Política e Resenha

Só Deus Sabe

 


 

Só Deus sabe — e eu, que carrego essa pedra debaixo das costelas — o quanto a tua ausência tem peso de mar.

Não o mar que faz barulho. O outro. O que fica quieto e afunda tudo por dentro.


Éramos jovens, e a juventude não pede licença pra partir. Vai embora como vento entre os dedos, como nome que a memória teima em guardar mas a vida teima em afastar.

Faz tanto tempo que não ouço tua voz — e mesmo assim, sei exatamente como ela soa.

Faz tanto tempo que não vejo teu sorriso — e mesmo assim, ele ainda acende alguma coisa que deveria estar apagada.


Eras uma menina. Hoje és uma senhora, dizem os anos. Mas os anos mentem pra quem ama com memória.

Porque eu ainda te procuro — todo dia, como quem procura uma chave que já não abre nenhuma porta deste mundo, mas abre tudo aqui dentro.


E eu te encontro.

Encontro a menina de olhos que não sabiam do que a vida era capaz. Encontro o riso fácil, o tempo devagar, a manhã que não tinha pressa.

Mas ela não existe mais — não lá fora, não no espelho, não nos caminhos que o mundo guarda.

Ela existe aqui. Aqui dentro. Num lugar que não tem endereço, que ninguém visita, que só Deus conhece e só a dor habita.


E está tudo bem.

Guardar alguém assim — inteiro, vivo, aceso — dentro do peito não é loucura.

É o único jeito que o amor encontrou de não te perder de vez.


— Padre Carlos

Só Deus Sabe

 


 

Só Deus sabe — e eu, que carrego essa pedra debaixo das costelas — o quanto a tua ausência tem peso de mar.

Não o mar que faz barulho. O outro. O que fica quieto e afunda tudo por dentro.


Éramos jovens, e a juventude não pede licença pra partir. Vai embora como vento entre os dedos, como nome que a memória teima em guardar mas a vida teima em afastar.

Faz tanto tempo que não ouço tua voz — e mesmo assim, sei exatamente como ela soa.

Faz tanto tempo que não vejo teu sorriso — e mesmo assim, ele ainda acende alguma coisa que deveria estar apagada.


Eras uma menina. Hoje és uma senhora, dizem os anos. Mas os anos mentem pra quem ama com memória.

Porque eu ainda te procuro — todo dia, como quem procura uma chave que já não abre nenhuma porta deste mundo, mas abre tudo aqui dentro.


E eu te encontro.

Encontro a menina de olhos que não sabiam do que a vida era capaz. Encontro o riso fácil, o tempo devagar, a manhã que não tinha pressa.

Mas ela não existe mais — não lá fora, não no espelho, não nos caminhos que o mundo guarda.

Ela existe aqui. Aqui dentro. Num lugar que não tem endereço, que ninguém visita, que só Deus conhece e só a dor habita.


E está tudo bem.

Guardar alguém assim — inteiro, vivo, aceso — dentro do peito não é loucura.

É o único jeito que o amor encontrou de não te perder de vez.


— Padre Carlos

O Corsário da República  “Quando o Plano B Também Falha” 

 

 

 

 

O Grande Golpe em Três Atos

— e Nenhum Passou do Prólogo

Um épico de estratégia, PowerPoints e caminhoneiros que,

desta vez, preferiram o diesel barato à glória histórica.

 

— * —

Imaginem, caros leitores, o nível de gênio estratégico necessário para montar um plano de desestabilização nacional com três frentes simultâneas — e errar em todas. Não em uma. Não em duas. Nas três. Ao mesmo tempo. É o tipo de façanha que merece, no mínimo, uma estátua — talvez de papelão, para combinar com a consistência da iniciativa.

A ideia era simples, como todo grande plano: encontrar a “carta definitiva” para derrubar o ministro Alexandre de Moraes e abrir caminho para soltar Jair Bolsonaro antes das eleições de 2026. Uma ambição nobre, diga-se. Só faltou um detalhe: funcionar.

Mas vamos com calma. O Brasil é grande, e o fracasso merece ser apreciado frente a frente, como um bom churrasco mal passado.

— * —

I  A Greve dos Caminhoneiros

— ou: Como Convocar uma Revolução e Só Aparecer Você

A primeira frente era sedutora em sua simplicidade: influenciadores milionários — pessoas que nunca dirigiram um caminhão na vida, a não ser num aplicativo de celular — se puseram a convocar caminhoneiros para fechar estradas e travar o país. Um gesto patriótico. Uma virada histórica. Um movimento de trabalhadores liderado por quem tem motorista.

Junto a eles, figuras do mercado financeiro emprestaram sua voz. Pessoas acostumadas a mover bilhões em planilhas decidiram, com galhardia, mobilizar quem move toneladas no asfalto. A solidariedade de classe, como sempre, comoveu a todos.

A greve foi cancelada antes de começar porque os caminhoneiros reais se lembraram de algo que os influenciadores esqueceram de calcular: a memória.

O problema — e aqui a história ganha aquela virada dramática que os roteiristas adoram — é que os caminhoneiros de verdade têm memória. Lembraram do diesel a preços estratósfericos do governo anterior. Lembraram de terem sido usados como massa de manobra em 2022. E tomaram uma decisão surpreendente para quem os convocava: preferiram dialogar com o governo federal.

Em vez de barricadas, mesas de negociação. Em vez de pneus queimando, conversas. Lula, com seu estilo nada sutil, anunciou que postos que aumentassem preços sem justificativa teriam seus donos presos, e cobrou que governadores bolsonaristas zerassem o ICMS. O movimento foi tão atropelado que nem chegou a sair da garagem. A revolução foi cancelada por falta de quórum.

OPERAÇÃO: ENCALHADA

— * —

II  O PowerPoint Revelador

— ou: Como Jogar uma Pedra num Espelho

A segunda frente foi, reconheça-se, mais sofisticada. Alguém teve o trabalho de montar um PowerPoint. Isso já exige esforço. Slides, fontes, talvez até uma animação de entrada. A GloboNews exibiu o material com a pompa que o momento pedia: tentava-se associar o PT e o governo ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.

A acusação era grave. O problema é que as investigações mostraram algo inconveniente: quem investiu bilhões de reais nos fundos de Vorcaro foram governadores do PL, do União Brasil e dos Republicanos. Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Ibaneis Rocha, do Distrito Federal. Tarcísio de Freitas, de São Paulo. O banqueiro acusado tinha uma clientela muito… ideologicamente coesa.

Quem atirou a pedra descobriu que estava numa casa de vidro — e que os vidros eram bem mais caros do que imaginava.

Para completar o quadro digno de uma obra de García Márquez — realismo mágico com cheiro de dólar —, as apurações indicam que foi Campos Neto, o indicado de Bolsonaro ao Banco Central, quem autorizou Vorcaro a operar, apesar de condenações anteriores. E que a Globo possui parcerias com o Nubank. Enquanto o Jornal Nacional disparava suas acusações, sua audiência caía para marcas históricas. O Brasil, ao menos, teve senso de oportunidade.

É o tipo de narrativa que, num outro contexto, seria chamada de boomerang jornalístico. Aqui chamamos simplesmente de segunda-feira.

SLIDE Nº 1: REVIRADO

— * —

III  A “Carta Secreta”

— ou: O Crime que Não Era Crime

A terceira frente era a joia da coroa. A aposta suprema. O xadrez dentro do xadrez. A estratégia era que a delação premiada de Vorcaro implicasse o ministro Alexandre de Moraes através de um contrato comercial que sua esposa mantinha com o banco. Uma esposa. Um contrato. Uma carta definitiva.

Há só um entrave — e ele está na lei, o que é inconvenientemente inconveniente para quem planeja: pela Lei 12.850, uma delação premiada só tem valor com provas de crimes. Um contrato comercial público não é crime. Para ser crime, seria necessária uma decisão judicial do ministro beneficiando diretamente o banco. O que, segundo os documentos, não existe.

Planejaram o crime perfeito. Só esqueceram de incluir o crime.

Os registros disponíveis mostram, pelo contrário, vínculos documentados de Vorcaro com parlamentares e governadores que receberam doações de campanha e viajaram com o banqueiro. A carta definitiva, tão esperada, parecia um cheque em branco emitido para o destinatário errado.

PROVA: NÃO ENCONTRADA

— * —

Bônus: O Senador, o Cunhado e a Igreja

Como se três fracassos simultâneos não bastassem para enriquecer a narrativa, eis que surge o senador Carlos Viana — presidente da CPMI do 8 de janeiro, nada menos —, agora notificado pelo ministro Flávio Dino. O motivo? Entre 2019 e 2025, Viana teria repassado R$ 3,6 milhões em verbas públicas para uma filial específica da Igreja da Lagoinha — onde atua, por pura coincidência cósmica, o cunhado de Daniel Vorcaro.

Investigadores indicam que o dinheiro não foi para fins sociais, mas para ser reciclado em estruturas financeiras ligadas à rede do banqueiro preso. A fé move montanhas, dizem. Aparentemente, move também capital de giro.

— * —

Das Joias ao Combustível — Ou: O Presente que Não Para de Dar Problema

E as joias? Ah, as joias. Alexandre de Moraes impediu o arquivamento do caso, contrariando a sugestão do PGR Paulo Gonet. Um novo relatório da Polícia Federal levanta a hipótese de que as peças presenteadas por ditadores árabes seriam propina pela privatização de refinarias — uma refinaria avaliada em R$ 21 bilhões vendida por R$ 10 bilhões. Uma liquidação patriótica, como se diria nos classificados.

O epílogo cotidiano dessa história, segundo as apurações, está no preço do combustível que cada brasileiro paga toda semana. Os grupos que adquiriram as refinarias são os mesmos cujos representantes entregavam pedras preciosas em viagens diplomáticas. O bolso do consumidor, como sempre, foi o mais honesto participante de toda a transação.

— * —

Conclusão — Ou: Até 2026, com Carinho

O plano falhou em todas as frentes. Os caminhoneiros não pararam. O PowerPoint virou bumerangue. A carta definitiva não tinha crime. O senador da CPMI está sendo investigado. As joias viraram relatório policial. Qualquer roteirista de série B pediria revisão do script.

E no entanto, como nos grandes cliffhangers da televisão, o capítulo termina com uma advertência: novas estratégias estão sendo articuladas para 2026. A esperança, sabe-se, é a última que morre. E em política brasileira, ela costuma ressuscitar a tempo de virar candidatura.

O Brasil é o único país do mundo capaz de transformar um golpe fracassado em promessa de campanha eleitoral.

Aguardemos, portanto, o próximo episódio. Com pipoca. Com muita pipoca.

— * * * —

* Este artigo é de opinião satírica. Nomes, fatos e dados mencionados são de conhecimento público.

** Nenhum PowerPoint foi maltratado durante a produção deste texto.

*** O autor oferece ironia com moderação — quando a realidade já faz o trabalho pesado, é quase desnecessário.

O Corsário da República  “Quando o Plano B Também Falha” 

 

 

 

 

O Grande Golpe em Três Atos

— e Nenhum Passou do Prólogo

Um épico de estratégia, PowerPoints e caminhoneiros que,

desta vez, preferiram o diesel barato à glória histórica.

 

— * —

Imaginem, caros leitores, o nível de gênio estratégico necessário para montar um plano de desestabilização nacional com três frentes simultâneas — e errar em todas. Não em uma. Não em duas. Nas três. Ao mesmo tempo. É o tipo de façanha que merece, no mínimo, uma estátua — talvez de papelão, para combinar com a consistência da iniciativa.

A ideia era simples, como todo grande plano: encontrar a “carta definitiva” para derrubar o ministro Alexandre de Moraes e abrir caminho para soltar Jair Bolsonaro antes das eleições de 2026. Uma ambição nobre, diga-se. Só faltou um detalhe: funcionar.

Mas vamos com calma. O Brasil é grande, e o fracasso merece ser apreciado frente a frente, como um bom churrasco mal passado.

— * —

I  A Greve dos Caminhoneiros

— ou: Como Convocar uma Revolução e Só Aparecer Você

A primeira frente era sedutora em sua simplicidade: influenciadores milionários — pessoas que nunca dirigiram um caminhão na vida, a não ser num aplicativo de celular — se puseram a convocar caminhoneiros para fechar estradas e travar o país. Um gesto patriótico. Uma virada histórica. Um movimento de trabalhadores liderado por quem tem motorista.

Junto a eles, figuras do mercado financeiro emprestaram sua voz. Pessoas acostumadas a mover bilhões em planilhas decidiram, com galhardia, mobilizar quem move toneladas no asfalto. A solidariedade de classe, como sempre, comoveu a todos.

A greve foi cancelada antes de começar porque os caminhoneiros reais se lembraram de algo que os influenciadores esqueceram de calcular: a memória.

O problema — e aqui a história ganha aquela virada dramática que os roteiristas adoram — é que os caminhoneiros de verdade têm memória. Lembraram do diesel a preços estratósfericos do governo anterior. Lembraram de terem sido usados como massa de manobra em 2022. E tomaram uma decisão surpreendente para quem os convocava: preferiram dialogar com o governo federal.

Em vez de barricadas, mesas de negociação. Em vez de pneus queimando, conversas. Lula, com seu estilo nada sutil, anunciou que postos que aumentassem preços sem justificativa teriam seus donos presos, e cobrou que governadores bolsonaristas zerassem o ICMS. O movimento foi tão atropelado que nem chegou a sair da garagem. A revolução foi cancelada por falta de quórum.

OPERAÇÃO: ENCALHADA

— * —

II  O PowerPoint Revelador

— ou: Como Jogar uma Pedra num Espelho

A segunda frente foi, reconheça-se, mais sofisticada. Alguém teve o trabalho de montar um PowerPoint. Isso já exige esforço. Slides, fontes, talvez até uma animação de entrada. A GloboNews exibiu o material com a pompa que o momento pedia: tentava-se associar o PT e o governo ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.

A acusação era grave. O problema é que as investigações mostraram algo inconveniente: quem investiu bilhões de reais nos fundos de Vorcaro foram governadores do PL, do União Brasil e dos Republicanos. Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Ibaneis Rocha, do Distrito Federal. Tarcísio de Freitas, de São Paulo. O banqueiro acusado tinha uma clientela muito… ideologicamente coesa.

Quem atirou a pedra descobriu que estava numa casa de vidro — e que os vidros eram bem mais caros do que imaginava.

Para completar o quadro digno de uma obra de García Márquez — realismo mágico com cheiro de dólar —, as apurações indicam que foi Campos Neto, o indicado de Bolsonaro ao Banco Central, quem autorizou Vorcaro a operar, apesar de condenações anteriores. E que a Globo possui parcerias com o Nubank. Enquanto o Jornal Nacional disparava suas acusações, sua audiência caía para marcas históricas. O Brasil, ao menos, teve senso de oportunidade.

É o tipo de narrativa que, num outro contexto, seria chamada de boomerang jornalístico. Aqui chamamos simplesmente de segunda-feira.

SLIDE Nº 1: REVIRADO

— * —

III  A “Carta Secreta”

— ou: O Crime que Não Era Crime

A terceira frente era a joia da coroa. A aposta suprema. O xadrez dentro do xadrez. A estratégia era que a delação premiada de Vorcaro implicasse o ministro Alexandre de Moraes através de um contrato comercial que sua esposa mantinha com o banco. Uma esposa. Um contrato. Uma carta definitiva.

Há só um entrave — e ele está na lei, o que é inconvenientemente inconveniente para quem planeja: pela Lei 12.850, uma delação premiada só tem valor com provas de crimes. Um contrato comercial público não é crime. Para ser crime, seria necessária uma decisão judicial do ministro beneficiando diretamente o banco. O que, segundo os documentos, não existe.

Planejaram o crime perfeito. Só esqueceram de incluir o crime.

Os registros disponíveis mostram, pelo contrário, vínculos documentados de Vorcaro com parlamentares e governadores que receberam doações de campanha e viajaram com o banqueiro. A carta definitiva, tão esperada, parecia um cheque em branco emitido para o destinatário errado.

PROVA: NÃO ENCONTRADA

— * —

Bônus: O Senador, o Cunhado e a Igreja

Como se três fracassos simultâneos não bastassem para enriquecer a narrativa, eis que surge o senador Carlos Viana — presidente da CPMI do 8 de janeiro, nada menos —, agora notificado pelo ministro Flávio Dino. O motivo? Entre 2019 e 2025, Viana teria repassado R$ 3,6 milhões em verbas públicas para uma filial específica da Igreja da Lagoinha — onde atua, por pura coincidência cósmica, o cunhado de Daniel Vorcaro.

Investigadores indicam que o dinheiro não foi para fins sociais, mas para ser reciclado em estruturas financeiras ligadas à rede do banqueiro preso. A fé move montanhas, dizem. Aparentemente, move também capital de giro.

— * —

Das Joias ao Combustível — Ou: O Presente que Não Para de Dar Problema

E as joias? Ah, as joias. Alexandre de Moraes impediu o arquivamento do caso, contrariando a sugestão do PGR Paulo Gonet. Um novo relatório da Polícia Federal levanta a hipótese de que as peças presenteadas por ditadores árabes seriam propina pela privatização de refinarias — uma refinaria avaliada em R$ 21 bilhões vendida por R$ 10 bilhões. Uma liquidação patriótica, como se diria nos classificados.

O epílogo cotidiano dessa história, segundo as apurações, está no preço do combustível que cada brasileiro paga toda semana. Os grupos que adquiriram as refinarias são os mesmos cujos representantes entregavam pedras preciosas em viagens diplomáticas. O bolso do consumidor, como sempre, foi o mais honesto participante de toda a transação.

— * —

Conclusão — Ou: Até 2026, com Carinho

O plano falhou em todas as frentes. Os caminhoneiros não pararam. O PowerPoint virou bumerangue. A carta definitiva não tinha crime. O senador da CPMI está sendo investigado. As joias viraram relatório policial. Qualquer roteirista de série B pediria revisão do script.

E no entanto, como nos grandes cliffhangers da televisão, o capítulo termina com uma advertência: novas estratégias estão sendo articuladas para 2026. A esperança, sabe-se, é a última que morre. E em política brasileira, ela costuma ressuscitar a tempo de virar candidatura.

O Brasil é o único país do mundo capaz de transformar um golpe fracassado em promessa de campanha eleitoral.

Aguardemos, portanto, o próximo episódio. Com pipoca. Com muita pipoca.

— * * * —

* Este artigo é de opinião satírica. Nomes, fatos e dados mencionados são de conhecimento público.

** Nenhum PowerPoint foi maltratado durante a produção deste texto.

*** O autor oferece ironia com moderação — quando a realidade já faz o trabalho pesado, é quase desnecessário.

Prestes, Cunhal e a Dignidade das Derrotas

 

 

 

Sobre os homens que apostaram a própria vida numa promessa civilizacional — e o que a História faz com essa aposta

 

Há uma dor particular em sobreviver ao próprio sonho. Não é a dor do fracasso — essa, ao menos, tem a clareza de um fim. É outra coisa: a dor de continuar em pé enquanto tudo aquilo que dava sentido ao estar em pé vai desmoronando, pedra por pedra, diante dos seus olhos. É a dor dos que apostaram tudo — liberdade, família, décadas de vida — numa ideia que o mundo insistiu em enterrar antes deles.

Conheço essa dor.  Porque a vivi, mas também porque passei várias horas sentado com ela — em arquivos empoeirados de Salvador, Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, em transcrições de interrogatórios e cartas clandestinas, em depoimentos gravados com a voz trêmula de quem lembra o que não quer esquecer. É uma dor que não aparece nos manuais de ciência política. Mas que perfura qualquer página de história honesta como um fio de luz a atravessar o breu.

Houve um tempo — e é preciso que o digamos sem ironia, sem a arrogância cômoda do presente — em que a juventude acreditava que a História tinha direção. Não apenas que os fatos se sucediam. Mas que havia um sentido, uma lógica imanente nas entranhas do tempo, e que essa direção podia ser apressada pelas mãos dos homens certos. Nomes como Luís Carlos Prestes e Álvaro Cunhal  não eram apenas figuras políticas. Eram símbolos. Eram a carne e o osso de uma promessa quase messiânica — redenção social, justiça histórica, igualdade concreta. Eram a prova de que o heroísmo não era ficção.

Mas o tempo — esse juiz que não negocia e não absolve sem cobrar — aguardava no fim de cada estrada.

Há derrotas que preservam a dignidade e vitórias que carregam a vergonha. A História, quando olhada com honestidade, não se organiza em troféus — mas em legados.

Décadas depois, a pergunta que persiste não é simples nem confortável. Não é apenas: foram vencedores ou vencidos? Essa é, talvez, a pergunta errada — a pergunta que os articulista, jornalistas ou quem sabe, os hisóriadores preguiçosos fazem e os demagogos adoram responder. A verdadeira pergunta é outra. É a pergunta que nos obriga a olhar para dentro antes de olhar para o arquivo: o que uma vida inteira entregue a um ideal nos diz sobre a condição humana?

I. O Abismo que se Abriu em 1991

Quando o Muro de Berlim cedeu em novembro de 1989, muitos celebraram. Mas para homens como Prestes e Cunhal, aquilo não era uma celebração — era um terremoto interior de magnitude incalculável. E quando, em dezembro de 1991, a bandeira vermelha com foice e martelo desceu pela última vez do Kremlin, o que se encerrou não foi apenas um Estado. Foi o epicentro simbólico de uma vida inteira de luta.

Imagine — e peço que faça este exercício com seriedade, não com condescendência — imagine ter dado os seus trinta anos a uma causa. Ter dormido em masmorras por ela. Ter renunciado a filhos, a amores, à paz doméstica do cotidiano. Ter cruzado fronteiras noturnas com documentos falsos, ter visto companheiros morrer, ter carregado nas costas o peso de um projeto que julgava ser o único capaz de romper a arquitetura milenar da injustiça. E então, ao crepúsculo da vida, ver esse projeto implodir — não em chamas dramáticas, mas na frieza burocrática de um comunicado oficial.

A queda da União Soviética não foi apenas o colapso de um sistema político. Foi o desmoronamento de uma esperança civilizacional. E o peso disso sobre os ombros de quem acreditou — com tudo que tinha — não é mensurável por nenhum índice histórico.

Esse colapso foi, para Prestes e Cunhal, como ver ruir não apenas um país, mas o próprio sentido de uma vida inteira. Como se o chão sob os pés — o único chão que jamais haviam abandonado — se abrisse, silencioso e definitivo. Não há como narrar isso de longe. É preciso que a história se deixe sentir.

II. Dois Homens, Dois Caminhos no Mesmo Precipício

E é aqui — neste precipício comum — que os caminhos se separam com uma clareza quase trágica.

Luís Carlos Prestes chegou ao fim com uma história que nenhum romancista ousaria inventar: vinte e dois anos de prisão e exílio, a morte de sua companheira Olga Benário nas câmaras nazistas, décadas de clandestinidade, a lealdade total a um partido que muitas vezes o traiu antes que ele tivesse a lucidez — dolorosa, lenta, nunca completa — de revisitar a própria história. Não sem contradições. Não sem um preço altíssimo de reputação e de afetos perdidos. Mas com um traço que os grandes personagens históricos raramente exibem: a flexibilidade diante do irreversível.

Prestes rompeu com o PCB em 1980. Criticou o autoritarismo soviético. Aproximou-se do PT. Houve quem visse nisso traição; eu vejo, com o respeito de quem estudou cada dobra de sua biografia, uma espécie de coragem mais difícil do que a de enfrentar um carcereiro — a coragem de dizer: eu errei, e ainda estou aqui.

Cunhal, por outro lado, permaneceu.

Não por ignorância — essa seria a leitura mais fácil, e portanto a mais injusta. Cunhal sabia. Suas análises internas sobre as contradições do modelo soviético, seus escritos literários sob o pseudônimo de Manuel Tiago, revelam um homem de lucidez perturbadora. Ele enxergava as rachaduras no edifício. E mesmo assim escolheu não ceder. Não porque fosse cego — mas porque, para ele, a lealdade ao ideal era mais constitutiva de sua identidade do que qualquer reavaliação tática poderia ser.

Cunhal sabia — com uma clareza quase trágica — das fragilidades do modelo soviético. E, ainda assim, escolheu não ceder. Não por ignorância. Por convicção. Há nisso algo de grandioso. E também de profundamente doloroso.

Há nisso algo que nos obriga ao silêncio antes do julgamento. Porque a fidelidade de Cunhal não era a fidelidade do fanático que nunca pensou. Era a fidelidade de quem pensou, viu as fraturas, e decidiu que a coerência existencial valia mais do que a adaptação estratégica. É uma postura que o mundo moderno — pragmático, fluido, always moving on — dificilmente compreende. Mas que a literatura — de Dostoiévski a Saramago — conhece bem.

acontecido.

IV. O que Fica

No fundo, o que está em jogo neste longo debate não é apenas o comunismo como sistema político. É algo mais antigo, mais teimoso e mais necessário do que qualquer partido ou doutrina: a ideia de que é possível construir uma sociedade mais justa. Essa ideia não morreu com a União Soviética. Ela apenas perdeu sua forma mais concreta — e, com isso, revelou, nua e dolorosamente, suas próprias fragilidades.

Prestes e Cunhal representam, assim, duas formas de enfrentar o colapso de um ideal: a adaptação e a fidelidade. Dois gestos distintos perante o mesmo abismo. Nenhum deles é simples. Nenhum deles é plenamente vitorioso. Nenhum deles merece ser reduzido a uma linha de rodapé na história dos que venceram.

Porque ambos são profundamente humanos.

O verdadeiro julgamento — o único que vale a pena fazer, sentados diante do arquivo ou da vida — não deve ser sobre quem venceu ou perdeu. Deve ser sobre quem permaneceu coerente com sua consciência. Sobre quem foi capaz de encarar a História sem fugir dela, sem reescrevê-la para seu próprio conforto, sem transformá-la em espelho do que queria ser verdade.

Porque, no fim, a História não absolve nem condena com facilidade. Ela apenas lembra. E essa memória — quando honesta, quando sem concessões ao poder ou à facilidade — é, em si mesma, um ato de justiça.

Guardo comigo, há muitos anos, uma frase dita por um velho militante comunista português que conversei  num café de do Rio de Janeiro, nos anos noventa, já com oitenta anos e os olhos cansados de tanto futuro que não chegou: “Não me arrependo de ter acreditado. Arrependo-me apenas de não ter pensado mais. Mas acreditar — acreditar que o mundo podia ser outro — isso não foi erro. Isso foi o melhor de mim.”

Eu não sei se ele tinha razão. A História raramente nos diz se tínhamos razão. Ela apenas nos conta o que fizemos com o tempo que nos coube.

E o que Prestes e Cunhal fizeram com o deles — com toda a luz e com toda a sombra, com toda a grandeza e com todo o equívoco — merece ser lembrado com a seriedade que damos ao que foi, de fato, vivido até o fim.

Prestes, Cunhal e a Dignidade das Derrotas

 

 

 

Sobre os homens que apostaram a própria vida numa promessa civilizacional — e o que a História faz com essa aposta

 

Há uma dor particular em sobreviver ao próprio sonho. Não é a dor do fracasso — essa, ao menos, tem a clareza de um fim. É outra coisa: a dor de continuar em pé enquanto tudo aquilo que dava sentido ao estar em pé vai desmoronando, pedra por pedra, diante dos seus olhos. É a dor dos que apostaram tudo — liberdade, família, décadas de vida — numa ideia que o mundo insistiu em enterrar antes deles.

Conheço essa dor.  Porque a vivi, mas também porque passei várias horas sentado com ela — em arquivos empoeirados de Salvador, Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, em transcrições de interrogatórios e cartas clandestinas, em depoimentos gravados com a voz trêmula de quem lembra o que não quer esquecer. É uma dor que não aparece nos manuais de ciência política. Mas que perfura qualquer página de história honesta como um fio de luz a atravessar o breu.

Houve um tempo — e é preciso que o digamos sem ironia, sem a arrogância cômoda do presente — em que a juventude acreditava que a História tinha direção. Não apenas que os fatos se sucediam. Mas que havia um sentido, uma lógica imanente nas entranhas do tempo, e que essa direção podia ser apressada pelas mãos dos homens certos. Nomes como Luís Carlos Prestes e Álvaro Cunhal  não eram apenas figuras políticas. Eram símbolos. Eram a carne e o osso de uma promessa quase messiânica — redenção social, justiça histórica, igualdade concreta. Eram a prova de que o heroísmo não era ficção.

Mas o tempo — esse juiz que não negocia e não absolve sem cobrar — aguardava no fim de cada estrada.

Há derrotas que preservam a dignidade e vitórias que carregam a vergonha. A História, quando olhada com honestidade, não se organiza em troféus — mas em legados.

Décadas depois, a pergunta que persiste não é simples nem confortável. Não é apenas: foram vencedores ou vencidos? Essa é, talvez, a pergunta errada — a pergunta que os articulista, jornalistas ou quem sabe, os hisóriadores preguiçosos fazem e os demagogos adoram responder. A verdadeira pergunta é outra. É a pergunta que nos obriga a olhar para dentro antes de olhar para o arquivo: o que uma vida inteira entregue a um ideal nos diz sobre a condição humana?

I. O Abismo que se Abriu em 1991

Quando o Muro de Berlim cedeu em novembro de 1989, muitos celebraram. Mas para homens como Prestes e Cunhal, aquilo não era uma celebração — era um terremoto interior de magnitude incalculável. E quando, em dezembro de 1991, a bandeira vermelha com foice e martelo desceu pela última vez do Kremlin, o que se encerrou não foi apenas um Estado. Foi o epicentro simbólico de uma vida inteira de luta.

Imagine — e peço que faça este exercício com seriedade, não com condescendência — imagine ter dado os seus trinta anos a uma causa. Ter dormido em masmorras por ela. Ter renunciado a filhos, a amores, à paz doméstica do cotidiano. Ter cruzado fronteiras noturnas com documentos falsos, ter visto companheiros morrer, ter carregado nas costas o peso de um projeto que julgava ser o único capaz de romper a arquitetura milenar da injustiça. E então, ao crepúsculo da vida, ver esse projeto implodir — não em chamas dramáticas, mas na frieza burocrática de um comunicado oficial.

A queda da União Soviética não foi apenas o colapso de um sistema político. Foi o desmoronamento de uma esperança civilizacional. E o peso disso sobre os ombros de quem acreditou — com tudo que tinha — não é mensurável por nenhum índice histórico.

Esse colapso foi, para Prestes e Cunhal, como ver ruir não apenas um país, mas o próprio sentido de uma vida inteira. Como se o chão sob os pés — o único chão que jamais haviam abandonado — se abrisse, silencioso e definitivo. Não há como narrar isso de longe. É preciso que a história se deixe sentir.

II. Dois Homens, Dois Caminhos no Mesmo Precipício

E é aqui — neste precipício comum — que os caminhos se separam com uma clareza quase trágica.

Luís Carlos Prestes chegou ao fim com uma história que nenhum romancista ousaria inventar: vinte e dois anos de prisão e exílio, a morte de sua companheira Olga Benário nas câmaras nazistas, décadas de clandestinidade, a lealdade total a um partido que muitas vezes o traiu antes que ele tivesse a lucidez — dolorosa, lenta, nunca completa — de revisitar a própria história. Não sem contradições. Não sem um preço altíssimo de reputação e de afetos perdidos. Mas com um traço que os grandes personagens históricos raramente exibem: a flexibilidade diante do irreversível.

Prestes rompeu com o PCB em 1980. Criticou o autoritarismo soviético. Aproximou-se do PT. Houve quem visse nisso traição; eu vejo, com o respeito de quem estudou cada dobra de sua biografia, uma espécie de coragem mais difícil do que a de enfrentar um carcereiro — a coragem de dizer: eu errei, e ainda estou aqui.

Cunhal, por outro lado, permaneceu.

Não por ignorância — essa seria a leitura mais fácil, e portanto a mais injusta. Cunhal sabia. Suas análises internas sobre as contradições do modelo soviético, seus escritos literários sob o pseudônimo de Manuel Tiago, revelam um homem de lucidez perturbadora. Ele enxergava as rachaduras no edifício. E mesmo assim escolheu não ceder. Não porque fosse cego — mas porque, para ele, a lealdade ao ideal era mais constitutiva de sua identidade do que qualquer reavaliação tática poderia ser.

Cunhal sabia — com uma clareza quase trágica — das fragilidades do modelo soviético. E, ainda assim, escolheu não ceder. Não por ignorância. Por convicção. Há nisso algo de grandioso. E também de profundamente doloroso.

Há nisso algo que nos obriga ao silêncio antes do julgamento. Porque a fidelidade de Cunhal não era a fidelidade do fanático que nunca pensou. Era a fidelidade de quem pensou, viu as fraturas, e decidiu que a coerência existencial valia mais do que a adaptação estratégica. É uma postura que o mundo moderno — pragmático, fluido, always moving on — dificilmente compreende. Mas que a literatura — de Dostoiévski a Saramago — conhece bem.

acontecido.

IV. O que Fica

No fundo, o que está em jogo neste longo debate não é apenas o comunismo como sistema político. É algo mais antigo, mais teimoso e mais necessário do que qualquer partido ou doutrina: a ideia de que é possível construir uma sociedade mais justa. Essa ideia não morreu com a União Soviética. Ela apenas perdeu sua forma mais concreta — e, com isso, revelou, nua e dolorosamente, suas próprias fragilidades.

Prestes e Cunhal representam, assim, duas formas de enfrentar o colapso de um ideal: a adaptação e a fidelidade. Dois gestos distintos perante o mesmo abismo. Nenhum deles é simples. Nenhum deles é plenamente vitorioso. Nenhum deles merece ser reduzido a uma linha de rodapé na história dos que venceram.

Porque ambos são profundamente humanos.

O verdadeiro julgamento — o único que vale a pena fazer, sentados diante do arquivo ou da vida — não deve ser sobre quem venceu ou perdeu. Deve ser sobre quem permaneceu coerente com sua consciência. Sobre quem foi capaz de encarar a História sem fugir dela, sem reescrevê-la para seu próprio conforto, sem transformá-la em espelho do que queria ser verdade.

Porque, no fim, a História não absolve nem condena com facilidade. Ela apenas lembra. E essa memória — quando honesta, quando sem concessões ao poder ou à facilidade — é, em si mesma, um ato de justiça.

Guardo comigo, há muitos anos, uma frase dita por um velho militante comunista português que conversei  num café de do Rio de Janeiro, nos anos noventa, já com oitenta anos e os olhos cansados de tanto futuro que não chegou: “Não me arrependo de ter acreditado. Arrependo-me apenas de não ter pensado mais. Mas acreditar — acreditar que o mundo podia ser outro — isso não foi erro. Isso foi o melhor de mim.”

Eu não sei se ele tinha razão. A História raramente nos diz se tínhamos razão. Ela apenas nos conta o que fizemos com o tempo que nos coube.

E o que Prestes e Cunhal fizeram com o deles — com toda a luz e com toda a sombra, com toda a grandeza e com todo o equívoco — merece ser lembrado com a seriedade que damos ao que foi, de fato, vivido até o fim.

Tragédia na BR-116: Colisão Choca Vitória da Conquista e Deixa Cidade em Luto Profundo

A noite de domingo, 22 de março, ficará marcada na memória de Vitória da Conquista por um acontecimento que interrompeu rotinas, silenciou conversas e encheu de tristeza dois municípios do sudoeste baiano. Um grave acidente na BR-116, no trecho que liga a cidade a Planalto, resultou na morte de duas pessoas, deixando um rastro de dor e comoção.

De acordo com informações apuradas, a colisão envolveu dois veículos e mobilizou rapidamente uma grande operação de atendimento. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, profissionais de saúde, agentes da Polícia Rodoviária Federal e técnicos do Departamento de Polícia Técnica foram acionados para prestar socorro, organizar o trânsito e iniciar os procedimentos periciais.

A atuação integrada das instituições demonstra a importância da resposta rápida em situações de emergência, garantindo não apenas o atendimento imediato, mas também a investigação precisa das circunstâncias do ocorrido. Em momentos como este, a presença coordenada dessas equipes é fundamental para assegurar dignidade às vítimas e suporte às famílias.

Entre as vítimas fatais está Mateus, jovem bastante conhecido em Vitória da Conquista e também em Planalto. Sua partida repentina gerou uma onda de manifestações nas redes sociais, onde amigos, familiares e conhecidos expressam mensagens de carinho, saudade e incredulidade diante da perda.

Descrito como carismático e sempre cercado de amigos, Mateus deixa uma marca profunda naqueles que conviveram com ele. Sua história, agora interrompida de forma abrupta, ecoa como um lembrete da fragilidade da vida e da importância dos laços que construímos ao longo do caminho.

A repercussão do acidente ultrapassa os limites da rodovia e alcança o cotidiano das duas cidades, que hoje compartilham o mesmo sentimento de luto. Em meio à dor, surgem também gestos de solidariedade e união, reforçando o papel da comunidade em momentos difíceis.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes, que trabalham para esclarecer todos os detalhes do acidente. A expectativa é de que as investigações tragam respostas que ajudem a compreender o que aconteceu, contribuindo para a prevenção de novas tragédias.

Em um cenário de tristeza, permanece a certeza de que vidas como a de Mateus jamais serão esquecidas. Seu legado permanece vivo na memória afetiva de uma cidade inteira que hoje se une em silêncio, respeito e oração.

(Maria Clara)

Tragédia na BR-116: Colisão Choca Vitória da Conquista e Deixa Cidade em Luto Profundo

A noite de domingo, 22 de março, ficará marcada na memória de Vitória da Conquista por um acontecimento que interrompeu rotinas, silenciou conversas e encheu de tristeza dois municípios do sudoeste baiano. Um grave acidente na BR-116, no trecho que liga a cidade a Planalto, resultou na morte de duas pessoas, deixando um rastro de dor e comoção.

De acordo com informações apuradas, a colisão envolveu dois veículos e mobilizou rapidamente uma grande operação de atendimento. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, profissionais de saúde, agentes da Polícia Rodoviária Federal e técnicos do Departamento de Polícia Técnica foram acionados para prestar socorro, organizar o trânsito e iniciar os procedimentos periciais.

A atuação integrada das instituições demonstra a importância da resposta rápida em situações de emergência, garantindo não apenas o atendimento imediato, mas também a investigação precisa das circunstâncias do ocorrido. Em momentos como este, a presença coordenada dessas equipes é fundamental para assegurar dignidade às vítimas e suporte às famílias.

Entre as vítimas fatais está Mateus, jovem bastante conhecido em Vitória da Conquista e também em Planalto. Sua partida repentina gerou uma onda de manifestações nas redes sociais, onde amigos, familiares e conhecidos expressam mensagens de carinho, saudade e incredulidade diante da perda.

Descrito como carismático e sempre cercado de amigos, Mateus deixa uma marca profunda naqueles que conviveram com ele. Sua história, agora interrompida de forma abrupta, ecoa como um lembrete da fragilidade da vida e da importância dos laços que construímos ao longo do caminho.

A repercussão do acidente ultrapassa os limites da rodovia e alcança o cotidiano das duas cidades, que hoje compartilham o mesmo sentimento de luto. Em meio à dor, surgem também gestos de solidariedade e união, reforçando o papel da comunidade em momentos difíceis.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes, que trabalham para esclarecer todos os detalhes do acidente. A expectativa é de que as investigações tragam respostas que ajudem a compreender o que aconteceu, contribuindo para a prevenção de novas tragédias.

Em um cenário de tristeza, permanece a certeza de que vidas como a de Mateus jamais serão esquecidas. Seu legado permanece vivo na memória afetiva de uma cidade inteira que hoje se une em silêncio, respeito e oração.

(Maria Clara)

ALERTA MÁXIMO: CHUVAS INTENSAS COLOCAM VITÓRIA DA CONQUISTA EM ESTADO DE ATENÇÃO NESTA SEGUNDA-FEIRA

A população de Vitória da Conquista inicia a semana sob um cenário de atenção redobrada. Nesta segunda-feira (23), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, indicando perigo potencial para chuvas intensas na região.

O aviso, que começou às 10h de hoje, segue válido até as 10h desta terça-feira (24), sinalizando um período crítico em que o volume de chuva pode alcançar índices expressivos. Segundo o órgão, a previsão aponta para precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo atingir até 100 milímetros ao longo do dia. Além disso, ventos fortes, variando entre 60 e 100 km/h, podem intensificar ainda mais os impactos.

O alerta não é apenas um dado técnico — ele se traduz em riscos reais para o cotidiano da cidade. Entre os principais pontos de atenção estão possíveis interrupções no fornecimento de energia elétrica, quedas de galhos de árvores, alagamentos em áreas urbanas e a ocorrência de descargas elétricas.

Diante desse cenário, autoridades e órgãos de monitoramento reforçam a importância da prevenção e do comportamento seguro por parte da população. Em momentos de rajadas de vento, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores, uma medida essencial para reduzir riscos de acidentes. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a estruturas como torres de transmissão e placas de propaganda, que podem ser afetadas pela força do vento.

A atuação coordenada entre os serviços meteorológicos e as equipes de resposta demonstra o compromisso institucional em manter a população informada e protegida. A comunicação rápida e precisa permite que moradores se antecipem aos possíveis impactos, fortalecendo a segurança coletiva.

O blog Política e Resenha segue acompanhando a situação e reforça a importância de que todos estejam atentos às atualizações oficiais. Em momentos como este, a informação de qualidade se torna uma aliada indispensável para preservar vidas e reduzir danos.

A recomendação é clara: prudência, atenção e colaboração são fundamentais para atravessar este período com segurança.

(Maria Clara)

ALERTA MÁXIMO: CHUVAS INTENSAS COLOCAM VITÓRIA DA CONQUISTA EM ESTADO DE ATENÇÃO NESTA SEGUNDA-FEIRA

A população de Vitória da Conquista inicia a semana sob um cenário de atenção redobrada. Nesta segunda-feira (23), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, indicando perigo potencial para chuvas intensas na região.

O aviso, que começou às 10h de hoje, segue válido até as 10h desta terça-feira (24), sinalizando um período crítico em que o volume de chuva pode alcançar índices expressivos. Segundo o órgão, a previsão aponta para precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo atingir até 100 milímetros ao longo do dia. Além disso, ventos fortes, variando entre 60 e 100 km/h, podem intensificar ainda mais os impactos.

O alerta não é apenas um dado técnico — ele se traduz em riscos reais para o cotidiano da cidade. Entre os principais pontos de atenção estão possíveis interrupções no fornecimento de energia elétrica, quedas de galhos de árvores, alagamentos em áreas urbanas e a ocorrência de descargas elétricas.

Diante desse cenário, autoridades e órgãos de monitoramento reforçam a importância da prevenção e do comportamento seguro por parte da população. Em momentos de rajadas de vento, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores, uma medida essencial para reduzir riscos de acidentes. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a estruturas como torres de transmissão e placas de propaganda, que podem ser afetadas pela força do vento.

A atuação coordenada entre os serviços meteorológicos e as equipes de resposta demonstra o compromisso institucional em manter a população informada e protegida. A comunicação rápida e precisa permite que moradores se antecipem aos possíveis impactos, fortalecendo a segurança coletiva.

O blog Política e Resenha segue acompanhando a situação e reforça a importância de que todos estejam atentos às atualizações oficiais. Em momentos como este, a informação de qualidade se torna uma aliada indispensável para preservar vidas e reduzir danos.

A recomendação é clara: prudência, atenção e colaboração são fundamentais para atravessar este período com segurança.

(Maria Clara)

CHOCANTE: Operação “Elas por Elas” revela denúncias graves em abrigo de mulheres e mobiliza força-tarefa na Bahia

Uma operação policial de grande repercussão sacudiu o município de Jequié, no sudoeste da Bahia, nesta segunda-feira (23). Batizada de “Elas por Elas”, a ação foi deflagrada pela Polícia Civil com o objetivo de investigar denúncias alarmantes envolvendo uma instituição de acolhimento destinada a mulheres vítimas de violência doméstica.

De acordo com as autoridades, a operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, com base em investigações que apuram crimes como tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais. O caso ganhou ainda mais gravidade após a identificação de indícios consistentes de agressões físicas e psicológicas contra mulheres acolhidas no local — entre elas, uma adolescente de apenas 17 anos.

Um dos elementos centrais da investigação é um vídeo que, segundo fontes policiais, mostra uma pessoa ligada à entidade praticando atos de violência contra internas. As imagens, consideradas fortes, reforçaram a necessidade de uma resposta rápida e coordenada das instituições responsáveis.

Além das denúncias de maus-tratos, a apuração revelou possíveis irregularidades financeiras. Há suspeitas de desvio de recursos públicos e movimentações financeiras consideradas atípicas, o que levou ao aprofundamento das investigações no campo econômico. Outro ponto sensível diz respeito à instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados da instituição, o que pode configurar violação grave à intimidade e dignidade das mulheres acolhidas.

Diante da gravidade dos fatos, a Justiça autorizou uma série de medidas cautelares para garantir a proteção das vítimas e a transparência no processo. Entre elas, o afastamento imediato da diretoria da entidade investigada e a nomeação de um interventor judicial, que passa a assumir temporariamente a administração do espaço. Também foi determinado o acesso integral às informações da instituição para auxiliar nas investigações.

As possíveis vítimas já estão sendo encaminhadas à rede de proteção social, onde recebem acompanhamento especializado, com suporte psicológico e assistencial. A medida reforça o compromisso das autoridades com o cuidado e a reconstrução da dignidade dessas mulheres.

A operação mobiliza uma ampla estrutura de सुरक्षा pública, sendo conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jequié, com o apoio da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), da Deam de Vitória da Conquista, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), além das Delegacias Territoriais de Jequié, Jaguaquara e Ipiaú, e da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste).

O caso reforça a importância da vigilância permanente sobre instituições de acolhimento e do fortalecimento das redes de proteção às mulheres. A atuação integrada das forças de segurança e do sistema de justiça demonstra que, diante de denúncias graves, o Estado responde com rigor, responsabilidade e foco na proteção das vítimas.

A sociedade acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto as investigações seguem em curso para esclarecer completamente os fatos e garantir que todas as medidas legais sejam adotadas com o devido rigor.

(Maria Clara)

CHOCANTE: Operação “Elas por Elas” revela denúncias graves em abrigo de mulheres e mobiliza força-tarefa na Bahia

Uma operação policial de grande repercussão sacudiu o município de Jequié, no sudoeste da Bahia, nesta segunda-feira (23). Batizada de “Elas por Elas”, a ação foi deflagrada pela Polícia Civil com o objetivo de investigar denúncias alarmantes envolvendo uma instituição de acolhimento destinada a mulheres vítimas de violência doméstica.

De acordo com as autoridades, a operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, com base em investigações que apuram crimes como tortura, peculato, estelionato e lavagem de capitais. O caso ganhou ainda mais gravidade após a identificação de indícios consistentes de agressões físicas e psicológicas contra mulheres acolhidas no local — entre elas, uma adolescente de apenas 17 anos.

Um dos elementos centrais da investigação é um vídeo que, segundo fontes policiais, mostra uma pessoa ligada à entidade praticando atos de violência contra internas. As imagens, consideradas fortes, reforçaram a necessidade de uma resposta rápida e coordenada das instituições responsáveis.

Além das denúncias de maus-tratos, a apuração revelou possíveis irregularidades financeiras. Há suspeitas de desvio de recursos públicos e movimentações financeiras consideradas atípicas, o que levou ao aprofundamento das investigações no campo econômico. Outro ponto sensível diz respeito à instalação de câmeras de monitoramento em ambientes privados da instituição, o que pode configurar violação grave à intimidade e dignidade das mulheres acolhidas.

Diante da gravidade dos fatos, a Justiça autorizou uma série de medidas cautelares para garantir a proteção das vítimas e a transparência no processo. Entre elas, o afastamento imediato da diretoria da entidade investigada e a nomeação de um interventor judicial, que passa a assumir temporariamente a administração do espaço. Também foi determinado o acesso integral às informações da instituição para auxiliar nas investigações.

As possíveis vítimas já estão sendo encaminhadas à rede de proteção social, onde recebem acompanhamento especializado, com suporte psicológico e assistencial. A medida reforça o compromisso das autoridades com o cuidado e a reconstrução da dignidade dessas mulheres.

A operação mobiliza uma ampla estrutura de सुरक्षा pública, sendo conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jequié, com o apoio da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), da Deam de Vitória da Conquista, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), além das Delegacias Territoriais de Jequié, Jaguaquara e Ipiaú, e da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste).

O caso reforça a importância da vigilância permanente sobre instituições de acolhimento e do fortalecimento das redes de proteção às mulheres. A atuação integrada das forças de segurança e do sistema de justiça demonstra que, diante de denúncias graves, o Estado responde com rigor, responsabilidade e foco na proteção das vítimas.

A sociedade acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto as investigações seguem em curso para esclarecer completamente os fatos e garantir que todas as medidas legais sejam adotadas com o devido rigor.

(Maria Clara)

Consternação: Identificado o conquistense que também faleceu no acidente deste domingo na BR-116, em Planalto

A tarde do último domingo (22) entrou para a memória coletiva do Sudoeste Baiano como um dia de profunda dor e consternação. Um grave acidente registrado na BR-116, no trecho do município de Planalto, resultou na morte de um morador de Vitória da Conquista, trazendo comoção imediata à população da região.

A vítima foi identificada como Adezildo Vieira, de 59 anos. Ele retornava de um momento de convivência familiar na zona rural de Poções quando o veículo em que estava se envolveu em uma colisão de grandes proporções. A intensidade do impacto foi determinante para a gravidade da ocorrência. Infelizmente, Adezildo não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local, antes da chegada de atendimento hospitalar.

O episódio mobilizou equipes de resgate e reforça a atenção constante dedicada pelas autoridades responsáveis à segurança nas rodovias federais, especialmente em trechos de grande fluxo como a BR-116. A atuação integrada dos órgãos competentes segue sendo fundamental para a prevenção de acidentes e o atendimento rápido em situações de emergência, demonstrando o compromisso institucional com a preservação da vida.

Morador do bairro Primavera, em Vitória da Conquista, Adezildo era reconhecido por sua trajetória marcada por relações de amizade, respeito e convivência comunitária. A notícia de sua morte se espalhou rapidamente, provocando uma onda de manifestações de pesar nas redes sociais e entre moradores da cidade. Amigos e vizinhos destacam sua presença acolhedora e o legado de convivência que construiu ao longo dos anos.

O caso ganhou repercussão em diferentes meios, incluindo o blog Política e Resenha, que acompanha os acontecimentos relevantes da região e destaca a importância de informações responsáveis em momentos de comoção pública.

Mais do que números em estatísticas, tragédias como esta evidenciam histórias interrompidas e reforçam a necessidade permanente de atenção, prudência e responsabilidade no trânsito. Ao mesmo tempo, revelam a força das comunidades que, mesmo diante da dor, se unem em solidariedade e apoio mútuo.

Neste momento de luto, familiares e amigos se despedem de Adezildo Vieira, cuja ausência deixa marcas profundas. A cidade de Vitória da Conquista, mais uma vez, se recolhe em respeito, lembrando que por trás de cada notícia há uma vida, uma história e um legado que jamais será esquecido.

(Maria Clara)

Consternação: Identificado o conquistense que também faleceu no acidente deste domingo na BR-116, em Planalto

A tarde do último domingo (22) entrou para a memória coletiva do Sudoeste Baiano como um dia de profunda dor e consternação. Um grave acidente registrado na BR-116, no trecho do município de Planalto, resultou na morte de um morador de Vitória da Conquista, trazendo comoção imediata à população da região.

A vítima foi identificada como Adezildo Vieira, de 59 anos. Ele retornava de um momento de convivência familiar na zona rural de Poções quando o veículo em que estava se envolveu em uma colisão de grandes proporções. A intensidade do impacto foi determinante para a gravidade da ocorrência. Infelizmente, Adezildo não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local, antes da chegada de atendimento hospitalar.

O episódio mobilizou equipes de resgate e reforça a atenção constante dedicada pelas autoridades responsáveis à segurança nas rodovias federais, especialmente em trechos de grande fluxo como a BR-116. A atuação integrada dos órgãos competentes segue sendo fundamental para a prevenção de acidentes e o atendimento rápido em situações de emergência, demonstrando o compromisso institucional com a preservação da vida.

Morador do bairro Primavera, em Vitória da Conquista, Adezildo era reconhecido por sua trajetória marcada por relações de amizade, respeito e convivência comunitária. A notícia de sua morte se espalhou rapidamente, provocando uma onda de manifestações de pesar nas redes sociais e entre moradores da cidade. Amigos e vizinhos destacam sua presença acolhedora e o legado de convivência que construiu ao longo dos anos.

O caso ganhou repercussão em diferentes meios, incluindo o blog Política e Resenha, que acompanha os acontecimentos relevantes da região e destaca a importância de informações responsáveis em momentos de comoção pública.

Mais do que números em estatísticas, tragédias como esta evidenciam histórias interrompidas e reforçam a necessidade permanente de atenção, prudência e responsabilidade no trânsito. Ao mesmo tempo, revelam a força das comunidades que, mesmo diante da dor, se unem em solidariedade e apoio mútuo.

Neste momento de luto, familiares e amigos se despedem de Adezildo Vieira, cuja ausência deixa marcas profundas. A cidade de Vitória da Conquista, mais uma vez, se recolhe em respeito, lembrando que por trás de cada notícia há uma vida, uma história e um legado que jamais será esquecido.

(Maria Clara)

Após Temporal, Esgoto a Céu Aberto Expõe Desafio Urbano em Vitória da Conquista e Mobiliza Resposta Imediata

A manhã desta segunda-feira (23) começou com um cenário já conhecido por muitos moradores de Vitória da Conquista. Após as fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas horas, ruas voltaram a registrar problemas estruturais que, embora recorrentes, seguem exigindo atenção urgente das equipes técnicas e do poder público.

Um dos pontos mais críticos está localizado na movimentada Avenida Crescêncio Silveira, onde um esgoto jorra de forma contínua, espalhando um forte odor que rapidamente se alastra para vias adjacentes. Comerciantes relatam prejuízos e moradores expressam preocupação com a situação, especialmente em um momento em que o fluxo urbano começa a se intensificar após o período chuvoso.

A responsabilidade pelo sistema de saneamento na cidade é da Empresa Baiana de Águas e Saneamento, que já tem equipes técnicas mobilizadas para atuar no local. Segundo informações apuradas, a previsão é de que os reparos sejam iniciados ainda hoje, numa tentativa de conter o extravasamento e restabelecer a normalidade o mais rápido possível.

Os episódios, que se repetem principalmente após chuvas intensas, revelam o desafio estrutural enfrentado por cidades em crescimento acelerado. Sistemas de drenagem e redes de esgoto, muitas vezes antigos ou sobrecarregados, acabam não suportando o volume elevado de água, provocando rompimentos e extravasamentos.

Apesar disso, o momento também evidencia a importância do diálogo institucional e da atuação coordenada entre população, concessionária e gestão pública. As demandas chegam com rapidez, e a resposta técnica, embora desafiadora, demonstra o esforço contínuo em minimizar impactos e buscar soluções duradouras.

Para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas, o episódio reforça a necessidade de investimentos constantes em infraestrutura urbana — um tema que permanece no centro das discussões sobre qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

Enquanto isso, a cidade segue sua rotina, resiliente, acompanhando de perto mais um capítulo de um problema antigo que, mais uma vez, exige ação rápida e eficaz.

(Maria Clara)

Após Temporal, Esgoto a Céu Aberto Expõe Desafio Urbano em Vitória da Conquista e Mobiliza Resposta Imediata

A manhã desta segunda-feira (23) começou com um cenário já conhecido por muitos moradores de Vitória da Conquista. Após as fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas horas, ruas voltaram a registrar problemas estruturais que, embora recorrentes, seguem exigindo atenção urgente das equipes técnicas e do poder público.

Um dos pontos mais críticos está localizado na movimentada Avenida Crescêncio Silveira, onde um esgoto jorra de forma contínua, espalhando um forte odor que rapidamente se alastra para vias adjacentes. Comerciantes relatam prejuízos e moradores expressam preocupação com a situação, especialmente em um momento em que o fluxo urbano começa a se intensificar após o período chuvoso.

A responsabilidade pelo sistema de saneamento na cidade é da Empresa Baiana de Águas e Saneamento, que já tem equipes técnicas mobilizadas para atuar no local. Segundo informações apuradas, a previsão é de que os reparos sejam iniciados ainda hoje, numa tentativa de conter o extravasamento e restabelecer a normalidade o mais rápido possível.

Os episódios, que se repetem principalmente após chuvas intensas, revelam o desafio estrutural enfrentado por cidades em crescimento acelerado. Sistemas de drenagem e redes de esgoto, muitas vezes antigos ou sobrecarregados, acabam não suportando o volume elevado de água, provocando rompimentos e extravasamentos.

Apesar disso, o momento também evidencia a importância do diálogo institucional e da atuação coordenada entre população, concessionária e gestão pública. As demandas chegam com rapidez, e a resposta técnica, embora desafiadora, demonstra o esforço contínuo em minimizar impactos e buscar soluções duradouras.

Para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas, o episódio reforça a necessidade de investimentos constantes em infraestrutura urbana — um tema que permanece no centro das discussões sobre qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

Enquanto isso, a cidade segue sua rotina, resiliente, acompanhando de perto mais um capítulo de um problema antigo que, mais uma vez, exige ação rápida e eficaz.

(Maria Clara)

Comoção na Comunidade: A Despedida de Milton, o Homem que Consertava Mais que Panelas e Tocava Corações

A manhã deste 22 de março de 2026 amanheceu mais silenciosa em Vitória da Conquista. Com profundo pesar, foi confirmada a morte de Ademilton Silva Andrade, conhecido carinhosamente como Milton, aos 60 anos — uma notícia que rapidamente se espalhou entre moradores, clientes e amigos, gerando uma onda de comoção em toda a região.

Milton não era apenas mais um trabalhador da cidade. Morador da Avenida Ceará, nas proximidades da conhecida Praça do Mármore Neto — popularmente chamada de Praça do Boneco —, ele construiu ao longo dos anos uma relação rara com a comunidade: de confiança, respeito e afeto.

Especialista em consertos de panelas de pressão e eletrodomésticos, Milton desempenhava uma função que, para muitos, ia além do serviço técnico. Em tempos em que o consumo rápido muitas vezes substitui o cuidado e a reparação, ele representava resistência — alguém que devolvia vida ao que parecia perdido, ajudando famílias a economizar e manter seus lares funcionando.

Clientes não o procuravam apenas pelo trabalho bem feito, mas pela conversa, pela escuta atenta e pelo jeito simples de quem entendia as necessidades do outro. Sua presença constante na região fez dele uma figura querida, quase parte da rotina de quem passava por ali.

A notícia de sua partida mobilizou familiares, amigos e vizinhos. Milton deixa sua mãe, irmãs, sobrinhos, três filhos, três netos e uma rede de pessoas que hoje sentem o vazio de sua ausência.

O velório será realizado no salão da Pax Vitória, localizado na Rua Olavo Bilac, nº 289, no Centro, onde a comunidade poderá prestar suas últimas homenagens e se despedir de alguém que marcou sua história de forma silenciosa, porém profunda.

Em momentos como este, a cidade se une não apenas na dor, mas também na memória. A trajetória de Milton reafirma o valor daqueles que, longe dos holofotes, sustentam o cotidiano com dignidade, trabalho e humanidade.

A despedida de Milton é também um convite à reflexão: reconhecer, ainda em vida, a importância de pessoas que fazem a diferença todos os dias — muitas vezes de forma simples, mas absolutamente essencial.

(Maria Clara)

Comoção na Comunidade: A Despedida de Milton, o Homem que Consertava Mais que Panelas e Tocava Corações

A manhã deste 22 de março de 2026 amanheceu mais silenciosa em Vitória da Conquista. Com profundo pesar, foi confirmada a morte de Ademilton Silva Andrade, conhecido carinhosamente como Milton, aos 60 anos — uma notícia que rapidamente se espalhou entre moradores, clientes e amigos, gerando uma onda de comoção em toda a região.

Milton não era apenas mais um trabalhador da cidade. Morador da Avenida Ceará, nas proximidades da conhecida Praça do Mármore Neto — popularmente chamada de Praça do Boneco —, ele construiu ao longo dos anos uma relação rara com a comunidade: de confiança, respeito e afeto.

Especialista em consertos de panelas de pressão e eletrodomésticos, Milton desempenhava uma função que, para muitos, ia além do serviço técnico. Em tempos em que o consumo rápido muitas vezes substitui o cuidado e a reparação, ele representava resistência — alguém que devolvia vida ao que parecia perdido, ajudando famílias a economizar e manter seus lares funcionando.

Clientes não o procuravam apenas pelo trabalho bem feito, mas pela conversa, pela escuta atenta e pelo jeito simples de quem entendia as necessidades do outro. Sua presença constante na região fez dele uma figura querida, quase parte da rotina de quem passava por ali.

A notícia de sua partida mobilizou familiares, amigos e vizinhos. Milton deixa sua mãe, irmãs, sobrinhos, três filhos, três netos e uma rede de pessoas que hoje sentem o vazio de sua ausência.

O velório será realizado no salão da Pax Vitória, localizado na Rua Olavo Bilac, nº 289, no Centro, onde a comunidade poderá prestar suas últimas homenagens e se despedir de alguém que marcou sua história de forma silenciosa, porém profunda.

Em momentos como este, a cidade se une não apenas na dor, mas também na memória. A trajetória de Milton reafirma o valor daqueles que, longe dos holofotes, sustentam o cotidiano com dignidade, trabalho e humanidade.

A despedida de Milton é também um convite à reflexão: reconhecer, ainda em vida, a importância de pessoas que fazem a diferença todos os dias — muitas vezes de forma simples, mas absolutamente essencial.

(Maria Clara)

Vídeo de briga generalizada em bairro de Vitória da Conquista viraliza e mobiliza moradores

Uma cena que ninguém gostaria de ver, mas que rapidamente ganhou os celulares e as conversas da cidade. Um vídeo que circula intensamente em grupos de WhatsApp de Vitória da Conquista mostra uma briga generalizada no Bairro Miro Cairo — um episódio que chamou atenção não apenas pela confusão, mas também pela reação de quem estava ao redor.

As imagens, gravadas por moradores, revelam um momento de tensão em via pública, com várias pessoas envolvidas em um confronto físico, enquanto uma plateia se forma ao redor. Em meio à agitação, vozes se misturam entre gritos, tentativas de intervenção e o inevitável registro em vídeo, que acabou se espalhando com rapidez impressionante.

Até o momento, o motivo da confusão não foi divulgado, o que contribuiu ainda mais para a curiosidade e a repercussão nas redes sociais. Em poucos minutos, o vídeo já havia “rodado” por diversos grupos, tornando-se um dos assuntos mais comentados entre os moradores da cidade.

Apesar do cenário preocupante, há um ponto que merece destaque: a chegada de pessoas com a conhecida postura do “deixa disso”. Alguns minutos após o início da briga, moradores e presentes se mobilizaram para conter os ânimos e evitar que a situação tomasse proporções ainda mais graves. Esse tipo de intervenção espontânea revela um senso coletivo de responsabilidade e cuidado com a própria comunidade.

Casos como esse reforçam a importância do diálogo, da convivência pacífica e da atuação conjunta entre população e instituições para prevenir conflitos e promover a segurança nos bairros. Situações de tensão podem surgir, mas a forma como a comunidade reage é fundamental para preservar a integridade de todos.

O episódio também levanta uma reflexão sobre o papel das redes sociais na atualidade. Ao mesmo tempo em que ajudam a informar rapidamente, também ampliam a visibilidade de acontecimentos que, muitas vezes, poderiam ser resolvidos de maneira mais discreta. Ainda assim, a ampla circulação do vídeo contribui para alertar e engajar a população em torno de temas que impactam diretamente o cotidiano.

O blog Política e Resenha acompanha atentamente os desdobramentos e reforça a importância de ações que promovam a paz social, o respeito e o entendimento entre os cidadãos.

Porque, no fim das contas, mais do que um vídeo que viraliza, o que realmente importa é a capacidade de uma comunidade de se reorganizar, dialogar e seguir em frente.

(Maria Clara)

Vídeo de briga generalizada em bairro de Vitória da Conquista viraliza e mobiliza moradores

Uma cena que ninguém gostaria de ver, mas que rapidamente ganhou os celulares e as conversas da cidade. Um vídeo que circula intensamente em grupos de WhatsApp de Vitória da Conquista mostra uma briga generalizada no Bairro Miro Cairo — um episódio que chamou atenção não apenas pela confusão, mas também pela reação de quem estava ao redor.

As imagens, gravadas por moradores, revelam um momento de tensão em via pública, com várias pessoas envolvidas em um confronto físico, enquanto uma plateia se forma ao redor. Em meio à agitação, vozes se misturam entre gritos, tentativas de intervenção e o inevitável registro em vídeo, que acabou se espalhando com rapidez impressionante.

Até o momento, o motivo da confusão não foi divulgado, o que contribuiu ainda mais para a curiosidade e a repercussão nas redes sociais. Em poucos minutos, o vídeo já havia “rodado” por diversos grupos, tornando-se um dos assuntos mais comentados entre os moradores da cidade.

Apesar do cenário preocupante, há um ponto que merece destaque: a chegada de pessoas com a conhecida postura do “deixa disso”. Alguns minutos após o início da briga, moradores e presentes se mobilizaram para conter os ânimos e evitar que a situação tomasse proporções ainda mais graves. Esse tipo de intervenção espontânea revela um senso coletivo de responsabilidade e cuidado com a própria comunidade.

Casos como esse reforçam a importância do diálogo, da convivência pacífica e da atuação conjunta entre população e instituições para prevenir conflitos e promover a segurança nos bairros. Situações de tensão podem surgir, mas a forma como a comunidade reage é fundamental para preservar a integridade de todos.

O episódio também levanta uma reflexão sobre o papel das redes sociais na atualidade. Ao mesmo tempo em que ajudam a informar rapidamente, também ampliam a visibilidade de acontecimentos que, muitas vezes, poderiam ser resolvidos de maneira mais discreta. Ainda assim, a ampla circulação do vídeo contribui para alertar e engajar a população em torno de temas que impactam diretamente o cotidiano.

O blog Política e Resenha acompanha atentamente os desdobramentos e reforça a importância de ações que promovam a paz social, o respeito e o entendimento entre os cidadãos.

Porque, no fim das contas, mais do que um vídeo que viraliza, o que realmente importa é a capacidade de uma comunidade de se reorganizar, dialogar e seguir em frente.

(Maria Clara)