Política e Resenha

ARTIGO – Quando a política troca o diálogo pela bravata, o povo paga a conta (Padre Carlos)

 

Padre Carlos

 

A política não é um ringue. Ou, ao menos, não deveria ser. Quando o embate substitui o entendimento e a retórica inflamada ocupa o lugar da responsabilidade institucional, quem sangra não são os protagonistas da cena — é a população. E, em Vitória da Conquista, o recente ruído entre a prefeita Sheila Lemos e a Câmara de Vereadores expõe um problema maior do que uma divergência pontual: revela a tentação perigosa de governar por atalhos.

A prefeita questiona tratativas realizadas pela Câmara sem a anuência do Executivo, especialmente no caso que envolve o Hospital Unimec e o atendimento “porta aberta” do SUS. E faz uma afirmação que merece ser levada a sério: negociação que impacta a gestão municipal não pode ocorrer como se o Executivo fosse mero espectador. Está correta. A Constituição desenhou competências. Não é capricho; é regra do jogo democrático.

Mas também é verdade que, quando a política se deteriora em disputa de narrativas, perde-se o essencial. A Câmara não é apêndice da Prefeitura, tampouco pode se comportar como governo paralelo. O Legislativo fiscaliza, propõe, articula — mas não executa. Quando invade a seara executiva, cria-se um conflito institucional que fragiliza a governabilidade e confunde a população.

O ponto central não é ideológico; é administrativo. Se o hospital encerrou contrato por inviabilidade financeira, não será por voluntarismo que retomará o serviço. Nenhuma instituição privada pode ser compelida a operar no prejuízo. A prefeita acerta ao lembrar que não se pode obrigar quem não quer — e talvez nem possa — prestar determinado atendimento. Gestão pública exige responsabilidade fiscal, planejamento e pactuação formal. O resto é retórica.

Agora, atenção: isso não exime o Executivo de diálogo. Governar não é apenas exercer autoridade; é saber compor. Se houve desgaste com a mesa diretora ou com vereadores, é preciso compreender as causas. Política é construção permanente de pontes. Quando elas desabam, não se resolve com discursos à imprensa; resolve-se com reunião, transparência e dados sobre a mesa.

Há ainda um elemento que não pode ser ignorado: o cidadão. O morador que precisa do SUS não está interessado na disputa de competências. Ele quer atendimento. Quer solução. Quando vê Prefeitura e Câmara trocando indiretas, conclui — com razão — que a prioridade não está clara. E quando a política falha em entregar serviços essenciais, abre-se espaço para o descrédito nas instituições. E descrédito institucional é terreno fértil para aventuras autoritárias.

Vitória da Conquista é uma cidade estratégica na Bahia. Seu sistema de saúde impacta toda a região Sudoeste. Qualquer descontinuidade no atendimento “porta aberta” do SUS tem efeito dominó. Portanto, a crise precisa ser tratada como política pública, não como disputa de poder.

O que se espera agora? Transparência nos números. Quais foram os valores do contrato? Qual o déficit alegado? Há possibilidade de repactuação? Existem alternativas técnicas viáveis? A população tem o direito de conhecer os dados. Sem informação objetiva, tudo vira versão.

A democracia não funciona com gritos; funciona com regras. Câmara e Prefeitura precisam se reencontrar institucionalmente. Não por vaidade, mas por dever. A harmonia entre os poderes não significa submissão — significa respeito às atribuições.

Se a Câmara avançou além do que lhe compete, deve recuar. Se o Executivo falhou no diálogo prévio, precisa corrigir. O que não pode é transformar a saúde pública em palco.

Política séria é aquela que entende que autoridade não é imposição; é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com diálogo, técnica e compromisso com o interesse público.

No fim das contas, o cidadão não votou para assistir a uma disputa de versões. Votou para ter soluções.

E soluções exigem maturidade.

ARTIGO – Quando a política troca o diálogo pela bravata, o povo paga a conta (Padre Carlos)

 

Padre Carlos

 

A política não é um ringue. Ou, ao menos, não deveria ser. Quando o embate substitui o entendimento e a retórica inflamada ocupa o lugar da responsabilidade institucional, quem sangra não são os protagonistas da cena — é a população. E, em Vitória da Conquista, o recente ruído entre a prefeita Sheila Lemos e a Câmara de Vereadores expõe um problema maior do que uma divergência pontual: revela a tentação perigosa de governar por atalhos.

A prefeita questiona tratativas realizadas pela Câmara sem a anuência do Executivo, especialmente no caso que envolve o Hospital Unimec e o atendimento “porta aberta” do SUS. E faz uma afirmação que merece ser levada a sério: negociação que impacta a gestão municipal não pode ocorrer como se o Executivo fosse mero espectador. Está correta. A Constituição desenhou competências. Não é capricho; é regra do jogo democrático.

Mas também é verdade que, quando a política se deteriora em disputa de narrativas, perde-se o essencial. A Câmara não é apêndice da Prefeitura, tampouco pode se comportar como governo paralelo. O Legislativo fiscaliza, propõe, articula — mas não executa. Quando invade a seara executiva, cria-se um conflito institucional que fragiliza a governabilidade e confunde a população.

O ponto central não é ideológico; é administrativo. Se o hospital encerrou contrato por inviabilidade financeira, não será por voluntarismo que retomará o serviço. Nenhuma instituição privada pode ser compelida a operar no prejuízo. A prefeita acerta ao lembrar que não se pode obrigar quem não quer — e talvez nem possa — prestar determinado atendimento. Gestão pública exige responsabilidade fiscal, planejamento e pactuação formal. O resto é retórica.

Agora, atenção: isso não exime o Executivo de diálogo. Governar não é apenas exercer autoridade; é saber compor. Se houve desgaste com a mesa diretora ou com vereadores, é preciso compreender as causas. Política é construção permanente de pontes. Quando elas desabam, não se resolve com discursos à imprensa; resolve-se com reunião, transparência e dados sobre a mesa.

Há ainda um elemento que não pode ser ignorado: o cidadão. O morador que precisa do SUS não está interessado na disputa de competências. Ele quer atendimento. Quer solução. Quando vê Prefeitura e Câmara trocando indiretas, conclui — com razão — que a prioridade não está clara. E quando a política falha em entregar serviços essenciais, abre-se espaço para o descrédito nas instituições. E descrédito institucional é terreno fértil para aventuras autoritárias.

Vitória da Conquista é uma cidade estratégica na Bahia. Seu sistema de saúde impacta toda a região Sudoeste. Qualquer descontinuidade no atendimento “porta aberta” do SUS tem efeito dominó. Portanto, a crise precisa ser tratada como política pública, não como disputa de poder.

O que se espera agora? Transparência nos números. Quais foram os valores do contrato? Qual o déficit alegado? Há possibilidade de repactuação? Existem alternativas técnicas viáveis? A população tem o direito de conhecer os dados. Sem informação objetiva, tudo vira versão.

A democracia não funciona com gritos; funciona com regras. Câmara e Prefeitura precisam se reencontrar institucionalmente. Não por vaidade, mas por dever. A harmonia entre os poderes não significa submissão — significa respeito às atribuições.

Se a Câmara avançou além do que lhe compete, deve recuar. Se o Executivo falhou no diálogo prévio, precisa corrigir. O que não pode é transformar a saúde pública em palco.

Política séria é aquela que entende que autoridade não é imposição; é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com diálogo, técnica e compromisso com o interesse público.

No fim das contas, o cidadão não votou para assistir a uma disputa de versões. Votou para ter soluções.

E soluções exigem maturidade.

 O DINHEIRO QUE NÃO VOLTA PARA CASA

 

 

 

A política, meus caros, não é o reino das intenções piedosas. É o território áspero da aritmética orçamentária. Discurso não tapa buraco, não paga folha de hospital, não amplia leito de UPA. O que faz isso é dinheiro. Recurso. Dotação. Empenho. Liquidação. Pagamento. O resto é fumaça retórica.

Pois bem.

A vereadora Dra. Lara, na tribuna da Câmara de Vitória da Conquista, fez o que muitos evitam: trouxe números. E números, quando honestos, têm a deselegância de não permitir maquiagem. A comparação é simples e devastadora. Enquanto Petrolina recebeu cerca de R$ 300 milhões em emendas parlamentares, Vitória da Conquista ficou com minguados R$ 29 milhões. Repito: R$ 29 milhões. Estamos falando de menos de 10% do valor destinado à cidade pernambucana.

É preciso dizer o óbvio: Conquista não fica em Nárnia.

Não é um enclave imaginário fora da República. A cidade está submetida ao mesmo pacto federativo capenga que rege o país inteiro. O município arrecada apenas 18% dos tributos. O Estado fica com 24%. A União concentra 48%. Trata-se de uma centralização asfixiante. O dinheiro sai do comércio local, da indústria, da prestação de serviços, do suor do contribuinte conquistense e vai abastecer os cofres de Brasília. Se metade da riqueza produzida aqui é sugada para o centro do poder, o mínimo que se espera é que o fluxo de retorno seja republicano e proporcional.

Mas não é.

Quando cidades de porte semelhante recebem valores tão díspares, o problema não é técnico. É político. A diferença de 300 milhões para 29 milhões não é detalhe contábil — é sintoma de irrelevância. É ausência de articulação. É déficit de eficiência administrativa no plano da representação parlamentar.

A pergunta que se impõe é incômoda: a bancada eleita com votos da região sofre de anemia política ou é apenas desinteresse pelo chão da paróquia? Falta prestígio? Falta trânsito nos ministérios? Falta vontade? Ou sobra conveniência em posar para fotografia enquanto o Orçamento passa ao largo?

Em ano eleitoral, convém abandonar a conversa mole. Não se mede eficiência por discursos inflamados nem por vídeos nas redes sociais com trilha sonora épica. Mede-se por recursos garantidos no Orçamento Geral da União. Mede-se por capacidade de pressão institucional. Mede-se por resultados.

Petrolina demonstra que articulação republicana funciona quando há empenho. Vitória da Conquista, ao receber menos de 10% do que uma cidade comparável conseguiu, revela um problema de peso político. E peso político, gostem ou não, se constrói com presença, negociação, capacidade técnica e firmeza de posição — não com retórica vazia.

O pacto federativo brasileiro já é estruturalmente desigual. A União concentra poder demais. Mas a desigualdade estrutural não explica tudo. Explica parte. O resto é falha de representação. É incapacidade de fazer o dinheiro do contribuinte percorrer o caminho de volta.

A política não é exercício de intenção piedosa. É disputa concreta por orçamento. Quem não disputa perde. Quem não pressiona fica à margem. Quem não articula é ignorado.

E aqui chegamos ao ponto crucial: o eleitor.

Em ano de escolha, cabe ao cidadão decidir se premia a irrelevância ou se exige eficiência administrativa real. Se aceita continuar assistindo ao dinheiro embarcar rumo a Brasília sem bilhete de volta, ou se cobra, com o peso do voto, que cada centavo arrecadado tenha destino visível em asfalto, saúde, educação e infraestrutura.

A política, afinal, não se faz com discursos. Faz-se com recursos no Orçamento.

O resto é Nárnia.

 O DINHEIRO QUE NÃO VOLTA PARA CASA

 

 

 

A política, meus caros, não é o reino das intenções piedosas. É o território áspero da aritmética orçamentária. Discurso não tapa buraco, não paga folha de hospital, não amplia leito de UPA. O que faz isso é dinheiro. Recurso. Dotação. Empenho. Liquidação. Pagamento. O resto é fumaça retórica.

Pois bem.

A vereadora Dra. Lara, na tribuna da Câmara de Vitória da Conquista, fez o que muitos evitam: trouxe números. E números, quando honestos, têm a deselegância de não permitir maquiagem. A comparação é simples e devastadora. Enquanto Petrolina recebeu cerca de R$ 300 milhões em emendas parlamentares, Vitória da Conquista ficou com minguados R$ 29 milhões. Repito: R$ 29 milhões. Estamos falando de menos de 10% do valor destinado à cidade pernambucana.

É preciso dizer o óbvio: Conquista não fica em Nárnia.

Não é um enclave imaginário fora da República. A cidade está submetida ao mesmo pacto federativo capenga que rege o país inteiro. O município arrecada apenas 18% dos tributos. O Estado fica com 24%. A União concentra 48%. Trata-se de uma centralização asfixiante. O dinheiro sai do comércio local, da indústria, da prestação de serviços, do suor do contribuinte conquistense e vai abastecer os cofres de Brasília. Se metade da riqueza produzida aqui é sugada para o centro do poder, o mínimo que se espera é que o fluxo de retorno seja republicano e proporcional.

Mas não é.

Quando cidades de porte semelhante recebem valores tão díspares, o problema não é técnico. É político. A diferença de 300 milhões para 29 milhões não é detalhe contábil — é sintoma de irrelevância. É ausência de articulação. É déficit de eficiência administrativa no plano da representação parlamentar.

A pergunta que se impõe é incômoda: a bancada eleita com votos da região sofre de anemia política ou é apenas desinteresse pelo chão da paróquia? Falta prestígio? Falta trânsito nos ministérios? Falta vontade? Ou sobra conveniência em posar para fotografia enquanto o Orçamento passa ao largo?

Em ano eleitoral, convém abandonar a conversa mole. Não se mede eficiência por discursos inflamados nem por vídeos nas redes sociais com trilha sonora épica. Mede-se por recursos garantidos no Orçamento Geral da União. Mede-se por capacidade de pressão institucional. Mede-se por resultados.

Petrolina demonstra que articulação republicana funciona quando há empenho. Vitória da Conquista, ao receber menos de 10% do que uma cidade comparável conseguiu, revela um problema de peso político. E peso político, gostem ou não, se constrói com presença, negociação, capacidade técnica e firmeza de posição — não com retórica vazia.

O pacto federativo brasileiro já é estruturalmente desigual. A União concentra poder demais. Mas a desigualdade estrutural não explica tudo. Explica parte. O resto é falha de representação. É incapacidade de fazer o dinheiro do contribuinte percorrer o caminho de volta.

A política não é exercício de intenção piedosa. É disputa concreta por orçamento. Quem não disputa perde. Quem não pressiona fica à margem. Quem não articula é ignorado.

E aqui chegamos ao ponto crucial: o eleitor.

Em ano de escolha, cabe ao cidadão decidir se premia a irrelevância ou se exige eficiência administrativa real. Se aceita continuar assistindo ao dinheiro embarcar rumo a Brasília sem bilhete de volta, ou se cobra, com o peso do voto, que cada centavo arrecadado tenha destino visível em asfalto, saúde, educação e infraestrutura.

A política, afinal, não se faz com discursos. Faz-se com recursos no Orçamento.

O resto é Nárnia.

ARTIGO – A Encruzilhada de 2028: Centro Esvaziado, Ultraconservadorismo e o Fator Quinho

 

 

Padre Carlos

 

A política de Vitória da Conquista começa a desenhar, desde já, o tabuleiro de 2028. Se for confirmada a saída da prefeita para compor como vice-governadora na chapa de ACM Neto, o cenário local sofrerá uma inflexão profunda — ideológica e estratégica.

A eventual ascensão de Dr. Alan ao comando do Executivo municipal consolidaria um perfil político mais rígido, mais alinhado a uma agenda conservadora e, possivelmente, identificada com a ultradireita. Isso altera substancialmente o eixo do debate público. A atual prefeita, Sheila Lemos, possui uma característica que poucos reconhecem com franqueza: capacidade de diálogo com o centro político, com setores empresariais moderados e com parcelas da sociedade que rejeitam radicalismos.

Ao sair, não é apenas uma cadeira que fica vaga. É um estilo político que se retira do palco.

O Vazio do Centro e a Radicalização

A política moderna é movida por percepção. E a percepção que pode se consolidar é a de que o grupo governista, sob Dr. Alan, assume uma identidade mais ideológica, menos pragmática, menos aberta à composição.

Esse movimento pode estreitar o campo eleitoral.

Mas, do outro lado, a esquerda local também atravessa seu próprio deserto. O Partido dos Trabalhadores perdeu capilaridade na zona rural — outrora seu bastião eleitoral. Perdeu bases históricas consolidadas. Perdeu lideranças comunitárias. E, talvez mais grave, perdeu a capacidade de dialogar com o eleitorado de centro que decide eleições.

A polarização, então, deixa de ser apenas retórica. Ela se torna estrutural.

É Nesse Espaço que Surge Quinho Tigre

É justamente nessa fissura que aparece Quinho Tigre.

Ex-prefeito de Belo Campo, ex-presidente da União dos Municípios da Bahia, articulador regional experiente, filiado ao Partido Social Democrático — legenda que detém a maior quantidade de prefeituras no estado — Quinho reúne três ativos políticos raros no cenário atual:

  1. Estrutura partidária forte

  2. Capilaridade regional

  3. Relação orgânica com lideranças estaduais

Ele é afilhado político de Rui Costa e do senador Otto Alencar. Não se trata de detalhe. Em política, padrinhos estruturam caminhos.

Sua pré-candidatura a deputado estadual pode ser o ensaio de algo maior. Caso alcance votação expressiva em Vitória da Conquista, poderá se credenciar como o nome capaz de reorganizar o campo oposicionista para 2028.

O Risco para a Esquerda Tradicional

Se Quinho se eleger com força na cidade, dois fenômenos podem ocorrer simultaneamente:

  • Ele pode esvaziar a candidatura tradicional da esquerda.

  • Pode atrair o centro órfão, insatisfeito tanto com o radicalismo da direita quanto com a falta de renovação petista.

Nesse caso, a eleição deixaria de ser direita versus esquerda clássica. Poderia se tornar uma disputa entre um projeto conservador e uma candidatura de centro ampliado, com viés desenvolvimentista e pragmático.

A grande pergunta é: o PT conseguirá se reinventar antes disso?

Até aqui, os sinais não são animadores.

O Efeito Sheila

A eventual renúncia de Sheila não é apenas um movimento estadual. É um terremoto municipal.

Se ela permanecer, mantém-se uma ponte com o centro.
Se sair, abre-se espaço para uma guinada ideológica mais nítida.

E eleições são decididas, quase sempre, pelo eleitor moderado.

2028 Começa Agora

O Blog Política e Resenha apenas vocaliza algo que já circula nos bastidores: Quinho Tigre pode ser o nome capaz de reorganizar forças, agregar esquerda, centro-esquerda e centro, e disputar o poder municipal após 12 anos.

Mas política não é matemática pura. É construção de narrativa, percepção pública, alianças estratégicas e timing.

Se o grupo governista se deslocar para um campo mais conservador e a esquerda continuar fragmentada, Quinho pode ocupar o espaço do equilíbrio.

Se, por outro lado, o PT conseguir recuperar sua base rural, reconstruir pontes com o centro e apresentar renovação real, o jogo muda novamente.

Vitória da Conquista entra, portanto, em uma encruzilhada histórica.

O centro está vazio.
A polarização avança.
E quem ocupar o espaço da moderação pode definir o futuro da cidade.

A política municipal nunca foi tão estratégica.

2028 já começou.

ARTIGO – A Encruzilhada de 2028: Centro Esvaziado, Ultraconservadorismo e o Fator Quinho

 

 

Padre Carlos

 

A política de Vitória da Conquista começa a desenhar, desde já, o tabuleiro de 2028. Se for confirmada a saída da prefeita para compor como vice-governadora na chapa de ACM Neto, o cenário local sofrerá uma inflexão profunda — ideológica e estratégica.

A eventual ascensão de Dr. Alan ao comando do Executivo municipal consolidaria um perfil político mais rígido, mais alinhado a uma agenda conservadora e, possivelmente, identificada com a ultradireita. Isso altera substancialmente o eixo do debate público. A atual prefeita, Sheila Lemos, possui uma característica que poucos reconhecem com franqueza: capacidade de diálogo com o centro político, com setores empresariais moderados e com parcelas da sociedade que rejeitam radicalismos.

Ao sair, não é apenas uma cadeira que fica vaga. É um estilo político que se retira do palco.

O Vazio do Centro e a Radicalização

A política moderna é movida por percepção. E a percepção que pode se consolidar é a de que o grupo governista, sob Dr. Alan, assume uma identidade mais ideológica, menos pragmática, menos aberta à composição.

Esse movimento pode estreitar o campo eleitoral.

Mas, do outro lado, a esquerda local também atravessa seu próprio deserto. O Partido dos Trabalhadores perdeu capilaridade na zona rural — outrora seu bastião eleitoral. Perdeu bases históricas consolidadas. Perdeu lideranças comunitárias. E, talvez mais grave, perdeu a capacidade de dialogar com o eleitorado de centro que decide eleições.

A polarização, então, deixa de ser apenas retórica. Ela se torna estrutural.

É Nesse Espaço que Surge Quinho Tigre

É justamente nessa fissura que aparece Quinho Tigre.

Ex-prefeito de Belo Campo, ex-presidente da União dos Municípios da Bahia, articulador regional experiente, filiado ao Partido Social Democrático — legenda que detém a maior quantidade de prefeituras no estado — Quinho reúne três ativos políticos raros no cenário atual:

  1. Estrutura partidária forte

  2. Capilaridade regional

  3. Relação orgânica com lideranças estaduais

Ele é afilhado político de Rui Costa e do senador Otto Alencar. Não se trata de detalhe. Em política, padrinhos estruturam caminhos.

Sua pré-candidatura a deputado estadual pode ser o ensaio de algo maior. Caso alcance votação expressiva em Vitória da Conquista, poderá se credenciar como o nome capaz de reorganizar o campo oposicionista para 2028.

O Risco para a Esquerda Tradicional

Se Quinho se eleger com força na cidade, dois fenômenos podem ocorrer simultaneamente:

  • Ele pode esvaziar a candidatura tradicional da esquerda.

  • Pode atrair o centro órfão, insatisfeito tanto com o radicalismo da direita quanto com a falta de renovação petista.

Nesse caso, a eleição deixaria de ser direita versus esquerda clássica. Poderia se tornar uma disputa entre um projeto conservador e uma candidatura de centro ampliado, com viés desenvolvimentista e pragmático.

A grande pergunta é: o PT conseguirá se reinventar antes disso?

Até aqui, os sinais não são animadores.

O Efeito Sheila

A eventual renúncia de Sheila não é apenas um movimento estadual. É um terremoto municipal.

Se ela permanecer, mantém-se uma ponte com o centro.
Se sair, abre-se espaço para uma guinada ideológica mais nítida.

E eleições são decididas, quase sempre, pelo eleitor moderado.

2028 Começa Agora

O Blog Política e Resenha apenas vocaliza algo que já circula nos bastidores: Quinho Tigre pode ser o nome capaz de reorganizar forças, agregar esquerda, centro-esquerda e centro, e disputar o poder municipal após 12 anos.

Mas política não é matemática pura. É construção de narrativa, percepção pública, alianças estratégicas e timing.

Se o grupo governista se deslocar para um campo mais conservador e a esquerda continuar fragmentada, Quinho pode ocupar o espaço do equilíbrio.

Se, por outro lado, o PT conseguir recuperar sua base rural, reconstruir pontes com o centro e apresentar renovação real, o jogo muda novamente.

Vitória da Conquista entra, portanto, em uma encruzilhada histórica.

O centro está vazio.
A polarização avança.
E quem ocupar o espaço da moderação pode definir o futuro da cidade.

A política municipal nunca foi tão estratégica.

2028 já começou.

ARTIGO – Zezéu Ribeiro: A Saudade que se Transforma em Compromisso

 

(Padre Carlos)

Há datas que não passam. Elas voltam como um sino que dobra dentro da memória coletiva. Hoje, a saudade aperta. São 11 anos sem Zezéu Ribeiro entre nós — mas sua presença permanece viva na história do Partido dos Trabalhadores, da Bahia e do Brasil.

Há homens que ocupam cargos. E há homens que constroem causas. Zezéu foi dos que compreenderam cedo que política não é palco de vaidades, mas trincheira de princípios. Militante desde a universidade, forjado nas lutas democráticas contra o autoritarismo, ele não se limitou a ocupar espaços — ajudou a organizá-los. Foi dirigente partidário, vereador, deputado federal, secretário de Estado, conselheiro atento aos rumos da gestão pública. Em cada função, carregava a mesma marca: coerência.

Num tempo em que a política brasileira vive crises de confiança, recordar Zezéu é recordar a importância da formação política sólida, do debate ideológico honesto e da fidelidade às bases populares. Ele pertenceu à geração que acreditava que o Nordeste não deveria ser tratado como periferia do desenvolvimento nacional, mas como protagonista de um projeto de justiça social. Defendeu políticas públicas estruturantes, combateu desigualdades históricas e compreendeu que inclusão social não é favor — é direito.

Sua trajetória confunde-se com a construção do PT na Bahia. Naquele período de consolidação democrática, quando tudo ainda era difícil e incerto, Zezéu esteve entre os que acreditaram na força da organização coletiva. Ajudou a escrever capítulos decisivos da história partidária, não com discursos vazios, mas com trabalho de base, articulação institucional e compromisso ético.

A política, quando exercida com seriedade, deixa rastros de esperança. E é isso que permanece. Não apenas a memória de um homem público, mas o exemplo de uma postura. Zezéu nunca confundiu mandato com propriedade pessoal. Nunca tratou cargo como privilégio. Nunca perdeu a capacidade de dialogar, mesmo nos momentos mais tensos da vida pública.

Hoje, quando o Brasil enfrenta novos desafios — polarização política, crises econômicas, desigualdade social persistente —, o legado de Zezéu Ribeiro ecoa como convocação. A nós, que seguimos nessa caminhada, cabe honrar essa herança com trabalho sério, responsabilidade institucional e fidelidade aos princípios que moldaram nossa trajetória democrática.

A saudade, quando é verdadeira, não paralisa. Ela mobiliza. Ela recorda que o projeto de transformação social continua inacabado. E que a melhor homenagem não é a lágrima isolada, mas a continuidade da luta.

Zezéu sempre presente — não apenas na memória dos que com ele conviveram, mas na história viva de um partido que nasceu do chão das fábricas, das universidades, das comunidades eclesiais de base, das periferias urbanas e do sertão nordestino.

Alguns homens passam. Outros permanecem. Zezéu permanece.

ARTIGO – Zezéu Ribeiro: A Saudade que se Transforma em Compromisso

 

(Padre Carlos)

Há datas que não passam. Elas voltam como um sino que dobra dentro da memória coletiva. Hoje, a saudade aperta. São 11 anos sem Zezéu Ribeiro entre nós — mas sua presença permanece viva na história do Partido dos Trabalhadores, da Bahia e do Brasil.

Há homens que ocupam cargos. E há homens que constroem causas. Zezéu foi dos que compreenderam cedo que política não é palco de vaidades, mas trincheira de princípios. Militante desde a universidade, forjado nas lutas democráticas contra o autoritarismo, ele não se limitou a ocupar espaços — ajudou a organizá-los. Foi dirigente partidário, vereador, deputado federal, secretário de Estado, conselheiro atento aos rumos da gestão pública. Em cada função, carregava a mesma marca: coerência.

Num tempo em que a política brasileira vive crises de confiança, recordar Zezéu é recordar a importância da formação política sólida, do debate ideológico honesto e da fidelidade às bases populares. Ele pertenceu à geração que acreditava que o Nordeste não deveria ser tratado como periferia do desenvolvimento nacional, mas como protagonista de um projeto de justiça social. Defendeu políticas públicas estruturantes, combateu desigualdades históricas e compreendeu que inclusão social não é favor — é direito.

Sua trajetória confunde-se com a construção do PT na Bahia. Naquele período de consolidação democrática, quando tudo ainda era difícil e incerto, Zezéu esteve entre os que acreditaram na força da organização coletiva. Ajudou a escrever capítulos decisivos da história partidária, não com discursos vazios, mas com trabalho de base, articulação institucional e compromisso ético.

A política, quando exercida com seriedade, deixa rastros de esperança. E é isso que permanece. Não apenas a memória de um homem público, mas o exemplo de uma postura. Zezéu nunca confundiu mandato com propriedade pessoal. Nunca tratou cargo como privilégio. Nunca perdeu a capacidade de dialogar, mesmo nos momentos mais tensos da vida pública.

Hoje, quando o Brasil enfrenta novos desafios — polarização política, crises econômicas, desigualdade social persistente —, o legado de Zezéu Ribeiro ecoa como convocação. A nós, que seguimos nessa caminhada, cabe honrar essa herança com trabalho sério, responsabilidade institucional e fidelidade aos princípios que moldaram nossa trajetória democrática.

A saudade, quando é verdadeira, não paralisa. Ela mobiliza. Ela recorda que o projeto de transformação social continua inacabado. E que a melhor homenagem não é a lágrima isolada, mas a continuidade da luta.

Zezéu sempre presente — não apenas na memória dos que com ele conviveram, mas na história viva de um partido que nasceu do chão das fábricas, das universidades, das comunidades eclesiais de base, das periferias urbanas e do sertão nordestino.

Alguns homens passam. Outros permanecem. Zezéu permanece.

Advogado Foragido é Preso Dentro de Agência Bancária no Centro de Condeúba

A prisão de um advogado de 52 anos, que se encontrava foragido da Justiça, movimentou o Centro de Condeúba na tarde da última segunda-feira (23). A ocorrência foi registrada por volta das 15h50, no interior de uma agência bancária situada na Praça Jovino Arsênio da Silva Filho.

A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Territorial de Condeúba. Contra o investigado havia dois mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de Salvador. Um deles refere-se à prisão preventiva decorrente de decisão condenatória pelo crime de apropriação indébita. O outro trata-se de mandado de prisão definitiva, após condenação transitada em julgado pelo mesmo delito.

A pena foi fixada em 5 anos e 4 meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado, além de 300 dias-multa. Conforme determinação judicial, o início do cumprimento da pena deve ocorrer de forma imediata em unidade prisional.

De acordo com informações registradas na ocorrência, no momento da abordagem o advogado teria resistido à prisão, empregando força física, além de proferir ameaças ao policial responsável pela ação. Diante da situação, foi necessário o uso de algemas para assegurar a condução do suspeito. A conduta será apurada nos termos da legislação vigente.

O investigado responde a processos relacionados à apropriação de valores vinculados a causas judiciais de clientes. Em um dos registros, uma mulher relatou a subtração de folhas de cheque e falsificação de assinaturas, o que teria resultado na negativação de sua conta bancária.

Outro boletim de ocorrência menciona a negociação envolvendo a venda de uma égua da raça Mangalarga Marchador, devidamente registrada e identificada por chip, além de um potro. Conforme o relato apresentado, os animais teriam sido retirados do estabelecimento mediante pagamento parcial, sem a quitação integral do valor acordado.

Após a captura, o advogado foi colocado à disposição do Poder Judiciário para a adoção das medidas cabíveis. Foram realizados os exames de praxe, e o custodiado será encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena determinada.

(Maria Clara)

Advogado Foragido é Preso Dentro de Agência Bancária no Centro de Condeúba

A prisão de um advogado de 52 anos, que se encontrava foragido da Justiça, movimentou o Centro de Condeúba na tarde da última segunda-feira (23). A ocorrência foi registrada por volta das 15h50, no interior de uma agência bancária situada na Praça Jovino Arsênio da Silva Filho.

A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Territorial de Condeúba. Contra o investigado havia dois mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de Salvador. Um deles refere-se à prisão preventiva decorrente de decisão condenatória pelo crime de apropriação indébita. O outro trata-se de mandado de prisão definitiva, após condenação transitada em julgado pelo mesmo delito.

A pena foi fixada em 5 anos e 4 meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado, além de 300 dias-multa. Conforme determinação judicial, o início do cumprimento da pena deve ocorrer de forma imediata em unidade prisional.

De acordo com informações registradas na ocorrência, no momento da abordagem o advogado teria resistido à prisão, empregando força física, além de proferir ameaças ao policial responsável pela ação. Diante da situação, foi necessário o uso de algemas para assegurar a condução do suspeito. A conduta será apurada nos termos da legislação vigente.

O investigado responde a processos relacionados à apropriação de valores vinculados a causas judiciais de clientes. Em um dos registros, uma mulher relatou a subtração de folhas de cheque e falsificação de assinaturas, o que teria resultado na negativação de sua conta bancária.

Outro boletim de ocorrência menciona a negociação envolvendo a venda de uma égua da raça Mangalarga Marchador, devidamente registrada e identificada por chip, além de um potro. Conforme o relato apresentado, os animais teriam sido retirados do estabelecimento mediante pagamento parcial, sem a quitação integral do valor acordado.

Após a captura, o advogado foi colocado à disposição do Poder Judiciário para a adoção das medidas cabíveis. Foram realizados os exames de praxe, e o custodiado será encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena determinada.

(Maria Clara)

SAC MÓVEL TEM PRAZO AMPLIADO EM VITÓRIA DA CONQUISTA E GARANTE MAIS ACESSO A SERVIÇOS ESSENCIAIS

O atendimento do SAC Móvel em Vitória da Conquista foi prorrogado até o dia 02 de março, ampliando em quatro dias o período inicialmente previsto. A decisão assegura mais tempo para que a população tenha acesso a serviços públicos considerados essenciais, especialmente na emissão de documentos e regularização de pendências administrativas.

A unidade permanece instalada na Avenida Brumado, nº 205, no Centro Cultural Glauber Rocha, com funcionamento diário das 07h30 às 17h. A estrutura foi organizada para oferecer comodidade e eficiência, permitindo que os cidadãos realizem diversos atendimentos em um único local, de forma prática e organizada.

Entre os principais serviços disponibilizados estão a emissão da carteira de identidade (RG), consulta e emissão de antecedentes criminais, atendimento do Planserv e serviços da Ouvidoria Geral do Estado, além de outros procedimentos administrativos que integram a rede de cidadania do Estado da Bahia.

A prorrogação do prazo reforça a relevância do SAC Móvel como instrumento de descentralização do atendimento público. A proposta da ação itinerante é justamente aproximar o cidadão dos serviços governamentais, reduzindo deslocamentos, diminuindo filas nos postos fixos e ampliando a cobertura de atendimento, sobretudo para quem enfrenta dificuldades de mobilidade ou limitações de horário.

Em municípios de porte médio como Vitória da Conquista, iniciativas dessa natureza contribuem para a dinamização do acesso à documentação civil, elemento fundamental para o exercício pleno da cidadania. A ampliação do período de funcionamento tende a beneficiar trabalhadores, estudantes e famílias que, por diferentes razões, não conseguiram comparecer nos primeiros dias de atendimento.

A iniciativa conta com o apoio do deputado estadual Fabrício Falcão, que tem atuado no fortalecimento de políticas públicas voltadas à cidadania e à ampliação dos serviços estaduais no município. Segundo o parlamentar, a extensão do prazo de atendimento amplia a capacidade de alcance da ação e permite que mais pessoas sejam atendidas com dignidade, agilidade e respeito.

Com a nova data limite estabelecida para 02 de março, a expectativa é de que o fluxo de atendimentos continue significativo, consolidando o SAC Móvel como uma estratégia eficaz de interiorização dos serviços públicos e de promoção do acesso à documentação e aos direitos básicos da população.

(Maria Clara)

SAC MÓVEL TEM PRAZO AMPLIADO EM VITÓRIA DA CONQUISTA E GARANTE MAIS ACESSO A SERVIÇOS ESSENCIAIS

O atendimento do SAC Móvel em Vitória da Conquista foi prorrogado até o dia 02 de março, ampliando em quatro dias o período inicialmente previsto. A decisão assegura mais tempo para que a população tenha acesso a serviços públicos considerados essenciais, especialmente na emissão de documentos e regularização de pendências administrativas.

A unidade permanece instalada na Avenida Brumado, nº 205, no Centro Cultural Glauber Rocha, com funcionamento diário das 07h30 às 17h. A estrutura foi organizada para oferecer comodidade e eficiência, permitindo que os cidadãos realizem diversos atendimentos em um único local, de forma prática e organizada.

Entre os principais serviços disponibilizados estão a emissão da carteira de identidade (RG), consulta e emissão de antecedentes criminais, atendimento do Planserv e serviços da Ouvidoria Geral do Estado, além de outros procedimentos administrativos que integram a rede de cidadania do Estado da Bahia.

A prorrogação do prazo reforça a relevância do SAC Móvel como instrumento de descentralização do atendimento público. A proposta da ação itinerante é justamente aproximar o cidadão dos serviços governamentais, reduzindo deslocamentos, diminuindo filas nos postos fixos e ampliando a cobertura de atendimento, sobretudo para quem enfrenta dificuldades de mobilidade ou limitações de horário.

Em municípios de porte médio como Vitória da Conquista, iniciativas dessa natureza contribuem para a dinamização do acesso à documentação civil, elemento fundamental para o exercício pleno da cidadania. A ampliação do período de funcionamento tende a beneficiar trabalhadores, estudantes e famílias que, por diferentes razões, não conseguiram comparecer nos primeiros dias de atendimento.

A iniciativa conta com o apoio do deputado estadual Fabrício Falcão, que tem atuado no fortalecimento de políticas públicas voltadas à cidadania e à ampliação dos serviços estaduais no município. Segundo o parlamentar, a extensão do prazo de atendimento amplia a capacidade de alcance da ação e permite que mais pessoas sejam atendidas com dignidade, agilidade e respeito.

Com a nova data limite estabelecida para 02 de março, a expectativa é de que o fluxo de atendimentos continue significativo, consolidando o SAC Móvel como uma estratégia eficaz de interiorização dos serviços públicos e de promoção do acesso à documentação e aos direitos básicos da população.

(Maria Clara)

Conquistense de 20 anos é um dos mortos no confronto contra a CIPE Cacaueira na região de Ilhéus

A morte de um jovem natural de Vitória da Conquista, ocorrida durante uma operação policial no sul da Bahia, reacende o debate sobre segurança pública, enfrentamento ao crime organizado e os desafios enfrentados pelas forças de segurança no interior do estado.

Na tarde da última segunda-feira (23), um patrulhamento tático realizado por guarnições da Companhia Independente de Policiamento Especializado Cacaueira (CIPE Cacaueira) no município de Una, no distrito de Lençóis, zona rural da cidade, resultou em confronto armado. A localidade fica a aproximadamente 62 quilômetros de Ilhéus, na chamada região cacaueira.

De acordo com informações oficiais, três guarnições realizavam patrulhamento de rotina quando teriam sido surpreendidas por disparos efetuados por indivíduos armados. Houve reação por parte da tropa especializada, iniciando-se uma troca de tiros. Ao término da ocorrência, cinco suspeitos foram encontrados baleados.

Os feridos foram socorridos pelas próprias equipes policiais e encaminhados ao Hospital Municipal de Una, onde os óbitos foram confirmados. A corporação informou que nenhum policial ficou ferido durante a ação.

Com o avanço dos procedimentos de identificação, foi confirmado que um dos mortos trata-se de Fabrício Santos Fernandes, de 20 anos, natural de Vitória da Conquista, com vínculos familiares no bairro Guarani. Informações levantadas por autoridades indicam que o jovem possuía registros anteriores e já havia sido detido na região sul do estado.

Durante a operação, foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e quatro pistolas de diferentes calibres. O material foi apresentado na delegacia territorial de Una, onde a ocorrência foi formalmente registrada e segue sob investigação da Polícia Civil.

A operação integra o conjunto de ações voltadas ao combate à criminalidade na região cacaueira, área estratégica do sul da Bahia. Casos como este evidenciam a complexidade do enfrentamento à violência armada e reforçam a importância de políticas públicas integradas que envolvam segurança, prevenção social e fortalecimento das instituições.

O episódio também chama atenção para a realidade enfrentada por jovens em contextos de vulnerabilidade, tema que frequentemente mobiliza debates acadêmicos, institucionais e comunitários em todo o estado.

As investigações seguem para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

(Maria Clara)

Conquistense de 20 anos é um dos mortos no confronto contra a CIPE Cacaueira na região de Ilhéus

A morte de um jovem natural de Vitória da Conquista, ocorrida durante uma operação policial no sul da Bahia, reacende o debate sobre segurança pública, enfrentamento ao crime organizado e os desafios enfrentados pelas forças de segurança no interior do estado.

Na tarde da última segunda-feira (23), um patrulhamento tático realizado por guarnições da Companhia Independente de Policiamento Especializado Cacaueira (CIPE Cacaueira) no município de Una, no distrito de Lençóis, zona rural da cidade, resultou em confronto armado. A localidade fica a aproximadamente 62 quilômetros de Ilhéus, na chamada região cacaueira.

De acordo com informações oficiais, três guarnições realizavam patrulhamento de rotina quando teriam sido surpreendidas por disparos efetuados por indivíduos armados. Houve reação por parte da tropa especializada, iniciando-se uma troca de tiros. Ao término da ocorrência, cinco suspeitos foram encontrados baleados.

Os feridos foram socorridos pelas próprias equipes policiais e encaminhados ao Hospital Municipal de Una, onde os óbitos foram confirmados. A corporação informou que nenhum policial ficou ferido durante a ação.

Com o avanço dos procedimentos de identificação, foi confirmado que um dos mortos trata-se de Fabrício Santos Fernandes, de 20 anos, natural de Vitória da Conquista, com vínculos familiares no bairro Guarani. Informações levantadas por autoridades indicam que o jovem possuía registros anteriores e já havia sido detido na região sul do estado.

Durante a operação, foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e quatro pistolas de diferentes calibres. O material foi apresentado na delegacia territorial de Una, onde a ocorrência foi formalmente registrada e segue sob investigação da Polícia Civil.

A operação integra o conjunto de ações voltadas ao combate à criminalidade na região cacaueira, área estratégica do sul da Bahia. Casos como este evidenciam a complexidade do enfrentamento à violência armada e reforçam a importância de políticas públicas integradas que envolvam segurança, prevenção social e fortalecimento das instituições.

O episódio também chama atenção para a realidade enfrentada por jovens em contextos de vulnerabilidade, tema que frequentemente mobiliza debates acadêmicos, institucionais e comunitários em todo o estado.

As investigações seguem para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

(Maria Clara)

Tragédia na BR-116: O Que Está Por Trás do Acidente que Abalou Duas Cidades?

Um grave acidente envolvendo duas carretas interrompeu a rotina da BR-116 na noite da última terça-feira (24), no município de Padre Paraíso, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. A colisão ocorreu em frente à Fazenda Boa Vista, em um trecho conhecido pelo intenso fluxo de veículos de carga.

O impacto foi violento. A força da batida mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção de motoristas que trafegavam pela rodovia naquele momento. A vítima fatal foi identificada como Jhonatha Marinho, morador do município de Planalto e motorista da empresa Transoares. A confirmação da morte provocou forte comoção na cidade onde ele residia, especialmente entre familiares, amigos e colegas de profissão.

A BR-116, uma das mais importantes rodovias federais do país, é considerada corredor estratégico para o transporte de mercadorias entre as regiões Sudeste e Nordeste. Diariamente, milhares de veículos, especialmente caminhões e carretas, cruzam seus quilômetros, o que exige atenção redobrada e rigor no cumprimento das normas de trânsito.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local para controlar o tráfego, registrar a ocorrência e garantir a segurança dos demais usuários da via. Também atuaram profissionais do Departamento de Polícia Técnica, responsáveis pelos procedimentos periciais que irão subsidiar as investigações.

As circunstâncias que levaram à colisão ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. A análise técnica deverá considerar fatores como condições da pista, visibilidade no momento do acidente, estado dos veículos e dinâmica da colisão.

O episódio reforça o debate permanente sobre segurança viária, infraestrutura rodoviária e responsabilidade no trânsito. Em trechos de grande circulação de cargas, como o da BR-116, a prevenção continua sendo elemento essencial para reduzir riscos e preservar vidas.

Enquanto as investigações seguem seu curso, permanece o sentimento de luto e solidariedade às famílias envolvidas. A rodovia, palco de intenso movimento e conexão econômica, tornou-se, naquela noite, cenário de uma perda irreparável.

(Maria Clara)

Tragédia na BR-116: O Que Está Por Trás do Acidente que Abalou Duas Cidades?

Um grave acidente envolvendo duas carretas interrompeu a rotina da BR-116 na noite da última terça-feira (24), no município de Padre Paraíso, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. A colisão ocorreu em frente à Fazenda Boa Vista, em um trecho conhecido pelo intenso fluxo de veículos de carga.

O impacto foi violento. A força da batida mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção de motoristas que trafegavam pela rodovia naquele momento. A vítima fatal foi identificada como Jhonatha Marinho, morador do município de Planalto e motorista da empresa Transoares. A confirmação da morte provocou forte comoção na cidade onde ele residia, especialmente entre familiares, amigos e colegas de profissão.

A BR-116, uma das mais importantes rodovias federais do país, é considerada corredor estratégico para o transporte de mercadorias entre as regiões Sudeste e Nordeste. Diariamente, milhares de veículos, especialmente caminhões e carretas, cruzam seus quilômetros, o que exige atenção redobrada e rigor no cumprimento das normas de trânsito.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local para controlar o tráfego, registrar a ocorrência e garantir a segurança dos demais usuários da via. Também atuaram profissionais do Departamento de Polícia Técnica, responsáveis pelos procedimentos periciais que irão subsidiar as investigações.

As circunstâncias que levaram à colisão ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. A análise técnica deverá considerar fatores como condições da pista, visibilidade no momento do acidente, estado dos veículos e dinâmica da colisão.

O episódio reforça o debate permanente sobre segurança viária, infraestrutura rodoviária e responsabilidade no trânsito. Em trechos de grande circulação de cargas, como o da BR-116, a prevenção continua sendo elemento essencial para reduzir riscos e preservar vidas.

Enquanto as investigações seguem seu curso, permanece o sentimento de luto e solidariedade às famílias envolvidas. A rodovia, palco de intenso movimento e conexão econômica, tornou-se, naquela noite, cenário de uma perda irreparável.

(Maria Clara)

SEIS HORAS DE TENSÃO EM BOA NOVA: NEGOCIAÇÃO, DISPARO CONTROLADO E PRISÃO EM FLAGRANTE MARCAM OCORRÊNCIA POLICIAL

Uma ocorrência de alta complexidade mobilizou forças de segurança e equipes de saúde no município de Boa Nova, na última terça-feira (24). A ação resultou na prisão em flagrante de A.B.S., de 32 anos, pelos crimes de maus-tratos a animal e resistência à prisão, após um episódio que exigiu horas de negociação e atuação coordenada das autoridades.

A operação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Boa Nova, com apoio da Polícia Militar da Bahia, da Guarda Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo informações oficiais, o caso teve início quando o homem, em aparente surto psicótico, matou com golpes de faca o cachorro de estimação da própria irmã e passou a ameaçar os pais dentro da residência da família. Diante da gravidade da situação, equipes da Polícia Militar e profissionais de saúde foram acionados e iniciaram tentativas de negociação para que ele se entregasse voluntariamente.

Após várias tentativas sem sucesso, policiais civis assumiram a condução do diálogo. Durante a negociação, o suspeito teria reiterado ameaças contra os agentes caso entrassem no imóvel, o que elevou o nível de risco da ocorrência.

Foram aproximadamente seis horas de tratativas. Diante da resistência e da manutenção da ameaça iminente, um policial civil realizou um disparo controlado que atingiu a faca empunhada pelo investigado, desarmando-o. A medida permitiu a entrada imediata das equipes na residência. Houve luta corporal para contê-lo, sendo o homem imobilizado com o apoio dos policiais militares.

De acordo com informações preliminares da investigação, o suspeito já vinha sendo apontado por moradores do bairro como responsável por episódios de ameaça a vizinhos. Em 2024, ele teria se envolvido em outra ocorrência, quando tentou agredir policiais militares após danificar veículos na rua onde reside.

O homem foi autuado em flagrante com base na Lei nº 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, com aplicação da causa de aumento prevista na Lei nº 14.064/2020 — conhecida como Lei Sansão — que endurece as penas para maus-tratos contra cães e gatos. Também foi autuado por resistência à prisão.

Após os procedimentos legais, o investigado permanece à disposição da Justiça. A autoridade policial informou que serão adotadas as medidas cabíveis para que sua condição de saúde mental seja avaliada pelos órgãos competentes, conforme determina a legislação vigente.

O episódio evidencia a atuação integrada das forças de segurança pública e dos serviços de saúde em situações de crise, reforçando a importância de protocolos técnicos e negociações especializadas em ocorrências de alto risco.

(Maria Clara)

SEIS HORAS DE TENSÃO EM BOA NOVA: NEGOCIAÇÃO, DISPARO CONTROLADO E PRISÃO EM FLAGRANTE MARCAM OCORRÊNCIA POLICIAL

Uma ocorrência de alta complexidade mobilizou forças de segurança e equipes de saúde no município de Boa Nova, na última terça-feira (24). A ação resultou na prisão em flagrante de A.B.S., de 32 anos, pelos crimes de maus-tratos a animal e resistência à prisão, após um episódio que exigiu horas de negociação e atuação coordenada das autoridades.

A operação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Boa Nova, com apoio da Polícia Militar da Bahia, da Guarda Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo informações oficiais, o caso teve início quando o homem, em aparente surto psicótico, matou com golpes de faca o cachorro de estimação da própria irmã e passou a ameaçar os pais dentro da residência da família. Diante da gravidade da situação, equipes da Polícia Militar e profissionais de saúde foram acionados e iniciaram tentativas de negociação para que ele se entregasse voluntariamente.

Após várias tentativas sem sucesso, policiais civis assumiram a condução do diálogo. Durante a negociação, o suspeito teria reiterado ameaças contra os agentes caso entrassem no imóvel, o que elevou o nível de risco da ocorrência.

Foram aproximadamente seis horas de tratativas. Diante da resistência e da manutenção da ameaça iminente, um policial civil realizou um disparo controlado que atingiu a faca empunhada pelo investigado, desarmando-o. A medida permitiu a entrada imediata das equipes na residência. Houve luta corporal para contê-lo, sendo o homem imobilizado com o apoio dos policiais militares.

De acordo com informações preliminares da investigação, o suspeito já vinha sendo apontado por moradores do bairro como responsável por episódios de ameaça a vizinhos. Em 2024, ele teria se envolvido em outra ocorrência, quando tentou agredir policiais militares após danificar veículos na rua onde reside.

O homem foi autuado em flagrante com base na Lei nº 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais, com aplicação da causa de aumento prevista na Lei nº 14.064/2020 — conhecida como Lei Sansão — que endurece as penas para maus-tratos contra cães e gatos. Também foi autuado por resistência à prisão.

Após os procedimentos legais, o investigado permanece à disposição da Justiça. A autoridade policial informou que serão adotadas as medidas cabíveis para que sua condição de saúde mental seja avaliada pelos órgãos competentes, conforme determina a legislação vigente.

O episódio evidencia a atuação integrada das forças de segurança pública e dos serviços de saúde em situações de crise, reforçando a importância de protocolos técnicos e negociações especializadas em ocorrências de alto risco.

(Maria Clara)

Cinco Anos Depois: O Caso Sashira Entra em Nova Fase e Volta ao Tribunal do Júri

Quase cinco anos após o crime que comoveu Vitória da Conquista e repercutiu em toda a Bahia, o caso envolvendo a morte da jovem Sashira Camilly Cunha Silva volta ao centro das atenções com a marcação do julgamento de outros dois acusados apontados pela investigação como participantes do feminicídio.

Após a condenação de Rafael de Souza Lima, ex-namorado da vítima e principal réu do processo, os desdobramentos judiciais agora se concentram em Marcos Vinicius Botelho Fernandes de Almeida e Filipe dos Santos Gusmão. Os julgamentos foram designados para o dia 30 de março, no Fórum João Mangabeira, em Vitória da Conquista, conforme informações apuradas.

O julgamento de Rafael ocorreu no dia 11 de fevereiro, no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana. A sessão teve duração aproximada de 19 horas e resultou na condenação do réu a 22 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado. Ele foi sentenciado por homicídio qualificado — com reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — além de ocultação de cadáver e feminicídio.

A transferência do julgamento para Feira de Santana ocorreu por meio de desaforamento, instrumento previsto no Código de Processo Penal. A medida foi adotada pela Justiça com o objetivo de garantir a imparcialidade do julgamento, diante da ampla repercussão social do caso em Vitória da Conquista.

Apesar da sentença já proferida contra Rafael, o processo ainda não foi integralmente concluído. Marcos Vinicius e Filipe Gusmão também foram denunciados por participação na morte da jovem e aguardam agora seus respectivos julgamentos perante o Tribunal do Júri. Segundo informações oficiais, Marcos Vinicius permanece preso preventivamente, enquanto Filipe responde ao processo em liberdade provisória.

O crime ocorreu em 15 de setembro de 2021. À época com 19 anos e estudante de Engenharia Civil, Sashira teria sido atraída para um encontro sob falsos pretextos. As investigações policiais apontaram que ela foi dopada e morta em circunstâncias que geraram forte comoção social. Conforme consta nos autos, há indicação de que Filipe teria facilitado a participação de Marcos, que teria sido responsável pelo ato final após a jovem ainda apresentar sinais vitais.

Desde o início do processo, familiares de Sashira acompanham atentamente cada etapa judicial. Após o julgamento do principal acusado, as atenções se voltam agora para esta nova fase processual, que deverá submeter os demais réus ao Conselho de Sentença.

O caso também segue sendo acompanhado por movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres, que destacam a importância do enfrentamento à violência de gênero e da responsabilização dentro dos parâmetros legais. A realização do julgamento no dia 30 de março representa mais um capítulo de uma trajetória judicial que se estende por quase meio decênio.

Com a aproximação da nova data no Fórum João Mangabeira, a expectativa é de que o Tribunal do Júri avance na conclusão do caso, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, pilares do sistema de Justiça brasileiro.

(Maria Clara)

Cinco Anos Depois: O Caso Sashira Entra em Nova Fase e Volta ao Tribunal do Júri

Quase cinco anos após o crime que comoveu Vitória da Conquista e repercutiu em toda a Bahia, o caso envolvendo a morte da jovem Sashira Camilly Cunha Silva volta ao centro das atenções com a marcação do julgamento de outros dois acusados apontados pela investigação como participantes do feminicídio.

Após a condenação de Rafael de Souza Lima, ex-namorado da vítima e principal réu do processo, os desdobramentos judiciais agora se concentram em Marcos Vinicius Botelho Fernandes de Almeida e Filipe dos Santos Gusmão. Os julgamentos foram designados para o dia 30 de março, no Fórum João Mangabeira, em Vitória da Conquista, conforme informações apuradas.

O julgamento de Rafael ocorreu no dia 11 de fevereiro, no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana. A sessão teve duração aproximada de 19 horas e resultou na condenação do réu a 22 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado. Ele foi sentenciado por homicídio qualificado — com reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — além de ocultação de cadáver e feminicídio.

A transferência do julgamento para Feira de Santana ocorreu por meio de desaforamento, instrumento previsto no Código de Processo Penal. A medida foi adotada pela Justiça com o objetivo de garantir a imparcialidade do julgamento, diante da ampla repercussão social do caso em Vitória da Conquista.

Apesar da sentença já proferida contra Rafael, o processo ainda não foi integralmente concluído. Marcos Vinicius e Filipe Gusmão também foram denunciados por participação na morte da jovem e aguardam agora seus respectivos julgamentos perante o Tribunal do Júri. Segundo informações oficiais, Marcos Vinicius permanece preso preventivamente, enquanto Filipe responde ao processo em liberdade provisória.

O crime ocorreu em 15 de setembro de 2021. À época com 19 anos e estudante de Engenharia Civil, Sashira teria sido atraída para um encontro sob falsos pretextos. As investigações policiais apontaram que ela foi dopada e morta em circunstâncias que geraram forte comoção social. Conforme consta nos autos, há indicação de que Filipe teria facilitado a participação de Marcos, que teria sido responsável pelo ato final após a jovem ainda apresentar sinais vitais.

Desde o início do processo, familiares de Sashira acompanham atentamente cada etapa judicial. Após o julgamento do principal acusado, as atenções se voltam agora para esta nova fase processual, que deverá submeter os demais réus ao Conselho de Sentença.

O caso também segue sendo acompanhado por movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres, que destacam a importância do enfrentamento à violência de gênero e da responsabilização dentro dos parâmetros legais. A realização do julgamento no dia 30 de março representa mais um capítulo de uma trajetória judicial que se estende por quase meio decênio.

Com a aproximação da nova data no Fórum João Mangabeira, a expectativa é de que o Tribunal do Júri avance na conclusão do caso, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, pilares do sistema de Justiça brasileiro.

(Maria Clara)