professora doutora Isnara Pereira, uma das mais brilhantes intelectuais da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Seu desaparecimento, ocorrido após complicações de saúde no Hospital Geral de Vitória da Conquista, deixa uma lacuna irreparável no cenário acadêmico baiano e na historiografia brasileira.

Isnara não era apenas uma professora universitária; era uma verdadeira guardiã da memória histórica de Conquista e região. Dotada de rara sensibilidade e rigor metodológico, dedicou sua vida aos estudos sobre o Sertão da Bahia e Minas Gerais, temas que explorou com paixão e meticulosidade impressionantes. Seu trabalho sobre escravidão, historiografia brasileira e teoria da história constituem contribuições inestimáveis para o conhecimento de nossas raízes.

Entre seus maiores legados está a organização do Memorial Mozart Tanajura na UESB, projeto ainda a ser inaugurado que materializa seu compromisso com a preservação da história regional. Este memorial representará não apenas a continuidade de seu trabalho, mas também seu entendimento de que conhecer o passado é ferramenta indispensável para construir um futuro mais consciente e justo.

No ambiente universitário, Isnara era conhecida por sua generosidade intelectual. Orientadora dedicada, pesquisadora incansável e professora vibrante, formou gerações de historiadores que hoje carregam seu exemplo de comprometimento com a ciência histórica e com a universidade pública. Sua contribuição para a pós-graduação em História da UESB ajudou a consolidar a instituição como polo de excelência em pesquisa histórica no interior baiano.

Como expressaram seus colegas do Departamento de História, em comovente nota de pesar, “ela nos lega um exemplo de profissional completa: professora e pesquisadora sofisticada, sensível, generosa e vibrante em sua prática docente”. Palavras que resumem o sentimento de perda que hoje atravessa não apenas a comunidade acadêmica, mas todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer esta historiadora apaixonada por seu ofício.

Somente a fé, como apontam os que conviveram com ela, poderá amenizar a saudade que sua partida deixa. O vazio de sua ausência contrasta com a plenitude de seu legado intelectual, que permanecerá vivo nas pesquisas que inspirou, nos alunos que formou e nas instituições que ajudou a construir.

O sepultamento ocorre hoje, às 15 horas, no Cemitério Campo da Paz, após cerimônia no Cerimonial Renascer. A comunidade acadêmica, estudantes, amigos e familiares se despedem de uma mulher que soube fazer da história não apenas objeto de estudo, mas instrumento de valorização da identidade sertaneja e baiana.

À professora Isnara Pereira, nossa eterna gratidão por uma vida doada aos estudos históricos e à formação de tantas mentes. Seu nome permanecerá gravado na história da UESB e na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecer sua dedicação à preservação de nossa identidade cultural e histórica.

Adeus a uma Historiadora Exemplar: Isnara Pereira, Guardiã da Memória do Sertão

 

 

 

 

É com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento da professora doutora Isnara Pereira, uma das mais brilhantes intelectuais da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Seu desaparecimento, ocorrido após complicações de saúde no Hospital Geral de Vitória da Conquista, deixa uma lacuna irreparável no cenário acadêmico baiano e na historiografia brasileira.

Isnara não era apenas uma professora universitária; era uma verdadeira guardiã da memória histórica de Conquista e região. Dotada de rara sensibilidade e rigor metodológico, dedicou sua vida aos estudos sobre o Sertão da Bahia e Minas Gerais, temas que explorou com paixão e meticulosidade impressionantes. Seu trabalho sobre escravidão, historiografia brasileira e teoria da história constituem contribuições inestimáveis para o conhecimento de nossas raízes.

Entre seus maiores legados está a organização do Memorial Mozart Tanajura na UESB, projeto ainda a ser inaugurado que materializa seu compromisso com a preservação da história regional. Este memorial representará não apenas a continuidade de seu trabalho, mas também seu entendimento de que conhecer o passado é ferramenta indispensável para construir um futuro mais consciente e justo.

No ambiente universitário, Isnara era conhecida por sua generosidade intelectual. Orientadora dedicada, pesquisadora incansável e professora vibrante, formou gerações de historiadores que hoje carregam seu exemplo de comprometimento com a ciência histórica e com a universidade pública. Sua contribuição para a pós-graduação em História da UESB ajudou a consolidar a instituição como polo de excelência em pesquisa histórica no interior baiano.

Como expressaram seus colegas do Departamento de História, em comovente nota de pesar, “ela nos lega um exemplo de profissional completa: professora e pesquisadora sofisticada, sensível, generosa e vibrante em sua prática docente”. Palavras que resumem o sentimento de perda que hoje atravessa não apenas a comunidade acadêmica, mas todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer esta historiadora apaixonada por seu ofício.

Somente a fé, como apontam os que conviveram com ela, poderá amenizar a saudade que sua partida deixa. O vazio de sua ausência contrasta com a plenitude de seu legado intelectual, que permanecerá vivo nas pesquisas que inspirou, nos alunos que formou e nas instituições que ajudou a construir.

O sepultamento ocorre hoje, às 15 horas, no Cemitério Campo da Paz, após cerimônia no Cerimonial Renascer. A comunidade acadêmica, estudantes, amigos e familiares se despedem de uma mulher que soube fazer da história não apenas objeto de estudo, mas instrumento de valorização da identidade sertaneja e baiana.

À professora Isnara Pereira, nossa eterna gratidão por uma vida doada aos estudos históricos e à formação de tantas mentes. Seu nome permanecerá gravado na história da UESB e na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecer sua dedicação à preservação de nossa identidade cultural e histórica.

Morre o “General da Educação” em Conquista: Cidade Perde um de Seus Maiores Mestres!

Faleceu nesta terça-feira (22), aos 68 anos, o professor Raimundo Barbosa Vianna, figura emblemática da educação em Vitória da Conquista. Vítima de complicações decorrentes de um mal súbito ocorrido no dia 18 de março, Raimundo foi internado no Hospital Samur, onde lutou pela vida por mais de um mês.

Sua partida comove toda a comunidade conquistense. Raimundo foi diretor de instituições que moldaram o ensino na cidade: o Colégio da Polícia Militar, o Colégio Opção e a Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). Por onde passou, deixou não apenas cargos ocupados, mas marcas profundas na vida de alunos, colegas e profissionais da educação.

Dotado de rigor ético, dedicação apaixonada e um olhar generoso sobre o papel do educador na sociedade, Raimundo formou não apenas estudantes, mas também cidadãos conscientes. Sua presença era sinônimo de excelência, seriedade e respeito ao magistério. Não à toa, a FAINOR decretou luto de três dias, suspendendo suas atividades em homenagem a este mestre.

Muitos que hoje exercem funções de liderança, ensino ou serviço público passaram por suas salas, seus conselhos, suas exigências. Raimundo era desses professores que não se contentavam com o mínimo: queria sempre o melhor para os outros, mesmo que ao custo de cobranças firmes e disciplina admirável.

Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento. Enquanto isso, Vitória da Conquista silencia sua rotina para ouvir a grande lição deixada por Raimundo Vianna: o conhecimento como serviço e a educação como missão.

Morre o “General da Educação” em Conquista: Cidade Perde um de Seus Maiores Mestres!

Faleceu nesta terça-feira (22), aos 68 anos, o professor Raimundo Barbosa Vianna, figura emblemática da educação em Vitória da Conquista. Vítima de complicações decorrentes de um mal súbito ocorrido no dia 18 de março, Raimundo foi internado no Hospital Samur, onde lutou pela vida por mais de um mês.

Sua partida comove toda a comunidade conquistense. Raimundo foi diretor de instituições que moldaram o ensino na cidade: o Colégio da Polícia Militar, o Colégio Opção e a Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). Por onde passou, deixou não apenas cargos ocupados, mas marcas profundas na vida de alunos, colegas e profissionais da educação.

Dotado de rigor ético, dedicação apaixonada e um olhar generoso sobre o papel do educador na sociedade, Raimundo formou não apenas estudantes, mas também cidadãos conscientes. Sua presença era sinônimo de excelência, seriedade e respeito ao magistério. Não à toa, a FAINOR decretou luto de três dias, suspendendo suas atividades em homenagem a este mestre.

Muitos que hoje exercem funções de liderança, ensino ou serviço público passaram por suas salas, seus conselhos, suas exigências. Raimundo era desses professores que não se contentavam com o mínimo: queria sempre o melhor para os outros, mesmo que ao custo de cobranças firmes e disciplina admirável.

Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento. Enquanto isso, Vitória da Conquista silencia sua rotina para ouvir a grande lição deixada por Raimundo Vianna: o conhecimento como serviço e a educação como missão.

CAMINHÃO DESGOVERNADO INVADE BR-116: Milagre Evita Tragédia em Vitória da Conquista

A manhã desta terça-feira (22) em Vitória da Conquista foi marcada por momentos de tensão e caos no trânsito, após um caminhão sem freios cruzar desgovernado a movimentada Avenida Integração, trecho urbano da BR-116. A cena, digna de roteiro cinematográfico, por pouco não terminou em tragédia.

Segundo relatos e imagens registradas no local, o caminhão, que trafegava em velocidade acima do comum para a via, perdeu o controle ao apresentar uma falha no sistema de frenagem. Sem capacidade de parar, o veículo avançou pela avenida, colidiu violentamente com um carro de passeio e derrubou postes de energia, espalhando faíscas e provocando um blecaute momentâneo em parte da região.

Milagrosamente, tanto o motorista do caminhão quanto os ocupantes do carro saíram ilesos. O impacto, embora intenso, não causou ferimentos graves, de acordo com as autoridades de trânsito. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e agentes da ViaBahia foram acionados imediatamente e realizaram o bloqueio parcial da via para desviar o fluxo intenso de veículos, que se acumulavam em longas filas.

Enquanto isso, equipes técnicas da Coelba trabalhavam para restaurar os danos causados à rede elétrica. Postes quebrados e cabos danificados exigiram esforços coordenados e rápidos para restabelecer a normalidade na região. O tráfego foi parcialmente liberado ainda na manhã, mas os motoristas foram orientados a evitar o trecho até a conclusão dos reparos.

A PRF investiga as causas exatas do acidente, mas a principal suspeita recai sobre uma falha mecânica no sistema de freios do caminhão. O caso levanta novamente o debate sobre a fiscalização e manutenção de veículos pesados que transitam diariamente pela BR-116, uma das principais rotas logísticas do estado da Bahia.

Mais do que um incidente isolado, o episódio serve de alerta. A sorte evitou o pior, mas até quando Vitória da Conquista poderá contar com ela?

CAMINHÃO DESGOVERNADO INVADE BR-116: Milagre Evita Tragédia em Vitória da Conquista

A manhã desta terça-feira (22) em Vitória da Conquista foi marcada por momentos de tensão e caos no trânsito, após um caminhão sem freios cruzar desgovernado a movimentada Avenida Integração, trecho urbano da BR-116. A cena, digna de roteiro cinematográfico, por pouco não terminou em tragédia.

Segundo relatos e imagens registradas no local, o caminhão, que trafegava em velocidade acima do comum para a via, perdeu o controle ao apresentar uma falha no sistema de frenagem. Sem capacidade de parar, o veículo avançou pela avenida, colidiu violentamente com um carro de passeio e derrubou postes de energia, espalhando faíscas e provocando um blecaute momentâneo em parte da região.

Milagrosamente, tanto o motorista do caminhão quanto os ocupantes do carro saíram ilesos. O impacto, embora intenso, não causou ferimentos graves, de acordo com as autoridades de trânsito. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e agentes da ViaBahia foram acionados imediatamente e realizaram o bloqueio parcial da via para desviar o fluxo intenso de veículos, que se acumulavam em longas filas.

Enquanto isso, equipes técnicas da Coelba trabalhavam para restaurar os danos causados à rede elétrica. Postes quebrados e cabos danificados exigiram esforços coordenados e rápidos para restabelecer a normalidade na região. O tráfego foi parcialmente liberado ainda na manhã, mas os motoristas foram orientados a evitar o trecho até a conclusão dos reparos.

A PRF investiga as causas exatas do acidente, mas a principal suspeita recai sobre uma falha mecânica no sistema de freios do caminhão. O caso levanta novamente o debate sobre a fiscalização e manutenção de veículos pesados que transitam diariamente pela BR-116, uma das principais rotas logísticas do estado da Bahia.

Mais do que um incidente isolado, o episódio serve de alerta. A sorte evitou o pior, mas até quando Vitória da Conquista poderá contar com ela?

Massacre no Bairro Simão: Vitória da Conquista Acorda Sob Tiros e Silêncio

O bairro Simão viveu um pesadelo na noite de segunda-feira. Luiz Fernando, conhecido como “Coelho”, foi executado com cerca de dez tiros em plena via pública. Morreu ali mesmo, sem chance de defesa. A cena, marcada pelo sangue e pelo susto, estremeceu Vitória da Conquista e tirou o sono de uma comunidade inteira.

As autoridades foram rápidas: a Polícia Militar isolou o local, o Departamento de Polícia Técnica recolheu provas e a Delegacia de Homicídios já está em campo. Investigadores ouvem testemunhas, cruzam informações e seguem cada pista. Fontes próximas confirmam que “tudo está sendo feito” para desvendar o caso e trazer respostas.

Mas o medo permanece.

Mesmo com a mobilização policial, o crime deixou um rastro de incerteza. Afinal, dez tiros não são apenas barulho de violência — são um grito contra a tranquilidade que a cidade achava estar começando a reconquistar. A população reconhece o esforço dos agentes de segurança, mas cobra também resultados. Nomes. Motivações. Justiça.

A execução de “Coelho” foi um golpe duro, mas também um teste para o sistema. A resposta das autoridades pode não apenas resolver um crime — pode também restaurar a confiança de uma cidade inteira que se pergunta, noite após noite: quem será o próximo?

Massacre no Bairro Simão: Vitória da Conquista Acorda Sob Tiros e Silêncio

O bairro Simão viveu um pesadelo na noite de segunda-feira. Luiz Fernando, conhecido como “Coelho”, foi executado com cerca de dez tiros em plena via pública. Morreu ali mesmo, sem chance de defesa. A cena, marcada pelo sangue e pelo susto, estremeceu Vitória da Conquista e tirou o sono de uma comunidade inteira.

As autoridades foram rápidas: a Polícia Militar isolou o local, o Departamento de Polícia Técnica recolheu provas e a Delegacia de Homicídios já está em campo. Investigadores ouvem testemunhas, cruzam informações e seguem cada pista. Fontes próximas confirmam que “tudo está sendo feito” para desvendar o caso e trazer respostas.

Mas o medo permanece.

Mesmo com a mobilização policial, o crime deixou um rastro de incerteza. Afinal, dez tiros não são apenas barulho de violência — são um grito contra a tranquilidade que a cidade achava estar começando a reconquistar. A população reconhece o esforço dos agentes de segurança, mas cobra também resultados. Nomes. Motivações. Justiça.

A execução de “Coelho” foi um golpe duro, mas também um teste para o sistema. A resposta das autoridades pode não apenas resolver um crime — pode também restaurar a confiança de uma cidade inteira que se pergunta, noite após noite: quem será o próximo?

Adeus à Mestre Isnara: Uesb de Luto com a Partida de Uma Gigante

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) amanheceu em silêncio nesta terça-feira (22). A notícia que muitos temiam, mas poucos estavam preparados para ouvir, foi confirmada: faleceu a professora Isnara Pereira Ivo, um dos maiores nomes da pesquisa histórica da região e referência incontornável no universo acadêmico baiano.

Isnara, doutora em História, não era apenas uma docente da Uesb — era, para muitos, um farol. Durante décadas, dedicou sua vida a formar mentes críticas, fomentar o pensamento livre e construir pontes entre o passado e os desafios do presente. Sua produção intelectual era tão robusta quanto generosa, e seu compromisso com o ensino ultrapassava os muros da universidade.

Ela vinha tratando de uma pancreatite que, com o tempo, agravou-se. As complicações da doença se tornaram irreversíveis e, infelizmente, levaram-na nesta manhã, deixando uma lacuna imensa na comunidade acadêmica e no coração de seus alunos, colegas e familiares.

A comoção foi instantânea. Redes sociais, grupos de ex-alunos e fóruns acadêmicos se inundaram de homenagens. Muitos relataram como Isnara mudou o rumo de suas vidas com uma frase, uma orientação de pesquisa ou uma aula inesquecível.

A Uesb perde uma de suas colunas mestras. Vitória da Conquista chora uma filha querida. E o Brasil acadêmico registra, com tristeza, a partida precoce de uma de suas intelectuais mais dedicadas.

Neste momento de luto, resta-nos a memória, o legado e o exemplo. Isnara se foi, mas permanece viva em cada linha que escreveu, em cada tese que orientou, em cada mente que ajudou a iluminar.

Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos.

Adeus à Mestre Isnara: Uesb de Luto com a Partida de Uma Gigante

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) amanheceu em silêncio nesta terça-feira (22). A notícia que muitos temiam, mas poucos estavam preparados para ouvir, foi confirmada: faleceu a professora Isnara Pereira Ivo, um dos maiores nomes da pesquisa histórica da região e referência incontornável no universo acadêmico baiano.

Isnara, doutora em História, não era apenas uma docente da Uesb — era, para muitos, um farol. Durante décadas, dedicou sua vida a formar mentes críticas, fomentar o pensamento livre e construir pontes entre o passado e os desafios do presente. Sua produção intelectual era tão robusta quanto generosa, e seu compromisso com o ensino ultrapassava os muros da universidade.

Ela vinha tratando de uma pancreatite que, com o tempo, agravou-se. As complicações da doença se tornaram irreversíveis e, infelizmente, levaram-na nesta manhã, deixando uma lacuna imensa na comunidade acadêmica e no coração de seus alunos, colegas e familiares.

A comoção foi instantânea. Redes sociais, grupos de ex-alunos e fóruns acadêmicos se inundaram de homenagens. Muitos relataram como Isnara mudou o rumo de suas vidas com uma frase, uma orientação de pesquisa ou uma aula inesquecível.

A Uesb perde uma de suas colunas mestras. Vitória da Conquista chora uma filha querida. E o Brasil acadêmico registra, com tristeza, a partida precoce de uma de suas intelectuais mais dedicadas.

Neste momento de luto, resta-nos a memória, o legado e o exemplo. Isnara se foi, mas permanece viva em cada linha que escreveu, em cada tese que orientou, em cada mente que ajudou a iluminar.

Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos.

Tragédia no Mar: Jovem Conquistense Desaparece em Ilhéus e Família Cobra Respostas

O que era para ser um fim de semana de descanso em família terminou em angústia, silêncio e revolta. Elian Santana do Prado, 24 anos, natural de Vitória da Conquista, desapareceu nas águas da Praia do Norte, em Ilhéus, na manhã do último domingo (20), e até o momento seu corpo ainda não foi localizado.

Segundo informações de familiares, Elian estava acompanhado de parentes no momento em que entrou no mar, nas proximidades do condomínio Japará. Pouco tempo depois, a tragédia: o jovem foi arrastado pela correnteza e não retornou. Desde então, o Corpo de Bombeiros atua nas buscas, mas sem sucesso.

A indignação cresceu quando, logo após o início das buscas, as equipes de resgate deixaram o local temporariamente sem concluir os trabalhos. Para a família, esse ato foi interpretado como um sinal de negligência, uma ferida aberta no coração de quem espera ao menos um corpo para chorar e sepultar.

Nas redes sociais, a comoção é grande. Amigos, familiares e moradores de Vitória da Conquista iniciaram uma campanha exigindo celeridade nas ações de busca. As postagens se multiplicam com pedidos de reforço nas operações, clamando por empatia das autoridades.

Enquanto isso, o mar guarda um silêncio perturbador. A família de Elian vive a angústia da espera, pedindo por justiça e respeito em meio à dor.

O caso reabre o debate sobre a estrutura de resgate nas praias baianas, a preparação das equipes e a sensibilidade necessária diante de tragédias humanas. Afinal, não se trata apenas de estatísticas — trata-se de vidas, de histórias, de jovens como Elian, que deveriam estar sorrindo ao lado de seus pais, e não virando um número em meio à espuma das ondas.

Tragédia no Mar: Jovem Conquistense Desaparece em Ilhéus e Família Cobra Respostas

O que era para ser um fim de semana de descanso em família terminou em angústia, silêncio e revolta. Elian Santana do Prado, 24 anos, natural de Vitória da Conquista, desapareceu nas águas da Praia do Norte, em Ilhéus, na manhã do último domingo (20), e até o momento seu corpo ainda não foi localizado.

Segundo informações de familiares, Elian estava acompanhado de parentes no momento em que entrou no mar, nas proximidades do condomínio Japará. Pouco tempo depois, a tragédia: o jovem foi arrastado pela correnteza e não retornou. Desde então, o Corpo de Bombeiros atua nas buscas, mas sem sucesso.

A indignação cresceu quando, logo após o início das buscas, as equipes de resgate deixaram o local temporariamente sem concluir os trabalhos. Para a família, esse ato foi interpretado como um sinal de negligência, uma ferida aberta no coração de quem espera ao menos um corpo para chorar e sepultar.

Nas redes sociais, a comoção é grande. Amigos, familiares e moradores de Vitória da Conquista iniciaram uma campanha exigindo celeridade nas ações de busca. As postagens se multiplicam com pedidos de reforço nas operações, clamando por empatia das autoridades.

Enquanto isso, o mar guarda um silêncio perturbador. A família de Elian vive a angústia da espera, pedindo por justiça e respeito em meio à dor.

O caso reabre o debate sobre a estrutura de resgate nas praias baianas, a preparação das equipes e a sensibilidade necessária diante de tragédias humanas. Afinal, não se trata apenas de estatísticas — trata-se de vidas, de histórias, de jovens como Elian, que deveriam estar sorrindo ao lado de seus pais, e não virando um número em meio à espuma das ondas.

ARTIGO – A prefeita invisível e o poder que se faz de surdo

 

(Padre Carlos)

A política, quando deixa de servir ao povo, costuma virar uma máquina de silenciar vozes que incomodam. E em Vitória da Conquista, quem vem sendo silenciada há anos é justamente quem deveria ser ouvida com mais atenção: a prefeita Sheila Lemos, eleita democraticamente pela vontade soberana da população, e tratada como uma figura secundária pelo governo estadual.

A primeira reunião oficial entre Sheila e o governador Jerônimo Rodrigues, realizada nesta terça-feira em Salvador, não aconteceu por acaso — foi fruto direto da articulação do ex-deputado federal Ronaldo Carleto. Sua intervenção foi decisiva para que a prefeita e a cidade que representa finalmente fossem reconhecidas no cenário institucional baiano. Um gesto político que rompe o silêncio imposto ao sudoeste da Bahia.

Essa reunião soou menos como um gesto de cooperação e mais como o reconhecimento tardio de uma autoridade legitimamente constituída. Sheila governa a terceira maior cidade da Bahia. E mesmo assim, passou anos ignorada, como se sua voz não tivesse o mesmo peso dos aliados palacianos.

Não foi por falta de tentativa. Foram inúmeros os momentos em que Vitória da Conquista buscou apoio estadual para questões urgentes, sobretudo na área da saúde. O Hospital Esaú Matos, por exemplo, atende não apenas o município, mas dezenas de cidades do entorno e parte do norte de Minas. Mesmo diante dessa realidade, o governo estadual permaneceu inerte, como se a cidade estivesse fora do mapa.

Sheila, em seus dois primeiros anos de mandato, enfrentou não só a dificuldade de governar sem apoio, mas também a indiferença institucional de um governo que parecia não aceitar a vontade popular por não ser conveniente aos seus interesses políticos. Ela foi tratada como uma adversária a ser isolada, e não como uma parceira legítima de gestão.

O que vemos agora — tardiamente — é uma tentativa de reposicionar essa relação. Não por altruísmo político, mas talvez pela clareza de que ignorar Vitória da Conquista não é mais sustentável. Sheila compareceu à reunião com serenidade, acompanhada de sua equipe, com pautas claras, firmes e sempre em nome da cidade. Diferente dos jogos partidários, ela não foi a Salvador para agradar ou ser agradada, mas para defender o que é justo: investimentos, respeito institucional e um olhar digno para as demandas de sua terra.

Se o governador busca reconstruir pontes, será preciso mais do que uma foto ao redor da mesa. Será preciso reconhecer que a prefeita, eleita pela maioria, tem legitimidade para liderar e governar — mesmo sem ter sido a escolha das elites que cercam o poder estadual.

Talvez agora, com o cenário político amadurecendo, a Bahia possa finalmente enxergar que ser oposição não significa ser inimiga, e que a grandeza de um governo se mede também pela capacidade de ouvir quem pensa diferente.

Sheila Lemos, até aqui, tem demonstrado isso com altivez. E Vitória da Conquista agradece — e também deve agradecer à ação política firme de quem, como Ronaldo Carleto, compreende que articulação também é um ato de justiça.

ARTIGO – A prefeita invisível e o poder que se faz de surdo

 

(Padre Carlos)

A política, quando deixa de servir ao povo, costuma virar uma máquina de silenciar vozes que incomodam. E em Vitória da Conquista, quem vem sendo silenciada há anos é justamente quem deveria ser ouvida com mais atenção: a prefeita Sheila Lemos, eleita democraticamente pela vontade soberana da população, e tratada como uma figura secundária pelo governo estadual.

A primeira reunião oficial entre Sheila e o governador Jerônimo Rodrigues, realizada nesta terça-feira em Salvador, não aconteceu por acaso — foi fruto direto da articulação do ex-deputado federal Ronaldo Carleto. Sua intervenção foi decisiva para que a prefeita e a cidade que representa finalmente fossem reconhecidas no cenário institucional baiano. Um gesto político que rompe o silêncio imposto ao sudoeste da Bahia.

Essa reunião soou menos como um gesto de cooperação e mais como o reconhecimento tardio de uma autoridade legitimamente constituída. Sheila governa a terceira maior cidade da Bahia. E mesmo assim, passou anos ignorada, como se sua voz não tivesse o mesmo peso dos aliados palacianos.

Não foi por falta de tentativa. Foram inúmeros os momentos em que Vitória da Conquista buscou apoio estadual para questões urgentes, sobretudo na área da saúde. O Hospital Esaú Matos, por exemplo, atende não apenas o município, mas dezenas de cidades do entorno e parte do norte de Minas. Mesmo diante dessa realidade, o governo estadual permaneceu inerte, como se a cidade estivesse fora do mapa.

Sheila, em seus dois primeiros anos de mandato, enfrentou não só a dificuldade de governar sem apoio, mas também a indiferença institucional de um governo que parecia não aceitar a vontade popular por não ser conveniente aos seus interesses políticos. Ela foi tratada como uma adversária a ser isolada, e não como uma parceira legítima de gestão.

O que vemos agora — tardiamente — é uma tentativa de reposicionar essa relação. Não por altruísmo político, mas talvez pela clareza de que ignorar Vitória da Conquista não é mais sustentável. Sheila compareceu à reunião com serenidade, acompanhada de sua equipe, com pautas claras, firmes e sempre em nome da cidade. Diferente dos jogos partidários, ela não foi a Salvador para agradar ou ser agradada, mas para defender o que é justo: investimentos, respeito institucional e um olhar digno para as demandas de sua terra.

Se o governador busca reconstruir pontes, será preciso mais do que uma foto ao redor da mesa. Será preciso reconhecer que a prefeita, eleita pela maioria, tem legitimidade para liderar e governar — mesmo sem ter sido a escolha das elites que cercam o poder estadual.

Talvez agora, com o cenário político amadurecendo, a Bahia possa finalmente enxergar que ser oposição não significa ser inimiga, e que a grandeza de um governo se mede também pela capacidade de ouvir quem pensa diferente.

Sheila Lemos, até aqui, tem demonstrado isso com altivez. E Vitória da Conquista agradece — e também deve agradecer à ação política firme de quem, como Ronaldo Carleto, compreende que articulação também é um ato de justiça.

Adeus ao Mestre: A Partida do Professor Raimundo Viana

 

 

 

 

Vitória da Conquista amanheceu mais silenciosa nesta quarta-feira. O coração da educação local perdeu uma de suas vozes mais marcantes: o professor Raimundo Viana nos deixou, após sofrer um mal súbito na tarde da última terça-feira (18). Apesar de todo o esforço das equipes do SIMTRANS, do Samu 192 e da equipe médica do Hospital Samur, onde foi submetido a uma angioplastia, o professor não resistiu. Sua partida deixa um vazio imensurável na história e no presente da educação em nossa região.

Raimundo Viana não era apenas o nome por trás do Colégio Opção e da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). Ele era, acima de tudo, um construtor de futuros. De origem humilde, foi um exemplo vivo da força transformadora da educação. Um homem que venceu na vida não apenas por seu talento e visão empreendedora, mas pelo amor à sua missão: ensinar, acolher, transformar.

Durante décadas, ele foi mais do que um educador — foi um farol para milhares de jovens e adultos que encontraram nas suas instituições uma chance real de mudança. Ao lado de sua esposa e companheira de jornada, sempre acolheu com generosidade e respeito estudantes vindos de todos os cantos do sertão baiano, oferecendo mais do que ensino: oferecendo dignidade.

Seu compromisso com a educação era apenas uma das muitas facetas de um homem que também se dedicava a projetos sociais, que sonhava alto, mas sempre com os pés fincados no chão de sua terra. Raimundo acreditava que a transformação vinha pela base, e por isso lutou incansavelmente para levar conhecimento, cultura e oportunidades para os que mais precisavam.

A notícia de sua morte é dura. Toca a cidade, emociona os que o conheceram de perto e impacta todos que, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, foram tocados por suas ações. Raimundo Viana era, e sempre será, um símbolo de esperança, trabalho e fé no poder do conhecimento.

Hoje, nos despedimos de um mestre. Um educador que não apenas passou por esta vida, mas deixou nela marcas profundas. Seu legado viverá em cada aluno formado, em cada história transformada, em cada sala de aula onde ainda ecoam os princípios que ele ajudou a construir.

Descanse em paz, professor. Sua lição mais bonita foi a vida que viveu. E nós, seus eternos alunos, continuaremos a escrevê-la — com gratidão, admiração e saudade.

Adeus ao Mestre: A Partida do Professor Raimundo Viana

 

 

 

 

Vitória da Conquista amanheceu mais silenciosa nesta quarta-feira. O coração da educação local perdeu uma de suas vozes mais marcantes: o professor Raimundo Viana nos deixou, após sofrer um mal súbito na tarde da última terça-feira (18). Apesar de todo o esforço das equipes do SIMTRANS, do Samu 192 e da equipe médica do Hospital Samur, onde foi submetido a uma angioplastia, o professor não resistiu. Sua partida deixa um vazio imensurável na história e no presente da educação em nossa região.

Raimundo Viana não era apenas o nome por trás do Colégio Opção e da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). Ele era, acima de tudo, um construtor de futuros. De origem humilde, foi um exemplo vivo da força transformadora da educação. Um homem que venceu na vida não apenas por seu talento e visão empreendedora, mas pelo amor à sua missão: ensinar, acolher, transformar.

Durante décadas, ele foi mais do que um educador — foi um farol para milhares de jovens e adultos que encontraram nas suas instituições uma chance real de mudança. Ao lado de sua esposa e companheira de jornada, sempre acolheu com generosidade e respeito estudantes vindos de todos os cantos do sertão baiano, oferecendo mais do que ensino: oferecendo dignidade.

Seu compromisso com a educação era apenas uma das muitas facetas de um homem que também se dedicava a projetos sociais, que sonhava alto, mas sempre com os pés fincados no chão de sua terra. Raimundo acreditava que a transformação vinha pela base, e por isso lutou incansavelmente para levar conhecimento, cultura e oportunidades para os que mais precisavam.

A notícia de sua morte é dura. Toca a cidade, emociona os que o conheceram de perto e impacta todos que, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, foram tocados por suas ações. Raimundo Viana era, e sempre será, um símbolo de esperança, trabalho e fé no poder do conhecimento.

Hoje, nos despedimos de um mestre. Um educador que não apenas passou por esta vida, mas deixou nela marcas profundas. Seu legado viverá em cada aluno formado, em cada história transformada, em cada sala de aula onde ainda ecoam os princípios que ele ajudou a construir.

Descanse em paz, professor. Sua lição mais bonita foi a vida que viveu. E nós, seus eternos alunos, continuaremos a escrevê-la — com gratidão, admiração e saudade.